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O Bancário | Edição nº 14 | 6 de agosto de 2018

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Ano 85 | Nยบ 14 | 6 de agosto de 2018


Porto Alegre, 6 de agosto de 2018

4 O Bancário

CAMPANHA NACIONAL 2018

TUDO PELA NOSSA LUTA!

Jailton Garcia/Contraf-CUT

ASSEMBLEIA DE AVALIAÇÃO DA PROPOSTA DA FENABAN Quarta-feira, 8/8 | 18h | Auditório da Casa dos Bancários (Rua General Câmara, 424, Centro Histórico de Porto Alegre) 10 DE AGOSTO: DIA DO BASTA Dia de Luta em Defesa dos Direitos

O que vamos debater e decidir na assembleia Comando Nacional orienta assembleias em todo o país como resposta à falta de proposta da Fenaban nas mesas A vida do trabalhador brasileiro não está fácil nestes tempos em que um governo golpista atingiu muitas das conquistas da classe trabalhadora com a famigerada reforma trabalhista. O efeito disso já está sendo sentido pela categoria bancária nas mesas de negociação. A Fenaban tem usado a estratégia da enrolação. Promete em uma dia apresentar uma proposta e aparece com outra conversa como se nada tivesse acontecido ou como se essa ausência de proposta não significasse nada. O Sindicato tem dito para os bancários que este ano nossa Campanha Nacional precisou começar mais cedo. Estamos na primeira Campanha sob a

Lei 13.467. A tal da reforma trabalhista é um instrumento de ampliação da exploração. E nós sabemos que os banqueiros sabem muito bem como aplicar as maldades. Por isso eles apostam numa estratégia que funciona sempre que governos golpistas assumem um país como o Brasil. Primeiro, geram desemprego. Depois, começam a reduzir salários e direitos. E o recado deles é muito claro: ou é assim, com uma jornada de trabalho fragmentada, com banco de horas, com salário menor e menos direitos ou é o olho da rua. O que está em jogo nessa Campanha Nacional 2018 é a nossa capacidade de resistir e manter as nossas conquistas. A tendência é termos uma campanha longa, exaustiva, mas

NÃO DEIXE A FENABAN JOGAR A TUA LUTA NA LATA DO LIXO DA HISTÓRIA! PARTICIPE!

necessária. Precisamos também de muita participação. Nosso compromisso é com nós mesmos. Direito é algo que se conquista com muita luta e unidade. Mantê-los custa o bem que é mais caro: a nossa história de mobilização e lutas . A assembleia da quarta-feira, 8/8, será o espaço que usaremos para dar um recado direito à Fenaban. Chega de enrolar. Prometerem proposta dia 1º/8 e fizeram cara de paisagem. Não venham retirar PLR, tíquetes, vales, piso e todas as conquistas no nosso Acordo Coletivo Nacional como se isso não fosse nada. Vamos dar um basta. A nossa assembleia precisa mostrar a nossa força e a nossa história. Dia 10 de agosto é Dia de Basta!

Leia no seu celular pelo leitor qr a matéria que esclarece a importância da nossa assembleia e o edital publicado em jor nal de grande circulação ou leia no endereço bit.ly/2Mkq2Lz no navegador de sua preferência

Calendário de Mesas u28/6: Na primeira mesa de negociação entre Comando Nacional dos Bancários e Fenaban, em São Paulo, banqueiros não assumem compromisso de assinar pré-acordo que garante a ultratividade. Eles não dizem sim nem não e muito antes pelo contrário. Enrolam. Fica claro que querem impor a reforma trabalhista sem garantias de nossas conquistas históricas. u12/7: Segunda mesa de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban em São Paulo debate assinatura de pré-acordo e ultratividade. Fenaban diz que não assina pré-acordo. u19/7: Comando Nacional dos Bancários negocia avanços em saúde e condições de trabalho com a Fenaban em São Paulo. Até mesmo nas cláusulas que não envolvem cifras, os banqueiros não se comprometem com nada. Para eles nós temos que trabalhar até adoecer para atender as metas abusivas e aguentar qualquer pressão. u25/7: Comando Nacional dos Bancários defende empregos com a Fenaban em São Paulo, mas não há compromisso. Mesmo lucrando muito, os banqueiros querem seguir demitindo para fazer quem ficou trabalhar, fomentando desemprego e rotatividade. u1º/8: Fenaban promete apresentar proposta final e debater cláusulas econômicas com Comando Nacional dos Bancários. Mas ficou só na promessa. Só enrolaram e nem de renovar o acordo anterior querem falar. u7/8: Se, para eles, a proposta fica para 7 de agosto, para nós a assembleia que chamamos para todo o Brasil vai dar um recado direto no dia seguinte. Basta de enrolação. Venham pra mesa para avanços. Vamos preparar uma grande mobilização para o dia 10 de agosto, o Dia do Basta em todo o Brasil.

u Avaliar e deliberar sobre proposta a ser apresentada pela FENABAN na reunião de 07/08/2018, à pauta de reivindicações entregue em 13/06/2018; uDeliberar sobre a participação do Sindicato na movimentação social programada para o dia 10 de agosto, identificada como Dia do Basta! u Sendo aprovada a participação da entidade, deliberar sobre as formas de protesto a serem realizadas na base territorial do Sindicato, inclusive a hipótese de paralisação das atividades neste dia. CAIXA

Mesas sem saúde e sem garantias A direção da Caixa não apresentou propostas para as reivindicações dos empregados durante a mesa de negociação com a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/ Caixa), realizada na quinta-feira, 2/8. Todos os itens discutidos foram norteados pela cobrança da manutenção do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico dos empregados do banco. A mesa de apresentação de proposta do banco foi marcada

para o dia 7/8, na sequência da esperada mesa de negociação entre a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) com o Comando Nacional dos Bancários. Os empregados cobraram a garantia da PLR e da PLR Social. E, como se não fosse ruim o que não pode piorar, a Caixa não aceita debater sobre o Saúde Caixa. Quer mesmo acabar com o plano de saúde e previdência. Colegas, depois dessas, o nosso caminho é a assembleia de 8/8.

BANCO DO BRASIL

Prazo menor para descomissionar e sem avanços Nós que trabalhamos no Banco do Brasil, sabemos o quanto os últimos tempos têm sido difíceis. São anos de desmonte do BB, com fechamento de setores inteiros e repercussão na vida pessoal de muitos colegas. Sem contar que a pressão por metas só piora enquanto não há nem mais garantias de que novos concursados aprovados tenham sequer direito a Cassi. Mas nada é tão ruim que não possa piorar. Na quarta reunião

de negociação da mesa específica do Banco do Brasil, em 27 de julho, o banco apresentou na mesa a proposta de redução para apenas um ciclo avaliatório de GDP o período para descomissionamento da avaliação funcional. Com essa proposta, o banco ria ferramenta que acelera o descomissionamento. Vamos tirar o cara de paisagem do rosto da diretoria para os nossos direitos. Todos à assembleia de 8/8. Participar é tudo nesta hora!


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