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Cinema | Cena Preta Plano Negro

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cena preta plano negro

mostra de cinema de 26 de julho a 26 agosto de 2018


Onde estão as diretoras, diretores e roteiristas negros na produção audiovisual brasileira? O racismo no Brasil, reflexo de uma herança de quase quatro séculos de escravidão, relegou a população negra à marginalidade, subcidadania e pobreza, situação que, em pleno século XXI, permanece de forma alarmante. Hoje o racismo mata um jovem negro a cada 23 minutos.* O meio audiovisual é mais um lugar no qual esta discriminação está presente, percebida na

estereotipação dos papéis destinados à população negra, quase sempre vinculados à pobreza e criminalidade, e nas funções por detrás das câmeras. Negras e negros estão longe de serem protagonistas e ocuparem números expressivos nos cargos de direção, roteiro e produção – desempenhados em sua maioria por homens brancos. A pesquisa realizada pela ANCINE*, intitulada “Diversidade de Gênero e Raça nos Lançamentos


Brasileiros de 2016” mostrou que entre os longas produzidos, 75,4% foram dirigidos por homens brancos, 19,7% por mulheres brancas, apenas 2,1% por homens negros. Nenhum longa-metragem foi dirigido ou roteirizado por mulheres negras. A pesquisa também mostrou que há uma relação entre um aumento de negras e negros na equipe quando a diretora, diretor ou roteirista também são negrxs. Se por um lado a presença ainda tem pouca expressividade, por outro, lança luz a lugares de fala construídos a partir de outros

referenciais. Abre espaço para os saberes produzidos por seres discriminados e discursos invisibilizados pela sociedade. Partindo do tema negritudes, a mostra Cena Preta, Plano Negro discute lugar de fala e representatividade na produção do cinema brasileiro contemporâneo. Curtas, médias e longas metragens, bate-papos, oficina e apresentação musical trarão outras possibilidades de expressões e existências para além do discurso dominante.

*Fonte: campanha Vidas Negras, lançada pelas Nações Unidas no país em novembro de 2017. Em: https://ancine.gov.br


programação Mostra de filmes + atividades integradas dia 26.07 | qui 19h | Exibição π Mulheres Negras: Projetos de Mundo dir. Day Rodrigues e Lucas Ogasawara π O dia de Jerusa dir. Viviane Ferreira 20h | Bate-papo com Carolina Costa, Viviane Ferreira e Day Rodrigues

dia 27.07 | sex 16h | Exibição π Raça dir. Joel Zito Araujo

dia 28.07 | sáb 16h | Exibição π Aquém das Nuvens dir. Renata Martins π Cores e Botas dir. Juliana Vicente π Nada dir. Gabriel Martins 17h | Bate-papo com Adélia Sampaio, Renata Martins e Gabriel Martins

dia 29.07 | dom 16h | Exibição π Nós, Carolinas dir. Coletivo Nós, mulheres da periferia π Cabelo Bom dir. Swahili Vidal e Claudia Alves


π As Minas do Rap dir. Juliana Vicente π No ritmo das obás dir. Graciela Zapatta 17h | Pocket show Tiely convida Luana Hansen, Filosofia de Rua e Hellena Borgys

Sessão de curtas de 27.07 a 26.08 ter a sáb, 10h às 22h e dom, 10h às 18h

Oficina dias 28 e 29.07 | sáb e dom 13h às 16h | Oficina e bate-papo Tranças e penteados com a hairstylist Amanda Diva Green

Mostra infantil dia 1.08 | qua 19h30 | Cine Favela em Heliópolis

dias 21 e 22.08 | ter e qua 9h | Teatro do Sesc Ipiranga π A piscina de Caíque dir. Raphael Gustavo da Silva π Cores e Botas dir. Juliana Vicente π Òrun Aiyê: A Criação do Mundo dir. Jamile Coelho e Cintia Maria


mulher negra no Brasil. Direção: Day Rodrigues e Lucas Ogasawara

Mostra de filmes + atividades integradas

Documentário | Livre |

dia 26.07.18 | qui

25 min | Brasil | 2016

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

19h | Exibição

π Mulheres Negras: Projetos de Mundo Nove mulheres, muitas vozes do presente, sem perder as referências do passado. Por meio de vivências e reflexões, o documentário levanta questões e instiga em poéticas as minúcias do que é ser

π O dia de Jerusa Bixiga, coração de São Paulo. Jerusa, moradora de um sobrado envelhecido pelo tempo, em um dia especial, recebe Silvia, uma pesquisadora de opinião que circula pelo bairro convencendo pessoas a responderem questionários para uma pesquisa de sabão em pó. No momento


em que conhece Silvia, Jerusa a proporciona uma tarde inusitada. Direção: Viviane Ferreira Ficção | Livre | 20 min | Brasil | 2014

20h | Bate-papo com Carolina Costa, Viviane Ferreira e Day Rodrigues O bate-papo propõem debate sobre representatividade e a presença negra na produção cinematográfica brasileira. Carolina Costa é economista e especialista em regulação na ANCINE. Presidente da Comissão de Gênero, Raça e Diversidade da Agência desde novembro de 2017.

Viviane Ferreira é cineasta baiana que vive em São Paulo. Lançou o filme O dia de Jerusa, que em 2014 foi selecionado para o Festival de Cannes, na categoria “curta-metragem”. O filme traz à tona uma reflexão sobre a velhice e a solidão. Day Rodrigues é produtora cultural, escritora e feminista negra. Tem Licenciatura em Filosofia e Especialização em Gestão Cultural, pelo Centro de Pesquisa e Formação do Sesc. Em audiovisual, produziu e escreveu para o documentário “Ouro Verde: a Roda de Samba do Marapé” e o curta-metragem “Ponto Final” (baseado em seu conto-poético “Decupagem”).


dia 27.07.18 | sex

dia 28.07.18 | sáb

16h | Exibição

16h | Exibição Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Documentário | 12 anos |

π Aquém das Nuvens Nenê é casado com Geralda há 30 anos. Em uma tarde de domingo, como de costume, ele vai à roda de samba encontrar os amigos. Ao voltar para casa, surpreende-se com uma notícia sobre Geralda. Sem deixar que o ritmo do samba caia, Nenê encontra uma solução pra ficar ao lado de sua eterna namorada. Direção: Renata Martins

104 min | Brasil | 2013

Ficção | Livre | 17 min | Brasil | 2011

π Raça Este documentário busca trazer o foco para o trabalho de três afro-brasileiros que estão lutando por igualdade racial: Paulo Paim, o único negro senador da república; Netinho de Paula, cantor e apresentador de TV e Miúda dos Santos, ativista quilombola e neta de escravos. Direção: Joel Zito Araujo


Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

π Cores e Botas Joana tem um sonho comum a muitas meninas dos anos 80: ser paquita. Sua família é bem sucedida e a apoia em seu sonho. Porém, Joana é negra, e nunca se viu uma paquita negra no programa da Xuxa. Direção: Juliana Vicente Ficção | Livre |

π Nada Bia, que acaba de completar 18 anos, está quase no fim do ano escolar e as provas do vestibular estão chegando. Mesmo sendo pressionada por parte dos pais e de todo mundo na escola para decidir o que cursar, Bia não quer fazer nada. Direção: Gabriel Martins

16 min | Brasil | 2010

Ficção| 16 anos | 27 min | Brasil | 2017


17h | Bate-papo com Adélia Sampaio, Renata Martins e Gabriel Martins Encontro com diretorxs que a partir de suas trajetórias profissionais trazem para o público um panorama histórico da atividade cinematográfica realizada por negrxs. Adélia Sampaio nascida em Belo Horizonte, Minas Gerais. Filha de empregada doméstica teve forte influência e apoio de sua irmã mais velha, Eliana Cobbett. Desempenhou inúmeras funções nos sets de gravação, inclusive assistente de direção. Em 1979 realizou seu primeiro curta, intitulado “Denúncia Vazia”. É considerada a primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil, o “Amor Maldito”, de 1984.

Renata Martins é formada em cinema e Pós-Graduada em Linguagens da Arte pela USP. É criadora da premiada websérie Empoderadas. Dirigiu e roteirizou os curtas-metragens “Sem Asas” e “Aquém das nuvens”. Compôs a comissão de seleção no Edital de co-produção Brasil - Portugal da ANCINE e foi roteirista colaboradora da temporada de Malhação: Viva a Diferença, 2017. Gabriel Martins é cineasta criado na periferia de Contagem, Minas Gerais. Formado pela Escola Livre de Cinema e bacharel em Cinema e Vídeo pelo Centro Universitário UNA. É diretor e sócio-fundador da produtora Filmes de Plástico. Dirigiu o curta metragem “Nada” (2017) que concorreu ao Festival de Cannes na mostra Quinzena dos Realizadores em 2017.


Foto: Reprodução

dia 29.07.18 | dom 16h | Exibição Foto: Reprodução

π Nós, Carolinas Uma senhora cheia de memórias sobre o interior. Uma menina que se orgulha de seu cabelo blackpower. Uma mulher que voltou a estudar depois dos 50 anos e uma arte-educadora que concilia maternidade e sua vida pessoal. Todas unidas pela geografia: a periferia de São Paulo. Direção: Coletivo Nós, mulheres da periferia Documentário | Livre | 17 min | Brasil | 2017

π Cabelo Bom Como as mulheres negras são pressionadas esteticamente para que se enquadrem em padrões pré-estabelecidos? Três personagens contam suas trajetórias de vida, histórias de preconceito e mostram como a autoaceitação de suas raízes, capilares, foi e é fundamental para se afirmarem como mulheres negras num país como o Brasil. Direção: Swahili Vidal e Claudia Alves Documentário | Livre | 15 min | Brasil | 2017


Documentário | Livre | 14 min | Brasil | 2015

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

π As Minas do Rap No Brasil, as mulheres tardaram a entrar no cenário do rap, e até hoje são raros os grupos ou artistas individuais que alcançaram destaque em suas carreiras. O documentário entrevista mulheres ligadas ao hip hop, abordando o histórico feminino dentro do movimento e traz relatos de artistas como Negra Li, MC Gra e Karol Conká. Direção: Juliana Vicente

π No ritmo das obás Documentário que aborda a vida de quatro integrantes do bloco afro Ilú Obá de Min. Solange, Analu, Cléo e Preta Lemes contam suas experiências enquanto mulheres negras que, unidas, afirmam suas identidades. Direção: Graciela Zapatta Documentário | Livre | 16 min | Brasil | 2016


Foto: Man_Noel

Sessão de curtas de 27.07 a 26.08 ter a sáb, 10h às 22h e dom, 10h às 18h

17h | Pocket show Tiely convida Luana Hansen, Filosofia de Rua e Hellena Borgys O rapper Tiely convida artistas da Cultura Hip Hop e de outras vertentes para dividir o palco com muita música, performance e diversidade. Nesse espetáculo, xs artistes convidades são a Rapper/Dj Luana Hansen, o grupo de Rap Filosofia de Rua e a Drag Queen Hellena Borgys.

π A piscina de Caíque Sonhando em ter uma piscina, Caíque e seu amigo inseparável se divertem escorregando no chão molhado e ensaboado da área de serviço. Por causa do desperdício de água, Caíque acaba criando problemas com sua mãe. Direção: Raphael Gustavo da Silva Ficção | Livre | 15 min | Brasil | 2017


π Pele Suja Minha Carne João é um jovem negro que precisa lidar com o preconceito, seja por sua cor ou por sua sexualidade. Direção: Bruno Ribeiro Ficção | Livre | 13 min | Brasil | 2016

π Pretas no Hip Hop Mulheres negras falam em primeira pessoa sobre suas experiências e trajetórias na cultura hip hop enquanto rappers, break dancers, grafiteiras e djs e deixam seu recado para outras pretas. Direção: Priscila Francisco Pascoal Documentário | Livre | 14 min | Brasil | 2017

π No beco da Preta Documentário inspirado na peça de teatro de mesmo nome, que conta a história de Preta, antiga moradora de Heliópolis. A partir de seu cotidiano vemos suas lutas e conquistas, combatendo preconceitos, violências e discriminações. Ela não desanima e traz o respeito à tona e a admiração por sua história de vida. Direção: Donizete Bomfim Documentário | 19 min | Brasil | 2017 | Livre

π Negritudes Heliópolis Jovens e adultos da favela de Heliópolis relatam como enxergam a sociedade. Falam sobre seu cotidiano, preconceito, discriminação e de seus sonhos. Direção: Raimundo Nonato Documentário | 21 min | Brasil | 2017 | Livre


π Lápis de Cor O documentário aborda a representação racial no universo infantil e a maneira como o padrão de beleza eurocêntrico afeta a autoimagem e autoestima de crianças negras, revelando a ação silenciosa do racismo. Lápis de cor faz referência a uma cor de lápis, conhecida como “cor de pele”, que, na verdade, é de tonalidade bege. É essa cor que as crianças utilizam para representar a si mesmas e as pessoas do seu convívio, compondo, nos desenhos, um fenótipo de pessoas brancas mesmo quando são negras as pessoas representadas. Direção: Larissa Fulana de Tal Documentário | 14 min | Brasil | 2014 | Livre

π Crespos Crespos narra a história de Lisa, uma garota do ensino médio que mudou completamente seu estilo apenas para ser aceita pelas amigas, que seguem o padrão de beleza imposto pela sociedade. Certo dia, ela vê Gabriela sofrendo bullying por ter cabelos crespos. Sensibilizada, Lisa decide ajudar a colega. Direção: Paulo Igor Freitas Ficção | 6 min | Brasil | 2017 | Livre

π Série Empoderadas π Mc Soffia “Empodere uma criança e empoderará o mundo”... diz a celebre frase solta nas redes sociais, mas, ao ver o trabalho da #MCSoffia , a frase deixa de ser solta e torna-se coesa, urgente, verdadeira. Ela


multiplica-se em poesia, rima, ritmo, cultura, respeito e busca por suas raízes. Direção: Renata Martins Documentário | 4’30 | Brasil | 2015 | Livre

π Vitória Angelo Com 11 anos, Vitória Angelo traz no remelexo, no olhar e nos pés a história de uma família que fez da quadra seu espaço de celebração. Acompanhada da avó, acarinhada pelos cuidados e preparos da mãe, e com o apoio das irmãs e tias, Vitória tem vários sonhos: de ser médica à rainha de bateria. Direção: Renata Martins Documentário | 5’20 | Brasil | 2015 | Livre

π Raquel Trindade Dimensionar a atuação da autora, captar suas obras, conversar sobre seus processos e saber do impacto de suas ações; diferentes abordagens na investigação de uma artista.....mas sempre fica a pergunta: quem é a Mulher por trás das obras e ensinamentos? Direção: Joyce Prado Documentário | 6’45 | Brasil | 2015 | Livre

π Sueli Carneiro É uma das maiores referências brasileiras na história do feminismo negro. Nascida na Lapa e criada na zona oeste de São Paulo, Sueli sempre soube o que era ser negra. Foi a partir de seu ingresso na faculdade de filosofia e na militância do


movimento negro que o seu conhecimento se transformou em ação. Filósofa e doutora em educação e uma das fundadoras do Geledés – Instituto da Mulher Negra. Direção: Renata Martins

formas de sexualidade, de desejo que vai muito além do que está padronizado, do que é ser homem ou ser mulher”. Direção: Renata Martins Documentário | 5’56 | Brasil | 2015 | Livre

Documentário | 7’57 | Brasil | 2015 | Livre

π Dediane Souza “...as pessoas não me reconhecem como mulher em muitos espaços...elas não me reconhecem como homem em lugar nenhum e elas não querem me reconhecer como travesti!!! Eu sempre falo né, a gente precisa começar a perceber que existe outras formas de viver...existe outras

π Quilombo das Brotas As vozes geracionais e femininas do Quilombo Brotas, em Itatiba – SP, recontam o processo de luta e resistência das mulheres quilombolas que escreveram seus nomes na história. Direção: Renata Martins Documentário | 7’43 | Brasil | 2015 | Livre


dias 28 e 29.07 | sáb e dom 13h às 16h | Oficina e bate-papo Tranças e penteados com a hairstylist Amanda Diva Green Em dois encontros, a hairstylist Amanda Diva Green, conhecida por pentear cantoras negras e LGBT, apresenta técnicas de trançagem que são base para a criação de diversos penteados. Durante a atividade, propõe-se um debate amplo relacionando identidade, autoestima, estereótipos e adolescência.

Foto: Rafaela Queiroz e Guilherme Oliveira

Oficina


Mostra infantil dia 1.08 | qua 19h30 | Cine Favela em Heliópolis Rua do Pacificador, 288. Grátis

dias 21 e 22.08 | ter e qua 9h | Teatro do Sesc Ipiranga Rua Bom Pastor, 822. Grátis

π A piscina de Caíque Sonhando em ter uma piscina, Caíque e seu amigo inseparável se divertem escorregando no chão molhado e ensaboado da área de serviço. Por causa do desperdício de água, Caíque acaba criando problemas com sua mãe. Direção: Raphael Gustavo da Silva Ficção | Livre | 15 min | Brasil | 2017

π Cores e Botas Joana tem um sonho comum a muitas meninas dos anos 80: ser Paquita. Sua família é bem sucedida e a apoia em seu sonho. Porém, Joana é negra, e nunca se viu uma paquita negra no programa da Xuxa. Direção: Juliana Vicente Ficção | Livre | 16 min | Brasil | 2010

π Òrun Aiyê: A Criação do Mundo O vovô Bira narra para a sua neta Luna como os deuses africanos Olodumaré, Orunmilá, Oduduwa, Oxalá, Nanã e Exú interagem para criar a Terra e os seres humanos. Direção: Jamile Coelho e Cintia Maria Animação | Livre | 12 min | Brasil | 2016


Foto: Reprodução/Pele Suja Minha Carne

Sesc Ipiranga  Rua Bom Pastor, 822  CEP 04203-000 | São Paulo/SP Tel.: +55 11 3340.2000 /sescipiranga

sescsp.org.br/ipiranga


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