Especial Caixa
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Ano 83|23 de março de 2016
L A N O I C A N A I D
DE LUTA
NÃO À O Ã Ç A R U T U R T S REE DA
Mais uma vez a Caixa toma medidas unilaterais. Sem consultar trabalhadores, rompendo acordos feitos em mesas de negociações permanentes, a Caixa anuncia uma reestruturação que não traz benefício algum aos trabalhadores. E o nome que a atual diretoria da empresa dá para essa mudança é CAIXA+FORTE. Uma CAIXA+FORTE é o que todos nós, brasileiros e brasileiras, queremos. Precisamos de uma CAIXA+FORTE que atue como um banco público de fomento no combate à desigualdade. De uma Caixa que promova o bem-estar social, que amplie a participação dos trabalhadores nas suas decisões e que permaneça 100% pública.
Desde que a atual presidenta da Caixa Miriam Belchior assumiu, os direitos conquistados pelos trabalhadores passaram a ser ameaçados. Além de anunciar a reestruturação aos integrantes do CEE/ Caixa, ela simplesmente desconsiderou o impacto que tais mudanças acarretariam na vida de cada um dos empregados da Caixa.
Tão logo foi anunciada, a apreensão tomou conta dos nossos colegas. O clima de terror foi instalado. Quais unidades seriam atingidas? Que setores importantes da Caixa seriam extintos ou unificados? Quais regiões do país seriam sacrificadas? Nenhuma dessas perguntas foi respondida de forma clara. O colega que lê este manifesto pode ser uma vítima da reestruturação. Pode perder sua função. Ser deslocado para um setor para o qual sequer foi preparado. Chegou a hora de aten-
der o chamado para impedirmos que a Caixa espalhe o adoecimento entre os seus empregados. É tempo de mobilização e de participação. Vamos todos, nesta quinta-feira, 24/3, participar do Dia Nacional de Luta contra a Reestruturação da Caixa! A concentração será a partir das 10h na Praça da Alfândega. A Caixa é de todos os brasileiros e não pertence a uma ou duas pessoas. Por isso, presidenta Miriam, interrompa o processo de reestruturação e venha à mesa para negociar.
Dia Nacional de Luta contra a Reestruturação da Caixa QUINTA-FEIRA, 24/3 | 10H Edifício Querência da Caixa na Praça da Alfândega Rua dos Andradas, 1.000, Centro Histórico | Porto Alegre
2 O Bancário|Especial da Caixa
Porto Alegre, 23 de março de 2016
DEMOCRACIA E DIREITOS
Contra o golpe nas nossas conquistas
Pelo seu celular, saiba quais são os 10 projetos que tramitam no Congresso Nacional e que ameaçam nossos direitos O PL 4330 é aprovado na Câmara dos Deputados e tramita no Senado como PLC 030. O PLS 555 foi aprovado no Senado depois de muita resistência do movimento sindical. O PLS 131 também foi aprovado no Senado Federal. Mas o que esses números todos têm a ver com os empregados da Caixa e com os cidadãos brasileiros? Quando falamos em trabalhadores e nos nossos direitos, ficarmos atentos aos movimentos políticos é muito importante para compreendermos o que está acontecendo de verdade no Brasil. O PL 4330 agora PLC 030 terceiriza a atividade-fim e representa que bancários, todos os trabalhadores, não precisem mais ter vínculos emprega-
tícios. Rasga a Carteira de Trabalho, e nós perdemos direitos como vale-refeição e PLR. O PLS 555 é uma espécie de irmão-gêmeo do PLC 030. Ele já foi aprovado no Senado e determina que qualquer empresa pública, estadual, federal ou municipal, seja privatizada. É o fim do concurso público e a materialização do projeto de privatização sem limites. O que é de todos vai parar na mão de poucos. E o PLS 131 é aquele que entrega o pré-sal a empresas privadas internacionais. Já foi aprovado no Senado. A consequência é que os royalties do petróleo deixam de financiar a educação. Queremos chamar a atenção para o que um discurso de corrupção esconde
e para quais políticos são os autores desses verdadeiros ataques à soberania do país e aos direitos dos trabalhadores. É claro que ninguém é contra a combater a corrupção. Mas quando ela paralisa o país para que se aplique um golpe nos nossos direitos, tendo o impeachment da presidenta Dilma Rousseff como arma para fazer uma grande chantagem, os trabalhadores e trabalhadoras precisam ficar atentos. O combate à corrupção deve ser permanente e não distinguir ninguém. A Justiça não pode agir como carrasco para uns e como mão amiga para outros. Ninguém pode estar acima nem abaixo da lei. Precisamos pensar para além do que os grandes jornais e a televisão nos dizem de forma repetitiva. Pensar
por nós mesmos e saber que o que já aconteceu na nossa história, como o Golpe Militar de 1964, é uma das formas de compreendermos o que estamos passando agora. Acuar um governo legitimamente eleito ao ponto de paralisar nosso projeto de soberania é ameaçar uma nação inteira. Os programas sociais da Caixa, como o Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família, têm milhões de pessoas beneficiadas. Eles são importantes para melhorar o Brasil. Ameaçar a Caixa com privatização é mais uma chantagem para acabar com programas públicos que tiraram milhões da miséria e da violência. Democracia não se faz com golpe. Ditadura, sim. Golpe serve para retirar conquistas dos trabalhadores. Democracia é a garantia dos nossos direitos.