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O Bancário | Edição nº 15 | 15 de agosto de 2018

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Ano 85 | Nº 15 | 15 de agosto de 2018 Clóvis Victória Jr./SindBancários

CAMPANHA NACIONAL 2018

PROPOSTA REJEITADA!

O auditório da Casa dos Bancários ficou pequeno para tanta mobilização. Não foi possível acomodar todo mundo que participou da assembleia da quarta-feira, 8/8, e rejeitou a proposta da Fenaban feita um dia antes na mesa de negociação em São Paulo com o Comando Nacional dos Bancários. A proposta de repor a inflação e sem garantias deixou os bancários indignados. Os banqueiros da Fenaban apresentaram uma proposta incompleta. Não há aumento real. Nem se comprometem a assinar um pré-acordo que mantenha as conquistas da Convenção

Coletiva de Trabalho Nacional. A Fenaban enrolou. Tinha se comprometido a apresentar em 7/8, uma proposta global. Os bancários estão lutando por tudo que conquistaram. PLR, tíquetes, gratificação semestral e toda a política de vales e benefícios estão ameaçados. Se não renovarmos o acordo anterior, até 31 de agosto, corremos o risco de perder tudo o que conquistamos no dia da nossa data-base, 1º de setembro. Mas os banqueiros não sinalizaram com assinatura de pré-acordo. A reforma trabalhista acabou com a ultratividade. Se nós chegarmos ao último dia de agosto sem acordo coletivo fechado, não há garantias de

que seguiremos com o que conquistamos com muita luta e greves na nossa história. Demos um recado bem claro no Dia do Basta, 10 de agosto. No Dia Nacional de Luta em Defesa dos Direitos e da Democracia, muitas agências ficaram paralisadas em Porto Alegre, até o meio-dia. A proposta foi insuficiente. Por isso ela foi rejeitada. No próximo encontro com a Fenaban, na sexta-feira, 17/8, vamos querer garantias de manutenção das nossas conquistas e aumento real decente. A Fenaban promete proposta global. De novo. Na dúvida, a hora é de mobilização e participação!

Próxim a mesa de negoc iação Sexta 17/8 -

-feira São Pa ulo


Porto Alegre,15 de agosto de 2018

2 O Bancário

José Antônio Silva/SindBancários

DIA DO BASTA! AUMENTO REAL E NOSSAS CONQUISTAS

Depois de dizer e prometer que iriam apresentar proposta global na mesa de negociação de 1º de agosto, os banqueiros chegaram com as mãos quase vazias. Não deram resposta à assinatura de um pré-acordo que garanta a ultratividade e não ofereceram aumento real. Nossa assembleia lotada disse não no dia 8/8. Mas não foi só isso. Por unanimidade, os bancários de bancos públicos e privados decidiram participar ativamente do Dia do Basta, convocado pelas Centrais Sindicais no dia 10/8. Em defesa dos direitos dos trabalhadores, contra a reforma trabalhista, os bancários foram às ruas de Porto Alegre. Desde cedo, os trabalhadores se concentraram no Centro de Porto Alegre, participaram de caravanas em agências bancárias para reuniões de convencimento e esclarecimento e paralisaram agências até o meio-dia. Foi um ensaio. O recado está dado. Queremos aumento real e todas as nossas conquistas garantidas!

BANRISUL

Com mobilização, veio o avanço Ainda não houve proposta concreta, mas o encaminhamento de um processo negocial e a sinalização da renovação do acordo coletivo específico dos banrisulenses, garantindo as conquistas. Esse foi o resultado da mobilização dos Banrisulenses e o efeito que causou na segunda mesa de negociação da sexta-feira,10/8, na sede da ASBANCOS, no Centro de Porto Alegre. Se o debate começou com os representantes nomeados pela diretoria do Banrisul dizendo que acompanhariam a Fenaban,

que não descartavam a hipótese de levar a Justiça do Trabalho a decisão do acordo coletivo específico até 31 de agosto, o encontro com o Comando Nacional dos Banrisulenses terminou melhor do que começou. Renovar o Acordo Coletivo Específico 2017/2018 por 60 dias, enquanto um novo acordo coletivo aditivo não é celebrado, passou a figurar como possibilidsade a ser negociada. A próxima, a terceira mesa de negociaçõs entre o banco e o Comando, segue na quarta-feira, 15/8, às 14h, na Fetrafi-RS.

CAIXA

Calendário de Luta dos Banrisulenses u15/6: Entrega da pauta de reivindicações específicas dos Banrisulenses à diretoria do Banrisul na DG em Porto Alegre. u6/8: Primeira mesa de negciação entre o Comando Nacional dos Banrisulenses e a diretoria do Banrisul. u10/8: Na segunda mesa de negociações entre Comando Nacional dos Banrisulenses e a diretoria do banco, há avanços na negociação. Participação dos Banrisulenses no Dia do Basta tira diretoria da zona de conforto. Tom da direção muda e assinatura de pré-acordo é sinalizada. u15/8: Terceira mesa de negociação entre o Comando Nacional dos Banrisulenses e a diretoria do Banrisul ocorre a partir das 14h, na sede da Fetrafi-RS (Rua Coronel Fernando Machado, 820, Centro Histórico de Porto Alegre).

BANCO DO BRASIL

A palavra é “inaceitável” Insuficiente e incompleta

Na quinta rodada de negociação específica da Caixa dentro da Campanha Nacional 2018, a direção do banco apresentou uma proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que ignora dezenas de direitos atualmente garantidos. A negociação ocorreu na terça-feira, 7/8, em São Paulo. A Caixa ignorou, e nós temos que nos mobilizar: horas extraordinárias, adicional de trabalho em horário noturno, PLR social, isenção de anuidade cartão de crédito, juros do cheque especial diferenciados, tarifas em conta corrente, escala de férias, jornada de trabalho, Saúde Caixa, suplementação do auxílio doença (licença caixa), adicional de periculosidade e

insalubridade, intervalo para descanso, GT Saúde Caixa, GT saúde do trabalhador, negociação permanente, incentivo à elevação por escolaridade, incorporação REB, GT contencioso Funcef, mais contratações, abrangência do ACT. Além de não atender as reivindicações dos empregados pela manutenção de direitos, a Caixa ignorou diversas cláusulas históricas. A Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) avaliou que a proposta é inaceitável porque não abordou a manutenção da Caixa 100% pública nem tocou no assunto Saúde Caixa. A próxima rodada de negociação será na sexta-feira, 17/8, após a mesa de negociação da Fenaban, em São Paulo.

O BB apresentou proposta de manutenção da maioria dos itens do Acordo Coletivo de Trabalho. Se compararmos à mesa da Fenaban e dos outros bancos públicos, pode parecer um avanço, um paraíso. Mas não foi nada disso. A proposta na sexta rodada de negociação específica na terça-feira, 7/8, em São Paulo, foi insuficiente e incompleta. Faltou muito, principalmente as cláusulas econômicas. O reajuste é o mesmo da Fenaban. O mesmo que rejeitamos e vamos continuar rejeitando enquanto não tiver aumento real decente. Um dos pontos de mudança é a cláusula sobre ciclos avaliatórios para descomissionamentos. O banco havia proposto

um semestre e agora propõe dois. Isso significa que eles podem descomissionar em menor do tempo com parâmetros que eles não deixam claros quais são. E mais: hoje são 18 meses de avaliação, um semestre e meio. E o protocolo de resolução de conflitos? Sem proposta! Um ponto positivo da proposta está na cláusula de ausências autorizadas, onde serão incluídos padrasto e madrasta dos funcionários. Os representantes da diretoria ficaram de ajustar texto das cláusulas e enviar aos represnetantes dos bancários para que possam ser avaliadas. Porque, do jeito que foi apresentada, não deu nem para dizer se estava ruim ou pior. Colegas do BB, queremos tudo que conquistamos.


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