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Chave Geral 917

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A quem interessa a privatização da Cemig? Pág. 03

ATO NO Q. 14, NESTA QUARTA, 17, A PARTIR DAS 7H30 Pág. 04

Em entrevista recente, o presidente da Cemig afirmou que a pretendida transformação da Companhia em corporação, com perda de controle acionário por parte do estado (privatização), e seguindo o modelo adotado na Eletrobras, reduziria a participação do estado no controle da empresa a 17%. O argumento não apenas é falso, como deve ser lido exatamente ao contrário: a entrega do controle acionário, com a retirada da empresa da esfera de decisão pública (incluindo a esfera do legislativo estadual), é lesiva aos interesses da sociedade e da economia mineiras. Págs. 03 e 04

A LUTA PELO ÓBVIO PARA GARANTIRMOS A PLR E O HOME OFFICE Pág. 03

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Nº 917

17/05/2023 a 24/05/2023


Jornal dos eletricitários e eletricitárias de Minas Gerais - Nº 917

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PA L AV R A D O D I R E TO R

A atuação permanente do beneficiário é fortalecimento para o plano de saúde

Edvaldo Pereira, Diretor de Relações com o Beneficiário (DRB) da Cemig Saúde, eleito pela categoria eletricitária

Foto: Arquivo Sindieletro

A ideia de se preservar o plano de saúde vai muito além de muitas barreiras visíveis, dos possíveis e fortalecidos inimigos da classe trabalhadora, do caos social ora vivido na turbulência política que assolou o pais. As variantes negativas são muitas, e a atenção necessária dos beneficiários será primordial para uma sobrevivência coletiva, dos acessos permitidos ao público atual, sua permanência e da preservação da natureza de autogestão da Cemig Saúde. Indiferente a outros fatores secundários, possuímos uma carteira (coletivo de beneficiários do plano) envelhecida, o que

aumenta o risco de desequilíbrio para suportar os custos futuros, agravada por uma possibilidade de novos entrantes incerta, e uma realidade do mercado de saúde no Brasil e no mundo com tendências preocupantes, que precisam ser acompanhadas de forma responsável para que os diagnósticos não sejam equivocados. Em termos práticos, falando de dentro de casa, já temos iniciativas tidas como remediantes, que fazem parte da rotina disposta pela Cemig Saúde, como os cuidados coordenados, a atenção primária e os atendimentos online, dentre outras inovações que o plano oferece. A pandemia da Covid 19 abreviou muitas das propostas de modernização, que se impuseram de forma mais intensa aos planos de saúde, naquele momento, como premissa obrigatória para continuarem ativos. E esse “limão” foi transformado em possibilidades, por aqueles que tiveram a sabedoria de encontrar a solução ideal para o problema evidente. Neste momento, porém, os desafios consistem em vencer os impasses naturais aos ambientes de momentos incertos e em disputa. De vencer a desconfiança e separar o “joio do trigo”. O conhecimento será nosso principal aliado, no trabalho constante pela preservação do plano de saúde, que nos socorre nas

demandas quotidianas, em um futuro imprevisível. Imperioso se torna cada alternativa apontada propensa a trazer soluções, cada inovação proposta que nos conduza ao menor risco de inanição futura. Certos conceitos e ideias só vão prevalecer se participarmos e contribuirmos para uma solução que contemple a todos. Construir uma relação em que o beneficiário use os recursos necessários sem desperdícios. Ter iniciativas que evitem o adoecimento e um acompanhamento permanente que considere seu ambiente de convívio e de prática de suas relações sociais são elementos indispensáveis, numa visão de cuidado com a saúde. Isto a Cemig Saúde já dispõe com propostas do Conexão Saúde, que visa esse enfoque na atenção primária do indivíduo. Exemplo de boas ideias que deram certo e produzem bons frutos já consolidados por outras experiências. O advento do atendimento virtual tem uma proposta inovadora, em que, em determinados casos, venha a eliminar fatores outrora inviabilizadores da proposta de uma atenção à saúde. Com as distâncias, dificuldades com horários e até mesmo questões físicas limitadoras, podem encontrar um acalento na utilização do computador ou do celular, num ambiente mais cômodo, sem maiores esforços, para se

ter a atenção devida e merecida. O programa de consultas online que se iniciou com uma proposta mais simples e já se envereda por questões mais específicas, é uma inovação que também propõe bons frutos para os beneficiários que se encontram por Minas e pelo Brasil afora. O grande desafio do momento é vencermos a desconfiança e a velha resistência, comuns à maioria de nós, para acatar mudanças, inovações e práticas desconhecidas que nos propõem resultados iguais ou melhores àquilo a que estamos acostumados a receber. Isto não pode ser considerada uma anomalia social, mas deve ser tratado dentro da razoabilidade, com educação e conhecimento, sabendo diferenciar onde há a plausibilidade da razão ou apenas o vazio do preconceito. Importar com nosso plano de saúde é também aderir às medidas de fortalecimento de sua existência, é atribuir os sentimentos adequados às questões no seu espaço e momento. O trabalho de forma coletiva e participativa ameniza a insegurança e fortalece os indivíduos do grupo, fomenta o compartilhamento dos conhecimentos e unifica os destinos. Essa ideia de solidariedade permitiu a longevidade e a robusteza do plano de saúde que nos trouxe até aqui.

Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais - Rua Mucuri, nº 271- Bairro Floresta - Belo Horizonte/MG CEP: 30150-190

Departamento de Comunicação do Sindieletro-MG • Diretores responsáveis: Jefferson Silva, Emerson Andrada • Edição: Mariângela Castro • Redação: Mariângela Castro e Jefferson Silva • Revisão: Jefferson Silva • Diagramação: Júlia Rocha Telefones: Sede: (31) 3238-5000 Fax: (31) 3238-5049 Regionais: Leste: (33) 3271-1200 - Mantiqueira: (32) 3333-7063 Metalúrgica: (31) 3238-5026 - Norte: (38) 3222-3600 - Oeste: (37) 3222-7611 - Triângulo: (34) 3212-5001 - Vale do Aço: (31) 3822-3003 E-mail: cinformacao@sindieletromg.org.br • Edição impressa com tiragem de 3.400 exemplares


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PLR, home office, a luta pelo óbvio!

impactar na organização da jornada de trabalho Audiência Pública e da vida pessoal dos trabalhadores e, principalNa Assembleia Legislativa de MG conquistamente, das trabalhadoras. mos junto ao deputado estadual Betão, presidenNo relato da categoria em relação à trucu- te da Comissão do Trabalho, requerimento para lência da gestão Zema na Cemig é possível afir- realização de audiência pública na ALMG, data a mar que há agravamento nas condições de saúde ser marcada. Continuamos cobrando da gestão da Título inspirado na frase “Que tempos são e segurança, fruto das sucessivas arbitragens da empresa o pagamento da PLR. esses em que temos que defender o óbvio?”, gestão da empresa contra os trabalhadores e traSobre home office de Bertolt Brecht, é a melhor expressão balhadoras. Estamos cobrando do gerente de Relações para retratar a postura desleal, desumana e Sindicais da Cemig, João Paulo Vaz, retorno sobre autoritária da gestão Zema na Cemig a reunião, no último dia 9 de maio, que tratou do Sobre a PLR pleito do Sindieletro em estabelecer acordo colePLR 2017 número do processo: 0010175Apesar de parecer desnecessário ficar retivo do trabalho híbrido com home office. 38.2023.5.03.0002. Audiência Inicial designada petindo a denúncia em relação aos direitos “óbPara ambas as pautas, é importante a solidapara o dia 18/05/2023, às 08h35. vios” da categoria eletricitária Cemig, negados riedade de classe e unidade para o fortalecimento por essa gestão, por parte do Sindieletro deveda luta da categoria eletricitária. PLR 2022 número do processo: 0010285mos ser intransigentes na luta pela garantia de nossas conquistas, principalmente na atual ges- 10.2023.5.03.0108. Audiência designada para Cemig: esse “trem” é nosso! tão, que não tem compromisso com os princípios 11/07/2023, às 09h. democráticos. Nunca antes na história da nossa empresa vimos tanta intolerância por parte da gestão na relação trabalhista. Outro fator que deve ser observado no resultado desse modelo de gestão de empresa privada na Cemig é o impacto na saúde e segurança. Não pagar a PLR para o conjunto dos trabalhadores é diminuir a remuneração global e, consequentemente, impactar na resolução dos compromissos financeiros das famílias da categoria eletricitária, assim como a decisão unilateral de encerrar o trabalho híbrido com home office é

A quem interessa a privatização da Cemig?

Foto: Carlos Machado

Em entrevista recente, o presidente da Cemig afirmou que a pretendida transformação da Companhia em corporação, com perda de controle acionário por parte do estado (privatização), e seguindo o modelo adotado na Eletrobras, reduziria a participação do estado no controle da empresa a 17%. Esse seria o “legado estrutural” da gestão privatista, supostamente necessário para a modernização da empresa, para

garantir a renovação das renovações das usinas de Emborcação, Nova Ponte e Sá Carvalho, para dar mais agilidade de operação e para enfrentar os desafios relacionados à sustentabilidade. O argumento não apenas é falso, como deve ser lido exatamente ao contrário: a entrega do controle acionário, com a retirada da empresa da esfera de decisão pública (incluindo a esfera do legislativo estadual), é lesiva aos interesses da sociedade e da economia mineiras. Se a Cemig for privatizada, a quais interesses estará subordinada? Tomando-se como exemplo o caso recente da Eletrobras, basta dizer que, após a privatização, o maior acionista preferencial da nova “corporation” passou a ser o fundo 3G Radar, que tem como acionistas Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrman Telles e Carlos Alberto Sicupira, os mesmos acionistas das Lojas Americanas, envolvidos recentemente num dos maiores escândalos financeiros da história corporativa brasi-

leira. O modelo de gestão implementado por Lemman em suas empresas se baseia em rebaixamento de salários, imposição de metas ambiciosas, ambientes insalubres, busca de produtividade por meio de pressão, assédio e humilhação. Suas empresas são alvos de processos ou investigações sobre corrupção, pagamento de propina, sonegação fiscal, dumping social, assédio moral e graves abusos trabalhistas. Além das Americanas, Lemann e seus sócios quebraram também a tradicional fabricante de alimentos Kraft-Heinz, adquirida nos últimos anos (vale a pena ler a matéria no site do sindicato: “O caso Americanas, a fraude da meritocracia e os perigos da privatização”). Na Eletrobras, o Coletivo Nacional dos Eletricitários denuncia que o falido método 3G de gestão já está sendo aplicado: “o tal Orçamento Base Zero, uma fórmula perfeita de destruir empresas, cortando custos e desmontando a memória técnica e a capacidade

de inovação. Parte do pacote que eles maquiam com nomes como “downsize” e “turnaround”. A permanência do controle público da Cemig, por outro lado, é a única garantia de que a empresa continue forte, integrada e capaz de vencer os desafios do futuro. É a Cemig integrada e com controle estatal “a única empresa do setor elétrico fora da Europa a fazer parte do índice Dow Jones de Sustentabilidade e de forma consecutiva há 23 anos”. É esta mesma companhia que obteve, no início de 2023, “a melhor classificação no Carbon Clean200™, ranking global anual que lista as 200 empresas de capital aberto que lideram iniciativas de soluções de transição para um futuro de energia limpa”, com a “honrosa 37ª posição na classificação geral”. É a Cemig integrada e com controle estatal que atualmente possui uma “baixa alavancagem financeira”, “que permite à companhia viabilizar a implementação do seu programa de investimentos e manter sua qualidade


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de crédito, com acesso ao mercado de capitais”, e cujo processo de renovação das concessões já se inicia em 2023 (conforme o Relatório da Administração 2022). É esta mesma empresa estatal a responsável por um programa de investimentos de R$ 42 bilhões entre 2023 e 2027, pela construção de 200 subestações, construção e conversão de 30.000 km de redes trifásicas em todo o estado, pela ampliação e diversificação da sua matriz energética com fontes renováveis (conforme se lê no site da Companhia). A Cemig é esta empresa da qual nos orgulhamos porque “esse trem é nosso” e porque é uma empresa que escapou da fragmentação ocorrida após as privatizações do setor elétrico ocorridas na década de 1990. Permaneceu como uma grande empresa integrada – dominando a capacidade técnica em geração, transmissão e distribuição de energia em quase todo o território estadual. Se privatizada, seu futuro é incerto. Estaríamos à mercê de uma lógica de obtenção de ganhos de curto prazo que não interessa à sociedade mineira. Carlos Machado, Economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) na subseção Sindieletro-MG

Grave e urgente! Gestão Zema e Passanezi está fechando a base operacional Quarteirão 14 Trabalhadores denunciam que a proposta de venda da unidade Q.14 anda a passos largos e que a gestão da empresa não está considerando os prejuízos para os trabalhadores, para os processos de trabalho e para a própria empresa. “Antecipação da privatização da Cemig” é o termo que utilizamos

instalações da empresa. Substi-

empresa, e não existia no mer-

para tratar da implementação do modelo de gestão privada como tática

tuir mão de obra qualificada por

cado trabalhadores com a mesma

ao projeto de privatização da Cemig e suas consequências. A gestão Zema

serviço mais precário e mais caro

capacitação técnica, se compara-

está tomando medidas e antecipando ações que visam diminuir a estru-

não se justifica. É isso mesmo!

do ao quadro de trabalhadores da

tura da empresa para gerar mais lucro. Essa política está sendo denun-

Relatos dos trabalhadores apon-

Cemig. Outro trabalhador narrou

ciada nas companhias que foram privatizadas no Brasil e em diversos

tam, por exemplo, que o setor de

que o gerente, alguns anos atrás,

países de todo mundo, que têm reestatizado empresas sucateadas pelo

tratamento de óleo tem capaci-

informou que o estudo de gera-

modelo privado. A lógica é: o privado destrói, o estado recupera!

dade de tratar 500 mil litros de

ção de receita do Q.14, cerca de 40

Desativação da usina termelétrica de Igarapé, fechamento da base

óleo/ano e condições de amplia-

milhões/ano, estava bem acima

operacional São Gabriel, fechamento de localidades em todo estado e

ção para tratamento de 1 milhão

do custo das atividades, indican-

extinção da equipe da RC/CL para repassar serviços à IBM são algumas

de litros de óleo/ano. O litro de

do que esse setor tem superá-

das medidas desse tipo de modelo de gestão que não reconhece a impor-

óleo tratado pelos trabalhado-

vit na relação receita/despesas.

tância e condição estratégica do setor elétrico para a sociedade e para o

res do Q.14 tem custo de 3 reais,

O Sindieletro está toman-

desenvolvimento do estado.

esse mesmo tratamento feito por

do as devidas providências e vai

O fechamento da base operacional do Quarteirão 14 é mais um es-

outra empresa tem custo aproxi-

lutar contra mais essa medi-

cândalo dessa gestão! Nessa base operacional, diversas equipes da Ce-

mado de 10 reais; já o litro de óleo

da irresponsável dessa gestão.

mig Distribuição e Cemig Geração e transmissão realizam atividades

novo custa cerca de 34 reais.

No dia 17 de maio, o sindiele-

relacionadas à manutenção de vários equipamentos, laboratórios de en-

Segundo informações, a ven-

tro e a categoria realizam ato na

saios elétricos e aferição de equipamentos eletrônicos, além das equipes

da ainda não foi realizada porque

portaria do Q.14, às 07h30, de-

de campo e equipe de tratamento de óleo.

o valor da prestação de servi-

nunciando o fechamento des-

As denúncias apontam que algumas atividades serão externaliza-

ços fora da Cemig estava muito

sa importante base operacional.

das e outras remanejadas juntamente com os trabalhadores para outras

acima do praticado pela própria

Cemig: esse “trem” é nosso!

Foto: Carlos Felipe. No Q.14, os trabalhadores sempre foram à luta.


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