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Chave Geral 921

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A nossa luta é todo dia, em defesa da Cemig Saúde!

Sindieletro, ABCF, AEA e Senge -MG, mandatos de parlamentares que são parceiros importantes na defesa de nossos direitos e movimentos sociais e populares estão unidos na luta da categoria eletricitária ativa e aposentada Cemig em defesa do nosso plano de saúde. No último dia 15, realizamos um ato durante a reunião em que conselheiros da Cemig Saúde indicados pela gestão Zema aprovaram, de forma arbitrária e ilegal, mudanças estatutárias no plano de saúde, usando o voto de minerva. Entregamos uma notificação extrajudial ao presidente do Conselho Deliberativo apontando as irregularidades e alertando que ele e os demais conselheiros indicados pela gestão Zema serão responsabilizados civil e criminalmente pela decisão que ameaça a retirada dos aposentados do plano de saúde. Pág. 03

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Sindieletro cobra da gestão Zema solução sobre o trabalho híbrido e a PLR

Nunca antes na história os trabalhadores da Cemig enfrentaram tanta truculência e revanchismo. Nossa luta continua!

Chega ao cúmulo do absurdo o tratamento e a postura da gestão Zema quando o assunto são temas relacionados aos interesses dos trabalhadores da Cemig. Aliás, os temas em questão também são de interesse da gestão da empresa. Ou não? A história de construção e implementação da PLR e do trabalho híbrido tiveram muita participação e influência de representantes do patronato brasileiro. O trabalho remoto, inclusive, foi regulamentado na “deforma trabalhista”, que beneficiou os patrões em detrimento dos direitos e das condições de tra-

balho dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.

Mesmo sendo vantajoso para a gestão da empresa, ainda vemos a forma desqualificada que seus gestores tratam os temas. Um bom exemplo foi a participação do superintendente do RH, Brunno Viana, em audiência no Ministério Público do Trabalho (MPT), quando convocado pelo órgão a dar esclarecimentos sobre a denúncia anônima de irregularidades cometidas no trabalho híbrido. O superintendente propôs como alternativa ao inquérito do MPT acabar com o

VOZ DO TRABALHADOR

trabalho híbrido. É como dizem no contexto popular: “Se a vaca está com carrapato, eles optam por matar a vaca”.

O Coordenador-Geral do Sindieletro, Emerson Andrada, tem encaminhado ofícios para a gestão da empresa, cobrando retorno do tratamento do trabalho híbrido na Cemig. Cobramos por aqui também: Sr. superintendente do RH, Brunno Viana, e Sr. gerente do RH, João Paulo Vaz, chega de enrolação, agendem reunião com o Sindieletro e nos deem retorno sobre o compromisso firmado na última reunião, realizada na primeira quinzena de maio, quando se comprometeram a discutir o tema internamente com demais gestores e nos dar retorno.

Sobre a PLR, o deputado Betão (PT), presidente da Comissão do Trabalho na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), chamou o Sindieletro e a gestão da empresa para uma reunião de mediação no dia 22 de maio, com objetivo de

antecipar o debate a ser realizado em audiência pública, agendada para o dia 13 de julho. Ao final da reunião, o deputado Betão também se surpreendeu com a resposta dos representantes da gestão da empresa, quando ponderou com o seu entendimento que não há problemas financeiros, muito menos impedimentos judiciais, para realizar o pagamento da PLR, e perguntou se era decisão da gestão da empresa, o que foi confirmado pelos gestores. A proposta do parlamentar é chegar nessa audiência com propostas que permitam a solução do impasse.

Além da atuação na ALMG, junto ao deputado Betão, o Sindieletro, através do Departamento Jurídico, está na luta judicial. A audiência que vai debater a PLR 2022 está agendada para o dia 11 de julho!

A mobilização da categoria é fundamental para fortalecer a luta em defesa dos nossos direitos!

Cemig: esse “trem” é nosso!

Trabalhadores denunciam precarização no processo de trabalho no setor de TI da empresa

O Sindieletro reforça a importância da denúncia dos trabalhadores e reafirma seu compromisso de luta contra a precarização das condições de trabalho e da vida na Cemig.

A área de TI vem mudando seu papel ao longo dos anos dentro das empresas. A tecnologia evolui diariamente e passou a ter uma importância estratégica dentro das corporações. Com a Cemig não podia ser diferente, dada a sua importância dentro da sociedade mineira como fornecedora de um serviço essencial, que é a energia elétrica. Nos últimos anos, percebo que

a TI da empresa vem recebendo uma gestão um pouco descuidada. Terceirização de serviços, contratação de empresas sem o know -how técnico necessário, contratos temporários para serviços de longo prazo, trabalhadores com pouca experiência para executar serviços complexos. Nesse contexto, os impactos na qualidade dos serviços são notórios. Há aumento de de-

mandas por retrabalho, e as reclamações são inevitáveis.

Neste ano, fomos informados que a equipe de TI será remanejada para o Anel Rodoviário. Para muitos trabalhadores, há vários transtornos: a dificuldade de mobilidade, poucas opções de estabelecimentos que fornecem alimentação e a infraestrutura atual do prédio, que é frágil para atender à demanda técnica, são alguns deles.

Penso que, com essas mudan-

ças, teremos dificuldades de adaptação a curto prazo. Espero que a gestão da empresa tenha uma postura mais cuidadosa com o seu setor tecnológico daqui para frente. Em um mundo cada dia mais globalizado, o setor de TI se torna o principal elemento de desenvolvimento das grandes organizações.

Cemig: esse “trem” é nosso!

A voz de um trabalhador do TI

- Triângulo: (34) 3212-5001 - Vale do Aço: (31) 3822-3003 E-mail: cinformacao@sindieletromg.org.br

Edição impressa com tiragem de 3.400 exemplares

Foto: Mariângela Castro
Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais - Rua Mucuri, nº 271- Bairro Floresta
Belo Horizonte/MG
Maria Beatriz de Castro

A nossa luta é todo dia, porque a saúde não é mercadoria!

Todos juntos: categoria, Sindieletro, ABCF, AEA e Senge, além de apoios importantes de mandatos parlamentares e de movimentos sociais e populares. Conselheiros da gestão Zema na Cemig Saúde vão ser responsabilizados civil e criminalmente

A luta continua, mesmo após os conselheiros indicados pela gestão Zema na Cemig Saúde terem, ilegalmente, aprovado as alterações estatutárias do nosso plano de saúde. Na manhã da quinta-feira, 15 de junho, os eletricitários ativos e aposentados realizaram o ato da resistência em frente ao prédio da Cemig Saúde, durante a votação das alterações estatutárias. Os conselheiros indicados pela gestão Zema não se sentiram constrangidos e tampouco receosos diante do aviso de que serão responsabilizados judicialmente por desrespeitarem o regulamento da Cemig Saúde e impor, pelo voto de minerva, mudanças que retiram o poder de decisão do Conselho Deliberativo, passando esse poder para os gestores das patrocinadoras.

Teremos algumas frentes de lutas para reverter a situação, com resistência na base, apoio de importantes mandatos parlamentares e a luta jurídica, além da solidariedade dos movimentos sociais e populares. O Sindieletro, a ABCF, a AEA e o Senge-MG protocolaram durante o ato uma notificação extrajudicial com o alerta para as ilegalidades que os conselheiros indicados pela gestão Zema

cometeram ao aprovar as mudanças estatutárias.

O ato em defesa da Cemig Saúde contou com o apoio dos mandatos dos deputados Betão (estadual) e Rogério Correia (federal), e do vereador Bruno Pedralva, todos do PT. Os trabalhadores ativos e aposentados e a direção do Sindieletro fizeram uma homenagem ao companheiro Frederico Maciel Gravito, ex-diretor do Sindicato e falecido há cerca de um mês, com a participação da esposa dele, conhecida carinhosamente por Mazé.

Luta unificada em defesa da Cemig Saúde

O coordenador-geral do Sindieletro, Emerson Andrada, lembrou que o plano de saúde foi construído com o sangue e o suor dos trabalhadores ativos e aposentados, que não veio de graça, mas é uma conquista da categoria eletricitária Cemig. “A Cemig é uma das maiores e mais lucrativas empresas de Minas, um dos maiores patrimônios dos mineiros. No último ano, obteve um lucro de 4,3 bilhões de reais, mas a gestão Zema nessa empresa, de forma mesquinha, impõe retirar os aposentados e as aposentadas do plano de saúde. Milhares de aposentados fazem

ACT 2023, a nossa luta!

tratamento de saúde e estão com o direito ao acesso à saúde ameaçado pela gestão de Romeu Zema. A gestão pretende retirar o dinheiro do plano para atrair o mercado e privatizar a Cemig, além de aumentar os dividendos dos acionistas”, esclareceu.

Emerson enfatizou que Sindieletro, ABCF, AEA e Senge estão unificados e mais fortalecidos na luta em defesa da Cemg Saúde. O vereador de BH Bruno Pedralva ressaltou que o trabalho da categoria ativa e aposentada sustentou e sustenta a Cemig, pois o lucro da empresa vem do trabalho, e acrescentou que a saúde é direito e não benesse da empresa. “O patrimônio da Cemig e do povo mineiro foi conquistado graças ao trabalho de vocês, trabalhadores, ao longo do tempo”, enfatizou. Pedralva reafirmou que está junto na luta pelos direitos dos eletricitários ativos e aposentados, que a categoria pode contar com ele.

Usurpadores e desumanos A eletricitária aposentada e diretora do Senge-MG, Maria Helena Barbosa, avaliou que as mudanças impositivas no estatuto da Cemig Saúde é uma crueldade da gestão Zema e conclamou para

que a categoria e as entidades que representam os trabalhadores e beneficiários se mantenham juntas e fortes para resistir. “Os aposentados não têm que sair do plano de saúde, quem tem que sair são os usurpadores que vieram de São Paulo, apadrinhados pelo Zema, para sugar o dinheiro da Cemig e acabar com o plano de saúde”, disse.

O coordenador da Regional Metropolitana do Sindieletro, Alex Lopes, classificou como uma desumanidade a decisão de alterações estatutárias do plano de saúde para retirar os aposentados. “É importante que cada trabalhador, aposentado e ativo, convoque seus colegas de Cemig para fortalecer a luta, aumentar nossas trincheiras de resistência”, afirmou.

O diretor do Sindicato Guilherme Alves Fernandes lembrou que a notificação extrajudicial assinada pelo Sindieletro, ABCF, AEA e Senge, enviada ao presidente do Conselho Deliberativo, aos demais Conselheiros e todos os diretores, aponta para a possibilidade de irregularidades e eventual responsabilização civil e criminal. A notificação apresentou as prováveis alterações estatutárias e eventuais problemas na aprovação das contas de 2022 pelo Conselho Delibetativo, mesmo após a emissão do parecer em contrário do Conselho Fiscal. O Conselho Fical reprovou as referidas contas, também rejeitadas pelos conselheiros deliberativos eleitos pelos beneficiários e pela categoria, em assembleia.

Um dos motivos da rejeição das contas foi que, segundo denúncia anônima, a direção da Cemig Saúde utilizou recursos do Plano de Saúde Integrado (PSI) na criação de novos planos. Seriam recursos na ordem de 12 milhões de reais, dinheiro que é também dos beneficiários. “A luta será árdua, por isso, torna-se necessária a união da categoria e entidades representativas para impedir as maldades perpetradas pela atual gestão. Sigamos firmes na luta!”, concluiu.

O Acordo Coletivo de Trabalho - ACT - é parte importante da história de luta da categoria eletricitária da Cemig nesses 71 anos do Sindieletro. É nossa tarefa preservá-lo e adequá-lo à realidade trabalhista na Cemig com novos direitos

Ser eletricitário e eletricitária na Cemig não se resume simplesmente a um contrato de trabalho, a uma relação trabalhista, é fazer parte de uma história forjada na capacidade intelectual do trabalho de cada trabalhador e trabalhadora nas mais diversas atividades realizadas nesta importante empresa do setor elétrico brasileiro, e desenvolver novas técnicas e formas de manutenção, de operação, da engenharia,

dos processos administrativos, etc, tornando a Cemig a melhor energia do Brasil.

Nossa história é, também, de muita luta! Os direitos estabelecidos no nosso ACT, que a gestão Zema insiste em retirar, foram conquistados por nós, trabalhadores, ano a ano, a cada renovação do Acordo Coletivo, com muita luta, e em vários anos, com greve. A combatividade da categoria junto

ao Sindieletro conseguiu também vencer três tentativas de privatização, no início dos anos 2000, em 2014 e no primeiro mandato de Zema no governo de Minas Gerais. No entanto, com o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, os desafios da classe trabalhadora aumentaram. No governo ultraliberal do ilegítimo Michel Temer o projeto de privatização avançou e conseguiram vender as usinas de São

Simão, Miranda, Jaguara e Volta Grande, demonstrando o tamanho dos nossos desafios em governos de direita.

A gestão Zema na Cemig também se apropriou da “deforma trabalhista” do Temer e tem utilizado a cláusula da ultratividade, que retira a obrigatoriedade das empresas em manter as cláusulas do Acordo Coletivo após seu vencimento, caso não tenha um desfecho.

Foto: Carlos Felipe

Para avançar nesse tabuleiro de xadrez, as greves têm sido peças importantes para a nossa luta, combinada com a estratégia construída pelo Departamento Jurídico do Sindieletro, com o intuito de garantir a continuidade das negociações em âmbito judicial.

Após dois anos, voltaremos, no segundo semestre de 2023, à mesa de negociação para renovação do nosso ACT, e a nossa luta precisa ser tão organizada quanto nos anos anteriores. Nós, trabalhadores

da Cemig, organizados na direção do Sindieletro, já nos reunimos no Conselho Deliberativo do nosso Sindicato para dar início ao debate em relação à luta do ACT deste ano. No próximo período, iremos às portarias construir a luta junto com a categoria. Nosso primeiro passo é debater as condições de trabalho e os impactos do projeto privatista nos processos de trabalho. Nossa pauta de reivindicações, a ser edificada também com a categoria, precisa revelar os problemas

na relação trabalhista e nos processos de trabalho e propor melhorias, reconhecendo o caráter público que a Cemig deve ter, diante de nós, trabalhadores, e perante a população de Minas Gerais. Para isso, quando os diretores do Sindieletro estiverem nas portarias, é importante estarmos em condições para essa importante construção a partir de algumas reflexões prévias: qual a importância do trabalho na Cemig para minha vida? Qual a importância do meu trabalho para

Nossa solidariedade à categoria metroviária!

No final de 2022, o metrô de Belo Horizonte foi privatizado em meio a protestos dos metroviários, movimentos sociais, populares e sindicais e usuários do serviço. Arrematado por R$25,7 milhões pelo grupo Comporte, foi mais um desmonte do serviço público, marca registrada do governo de Jair Bolsonaro (2018 – 2022). Com a privatização, diversas mudanças virão para os trabalhadores do metrô e para a população mineira. Para explicar mais sobre a nova realidade do metrô, as lutas traçadas para este ano e a semelhança que as lutas pelas estatais guardam, o Chave Geral conversou com Alda Lúcia Fernandes dos Santos, presidente do Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais (Sindimetro/MG).

Chave Geral: Qual é a visão da diretoria do Sindimetro/MG sobre a motivação do governo Bolsonaro para a venda do metrô? Por que o metrô de BH foi desestatizado?

Alda: A privatização começou no governo Bolsonaro e o leilão foi realizado no governo de transição. O governo eleito poderia ter impedido a privatização, se de fato quisesse, por causa do dinheiro público que seria dado à empresa privada e a parcela do governo estadual, vinda da multa da Vale pelo crime ambiental de Brumadinho. Na visão do Sindimetro/

MG, o metrô de Belo Horizonte foi privatizado por conta do pouco interesse do governo federal em discutir mobilidade urbana e o transporte público como direito.

CG: Qual foi a consequência da venda do metrô para os trabalhadores do setor e para os usuários do transporte?

A: Para os trabalhadores e trabalhadoras concursados, somente perdas de direitos e sucateamento do serviço. Um total desrespeito ao Sindicato e à categoria metroferroviária de Minas. O metrô de BH está cada vez mais desrespeitando o contrato de trabalho, e o mais absurdo: o governo federal privatizou os trabalhadores e trabalhadoras junto com a empresa. A princípio, os usuários vão acreditar numa melhora. Mas temos exemplos de como o transporte foi sucateado em caso de privatização, e com tarifas altas. A supervia do Rio de Janeiro, por exemplo, foi devolvida depois de todo o sucateamento feito pela empresa privada. E com uma tarifa de 7 reais!

CG: Quais foram as mudanças já percebidas após a venda do metrô? Quais são os percalços enfrentados pelos trabalhadores, principalmente após os 34 dias de paralisação?

A: A retirada de direitos e os cortes de salários. Descumprimento do ACT e a imposição de jornadas de trabalho exaustivas, em total desrespeito à saúde do trabalhador,

essa complexa cadeia produtiva e, consequentemente, para a disponibilidade da energia elétrica à população? Como está a condição de saúde e segurança no meu setor ou equipe? A relação hierárquica está adequada? O que precisa mudar na relação trabalhista?

“Como sei pouco, e sou pouco, faço o pouco que me cabe, me dando inteiro… não importa que doa: é tempo de avançar de mão dada com quem vai no mesmo rumo… é tempo sobretudo de deixar de ser apenas a solitária vanguarda de nós mesmos. Se trata de ir ao encontro (Dura no peito, arde a límpida verdade dos nossos erros). Se trata de abrir o rumo. Os que virão, serão povo, e saber serão, lutando.”

Fragmentos do poema Para os que virão, de Thiago de Mello.

Cemig: esse “trem” é nosso!

resultando no adoecimento da categoria e na perda do emprego público. Fizemos um concurso e estamos sendo tratados dessa forma por culpa do governo federal, que não teve, até o presente momento, interesse nenhum em resolver a situação dos empregados e empregadas.

CG: A privatização do metrô de BH ocorre em meio a diversos outros desmontes em Minas Gerais feitos pela gestão Zema, principalmente na Cemig. Como você enxerga a relação das lutas pelos bens públicos?

A: É o mesmo caminho do desmonte do governo federal nas empresas públicas. É a venda do patrimônio público, o lucro acima do social. Temos que estar unidos contra esse desmonte e fazer com que o público permaneça para que a população tenha acesso a todos os serviços. Se é público, é para que se tenha o mesmo direito e acesso.

CG: Qual é a perspectiva de lutas a partir de agora? Em quais pautas o Sindimetro está focado e de que forma a população e outras entidades sindicais e movimentos podem contribuir?

A: Estamos na luta pelo retorno dos empregados para a CBTU AC ou para alguma empresa pública. A CBTU disse que recebe todos os empregados da CBTU-BH, ou seja, podemos ter nossos empregos em cargos públicos. Também iremos acompanhar o processo de amplia-

ção das obras, fiscalizando. A empresa descontou os 34 dias de greve de forma bruta, sem sequer aceitar negociar qualquer forma de parcelamento. E de uma verba salarial que já foi paga pelo governo federal, ou seja, o dinheiro não era do metrô de BH e eles simplesmente descontaram. Por isso, nesse momento estamos fazendo uma vaquinha para ajudar os trabalhadores e trabalhadoras a terem o mínimo de condições para a sua sobrevivência, uma vez que o corte dos salários e benefícios foram brutais, chegando a zerar os salários dos trabalhadores e trabalhadoras.

Contribua

Para contribuir com a vaquinha em solidariedade aos metroviários, é só enviar qualquer quantia para o seguinte pix: cutmg@cutmg.org.br. Você pode conferir a lista dos contemplados pelo site do sindicato: http://sindimetromg. org.br

O Chave Geral conversou com Alda Fernandes, presidente do Sindimetro/MG, sobre a privatização do metrô de Belo Horizonte

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