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Nossavoz 08052018

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Porto Alegre, 8 de maio de 2018


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28/4/2015 Governador Sartori, logo depois que assumiu, disse que gestor não podia ter escrúpulos para fazer ajuste com política de austeridade. Denunciamos que a ideologia dsse governador era entregar o patrimônio público e que o Banrisul estava na mira.

Porto Alegre, 8

PATRIMÔNIO PÚBLICO

NOSSA DEFESA DO BANRISUL É PERMANENTE

O governo entreguista de José Ivo Sartori vem fragilizando, reduzindo o número de agências, fatiando os ativos e tentando vender tudo o que puder do Banrisul – como os leilões de ações cheios de irregularidades que realizou recentemente. E tudo para fazer caixa para seu governicho, que se aproxima do final com a marca da incompetência.

Mas não vai passar! Além da resistência do SindBancários, da Fetrafi-RS, de setores do Legislativo e do Judiciário, há uma grande pedra no caminho de Sartori e demais privatistas: o Artigo 22 da Constituição Estadual,

21/9/2015 A defesa do Banrisul público é pauta da nossa Campanha Salarial de 2015. Aqui, denunciam o descaso da atual diretoria na mesa de negociação. Mostramos como foi o lançamento da Frente em Defesa do Patrimônio Público, com trabalhadores da CEEE, CRM, Sulgás e Corsan.

20/11/2015 Assembleia chama Banrisulenses a organizar a resistência e a luta contra a ideologia do governo Sartori de estado mínimo. Alertamos para a PEC apresentada pelo governo na Assembleia Legislativa que já previa a abertura de capital da Banrisul Cartões.

que determina que a venda ou qualquer outro meio de extinção das empresas estatais depende da realização de plebiscito. Inconformado, o governador primeiro tentou mudar a Constituição para poder vender o Banrisul e outras estatais sem precisar ouvir a população. Depois mudou de estratégia e resolveu fazer o plebiscito. Mas a incompetência do governo e de seus apoiadores na Assembleia Legislativa fez com que perdessem o prazo para aprovar a consulta popular em tempo hábil. Desesperado, Sartori agora quer que os deputados autorizem a redução do prazo para o

plebiscito, de cinco meses, conforme a lei, para apenas 90 dias antes da realização das eleições. O desespero não visa ao bem comum das gaúchas e gaúchos – até porque o Banrisul é um dos grandes esteios do desenvolvimento do Estado – mas simplesmente enfiar o Rio Grande no plano de renegociação da dívida estadual com a União, o tal Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Um plano péssimo para o estado: não reduz a dívida do Rio Grande com a União, apenas congela os pagamentos por três anos. E depois os juros voltam a ser cobrados, como bola de neve! A luta continua!

Encontro Nacional dos Banrisulenses Sábado – 19/05 às 9h Conferência Estadual dos Bancários Domingo – 20/05 9h30 Na sede da Fetrafi-RS | Rua Cel. Fernando Machado, 820 Centro Histórico de Porto Alegre

26/7/2016 Não restava mais dúvidas. O projeto do governo Sartori para o Rio Grande do Sul era o desmonte do patrimônio público. Reestruturação é o mesmo que detonar para atacar a imagem do Banrisul. Os clientes passam a dizer que não funciona e o melhor é vender. Nossa resposta é a luta!

9/9/2016 O ataque ao Banrisul via Assembleia Legislativa é o mesmo usado por Britto (PMDB) quando ele vendeu a CRT em 1996. Sartori era o líder do governo na Assembleia Legislativa. O mesmo aconteceu com Cia de Seguros do Banrisul. Nossa resposta ao desmonte é a greve.

20/2/2017 Em janeiro, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vai aos jornais e diz que o Banrisul tem que ser vendido para o RS ir pro regime de recuperação fiscal. Sartori começa a se movimentar. Duas PECs pedem fim da obrigatoriedade de plebiscito. A máscara está caindo.

30/3/2017 Banrisulenses fizeram história. No dia 22 de março, na Assembleia Legislativa, um grande ato lotou o Teatro Dante Barone. Criamos a Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público. Nossa luta arrancou compromisso de deputados de defender o Banrisul público.

14/11/2017 Coletamos assinaturas em defesa do Banrisul público. O Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) é uma iniciativa que chama a atenção para a necessidade de cumprir a Constituição Estadual: o Estado não pode ficar com menos de 51% das ações de empresas públicas.

5/4/2018 Denunciamos que a assembleia de acionistas de 10 de abril abriria o capital (IPO) da Banrisul Cartões. Eles não só fizeram o IPO como encerraram a assembleia quando acionista minoritário chegou pedindo explicações. Ato denuncia avanço da privatização fatiada.


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TEMERÁRIA E ILEGAL?

QUEREMOS A SUSPENSÃO DA VENDA DE AÇÕES Transação ilegal? Contratação ilícita? Gestão temerária do banco e do Estado? Diretor do Banrisul que participa da segunda venda de ações em posição-chave, em cargo escolhido a dedo. Diretor que trabalhou no Banrisul para vender ações em 2007, ficou no BTG Pactual por um bom tempo e voltou agora para vender ações de novo? O BTG não só intermediou venda de ações como ficou com pouco mais de R$ 5% delas. Se você acha que as vendas de ações dos dias 10 e 27 de abril foram feitas sob a transparência de águas do paraíso de Fernando de Noronha, comece a prestar atenção na pulga atrás de sua orelha. Ou releia as perguntas feitas acima. Essa pulga vai te dizer que, além de tudo isso que foi dito acima, não houve nenhuma comunicação por fato relevante da venda de ações. Aliás, a

comunicação de fato relevante era de que não haveria mais nenhum tipo de venda de papéis do Banrisul em outubro do ano passado. E o valor dos papéis? Aqueles que dão direito a voto foram entregues a R$ 17,65, ou 31% do valor médio das ações do dia anterior. No dia 10, haviam sido vendidos por R$ 18,65 papéis sem direito a voto. Quem estipula o valor mínimo? Como alguém consegue saber que no dia seguinte os valores subiriam e renderiam quase R$ 50 milhões numa pós-venda? O SindBancários e a Fetrafi-RS, por via das dúvidas, ingressaram com uma representação no Ministério Público de Contas (MPC-RS) e no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS). No primeiro, o encontro foi com o procurador-geral, Geraldo da Camino. Levamos detalhes das operações, apontamos ilegalidades em 17 páginas e pedimos uma

Clóvis Victória Jr./SindBancários

SindBancários, Fetrafi-RS e advogados entregaram representação ao MPC-RS para suspender venda de ações do Banrisul auditoria completa e a imediata suspensão da venda dos papéis. Também solicitamos investigação à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Peões trocam de casa

Quem comprou?

Até na coluna +Economia de Zero Hora, jornal que o governo Sartori usou como Diário Oficial para anunciar venda de ações no dia 9/4, são levantadas suspeitas sobre a operação envolvendo a venda de ações com direito a voto. A jornalista Marta Sfredo, titular da coluna, chama de “polêmica” o que os Banrisulenses sabem serem suspeitas graves. Então, aí vai a suspeita: A nota da colunista na página 18 da edição de 4/5, sob o título “Mudança no Banrisul” informa uma “mudança de posições no comando”. O ninho sartoriano no Banrisul mexeu os peões no tabuleiro de xadrez. Então, o diretor financeiro do Banrisul, até o final de abril, Ricardo Hingel, passou a responder pela diretoria de Administração de Recursos de Terceiros, que cuida da gestão de fundos. No seu lugar, entrou Jorge Loureiro, que era o administrador de recursos de terceiros. Se houver novas vendas de ações, Loureiro será o responsável. Os dois são peões no tabuleiro de xadrez. Nós sabemos quem são os bispos, torres, reis e damas!

Afinal, o BTG Pactual foi contratado para ser um intermediário ou podia ficar com ações? E quem é Plural? Não se tem notícias se a contratação do BTG foi feita por consulta pública. Deveria ter sido feita? A representação que o SindBancários e a Fetrafi-RS entregaram ao Ministério Público de Contas (MPC) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) faz esses questionamentos. A repórter Patrícia Comunello, do Jornal do Comércio, teve acesso ao painel do pregão (imagem) e levantou e noticiou que a própria Bolsa de Valores e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) exigiram explicações da diretoria do Banrisul sobre as operações de venda.

Leia reportagem do Jornal do Comércio e saiba quem comprou e por que a Bolsa de Valores cobra explicações da diretoria do Banrisul bit. ly/2K2K6jX

Leia em seu celular ou no endereço hbit.ly/2rfrPbi a íntegra da representação do Sindicato com pedido de investigação e suspeitas de irregularidade e gestão temerária

Péssimo negócio

Segundo a Bolsa, entre 9 e 26 de abril, a ação ordinária (com direito a voto) teve preço médio ficando entre R$ 25,30 e R$ 26,71. No dia 27, o valor do papel despencou ao preço mínimo de R$ 17,65, queda de 31% frente ao dia anterior. E o governo mandou o BTG Pactual vender com rendimento de R$ 52,2 milhões. O que aconteceu? Por que vender na baixa? Em 10 de abril, o governo vendeu 26 milhões de ações preferenciais (R$ 484,9 milhões). Somadas, as duas vendas renderam R$ 537,4 milhões. Mal cobre um terço da folha de pagamento dos servidores públicos do Estado. É um péssimo negócio quando o governo Sartori vende os ovos de ouro e vai ao mercado comprar ovos... De ouro!

Banrisul-BTG-Banrisul Para registro: Ricardo Hingel trabalhava na diretoria do Banrisul em 2007 quando a governadora Yeda vendeu ações do Banrisul. Depois trabalhou por um bom tempo no BTG Pactual. E voltou para o Banrisul justamente no governo Sartori, que vendeu ações. Intermediadas e adquiridas por quem? Pelo BTG Pactual (5,79%). Plural (65,35%), Planner (5,07%) e XP (4,11%) ficaram com os papéis restantes.


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Porto Alegre, 8 de maio de 2018

CPI DA VENDA DE AÇÕES

Investigar é preciso José Antônio Silva/SindBancáios

SindBancários propõe em reunião na Assembleia Legislativa investigação transparente por CPI Em reunião da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público, realizada na tarde da quarta-feira, 2/5, na Assembleia Legislativa, com a presença do deputado José Nunes (PT), foi proposta pelo presidente do SindBancários, Everton Gimenis, a instalação de uma CPI para investigar as recentes vendas de ações do banco e apurar a existência de irregularidades envolvidas no processo. A ofensiva procura estabelecer a transparência que faltou, por parte do governo do Estado, no processo de venda de ações e visa a assegurar a observação da lei. Afinal, a Constituição Estadual é bem clara. Ninguém pode vender o Banrisul em partes ou inteiro, nem ações, sem uma consulta pública, quer dizer, plebiscito. Não se trata de um interesse corporativista nem de dar

um palco para deputado aparecer, como o governo Sartori quer fazer crer. Trata-se de uma iniciativa de partes interessadas num bem público, na joia da coroa, no patrimônio público. Afinal, vender o Banrisul todo ou em partes é

QUEREMOS SABER u O governo Sartori pode mesmo vender ações depois que o banco anunciou em fato relevante que não venderia mais? u O governo Sartori atropela a Constituição Estadual ao vender ações sem consultar o povo gaúcho por plebiscito? u O governo Sartori vendeu ações do Banrisul abaixo do valor que ele mesmo estabeleceu de R$ 18. Pode isso? u Sartori não tem o que mostrar em sua administração e por isso usa o Banrisul para tentar uma obra grande e se reeleger em outubro? u Por que Sartori insiste em entregar o Banrisul para entrar num regime de recuperação fiscal que vai fazer a dívida pública do Estado subir de R$ 50 bilhões para R$ 80 bilhões ou mais? u Por que um executivo do mercado que esteve na direção do Banrisul em 2007, quando a governadora Yeda Crusius vendeu parte do Banrisul, voltou depois de passar um tempo no BTG Pactual?

um péssimo negócio para todos. O Banrisul rende dividendos para o Estado investir em saúde, segurança e educação. Mas, cada vez que o governo Sartori vende essas ações, o povo gaúcho tem menor contrapartida em serviços públicos. E o Estado afunda mais na crise! Queremos que as operações de venda de ações sejam investigadas. Não queremos investigar o Banrisul. O Banrisul é um banco sólido, teve lucro recorde em 2017. Não vamos aceitar que o governo Sartori dê um abraço de afogado no banco público dos gaúchos.

GRATIFICAÇÃO SEMESTRAL

Assembleia agiliza fim da ação coletiva Uma assembleia unânime na noite da quinta-feira, 3/5, no auditório da Casa dos Bancários, aprovou os critérios de cálculos negociados entre o SindBancários e o jurídico do Banrisul na ação coletiva de inclusão de horas extras na gratificação semestral. A decisão encerra um debate jurídico sobre critérios de cálculos de valores e deve acelerar a liberação dos cheques para os quase 2 mil colegas representados pelo Sindicato nesta ação. A ação é de 2013 e tem o número 000037851.2013.5.04.0005. A decisão unânime da assembleia superou algumas dificuldades e dilemas e pode ser comparada à decisão tomada pelos Banrisulenses no processo de inclusão do ADI na gratificação semestral no ano passado. O primeiro diz respeito ao índice usado para corrigir os valores devidos pelo banco em horas extras. Como ainda não há decisão judicial que determine qual o

tipo de referência a ser utilizada, a assessoria jurídica do SindBancários sempre defende que o IPCA (Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo) seja o corretor, mas o banco diz que tem que ser a TR (Taxa Referencial). Se os Banrisulenses rejeitassem a TR, o processo voltaria a discutir a referência. Isso significaria o retorno a instâncias inferiores do Judiciário, o que poderia demorar mais alguns anos. Com a decisão unânime dos colegas na assembleia, o término do processo deve ser agilizado. Além disso, a incorporação das horas extras na gratificação semestral passa a valer para todos os colegas do Banrisul imediatamente após a formalização do acordo. Outra questão que veio à tona foi o fato de que, nesta ação de horas extras, a decisão do juiz não contemplou o cálculo e o recolhimento do FGTS referente às parcelas devidas. Essa questão futuramente será buscada pelo Sindicato. Clóvis Victória Jr./SindBancários

SIGA O DINHEIRO Sempre que uma investigação financeira busca rastrear alguma irregularidade cometida, há uma gíria entre os investigadores que aponta para um caminho a ser seguido. Siga o dinheiro! Sabemos que o BTG Pactual intermediou a venda, mas ainda temos dúvidas se houve licitação. Queremos saber também quem lucrou R$ 48 milhões com a compra das ações em 10 de abril, a R$ 18,65, e posterior venda. Essas e outras questões poderiam muito bem ser respondidas por uma CPI que investigue a venda de ações. Queremos uma CPI da venda de ações. Não uma CPI do Banrisul. O Banrisul é um banco forte e competente. Nada deve e nada teme. Mas quem quer entregar o banco público dos gaúchos tem muito a explicar

Nossa Voz|Jornal dos Funcionários do Banrisul Jornalista Responsável: Clóvis Victória (MTb 13.829). Redatores: Clóvis Victória, José Antônio Silva (MTb 3.870), Josias Bervanger (MTb 14.235. Projeto gráfico e diagramação: Nina de Oliveira (MT 6612RS). Ilustração: Augusto Bier. Arte: Gerson Schneider. Impressão: Gráfica Relâmpago. Tiragem: 11 mil exemplares. Fetrafi-RS/ SindBancários - Rua General Câmara, 424 CEP 90010-230, Porto Alegre/RS fone: 51- 3433 1200

Assembleia unânime acelera ação de horas extras na gratificação semestral

OS ESQUECIDOS

Com a palavra, o pessoal da noite

Entra ano e sai ano. Vem direção, sai direção e o pessoal da noite da DG… Bom, o pessoal da noite fica no escuro. Essa direção tem sido ainda mais cruel com o pessoal da noite da DG. Além de mantê-los esquecidos para as promoções, resolveram mudar horários e reduzir salários. Sim, aquela direção que está ficando marcada como a que faz tudo o que o

Sartori manda para entregar o Banrisul público ao mercado, não só esquece colegas já esquecidos. É de se perguntar: por que a maldade de mudar horário e reduzir salários do pessoal da noite sem negociar? A resposta só pode ser uma. A diretoria dança conforme a música que toca no Palácio Piratini para desmontar entregar o Banrisul.

CURSOS OBRIGATÓRIOS

Ninguém trabalha de graça Nós sabemos que fazer cursos e aprender torna o nosso trabalho mais eficiente e valorizado. Sabemos também que aprender e tornar nosso serviço mais eficiente faz o Banrisul ser um banco melhor. Mas nós, Banrisulenses, também não somos trouxas. Sabemos que os cursos que são oferecidos pelo banco de forma

obrigatória, quando realizados além de nossa jornada de trabalho, geram horas extras. Por isso, diretoria, dizemos e afirmamos que os cursos obrigatórios, quando passarem do nosso horário habitual, precisam ter pagamento de horas extras. O Sindicato alerta: não aceite trabalhar de graça. Denuncie!


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