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O Bancário | Edição nº 15 | 19 de setembro de 2019

Page 1

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Ano 86 | Nº 15 | 19 de setembro de 2019

HOMENAGENS

BANRISUL

CINEBANCÁRIOS

PÚBLICOS

A greve que nos ensinou a lutar há 40 anos

Querem botar a mão no nosso banco de novo

Bacurau atrai grande público à nossa sala

Caixa faz Dia Nacional de Luta

Páginas 4 e 5

Página 7

Página 8

Página 7


Porto Alegre, 19 de setembro 2019

2 O Bancário

CAMPANHA SALARIAL

Tem aumento? Então teve luta e mobilização Nossa Campanha Salarial de 2018 continua dando frutos. Em setembro, os bancários tiveram mais de dez verbas salariais reajustadas em 4,31%, equivalente à reposição da inflação pelo INPC/IBGE e 1% de aumento real, garantindo a valorização dos salários por dois anos seguidos. A negociação também garantiu a renovação das 60 cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários, que tem validade até 31 de agosto de 2020. A PLR também teve o mesmo reajuste (confira na página 6) o que já está sendo

pago em sua primeira parcela por alguns bancos. Esses aumentos não foram presente de banqueiro nem caíram do céu. São os frutos que colhemos da mobilização dos bancários em 2018 e da nossa história de lutas por muitos anos, como na Greve de 1979 que agora completa 40 anos. O mesmo podemos dizer das cláusulas da nossa CCT: muitas gerações de bancários precisaram lutar para conseguirmos esses direitos. É certo dizer que são uma herança, um patrimônio que começou a ser constituído há 86 anos, a idade do nosso Sindicato.

AUXÍLIOS E VALE-ALIMENTAÇÃO

Os auxílios foram oferecidos pelas direções do banco para valorizar os bancários, certo? Errado! Os bancários tiveram que se mobilizar muito para que o vale-alimentação e o auxílio-refeição virassem direito, o que só aconteceu no início da década de 1990, marcada pela galopante inflação de preços que corroía o poder de compra dos brasileiros. Na greve de 2007, os bancários ainda tiveram duas importantes conquistas para além do aumento real dos salários: a parcela adicional da PLR e a 13ª Cesta Alimentação.

2017 2018 2019

Auxílio-refeição

33,50

Auxílio-alimentação

580,84 609,88 636,18

13ª Cesta-Alimentação

580,84

35,18 609,88

36,69 636,18

AUXÍLIO CRECHE/BABÁ E FILHOS COM DEFICIÊNCIA

Sabia que os bancários com filhos têm direito a um auxílio pago pelos bancos? O Auxílio Creche/Babá e o Auxílio Filhos com Deficiência também tiveram reajuste de 4,31%. O benefício é válido para bancários com filhos matriculados em creches ou instituições de ensino infantil, até a idade de 71 meses (5 anos e 11 meses). No caso de filho com deficiência, não há limite de idade. E para ter direito a esses benefícios, os bancários, literalmente, sangraram. Em 1986, mais de 500 mil bancários cruzaram os braços na primeira greve realizada na “Nova República”. No dia 12 de setembro, a paralisação foi considerada ilegal por Tribunais Regionais de vários Estados. Mesmo assim, parte da categoria seguiu paralisada, desencadeando uma violenta repressão da Polícia Federal. A greve foi encerrada no dia 13 de setembro, com conquistas: o auxílio-creche, que já era reconhecido para bancários de alguns estados desde 1981, virou direito para todos.

2017 2018 2019

Auxílio Creche/Babá e Filho com Deficiência

446,11

468,42

488.62

REAJUSTE SALARIAL E PISOS DIFERENCIADOS

Os bancários, desde a primeira greve, em 1932, em Santos, buscaram criar um “salário-mínimo funcional”. Foram dezenas de paralisações, com destaque para a de 1946, em que se criou um grupo de trabalho para debater a instituição de um piso diferenciado, o que só veio a acontecer em 1961. De lá para cá, sempre se buscou melhorar esses valores, a exemplo de 2011, quando houve 21 dias de paralisação para garantir aumento real de 4,3% no “salário-mínimo” dos bancários.

Reajuste Salarial 2018 2019 5% 4,31%

Pisos até 90 dias Portaria Escritório Caixa e Tesoureiro

2017 2018 1.395,60 1.465,38 2.000,21 2.100,22 2.522,60 2.648,73

Pisos após 90 dias Portaria Escritório Caixa e Tesoureiro

2017 2018 2019 1.528,75 1.605,19 1.674,42 2.192,88 2.302,52 2.401,83 2.962,29 3.110,40 3.244,55

OUTRAS VERBAS O nosso acordo de 2018 garantiu ainda o reajuste de outras quatro verbas. Entre elas, está a Indenização por Morte ou Invalidez por As-

salto, conquista de 2010, uma época em que os bancários viram o número de ataques a bancos aumentar progressivamente no Brasil. Já a verba

2019 1.528,58 2.190,80 2.762,96

para requalificação profissional é devida pelos bancos aos bancários demitidos sem justa causa, na realização de cursos de qualificação.

2017

2018

2019

1.004,98

1.055,23

1.100,74

Indenização por Morte ou Invalidez por Assalto Auxílio-Transporte (Noturno)

149.861,90

157.355,00

104,90

110,15

114,90

Requalificação Profissional

1.497,77

1.572,66

1.640,48

Auxílio-Funeral

O Bancário

164.141,40

Jornal do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) - filiado à CUT e à Fetrafi/RS. Presidente: Everton Gimenis. Diretor de Comunicação: Gilnei Silva Nunes (MTb 9286). Jornalista Responsável: Clóvis Victória Junior (MTb 13.829). Redatores: Clóvis Victória Junior, Henrique Lammel (MTb 16191) e José Antônio Silva (MTb 3870). Diagramação: Nina de Oliveira (MT 6612RS). Arte: Gerson Schneider. Impressão: Grupo Sinos. Tiragem: 10 mil exemplares. Casa dos Bancários - Rua Gal Câmara, 424 CEP 90010-230 - Porto Alegre - RS Tel: (51) 3433.1200 redacao@sindbancarios.org.br | www.sindbancarios.org.br|www.facebook.com/SindBancarios. PoA|twitter.com/@sindbancarios | youtube.com/sindbancariospoa|IG: @sindbancariospoa


Porto Alegre, 19 de setembro de 2019

O Bancário 3

Renovação das 60 cláusulas da CCT Gratificações de função, de caixa, auxílios-refeição, alimentação, creche-babá, funeral, abonos e ausências legais, ampliação das licenças-maternidade e paternidade, estabilidades provisórias no emprego, indenizações, proteções contra o assédio moral. A Convenção Coletiva Nacional dos Trabalhadores bancários tem 60 cláusulas que foram renovadas em 2018, com validade até 31 de agosto de 2020. Sem dúvida, esta foi uma das maiores conquistas da nossa última campanha salarial. Os bancários ainda possuem seus Acordos Coletivos de Trabalho (ACT), válidos para os colegas de determinadas instituições, que também foram renovadas.

É importante lembrar que esses direitos não estão garantidos. Em 2020, se quisermos mantê-los, teremos que nos mobilizar novamente. Dessa vez, porém, com um­a desvantagem. A Reforma Trabalhista de 2017 acabou com a ultrati-

vidade dos acordos. Com isso, se ele não for renovado até 31 de agosto de 2020, as cláusulas podem perder a validade. Antes da Reforma, a CCT e os ACTs continuavam valendo enquanto houvesse negociação, participação, mobilização e luta.

BANCO DO BRASIL

Queremos soluções para licença saúde

Fotos Divulgação/Contraf-CUT

GRATIFICAÇÕES

As gratificações que os bancários recebem hoje não caíram do céu. As primeiras verbas de gratificações que os bancários receberam viraram direito em 1961, porque foi a única forma que os banqueiros encontraram para acabar com uma greve de nove dias.

2017 2018 2019

Gratificação de Caixa

522,39

548,51

572,17

Outras verbas de Caixa

247,02

259,37

270,56

Gratificação de Compensador de Cheques

170,21

178,72

186,43

Adicional por Tempo de Serviço

29,87

31,37

32,72

ITAÚ

Trabalhadores ficam frustrados Fruto das conquistas da nossa campanha salarial, as mesas permanentes e os Grupos de Trabalho (GT) continuam na luta e pressionando os bancos a cumprirem os acordos coletivos. Por exemplo, os representantes dos trabalhadores do Itaú saíram frustrados da reunião do Grupo de Trabalho (GT) de Saúde, realizada na sede da Contraf-CUT em São Paulo, na quinta-feira, 12/9. O encontro foi marcado para a direção do banco trazer os retornos das reivindicações apresentadas em julho. Porém, o banco não trouxe retorno algum. Cadê as nossas respostas, Itaú? uCobramos o parcelamento da antecipação prevista na cláusu-

Itaú fugiu das questões que precisam ser resolvidas para os colegas la 29. A antecipação não pode ultrapassar os 30% do salário, como diz a lei. Porém, nada foi definido. uO Itaú continua cometendo muitos erros e perdendo agendamentos na perícia do INSS e tem feito entrar na conta o valor de tratamentos médicos como se fosse salário. Pedimos o fim desse sistema.

uCobramos novamente uma posição do banco sobre metas para estagiários e jovens aprendizes que estão sendo usados como mão de obra barata. uO banco não respondeu também sobre o prazo de readaptação para quem retorna de afastamento médico. Estão cobrando metas de quem perdeu suas carteiras de clientes como se ainda as tivesse.

Dirigentes e integrantes do CEBB pediram respostas sobre vários problemas Em reunião da mesa de negociações de Saúde dos funcionários do Banco do Brasil, a Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB) apresentou aos representantes do banco os diversos problemas que levam os bancários a ficar sem remuneração durante o afastamento para tratamento de saúde. Há procedimentos que nem sempre estão claros para os funcionários. Precisa haver mais clareza na divulgação desses procedimentos para que nenhum funcionário seja prejudicado. O banco disse que cabe ao gestor de cada agência/departamento fazer o acompanhamento dos funcionários afastados para tratamento de saúde e que vai elaborar e disponibilizar um e-book com os procedimentos aos funcionários e às entidades de representação. E ficou de constituir um Grupo de Trabalho para repensar a condução desses casos de saúde. PAQ e SACR Apesar de ser uma reunião específica para tratar de questões de saúde dos funcionários na mesa de negociação permanente, a CEBB apro-

veitou para obter informações sobre o Programa Adequação de Quadros (PAQ). A última rodada de regularização de praças em excessos ocorreu na sexta-feira, 13/9. O banco informou que cerca de 2.300 pessoas se desligaram do banco durante o PAQ e que o Sistema Automático de Concorrência à Remoção (SACR) nacional ocorrerá no dia 24/9 e terá caráter voluntário. PSO e banco de horas A representação dos trabalhadores também ressaltou que continua havendo pressão pela Plataforma de Suporte Operacional (PSO) para que os funcionários façam a adesão ao banco de horas e também para retirar folgas. O Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos funcionários do Banco do Brasil veda esse tipo de pressão sobre o trabalhador. O banco ficou de orientar melhor as áreas e alertar quanto à irregularidade desta conduta. Acúmulo de funções Os trabalhadores também questionaram ao banco com relação ao risco operacional decorrente do acúmulo de função no Atendimento Integrado Negocial e Caixa.


Uma homenagem aos heróis da Greve Proibida

Ireno Jardim/Arquivo Histórico SindBancários

Assembleias de setembro de 79 decidiram pela greve e foram marcadas pela prisão dos líderes e a intervenção no Sindicato

Ele não participou dos 14 dias da Greve Proibida em 1979. Muito foi por ele, de qualquer modo, que a greve existiu há 40 anos. Pois de novo, quatro décadas depois da greve que nos ensinou a lutar, ele recebeu uma homenagem mais do que justa pelos 14 dias que ficou preso por causa justamente da Greve de 1979. Olívio de Oliveira Dutra passa a ter o nome gravado em metal num dos espaços nobres da Casa dos Bancários, sede do Sindicato, do qual foi presidente também há 40 anos.

Sem lutas não há esperança

F

Em um dos momentos mais emocionantes da assembleia, o secretário-geral do SindBancários na época, o bancário aposentado do Banco do Brasil, Milton Mottini, lembrou da sua participação no movimento. Mottini protagonizou uma cena que lhe deixou marcas físicas para sempre. Ao saber, no dia 7 de setembro de 1979, que seria o próximo a ser preso pela Polícia Federal (Olívio e Felipe Nogueira já estavam detidos na sede da Polícia Federal desde o dia 6) ao tentar deixar a sede da Fetrafi-RS ele sofreu um acidente. Caiu no poço do elevador. A coluna lhe dói até hoje por causa disso. Mottini ficou um tempo no hospital durante a greve. “Não me considero herói. Só cumpri o que a categoria tinha determinado.” Mottini(E):“Cumpri o que a

Batalha que vem de longe

Depois da transmissão ao vivo do debate no Programa Esfera Pública da Rádio Guaíba e da exibição do documentário “Os 30 anos da Greve de 1979”, a noite da segunda-feira, 9/9, reservou uma homenagem ao herói pródigo daquela greve. E tinha que ser numa assembleia. O auditório Olívio Dutra da Casa dos Bancários nem existia quando 3 mil bancários foram para a frente da sede da Fetrafi-RS, num domingo, 9 de setembro de 1979, decidir pela manutenção da greve e organizar os piquetes do dia seguinte. No dia da assembleia de agora,

há 40 dias, fazia três dias que Olívio estava preso na sede da Polícia Federal e nunca mais seria presidente do Sindicato. A greve de 1979 poderia ter sido mais curta. Poderia haver ganhos econômicos e 400 demissões poderiam ter sido evitadas. Ora, o consenso na assembleia de agora era que a vitória daquele movimento um tanto desorganizado foi pedagógica e política: enfrentar a Ditadura Militar e o aprendizado de que não tem outro jeito de os trabalhadores bancários saírem da miséria a não ser lutando.

Tempos que ameaçam voltar O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, demonstrou que os tempos de Ditadura Militar e de retirada de direitos e de empobrecimento dos trabalhadores dos tempos da Greve Proibida estão de volta sob a forma de reforma Trabalhista, reforma da Previdência, terceirização, MP 881 e ameça de golpe militar. “Essa assembleia é simbólica no momento em que a democracia está sendo atacada. Lembrar é importante. A greve, naquela época, foi considerada especial. Era proibido fazer greve e nós não podíamos deixar passar em branco”, contou Gimenis.

Assembleia aponta importância da luta permanente e dos heróis

Grande orador, Olívio Dutra contou ter chegado em Porto Alegre nos anos 1970. Lembrou dos tempos de trabalho no Banrisul, cuidando da correspondência de um determinado setor. Olívio disse que a luta que construiu a Greve de 1979 não começou com ele. Veio da década de 1960 e do esforço de greve empreendido pelo Sindicato desde os anos 1960 e até antes. Olívio foi preso no Auditório Araújo Viana na noite de 6 de setembro após a assembleia que decidiu pela greve e nunca mais voltaria

Olívio Dutra é agora nome do Auditório da C a ser dirigente ou presidente do Sindicato que ficou sob intervenção desde aquele dia até julho de 1980. “Fui preso com base na Lei de Segurança

Nacion de esm a mim. Tinha tinha o

A resistência dos grevistas no cinema

A CA

Documentário reúne bancários de 1979 em sessão no CineBancários

Sa evento dedica minal maior Qu setem repres no paí No foram pela s democ Há memo anos n Ca brasil nha lu Ad ve, e o Ainda cujo o entant não so te de t a todo

Há 40 anos nessa noite, os bancários viviam um dia decisivo na Greve de 1979. Em 9 de setembro, uma assembleia na frente da sede da Fetrafi-RS teve Luiz Inácio Lula da Silva, como um de seus principais oradores, e 3 mil bancários decidindo manter a greve em seu quarto dia consecutivo. Se, em 1979, a Greve Proibida garantia pela força da decisão coletiva ao menos um dia a mais de piquetes e lutas, o movimento chegava a um dilema: aceitar proposta dos banqueiros ou desafiar a Ditadura Militar e

seguir lutando pela liberdade dos dirigentes presos e pelo fim da intervenção no Sindicato dos Bancários. Exatos 40 anos depois, tivemos uma noite cinematográfica. Grevistas voltaram a exaltar uma façanha. O documentário “Os 30 anos da Greve de 1979”, do diretor Hique Montanari, de 2009, fez parte de um dia de celebração dos heróis da greve de 1979. Assista ao documentário “Os 30 anos da Greve de 1979” bit.ly/2m87Qwa

Na Lu

Ri An


Fotos Clóvis Victória Jr./SindBancários

a categoria tinha determinado”

Casa dos Bancários

nal. Foi uma tentativa magar a categoria e não . As lutas vêm de longe. uma comissão. Não o individualismo.”

Os nomes dos homenageados : Olívio de Oliveira Dutra : Milton Mottini Machado : Luiz Felipe da Costa Nogueira (in memorian) : Ana Lucia Valença de Santa Cruz Oliveira : Miriam Siqueira de Aguiar : Luis Inácio Lula da Silva : Paulo de Tarso Carneiro : Namir José Oliveira Bueno : José Edi Nunes da Silva : Antonio Ozorio : Tarso Genro : Paulo Roberto Stekel

: Maria Castorina da Rocha Ozorio : Ana Maria Moraes : Janete Terezinha Vargas Nunes : Maria Isabel Bastos Carvalho : Maria Luiza Nunes da Silva : Tamir Neto da Silva : Barcellos : Luiz Antônio Machado : Carmem Lúcia Guedes : Paulo Renato Paim : Ana Moreira : Francisco Assis Ayres de Souza : Telma Regina Salgueiro

Uma história de prisão no interior O diretor atual do SindBancários, Paulo Stekel, foi preso em seu Sindicato em Santa Maria no segundo dia de greve. Fazia seis meses que começara como contínuo no banco. Quando estava imprimindo panfletos no mimeógrafo, chegaram agentes da Polícia Federal e da Brigada Militar com um mandado de busca e apreensão. Stekel ficou três dias no Doi Codi. “Fizemos Stekel: “Levei medo quando chegou tanque do Exército” um piquete de mil na agência do Ban- conseguiram furar. Levei medo quando risul. Eles mandaram a cavalaria e não chegou um tanque do Exército.”

ARTA DE ANA SANTA CRUZ

aúdo aos companheiros e companheiras presentes neste o, amigos e amigas, de antes e de sempre, cujas vidas foram adas a construir um país democrático e mais justo. Cito nolmente a todos, destacando o nosso querido Olívio Dutra, a r liderança da Greve bancária de 1979 e um exemplo de vida. uarenta anos se passaram desde aqueles dias incríveis de mbro de 1979, que mesmo diante dos riscos que a Ditadura sentava, acreditávamos ser possível construir a democracia ís. os anos em que tudo era proibido, nas lutas, onde muitos m presos, torturados e mortos, nossos cantos foram ouvidos sociedade brasileira, com a qual iniciamos a construção da cracia no país. á dez anos estive aqui em Porto Alegre participando da cooração dos 30 anos do movimento grevista de 1979. Vivíamos nos quais os sonhos de uma vida iam se materializando. aminhávamos para um país mais igual, onde diariamente um leiro ganhava sua cidadania, uma família da Amazônia obtiuz elétrica, um filho de sertanejo ganhava acesso à educação... distância entre a comemoração anterior, dos 30 anos da Greos dias de hoje parecem muito maiores que apenas dez anos. a estamos um pouco perplexos ao assistirmos um Governo objetivo maior e único é destruir e nos destruir. A história, no to, irá demonstrar a esses arquitetos da destruição que eles obrevivem à luta dos que sonham sem medo de ser feliz. Diantudo isto que estamos passando, penso que devemos nos unir os que queiram interromper a ação destes arquitetos do mal.

a luta, ula Livre!

io de Janeiro, 8 de setembro de 2019 na Santa Cruz

Assembleia Legislativa conta a história

ALERGS homenageou exemplo da Greve Proibida O dia 5 de setembro de 1979 era uma quarta-feira. Também foi o primeiro dia da greve dos bancários. Exatos 40 anos depois, a deputada estadual Sofia Cavedon (PT-RS) fez uma homenagem ao SindBancários, em seu Grande Expediente na Assembleia Legislativa. No Plenário 20 de Setembro, Sofia refez a trajetória da greve, o contexto daquele tempo e alertou sobre um período sem democracia da nossa história. “Infelizmente, nos dias de hoje, se repete o que os bancários viveram em 1979. Tivemos um golpe em 2015. Tivemos a reforma Trabalhista e a quase aprovada reforma da Previdência. Em 2018, tivemos a prisão política de Lula”, enumerou Sofia. Assista à íntegra do Grande Expediente na Assembleia Legislastiva: bit.ly/2k2xkKL

O habeas que desafiou a Ditadura

Tarso Genro: “São pessoas responsáveis pela minha formação” Tarso Genro não era só advogado do SindBancários desde que passou a ser assessor jurídico em 1974. O advogado de Santa Maria, de uma família reconhecida pela participação na luta política pela democracia, lembrou, na assembleia de 40 anos, da Greve Proibida, do dia em que conheceu uma figura que também foi muito importante para a sua formação e luta e que o inspirou a ser governador do Estado, prefeito, deputado e ministro. Tarso disse que estava na sua sala de assessor jurídico da sede da Galeria Malcon do Sindicato quando Olívio Dutra entrou dizendo que ele tinha de ir até a sala dele, Olívio, para

conhecer um companheiro. Era Lula quem estava lá visitando Porto Alegre em 1974. Foi Tarso também o primeiro advogado a impetrar um habeas corpus pedindo a soltura de Olívio Dutra e dos demais dirigentes presos por causa da Greve de 1979, com a tese de que os bancários não podiam ser presos porque obedeciam a uma ordem coletiva de uma assembleia geral de trabalhadores: eles não podiam legalmente desobedecer à decisão da categoria. “Quero fazer um agradecimento ao SindBancários. Comecei minha funcionalidade em 1974. São pessoas responsáveis pela minha formação”, disse Tarso.

Os próximos da lista da ditadura Depois que Olívio e Felipão foram presos, aqueles que assumiram os postos de coordenação do Comando de Greve eram os próximos da lista. Ana Santa Cruz e Namir Bueno esperavam a qualquer momento serem colocados para dentro de um Veraneio da Brigada e tocar para a sede da Polícia Federal. A confirmação de que Namir e Ana Santa Cruz estavam na mira antes mesmo de entrarem na viatura veio com um engano. No domingo mesmo, dia 9 de setembro de 1979, José Luiz Carneiro Cruz recebeu, em casa, a visita de policiais federais e foi levado à sede na Zona Norte. Ele foi preso diante da esposa grávida. Quando chegou à frente do delegado, José Luiz ficou

mais tranquilo ao ouvir o nome Namir Bueno. “Tá, mas eu não sou o Namir”, teria dito José Luiz Carneiro, segundo o relato feito por Namir Bueno na assembleia da segunda-feira de agora, 9/9. O então dirigente do SindBancários sofreu os efeitos da Greve de 1979. Foi demitido do Banrisul e ficou por muito tempo sem ser readmitido. Só recentemente pôde voltar ao banco, ao qual dedica a sua vida, por uma reparação legal. “Tínhamos clareza de que a greve podia ter sido tirada no [Colégio] Rosário (assembleia em 1º de setembro de 1979, com presença de 3 mil bancários). O Olívio fez muito bem em arrastar a decisão da greve”, sustentou Namir.

Namir Bueno(E): “O Olívio fez muito bem em arrastar a decisão da greve”


6 O Bancário

Porto Alegre, 19 de setembro 2019

PLR

Reajuste e pagamento garantidos Com o acordo que conquistamos em 2018 na Campanha Salarial, garantimos reajustes de 4,31% também nas verbas fixas da nossa PLR. Alguns bancos, como o Banco do Brasil e o Bradesco, anteciparam o pagamento da 1ª Parcela depois de um pedido dos Sindicatos para valorizar os bancários. Aliás, a PLR não caiu do céu. Durante o início da década de 90, os bancários fizeram muitas mobilizações para conquistá-la, sendo a primeira categoria a garanti-la em acordo em 1995. Com o passar dos anos,

Impacto na economia

O reajuste de 4,31% sobre PLR, salários e outras verbas representará um impacto de R$ 10,549 bilhões na economia. Só com os valores de PLR pagos aos bancários, a injeção na economia será de R$ 7,952 bilhões (variação positiva de 13%) nos próximos 12 meses. Já a antecipação do pagamento representa impacto de cerca de R$ 3,488 bilhões (variação positiva de 9,3%).

Sindicalize-se e nos ajude a ampliar a luta!

através de mobilizações e greves, as regras foram melhorando e a distribuição de

A força de um Sindicato vem de seus sócios. Quanto mais bancários organizados formos, mais capacidade de negociação teremos nas mesas de negociação com as direções dos bancos. Sindicalize-se e nos ajude a ampliar e manter esses direitos!

valores aumentando, como em 2005, quando garantimos o adicional da PLR.

DATA DE PAGAMENTO

2017 2018 2019

Valor fixo da 2.243,58 2.355,76 2.457,36 Regra Básica Teto da Parcela Adicional

4.487,58 4.711,52 4.914,72

Teto da Regra Básica

12.035,71

12.637,50

13.182,53

Teto da Regra Básica Majorada

26.478,55

27.802,48

29.001,54

Banrisul – Pagou no dia 12 | Complementa até 1º de março de 2020* Banco do Brasil – Antecipou em 30 de agosto | 2ª parcela até 10 dias uteis após a distribuição de lucros e dividendos aos acionistas Caixa – Paga dia 3 | 2ª parcela até 31 de março de 2020 Itaú – Paga até dia 20 | 2ª parcela até 3 de março de 2020 Bradesco – Antecipou no dia 16 | 2ª parcela até 3 de março de 2020 Santander – Paga até dia 30 | 2ª parcela até 3 de março de 2020 *O Banrisul paga toda a PLR do ano em setembro, fazendo uma projeção do lucro. Em 2020, paga a diferença.

CURTAS ITAÚ 13ª CESTA ANTECIPADA

Depois da cobrança da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), o Itaú vai antecipar o pagamento da 13ª cesta alimentação para 25 de outubro. Pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, os bancos têm até o dia 31 de novembro para realizar o crédito. A 13ª cesta alimentação é uma conquista da Campanha Nacional dos Bancários de 2015. Corresponde a mais um valor ao ano de vale-alimentação. Este ano, o VA dos bancários foi reajustado retroativamente a 1º de setembro de 2019 (data base da categoria), em 4,31%, que corresponde à reposição da inflação mais 1% de aumento real, conquistado no acordo de dois anos fechado na Campanha de 2018. Portanto, o vale-alimentação e a 13ª cesta alimentação passaram de R$ 609,88 para R$ 636,17. A Comissão de

Organização dos Empregados (COE) do Itaú também foi importante para conseguir a antecipação da 13ª Cesta.

SEMINÁRIO JURÍDICO RESISTÊNCIA É TUDO

O último dia do 2º Seminário Jurídico da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) aconteceu, na sexta-feira, 13/9, em São Paulo. Durante todo o dia, mais de cem dirigentes sindicais e assessores jurídicos de sindicatos e federações debateram temas relacionados à Previdência Social em tempos de reformas e futuro do trabalho. Os operadores do direito do trabalhador concluíram que a luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora e o papel dos sindicatos ficou ainda mais importante no atual contexto de ataques as nossas conquistas. Os riscos que a reforma da Previdência representa e que as novas tecnologias trazem para a classe

trabalhadora exigem mobilização e resistência. É consenso entre operadores de direito de todo o paíso que a reforma da Previdência de Paulo Guedes e Jair Bolsonaro em parceria com Rodrigo Maia, da Câmara dos Deputados, não deu certo em lugar nenhum do mundo. O Chile é o maior exemplo.

BADESUL TESE DO SINDICATO ACOLHIDA

Ação coletiva nº 000120034.2013.5.04.0007, ajuizada em 2013, havia sido julgada extinta, mas agora o TRT4 acolheu tese do Sindicato. No último mês de agosto, a 7ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região julgou procedente o recurso do SindBancários, para condenar o Badesul ao pagamento das 7ª e 8ª horas como extras. O benefício é voltado aos empregados que ocupam os cargos de “Emprego Técnico” e “Emprego de Suporte Operativo”. Ajuizada em 2013, a

ação havia sido julgada extinta, sem julgamento de mérito, sob o argumento de que o Sindicato não era parte legítima para postular esse direito em nome dos empregados. Esta decisão fora confirmada pelo TRT4. Todavia, por meio de recurso apresentado ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Sindicato conseguiu reverter esse entendimento, forçando novo julgamento desde o primeiro grau.

CASSI VAMOS À MOBILIZAÇÃO

Realizamos reunião de esclarecimento preparatória três dias antes do Encontro Nacional sobre a Cassi em 28 de setembro em São Paulo. Precisamos avançar na nossa mobilização. Nos encontramos na sede da Fetrafi-RS em 25 de setembro e definimos em conjunto que vamos dar continuação ao chamado que os dirigentes sindicais de todo o país fazem com visitas nos locais de trabalho para esclare-

cer as questões que envolvem a Cassi. Realizamos um Dia Nacional de Luta em Defesa da Cassi e precisamos ficar atentos para o que o banco tem feito com a nossa saúde em agosto e precisamos seguir unidos. O que nós queremos u Que os colegas se ajudem nas mobilizações para pressionar a direção a voltar à mesa e negociar condições mais decentes de atendimento de saúde da Cassi. u Queremos resolver a condição financeira da Cassi e um melhor atendimento à saúde por meio da negociação com a diretoria. u Queremos que o BB assuma sua responsabilidade com a Cassi e volte à mesa de negociação com as entidades de representação dos funcionários. u Queremos que o BB respeite os acordos e que a Direção da Cassi mantenha as regras da coparticipação que foram aprovadas pelo corpo social em 2007.


Porto Alegre, 19 de setembro de 2019

O Bancário 7

BANRISUL

BRADESCO

Leite presenteia investidores PDV em esclarecimento José Antônio Silva/SindBancários

No dia em que o Banrisul completou 91 anos, os bancários enfrentaram o vento, o frio e a chuva, e fizeram um ato para reafirmar a importância de manter o banco público.

O governador Eduardo Leite e o deputado Sérgio Turra (Progressistas) também deram presentes: Leite presenteou os empresários, que não veem a hora de colocar as mãos no banco, com o anúncio de venda de milhões de ações. Turra foi ainda mais generoso e protocolou uma PEC para privatizar a instituição sem plebiscito. Claro que estamos sendo irônicos, pois queremos o Banrisul público. Leite também tem demonstrado bondade com os deputados estaduais. Enquanto atrasa salário de pro-

O Bradesco lançou um novo Plano de Demissão Voluntária (PDV), válido até 16 de outubro. Para esclarecer as dúvidas dos bancários, o SindBancários tem realizado reuniões de esclarecimento. Se você se enquadra procure tirar suas dúvidas com a assessoria jurídica. O sindicato orienta e tira dúvidas, mas quem decide é o bancário! O departamento

Jurídico está à disposição da categoria e pede que nenhum funcionário assine qualquer documento sem compreendê-lo. Em vídeo publicado no canal do YouTube do SindBancários, o assessor Jurídico da entidade, o advogado Antônio Vicente Martins, esclarece as principais dúvidas dos bancários. Assista em bit.ly/PDVBradesco.

SANTANDER Banrisulenses celembram 91 anos do Banrisul público com bolo e balões fessores, brigadianos e outros profissionais que prestam serviços à população, vai liberar R$ 55 milhões em emendas para os parlamentares. Um agradinho para ter suas maldades aprovadas. Fica nossos parabéns ao Banrisul pelos seus 91 anos

e uma lembrança: se o banco tem essa história e dá lucros bilionários todos os anos, é por causa dos bancários, que muito lutam por manter o banco público. Se dependesse dos nossos governantes, essa galinha dos ovos de ouro já teria sido entregue faz muito tempo.

ENCONTRO NACIONAL

Como estão suas emoções? O Departamento de Saúde do SindBancários está conduzindo uma pesquisa sobre “Saúde Mental e Trabalho Bancário no Santander do Rio Grande do Sul”. O objetivo é investigar aspectos da organização/contexto de trabalho e relacioná-los com aspectos de saúde mental da categoria.

As informações subsidiarão intervenções do Sindicato no âmbito de prevenção de doenças e promoção de saúde mental. O formulário é virtual, leva cerca de 15 minutos para ser respondido e está sendo enviado para os funcionários via WhatsApp.

Entregar o Banrisul gera mais crise Advogado assume direção Os banrisulenses se reuniram no sábado, 14/9, na sede da Fetrafi-RS, para o 27º Encontro Nacional dos Banrisulenses. O evento contou com a participação dos jornalistas Helder Maldonado e Marco Bezzi, idealizadores e apresentadores do canal “Galãs Feios”, do YouTube, que fizeram uma análise bem-humorada da conjuntura política e econômica do país. O encontro foi além. Provamos e não deixamos dúvida de que vender o Banrisul em pedaços, como quer o governador Leite, e como querem alguns deputados estaduais é um péssimo negócio para todos os gaúchos. E tudo por um acordo de dívida que vai trazer ainda mais prejuízo. Sim, desde 2016, o governo federal impõe um

BADESUL

Aline Adolphs/Fetrafi-RS

O advogado pelotense Eduardo Macluf deve ser o novo presidente do Badesul. Seu nome foi indicado pelo governador Eduardo Leite e será levado à Assembleia Legislativa assim que supera-

do as etapas administrativas internas. Macluf foi secretário estadual de Ciência e Tecnologia no governo Yeda e ocupou cargos nos ministérios de Cidades e da Agricultura.

CINEBANCÁRIOS

Meia-entrada está valendo

Banrisulenses foram à sede da Fetrafi-RS defender o Banrisul público Regime de Recuperação Fiscal que vai aumentar o estoque de dívida do Estado com a União. Nós entendemos que tem que fazer um acordo, pois o Rio Grande do Sul tem créditos da Lei Kandir para receber. Adívi-

da poderia cair umas dez vezes. Mas tem governador, como o de agora, que prefere atrasar salário e entregar empresas públicas e gerar mais crise. Entregar o Banrisul é gera mais crise.

Desde a noite da segunda-feira, 9/9, os trabalhadores sócios de sindicatos filiados a CUT-RS têm desconto de 50% na entrada do cinema para as sessões do CineBancários. Se você é trabalhador ativo ou aposentado e seu sindicato ou federação é filiado à CUT-RS, sua sindicalização

vale meia-entrada. Para receber o desconto, apresente a carteirinha de sindicalizado na bilheteria do cinema ou o contracheque do último mês de pagamento com o desconto da mensalidade de sindicalizado(a) à entidade sindical. Na bilheteria do Sindicato, haverá uma lista de entidades filiadas à CUT-RS. Divulgação/SindBancários

CEF

Na luta pelo Saúde Caixa Em todo o Brasil, o 11 de setembro foi Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa. Em Porto Alegre, dirigentes visitaram diversos setores, como as agências Rua da Praia e Lupicínio Rodrigues. A campanha Saúde Caixa Para Todos também busca mobilizar os empregados contra a discrimi-

nação dos recém-contratados que, mesmo sendo Pessoas Com Deficiência (PCDs), não têm acesso ao plano. Na última reunião entre empregados e direção, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) lembrou que o Acordo Coletivo de Trabalho 2018/2020 garante assistência

à saúde também para os novos contratados, o que não vem sendo cumprido. A direção argumenta que está baseada no que prevê a CGPAR 23. Na visão dos empregados, adotar as medidas do CGPAR 23 enfraquece o Saúde Caixa e pode colapsar financeiramente os planos de saúde.

Dirigentes seguem na luta em defesa da Caixa 100% pública


8 O Bancário

Porto Alegre, 19 de setembro 2019

ENERGIA BANCÁRIA 2019

Vamos caminhar juntos Quem fica parado é poste, como diz um velho ditado. Mas quem tem pernas, vai longe. Por isso, O SindBancários convida os colegas a participarem do Energia Bancária. Para botarmos a conversa em dia, nos juntarmos, chamamos para a caminhada do sábado 28 de setembro pelas ruas do Centro de Porto Alegre. A partir das 9h, na Praça da Alfândega, Centro Histórico de Porto Alegre, te esperamos, bancário(a), para caminhar com a gente. A colega do Banrisul, profissional de educação física e coordenadora

do Programa de Qualidade do Banrisul, Cláudia Lucchese, acompanha a caminhada. A caminhada não aconteceu em 31 de agosto. Aqueles colegas que já se inscreveram não precisam se inscrever de novo.

CAMINHANDO POR AÍ Que tal uma trilha? Mais uma vez o Projeto Caminhando por Aí vai marcar presença com os colegas aposentados e com aqueles que querem se divertir com amigos por meio do exercício físico. Nos dias 26 de setembro e 3 de outubro, tem encontro para botar os passos em dia. Na quinta-feira, 3/10, a partir das 14h, os caminhantes vão virar exploradores. É que a caminhada será no Morro da Tapera. É uma trilha de 3 quilômetros, acompanhada pela colega Cláudia Lucchese. Os caminhantes combinaram a trilha em almoço no Piquete dos Bancários. Os interessados devem se inscrever para que possamos organizar a trilha e fazer o rateio da van de transporte, que sai da sede do sindicato. Inscrições: Com a diretora Natalina Gué, pelo whatsapp (51) 99962 3146 e/ou pelo e-mail natalina@sindbancarios.org.br.

Saiba mais Vamos caminhar juntos no Energia Bancária Sábado, 28/9 | 9h | Praça da Alfândega, entre o Banrisul e a Caixa, Centro Histórico de Porto Alegre. Estrutura: Tenda com água, som e vendedores ambulantes. Increva-se: email para seger@sindbancarios.org.br, com nome completo, número de identidade e banco.

PIQUETE DOS BANCÁRIOS

Maioridade cultural Desde o início de setembro, a tradição da cultura gaúcha teve a contribuição do SindBancários no Acampamento Farroupilha, do Parque Harmonia, em Porto Alegre. Era só chegar e compartilhar a brasa do churrasco. O Piquete este ano assumiu a maioridade absoluta. Já são 18 anos de cultivo da tradição gaúcha. Ficamos no Parque Harmonia até 21 de setembro.

NOSSA PARTICIPAÇÃO EM 2019

12 de setembro: Guarda da Centelha Farroupilha, a Chama Crioula, às 3h. 14 e 15 de setembro: O Torneio de Truco chegou a 12ª edição, com premiação e troféus para as melhores duplas. 14 de setembro: A 10ª edição do Encontro com a Poesia foi o momento reservado para a gauchada que gosta de declamar. Os participantes levara medalhas de participação. 15 de setembro: Com o projeto cultural, o Piquete dos Bancários promoveu palestra sobre Paixão Cortês, do historiador Péricles Lopes Gomide Filho.

SORTEIO

E a sorteada para a bolsa de inglês é… A parceria entre o SindBbancários e a Go! Fun English ensina a falar inglês mas quem tem sorte pode até aprender de graça. Na sexta-feira, 30/8, a diretora de Formação do SindBancários, Virginia Faria (foto), e o diretor de Comunicação, Gilnei Nunes, realizaram o sorteio de uma bolsa integral para o curso. A colega do Banrisul Maiara Kauffmann foi a sortuda premiada. A promoção começou em agosto e valia para bancários(as) associados(as) ao Sindicato. Ao todo, 71 associados(as) se inscreveram para concorrer ao prêmio.

CINEBANCÁRIOS

“Bacurau”: um Tarantino brasileiro? José Antônio Silva*

Dizem que “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles – que arrematou o Prêmio do Juri em Cannes e é fenômeno de bilheterias – poderia ser assinado pelo americano Quentin Tarantino, tal o número de cenas de sangue e tiros que apresenta aos espectadores. Mas há brasilidade demais e uma crítica social profunda que fazem com que o filme brasileiro, agora em cartaz no CineBancários, seja, exatamente, brasileiro até a medula. Mais precisamente: nordestino até a caatinga. O sangue que escorre aos borbotões, em um lugarejo do sertão nem tão ressecado, pode ser visto como uma alegoria do domínio imperialista norte-americano sobre o Brasil e a América do Sul. Ao invés das grandes multinacionais e dos grandes bancos do Hemisfério Norte que economicamente carreiam recursos para fora do nosso país, como uma espécie de vampiros econômicos, no caso de Bacurau são americanos os que vêm para o Nordeste brasileiro em um safári… para uma verdadeira caçada humana. Tudo fica mais misterioso pois as ações parecem se passar num futuro não muito distante. Há toques surrealistas a causar estranheza nos espectadores, como o drone em formato de disco voador de ficção científica barata, que traz um clima ultrapassado a este “futuro” distópico. O pernambucano Kleber Mendonça Filho, comprovando o grande cineasta que é (como

provam, por exemplo, “Edifício Aquarius” e “O som ao redor”), inova de várias maneiras, com jeitinho à brasileira. Jogando com a tecnologia (a cidadezinha de Bacurau “desaparece” do mapa quando os gringos derrubam o sinal) de um lado, além da tradição nordestina e o cangaço, o choque entre civilizações, línguas e diferentes visões da vida passam na tela de Bacurau. Sua atriz-fetiche, Sônia Braga (Doutora Domingas) apresentada sem glamour, e nomes como Silvero Pereira (Lunga), Thomas Aquino (Pacote) e Barbara Colen (Teresa), atuam ao lado de atores estrangeiros, como Udo Kier e Alli Willow. Silvero tem destaque por remeter a tradição sertaneja e a Lampião, através de um bandido pós-moderno com raízes no cangaço. O museu da pequena localidade ganha relevo ao demonstrar uma inesperada utilidade para as suas velharias. Outro aspecto a destacar é a improvável união de adversários locais para fazerem frente ao grande e sanguinário inimigo comum. O que é sempre uma ideia a ser considerada. Para não dar nenhum spoiler, vamos terminando por aqui a resenha. Reafirmando: o filme é virtualmente imperdível E – como muitas outras obras brasileiras e latino-americanos de prestígio – teve pré-estreia em Porto Alegre no CineBancários, onde continua em cartaz. Até o momento, “Bacurau” já foi assistido por cerca de 3 mil espectadores no cinema do Sindicato desde a estreia. * Jornalista do SindBancários

Programação de 19 a 25 de setembro 15h: Os jovens Baumann 17h: Bacurau 19h30: Torre das Donzelas Não há sessões nas segundas FUTEBOL BANCÁRIO

Tem campeão no futsal O sábado, 31/8, foi o dia em que o Itaú SA interrompeu a série consecutiva de títulos do Santander na Copa João Francisco Gaspar da Silva de Futsal 2019. O nome da Copa SindBancários de Futsal 2019 foi uma homenagem ao desportista Janjão. Ele faleceu

em 5 de setembro passado. Janjão dedicou a maior parte de sua vida ao esporte amador. Por mais de 35 anos, Janjão presidiu o Clube Esportivo Banrisul, onde, além do futebol, promoveu competições de vôlei, sinuca e tênis. Obrigado por tudo, Janjão!


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