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O Bancário | Edição especial para os Funcionários do Santander

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Especial SANTANDER

@SindBancarios

51-34331200 www.sindbancarios.org.br 21/5/2019

Clóvis Victória Jr./SindBancários

SindBancarios.PoA

Dirigentes do SindBancários fizeram ato de esclarecimento em agência de Porto Alegre para mostrar a ilegalidade do trabalho aos sábados

EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Santander

explora

“voluntários”

Santander, chega de explorar a boa vontade do(a) bancário(a). Queremos melhores condições de trabalho e mais empregos. Quem precisa de educação é o Santander, cobrando juros e tarifas menores para facilitar a vida dos(as) bancários nas agências.


2 O Bancário | Especial Santander

Porto Alegre, 2

VOLUNTARIADO NÃO É EXPLORAÇÃO

Trabalho aos sábados é ilegal e imora

Clóvis Victória Jr./SindBancá

Quando o presidente do Santander diz em vídeo que o problema do Brasil é a falta de educação financeira e esquece de dizer que melhores salários, juros e tarifas bancárias menores são tão ou mais importantes quanto, nós trabalhadores(as) precisamos ficar atentos. E quando ele diz que os(as) bancários(as) vão prestar educação financeira aos sábados de forma voluntária? Podemos dizer que isso é trabalho e que já prestamos educação financeira aos nossos clientes de segundas a sextas-feiras, com informações osbre investimentos. Os bancários conquistaram o fim da jornada aos sábados em 1962. Faz 57 anos que trabalhar aos sábados é ilegal. Mas quando esse trabalho é ocultado sob a forma de voluntariado? Aí, isso fica imoral. Porque o problema da crise no Brasil não será resolvido com voluntariado aos sábados no Santander. Já pensou o Santander baixar juros e tarifas para o brasileiro poder comprar mais produtos financeiros? Os bancários não precisariam sofrer tanto num mercado tão competitivo e em crise nem adoeceriam tanto para cumprir metas. Sobraria mais dinheiro no bolso do cliente. E tem mais. O Sindicato foi para a frente da agência Oswaldo Aranha, no bairro Bom Fim, em Porto alegre, nos sábados 4 e 11 de maio, para defender o direito dos(as) bancários(as) do Santander. O direito até de jogar bola, descansar no fim de semana e receber por isso. Afinal, isso é conquista da nossa mobilização e da nossa união!

Os(as) bancários(as) podem contar com a força do Sindicato para defender seus direitos ao descanso aos sábad

Calendário da defesa dos colegas

9 de abril: Reunião de dirigentes do SindBancários e de todo o Estado, na Fetrafi-RS, com superintendente do banco, cobra trabalho aos sábados, Ben Visa Vale, GNS. 25 de abril: Em reunião em São Paulo, COE/Santander volta a cobrar essas questões do banco que anuncia abertura aos sábados para educação financeira voluntária. 4 de maio: SindBancários realiza ato em frente à agência Oswaldo Aranha do Santander em Porto Alegre. 11 de maio: Novo ato na agência do bairro Bom Fim, em Porto Alegre, mantém agência fechada pelo segundo sábado consecutivo.

Vamos continuar na defesa dos direitos dos colegas do Santander

Sindicatos do Interio


21 de maio 2019

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Voluntariado e exploração

“O que o Santander fez nos dois sábados, ao tentar abrir 29 agências em todo o país, foi uma forma de propaganda institucional usando colegas bancários que, de fato, pensavam prestar serviço voluntário de educação financeira, o que já fazem durante a semana”. uLeia artigo do presidente do SindBancários, Everton Gimenis, publicado no sul21: bit.ly/2LY3Hrt

SERÁ?!

“Sabemos também que juros baixos não são mais importantes, de forma alguma, do que o suor, determinação, técnica, caráter.” Sérgio Rial, presidente do Santander. uAssista ao vídeo: bit.

ly/2w1BzIU

SERVIDÃO

“Trata-se de um programa gestado hierarquicamente o que, por si só, já carrega a carga de direcionamento para a ação. Inconscientemente, muitas vezes, não nos damos conta de nossas expectativas ligadas à carreira embutidas na decisão de participar.” uLeia artigo do diretor de Saúde da Contraf-CUT e funcionário do Santander, Mauro Salles bit.ly/2VQovoo

EXEMPLOS DE VOLUNTARIADO

uLeia aqui matéria que mostra exemplos de voluntariado: http://bit.ly/2LAVxor

Colegas adoecidos são perseguidos Depois de adoecer os bancários com metas abusivas e pressão, o Santander dificulta a recuperação da saúde. Impede que os colegas tenham acesso ao afastamento via INSS e junto à Previdência Social. Requerimento de Benefício, Declaração de Último Dia Trabalhado (DUT), Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) são documentos que o banco reluta em entregar para dificultar para induzir o INSS a descaracterizar o nexo da doença com trabalho. Nos documentos, mais maldades: informações falsas escondem riscos envolvi-

dos nas atividades laborais. Tudo para colocar obstáculos aos direitos dos(as) bancários(as). O nome disso é discriminação e perseguição aos colegas adoecidos. O Santander tem inúmeras condenações judiciais por não atender às normas de saúde e segurança. As condenações também envolvem práticas de política discriminatória com doentes. O Sindicato orienta os colegas do Santander a levar ao Sindicato os documentos que comprovem seu histórico médico para que possamos tomar as providências cabíveis e garantir os direitos que o Santander ataca.

O Bancário | Especial Santander 3

Implementação de GNS precisa respeitar a lei O SindBancários está acompanhando a implementação do cargo único de Gerentes de Negócios e Serviços (GNS) nas agências do Santander. O cuidado é para que o banco respeite a legislação trabalhista e não explore os bancários. O principal problema segue sendo a necessidade de todos os funcionários terem certificação CPA 10. Por mais que tenham dado 30 dias, representantes dos bancos se negaram a negociar um prazo maior para os bancários se adaptarem

às mudanças. Os gestores também não reconhecem as resoluções do Banco Central, que regram o setor e dão prazo de um ano para os funcionários se adaptarem. A Resolução 3057, do Banco Central, garante prazo de um ano para o funcionário de instituição financeira se adaptar a mudanças de atividades ou conseguir habilitação para exercício de nova atividade. Dessa forma, o Santander não pode pressionar, assediar ou até mesmo demitir bancários neste prazo.

Fim dos caixas

O principal objetivo da implementação dos GNS é acabar com as funções de caixa, agente comercial, coordenador e gerente de pessoa física. Entretanto, o caixa físico não vai ser extinto neste primeiro momento em todas as unidades. Onde continuar existindo, o gerente de atendimento será responsável pela tesouraria. Todos os funcionários com jornada de 6 horas

deverão ter gratificação de caixa incorporado ao salário. Para bancários em cargo de confiança, com jornada de 8 horas, existe uma carga máxima de 30% como caixa, que deve ser respeitada. A direção do Santander também garantiu que não ocorrerá aumento das metas para o carteirão e que elas serão coletivas, assim como a remuneração variável.

KM rodado

Os bancários estão cobrando da direção do Santander o reajuste do KM rodado, que desde 2015 está estacionado, ficando em R$ 0,71. Para o SindBancários,

o valor deve ser atualizado para, pelo menos, R$ 1, o montante pago pelo Itaú. O banco informou que está fazendo uma análise e reajustará os valores em breve.

Vale-Transporte

Depois de cobranças da COE, a direção do Santander corrigiu as irregularidades no desconto do Vale-Transporte. A cláusula 21 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)

determina que o desconto deve ser de 4% do salário básico. O banco vinha efetuando o desconto sobre a remuneração integrada às gratificações de função.


Porto Alegre, 21 de maio 2019

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Ben causa transtornos a funcionários

O QUE PEDIMOS

Como o Santander se negou a adiar a implementação dos vales, os sindicatos estão pedindo que os valores do VA e VR sejam creditados nas contas dos funcionários das localidades que têm problema até que o banco consiga estabilizar a rede de credenciadas.

O problema não é isolado. Sindicatos de todo o Brasil vêm recebendo reclamações e denúncias sobre o mau funcionamento dos vales Refeição e Alimentação Ben Visa Vale, implementado pelo banco em maio.

Os contratempos não são uma surpresa e já eram previstos: o SindBancários havia pedido, em três oportunidades diferentes, entre março e abril, o adiamento da mudança nos Vales. Foram duas reuniões da Comissão de Organização de Empresa (COE), em São Paulo, e uma com dirigentes sindicais gaúchos, em Porto Alegre. Em todos os encontros, os problemas na rede de credenciamento foram expostos pelos sindicatos e minimizados pela direção do banco, que garantia que todos os municípios teriam estabelecimentos cadastrados. Enquanto o Santander afirma que há mais de 130

mil estabelecimentos já cadastrados, muitos bancários seguem sem conseguir utilizar seus vales, o que fere as cláusulas 14 e 15 da Convenção Coletiva dos Bancários. No dia 14/5, funcionários de todo o Brasil fizeram um Dia Nacional de Lutas para denunciar e cobrar uma solução.

PRINCIPAIS PROBLEMAS NO BEN u Poucos estabelecimentos credenciados, principalmente em pequenas cidades; u Estabelecimentos que constam como cadastrados não aceitam o cartão; u Estabelecimentos indicados há mais de 30 dias para cadastramento pelos funcionários ainda não foram cadastrados; uDemora demasiada para atendimento nos canais de suporte dos cartões;

Nosso trabalho deu lucro 21,9% maior O Santander Brasil aumentou seu lucro em 21,9% no primeiro trimestre de 2019 em relação ao mesmo período de 2018. Isso significa que os bancários brasileiros garantiram 29% do resultado global do banco espanhol, que foi de € 1,840 bilhão. Levando em consideração os 12 meses do ano, as despesas com pessoal,

PROBLEMAS OU incluindo PLR, aumentaram IRREGULARIDADES? apenas 0,4%. O lucro astronômico deixa claro que o banco não precisa de voluntários, pois tem totais condições de pagar salários. Os Sindicatos pedem que o Santander distribua melhor o seu lucro, com melhorias nos planos de saúde, previdência e redução de cobranças de tarifas.

O SindBancários pede que qualquer problema ou irregularidade seja denunciada. A reclamação pode ser encaminhada de forma anônima, pelo formulário disponível em http://bit.ly/ bancariodenuncie

Dito e feito “O Santander tem realizado ações unilaterais, que prejudicam muito os colegas, sem debater com os dirigentes sindicais. É um desrespeito com os trabalhadores no Brasil. Afinal, somos os responsáveis por 29% do lucro global. Nosso trabalho produz a maior parcela do lucro mundial.” Luiz Cassemiro, funcionário do Santander e representante do COE/RS.


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