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Ano 85 | Nยบ 13 | 18 de julho de 2018
Porto Alegre, 18
2 O Bancário
CAMPANHA NACIONAL 2018
Não podemos mais falar em direi
Imagine, bancária e bancário, que você, depois de 31 de agosto, uma sexta-feira, vá olhar na sua conta corrente e ver que algo poderá estar muito errado. E não é porque depositaram dinheiro a mais. Ao fazer os cálculos e olhar seu contracheque, você se dará conta que está faltando dinheiro de vários benefícios. Não entraram o tíquete, a cesta alimentação e o auxílio-creche. E o tradicional adiantamento da PLR, que ia chegar 10 dias depois da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), não será depositado. Para piorar: no grupo de sua agência, entra uma mensagem do seu gestor. Vai ter reunião. Você, colega, pode pensar que está tudo errado, que vai faltar dinheiro para pagar as contas. O seu chefe começa lendo um comunicado da diretoria do seu banco público ou privado, dizendo que acabou a PLR, que o vale-transporte terá um desconto maior a partir de agora, que a gratificação semestral e o auxílio-creche fugiram pelo ralo. E que, agora, você só vai receber pelos dias trabalhados nas agências, de 25 do mês a 5 do mês seguinte, quando tem mais movimento de clientes por causa do trabalho intermitente. Mas por que isso aconteceu? Volte duas “casas” no tempo, em que cada uma vale um ano. Em 2016, começou, junto com o governo Temer, um tsunami de desmonte de bancos públicos e ataques a direitos de trabalhadores. Enfraquecer Sindicatos e impedir até mesmo que os trabalhadores busquem seus direitos na Justiça do Trabalho, tem nome. Chama-se Lei 13.467, aprovada em julho, e que
O Bancário
Jornal do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) - filiado à CUT e à Fetrafi/RS. Presidente: Everton Gimenis. Diretor de Comunicação: Carlos Eduardo Bobsin. Jornalista Responsável: Clóvis Victória (MTb 13.829). Redatores: Clóvis Victória, José Antônio Silva (MTb 3.870). Social Media: Josias Bervanger (MTb 14.235). Projeto gráfico e diagramação: Nina de Oliveira (MT 6612RS). Ilustração: Augusto F. Bier. Arte: Gerson Schneider. Impressão: Grupo Sinos. Tiragem: 10 mil exemplares. Casa dos Bancários - Rua Gal Câmara, 424 CEP 90010-230 - Porto Alegre - RS Tel: (51) 3433.1200 redacao@sindbancarios. org.br | www.sindbancarios.org.br|www. facebook.com/SindBancarios.PoA|twitter. com/@sindbancarios
começou a valer em novembro passado. Avismos que tudo isso ia acontecer. Essa lei desabou sobre as nossas cabeças, ameaçando a nossa saúde qualidade de vida. Logo nós que cumprimos nossos deveres e precisamos de ainda mais direitos para não adoecermos de tanto trabalhar atrás de meta abusiva e sob pressão. A reforma trabalhista é a origem desse golpe em nossos direitos. A mão que digitou essa lei é do banqueiro. Não por acaso, os banqueiros da Fenaban vieram para as duas primeiras mesas de negociação na nossa Campanha Nacional 2018 sem atender nossa principal reivindicação: a manutenção da ultratividade por meio da assinatura de um pré-acordo. Eles desconversaram sobre assinar um pré-acordo que garanta a renovação dos nossos direitos enquanto não fecharmos um novo acordo. Por isso o dia 31 de agosto é importante, um divisor de águas.
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Pois ele é a véspera do dia 1º de setembro, nossa data-base. Até lá, todos os bancários de bancos públicos e privados precisam se
mobilizar. Sem mobilização e participação, nossa vida fica difícil. O futuro dos nossos direitos está nas mãos da nossa luta!
BANQUEIROS DIZEM QUE NÃO ASSINAM PRÉ-ACORDO SEM A ULTRATIVIDADE, a nossa CCT e os acordos específicos perdem a validade em 31 de agosto.
Ultratividade É a garantia das cláusulas do Acordo Coletivo anterior enquanto negociamos um novo. Se não renovarmos até 31 de agosto, os nossos direitos ficam ameaçados. O dia 1º de setembro, nossa data-base nacional, pode amanhecer sem garantias de tudo que conquistamos com muita luta e mobilização.
A MOBILIZAÇÃO, A PARTICIPAÇÃO E A LUTA SERÃO FUNDAMENTAIS PARA AS NOSSAS CONQUISTAS BIER
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8 de julho de 2018
O Bancário 3
itos adquiridos
NRISUL
iretoria faz pouco caso o nosso acordo aditivo
Nada ou muito pouca coisa aconpor acaso quando o assunto é traadores defendendo seus acordos tivos em tempos de Campanha ional 2018. Pois a diretoria do risul andou confirmando a regra um email de regime de exceção. iou para os colegas Banrisulenses ameaça disfarçada, querendo r quem era sindicalizado. Alguns motivos existem. Um é que ndicato tem sido o autor de uma úncia que já está até com a Polícia eral sobre a responsabilidade do do e da direção do banco na venda ções do Banrisul. Outro motivo é colegas têm reivindicado direitos,
como a integração das horas extras na gratificação semestral, via Justiça do Trabalho, em ação jurídica, com ganho de causa para os colegas. E o terceiro motivo e mais importante: a diretoria faz chantagem com os colegas para esconder o fato de ser autoritária e não receber dirigentes para negociar cláusulas do nosso acordo coletivo específico. Pouco caso pra gente. Lembrando que a pauta de reivindicações específicas dos Banrisulenses foi entregue em 15 de junho à diretoria. Desde lá, já são 33 dias (até 18 de julho), sem resposta. Negociar é da democracia. Não negociar a gente sabe de que tempos falamos. Autoritários? De fato.
NCO DO BRASIL
m busca de garantias históricas
Na segunda rodada de negociações Mesa Específica com o Banco Brasil, sexta-feira, 13/7, em São o, a Comissão de Empresa dos cionários do BB (CEBB) cobrou anco a garantia de assinatura de pré-acordo que garanta a manuão dos direitos dos funcionários que tenhamos assinado um novo rdo Coletivo Aditivo. O banco rmou que, assim como na Mesa Fenaban, tem disposição de near um acordo até 31 de agosto, ue os esforços serão feitos para natura do acordo e, caso tenha essidade, haverá a discussão de pré-acordo no momento oportuno. ponto importante firmado na ne-
gociação foi a abrangência do acordo a ser assinado. O BB afirmou que o acordo terá a mesma abrangência do acordo anterior, não sendo excluídos os trabalhadores chamados de “hipersuficientes” pela nova legislação trabalhista. De acordo com nova lei aprovada no governo Temer, empregados com nível superior e remuneração acima de duas vezes o teto de benefícios do INSS (que hoje corresponderia a R$ 11.291) negociariam direto com o patrão, correndo o risco de perder direito, uma vez que não teriam uma representação coletiva. Desta forma, a abrangência a todos dá mais segurança aos funcionários do BB.
que debatemos com a diretoria do BB
CALENDÁRIO DE MOBILIZAÇÕES 19 e 20/5: Encontros Estaduais de bancos públicos e privados na sede da Fetrafi-RS em Porto Alegre. Encontro Nacional dos Banrisulenses. Definição das reivindicações encaminhadas à Conferência Nacional dos Bancários. Definição das prioridades de luta e de pauta dos(as) Banrisulenses.
29/6: Na primeira mesa de negociação específica do Banco do Brasil, avança assinatura de pré-acordo mas problemas da Cassi são ignorados.
7 a 10/6: Encontros Nacionais de bancos públicos e privados e Conferência Nacional dos Bancários. Definição da pauta nacional dos bancários a ser negociada com a Fenaban e nas mesas específicas de bancos públicos e privados com as propostas encaminhadas pelos Encontros Estaduais.
9 a 12/7: Caravanas em Defesa da Convenção Coletiva de Trabalho Nacional e dos Direitos dos Trabalhadores.
12/6: Entrega da minuta de proposta de Convenção Coletiva de Trabalho Nacional de bancos públicos e privados. 13/6: Entrega da minuta da Convenção Coletiva Nacional à Fenaban em São Paulo. 15/6: Ato de entrega da pauta de reivindicações dos bancários do RS e dos Banrisulenses. 28/6: Na primeira mesa de negociação entre Comando Nacional dos Bancários e Fenaban, em São Paulo, banqueiros não assumem compromisso de assinar pré-acordo que garante a ultratividade.
5/7: Dia Nacional de Luta em Defesa dos bancos públicos e das empresas públicas
12/7: Segunda mesa de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban em São Paulo. 13/7: Primeira mesa de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários a Comissão dos Empregados da Caixa (CEE) e a Caixa, em São Paulo. 19/7: Comando Nacional dos Bancários negocia avanços em saúde e condições de trabalho com a Fenaban em São Paulo. 25/7: Comando Nacional dos Bancários defende empregos com a Fenaban em São Paulo. 1º/8: Fenaban promete apresentar proposta final e debater cláusulas econômicas com Comando Nacional dos Bancários.
CAIXA
Pelo pré-acordo e o interesse público A Caixa seguiu a linha apresentada pela Fenaban na segunda reunião da Campanha Nacional 2018 com o Comando Nacional dos Bancários, na quinta-feira, 12/7. Então, no dia seguinte, na mesa específica da Caixa, não assinou o pré-acordo que garantiria a validade do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), após a data-base da categoria (ultratividade). A negativa aconteceu na primeira rodada de nego-
ciações da mesa específica da Caixa, realizada na sexta-feira, 13/7, em São Paulo. Os empregados conquistaram, porém, um calendário de negociações que acompanhe as reuniões da Fenaban. A direção da Caixa ressaltou que os acordos específicos, antes de serem assinados, devem passar pela aprovação do Conselho de Administração (CA) da Caixa. Nenhuma novidade, né.
Sabemos que sempre houve a necessidade de consulta aos órgãos controladores. O que nos preocupa mesmo é o desmonte do banco. Não podemos permitir e queremos compromisso do banco. Interesses privados não podem prevalecer na Caixa sobre o interesse público e que venham em prejuízo aos empregados. Por isso a importância da nossa luta permanente pela Caixa 100% pública.
O que debatemos e cobramos da diretoria da Caixa :: Saúde e Condições de Trabalho :: Revogação da versão 41 do RH 184
Renovação de cláusulas Saúde do trabalhador Escritórios digitais e teletrabalho Segurança para agências atacadas e explodidas Remoções compulsórias Descomissionamentos e coação
:: Fim da Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) e do descomissionamento arbitrário e, especificamente, o descomissionamento de gestantes
alendário das mesas de negociações específicas
:: Mais transparência no Saúde Caixa, com a disponibilização de dados que permitam às entidades entender mais profundamente o plano de saúde.
7: Comissão de Empresa e Comando Nacional debatem com direção BB sobre assinatura de pré-acordo específico.
7: Comissão de Empresa e Comando Nacional debatem com direção do o tema Saúde e Condições de Trabalho em Brasília.
7: Mesa debate Emprego, Cláusulas de Relações Sindicais e Sociais em o Paulo.
: Mesa debate Cláusulas Econômicas.
:: Fim do processo de verticalização :: Ressarcimento dos gastos do CPA 20 dos empregados que são eventuais de gerente :: Fim das discriminações e mais transparência nos processos seletivos internos
Calendário das mesas de negociações específicas 13/7: Caixa não assina pré-acordo mas se compromete a cumprir o calendário de mesas de negociação. 20/7: Saúde e Condições de Trabalho, Caixa 100% pública e nenhum direito a menos 26/8: Saúde Caixa e Funcef
Porto Alegre, 18 de julho 2018
4 O Bancário VENDA DE AÇÕES DO BANRISUL
Onde há fumaça, há PF As manobras suspeitas, com cara de ação entre “mui amigos”, que envolveram os leilões de ações do Banrisul, em abril, estão cheias de interrogações e pontos nebulosos. Mas agora atraíram a tenção da Polícia Federal. É mais um dos órgãos de controle e investigação que se junta para esclarecer as denúncias feitas pelo SindBancários e a Fetrafi-RS, sobre os fatos misteriosos que envolveram as transações em 10 e 27 de abril. A investigação foi pedida pelo MPF, em 9/7. As suspeitas são de uso de informação privilegiada e indícios de crimes contra o mercado de capitais e ao erário público. Há outras ações nebulosas. O governo do Estado (dono das ações) e o banco não comunicaram ao mercado, através de fato relevante. E mais: numa sexta-feira o banco anunciou que não iria mais vender ações – e já na terça-feira seguinte vendeu. Mas que tem caroço neste mingau, tem. E onde há fumaça, há fogo!
VIOLÊNCIA BANCÁRIA
Mais medo nas agências
Os primeiros 16 dias de julho já foram mais violentos do que todo o mesmo mês do ano passado. Já ocorreram 11 ataques a bancos em todo o Estado. No ano passado, no mesmo período, houve cinco ataques a bancos no RS. Quer dizer que a violência bancária dobrou no início do sétimo mês do ano em todo o RS. Há muito mais medo nas agências. De 1º de janeiro até
a metade do sétimo mês deste ano foram 79 ataques a bancos. No mesmo período do ano passado, houve 67. A violência bancária aumentou 17,9%. Prova disso foi o que ocorreu na manhã da quinta-feira, 12/7, na agência do Bradesco no Bairro São João, em Porto Alegre. Três assaltantes armados fizeram reféns na agência durante três horas. Chegaram às 8 horas e esperaram o cofre abrir para fugirem com o dinheiro.
DIALOGA AÇÃO JURÍDICA
Diretoria enrola pagamento A ação de integração das horas extras na gratificação semestral, que tramita na 5ª Vara do Trabalho de Porto Alegre sob o número 000037851.2013.5.04.0005, tem andamento retomado, apesar dos inúmeros esforços dos setores jurídicos do Sindicato e do Banrisul em homologar acordo. No início de maio, os Banrisulenses aprovaram, por unanimidade, em assembleia, os critérios de cálculos para
agilizar o recebimento dos valores corrigidos pela Taxa Referencial (TR). A partir da deliberação, os setores jurídicos finalizaram valores e esboçaram os termos do acordo a ser apresentado para o juiz. Ocorre que a diretoria do Banco paralisou as tratativas, deixando de apresentar qualquer decisão sobre as condições estipuladas na tentativa de acordo, o que impossibilitou a homologação e o pagamento.
Celular e email valem a luta Nestes tempos em que os nossos direitos de bancários estão por um fio com a reforma trabalhista transformada em Lei 13.467 no ano passado, a mobilização e a união fazem a diferença na nossa categoria. Nestes tempos de Campanha Nacional 2018, o número do seu celular vai fazer uma baita diferença. No endereço http://dialoga. sindbancarios.org.br/, é muito fácil ficar bem informado sobre os movimentos das mesas de negociação e das ações coletivas chamadas pelo Sindicato. Basta você fornecer o número
Foi dada a largada da Copa
do seu telefone celular e cadastrar seu email. Você receberá no seu whatsapp, e diretamente no seu email, informações sobre o andamento das mesas de negociação com a Fenaban.
FUTSAL 2018
A Copa Futsal SindBancários 2018 já entrou em quadra. No sábado, 14/7, foi disputada a primeira rodada no Ginásio dos Metalúrgicos de Canoas. Os jogos começam às 9h, aos sábados. Na primeira rodada, O Santander Bairro, campeão do ano passado, assumiu a liderança da Chave A, com Bradesco Gravataí em segundo. Na Chave B, Bradesco FC largou na liderança, seguido pelo Santander Centro. São nove times inscritos e divididos em dois grupos. Na primeira fase, todos jogam contra todos dentro dos grupos. Na Chave A, quatro times se classificam para as quartas de finais. Outros três passam à fase seguinte na Chave B. O oitavo time classificado sairá de uma repescagem entre o quarto colocado da Chave A e quinto da Chave B.
Jackson Zanini/SindBancários
1ª Rodada, Sábado, 14/7 Chave A Santander Bairro 10x0 Banrisul Metropol 1x4 Bradesco Gravataí Chave B Bacen FC 1x2 Santander Centro Itaú S.A. 3x4 Bradesco FC Chave A Santander Bairro |União FC Banrisul | Metropol | Bradesco Gravataí Chave B Bacen FC | Santander Centro Itaú S.A. | Bradesco FC
Nove times em duas chaves disputam a Copa SindBancários de Futsal 2018