Revista SIMECAT 10 anos - O trabalho ĂŠ a nossa marca!
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A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Goiás – FEM-GO, fundada no dia 1° de abril de 2014, vem congratular com os companheiros metalúrgicos de Catalão-Goiás, na comemoração de seu décimo aniversário de fundação. Em especial, render seus sinceros agradecimentos ao seu presidente, companheiro Carlos Albino de Rezende Júnior, pelo ato de liderança e solidariedade demonstrado na criação de nossa Federação, a qual ele preside com muita competência e honradez. Rogaremos a Deus que continue abençoando a todos os trabalhadores metalúrgicos de Catalão e aos diretores e colaboradores do SIMECAT para cumprir a promessa que fizeram aos vossos filhos, de lhes legar uma pátria justa, humana, democratizada e livre.
Nossos sinceros Parabéns!
UMA HOMENAGEM
Federação dos TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS metalúrgicAs MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO DO ESTADO DE goiás
Índice PALAVRA DO PRESIDENTE |
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Carlos Albino de Rezende Júnior
ENTREVISTA |
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Miguel Torres
8 MEMÓRIA | 12 ARTIGO | 16
IDENTIDADE |
José Pereira Borges
18 POLÍTICA | 27 JURÍDICAS | 30 SECRETARIA GERAL | 32 HOMENAGEM | 34 ESPECIAL 10 ANOS | 38 SAÚDE | 50 EDUCAÇÃO |52 FATOS E FOTOS | 55 ARTIGO | 66 GIRO |
Paulo Paim
Diretoria Presidente Carlos Albino de Rezende Júnior Vice-Presidente José Pereira Borges Secretário Geral Thiago Cândido Ferreira Secretário de Finanças Anicésio Gomes Ferreira Secretário para Assuntos Sociais Cledson Rocha Machado Secretário de Educação e Cultura Urismar Gonzaga do Nascimento SUPLENTES Rogério Ponciano Pires Leonardo Pereira do Nascimento Jorge Luiz Teles Benedito Dercílio Rodrigues Dias Neto II Jeancarlo Duarte de Melo CONSELHO FISCAL André Luiz Felício Paulo José Gonçalves da Silva Fidélis Rodrigo Alves Carvelo Rherman de Souza Pires José Geraldo Coelho Renilson Targino dos Santos
Expediente A ‘Revista SIMECAT 10 anos – O trabalho é a nossa marca’ é uma publicação especial do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Catalão|GO (SIMECAT). Av. 20 de Agosto nº 1.106, Centro – Catalão|GO – CEP: 75701-010 www.simecat.org.br || facebook.com/simecat || (64) 3442-4296 N2 Comunicação (64) 3411-2833 Jornalista Responsável: Juliana Barbosa - MTB 2733/GO Projeto editorial e reportagem: Juliana Barbosa Projeto gráfico e diagramação: Édher Martins Edição e Revisão: Juliana Barbosa | Thiago Cândido | Carlos Albino
Impressão: Poligráfica (62) 3280-2000 Tiragem: 10.000 Distribuição: Gratuita
Palavra do Presidente
AQUI É A CASA DO TRABALHADOR!
C
ompanheiro, chegamos à marca de dez anos de fundação. Olhar para trás me faz lembrar de um passado duro, mas que foi essencial para termos em nossa bagagem tantas conquistas. Afinal, não há vitória sem luta. O nosso tão sonhado Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (SIMECAT) ainda é uma criança em constante aprendizado, porém, já tem uma trajetória de sucesso. Nós nascemos em junho de 2004. Fomos concebidos pela vontade dos trabalhadores e sob as bênçãos de Deus. O começo não foi nada fácil. Foram muitas rasteiras, mas, neste mesmo caminho, encontramos cidadãos de bem e com os mesmos propósitos, determinação e coragem. Assim como em outros sindicatos, nossa organização foi marcada por perseguições e dificuldades, mas o empenho dos líderes do movimento e aliados foi fundamental para a superação dos momentos mais críticos. Já tive que vender o único bem que eu tinha, um Fusca. Já fizemos vaquinha para gastos com editais de fundação, viagens para fazer curso de formação sindical e comprar livros para aprender sobre sindicalismo, mas a motivação em melhorar a situação dos trabalhadores superava qualquer dificuldade. Enfim, conquistamos o respeito dos empresários, dos trabalhadores, da população e dos colegas do movimento sindical e garantimos nosso espaço na luta pelos trabalhadores. A semente germinou. Agora,
Carlos Albino de Rezende Júnior o SIMECAT é uma realidade e nos orgulhamos em ser um dos sindicatos que mais cresce no cenário nacional, mesmo com tão pouca idade e experiência. Aqui o trabalhador encontra abrigo para a maioria dos seus problemas. O SIMECAT é a casa do trabalhador! Antes a sociedade criticava, mas agora é a primeira a aplaudir e se unir à nossa luta porque ela reconhece que nosso trabalho é em defesa do que é justo e de direito. Nosso papel é atuar na linha de frente em defesa da classe trabalhadora, da justiça social, no resgate da cidadania e na consolidação da importância da participação popular nos rumos da sociedade. Grandes companheiros fize-
ram e fazem parte da nossa história servindo de exemplo, inspiração e suporte para a nossa caminhada diária. Só podemos agradecer, do fundo do coração, todos aqueles que contribuíram de alguma maneira para o sucesso dos metalúrgicos de Catalão. A classe trabalhadora precisa avançar nas conquistas e proteger os direitos adquiridos. Podemos crescer ainda mais. Não me canso de chamar mais e mais trabalhadores para a luta. Nos ajude a fortalecer o SIMECAT e ampliar nossas conquistas. Temos um longo caminho pela frente, na esperança de somar décadas e mais décadas de lutas e glórias.
Obrigado, companheiro. Obrigado, trabalhador. Você faz parte dessa história!
Miguel Torres Militante sindical desde a década de 70, ele conta quais são os maiores desafios do movimento sindical brasileiro e os rumos da classe trabalhadora 1 - Quais as principais bandeiras de luta levantadas pela Central desde que você assumiu a presidência? Estamos dando continuidade à luta pela Pauta Trabalhista, em defesa dos direitos da classe trabalhadora que foram conquistados com muita luta e que os setores conservadores do País tentam excluir. Nossas reivindicações visam desenvolver o País com soberania, democracia, valorização do trabalho, do salário mínimo e das aposentadorias e investimentos em educação e na saúde. Hoje temos também uma inflação crescente, juros subindo e ameaça de desemprego. A Força Sindical está mobilizada com nossas entidades filiadas para lutar contra este cenário de retrocesso econômico.
Miguel Eduardo Torres nasceu em 1º de outubro de 1958, em São Paulo. É casado pela segunda vez e pai de três filhas. Começou a trabalhar na área metalúrgica aos 14 anos e é ativista sindical desde 1979. Em 22 de setembro de 2008, assumiu a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes. Em 1° de dezembro de 2011 foi eleito presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) para o mandato de 2011/2015. E, recentemente, desde 28 de outubro de 2013, Miguel Torres está à frente da segunda maior Central Sindical do país, a Força Sindical. 6
2 - Como você avalia o cenário atual entre trabalhadores e governo federal? Infelizmente, as reivindicações da classe trabalhadora foram deixadas de lado pelo governo federal, que está mais preocupado em agradar os setores conservadores, os grandes empresários, a bancada patronal no Congresso e os que vivem da especulação financeira. Mas este descaso do governo para com as reivindicações do movimento sindical e dos trabalhadores não pode persistir para sempre. Por isto, já fizemos este ano a 8ª Marcha e o 1º de Maio, focando neste problema, e iremos continuar mobilizados com atos em todo o País em defesa da Pauta Trabalhista. 3 - O que você considera como a maior contribuição dada aos trabalhadores ao longo destes mais de 20 anos de atuação da Força Sindical? O crescimento da Força é o resultado de uma participação ativa, permanente, propositiva e democrática nas lutas, mobilizações e atividades relevantes do movimento sindical e dos trabalhadores nas negociações com os diversos níveis de governo e com o patronato. Os trabalhadores das categorias filiadas à central percebem, acompanham e participam de nossas ações, que garantem conquistas de amplo alcance social para toda a população brasileira. Somos, enfim, uma central deRevista SIMECAT 10 anos - O trabalho é a nossa marca!
mocrática, pluripartidária e aberta à ampla filiação. 4 - Você é militante desde a década de 70, e hoje, em 2014, congrega as presidências da Força Sindical, do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos. Qual é o maior desafio? A promoção da política de unidade de ação da Força Sindical com as demais centrais sindicais permite que as ações da nossa central sejam encampadas também pela CNTM e pelo Sindicato, principalmente as lutas comuns a todas as categorias em defesa da pauta trabalhista. O desafio é não deixar nenhuma reivindicação da categoria metalúrgica sem um encaminhamento adequado, mas para isto temos diretorias muito competentes, sérias e atuantes. Pessoalmente, posso dizer que tenho vocação para as lutas sindicais e sociais, e minha missão é contribuir para que a classe trabalhadora conquiste mais direitos, benefícios e melhores condições de trabalho, e que o País torne-se cada vez mais desenvolvido e justo socialmente. 5 - Qual o momento mais marcante da sua atuação frente à presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo? Destaco a realização, em 2009, do 11º Congresso dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes. O evento, respaldado por 1.200 delegados, de 487 fábricas, contou também com autoridades governamentais, sindicalistas e personalidades políticas, e apontou os caminhos para as lutas da categoria, principalmente a decisão de fazer fortes mobilizações nas campanhas salariais. Vale lembrar que nos últimos anos temos conquistado importantes aumentos reais de salários para a categoria. Conseguimos também criar no Sindicato os Departamentos de Esporte, da Mulher, da Juventude e da Memória Sindical, que, somados aos departamentos Jurídico e de Saúde e Segurança, ampliaram os debates, as ações e as conquistas para os trabalhadores. 6 - O que pode ser ressaltado na luta do movimento sindical brasileiro? A unidade de ação das centrais sindicais é uma conquista histórica. Graças a ela, conseguimos encaminhar sugestões trabalhistas e sindicais, como a política de valorização do salário mínimo, que contribuiu para que o Brasil pudesse enfrentar a crise financeira global. Além disto, o movimento sindical conquistou Revista SIMECAT 10 anos - O trabalho é a nossa marca!
convenções e acordos coletivos que garantiram aumentos reais de salários, o que incrementou a massa salarial. 7 - O que se espera para o futuro da classe trabalhadora? Lutamos para avançar na institucionalização de novas conquistas para os trabalhadores. E são muitas. Queremos ampliar os direitos e reduzir a jornada de trabalho (sem redução salarial) para gerar emprego e mais tempo para que as pessoas possam ter lazer, qualificação profissional e qualidade de vida. Reivindicamos também o trabalho decente, com melhores salários e ambientes de trabalho saudáveis e seguros, contra a discriminação nas relações de trabalho (seja por cor da pele, gênero, necessidades especiais e idade) e o fim do trabalho escravo e infantil. Precisamos também de uma legislação para coibir as práticas antissindicais das empresas que não querem os trabalhadores organizados e mobilizados com os Sindicatos. A classe trabalhadora terá um futuro melhor se o Brasil conseguir superar a pobreza e as desigualdades sociais e continuar trilhando o caminho dos avanços democráticos e do desenvolvimento sustentável. 8 - Você conhece de perto a realidade dos metalúrgicos de Catalão e acompanha o trabalho diário do SIMECAT, um dos sindicatos que mais se destaca no País pelo seu jeito irreverente de lutar. O SIMECAT completa 10 anos de existência e possui uma diretoria jovem e com muita garra. Qual a análise que você faz da atuação do SIMECAT diante do cenário do sindicalismo nacional? Faço uma análise muito positiva. O SIMECAT é imprescindível para os metalúrgicos de Catalão, por intermédio de uma diretoria que, além de garra, tem visão, sabe negociar e pressionar, conquistando aumentos reais de salário, PLR, benefícios e avanços sociais. É evidente que o SIMECAT está tendo uma participação expressiva perante a sociedade, servindo de exemplo para outros sindicatos de Goiás, com campanhas salariais criativas, comunicação bem feita e forte mobilização. Tudo isso reforça as lutas regionais e nacionais da Força Sindical em defesa da Pauta Trabalhista e do desenvolvimento econômico, com justiça social e prosperidade para todos os brasileiros.
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Nasce um desejo, surge um sindicato Diante dos problemas advindos da instalação de uma montadora, jovens trabalhadores ouvem o chamado para a luta Arrojado. Corajoso. Jovem. Expressões que particularizam o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Catalão-GO, ou simplesmente SIMECAT. Tudo começou em 2004, seis anos após a instalação da empresa que despertaria companheiros para luta por melhores condições de trabalho e salários para todos os metalúrgicos que ali trabalhavam. Em 1998, Catalão recebia sua grande promessa de desenvolvimento para a economia e também de oportunidades de empregos melhores. Naquele ano aconteceu a territorialização da montadora Mitsubishi Motors do Brasil, a MMC Automotores do Brasil, encarregada de montar, distribuir e revender os veículos da marca no País. Com a instalação da fábrica, nascia também em alguns jovens a descoberta pela paixão em contribuir para mudar a realidade de milhares de famílias catalanas. Juntamente com o sonho de ver os pais de família sendo empregados numa empresa de grande porte e a cidade sendo referência na região e no país, infelizmente, surgiram problemas que deram espaço ao pesadelo. Conforme aumentava a oferta de emprego, cresciam os mecanismos de exploração dos trabalhadores e, sobretudo, os bai8
xos salários.
Primeiros passos São em momentos de crise que surgem as grandes lideranças. Trabalhadores revoltados com a situação enfrentada dentro do seu local de trabalho se uniram e decidiram caminhar em direção à luta sindical. Desde então, um grande ideal foi construído e cultivado: LUTAR PARA CONQUISTAR. Foram reuniões às escondidas e perseguições, mas a vontade de mudar a história de vida das suas famílias e dos colegas de trabalho foi muito maior. Em 2004, os trabalhadores que deram o pontapé inicial rumo ao movimento sindical realizaram a tão sonhada fundação do sindicato que representaria a categoria metalúrgica. Eles tinham convicção de que esse era o caminho que transformaria os dias de dor em alegria. Estavam certos. Ao longo destes dez anos de existência, o SIMECAT soma lutas e dificuldades, mas, ao mesmo tempo, conquistas significativas. Hoje, os enfrentamentos não são somente com a Mitsubishi. Nesta década, muitas outras empresas se instalaram no município, fator que engrandeceu e fortaleceu ainda mais o trabalho desenvolvido pelo sindicato. O País também abriu seus horizontes para o SIMECAT, que passou a atuar no movimento sindical nacional e internacional. Revista SIMECAT 10 anos - O trabalho é a nossa marca!
Presidente Funcionário da Mitsubishi 35 anos. Casado com Valquíria.
Anicésio Gomes Ferreira Secretário de Finanças Funcionário da Mitsubishi 40 anos. Pai de Jordana.
Rogério Ponciano Pires
Suplente da Diretoria Funcionário da RCM 35 anos. Casado com Wanessa. Pai de Felipe e Vinicius.
José Pereira Borges
Thiago Cândido Ferreira
Vice-presidente Funcionário da Mitsubishi 51 anos. Casado com Berenice. Pai de Rogério.
Secretário Geral Funcionário da Mitsubishi 33 anos. Casado com Lucivânia. Pai de Maria Clara e Miguel.
Cledson Rocha Machado
Urismar Gonzaga do Nascimento
Secretário para Assuntos Sociais Funcionário da Mitsubishi 36 anos. Casado com Daiane.
Leonardo Pereira do Nascimento Suplente da Diretoria Funcionário da Mitsubishi 37 anos. Casado com Fabiana. Pai de Eloísa e Rafael.
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Secretário de Educação e Cultura Funcionário da Weldmatic 41 anos. Casado com Cristina. Pai de Rafael e Daniel.
Fotos: Fernando Morais Ribeiro
Carlos Albino de Rezende Júnior
Jorge Luiz Teles Benedito
Suplente da Diretoria Funcionário da Mitsubishi 32 anos. Casado com Luciana. Pai de Hellen, Evelin e Emanuelly.
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Dercílio Rodrigues Dias Neto II Suplente da Diretoria Funcionário da Mitsubishi 35 anos. Casado com Dayelle. Pai de Rafaela e Leonardo.
Paulo José G. da Silva Fidélis Membro do Conselho Fiscal Funcionário da Mitsubishi 36 anos. Casado com Lúcia. Pai de Lucas, Mateus e Pedro.
Fotos: Fernando Morais Ribeiro
José Geraldo Coelho
Membro do Conselho Fiscal Funcionário da John Deere 40 anos. Casado com Daniela. Pai de Laylla e Itallo.
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Jeancarlo Duarte de Melo
Suplente da Diretoria Funcionário da John Deere 32 anos. Casado com Helena. Pai de Giovana e Maria Eduarda.
Rodrigo Alves Carvelo
Membro do Conselho Fiscal Funcionário da Mitsubishi 33 anos. Casado com Mirian. Pai de Gabriela, Rodriguinho e Paulo Gabriel.
Renilson Targino dos Santos Membro do Conselho Fiscal Funcionário da Mitsubishi 40 anos
André Luiz Felício
Membro do Conselho Fiscal Funcionário da Mitsubishi 42 anos. Pai de Bernardo.
Rherman de Souza Pires
Membro do Conselho Fiscal Funcionário da Mitsubishi 37 anos. Casado com Andreia. Pai de Felipe.
José Anaídio de Souza
Assessor de Base 58 anos. Casado com Divina. Pai de Patrícia e Daiane.
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Mobilizar pa
O nascimento das lutas de clas em GoiĂĄs e na cidade de Ca 12
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ara conquistar João Fotografias
sses no Brasil, atalão/GO
O surgimento do movimento sindical no Brasil pode ser caracterizado como resultado das transformações econômicas, sociais e políticas ocorridas a partir do século 19. Naquela época, a economia do País era baseada na produção de café. Nas lavouras prevalecia a mão de obra de negros, mas aos poucos o sistema de escravidão foi sendo substituído pelo trabalho assalariado dos imigrantes italianos, espanhóis e portugueses. Em seguida, as lavouras de café foram dando lugar às fábricas e aos operários. Com isso, devido às péssimas condições de trabalho no campo, os trabalhadores seguiram, principalmente, para São Paulo e Rio de Janeiro para trabalhar nas fábricas que estavam se formando. Nas indústrias têxteis, por exemplo, os salários eram baixos, a jornada de trabalho chegava a 16 horas diárias, os trabalhadores eram formados em sua maioria por mulheres e crianças e não tinham direito a descanso. As primeiras organizações que demonstravam resistência aos patrões (embriões dos Sindicatos) eram as ligas e associações. Desde então, nosso País passou por diversos momentos marcantes. Em 1858, aconteceu a primeira greve no Brasil onde os gráficos do Rio de Janeiro pediam melhores condições de trabalho e salários. Em 1898, ocorreu o 1º assassinato de um líder sindical no Brasil. Em 1906, foi realizado o Congresso Operário Brasileiro. Em 1907, ocorreram centenas de greves pedindo redução da jornada. Em julho de 1917, a cidade de São Paulo foi cenário de um movimento que iria mudar os rumos do sindicalismo no Brasil. A greve iniciada em uma fábrica têxtil da capital paulista, conhecida como greve de 1917, foi considerada pela historiografia como a primeira greve geral do Brasil e o auge do anarquismo no movimento operário brasileiro. As reivindicações eram: redução da jornada de trabalho, remuneração de hora extra em 50%, reajuste salarial, livre associação, descanso semanal (ainda sem remuneração), entre outras coisas. A greve foi encerrada com a conquista de 20% de reajuste, por parte do governo, e promessas de libertação dos que foram presos durante o conflito e a fiscalização do trabalho de menores e mulheres. Mas o movimento desencadeou, até 1920, uma onda de greves no Brasil e deixou como mártir o sapateiro Antônio Martinez, de apenas 21 anos. Na década de 30, o presidente da República, Getúlio Vargas, promulga a Consolidação das Leis do Trabalho. Em 1932, ocorreu a fundação do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, o sindicato referência no País e na América Latina entre a categoria metalúrgica. De 1964 a 1984 o Brasil viveu seus anos mais negros com o período da Ditadura Militar. Mas durante a ditadura militar o movimento sindical realizou importantes movimentos e manifestações como: as greves dos metalúrgicos de Contagem (MG) e de Osasco (SP), ambas em 1968; as greves pela reposição salarial iniciadas no ABC paulista, em 1978; e a 1ª Conferência da Classe Trabalhadora (Conclat), em 1981. No fim da década de 80 foi criada a Constituição de 1988, resultante do movimento pró Constituinte, do qual participaram diversos sindicalistas e personalidades do movimento social. Em seguida, aconteceram grandes movimentos populares como as Diretas Já e o Fora Collor. Movimentos específicos da classe trabalhadora passaram a ser comandados pelas Centrais Sindicais com a fundação da CUT, em 1983, e Força Sindical, em 1991. A luta foi crescendo e chegou a Catalão, no sudeste de Goiás. Em 2004, foi fundado o mais forte e combativo sindicato da região, o SIMECAT. Já em 2007, líderes do SIMECAT tomam frente e fundam a Força Sindical Goiás para organizar a luta dos trabalhadores no Estado. Dali em diante, foram fundados outros quatro sindicatos em Catalão: SindCom (Sindicato dos Empregados no Comércio de Catalão), SindTransporte (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Catalão), SINDFIO (Sindicato das Costureiras e Trabalhadores nas Indústrias de Fiação, Tecelagem, Vestuário, Couro e Calçados de Catalão) e Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Catalão e da Região Sul de Goiás). O cenário de fortalecimento também contribuiu para a união dos sindicatos que já existiam, SindCatalão (dos servidores públicos) e Metabase (das mineradoras), ao movimento. E, recentemente, o País viveu uma explosão de revolta popular. Em junho de 2013, os brasileiros saíram às ruas para pedir saúde, educação, transporte, entre outras reivindicações.
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(colaboração: Carolina Maria Ruy/Centro de Memória Sindical)
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Surgimento do SIMECAT
Diretoria eleita na fundação da Força Sindical em 1991 teve Luiz Antônio de Medeiros como presidente.
Criação da Força Sindical A Força Sindical foi criada no dia 08 de março de 1991 durante seu 1º Congresso Nacional, que aconteceu no Memorial da América Latina, em São Paulo/SP. Cerca de 2.500 pessoas, com preocupações e ideais em comum, participaram do ato de fundação. Sua sede fica na cidade de São Paulo e sua dire-
Fundação da Força Sindical-GO A Força Sindical Goiás foi fundada no dia 14 de setembro de 2007 e é presidida por Rodrigo Alves Carvelo (Rodrigão). Hoje, ela tem filiados 76 sindicatos e 3 federações. A Força é responsável por dirigir a luta dos trabalhadores no estado de Goiás. Sua idealização começou em 2007 durante um encontro da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), em Três Ranchos/GO. Lá, Rodrigão, Carlos Albino e Rherman, até então diretores do SIMECAT, foram incentivados e orientados pelos líderes sindicais Geraldino (secretário de Relações Sindicais da Força) e Eleno (presidente da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo). A principal necessidade na época era organizar o movimento sindical em Goiás. Em junho de 2014, a Central inaugurou sua sede própria, em Goiânia/GO. O espaço de 200 m² conta com salas amplas e modernas para atender com conforto os trabalhadores. Em homenagem 14
Assembleia na Mitsubishi, empresa que concentra o maior número de metalúrgicos da cidade.
vamente das decisões e da luta por melhores condições de trabalho, salários e benefícios. Já são 96 empresas da categoria representadas pelo sindicato. Atualmente, o SIMECAT é referência no Estado e no País pelo seu jeito de lutar e pelas vitórias alcançadas ao longo destes dez anos de existência, marcados principalmente pelas conquistas dos principais aumentos salariais do País entre a categoria. ção está sob o comando do presidente Miguel Eduardo Torres, que substitui o presidente licenciado Paulo Pereira da Silva (Paulinho da Força). A Força é uma Central Sindical, de grau máximo de representação, que reúne sindicatos, confederações e federações de todo o Brasil e tem o objetivo de conduzir a luta da classe trabalhadora em prol de melhores condições de vida e de trabalho buscando garantir a consolidação de uma sociedade mais justa, igualitária e democrática. As principais características da Central são: ser autônoma e pluralista; aberta ao diálogo e à negociação com os empresários e com o governo na defesa dos direitos dos trabalhadores; debate interno e com a sociedade; postura de protagonista nas lutas empreendidas pela sociedade brasileira. Atualmente, a Força Sindical é a segunda maior central sindical do Brasil com 1.633 sindicatos filiados, segundo dados recentes do Ministério do Trabalho. Esse número representa 20,97% do total de sindicatos válidos em todo território brasileiro. (Com informações da Força Sindical)
Arquivo Força Sindical-GO
Arquivo Força Sindical
O Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (SIMECAT) é a entidade que representa cerca de seis mil trabalhadores das indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico da cidade de Catalão, no sudeste do estado de Goiás. O alto índice de trabalhadores da categoria metalúrgica no município se deve, principalmente, à presença da montadora de veículos Mitsubishi e da fábrica de maquinários agrícolas John Deere. A ideia de criar um sindicato partiu de Carlos Albino de Rezende Júnior, presidente da entidade pelo terceiro mandato. A iniciativa surgiu devido às péssimas condições de trabalho e salários existentes na empresa Mitsubishi desde a sua instalação, em 1998. Sendo assim, mesmo com diversos contratempos, Albino reuniu alguns companheiros e conseguiu fundar o SIMECAT no dia 24 de junho de 2004. Do total da sua base, cerca de 2,5 mil trabalhadores já são filiados ao SIMECAT e participam efeti-
Primeira diretoria da Força Sindical-GO toma posse em 2007
ao companheiro que ajudou a construir a Força Goiás e sempre contribuiu para fortalecer a luta no estado, a sede recebeu o nome de Eleno José Bezerra. Atualmente, Rodrigão está licenciado do cargo e o presidente em exercício é Eurípedes Raphael Maia, vice -presidente da Força e do Sindicato dos Empregados no Comércio no Estado de Goiás (Seceg). (Com informações da Força Sindical-GO)
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Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos A Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) foi fundada em 19 de janeiro de 1985, porém, só foi reconhecida em 05 de agosto de 1988 pelo Presidente da República José Sarney. O seu objetivo é manter uma estrutura voltada unicamente para a defesa dos interesses dos metalúrgicos e ter condições de representar, organizar os sindicatos e federações e lutar pelas reivindicações da categoria em todo o País. Sua sede está instalada em Brasília/DF. A CNTM era uma antiga reivindicação dos metalúrgicos e a proposta da sua criação foi aprovada no 11º Congresso Nacional dos Metalúrgicos, realizado de 1 a 5 de agosto de 1983 em Praia Grande/SP. De forma oficial, seu primeiro presidente foi a liderança sindical Luiz Antônio de Medeiros. No período sem o reconhecimento, quem liderou a entidade foi Joaquim dos Santos Andrade (Joaquinzão), na época presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. A CNTM foi a primeira unidade sindical, a
nível de confederação, a ser reconhecida pelo governo. Depois, outras categorias seguiram o exemplo e organizaram suas respectivas confederações. Os metalúrgicos sempre foram uma categoria de destaque. Entre suas principais conquistas podemos frisar: aumentos reais de salários, recuperação das perdas salariais, valorização dos aposentados e das mulheres, condições mais dignas de trabalho, luta por medidas econômicas e políticas que promovem a redistribuição de renda e organização de base nas fábricas. (Com informações da CNTM)
Federação dos Metalúrgicos de Goiás No dia 01 de abril de 2014, aconteceu a fundação da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado de Goiás (FemGoiás). O objetivo principal é estruturar e organizar a luta da categoria no Estado e apoiar os sindicatos para fortalecer cada vez mais a classe trabalhadora. A entidade já nasceu fortalecida, pois sua diretoria é composta pelas principais lideranças de Anápolis, Catalão, Goiânia, Itumbiara e Rio Verde. Quem está à frente da Federação é o presidente do SIMECAT, Carlos Albino de Rezende Júnior. A Federação dos Metalúrgicos também atua com um trabalho voltado para o social, para a política e para todas as questões que Revista SIMECAT 10 anos - O trabalho é a nossa marca!
são determinantes na vida de um trabalhador. Através da entidade, os dirigentes sindicais também receberão formação sindical e informação. A Federação dos Metalúrgicos de Goiás (FEMGoiás) funciona, provisoriamente, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Goiânia (SindMetal-GO), no setor Aeroporto, em Goiânia. A FemGoiás aguarda a liberação do registro.
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José Pereira Borges
Vice-Presidente Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão|GO
“A luta coletiva prevaleceu sobre os interesses particulares. Tenho orgulho de fazer parte dessa história.”
Dez anos de conquistas
Em 2004, quando fui convidado para participar da formação do Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (SIMECAT), eu não poderia imaginar as dimensões que a entidade e seus atos tomariam em uma cidade, em um estado e em um país. Hoje, sei que faço parte de algo maior e que mudou para sempre a vida de milhares de trabalhadores que estão e que já passaram pela categoria metalúrgica. Através da valorização profissional, promovemos a distribuição de renda e o desenvolvimento de toda uma cadeia econômica de uma região. Catalão é outra. Goiás nos seguiu. Nossas conquistas andaram mundo. Fizemos a diferença. Quando vamos a Anápolis, Goiânia, 16
Itumbiara e outras regiões, vemos nos semblantes dos trabalhadores a gratidão por Catalão. Sim, fomentamos o sonho de mudança no Estado. Aqui, o trabalhador metalúrgico, a cada ano, tem apenas duas certezas: de ganho real de salário e de mais benefícios do que no ano anterior. O SIMECAT começou isso em Catalão e levou essa prática aos demais sindicatos de Goiás. Nós desenvolvemos o “como fazer” e recriamos a política salarial goiana. Quando a Mitsubishi chegou a Catalão, o salário mínimo brasileiro era muito baixo e ainda não havia a política de ganhos reais nos reajustes, como temos hoje no País. Pois bem, a Mitsubishi pagava Revista SIMECAT 10 anos - O trabalho é a nossa marca!
o salário mínimo da época e ainda descontava alimentação, transporte, etc. Do pouco que ganhávamos, sobrava pouca coisa. Eram salários “de fome” e nenhum benefício. A gente montava automóveis para o mundo. Gerávamos riquezas para os patrões e impostos para o Estado, mas para nós restava voltar para casa, um dia após outro de sacrifício, em condições sub-humanas e sem nada em troca, além da subsistência básica para trabalharmos mais e mais. Foram tempos duros. Trabalhamos muito e perseveramos. O SIMECAT nasceu e cresceu. De lá para cá, muitas vezes noite virou dia e dia virou noite. A família pagou seu preço, a saúde foi deixada de lado, trocamos nossas vidas pessoais pelo coletivo. Nos doamos a uma causa maior: a qualidade de vida de milhares. Implementamos cursos de qualificação profissional, conquistamos benefícios, avanços, direitos, melhorias no ambiente de trabalho e índices de reajuste salarial e participação nos lucros e resultados (PLR) que se tornaram referências no Brasil e colocou os nossos metalúrgicos no topo da categoria no País. A partir de agora, nossa luta será para mantermos os índices de crescimento de salários e de benefícios. As conquistas foram muitas e vieram com suor, mas mantê-las nos custará muito mais esforço. A luta é diária. Dependemos cada vez mais de nossa base e de nossos filiados. Ontem, estávamos sozinhos e fizemos muito. Hoje, temos mais de dois mil filiados e o apoio irrestrito de toda a categoria. Então, nossa responsabilidade é dobrada. Eu e meus companheiros, nós, dirigentes do SIMECAT, eleitos na confiança dos trabalhadores, manteremos nossa postura ética e de trabalho em prol da categoria. Em nenhuma hipótese sairemos fora do nosso caminho e desonraremos nossa missão: a causa do trabalhador metalúrgico. Mais dez anos de sucesso e de conquistas nos aguardam. Mangas arregaçadas e vamos em frente, sempre.
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Cledson Rocha Machado (Bil)
Secretário para Assuntos Sociais Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão|GO
Lazer: um direito social necessário Ações de secretaria do SIMECAT proporcionam momentos de lazer e bem-estar para a família metalúrgica Desde a sua fundação, o Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (SIMECAT) tem a preocupação em garantir melhorias para o trabalhador, seja na rotina de trabalho na empresa ou fora dela. Por isso, a secretaria para Assuntos Sociais foi criada destinada exclusivamente para contribuir com o lazer e bem -estar do trabalhador metalúrgico e sua família. O lazer é um direito social assegurado pela Constituição Federal a todos os cidadãos, no entanto, o modelo atual de organização da sociedade muitas vezes não permite que o trabalhador desfrute deste direito de forma satisfatória. Homens e mulheres têm rotinas desgastantes com trabalho, estudos, e, claro, a manutenção do lar e cuidados com a família. As mulheres, 18
em especial, cumprem jornadas duplas ou triplas de trabalho. Elas são responsáveis pelos cuidados com a casa, o marido e os filhos, além de participar do mercado de trabalho. Pensando nisso, o SIMECAT promove algumas ações que garantem um espaço de descontração, lazer e interação para a família metalúrgica. Grandes eventos organizados pela secretaria de Assuntos Sociais já estão consolidados e compõem o calendário oficial de eventos, como é o caso da Festa do Trabalhador Metalúrgico (1º de Maio) e da Festa da Mulher Metalúrgica (08 de março). O trabalho desempenhado pelo SIMECAT engloba os cuidados com o trabalhador metalúrgico em todos os aspectos. A luta é por melhores condições de trabalho e sa-
lários, benefícios e também proporcionar o encontro do trabalhador com sua vida social. Um exemplo claro da relação entre trabalho e lazer é a briga constante pela redução da jornada de trabalho. O sindicato entende que quando há redução da jornada os dois lados ganham, empresa e trabalhador. O trabalhador tem mais tempo para descanso e interação com a família e amigos e o rendimento profissional é maior, já que as energias são renovadas neste período. Além de garantir momentos livres para o lazer do trabalhador, a jornada de trabalho garante a abertura de postos de trabalho. Entendemos que o ser humano precisa de um tempo para descansar e se divertir, e o que está ao alcance do SIMECAT está sendo feito.
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Festa do Trabalhador
Festa do 1º de Maio é celebrada com grandes prêmios e shows
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Festa da Mulher Metalúrgica
Homenagem às mulheres trabalhadoras em comemoração ao Dia da Mulher (08 de Março)
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Homenagem às mulheres trabalhadoras em comemoração ao Dia da Mulher (08 de Março)
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Metalúrgico de Aço Celebração ao Dia do Metalúrgico (21 de Abril) homenageia trabalhadores com a comenda ‘Metalúrgico de Aço’ através do decreto legislativo nº 01 de 08 de fevereiro de 2011 de autoria do ex-vereador Rodrigo Alves Carvelo
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Arraiá Metalúrgico
São João é festejado com quadrilha e comidas típicas no maior arraiá de trabalhadores da região
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Dia da Imprensa
Homenagem para os profissionais da imprensa de Catalão em comemoração ao Dia da Imprensa (01 de Junho)
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O Trabalhador no Caminho Certo
Torneio de Truco | Passeio Ciclístico | Copa Society SIMECAT e SESI Catalão incentivam a prática de esporte
Momento de louvor e adoração a Deus
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E você ainda conta com: • Saunas • Lanchonete • Playground
ito u m E s. i a m Sistema Fieg/Ascom
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SESI Catalão
Av. Dr. Lamartine Pinto de Avelar, nº 1.826, Vila Chaud - Catalão-GO Informações: (64) 3411-3588 26
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Sindicalismo e política: garantia de melhorias para a classe trabalhadora
Com a eleição de diretores do SIMECAT para mandatos no executivo e legislativo, trabalhadores de Catalão e região garantem representatividade
O Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (SIMECAT) atua na linha de frente na defesa dos trabalhadores, porém, além de fazer a ponte entre patrões e metalúrgicos na garantia por melhores condições de trabalho e salários, o sindicato também se preocupa com a representação política. A categoria necessita de representantes nas casas de leis para que sejam viabilizados projetos e decisões em favor da classe trabalhadora. Pensando nisso, o SIMECAT sempre acompanhou e participou dos processos eleitorais visando garantir representatividade para os trabalhadores, sejam nos espaços federais, estaduais ou municipais. Em 2006, por exemplo, o SIMECAT contribuiu para a eleição do deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, sindicalista e ex-presidente da Força Sindical, central na qual o sindicato é filiada. Hoje, no Solidariedade (SDD), Paulinho já cumpre seu segundo mandato.
Metalúrgicos na política
Rodrigão quebrou o protocolo na cerimônia de posse como vice-prefeito: foi vestido com o uniforme da empresa de onde ele saiu para dar os primeiros passos no sindicalismo
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Para contribuir mais ainda para a luta dos trabalhadores catalanos e, consequentemente, dos metalúrgicos, em 2008 o SIMECAT elegeu seu vice-presidente, Rodrigo Alves Carvelo, o Ro27
res do SIMECAT Jorginho e Dercílio conquistaram uma vaga nas Câmaras Municipais de Ouvidor e de Anhanguera, respectivamente. Hoje, os três são filiados ao partido Solidariedade (SDD). Dercílio segue os passos do pai, que é ex-prefeito de Anhanguera, e assumiu em 2013 o seu segundo mandato para vereador. Seu ingresso na carreira política foi em 2000, quando também foi eleito como o vereador mais votado da cidade. Jorginho é o primeiro trabalhador do chão de fábrica a se tornar vereador em Ouvidor. São três jovens que vêm se consagrando como grandes lideranças do trabalhador no movimento sindical e também na trajetória política. Todos eles saíram do chão de fábrica da montadora Mitsubishi para militar no sindicalismo e hoje conciliam a carreira sindical com a vida política.
Jorginho é o primeiro trabalhador de chão de fábrica a ocupar uma vaga na Câmara de Ouvidor
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Juliana Barbosa
drigão, para ocupar uma cadeira no legislativo de Catalão. Ele foi o vereador mais votado da história do PSDB no município, eleito com 1.963 votos. Nos quatro anos de mandato apresentou cerca de 600 requerimentos e 20 projetos. Comprovando um trabalho intenso e notório, em 2011 Rodrigão foi apontado pelo Instituto Tiradentes como o vereador mais atuante de Catalão. Mais quatro anos se passaram e logo chegou a campanha eleitoral de 2012, ano que representou uma grande conquista para os trabalhadores e, em especial, para o SIMECAT. Após alguns meses de trabalho árduo, o sindicato elegeu mais três fortes representantes para os trabalhadores de Catalão e região. Rodrigão se firmou como vice-prefeito de Catalão. Para as cidades circunvizinhas, os direto-
Apesar de expressiva votação, Bil não conseguiu se eleger vereador em Catalão por causa do quociente eleitoral prejudicado pelo rompimento da coligação partidária. Hoje ele é vice-presidente do Conselho Municipal do Trabalho de Catalão
Seguindo os caminhos do pai na política, Dercílio já cumpre o seu segundo mandato de vereador na cidade de Anhanguera
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Solidariedade O Solidariedade (SDD) teve seu registro liberado em setembro de 2013. Em Goiás, a campanha para colher assinaturas para criação do partido foi comandada pelas principais lideranças sindicais do Estado. Foram cerca de 22 mil assinaturas recolhidas em quatro meses e 9 mil registradas. Os metalúrgicos de Catalão também deram sua contribuição e sempre estiveram a postos para apoiar a criação do novo partido, que veio para fortalecer a representação dos trabalhadores nos legislativos municipal, estadual e
federal e também no âmbito executivo. Sob o comando do deputado federal e presidente nacional do partido, Paulo Pereira da Silva, o Solidariedade nasceu forte e já conta com mais de 20 mil filiados. São centenas de parlamentares ocupando as casas de leis pelo País. Em Goiás, temos 98 vereadores, 2 deputados estaduais e 1 deputado federal. O intuito é de criar um novo caminho na política brasileira com o objetivo principal de lutar pelas demandas populares e melhores condições de vida para a classe trabalhadora. A legenda será representa-
da pelo número 77 já nas eleições de 2014. Em Goiás, quem comanda o partido é Sílvio Sousa, ex-secretário das Cidades e Metropolitano do governo do Estado. O presidente do SIMECAT, Carlos Albino, é o secretário geral do partido. Em Catalão, a sede do diretório municipal foi inaugurada no dia 06 de junho com a presença do deputado federal Armando Vergílio (SDD-GO). O diretório na cidade é comandado pelo sindicalista Everton Alves Laurindo, vice-presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Catalão (SindCom).
Secretaria do Trabalho e Renda Outra conquista para os trabalhadores de Catalão foi a nomeação de um sindicalista para ocupar a pasta da Secretaria do Trabalho e Renda de Catalão. O diretor do SIMECAT, Rogério Ponciano Pires, foi escolhido como secretário do Trabalho do município. A indicação de um trabalhador para o cargo foi possível devido a um acordo com o movimento sindical da cidade. Os ganhos são imensos, pois com sua atuação no Sindicato já conhece de perto a realidade da cidade. Com pouco mais de um ano no comando da Secretaria, Rogério tem dado uma atenção especial à formação e qualificação dos trabalhadores para que caminhem juntos com a demanda das empresas do município. Mais de 20 cursos já foram ofertados para os trabalhadores em parceria com a Ação Social e o Cepac (Centro de Educação Profissional Aguinaldo de Campos Netto). O SINE Catalão realiza, em média, mais de 3 mil atendimentos por mês. Só neste ano, o SINE já disponibilizou mais de 4 mil vagas de emprego. Dados recentes mostram que o SINE Catalão está em 4º lugar no ranking estadual de vagas captadas e em 13º lugar em contratação. (Com informações da Secretaria do Trabalho)
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Rogério Ponciano, diretor do SIMECAT, é o Secretário de Trabalho e Renda de Catalão.
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JUSTIÇA SEJA FEITA Departamento jurídico do SIMECAT presta assistência a trabalhadores
por danos morais (pensão mensal vitalícia), ou seja, o trabalhador vítima de acidente ou doença do trabalho vai receber da empresa uma pensão enquanto vida tiver. Infelizmente, o trabalhador fica doente ou sofre um acidente do trabalho dentro da empresa e por receio, medo de demissão ou retaliação se manifesta na maioria das vezes somente após ocorrido o desligamento da empregadora.
Dr. Fabrício Rocha Abrão Assessor Jurídico Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão|GO
A assessoria jurídica do Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (SIMECAT) atua orientando e defendendo os trabalhadores na busca por seus direitos. São processos cíveis, trabalhistas coletivos e individuais, dentre eles horas extras, acertos rescisórios e pedidos de adicionais de insalubridade e periculosidade, além de reintegrações por demissões ilegais, indenizações por danos morais e materiais 30
e demais causas envolvendo acidentes de trabalho e doenças profissionais. O departamento jurídico do SIMECAT é referência por garantir na justiça os direitos dos trabalhadores. Dentre as diversas ações movidas, se destacam os inúmeros processos ligados a doenças e acidentes de trabalho que atualmente tem inclusive contemplado trabalhadores no que se refere a indenização
Vitórias Ao longo dos seus dez anos, o departamento jurídico do SIMECAT obteve várias conquistas individuais, especialmente coletivas, tanto na Justiça do Trabalho como nos Tribunais Superiores, tais como a Ação Coletiva em desfavor da Mitsubishi, em 2006. O processo ajuizado na data de 06/03/2006 garantiu o pagamento de periculosidade para todos os trabalhadores ativos e demitidos que trabalharam na empresa entre março de 2001 e dezembro de 2003. Foram contemplados aproximadamente 800 trabalhadores. Outro caso histórico
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foi a Ação Coletiva movida pelo SIMECAT em desfavor da John Deere, distribuída na Vara do Trabalho de Catalão, em 20/07/2010, referente ao adicional de periculosidade. A Ação, que foi julgada procedente e ratificada sua procedência no TRT/GO e TST, ainda se encontra em trâmite perante o Tribunal Superior do Trabalho (TST) aguardando o julgamento de um recurso. A referida Ação Coletiva irá contemplar aproximadamente 1.374 trabalhadores. Inúmeras foram as conquistas e vitórias que marcam um novo tempo para os me-
talúrgicos de Catalão. Com o ajuizamento de ações coletivas e individuais as empresas diuturnamente têm se atentado para os riscos das demandas judiciais e as condições insalubres, periculosas e ergonomicamente incorretas que os trabalhadores na maioria das vezes são expostos. Com a fiscalização permanente do SIMECAT e orientação e atuação judicial de sua Assessoria Jurídica, o avanço nas melhorias de condições de trabalho tem sido constante e bastante significativo, representando um ganho real para o trabalhador.
Atendimento: Dr. Fabrício Rocha Abrão OAB/GO 25.350 Rua Nassim Agel nº 161, Centro, Catalão/GO Telefone: (64) 3411-5432 E-mail: fabricioabrao@hotmail.com
Jane Cristina, trabalhadora da Weldmatic, se reintegrou na empresa em 2012, acompanhada pelo advogado Dr. Fabrício Abrão e o oficial de justiça Antônio Coelho de Oliveira Filho. A sua demissão foi anulada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Ela recebeu indenização por dano moral e os salários atrasados desde 2009. Revista SIMECAT 10 anos - O trabalho é a nossa marca!
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Thiago Cândido Ferreira Secretário Geral Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão|GO
Formar e informar:
Secretaria geral do SIMECAT se encarrega de participar dos principais debates que envolvem o trabalhador Coordenação Regional do DIEESE/GO Em 2012, assumi a Coordenação Regional do DIEESE Goiás (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Minha passagem pelo DIEESE representa a credibilidade do SIMECAT diante do movimento sindical em Goiás. O cargo é de tamanha importância e eu fui o primeiro dirigente sindical do interior a ocupar uma função que sempre foi destinada a representantes da capital do Estado, Goiânia. O DIEESE é o órgão que desenvolve pesquisas que fundamentam as reivindicações dos trabalhadores. O DIEESE nacional está localizado em São Paulo e os escritórios regionais, que estão nos Estados, dão
sustentação técnica ao movimento sindical local, pois é onde debatemos nossa realidade e trocamos informações. Em Goiás, no período em que estive na coordenação, os resultados foram bastante satisfatórios. Nos concentramos na filiação de novas entidades e demos continuidade ao trabalho de formar e informar sindicalistas.
Palestra sobre a Conjuntura Econômica Com uma participação ativa no DIEESE, sempre me preocupei em buscar informações para aprimorar o trabalho desenvolvido pelo SIMECAT. Em 2011, em parceria com o DIEESE, o SIMECAT promoveu a palestra ‘Conjuntura Econômica Goiana em 2011’. O espaço foi para discussão sobre a situação econômica local e nacional da época. Foi um momento produtivo e que contribuiu para elaboração de mecanismos voltados para a qualificação do trabalhador, criação de vagas de emprego e valorização da mão de obra. 32
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vida pela Superintendência Regional do Trabalho em Goiás. Fui membro da comissão organizadora e representei o SIMECAT e a Força Sindical Goiás. Essa conferência foi marcada por um amplo diálogo social envolvendo as políticas públicas para o trabalho e emprego. O debate envolveu governo, empregador e trabalhador, e contribuiu com sugestões e propostas que foram levadas para o Encontro Estadual, realizado posteriormente. Essa etapa prepaConferência do Trabalho e Emprego ratória aprofundou a discussão sobre Em outubro de 2011, aconteceu temas como erradicação do trabalho em Catalão a Conferência Regional de escravo e infantil, fortalecimento dos Emprego e Trabalho Decente promo- atores tripartites e do diálogo social. ciência (PPD). No dia 20 de novembro de 2013 demos um grande passo: conseguimos reunir uma parte destes profissionais numa assembleia inaugural de apresentação do projeto do SIMECAT desenvolvido para atender as demandas desse grupo de trabalhadores. Hoje, na montadora Mitsubishi, por exemplo, temos 152 profissionais portadores de deficiência. Pensando nisso, desde o fim do ano passado, o SIMECAT conta com uma intérprete nas assembleias que auxilia na comunicação com os PPD’s. A ideia é dar uma atenção Projeto para PPD’s diferenciada ao grupo, uma vez que eles são portadores de deficiência física, audiUm sonho antigo e que aos poucos tiva e diversas outras limitações, porém estamos implementando no SIMECAT é o são trabalhadores e também precisam foco nos Profissionais Portadores de Defi- participar da luta da classe.
Educação e Sindicalismo Formação e informação são os pilares para garantir o sucesso do movimento sindical e da classe trabalhadora. Pautado por essa realidade, a secretaria geral do SIMECAT desenvolve ações Revista SIMECAT 10 anos - O trabalho é a nossa marca!
neste sentido no próprio meio sindical e também leva a discussão para outros espaços, afinal, a comunidade também contribui para a luta dos trabalhadores. Em agosto de 2013, fui convidado para ministrar um minicurso sobre ‘Educação e Sindicalismo’ para alunos de graduação e mestrado da Universidade Federal de Goiás (UFG). O objetivo é ampliar a discussão nos ambientes de formação e conhecimento. Essa atividade integrou o IV Simpósio do Núcleo de Pesquisa, Geografia, Trabalho e Movimentos Sociais (GETeM) que abordou ‘A natureza destrutiva do capital: Trabalho, Movimentos Sociais e Biodiversidade’. Lembrando que, em 2008, o SIMECAT palestrou para estudantes do curso de geografia da Universidade Estadual de Goiás (UEG), campus Iporá/GO, sobre a história do Sindicato. 33
Verdadeiros comp Sem medir esforços, grandes líderes sempre foram solidários às batalhas dos metalúrgicos de Catalão
O que dizer a companheiros que sempre estiveram a postos para acolher, ajudar ou comprar uma briga? GRATIDÃO. Essa é a palavra que mais se aproxima do sentimento que nutrimos pelos companheiros Roberto Ferreira e Eleno José Bezerra. Na verdade, palavras são pouco para expressar tudo que esses dois grandes líderes sindicais representam para o Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (SIMECAT). Eleno foi presidente das
maiores entidades que representam os metalúrgicos, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), e deixou um legado de integridade e luta incansável em prol de toda a classe trabalhadora. Roberto está há mais de três décadas à frente do Sindicato dos Metalúrgicos de Goiânia (SindMetal-GO) construindo uma luta baseada na garra e sensibilidade. Legítimos representantes
da classe trabalhadora, visão de construção de mundo extremamente justa, defesa intransigente dos trabalhadores: características que fazem destas duas lideranças nossos grandes exemplos. Roberto e Eleno são admiráveis e podem ser chamados de mestres, aliás, amigos-irmãos. Eleno nos deixou cedo demais, mas nos ajudou a plantar a semente fértil. Roberto ainda nos ajuda a cultivar e colher os frutos do bom sindicalismo.
Roberto fez a ponte com Eleno e, com total disposição, o grande líder nos ofereceu ajuda e treinamento. Eleno abriu as portas do Brasil para os metalúrgicos de Catalão. Muitas vezes ele custeou nossas viagens e hospedagens. Ele nos adotou como filhos e sempre citava o SIMECAT como exemplo nas suas andanças junto à classe trabalhadora. E o melhor de tudo, tivemos o privilégio de recebê-lo diversas vezes na nossa terra.
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panheiros de luta
Nossa sublime homenagem para agradecer a confiança, a disposição, os conselhos e a parceria. Obrigado, companheiros. Vocês serão eternizados na história do SIMECAT!
“Ou mudamos o Brasil pela educação, ou nada se muda neste País.” Roberto Ferreira
“Não existe sindicato grande e sindicato pequeno. Existe aquele que luta e o que não luta.” Eleno José Bezerra
“Pois seja o que vier, venha o que vier Qualquer dia, amigo, eu volto a te encontrar Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar” *17/07/1956
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20/09/2008
Trecho da Canção da América
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SIMECAT: Dez anos g conquistas para os meta
garantindo grandes alĂşrgicos de CatalĂŁo|GO
Sindicato jovem e com uma trajetória vitoriosa escrita pelo pulso firme de seus dirigentes e pela união e mobilização dos trabalhadores A história do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Catalão|GO (SIMECAT) começa antes mesmo da sua fundação em junho de 2004. Os meses que antecederam o ato heróico que deu o pontapé inicial na luta pelas melhorias da categoria metalúrgica foi um período marcado por muitas dificuldades e exigiram dos seus futuros fundadores muita garra, determinação e coragem. A ideia de fundar um 38
sindicato partiu do atual presidente Carlos Albino de Rezende Júnior, naquela época com 25 anos idade, e do companheiro Cledson Rocha Machado (Bil), que tinha 26 anos. Apesar de muito jovens, já reconheciam que a situação enfrentada pelos trabalhadores da montadora Mitsubishi precisava mudar. A MMC, como é conhecida, chegou a Catalão em 1998 e trouxe consigo muitas expectativas e esperanças para o povo de Catalão, mas depois de insta-
lada o sentimento de revolta reinou porque muitos abusos eram cometidos. Viagem no Tempo Nos seis primeiros anos da Mitsubishi na cidade os trabalhadores eram nitidamente explorados. Os metalúrgicos só tinham hora para entrar, já o horário da saída da fábrica era incerto e os trabalhadores não recebiam hora extra, os salários eram baixos e não haviam benefícios. Diante da situação enfrentada
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A carta sindical do SIMECAT foi concedida no dia 12 de novembro de 2004
Bil, Rodrigão e Carlos comandam uma das primeiras assembleias
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pelos milhares de trabalhadores na montadora, Albino e Bil, motivados pelo desejo de mudança, se organizaram e batalharam para concretizar o sonho das melhorias para os metalúrgicos. Reuniões foram feitas às escondidas e a empresa tentou impedí-los, mas os colegas de trabalho perceberam que a luta era séria e estava tomando forma. A Mitsubishi pressionava e não aceitava a hipótese da presença de um sindicato. No começo, ela divulgava nas rádios e jornais da cidade que “se o grupo de baderneiros registrasse o sindicato a empresa ia embora”. Com isso, ela colocava a população contra o sindicato, realidade que já foi mudada, pois o SIMECAT hoje tem o respeito e reconhecimento da sociedade. Os líderes do SIMECAT também já foram chamados de ‘fulaninhos’ e eram considerados ‘formiguinhas’, pertos do ‘elefante’. Mas nada impediu o SIMECAT de seguir em frente. Mesmo com muitas dificuldades, muitos companheiros se uniram ao movimento como Rodrigão, Rherman, José Pereira e Urismar (atuais membros), entre outros. Então, em 24 de junho de 2004, com a presença de 121 bravos guerreiros, aconteceu a fundação do SIMECAT. O presidente da Federação que representava os metalúrgicos, Carlos Alberto Altino, tentou impugnar a fundação e levou o processo até Brasilia, mas o SIMECAT saiu vitorioso. O registro sindical chegou somente no dia 12 de novembro de 2004, com a ajuda de Valter Sanches e João Cayres, ambos da CNM/ CUT. Nestes primeiros passos, a orientação e apoio de alguns companheiros foram funda39
mentais como: Roberto Ferreira (SindMetal), Eleno José Bezerra (Metalúrgicos de São Paulo) e Clementino Vieira e Sérgio Butka (Sind. Metalúrgicos de Curitiba). Clementino e Butka, por exemplo, fizeram a doação do primeiro jornal do SIMECAT. Já no ano de 2005, a diretoria estruturou a sede da entidade e iniciou seu trabalho de expansão da assistência social própria e rede de convênios, trazendo mais benefícios aos trabalhadores e fortalecendo seu quadro de associados. No mesmo ano, realizou a primeira comemoração do Dia do Trabalhador. Em 2006, implementou ações por meio dos movimentos de massa, incluindo a paralisação da montadora, infelizmente frustrada. Em 2007, iniciou sua projeção nacional junto às entidades de grau superior e fundou a Força Sindical-GO. Desde então, seu crescimento
é notório e o reconhecimento pessoas. Além de lutar por saláé garantido. Onde tem luta, o rio, emprego e melhores conSIMECAT está presente. dições de trabalho, o Sindicato evoluiu para o sindicalismo Quem somos e quem que luta por melhores conrepresentamos? dições de vida da população O SIMECAT se constitui e pela cidadania. Com a sua como representante legítimo expansão, passou a participar e defensor da categoria meta- da vida política, econômica e social do País. O SIMECAT é reconhecido como uma entidade forte e representativa por sua atuação efetiva na defesa dos interesses dos trabalhadores e já tem uma tradição de lutas e conquistas. Nestes dez anos, sua atuação vai além de garantir conquistas financeiras, seu trabalho também é voltado para lúrgica no município. Hoje, o saúde, bem-estar e qualidade polo metalomecânico de Ca- de vida da classe trabalhadotalão emprega cerca de 6 mil ra. Atualmente, o SIMECAT é trabalhadores. O número de referência no Estado e no País associados já alcança a marca por manter uma postura firme de 2,5 mil. Somados aos de- e garantir grandes acordos sapendentes, a família metalúr- lariais e benefícios. gica chega em torno de 6 mil
A primeira sede do SIMECAT foi montada com a contribuição dos companheiros. Cada um doou o que podia, como mesa, filtro de água e cadeiras
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Atual sede do SIMECAT. O próximo passo é adquirir a sede própria.
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NOSSA TERRA
Participação no PIB de Goiás: 4,4 %
John Deere Funcionários: 826 Média salarial: R$ 1,5 mil Produtos: Colhedoras de Cana de Açúcar (modelos 3520 e 3522) Pulverizadores (modelos 4630 e 4730) Produção: Em média 1.100/ano Investimentos: 40 milhões de dólares nos próximos dois anos para aumentar a capacidade de produção da unidade em 30%. Fonte: John Deere
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População: 90 mil PIB per Capita: 54 mil Distância de Brasília/DF: 320km Distância de Goiânia/GO: 280Km Fabricante de veículos: Mitsubishi (Japão) e John Deere (EUA)
Maysa Abrão / Revista Portal VIP
Catalão está localizada no Sudeste goiano e está entre as regiões com as maiores taxas de crescimento econômico do País. Com uma população de aproximadamente 90 mil, a cidade se destaca pelos grandes avanços devido ao polo metalomecânico, ao agronegócio e a exploração de nióbio e fosfato. O PIB do estado de Goiás em 2011 apresentou acréscimo de 6,7% e atingiu 111,269 bilhões. Com a nona posição no ranking nacional, o valor representa 2,7% do PIB brasileiro. Catalão participou com 4,4% no PIB do Estado em 2011 e ocupou a quinta posição no ranking entre os maiores municípios em termos de PIB. O primeiro do ranking é a capital Goiânia, com 24,9%. As atividades industriais em Goiás somaram em 2011 R$ 25,819 bilhões de valor econômico adicionado (VA), com acréscimo de R$ 3,282 bilhões. Na estrutura estadual, representou 26,8%, com um incremento de 0,2 p.p em comparação ao ano de 2010. Em nível de Estado, Catalão ficou em terceiro lugar, participando com 8,1% (2,1 bi) do VA estadual. Na representação municipal, a indústria de Catalão participou com 50,6% do VA total, seguido pelo de serviços, 44,1%, e da agropecuária, com menor contribuição, 5,3% do VA. O ganho de participação foi verificado na indústria de transformação e na extrativa mineral. Na primeira, devido a maior produção de automóveis e impulsionado pelo crescimento no volume de investimentos. No segundo, pela expansão, particularmente na produção de nióbio e fosfato. O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) arrecadado da Mitsubishi pela Prefeitura de Catalão, por exemplo, equivale a 42% aproximadamente.
Fonte: Instituto Mauro Borges
Catalão PIB: 4,8 bi
Igreja do Morro de São João
Mitsubishi Funcionários: 2.890 Média salarial: R$ 1,5 mil Produtos: L200 Triton, Pajero TR4, ASX, Pajero Dakar (previsão para 2014: Lancer) Produção: Mais de 300 veículos/dia Investimentos: R$ 1,1 bilhão até 2015 para o aumento da capacidade de produção, construção de uma linha de montagem de motores e de uma nova linha de pintura. Fonte: Mitsubishi
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Campanhas Salariais Vitoriosas!
O SIMECAT traz em sua bagagem os melhores acordos do País garantindo ganho real considerável aos salários dos trabalhadores. Campanha Salarial Mitsubishi Ano 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013
Reajuste 7,45% (Melhor Acordo do País) 10,26% 8,3% (Melhor Acordo do País) 10,1% 10,10% 10% + 1% 8,02% 8%
Abono 20% 28% 29,4% 29,40% 27% R$ 1.200,00 (abono especial) + 40% do salário R$ 2.350,00 (abono especial) + 24% R$ 3.050,00 (abono especial) + 24%
Prêmio R$ 800,00 R$ 883,00 R$ 1.150,00 R$ 1.150,00 R$ 1.500,00 R$ 1.650,00 R$ 1.850,00
Abono
Jornada
R$ 900,00 + R$ 700,00 (abono especial no CIPP/PLR)
42h
Jornada
43h 42h
Campanha Salarial John Deere Ano 2011 2012 2013
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Reajuste 9% 7,50% 9,5% (Acordo Histórico)
2005
2005
2007
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2008
2008
2008
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John Deere
2010
2010
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Greves e mo 1° Greve – Mitsubishi No dia 03 de abril de 2006, o SIMECAT comandou sua primeira grande paralisação na empresa Mitsubishi. Os trabalhadores, inconformados com a atitude da empresa em pagar a avaliação de mérito do Plano de Cargos e Salários para apenas 15% dos funcionários, fizeram uma assembleia na porta da fábrica. Indignados com a indiferença da empresa e o corte do café da manhã naquele dia, eles decidiram realizar uma paralisação de advertência por 24 horas e seguiram em caminhada até o Centro da cidade. No dia seguinte, os trabalhadores retomaram suas atividades enquanto o Sindicato protocolava a pauta de reivindicações solicitando as negociações para o dia 07 de abril. No dia 07, a Mitsubishi marcou a reunião para o dia 17. Porém, ao final daquele dia, ela demitiu 20 trabalhadores alegando ajuste do quadro de funcionários. Eleno José Bezerra, dos Metalúrgicos de São Paulo, auxiliava os dirigentes do SIMECAT e exigiu da empresa que as demissões fossem suspensas para dar início às negociações. Após exaustivas reuniões, a proposta oferecida pela Mitsubishi foi reprovada pelos trabalhadores que deflagraram greve no dia 24 de abril. Porém, com a pressão da empresa, os trabalhadores abandonaram o movimento e, infelizmente, a greve foi frustrada. A empresa divulgou nos meios de comunicação que o acordo já havia sido fechado e os ônibus com os trabalhadores chegaram na empresa escoltados por viaturas da Polícia Militar (PM). Mesmo assim, cerca de 250 trabalhadores foram até a entrada da empresa, se reuniram com os dirigentes do SIMECAT e chegaram à conclusão de que o movimento havia enfraquecido. Entretanto, no dia 01 de Maio aconteceu a 2ª Festa do Trabalhador e os metalúrgicos compareceram em massa para apoiar os líderes do Sindicato que se sentiam frustrados diante do tamanho poder da empresa.
Protesto pelos demitidos da Mitsubishi Em 2008, a Mitsubishi realizou a demissão de cerca de 130 trabalhadores, entre eles o diretor do SIMECAT Danilo Nunes. Em repúdio à demissão em massa, os diretores do Sindicato permaneceram acorrentados e acampados na porta da montadora por 12 dias. Após longas negociações, o SIMECAT garantiu aos demitidos cestas básicas, plano de saúde por três meses e, na possibilidade de contratação, contratação prioritária.
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obilizações Manifestação pelas 40h O SIMECAT participou intensamente da mobilização nacional em prol da redução da jornada de trabalho. A PEC 231/95 prevê a redução da jornada de 44h para 40h, sem redução de salário. Em 2014, aconteceu o relançamento da campanha pelas 40h. Em Catalão, a
redução da jornada de trabalho já é uma realidade. Nas principais empresas, os trabalhadores cumprem 42h semanais e a cada negociação a discussão das 40h entra na pauta.
Dia Nacional de Lutas Greve geral da classe trabalhadora no dia 11 de julho de 2013. A paralisação marcou o Dia Nacional de Lutas, comemorado com vários protestos pelo País. Em Catalão, o manifesto atraiu mais de cinco mil pessoas.
Greve – CMC e CCM Em 2013, a mobilização nas empresas foi histórica e a vitória inédita. A greve dos trabalhadores metalúrgicos e da construção civil das empresas Central Metalúrgica Catalana (CMC) e Catalana Construções e Montagem Ltda (CCM) foi encerrada após cinco dias de paralisação.
Panelaço Panelaço com os trabalhadores da Mitsubishi, RCM e Weldmatic, em 30 de novembro de 2013, reivindicou a pauta da Campanha Salarial.
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Eleição Duas eleições já ocorreram ao longo dos dez anos do SIMECAT. O atual presidente, Carlos Albino, cumpre seu terceiro mandato à frente da entidade.
Posse 2008 / 2012
Posse 2012 / 2016
Formação Sindical Através da secretaria geral do SIMECAT, diversos cursos de formação sindical já foram ministrados para capacitar dirigentes sindicais e trabalhadores. O primeiro deles aconteceu em outubro de 2008. Em 2010, foi formada outra turma. Dando continuidade ao trabalho, todos os anos trabalhadores e diretores de Catalão participam dos cursos oferecidos pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Goiânia (SindMetal-GO) e por outras entidades. A iniciativa visa levar conhecimento sobre a história do sindicalismo no Brasil, a atual estrutura e funcionamento do movimento sindical, além de promover a discussão sobre o sindicato ideal e o seu papel na vida do trabalhador.
Serviços e Convênios O SIMECAT oferece para seus sócios e dependentes diversos convênios no comércio, clínicas e academias. Além da assessoria jurídica e os serviços prestados pelas secretarias de Saúde e Educação, os trabalhadores também têm a sua disposição o salão de cabeleireiro.
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“É importante um sindicato que defenda bem os interesses dos seus trabalhadores, mas que também possa ajudar na luta nacional. O SIMECAT consegue fazer essas duas coisas muito bem. Quero parabenizá-los pela luta e sei que podemos contar com vocês.” Paulo Pereira da Silva – Deputado Federal
“O SIMECAT é o gigante do Estado. É um sindicato respeitado não só pelo patronato e pela sociedade, mas por todos os trabalhadores de Goiás. Onde tem uma luta, o SIMECAT está.” Miguel Torres - Presidente da Força Sindical, CNTM e Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo
“Como dirigente sindical, sinto orgulho e admiração ao ver o crescimento do SIMECAT não só dentro de Catalão, mas em todo o estado de Goiás.” Eufrozino Pereira – Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo
“Nestes dez anos o SIMECAT mostrou para classe metalúrgica o quanto somos importantes para a economia municipal e do Estado. São anos de luta incansável por benefícios e melhores salários, não só na categoria, mas por todos os trabalhadores da cidade. Desejo mais dez anos de muitas conquistas para nós trabalhadores. Parabéns!” João Vitor Felício – Trabalhador da Mitsubishi
Não chegamos até aqui sozinhos. O SIMECAT sempre recebeu apoio de grandes lideranças sindicais e da classe trabalhadora, por isso nossa história é marcada por muitas conquistas. Companheiro, obrigado por contribuir com a nossa luta!
Carlos Albino de Rezende Júnior Presidente
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É importante ressaltar a presença indispensável das duas grandes ferramentas de trabalho do SIMECAT. Além dos trabalhadores, o Febrônio e o Treme Terra são fiéis ‘companheiros’ e estão lado a lado com a diretoria do SIMECAT acompanhando de perto a luta dos metalúrgicos de Catalão. Por quase quatro anos, o Fiat 147 era o único que fazia o transporte da diretoria e ajudava na comunicação com os trabalhadores nas assembleias nas portas das fábricas. Carinhosamente apelidado de Febrônio, o Fiat 147 é um ‘membro’ do SIMECAT e hoje é considerado um patrimônio que marca uma trajetória de muitas lutas e conquistas. Conforme o sindicato crescia, a luta aumentava, os trabalhadores foram se unindo e novas necessidades foram surgindo. Por isso, em janeiro de 2008, o SIMECAT adquiriu um caminhão F4000, tipo trio elétrico. O novo companheiro, que é indispensável até os dias atuais, recebeu o nome de Treme Terra. O batismo aconteceu através de um concurso onde os trabalhadores sugeriram nomes. Por onde passa, o Treme Terra alimenta sonhos, expectativas e esperança de dias melhores.
Febrônio e Treme Terra são palco de vitórias históricas!
No dia 24 de junho de 2004, um grupo de trabalhadores metalúrgicos do chão de fábrica no município de Catalão – Goiás corajosamente se reuniu em assembleia para fundar sua entidade representativa. O presidente do SindMetal Goiânia, Roberto Ferreira, participou daquele ato ousado e heroico. Começava ali a história da edificação desta majestosa obra denominada SIMECAT. O caminho foi espinhoso, cheio de obstáculos. No entanto, 10 anos depois, o que não era reconhecido nem como uma formiguinha, se transformou no gigante do Centro Oeste e um dos maiores sindicatos e mais representativos do Brasil. Neste décimo aniversário de fundação do SIMECAT, o maior ensinamento que tivemos foi que: viver é aceitar cada minuto como um milagre que não poderá ser repetido. Desafios que pareciam impossíveis ser superados, uma luta insana! Parabéns aos metalúrgicos de Catalão pelos bravos companheiros dirigentes sindicais que Deus colocou em seus caminhos! Avante SIMECAT!
UMA HOMENAGEM www.sindmetalgo.com.br Revista SIMECAT 10 anos - O trabalho é a nossa marca!
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André Luiz Felício Secretário de Saúde Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão|GO
O desafio de cuidar da saúde do trabalhador
Ações do sindicato buscam preservar a saúde dos metalúrgicos O trabalho pode provocar acidentes ou doenças de forma mais frequente do que se imagina. Para tentar amenizar essa realidade que ronda a saúde do trabalhador, a Secretaria de Saúde do Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (SIMECAT) desenvolve ações efetivas para prevenção, assistência e vigilância aos agravos à saúde relacionados ao trabalho. De acordo com a Previdência Social, acidente do trabalho é aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, permanente ou temporária, que cause a morte, a perda ou a redução da capacidade para o trabalho. Entre 2013 e o primeiro semestre de 2014, a Secretaria de Saúde do SIMECAT abriu 31 Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), todas elas relacionadas a LER (Lesões por Esforço Repetitivo) e DORT (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho). A maioria dos trabalhadores lesionados estão na montadora 50
Mitsubishi e os laudos apontam como doenças do trabalho as tendinites, hérnias, tenossinovite (inflamação nos tendões) e síndrome do túnel do carpo (neuropatia resultante da compressão do nervo mediano no canal do carpo, estrutura anatômica que se localiza entre a mão e o antebraço). Nem todos os trabalhadores encaminhados para o INSS recebem o benefício acidentário devido a uma falta de critério na perícia médica. Quando o INSS recusa o benefício para o trabalhador, o sindicato entra com recurso na Junta Médica em Anápolis/GO e os resultados têm sido positivos. Quando o pedido é negado, a assessoria jurídica do SIMECAT é acionada para recorrer na Justiça do Trabalho. Pensando nisso, a Secretaria de Saúde do SIMECAT trabalha diariamente atendendo os trabalhadores da base metalúrgica, esclarecendo dúvidas e realizando ações em prol da saúde do trabalhador no intuito de reduzir as doenças ocupacionais e acidentes de trabalho e proporcionar melhor qualidade de vida aos metalúrRevista SIMECAT 10 anos - O trabalho é a nossa marca!
SPDAT 2010 – A boa saúde depende mais do que de bons hábitos, depende de vigilância.
SPDAT 2011 - SIMECAT e trabalhadores unidos pela saúde e segurança no trabalho.
gicos.
A luta na área da saúde do trabalhador precisa ser constante, pois uma doença decorrente do trabalho acarreta outros problemas como desemprego, falta de acesso à educação, à cultura, ao lazer, entre outros. Por isso a preocupação do sindicato em fiscalizar a maneira como os trabalhadores desempenham suas atividades e também em lutar contra a precarização, que geralmente vem acompanhada do descumprimento de regulamentos de proteção à saúde e segurança e rebaixamento dos níveis salariais, causando deterioração das condições de saúde. Além do trabalho diário de orientação, o SIMECAT oferece para os seus associados, transporte gratuito para os que necessitam de tratamento ou consultas médicas na cidade de Uberlândia (MG). Porém, a maior ação da Secretaria de Saúde, sem dúvida, é a promoção da Semana de Prevenção de Doenças e Acidentes do Trabalho na Área Metalúrgica (SPDAT).
SPDAT 2012 - Recicle seus conceitos sobre segurança.
SPDAT
A SPDAT é realizada há quatro anos. O evento é promovido visando conscientizar e orientar todos os metalúrgicos para a saúde e segurança no trabalho. O espaço contempla ciclos de palestras com profissionais gabaritados responsáveis por garantir informações essenciais para os trabalhadores e empresários. O objetivo maior é levar informações principalmente para empresários e funcionários de pequenas empresas, que não têm conhecimento suficiente sobre temas que são pertinentes ao trabalhador e afetam diretamente a sua vida. Sempre lembro que o maior patrimônio da empresa é o seu trabalhador. A cada ano que passa a SPDAT vem se firmando como uma importante ação para a classe trabalhadora. As diferentes formas e condições de trabalho afetam a saúde do trabalhador. Programas para a saúde e segurança do trabalhador são um investimento essencial. Para avançar nessa discussão é necessário que o governo, empresas e sindicatos desenvolvam modelos mais eficientes de projetos voltados para a saúde do trabalhador. Precisamos nos engajar nessa luta.
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SPDAT 2013 - Cuidar da sua saúde é cuidar da sua qualidade de vida.
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Urismar Gonzaga do Nascimento Secretário de Educação e Cultura Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão|GO
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL: o caminho para qualificar trabalhadores e atender as demandas da indústria Cursos ofertados pelo SIMECAT em parceria com o SENAI já garantiram a qualificação de centenas de trabalhadores Desde 2009, o Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (SIMECAT) se dedica a um trabalho voltado para a qualificação de trabalhadores e aperfeiçoamento profissional. Diversos cursos já foram ofertados gratuitamente para metalúrgicos e seus dependentes com o objetivo de atender as demandas de mão de obra qualificada no município. Através da Secretaria de Educação e Cultura do SIMECAT, cerca de 800 trabalhadores já se profissionalizaram em algum curso oferecido pelo sindicato em parceria com o SENAI Catalão. Em média, cada curso realizado capacita 30 trabalhadores. Em Goiás, o SENAI com52
pletou 60 anos de atuação. Devido à parceria com o sindicato, a instituição proporciona ensino de qualidade gratuito, com professores capacitados e máquinas de última geração. A qualificação profissional é um ganho para o trabalhador e para a indústria, que terá funcionários cada vez mais capacitados. A iniciativa do SIMECAT comprova que é possível garantir educação profissional gratuita e de alto nível em cursos que estão em sintonia com o mercado de trabalho local. Os trabalhadores saem capacitados para a inserção no mercado e, ao mesmo tempo, podem também buscar uma promoção dentro da pró-
pria empresa. A educação profissional é uma preocupação constante do SIMECAT. O polo industrial de Catalão está localizado numa região estratégica e cada vez mais atrai grandes empresas. Aos poucos estamos atendendo as demandas já existentes e também estamos pensando a médio e longo prazo. Precisamos capacitar o maior número de trabalhadores para garantir uma profissão e, consequentemente, um emprego digno. Unidade Móvel de Soldagem Para reforçar o atendimento às demandas das empresas instaladas em Catalão e região,
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em junho de 2013 os trabalhadores receberam uma unidade móvel de soldagem. O objetivo é chegar nos locais onde as escolas não alcançam. A unidade possui sala de aula climatizada para dez alunos, notebook para o professor, elevador para cadeirante e o principal, 10 boxes de soldagem com equipamentos de última geração. A unidade móvel custou 1,5 milhão e é uma aquisição do SENAI com financiamento junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDS). Catalão foi a primeira cidade de Goiás a receber uma unidade móvel de soldagem e o presidente do SIMECAT, Carlos Albino, contribuiu para a escolha do município. Albino é Conselheiro Regional do SENAI e mostrou a importância de garantir mais qualificação para os trabalhadores da cidade, pois o polo metalmecânico está em crescente expansão.
Caminhão de Solda
Veja os cursos que já foram ofertados para os trabalhadores -Informática Básica -Excel Básico, Intermediário e Avançado -Corte e dobra de chapas -Eletricista Instalador Predial -Departamento Pessoal -Solda Mig Mag -Solda a arco elétrico eletrodo revestido -Solda Tig
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ia c n ê t s i s s be a e c e r ê c o ra V a p l i t n a estud te
r o p s n a r Vale-T e h c n a L e
SENAI o n s e õ ç rma Mais info óximo de você. mais pr
talão a C I A N E Escola S 400, . 1 ° n , r a l P. de Ave e n i t r a lão-GO m a a t L a . r C D . o v i A versitár i n U -1065 r 1 o 1 t e 4 S 3 ) 4 6 ões: ( Informaç
r b . m o c . o g i a n e s . www
Carlos Albino
José Pereira
Thiago
Anicésio
Bil
Urismar
Rogério
Leonardo
Jorginho
Dercílio
Jeancarlo
André
Paulinho
Rodrigão
Rherman
José Geraldo
Renilson
Zezão
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Aluminaço
CMC
Concept
Engelektro
Fórmula R Indústria
Guindaste Sudeste
Irmãos Haase
John Deere
Mitsubishi
Mitsubishi
Oficina Transduarte
Qualificar
RCM
RJ Machado
Souza Manutenção
Usimor
Weldmatic
Zamec
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Carlos Albino com a atual presidente da república Dilma Rousseff
Carlos Albino presenteou o ex-presidente Lula com a camiseta da Campanha Salarial
Visita do presidente Carlos Albino ao Sindicato UAW e a Nissan (EUA)
Carlos Albino participou do Encontro Internacional dos Metalúrgicos da FITIM, em 2011, em Jacarta (Indonésia)
Carlos e Albino e José Geraldo participaram da reunião da rede John Deere organizada pela IndustriALL Global Union, em 2013, em Genebra (Suíça).
Rodrigão participou da comitiva da Força que fez intercâmbio sindical em Cuba, em 2014.
Rodrigão representou o Brasil na Conferência JILAF, em 2011, no Japão
Na primeira conquista de cesta para os trabalhadores, cerca de 850 metalúrgicos, num gesto solidário, fizeram doação para famílias carentes.
Negociação com a Mitsubishi
Negociação com a Mitsubishi
Negociação com a John Deere
Encontro dos Comerciários do Centro-Oeste da Força Sindical
Reunião do Conselho do SENAI. Albino é conselheiro na entidade.
Assembleia na Mitsubishi com a presença dos companheiros dos Metalúrgicos de São Paulo
Apoio aos Metalúrgicos de Anápolis - Hyundai
Segunda sede do SIMECAT
Sala da Presidência na primeira sede do SIMECAT
Mobilização dos trabalhadores da Mitsubishi
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Assembleia com a presença de companheiros de diversas partes do Brasil
Assembleia com a presença de companheiros de diversas partes do País
Assembleia com a presença do companheiro Carlão (Met. São Paulo)
Assembleia com a presença do companheiro Elizeu (Met. Guarulhos)
Assembleia com a presença do companheiro Irineu (Met. Horizontina)
Assembleia com a presença do companheiro João Cayres (CNM-CUT)
Assembleia com a presença do companheiro Maloca (Met. São Paulo)
Assembleia com a presença do companheiro Miguel Torres (CNTM-Força)
Assembleia com a presença do companheiro Pereira (Met. São Paulo)
Assembleia com a presença do companheiro Pissinini (Met. Curitiba)
Assembleia com a presença do companheiro Roberto Anacleto (Dieese)
Assembleia com a presença do companheiro Silvio (Met. Volta Redonda)
Assembleia com a presença dos companheiros dos Metalúrgicos de São Paulo
Assembleia na Mitsubishi com a presença do companheiro Pedro Celso (CNTM)
Com o companheiro Eleno Bezerra (Met. São Paulo)
Com o companheiro Roberto Ferreira (SindMetal)
Parceria com o diretor do SESI Catalão Ilídio
Presenteando Miguel Torres com a camiseta da Campanha Salarial de Catalão
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Apoio ao SindCom
Apoio a eleição do Sindicato de Volta Redonda-RJ
Apoio a greve dos trabalhadores de Curitiba
Apoio aos trabalhadores da Nissan
Apoio ao Metabase - Chapadão
Apoio ao Movimento Camponês Popular
Apoio ao movimento de greve da Renault de Curitiba
Apoio ao SindCatalão - Greve dos Agentes de Saúde
Apoio ao Sindfio - Embrasatec
Apoio ao Sindtransporte - Fagundes
Apoio ao Sintracom - Manserv
Apoio ao Sitrame - Stemac
Apoio aos Metalúrgicos de Anápolis - Hyundai
Ato pelos trabalhadores da Nissan (EUA)
1° de Maio Força Sindical Goiás em Rio Verde
1° de Maio Força Sindical Goiás em Anápolis
1º de Maio da Força Goiás em Itumbiara
1º de Maio Força Goiás em Caldas Novas
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1° Seminário de Saúde Ocupacional do SIMECAT
1° Seminário do Centro-Oeste da Força Sindical
1° Seminário dos Metalúrgicos do Centro-Oeste
1° Seminário Liberdade X Engessamento do Movimento Sindical
1ª Conferência Estadual de Emprego e Trabalho Decente
1ª Marcha Unidos para Conquistar
1º Congresso da CNTM em Praia Grande-SP
1° Encontro de Redes Sindicais da John Deere em Catalão
2° Encontro Nacional de Comunicação Sindical
2ª Plenária da Força Sindical Goiás
3° Congresso da Força Sindical Goiás
3° Encontro de Comunicação Sindical
3° Encontro Nacional de Advogados da CNTM
4ª Marcha da Classe Trabalhadora
6ª Marcha da Classe Trabalhadora
7ª Marcha da Classe Trabalhadora
Fernando Morais Ribeiro
2ª Festa do Trabalhador de Ouvidor
5ª Marcha da Classe Trabalhadora
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8ª Marcha da Classe Trabalhadora
6° Congresso da Força Sindical em Praia Grande-SP
4ª Plenária da Força Sindical-GO em Caldas Novas
6ª Plenária da Força Sindical-GO em Aruanã
Abaixo-assinado pela jornada de 40 horas
1° Seminário de Criação de Políticas Públicas para Emprego e Renda
7° Congresso da Força Sindical em Praia Grande-SP
26° Salão Internacional do Automóvel em São Paulo
Encontro Nacional do Setor Automotivo em Guaraqueçaba-PR
Assembleia na MItsubishi com a presença do companheiro Luiz de Medeiros
Assembleia na Mitsubishi com a presença do companheiro Edson
Audiência pública sobre Direitos Humanos e Segurança Pública
Caminhada pela Vida
Confraternização dos Funcionários do SIMECAT
Congresso da Força Sindical Minas Gerais
Congresso Internacional de Direito Sindical
Coquetel para lançamento dos convênios do SIMECAT
Visita ao Sindicato dos Metarlúrgicos de Horizontina-RS
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Dia Nacional de Luta pelo Contrato Coletivo Nacional de Trabalho
Inauguração de obras no SESI / SENAI com a presença do presidente do Sistema FIEG Pedro Alves de Oliveira
Reunião com o Diretor-Geral do DNIT Jorge Ernesto Pinto Fraxe
Encontro de Redes Sindicais da Gerdau
Encontro Nacional de Trabalhadores nos Setores Automobilísticos em São Bernardo do Campo-SP
Entrega dos alimentos arrecadados no 1° de Maio de 2012
Espetáculo ‘Do Arco da Véia’. Parceria SIMECAT e SESI.
Fórum Social Temático em Porto Alegre
Fundação do Sindicato dos Cegonheiros de Goiás
Fundação do Sindicato dos Trabalhadores em Enfermagem de Catalão
Fundação do Sindicato dos Empregados no Comércio de Catalão
Fundação do Sindfio
Inauguração da Sede da Força Sindical
Intercâmbio com o Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco-SP
Jornada Unificada de Lutas pelas 40 horas
Lançamento da Secretaria da Mulher do SIMECAT
Dia Internacional de Luta Contra as Crises e as Demissões
Doação de presentes de Natal para crianças da creche municipal
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Manifestação pela contribuição assistencial
Manifesto contra a Emenda 3
Manifesto contra a PEC 37
Manifesto em Goiânia pela redução da jornada de trabalho
Manifesto pela isenção na PLR
Manifesto pelo fim do Fator Previdenciário
Manifesto pelo Trabalho Decente em São Paulo
Manifesto por menos juros e mais empregos
Marcha contra unificação do ICMS
Oficina de Redes Sindicais
Passeata contra corrupção
Pedindo a correção do FGTS
Plenária Nacional da Força Sindical
Plenária Nacional da Secretaria Sindical do Solidariedade
Posse Carlos Albino no Conselho Municipal do Trabalho de Catalão
Posse da Força Sindical Goiás 2013-2017
Posse do SindMetal-GO 2014-2018
Presenteando o ativista Danny Glover com a camiseta da Campanha Salarial 2013
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Protesto contra os juros altos em São Paulo
Protesto Junho-2013 em Catalão
Protesto pelos trabalhadores de engates
Protocolando Ação do FGTS
Redes Sindicais do Grupo Prysmian
Relançamento da Campanha pelas 40h
Reunião com Ministro do Trabalho Brizola Neto
Reunião com o senador José Sarney
Reunião para tratar sobre a construção da Creche do Trabalhador
Seminário Estadual de Formação Sindical em Minas Gerais
Seminário Internacional sobre Trabalho Decente
Seminário Nacional do Sistema Confederativo
Seminário sobre Acidente do Trabalho e Saúde Ocupacional
Visita ao Sindicato de Gravataí-RS
Visita ao Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba-PR
Visita aos Metalúrgicos de Ipatinga-MG
Visita do sindicato UAW (EUA)
Visita de Marina Silva em Catalão
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A luta dos trabalhadores
H
á muito tempo venho alertando que cada vez mais os trabalhadores estão perdendo força no Congresso Nacional. A cada eleição que passa diminui o número de representantes no Senado e na Câmara. Isso é terrível. Em 2013, a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), criada por Getúlio Vargas através de decreto assinado em 1º de maio de 1943, completou 70 anos de existência. Os direitos assegurados nessa legislação são enormes: carteira de trabalho e previdência social, vale-transporte, férias, adicional noturno, salário mínimo, licença-paternidade, 13º salário, FGTS, PIS, entre outros. Estas conquistas não foram alcançadas de graça. Foram forjadas a duras penas, em uma 66
luta de anos e anos do nosso povo. Foi e continua sendo uma questão de justiça. Por isso devemos estar atentos, redobrando a nossa vigilância. Tramitam no Congresso várias propostas que retiram direitos não dos trabalhadores, como o PL 951/11, que cria o Simples Trabalhista; o PL 4.330/04, que trata da terceirização, e o PL 1.463/2011, que cria um novo código do trabalho. A Associação Nacional dos Magistrados (Anamatra) considera esses textos “um grande retrocesso nos direitos trabalhistas no Brasil e uma afronta à Constituição Federal”. Em Brasília também está em gestação uma proposta que cria duas novas formas de contratação: a eventual e por hora trabalhada. Na prática, e eu respeito opiniões contrárias, isso vai ser um retrocesso, abrindo espaço para não se cumprir a
CLT e os direitos sociais da Constituição. Serve também de alerta para todos nós as recentes declarações do presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), João Oreste Dalazen, que defendeu uma reforma nos direitos do trabalhador e a flexibilização da CLT. O país atravessa o mais importante ciclo de desenvolvimento econômico e social da sua história. Agora, convenhamos, não podemos ficar flexibilizando leis toda vez que há uma crise econômica mundial. Os trabalhadores e aposentados não podem ser chamados para novamente pagar a conta. Já o fator previdenciário ainda continua a ‘infernizar’ a vida de todos os trabalhadores. Essa maldita fórmula retira, no ato da aposentadoria, até 50% do salário da mulher e até 45% do salário do homem. Uma crueldade, uma maldade, uma afronta a quem trabalhou e ajudou no desenvolvimento do país. Em 2008, após longa discussão iniciada em 2003, aprovamos no Senado Federal, por unanimidade, o fim do fator previdenciário. É claro que fizemos, com os movimentos sociais, enorme pressão. O projeto, desde então, está na Câmara, esperando votação dos deputados. Infelizmente, lá se vão quase seis anos. Seria fundamental que a sociedade, que cada cidadão, que cada trabalhador, que cada sindicalista, fizesse pressão junto ao seu deputado para que se vote de uma vez o fim dessa fórmula, que considero a maior inimiga dos trabalhadores brasileiros. Outra coisa: nos poderes
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s no Congresso Nacional Executivo, Legislativo e Judiciário, o teto é de R$ 30 mil, a aposentadoria é integral e não existe fator previdenciário. Por que, então, no Regime Geral da Previdência (RGPS), no qual o teto é de R$ 4.159, o fator é aplicado? Como se explica uma coisa dessas? Já a alegação de que não existem recursos para promover o fim do fator não procede, pois a cada ano milhões de reais saem oficialmente dos cofres da Seguridade Social para serem aplicados em outros fins. Vários estudos comprovam isso. Um deles é o da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip). Ele é baseado no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) e é certeiro em relação ao assunto: não há deficit. Pelo contrário. Desde 2009, o superavit tem ficado em torno de R$ 50 bilhões. Em 2013, foi de R$ 80 bilhões; 2012, R$ 78 bilhões; 2011, R$ 77 bilhões; 2010, R$ 56 bilhões. Sempre digo que alguns setores da sociedade ainda estão na onda do “gosto de levar vantagem em tudo”. Os operadores do “deficit” levam em conta apenas a arrecadação do Regime Geral da Previdência (RGPS) e as despesas com benefícios. Esquecem-se, intencionalmente, que a Seguridade Social é integrada pela Previdência, com Saúde e Assistência Social. Para esse conjunto da seguridade, há financiamento próprio, conforme a Constituição de 1988, por meio de impostos e taxas, como a Cofins, a CSLL, percentual de receitas de jogos e loterias, entre outros, tendo como base o Orçamento da União. Ain-
da conforme a Anfip, os resultados da seguridade poderiam ser ainda melhores se não fosse a sonegação e a inadimplência. A sonegação foi de R$ 15 bilhões em 2013; R$ 13,6 bilhões em 2012 e R$ 13,1 bilhões em 2011. Ainda segundo a Anfip, esses números podem ser até 10 vezes maiores. Isso, sem contar a inadimplência: R$ 34,9 bilhões. A quem interessa a men-
tira do”rombo” nas contas da seguridade? A quem interessa o desgaste da imagem da Previdência? Interesses? E por que o Congresso posterga a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 24/2003, que determina que o dinheiro da seguridade não pode ser desviado para outros fins? Diante de tudo isso, acredito em um caminho: a mobilização dos trabalhadores.
Senador Paulo Paim (PT\RS), 64 anos.
Dois mandatos de Senador da República e quatro de Deputado Federal. Ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas (RS). Fundador e primeiro secretário geral da CUT Nacional.
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A Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), filiada à Força Sindical, apoia e participa das lutas pela Pauta Trabalhista, por mais conquistas para a categoria metalúrgica no Brasil e em solidariedade às demais categorias e à classe trabalhadora mundial.
Aumento Real de salário Saúde e Segurança Trabalho Decente Redução da Jornada Fim das demissões imotivadas Fim das terceirizações Valorização da indústria nacional Fim da pirataria
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES METALÚRGICOS SAS, Quadra 06, Bloco K, Edifício Belvedere, Grupo 502 CEP 70.070-915, Brasília/DF (61) 3223.5600
www.cntm.org.br
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Igualdade de direitos Contrato Coletivo Nacional de Trabalho Redes Sindicais de Trabalhadores
“A nossa Confederação congrega mais de 150 entidades (Sindicatos e Federações), representando cerca de 1,2 milhão de trabalhadores metalúrgicos de todos os estados brasileiros. Somos uma grande força na luta unificada do movimento sindical brasileiro por desenvolvimento econômico, com distribuição de renda, cidadania e justiça social” Miguel Torres Presidente da CNTM e da Força Sindical
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