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tribunaagosto2019

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Bacia do Piracicaba, Agosto de 2019 / Edição 253 – Ano XXVI / Distribuição Dirigida Gratuita / Nas bancas: R$ 2,00

QUEIMADA É CRIME! Você pode fazer mais que só observar: Denuncie. Páginas 3, 4, 5 e 12

Expedição Piracicaba Páginas 2, 7 e 8

Aves do Piracicaba Página 12


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Expedição Piracicaba continua com trabalhos Bacia do Piracicaba – Após concluída a primeira fase da Expedição Piracicaba – Pela Vida do Rio, com a chegada dos navegantes e membros do projeto à cidade de Ipatinga, no dia 5 de junho, os trabalhos tiveram continuidade e ainda, dentro do proposto, deverá ser completado apenas no primeiro semestre de 2020. Isso, sem contar que, conforme informou um dos coordenadores do projeto,

Prestando contas Tão logo foi concluída a descida do rio, a coordenação preparou uma edição especial do Tribuna, com 20 páginas, todo colorido, apresentado todos os passos da Expedição, cidade por cidade, destacando as riquezas naturais, culturais e principalmente mostrando o descaso de todos para com a bacia – pontuando também os focos de resistência ambiental existentes em cada cidade. Dentro desse trabalho foi apresentado durante reunião ordinária do CBH Piracicaba um balanço do projeto, demonstrando os custos, despesas, arrecadação, patrocinadores, busca de novos recursos para continuidade do projeto e os números, até então, da expedição.

edição especial do Tribuna, com 20 páginas, todo colorido, apresentado todos os passos da Expedição

Números da Expedição Piracicaba 2019 • Início: 26/5 – Mariana • Encerramento: 5/6 – Ipatinga • 20 cidades percorridas / 1.600 km rodados • 28 profissionais envolvidos /16 pesquisadores • 82 parceiros, entre órgãos públicos, empresas, ONG’s e lideranças sociais e ambientais • 37 indicadores serão contemplados na elaboração do diagnóstico da bacia • +200 entrevistas gravadas em vídeo • +7.000 fotografias registradas • +500 vídeos Tudo disponível no www.expedicaopiracicaba.com e no www.tribunadopiracicaba.com

Geraldo Magela Dindão Gonçalves, após todos os resultados do projeto terem sido concluídos e divulgados, começará ai uma outra fase – a de propor ações para reverter o quadro atual da bacia baseado nas análises científicas levantadas: “É um trabalho para muitos anos e constante, o rio não suportará continuar nessa condição atual de perda de volume – o risco de deixar de ser perene é iminente”, comentou.

Continuidade Além dos trabalhos propostos dentro do projeto, ao qual se encontram em desenvolvimento – que são a Revista Viva Piracicaba! um filme Documentário e os livros Diário da Expedição e Técnico Científico, com todos os dados levantados durante a descida do rio e análises realizadas, outras ações estão acontecendo, reflexo do projeto. Diante a repercussão do trabalho realizado até então, várias outras ações estão, em consequência disso, acontecendo, como um efeito dominó. Palestras, exposições, apresentações e parcerias

estão sendo solicitadas. A projeto Expedição acaba de receber uma homenagem na Câmara Municipal de Rio Piracicaba (28/08); dia 3 de setembro a Expedição participa da Semana de Engenharia Ambiental da UNIFEI Itabira e dia 7 de setembro participará, a convite da Escola Municipal Eugência Scharle, em João Monlevade, do desfile cívico com o tema Meio Ambiente. Além disso, o projeto Expedição Piracicaba estará, também em parceria com essa escola, apresentando e implantando o projeto modelo “Mi-

Expedição Nascentes – Em Busca da Vida Se a Expedição Piracicaba está sendo trabalhada “Pela Vida do Rio”, a Expedição Nascentes está trabalhando as origens da vida das águas da bacia do Piracicaba. Esse projeto, que tem como objetivo mapear e verificar as condições das principais nascentes dos principais contribuintes dos afluentes do Piracicaba, estará sendo reativado. Atendendo uma sugestão da coordenadora adjunta do Profagua da UNIFEI Itabira, professora Drª Eliane Maria Vieira, o projeto estará também mapeando nascentes que secaram, o que poderá nos revelar o tamanho do problema que estamos enfrentando sobre a questão hídrica. Pessoas e empresas interessadas em obter mais detalhes do projeto podem solicitar através do e-mail contato@tribunadopiracicaba.com

nha Escola Sustentável”, como forma de transformar a educação com foco no rio, já que toda ação humana termina com impacto nos cursos d´água.

Expediente:

Tribuna do Piracicaba • Diretor Responsável: Geraldo Magela Gonçalves • Diretor Geral: Rafaela Iara Pantuza Gonçalves • Comercial: dindao@bomdiaonline.com (31) 9 9965-4503 • Diagramação/Arte: Sérgio Henrique Braga • Impressão: Gráfica Bom Dia • Representante Comercial: Super Mídia Brasil - BH Redação e Administração Rua Lucindo Caldeira, nº 159, Sl. 301, Alvorada, CEP.: 35930-028 João Monlevade / MG / Brasil (31) 3851.3024 • A Voz do Rio Online: www.tribunadopiracicaba.com Circulação: Bacia Hidrográfica do rio Piracicaba FUNDADO EM FEVEREIRO DE 1994 Razão Social : Drielle Pantuza GonçalvesMEI CNPJ 116899996692 Inscrição Estadual : Isenta Inscrição Municipal 123470CNPJ.: 24538633/0001-16 Todos os Direitos Reservados dindao@bomdiaonline.com


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Inpe detecta 77% mais focos de fogo em Minas e bombeiros preveem: vai piorar Satélites registram disparo em número de queimadas no estado em relação a 2018, ocorrências atendidas já beiram 9 mil e oficial alerta: ‘Grandes incêndios ainda não começaram’ Geral - Imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram Minas Gerais em chamas – e, segundo especialistas, a situação tende a piorar. A série histórica indica elevação de 77% no número de focos de calor em todo o estado, em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre 1º de janeiro e dia 20 de agosto, foram detectados 2.699 pontos no estado, contra 1.523 no mesmo período de 2018. O aumento de queimadas em Minas espelha cenário parecido em todo o Brasil, com 74.155 focos nestes pouco menos de oito meses, variação de 84,7% em relação ao período idêntico do ano passado. Os dados foram extraídos do acompanhamento anual feito pelo Inpe. Realizado desde 1994, o monitoramento capta imagens de baixa (30 metros a 1 quilômetro) e média (10 a 50 metros) resolução espacial para estimar a superfície queimada no país. Quando considerado levantamento do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, a situação é ainda mais preocupante. Embora o aumento percen-

tual com base em dados dos militares seja menor, em números absolutos a quantidade de ocorrências explode, confirmando a tendência apontada pelo Inpe. Em Minas, a corporação registrou nada menos que 8.928 incêndios em vegetação de janeiro a julho, um aumento de 31,18% em relação ao mesmo período do ano passado. Desse total, 1.891 atendimentos ocorreram na Grande BH e 818 no território da capital. Em comparação com o ano passado, o aumento verificado nos números da região metropolitana foi de 23,19%, sobre os 1.536 casos de 2018. “A Grande Belo Horizonte é o ponto de Minas em que mais se registram incêndios florestais. A Serra do Rola-Moça é onde mais acontece, devido à extensão, que abrange muitas cidades. São 4 mil hectares”, informou o segundo-tenente Leonan Soares Pereira, comandante do Pelotão de Combate a Incêndios Florestais dos Bombeiros. Queimadas na área do aglomerado metropolitano corresponderam a 30% do total registrado entre janeiro e julho.

Incêndios em Minas tem aumentado assustadoramente. Desmobilização de órgãos e postura de governantes, aliado ao clima, podem estar influenciando esse aumento.

A grande diferença entre os números do Inpe e os do Corpo de Bombeiros se deve ao fato de o satélite ser sensível a áreas superiores a 30 metros por 1 metro e a partir de temperaturas de 47 graus Celsius. O oficial explica que o número maior de registros dos militares deve-se ao fato de os bombeiros combaterem incêndio em áreas que, provavelmente, não são capazes de sensibilizar o satélite. O pior pode estar por vir Neste ano os bombeiros trabalham com a probabilidade de o prolongamento do período seco no inverno mudar a dinâmica dos incêndios na Grande Belo Horizonte, a região de Minas que mais sofre com queimadas. E estamos exatamente no período mais crítico para isso, que começa em agosto e se estende pelo mês de setembro. “Houve atraso no período de estiagem. Tivemos chuvas até julho e baixa temperatura. Agora começa o calor, em que ainda temos um friozinho. Os grandes incêndios ainda não começaram”, afirma o segundo-tenente Leo-

nan Soares Pereira. As condições meteorológicas podem fazer com que as ocorrências de fogo em matas sejam menos frequentes, mas com a possibilidade de as chamas tomarem conta de áreas mais extensas. Sobrecarga Muita gente tende a subestimar os riscos do fogo. “De forma proposital ou não intencionalmente, as pessoas fazem fogo e tendem a achar que é um foguinho inofensivo, mas as fagulhas e brasas podem fazer ele se alastrar rapidamente. Às vezes, as pessoas vão limpar o terreno, colocam fogo e, por descuido, perdem o controle e aquilo se alastra de forma não intencional”. Os dados da sobrecarga sobre os militares se referem aos seis primeiros meses deste ano e podem subir ainda mais, já que o período crítico vai até a setembro. A corporação informa que tem pelotões especializados de combate a incêndio e um planejamento que prevê ações pertinentes ao período de estiagem. “Quando há um grande número de ocor-

rências ao mesmo tempo, existe também uma priorização das demandas consideradas mais graves. No entanto, não se pode falar em prejuízo ou impedimento a outras ocorrências, considerando que esse cenário é muito dinâmico”, informou o Corpo de Bombeiros, em nota. Fatores de risco Entre os principais fatores de risco para incêndios florestais estão baixa umidade relativa do ar, vegetação ressecada, ventos fortes e altas temperaturas. Apesar das condições naturais propícias, a maior parte dos incêndios ocorre por interferência do homem. “Nessa época do ano, é praticamente impossível que o fogo seja causado por raio, a única causa natural. De agosto a setembro, os incêndios são causados pelo homem: por limpeza de pasto, incineração do lixo, negligência no uso de fogueira e fogos de artifícios e fiação elétrica clandestina em chácaras na zona rural. Muitas vezes, o ‘gato’ (ligação clandestina) cai e coloca fogo na vegetação”, afirma o segundo-tenente Leonan.

Combate Segundo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, o Instituto Estadual de Florestas (IEF) conta com 278 brigadistas, que podem atuar em unidades de conservação de todo o território mineiro. Assim, as áreas de preservação mais próximas a pontos em chamas enviam brigadistas para a contenção de focos, como é o caso das unidades de Ouro Preto, Ouro Branco e Moeda, na Região Central, Belo Horizonte, São José da Lapa e Nova Lima, na Grande BH. O IEF tem ainda brigadas que são parcerias, contratadas e também voluntárias para apoiar unidades de conservação em Conselheiro Pena, Ouro Preto, Belo Horizonte, Montes Claros, São João del-Rei, Moeda, Barão de Cocais e Itabirito. “Somam-se ainda a esses os efetivos do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais nos municípios onde há representação da instituição, que também pode, de acordo com a complexidade dos incêndios, deslocar efetivos de regiões diversas”, acrescenta a secretaria.


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Por que queimadas prejudicam a saúde?

Quem mais sofre os efeitos nocivos das queimadas são as crianças e os idosos

A saúde humana é afetada pelas queimadas porque a fumaça proveniente dela contém diversos elementos tóxicos. O mais perigoso é o material particulado, formado por uma mistura de compostos químicos. São partículas de vários tamanhos e as menores (finas ou ultrafinas), ao serem inaladas, percorrem todo o sistema respiratório e conseguem transpor a barreira epitelial (a pele que reveste os órgãos internos), atingindo os alvéolos pulmonares durante as trocas gasosas e chegando até a corrente sanguínea. Outro composto prejudicial é monóxido de carbono (CO). Quando inalado, ele também atinge o sangue, onde se liga à hemoglobina, o que impede o transporte de oxigênio para células e tecidos do corpo. “Isso tudo desencadeia um processo inflamatório sistêmico, com efeitos deletérios sobre o coração e o pulmão. Em alguns casos, pode até causar a morte”, explica o pneumologista Marcos Abdo Arbex, vice-coordenador da Comissão Científica de Doenças Ambientais e Ocupacionais da Sociedade Brasileira de Pneumo-

logia e Tisiologia (SBPT) e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Araraquara (Uniara). Consequências da fumaça para o ser humano A lista de problemas pro-

dor de cabeça, rouquidão e lacrimejamento e vermelhidão nos olhos. “Eles variam de pessoa para pessoa e dependem do tempo de contato com a fumaça”, comenta. “No geral, ela afeta mais as vias respiratórias, agravando os quadros de doenças prévias,

Arbex acrescenta que as queimadas não só pioram, como também desencadeiam essas mesmas enfermidades, assim como as cardiovasculares, insuficiência respiratória e pneumonia. “Além disso, provocam quadros de alergia e, quando a exposição é permanente, há o risco

danos no DNA e morte celular em células pulmonares humanas”, de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e publicado em 2017 na revista científica Nature, constatou que a fumaça aumenta a inflamação, o estresse oxidativo e causa danos genéticos nas células do pulmão. A pesquisa concluiu que “o dano no DNA pode ser tão grave que a célula perde a capacidade de sobreviver e morre ou perde o controle celular e começa a se reproduzir desordenadamente, evoluindo para câncer de pulmão”. Para chegar a este resultado, células do pulmão humano foram expostas a partículas de fumaça coletadas em Porto Velho, uma das cidades mais afetadas pelos incêndios na Amazônia, e analisa-

tados e até países. Inclusive, há indicações de que foi isso o que ocorreu em São Paulo dia 19 de agosto. Nesse dia, a união de uma frente fria com resíduos oriundos das queimadas nas regiões Norte e Centro-Oeste do país e na Bolívia e no Paraguai fez com que o céu escurecesse no meio da tarde na capital e no litoral paulista. Cuidados Para amenizar os efeitos das queimadas na saúde, alguns cuidados são necessários, como evitar, na medida do possível, a proximidade com incêndios, manter uma boa hidratação, principalmente em crianças menores de 5 anos e idosos maiores de 65 anos, e manter os ambientes da casa e do trabalho fechados, mas umidificados, com o uso de vaporizadores, bacias com água e toalhas molhadas. Também é indicado usar máscaras ao sair na rua,

As queimadas podem causar o câncer de pulmão, conforme estudos recentes

vocados pela inalação da fumaça de queimadas florestais é grande. Os mais leves, segundo Carvalho, são dor e ardência na garganta, tosse seca, cansaço, falta de ar, dificuldade para respirar,

como rinite, asma, bronquite e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Os extremos de idade, ou seja, crianças e idosos, são os que mais sofrem, por serem mais sensíveis”, comenta.

de desenvolvimento de câncer”, indica o médico. Câncer Por falar em câncer, o estudo “Queima de biomassa na Amazônia causa

das em laboratório. Em situação de queimadas mais intensas, como as que o país vive nas últimas semanas, a névoa provocada pelo fogo pode viajar milhares de quilômetros e atingir outras cidades, es-

evitar aglomerações em locais fechados, e optar por uma dieta leve, com a ingestão de verduras, frutas e legumes. Fora isso, em caso de urgência deve-se buscar ajuda médica imediatamente.


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Prejuízos causados pela queimada no solo PMamb participa do Dia V em Ipatinga

As queimadas empobrecem o solo e acaba com a vida existente nele

A queimada no solo é uma prática antiga, porém, ainda muito usada nas propriedades para limpar a superfície da terra e “prepará-la” para um novo plantio. Mas, usar o fogo com essa finalidade não traz benefícios e, sim, prejuízos tanto ao solo como também aos recursos naturais e à produção. A queimada provoca a retirada de recursos importantes como o nitrogênio, o potássio e o fósforo, que são fundamentais para o desenvolvimento das plantas. É mais comum identificar a utilização da queimada no solo por produtores que possuem menos recursos financeiros e maquinários adequados para realização da limpeza. Nesses casos, o mais importante é ter informações sobre o trato correto da terra. Provavelmente você já deve ter ouvido falar que a queimada não traz benefícios para o solo né? Ao longo deste artigo você verá que as consequências são ainda mais graves. Consequências da queimada no solo Sob o ponto de vista agronômico, a queimada no solo não proporciona benefícios, pelo contrário, pode trazer sérias consequências. As prin-

cipais delas são: Elimina nutrientes fundamentais para qualquer cultura vegetativa, como o potássio, fósforo e nitrogênio; Mata microrganismos que auxiliam no desenvolvimento das plantas; Reduz a umidade do solo e levando à sua compactação; Desencadeia o processo erosivo e outras formas de degradação do solo; Aumenta da liberação de dióxido de carbono, uma das principais causas do aquecimento global; Polui nascentes, águas subterrâneas e rios por meio das cinzas; Destrói habitats naturais. Impactos gerado pelas cinzas O solo é à base de todo o sistema agrícola. Dessa forma, as queimadas geram prejuízos na produtividade das culturas e aumenta os custos de produção. Após as queimadas, as cinzas resultantes contaminam águas subterrâneas e superficiais. As altas concentrações de compostos nitrogenados e potássio são prejudiciais a espécies aquáticas e influenciam diretamente na qualidade da água. Em águas paradas, como em lagos e açudes, ocorre a diminuição da quantidade de oxigênio,

que é fundamental para a sobrevivência dos seres aquáticos.

A PMamb chamou a atenção para o perigo das queimadas que aumentam nessa época do ano

Queimadas são permitidas? Tecnicamente só é permitida a realização da queimada no solo em casos de emergência fitossanitária. Ou seja, situações em que há grande incidência de pragas e doenças na lavoura. Porém, em períodos fora da época de seca é permitida a utilização da queimada controlada por produtores rurais e brigadistas em unidades de conservação. No entanto, para aprovação do procedimento é preciso a avaliação prévia de um profissional responsável. Se mesmo com os prejuízos citados até aqui você optar por realizar a queimada no solo, esteja atento a condições climáticas como: Velocidade do vento; Temperatura e umidade relativa do ar; Teor de umidade do solo e das plantas; Quantidade de material morto ou seco a ser queimado. Em áreas rurais, a autorização é concedida por órgãos ambientais estaduais. Portanto, realizar a queimada no solo sem esta autorização é considerado crime ambiental, sendo punido dentro dos critérios legais.

A Polícia Militar de Meio Ambiente se fez presente, contribuindo com dicas e orientações

PMamb participou efetivamente do Dia V

No dia 25 de agosto, voluntários participaram da 19ª Edição do “Dia V do Vale do Aço”, no Parque Ipanema, em Ipatinga, promovido pela FIEMG do Vale do Aço em parceria com diversas instituições e voluntários da sociedade civil organizada. A Polícia Militar de Meio Ambiente se fez presente, contribuindo com dicas e orientações sobre fauna, pesca, licenciamento ambiental de empreendimentos, e, principalmente, sobre prevenção a ocorrência de incêndios florestal tão frequentes nessa época do ano.


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Nossa Senhora do Rosário reinou absoluta em Rio Piracicaba

Entrada na Casa de Nossa Senhora do Rosário

Rio Piracicaba – Um reino encantado pela fé, devoção e alegria transformou Rio Piracicaba nesse

fim de semana sob a coroa de Nossa Senhora do Rosário Mãe dos Pretos. Comemorada na cidade

há mais de dois séculos e meio, o domingo foi aos poucos sendo tomado por Guardas de toda região e

Guardas de toda a região do estado coloriram as ruas da cidade

do estado, totalizando 26 guardas e grupos de Congada, Marujos, Candombe, Caboclos, todos homenageando Nossa Senhora do Rosário. Há tempos não se via um reinado tão iluminado como esse 2019 cujo tema foi “269 anos de Fé, Tradição e Preservação da Cultura do Congado!”, Com apoio de toda a comunidade, sem poupar esforços, os “Festeiros” Rubens Júlio e Maria das Graças Mafra trabalharam e promoveram uma festa para ficar guardada na memória da cidade. As ruas ficaram coloridas e o som dos instrumentos invadiam com harmonia todos os ambientes. As evoluções das guardas

encantavam a todos por onde passavam e o roteiro sempre homenageia um ente importante na comunidade – esse ano, após o cortejo buscar o Rei Rubens Júlio na residência de Maria Angélica, na rua Antônio Saturnino, se dirigiram até a residência da ilustre coordenadora da cozinha do Congado, a centenária “Dona Elvira”. Evoluções pelas ruas da cidade, saudação e encontro com a Rainha Maria das Graças Mafra, Missa Conga, almoço, homenagens e posse dos novos Reis foram sequência na singular festa. Inúmeras atrações Não se pode falar do Rei-

nado 2019 sem destacar as inúmeras atrações culturais realizadas durante toda a novena, na Festa da Bandeira e no encerramento. Além de artistas locais e regionais, apresentaram no sábado o ícone congadeiro Maurício Tizumba e Tambor Mineiro e a Bateria Colibri da Bio Extratus e no domingo, a Orquestra Big Band Funcec, de João Monlevade e a banda Sambanois fizeram o encerramento dos festejos. Reis festeiros 2020 Tomaram posse a Rainha Flávia Aparecida Rosa e o Rei Getúlio José Mendes.

Rubens e Maria deram posse a Rainha Flávia Aparecida Rosa e o Rei Getúlio José Mendes, que reinaram até 2020


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Câmara promove homenagens a destaques da cidade

Membros da Expedição Piracicaba recebem a homenagem do presidente da Casa, vereador Tayrone e da vereadora Cidinha

Rio Piracicaba – Durante a reunião ordinária do dia 28 de agosto, a Câmara Municipal de Rio Piracicaba prestou homenagens a pessoas, instituições e empresas que se destacaram em suas respectivas áreas de atuações sendo destaques na comunidade. As homenagens foram conferidas em forma de “Moção de Aplausos” ao jornal Tribuna do Piracicaba – A Voz do Rio, ao jornalista e escritor Carlos Roberto do Nascimento e à Escola Estadual Professor Antônio Fernandes Pinto. O jornal Tribuna recebeu a homenagem indicada pela vereadora Dirlene Aparecida (Cidinha), pela participação do ve-

APOIO:

ículo na Expedição Piracicaba Pela Vida do Rio. Já o jornalista e escritor Roberto Carlos do Nascimento foi homenageado em reconhecimento ao lançamento do seu novo livro “Xauim, o macaquinho pensador”, indicado pelo vereador Tayrone Arcanjo e a Escola Estadual Professor Antônio Fernandes Pinto pelo destaque na área esportiva, principalmente nos Jemg´s, apresentado pelos vereadores Valdeci Silva e Tarcisio Bertoldo, conforme segue: Moção ao Tribuna do Piracicaba – A Voz do Rio “Apresento a presente Moção para homenagear

Atletas da Escola Estadual Professor Antônio Fernandes Pinto juntamente com professor recebem a Moção

ao Jornal Tribuna do Piracicaba - a voz do rio, em razão da participação no Projeto “Expedição Piracicaba pela Vida do Rio”, uma jornada pelas águas do rio Piracicaba no período de 26 de maio a 05 de junho de 2019, que contou com a participação de autoridades, gestores que atuam com a questão hídrica, e com lideranças ambientais e sociais, buscando mobilizar as cidades da bacia em prol de conhecer a realidade atual do rio Piracicaba e buscando a revitalização do curso d’água. A expedição foi um grande passo dado na direção da conscientização do nosso povo e na salvação do nosso rio, merecendo por isso todo nosso reconhe-

cimento, admiração e todos os nossos aplausos”. Moção à Escola Estadual Prof. Antônio Fernandes Pinto “Apresentamos a presente Moção para homenagear a Escola Estadual Professor Antônio Fernandes Pinto, em razão das belíssimas vitórias alcançadas por seus alu-

Roberto Carlos recebe das mãos do presidente da Casa, vereador Tayrone a Moção de Aplausos

nos na fase microrregional do JEMG - Jogos Escolares de Minas Gerais. A Escola recebeu 11 (onze) medalhas no total e foi a mais premiada de todo o JEMG na referida fase, merecendo por isso todo nosso reconhecimento, admiração e todos os nossos aplausos”. Moção a Roberto Carlos do Nascimento

Apresento a presente Moção para homenagear o Senhor Roberto Carlos Gonçalves Nascimento em reconhecimento ao lançamento do seu livro “Xauim, o macaquinho pensador”. Uma obra que por certo cumprirá o propósito de transmitir para as crianças conhecimento e valores morais e de amor à natureza.


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Contaminantes emergentes e seus efeitos no meio ambiente O que consumimos é descartado indevidamente e termina em algum curso d´água

Geral - Os contaminantes emergentes, tais como, compostos farmacêuticos e produtos de uso pessoal, indicadores de atividade antrópica, subprodutos industriais, esteroides e hormônios estão disseminados no meio ambiente e também no abastecimento de água potável. Um problema grave que se sabe pouco da presença destes compostos como os efeitos que eles podem causar no meio ambiente e na saúde. A água é essencial para os humanos e para as outras formas de vida. Ela age como reguladora de temperatura, diluidora de sólido e transportadora de nutrientes e resíduos por entre os vários órgãos. Bebemos água para ajudar na diluição e funcionamento normal dos órgãos para em seguida ser eliminada pela urina e por evaporação nos poros, mantendo a temperatura corporal e eliminando resíduos solúveis, como sais e impurezas. A água potável fornecida e consumida por milhões de pessoas, está contaminada com um poderoso indicador da presença de dejetos industriais, agrotóxicos e remédios: a cafeína. A cafeína é uma das substâncias mais con-

sumidas no mundo e presença constante no esgoto humano. Não faz – necessariamente – mal à saúde, mas, por semelhanças químicas, sua presença na água sinaliza a existência de outros contaminantes, em particular os chamados poluentes emergentes, resíduos cada vez mais presentes nas águas do mundo e que só agora começam a despertar a atenção dos órgãos de saneamento. Entre essas substâncias, está a fenolftaleína, que tem seu uso como laxante proibido pela ANVISA, e o triclosan, um antisséptico usado em medicamentos, cremes dentais e desodorantes. Sua proliferação em rios e reservatórios é resultado do crescimento das cidades e de novos processos industriais. Estas substâncias podem causar danos ao meio ambiente e a saúde. Estes contaminantes emergentes compreendem produtos farmacêuticos e de higiene pessoal (PFHP), indicadores de atividade antrópica, subprodutos industriais, hormônios naturais e drogas ilícitas. Atualmente, sabe-se pouco sobre os efeitos destes contaminantes em águas naturais, embora muitos deles sejam classificados como substân-

cias ou misturas exógenas que alteram a função do sistema endócrino e, consequentemente, causam efeitos adversos em um organismo saudável, ou em seus descendentes ou subpopulações. Origem e classes de contaminantes emergentes A maioria destes componentes não é detectada pelas estações de tratamento, mas a sua variedade e presença nos rios pode causar sérios danos à saúde humana e ao meio ambiente. São os restos de drogas, pelo uso de medicamentos que não estão completamente assimilados pelo corpo e águas residuais que passam pelos lixões ou aterros sanitários, pelo uso de drogas, esgoto, ou produtos químicos administrados aos animais. Os contaminantes emergentes na água tais como fármacos, produtos de higiene pessoal, retardantes de chama, surfactantes e metabolitos, aditivos industriais, hormonas, aditivos de gasolina e pesticidas, cada um destes tipos de contaminante encontrada na água com os respectivos exemplos mostrada a continuação.

Contaminantes de tipo fármacos Classe e exemplos Antibióticos de uso humano e veterinário: Eritromicina, sulfametoxazole Analgésicos e antiflamatórios: Ibuprofeno, paracetamol Ansiolíticos e antidepressivos: Diazepam Reguladores lipídicos: Benzafibrato, ácido clofíbrico. Bloqueadores: Metrolol, propanolol Agentes de contraste de raios-X: Iopromida, diatrizoato Drogas ilegais: Cocaína, anfetamina

Contaminantes de tipo Higiene pessoal Classe e exemplos Fragrâncias: Nitro, policíclico e macrocíclico, almískar (musk) Agentes de proteção solar: Benzofenoma, metilbenzilideno, Cânfora Repelentes de insetos: N-N-dietoluamida Antisséticos: Triclosan, clorofeno

Contaminantes dos tipos aditivos industriais, aditivos de gasolina, retardantes de chama, pesticidas e hormonas Classe e exemplos Retardantes de chama: Éteres difenilicos polibromado (PBDEs),C10-C13 cloroalcanos. Surfactantes e metabolitos: Alquifenol etoxilatos, 4- nonifenol. Aditivos industriais: Agentes quelantes (EDTA), sulfonatos Aromáticos: Hermonoas Esteroides Estradiol, estrona, estriol. Aditivos da gasolina: Éteres dialquícos, éter metil-t-butílico (MTBE) Pesticidas: Atrazina A lista de contaminantes emergentes inclui una ampla variedade de produtos de uso diário com aplicações industrial e domésticas. Segundo W. Jardim “Estima-se que uma pessoa utilize, em média, dez produtos cosméticos e de higiene todos os dias antes mesmo de sair de casa”. Entre os vários contaminantes temos os parasitas de veiculação hídrica e príons que se originam da indústria agropecuária, os produtos de dimensões manométricas que têm surgido como um potencial contaminante capaz de provocar efeitos no homem devido à sua exposição; os herbicidas e pesticidas de largo uso na agroindústria; os produtos químicos que, além das indústrias químicas, são utilizados também em várias outras indústrias; e os medicamentos, que tem sua origem nas indústrias farmacêuticas. O componente que tem maior concentração é a galaxolide que é um composto orgânico usado em alguns perfumes como uma fragrância.

Efeitos no meio ambiente e na saúde Os compostos emergentes fazem parte da nossa vida, parecem inofensivos. Mas o crescimento das metrópoles e o despejo de esgoto nos rios aumentaram sua concentração na água que usamos. Os efeitos causados nos animais aquáticos afetam a reprodução, provocam alterações morfológicas, genotoxicidade, entre outros. Estudos anteriores já haviam demonstrado que a substância podia aumentar a quantidade de indivíduos hermafrodita entre pássaros, peixes e ratos. Suspeita-se que o contato com a água com excesso de hormônios esteja antecipando a menstruação das meninas. Ela também poderia deixar os homens mais femininos e até causar câncer. Por enquanto, nenhuma dessas hipóteses foi confirmada. A persistência, bio-acumulação e transformação são os três fatores que devemos tomar cuidado, pois os contaminantes emergentes são resistentes à degradação fotoquímica e biológica, têm mais afinidade com os tecidos animais pela água, pelo que tendem a se concentrar sobre eles, e podem ser transformadas em outras substâncias que podem ser ainda mais tóxico do que no ponto de partida.


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Câmara firma parceria com a Doctum para a elaboração de estudo técnico em prol da sustentabilidade João Monlevade - A Câmara Municipal de João Monlevade e o Instituto Ensinar Brasil – Rede Doctum firmaram no dia 15 de agosto, um termo de parceria científica visando a elaboração de um estudo técnico a fim de identificar qual o melhor projeto para a implantação de energia limpa, renovável e sustentável na sede do Legislativo. O termo foi assinado pelo presidente da Casa, vereador Leles Pontes (PRB); pela

diretora da instituição, Yolanda Carla Lima Coelho; e pelo coordenador do curso de Engenharia Elétrica da Doctum, Hernane Oliveira Santiago. Também participaram da reunião os vereadores Toninho Eletricista (PHS) e Cláudio Cebolinha (PTB); a diretora geral da Câmara, Rosemeire Magalhães; e o assessor jurídico parlamentar, Alexandro Pastorini. A iniciativa tem o objetivo de reduzir os impactos ao meio ambiente e

proporcionar maior economia do dinheiro público. “Essa é uma proposta que tenho o intuito de implantar desde quando assumi a presidência, pois, enquanto poder público, precisamos pensar em sustentabilidade e em responsabilidade social. Dessa forma, acreditamos na parceria junto à Rede Doctum para podermos trabalhar com o compromisso de fazer sempre o melhor para a sociedade”, explicou Leles. Hoje, o Legislativo

O presidente Lelis Pontes busca parceria para viabilizar a sustentabilidade na Casa Legislativa

Parceria com a Doctum é o primeiro passo para conhecer o melhor caminho para implantação da energia limpa na Câmara

monlevadense tem um custo de R$40 mil por ano com energia elétrica. Para a diretora da Doctum Monlevade, Yolanda Coelho, esse tipo de ação é de extremo interesse para a instituição. “Se a Câmara Municipal, como um órgão público, está comprometida com a causa da sustentabilidade, enxergamos isso com bons olhos. Iniciativas como

essa proporcionam experiências reais aos nossos acadêmicos, o que muito contribui para a formação dos mesmos. Temos essa função social e, acima de tudo, um compromisso com a sociedade. Falar de energia elétrica hoje é falar de eficiência energética. Por isso, abraçamos essa causa”, destacou. Ainda não há prazo para o início dos trabalhos

relativos ao estudo técnico. Segundo Hernane Santiago, coordenador do curso de Engenharia Elétrica, a demanda será apresentada aos alunos e, a partir daí, será formado um grupo de trabalho que dará início às atividades junto à Câmara. Todo o projeto será supervisionado pela coordenação e pelos professores do curso.

UNIFEI Itabira recebe visita da CAPES Itabira – Pela primeira vez o programa PROFAGUA, polo de Itabira, recebe a visita da CAPES para avaliação, sendo o segundo polo da rede avaliado no Brasil - o primeiro foi o polo UTFPR - Campo Mourão, no Paraná. A visita da CAPES aconteceu em meados de agosto e mobilizou todo o Campus Itabira da UNIFEI. A presença e avaliação realizada na UNIFEI aconteceu por meio do acompanhamento (chamada de avaliação de meio-termo), que ocorre a cada dois anos. A avaliação foi realizada por um técnico da CAPES, Glailson Capucho Guedes que esteve acompanhando do coordenador geral do mestrado profissional em rede PROFAGUA, professor Dr. Jefferson Nascimento de Oliveira, do coordenador

truturado no polo Itabira, com a realização de atividades que aproximam os mestrandos dos problemas de gestão e regulação de recursos hídricos

na bacia hidrográfica onde se insere (a nível local a bacia hidrográfica do rio Piracicaba e a nível regional a bacia hidrográfica do rio Doce).

Saiba mais

Professor José Augusto, professora Eliane Vieira junto ao técnico da CAPES Glailson Guedes e o coordenador geral do mestrado professor Jefferson Nascimento de Oliveira

local professor Dr. José Augusto Costa Gonçalves e ainda da coordenadora adjunta professora Drª Eliane Maria Vieira. Objetivo da avaliação A finalidade é averiguar as condições físicas, acadêmicas e de gestão do programa PROFÁGUA no polo UNIFEI-Itabira. Para a instituição a avaliação da CAPES solidifica o programa de Mestrado

Profissional em Regulação e Gestão de Recursos Hídricos - PROFÁGUA no polo Itabira, onde pode ser demonstrada toda a estrutura laboratorial de excelência que o programa conta para as aulas, bem como todas as atividades que foram desenvolvidas nestes 1,5 ano de PROFAGUA na Unifei-Itabira. Metodologia e avaliação

Foram realizadas reuniões com os dirigentes do Campus e do Instituto de Ciências Puras e Aplicadas, com os professores que ministram disciplinas e orientam os alunos do PROFAGUA, com os alunos matriculados no programa, bem como visitas aos laboratórios e salas de aulas que são empregados no programa. Segundo o avaliador da CAPES o programa se encontra muito bem es-

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), fundação do Ministério da Educação (MEC), desempenha papel fundamental na expansão e consolidação da pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) em todos os estados da Federação. Em 2007, passou também a atuar na formação de professores da educação básica ampliando o alcance de suas ações na formação de pessoal qualificado no Brasil e no exterior. As atividades da CAPES podem ser agrupadas nas seguintes linhas de ação, cada qual desenvolvida por um conjunto estruturado de programas: 1-avaliação da pós-graduação stricto sensu; 2-acesso e divulgação da produção científica; 3-investimentos na formação de recursos de alto nível no país e exterior; 4-promoção da cooperação científica internacional. 5-indução e fomento da formação inicial e continuada de professores para a educação básica nos formatos presencial e a distância. A fundação tem a responsabilidade de manter todos os cursos em avaliação periódica, divulgada a cada quadriênio. A avaliação é o termômetro que indica o padrão de excelência acadêmica para programas de mestrado e doutorado nacionais. Os resultados ainda servem de base para a formulação de políticas públicas para a área de pós-graduação e também para as decisões sobre a concessão de bolsas de estudo.


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Conexão com a natureza é fundamental para o desenvolvimento infantil, mostra estudo Geral - Nada melhor que a natureza para deixar uma criança menos hiperativa e mais comportada. Isso mesmo! A informação faz parte de um novo estudo, publicado no jornal científico Plos One. A pesquisa revelou que crianças pré-escolares que têm mais contato com a natureza são menos hiperativas, apresentam menos dificuldades comportamentais e emocionais e, como consequência, tem um comportamento social mais adequado. Outro dado interessante é que as crianças que assumiram uma maior responsabilidade em relação aos cuidados com a natureza tiveram menos dificuldades de relacionamento com seus colegas. A pesquisa foi realizada com 493 famílias, com filhos entre 2 e 5 anos, que participaram por meio de questionários. Foram avaliadas quatro áreas que refletem a relação da criança com a natureza: apreciação da natureza, empatia pela natureza, responsabilidade com a natureza e consciência da natureza. O estudo foi tão relevante que o questionário está sendo implementado em vários países, a fim de avaliar o quanto as crianças têm ou não contato com a natureza.

locais fechados. •Água: Quando se fala em natureza, precisamos pensar em todos os seus elementos. O contato com o mar, rios e cachoeiras também é uma excelente maneira de se conectar à natureza. Sempre que possível, leve a criança para esses locais, nem que seja para passar o dia. •Plantas em casa: Para quem mora em casas é

Estudo mostra que o contato da criança com a natureza é vital para um crescimento social e biológico saudável

Nos casos negativos, serve como um instrumento para criar programas que possam aumentar essa conexão. Agora o mesmo grupo de pesquisadores irá realizar uma extensão do estudo para avaliar qual o efeito da exposição das crianças à natureza na microbiota intestinal. Opinião da especialista Segundo a neuropediatra Dra. Andrea Weinmann, hoje há uma tendência por parte de alguns pais de evitar o contato dos filhos com a natureza por vários motivos. “Existe o medo de se sujar, de se machucar, de ter contato com algum inseto que possa atacar etc. Quando esse receio é pas-

sado para uma criança em formação, ela pode absorver esses medos e passar a evitar o contato com a grama, com insetos, sentir nojo da lama e da areia, por exemplo”. Além desses aspectos, o estilo de vida de quem mora em grandes centros urbanos não colabora para tornar esse contato com a natureza algo corriqueiro. “A violência urbana, os espaços reduzidos de moradia, como os apartamentos, e as poucas áreas verdes nas cidades são fatores que impactam nessa desconexão com o verde”, comenta Dra. Andrea. A neuropediatra acredita que esse estudo confirma as conclusões de várias pesquisas anteriores, que apontaram que o contato com a natureza é

Em contato com a natureza as crianças ficma mais sociáveis

excelente para reduzir o estresse e a ansiedade. “Certamente, a melhora da hiperatividade e do comportamento está ligada a esses aspectos, evidenciados em estudos sobre o tema ao longo dos últimos anos”, reflete a especialista. Dicas Veja a seguir algumas ideias para aumentar a conexão das crianças com a natureza. •Ar livre é sempre melhor: Mesmo morando em cidades grandes é possível trocar a ida a um shopping por um parque. Pesqueiros, locais com animais como fazendas, haras, praia. Qualquer programa ao ar livre é melhor do que o lazer em

mais fácil ter um jardim, flores, vasos de temperos, como hortelã, manjericão, salsinha etc. Envolva a criança nos cuidados com as plantas. Em apartamentos, se possível, tenha algumas plantas ou flores. Animais e pedras também são importantes para o envolvimento da criança com a natureza e seus diversos elementos.

Córrego é revitalizado e bairro ganha paisagismo Catas Altas - A Prefeitura de Catas Altas concluiu as obras de revitalização do córrego de 170 metros na rua Bonifácio, no bairro Vista Alegre. O projeto incluiu a revitalização do córrego, além de paisagismo no entorno com construção de passarela para pedestre, plantio de árvores e gramas. Os trabalhos custaram R$ 49.285,21. “Essa foi mais uma obra preventiva que veio melhorar não só a questão da infraestrutura local, como também a estética do bairro. Na época das chuvas, o córrego alagava e gerava um transtorno enorme para os moradores. Agora isso não vai mais acontecer e a área no entorno também ficou muito mais bonita”, destacou o vice-prefeito Fernando Rodrigues Guimarães.

Revitalização córrego josé bonifácio Vista Alegre


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ETE - Câmara autoriza município a celebrar convênio com Estado consumo da água, espera-se que esse consumo caia consideravelmente e a utilização desse bem passe a ser mais racional. Conta de água e esgoto

Com a casa cheia, projeto foi aprovado por seis votos favoráveis e 3 contrários

Rio Piracicaba – A Câmara Municipal de Rio Piracicaba aprovou em segundo turno e redação final o Projeto de Lei nº 012, que, em síntese, autoriza o executivo a celebrar convênio para iniciar o processo de estudo para implantação de Estação de Tratamento de Esgoto no município. Com isso a cidade deu um importante passo em direção ao tratamento do esgoto doméstico. Rio Piracicaba lança, sem nenhum tratamento, cerca de 3 milhões de litros de esgoto diariamente no rio cujo nome denomina a cidade. A implantação da Estação de Tratamento de Esgoto é uma obrigatoriedade da lei e a cidade já teria sido notificada pelo Ministério Público para adequar à legislação, sob pena de multa diária de R$1.000,00 (Hum mil reais).

ceirizada e ou a Copasa. O projeto aprovado culmina com a celebração de convênio onde poderá ser, após apresentado estudo, repassado à Copasa a exploração do serviço, caso a empresa se interesse pelo projeto, mas isso somente após a aprovação do Conselho Municipal de Saneamento Básico, se estiver em funcionamento na cidade.

Polêmica

O projeto foi aprovado por 6 votos favoráveis – sendo eles os vereadores Zaino Gomes, Tayrone Arcanjo, José Ronaldo, Dirlene Aparecida Tomaz, Edivaldo Antônio e Hugo Pessoa e três votos contra dos vereadores Tarcísio Bertoldo, Valdeci Silva e Inácio Linhares.

O projeto que vinha se arrastando na Casa desde o final de março de 2019, também trouxe uma polêmica sobre a cobrança da Taxa de Esgoto. A cobrança pelo tratamento do esgoto é proporcional ao consumo de água. Outra polêmica levantada é sobre quem fará o tratamento – prefeitura através de autarquia, ter-

Valores Sobre os valores a serem cobrados, diferente do que muito se falou durante a tramitação do projeto, quem define as taxas não são nem o poder executivo, nem o legislativo, nem a autarquia e nem a empresa e sim a Agência Reguladora – Arsae no caso da Copasa e Arisb no caso das autarquias. Aprovação

Longo caminho Diferente que tem sido

espalhado pela cidade, um verdadeiro terrorismo sobre a situação, existe ainda um longo caminho tanto para o início da cobrança quanto para o próprio sistema de tratamento do esgoto começar a funcionar. Várias etapas ainda deverão ser percorridas até o produto final, que é o esgoto tratado. Nesse meio tempo acontecerá ainda estudos técnicos preliminares, consulta pública, audiência pública até, por fim o início do processo de implementação de cobrança. Muito tem sei falado que poderá haver taxas de esgoto mesmo sem o esgoto estar sendo tratado. Essa taxa só existirá se, após tramitado todo o processo e a prefeitura ter repassado o serviço para terceiros e ou se ela mesmo assumir o serviço, será, por obrigatoriedade da lei, cobrado valores sobre o recolhimento do esgoto, que pode chegar a 31% da conta de água. Vale ressaltar que, se até em 2023 o sistema de tratamento não tiver sido concluído, essa taxa não poderá ser cobrada posteriormente a esta data.

ou não, já que ele está previsto em lei e foi incluído no Plano Municipal de Saneamento, a questão é a eficiência desse tratamento, ponto onde os vereadores e a própria população deverão ficar atentos. Se por um lado a rio agradecerá por estar recebendo de volta uma água com melhor qualidade, por outro a questão da cobrança se torna educativa, já que, aparentemente a água tratada é um produto barato, visto como ela é utilizada diariamente nas cidades, sendo para lavar calçadas, carros, e em inúmeras formas pouco nobres. Com a cobrança do esgoto sendo proporcional ao

Conforme relatado sobre a forma da cobrança do esgoto – proporcional ao consumo da água, quem consumir mais água, pagará mais esgoto, já que essa água consumida tem como destino o esgoto. Em Rio Piracicaba, também diferente como muito propagado, as tarifas de água praticada pela Copasa são menores que as praticadas pelas autarquias da região, como João Monlevade, Nova Era e Itabira. Na tarifa normal a taxa mínima de água em Rio Piracicaba é R$ 15,97 + R$0,75 de consumo por m³ até 5 m³, ou seja, quem consumir 5 m³ paga R$19,72. Com a implantação da tarifa de esgoto, essa mesma pessoa pagará, no limite máximo dos 90% - proporcional ao consumo de água - R$17,74 – que somadas água e esgoto terá uma conta de R$37,42. Já na tarifa social, que seguindo o mesmo critério, seria para consumo

de 5 m³ R$9,99 e somada a tarifa de esgoto de R$8,99, totalizaria água e esgoto R$18,98. Na região Em João Monlevade a tarifa mínima de água é de R$ R$ 28,63 + R$8,68 de taxa de esgoto – que não tem tratamento ainda, ou seja, 30% do valor da água, totalizando R$37,31. Em Nova Era a tarifa mínima é R$17,10 + R$1,70 para cada metro cúbico consumido até 5 metros cúbicos e sobe para R$2,16 acima desse consumo e continua subindo até R$4,35 conforme sobe o consumo. Além disso é cobrado 50% como taxa de esgoto recolhido, proporcional ao uso da água, sendo que o mesmo não é tratado. Portanto a tarifa mínima é R$38,40. Em Itabira a taxa mínima é R$16,12 + R$1,06 até 5 metros cúbicos e R$1,59 acima, subindo gradativamente. Já a tarifa de esgoto é, fixa R$9,60 + 60% do consumo da água e subindo conforme o consumo da água. Portanto a tarifa mínima é R$21,42 + R$22,65 de tarifa de esgoto.

* Conheça o projeto na íntegra no site do Tribuna

Educativo O tratamento do esgoto é uma questão irreversível, queira a população

O Secretario de Meio Ambiente, mais uma vez, esclareceu pontos polêmicos do projeto


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Aves do Piracicaba: a arisca, exótica e sensacional garça-real

Por João Sérgio A sensacional garça-real (Pilherodius pileatus), também conhecida como acará, acaratimbó, acaratinga, garça-morena, garcinha e garça-de-cabeça-preta, possui ampla distribuição em nosso país, contudo não é uma espécie comum, sendo sempre uma satisfação encontrá-la, mesmo para observadores mais experientes.

Mede cerca de 60 cm e alimenta-se de peixes, anfíbios e crustáceos que povoam rios, lagos e brejos. Geralmente vive solitária e na nossa região é muito arisca, voando sempre que alguém se aproxima. Mas um persistente e furtivo observador poderá ter o prazer de encontrar essa belíssima garça em qualquer cidade da bacia do Piracicaba e se surpreender com sua exótica beleza.

Nas minhas andanças por nossa região só a encontrei duas vezes: no distrito de Florália, Santa Bárbara, em 16/07/2010, num local totalmente inusitado (num pequeno córrego em meio a um eucaliptal); e em 24/07/2017, num brejo no sítio Potreiro, em Rio Piracicaba. Consegui documentar fotograficamente ambos encontros. Tais registros estão no maior site de ornitologia do mundo, o brasileiríssimo Wikiaves, excelente site para a ciência-cidadã, em que todos podemos colaborar e aprender sobre a avi-fauna do nosso país. Eco-consciência É isso caros amigos leito-

res, nesse momento obscuro em que vivemos, façamos nossa parte de acordo com o nível civilizatório alcançado, preservando nossos cursos d’água, evitando uso de materiais descartáveis (que inevitavelmente poluirão algum recurso hídrico caso não sejam reciclados), jogando lixo no lixo, e principalmente não fazendo queimadas, as quais suprimem a cobertura vegetal que protege nossas nascentes e mananciais, destruindo o habitat dessa magnífica espécie, além de atingir diretamente o próprio ser humano. Lembrando que nosso Pai nos deixou uma inigualável, porém única casa pra morar. Se acabarmos com ela estaremos acabando com nós mesmos.

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Fotos: João Sérgio


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