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Bancario04062018

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Ano 85 | Nº 9 | 4 de junho de 2018

18 públicos

Acordo Coletivo conquistas

A RESPOSTA É A NOSSA LUTA

ASSEMBLEIA GERAL

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12/6, terça-feira | 18h

Auditório da Casa dos Bancários Rua General Câmara, 424, Centro Histórico de Porto Alegre

>CAMPANHA NACIONAL 2018


Porto Alegre, 4

2 O Bancário

CAMPANHA SALARIAL 2018

Vamos precisar de tod@s O frio e a chuva não foram capazes de desmobilizar os bancários e bancárias no sábado e domingo, 19 e 20 de maio. Colegas de bancos públicos e privados lotaram o auditório da Fetrafi-RS para participar da 20ª Conferência Estadual dos Bancários. A tarefa é construir um caminho de luta e mobilização diante das dificuldades da Campanha Nacional deste ano, a primeira sob o retrocesso da nova lei trabalhista. Os 38 sindicatos federados espalhados pelo RS enviaram grandes delegações ao Encontro, numa manifestação de que vai haver muita disposição para lutar pelos direitos dos bancários. Além da abusiva nova lei trabalhista, no dia 31 de agosto próximo encerra-se a vigência do atual acordo coletivo. A reforma trabalhista impôs o fim da ultratividade. Por isso o momento é de lutar pelos direitos conquistados com muita participação e greves. Está em jogo a renovação da Convenção Coletiva Nacional e os acordos coletivos específicos de bancos públicos e privados. Vamos precisar de todos os bancários e bancárias para manter direitos.Nosso desafio será fazer uma mobilização vigorosa, para sacudir a sociedade. Participar é tudo. Bancários de bancos públicos e privados ajudaram a construir uma minuta de reivindicações que será levada à nossa Conferência Nacional de 7 a 10 de junho em São Paulo. Mas é nesta hora que a gente precisa mostrar a nossa força. Vamos juntos defender as nossas conquistas!

O Bancário Jornal do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) - filiado à CUT e à Fetrafi/RS. Presidente: Everton Gimenis. Diretor de Comunicação: Carlos Eduardo Bobsin. Jornalista Responsável: Clóvis Victória (MTb 13.829). Redatores: Clóvis Victória, José Antônio Silva (MTb 3.870). Social Media: Josias Bervanger (MTb 14.235). Projeto gráfico e diagramação: Nina de Oliveira (MT 6612RS). Ilustração: Augusto F. Bier. Arte: Gerson Schneider. Impressão: Grupo Sinos. Tiragem: 10 mil exemplares. Casa dos Bancários - Rua Gal Câmara, 424 CEP 90010-230 - Porto Alegre - RS Tel: (51) 3433.1200 redacao@sindbancarios. org.br | www.sindbancarios.org.br|www. facebook.com/SindBancarios.PoA|twitter. com/@sindbancarios

BIER

Fotos Araldo Neto/Divulgação Fetrafi-RS

Campanha Nacional difícil mobiliza bancários a resistirem ao golpe em seus direitos durante Encontro Estadual

20ª Conferência Nacional dos Bancários 8 a 10 de junho | São Paulo Nossa resposta ao retrocesso é a luta A greve forte depende da participação de todos por tudo. Se a gente não se mexer, em 31 de agosto, podemos ficar sem o que contruímos com muita luta. Todas as nossas conquistas, como PLR, vales e tickets podem desaparecer. Com a reforma trabalhista, os banqueiros podem impor o trabalho intermitente e a terceirização, pagando apenas por dias trabalhados. Para começarmos a lutar pela renovação do nosso acordo coletivo antes da nossa data-base, nossa Campanha Salarial começa mais cedo este ano.


4 de junho de 2018

O Bancário 3 BANCO DO BRASIL

A importância da luta política Colegas do Itaú estão preocupados com demissões e critérios cruéis das avaliações

ITAÚ

Nenhum direito a menos Os colegas do Itaú cobraram transparência nos processos de avaliação e no programa de previdência próprio, fim das demissões, saúde e condições de trabalho. No Encontro Estadual, ficou claro que será fundamental combater a rotatividade e manter nosso Acordo Coletivo Nacional, pressionando as mesas de negociação com muita mobilização. Os banqueiros do Itaú já aplicam a reforma trabalhista. O Sistema de Qua-

lidade de Vendas (SQV) tem critérios cruéis e serve mais para perseguir do que para aperfeiçoar a qualidade da abordagem e da venda realizada pelos trabalhadores. O mesmo se pode diszer do Trilhas. São instrumentos que penalizam o trabalhador. São injustos e ineficientes. Também foi discutida, entre outros temas, a aplicação da rotatividade. Na renovação do acordo coletivo, a ideia é uma só: nenhum direito a menos!

BANRISUL

Defesa do banco público é prioridade

Se há um grupo de bancários que tem sentido a mão do governo Temer retirando seus direitos, com uma história de luta e mobilização, os colegas do Banco do Brasil fazem parte desse grupo. A estratégia de desmonte do BB atende pelo nome fantasia de “reestruturação”. A prática é de desmonte para vender. A questão da Cassi, que o Banco quer se livrar e reduzir a participação para que os bancários paguem mais por sua saúde, inclusive retirando os benefícios de novos concursados, também está na ponta da língua dos colegas.

Desmonte do BB é visto como parte do golpe nos direitos conquistados Por isso, no Encontro Estadual, os colegas definiram que é importante pensar na política econômica e social do governo

Temer e avaliar o seu efeito nas vidas pessoais. Mudou para pior ou para melhor? Piorou!

CAIXA

Um 2018 de resistência e muita batalha

A mobilização dos colegas para o Encontro Estadual deixou claro que o “bicho pegou” na Caixa. A avaliação geral é de que este é um ano de resistência e de muita luta. Se conseguirmos fazer uma resistência forte e segurar o que a gente tem, já será uma grande vitória neste momento de ataques. O eixo principal do Encontro foi “nenhum direito a menos”, que passa pela integralidade das renovações da CCT e do acordo específico. A defesa da Caixa 100% pública, Saúde Caixa e Funcef também foram assuntos. Foi consenso que promover mudanças

Ataque ao Saúde Caixa mobiliza colegas a defender banco 100% público estatutárias na atual conjuntura não é o melhor caminho para o fundo ou o plano de saúde.A eleição geral deste ano também foi

discutida entre os participantes. Ficou claro que o resultado do pleito pode enfraquecer ou até extinguir a Caixa.

SANTANDER

Precisamos conversar sobre abismo

Banrisulenses estão indignados com venda de ações e preparam ato para 15/6 O sinal de alerta máximo sobre o futuro do Banrisul está ligado. As vendas de ações de 10 e 27 de abril e o anúncio do IPO da Cartões pelo governo Sartori ultrapassaram todos os limites. O objetivo do governo entreguista do Sartori é mesmo vender o Banrisul. Mesmo diante desse quadro de ataque sem trégua ao banco público dos gaúchos, os Banri-

sulenses deram uma expressiva resposta no sábado, dia 19/5, durante o 26° Encontro Nacional dos Banrisulenses na sede da Fetrafi-RS em Porto Alegre. Dispostos a resistir com luta e mobilização, os Banrisulenses definiram que, além de defender os direitos e conquistas, a pauta principal é a defesa do Banrisul público, como patrimônio do povo gaúcho.

Os riscos de perdas são fatos e estão diretamente ligados à política nacional. Por exemplo, com o fim da ultratividade precisamos garantir, com muita luta, a renovação da nossa Convenção Coletiva Nacional até 31 de agosto. Os colegas tocaram num tema importante para levar à Conferência Nacional de 7 a 10 de junho, em São Paulo. A questão era saber por que há um abismo entre a remuneração dos altos executivos do Santander, pelos atuais parâmetros da PPRS, dos trabalhadores das agências. Na última assembleia de acionistas do Santander foi aprovada

Prioridade: lutar pelos direitos e CCT uma verba de R$ 300 milhões para a remuneração dos diretores do banco, o que significará R$ 1,7 milhão para cada um. Os colegas elegeram como prioridade lutar

pelos nossos direitos e defesa da CCT, manutenção das homologações nos sindicatos, defesa da democracia e voto em candidatos que defendam os trabalhadores.

BRADESCO

Pacote completo de ataques

O Bradesco virou a chave.A mudança de comportamento apareceu no Encontro Estadual dos Banco Privados, ocorrido, no domingo 20/5, na Casa dos Bancários. E os colegas apontaram para resistir e se mobilizar para manter direitos na Campanha Salarial 2018 que já está em an-

damento. Tem colega adoecendo no Bradesco por causa do acúmulo de função. Não há reposição de novos quadros. Para piorar, o adoecimento cresce com as metas cada vez mais abusivas. E o plano de saúde deixou de ser para todos. O Bradesco não apenas está

demitindo, mas está segurando as promoções e, quando demite, não respeita nem os colegas que estão no estágio de pré-aposentadoria. Em vez de motivar, o Bradesco cobra metas abusivas mediante assédio moral. Os colegas do Bradesco têm muito motivo para lutar na Campanha Salarial.

Ataques: acúmulo de função, aumento de metas e precarização da saúde


Porto Alegre, 4 de junho de 2018

4 O Bancário BANCOS PÚBLICOS E PETROBRAS

Tudo a ver com você

Mas o que a paralisação de caminhoneiros autônomos e de proprietários de frotas tem a ver com os bancos públicos federais ou estaduais? O que a greve dos trabalhadores e o caos do desabastecimento têm a ver com a luta dos bancários? O Saúde Caixa e a Campanha Salarial 2018, temas do Dia de Luta em Defesa do Saúde Caixa, na quinta-feira, 24/5, em frente ao Edifício-Sede Querência, no Centro de Porto Alegre, estão ligados a Petrobras e à incompetência do governo Temer? Sim. Tudo a ver. Ainda mais se imaginarmos que esses temas colocam em debate a importância de empresas públicas, como a Caixa e a Petrobras, e as ações que um governo entreguista tem realizado para desmontar e vendê-las. Desabastecimento é primo-irmão do desmonte. E ambos são usados para dizer que Caixa, o Banco do Brasil, o Banrisul, e a Petrobras, não funcionam e têm mais é que serem vendidos mesmo.

Clóvis Victória Junior/SindBancários

Bancários denunciaram desmonte das empresas públicas e explicaram greve O desmonte da Caixa aten- com um processo de desmonte de pelo nome de reestrutura- que esconde a importância da ção. Agências fechadas, PDVs Caixa para o desenvolvimento que reduzem o quadro e agora do país e expõs uma suposta uma resolução que pretende ineficiência para justificar a acabar com o Saúde Caixa aos venda. Isso ocorre com o prépoucos. Quer dizer, aumentam -sal e a Petrobras e tem sido o volume de trabalho, reduzem prática do governo golpista o número de trabalhadores, as de Michel Temer desde que metas são elevadas. A Caixa assumiu em 2016. quer reduzir sua participação E tem mais: o que o governo Saúde Caixa para 6,5%. no Sartori fez com as ações E a desculpa é tornar o banco do Banrisul foi o mesmo que mais eficiente. Coisa nenhuma, fizeram com a Petrobras. Baié para vender. xaram os valores das ações Quando o colega fica do- e venderam. Alguém sempre ente, vai precisar pagar mais lucra. E quem paga somos nós! por um serviço de saúde que é Não vamos pgar a conta com a muito pior. Tudo isso tem a ver perda de direitos!

TEATRO ESPONTÂNEO

Psicodrama da vida bancária Nestes tempos de ataques ao sindicalismo e aos direitos dos trabalhadores, o SindBancários continua apoiando e acreditando na formação e atividades culturais como enriquecimento pessoal e coletivo da categoria. Agora, a entidade sedia a oficina “Teatro Espontâneo”, através de quatro encontros, a serem realizados em nossa sede durante quatro segundas-feiras – dias 4, 11 e 25 de junho e 02

de julho – sempre das 18h30 às 20h30. As aulas estarão a cargo do dramaturgo, diretor teatral e ator Arthur José Pinto, com base na técnica do psicodrama. O teatro espontâneo usa a técnica do psicodrama para atuar como fator de desenvolvimento humano. Através de jogos dramáticos e exercícios teatrais, além das improvisações, os participantes ensaiam e multiplicam seus papéis.

PARA PARTICIPAR O que? Oficina de Teatro Espontâneo Quando? Segundas-feiras, das 18h30 às 20h30 Onde? Casa dos Bancários – Rua General Câmara, 424, 4º andar – Porto Alegre Duração: 1 mês (4 encontros) – 04, 11, 25/JUN e 02/JUL Início: 04 de junho Contato: Ana Helena Rilho, através do fone (51) 997038175.

CINEBANCÁRIOS

Híbridos revela cultura espiritual Dirigido por Priscilla Telmon e Vincent Moon, produzido pela brasileira Fernanda Abreu, “Híbridos” é uma pesquisa etnográfica sobre a multiplicidade do mundo das cerimônias sagradas brasileiras e também sobre a linguagem cinematográfica e seu potencial poético. Composto de diferentes formatos, um complementar ao outro, o projeto ambiciona questionar nossa relação com as imagens nos dias de hoje. A partir de uma pesquisa

Divulgação

Documentário mapeia cerimônias sagradas no Brasil e relação com imagem

DOCUMENTÁRIO

Em muitos territórios do mundo “Los territórios”, de Ivan Granovsky, teve sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Roterdã e começa a ser exibido no Brasil na quinta, 7 de junho. Em Porto Alegre, o filme estreia na sessão das 17h no CineBancários. O longa acompanha a jornada de Ivan, filho de um importante jornalista argentino que, após o ataque ao jornal Charlie Hebdo, em Paris, sai em busca de diferentes eventos e conflitos geopolíticos ao redor do mundo. O diretor Ivan Granovsky conta que chegou à ideia do filme a partir da experiência de sua infância, que foi viver cercado por jornais do mundo inteiro. Além do próprio Ivan, que protagoniza o filme, há a par-

Sobrevivendo à Reforma Trabalhista

Horas extras e banco de horas

A

reforma trabalhista acabou com a necessidade de acordo coletivo para autorizar a adoção de um banco de horas, para compensação em até um ano. Agora a compensação é no período de seis meses.

detalhada, foram registradas mais de 60 cerimônias diferentes pelo país durante os últimos 3 anos. Desde os cultos afrobrasileiros da Bahia às novas formas da Umbanda em Minas Gerais; dos rituais indígenas ancestrais no Acre aos crescentes cultos evangélicos no Rio de Janeiro, “Híbridos, os Espíritos do Brasil” é uma fabulosa coleção poética sobre a cultura espiritual brasileira. O filme estreia no CineBancários na quinta-feira, 7 de junho, com sessões às 19h.

Fique atento! O bancário poderá ser muito pressionado para assinar um acordo de banco de horas. Eles querem que a gente acredite que não pagar horas extras é bom para a manutenção do emprego.

ticipação de seu pai, Martin Granovsky. Formado em história, Granovsky é colunista diário do jornal “Página 12” na Argentina, dirige o “Núcleo de Estudos sobre o Brasil” na Universidade Metropolitana para a Educação e Trabalho, é professor de Relações Internacionais e coordenador da TV no Conselho Latino-americano de Ciências Sociais.

Ingressos Os ingressos podem ser adquiridos por R$ 12 no CineBancários ou no site ingresso. com. Idosos, estudantes, bancários sindicalizados, jornalistas sindicalizados e pessoas com deficiência pagam R$ 6. Aceitamos Banricompras, Visa, MasterCard e Elo.


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