

ASSEMBLEIAS VÃO REFORÇAR A LUTA E DAR RESPOSTA AOS ATAQUES À CEMIG SAÚDE E À REPRESENTAÇÃO DOS TRABALHADORES
Quais os motivos da realização das assembleias que estão debatendo a proposta de alterações estatutárias que a gestão Zema na Cemig está impondo ao nosso plano de saúde? O nosso coordenador-geral, Emerson Andrada, responde. Ele explica sobre a técnica usada pelos gestores para atacar direitos dos trabalhadores e perseguir representantes eleitos pela categoria.
Págs. 03 e 04
Derrotamos a privataria do Zema em seu primeiro mandato A NOSSA LUTA CONTINUA!

PALAVRA DO DIRETOR
“Cota não é esmola”. É um direito que deve ecoar em todos os ouvidos!

Ésio Luiz e Silva- coordenador da Regional Vale do Aço do Sindieletro
No Vale do Aço, o coletivo de mulheres Roda das Pretas e o Sindieletro realizaram o seminário “Lei de Cotas – entre a criação e a ameaça de extinção”.
A Lei 12.711 de 2012, que trata do ingresso nas universidades federais, dispõe também em seu texto a previsão de sua revisão após 10 anos de vigência. Já a 12.990 de 2014, que reserva aos negros 20% das vagas oferecidas para o serviço público, determina no seu artigo 6º que sua vigência será de apenas 10 anos. Assim, não havendo oposição, esta perderá seus efeitos em 9 de junho de 2024, ou seja, no prazo final de sua vigência. Resta claro que estamos diante de flagrante ameaça de termos extintas leis que vêm permitindo importantes passos na busca pela reparação histórica do atraso promovido por séculos de escravidão.
O Movimento em prol da prorrogação da vigência das referidas leis, composto por representantes
da sociedade civil e movimentos sociais do Vale do Aço, considera que essas situações precisam ser tratadas como um assunto que requer urgência para que as regras não sofram nenhum retrocesso ou perda de vigência.
Foi com esse ânimo que se realizou o seminário para dialogarmos sobre a relevância da manutenção e da expansão das políticas de cotas para que seus resultados produzam efeitos ainda mais positivos na promoção da igualdade racial e na luta contra a segregação e o racismo estrutural. Há que se considerar que as cotas são políticas públicas de ação afirmativa de combate ao racismo e uma forma de repor direitos humanos retirados de grupos historicamente discriminados, bem como de contribuição para superar distorções históricas de oportunidades.
Nesse debate, contamos com as preciosas contribuições da Deputada Macaé Evaristo, da Pedago-
A VOZ DO TRABALHADOR
ga e consultora da ONU Mulheres Benilda Brito, do Coordenador-Geral do Sindieletro Emerson Andrada, da professora e sindicalista Reny Batista e do coordenador Regional Vale do Aço do Sindieletro Ésio Luiz. Os debates foram mediados pela Edna e Elisabeth, ambas integrantes do coletivo Roda das Pretas.
Ainda estamos muito longe de alcançar ou sequer aproximar da igualdade de oportunidades de uma sociedade livre, justa e solidária desejada por nós e garantida nos objetivos fundamentais da República. Na própria Cemig, dados apontam que 37,9% dos trabalhadores são negros e pardos e que apenas 5,5% são pretos e que apenas 1,6% ocupam posição de liderança. Cargos de nível universitário são ocupados por 17,3% de pretos e pardos.
Vale aqui considerar que este cenário de exclusão, além de refletir situação de desigualdade nacional, à população negra é permi-
tida ocupar espaços nas atividades mais penosas, pesadas e perigosas. Uma única fotografia basta para escancarar este cenário: a de uma diretoria inteira composta por homens brancos apenas.
E quando pretos e pretas assumem cargos de liderança, geralmente ficam susceptíveis a perseguições e assedios, principalmente quando contrariam os interesses de quem está no poder, ou seja, homens brancos em sua grande maioria. Um bom exemplo é o que está ocorrendo com o diretor eleito pelos participantes na Cemig Saúde, Edvaldo Pereira, vítima de perseguições.
Pelejando mais essa luta, construindo esse espaço de debates juntamente com a Roda das Pretas, por meio da secretaria permanente de combate ao racismo, o Sindieletro reafirma com ações concretas que toda luta do trabalhador, da trabalhadora e de toda a população minorizada e excluída é a nossa luta.
Cemig Saúde e a desastrosa gestão Zema!!!
Éramos Felizes!!!
A Cemig foi criada em 22 de maio de 1952. Portanto, há 71 anos! Fui admitido em dezembro de 1975, sendo recebido com muita alegria por todos/as colegas de trabalho, inclusive gerentes, dizendo: “Seja bem-vindo à Família
Intermunicipal
Cemiguiana”. Era assim que éramos tratados. Em todos os discursos de diretores e chefias que nos visitavam, sempre era dito: “O NOSSO MAIOR PATRIMÔNIO SÃO NOSSOS TRABALHADORES/AS”.
Pois é! Passaram os
anos e esses discursos foram “desaparecendo”; já não éramos mais considerados da mesma forma.
Após 1980, com lutas e avanços, fomos conquistando melhorias e, a partir daí, os diretores/gerentes iniciaram a implantação do Projeto de Terceirizações, en-
tregando muitas atividades às empreiteiras, que precarizam o trabalho e escravizam os trabalhadores/as, causando acidentes de trabalho com sequelas e mortes.
Colocaram (e continuam colocando) em prática as perseguições/ameaças orques-
Energética de Minas Gerais - Rua Mucuri, nº 271- Bairro Floresta - Belo Horizonte/MG CEP: 30150-190 Departamento de Comunicação do Sindieletro-MG • Diretores responsáveis: Jefferson Silva, Emerson Andrada • Edição: Mariângela Castro • Redação: Mariângela Castro e Jefferson Silva • Revisão: Jefferson Silva • Diagramação: Júlia Rocha Telefones: Sede: (31) 3238-5000 Fax: (31) 3238-5049 Regionais: Leste: (33) 3271-1200 - Mantiqueira: (32) 3333-7063 Metalúrgica: (31) 3238-5026 - Norte: (38) 3222-3600 - Oeste: (37) 3222-7611 - Triângulo: (34) 3212-5001 - Vale do Aço: (31) 3822-3003 E-mail: cinformacao@sindieletromg.org.br • Edição impressa com tiragem de 3.400 exemplares

tradas pelos seus gerentes para que os trabalhadores/as não participem das atividades dos Sindicatos e/ou qualquer outra entidade que defende os direitos. Mas não adiantou, pois os trabalhadores/as estavam unidos e aguerridos na defesa de seus direitos, sonhando com dias melhores.
Uma das maiores conquistas, sem sombra de dúvidas, foi o PROSAÚDE INTEGRADO DA CEMIG – PSI- , em 29 de março de 2010, com o objetivo de dar Assistência Suplementar à Saúde, especialmente por meio da Operação de Planos Privados de Assistência à Saúde e o desenvolvimento de ações de Promoção à Saúde que visem a Prevenção de Doenças, a Saúde Ocupacional e a Recuperação, Manutenção e Reabilitação da Saúde.
Mas, nos últimos anos estamos sofrendo, por intermédio de diretores e gerentes da Cemig, restrições e ataques para retirada de direitos adquiridos dos trabalhadores/as da Ativa e, principalmente, dos Aposentados/as e Pensionistas, que deram sua “vida”
para o crescimento dessa empresa. Como estão “perdendo” em todas as instâncias jurídicas, suas investidas transloucadas às suas pretensões sempre “renascem” em outras ações que, se não acabam com PSI, o desidrata e nos deixam sem a assistência prevista no Plano, o que é nosso direito. Recentemente, recebi comunicação do Sindieletro/MG me dando conta de mais uma “travessura” da Diretoria do Cemig Saúde que, não tendo sucesso nas propostas danosas ao Plano em suas mudanças junto ao Conselho Deliberativo, aprovou PASMEM, Proposta de Alteração do Estatuto do Cemig Saúde que coloca em risco a autonomia do Conselho Deliberativo do Cemig Saúde e centraliza o Poder de Decisões referente à operadora, na Assembleia Geral, constituída EXCLUSIVAMENTE POR REPRESENTANTES DAS PATROCINADORAS e, ainda, IMPLEMENTAM O VOTO DE MINERVA DO PRESIDENTE para

Em 2019, Zema anunciou, por três vezes, que apresentaria o projeto de privatização da Cemig à Assembleia Legislativa de Minas Gerais – ALMG. No entanto, não o fez porque precisava superar quatro importantes barreiras: a luta popular, o quorum parlamentar, a Constituição Mineira e a opinião pública. Os anos de 2020 e 2022 foram mais difíceis para Zema tentar a privatização das estatais devido à prioridade eleitoral. Já em 2021, o desgoverno frustrou com a apresentação da segunda proposta do Regime de Recuperação Fiscal, que continha a entrega das estatais mineiras para o governo federal.
A atuação do Sindieletro foi fundamental naquele momento, buscando diálogo e articulação com parlamentares, movimentos sociais e
desempatar decisões no Conselho Deliberativo e, assim, evitar que as propostas com votação empatada sejam arquivadas. Hoje, o empate não permite o prosseguimento da proposta e ela é arquivada.
Portanto, Ativos, Aposentados e Pensionistas não terão, verdadeiramente, por intermédio de nossos representantes, nenhum poder de “barrar” propostas “esdrúxulas” apresentadas pelas patrocinadoras.
Temos que agir e reagir em todos os espaços possíveis para que seja dado “um basta” nestas ações tão prejudiciais ao nosso Plano de Saúde que este (des)governo do Zema vem tentando impor, retirando direitos dos que construíram e ainda sustentam esta empresa.
E temos que ficar atentos também às mudanças extremamente prejudiciais aos Beneficiários do Plano de Previdência Forluz, que é “outro foco” desse (des)governo.
Finalizando, quem era o “maior patrimônio” no passado, vira “fardo” na mente desse (des) governo e desses diretores/gerentes que esquecem que será um de nós no amanhã.
A Luta é árdua, mas não podemos esmorecer”
Saudações!!
populares e sindicatos. Conseguimos reuniões com parlamentares de todos os espectros políticos e foi satisfatório ver parlamentares, inclusive da base do governo, como exemplo, Raul Belém, se posicionarem contra a privatização da Cemig com argumentos apresentados na nossa conversa e no documento que entregamos em todos os gabinetes parlamentares. A luta popular também foi crucial para melhorar nossa correlação de forças. Lutamos contra o modelo de gestão privada (antecipação da privatização) junto à categoria e denunciamos à sociedade os prejuízos da privatização nas redes sociais, rádios e outdoors, bem como nos atos realizados e nas audiências públicas na ALMG e em várias câmaras de vereadores em cidades de Minas Gerais.
Jurandir Ferreira
Ex-Diretor do SINDELT, hoje Regional Triângulo do Sindieletro e Conselheiro Deliberativo da Forluz no período de 14/10/1999 a 30/06/2001

Derrotamos a privataria do Zema

