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Chave Geral 911

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Os retrocessos para as mulheres no primeiro ano da gestão Bolsonaro

Vida de eletricitária: conversamos com trabalhadoras de um meio com predominância masculina Págs. 06 e 07

O que há em comum os surtos de doenças e feminicídio? Pág. 02

a 16/03/2020

PALAVRA DA DIRETORA

Dissertar sobre um tema tão polêmico e, ao mesmo tempo, tão debatido, é um desafio. Há séculos somos vistas socialmente em

A mulher no mercado de trabalho

de

de

segundo plano. Aos poucos, estamos ocupando lugares jamais imaginados, com dignidade, respeito e competência, trazendo notoriedade e reconhecimento para nosso gênero.

Ao invés de fazer mais um texto com dados estatísticos e pesquisas, escolhi contar um pouco da minha realidade, contextualizando a partir da experiência de vida como mulher.

Minha mãe era uma mulher simples, “do lar”, costureira e semi-analfabeta, irmã de mais seis iguais a ela. Criou quatro filhos, dos quais três eram mulheres, e tinha o perfil social da mulher que cuidava da casa, esposo e filhos, além de não esquecer de sua fé. Quanto a mim, comecei a trabalhar fora muito nova, com o

diretora do Sindieletro na Regional Vale do Aço

desejo de seguir uma profissão e ter outras realizações.

Andava quilômetros a pé para dar aula em uma cidade vizinha. Até que, em um processo seletivo, tornei-me parte do quadro efetivo de funcionários da Cemig, onde menos de 10% das vagas eram reservadas para mulheres. Pronto! Meu sonho profissional havia se tornado realidade.

Como grande parte das mulheres, tive múltiplas jornadas. Fui de filha a esposa e mãe. Cuidei de meus pais e irmãos, casa, esposo, três filhas e meu emprego com maestria. Por vezes, esquecia de mim ou então de algo mais, afinal, nada é perfeito. Mas sempre me lembrei da importância que a independência tinha

para mim, e mesmo com tantas tarefas, me especializei e busquei (e busco) melhorar.

Hoje, como diretora regional do Sindieletro, busco inspirar pessoas e demonstrar que sonhos e metas são possíveis se combinados com muita garra e força de vontade. Tenho a oportunidade de lutar pela igualdade, por nosso espaço e por nossos direitos.

Hoje, a mulher no mercado de trabalho assume o cargo a ela designado com seriedade, demonstrando competência e personalidade multifacetada.

Ademais, foi assim que ensinei às minhas filhas: O céu é o limite para quem busca!

Alerta! Doença séria ameaça a população brasileira, especialmente as mulheres!

Amaral,

Num momento de alerta sobre doenças no país, como o coronavírus, a dengue e o sarampo

(esta última já havia sido erradicada, entre outras tantas), é preciso dizer de uma doença grave que assola a população brasileira, especialmente as mulheres. Mas é mesmo uma doença?

Você já imaginou qual seria a reação de populações e governos caso existisse uma doença contagiosa que infectasse cinco pessoas a cada dois minutos? E, ainda, matasse uma pessoa a cada uma hora e meia ? Os números parecem alarmantes, não é? De fato, são!

Não estamos falando de nenhuma doença, mas das taxas de violência contra a mulher no Brasil. Essa violência compõe um cotidiano perverso sustentado por relações sociais profundamente machistas. Há várias formas de

manifestação: feminicídios, estupros, violência psicológica, física e simbólica, importunação sexual, entre outros constrangimentos. No nosso país, as taxas de feminicídio ocupam a quinta posição no ranking mundial.

O patriarcado e o machismo nos circulam e guiam nossas relações sociais. São a base das violências de gênero. Eles impõem

uma visão de inferioridade e submissão das mulheres. Como toda doença que ameaça a vida de populações, eles precisam ser combatidos e erradicados para possibilitar a construção de relações sociais justas e livres de preconceitos e violências.

Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas GeraisRua Mucuri, nº 271- Bairro Floresta - Belo Horizonte/MG CEP: 30150-190

Departamento de Comunicação do Sindieletro-MG • Diretores responsáveis: Jefferson Silva e Vander Meira • Edição: Maria Beatriz • Redação: Maria Beatriz e Mariângela Castro • Revisão: Maria Beatriz e Mariângela Castro • Diagramação: Marcos Ribeiro

Telefones: Sede: (31) 3238-5000 Fax: (31) 3238-5049 Regionais: Leste: (33) 3271-1200 - Mantiqueira: (32) 3333-7063 Metalúrgica: (31) 3238-5026 - Norte: (38) 3222-3600Oeste: (37) 3222-7611 - Triângulo: (34) 3212-5001 - Vale do Aço: (31) 3822-3003 E-mail: cinformacao@sindieletromg.org.br • Impressão: Arw Editora Gráfica • 3800 exemplares

Julie
psicóloga do Sindieletro/MG

Neide e Eugênia, as guerreiras que venceram tempos ultraconservadores

A eletricitária aposentada

Neide Simões Jacinto, e a esposa de um aposentado da Cemig, Eugênia Almeida, têm encontro marcado todas as terças para as atividades da Secretaria de Aposentados do Sindieletro. Dificilmente faltam. Na última terça, elas também se encontraram com a reportagem do Chave Geral Especial: Dia da Mulher. Neide e Eugênia abordaram a experiência de vida, as desigualdades de oportunidade e salários e o 8 de Março.

Ambas são da geração dos anos 70 e 80 e mostram que nós, mulheres, independente de idade, raça, etnia, religião, orientação sexual, se solteiras, se casadas, divorciadas ou viúvas, temos em comum a necessidade

de defender a liberdade plena e a igualdade de direitos.

A dupla reconhece a importância do Dia Internacional da Mulher, mas adianta que “todo dia deveria ser da mulher”. Eugênia justifica: “Por que não existe um dia do homem? Ele há séculos domina, recebe maiores salários e melhores oportunidades de ocupar cargos de chefia. Então, todo dia é dia do homem e, para nós, o justo e o digno seriam o respeito e a igualdade salarial e de oportunidades, para nunca mais precisarmos comemorar um dia da mulher”.

Mãe solteira

Neide lembra que passou por uma situação que era inimaginável para muitas famílias

tradicionais nos anos 80, o que a tornou mais forte como mulher. Ela engravidou solteira e criou o filho, Lucas Manoel, sozinha, numa época em que o discurso conservador mais brando era: “Moça de família que engravida solteira desonra pai e mãe”. Não era rara a expulsão da mulher de casa.

“Minha família aceitou, mas não aplaudiu”, conta. Ela começou a trabalhar na Cemig em 1975 e conquistou cedo a sua independência financeira. Isso a ajudou a seguir em frente de cabeça erguida. O filho, “presente de Deus”, hoje é doutor em TI.

Neide lembra que, quando soube da gravidez – “imagina, ninguém da família e do meu trabalho havia me visto com na-

morado” – temeu sobre o que “os outros poderiam falar” e até a possibilidade de demissão, pois ainda não havia a lei que garantia estabilidade para gestantes. Mas tudo não passou de um susto: não houve censura dos colegas de trabalho, tampouco da chefia.

Guerreiras

Neide e Eugênia se consideram mulheres guerreiras, “que não entregam os pontos”. Eugênia sempre trabalhou por conta própria e ambas avaliam que o importante é não se aposentar da vida. “Todas as oportunidades de atividades que surgem, sejam culturais, esportivas, de formação, dentre outras, estamos dentro. O tempo não para a gente”.

Mariângela Castro, jornalista

O primeiro ano de Bolsonaro

Equipe escolhida a dedo promoveu retrocessos na vida de mulheres em 2019

Maria Beatriz, jornalista

Pautado desde o início em conceitos anacrônicos de família e sociedade, Jair Bolsonaro não surpreendeu ao apresentar uma série de retrocessos no primeiro ano de sua gestão. Entre aplausos a torturadores misóginos, frases desrespeitosas ditas a deputadas e jornalistas, relacionamento infantil com a imprensa e postura de total desabono sobre o seu projeto para as mulheres – ou qualquer minoria, de fato –, Bolsonaro

sempre mostrou que não intencionava mudar a cultura machista arraigada no Brasil.

No início deste ano, o presidente já avisou que não pretende reforçar o orçamento para políticas de combate à violência contra a mulher. Segundo ele, “não há necessidade de dinheiro, mas sim de mudança de comportamento”. Sua visão tacanha sobre as necessidades das mulheres refletiu em suas escolhas para os minis-

térios. As duas únicas mulheres de um corpo com 22 ministros foram escolhidas a dedo para manter o status quo da desigualdade de gênero.

A primeira, Tereza Cristina, ocupa o cargo de ministra da Agricultura. Apesar de não aparecer muito na mídia, tem grande poder: É ruralista e defende o agronegócio. Libera pesticidas como se não houvesse amanhã: a seu mando, órgãos de controle liberaram mais de 199 pesticidas. Destes, 40% são proibidos em diversos países. É chamada, não à toa, de “musa do veneno”.

A segunda, Damares Alves, chefia o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Muito conhecida, principalmente por seus posicionamentos polêmicos e alucinantes, a ultraconservadora deu diversas provas

de não saber o que está fazendo. A Casa da Mulher Brasileira, por exemplo, é referência em atendimento às mulheres vítimas de violência. O programa é considerado um dos mais eficazes e rápidos para o acesso das vítimas à proteção social.

A unidade de Campo Grande (MS), a primeira do país, já registrou mais de trinta mil boletins de ocorrência desde sua abertura, em 2015. O programa previa a implementação da Casa em 25 capitais brasileiras, mas apenas cinco estão abertas. Com um orçamento de R$13,6 milhões para a pasta em 2019, Damares não colocou um centavo sequer na iniciativa.

Gestão fora da realidade Além disso, a ministra coleciona declarações infelizes: começou seu regime afirmando que Jornal dos eletricitários e eletricitárias

CLARAMENTE, AS ATITUDES DO GOVERNO BOLSONARO NÃO SÃO ISOLADAS E REFLETEM NO DIA A DIA PELO DIEESE, AS MULHERES CONTINUAM MAL REMUNERADAS, O DESEMPREGO É MAIOR ENTRE ELAS

meninas vestem rosa e meninos vestem azul – uma clara alusão à política binarista e excludente que viria a seguir. Num país que registrou uma morte de pessoa LGBT por dia apenas no primeiro semestre de 2019, segundo relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB).

Damares também afirmou que o abuso de meninas na região amazônica se devia ao fato de não usarem calcinhas. Sugeriu que a doação de roupas íntimas e a abertura de uma fábrica de calcinhas por lá resolveria o problema dos estupros. Num país que bateu recorde de estupros em 2018: 66 mil. A maioria das vítimas são meninas de até 13 anos – quatro meninas até essa idade são estupradas por hora no país, de acordo com o 13º Anuário de Segurança Pública.

Não para por aí. Sua sugestão

mais recente para resolver a questão da gravidez na adolescência é ensinar nas escolas a adiar a relação sexual. Segundo a ministra, “a forma mais eficaz de evitar a gravidez precoce é não ter a relação. A gente vai poder falar no Brasil de alma gêmea”. Num país que detém a maior taxa mundial de gravidez adolescente, segundo dados da ONU. São 62 adolescentes grávidas a cada mil entre 15 e 19 anos.

No início do ano, foi incorporada à equipe mais uma mulher: a atriz Regina Duarte se tornou Secretária Especial da Cultura, com status de ministra. Conhecida por ser alinhada à direita e ter posicionamentos conservadores, ainda é uma incógnita o que virá de sua gestão, mas seu discurso de posse já deu pistas que não diferem muito do contexto atual.

Religião legislando sobre nossos corpos É impossível não ligar o caos político à inserção equivocada de um tema de foro íntimo à vida pública: a religião, norte de todos os representantes de pensamento obscurantista escolhidos por Bolsonaro. Assistimos ao Congresso Nacional apresentando mais de 25 projetos em 2019 para tentar criminalizar qualquer opção de aborto, até mesmo em casos legalmente previstos, como nos de gravidez decorrente de abuso sexual.

E a lista de retrocessos é extensa: o veto do termo violência obstétrica a documentos oficiais, a retirada da população LGBT da Política de Direitos Humanos e desmonte do Minha Casa, Minha Vida. Com a desintegração de políticas públicas, a precarização

do trabalho aumentou, ampliou a informalidade das mulheres e ameaça as conquistas históricas da aposentadoria. Numa narrativa complexa que envolve diversos fatores, o governo Bolsonaro apresenta muitas trincheiras que precisaremos atravessar com união e bravura. No entanto, vemos crescer, cada vez mais, a resistência. Todas as conquistas das mulheres resultaram de lutas históricas. É momento de articulação e foco para não deixarmos que nenhum direito nos seja tomado. Ele não. Mulheres, em frente!

A eletricitária Patricia Guimarães, técnica de comercialização do mercado incentivado, lotada no CRIU/UBERLÂNDIA, considera-se uma trabalhadora privilegiada no universo do mercado de trabalho, da Cemig e da família. Com 44 anos e 26 de Cemig, ela lembra que conquistou o emprego na estatal por concurso público, em igualdade de acesso com os candidatos homens. Esse é um ponto positivo.

Outra vantagem é que, mesmo com alguns tropeços na valorização dos empregados e empregadas, a Cemig possui plano de carreira que abre portas de oportunidade para homens e mulheres. E os salários são definidos por cargos. Porém, há desvantagem na prática, admite Patricia, pois a igualdade de oportunidades para trabalhadoras e trabalhadores ainda está longe de ser a situação ideal, talvez até por se tratar de uma empresa majoritariamente formada por quadro de pessoal da ala masculina.

Segundo a eletricitária, para as mulheres o crescimento

ALÉM DO DEBATE

Em defesa da educação para o respeito às mulheres e outras minorias

para mim e para ele, saber que tudo estará sendo cuidado em casa, com a ausência dele ou com a minha ausência”, destaca.

Visibilidade e reflexão

na carreira é mais lento. No seu caso, as oportunidades se mostraram mais reduzidas também pela opção de permanecer no interior, considerando que na Grande BH há melhores chances para o crescimento nas carreiras. “Toda decisão tem suas consequências, mas quis ficar no interior, não me arrependo e sou feliz assim. Feliz com a minha família e feliz no ambiente de trabalho”, enfatiza.

Na família, contudo, as responsabilidades e “oportunidades” são plenamente equalizadas. Casada e com uma filha de 8 anos, ela e o marido dividem as tarefas domésticas e a educação da menina em patamar de igualdade. O casal entende que não é obrigação nenhuma para o homem assumir as tarefas em casa, tampouco um sacrifício; é compartilhamento de vida, um companheirismo que deveria ser a regra nos casamentos. “Infelizmente, ainda é exceção. Nós colocamos essa igualdade em prática. Ambos viajamos muito a serviço e é muito tranquilizador,

Patricia avalia que o Dia Internacional da Mulher é um importante espaço para dar visibilidade à luta das mulheres e promover a reflexão sobre a realidade de gênero, no Brasil e no mundo. “É fundamental debater, não só no Dia da Mulher, mas sempre, a realidade nas relações de gênero, mostrar o quanto é pesada a vida da mulher no mercado de trabalho, a conjuntura de violência, o preconceito, a discriminação e os assédios contra mulheres”, justifica.

Mas a eletricitária acredita que é preciso muito mais que o debate para a efetiva mudança de mentalidades rumo a uma sociedade sem machismo e preconceitos. “Nossa melhor contribuição para um mundo melhor, igualitário, está na educação dos filhos e filhas, no ensino do respeito às diferenças e à diversidade; na orientação para as crianças de que não importam classe social, raça, gênero, se a pessoa é pobre, se é LGBT ou índia, todo mundo deve ser respeitado”, ressalta.

Patricia observa que, “aliás”, o preconceito contra a pobreza ganhou destaque “no país de Bolsonaro”, tendo evoluído

para o ódio. “No contexto do preconceito contra os pobres, quem se torna vítima em potencial? Os negros! E entre os negros, quem está no topo da pirâmide dos preconceitos? A mulher negra pobre e gay”, avalia.

“O armário” do governo Bolsonaro

Patricia afirma que o presidente Bolsonaro criou condições para que o preconceito e o ódio contra as minorias “saíssem em massa do armário”. Ou seja, muitos brasileiros foram lá no “armário” retirá-los com o incentivo dos discursos do presidente. Mas, apesar de toda essa situação de horror, Patricia vê um aspecto positivo: o conhecimento da verdade. “Não se pode viver uma evolução verdadeira e coletiva do povo brasileiro, desconhecendo sua verdadeira face. Toda a insensatez dos discursos de ódio que podemos observar a todo momento no país, das mentiras e ataques contra as minorias está exposta. Muitos brasileiros já enxergaram e, cedo ou tarde, a maioria do povo verá. E quando isso acontecer, as condições para a reflexão, a discussão e o diálogo para acabar com essa realidade tão perversa serão excelentes”, aposta.

Também apostamos, Patricia.

Mariângela Castro, jornalista

Bolsonaro e as mulheres: ele passou dos limites, mas foi só agora?

Elisa Novy, diretora das secretarias da Mulher, Saúde e Formação do Sindieletro, e Maria de Lourdes, diretora do Sindieletro.

As notícias do ataque à jornalista Patrícia Campos ganharam a mídia nos últimos dias. Ela foi atacada de maneira covarde e misógina, extrapolando todos os limites de decoro daquele que se diz chefe de Estado, que falou, em meio a risadas: “Ela queria um furo. Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim”. Mas o que faz alguém sentir-se tão à vontade para falar, com tanta naturalidade, algo que fere a dignidade de uma mulher?

Não é de hoje que Bolsonaro tem atacado as mulheres. Podemos citar alguns exemplos: ainda quando era um insignificante deputado, atacou a deputada Maria do Rosário, dizendo que não a estupraria porque a considerava feia. Ele ainda declarou que dos seus cinco filhos, caçula, uma mulher, era fruto de uma fraquejada.

Em outra ocasião, declarou que considerava justo que as mulheres recebam menos que

os homens, pois engravidam. Na ocasião do golpe contra Dilma Rousseff, ovacionou um dos torturadores da primeira presidenta do Brasil na época da ditadura: Brilhante Ustra.

Essas violências, engendradas pelo maior representante do país, deixam explícito como a imagem depreciativa da mulher está enraizada na cultura brasileira. Constantemente, o presidente dispara gatilhos para incitar a violência contra a mu-

lher, que cresce de forma absurda no Brasil e no mundo. O chefe de Estado é um representante claro do anacrônico patriarcado. Uma ameaça à vida, à democracia e à expressão da mulher na sociedade atual. É preciso uma força-tarefa de todas as brasileiras (e brasileiros!) para reverter este quadro insano. Pela vida das mulheres!

Este jornal foi feito pela Secretaria da Mulher Trabalhadora do Sindieletro/MG.

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