Não há motivos para gestão Zema na Cemig não pagar a PLR 2022
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Entenda qual a é a situação da PLR 2022 e da PLR 2017, e saiba quais são as medidas em âmbito judicial e legislativo que o Sindieletro está tomando
Fim do trabalho híbrido: segunda-feira (24) foi de protesto e indignação
Superintendente Brunno Viana prometeu reunião ainda nesta semana. Confira carta de trabalhadora aos diretores e presidente da Cemig
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DRB Edvaldo Pereira esclarece dúvidas sobre Cemig Saúde
Edvaldo possui vasta experiência sindical e o perfil condizente para representar a categoria e resistir à pressão do projeto do governo Zema também na Cemig Saúde. Ele falou sobre a telemedicina e o Conexão Saúde, entre outros temas
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Trabalhadores protestam pela PLR no Q14. Foto de Carlos Felipe
Não há motivos para gestão Zema na Cemig não pagar a PLR 2022
Abono de R$500 mil para a diretoria, aumento de 300% no salário do governador e calote para os trabalhadores: absurdo!
Enquanto reajusta seu próprio salário e de seu secretariado em 300% e paga cerca de R$500 mil como bonificação para o presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi, o governador Romeu Zema insiste em não pagar a PLR para o conjunto da categoria eletricitária da Cemig.
Nunca antes na história da Participação nos Lucros e Resultados na Cemig vivenciamos tal arbitrariedade na mesa de negociação. Em todos os governos anteriores, independente de sigla partidária e do resultado da negociação, a gestão da empresa recebia os sindicatos para negociar os temas de interesse dos trabalhadores. No caso da PLR, sabemos que é interesse da empresa também. Afinal de contas, não existe gestor que consiga conduzir bem uma empresa com aproximadamente 60% de seus trabalhadores insatisfeitos.
PLR 2017
O Sindieletro entrou com duas ações judiciais. Uma é referente à PLR de 2017, quando somente os sindicatos de Santos Dumont, Contabilistas e Administradores assinaram o acordo; os demais sindicatos não assinaram esse acordo. Alguns trabalhadores lotados na base territorial do Sindieletro receberam a PLR por estarem filiados a outros sindicatos de base territorial. No entanto, a gestão da empresa cometeu ilegalidade, uma vez que o Sindieletro não tinha acordo para sua base territorial.
Nesse caso, a gestão não cumpriu com suas responsabilidades legais – o pagamento de impostos sobre o valor pago aos trabalhadores –, já que a isenção de impostos para verbas advindas da remuneração variável é somente para a PLR. E é exigido, por lei, que a PLR resulte de um acordo entre as partes: representantes da gestão da empresa e representantes dos trabalhadores.
Destacamos: a ação judicial não questiona o fato de trabalhadores terem recebido o bônus pago pela Cemig. Questionamos tão somente a gestão da empresa por não pagar os devidos impostos do bônus pago como se fosse PLR.
O processo judicial sobre a PLR 2017 corre na 2ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, sob o número 0010175-38.2023.5.03.0002. A audiência inicial está marcada para o dia 18/5/2023, às 8h35.
PLR 2022
A outra ação judicial é referente ao não pagamento da PLR 2022: cobramos o cumprimento do pagamento embasados nos aspectos legais para tal. Na lei 10.101 da Constituição Federal está previsto: § 7º Consideram-se previamente estabelecidas as regras fixadas em instrumento assinado:
II - com antecedência de, no mínimo, 90 (noventa) dias da data do pagamento da parcela única ou
da parcela final, caso haja pagamento de antecipação.
A previsão legal legitima o resultado da assembleia realizada com a categoria que aprovou a proposta de PLR. No entanto, o modelo de gestão privada de Zema na Cemig não respeita os parâmetros legais e despreza a boa relação trabalhista. Preferem ser autoritários e decidir os rumos de mais esse direito dos trabalhadores. Dessa forma, estamos tratando o tema por vias judiciais.
O processo sobre a PLR 2022 corre na 29ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, sob o número 0010285-10.2023.5.03.0108. A primeira audiência está marcada para o dia 11/7/2023, às 9h.
Para além das ações judiciais, estamos articulados com o deputado estadual Betão (PT), que preside a Comissão do Trabalho na ALMG. O deputado já recebeu o representante do nosso sindicato em reunião da Comissão, nos dando direito de fala e aprovando requerimento para a realização de audiência pública convocando o presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi, para tratar do tema.
Continuamos cobrando do presidente da Cemig e do governador Romeu Zema o pagamento da PLR para todos os trabalhadores e trabalhadoras.
Cemig: esse “trem” é nosso!
Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais - Rua Mucuri, nº 271- Bairro Floresta - Belo Horizonte/MG CEP: 30150-190
Departamento de Comunicação do Sindieletro-MG • Diretores responsáveis: Jefferson Silva e Emerson Andrada • Edição: Maria Beatriz de Castro • Redação: Mariângela Castro, Maria Beatriz de Castro e Jefferson Silva • Revisão: Mariângela Castro e Maria Beatriz de Castro • Diagramação: Júlia Rocha Telefones: Sede: (31) 3238-5000 Fax: (31) 3238-5049 Regionais: Leste: (33) 3271-1200 - Mantiqueira: (32) 3333-7063 Metalúrgica: (31) 3238-5026 - Norte: (38) 3222-3600 - Oeste: (37) 3222-7611 - Triângulo: (34) 3212-5001 - Vale do Aço: (31) 3822-3003 E-mail: cinformacao@sindieletromg.org.br • Edição impressa com tiragem de 3.400 exemplares
Protesto do Sindieletro na Sede, em Belo Horizonte. Foto de Mariângela Castro
DRB Edvaldo Pereira esclarece dúvidas sobre Cemig Saúde
Telemedicina, Conexão Saúde e atenção primária foram alguns dos temas abordados em encontro no Sindieletro
Na quinta-feira (13), o diretor de Relações com os Beneficiários (DRB) da Cemig Saúde, Edvaldo Pereira, se reuniu com os beneficiários na sede do Sindieletro, em Belo Horizonte, para sanar dúvidas e debater sobre a saúde dos beneficiários e a longevidade do plano de saúde.
“Conversamos muito sobre os serviços oferecidos pela Cemig Saúde e a necessidade de o beneficiário conhecer todos os benefícios do serviço, como o Conexão Saúde, os atendimentos virtuais e o cuidado coordenado”, explica.
Muitos usuários do plano têm insegurança em aderir à telemedicina e utilizar os portais online. “Esclarecemos sobre a segurança dos atendimentos online e sobre as alterações na sistemática da medicina. Essas inovações vieram com a pandemia e a tendência é continuar, a medicina virtual vai fazer parte da rotina do beneficiário”, acrescenta, frisando que é necessário que o beneficiário compreenda o mecanismo dos canais.
Os programas de atenção primária (APS) também foram abordados; eles são importantes tanto para preservar a saúde do beneficiário quanto para garantir a sustentabilidade do plano, através de uma coordenação mais eficiente da saúde do beneficiário. “Os canais de atenção primária são benefícios à disposição, esperando que todos adiram”, disse.
Os serviços expostos no site da Cemig Saúde, a autenticidade dos boletos de cobrança do plano e a segurança do Conexão Saúde também foram abordados. Sobre este último, Edvaldo relembra os pontos de atendimento em Belo Horizonte e arredores: Contagem, Barro Preto, Santa Efigênia e Santo Agostinho. Você pode conferir o endereço completo em todas as regionais aqui: https://conexaosaude.cemigsaude.org.br/
A ideia é que novos encontros sejam marcados em todas as regionais, a fim de que dúvidas sejam esclarecidas e os beneficiários possam usufruir amplamente de seu plano de saúde.
Importância de Edvaldo para a Diretoria de Relações com os Beneficiários da Cemig Saúde
No debate, o secretário-geral do Sindieletro, Jefferson Silva, mencionou a importância da eleição de Edvaldo Pereira para a DRB da Cemig Saúde e seu importante papel na defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras ativos e aposentados. Desde fevereiro de 2021, a gestão da Cemig tem tentado, de todas as formas, alterar as condições do nosso plano de saúde. A proposta, além de precarizar o plano, visa transferir o custeio do plano para os aposentados, isentando a contribuição da Cemig como patrocinadora.
A proposição da gestão Zema na Cemig foi barrada na mesa de negociação e em quatro ações judiciais movidas pelo Sindieletro junto às entidades parceiras ABCF e AEA. Vencemos essa batalha. A ação que
impediu a gestão da estatal de fazer a migração compulsória dos beneficiários da Cemig Saúde para o plano precarizado também foi julgada procedente. Hoje, a Cemig Saúde tem aproximadamente 6% de beneficiários no novo plano.
Edvaldo possui vasta experiência sindical e o perfil condizente para representar a categoria e resistir à pressão do projeto do governo Zema também na Cemig Saúde. Não temos dúvidas de que a proposta é de precarizar o plano e acabar com a contribuição da Cemig para os aposentados; estima-se hoje um investimento total de cerca de R$280 milhões/ ano, e a precarização está diretamente ligada ao projeto de privatização da Cemig, uma vez que, diminuindo esse custo, a Cemig se tornaria mais atrativa aos interesses do mercado. “Ou seja, seria mais fácil vendê-la”, afirma Jefferson Silva.
Reconstruir o Brasil com Lula, derrotar Zema e devolver Minas ao povo
O VII Encontro dos Comitês e Movimentos Populares e Sindicais, a ser realizado nos dias 29 e 30 de abril e 1° de maio, reunirá dirigentes e militantes de sindicatos, movimentos sociais e populares e mandatos parlamentares de todo o estado de Minas Gerais. Serão dois dias de debate e construção da luta unitária para o próximo período, encerrando com a marcha dos trabalhadores e trabalhadoras no dia 1° de maio.
O Encontro será aberto à participação de trabalhadores e trabalhadoras que queiram contribuir na construção da necessária luta em Minas Gerais. A luta contra o projeto de privatização da Cemig e contra o modelo de gestão privada implementada por Zema será articulada pelos dirigentes do Sindieletro que participarão do espaço.
A organização e participação popular é fundamental para a luta contra o projeto do desgoverno Zema em Minas e seu modelo de gestão privada que prioriza o desmonte de todas as áreas sociais e a entrega do patrimônio e dos recursos naturais do estado para a iniciativa privada.
Para o bom funcionamento das estatais mineiras e dos serviços públicos, é fundamental combater o projeto do atual governador. A luta unificada fortalece também a luta da categoria. Nesse sentido, chamamos a categoria para participar do VII Encontro dos Comitês e Movimentos Populares e Sindicais para construirmos uma alternativa para o povo mineiro. Acompanhe @comiteforazema no Instagram para saber mais!
DRB Edvaldo Pereira palestra sobre Cemig Saúde no Sindieletro. Foto de Maria Beatriz de Castro
Fim do trabalho híbrido: segunda-feira (24) foi de protesto e indignação
Superintendente de Gestão de Pessoas garantiu reunião esta semana para tratar sobre o home office
Nesta segunda-feira (24), data que a gestão Zema na Cemig impôs para o retorno do trabalho presencial na empresa, o Sindieletro realizou protesto em frente à Sede e ouviu, mais uma vez, a voz dos trabalhadores: indignação geral da categoria eletricitária. A gestão recebeu a força de trabalho com um cafezinho, como se um cafezinho resolvesse a insatisfação e o clima ruim de trabalho. Trabalhadores e trabalhadoras relataram a falta de estrutura para o retorno das ativi-
dades presenciais: salas cheias, gente sem lugar para ficar e elevadores com superlotação, entre outros problemas.
A direção do Sindieletro informou que o superintendente de Gestão de Pessoas (DGP/RT), Brunno Viana dos Santos Sant`Anna, garantiu uma reunião esta semana para conversar sobre o regime de trabalho híbrido. Durante o protesto, foram distribuídos adesivos cobrando
*Carta aos gestores da Cemig
Quem está faltando? De onde vem a força da Cemig?
Quando vi uma Diretoria e Presidência formadas apenas por homens brancos, não imaginava que a falta de representatividade das mulheres teria efeitos tão imediatos e tão ruins como as decisões desta gestão.
Para nós, mulheres (principalmente as mães), o home office sempre representou uma alternativa para conseguir lidar com a dupla jornada, ficar perto dos filhos – ainda mais em tempos de percentuais recorde de depressão e suicídio infantil. Nestes tempos, estar presente na vida familiar faz toda diferença, “dizem os especialistas”.
Para a maioria dos trabalhadores, o trabalho presencial significa não somente duas horas diárias no trânsito (são 200 horas mensais!), mas cansaço e estresse, o que reflete diretamente na vida familiar e na saúde mental de todas as pessoas em um lar. O home office também gerou a possibilidade de esposos e pais estarem mais presentes na vida familiar e cientes da divisão de trabalho no lar.
O trabalho híbrido possibilita as vantagens da interação na empresa, preservando a cultura (essencial em uma organização), mantendo ainda a qualidade de vida dos empregados e a saúde da família, e sem gerar despesas excessivas com
o diálogo imediato para a negociação do Acordo Coletivo do home office e o pagamento da PLR 2022 para todos os trabalhadores e trabalhadoras.
“O avanço é fruto da construção do Sindieletro e da indignação da categoria que se propõe a resistir para que não haja imposição de soluções arbitrárias para os problemas trabalhistas”, relembra nosso coordenador-geral, Emerson Andrada.
trajeto e tudo que envolve o trabalho presencial. Enfim, colhemos os benefícios dos dois modelos. Ganham empresa e empregados.
A decisão da volta 100% ao presencial vem fortalecer ainda mais um modelo empresarial onde os que têm sucesso são aqueles que não precisam cuidar de casa e família no final do dia; um modelo que privilegia homens ou mesmo mulheres que estão dispostas a terceirizar 100% dos cuidados da vida familiar. Ou seja: a empresa que diz “valorizar a diversidade” é a mesma que impõe pesos diferentes entre homens e mulheres, determinando condições desiguais no trabalho e na carreira.
A liderança precisa aprender a trocar um modelo de “controle de tempos e movimentos”, “sob o olhar do capataz”, para uma liderança que inspira, que confia, que cobra resultados e eficiência, que instiga a cooperação e o “espírito de dono”. Não podemos insistir em soluções antigas para uma empresa que valoriza a inovação e a busca de novas soluções para os desafios, a inclusão e a busca de resultados sustentáveis.
Não dá para divulgar no Cemig Online que “está ciente do impacto na vida dos empregados com a volta ao presencial” e dizer que “a empresa está tranquila e preparada.” Senhores, a empresa somos nós, os empregados. Afinal, de onde vem a nossa força? No setor elétrico, mais de 70% adotam o regime híbrido de trabalho.
O sentimento dos trabalhadores neste momento foi resumido por uma carta que Emerson Andrada leu durante o protesto. Uma carta para os gestores da Cemig sobre a decisão monocrática de voltar com o trabalho presencial. Uma carta que faz refletir sobre a postura da gestão Zema na empresa e de onde realmente vem a força da Cemig. Confira:
Não precisamos combater o home office, precisamos combater a falta de comprometimento, de profissionalismo e de engajamento.
Convido os senhores diretores e o presidente a conhecer um pouco mais da realidade de seus empregados. Descer ao refeitório, conversar com os empregados nos andares para entender os impactos destas mudanças. Não fiquem trancados em suas salas, não façam apenas reuniões com os gerentes e superintendentes — eles não podem falar exatamente o que pensam e o que percebem de seus times. São muitas dessas pessoas que movimentam e sustentam esta empresa, com histórias e realidades muito diferentes das suas, mas também de muita superação e comprometimento.
Se querem ser realmente inclusivos, repensem: quem realmente PERTENCE na narrativa de vocês, no time de vocês, nos lugares que vocês ocupam? Olhem ao redor. Quem está faltando? De onde vem a força da Cemig?
Espero fortemente que essa carta chegue até vocês.
*Texto de anônima pertencente à força de trabalho da Cemig
*Editado pela Comunicação do Sindieletro para mais clareza e revisado ortograficamente
Sindieletro ocupa escadaria da Sede da Cemig com indignação de trabalhadores sobre o fim do regime híbrido. Foto de Mariângela Castro