revista
CAMARU sindicato rural de uberlândia
Ano 10 - nº 76 -- distribuição dirigida
Integração agroindustrial ganha marco legal nas relações contratuais
Nova lei chega para dar transparência
Empresa Familiar Rural: Entenda a
53ª Exposição Agropecuária de Uberlândia
complexa relação Família x Patrimônio x Negócios | Página 20
Camaru 2016 acontece de 26 de agosto a 7 de setembro | Página 26 Escaneie o QR code e acesse a versão online da Revista Camaru
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Memórias do Campo
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Qual é o significado de CAMARU?
abia que CAMARU, termo que dá nome ao Parque de Exposições do Sindicato Rural de Uberlândia, significa “Centro de Amostra e Aprendizagem Rural de Uberlândia”? Isso mesmo, o espaço foi inaugurado em 1982 tendo como principal finalidade servir ao produtor rural como local para demonstração dos resultados das atividades de-
senvolvidas no campo. Muitos associam o nome à exposição agropecuária que acontece na época do aniversário da cidade no CAMARU, pelo fato desta ser uma das maiores feiras do Brasil.
Participe deste espaço João Figueiredo e Francelino Pereira são recebidos pelo então presidente do Sindicato Rural Walter Alves Carneiro (à direita)
Envie fotos, dados ou casos sobre a história do campo em nossa cidade para o email ascom@camaru.org.br
Ato de inauguração do CAMARU em 26 de agosto de 1982, na presença do então Presidente da República, João Figueiredo, do Governador do Estado, Francelino Pereira e do prefeito de Uberlândia, Virgílio Galassi. Na época, Walter Alves Carneiro era presidente do Sindicato Rural de Uberlândia. Placa de inauguração permanece na entrada principal do parque. (detalhe acima)
4DIRETORIA Júlio César Pereira (Presidente em exercício)
Gustavo Galassi Gargalhone (2º Vice Presidente) João Carlos Semenzini (1º Tesoureiro) Claudionor Nunes de Morais (2º Tesoureiro) Thiago Bianchi Silveira (3º Tesoureiro) Carlos Gonçalo Neves (1º Secretário) Flávio Silva Vieira Gonçalves (2º Secretário) Dagmar José dos Santos (3º Secretário) SUPLENTES DA DIRETORIA Roger Crosara Mansur Délcio Vieira Tannús Filho Eduardo Jorge Milagre Eduardo Dessimoni Teixeira José Antônio Marquez Grama Pedro Roberto de Oliveira Airton Teodoro Maurício Jorge de Lima Gilmar Goudard CONSELHO FISCAL Zorival Tavares Carneiro Fausto Elias Nascimento Leon Bernardo Knychala SUPLENTES DO CONSELHO FISCAL Gilvan Sorna de Paula Antônio José de Almeida Conselho Consultivo Luiz Humberto Carneiro Paulo Roberto Andrade Cunha Paulo Ferolla da Silva
Fale Conosco Sindicato Rural de Uberlândia – Av. Juracy Junqueira Rezende,
nº 100 – Bairro Pampulha – CEP 38 408-656 PABX – (34) 3292 8800 FAX – (34) 3292 8830 Atendimento ao associado – (34) 3292 8809 Departamento Comercial – (34) 3292 8840 Departamento de leilões – (34) 3292 8810 Departamento técnico – (34) 3292 8811 Departamento jurídico – (34) 3292 8806 Assessoria de Imprensa - (34) 3292 8818 Instituto Mineiro de Agropecuária – (34) 3292 8814 Associação dos Criadores de Nelore do Triângulo Mineiro– (34) 99971 6202 Aisp Rural – (34) 3226 6555 Agritap – (34) 3292 8819 Aproimg – (34) 3292 8832 E-mails camaru@camaru.org.br ascom@camaru.org.br associados@camaru.org.br leilao@camaru.org.br
Expediente Jornalista Responsável
Gustavo Lazzarini – MTB MG 05407JP Redação Gustavo Lazzarini Luis Antônio Figueira Fotos Fellipe Côrtes Clécio Duarte Via Drones (34) 9 99661 7821 Fotos de capa BRF Xapetuba Agropecuária Capa Infotech’art Paginação Infotech’art – (34) 3306 6259 Revisão Gustavo Lazzarini Impressão Z3 Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores. Esta é uma publicação bimestral do Sindicato Rural de Uberlândia com distribuição gratuita.
Anuncie Daniela Collantoni (34) 99968 1983 Ascom (34) 3292 8818 Superintendência (34) 3292 8821
Palavra do
presidente Caro amigo associado; É com satisfação que apresentamos esta edição da Revista Camaru. Como presidente em exercício do Sindicato Rural de Uberlândia, gostaria de enfatizar a importância desta entidade para a cadeia produtiva do agronegócio de nossa cidade. Além de dispor de um dos mais amplos parques de exposições do Brasil, com modernas instalações que servem como a vitrine do que há de melhor na produção agropecuária, esta instituição é a “casa do produtor rural” e existe para lutar por ele, apoiando suas atividades. Não aceitamos que nossa categoria seja prejudicada por normas ou condições impostas por qualquer instituição. Precisamos participar das discussões que envolvam os interesses da categoria ajudando a construir ações compatíveis com as possibilidades do setor. O Sindicato Rural existe e merece ser tratado dentro de uma realidade visando a importância do processo produtivo. O produtor não pode ficar jogado sem ter respaldo em processos de legislação ou nas exigências de qualquer segmento. O produtor rural deve ser respaldado e representado pelo Sindicato Rural em todos os processos de regularização que envolvam a classe. Enfim, a importância do Sindicato Rural é a união de seus associados. Se a classe se manifestar com interesse comum, ela se torna cada vez maior. A desunião, seja na instituição, quer seja em processos de sucessão nas propriedades rurais, sempre gera a diminuição, ao passo que a união gera a somatória. Um exemplo disto são as propriedades rurais que passaram por divisão e deixaram de existir. Portanto, este é o objetivo do Sindicato Rural, ser uma entidade firme, que se posicione em favor do produtor. Boa leitura! Júlio César Pereira Presidente em exercício do Sindicato Rural de Uberlândia
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COMPETIÇÕES EQUESTRES
Vem aí a Prova da Independência
dos Três Tambores
Por Luis Antônio Figueira
Evento será realizado no dia 3 de setembro, durante o Camaru 2016
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2ª Mega Prova da Independência dos Três Tambores será realizada no dia 3 de setembro, durante a 53ª Exposição Agropecuária de Uberlândia, na pista de areia do Parque de Exposições Camaru. Com expectativa de reunir 300 competidores, a prova será disputada em cinco categorias e terá premiação superior a R$ 20 mil. As inscrições poderão ser feitas a partir do dia 20 de julho, pelo site: www.sgpsistema.com. “É uma prova tradicional que é voltada principalmente para o público feminino, mas que
terá também a participação de homens”, disse Reginaldo da Silva Ferreira, membro do Conselho Consultivo da Associação dos Cavaleiros do Camaru (ACC) e organizador do evento. Na prova dos Três Tambores o cavaleiro deve fazer o percurso em menor espaço de tempo, sem derrubar nenhum dos tambores. “É uma prova que pontuará todos os cavalos Quarto de Milha pelo Núcleo dos Criadores Quarto de Milha do Brasil Central (NCQMBC)”, explicou o organizador. Além de cavaleiros e amazonas de Uberlândia, a prova deverá receber participantes de Uberaba, Araxá, Patrocínio, Tupaciguara, Araguari, Ituiutaba, Patos de Minas, Belo Horizonte, Itumbiara, Catalão, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Barretos e Sertãozinho. “Os competidores serão divididos nas categorias iniciante, feminino, aberta e jovem com premiação para os cinco primeiros colocados. Na categoria mirim haverá premiação em dinheiro e medalhas para todos os participantes”, concluiu Reginaldo Ferreira.
TEAM PENNING
ACC marca terceira etapa do campeonato para Comendador Gomes Ainda sobre cavalos, a Associação dos Cavaleiros do Camaru (ACC) já promoveu este ano, duas etapas do 9º Campeonato de Team Penning. A primeira aconteceu no Parque Camaru e a segunda, em Uberaba. A terceira etapa será disputada no dia 30 de julho, em Comendador Gomes. “O Team Penning cresceu muito no Brasil, com o aumento no número de praticantes. Nosso campeonato já está na nona edição e é considerado um dos melhores de Minas Gerais. Todas as provas tem premiação em dinheiro. Os vencedores de cada prova participam do rateio da metade da arrecadação das
inscrições e os outros 50% são guardados para a prova final”, disse Edgard José Floriz, presidente da ACC.
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NOVO MARCO LEGAL
Lei de integração agroindustrial chega para dar transparência
na relação contratual Avicultura e suinocultura são os principais setores beneficiados no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba
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Por Luis Antônio figueira
novo marco legal dos contratos de integração industrial já é uma realidade. A nova lei, que foi sancionada no dia 16 de maio deste ano, pelo presidente da República em exercício Michel Temer, estabelece que a relação de integração é pactuada via contrato no qual o produtor rural se responsabiliza por parte do processo produtivo, dividindo custos e riscos com a agroindústria integradora. O produtor tem ainda a obrigação de comercializar sua produção
como matéria-prima a ser processada pela integradora e transformada no produto final. É um modelo de produção bastante praticado na avicultura, suinocultura, alguns setores da fruticultura e na produção de fumo, que é uma atividade relevante da agricultura brasileira. A busca da regulamentação dos contratos de integração começou há 18 anos, através de ações desenvolvidas por sindicatos rurais junto à Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), mas a lei sancio-
foto: xapetuba
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nada este ano tem origem no Projeto de Lei do Senado (PLS) 330/2011, aprovado no fim de abril no plenário da Casa na forma do Substitutivo da Câmara dos Deputados (SCD) 2/2016. Pela nova lei, o sistema de integração é um contrato no qual o produtor rural se responsabiliza por parte do processo produtivo, como a produção de frutas ou criação de frangos e suínos, repassando essa produção à agroindústria, como matériaprima a ser processada e transformada no produto final. Na avicultura, por exemplo, os integrados recebem da agroindústria pintos de um dia, ração, medicamentos e assistência técnica, criam os animais até a fase de abate e os repassam à agroindústria, que produz cortes e toda gama de derivados de carne de frango. O superintendente do Sindicato Rural de Uberlândia (SRU), José Gaspar de Faria, que já presidiu a Associação dos Granjeiros Integrados do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (AGRITAP), conta que a busca por uma lei que regulamenta a relação entre integrados e integradoras é uma luta anti-
ga e que teve a participação das duas entidades. “Essa nova lei, apoiada desde o início através da AGRITAP, chega para propiciar uma certa segurança aos integrados na busca de melhores negociações com as integradoras. Então, o SRU teve uma importante participação, ao lado das associações aqui dentro, de apoiar e assim dar um chute inicial para que tivéssemos este projeto de lei, que se transformou em lei, e agora, está aí para proteger a relação entre integrados e integradoras”, destacou o superintendente. Para o diretor do Sindicato Rural de Uberlândia e vice-presidente da AGRITAP, João Simenzini, o novo marco legal era um anseio de todo o sistema produtivo. “A lei é importante porque equipara direitos de integrados e integradoras. A partir da sua regulamentação o integrado estará respaldado pela legislação, já que a relação entre as partes se tornará mais justa e equiparada, uma vez que antes do novo marco a relação era estabelecida pela parte que detêm maior poder econômico, ou seja, as integradoras”, disse.
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O presidente da Associação dos Produtores Integrados de Minas Gerais (APROIMG) e diretor do SRU, Thiago Silveira disse que a nova lei é uma grande conquista e chega em um momento importante para o agronegócio. “Acho que foi um grande avanço para o
produtor, porque essa lei protege o elo mais fraco da cadeia produtiva. É sem dúvida uma conquista que agora, depende da organização dos produtores para que haja uma maior harmonia entre as partes e assim usufruir das condições que a lei garante”.
regulamentação
Fórum e CADECs vão estabelecer metodologia para cálculo de remuneração A nova lei regulamenta o sistema de integração, mas não especifica o modelo de contrato que será aplicado, por isso, será realizado em Brasília, o Fórum Nacional de Integração, que terá como objetivo reunir representantes de produtores e da agroindústria para discutir as políticas e diretrizes de cada setor em nível nacional. Caberá ao fórum estabelecer a metodologia para o cálculo da remuneração dos integrados, levando-se em consideração critérios como custos de produção, valor de mercado do produto e rendimento médio dos lotes. Essa metodolo-
gia será encaminhada às Câmaras de Acompanhamento Desenvolvimento e Conciliação (CADECs) para que integradores e integrados estabeleçam em conjunto o valor de referência para a remuneração dos integrados. A composição de cada CADEC contará com dez membros, cinco indicados pela companhia (Integradora) e cinco pelos produtores integrados. Entre os representantes serão eleitos um coordenador da integradora e um coordenador dos integrados. “Pela nova lei, o fórum determinará o peso que cada indicador econômico da produção
deverá ter na remuneração dos integrados, segmento produtivo e sua região”, explicou enquanto as CADECs vão quantificar esses Thiago Silveira, presidente da APROIMG e dicritérios de acordo com a realidade de cada retor do SRU.
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Integradora
BRF é pioneira na adoção da nova lei de integração agroindustrial A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, com uma unidade em Uberlândia, é pioneira na adoção do novo marco, que trata da relação contratual entre os produtores e suas respectivas integradoras. Entre os principais pontos abordados pela Lei estão as Comissões de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadecs), que monitoram de perto as demandas dos produtores parceiros. O sistema permite discutir, sempre em conjunto, as políticas a serem implementadas e que estão relacionadas a custos, tecnologias aplicáveis, modelos de produção e, consequentemente remuneração dos produtores integrados entre outros assuntos relacionados à produção.
“A BRF implementou essas comissões, inclusive em seus contratos de produção integrada, muito tempo antes do surgimento do projeto de Lei da Integração, porque a empresa sempre prezou pela transparência no relacionamento com seus parceiros”, afirma Paulo Rossato, gerente de sustentabilidade agropecuária da BRF. Segundo o executivo, a companhia sempre se preocupou em trazer as obrigações legais para dentro de seus contratos. Tanto que o novo formato do documento atual foi amplamente discutido, por mais de cinco anos, com todas as associações de produtores do Brasil e com grande atuação das associações de produtores de Uberlândia. “O contrato, inclusive, já se encontra disponível para que os produtores possam assinar”, conclui.
foto: xapetuba
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Lideranças ruralistas discutem crise do setor
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Por gustavo lazzarini
residentes de sindicatos rurais integrantes do Núcleo dos Sindicatos Rurais do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba se reuniram em Uberlândia, no mês de maio, para discutir os impactos causados pela atual crise política e econômica brasileira no agronegócio da região. O encontro reuniu cerca de 40 participantes, entre produtores rurais, líderes ruralistas e representantes da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG). A reunião foi conduzida pelo presidente do SISTEMA FAEMG, Roberto Simões, acompanhado do presidente licenciado do Sindicato Rural de Uberlândia, Thiago Soares Fonseca. Thiago Fonseca, avalia como muito importante a presença da FAEMG na região. “Nestas reuniões, nós passamos para a Federação nossos anseios e o que desejamos, para que o presidente vá a Brasília e Belo Horizonte para tentar trazer as soluções”, afirmou. “Nosso principal desafio agora é a crise hídrica que
sacrifica a segunda safra de grãos, somada às exigências de órgãos ambientais para tomada de crédito para que possamos planejar a próxima safra”, revelou Fonseca. Roberto Simões traçou um panorama sobre o atual momento político e econômico vivenciado no Brasil, ressaltando as ações que têm sido desempenhadas pela Federação no sentido de encontrar a melhor solução para os problemas que afetam diretamente a classe rural. Ao final da reunião Roberto Simões falou ainda sobre a importância do comportamento do produtor rural no próximo pleito eleitoral, comentando seu papel decisivo para que o país supere a crise. “Agora, temos mais uma missão à nossa frente: votar nas próximas eleições municipais. Reitero que precisamos deixar de lado os interesses pessoais, amizades, e escolher candidatos reconhecidamente honestos, trabalhadores e voltados para os legítimos interesses da nação”, disse.
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Interleite Brasil 2016: um evento de produtor para produtor
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melhor evento técnico do setor lácteo nacional tem data definida: nos dias 03 e 04 de agosto, produtores, técnicos e lideranças do setor lácteo nacional têm encontro marcado no Interleite Brasil, em Uberlândia, MG, este ano com um formato inovador! A partir de agora, o Interleite Brasil terá uma temática que não é coberta por nenhum outro evento: “Empreendedorismo e Inovação na Produção de Leite”. O intuito do evento é proporcionar um diálogo aberto entre produtores e técnicos, mantendo sua reconhecida e tradicional qualidade. Serão mais de 20 palestras, sendo 18 delas ministradas por quem faz o leite no Brasil, dia a dia: os produtores! A programação está dividida em 6 painéis temáticos, com 3 palestrantes cada, os quais contarão sua experiência em relação ao tema do painel. As apresentações serão seguidas de mesa redonda, com moderação de um especialista, e com participação do público. O intuito é proporcionar um amplo espaço para discussão e debates. O evento contará também com um painel de tecnologia aplicada, com as empresas
DSM|Tortuga, Elanco e Zoetis, e uma palestra especial sobre mercado. Assim como nos anos anteriores, o Interleite Brasil contará com vários eventos paralelos: - Fórum MilkPoint Mercado 2016 (02/08) - Curso Mastite e Qualidade do Leite (02/08) - Prêmio Impacto MilkPoint 2016 (03/08) - Taça Brasil de Silagem de Milho (04/08) Acesse o site www.interleite.com.br, conheça a programação completa e o time de produtores que estará no Interleite Brasil 2016. Para mais informações, ligue para (19) 34322199 ou escreva para contato@agripoint.com.br O Interleite Brasil 2016 é uma realização da AgriPoint, com Patrocínio Master da Itambé/ CCPR, Patrocínio Diamante do Senar/FAEMG, Elanco, DSM | Tortuga e Zoetis, Patrocínio Platina da Bayer, Ceva, Phibro, Adisseo, Agroceres, Vetoquinól, Lallemand, CRV Lagoa, Inabor, SCR Allflex e apoio da SIG Combibloc, Kera, In Vitro, DuPont|Pioneer, Conavet, Embrapa Gado de Leite, MilkPoint, Revista Leite Integral, Revista Feed&Food, Revista Mundo do Leite, Revista Balde Branco, Revista Girolando, Sindicato Rural de Uberlância e Centroleite.
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capacitação
Novo método ultrassonográfico para identificar a precocidade sexual de touros Técnica assegura uma avaliação dos touros antes de atingirem a puberdade Por Gustavo Guerino Macedo FAMEV - Universidade Federal de Uberlândia
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uito se discute sobre a precocidade sexual, por exemplo, do touro Holandês, mas é importante salientar que para dar sêmen aos sete meses, foi feito um trabalho de seleção de mais de 400 anos. O touro Nelore evoluiu muito nos últimos 40 anos. Na década de 70 o touro produzia sêmen aos 28-36 meses. Atualmente a média geral está em 20 - 24 meses. Porém, empresas que querem ser top, tem que produzir animais com idade inferior a isso. A precocidade sexual é uma característica extremamente desejada por rebanhos, pois reflete diretamente na fertilidade do mesmo. Em sistemas de produção de touros, onde há elevada pressão de seleção, o perímetro escrotal (PE) não dá sustentação para a identificação da precocidade. Entre os animais de alto PE estão os precoces, entretanto nem todos os animais de alto PE são precoces.
Em busca da identificação de rebanhos bovinos sexualmente precoces, a técnica da avaliação por ultrassonografia da densidade testicular foi desenvolvida e vem sendo utilizada assegurando uma avaliação dos touros antes de atingirem a puberdade. Assim, em touros, o ultrassom permite um método não invasivo para determinar as medidas dos testículos de forma direta, podendo ser usada para predizer o volume testicular e a produção espermática. A determinação da ecotextura testicular permite identificar a capacidade espermatogênica dos testículos. A ecotextura avaliada pela ultrassonografia foi altamente correlacionada com a área de túbulos seminíferos, indicando que a imagem testicular do ultrassom foi considerada uma forma potencial para avaliação da função dos testículos em touros. Também, a ultrassonografia permite identifi-
car animais com microlitíase, patologia muito comum que causa subfertilidade/ infertilidade e não observada em exame andrológico convencional mesmo em animais adultos. A grosso modo, o complexo modelo matemático envolve avaliação do macho no decorrer do tempo, desde o período de bezerro, cruzando informações sobre o perfil fisiológico com a ecotextura testicular e elaborando assim uma curva de desenvolvimento. Um exemplo de sucesso é usado pela Genética Aditiva em Mato Grosso do Sul na produção de tourinhos Nelore, realizado pelo grupo da profa. Eliane Costa e Silva da UFMS. Em 2005, ano de início deste projeto, a empresa possuía apenas dois touros entre os 10 maiores MGT do programa ANCP de avaliação, e hoje possui oito entre os 15 primeiros. A meta atual é identificar os precoces mais cedo a um menor custo, seja ele financeiro ou de manejo. O touro Ricket da empresa foi identificado produzindo sêmen aos 11 meses e é um dos líderes na ANCP para gordura, marmoreio, AOL, precocidade sexual e stayability. Na Genética aditiva foram identificados animais Nelore produzindo sêmen aos 10 meses de idade. Esse trabalho vem sendo desenvolvido
pelo professor de Reprodução Animal da UFU Dr. Gustavo Macedo, em criatórios de Senepol na região de Uberlândia. O objetivo é obter bezerros recém-desmamados, produzindo sêmen e aptos à cobertura. Imagine você com touros jovens cobrindo na fazenda, e suas irmãs passando a emprenhar logo cedo. Não seria nada mal!
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Artigo jurídico
OS CONTRATOS AGRÁRIOS NO ESTATUTO DA TERRA Elaine Cristina Ribeiro Lima | Assessora jurídica do Sindicato Rural de Uberlândia
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proprietário rural pode pactuar diversos tipos de contratos cujo objeto recaia sobre a posse do imóvel, permitindo que terceiros o explorem. Sendo assim, podemos definir contratos agrários como sendo as formas de acordo de vontade que as pessoas celebram, segundo a lei, para o fim de adquirir, resguardar, modificar ou extinguir direitos vinculados à produtividade do imóvel rural. Existem contratos agrários típicos – assim chamados pois previstos em lei própria do Direito Agrário – e os contratos atípicos, que são aqueles que criados pelo Código Civil (e não pelo Estatuto da Terra) mas que tem aplicabilidade ao meio rural.
Contratos típicos O arrendamento e a parceria são contratos agrários típicos, que a lei reconhece para o fim de posse ou uso temporário da terra, entre o proprietário (ou possuidor) de um imóvel e aquele que nele deseja exercer qualquer atividade rural. Têm prazos definidos em lei, os quais nunca poderão ser inferiores a 3 (três) anos, e permitem o acesso a créditos de custeio e de comercialização disponíveis no mercado. O arrendamento rural é o contrato agrário pelo qual uma pessoa se obriga a ceder a outra o uso e gozo de imóvel rural, com o objetivo de nele ser exercida atividade de exploração rural, mediante pagamento de quantia fixa. Na realidade, o contrato de arrendamento é muito parecido com o de aluguel, e nele todos os riscos e lucros são assumidos apenas pelo arrendatário (pessoa que alugou a terra). As diferenças principais entre o arrendamento e a parceria rural é que, nesta última, o pagamento é feito com um percentual da produção, e não em quantia fixa. Outra diferença é que, na parceria, o proprietário assume todos os riscos da produção, em conjunto com o parceiro, o que não acontece no arrendamento. Desta maneira, sofre os riscos de uma safra pequena e vangloria-se com os lucros de uma safra bem sucedida.
Contratos atípicos Os contratos agrários atípicos são todos aqueles que se relacionam com a atividade rural, mas que não estão nominados na legislação agrária. O mais conhecido e praticado é o comodato (cessão do imóvel rural para exploração por terceiro, a título não oneroso). Na prática, é muito comum a realização de contratos atípicos sem respeitar as regras criadas para os típicos, o que fere a legislação vigente.
Realmente, e segundo o artigo 39 do Decreto nº 59.566/66 “quando o uso ou posse temporária da terra for exercido por qualquer outra modalidade contratual, diversa dos contratos de Arrendamento e Parceria, serão observadas pelo proprietário do imóvel as mesmas regras aplicáveis a arrendatários e parceiros…”
Cláusulas obrigatórias É de suma importância que as partes, ao firmarem em contrato agrário, se atentem para o cumprimento de suas cláusulas obrigatórias, previstas pelo Estatuto da Terra, sob pena de nulidade, as quais são: • Prazos mínimos (três anos para lavouras temporárias ou pecuária de pequeno porte; cinco para lavoura permanente ou pecuária de grande porte; e sete para exploração florestal); • Partes não podem renunciar a direitos e vantagens já concedidos em lei.
• Partes são obrigadas a cumprir normas e práticas de proteção aos recursos naturais renováveis, como cursos d’água, florestas, nascentes, etc. • O preço do arrendamento deve ser fixado em quantia certa e determinada. • As condições de partilha, no caso da parceria, também devem ficar muito claras no contrato. • Direito de preferência na renovação do contrato e na aquisição do imóvel; • Notificação prévia com 6 meses de antecedência; • As causas que podem provocar a extinção e rescisão, e ainda a forma de indenizações cabíveis também deverão estar embutidas no contrato. Para maiores esclarecimentos, procure o Departamento Jurídico do Sindicato Rural de Uberlândia, que presta consulta gratuita a seus associados.
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CURSOS DE COZINHA
Bolos, tortas e salgados ajudam a melhorar
renda familiar
Por Luis Antônio figueira
Sindicato Rural, em parceria com a Emater promove cursos totalmente de graça Terezinha Borges de Oliveira aprendeu a fazer bolos, quitandas e salgados durante cursos oferecidos pelo Sindicato Rural de Uberlândia
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radicionais nos eventos promovidos pelo Sindicato Rural de Uberlândia (SRU), os cursos de cozinha, que acontecem em parceria com a Emater-MG, já capacitaram pelo menos 300 pessoas nos últimos 5 anos, que hoje sobrevivem ou conseguiram aumentar a renda da família, fazendo e comercializando bolos, quitandas, tortas, salgados, molhos e conservas.
De acordo com a extensionista da Emater-MG, Áurea Mundim, que ministra os cursos de cozinha há 30 anos, a maioria dos participantes se inscreve apenas para aprender e aplicar o aprendizado no dia a dia da família, mas logo percebem que o aprendizado pode ser também uma fonte de renda. “No início as pessoas querem aprender para passar o tempo, mas depois percebem que podem ganhar um dinheiro extra. É gratificante ver alguém que participou dos cursos estar feliz com o que aprendeu”, declarou a extensionista. Entre tantos que transformaram o prazer da cozinha em fonte de renda está a aposentada Terezinha Borges de Oliveira, que hoje, tem uma freguesia fiel quando o assunto é bolos, quitandas ou salgados. “Fiz o curso pela primeira vez há 5 anos, dentro da Exposição Agropecuária Camaru e de lá para cá me inscrevo todo ano, em busca de aperfeiçoamento e novo aprendizado. Fazer os cursos e guardar o que aprendeu na gaveta não adianta”, disse a aposentada. De acordo com Terezinha Borges, o interesse pelos cursos de cozinha começou quando se aposentou. “Nasci e fui criada
na roça, por isso, nunca consegui ficar sem fazer nada. Além da aposentadoria, fiquei viúva e precisava ocupar o meu tempo. Sempre gostei muito de cozinhar. Por sugestão do meu filho, participei pela primeira vez dos cursos e não parei mais, assim juntei a vontade de aprender com a oportunidade de melhorar a minha renda.” Atividade lucrativa Como uma boa freguesia, Terezinha Borges de Oliveira, é muito requisitada para fazer as delícias que fazem parte de qualquer festa. “Trabalho sozinha e dou
conta do recado. Além do prazer de fazer, tenho bom lucro, que me permite pagar uma conta de luz ou de água, comprar um presente para alguém, ou seja, dá muito certo e é lucrativa esta atividade”, disse. A aposentada faz questão de dizer que este aprendizado é uma oportunidade, que pode ser buscada por outras pessoas. “Agradeço a Emater e ao Sindicato Rural pela oportunidade de poder fazer os cursos, que são totalmente de graça. A Áurea (Mundim) é uma benção na minha vida. Já aprendi muito, mas estou procurando sempre me aperfeiçoar e aprender ainda mais”, concluiu Terezinha Borges de Oliveira.
Extensionista da Emater, Áurea Mundim com participantes em curso realizado durante a Femec 2016
nova oportunidade
Doméstica faz reforma em casa com o que aprendeu nos cursos A doméstica Ângela Maria Rosa Pereira, moradora do bairro Tibery, também buscou nos cursos de cozinha, uma oportunidade de aprender e melhorar a sua renda. Especialista na confecção de quitandas, bolos e salgadinhos, ela reconhece a importância desta atividade em sua vida. “Fiz o curso há três anos, porque sempre gostei de cozinhar e queria aprender
mais. Como trabalho a semana toda, faço bolos, quitandas e salgados nos fins de semana e com o dinheiro que eu ganho estou reformando um imóvel no bairro Shopping Park. Tenho uma boa clientela, que está sempre fazendo encomendas. Posso dizer que além de ser prazeroso, é um bom negócio, que realmente complementa a minha renda”, finalizou.
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APOIO:
às 19h - Tate
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REALIZAÇÃO:
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EMPRESA FAMILIAR RURAL ‘Sucessão’ não deve ser vista como herança pós-morte, mas sim, como continuidade e sucesso do negócio Por Luis Antônio figueira
Família X Patrimônio X Negócio
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amília feliz, negócios saudáveis. Este é melhor caminho para se garantir a continuidade da harmonia familiar e sucesso de uma empresa, seja ela rural ou urbana. A verdade é que o produtor rural tem dificuldades para se enxergar como empresário, mesmo sabendo que exerce uma importante atividade, que é um dos pilares mais fortes da economia brasileira. A empresa familiar rural é composta por família, negócio e propriedade, sendo que um dos maiores desafios desse tipo de empresa é a ‘sucessão’, que não deve ser vista como herança pós-morte, mas sim, como continuidade e sucesso do negócio. Dessa forma, a relação, família x patrimônio x negócio precisa se estruturar para que o negócio aumente a sua escala de produção e seja sustentável ao longo do tempo. Na organização de uma empresa familiar rural, é comum que a gestão e as decisões sejam tomadas pelo patriarca ou pela matriarca e, além disso, a maioria dos empresários rurais brasileiros exploram seus negócios na condição de pessoas físicas. É bom lembrar que pessoas físicas são passageiras, morrem, enquanto as pessoas jurídicas transcendem gerações se foram bem administradas. Assim, o negócio, que deveria ser mantido e estruturado com regras, contratos e diálogos, é mantido por decisões embasadas na confiança e, muitas vezes, em escolhas individualizadas, que apresentam a vontade do pai ou da mãe de forma limitada, sem alcance às implicações futuras. Por esse mesmo motivo, os herdeiros, que muitas vezes trabalham no negócio rural,
não participam das tomadas de decisões e quase nunca têm conhecimento do negócio, o que os impossibilita de se prepararem administrativa e profissionalmente para uma futura sucessão. Essa relação empresarial em que não há a presença de um diálogo horizontal entre as gerações, mas apenas uma ordenação praticada de maneira vertical pelo pai ou mãe, limita o desenvolvimento da empresa e, ao mesmo tempo, prejudica as relações familiares. Por isso mesmo, o planejamento do negócio familiar em vida custa mais barato e vai evitar desentendimentos e disputas familiares. Segundo Mauro Rossales, consultor da empresa Safras & Cifras, os herdeiros, muitas vezes, por não conseguirem demonstrar e aplicar as necessidades que encontram no dia a dia dentro da empresa rural, uma vez que não possuem presença na tomada de decisões, acabam por se profissionalizar em outras atividades, abandonando o negócio familiar e colocando-o, consequentemente, em um caminho que provavelmente ocasionará seu fim, em função da ausência de sucessores preparados e direcionados à continuidade das atividades do negócio. “É pertinente adequar a família à empresa, aproveitando ao máximo as vantagens proporcionadas por se trabalhar um negócio familiar e evitando que os desentendimentos pessoais influenciem em seu andamento. No mínimo, é preciso perceber que a empresa é uma riqueza da família, é um patrimônio produtivo que deve ser preservado e otimizado para possibilitar a sua continuidade”, destacou.
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Para solucionar esses problemas, comuns nas empresas rurais, Rossales lembra que o processo sucessório deve ser feito com base em um diagnóstico. “Os pais querem deixar uma herança ou um negócio. Se for um negócio, é preciso ser feito um diagnóstico e um planejamento”, disse o consultor, que lembra ainda a proteção do patriarca ou da matriarca como fundamentais. “Deve ser estabelecido um modelo de empresa familiar que garanta a proteção dos pais, que continuarão com todos os direitos como assinar aval, comprar ou vender”, disse Mauro Rossales. Planejamento O consultor Mauro Rossales destaca que o sucesso da empresa familiar rural está no planejamento e execução de regras de estruturação do negócio, preservando o patrimônio e objetivando vantagens tributárias e a perpetuação do negócio, ou seja, efetuando um intermédio entre a fa-
mília e suas aspirações e as reais necessidades da empresa familiar. Para isso é necessário que se estabeleça regras de governança coorporativa, que têm como primeiro passo a instituição do protocolo familiar, que representa a relação da família empresária ao comprometimento de toda a família e suas gerações futuras em torno do negócio. “É preciso se estabelecer um protocolo familiar que servirá como base de formação das novas gerações, valorizando a cultura familiar. Este protocolo deverá ainda regrar casos peculiares da família, como utilização de bens da empresa, criação de fundos de apoio aos sócios impedidos de exercerem suas funções e até mesmo a punição de condutas que não condizem com os costumes familiares, tudo isso com o objetivo de manter o fortalecimento e sucesso do negócio”, explica. Mauro Rossales lembra que o modelo de empresa familiar rural é minoria no Brasil e que a falta de planejamento pode levar o negócio ao fracasso e consequen-
temente à sua dissolução. “Haverá disputas dentro da família e assim, o negócio que não está organizado será engolido pelo grande, que se estruturou ao longo dos tempos”, disse o consultor. Na visão de Júlio César Pereira, presidente em exercício do Sindicato Rural de Uberlândia, e proprietário de uma fazenda gerenciada com a ajuda dos filhos, o importante para a família que deseja se manter unida é entender a diferença entre ganho de mão de obra e ganho patrimonial. “Para crescer, os familiares devem reconhecer que, quem trabalha na fazenda tem direito ao ganho relativo aos serviços prestados. Só assim é possível ter uma sociedade de sucesso entre parentes e não dividir o patrimônio. A divisão é o mesmo que diminuir o que tem e a união traz a somatória”, afirma. Pessoa física X pessoa jurídica A profissionalização da empresa familiar rural pode ser estabelecida através da passagem da condição de pessoa física para pessoa jurídica. “É preciso desmistifi-
car essa história de que abrir uma empresa é fácil, e fechá-la é muito difícil. O Brasil possui uma carga tributária de 27,5% , ou seja, um percentual muito alto. Na planilha receita X despesa, o arbitramento chega a 20%, no caso de empresas que são administradas na forma de pessoa física, enquanto no sistema de pessoa jurídica, a tributação pelo lucro presumido pode ser de apenas 2,83%. Sem dúvida, a economia é muito grande e essa empresa, agora na forma de pessoa jurídica, será muito mais lucrativa e poderá crescer de forma sustentável e saudável”, explica Mauro Rossales, consultor da Safras & Cifras. Mauro Rossales volta a lembrar que as mudanças, que poderão manter ou transformar o negócio lucrativo e sustentável dependem da manutenção da harmonia da família. “Sabemos que falar em sucessão é mexer no que há de mais valioso numa família, que são os sentimentos e as relações familiares. E é importante que esse processo de sucessão seja bem planejado e assessorado por alguém que veja o negócio de fora e por outro ângulo”, concluiu.
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EQUITAÇÃO
Alunos durante aula de equitação no Parque de Exposições Camaru
Cavalo contribui para boa saúde, educação e esporte Parque Camaru é espaço agradável e ideal para aulas de equitação, que são oferecidas a crianças, jovens e adultos
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Por Luis Antônio Figueira
relação entre o homem e o cavalo tem raízes profundas na história. Nas pinturas da pré-história são encontrados registros dessa parceria. Na mitologia grega e nas grandes batalhas da era medieval a figura do cavalo também está ligada diretamente ao homem, e hoje, a união homem/cavalo é comprovadamente benéfica nas áreas da saúde, educação, lazer e esporte. O cavalo faz parte do dia a dia do Parque de Exposições Camaru, com as escolinhas de equitação, provas esportivas ou atividades comerciais de compra e venda desses animais. “Independentemente da época, a equitação movimenta o Parque Camaru com escolinha para iniciantes ou treinamento para cavaleiros e amazonas que participam de provas esportivas. Além disso, tem tam-
bém a prática de equitação que é desenvolvida como atividade de lazer e ainda a parte comercial de compra e venda de cavalos. Temos aqui profissionais capacitados para alojar, domar e treinar cavalos de alta performance para competições e preparação para leilões internos e externos”, disse Edgard José Floriz, presidente da Associação dos Cavaleiros do Camaru (ACC). O vice-presidente do Sindicato Rural de Uberlândia (SRU), Gustavo Galassi, destaca que o Sindicato faz um esforço no sentido de manter as atividades equestres no Parque Camaru, cedendo toda a estrutura a ACC para que ela conduza da melhor forma para usuários e competidores. “Além da importância esportiva, que é um segmento tradicional em Uberlândia e região, o Sindicato ainda enxerga outros dois conjuntos: a
equinocultura que ocupa o sétimo lugar no PIB do agronegócio e o mais importante é que existe um envolvimento muito forte nas atividades de lazer e esporte”, disse Galassi. Para médicos, psicólogos, fisioterapeutas e treinadores, o contato com o cavalo desperta no homem diversos sentimentos, como a sensação de potência de dominar um animal de cerca de meia tonelada. “O cavalo dá ao homem uma impressão de companhia, de amizade e também o faz compreender limites, pois o animal só faz o que ele quer. Mas o afeto é um ingrediente necessário em qualquer etapa, e os animais correspondem imediatamente ao que eles recebem e sem qualquer tipo de preconceito, além de contribuir para crianças e adultos nas disfunções motoras”, disse a psicóloga Lívia de Oliveira Mamede. “Andar a cavalo beneficia toda a musculatura do corpo, ajuda na postura prevenindo
problemas nas costas. Dominar um animal tão grande e forte traz auto confiança, ajuda a superar os desafios da vida, melhora o equilíbrio corporal, combate a ansiedade e a depressão, entre tantos outros benefícios”, disse Renan Mendes, treinador na Escola de Equitação Clube do Galope, que foi criada dentro da Parque Camaru em 2007. “Trabalhamos com jovens e adultos que participam de competições esportivas como Team Penning, Três Tambores e Ranch Sorting. É um trabalho importante, que sempre contou com o apoio do Sindicato Rural de Uberlândia (SRU) e da ACC”, disse Lázaro Sebastião, responsável pelo treinamento de cerca de 15 alunos. “O Ranch Sorting vem ganhando muita força em todo o Brasil, por isso, a ACC adquiriu recentemente um curral para prática da modalidade na própria pista de areia do Parque Camaru”, conta Edgard Floriz.
FAMÍLIA
Empresária e filhos são apaixonados por cavalos A prática da equitação é uma das paixões da empresária Mirian Neuschrank, que em 2008, trouxe os filhos Heloisa e Bernardo para a Escolinha Clube do Galope. “Gostei tanto que decidi aprender. O cavalo faz bem para o corpo, além de ser um ótimo exercício para a mente. Aqui no Camaru o ambiente é ótimo. Há um grande respeito às pessoas e aos animais”, disse a empresária, que é dona de dois cavalos da raça Quarto de Milha, Playboy de cinco anos e Apolo de três anos. “Em cima do cavalo, a gente se torna um só. É uma relação de troca, de respeito e de carinho. A relação do homem com os cavalos pode ser tão intensa quanto é com um cachorro ou gato. A equitação é uma atividade muito prazerosa”, declara Heloisa Neuschrank, de 15 anos. “Nas aulas de equitação os alunos aprendem a pegar o cavalo na baia, escovar, dar banho, selar e montar da maneira correta. Temos alunos com idade a partir de três anos e
todos só podem praticar equitação se usarem capacete de segurança e uniforme completo da escola”, disse o treinador Renan Mendes. As aulas de equitação para iniciantes são realizadas na pista de areia e também na área externa do Parque Camaru, sendo que associados do SRU têm 50% de desconto na baia (zelo) e em todos os pavilhões da ACC. Com uma ou duas aulas por semana, a preparação dos alunos é de quatro a seis meses.
Mirian Neuschrank com os filhos Heloisa e Bernardo durante treinamento
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sindicato rural realiza exposição agropecuária em uberlândia Por gustavo lazzarini
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á estão à venda os ingressos para a 53ª Exposição Agropecuária de Uberlândia – Camaru 2016 – que será realizada pelo Sindicato Rural de Uberlândia, de 26 de agosto a 7 de setembro, no Camaru. As entradas estão disponíveis nas lojas Algar Telecom do Center Shopping, do Uberlândia Shopping e do Pratic Shopping, no Terminal Central, com desconto especial até o dia 10 de agosto, para clientes Algar Telecom. Associados ao Sindicato Rural terão acesso gratuito mediante apresentação do Cartão do Associado atualizado. O evento terá ainda dias de portões abertos para visitação. A programação técnica inclui leilões das raças Nelore e Senepol, de cavalos Mangalarga Marchador, Quarto de Milha e Paint Horse, além de exposições e julgamentos de bovinos e equinos,
torneio leiteiro, Fazenda Escola, provas equestres e rodeio profissional. Este ano a feira terá como novidade a programação cultural dos projetos Festival Raízes do Campo (incluindo a edição instrumental) e Um sonho em canções, com apresentações musicais e de dança catira, realizado pela Viola de Nóis Produções, com apoio do Sindicato Rural de Uberlândia, patrocínio da Algar Telecom e Rodoban e incentivos dos Governos Federal e de Minas Gerais, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e Lei Rouanet. Na programação artística grandes nomes do momento farão a animação das noites. Expositores interessados em participar podem falar no departamento comercial do Sindicato Rural pelo telefone (34) 3292 8840.
Apresentações culturais com entrada franca serão a novidade do Camaru 2016
Arnaldo Freitas
Udi Cello Esemble
Tarcísio Mauvéi
Lucas Reis & Thácio
Luiz Mazza & Luciano
Valdir Verona & Rafael De Boni
Fernando Sodré
Marcos Violeiro
cavalos
cavalgada camaru 2016 vai acontecer dia 21 de agosto A Cavalgada Camaru 2016 será dia 21 de agosto e oficializará o início das atividades da Exposição Agropecuária de Uberlândia. O evento é gratuito. Informações com Reginaldo 34 99964 4635.
27 programação cultural Festival Raízes do Campo 28 de agosto de 2016 - domingo Tatersal de Elite do Camaru Das 14 às 17 h – Oficina “Catira uma dança de 450 anos” Ministrantes: Wosley Torquato & Catira Tradição de Minas de Uberaba/MG Público alvo: Até 50 pessoas - crianças e adolescentes, de 08 a 17 anos. Palco principal do Camaru 17h30 - Abertura 18h00 - Catira Tradição de Minas 18h40 - Arnaldo Freitas & Udi Cello Esemble 19h50 - Catira Botas de Ouro 20h30 - Tarcísio Manuvéi 21h40 - Grupo de Catira Os Considerados 22h30 - Lucas Reis & Thácio
AGENDA DE SHOWS CAMARU 2016 Sexta-feira 26/08 – Maiara e Maraisa / Kléo Dibah&Rafael Sábado 27/08 – Zé Neto e Cristiano /Marcos e Fernando Domingo 28/08 – Projeto Cultural Festival Raízes do Campo Segunda-feira 29/08 – Parque aberto para visitação gratuita Terça-feira 30/08 – Wesley Safadão Quarta-feira 31/08 – Feriado Aniversário de Uberlândia – Portões abertos Quinta-feira 01/09 – Abertura do Rodeio Camaru com entrada franca / Gravação do DVD Um sonho em canções da dupla Luiz Mazza & Luciano Sexta-feira 02/09 – Aviões do Forró / Gustavo Mioto / Rodeio Camaru Sábado 03/09 – Gusttavo Lima / Pedro Paulo & Alex / Rodeio Camaru Domingo 04/09 – Final do Rodeio Camaru com entrada franca Segunda-feira 05/09 – Parque aberto para visitação gratuita Terça-feira 06/09 – Mateus & Kauan Quarta-feira 07/09 – Projeto Cultural - Festival Instrumental Raízes do Campo
Lei Estadual de Incentivo à Cultura – CA 1272/001/2014 Patrocínio: Algar Telecom Realização: Viola de Nóis Produções Apoio: Sindicato Rural de Uberlândia Incentivo: Secretaria de Cultura/Governo de Minas Gerais Gravação do DVD Um sonho em canções da dupla Luiz Mazza & Luciano 1º de setembro de 2016 – quinta-feira Lei Estadual de Incentivo à Cultura – CA 0694/001/2014 Patrocínio: Algar Telecom Apoio: Sindicato Rural de Uberlândia Incentivo: Secretaria de Cultura/Governo de Minas Gerais Festival Instrumental Raízes do Campo 7 de setembro de 2016 – quarta-feira Palco principal do Camaru Abertura Hino Nacional Orquestra Viola das Gerais convida: Valdir Verona e Rafael De Boni - Duo de viola e acordeon Fernando Sodré Débora Cristina (solo de catira) Marcos Violeiro Patrocínio: Rodoban Apoio: Sindicato Rural de Uberlândia Incentivo: Lei Rouanet/Governo Federal
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senar minas
Programa 5S ajuda empresas e produtores a enfrentar a crise
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Por Viviane Santana
Programa 5S proposto pelo Senar mostra que, em momentos de administrar crises, a organização e o planejamento são peças fundamentais para mudar não só o comportamento, mas o pensamento das pessoas. “A demanda para o treinamento aumentou porque as empresas e produtores rurais estão buscando a qualidade total em seus negócios. Outra vantagem do 5S é que o participante estende o que aprendeu no programa às suas famílias”, enfatiza o mobilizador Eduardo Alves de Moura. E, se é possível mudar no trabalho e em casa, cria-se então uma corrente do bem que melhora a qualidade de vida das pessoas. Exemplo de que a proposta do Senar Minas dá certo, no município de Santa Juliana o curso Trabalhador na Administração de Empresas Agrossilvipastoris - Programa 5S foi realizado pela segunda vez. A turma foi formada por funcionários de empresas agropecuárias, mas os conhecimentos também podem ser aplicados às propriedades rurais, o que está levando ao crescimento da demanda pelo treinamento. “A economia hoje desafia o produtor rural a se tornar empreendedor e quanto antes ele conseguir passar por esta transição, mais rápido ele vai conseguir colher os frutos”, acredita Artur Augusto de Lima Nessralla, que administra a empresa LW Batatas, em Santa Juliana, que está no mercado há cerca de 30 anos. Mesmo já consolidada no mercado e com espaço aberto em várias centrais de abastecimento, o empresário achou que era hora de melhorar. “O maior objetivo nosso aqui em relação
a esse treinamento do Senar Minas é melhorar a qualidade do nosso funcionário e deixá-lo consciente. Mostrar os riscos e as necessidades do que a empresa demanda, conscientizar o colaborador do quanto ele é importante dentro do processo produtivo. O que observamos, pelo posicionamento dos nossos funcionários, do antes e depois do curso, é assustador a diferença para melhor”, avalia. O 5S é uma prática japonesa que foi espalhada pelo mundo e chegou ao Brasil nos anos 80. É composto por técnicas que fazem uma mudança de atitude e trabalha o descarte, organização, limpeza, higiene e disciplina. “Não é um mutirão de limpeza, mas de conceitos”, explica Reinaldo Borges Mendes, instrutor do curso. “Essa foi uma oportunidade muito boa, dá para se organizar na empresa, em casa e na nossa vida. Onde eu estiver, tenho como praticar o que aprendi aqui”, comentou a classificadora de batata Maria dos Santos Filha. E, já que é na crise que aflora a criatividade e só permanece no mercado quem está mais capacitado e tem algum diferencial, Dyonatan compreendeu o valor da capacitação que participou: “Para mim está sendo uma experiência muito boa, porque o jeito que o professor explica simplifica os conceitos e fica mais fácil aprender. É uma oportunidade que eu não podia perder, porque será bom pra mim no trabalho e em casa”.
serviço • Para solicitar cursos gratuitos ao Senar interessados podem ligar para 34 99976 9570
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Febre Aftosa
Índice de vacinação em Uberlândia é de 96% Em todo o estado de Minas Gerais foram vacinados 98,5% dos bovinos
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Por LUIS ANTÔNIO fIGUEIRA
a primeira etapa de vacinação contra a febre aftosa, 96% do rebanho bovino de Uberlândia foi vacinado. A informação é do escritório local do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), através do veterinário e fiscal agropecuário Anderson Cardoso Costa. Segundo ele, o ideal seria a vacinação de 100%. “Dos 238.917 bovinos registrados no Município, tivemos 2.113 criadores vacinando 229.360 animais. São números satisfatórios. Isso significa que a doença está controlada em Minas Gerais. Agora os criadores devem se preparar para a segunda etapa em novembro, que vacinará somente os animais com idade de até 24 meses”, disse o fiscal do IMA. No Estado o percentual de vacinação atingiu 98,5%. Segundo Anderson Cardoso existe um trânsito intenso de gado no Triângulo Mineiro e em todo o Estado, daí a importância e necessidade da vacinação. “O gado não vacinado não pode transitar sem a Guia de Trânsito Animal (GTA), que pode ser retirada em Uberlândia, no escritório do IMA., no Sindicato Rural de Uberlândia. A obrigatoriedade da vacinação contra a febre aftosa começou em Minas Gerais, em 1972, sendo que o último foco
foi em 1996. “O Brasil é um dos principais exportadores de bovinos, por isso os criadores sabem que não vacinar significa grandes prejuízos para a pecuária”, ressaltou. De acordo com o IMA, quem não vacinou o seu rebanho é multado em 25 UFEMG, que corresponde a R$ 68,07 por animal e quem deixou de comprovar a vacinação paga multa de 5 UFEMG, ou seja, R$ 13,61 por cabeça. A situação deve ser regularizada no escritório do IMA , localizado no Sindicato Rural de Uberlândia, na avenida Juracy Junqueira Rezende, número 100, bairro Pampulha.
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Cartão do associado
Benefícios são concedidos ao associado do Sindicato Rural
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ssociados ao Sindicato Rural de Uberlândia, e seus dependentes, tem acesso a benefícios, como entrada em eventos do Sindicato e descontos em produtos e serviços nas empresas conveniadas. O momento mais esperado, certamente, é o Camaru 2016, que acontecerá de 26 de agosto a 7 de setembro e dará acesso aos associados mediante a apresentação do cartão atualizado. Procure o Departamento de Atendimento ao Associado pessoalmente ou por telefone até o dia 31 de julho e regularize sua situação junto à entidade. Além de permitir a entrada do titular e seus dependentes ao evento, o cartão também possibilita a utilização dos benefícios como cursos gratuitos no SENAR, descontos na comissão
dos leilões Camaru, descontos em farmácias, postos de combustível, clínicas e laboratórios, corretoras de seguros, lojas de produtos agropecuários, de peças para veículos e lubrificantes, universidades, escolas de idiomas, floriculturas e restaurantes. Para emissão do cartão é necessária uma cópia do RG e uma foto 3x4 do titular e seus dependentes, que poderão ser tiradas no ato da confecção do cartão. Faça seu Cartão de Associado e desfrute dos benefícios que o Sindicato Rural de Uberlândia oferece! Consulte a relação de empresas conveniadas na página 34. Departamento de Atendimento ao Associado – Sindicato Rural de Uberlândia Av. Juracy Junqueira Rezende, 100 – Bairro Pampulha Telefone: (34) 3292 8809 E-mail: associados@camaru.org.br
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Meio ambiente
Licenciamento
ambiental
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s procedimentos iniciais para ingressar com solicitações de licenciamento ambiental de propriedades rurais poderão ser realizados diretamente nos sindicatos rurais de cidades do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. O acordo firmado em 23 de maio, entre a Superintendência Regional de Regularização Ambiental (SUPRAMTM) e presidentes de sindicatos, evitará que produtores tenham que se dirigir até a sede da SUPRAM em Uberlândia para dar entrada na documentação. O convênio foi proposto pelas entidades durante reunião no Sindicato Rural de Uberlândia, onde estiveram presentes lideranças rurais e o superintendente da SUPRAM, Franco Cristiano Alves. De acordo com Alves, o atendimento será feito nos sindicatos rurais que aderirem ao acordo de cooperação após definição dos procedimentos que serão empregados nos atendimentos. “Sindicatos que participarão do termo de cooperação passarão por treinamento”, revelou.
Acordo entre sindicatos rurais e SUPRAM facilitará processo de regularização
A SUPRAM-TM, com sede em Uberlândia, atende 67 municípios. Para Franco Cristiano Alves, a parceria com os sindicatos rurais possibilitará a descentralização dos atendimentos, o que dará maior celeridade ao procedimento. “O sindicato fará o primeiro atendimento, receberá a documentação e remeterá à SUPRAM. Vamos analisar e processar os documentos para devolver a resposta ao produtor”, explicou. O presidente licenciado do Sindicato Rural de Uberlândia, Thiago Soares Fonseca, na ocasião elogiou a iniciativa da SUPRAM de criar a alternativa. Fonseca demonstrou preocupação com as dificuldades enfrentadas para obtenção de financiamentos. “Entendemos que os agricultores ainda não sabem quando sairá o custeio para as atividades de produção, o que poderá impactar a próxima safra. Por isso estamos trabalhando para dar conforto ao produtor e solucionar este problema”, disse. Até o fechamento desta edição os atendimentos não haviam iniciado. Consulte o Sindicato Rural para mais informações pelo (34) 3292 8820.
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IFTM - Campus Uberlândia
28ª Semana da Família
Rural começa no dia 12 de julho NA PROGRAMAÇÃO DO EVENTO SERÃO REALIZADOS 29 CURSOS
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Por LUIS ANTÔNIO fIGUEIRA
28ª Semana da Família Rural deverá reunir de 500 a 700 pessoas, entre produtores rurais, técnicos, agrônomos, zootecnistas, veterinários e estudantes entre os dias 12 e 15 de julho, no IFTM – Campus Uberlândia. Na programação do evento serão realizados 29 cursos com 755 vagas oferecidas, além da comercialização de tratores, equipamentos, insumos e produtos artesanais. “É uma oportunidade que os participantes terão para adquirir novos conhecimentos, comprar e vender produtos. Além disso, no dia 12, data da abertura, vamos promover
a Ação Rural, com a participação de vários órgãos e entidades oferecendo vários serviços de cidadania”, explicou Áurea Mundim, extensionista da Emater-MG, que integra a organização do evento. O Sindicato Rural de Uberlândia (SRU), parceiro do evento, estará presente levando orientações quanto a sua representação junto aos produtores rurais. “É um evento importante, que leva informações e orientações importantes para o produtor”, disse José Gaspar de Faria, superintendente do SRU. O diretor do IFTM – Campus Uberlândia, Ednaldo Gonçalves Coutinho, lembra que a Semana da Família Rural é um evento já consolidado em Uberlândia e região, que a cada ano, desperta mais interesse. “A cada edição temos um novo lote de cursos e oficinas para atender as demandas sugeridas pelos próprios participantes”, disse. A 28ª Semana da Família Rural é realizada pelo IFTM – Campus Uberlândia, Emater-MG, Sindicato Rural de Uberlândia e Prefeitura de Uberlândia.
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Artigo técnico
Exigência da Regularização Ambiental Engº Agrº Adalto Franco | Departamento Técnico Agropecuário do Sindicato Rural de Uberlândia
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m muitas outras edições desta revista abordamos este assunto relativo à Regularização Ambiental das atividades agropecuárias exigidas pela legislação ambiental, mas as dificuldades enfrentadas pelo setor agropecuário nos leva novamente ao tema pela importância que o assunto representa para a atividade do agro. O caso mais recente das dificuldades encontrada pelos produtores rurais, principalmente aqueles que dependem de crédito rural para exercer suas atividades, é que os agentes financeiros passaram a exigir de uma hora para outra os Certificados Ambientais dos imóveis que receberão recursos de financiamento bancário, causando um reboliço sem tamanho para o setor. Frequentemente estes certificados não dependem do produtor, ele não recebeu ou não possui a certificação do órgão ambiental mesmo tendo protocolado a documentação para obter a licença ambiental exigida pelo Copam – Conselho de Política Ambiental de MG - através da SupramTM – Superintendência Regional de Meio Ambiente do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Para obter os certificados de regularização ambiental como licença ambiental, outorga de uso das águas e outros certificados da área ambiental, os proprietários enviam à SupramTM a documentação exigida no FOBI para serem analisados pelo órgão. A SupramTM então emite ao produtor um recibo provisório de entrega dos documentos. Acontece que a análise destes documentos tem normalmente demorado muito nos órgãos ambientais, principalmente no caso de Outorgas de Uso das Águas, que alegam não possuir quadro técnico suficiente para a demanda. A situação ainda é pior para aqueles que ainda não iniciaram seus processos de licenciamento, pois para protocolar o FCE (início do processo) na SupramTM, que distribui número de senhas redu-
zido, ficam a noite toda para conseguir um atendimento no dia seguinte no órgão ambiental nem sempre com sucesso. Pensando numa maior agilidade nos processos de regularização junto aos órgãos ambientais, estáse procurando uma parceria entre os Sindicatos Rurais e a SupramTM no sentido de melhor atender os produtores rurais. Trataremos deste assunto na próxima edição desta Revista! Aqueles que ainda não possuem regularização das suas propriedades como licenciamento ambiental, outorga de uso das águas, CAR, Reserva Legal, georreferenciamento, etc., lembramos a necessidade de providenciar o quanto antes para evitar este tipo de transtorno, também notificações e multas. Produtores e Produtoras rurais, para maiores informações ou esclarecimentos procurem o Departamento Técnico Agropecuário do Sindicato Rural onde teremos o maior prazer em atendê-los e orientá-los. Consulte-nos! adalto.franco@srural.agr.br (34) 3292 8811 / 3222 1220 / 9 9976 7475
34 SERVIÇOS E CONVÊNIOS PARA O
ASSOCIADO BENEFÍCIOS
• Acesso à Exposição Agropecuária de Uberlândia (sócio titular, cônjuge e filhos) • Leilão Camaru / Comercialização de animais através de leilões. Desconto 20% (vinte por cento) na comissão de compra e venda em leilões de gado de corte • Emissão de notas fiscais e recolhimento do ICMS • Assessoria Jurídica • Assessoria Técnica Agropecuária • Revista CAMARU – Bimestral • Programa de Regularização Fiscal – Contribuição Sindical (CNA) • Inscrição de Produtor Rural • Espaços no Parque de Exposições (Preferência e preços especiais na utilização das instalações do Sindicato Rural) • Declaração de Exercício de Atividade Rural para efeito de aposentadoria. • Desconto no aluguel de baias para equinos.
CONVÊNIOS • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
SENAR Iso Olhos Paulo Campos Corretora de Seguros EPP Uniodonto Pró-Imagem Diagnóstico por imagem IPAC Medicina Diagnóstica Odontocompany Odontologia Drogalider Auto Posto Queiroz Vip Lubrificantes Auto Peças Só Fiat Agro Fazenda Produtos Agropecuários Master Brasil Administradora e Corretora de Seguros Unyleya Editora e Cursos S.A. Unip Interativa Ensino a Distância FGV Management ESAMC UNITRI Wizard Escola de Idiomas O Orquidário Pim Grill Churrascaria Auto Posto 2M Posto Z + Z
ÓRGÃOS INSTALADOS NESTE SINDICATO • IMA - Instituto Mineiro de Agropecuária • DELEGACIA DE FURTOS E ROUBOS NA ZONA RURAL - AISP • AGRITAP - Associação dos Granjeiros Integrados do Triângulo Mineiro e Alto do Paranaíba • ACNTM - Associação dos Criadores de Nelore do Triângulo Mineiro • APROIMG – Associação dos Produtores Integrados de Suínos do Estado de Minas Gerais
Contatos (34) 3292 8800 (34) 3292 8809 associados@camaru.org.br
Relação de aniversariantes no Mês: junho ANDRE MAURICIO DE FREITAS RIBEIRO_______________________________1 JOSE JOAQUIM DOS PASSOS_________________________________________2 WAGNER TEODORO VIEIRA__________________________________________2 IVO ZANATTA_____________________________________________________3 PAULO DE MORAES JARDIM PRUDENTE________________________________3 ADAILTON BUIATE MENDONÇA_ _____________________________________4 EDUARDO DESSIMONI TEIXEIRA______________________________________4 JOSE MARIA FERNANDES_ __________________________________________4 JERONIMO GOMES FERREIRA________________________________________5 MELISSA LEMES FERREIRA ORTEGA_ _________________________________5 GERALDO GIL FAGGIONI JUNIOR_____________________________________6 IVALDO SILVANI_ _________________________________________________6 JOAQUIM ANDRADE REZENDE_ _____________________________________6 JOSE ANTONIO MARQUEZ GRAMA___________________________________6 SILVIA MARQUEZ GRAMA__________________________________________6 VILMAR RESENDE PEREIRA_________________________________________6 ADELAIDE REZENDE SIQUIEROLI_____________________________________7 JOAO BATISTA CARDOSO___________________________________________7 PLINIO ANTONIO DE MORAES_______________________________________7 ANTONIO PAULO RODRIGUES DE RESENDE____________________________8 JOSE FERNANDO ARAUJO PESSANHA_________________________________8 CARLOS ALBERTO ANTUNES_ _______________________________________9 JOSE ANTONIO DA SILVEIRA_ _______________________________________9 WANDERLE FAGUNDES_ ___________________________________________9 CELINE VIEIRA___________________________________________________10 EPAMINONDAS HONORATO MENDES________________________________10 JUAREZ MAURO FERREIRA_________________________________________11 PERCIO TEODORO FRANCO________________________________________11 JOSE MARCIO GRILO DE SOUZA_ ___________________________________12 AFRANIO MARCILIANO DE FREITAS AZEVEDO_________________________13 CELSO PINTO PIRES_ _____________________________________________13 ESPOLIO MARIA VITALINA DE SOUZA________________________________13 EDUARDO JORGE MILAGRE________________________________________14 LUCIO FLAVIO MENDES PEIXOTO_ __________________________________14 WILSON RODRIGUES DA SILVA_ ____________________________________14 ALEXANDRE FONSECA MARQUEZ___________________________________15 CLEDERSON ALVES PEIXOTO_ ______________________________________15 EDIVALDO DA SILVA PRADO E OUTROS_______________________________15 ALEXANDRE RIBEIRO GUIMARAES NETO_ ____________________________16 MATHEUS GIOVANNI PEREIRA FERNANDES___________________________16 HUMBERTO CAMPOS PINHEIRO____________________________________17 JOVELINO SILVANI E OUTROS_ _____________________________________17 ODELINA ALVES PEREIRA__________________________________________17 QUINTINO FERREIRA DA SILVA_ ____________________________________17 DIRLENE DOS REIS PINHEIRO_______________________________________18 THIAGO DE SOUSA VAZ_ __________________________________________18 JOSE ABADIO DE RESENDE MELO___________________________________19 MARIA DAS GRACAS FERREIRA_____________________________________19 MILTON DE FREITAS CAIRES________________________________________19 ZORIVAL TAVARES CARNEIRO_ _____________________________________19 EMILIANO OLIVEIRA TESTA________________________________________20 ADECIO GOMES_ ________________________________________________21 ANTONIO PAULO SIMON PEREIRA_ _________________________________21 ELSON ALVARES_ ________________________________________________21 MILTON MENDES DE BRITO________________________________________21 ANTONIO SANDIM_______________________________________________23 FLORIANO MOURA GUIMARAES____________________________________23 LUIZ FERNANDO DE MENDONCA_ __________________________________23 JOAO EDSON DE SOUZA___________________________________________24 JOAO LUIZ BOARETO_ ____________________________________________24 MILLERAND BADRAN JUNIOR______________________________________24 REGINA RODRIGUES DE FARIA SILVA_________________________________24 AILTON JOSE DIAS________________________________________________25 DARLENE LUCIA DE CASTRO_ ______________________________________25 EDMO AGENOR DE NICODEMOS___________________________________25 IRIVALDO PEREIRA DOS SANTOS____________________________________25 LIONE TANNUS GARGALHONE_____________________________________25 RONALDO CUNHA FERREIRA_______________________________________25 VANDERLEI FRANCISCO DA SILVA___________________________________25 ADRIANO ASSUMPCAO CARVALHO_ ________________________________26 ALIPIO DE SOUZA PEREIRA_ _______________________________________26 VANDERLEI LUIZ GOMES__________________________________________26 APRIGIO ALVES DA ROCHA________________________________________27 DECIO FRANCISCO GOMES_ _______________________________________27 JOAO DONIZETE FERREIRA_ _______________________________________27 MAEVA VIANA COSTA SIMIAO______________________________________27 CARLOS ROBERTO SABBAG________________________________________28 JORGE LUIZ PEREIRA_ ____________________________________________28 PEDRO ALVARO GUIMARAES_______________________________________28 PEDRO ROBERTO DE OLIVEIRA_ ____________________________________29 JORGE EDUARDO CECILIO_________________________________________30 MARIA ROSALINA SOUZA PEREIRA MIGUEL___________________________30 RICARDO DA SILVEIRA_ ___________________________________________30 SILVIO ANTONIO CORDEIRO FARINELLI_______________________________30 VINCENZO SAVARESE_____________________________________________30
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