Skip to main content

Nossavoz 03112017

Page 1

Porto Alegre, 3 de novembro de 2017


2| Nossa Voz

Porto Alegre, 3n

MOBILIZAÇÃO PERMANENTE

VAMOS JUNTOS LUTAR CONTRA O DESMONTE DO BANRISUL Imagine que todas as ações do Banrisul possam ser representadas por uma laranja. Pois bem, desde 2007, quando a governadora Yeda Crusius criou ações preferenciais IPO e vendeu 43% delas, nós, os Banrisulenses, o próprio Estado, e o povo gaúcho, ficamos com a maior parte dessas ações. O controle continuou público, mesmo aquela operação sendo um péssimo negócio Mas quando, 10 anos depois, o governo Sartori anuncia que vai vender ações ordinárias (com direito a voto) e ações preferencias, nós temos que

desconfiar. Dizer que a operação deixaria o Estado com o maior controle acionário não é bem assim. Ninguém garante que um banqueiro que vá com-

prar as ações do Estado não irá atrás de pequenos investidores para fazer ofertas até ficar com a maior parte da laranja. Vai cmprando os gomos até ser dono da maior parte Esses 25,5% das ações que restarão nas mãos do Estado é que servirão de referência para o repasse de dividendos do banco para investimentos em educação, saúde, segurança pública, infraestrutura. E corresponde a um quarto da laranja.

Não vale a pena, porque a alma de quem quer entregar o Banrisul é pequena! Por isso é tempo de mobilização permanente em defesa do Banrisul público. Na sexta-feira, 10/11, vamos juntos com as centrais sindicais pressionar contra as reformas e defender os bancos públicos. No sábado, 11/11, será a vez de organizarmos a nossa luta na Assembleia Nacional dos Banrisulenses. A mobilização é permanente!

Vender ações é um mau Tem que passar negócio para todos pela Assembleia Além disso, há uma questão que envolve os valores das ações do Banrisul. Nenhum banqueiro vai comprar qualquer coisa que seja para fazer um mau negócio ou ter prejuízo. O mercado, inclusive, já andou dando umas letrinhas para o governo Sartori: se não for para ficar com o controle acionário do Banrisul, por que o Santander, o Itaú, o Bradesco ou um banco estrangeiro, iriam querer ações? A não ser que o golpe seja entregar dedos e anéis. Qual banqueiro quer comprar ações do Banrisul por R$ 3 bilhões, como garganteia Sartori, para ter duas vagas no Conselho de Administração? Ora, banqueiro quer sempre tudo. O mercado mandou dizer que, por conta disso, as ações do Banrisul podem não render tudo o que ele acha que vão render até dezembro. Há agências de informação que dizem que o valor arrecadado ficaria entre R$ 1 e R$ 2 bilhões. Mal dá para cobrir duas folhas de pagamento.

Sartori chega ao último ano de seu governo sem, digamos, um currículo com grande serviço prestado ao povo gaúcho. Quer arrumar uma grana para tentar reeleger o seu projeto de crise. Sim, Sartori passou três anos falando em crise. Mas em solução para crise que é bom? Parcelamento de salários de servidores públicos, cortes de gastos na saúde, educação, infraestrutura e segurança. A venda de patrimônio público não vai tirar o Estado da crise financeira. Só vai piorar!

Uma reunião da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público encaminhou uma importante tarefa em outubro. Foi criado um Coletivo Jurídico, reunindo as assessoria jurídicas da Fetrafi-RS e do SindBancários, para estudar ações na Justiça que possam impedir a venda das ações do banco. Uma das primeiras observações dos advogados é que a venda de ações deve passar pela autorização da Assembleia Legislativa. Trata-se de respei-

tar a salvaguarda pela qual os Banrisulneses lutaram muito em 2002. Neste ano, conseguimos incluir no artigo 22 da Constituição Estadual uma cláusula que impede o governo de plantão vender o Banrisul num canetaço. Mas nunca se sabe. Temos que ficar atentos e continuar mobilizados para garantir que o Banrisul permaneça um banco que ajuda o Estado a sair das crises e investe no povo gaúcho.

ESTAMOS NA LUTA! u Lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público lota o Auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa u Lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Badesul e BRDE no Plenarinho da Assembleia Legislativa, com inclusão do Banrisul na pauta de luta. u Lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos na sede da Fetrafi-RS inclui Câmara dos Deputados e Senado Federal na luta pelos bancos públicos, com ato em frente a DG do Banrisul, e caminhada até a Fetrafi-RS.

A nossa mobilização é permanente contra


novembro de 2017

Nossa Voz | 3

Negocia Plano de Carreira, diretoria do Banrisul Um novo Plano de Carreira é uma demanda de todos funcionários e uma necessidade para a diretoria do Banrisul. Não é hora de desmontar o banco. Chega de transformar caixas em vendedores de produtos. Não venham com fechamento de agências. O Banrisul precisa de mais funcionários concursados. Diretoria do Banrisul, não continue o processo de desmonte. A venda das ações potencializa que a governança seja exercida por agentes do mercado, enfraquecendo o papel público do banco. A reestruturação, com fechamento de agências e falta de funcionários, precariza o atendimento e enfraquece a imagem do banco. O que vocês estão fazendo na surdina, sem negociar ou avisar, não é do interesse dos funcionários.

Queremos transparência JÁ! Soubemos que a Diretoria do Banrisul está implementando uma reestruturação. Mas que não estaria fazendo isso para melhorar as condições de concorrência do Banrisul no mercado financeiro. Na verdade, uma consultoria privada é que estaria tocando o projeto de desmonte, com consulotres, inclusive visitando agências para “ensinar” colegas a trabalhar como bancários. O silêncio da direção está criando um clima de tensão e incerteza entre os funcionários. Quais são as ações e objetivos? Queremos saber.

Sartori não desiste Devemos ficar atentos aos movimentos do governo na Assembleia Legislativa. O governo Sartori está de joelhos para o Ministério da Fazenda. Quer fazer tudo o que o chefe, o ministro Henrique Meirelles, da Fazenda, manda. O ministro é representante dos bancos privados que cobiçam o Banrisul há tempos. Quer impor um Regime de Recuperação Fiuscal em que o Estado fica três anos sem pagar dívida com a União, mas ao custo do crescimento do estoque de dívida. O banqueiro Meirelles não quer saber de negociar a redução de juros sobre as dívidas públicas dos Estados com os bancos. Quer vender o Banrisul e aumentar a dívida dos gaúchos. A do Rio Grande do Sul, em 2020, pulará de R$ 50 bilhões para R$ 80 bilhões. Um baita negócio para banqueiro!

NÓS TAMBÉM NÃO DESISTIMOS DE DEFENDER O BANRISUL!

a reestruturação e desmonte do Banrisul.


4| Nossa Voz

Porto Alegre, 3 de novembro de 2017

ELEIÇÕES NA CABERGS

Nós abraçamos a Chapa 2

A cada dois anos, a Cabergs renova os integrantes dos conselhos de Administração e Fiscal. Metade de seus membros é indicada pelas patrocinadoras (Banrisul, Santa Casa, Badesul) e outra eleita pelos bancários beneficiários. O SindBancários está apoiando a Chapa 2, formada por um grupo amplo, independente, com pessoas experientes e que conhecem bem a Cabergs. Atualmente, mais de 40 mil pessoas dependem dos planos administrados pela operadora. O SindBancários abraçou a Chapa 2 para a Cabergs. Abrace você também! Os conselhos O conselho de Administração é formado por seis integrantes, sendo o órgão máximo da Cabergs, acima do presidente e o restante da diretoria executiva. Seus integrantes fixam os objetivos e políticas que a entidade deverá executar e propõe alterações estatutárias. Já o conselho Fiscal é formado por quatro integrantes. Sua função é fiscalizar e examinar aspectos econômico-financeiros e atos da diretoria.

Luciano Fetzner Barcellos Passou pelas agências Ca-

Sustentabilidade – Buscar alternativas de custeio para os planos além do aumento de mensalidades;

pivari do Sul e Universitária e, em 2014, assumiu via processo seletivo o cargo de supervisor. É secretário-geral do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre. Diógenes Bonfanti dos Santos Gerente na Unidade de Recuperação de Créditos, é mestre em Administração pela Unisinos. Graduou-se em Ciências da Computação pela Feevale e tem pós-graduação em Administração da Teconologia da Informação pela Unisinos. Passou pela Controladoria, foi Analista na Unidade

de Gestão de Risco de Mercado. Atualmente, é conselheiro de Administração da Cabergs. Mauro Silveira Rodrigues Gerente de Negócios de Governos na Unidade Comercial de Governos. Foi escriturário e ON na agência Teresópilis, GN na agências Belém Novo e em 2012 assumiu o cargo de Gerente de Negócio de Governos na Sureg Sul. Margarete Zamberlan Thomasi Pós-graduada em Gestão Ban-

cária/MBA pela Universidade Federal de Santa Maria, começou a vida profissional na agência Dona Francisca. Atua desde 2009 na Secretaria da Saúde e Assistência Social da base sindical do Sindicato dos Bancários de Santa Maria e Região. Daniele Maria Fossatti Analista na Unidade de Restruturação de Crédito, foi Operadora de Negócios na agência Central e sueprvisora nas agências Bozano e Santa Maria, além de gerente Adjunta em Nova Palma.

CONSELHO FISCAL Márcia Beatriz Guerra Dalmás Analista de Gestão de Risco de Mercado, é formada em Administração pela PUCRS, tem MBA em Gestão Empresarial/Gestão Bancária pela UFRGS e Métodos Quantitativos pela PUCRS. Atual conselheira de Administração Cabergs e conselheira Fiscal na Banricoop.

José Luis Reghelin Graduado em Ciências Contábeis pela UFSM e pós-graduado em Economia Monetária, foi gerente de negócios fora do Estado e Gerente Geral no interior, antes de se tornar analista de Crédito. Instrutor interno do Banrisul e professor universitário nas cadeiras de finanças empresariais.

Angela Maria Schneider Trabalha na agência Estrela, com crédito imobiliário, crédito rural e no setor de cobrança da pendência. Tem graduação em Administração (UNOPAR) e é diretora do Sidicato dos Bancários de Lajeado.

Daniela Amoretti Finkler Formada em Direito pela UCS, é ON em Caxias e atua como coordenadora da Secretaria de Imprensa do Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul.

CPI DO PARCELAMENTO

Não precisa vender nada Já tem até decisão do STF. A Câmara dos Deputados tem até 30 de novembro para votar uma lei que regule os pagamentos dos créditos devidos pela União da Lei Kandir. Se a Câmara não fizer, o Tribunal de Contas vai determinar. Mas, para receber o que é devido ao Rio Grande, o governador Sartori tem que se mexer. Chega de ficar indo atrás do Temer negociar venda de

A eleição oco rre d 6 a 20 de nove os dias mbro, pelo site www.cab ergs.org.br. Para votar, a entrada será autorizada po r uma senha, enviada para o e-mail ou telefone, via sms, dos cadastrados.

AS IDEIAS DA CHAPA 2

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Sergei Julio dos Santos Graduado em Contabilidade pela Faculdade São Judas Tadeus, pós-graduado em Finanças Empresarial pela PUCRS e MBA com ênfase em Gestão de Pessoas pela Unisinos. Foi Gerente de Negócios de Mesa, Superintendente Regional, Gerente do projeto Banco SIM, Gerente na Unidade de Risco Corporativo e presidente da Cabergs. Está aposentado há três anos.

COMO VOT AR

patrimônio público para entrar num Regime de Recuperação Fiscal que vai ampliar a nossa dívida. Quem não se lembra da venda da CRT nos anos 1990? O governo Britto anunciou a entrega do patrimônio da telefonia como o fim da crise fiscal do Estado. Vendeu a CRT e chegamos a um estágio ainda pior do que há 20 anos. Sartori omite, mas, para resolver o problema das finanças do Rio Grande do Sul

não precisa vender nada do patrimônio público. Faça um encontro de contas. Cobre os R$ 45 bilhões que a União deve dos créditos de ICMS da Lei Kandir e peça para abater dos R$ 50 bilhões que o Estado deve à União. Não é nenhuma mágica. A dívida cai 10 vezes, para cerca de R$ 5 bilhões. E sem vender nada. Basta ter vontade. Vai trabalhar pelo Rio Grande, Sartori!

Nossa Voz|Jornal dos Funcionários do Banrisul Jornalista Responsável: Clóvis Victória (MTb 13.829). Redatores: Clóvis Victória, José Antônio Silva (MTb 3.870), Josias Bervanger (MTb 14.235. Projeto gráfico e diagramação: Nina de Oliveira (MT 6612RS). Ilustração: Augusto Bier. Arte: Gerson Schneider. Impressão: Gráfica Relâmpago. Tiragem: 7 mil exemplares. Fetrafi-RS/SindBancários - Rua General Câmara, 424 CEP 90010-230, Porto Alegre/RS fone: 51- 3433 1200

Credenciamento – Ampliar a rede credenciada de forma permanente, com foco no Interior; Fortalecimento da Cabergs Seguros – Lucra em torno de R$ 6 milhões, que são repassados para os planos de saúde. Uma fonte de custeio como essa deve ser sempre prioridade de gestão na Cabergs; Democratização – Promover o debate sobre a eleição, por parte dos beneficiários, de representantes na diretoria executiva e outras ações que possam aumentar a representatividade dos usuários; Prevenção – Ampliar o alcance dos programas de prevenção que, a longo prazo, são um investimento na vida dos beneficiários e uma forma de redução de custos.

Tem saídas para a crise… :: Vamos lutar pela pela CPI que investiga o parcelamento de salários! :: Vamos lutar pelo encontro de contas que diminui a dívida com a União em 10 vezes! :: Vamos lutar pela abertura da Caixa preta dos incentivos fiscais! :: Vamos lutar para que o governo combata de verdade a sonegação fiscal! ...Sem vender um alfinete do patrimônio público!

Sindicatos do Interior


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Nossavoz 03112017 by Sindicato dos Bancários - Issuu