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GUIA DO OLHAR

SESC SP


BEM VINDO À BIENAL

NAIFS

DO

B

SESC PIRACICABA Esperamos que este folheto possa inspirá-lo para tornar a visita mais agradável e interessante.

Uma vez 0 filósofo alemão Theodor Adorno disse que “a condição da arte é gerar novos sentidos”. A razão de ser da arte é criar novos instrumentos para interpretarmos 0 mundo. Aqui há comentários sobre algumas obras dos artistas do módulo especial Mistura Fina - Arte da Necessidade; algumas questões que talvez venham à sua cabeça enquanto passeia pela exposição; dicas de leitura e sites de pesquisa, e outras coisas para pensar e fazer.

Aproveite!

28 set > 12 dez / 2004


PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A ARTE NAlF

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COMETÁRIOS DE OBRAS

ALGO PARA VOCÊ DESCOBRIR INFORMAÇÕES EXTRA DE SEU INTERESSE - DICAS DE LEITURA E DE WEB

UMA ATIVIDADE QUE VOCÊ PODE FAZER SOZINHO: ISOGRAVURA

UMA QUESTÃO PARA DEIXAR VOCÊ PENSANDO


0 QUE É NAÍF HOJE? O curador da Bienal Naifs do Brasil 2004, 0 jornalista e crítico de artes visuais Paulo Klein, elegeu 0 eixo temático "O Pensamento Mestiço 'bus­ cando enfatizar não só a mestiçagem étnica, característica forte em nosso país..., como também a mestiçagem cultural, que resulta numa produção artística matizada com contornos de saudável diversidade'. Não haveria mais, segundo ele, uma rígida definição do que é culto e do que é popular. Há, segundo Klein, 'uma contaminação de idéias, materiais e ideais, uma inter-relação entre esses dois mundos..." A Bienal apresenta a exposição de 106 artistas selecionadas em todo 0 Brasil por um júri especializado e, também 0 módulo especial "Mistura Fina - Arte da Necessidade", com obras de 36 artistas exemplares "dessa espontaneidade aflorada da cultura brasileira", desde 0 inicio do século XX até os dias atuais. Um conjunto de obras que contribui para 0 debate sobre 0 reconhecimento desses artistas como artistas brasileiros importantes, independente de rótulos.

QUEM SÃO OS ARTISTAS NAÍFS? São em geral pessoas que se dedicam a pintar ou a produzir arte, não formadas convencionalmente em artes plásticas (curso universitário ou formações similares). Muitos, porém, têm conhecimento de história da arte e curtem artistas de sua preferência. Uma grande parte dos naifs dedica-se em tempo integral como artistas profissionais. NaTf quer dizer, originalmente, no idioma francês, ingênuo, inocente. Os naifs estão nos centros urbanos e nas regiões rurais, em todas as profissões e posições sociais: universitários, estudantes, carteiros, jornalistas, lavradores, donas de casa, advogados, médicos, faxineiros, pacientes psiquiátricos, professores. O que une essas pessoas, sua característica comum, é a

vontade de criar como uma necessidade quase incontrolável de se expressar e se comunicar com 0 mundo.

COMO E ONDE OS PINTORES NÁÍFS APRENDEM A PINTAR? Geralmente, os naifs são autodidatas, ou seja, aprendem sozinhos, atra­ vés da observação e experiência.

VIDA E OBRA OU VIDA É OBRA? _

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Tudo é assunto para o artista naif: lembranças de sua vida , festas popu­ lares, coisas inventadas, frutos da imaginação, acontecimentos públicos, temas contemporâneos, notícias de jornal e até, por exemplo, fatos históricos importantes.

TRAÇOS, TRUQUES, ESTILO E MARCA PESSOAL Os ingênuos desenvolvem estilos muito individuais e característicos, pois criam seu trabalho a partir de experiências e construções do seu próprio conhecimento. O artista naíf costuma lançar mão de seus próprios recursos para alcançar soluções por meio de experimentação e repetição, desenvolvendo seus truques ou fórmulas para criar. Assim, depois que encontram seu estilo, alguns artistas dificilmente fazem alterações em sua produção ao longo da vida. O que também ocorre com artistas ditos atuais ou contemporâneos.

NARRATIVAS - QUANTAS HISTÓRIAS, VIVIDAS OU IMAGINADAS Basicamente a pintura ingênua é narrativa, está sempre contando uma história, seja ela realidade, sonho, mito ou conto tradicional. Observe: na maioria das telas há quase sempre alguma coisa acontecendo, um fato


se sucedendo, uma história se passando. Personagens e personalidades também são normalmente representados.

ORNAMENTOS: UMA HERANÇA BRASILEIRA A arte naíf é extremamente ornamentada, decorada. As roupas, paredes, objetos de cena e muitas vezes o fundo da pintura, são ornamentados com as mais diversas figuras ■ triângulos, estrelas, luas, círculos, fitas, espirais, pássaros, sóis, detalhes arquitetônicos. Muitas vezes, a pintura retrata uma cena tão complexa e cheia de elementos ricamente pintados • como um desfile de carnaval por exemplo, que se toma ela própria um grande show de ornamentos. Na arte popular brasileira, o ornamento sempre esteve presente, nas decorações de festividades, nos trajes de folguedos entre outros temas.

PINTAR PELA VONTADE DIVINA, COMO MISSÃO DE VIDA Muitos artistas ingênuos também pintam por razões que consideram superiores: são imagens religiosas, mensagens mediúnicas, impulsos ligados à morte de familiares. Muitos sentem mesmo uma necessidade de pintar como missão, como se houvesse uma vontade mais forte do que eles. Pesquise o celebrado artista, Artur Bispo de Rosário que morreu internado em uma instituição psiquiátrica. Acreditando ser um mensageiro dos Céus, Bispo construiu uma infinidade de objetos • como mantos, cetros e altares para propagar sua mensagem e o advento de seu reino. Aclamado por uma parcela da critica de arte , postumamente, como criador de uma poética original sem precedentes, Artur Bispo do Rosário rompeu algumas barreiras entre arte erudita e arte de loucos. Ele considerava estar construindo objetos divinos, um mundo só seu. Depois de seu falecimento representou o Brasil na importante Bienal de Veneza.

O QUE É ARTE BRUTA? Jean Dubuffet, artista plástico, interessou-se ao longo de sua vida pelo que denominou Arte Bruta - no sentido de estado bruto. Dubuffet pesqui­ sava em especial criatividade de crianças, loucos, artistas primitivos ou ingênuos. Também em relativo estado bruto, se comparada a certas ques­ tões e anseios da arte erudita, a arte ingênua, no entanto, se diferencia dos desenhos feitos por crianças ou loucos: a pintura naíf é uma afirma­ ção estética espontânea e a arte do alienado, principalmente do esquizo­ frênico, é uma tentativa aberta de juntar o ego despedaçado de dentro de um sistema de formas. Como a criança, o louco não faz arte pela arte. A criança faz arte entre os muitos processos que tem para entender e re­ presentar o mundo, e o louco que faz arte, a faz por uma necessidade vital.

UM ELO PROFUNDO COM A INTUIÇÃO Muito da arte naíf, mesmo não sendo de temas religiosos, traz um pouco de religiosidade no seu jeito de ser. Um sentimento silencioso de busca de uma sensação perdida, primordial, espiritual. Ao representar o mundo que vêm - mas com a sua maneira individual de ver, os artistas pintam, de foto, seu sentimento do mundo. É esse sentimento que atrai a empatia do público, que leva os espectadores a se identificarem com os artistas. A arte ingênua é intuitiva e sensível.

OS ARTISTAS NAÍF BUSCAM APRIMORAMENTO TÉCNICO? Se uma parte dos artistas encontra as próprias soluções e passam a trabalhar com elas nas obras seguintes. Há também os artistas que, ao ingressar no mercado artístico (ou na tentativa de ingressar), procuram assimilar técnicas e procedimentos acadêmicos ou estranhos à sua poética, que podem descaracterizar seu trabalho. 7


0 OLHAR DAS ALTURAS... O PONTO DE VISTA DE UM PÁSSARO

OS ARTISTAS ERUDITOS SE INTERESSAM PELA ARTE NÁÍF? __

Perspectiva quer dizer ponto de vista. Durante muito tempo, nas artes plásticas, se pintou com uso das regras de perspectiva para criar a ilusão de profundidade na pintura bidimensional. Muitos naífs usam perspectiva intuitivamente, com linhas diagonais para dar a sensação de distância entre os elementos da pintura. A perspectiva aérea é um ponto de vista de quem está no alto e pode ver paisagens e cenas inteiras como se estivesse pairando no ar, sem a rigidez da representação de profundidade. Ela é muito comum na pintura náíf, e permite aos artistas colocarem em seus trabalhos extensas paisagens onde se destacam acontecimentos significativos do cotidiano da cultura popular, como festas e folguedos.

Durante muito tempo a arte era predominantemente erudita. Ou seja, suas regras e modos de fazer se aprendiam em uma Academia, e os artistas eram estudiosos do assunto, o que incluía, além de aprender a pintar, estudar história da arte e freqüentar os meios artísticos. Isso começou a mudar com as Vanguardas Européias, no final do século XIX e início do século XX. Movimentos artísticos que modernizaram a arte, encabeçados por artistas que procuravam novas maneiras de representar o mundo, o abandono das regras das Academias para buscar o estilo pessoal. Os artistas modernos foram os primeiros, não só a acreditar, como também admirar e incentivar a produção ingênua com forma tão valiosa de expressão quanto a arte erudita.

QUANTO MAIS REGIONAL OU PESSOAL, MAIS UNIVERSAL ^ü^êmõ^íãrpintürã^íãí?s7a^êpmsêntãçoê^êssõãiTdõ7iünd^|ue, por serem tão espontâneas, tomam-se também universais. Ao usar somente suas referências para pintar, as referências de uma pessoa comum, o artista ingênuo consegue facilmente, pela simplicidade da sua mensagem, se comunicar com um grande número de pessoas. A pintura nasce num univer­ so muito próprio do artista, mas que é compreendido pelos espectadores.

A ARTE NÁÍF É UNIVERSAL, COMO A ARTE POPULAR? No Brasil, não existe uma arte totalmente ingênua. Nossa sociedade é completamente aberta aos avanços tecnológicos e outras culturas. Aparatos eletrônicos, como TV, computador e Internet já existem na maiorias dos lares, em diferentes graus. Já no caso da arte náíf, as mudanças, transformações e temas atuais da sociedade são mais rapidamente incorporadas, já que essa produção nasce da necessidade de expressão pessoal de seus autores.

O ADUANEIRO QUE ERA AMIGO DE PICASSO

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Henri Rousseau, "Le Douanier", era um alfandegário aposentado que gostava de pintar, nas horas vagas e com muito afinco, cenas campestres, animais fantásticos e florestas tropicais. O título de naif foi dado à Rousseau pelo artista Afred Jarry. Expôs pela primeira vez na Salão dos Independentes em 1886, sob a zombaria do público e a admiração de um pintor chamado Signac, que mais tarde 0 apresentaria a Picasso, que se tornou grande admirador de seu trabalho. Os primeiros fãs de Rousseau foram justamente os artistas mais eruditos e vanguardistas de sua época. Admiravam sua espontaneidade criativa e a mistura do real e do absurdo em suas telas. Impulsionado pelas críticos e pintores de vanguarda, a partir de 1906, Rousseau se torna 0 primeiro artista ingênuo moderno a alcançar fama, reconhecimento e a influenciar a arte erudita.

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LIVRES E SEM TENDÊNCIA Os artistas naíf não se filiam a movimentos ou tendências artísticas. Embora em muitas obras de artistas populares ou ingênuos possamos identificar características da arte moderna ou contemporânea, a maioria dos naíf trabalha sem considerar ou perseguir tais influências. Já o inverso é mais comum: muitos artistas modernos e contemporâneos buscaram e têm buscado inspiração e referência na arte popular e

ingênua.

primeiro nome aparecer depois do mestre Cardosinho, que já a alguns anos começara a despontar junto aos artistas modernos. Sambista e compositor popular, 0 carioca Heitor começou a pintar autodidaticamente cenas de morro, favelas, motivos populares, sambas, capoeiras, lavadeiras, gente humilde da rua. Espontâneo, Heitor foi um pintor típico do cotidiano urbano: é um artista que não tendeu para 0 mito ou a fantasia, e sim para 0 realismo do dia-a-dia, pintando muitas vezes elementos da época, como 0 malandro ou 0 vendedor de rua.

VOCÊ CONHECE O CARDOSINHO?

0 QUE É XILOGRAVURA? Descoberto por Cândido Portinari, José Bernardo Cardoso Júnior é um marco na arte ingênua brasileira. Expondo desde 1937 no Salão do Palace Hotel do Rio de Janeiro, ao lado de artistas de tendência moderna da Sociedade dos Artistas Brasileiros, Cardosinho foi o primeiro ingênuo a ser reconhecido por crítica e público como artista profissional. Era funcionário público aposentado, ingênuo nas suas idéias sobre arte, mas com uma produção original, um desenho preciso e narrativo. Freqüentemente quadriculava e transpunha para as telas reproduções saídas em jornais contanto fatos do cotidiano. Cartões postais, com 0 Pão de Açúcar ao fundo, também 0 inspiravam.

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PRAZER, HEITOR Em 1942, 0 circuito artístico brasileiro dá um lugar ao sol para a arte naíf. No Salão Nacional de Belas Artes, dentro da divisão especial de Arte Moderna, figuravam alguns pintores ingênuos. Heitor dos Prazeres foi 0

”1

Palavra composta pelos termos gregos xylon e graphein, que significam, madeira e escrever. Maneira de escrever ou gravar com 0 emprego de matrizes de madeira . Na Antiguidade, os.egípcios já produziam tecidos estampados dois mil anos antes de Cristo. Também na Pérsia, índia, América

Pré-colombiana e China. Do pa.no, a xilogravura passou ao papel no século VIII, onde orações budistas erarri impressas no Japão. No século XV, os primeiros .livros foram impressos nessa técnica. O pintor alemão Albrecht Durer ( 1471-1528) introduziu a xilogravura no campo artístico com a publicação do seu trabalho “Apocalipse" em 1498. No Brasil, isso só ocorreu no início do século XX. No mesmo período, ela se prestou à ilustração dos folhetos de cordel no Nordeste, que mantém uma forte tradição, em especial no Juazeiro do Norte, no Ceará e em Bezerros em Pernambuco.


ELIAS DOS BONECOS ELIAS ROCHA (PIRACICABA / SP 1931)

“CONJUNTO DE BONECOS DE SUCATA” 2004

COLEÇÃO SESC SÃO PAULO

Os personagens do Elias dos Bonecos remetem à tradição da malhação de judas e continuam incorporados ao meio ambiente, como a manter as características antigas das margens do rio Piracicaba. Bonecos pescadores que vigiam o Rio Piracica­ ba. Expressão de um homem simples que passou a fazer parte do espírito da cidade.


FRANCISCO GRACIANO CARDOSO (juazeiro DO NORTE / CE, 1966)

“bichos e galinha” ESCULTURA EM UMBURANA

130 X 60CM

CENTRO DE CULTURA POPULAR MESTRE NOZA DE IUAZEIRO DO NORTE

Membro do clã Graciano, Francisco Cardoso, como em geral assina, é filho do Mestre Manoel Graciano. Sua obra lança luz sobre estes ramos ancestrais, impressões entre o artista e seus seres imaginários.


MANOEL GRACIANQ CARDOSO______________ (SANTANA DO CARIRI / CE, 1923)

“BICHOS” ESCULTURA EM UMBURANA

120 X 60CM

CENTRO DE CULTURA POPULAR MESTRE NOZA DE JUAZEIRO DO NORTE / CE

Veio da lavoura para Juazeiro do Norte e tenteou, tenteou até criar e produzir esculturas de madeira, nos moldes de outro espontâneo genial da região, Mestre Nino. Em sua obra a vida se impõe por meio de uma energia rústica, mas provida de afeto e expressividade. 0 resultado é um imaginário ar­ rancado com sofrimento do inanimado da matéria.

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______________________________________NILO JOSÉ MARCIONILO PEREIRA FILHO (JUAZEIRO DO NORTE / CE, 1966)

“figuras do reisado” ESCULTURA EM UMBURANA

39 X 13CM CADA

COLEÇÃO PARTICULAR

Da geração de Francisco Cardoso, filho de sêo Manoel, Nilo surpreende com uma nova visualidade em suas esculturas. Inspiradas, como sempre, em temas populares, como o Reisado, a Banda Cabaçal e outros, o artista contribui com personagens de inspiração teatral, cores cítricas e tratamentos que remetem aos filmes como "Guerra nas Estrelas" e "Matrix".


NIN 0________________________ JOÃO COSMO FÉLIX (JUAZEIRO DO NORTE / CE)

“cena de casamento” ESCULTURA EM MADEIRA

ll6 X 38CM

COLEÇÃO JOSÉ TARCÍSIO

Fruto do imaginário nordestino, artista de grande valor, que criou um universo fantástico a partir dos macaquinhos, antigo brinquedo das crianças do Juazeiro do Norte, João Cosmo Félix partiu com quase 90 anos mas legou-nos uma obra cheia de encantamento e mistérios. Para a pesquisadora Dodora Guimarães ele “Inventou sua escultura sem se contaminar pelo imaginário religioso de Juazeiro do Norte.” 21


FORMIGUINHA FRANCISCA ALVES DA SILVA (ARAÇOIABA / CE, 1944)

“a sereia ao telefone” BONECO DE PANO COLEÇÃO PARTICULAR

Como num teatro de bonecos eterno, a costureira Formiguinha dá personalidade aos seus familiares, enquanto a Sereia encanta alguém ao telefone. Sexagenária versátil, Formiguinha vive em Aracati, no Ceará, mas está preocupada com seus perso­ nagens viajando sozinhos por São Paulo. Ela cria e vive seus personagens, da confecção à teatralização que desenvolve com suas adoráveis criaturas.

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CECÍLIA STELINI (são PAULO / SP, 1951)

“tapete voador” série tapetes de fé 2004

INSTALAÇÃO

Os tapetes de fé, utilizados em cidades portuguesas e brasileiras na procissão de Corpus Christi, são a inspiração de origem popular cristã para a artista plástica Cecília Stelini. Ela recupera a técnica dos "tapetes com serragem colorida e de pétalas de flores" para desenvolver uma simbologia própria e universal ao mesmo tempo. Leve e flutuante, a artista nos renova e nos aproxima da tradição. 25


_________________________ J. BORGES JOSÉ FRANCISCO BORGES (BEZERROS / PE, 1935)

“O FORRÓ DOS BICHOS” 2004

XILOGRAVURA COLORIDA SOBRE PAPEL

48 X 66cm

Um gráfico popular de qualidade indiscutível. Repórter da vida nordestina, J.Borges já é artista reconhecido internacionalmente (Patrimônio da Humanidade, segundo a Unesco), figura na Biblioteca do Congresso Nacional dos Estados Unidos da América, em Washington, com suas crônicas de sátira e humor. Corte do tempo presente que nos remetem a outros tempos.

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AMARO FRANCISCO___________________________ AMARO FRANCISCO BORGES (BEZERROS / PE, 1939)

“nordestinos no amazona” XILOGRAVURA COLORIDA S/ PAPEL

66 X 48CM

COLEÇÃO PARTICULAR

Na Amazônia, o espaço que o medo ocupa alcança a copa das altas árvores.


J. MIGUEL JOSÉ MIGUEL DA SILVA (BEZERROS / PE, 1961) “A BRIGA DOS DRAGÕES”

2004

XILOGRAVURA s/ PAPEL

66 x 48CM

COLEÇÃO PARTICULAR

Um mundo com outra lógica, um universo de dra­ gões e segredos milenares. Fábulas são verdadeiras". ítalo Calvino


MANASSES BORGES “a revoada” XILOGRAVURA S/ PAPEL

66 x 48CM

COLEÇÃO PARTICULAR

O movimento dos pássaros em torno do sol não acaba mais...


NENA “CAPUEIRA E EMBOLADORES” XILOGRAVURA COLORIDA s/ PAPEL

48 X 66cm

COLEÇÃO PARTICULAR

Desfiles, paradas, festejos e procissões populares são fontes inesgotáveis de inspiração da primeira mulher xilógrafa de que se tem notícia na província de Bezerros, em Pernambuco.

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D5B

GIVANILDO GIVANILDO FRANCISCO DA SILVA (BEZERROS / PE, 1962)

“vítimas do descaso” XILOGRAVURA S/ PAPEL

66 X 48CM

COLEÇÃO PARTICULAR

Uma rede delicada de histórias do destino do povo.

"O êxodo, busca de uma terra que não foi prometida e que é a cidade indiferente" Gilmar de Carvalho

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JOSE COSTA LEITE “a feira de caruaru” XILOGRAVURA s/ PAPEL

50 X ÓOCM

COLEÇÃO GUISEPPE BACCARO

Crônicas do cotidiano para que nunca as esque­ çamos. Retratos de luta e diligência no trabalho.


STENIO DINIZ____________________________ ______ JOSÉ STÉNIO SILVA DINIZ (JUAZEIRO DO NORTE / CE, 1953)

“SEGREDO DA MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES E PEIXES: JUNTAR E DIVIDIR” XILOGRAVURA s/ PAPEL

48 X 66cm

COLEÇÃO PARTICULAR

Inova a linguagem da xilogravura com o refinamento de linhas e sutileza no movimento da imagem. Muito além da parábola bíblica...

41


FRANCISCO ALMEIDA (CRATEUS / CE, 1962) S/ TÍTULO

XILOGRAVURA SOBRE PAPEL

100,1 X 76

COLEÇÃO DO ARTISTA

Em alguma galáxia distante, desenha ídolos anô­ nimos em um muro virtual. Quase ficção científica... talvez um ritual religioso.

42


ABRAÃO BATISTA (juazeiro DO NORTE / CE, 1936) “o TOCO DA NEGA” 1985

XILOGRAVURA SOBRE PAPEL

44 X Ó2CM

COLEÇÃO PARTICULAR

Figuras da cultura material e espiritual do Ceará. Um mundo sonhado antes de ter existido.

45


PABLO BORGES “moça elegante” MATRIZES DE XILOGRAVURA DE ARTISTAS DE BEZERROS

18,5 X 93CM

Linhas fortes, largas, retas, contínuas, quebradas conduzem nosso olhar com movimento no espaço.

z,6


MAR IETA___________________________________ MARIETA RAMOS (CAMOCHIN / CE, I9O7 - ARACATI / CE, 1992)

“COMENDO morangos” PATCHWORK / PEANEAUX / TAPEÇARIA COM RETALHOS

144 X 76CM

COLEÇÃO PARTICULAR

Sempre o coração no centro. Arte em tecido im­ pregnada de religiosidade cearense e da influência da obra de Chico da Silva.


___________________ ZICA BERGAMJ. (iBITINGA / SP, 1913)

“curtindo a natureza” 1999

BICO DE PENA SOBRE PAPEL

53 X óZj.SCM

COLEÇÃO PARTICULAR

Memórias da infância dos traços que tocam música. Aos 92 anos, Dona Zica ainda ilumina e lembra uma de suas criações, a música "Lampião de Gás", inter­ pretada por Inezita Barroso.

50


ISABEL MENDESJDA CUNHA (SANTANA DO ARAÇUAÍ / MG, 1942)

“A noiva” ESCULTURA CERÂMICA

55 X 20CM

COLEÇÃO PARTICULAR AURA MARIA DA COSTA ARUNÃ ARTE POPULAR

As antigas moringas são hoje objetos de arte para nossa contemplação. Detalhes preciosos que justi­ ficam 0 reconhecimento como artista modelo.

53


MARIA LIRA MARIA LIRA MARQUES (ARAÇUAÍ / MG, 1946) S/ TÍTULO AREIA SOBRE PAPEL DE EMBRULHO

33 X 48CM

COLEÇÃO AM GALERIA DE ARTE

Urucum, cola, areia, água e papel de embrulho. Ressurreição rupestre repleta de singeleza e pureza.


______ CHICO DA SILVA FRANCISCO DOMINGOS DA SILVA (ALTO TEJO / AC, I9IO • FORTALEZA / CE, 1985)

s/ TÍTULO PINTURA SOBRE CARTÃO

56 X 77CM

COLEÇÃO GUISEPPE BACCARO

Bicho marinho. Dragão marinho. Natureza fantástica do eterno menino Chico da Silva.

57


_____________________________________________ BAJADO. EUCLIDES FRANCISCO AMÂNCIO (MARAIAL / PE, 1912 - OLINDA / PE, 1996)

“VIRGENS DE OLINDA” ÓLEO SOBRE EUCATEX

40 X 60CM

COLEÇÃO GUISEPPE BACCARO

Quem resolvemos ser nas histórias em que somos protagonistas? Você sabia que o artista está em sua obra?

58


CARDOSINHO JOSÉ BERNARDO CARDOSO JÚNIOR

(COIMBRA / PORTUGAL, l86l - RIO DE JANEIRO / RJ, 1947)

“horas de ócio” ÓLEO S/ CARTÃO

57 X 78CM

COLEÇÃO GENEVIEVE E JEAN BOGHICI

Tanto lirismo que nos faz ouvir, ao longe, as vozes e as ondas do mar. Tantas paisagens ocupam nossa imaginação, como habitaram o universo de Cândido Portinari e Fujita.


HEITOR DOS PRAZERES. (rio de JANEIRO / RJ, 1898 -1966)

“samba” ÓLEO SOBRE TELA

53 X 72CM

COLEÇÃO GENEVIEVE E JEAN BOGHICI

Perceba a posição de cada pessoa e depois de todo 0 conjunto nesse instante de samba congela­ do no tempo.

62


PAULO PEDRO LEAL__________________________ (RIO DE JANEIRO / RJ, 1894 - COELHO DA ROCHA / RJ, 1968) “A BRIGA” 1965

ÓLEO SOBRE CARTÃO E EUCATEX

64,2 X 914OCM

MUSEU INTERNACIONAL DE ARTE NAlF DO BRASIL

Repórter do cotidiano da cidade, PPL se intitulava “Paulo - Pintor Espiritual”, e não usava telex, mas seus dons espirituais. Captava no ar os aconteci­ mentos mais impressionantes e, dizendo acabar-se nos pincéis, pintava notícias de jornal, batalhas sangrentas, sinistros terríveis, com tensão e dramaticidade, como uma briga de bar.

65


__________________________________________ LORENZATO AMADEU LUCIANO LORENZATO (BELO HORIZONTE / MG, IÇOO - 1995)

“l6 FRAGMENTOS - ANCESTRAIS”

ÓLEO SOBRE EUCATEX

73 X ÓOCM

COLEÇÃO MANOEL MACEDO

“Entre o erudito e o popular, Lorenzato pintou seu passado e seu presente, seus ancestrais entre paisagens e lembranças. Utilizava curiosa técnica de pintura sobre placa de cimento texturizado, vín­ culo com sua profissão de pedreiro”. Paulo Klein

66


JOSÉ ANTÔNIO DA SILVA________________________ (SALES DE OLIVEIRA / SP, 1909 - SÃO PAULO / SP, 1996)

“médico na roça” 1945

ÓLEO SOBRE EUCATEX

39 X 49CM

COLEÇÃO ORANDI MOMESSO

Formas imprecisas, falta de proporção que confere um desconfortável humor.

69


______________________________________ MIRIAN MIRIAN INÊS DA SILVA (TRINDADE / GO, 1939 • RIO DE JANEIRO / RJ, 1996)

“quatro crianças brincando” 1992

ÓLEO s/ MADEIRA

40 X 28CM

COLEÇÃO SESC SÃO PAULO

Crianças quase circenses... simples aventura da saudade dos jogos de brincar da sua infância em Goiás.

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JOSÉ RODRIGUES DE MIRANDA (MACEIÓ / AL, 1907 - RECIFE / PE, 1985)

“A praia” 1983

ÓLEO SOBRE EUCATEX

68 X 100CM

ACERVO MIAN - MUSEU INTERNACIONAL DE ARTE NAlF DO BRASIL

Use 0 olho como lupa para se deliciar com a riqueza de detalhes na multidão.

73


__________________________________ JULIO MARTINS (ICARAÍ / RJ, l893 - RIO DE JANEIRO / RJ, 1979)

“voltando pra casa” ÓLEO S/ CHAPA

44 x 64CM

COLEÇÃO LÉLIA COELHO FROTA

Nem sempre lembramos dos sonhos que nos foram destinados. Pureza e originalidade que não se pode ensinar, nem tão pouco aprender.


RANCHINHO SEBASTIÃO THEODORO PAUL1NO DA SILVA ( OSCAR BRESSANE / SP, 1923 - ASSIS / SP, 2003

“domadora” 1991

ÓLEO SOBRE EUCATEX

40,5 X 603CM

COLEÇÃO PARTICULAR

De perto, pinceladas nervosas desenham a cena. De longe, só cor.

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DESCARTES GADELHA (FORTALEZA / CE, 1943)

“coruja na paisagem / série: de um alguém para outro alguém”

1990

ÓLEO s/ EUCATEX

73 X 60CM

COLEÇÃO PARTICULAR

“O ponto de vista do artista. Realista. A coruja em primeiro plano, sinistra, denuncia problemas soci­ ais, como nas revistas de quadrinhos modernas. O artista verdadeiro escreve sua história como história de sua época.” Paulo Klein


MARINALDO SANTOS____________________________ (BELÉM / PA, 1961)

“PENSANDO EM VOAR”

ACRÍLICA SOBRE TELA

70 X 70CM

COLEÇÃO DO ARTISTA

“De como o cotidiano de Belém do Pará ganha um tempero Pop... Não há como não lembrar da estéti­ ca da pobreza ao se contemplar uma tela deste artista pouco conhecido por aqui. ” Paulo Klein


VILA MARIQUINHA “bordado da vovó” 2001

BORDADO

42 X 59CM

COLEÇÃO LEO BAHIA E ARLINDO PORTO

Um grupo de mulheres simples de Belo Horizonte que reconquistou sua auto-estima bordando suas histórias reais ou e inventadas. Conseguiram, com imaginação, linhas e tecidos alcançar, no mínimo, seus quinze segundos de fama. E voltaram para o anonimato.

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MARIA DE LOURDES CÂNDIDO Gardim / PE, 1939) “procissão do divino” ESCULTURA CERÂMICA

16 X 7CM

COLEÇÃO PARTICULAR

Religioso encapuzado de Barbalha, no Ceará. Peni­ tente da procissão. A arte do barro ressuscita os folguedos e os hábitos esquecidos.

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ALGO PARA VOCÊ DESCOBRIR

COELHO FROTA, Lélia: Mitopoética de Nove Artistas Brasileiros, Edição Funarte, Rio de Janeiro, 1978.

OLHANDO DE PERTO

FIGUEIREDO, Aline: Artes Plásticas no Centro-Oeste, UFMT, Cuiabá, 1990.

Observe como cada

pintor além de ter um traço pessoal, tem uma palhe­

ta própria de cores, aquelas que gosta sempre de usar.

EXTRA INFORMAÇÃO DE SEU INTERESSE DICAS DE LEITURA AQUINO, Flávio de: Aspectos da Pintura Primitiva Brasileira - Apresentação de Geraldo Edson de Andrade, Spala, Rio de Janeiro, 1978.

ANDRADE FILHO, João Evangelista de: Mestres do Juazeiro: cotidiano e símbolo na escultura popular, Editora/ Universidade de Brasília, 1997.

ANDRADE, Geraldo Edson e ARDIES, Jacques: A Arte Naif no Brasil, Empresa das Artes, São Paulo, 1998. ARAÚJO, Emanoel: A Mão Afro-Brasileira: significado da contribuição artística e histórica, Tenege, São Paulo, 1988.

BARDI, Lina Bo: Tempos de Grossura: O Design no Impasse, Instituto Lina Bo e P.M.

Bardi, São Paulo, 1992. BRAGA, Robério e PAPA, Cleber: Brasil das Artes, Imagem Data, São Paulo, 1999.

BUELONI, Maurício Tadeu: Os Bonecos do Elias - A participação desses elementos

de folkmídia na publicidade e propaganda institucional de Piracicaba, História e Memória Vol. II, Piracicaba, 2001.

COCTEAU, Jean: Petits maitres de la folie, Clarefontaine, Lausanne, 1961.

FINKELSTEIN, Lucien: Brasil Naif: Testemunho e Patrimônio da Humanidade, Novas Direções, Rio de Janeiro, 2001. LEITE, José Roberto Teixeira: Dicionário Crítico da Pintura Brasileira, Artlivre, Rio de Janeiro, 1988.

MACHADO, Clotilde de Carvalho: O Barro na Arte Popular Brasileira, Lídio Ferreiro Júnior Editora, Rio de Janeiro, 1977. MIMESSI, José Nazareno: Pintura Primitiva, Edição do Autor, Assis, 1991. PONTUAL, Roberto: Dicionário das Artes Plásticas no Brasil - Apresentação de Antonio Houaiss, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1969.

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1998. Edição Especial Sobre “Arte e Cultura Popular” - Vários autores.


LEITURAS COMPLEMENTARES GRUZINSKI, Serge: O Pensamento Mestiço, Companhia das Letras, São Paulo, 2001.

DAMATTA, Roberto: Carnavais Malandros e Heróis, Rocco, Rio de Janeiro, 1997.

JACOVSKY.A.: Dictionnaire des Peintres Naís du Monde Entier, Basilius Press, Basel, 1976.

Les Proverbes vus par les Peintres NaiTs, Max Fourny, Paris, 1973. KLINTOWITZ,Arte ingênua brasileira, Banco Cidade, São Paulo, 1985.

BUARQUE DE HOLANDA, Sérgio: Raízes do Brasil

MIMESSI, J. N.: Pintura primitiva (naive): resultados de uma pesquisa, Edição do

RIBEIRO, Darcy: O Povo Brasileiro

Autor, Assis, 1991.

CÂNDIDO, Antonio: Os parceiros do Rio Bonito, Livraria Duas Cidades, São Paulo, 1987.

PAUWELS, L: L’arche de Noê et les NaiTs, Max Fourny, Paris, 1977.

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PONTUAL, R.: Dicionário das artes plásticas no Brasil, Civilização Brasileira, Rio de

Janeiro, 1978.

Janeiro, 1969.

ARDIES, J A: Arte NaiT no Brasil, Textos de Geraldo Edson de Andrade, Empresa das Artes, São Paulo, 1998.

RODMAN, S.: Genius in the Backlands - Popular Artists of Brazil, Devin-Adair, Old

AYALA, W.: Dicionário de Pintores Brasileiros, Editora Spala, Rio de Janeiro, 1986.

Greenwich, 1977.

SCHENBERG, M.: Pensamento em Arte, Nova Stella, São Paulo, 1988.

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www.artcanal.com.br www.pauloklein.art.br www.fundaj.gov.br www.sescsp.com.br

D’AMBROSIO, O.: Os pincéis de Deus: vida e obra do pintor náíf Waldomiro de

Deus, Editora Unesp, São Paulo, 1999. FINKELSTEIN, L Helena Coelho: poemas coloridos, In: Projetos Os Futuros Grandes da Arte NaiT, Exposição n8 6, Museu Internacional de Arte NaiT, Rio de Janeiro, 1998.

NaiTs Brasileiros de hoje, Ed. Feira Internacional de Frankfurt, Frankfurt, 1994.

FOURNY, M.: Album mondial de la Peinture Náíve, Herva, Paris, 1990.

GOLDWATER, R.: Primitivism In Modem Art, Belknap Press, Cambridge/ London, 1986.

www.museunaif.com.br www.artenalf.hpg.com.br www.artenaif.hpg.ig.com.br www.pitoresco.com.br/arte_naif.htm www.arteducacao.pro.br/naif/naif.htm www.historiadaarte.com.br/artenaif.html www.historiadaarte.com.br/artenaifbrasileira.html

89


UMA ATIVIDADE_______________________________ QUE VOCÊ PODE FAZER SOZINHO: ISOGRAVURA Ao invés de fazer uma xilogravura, você pode fazer uma gravura em isopor.

6. Pressione a colher de sopa com força em cada parte do papel para que 0 desenho saia impresso em baixo. 7. Retire 0 papel pintado com muito cuidado e veja a isogravura que você acabou de fazer.

8J\ssine seu trabalho, ponha a data e o numere.

MATERIAL

• 2 bandejinhas de isopor

OBSERVAÇÃO: a bandejinha de isopor com 0 desenho da caneta bic é

• i caneta bic

uma matriz, quer dizer que você pode repetir a mesma gravura muitas

• 2 folhas de papel em branco

vezes.

• i lápis preto • i rolinho de espuma de qualquer tamanho

UMA QUESTÃO__________

• um pouco de tinta goache preta • i colher de sopa

PARA DEIXAR VOCÊ PENSANDO “O poder transformador da arte está exatamente no que ela tem de

COMO FAZER

í. Faça primeiramente no papel o desenho da gravura para treinar. 2. Vire uma bandeja de isopor de cabeça para baixo e, com a cane­

inútil?” Regis Bonvicino

ta, bic faça seu desenho nela. Faça com força, mas cuidado pra não

furar a bandeja.

3. Coloque um pouco de tinta preta na outra bandeja. Estique a tinta com o rolinho de espuma até ela se espalhar por igual.

4. Passe a tinta sobre o desenho que você fez. 5. Pegue a outra folha de papel e coloque-a bem centralizada sobre 0

desenho com tinta.

I

91


FICHA TÉCNICA SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO

Administração Regional no Estado de São Paulo

Presidente do Conselho Regional Abram Szajman Dirftor oo Departamfnto Regionai Danilo Santos de Miranda

Superintendente Técnico-Social Joel Naimayer Padula Gerente of Ação Cultural Ivan

Giannini

Gerente Aoiunto Rosana Paulo da Cunha Assistente Celina Almeida Neves

Gerente do SESC Piracicaba Sebastião E. C. Martins Gerente Adiunto Flávia Andréa Carvalho

Supervisão Grãhca Eron Silva

Concepção Vera Barros Textos Vera Barros e André Vilella

Colaboração Paulo Klein

Diagramação Lia Assumpção

SESC SR www.sescsp.org.br 0800-118220

92


SESC SR

PIRACICABA Rua Ipiranga, 155 CEP 13400-480 Piracicaba SP T 19 3434-4022


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