Médico Resultados negativos na Saúde do DF
Ano XX - Nº 126 JULHO/AGOSTO 2018 Tiragem: 12 mil exemplares Distribuição gratuita e dirigida
Desconto exclusivo no seu seguro de Responsabilidade Civil Profissional
Em parceria com o Sindmédico-DF, a Proseg administradora e corretora de seguros disponibilizou uma central de seguros, dedicada para proteger o médico sindicalizado, sua família e seus negócios. Médico sindicalizado conta com um serviço exclusivo, atendimento especializado em seguros e previdência privada.
Seguros
• Automóvel, Bike, Moto • Empresarial (clínicas e consultórios) • Equipamentos Médicos • Garantia • Fiança locatícia • Pet (cão e gato)
• Previdência Privada • Residencial • Saúde e Odonto • Viagem • Vida (cobertura perda de renda)
• Consultores qualificados • Departamento de Sinistro
(61) 3223-5711 • comercialdf@proseg.com.br
0800 644 6767
Expediente Presidente em exercício: Dr. Carlos Fernando da Silva Secretário-geral: Dr. Emmanuel Cícero Dias Cardoso 2º Secretário: Dr. Ronaldo Mafia Cuenca Tesoureiro: Dr. Luis Sales Santos Diretor Jurídico: Dr. Antonio José Francisco Pereira dos Santos Diretor de Ação Social: Dr. Eloadir David Galvão Diretor de Relações Intersindicais: Dr. Augusto Dê Marco Martins Diretor de Assuntos Acadêmicos: Dr. Jair Evangelista da Rocha Diretora de Imprensa e Divulgação: Dra. Adriana D. Graziano Diretora de Cultura: Dra. Lílian Suzany Pereira Lauton Diretor de Medicina Privada: Dr. Francisco Diogo Rios Mendes Diretores adjuntos: Dr. Antônio Evanildo Alves Dr. Antônio Geraldo da Silva Dr. Baelon Pereira Alves Dr. Bruno Vilalva Mestrinho Dr. Cezar de Alencar Novais Neves Dr. Filipe Lacerda de Vasconcelos Dr. Flávio Hayato Ejima Dr. Gustavo Carvalho Diniz Dr. Paulo Roberto Maranhas Meyer Dr. Ricardo Barbosa Alves Dr. Tiago Neiva Conselho Fiscal: Dr. Cantídio Lima Vieira Dr. Francisco da Silva Leal Júnior Dra. Josenice de Araujo Silva Gomes Dr. Jomar Amorim Fernandes Dr. Regis Sales de Azevedo Revista Médico Conselho Editorial: Dra. Adriana Graziano Dr. Carlos Fernando Dr. Emmanuel Cícero Dias Cardoso Coordenação Geral: Viés Marketing Estratégico Textos: Carla Rodrigues Direção de arte e editoração: Kiko Nascimento Fale com a redação: imprensa@sindmedico.com.br +55 (61) 3244-1998 Contato comercial: Rogério Mendes +55 (61) 3244-1998 gerencia@sindmedico.com.br Tiragem: 12.000 exemplares Ed. Centro Clínico Metrópolis SGAS 607, Cobertura 01 CEP: 70200-670 Tel.: +55 (61) 3244-1998 sindmedico@sindmedico.com.br www.sindmedico.com.br
Editorial É preciso dar voz e voto aos que nos representam Dr. Carlos Fernando presidente em exercício do SindMédico-DF
Não à toa, no mesmo ano em que o Sistema Único de Saúde (SUS) completa 30 anos, acontecem as eleições no Brasil. Certamente, isso nos serve para lembrar do quão importante é o nosso voto. E não digo isso da boca para fora. Mas, com a experiência de quem está há quase dez anos no movimento sindical e vê, de perto, as atrocidades na área da saúde: não só na pública.
teve que se debruçar na batalha contra as remoções compulsórias da maior unidade de Saúde do DF: o transformado em instituto, Hospital de Base. Mesmo aqueles médicos que optaram por permanecer estão sendo expulsos do local. Além disso, tivemos que enfrentar ainda a tentativa de redução de carga horária de 40 para 20 horas dos radiologistas, o que contraria lei da carreira médica do DF. Porém, por unanimidade, os conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal mandaram suspender a ação: uma vitória nossa e do bom senso.
Para nós, médicos, acredito, o exercício da medicina com honra e dignidade – como reza o Código de Ética Médica – parece cada dia mais longe da realidade. Pois, para tanto, diz a carta, é preciso ter boas condições de trabalho e ser remunerado de forma justa: duas condicionantes que, se levadas ao pé da letra, nos revelam a medicina de guerra na qual estamos inseridos. No Distrito Federal, nos últimos três anos e meio, digo, com convicção, que o objetivo do atual governo tem sido acabar com o SUS-DF. E, por essa meta, foi capaz de deixar faltar até o mais básico nos hospitais e unidades de saúde: algodão, seringas e esparadrapo são alguns exemplos. Mais do que isso, deixa faltar o respeito ao ser humano, tanto à população, que pena nas filas de espera, quanto aos servidores, que se esforçam ao máximo mesmo tendo o mínimo para trabalhar.
Mas, como nem sempre podemos contar com o bom senso, agora, 2018, é o ano de mudar nossa realidade. Temos em mãos a chance de, a partir de outubro, elegermos aqueles que, de fato, nos representarão e, mais do que isso, de tirar Brasília e o Distrito Federal do rumo errado. Eu quero ver o SUS-DF voltando a cumprir seu papel, quero encontrar com colegas e ter pautas positivas para falar. Quero pensar e acreditar que dias melhores são possíveis. E, sabemos, o voto, agora, é a nossa melhor arma contra os absurdos dos últimos anos.
Não bastando tudo isso, nos últimos meses, o SindMédico-DF Médico
·
Julho/Agosto 2018
Sumário
Entrevista
Destaque
02
Elizabeth Flamínio: a diretora-geral da Dados, empresa que realiza pesquisas no DF e em outras partes do Brasil, fala à Revista Médico sobre o atual cenário político do DF e afirma: “sem dúvida, está na hora de ver o setor de Saúde fortemente representado no Parlamento do DF.”
Capa Saúde do DF vai de mal a pior: registros dos últimos três anos mostram que o atual governo apresenta resultados sofríveis em produtividade, investimento e efetividade da assistência à saúde prestada à população.
Sindicais
10 08 12 18 22
16
Vitória! Após o TJDFT mandar suspender a redução das jornadas de trabalho dos médicos radiologistas da SES-DF, TJDF ratifica a jornada de 40 horas para os profissionais
25 26
Confira como foi a cerimônia de transmissão de posse ao presidente em exercício do SindMédico-DF, Carlos Fernando
ACONTECEU Mais um ano de Arraiá do Dotô, na AMBr. O SindMédico-DF, claro, também esteve presente
JURÍDICO Previdência Complementar é tema de artigo para a Revista Médico REGIONAIS Agora, nem limpeza tem! Para poupar, GDF reduz equipes de limpeza na Saúde POLÍTICA Censura para todos os lados. Além do painel do Metrópoles, GDF mostra, ao perseguir servidores que discordam da sua política, que democracia não é o forte desta gestão SUPLEMENTAR O presidente em exercício do SindMédicoDF, Carlos Fernando, participou, em maio, do lançamento oficial do primeiro hospital oncológico privado do DF: o Hospital do Câncer Anchieta CRÔNICA Dr. Evaldo apresenta a Ponte Glienicke (Glienicker Brüce), na Alemanha, também conhecida como “a ponte dos espiões”
Entrevista
ENTREVISTA COM Elizabeth Flamínio Há 24 anos à frente da diretoria-geral da Dados – empresa que, atualmente, realiza as pesquisas com os sindicalizados do SindMédico-DF -, Elizabeth Flamínio é administradora de empresas e especialista em metodologia e marketing e já fez, ao longo de sua trajetória, mais de 400 pesquisas no DF, na região Centro-Oeste e em outros lugares do Brasil. Em entrevista à Revista Médico, ela garante: “sem dúvida, está na hora de ver o setor de Saúde fortemente representado no Parlamento do DF.” Além disso, para ela, “não há como dizer, em qualquer pesquisa no DF, que o atendimento de saúde é satisfatório. Essa é a realidade. Mais da metade da população demonstra grave preocupação com esse item”. Confira!
Médico
·
Julho/Agosto 2018
5
Entrevista
Revista Médico - Qual a importância de se realizar pesquisas de opinião para instituições de classe como o SindMédico-DF? Elizabeth Flamínio - Sem pesquisas, as entidades podem se valer apenas da intuição dos seus dirigentes. Essa intuição, no entanto, muitas vezes é surpreendida pela tendência contrária presente nos grupos. Revista Médico - Em termos gerais, qual a sua análise sobre a aprovação e a rejeição da atual diretoria do SindMédico-DF? Elizabeth Flamínio - A aprovação constatada é superior à média das avaliações verificadas em muitas outras instituições. E, isso, acredito, vem dos esforços desta diretoria em lutar pela classe e das inúmeras conquistas que conseguiram ao longo dos anos à frente do SindMédico-DF.
E, graças às pesquisas, até mesmo as entidades bem avaliadas têm como evoluir. Revista Médico - Na sua opinião, a que se deve esta alta aprovação da diretoria e do presidente licenciado Dr. Gutemberg? E do presidente interino, Carlos Fernando? Elizabeth Flamínio - Do trabalho. Acredito, pelo que acompanhamos nas pesquisas, que o trabalho da diretoria é reconhecido: tanto do Dr. Gutemberg quanto do Dr. Carlos Fernando. São duas pessoas com personalidades distintas, mas que, à frente do SindMédico-DF, conseguiram defender a classe médica: com ganhos salariais, impedindo perdas, colocando-se sempre à disposição dos médicos. Eles conhecem e se preocupam com seus filiados. E esse conhecimento registrado
Na verdade, quando se trata de saúde, reconhecemos que a reprovação é mais persistente, o que deve levar insegurança aos profissionais do setor.
6 Médico
·
Julho/Agosto 2018
na pesquisa vem desses resultados e também dos canais diretos de comunicação e do trabalho de campo. Revista Médico - E sobre a avaliação dos serviços oferecidos aos sindicalizados e dos canais de comunicação com eles, qual sua avaliação? Elizabeth Flamínio - O importante é que a assessoria técnica do sindicato compare resultados e verifique o que melhorou ou o que ficou mais estático, buscando respostas para os indicadores que as pesquisas oferecem. Na verdade, pesquisa sem análise inteligente dos resultados é instrumento subaproveitado. No SindMédico, ao que parece, há a preocupação de evoluir, com a necessária humildade, que permite corrigir falhas e ampliar perspectivas. Revista Médico - Na área política, os níveis de reprovação do governo Rollemberg entre os médicos sindicalizados são semelhantes aos da população do DF? Elizabeth Flamínio - A reprovação do atual governo é tão alta que acaba atingindo níveis próximos nas diversas regiões e nas diversas categorias que compõem o Distrito Federal. Na verdade, quando se trata de saúde, reconhecemos que a reprovação é
Entrevista
Sem dúvida, os dados da pesquisa nos mostram que este é o momento certo de uma representação da Saúde surgir no campo político.
mais persistente, o que, nos mostram as pesquisas, leva insegurança aos profissionais do setor. Revista Médico - Como os médicos sindicalizados do DF avaliam a importância da candidatura de um representante político médico e comprometido com a classe? Elizabeth Flamínio - Os resultados das pesquisas revelam um anseio da categoria em ser representada no Parlamento do DF. Essa candidatura nos parece bem importante, pois a categoria não teve, na atual Câmara Legislativa, um representante claramente identificado com os interesses e necessidades dela. Sem dúvida, os dados da pesquisa nos mostram que este é o momento certo de uma representação da Saúde surgir no campo político. Revista Médico - A Sra. acredita que a classe médica terá participação relevante e influenciará outras pessoas de seu meio social a votarem em representantes da área nestas eleições? Elizabeth Flamínio - Sim. Acredito. Ao longo dos anos à
frente da Dados, acompanhei situações semelhantes em diversos setores (polícia, educação, saúde etc). E percebi que esse processo de engajamento da categoria nunca acontece de forma natural, espontânea e automática. É preciso criar núcleos estratégicos de disseminação da proposta eleitoral e, se possível, sensibilizar voluntários para levar adiante essa bandeira, nos hospitais e nas unidades de Saúde no DF. Revista Médico - Quais outras áreas devem ser prioridade do eleitorado na hora de escolher o voto neste ano? Elizabeth Flamínio - O setor de transportes, hoje chamado de mobilidade, tem frustrado os interesses da população. Porém, há os outros tradicionais, como segurança, educação, cultura e serviços diversos, que são péssimos no DF. Até o Na Hora caiu bastante de qualidade, assim como o Detran. Essas deficiências têm surgido nas nossas pesquisas qualitativas e quantitativas. Revista Médico - De modo geral, as pesquisas eleitorais servem ao candidato ou à população?
Médico
·
Elizabeth Flamínio - Servem à sociedade na qual o candidato está inserido. Precisa ser dito que pesquisa não é resultado absoluto. Toda pesquisa de opinião, eleitoral ou de mercado, revela tendências que precisam ser respeitadas, mesmo que haja variação de índices num trabalho ou outro. Não há como dizer, em qualquer pesquisa no DF, que o atendimento de saúde é satisfatório. Essa é a realidade. Mais da metade da população demonstra grave preocupação com esse item. Revista Médico - Qual o peso das pesquisas na opinião do público? Elizabeth Flamínio - Varia. A pesquisa feita na fase final do período eleitoral tem, certamente, mais influência do que aquela feita semanas antes da votação. Mas todas servem para orientar o candidato e sinalizar resultados, que muitas vezes se alteram nas duas últimas semanas antes da eleição. Nesse sentido, o debate dos grandes temas pode consolidar candidaturas em Brasília, onde a população é esclarecida e tem bom nível de informação. No caso das pesquisas da Dados, é muito importante a avaliação oferecida nas 32 regiões que compõem o DF. Essas regiões são muito diferentes nos seus anseios e na sua composição social.
Julho/Agosto 2018
7
Aconteceu
SindMédico-DF @sindmedico
SindMédico-DF no Arraiá do Dotô O presidente em exercício do SindMédico-DF, Carlos Fernando, e a diretora de imprensa da instituição, Adriana Graziano, participaram de mais um ano do Arraiá do Dotô, na Associação Médica de Brasília (AMBr). O evento, que ocorreu no dia 09 de junho, teve as mais variadas comidas e bebidas típicas, bandas de forró e duplas sertanejas famosas, fogueira e muita diversão! Junho 2018
Previdência Complementar é tema de palestra Os servidores públicos federais que estavam com dúvidas e vieram ao SindMédico-DF, no dia 20 de junho, para a palestra da advogada, professora e mestre em direito previdenciário, Thaís Riedel, no audi-
tório do SindMédico-DF, saíram com a certeza de qual caminho escolher. No evento, a advogada deixou claro que era preciso analisar “caso a caso” antes de os servidores decidirem pela migração de regime ou não.
SindMédico-DF @sindmedico
Do Congresso para o SindMédico-DF O deputado federal e médico, Hiran Gonçalves, esteve, no início de junho, no Sindicato dos Médicos para gravar a TV SindMédico! Na oportunidade, o presidente em exercício do SindMédico-DF, Carlos Fernando, tratou dos mais variados temas com o parlamentar, incluindo a reformulação da Lei dos Planos de Saúde.
Junho 2018
8 Médico
·
Julho/Agosto 2018
Aconteceu
XIII Enem: presença médica na política em pauta
SindMédico-DF @sindmedico
AG contra o suicídio A série “13 Reasons Why” pecou ao não avisar, logo de cara, sobre os conteúdos aos quais os espectadores seriam expostos. A avaliação do diretor-adjunto do Sindicato dos Médicos do DF, o psiquiatra Antônio Geraldo da Silva. Pensando nisso, ele participou da criação de um Guia de Discussão sobre a série, que traz ainda sinais de alerta para identificar a depressão. É importante lembrar que o psiquiatra participa de diversos debates sobre o suicídio, além de outras questões da Saúde Mental. Vale lembrar que Antônio Geraldo assume a presidência da Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL), durante o congresso da entidade, em 19 de outubro, em Brasília.
Nos dias 26 e 27 de junho, Brasília recebeu o XIII Encontro Nacional das Entidades Médicas (ENEM), na AMBr. Ao todo, mais de 300 médicos de todo o país – entre eles, Carlos Fernando - reuniram-se para discutir os rumos da saúde no Brasil. O
evento marcou o reencontro da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Federação Médica Brasileira (FMB) e ressaltou a importância da participação médica na política.
Junho 2018
Em julho também teve “arraiá”
SindMédico-DF @sindmedico
No dia 16 de julho, o Hospital Santa Marta fez um grande arraiá e o presidente em exercício do SindMédico-DF, Carlos Fernando, foi um dos convidados da festa!
Publicidade médica em foco
E teve mais... Dessa vez, com o Hospital Daher! Com direito a comidas típicas, música e muita animação. O presidente em exercício do SindMédico-DF, Carlos Fernando, não perdeu a festa!
Médico
·
A aplicação do Código de Ética Médica no contexto das novas tecnologias de informação, a normatização da guarda de dados dos pacientes e a reputação profissional e pessoal na era das mídias sociais foram os objetos de palestras do I Simpósio de Publicidade Médica que ocorreu na AMBr, no dia 28 de junho. Sobre o assunto, falaram Renata Castro, especialista em Compliance, e o corregedor do CFM, José Fernando Vinagre. Junho 2018
Julho/Agosto 2018
9
Destaque
Carlos Fernando assume presidência do SindMédico-DF gineco-obstetra Carlos Fernando, de 56 anos, assumiu a presidência do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) no dia 06 de junho, em cerimônia de transmissão de posse, com a presença de mais de 300 pessoas, entre autoridades e representantes de entidades médicas, no auditório da instituição. Ele ocupa, agora, o lugar do presidente licenciado, Marcos Gutemberg Fialho da Costa.
conquistas e da expansão de nossa atuação, sobretudo na saúde suplementar, uma das marcas que também pretendo representar”.
Na cerimônia de posse, Carlos Fernando foi enfático: “hoje, nasce também a possibilidade de uma nova presidência do SindMédico-DF, 100% comprometida com a continuidade do trabalho feito até aqui”. E destacou: “serei incansável na manutenção e ampliação de nossas
Entre os convidados, prestigiaram a cerimônia de posse os deputados federais Hiran Gonçalves e Laerte Bessa; o ex-secretário de Saúde, Jofran Frejat; a deputada distrital Celina Leão; o presidente da Associação Médica de Brasília (AMBr), Ognev Gosac; o presidente da Aca-
Carlos Fernando estava na vice-presidência do SindMédico-DF desde 2013. É conhecido, principalmente, por sua capacidade de diálogo e de conciliar situações extremas. “Aprendi muito ao longo dos últimos anos e me sinto totalmente preparado”, afirma.
10 Médico
·
Julho/Agosto 2018
demia de Medicina (AMB), Marcus Vinicius Ramos; o presidente do Conselho Regional de Medicina, Jairo Zapata; o presidente da Federação Nacional dos médicos (Fenam), Jorge Darze; o presidente da Ordem dos Advogados do DF (OAB-DF), Juliano Costa Couto; os conselheiros do Tribunal de Contas do DF (TCDF), Renato Rainha e Márcio Michel Moura e a procuradora da Fazenda Nacional, Maria Dionne de Araújo Felipe. Além deles, os advogados da Advocacia Riedel compareceram ao evento: Fernanda Riedel, Thaís Riedel, Jaeni Azevedo, Ludmila Araújo de Ornelas, Luiz Felipe Buaiz, Marco Antônio Bilibio, Patrícia Andrade de Sá, Rafael Moretti e Letícia Menezes. Também estiveram presentes representantes de hospitais privados: Hospital Home, Santa Luzia, Hospital Brasília, Hospital Anna Nery, Maternidade Brasília, Hospital São Francisco, HOB, CBV, Santa Marta, Rede D’or e Samdel. Além deles, representantes de instituições e outros sindicatos estiveram presentes, entre eles, da maçonaria, do IBDM, do CRMV-DF, CAESB e demais autoridades.
CLIDIP
@_clidip
@clidip
Sabe aquele paciente que precisa de tratamento medicamentoso mas dispensa internação?
ELE PRECISA DE HOSPITAL-DIA.
O médico prescreve e nós cuidamos do paciente com segurança, desde a liberação junto ao convênio até a aplicação da medicação.
Dra. Eliana Bicudo Responsável Técninca CRM DF 6162
710|910 Sul, Centro Clínico Via Brasil, Sala 536 | 61 3442-8186 | www.clidip.com.br
Jurídico
Previdência complementar do servidor público: por que as aves migram? Diferentemente dos pássaros, cujo movimento é sazonal e por conveniência, a migração para os servidores públicos tinha dia marcado: 28 de julho de 2018. Isso porque essa era a data-limite prevista para esses trabalhadores decidirem se optam ou não pelo novo modelo de previdência complementar. Perguntará o servidor, qual rumo tomar? Nesse caso, não há aves migratórias para acompanhá-los até um lugar seguro, longe do frio do inverno. Antes de 1998, o servidor entrava na revoada e sabia que encontraria um lugar ao sol, pois a decisão podia ficar nas mãos dos seus representantes sindicais e de parlamentares. Mas, 20 anos depois, acompanhar a revoada pode colocar em risco a própria sobrevivência e de sua família – a migração passou a ser uma escolha personalíssima. O adiamento da votação da PEC nº 287/2016, a tão anunciada “reforma da Previdência”, criou mais
uma dificuldade para o planejamento individual. Afinal, o servidor terá de trabalhar com uma incerteza de cenário futuro, pois deverá tomar a decisão de migrar ou não sem saber se haverá, de fato, a reforma da Previdência. Dependendo da resposta dada até 28 de julho de 2018, a “tranquilidade” financeira do funcionário poderá estar prejudicada. Portanto, a decisão de migrar e aderir à previdência complementar do servidor público deve ser analisada individualmente, com base no seu histórico laboral, enquadramento jurídico previdenciário e em suas perspectivas sobre o futuro. E para ler sobre todas elas, basta fotografar o QR CODE abaixo com seu celular e ler o artigo no completo no site do SindMédico-DF!
**No dia 29 de julho, o juiz Leonardo Cacau Santos La Bradbury, da 2ª Vara Federal de Florianópolis, suspendeu o prazo para os servidores federais migrarem do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) para o Regime de Previdência Complementar (RPC), que se encerraria no dia 28. A decisão se aplica a todos os servidores da União, dos três poderes e de todos os estados.
12 Médico
·
Julho/Agosto 2018
HOSPITAL SANTA MARTA. EXCELÊNCIA PUBLICAMENTE RECONHECIDA E CHANCELADA POR INSTITUIÇÕES NACIONAIS E INTERNACIONAIS.
O Hospital Santa Marta acredita que inovações geram melhorias claras na qualidade assistencial, eficiência operacional e na segurança do paciente, por isso, busca excelência, investindo continuadamente em pessoas, processos e na adoção de novas tecnologias.
Acreditação com Excelência ONA III. Maiores da Capital – Homenageado por ser um dos contribuintes com maior arrecadação de ICMS e ISS do DF.
STAGE
®
Certificação Internacional HIMSS - Health Information and Management Systems Society estágio 6 EMRAM - Primeiro Hospital do DF a receber a chancela de excelência em desenvolvimento tecnológico hospitalar.
EMRAM
Cert ificação Internacional em TI
Top of Mind – 2ª posição no ranking regional em 2017.
Certificado 2018
Certificação pela Great Place To Work 2018 - Pesquisa de Clima Organizacional 2018.
BRASIL
Selo AMIB - Gestão de Indicadores de Qualidade e Desempenho na UTI Adulto. Certificação Diamante em Cirurgia Segura e Lesões Cutâneas pela 3M.
RT: Dr. Edvaldo Silva Lima CRM-DF 9009
ANS – Figura na lista de Hospitais com acreditação máxima da Agência Nacional de Saúde.
(61) 3451-3000
99905-4720 | www.hospitalsantamarta.com.br | Setor E, Área Especial 1 e 17, Taguatinga Sul/DF
/hospitalsantamartadf
Capa
Resultados negativ Registros de três anos mostram que o atual governo do Distrito Federal apresenta resultados sofríveis em produtividade, investimento e efetividade da assistência à saúde prestada à população (veja em http://salasit. saude.df.gov.br). A inexecução orçamentária ocorre paralelamente à queda no registro de procedimentos realizados, redução da oferta de leitos nas unidades públicas de saúde e aumento da mortalidade hospitalar. Números da recém-criada “sala de situação” da Secretaria de Estado de Saúde do DF mostram uma queda geral de 9,8% na produção ambulatorial. Na Atenção Primária à Saúde (APS) esse número se eleva para 47,8%. “Ainda que justifiquem falhas nos registros nas unidades
básicas de saúde, os números demonstram que houve erros gravíssimos nas mudanças feitas na APS”, registra o presidente em exercício do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal, Carlos Fernando. Em documento aberto apresentado aos postulantes ao governo do Distrito Federal nas eleições de outubro, o núcleo brasiliense do Centro de Estudos de Saúde (CEBES) registrou: “A forma de operacionalização da conversão (da Atenção Primária à Saúde) infelizmente tem se mostrado direcionada mais para uma economicidade do que para o bom funcionamento do sistema. O afastamento de profissionais e o número insuficiente de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e técnicos de enfermagem trazem prejuízos ao atendimento.”
Produção ambulatorial
2015 17,2 Milhões
(procedimentos realizados)
Atenção Primária
45,3 Milhões
10,6 Milhões
Geral
2017 9 Milhões
Atenção Primária
40,8 Milhões Geral
Atenção Primária
43,5 Milhões
2016
Geral
Além do subfinanciamento a saúde pública do DF padece com a ineficiência na gestão de recursos. Apenas o dinheiro do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), usado na folha de pagamento, foi aplicado plenamente na pasta da Saúde. Enquanto programas diversos, reformas e novas obras foram descartadas ou postergadas, o governo simplesmente deixou parados centenas de milhões da arrecadação própria tanto quanto de repasses do Ministério da Saúde.
Recursos orçamentários não aplicados na Saúde
2015
195,3
R$
169,3 Milhões
R$
2017
Do Ministério da Saúde
136,8 Milhões
R$
Milhões Próprios
R$
Do Ministério da Saúde
317,7
2016
Milhões Próprios
14 Médico
·
Julho/Agosto 2018
R$
355,9
Milhões Próprios
174,4 Milhões
R$
Do Ministério da Saúde
Capa
tivos na Saúde do DF Paralelamente à ineficiência no uso de recursos e consequente inexecução de programas previstos no Plano Distrital de Saúde, o DF viveu um aumento sem precedentes na mortalidade. Chama a atenção o aumento do número de mortes, em internações, motivadas por infecções,
2015 11.960 Não fetais
8.864
Por causas relacionadas à saúde
paradas cardíacas e transtornos mentais e comportamentais. Aumentou em 10% a quantidade de óbitos na faixa etária acima dos 55 anos. “Esses números deixam em dúvida a adequação das políticas de saúde às necessidades da população”, aponta Carlos Fernando.
2017
Óbitos no DF
3.795
Evitáveis com ações de prevenção e promoção da saúde
5.691 Hospitalares
12.488
2016 12.042
Não fetais
3.885
Não fetais
Evitáveis com ações de prevenção e promoção da saúde
8.732
–
Por causas relacionadas à saúde
–
Evitáveis com ações de prevenção e promoção da saúde
6.138 Hospitalares
6.698
Por causas relacionadas à saúde
Hospitalares
Motivos de óbitos em internações
2015
288 121 166
Septicemia não especificada
Parada cardíaca não especificada
2016
Transtornos mentais e comportamentais
546 240 212
Também alvo de críticas do SindMédico-DF e do CEBES, o crescente avanço na terceirização é motivo de preocupação. Um exemplo prático é o da cardiologia. Depois do esvaziamento dos serviços dessa especialidade nos hospitais públicos e concentração das cirurgias no Instituto do Coração do Distrito Federal (ICDF), os pacientes cardíacos se veem ameaçados de ficar desassistidos em função do atraso nos repasses da SES-DF ao ICDF.
Septicemia não especificada
Parada cardíaca não especificada
2017
Transtornos mentais e comportamentais
618 382 318
Septicemia não especificada
Parada cardíaca não especificada
Transtornos mentais e comportamentais
Fila de espera da cardiologia Atenção Primária
26.325
Demanda mais que três vezes maior que a oferta
Este é o quadro da saúde pública com o qual o próximo governo terá que lidar.
Médico
·
Julho/Agosto 2018
15
Sindicais
Vitória do SindMédico-DF: Justiça ratifica jornada de 40 horas para radiologistas Após os conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TJDFT) mandarem suspender a redução de 40 para 20 horas semanais das jornadas de trabalho dos médicos radiologistas da SES-DF, foi a vez do Tribunal de Justiça (TJDF) dar razão aos profissionais. A decisão nº 3640/2018 deferiu a ação cautelar requerida, mandando suspender os efeitos da intimação formalizada pela Subsecretaria de Gestão de Pessoas da SES-DF. Essa
intimação tomava por base os pareceres 322/2016 e 991/2017/ da Procuradoria Geral do Distrito Federal (PGDF). Da mesma forma que entenderam os conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal, o Juiz Jansen Fialho, da Terceira Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal, ratificou a validade da jornada estabelecida na Lei Distrital nº 3.323/2004, isto é, de 20 horas
semanais, com opção de 40 horas semanais. O mérito da ação ainda será julgado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). “Essa foi uma batalha forte do nosso Jurídico. Eles, com certeza, têm um mérito enorme nisso. Agora, vamos comemorar, claro, mas até a decisão final, temos que nos manter alertas”, afirma o presidente em exercício do SindMédico-DF, Carlos Fernando.
Remoções arbitrárias são tema de reunião com presidente do IHB O presidente em exercício do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), Carlos Fernando, continua na luta para reverter as remoções do Instituto Hospital de Base (IHB). Além das ações judiciais que foram ajuizadas, ele esteve em reunião, no dia 20 de julho, com o presidente do Instituto, Ismael Alexandrino, e, no mesmo dia, foi ainda à Promotoria de Defesa da Saúde (Prosus), do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT). Na conversa com o presidente do IHB, Ismael Alexandrino, o presidente em exercício do SindMédico-DF, Carlos Fernando, explicou toda a situação: dos médicos que foram “devolvidos” compulsoriamente à Secretaria de Saúde (SES-DF) e dos que querem retornar ao Instituto. “Essa é uma defesa da qual o sindicato não abre mão. Em agosto do ano passado, independente de qualquer coisa, o se-
16 Médico
·
cretário de Saúde, Humberto Fonseca, garantiu que quem optasse por permanecer na unidade teria seus direitos garantidos e isso não está sendo cumprido agora”, destaca Carlos Fernando.
Histórico Desde que a Secretaria de Saúde começou uma série de remoções arbitrárias e sem justificativa, em junho deste ano, o presidente em exercício do SindMédico-DF, Carlos Fernando, vem, junto com a assessoria jurídica da instituição, movendo esforços para reverter a situação.
Julho/Agosto 2018
Sindicais
Residência médica no IHB, a tragédia concretizada O programa de residência médica em oncologia do Instituto Hospital de Base foi descredenciado pela Comissão Nacional de Residência Médica do Ministério da Educação e outros 48 programas estão sob diligência, após vistoria realizada na unidade. Foi dado um prazo de 90 dias para correção das irregularidades. Foram relatados problemas que vão desde o baixo número de procedimentos realizados (abaixo do mínimo necessário para o aprendizado prático), transferência de preceptores para outras unida-
des de saúde e até a intervenção na direção da Comissão de Residência Médica pela diretora de ensino e pesquisa do Instituto, que é fisioterapeuta. A Associação Brasileira de Médicos Residentes (Abramer) e a Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR) buscaram a imprensa para denunciar a situação. A Secretaria de Saúde do DF negou os fatos. O SindMédico-DF expôs a situação à deputada distrital Celina Leão, que deve propor a realização de uma audiência pública na Câmara Legislativa para tratar da questão.
Eleições do CRM-DF: SindMédico cede igual espaço às três chapas Um brinde à democracia! As três chapas que concorreram à nova formação do Conselho tiveram 30 minutos na TV SindMédico para explicar suas propostas. Todas foram ao ar às terças-feiras, nos dias 10, 17 e 24 de julho.
Médico
·
Julho/Agosto 2018
17
Regionais
MAPA DO
Sem saúde e sem segurança No início de julho, servidores dos hospitais de Apoio de Brasília (HAB) e da Criança de Brasília José Alencar (HCB) denunciaram à imprensa a falta de segurança nas proximidades das unidades de saúde, localizadas no Setor de Áreas Isoladas Norte (SAIN). Os profissionais de saúde disseram que houve aumento de casos de assaltos a servidores e, inclusive, a pacientes.
Economia até na comida Agora, segundo denúncias de servidores, até na refeição deles o GDF resolveu economizar: não basta não reajustar os salários. Em vídeo obtido por um site da imprensa, no começo de junho, um dos funcionários da rede pública de saúde relata que, por volta das 19h50, não foi servido o lanche para os plantonistas. “De acordo com o aviso fixado na entrada do refeitório apenas os médicos residentes poderiam ter acesso à alimentação noturna”, relata a matéria. É mole?
Falta até cateter para bebês em UTI’s No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), em meados de junho, estava faltando até cateter para os bebês internados nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs). A ausência do insumo, indispensável para os recém-nascidos de baixo peso, foi relatada à SES-DF pelo chefe do Núcleo de Farmácia do local. Vale lembrar que, dias depois, foi a vez do HMIB: também não tinha cateter na unidade.
18 Médico
·
Julho/Agosto 2018
Regionais
DO CAOS
Cadê o raio-x que estava aqui? A população de Santa Maria não pode contar nem com o raio-x da UBS nº 1. Em julho, tanto os equipamentos quanto os servidores serão remanejados para o hospital regional da cidade. Isso porque, segundo a SES-DF, o aparelho “não consta mais na carteira da atenção primária” além de não estar elencado no “rol de serviços essenciais das Unidades Básicas de Saúde”. Resta saber, agora, já que falta de tudo, qual o rol de serviços essenciais previstos no atendimento à população pela SES-DF.
Intensicare fecha leitos da UTI pediátrica do HRSM Alegando sucessivos atrasos nos pagamentos há nove meses, a empresa terceirizada Intensicare fechou dez dos 21 leitos da UTI do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Segundo servidores da unidade, o fechamento foi feito “sem aviso prévio ou planejamento”. Mesmo sem alta, as crianças que estavam na UTI foram transferidas para outras unidades e para a enfermaria. A Intensicare, vale lembrar, foi uma das investigadas na CPI da Saúde e na Operação Drácon.
HRAN: seis meses sem mamógrafo O mamógrafo do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) está quebrado há seis meses. A denúncia foi feita por um servidor da unidade. Segundo ele, o aparelho é um dos mais modernos e, ainda assim, a Secretaria de Saúde não fez nada para consertá-lo.
Médico
·
Julho/Agosto 2018
19
Regionais
Economia porca: para poupar, GDF reduz equipes de limpeza na Saúde
“Situação absurda”
A expressão “economia porca” costuma ser usada entre economistas para definir situações em que o barato sai caro. No caso do Governo do Distrito Federal (GDF), a redução de custos em serviços de limpeza na saúde pública representa, literalmente, uma economia porca. Isso porque, agora, as unidades básicas de saúde (UBSs) do DF estão com equipes de limpeza reduzidas desde o dia 18 de junho e a sujeira está tomando conta dos locais. O argumento da Secretaria de Saúde (SES-DF) para a decisão é de que está seguindo uma recomendação do governo federal, que gerará uma economia de R$
10 milhões, a cada semestre, aos cofres públicos. Porém, a falta de higienização em algumas unidades compromete o atendimento prestado à população: procedimentos simples, como curativos, foram suspensos. Segundo denúncias enviadas ao Sindicato dos Médicos (SindMédico-DF), a “economia” na prestação de serviço de limpeza das unidades de saúde é ainda mais complicada: as novas equipes não receberam orientação adequada para lidar com o lixo e com a assepsia de determinados ambientes hospitalares, que têm regras específicas de segurança a serem observadas.
20 Médico
·
Julho/Agosto 2018
“Economizar nas equipes de limpeza é, literalmente, uma economia burra, porca. E o pior é que não para por aí: além de diminuir a quantidade de funcionários da limpeza, a Secretaria de Saúde sequer renovou os materiais de limpeza”, aponta o presidente interino do SindMédico-DF, Carlos Fernando. Descarte correto A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu, em 2004, regras nacionais sobre acondicionamento e tratamento do lixo hospitalar gerado - da origem ao destino (aterramento, radiação e incineração) por meio da Resolução n° 306. “Existem regras e elas existem por um único motivo: lixo hospitalar, se for descartado de forma incorreta, representa um grave risco à saúde e até ao meio ambiente”, salienta o presidente interino do SindMédico-DF, Carlos Fernando.
CATETERISMO RT: Dr. Sebastião Maluf CRM-DF 0004088-DF
CARDÍACO E ENDOVASCULAR SERVIÇOS OFERECIDOS: Hemodinâmica; Arritimologia Cardíaca; Eletrofisiologia Cardíaca; Cirurgia Vascular e Endovascular; Radiologia Intervencionista; Neurorradiologia Intervencionista; Angiografias; Arteriografias.
CENTRO DE MEDICINA INTERVENCIONISTA - CMI
Equipe inter e multidisciplinar.
Estudo eletrofisiológico convencional e ablação.
(61) 3043-6400 | 3451-3000
Sistema Eletroanatômico de mapeamento: CARTO e PVAC.
Implante percutâneo de válvula aórtica: menos invasivo que a cirurgia convencional no tratamento da estenose aórtica.
99905-4720 | 1º andar - sala 101 A - Centro Clínico, Hospital Santa Marta Setor E, Área Especial 1 e 17, Taguatinga Sul/DF
Política
Gestão de montadora japonesa em hospitais do DF O Instituto Hospital de Base e o Hospital Regional de Ceilândia foram selecionados para participar de um projeto que propõe uma mudança na metodologia de gestão das unidades de emergência hospitalar. Batizado de Lean nas Emergências, o projeto faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS do Ministério da Saúde e é desenvolvido com a parceria do Hospital Sírio-Libanês. Na teoria, a proposta aumenta a produtividade e a eficiência e reduz o desperdício e o tempo de espera. Porém, o Hospital Regional São José, de Santa Catarina, é um dos que já utiliza o modelo e, em abril, ocupou as manchetes
na imprensa local por estar superlotado e com falta de profissionais. “É o que vemos aqui, sem profissionais suficientes, medicamentos, materiais e equipamentos, não vai ter método de gestão que faça milagre”, destaca o presidente em exercício do SindMédico-DF, Carlos Fernando. A fase de intervenção de consultores do Sírio-Libanês dura, em média, seis meses. O projeto inclui ainda a implementação de protocolos clínicos de urgência e emergência.
De governador a bedel A censura vem de longa data. A retirada do painel do site Metrópoles no Setor Bancário Sul, infelizmente, não é um caso isolado. Na Secretaria de Saúde, aliás, o “AI-5 do GDF” já fez muitos servidores se calarem diante dos abusos e absurdos que ocorrem nos hospitais e Unidades Básicas de Saúde (UBSs). E aqueles que ousam falar “mais do que devem” são perseguidos: há exemplos disso na atual “conversão” da Atenção Primária e na implantação do Instituto Hospital de Base. Para as gerações futuras, certamente, o atual governo do DF será uma página mal escrita da história nos livros de história que, apesar disso, deve ser lida com atenção, sem censura, e lembrada como um exemplo a se evitar sempre.
22 Médico
·
Julho/Agosto 2018
Política
MP questionará ANS sobre “pacote de consultas”
Iprev-DF: mais “legados” vêm aí Desde que o Governo do Distrito Federal (GDF) iniciou, lá em 2015, uma série de desfalques ao Instituto de Previdência dos Servidores (Iprev-DF), o SindMédico-DF vem avisando: o DF vai perder o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP). E, agora, depois
de muito tentar, o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, julgou parcialmente procedente o pedido do Buriti para liberar o certificado. O problema é que, com certeza, a situação será uma dor de cabeça para o próximo governador do DF. Um dos legados de Rollemberg...
Lei 6.144/2018:
deputado se compromete a fazer ajustes no texto A provável omissão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na fiscalização de possíveis abusos na remuneração de médicos credenciados será investigada pelo Ministério Público Federal (MPF). A informação foi passada em debate, na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, no dia 12 de junho. O deputado Hiran Gonçalves (PP-RR) afirmou que “a remuneração por pacote de consultas precariza o exercício da medicina”. Isso porque, nesses “pacotes”, todos os serviços prestados são remunerados a um preço único. O sistema anterior era o do “fee for service”, ou seja, um pagamento por cada serviço realizado. “Somos totalmente a favor dessa apuração por parte do MPF. A ANS não pode permitir isso”, avaliou o presidente do SindMédico-DF, Carlos Fernando.
O presidente em exercício do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), Carlos Fernando, e o deputado distrital Wasny de Roure se reuniram, no início de julho, para tratar de ajustes necessários na Lei 6.144, de 7 de Julho de 2018. O texto, que dispõe medidas de informações a mulheres grávidas e paridas sobre a Política Nacional de Atenção Obstétrica e Neonatal, foi aprovado atribuindo responsabilidades às equipes de assistência que, na verdade, cabem à gestão, como, por exemplo, a garantia de oferta de medicação e de vaga de internação. Na reunião, que contou ainda com a presença da advogada Ana Carolina Fernanda Altoe e com representantes da deputada Celina Leão, vários itens da Lei foram debatidos e, de acordo com a palavra do parlamentar, serão alterados. “É até melhor quando passa pelo crivo de vocês, pois, se a sociedade não legitima a propositura, o resultado são leis inócuas”, afirmou Wasny de Roure. O parlamentar afirmou ainda que até o fim de agosto as mudanças seriam feitas.
Médico
·
Julho/Agosto 2018
23
bastidores da política Lei sobre proteção de dados pessoais é falha *Renata Castro
Aprovada no dia 10 de agosto no Senado Federal, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais é o marco regulatório do uso, proteção e transferência de dados pessoais no Brasil. Da forma que seguiu para a sanção presidencial, ela deixa brechas que beneficiam determinados atores, como operadoras de planos de saúde. Mais uma vez a Câmara dos Deputados e o Senado Federal aprovam legislação de suma importância sem o debate necessário para tal. Em 2016 quando a União Europeia aprovou o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GPDR, na sigla em inglês) foram apresentados vários projetos de Lei, em ambas as casas, baseados na legislação em questão. Enquanto a União Europeia concedeu dois anos para que empresas se adequassem a nova lei, nossos
24
Revista Médico
Deputados e Senadores não deram a atenção necessária aos projetos que tramitavam na Câmara e no Senado deixando transcorrer o prazo para adequação da Lei Europeia sem sequer aprovar a Legislação Brasileira. Em 2018 quando a GDPR entrou em vigor, aprovamos nossa Lei Geral de Proteção de Dados em tempo recorde. Resultado, falhas graves na lei como por exemplo a permissão de tratamento de dados por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a anonimização dos dados pessoais. Um órgão de pesquisa pode ser contratado por qualquer empresa, o que dará acesso a informações sensíveis de diversos cidadãos brasileiros. E se não for possível a anonimização? As informações sensíveis poderão ser relacionadas aos cidadãos a que pertencem? Artigos como este provavelmente trarão, além de questionamentos na justiça brasileira, impactos políticos no que concerne a não conformidade com o exigido pela União Europeia sob pena de empresas brasileiras virem a receber penalidades no caso de vazamentos ou mau uso de dados pessoais. Por fim, vale ressaltar que mais grave ainda é a aprovação de lei que pode vir a permitir violação a direito fundamental disposto no art. 5º, inciso X da nossa Constituição Federal, onde “São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurando o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”. A privacidade e a responsabilidade sob as informações do outro são de suma importância, e por isso, não podem e não devem ser tratadas com a negligência imputada pelo nosso corpo legislativo.
·
Julho/Agosto 2018
*Advogada especializada em Direito Digital e Compliance renata.rozzante@rozzantedecastro.adv.br
Saúde Suplementar
DF ganha primeiro hospital oncológico privado O presidente em exercício do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), Carlos Fernando, participou, em maio, do lançamento oficial do primeiro hospital oncológico privado do DF: o Hospital do Câncer Anchieta. O evento marcou a presença de mais de 300 pessoas, entre autoridades, empresários e outros representantes de instituições. O hospital é resultado da união entre o Grupo Anchieta e o Centro de Câncer de Brasília (Cettro), que investiram, aproximadamente, R$ 50 milhões na estrutura – que dispõe de hospital-dia, com oito ambulatórios e 18 boxes de quimioterapia, internação com 28 flats, UTI oncológica e centro cirúrgico – na aquisição de tecnologia de ponta e na equipe assistencial multiprofissional de altíssima qualidade técnica. O diretor a unidade é o médico Murilo Buso.
Inovação E, para proporcionar mais conforto e agilidade, uma das novidades que o Hospital do Câncer Anchieta implementou no atendimento ao paciente é o especialista chamado “Onconavegador”: responsável por ser o ponto de referência do paciente para todas as suas necessidades.
“O que percebemos aqui é que, além de ser uma estrutura totalmente inovadora, há ainda a preocupação de ter uma equipe preparada para o diagnóstico e a superação do câncer”, disse Carlos Fernando.
Nexus: ensino de ultrassonografia que beneficia pacientes da rede pública Na visita, o criador da escola, o ginecologista Evaldo Trajano, explicou que o convênio com a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal não prosperou, porque a SES-DF não consegue organizar o fluxo de pacientes. “O déficit de ultrassonografias na rede pública de saúde do Distrito Federal chega a 180 mil exames”, contou.
Hoje, os exames realizados pela Nexus são de acordo com o curso do período. Ao todo, são 38 em sete categorias, em ultrassonografia geral, mamária, em ginecologia e obstetrícia, em medicina fetal, vascular, pediátrica, ecocardiografia e pós-graduação em ginecologia e obstetrícia e medicina fetal – este último em parceria com a Fundação de Medicina Fetal Barcelona.
Estrutura Escola de ultrassonografia criada há cinco meses, a Nexus já realizou mais de 3 mil ultrassonografias gratuitas. E, também por isso, o presidente em exercício do SindMédico-DF decidiu visitar o espaço e conhecer de perto a proposta da escola.
A escola, que fica localizada na área central de Brasília, possui uma área útil de 600m² totalmente climatizada. Internamente, ela foi concebida para que os aparelhos de exames estejam localizados em consultórios/ salas práticas de exames amplas e individuais equipadas, todas com tecnologia de última geração. A escola também possui dois auditórios para aulas teóricas. Cada auditório pode receber um total de até 45 alunos.
Médico
·
Julho/Agosto 2018
25
Crônica
A ponte dos Espiões De passagem pela Alemanha, viajando de ônibus, saíamos de Berlim por uma estrada simples, sem que algo chamasse nossa atenção. De repente, o ônibus parou junto a uma ponte antiga, construída em 1907. Dadas as circunstâncias do local, poderíamos imaginar que algo acontecera ao veículo. Descemos todos e descortinamos uma ponte simples, construída em aço. À sua entrada, um nome chamava a nossa atenção: Ponte Glienicke (Glienicker Brüce). Localizada nos arredores de Berlim, cruza o rio Havel, que separa as cidades de Potsdam e Berlim. Ali também estava um dos marcos que separavam as duas Alemanhas.
A primeira troca ocorreu no dia 10 de fevereiro de 1962. Ali, os Estados Unidos liberaram o espião russo Rodulf Ivanovich Abel em troca do piloto Grancis Gary Powers, capturado pela URSS em 1960. A segunda troca aconteceu no dia 12 de junho de 1985, quando 23 agentes americanos, presos na Europa Oriental, foram permutados pelo agente polonês Marian Zacharski e outros três agentes da URSS presos no Ocidente. A última troca aconteceu no dia 11 de fevereiro de 1986, quando o defensor dos direitos humanos Anatoly Sharansky e mais três agentes orientais foram trocados por Karl Koecher e outros quatro agentes ocidentais.
Com a ajuda do motorista, descobrimos tratar-se da famosa ponte dos espiões, cuja história foi levada para as telas do cinema. Era naquele ponto que os Estados Unidos e a União Soviética trocavam espiões capturados durante o período da guerra fria.
De um lado, Potsdam; do outro, Berlim. No meio, a ponte que serviu de cenário para uma das mais arriscadas operações, quando um detalhe poderia fazer ruir o esforço delicado e complexo entre duas nervosas superpotências.
Evaldo Alves de Oliveira Médico Pediatra
R c a p
1
26 Médico
·
Julho/Agosto 2018
Médico: graças à parceria da Qualicorp com o SINDMÉDICO-DF e outras 562 entidades de classe, você pode escolher um plano de saúde ideal para as suas necessidades.
Planos de saúde a partir de
R$
261
1
CONFIRA AS VANTAGENS E ESCOLHA SEU PLANO AGORA.
0800 799 3003
qualicorp.com.br/anuncio
R$ 260,50 - Bradesco Saúde Efetivo III E CA Copart 6 (registro na ANS nº 480.478/18-3), da Bradesco Saúde, faixa etária até 18 anos, com coparticipação e acomodação coletiva (tabela de dezembro/2017 - DF). Planos de saúde coletivos por adesão, conforme as regras da ANS. Informações resumidas. A comercialização dos planos respeita a área de abrangência das respectivas operadoras de saúde, bem como a disponibilidade para cada entidade de classe. Os preços e as redes estão sujeitos a alterações, por parte das respectivas operadoras de saúde, respeitadas as disposições contratuais e legais (Lei nº 9.656/98). Condições contratuais disponíveis para análise. Julho/2018.
1
Siga a Qualicorp:
cafeĂna
www.sabin.com.br
61 3329-8000