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Obancario16022016

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Ano 83|Nº 2 |16 de fevereiro de 2016

Confira nesta edição: CAIXA A aposta no quanto pior, melhor

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BB Ajuda a Cassi e o absurdo da carta de metas

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PLS 555 Painel debate desmonte em 17/2

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BANRISUL Intransigência e irresponsabilidade marcam gestão

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Porto Alegre, 16 de fevereiro de 2016

2 O Bancário BANCO DO BRASIL

Cassi: promessa é dívida

Não é de hoje que os colegas do Banco do Brasil estão preocupados e sabem da urgência de reforçar o caixa financeiro da Cassi. Há riscos de falta de pagamento dos serviços e prejuízo ao atendimento dos associados. Depois de reunião em janeiro, quando as entidades representativas do funcionalismo do BB, aposentados e dirigentes sindicais cobraram do banco respostas referentes aos pontos pendentes, houve avanços. Entre eles, o compromisso de que não haverá prejuízos aos associados. Uma próxima reunião está marcada para o dia 25

de fevereiro em Brasília. Veja bem, BB, compromisso é ouro e promessa é dívida. Apesar dos avanços e compromisso de operar mudanças estruturais, o BB não se pronunciou quanto a atacar as questões mais urgentes. O caixa financeiro é uma delas. Os representantes dos funcionários cobraram do banco respostas quanto à finalização dos projetos que compõem as ações estruturantes e também sobre o banco fazer os investimentos necessários para concretização desses projetos de sustentabilidade, apresentados pelos

CONSTRANGIMENTO

Repúdio à carta de metas

Conforme denúncia de vários colegas do Banco do Brasil, gestores de agências em Porto Alegre estão passando um documento que constrange os colegas a se comprometerem com o atendimento de metas – como a Meta Ouro. O banco tem dito que se trata de uma forma de saber como os funcionários (e o banco) podem melhorar o atendimento. Mas todos sabem que se trata de uma carta que compromete os coelgas com metas abusivas,

O Bancário

abrindo espaço para pressão. A orientação do SindBancários aos trabalhadores do Banco do Brasil é que não assinem o novo documento, e que em caso de assédio comuniquem à entidade. Entendemos que se trata de uma carta de metas, um absurdo, que merece o nosso repúdio. Diretores sindicais estão visitando agências da área de abrangência da nossa entidade para verificar a situação. Denuncie ao Sindicato!

representantes dos funcionários durante as negociações. Em reunião de dezembro de 2015, foi apresentada ao banco proposta de antecipação de contribuições para constituição de um reforço de caixa emergencial na Cassi, de forma a garantir o bom funcionamento da Caixa de Assistência. Porém, as negociações se concentraram nas soluções de longo prazo. O Banco informou que não fará aporte de recursos na Cassi por ter impacto muito significativo nas demonstrações contábeis e que o financiamento dos projetos na forma apresentada pelo banco

anteriormente, com a proposta que previa a constituição de um fundo, havia boa condição para fazer os investimentos. O banco reconheceu que houve avanços na mesa de negociação e informou que após a última reunião com as entidades, se reuniu com os diretores eleitos e técnicos da Cassi para discutir sobre os projetos, conforme acordado. Informou também que vai dar sequência aos projetos, iniciando a abordagem a empresas especializadas e garantiu o compromisso do Banco do Brasil para que os projetos tenham andamento.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO Eleições de Delegados(as) Sindicais O Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários), por sua diretoria, informa aos interessados, trabalhadores(as) do Banrisul, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Badesul e BRDE, que, de 15 de fevereiro a 4 de março de 2016, estarão abertas as inscrições para ELEIÇÃO DE DELEGADOS(AS) SINDICAIS. A votação será realizada de 7 a 11 de março de 2016. Os pedidos de inscrição poderão ser feitos pessoalmente na Casa dos Bancários (Rua General Câmara, 424, Centro Histórico de Porto Alegre) ou pelo email seger@sindbancarios.org.br. Informações podem ser obtidas pelo telefone 3433-1200. A Secretaria Geral funcionará nos dias úteis no período das 9h às 18h. As eleições ocorrerão nos locais de trabalho nas datas mencionadas. Somente bancários sindicalizados podem concorrer. Todos podem votar. Porto Alegre, 12 de fevereiro de 2016. A Diretoria

NA LUTA

Tempo de eleger delegados(as) O fortalecimento da nossa luta por melhores condições de trabalho passa pelos delegados e delegadas sindicais. Por isso, o SindBancários abriu, a partir da segunda-feira, 15/2, as inscrições para as eleições de delegados sindicais do Banco do Brasil, Caixa, Banrisul, BRDE e Badesul. É importante o envolvimento de todos os bancários. As inscrições vão até 4 de março. As eleições ocorrem de 7 a 11 de março e as urnas passarão nos locais de trabalho. É preciso ter atenção às regras. Só podem ser candidatos aqueles bancários e bancárias sindicalizados. Para votar, não é preciso ser sindicalizado. Todos votam. Quanto maior a participação dos colegas, mais fortalecidos ficam os bancários para lutarem por melhores condições de trabalho. Confira edital de convocação ao lado. Saiba, pelo seu celular, como se inscrever para concorrer nas eleições de delegados(as) sindicais

ATENÇÃO DG Este ano a votação para escolha de delegados(as) sindicais na DG do Banrisul terá outro critério. Cada Banrisulense votará em apenas um candidato. Os cinco mais votados serão eleitos.

Jornal do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) - filiado à CUT e à Fetrafi/RS. Presidente: Everton Gimenis. Diretor de Comunicação: Ana Guimaraens. Jornalista Responsável: Clóvis Victória (MTb 13.829). Redatores: Clóvis Victória, José Antônio Silva (MTb 3.870), Josias Bervanger (MTb 14.235). Projeto gráfico e diagramação: Daiani Cerezer (MTb 12.106). Ilustração: Augusto F. Bier. Arte: Gerson Schneider. Impressão: Grupo Sinos. Tiragem: 4 mil exemplares. Casa dos Bancários - Rua General Câmara, 424 CEP 90010-230 - Porto Alegre - RS Telefone: (51) 3433.1200 redacao@sindbancarios.org.br | www.sindbancarios.org.br | www.facebook.com/SindBancarios.PoA | twitter.com/@sindbancarios


O Bancário 3

Porto Alegre, 16 de fevereiro de 2016

PLS 555

Contra o desmonte do Brasil José Antônio Silva/SindBancários

REDES SOCIAIS Vamos nos mobilizar nas redes sociais, com uso da hashtag #NãoaoPLS555, bem como atos nos estados e nos aeroportos para pressionar os parlamentares.

O QUE É

É tempo de defender a Caixa 100% pública e de mobilização contra o estatuto das estatais Esta semana será decisiva zar os bancários e bancárias o que os debatedores desse na árdua luta contra o PLS na luta contra o Estatuto das painel têm a dizer. Rita Serra555/2015. Após o carnaval, Estatais, o SindBancários or- no, coordenadora do Comitê está de volta o risco de que o ganizou o Painel “PLS 555: Nacional em Defesa das Emprojeto seja votado no Senado. uma ameaça ao patrimônio presas Públicas, Juberlei BaInclusive, com apreciação, na público e às conquistas dos celo, bancário, ex-presidente surdina. Vamos ter que lutar trabalhadores”, a partir das do SindBancários e diretor muito, com unidade e partici- 18h, da quarta-feira, 17/2, da Fetrafi-RS, e Dary Beck pação de todos, para enfrentar no Auditório da Casa dos Filho, diretor da CUT-RS e do mais esta ameaça que pode Bancários. Sindipetro-RS, falarão sobre tornar a Caixa uma S.A. (soSe você ainda não acredita a importância de empresas ciedade anônima) sem com- que empresas públicas como como a Caixa, a Petrobras e promisso com conquistas dos Caixa, BNDES, Petrobras, o BNDES se manterem como trabalhadores e com a função Correios, Eletrobras estão patrimônio do povo brasileiro. social do único banco brasilei- sob risco de uma privatização Vamos lutar contra o desro 100% público. Para mobili- sem precedentes, venha ouvir monte do Brasil.

Reestruturação sem noção dirigentes sindicais e sem que os próprios trabalhadores fossem ouvidos. A Caixa hoje tem 79 retaguardas, das quais, metade pode ser extinta ou ter que fornecer colegas sem que haja critérios claros para transferências, especialmente em relação aos tesoureiros. O SindBancários está atento e vai, junto com a Contraf-CUT e a Fetrafi-RS, acompanhar esse processo e mesmo tentar impedi-lo.

Para o movimento sindical, esta é uma atitude que pode significar a abertura de processos de reestruturação em outros setores, assim como o desmonte da Caixa para torná-la uma S.A. (Sociedade Anônima). Essa indefinição está gerando instabilidade e apreensão entre os empregados, que já sofrem diariamente com a precariedade das condições de trabalho, sobrecarga e extrapolação de jornada.

TESOUREIROS

DEBATE

Pensando em previdência e Funcef O SindBancários está atento aos desdobramentos das anunciadas mudanças na previdência que podem prejudicar os trabalhadores. É tempo de compreendermos esses efeitos na nossa vida depois que cumprimos muitos anos de trabalho. Para fazer frente a essas mudanças, o SindBancários prepara um painel sobre equalização dos fundos de pensão e o caso da Funcef (Fundação dos Economiários Federais).

Veja em seu celular como participar da luta contra o PLS 555

SAÚDE CAIXA

GIRET

Em dezembro do ano passado, a Caixa anunciou, por videoconferência, que iniciaria um processo de reestruturação das Gerências de Filial de Retaguarda de Agência (GIRETs). A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) cobrou esclarecimentos. Essa reestruturação significa que o pessoal da retaguarda será realocado para agências. Esse anúncio foi feito sem que houvesse debate com

O PLS 555 determina que as empresas públicas sejam constituídas sob a forma de S.A. (Sociedade Anônima), permitindo a participação do capital privado. O projeto foi apresentado como parte da Agenda Brasil proposta pelo Senado. É um substitutivo ao PL 167/2015, do senador Tasso Jereissati (PSDB), e uma referência ao PLS 343/2015, do senador Aécio Neves (PSDB).

Trata-se do terceiro maior fundo de pensão do Brasil e um dos maiores da América Latina. Hoje tem patrimônio ativo total superior a R$ 56 bilhões e aproximadamente 137 mil participantes. O painel ainda não tem data definida, mas deve ocorrer no mês de março. Estamos organizando. FIQUE ATENTO E VENHA DEBATER CONOSCO. SUA PARTICIPAÇÃO É FUNDAMENTAL!

Ajuizada ação de 7ª e 8ª horas O Sindicato ajuizou Ação Coletiva pedindo o pagamento da 7ª e da 8ª horas trabalhadas, como extras, para Tesoureiros Sindicalizados. Este pedido engloba todo o período posterior a 18 de dezembro de 2005, em razão de Protesto Interruptivo de Prescrição ajuizado pela Entidade em dezembro de 2010. Todos os associados e associadas interessados poderão acompanhar no www.trt4.jus.br o andamento deste processo, nº 00217310720155040029, que tramita na 29ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, e tem audiência marcada para o dia 16/02/2016, às 13h50m.

O superávit é de todos Durante as mesas permanentes de negociações em 2015, a Caixa se comprometeu com a implementação para usar o superávit do plano de saúde. Redução de coparticipação, inclusão de remoção por ambulância e extensão de programas de qualidade de vida foram as ações definidas. A Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) pressiona desde então para o cumprimento do compromisso. A Cláusula 42 do ACT 2014/2015 definiu a data de 15 dezembro do ano passado como limite para apresentação de solução para uso dos recursos. A ideia era implementar as ações a partir de janeiro de 2015. Uma das medidas definidas foi a redução do percentual de coparticipação de 20% para 15%. Apesar da insistência das entidades sindicais, a Caixa se dispôs a implementar a alteração apenas a partir de janeiro de 2016. Isso não aconteceu. A CEE/Caixa também cobra o cumprimento da cláusula 56 do ACT 2014/2015, renovada na cláusula 55 do ACT 2015/2016, que determina que “a Caixa apresentará na mesa permanente de negociação um plano de ação para resolução definitiva das situações apontadas sobre saúde, segurança e condições de trabalho do Tesoureiro Executivo”.

OPINIÃO

Caixa: Quanto pior, melhor? Este será o 2º Plano de Apoio à Aposentadoria (PAA) que a Caixa efetiva sem a mínima preocupação com os colegas que seguem na ativa e muito menos com a gama de atividades que teremos de assumir para os próximos períodos. De nada tem adiantado colocarmos em mesa específica de negociação a urgência de mais contratações. Recentemente, em seminário ocorrido em Brasília com o alto escalão da empresa, foi explicitada a importância da Caixa para o projeto governamental e os desafios que o Brasil tem para a retomada da economia. Mas parece que há duas empresas bem distintas. Uma, a que fizeram transparecer durante o seminário; outra, que é a responsável pela dura realidade que diariamente nossos e nossas colegas enfrentam. Adoecimento, caos nas unidades, terrorismo com uma reestruturação que só tem assustado, corte de verbas em diversas rubricas e por aí vai. Caixa de Maldades Chamamos de “Caixa de Maldades” as notícias que a cada dia são divulgadas por uma razão pura e simples: a Caixa não tem respeitado nem os acordos que os seus representantes assinam e endossam em negociações coletivas. Que empresa teremos no futuro, que País teremos? A cada PAA sem reposição de vagas, não são apenas colegas que se afastam da vida laboral na Caixa, são tarefas que são assumidas pelos que ficam, sobrecarregando mais e mais esses colegas. PAA sem reposição é sim um desmonte da Caixa e um desmonte do Brasil. A quem interessa uma Caixa fraca, sendo constantemente a primeira colocada em ranking de reclamações junto ao Bacen? A quem interessa uma Caixa sem condições de fazer frente aos desafios que lhe são impostos? Que podemos esperar além de mais e mais adoecimentos entre as bancárias e os bancários da Caixa, mais e mais assédio por parte de gestores despreparados para estar à frente de uma empresa com o importantíssimo papel social da Caixa? Papel que até então nos diferencia dos demais bancos do sistema financeiro nacional. Mas a quem interessa manter essa tensão diária em todas as unidades da Caixa? Concurso judicializado Pelos motivos elencados acima, não temos como aceitar PAAs sem reposição das vagas. Foi preciso judicializar o concurso de 2014, para tentar minimizar o impacto, mas judicializar seria o melhor caminho? Pois estamos a negociar com a Caixa desde a campanha salarial de 2014, por mais contratações e nada. Colega, reflita sobre tudo isso e faça parte da corrente por uma Caixa melhor, por um Brasil mais forte. Por Gilmar Aguirre, representante do RS na CEE/Caixa


Porto Alegre, 16 de fevereiro de 2016

4 O Bancário CABERGS

Aumento e retrocesso

A atual Diretoria da Cabergs acaba de promover um aumento histórico e abusivo de 29% para os beneficiários da contribuição mínima do Plano de Assistência Médico-Hospitalar –PAM (PAMES) e de 22% nas tabelas de custeio dos produtos PAMEG, PAMO e PANFA. Os reajustes vigoram desde 1º de janeiro. A diretoria da Cabergs, em plena época de férias, promove essa absurda majoração nas mensalidades para aqueles bancários que recebem salários menores

na ativa. O aumento também atinge aposentados. Não bastasse o reajuste do Plano de Saúde, a diretoria da Cabergs retrocede em vantagem alcançada aos beneficiários, referente ao pagamento de 15% relativo à Taxa de Participação de Despesa (TPD), incidente sobre as OPMEs e Materiais Especiais. A redução da TPD foi determinada pelo Ato Regulamentar Nº 008 publicada em dezembro de 2013 pela Carta Circular nº 8, no

Portal da Cabergs, para as modalidades dos planos PAMES, PANFA, PAMEG e PAMO. Com a nova determinação da diretoria da Cabergs, a utilização de OPMEs e Materiais Especiais volta a ter o percentual de TPD de 30% estabelecido pelo disposto no item 4 do Ato Regulamentar nº 05. Isso repercute no aumento das despesas de participação para os beneficiários que necessitam o uso desses materiais em procedimentos médicos. Agindo assim, a nova diretoria da Cabergs sobrecarrega o trabalhador bancário. Se o ambiente de trabalho é desgastante e adoecedor, a Cabergs parece lavar as mãos. Não cobra do Banrisul uma participação maior no custeio dos Planos de Saúde oferecidos pela Operadora e repassa para os funcionários e aposentados. Que Cabergs queremos? Certamente, uma Cabergs que defenda os nossos interesses e cuide da nossa saúde.

PLR

SindBancários pede antecipação O SindBancários enviou ofício, segunda-feira, 15/2, à Gestão de Pessoas do Banrisul, solicitando que o banco

antecipe a segunda parcela da PLR. O pedido ocorre em resposta ao fechamento do balanço do banco. A PLR

Banrisul é uma conquista da luta dos Banrisulenses e pode ser paga imediatamente, pois o valor já é conhecido.

GRATIFICAÇÃO SEMESTRAL

À espera do perito na ação do ADI O perito nomeado pelo juiz para fazer cálculos no processo do SindBancários contra o Banrisul e que fará a integração do ADI na gratificação semestral protocolou petição requerendo mais 30 dias de prazo para apresentar os cálculos com as determinações do juiz.

O pedido foi divulgado no sítio oficial do SindBancários em 5 de fevereiro passado. Depois dos cálculos serem entregues pelo perito, o juiz dará andamento ao processo, podendo homologar os cálculos ou dar novos prazos para que o Sindicato e o Banco

se manifestem sobre os mesmos. A assessoria jurídica do Sindicato acompanha o andamento e espera que antes do prazo requerido pelo perito os cálculos sejam entregues para o juiz. O número do processo é 000037733.2013.5.04.0016.

CAIXA EVENTUAL

Justiça para reparar “erro” Em tempos de férias e de aperto no quadro permanente, um problema antigo aparece com mais frequência ainda no Banrisul. Colegas que lidam com numerário, exercendo funções como tesouraria, retaguarda ou caixa - sem estarem cadastrados como caixas - acabam recebendo

como “caixas eventuais”. O problema é que o Banrisul tem cometido esse “erro” de forma cada vez mais recorrente, sobretudo após a criação da altamente questionada meta de número de caixas por agência (GMD pessoas). Em vez de receber os direitos integrais da função de caixa, os colegas recebem

proporcionalmente aos dias em que acessaram o sistema de caixas, mesmo que lidem diariamente com numerário, assumindo assim todo o risco para si. Entendemos que isso fere nossa Convenção Coletiva Nacional. Tomamos as medidas cabíveis.

Portas fechadas para a negociação Uma das premissas que regem a atuação de um Sindicato como o nosso é prezar pela negociação. Desde que assumiu, em abril do ano passado, no entanto, a atual diretoria do Banrisul tem demonstrado muito pouca disponibilidade e muita intransigência. Foi assim quando o SindBancários solicitou reunião para debater alguns pontos quando a atual diretoria assumiu. E o resultado? Dirigentes sindicais só foram recebidos mais de cem dias após o pedido. Neste ano, as portas voltaram a se fechar. Desde janeiro, o SindBancários envia ofícios solicitando reunião e pede esclarecimentos sobre a questão da extensão de jornada do ponto eletrônico e, mais recentemente, sobre a remuneração de estagiários de um processo seletivo que consta em edital.

Estagiários Em 7 de janeiro passado, portanto há mais de um mês, a diretoria não atende dirigentes do SindBancários que desejam explicações sobre o valor da bolsa-auxílio do processo seletivo ser inferior ao piso previsto em CCT Nacional. Gostaríamos de saber como o Banrisul chegou ao valor de R$ 1.317,40 da bolsa-auxílio (após 90 dias) para jornada de 120 horas, conforme item 1.5 do edital. O banco inclusive alega, no edital, que tal valor segue o que prevê a Convenção Coletiva dos Bancários. No entanto, a cláusula 3ª da CCT estipula valores diferentes, sendo R$ 1.377,62 (portaria), contínuos e serventes e R$ 1.976,10 (pessoal do escritório). Diante do silêncio da diretoria do Banrisul, o SindBancários tomou a

decisão de procurar o Ministério Público do Estado (MPE) para propor a intermediação do debate acerca do processo de seleção dos estagiários. Lembrando que o processo seletivo de estagiários abriu 1 mil vagas, mais de três vezes superior à seleção de funcionários para o quadro permanente (300 vagas), abertas no ano passado. As inscrições para a seleção de estagiários, sob a coordenação técnico-administrativa da Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), se encerraram em 18 de janeiro. Podemos afirmar que o banco poderia ter aberto, no mínimo, o dobro das vagas que abriu para o quadro permanente do Banrisul no edital do ano passado com esse número de estagiários.

Ponto eletrônico Colegas Banrisulenses procuram o Sindicato desde o início de janeiro com uma denúncia grave. O Banrisul estaria descumprindo a jornada de trabalho. As denúncias envolvem, segundo relatos e provas, a prorrogação da jornada de seis horas para oito horas sem que seja possível realizar o intervalo obrigatório de uma hora. O Sindicato

enviou ofício para a Gestão de Pessoas do Banco, em 13 de janeiro, solicitando “urgente posicionamento do banco a respeito”. A alteração do ponto eletrônico é ilegal e fere a CLT. O banco não deu resposta nenhuma. Diante de mais essa omissão, o Sindicato informou que irá tomar medidas junto ao Ministério Público do Trabalho e à Justiça.

Enquanto isso... na DG Proibidos de usar bermudas no local de trabalho, Banrisulenses já pensam em trabalhar de saia.


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