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catas out 2019

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BOM DIA

Catas Altas

Cidade Histórica e Ecológica - Outubro de 2019 - Ano XII - Nº 135 - Distribuição Gratuita Dirigida

Mineração revela conflito entre passado, presente e futuro

Aquisição de área garantirá implantação do Observatório de Catas Altas Página 3

Campeões da matemática rumo a competição na China Página 6

Efeito da mineração - Cachoeira da Santa há algum tempo já deixou de ser perene e seca nos meses de inverno. Página 2

Saga de catas altas do mato Dentro Página 4 e 5

Implantação de Terminal Rodoviário revela série de benefícios à cidade Página 8


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CATAS ALTAS NA MIRA DA VALE

Se autorizada, mineração poderá comprometer de vez o futuro da cidade no que diz respeito aos recursos naturais

Ampliação da extração do Complexo da Mina de Fazendão poderá tornar a vida no Morro D´Água Quente insustentável e impactar diretamente na qualidade e quantidade das águas de Catas Altas e da bacia do Piracicaba

Seguindo sua campanha de ampliação de produção a mineradora Vale agora aponta seus holofotes para Catas Altas com o Projeto “Ampliação Mina de Fazendão”. Esse projeto inclui a ampliação da cava São Luiz e retomada das operações nas cavas Almas e Tamanduá. Além de desvio de cursos d´água, rebaixamento de lençol freático, impactos com ruídos e poeira (o Morro D´Água Quente já sofre com isso), a cidade vai ver extinta a sua vocação turística, assim como Macacos. Isso sem contar que, conforme o projeto da empresa, os rejeitos seriam lançados na barragem Campo Grande, em Alegria. Entretanto essa mesma barragem está embargada – paralisada, devido a problemas estruturais – sem conformidade e sem atestado de estabilidade.

Para seguir seu projeto a mineradora precisa de vencer algumas etapas e uma delas seria obter da prefeitura uma carta de conformidade alegando que a atividade ora pretendida não causará interferência na cultura, ambiente e nas atividades econômicas relacionadas ao turismo. Segundo informações, o Conselho de Patrimônio acaba de dar uma dessas conformidades. O vice-prefeito, Fernando Guimarães já bateu o pé e afirmou ser contra algumas das pretensões da empresa: “Isso poderia ser o fim do Morro D´Água Quente. Antes de ser vice-prefeito, político, empresário, eu sou morador do Morro e quero bem a esse lugar. Não sou contra a mineração, sou contra ela ser feita em qualquer lugar e de qualquer forma, tem que haver limites”, defende Guimarães. Empresários da trade tu-

rística da cidade estariam se mobilizando buscando evitar o pior: “Ou barramos agora ou não teremos futuro, nem nossos empreendimentos e nem a vida nesse lugar, basta ver o que a empresa faz e desfaz nesses outros lugares, aqui perto da gente, temos exemplo, não podemos deixar isso acontecer”, disparou um proprietário de pousada que preferiu não se identificar temendo retaliações – “A poderosa Vale nos causa medo”, concluiu. Mineradora deve a cidade Em relação a Catas Altas não se pode afirmar o compromisso social que a empresa tem pregado em relação às comunidades onde atua - prova disso é que a mineradora Vale tem uma dívida com a cidade de mais de R$3 milhões, isso porque não estão sendo computados todas as

incorreções nos pagamentos de taxas ao município. Discordando da cobrança feita pelo município, a Vale, ao invés de demonstrar responsabilidade social e negociar a dívida, preferiu depositar em juízo os valores cobrados, sendo R$3.001.636,42 referente a 2017 e R$473.209,54 referente a 2018, ambos

depositados em juízo no dia 23/05/18. Apesar de inúmeras tentativas de buscar resolver a pendência pelo diálogo, quando o prefeito José Alves Parreira buscou insistentemente a negociação, a empresa simplesmente desprezou o momento que o município vivia, devido ao não repasse de

Boa Vista Alegre receberá obras A Prefeitura de Catas Altas está licitando as obras de infraestrutura na rua José Bernardo Magalhães, no bairro Vista Alegre. De acordo com projeto, serão realizadas substituições de calçamento poliédrico por pré-moldado em concreto em uma área de 4.797,90 metros quadrados e construção de 953 metros de redes de drenagem pluvial. Também serão construídas três passagens elevadas para pedestres e cinco redutores de velocidade e reconstruídos os passeios ao longo da rua. Para finalizar, a Prefeitura vai complementar 200 metros de redes de esgoto. Assim que iniciados, os trabalhos devem durar cerca de um ano e custarão em torno de R$ R$1.452.079,70

receitas pelo governo do estado, deixando o município em situação crítica em relação aos serviços prestados à população. EXPEDIENTE

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Catas Altas • Diretor Geral/Responsável: Geraldo Magela Gonçalves • Comercial: (31) 99965-4503 • Diagramação: Sérgio Henrique Braga • Bom Dia Catas Altas online: www.facebook/bomdiacatasaltas Circulação: Catas Altas e mala direta para todo Brasil Impressão: Gráfica Bom Dia Tiragem: 2.000 exemplares

Razão Social : Geraldo Magela Gonçalves MEI CNPJ 27.776.573/0001-68 Inscrição Estadual: Isenta Inscrição Municipal 123470CNPJ.: 24538633/0001-16 dindao@bomdiaonline.com O jornal não se responsabiliza por matérias assinadas e ou pagas que são identificadas fechadas em box


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OBSERVATÓRIO ASTRONÔMICO

Prefeitura prepara aquisição de área para implantação de projeto Buscando diversificar as atividades econômicas do município, a prefeitura de Catas Altas vem preparando ação para desapropriar uma área da Cenibra para dar continuidade a parceria junto à UFMG com objetivo de implantar na cidade o Observatório Astronômico de Catas Altas – OACA. O projeto havia sido apresentado à Cenibra, quando a administração promoveu uma reunião junto à empresa solicitando à mesma uma parceria para colocar em

prática a implantação do observatório. O projeto desenvolvido pela UFMG, através da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa – FUNDEP, em parceria com a Prefeitura Municipal de Catas Altas, tem o intuito de tornar a cidade uma referência em turismo e destino de visitantes e amantes da astronomia. Entretanto, apesar da dimensão do projeto e da importância de sua implementação, os parceiros Prefeitura e UFMG não conseguiram sensibi-

lizar a Cenibra, que, após um longo período de análise da proposta, retornou negativamente. Diante do fato, tanto o prefeito José Alves Parreira quanto o vice-prefeito Fernando Guimarães, após se reunirem com os envolvidos no projeto, chegaram a um consenso da necessidade de promover a aquisição da área escolhida: “Infelizmente a Cenibra não enxergou a importância desse projeto para nossa cidade. O triste nessa história é que a Cenibra detêm imensas áreas no

município e o que solicitamos é insignificante diante dessa área que ela possuiu – então, diante da atitude, não vemos outra saída que a aquisição”, disse Fernando. Segundo informou o vice-prefeito, o Jurídico da prefeitura já está concluindo o processo. Cenibra no município A Cenibra possuiu uma área de 5.507.080 de hectares na cidade, ou seja, 23,44% de toda a área total de Catas Altas. A área solicitada pela

prefeitura corresponde a 0,8% desse total – ou seja, quatro hectares. Benefícios Quando em funcionamento, este será o maior telescópio para uso educacional da América Latina com 2400 metros de área construída gerido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). No espaço, estão previstos duas cúpulas para observação, sendo uma delas com tecnologia de acesso remoto pela inter-

Saúde bucal de Catas Altas está entre as melhores do país Catas Altas ganhou destaque nacional em recente premiação voltada para a saúde. A cidade foi premiada por ter a terceira melhor saúde bucal da região sudeste, entre os quase 1300 municípios com até 20 mil habitantes (dados do IBGE de 2010). O reconhecimento veio por meio do Prêmio

Nacional CFO de Saúde Bucal 2019, concedido pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) com resultado divulgado neste mês de outubro. A premiação é entregue aos municípios que mais investiram na implantação e efetivação de políticas públicas de saúde bucal no último ano. A classificação levou em conta os critérios: Finan-

ciamento em Saúde, Controle Social, Política Municipal de Saúde Bucal, Assistência Odontológica Básica, Assistência Odontológica Especializada, Promoção de Saúde Bucal, Vigilância em Saúde Bucal, Quadro de Pessoal Odontológico, Remuneração na Atenção Básica e Educação Permanente. Na categoria região su-

deste, Catas Altas ficou em terceiro lugar, atrás de Porto Real (RJ) e de Alfredo Chaves (ES). Dos 5570 municípios do Brasil, 3804 possuem até 20 mil habitantes. Entre eles, foram premiados 17 em cinco categorias (centro-oeste, nordeste, norte, sudeste e sul). A cerimônia de premiação acontece no dia 27 de novembro, em Brasília/DF.

net; auditório com capacidade para 300 pessoas; duas salas multiusos com 50 lugares cada uma; estacionamentos para 200 carros e outro para ônibus e vans; terraço descoberto para observação de astros em telescópio portáteis; espaços para exposições e eventos; sala para atividade de física fácil; loja de souvenirs; lanchonete; sala de trabalho administrativo, com infraestrutura para serviços de limpeza, almoxarifado; e dormitórios para pesquisadores e alunos.


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Saga de Catas Altas do Mato Dentro

Em Catas Altas, desde antes de 1715, já existia produção de cachaça e açucar.

Dando continuidade à Saga da fundação, povoação e evolução da então “Catas Altas do Mato Dentro”, seguimos, ano a ano – as vezes, saltando alguns, mas sempre destacando os fatos históricos e as curiosidades do tempo e personalidades que contribuíram com a construção dessa maravilhosa cidade. Continuando o ano de 1711 Em 11 de setembro de 1711, o Governador Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho assina uma Carta de Sesmaria em favor do Coronel João Raposo Bocarro, englobando as terras da Caraça. Coronel João Raposo foi bandeirante e bisneto do capitão Salvador Pires e penta neto do Cacique Piquerobi*, ascendentes também de Eder Ayres Siqueira, subescritor dessas pérolas.

brico de açúcares. (Em 13 de setembro de 1649, uma carta assinada pelo então rei de Portugal, Dom João IV, proibia a fabricação da cachaça no Brasil.)

perdoar os escravocratas! Muitos e muitos sofreram, mas apenas poucos tiveram a verdadeira liberdade.

1715

Vamos ao ano de 1716, quando o Caraça já era de suma importância para a região. Naquele ano, Joseph Gonçalves Lima contratou, a pedido do povo de Inficionado, hoje, Santa Rita Durão, o Capitão Domingos Nunes da Fonseca para abrir um caminho de lá até o Caraça, sendo no valor de cento e quarenta oitavas de ouro em pó, com o objetivo de facilitar a condução dos mantimentos para o mesmo Arraial. O caminho passava dentro da Sede de Catas Altas, facilitando o escoamento da produção dos fazendeiros que habitavam do Caraça até Santa Rita Durão.

Havia vários fazendeiros e mineradores, com bastantes escravos para o trabalho pesado, em 1715, nas Catas Altas. Eles haviam escravizado muitos negros. Escravos que sofreram bastante. A exemplo disso, só o Sargento-mor Antônio Correia Sardinha, citado anteriormente, que vendeu um engenho de água corrente e moente naquele ano, e que em sua propriedade contava ainda com serviços de mineração, possuía 100 escravos. Infelizmente, os escravos sofreram muito, e somente em 1888 foi finalizada a escravidão no Brasil. Só Deus para

1716

1714 Há 315 anos, já havia fabricantes de aguardente e açúcar em Catas Altas pois mesmo com a proibição, em 1715, o Sargento-mor Antônio Correia Sardinha vendeu um engenho em Catas Altas com 300 barris de aguardente, com mais 30 arrobas de açúcar “nas pipas” e 48 arrobas de açúcar mascavo. A proibição se estendia também ao fa-

No dia 29 de novembro de 1716, que foi um domingo, naquele dia e ano, aconteceu na antiga igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição, onde é hoje a atual Igreja Matriz, o batizado de Manoel, escravo do Capitão Thomé Fernandes do Valle, filho de seus escravos Pedro e Grácia. Com isso, tem início a primeira referência sobre a família mais antiga de Catas Altas que deixou descendentes no município, pois os outros mineradores e fazendeiros que aqui viveram, alguns morreram sem descendentes e outros foram embora para outras vilas, e muitos descendentes dos que permaneceram aqui por mais tempo, se mudaram para outras regiões, sendo a família o português capitão Thomé Fernandes do Valle, que aparecerá várias vezes na história de Catas Altas. No ano de 1716, em Catas Altas, como já falamos, havia vários mineradores e fazendeiros. Dentre eles, estava o Capitão Thomé Fernandes do Valle, meu três vezes hexavô (sexto avô) materno, que veio de Portugal e se instalou em Catas Altas com fazenda e mineração. Foi proprietário da fazenda Sant’Ana no povoado de Valéria, cujo nome do dito povoado vem de seu sobrenome “Valle” por ser o primeiro fazendeiro daquela localidade, onde construiu a capela dedicada a Senhora

Os engenhos usavam muita mão de obra escrava

Sant’Ana, em 1730, minerou na Serra da Caraça, e nos córregos e rios do município, e possuía um sobrado na Praça Monsenhor Mendes. O nome do povoado de Valéria - Primeiramente foi batizado o córrego que passava em sua propriedade de “Córrego Valéria”, e posteriormente toda a localidade circundante à fazenda. De onde vieram os primeiros fazendeiros e mineradores de Catas Altas? Muitos deles vieram de Portugal e outros de São Paulo. Os portugueses vinham para o Brasil à procura de riquezas. Eles, ouvindo falar da região de Vila Rica, atual Ouro Preto, chegaram a Catas Altas. Foram tantas pessoas que deixaram Portugal, na “corrida do ouro”, que em 1720 D. João V criou uma lei para controlar a saída dos portugueses para o Brasil. Onde se retirou mais ouro aqui em Catas Altas? Aonde foi tanta riqueza? Onde estão os que se enriqueceram, licitamente ou ilicitamente, com o ouro das catas situadas nas partes altas da Serra da Caraça? Aonde foram os gananciosos? Suas almas foram aonde? Com certeza ‘adonde’ que ninguém quer ir. 1718

Casarão de Afonso Sardinha

Catas Altas passou a ser

sede de freguesia criada por decreto de 16 de fevereiro de 1718. (“No Brasil, durante o tempo da colônia, a freguesia era exatamente o mesmo que em Portugal, não havendo distinção entre freguesia e paróquia.”) Naquele ano, já residia na freguesia de Catas Altas, o minerador português Manuel Jorge Coelho que foi capitão-mor das ordenanças de 1718 a 1720. Quando determinada palavra é seguida de “mor”, (‘mór’) esta atribui ao termo um sentido de grandiosidade, de maior importância. Por exemplo, capitão-mor significa que ele é a maior autoridade entre todos os outros capitães. Também tínhamos guarda-mor, sargento-mor etc. Na atual igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição temos a capela-mor ou presbitério com seu belo retábulo-mor e o importantíssimo altar-mor. 1719 No ano de 1719 aparece pela primeira vez a capela de São Francisco, do Brumadinho, hoje, Quebra-ossos, em um registro de casamento. A capela, provavelmente, era da Fazenda do Tenente-coronel Manoel Ferreira Pinto, outro minerador e fazendeiro de Catas Altas. O antigo povoado de Brumadinho teve esse


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Saga de Catas Altas do Mato Dentro

Saga de Catas Altas do Mato Dentro LITOGRAFIA DE johann-moritz-rugendas-catas-altas-1835

nome porque quando os seus primeiros habitantes ali chegaram, reclamavam que a bruma (névoa, cerração) que era muito forte, pois estava muito próximo da Serra da Caraça, com suas águas gélidas. O córrego principal do povoado era denominado de Córrego do Quebra-ossos, por isso, com o tempo, o povoado passou a ser conhecido como Quebra-ossos, permanecendo ainda, numa pequena parte da localidade, o nome de Brumadinho. E sobre o porquê do nome Quebra-ossos, veremos brevemente. Por

que o povoado recebeu esse nome? As razões por que me interessei em pesquisar são pessoais. Um dos motivos é porque tenho um tronco familiar, pelo lado paterno, que lá já estava no final do século XVIII. Quebra-ossos Há 300 anos, em 1719, como já vimos, existia a capela de São Francisco do povoado de Quebra-ossos e aconteceu um motim, no final daquele ano, nas Catas Altas, sendo um dos suspeitos de ser cúmplice dos rebeldes o Sr. Faustino Rebelo, pois sempre foi contra

a cobrança dos quintos e também incitador da referida revolta, junto com o minerador Manoel Rodrigues Soares, primo e sócio de Manoel Nunes Viana, que foi um dos protagonistas da Guerra dos Emboabas. Em 1719, a situação em Catas Altas foi turbulenta. O minerador Manoel Rodrigues Soares espalhou pelo Sertão, muitos espias que o informavam sobre os movimentos dos ministros e das tropas, para permitir o trânsito, mais livre, dos revoltosos. Tudo isso aconteceu há 300 anos. Há, pelo menos, 317 anos que Catas Altas vem lu-

Ouro do Brasil em Igreja de Lisboa

tando, que seu povo vem labutando para sobreviver. 1720 No ano de 1720, havia na mata da Serra da Caraça, um quilombo de negros fugidos, e esses negros estavam roubando e matando muitas pessoas que pelo caminho encontravam. E, para resolver a situação o capitão-mor Manoel Jorge Coelho armou seus escravos e foi castigar os negros, e sabe se lá como. O nome da Serra da Caraça, hoje, conhecida como “Serra do Caraça”… Seu nome provém do contorno de uma

Bicame - aqueduto que levava água para a mineração de ouro

parte da serra que se assemelha a um rosto humano, uma cara grande, um carão, uma cara feia, uma carantonha. 1721 No ano de 1721, o cobrador dos Quintos Reais da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Catas Altas era o português, minerador e senhor de engenho, capitão Thomé Fernandes do Valle, meu três vezes hexavô materno. Nesse mesmo ano ele é padrinho de batismo do, futuro, alferes Thomé Monteiro de Oliveira, filho do paulista Romão de Oliveira Gago e Da. Maria Leme de Brito que se estabeleceram na Cachoeira de São Francisco (em Florália) com sua fazenda e lavra de ouro. A Da. Maria Leme de Brito era prima da, futura, mulher do capitão Thomé Fernandes do Valle, Da. Thereza da Fonseca Magalhães Maldonado. O Alferes Thomé Monteiro de Oliveira foi o progenitor da segunda mais antiga família de Catas Altas, deixando enorme descendência, hoje representada pelos sobrenomes: Monteiro de Oliveira, Muniz, Souza,

Rodrigues Alves, Gonçalves Machado, Felisberto, Ferreira Guimarães etc. O Quinto era um imposto cobrado pela Coroa de Portugal e as Casas de Contratações sobre o ouro encontrado em suas colônias.” Sendo um quinto, o que correspondia a 20% do metal extraído, e sua forma de cobrança variou conforme a época, e havia vários cobradores, dentre eles alguns bons, amigos e outros cruéis. Alferes era a patente de oficial abaixo de tenente (no Brasil, a designação foi substituída pela de segundo-tenente). * Piquerobi (c. 1480 São Paulo de Piratininga, 9 de julho de 1562) foi um líder indígena (cacique), chefe da aldeia de Ururaí, atual distrito de São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, tinha como título Cacique Piqueroby, Morubixaba da tribo Guaianá, Cacique dos Hururahy, Chefe dos Botocudos. Piquerobi era irmão de Tibiriçá, principal líder tupiniquim da região do Planalto de Piratininga, chefe da aldeia de Inhapuambuçu, de Caiubi, chefe da aldeia de Jerubatuba, e de Araraí.


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Além de reforma, igreja do Rosário terá peças sacras restauradas

“As intervenções vão durar 18 meses e contemplarão peças tombadas e dos séculos XVIII, XIX e XX. Nesta fase, serão restauradas 77 peças, o maior acervo do projeto.”.

A Prefeitura de Catas Altas vai restaurar as artes sacras da igreja do Rosário. O trabalho faz parte da terceira etapa do Projeto Preserve que visa recuperar o patrimônio religioso do município e vai custar R$ 639.065,39. As intervenções vão durar 18 meses e contemplarão peças tombadas e dos séculos XVIII, XIX e XX. Nesta fase, serão restauradas 77 peças, o maior acervo do projeto. Serão contempladas: 12 imaginárias, três atributos de imaginárias, um fragmento de imaginária, uma pintura, um fragmento de retábulo, 28 objetos de iluminação, três instrumentos de comunicação sonora, quatro materiais de ritual, 11 adereços de imaginária, duas insígnias, dois materiais processionais, cinco móveis de descanso, um móvel de guarda e três móveis religiosos. Igreja do Rosário: Localizada na rua do Rosário, sua construção data dos fins do século XVIII, possivelmente, no ano de 1862. Possui em seu interior um altar-mor com talha em estilo D. João V e teto pintado em tons de vermelho e marrom bem escuro. O forro da Capela Mor é da segunda fase do Barroco – um forro de abóbada de berço, sustentado por madeirame. Projeto Preserve - Por meio do projeto Preser-

ve, a Prefeitura de Catas Altas está investindo cerca de R$ 1,3 milhão na recuperação e preservação do patrimônio histórico, cultural e religioso do município. O valor é proveniente da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). Entre as ações do programa, estão a reforma e a pintura nos três templos religiosos da sede (igrejas Matriz de Nossa Senhora da Conceição e do Rosário e capela do Bonfim) e restauração de arte sacras das capelas de Santa Quitéria e do Bonfim e da igreja do Rosário. A reforma e pinturas dos templos religiosos custaram R$ 298.557,52 e foram aprovados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a Matriz e pelo o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) para a igreja do Rosário e capela. Já na restauração das artes sacras estão sendo contemplados um total de 100 objetos e investidos cerca de R$ 1 milhão. Na primeira etapa do projeto, em 2018, foram recuperadas 12 peças tombadas do século XVIII da capela de Santa Quitéria. As obras custaram R$ 208 mil. Na capela do Bonfim, outros 11 objetos também estão sendo restaurados. As obras custaram R$ 164 mil.

Gestão Pública de Catas Altas é a mais eficiente entre municípios da microrregião de Itabira de acordo com IGMA

Para manter e melhorar ainda mais a gestão pública e tornar o atendimento à população mais eficiente, a Prefeitura contratou serviços técnicos-especializados em gestão, com foco no planejamento de projetos e melhoria.

A gestão pública de Catas Altas é a mais eficiente dentre os 18 municípios da microrregião de Itabira, segundo o Índice de Gestão Municipal Aquila (IGMA), estruturado pelo Aquila. Neste mês de outubro de 2019, o IGMA da cidade está em 68,05, ficando à frente de Itabira (67,24 pontos), São Gonçalo do Rio Abaixo (nota 64,33) e Santa Bárbara (pontuação de 63,11). Quanto mais próximo de 100, mais desenvolvido é o município. Entre 65 e 80, significa que ele possui bom

desempenho gerencial. Entre 50 e 65, há necessidade de melhorar algum pilar. Quando o índice é menor que 50, a situação é considerada crítica. Em relação ao estado, Catas Altas ficou em 52º lugar (entre os 853). No Brasil, dentre os 5570, ficou na 752ª posição. Para avaliar a Gestão Pública, o IGMA utiliza cinco pilares: eficiência fiscal e transparência; educação; saúde e bem-estar; infraestrutura e mobilidade urbana; e desenvolvimento socioeconômico e ordem pública. A soma deles forma o IGMA, que utiliza dados públicos federais e é atualizado automaticamente.

Nesses quesitos, ainda dentro da microrregião de Itabira, Catas Altas está em 3º (72,82 pontos), 13º (58,30 pontos), 2º (nota 68,50), 3º (pontuação 63,40) e 1º (77,24 pontos), respectivamente. O setor com melhor pontuação da cidade é o desenvolvimento socioeconômico e ordem pública com nota 77,24. Esse índice elevado é resultado de várias ações que têm sido desenvolvidas pela atual Administração. A capacitação da população com cursos e oficinas gratuitas é uma delas. Em quase três anos, mais de 320 pessoas já foram prepara-

das, entre adolescentes, jovens, adultos e idosos. Para manter e melhorar ainda mais a gestão pública e tornar o atendimento à população mais eficiente, a Prefeitura contratou recentemente o Aquila para prestar serviços técnicos-especializados em gestão, com foco no planejamento de projetos e melhoria. Segundo o prefeito José Alves Parreira, o trabalho vai durar 6 meses com objetivo de melhorar o aprimoramento dos resultados do município por meio da mensuração dos indicadores públicos e criação de estratégias práticas dentro de cada setor público.


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OLIMPÍADAS DE MATEMÁTICA

Após conquistarem medalha de ouro, alunos irão competir na China Professores e 12 estudantes do 4º e 5º ano da Escola Municipal Agnes Pereira Machado buscam ajuda financeira para participar do World Mathematics Tram Championship – AIMO 2019, em novembro, na cidade de Pequim, na China. Os catas-altenses conquistaram em maio deste ano a medalha de ouro da Olimpíada Internacional de Matemática e foram convidados a integrar a delegação brasileira para o Campeonato Mundial. Diante o desafio, professores e pais de alunos se uniram com objetivo de vencer mais um obstáculo - o custo da viagem. Eles abriram várias frentes de ações, entre elas a criação de uma vaquinha online. A delegação de Catas Altas, composta por 16 pessoas, sendo 12 competidores e 4 adultos, professores, mães e a coordenadora escolar Meira Ferreira do Carmo, conseguiu até o momento as passagens aéreas, patrocinadas pela Vale, mas ainda precisam de recursos para a hospedagem e alimentação. A Olimpíada A Olimpíada Internacional Mathématiques Sans Frontières - (AIMSF), é a maior Olimpíada de Matemática interclasses do mundo, sendo uma competição em equipes para estudantes do Fundamental I ao ensino médio. Abrange escolas públicas e privadas do mundo todo. Foi criada em 1989, pelo Ministério de Educação da França. No Brasil, a Olimpíada Internacional de Matemática Sem Fronteiras é organizada pela REDE POC - Rede do Programa de Olimpíadas de Conhecimento - instituição cujo objetivo é estimular o interesse entre os estu-

Mendes Mineração pagou todos os passaportes. A prefeitura Municipal de Catas Altas está fornecendo toda logística para o preparo da documentação, solicitando ainda ajuda de parceiros externos, criando também um projeto de lei de Diária Internacional para os professores, mas ainda é preciso aprovação da lei pelos vereadores. Apoio

Medalhistas selecionados se preparam para a viagem de suas vidas

dantes pela Ciência, Tecnologia e Inovação. A Rede Municipal de Educação de Catas Altas foi convidada pela SEE MG, Metropolitana A, e a Secretária Municipal de Educação, Renata Soares, apoiada por Ariane Carvalho, Coordenadora Pedagógica, convidou as escolas municipais: Agnes Pereira Machado e João XX III. Ao todo, 142 alunos participaram da Escola Agnes Pereira Machado. As melhores resoluções de cada questão foram escolhidas pela equipe escolar e enviadas por sedex para a REDE POC corrigir e analisar.

de Matemática em Taipei, Taiwan, dos dias 4 a 8 de agosto, mas não foi possível participar devido os prazos curtos para preparar a viagem. Diante o fato, a Rede Poc transferiu as credenciais de Catas Altas para a Olimpíada de Pequim, capital da China, que acontecerá dos dias 21 a 25 de novembro. Com nova oportunidade, foi formada uma delegação que vem trabalhando para conseguir viajar para competir no outro lado do mundo. Todos juntos

Segundo informou Maira Ferreira, toda a comunidade está envolvida participando de várias ações sociais em função de levantar recursos para a delegação ir a China. No dia 3 de novembro, domingo, às 14 horas, no Clube ECUCA haverá um bingo beneficente para a viagem. Além do bingo há rifas, lista de contribuição entre outras ações. O custo total da viagem fica em torno de 200 mil. A Empresa Vale está patrocinando as passagens aéreas para toda a delegação, entre outras iniciativas. Já a Empresa J

Diversas empresas da região estão apoiando a viagem com recursos financeiros, entre outras ajudas. Entre elas o Eco Centro

Escarpas do Caraça, CFC Roda De Ouro de Santa Bárbara, Help Hair Beauty Salon, Barbearia Help Hair, Bloco No Chapados, Alugar Equipamentos e Manutenção Ltda, Loc Mais, Locação e Manutenção de Equipamentos. Segundo a organização muitos outros apoiadores estão se manifestando interesse em ajudar. “Tudo está sendo cuidado pelo grupo de pais e comunidade escolar para que a delegação consiga ir a China, disputar a Olimpíada Internacional de Matemática”, informou Meira Ferreira do Carmo.

Medalhistas visitam a Vale e recebem patrocínio da empresa

Conquistas Em maio saiu o resultado final das etapas estadual e nacional com a Escola Agnes Pereira Machado conquistando medalhas de ouro na etapa estadual. Já na etapa nacional ela conquistou o ouro com o 4º ano e prata com o 5º ano. Todos os alunos ganharam medalhas e certificados pela premiação oferecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Diante da excelente colocação a escola Agnes Pereira Machado foi convidada para compor a Delegação Brasileira

Todos os alunos participantes foram condecorados com medalhas e certificados


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RODOVIÁRIA DE CATAS ALTAS

Retirada de trânsito pesado do centro histórico e “Passe Livre” para idosos são alguns dos benefícios da obra

A prefeitura de Catas Altas, dando continuidade ao projeto de revitalização da cidade, com reformas de todas as igrejas, artes sacras, prédios públicos, praças, ruas e bairros inteiros, agora parte para uma nova etapa que culminará com a construção e instalação do Terminal Rodoviário

de Catas Altas. Para tanto o executivo já solicitou projeto e apresentou recentemente um tape 3D mostrando à cidade como será o mais novo equipamento turístico da cidade – o Terminal Rodoviário de Catas Altas. Dotado de ampla e moderna estrutura para atender os catasaltenses,

turistas e visitantes, o Terminal Rodoviário de Catas Altas irá oferecer conforto e comodidade a todos os usuários: “Hoje o passageiro que chega na cidade desce na rua, no tempo – faça chuva ou faça sol. Da mesma forma é aquele que vai embarcar – sem contar a falta de segurança e con-

forto. Com o terminal Rodoviário as pessoas terão tratamento digno de uma cidade que pensa em assumir sua vocação turística”, defendeu o vice-prefeito Fernando Guimarães. Mais benefícios Segundo informou o vice-

-prefeito, os benefícios da construção e instalação do Terminal Rodoviário de Catas Altas vai muito além de apenas conforto. Conforme Fernando, com o equipamento, o tráfego pesado será retirado do centro da cidade, preservando com isso todo o casario e os prédios históricos

da cidade. “E tem mais, com a instalação desse equipamento, os idosos do município poderão pleitear o “Passe Livre”, o que irá beneficiar muitos catasaltenses”, informou. O processo para construção e implantação do Terminal encontra-se em andamento junto ao executivo.


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catas out 2019 by sergiohenriquebraga - Issuu