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Revista médico novembro dezembro n° 122

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Médico Rumo aos 40 anos, SindMédico faz homenagens e festa

Mais do mesmo: cargos e favorecimento em troca de votos Pág.: 12

Caos na Atenção Primária à Saúde Pág.: 22

Ano XIX - N° 122 NOVEMBRO/DEZEMBRO 2017 Tiragem: 12 mil exemplares Distribuição gratuita e dirigida


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Expediente Presidente: Dr. Gutemberg Fialho Vice-presidente: Dr. Carlos Fernando da Silva Secretário-geral: Dr. Emmanuel Cícero Dias Cardoso 2º Secretário: Dr. Ronaldo Mafia Cuenca Tesoureiro: Dr. Gil Fábio de Oliveira Freitas 2º Tesoureiro: Dr. Luis Sales Santos Diretor Jurídico: Dr. Antonio José Francisco Pereira dos Santos Diretor de Ação Social: Dr. Eloadir David Galvão Diretor de Relações Intersindicais: Dr. Augusto Dê Marco Martins Diretor de Assuntos Acadêmicos: Dr. Jair Evangelista da Rocha Diretora de Imprensa e Divulgação: Dra. Adriana D. Graziano Diretora de Cultura: Dra. Lílian Suzany Pereira Lauton Diretor de Medicina Privada: Dr. Francisco Diogo Rios Mendes Diretores adjuntos: Dr. Antônio Evanildo Alves Dr. Antônio Geraldo da Silva Dr. Baelon Pereira Alves Dr. Cezar de Alencar Novais Neves Dr. Filipe Lacerda de Vasconcelos Dr. Flávio Hayato Ejima Dr. Gustavo Carvalho Diniz Dr. Paulo Roberto Maranhas Meyer Dr. Ricardo Barbosa Alves Dr. Tiago Neiva Conselho Fiscal: Dr. Cantídio Lima Vieira Dr. Francisco da Silva Leal Júnior Dra. Josenice de Araujo Silva Gomes Dr. Regis Sales de Azevedo Revista Médico Conselho Editorial: Dra. Adriana Graziano Dr. Carlos Fernando Dr. Emmanuel Cícero Dias Cardoso Dr. Gutemberg Fialho Coordenação Geral: Machado I.P. Coordenação de produção: Adriano Mariano Textos: Carla Rodrigues e Nicolas Bonvakiades Fotografia: José Roberto da Câmara Belmont Direção de arte e editoração: Luís Henrique Medeiros Fale com a redação: imprensa@sindmedico.com.br +55 (61) 3244-1998 Contato comercial: Rogério Mendes +55 (61) 3244-1998 gerencia@sindmedico.com.br

Editorial A hora e a vez da representação política remos e quais escolhas faremos para não perder nenhum direito e para impedir as mortes evitáveis que mancham e desonram o atual governo? É preciso defender conquistas, não aceitar retrocessos, e buscar avanços que inegavelmente só serão alcançados no campo político. Querem nos enojar da política para nos afastarmos do único caminho de solução e defesa: a própria política. Política feita por pessoas de bem e por motivos corretos e justos. Ao longo dos quase completos 40 anos do SindMédico-DF, temos lutado para representar e defender os médicos do Distrito Federal em momentos de crise e diante de inúmeros desafios. Sucessivos governos têm imposto ao Brasil e a todas as classes trabalhadoras inúmeras perdas sociais, econômicas e trabalhistas. Não vamos esmorecer no enfrentamento e não vamos aceitar perdas. No âmbito local, nosso atual governador supera as piores lições do que se faz no governo federal, com sua política de desvalorização e perseguição contra o servidor público, com a ânsia de privatizar os serviços básicos do GDF e o saque às aposentadorias dos servidores públicos, das nossas aposentadorias, para bancar suas incompetências e ingerências e tentar viabilizar sua reeleição, que por certo não virá. Com todas essas atrocidades, criadas no campo político e palácios dos poderes Executivo e Legislativo, e a menos de um ano das próximas eleições, que poderão permitir o resgate de avanços, convido você a refletir comigo: de que lado estaremos, onde ficaremos, quais atitudes toma-

A defesa do sistema público de saúde, a defesa do acesso da população aos serviços de saúde, a luta por melhores condições de trabalho e de assistência aos pacientes, a conquista de dignidade e valorização de nossa profissão e a incessante busca pela qualidade e excelência na medicina são responsabilidades das quais não podemos nos furtar. Sabemos quem está contra nós e quem quer tirar o que conquistamos. Não vamos deixar. Não vamos nos calar. Rumo aos 40 anos, em busca de mais representatividade, continuaremos defendendo os direitos e lutaremos por mais conquistas para os médicos do DF. É com este espírito otimista e com convicção, que devemos enxergar a política e colocar dentro dela um representante 100% comprometido com a causa médica e com a saúde do Distrito Federal e do Brasil. Um bom Natal a todos e um próspero Ano Novo. Que venha 2018 com seus inúmeros desafios: estamos prontos para enfrentá-los.

Tiragem: 12.000 exemplares Ed. Centro Clínico Metrópolis SGAS 607, Cobertura 01 CEP: 70200-670 Tel.: +55 (61) 3244-1998 sindmedico@sindmedico.com.br www.sindmedico.com.br

Dr. Gutemberg Presidente do SindMédico-DF Médico

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Sumário 06 Entrevista Mandetta assume presidência da FPMed e cutuca os médicos

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Sindicais

Confira o resultado do sorteio do Passaporte SindMédico-DF

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Capa A volta triunfal do Prêmio SindMédico

Destaque Eventos e homenagens celebraram o Dia do Médico

Crônica Bullying, um problema de todos

Regionais O GDF promove o caos nos hospitais e unidades de saúde do DF

Política Se dependesse do Ministério Público de Contas, gestão de Rollemberg em 2016 teria sido reprovada

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Entrevista

Representação da saúde na política Entrevista - deputado federal Luiz Henrique Mandetta

No dia 18 de outubro, na sequência da sessão solene em que se comemorou o Dia do Médico, na Câmara dos Deputados, o deputado federal Luiz Henrique Mandetta assumiu a presidência da Frente Parlamentar da Medicina (FPMed), uma articulação política da classe médica no Congresso Nacional para atuar em defesa da Medicina e por melhores condições para o exercício profissional do médico brasileiro. Segundo Mandetta, três fatores vão definir o futuro da iniciativa: a superação do individualismo típico do profissional da área e das divergências políticas em suas entidades representativas e a organização em torno de um instituto de ciências políticas para garantir a viabilidade técnica da FPMed. Sem dourar pílula, o deputado diz que os médicos já perderam muitas oportunidades e continuam patinando no cenário político.

“

Os médicos deveriam

aprender a fazer política com os agentes comunitários de

saúde. Eles são organizados.

“

Eles têm pauta e já mudaram a Constituição Brasileira por duas vezes.

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Entrevista

Revista Médico – Quais são os próximos passos, após o lançamento da FPMed? Mandetta – Uma frente parlamentar que não tenha a organização externa do setor está fadada ao fracasso. O que nós fizemos foi deixar claro que, dentro da Câmara e do Senado, temos parceiros para discutir os projetos prioritários da Medicina. Agora, os sindicatos, a FENAM (Federação Nacional dos Médicos) e a FMB (Federação Médica Brasileira) precisam se unir. A divisão política só prejudica. Também a Associação Médica Brasileira, com eleição sub judice. Então, que se reúnam de maneira madura e se organizem para definir projetos prioritários. Revista Médico – Como está a articulação para a criação do instituto de ciências políticas que daria suporte à Frente? Mandetta – Está na responsabilidade das entidades médicas. Da Associação Médica, das duas federações sindicais, das sociedades de especialidade e do CFM (Conselho Federal de Medicina). Não posso, daqui de dentro, montar uma entidade externa ao Parlamento. Agora, a falta de iniciativa se reflete hoje nas presidências de alguns sindicatos, de associações, de sociedades que, basicamente, olham somente para a política classista. Revista Médico – Com a reforma trabalhista e esse questionamento sobre a contribuição sindical, como fica a situação dos sindicatos? Mandetta – O bom sindicato vai sobreviver. Os sindicatos que são só cabide, ocupação política, poder pelo poder, cargo pelo cargo, esses vão ter muita dificuldade. Sindicatos atuantes sobreviverão.

Revista Médico – Quais são os primeiros focos da FPMed? Mandetta – Precisamos avançar na questão de organizarmos a entrada de médicos estrangeiros através do Revalida, precisamos revisar a Lei do Mais Médicos no capítulo que trata dos residentes, que criou o serviço civil obrigatório, a partir de 2018. Isso precisa ser alterado. Precisamos, ainda, avançar na fiscalização das novas escolas de Medicina. O nível está muito baixo, a Medicina vai sofrer uma degradação muito grande nos próximos anos. Há ainda a necessidade de avançar na Carreira Médica nacional, para alocar profissionais nas áreas de difícil provimento. Revista Médico – O ministro da Saúde, Ricardo Barros, tem tratado da questão do aumento de brasileiros no Mais Médicos, mas insiste em falar que o médico brasileiro não gosta de trabalhar no interior ou não trabalha. Como fica a relação da Frente com o ministro? Mandetta – O ministro não gosta da Medicina. Ele não é do ramo. A partir do momento em que você tem uma pessoa que não é do ramo e não sabe o que é estar frente a frente com um doente, sem ter a mínima condição de praticar a profissão, ele se vê no direito de falar essas impropriedades que ele fala. Ministros passam, governos passam, a Medicina é eterna.

SUS na chamada gestão clínica. A gente precisa medir a eficiência do trabalho médico e valorizar aqueles que, efetivamente, assumem o paciente e transformam sua vida para melhor. Você tem que organizar a força de trabalho para que ela possa ser remunerada diferente. Um médico com 30, 40 anos de formado, especialista, mestrado, pós-doutorado, especialista em cirurgias de alta complexidade não pode receber o mesmo que um médico recém-formado. Fazendo esse bom investimento através da gestão clínica, acho que o SUS tem um avanço. Revista Médico – E em relação à ANS e aos interesses do mercado? Mandetta – Ele sempre vai acontecer e o lucro não é pecado. Mas devemos lutar, primeiro, para que a Lei dos Planos de Saúde tenha um artigo que trate do principal produto que é vendido por um plano de saúde: o capital intelectual do médico. E não pode uma Lei existir sem ter um artigo que remeta a como esse profissional vai se relacionar com o plano de saúde. Isso tem que estar exposto na página do plano de saúde para que o consumidor saiba o quanto que o médico dele é remunerado. Isso é um direito do consumidor e os médicos têm direito de estar dentro da Lei dos Planos de Saúde.

Revista Médico – Em relação ao SUS, quais os focos da FPMed?

Revista Médico – Como o senhor vê essa revisão da Lei 9.656 (dos planos de saúde)?

Mandetta – O SUS é um desafio geracional, colocado na Constituição como cláusula pétrea. É dever do Estado e direito do cidadão. Enquanto tivermos esse desafio, precisamos, como sociedade, fazê-lo acontecer dentro de um sistema equilibrado, de boa gestão. Precisamos avançar muito no

Mandetta – Tenho participado de todas as discussões. A Lei fala que você tem reajuste por década. Então, você tem, aos 60 anos de idade, o último reajuste por faixa etária. Esse reajuste é aplicado de uma vez só. O que o relator colocou é que esse reajuste da última faixa etária possa ser par-

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Entrevista

celado em até cinco vezes. O que é bom para os pacientes da terceira idade. A imprensa confundiu, passou uma sensação de que o idoso vai ser reajustado. É muito simples de entender: eles (os planos) concentram muito esse reajuste aos 60 anos de idade porque eles querem a exclusão dos idosos. O plano custa R$ 1 mil e passa para R$ 2,5 mil, quando se coloca o reajuste em 100%. Ele será de 20% a cada cinco anos, isso é parcelamento. Agora, trataram isso com afogadilho. Isso trabalha muito mais em favor da operadora, pois ela quer mesmo receber à vista. Revista Médico – Para ficar claro, as pessoas que já têm 60 e tiveram o reajuste máximo teriam novos reajustes por faixa etária? Mandetta – A Lei não muda. Ela já é assim. O que foi trazido nesse texto é que esse último reajuste, ao invés de ser aplicado à vista, possa ser aplicado 20% a cada cinco anos para que, na expectativa de vida, isso seja diluído. É uma maneira de você manter o idoso. Revista Médico – O senhor se declarou contra a reforma da Previdência, proposta pelo governo Temer. Essa é uma postura da FPMed? Mandetta – Não. Quando o texto da reforma chegou à Casa, não foi discutido com a sociedade, era um texto construído com critérios somente econômicos, sem nenhum critério social. Esse texto foi devidamente rechaçado e eu me posicionei totalmente contra a redução do tempo de aposentadoria para os professores, contra a regra de transição, que era extremamente pernóstica. A Câmara mudou esses artigos. Tem um texto final que precisa ser lido e compreendido. Também não podemos nos furtar de entender que a

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Previdência está em risco. A nossa arrecadação de Previdência está toda em cima da empregabilidade. Em tempos de desemprego, como agora, a arrecadação cai vertiginosamente e os compromissos continuam. Precisamos de um texto minimamente equilibrado e discutido com a sociedade. Coisa que o governo não soube fazer. Revista Médico – Existe algum questionamento a respeito da situação do médico nessa reforma? É um profissional que entra tardiamente no mercado de trabalho. Mandetta – Não fizemos esse questionamento e isso foi uma falha das entidades, que não souberam chegar dentro do Congresso Nacional para pautar esse debate. É exatamente por essa falta de organização política que os médicos vêm tendo perdas de oportunidades. Aqui, vejo os advogados trabalhando duramente por meio das suas entidades de classe. Hoje, eles são os profissionais liberais que menos pagam impostos, os seus honorários estão todos preservados. E os médicos estão ausentes nas grandes decisões, como, mais uma vez, ficaram ausentes na reforma da Previdência. Revista Médico – Em que comissões a Frente considera estratégico se inserir? Mandetta – Em todas. Não há nenhum assunto dentro desta Casa que não seja de interesse. Muitas vezes, um tema que é muito importante está sendo discutido em uma bancada como, por exemplo, a ruralista. Se você tem uma bancada minimamente construída, ajuda a bancada ruralista naquele tópico para, depois, a ruralista ajudar a sua bancada no tópico que lhe é interessante. E, aqui, as forças vão conversando em movimentos de bloco. Os segmentos organiza-

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dos estão aqui dentro. O que não tem nesta Casa é uma bancada da Medicina. Revista Médico – O senhor falou em relação ao comportamento e às posturas das entidades médicas. Qual é o papel individual do médico no apoio à Frente? Mandetta – Acho que o médico está cercado de carga horária de trabalho, de compromisso com o doente. Ele está vivendo, verdadeiramente, a intensidade da Medicina. É muito difícil para ele parar e fazer essa reflexão. Isso cabe às entidades. É por meio desses líderes que esse despertar da atuação da atividade política vai ocorrer. Tem que existir um movimento em bloco, de unidade. O grande desafio dos médicos será construir uma unidade em torno de raciocínio político. Conjugar na primeira pessoa do plural e não do singular. Revista Médico – O senhor acredita que a FPMed vai continuar após as eleições ou a articulação vai recomeçar do zero? Mandetta – Só depende das entidades. Se continuarem dispersas, sem liderança, sem visão política, não há porque uma frente parlamentar se constituir. Se não ficar claro o que a categoria quer, não faz sentido. Os médicos deveriam aprender a fazer política com os agentes comunitários de saúde. Eles são organizados. Eles têm pauta e já mudaram a Constituição Brasileira por duas vezes. Eles acabam de aprovar na Câmara, inclusive, a regulamentação dos seus afazeres. Eles montaram o piso da categoria. Eles trabalham de maneira ordeira. Trabalham com parlamentares de todos os partidos e têm conseguido vitórias que nenhuma categoria da saúde consegue.


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Política

Governo do mais, muito mais, do mesmo Em novembro, veículos de comunicação do DF fizeram um paralelo entre os resultados de votação na Câmara Legislativa nos projetos de interesse do governador Rodrigo Rollemberg com a distribuição de cargos no Executivo e os contratos de empresas prestadoras de serviço ligadas a família de parlamentares. Atualmente, segundo reportagem do Metrópoles, o GDF desembolsa cerca de R$ 257,1 milhões às empresas ligadas às famílias dos distritais Robério Negreiros (PSDB) e Cristiano Araújo (PSD) – o partido do primeiro não pertencia à base do governo e o segundo rompeu com ele recentemente. Em junho, com a aprovação da lei que permitiu a transformação do Hospital de Base em serviço social autônomo, houve grande número de nomeações de comissionados, só no dia seguinte à votação, foram 71. Em setembro, enquanto a proposta de reforma da previdência dos servidores era negociada na CLDF, o GDF liberou 1.235 cargos comissionados. Balanço trimestral de setembro apontava 5.909 cargos em comissão ocupados por pessoas sem vínculo com o serviço público. No mesmo período do ano passado eram 618 a menos: é a nova política de Rollemberg fazendo mais do mesmo.

Se dependesse do Ministério Público de Contas do DF as contas do governo Rollemberg de 2016 teriam sido reprovadas. Porém, foram aprovadas com ressalvas pelos conselheiros do Tribunal de Contas do DF. Entre as impropriedades estão a superestimativa de arrecadação e falhas no planejamento governamental; investimentos abaixo daqueles previstos em lei; realização de despesas sem cobertura contratual (passou de 34,5 milhões em 2014 para 616,6 milhões em 2016, gastos sem qualquer contrato válido); aumento de gastos em caráter emergencial (R$ 152,3 milhões sem licitação); ineficácia na avaliação do custo-benefício para renúncias de receitas e descontos tributários; erros no gerenciamento do regime próprio de previdência social; falhas na gestão de várias áreas, como da saúde e educação; e queda de quase R$ 2 bilhões nos recursos à disposição do DF.

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O PDT, o PSD e a Rede Sustentabilidade romperam com o governo do Distrito Federal. Isso não quer dizer, no entanto, que os parlamentares venham a mudar de postura em relação ao governo Rollemberg. Agaciel Maia, que é do PR, partido de Jofran Frejat, por exemplo, é líder do governo na Câmara Legislativa. Os evangélicos também se dizem em debandada, mas a pergunta que não quer calar é: a quem pertence a lealdade dos atuais parlamentares do Distrito Federal?

A verdadeira face da nova política de Rollemberg:

Você aprovaria?

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Quem é base e quem não é?

Crianças desmaiando de fome em sala de aula e caos no SUSDF. É o governo da desassistência.

EM BAIXA: Confirmada uma morte por febre amarela no DF, o secretário de Saúde fez o anúncio da arma secreta para garantir a segurança da população: o fumacê.

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Política

Fumaça tem e não é de hoje Contratação sem licitação foi motivo para ressalvas na aprovação das contas do governo Rollemberg e virou caso de polícia no caso da contratação da Sustentare Saneamento S/A na coleta de lixo em Brasília. Não é a primeira investigação que mostra o atual governo ligado a alvos de operações da Polícia Federal e Ministério Público Federal, como a Lava Jato e a Maus Caminhos.

Depois dos estudantes, Inep avalia instituições de ensino Apenas um curso de medicina obteve cinco, a nota máxima, no Índice Geral de Cursos (IGC) – que avalia as Instituições de Ensino Superior – do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 2016 – A Universidade Federal de Viçosa. Esse índice foi divulgado no dia 27 de novembro. No Distrito Federal, a Universidade de Brasília (UnB)

teve nota tão boa quanto a dos estudantes – quatro. As particulares, Universidade Católica de Brasília (UCB) e Faculdades Integradas da União Educacional do Planalto Central (FACIPLAC), receberam nota 3 e seus estudantes nota 2. A Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) é que decepcionou. Embora seus estudantes tenham se saído tão bem quanto os da UnB, a instituição ficou com nota 3.

Falta água, mas propaganda sobra Em outubro, um mês depois de lançado, o projeto de preservação de mananciais Como Pode um Peixe Vivo do governador Rodrigo Rollemberg virou motivo de suspeita. Isto porque, ainda em agosto, o Instituto Brasília Ambiental

(Ibram), destinou R$ 487.230,37 de recursos de compensação ambiental da regularização do Condomínio Jardins Genebra para gasto em ações de divulgação – entre elas um documentário contratado sem licitação, para apresentação

no 8º Fórum Mundial da Água, que será realizado em Brasília, em março de 2018. O caso está nas mãos do conselheiro Renato Rainha, do Tribunal de Contas do Distrito Federal. E a conta da água racionada só subindo...

A merenda escolar é uma questão social, governador

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Rodrigo Rollemberg de que aquele era um problema pontual, que não era da escola e sim da família do menino. Na verdade, a fome, os problemas com a merenda escolar, o mau desempenho e a postura inadequada do governador são problemas que incomodam a toda Brasília. O assunto foi tema da TV SindMédico, em 28 de novembro.

Assista ao programa. Revista interativa Fotografe com seu aplicativo QR CODE!

Direto ao Ponto

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No dia 17 de novembro, a página do El País (http://bit.ly/2ACvxCO) dedicada ao Brasil estampou a manchete “A notícia mais triste do Brasil nesta semana” referindo-se ao caso do estudante de oito anos, atendido pelo SAMU depois de desmaiar na Escola Classe 8 do Cruzeiro. Mais tristeza ainda causou a declaração do governador

A sociedade sempre acaba vencendo, mesmo ante a inércia ou antagonismo do Estado. Ulysses Guimarães (discurso proferido em 05/10/1988) Médico

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Rumo aos 40 anos em ritmo de festa “De volta e ainda mais elegante.” Foi com essa frase que os médicos do Distrito Federal receberam a notícia da realização, no dia 11 de novembro, do XI Prêmio SindMédico. Uma noite marcada não somente pela volta de uma das festas mais sofisticadas da cidade, honrando aqueles profissionais que superam todos os desafios e obstáculos para dar assistência à saúde da população, como, também, pelo 39º aniversário de fundação do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal: quase 40 anos de história - com o maior número proporcional de afiliados de todo o País - marcados por lutas e conquistas que elevaram o patamar de representatividade dos médicos na sociedade brasiliense. O XI Prêmio SindMédico contou com nada menos do que 1,6 mil médicos e seus familiares na festa. A noite foi regada a muitas comemorações e celebrou, com toda a certeza, a luta daqueles que, diariamente, enfrentam os desmandos

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do governo local e superam a ideia de que a saúde pública do Distrito Federal está perto do fim. “Para nós, representantes da classe médica, é um enorme prazer poder homenagear aqueles que tanto nos honram e deixar a nossa mensagem de que seguiremos firmes em nosso propósito de defender os médicos e a Medicina. Os desafios não são poucos, mas, tenho certeza, superaremos todos. Por isso, estamos imensamente felizes com a volta da nossa festa. Os médicos merecem essa comemoração e em grande estilo”, afirma o presidente do SindMédico-DF, Dr. Gutemberg. Ao todo, o XI Prêmio SindMédico homenageia seis categorias, divididas em: Revelação Médica, Pesquisa em Medicina, Medicina Socialmente Responsável, Contribuição de Vida à Medicina, Medicina Acadêmica e Medicina Suplementar. Além desses e não menos importantes, ainda há, durante a comemoração, a entrega da Co-

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menda do Mérito Sindical e da Placa de Honra ao Mérito. Desde que o evento foi lançado, há 12 anos, mais de 60 profissionais receberam as distinções. A organização da festa, que é reconhecidamente uma das mais sofisticadas e aplaudidas da cidade, tem a assinatura da diretora de Imprensa e Divulgação do SindMédico-DF, Adriana Graziano. “Neste ano, concordamos que, às vésperas do Sindicato completar seus 40 anos, deveríamos mostrar isso, essa luta, aos nossos convidados, com muito requinte e glamour, claro, que é a marca registrada da nossa festa”, explica. E para combinar com o retorno de uma das festas mais esperadas da cidade, salienta Adriana Graziano, “nada melhor do que um tributo a uma das maiores vozes da história da música do nosso país, o cantor e compositor Tim Maia, nas vozes de Sandra de Sá, Wilson Simoninha e da Banda Black Rio.”


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atrações da noite

Um trio de fazer inveja, com certeza. Ainda mais com o peso das composições e interpretações mais conhecidas de Tim Maia. Assim podemos resumir o show da XI edição do Prêmio SindMédico, com Sandra de Sá, Wilson Simoninha e Banda Black Rio. Durante quase duas horas, os artistas dividiram o palco e tocaram desde canções próprias até os sucessos de Tim Maia. A Banda Black Rio foi a primeira a se apresentar. Em seguida, Wilson Simoninha e, por último, Sandra de Sá.

Sandra de Sá

Um breve perfil: Com quase 40 anos de carreira, a cantora é chamada por alguns críticos de “Tim Maia de saias” devido à força e timbre de sua voz. Suas principais influências musicais são o samba e soul. Hoje, ela é uma das principais representantes do ritmo Black & Soul brasileiro.

Banda Black Rio

Simoninha

Filho primogênito do também cantor Wilson Simonal‎, Simoninha tem mais de vinte anos de carreira e integrou produções de artistas consagrados, entre eles Jorge Ben Jor. Hoje, Simoninha ultrapassa fronteiras e leva o Black Music brasileiro a diversos países como Alemanha, Inglaterra, Japão, Suíça, Holanda, Bélgica, França e Itália.

O grupo tem mais de 40 anos de história e traz, em suas composições, uma variedade de ritmos, que vão desde o jazz até o funk. Em 2000, ficou internacionalmente conhecido por meio do álbum “Super Nova Samba Funk”, que foi ovacionado pela crítica e contou com a participação de nomes como Gilberto Gil, Elza Soares e Seu Jorge.

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Os agraciados de 2017 Revelação Médica

Professor do curso de medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde do Distrito Federal, é doutor em Ciências Médicas pela Universidade de Brasília, mestre em Cardiologia pela Universidade de Brasília e graduado em Medicina pela Universidade de Brasília. É autor de cinco capítulos de livros em cardiologia. Pesquisador do Brasília Heart Study. Desde 2006, possui publicações em periódicos internacionais e no Brasil. É, hoje, diretor de Relações Governamentais da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Graduado em medicina pela Universidade Federal do Ceará no ano de 1982, fez pós-graduação em clínica médica e nefrologia. Possui ainda pós-graduação em Saúde Pública, com especialização em gestão de hospitais e do SUS. Aplicou os conhecimentos e experiência na assistência à população em diversos cargos de gestão, entre eles a direção do Hospital Regional de Taguatinga. Foi secretário municipal de saúde em Goiás e, em Brasília, foi administrador regional do Itapoã. Também foi subsecretário de Vigilância Epidemiológica e, após isso, foi secretário de Saúde do Distrito Federal.

Graduada em Medicina pela atual Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas, é médica nefrologista da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal e Analista Judiciário. Foi secretária Adjunta de Saúde, coordenadora do Grupo Técnico Central de Hospitais de Ensino (na FEPECS), chefe das unidades de Nefrologia do Hospital Regional de Taguatinga e do Hospital de Base do DF. É atualmente gerente de Ensino e Pesquisa do HBDF, onde desempenha importante trabalho no processo de certificação da instituição como Hospital de Ensino. É, também, membro titular da Academia de Medicina de Brasília.

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Alba Mirindiba Bomfim Palmeira

Medicina Acadêmica

Joaquim Carlos da Silva de Barros Neto

Contribuição de Vida à Medicina

José Carlos Quinaglia

Pesquisa em Medicina

Takashi Hida

O médico é referência em cirurgia de catarata no Distrito Federal. Formado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Presidente Prudente (SP), fez residência médica em oftalmologia na Santa Casa de Misercórdia de São Paulo. Possui especialização e doutorado em Catarata e Implante de lentes intra-oculares. É chefe do setor de Catarata no Hospital de Olhos Bragança Paulista e do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB). É sócio e co-fundador do HOBRASIL.


Capa Janice Magalhães Lamas

Medicina Suplementar Possui mestrado em Epidemiologia Clínica pela Universidade de Brasília e doutorado em Radiologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Participou da criação da Comissão Nacional de Mamografia. Presidiu a Sociedade de Radiologia de Brasília e a Academia de Medicina de Brasília. É responsável técnica e sócia da Clínica Janice Lamas Radiologia - unidade Setor Hospitalar Sul e unidade Lago Sul. Ambas as unidades são certificadas com selo de qualidade pelo Colégio Brasileiro de Radiologia para mamografia, ressonância magnética e ultrassonografia e selo de qualidade em densitometria óssea pela Sociedade Brasileira de Densiometria Óssea.

Olavo Gonçalves Diniz

Comenda de Mérito Sindical Formado em medicina na Universidade Federal da Paraíba, em 1976 se mudou para Brasília. Atuou, aqui, na medicina pública e privada. No HRAN atuou como gineco-obstetra, supervisor da emergência e assistente da direção. Também chefiou o Pronto Socorro do Hospital do Paranoá e centros de saúde do DF. Cidadão honorário de Brasília, também foi reconhecido com a Medalha Alvorada, conferida pelo Governo do Distrito Federal. Sempre presente nas lutas da classe médica, desde 2004 atua como diretor adjunto, segundo tesoureiro e conselheiro do SindMédico-DF.

Jairo Martínez Zapata

Honra ao Mérito Colombiano de origem, adotou o Brasil como sua pátria de residência e Brasília como sua cidade ainda na década de 1970, quando finalizou seu curso de medicina na Universidade Federal da Bahia. Esteve à frente da coordenação dos programas de residência médica do Hospital Regional de Taguatinga durante longo tempo e participou, como preceptor, da organização do Programa de residência de Clínica Médica. É integrante da atual diretoria do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, instituição que preside até setembro de 2018.

Wendel Antônio Alves Moreira

Honra ao Mérito Há cinco anos, aos 33 anos de idade, concluiu o curso de medicina na Escola Superior de Ciências da Saúde do Distrito Federal, a ESCS. Em 2013, auge dos ataques à imagem dos médicos brasileiros, ganhou notoriedade ao ser surpreendido por uma equipe de reportagem da TV Record na porta do Hospital de Base, dentro de uma ambulância, tentando reanimar uma paciente com forte suspeita de morte encefálica, depois de passar por outros dois hospitais do DF. Hoje, atua como clínico nas UPAs de Samambaia e Ceilândia, onde enfrenta os desafios sem nunca desistir dos pacientes.

Conhecido pela população do DF como Benedito Mutirão, formou-se em medicina na Universidade de Brasília, onde também fez sua pós-graduação e, posteriormente atuou como docente. Atuou na rede pública de saúde do DF onde foi chefe dos serviços de oftalmologia do Hospital Regional de Taguatinga e da Asa Norte e coordenador geral dessa especialidade na Secretaria de Saúde do Distrito Federal por quinze anos. É o idealizador dos mutirões solidários de cirurgias de catarata e de atendimento para as crianças com problemas na visão. Médico

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Benedito Antonio de Sousa

Medicina Socialmente Responsável

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Veja, abaixo, alguns dos melhores momentos da festa! É importante lembrar que a realização do XI Prêmio SindMédico só foi possível graças ao patrocínio da Astronauta Filmes, dos laboratórios Sabin e Exame, da Qualicorp, do Hospital Santa Helena, do Hospital do Coração do Brasil, do Hospital Santa Luzia, da Rede D’or, da Advocacia Riedel, do Hospital Brasília, da Maternidade Brasília e, também, ao apoio do Hospital Santa Marta.

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MĂŠdico

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Regionais

MAPA D

Hmib jogado às traças O hospital, que um dia já foi referência em atendimento materno infantil no Centro-Oeste, está, hoje, largado às traças. Em visita, no dia 06 de novembro ao HMIB, o presidente do SindMédico-DF, Dr. Gutemberg, e o vice, Carlos Fernando, confirmaram as recorrentes denúncias que chegam ao sindicato: falta de tudo na unidade, até vigilantes.

Desperdício de água no Hran Enquanto a população paga o pato pela incompetência de Rollemberg no que diz respeito ao abastecimento do Distrito Federal, no Hospital Regional da Asa Norte um vazamento, na lavanderia, desperdiça a água que os brasilienses já não têm. A denúncia foi feita por um servidor da SES-DF, em novembro, e amplamente divulgada pela imprensa local.

HRG: chuva dentro do hospital No Hospital Regional do Gama (HRG), além dos problemas constantes de desabastecimento e falta de profissionais, as chuvas trouxeram outro de brinde: com goteiras por toda a parte, a água invadiu a unidade e diversos leitos tiveram de ser fechados para evitar maiores estragos. A Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o centro cirúrgico e médico, a lavanderia e a cardiologia foram inundados durante o temporal do dia 03 de novembro.

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O CAOS

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Paciente ameaça servidores

As alterações impostas na Atenção Primária claramente não deram certo e o descaso com a saúde pública do DF fica, a cada dia, mais evidente. Desta vez, uma usuária do SUS ficou revoltada e ameaçou os servidores do Posto de Saúde 01 do Recanto das Emas, no dia 11 de novembro, com um facão. Um vídeo, que circulou pela internet, mostra a mulher gritando, inclusive, com o segurança da unidade.

Novembro Azul só na decoração do Buriti Em pleno mês de combate ao câncer de próstata, pacientes que utilizam a rede pública de saúde do Distrito Federal denunciaram à imprensa local a falta de reagentes para realizar o exame de sangue conhecido como PSA, que ajuda a detectar a doença. E o problema não é recente: há pelo menos um ano o reagente está em falta.

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HRSM É RETRATO DO ABANDONO Em visita ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), no dia 8 de novembro, o presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), Dr. Gutemberg, constatou que a unidade, uma das mais amplas e mais recentes de toda a rede – inaugurada em 2008 – é o retrato do descaso por parte da gestão pública. Faltam médicos, sobram pacientes e não há, sequer, insumos para a realização de vários procedimentos, desde os mais simples aos mais complexos. Segundo relatos, o déficit de pessoal é o principal problema no HRSM. Há apenas um anestesista para todo o hospital.

Por salários em dia, limpeza para em hospitais Mais uma vez, o GDF deixou de pagar os funcionários terceirizados da limpeza de quatro hospitais públicos do Distrito Federal. E o resultado, claro, não poderia ser diferente: para exigir o pagamento, eles paralisaram as atividades no dia 13 de novembro. E enquanto a situação não foi resolvida, quem pagou o pato foram os pacientes e servidores do Hospital de Taguatinga, de Ceilândia, do Materno-Infantil (Hmib) e do Hemocentro. Médico

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Regionais

Alterações na APS causam danos em todo o SUS-DF O Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) tem realizado uma série de reuniões e visitas a unidades de saúde para verificar problemas que estão ocorrendo nos centros de saúde e no programa Saúde da Família, que compõem o tipo de atendimento

de saúde chamado Atenção Básica ou Atenção Primária. No dia 07 de dezembro, inclusive, foi feita uma Comissão Geral na CLDF para debater o tema. Nas últimas semanas, apenas na sede do SindMédico-DF, foram realizadas pelo menos quatro reu-

niões. Nelas, estiveram presentes representantes da Câmara Legislativa, da OAB-DF e do Ministério Público do DF. Desses encontros e debates vieram à tona as principais denúncias relacionadas ao caos na Atenção Primária. Veja:

1

Despreparo dos profissionais que estão assumindo a função de médico de família e comunidade sem ter formação na especialidade, com aumento de encaminhamento de pacientes para outras unidades a título de “pedido de parecer”, mas, na verdade, sem atendimento adequado na primeira consulta

2

Suspensão de pagamento da gratificação de insalubridade em função da movimentação feita por iniciativa da Secretaria

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Aviso de remoção para outra lotação em período de afastamento legal

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Desvio de função médica para atuação em área burocrática

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Desencontro de informações das diversas chefias

3

Retaliação por parte das chefias por não aceitarem atender paciente de outra especialidade à qual não dominam

4

Falta de oficialidade em comunicações de chefias que mandam mensagens por redes sociais fora do horário de expediente

5

Desvio de função em relação ao contrato de trabalho assinado com a Secretaria de Estado de Saúde

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Desorientação dos pacientes que costumavam atender em suas unidades de saúde de origem

7

Descontinuidade de programas em andamento nas unidades de saúde;

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Aumento da desassistência pela desorganização e incerteza estabelecida

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Adoecimento em função de estresse e da insegurança funcional

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Sindicais

A caminho

de Paris

Imagine você e mais um acompanhante sete dias em Paris, a cidade luz! No dia 18 de outubro, Dia do Médico, o Sindicato teve o prazer de presentear um dos nossos sindicalizados que concorreram a uma viagem a capital francesa pelo Passaporte SindMédico-DF, uma das vantagens do Clube + SindMédico-DF. A sortuda foi a nefrologista Ana Paula Faria.

O programa Passaporte SindMédico teve início no dia 17 de maio. Havia duas maneiras para que os médicos já sindicalizados participassem do sorteio: indicar um colega médico a sindicalização no SindMédico-DF ou pagar uma taxa de adesão no valor de R$ 200. Ao todo, 108 médicos participaram do sorteio.

TCDF mantém jornada de 18 horas Está suspensa, até o julgamento de recurso, a decisão 3.926/17 do Tribunal de Contas do DF, a qual determinava que a Secretaria de Estado de Saúde editasse nova portaria em substituição à 199/14, que deveria proibir aos profissionais da Saúde a realização de jornada de trabalho superior a 12 horas contínuas e estabelecia períodos maiores de intervalo entre as jornadas. Ambas, medidas que inviabilizavam a elaboração de escalas que permitissem manter em funcionamento serviços já prejudicados pela má gestão e falta de servidores em número adequado. O conselheiro José Roberto de Paiva Martins, do Tribunal de Contas do Distrito Federal, acatou recurso da Procuradoria Geral do Distrito Federal (PGDGF), como definido em reunião realizada no dia 11 de outubro. A SES atrasou um mês a apresentação do recurso.

Batalha judicial pelo HBDF não acabou A discussão judicial sobre a privatização do Hospital de Base do DF ainda não acabou. Duas decisões judiciais consideraram a personalidade jurídica de serviço social autônomo inconstitucional. Um segundo recurso do GDF foi acatado, mas o Sindicato não vai deixar de recorrer de decisões contrárias enquanto houver foro para definição dessa polêmica.

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Muito discurso, zero resultado Entre o final de 2016 e agosto deste ano, houve redução de 152 postos de trabalho médico ocupados na Secretaria de Estado de Saúde: de 5.256, o preenchimento de vagas caiu para 5.104. Aposentadorias não foram o único motivo para queda do número de profissionais. Considerando a média de 30% de desistências nas chamadas anteriores (bem maior em especialidades como a pediatria), as 274 contratações de concursados anunciadas pelo governo e posses que ocorreram em 22 de novembro, não são mais do que reposição de mão de obra. “Em última análise, nem precisaria ter saído do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal para fazer essas contratações”, destaca o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho. Ele também destaca que o concurso anunciado corre o risco de não obter êxito diante da equivocada postura da Secretaria de Saúde na gestão de pessoas, deixando de pagar as gratificações devidas, como as de insalubridade e titulação. Também preocupa a diretoria do sindicato a falta de critério na contratação de profissionais para exercer a função de médico de família e comunidade. Em um momento que se prioriza a entrada no sistema de saúde pela Estratégia Saúde da Família é indispensável priorizar a contratação de especialistas na área.

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Destaque

Apesar das adversidades, muitas homenagens C

om tantos desafios e dificuldades no exercício da profissão, o Dia do Médico, 18 de outubro, merece ser comemorado. Nos últimos anos, a classe vem sofrendo com o evidente desmonte do SUS Brasil afora e no âmbito local também, com o recorrente assédio moral e a precarização dos serviços. Ainda assim, os médicos do Distrito Federal se mantêm de pé, firmes rumo a dias melhores.

Diante de tantas adversidades, nada mais justo do que receber as homenagens cabíveis. E foi com esse espírito que o SindMédico-DF, no dia 18 de outubro, organizou, com a parceria dos deputados Izalci Lucas e Mandetta, uma sessão solene, na Câmara dos deputados, para uma homenagem simbólica a professores dessa profissão. O tom dos discursos foi de desagravo, va-

Diariamente, o SindMédico-DF recebe denúncias do descaso do governo local e, por outro, nesses mesmos relatos há histórias de superação dos profissionais que não desistem de salvar vidas e prestar o melhor atendimento possível. Mesmo que, para isso, seja necessário, boa parte das vezes, o esforço pessoal de, por exemplo, comprar materiais básicos que faltam nas unidades públicas de saúde do DF.

Assista à cobertura da solenidade Revista interativa Fotografe com seu aplicativo QR CODE!

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lorização profissional e politização da classe médica. Os docentes agraciados foram: Parizza Ramos de Leu Sampaio (UCB), Antônio Carlos de Souza (UCB), Nivaldo Pereira Alves (UNICEUB) e Andersen Charles Daros (FACIPLAC). A Frente Parlamentar da Medicina (FPMed) foi lançada no mesmo evento.


Destaque

Na CLDF... O presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho, a diretora de Imprensa e Divulgação, Adriana Graziano e o conselheiro fiscal, Candítio Lima Vieira, foram três dos muitos homenageados na sessão solene promovida pela Câmara Legislativa do DF em homenagem ao Dia do Médico, em 22 de outubro. Os deputados Bispo Renato Andrade e Celina Leão foram os propositores da solenidade.

...e em todo o DF

Dia do Médico - Grandes Médicos de Brasília

Laboratório Exame

Homenagem do CRM - 50 anos de profissão

Baile do Médico - AMBr

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Homenagem ao Dia do Médico - Sabin

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Crônica

Bullying, quase todos passamos por isto

Por Dr. Evaldo Alves de Oliveira - Pediatra

Pediatra há mais de quarenta anos, quero deixar algumas impressões sobre esse evento – bullying – aqui entendido como uma atitude agressiva sob a forma de ameaça, humilhação, tirania, opressão, intencional e repetida, seja verbal, física ou psicológica, que ocorre sem motivação aparente, praticada por um indivíduo ou grupo de indivíduos contra uma ou mais pessoas, causando dor e sofrimento. Geralmente essa atitude é realizada em meio a uma relação desigual de poder. Essa atitude agressiva, que vem do inglês bully = valentão, pode ser direta, sem arrodeios, ou de forma dissimulada, ou até virtual (cyberbullying), e pode levar o indivíduo ao isolamento social. Para ser bullying, a violência tem que ocorrer entre pares, seja na escola ou no trabalho. Por esta razão, inexiste bullying de aluno contra o professor ou de funcionário contra seu chefe. O problema aqui é outro – fofoca, difamação. Quando criança, nascido e morando em cidade do interior, sofri bullying de todas as formas, em especial a tentativa de agressão física, os apelidos e o menosprezo por ser pobre. Por sermos sete irmãos homens, essa coisa não tomou um aspecto mais intenso.

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Como pediatra, percebo essas atitudes em crianças a partir dos três anos, quando no parquinho ou na creche o maiorzinho fica repetindo ele é bebê...; ele faz cocô na fralda...; e repete essa cantilena inúmeras vezes, até que a criança menor começa a chorar, e aos gritos também reaja: eu não sou bebê; eu não faço cocô na fralda! Ocorre também durante as brincadeiras, quando aquele maiorzinho insiste: Você não pode brincar com a gente! Você é bebê! E novamente vem o choro e o sofrimento do garotinho ofendido. Nessa idade, é raro ver isso entre as meninas. Nunca vi. Quando maiorzinhos, a coisa vai se materializando em apelidos, muitas vezes ingênuos, que quase todos nós fizemos ou sofremos em nossas escolas. Para Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional, para ser considerado bullying essa agressão física ou moral deve apresentar quatro características: a intenção do autor em ferir o alvo, a repetição da agressão, a presença de um público espectador e a concordância do alvo com relação à ofensa. Com relação a este último item, conheci um garoto que morava na minha rua que desde pequeno sofria bullying por ter um nariz avantajado, fosse na escola ou nos jogos de fu-

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tebol. No seu primeiro dia de aula na faculdade, ao entrar na sala percebeu um certo movimento nas carteiras, com risos dissimulados. Em certo momento, ele começou a jogar a cabeça para um lado e para o outro. O professor perguntou o que havia e o jovem falou, rindo e fazendo rir toda a sala: É a sombra do meu nariz que está atrapalhando a iluminação do meu caderno. Nunca alguém fez, na faculdade, qualquer referência a esse assunto de forma jocosa. Pelo fato de ele sempre ter levado na brincadeira, imagino que até nem poderia ser chamado de bullying. Hoje ele também é especialista em educação. No Brasil, a Lei Federal 13.185, de 6 de novembro de 2015, instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying). Bullying. Professores atentos, pais participativos; parte da solução. No trabalho, práticas de bom relacionamento e todo o rigor da hierarquia quando o problema ainda está no nível da fofoca.

Mais textos do autor em

www.evaldoab.wordpress.com


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O Hospital Brasília é um importante complexo de saúde localizado no Lago Sul. Fundado em 1987, tem seu foco na qualidade do atendimento, visando a excelência da assistência e a segurança dos pacientes.

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Com uma equipe médica qualificada e toda equipe assistencial treinada em padrões internacionais, oferece uma série de especialidades clínicas e cirúrgicas, sendo referência em Oncohematologia, Neurologia, Cardiologia, Geriatria e Pedriatria. Possui um Pronto-Socorro aberto 24h, preparado para atender complexidade nas áreas clínicas e cirúrgicas Clínica Médica, Pediatria, Cardiologia, Cirurgia Geral, Ortopedia, sendo referêrencia no gerenciamento de grandes protocolos, tais como Dor Torácica, Sepses e AVC. De acordo com o Ministério da Saúde, a cada 5 minutos um brasileiro sofre em decorrência do Acidente Vascular Cerebral (AVC). Considerado uma epidemia mundial, o rápido diagnóstico do distúrbio e o seu correto tratamento são fundamentais para a recuperação do paciente. O Hospital Brasília entende que cada segundo é crucial no atendimento a estes casos.

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Revista médico novembro dezembro n° 122 by SindMédico-DF - Issuu