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BOM DIA

Catas Altas

Cidade Histórica e Ecológica - Fevereiro de 2020 - Ano XIII - Nº 138 - Distribuição Gratuita Dirigida

ÁGUA OU MINÉRIO?

Catasaltenses tem que fazer escolha entre presente e futuro Divulgação Rede Globo

Páginas 2 e 3

a saga da freguesia de nossa senhora de catas altas do mato dentro

Em mais um capítulo fascinante, a Saga da Freguesia de Nossa Senhora de Catas Altas do Mato Dentro continua a história da Matriz de Senhora Conceição e ainda sobre o cobrador dos “Quintos Reais”. Páginas 4 e 5

Carnaval para todos os gostos – mas com tempero forte de tradição e pitadas de muita natureza e energia. Página 7

Fim do Canudo plástico

O maior patrimônio de Catas Altas, suas águas, corre risco de desaparecer. Na foto, Mariana Ximenes e Débora Falabella banhando na Cachoeira da Santa.

Mais uma vez Catas Altas dá um grande exemplo à região, proibindo o uso do canudo plástico na cidade. Página 8


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Até mesmo a mineração de ouro deixou uma Catas Altas decadente - como na imagem o Casarão Dr. Moreira. Uma lição sobre a atividade econômica

As lições que Catas Altas recebeu em 300 anos Pela terceira vez, ao longo de seus mais de 300 anos, a população de Catas Altas será testada, quando estará escolhendo entre a água ou minério de ferro. Catas Altas já foi uma das maiores produtoras de ouro do Brasil durante o período colonial – e, apesar de ter produzido tanta riqueza, após o ciclo do ouro – viu-se decadente, com a população passando por dificuldades, inclusive para se alimentar. Salva pelo Monsenhor Mendes – que introduziu, além da agricultura de subsistência, também a cultura da uva e a produção do vinho – que durante décadas carregou a economia da cidade, a população, talvez por desconhecimento ou imediatismo – não aprendeu a lição. Após um tempo adormecida, Catas Altas foi despertada pela emancipação e – apesar de contar com um rico patrimônio artístico cultural e natural – deixando a lição de lado – preferiu se enveredar, mais uma vez, pela forma mais prática e imediata

de se produzir riqueza – a mineração predatória. Bom lembrar que – essa atividade – assim como o ouro – não garante riqueza à população e nem futuro – visto que – o ouro que deixou muitas lembranças de um tempo de fartura – estampadas nas belas igrejas barrocas – deixou também muita pobreza e fome. Quanto a mineração do ferro apenas a mineradora lucra – já que deixa apenas, no máximo, 3,5% do produzido – além de poluição, desigualdade e o pior – destrói o maior patrimônio da vida – água. HISTÓRIA Durante o ciclo da mineração, Catas Altas foi um dos mais ricos e populosos arraiais de Minas Gerais. Com o esgotamento das minas, o arraial ficou praticamente abandonado. Em 1868, chega a Catas Altas o Monsenhor Manuel Mendes Pereira de Vasconcelos para ser o vigário do arraial. Logo percebe o estado lastimável em que se encontrava o

lugar, além do abatimento moral estampado nos rostos dos poucos moradores que ainda não haviam emigrado. O padre nota ainda a ausência de qualquer forma de cultura de subsistência. Milho, arroz, feijão, toucinho, tudo é provido pelos tropeiros. O vigário chega à conclusão de que, além da escassez do ouro, as causas de tamanha decadência foram as ações assistencialistas que criaram uma perniciosa acomodação ao distribuir tudo que a população necessitava com hora e local marcado. Monsenhor Mendes acreditava que, para provocar mudanças drásticas, era necessário educar as pessoas, ensinar a cultura de subsistência e desenvolver o conceito da vida em comunidade. Depois de encontrar uma muda de videira americana na casa de um amigo, Monsenhor Mendes descobre ser possível produzir até mesmo o vinho que necessita nas missas ao encontrar. Então, ele passa a ensinar o povo como plantar as videiras, as épocas

das podas, das colheitas, como esmagar as uvas, o período de fermentação, o armazenamento adequado para não acontecer nenhuma alteração. E assim, o vigário conseguiu que a produção do vinho de Catas Altas aumentasse cada vez mais, sempre com melhor qualidade. Em 1884, Monsenhor Mendes publicou um manuscrito com “as noções úteis ao fabricante de vinho”, contendo informações sobre o feitio da bebida, as diferenças dos vários processos empregados e a prevenção junto ao fabricante contra práticas que podem estragar o vinho. O padre acaba ganhando a mídia nacional e faz Minas Gerais sair do anonimato na produção de vinhos. O vinho de Catas Altas era comparado por autoridades no assunto com o Porto e o Xerez. Monsenhor Mendes se torna um conhecido viticultor, sempre defendendo a videira americana e a qualidade do vinho produzido em Catas Altas. “Confrontada com a videira Laprusca, explorada pelos europeus, a

nossa videira americana, espalhada em tanta profusão por estas Catas Altas, será sempre a preferida por muitas razões. A sua uva uma vez que esteja perfeitamente madura e, embora produzida pelas videiras muito próximas a seu estado selvagem, é notada pelo cheiro balsâmico e pelo sabor muito agradável e pronunciado”, anotou o padre. A produção do vinho colaborou para que a população elevasse sua autoestima. Uns plantavam as videiras, outros fabricavam o vinho, outros comercializavam o produto, numa cadeia em que o dinheiro girava e todos saíam ganhando. O vinho de Jabuticaba surgiu ainda no século XIX. O Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro, publicou em fevereiro de 1889 uma reportagem sobre produções de vinhos nacionais e em um trecho cita as qualidades da bebida catas-altense: “há um vinho de jabuticaba, de Catas Altas, de um gosto singular”. Intitulada “Exposição de açúcar e vinhos”, a matéria encerra uma série

de artigos sobre os diversos ramos da indústria nacional. A reportagem citada conta um pouco sobre a história da produção do vinho no Brasil, e os produtos feitos na então província de Minas Gerais.

EXPEDIENTE

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Catas Altas • Diretor Geral/Responsável: Geraldo Magela Gonçalves • Comercial: (31) 99965-4503 • Diagramação: Sérgio Henrique Braga • Bom Dia Catas Altas online: www.facebook/bomdiacatasaltas Circulação: Catas Altas e mala direta para todo Brasil Impressão: Gráfica Bom Dia Tiragem: 2.000 exemplares

Razão Social : Geraldo Magela Gonçalves MEI CNPJ 27.776.573/0001-68 Inscrição Estadual: Isenta dindao@bomdiaonline.com

O jornal não se responsabiliza por matérias assinadas e ou pagas que são identificadas fechadas em box


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Catas Altas corre risco de ficar sem água Votação de outorgas da Vale em Catas Altas é adiada para depois do Carnaval

Na primeira reunião para votar as outorgas no CBH Piracicaba, o processo sofreu pedido de vistas

O Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH) deixou para o próximo dia 28 – depois do Carnaval – a votação de duas outorgas da Vale para uso de água no distrito de Morro D’Água Quente, em Catas Altas, para avanço da exploração mineral na região. O pedido de vista que resultou no adiamento foi feito por três conselheiros em reunião realizada na manhã do dia 11, na Câmara Técnica de Instrumento de Gestão do CERH, em Belo Horizonte. Por falta de respostas a questionamentos apresentados na reunião do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba (CBH), no dia 17 de janeiro, na sede da Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Piracicaba (Amepi), em João Monlevade, o secretário municipal de Meio

Ambiente de Santa Bárbara, Felipe Fernandes Guerra, foi o primeiro a reclamar a retirada das autorizações da pauta. O pedido do secretário foi acompanhado pelo representante da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Odorico Araújo, e pela representante da Associação para a Gestão Socioambiental do Triângulo Mineiro (Angá), Marta de Freitas, quem fez as críticas mais duras aos pedidos de outorgas da mineradora. O secretário municipal de Meio Ambiente de Catas Altas, Reginaldo Sales Nascimento, compareceu à reunião acompanhado por três moradores da região do Morro D’Água Quente, entretanto, com a retirada dos pedidos da pauta, eles não puderam usar a tribuna. Nem mesmo após

a solicitação de Marta de Freitas, a presidente do (CERH), Rayssa Cordeiro Figueiredo, que representa o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) no colegiado, permitiu que eles falassem. Em uma defesa contundente dos moradores de Catas Altas, Marta de Freitas – que fez sua estreia na reunião de ontem, já que agora é ela quem substitui o ex-conselheiro Gustavo Tostes Gazzinelli – criticou a forma com que a Vale quer executar os projetos. Segundo ela, não há vantagem alguma para a comunidade de Morro D’Água Quente se as outorgas forem concedidas. “O que a cidade ganha é a destruição”, disse a conselheira. Nem mesmo há a garantia de geração de emprego e renda para a população

Na segunda reunião no CBH Piracicaba, apesar da presença de muitos catasaltenses, não houve quórum

local, além da falta de segurança e os impactos na saúde. “Com a outorga, vai faltar água na região. Com isso, toda a questão cultural, toda a história daquele lugarejo morre, porque toda a área de lazer das águas passa a ser propriedade da Vale e será fechada [para a visitação]. A Vale vai usar tudo para o seu benefício e por pouco tempo. Ela vai simplesmente deixar para as pessoas um deserto, uma população mais adoecida e impactada”, defendeu a conselheira.

Prefeitura se declara contra Tanto o prefeito, José Alves Parreira, quanto o vice-prefeito, Fernando Guimarães, já se declararam contra a reabertura das Minas de Almas e Tamanduá, justamente devido aos impactos que a exploração trariam à comunidade do Morro D´Água Quente – já que se encontram muito próximas do distrito, bem como à toda população de Catas Altas, que podem sofrer com o desabastecimento de água.

A empresa tenta amenizar os impactos, mas diante os últimos acontecimentos envolvendo a Vale – a mesma não conta com credibilidade na região, como explicitado nas últimas reuniões envolvendo o tema, tanto no Distrito quanto no CBH Piracicaba, quando, no primeiro houve até violência contra funcionário da empresa e nas plenárias do comitê, desabafo e apresentação de provas irrefutáveis contra o projeto da empresa. Com informações Diário de Santa Bárbara

Audiência pública para licenciar Vale acontece dia 5 de março

Durante audiência no Morro D´Água Quente, moradores manifestaram contra empreendimento

Acontece no dia 5 de março, na Ecuca, a partir das 19 horas, uma Audiência Pública onde será debatido o projeto de Ampliação do Complexo da Mina de Fazendão – que engloba as minas de São Luiz, Almas e Tamanduá. A audiência promete muito debate, já que parte da comunidade, principalmente do Morro D´Água Quente, que sofrerá praticamente todo o impacto da mineração, já se posicionou contra o empreendimento. A posição daquela comunidade ficou claro quando, em uma primeira audiência pública, realizada

pela prefeitura no dia 16 de dezembro no distrito de Morro D´Água Quente, após muita confusão, medo e revolta, a reunião terminou com um recado: Moradores do Morro D´Água Quente não querem mineração em Almas e nem em Tamanduá. Apesar do fim abrupto da reunião, com um morador agredindo o funcionário da Vale, a comunidade deixou mensagem e demonstrou receio pelo fim da água – situação confirmada pelas análises técnicas apresentadas pelo professor Allauoa Saadi. O Relatório de Impacto

Ambiental (RIMA) do empreendimento está disponível para consulta na Secretaria de Meio Ambiente de Catas Altas, na Subsecretaria de Obras de Catas Altas (Morro D’Água Quente) e também na Secretaria de Meio Ambiente de Mariana. A empresa, interessada, estará disponibilizando ônibus para comunidade do Morro D’Água Quente (Praça da Matriz), às 18h15, mas vindo a partir da sede de Mariana, (ponto de ônibus em frente à Prefeitura Municipal, passando pelo Recreavida), às 17h.


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Saga da Freguesia de Nossa Senhora de Catas Altas do Mato Dentro - tomo v Por Éder Ayres Siqueira

1731 Chegamos ao ano de 1731, ano comum do século XVIII do Calendário Gregoriano, da Era de Cristo, que teve início numa segunda-feira e terminou também numa segunda-feira. Naquele ano, o cobrador dos Quintos Reais nas Catas Altas era o minerador e fazendeiro Tenente-coronel Manoel Ferreira Pinto. Como já vimos, havia dois anos que a nova Igreja Matriz estava sendo construída e a velha Matriz ainda funcionando. Para comprovar que a velha igreja funcionava e era matriz, e não capela, como muitos querem afirmar, naquele ano, o padre Domingos Luiz da Silva fez o registro de óbito do coronel Pedro da Fonseca Magalhães, meu, três vezes, heptavô (sétimo) avô materno, que faleceu aqui em Catas Altas, mas não sabemos se foi na fazenda Sant’Ana, na Valéria, ou se no solar assobradado que seu genro possuía no Adro da Matriz, hoje, Praça Monsenhor Mendes: “Ao 1.º de julho de 1731, faleceu com todos os sacramentos o Coronel Pedro da Fonseca Magalhães, natural da freguesia de Santa Maria de Almacave, Bispado de Lamego, filho legítimo de Lourenço da Sil-

va de Magalhães, e de D. Brites da Fonseca, e casado com D. Helena do Prado Cabral, meu freguês e assistente em casa de seu genro Tomé Fernandes do Vale, ficou com seus bens à dita sua mulher; sepultou-se dentro do Cruzeiro desta Matriz, ao pé do Altar de S. Antônio, de que fiz este assento era ut supra. O Vig.ro Domingos Luís da Silva.” Com esse óbito deu também para identificar mais um retábulo e altar existente na antiga Igreja Matriz, além de o da padroeira. Quanto ao local onde foi sepultado, dentro da antiga Matriz, o coronel Pedro da Fonseca Magalhães, que aparece em outros documentos com o último sobrenome Maldonado, e também colocou em dois de seus filhos o referido sobrenome, depois falaremos, pois era um dos locais privilegiados dentro das antigas igrejas. Ele aparece na Genealogia Paulistana, de Luiz Gonzaga da Silva Leme, advogado, engenheiro civil, historiador e genealogista, e na Nobiliarquia Paulistana Histórica e Genealógica, de Pedro Taques de Almeida Paes Leme, militar, genealogista, intelectual e historiador, com o nome completo de Pedro da Fonseca Magalhães Maldonado.

Os genealogistas supracitados, são respectivamente octaneto duas vezes, e o outro pentaneto de meu, três vezes, decavô (décimo avô) materno, o Fidalgo Pedro Leme, e por este, respectivamente um é duas vezes 17.º neto, e o outro 21.º neto do meu, três vezes, 22.º avô materno Pedro I o Justiceiro, rei de Portugal e Inês de Castro, Rainha-póstuma de Portugal, assim por diante... E, também, respectivamente heptaneto, e o outro pentaneto de meu, três vezes, duodecavô (décimo segundo avô) materno, e undecavô (décimo primeiro avô) paterno, o Juiz João do Prado. E, ainda, o genealogista Luiz Gonzaga é 10.º neto de meu 16.º avô paterno Cosme Fernandes Pessoa, “O Bacharel de Cananeia”, e 11.º neto do Cacique Piquerobi, meu 17.º avô paterno, e meu, três vezes, 15.º avô materno.

guindo-se como teólogo, místico, asceta e sobretudo como notável orador e grande taumaturgo, (Em todo o mundo, ele é considerado padroeiro de muitas profissões e coisas: pescadores, grávidas, marinheiros, viajantes, agricultores, idosos… Só que aqui no Brasil, sua fama mesmo é relacionada aos casamentos. A origem de toda essa superstição parte de algumas lendas populares. Uma delas conta que uma moça queria muito se casar, mas não tinha dote para oferecer – isto é, bens materiais para dar à família do noivo. Esta prática machista ainda é comum em algumas partes do mundo) descobrimos que na antiga Matriz havia apenas uma pia de água benta, o que é bem claro no óbito de Da. Helena das Chagas do Lado de Cristo ou Helena do Prado, natural de Taubaté-SP, e que faleceu em Catas Altas, em 1708-1731, viúva de Antônio da Cruz Duarte, e deixou quatro filhos. Ela veio visitar sua mãe Da, Helena do Prado Cabral, sua irmã Da. Thereza da Fonseca Magalhães e seu cunhado o capitão Thomé Fernandes do Valle. Isso aconteceu 47 dias após a morte de seu pai o coronel Pedro da Fonseca Magalhães Maldonado, do qual já falamos

anteriormente, na casa de seu cunhado o capitão Thomé. No óbito de Da. Helena, feito pelo padre Domingos Luiz da Silva, consta que ela era moradora na freguesia de Rio das Pedras/MG, e que “... Foi sepultada nesta Matriz ao pé da pia de água benta...” e que fez testamento nuncupativo, isto é, testamento feito oralmente diante de duas ou mais testemunhas. Tínhamos em Catas Altas a Irmandade de Santo Antônio, e temos na atual Matriz, um altar e retábulo dedicado a ele, sendo o 3.º do Lado do Evangelho (o primeiro do lado esquerdo de quem entra na igreja). Continuamos pesquisando para ver se encontramos mais referências sobre a antiga Matriz 1732 1732, ano bissexto do século XVIII do atual Calendário Gregoriano, da Era de Cristo, com 52 semanas, que teve início a uma terça-feira e terminou a uma quarta-feira. Naquele ano faleceu em 25 de março, aos 60 anos, Santa Lúcia Filippini que foi uma religiosa italiana, fundadora da congregação da Maestre Pie. Discípula do Cardeal Marcantonio Barbarigo e colaboradora de Rosa

Venerini, fundou numerosas escolas piedosas para meninas pobres em Montefiascone, Bagnoregio, Tarquínia e muitas outras, especialmente no Lácio e depois em todo o Estado da Igreja, e foi canonizada pelo papa Pio XI em 1930. E nas Catas Altas? Naquele ano os cobradores dos Quintos Reais eram o minerador Sr. Manoel Correia de Souza e o minerador capitão Manoel Ferreira de Souza, havia três anos que a nova matriz estava sendo construída e a antiga estava funcionando normalmente, e o ouro sendo retirado nos leitos e nas margens dos rios e córregos na Valéria, em Paciência, em vários terrenos, e principalmente nas catas situadas nas partes altas nos Morros da Boa Vista, da Água Quente, do Tapanhuacanga, do Pitangui, de Sant’Ana; na Mina do Tamanduá, no Bananal, no Quebra-ossos etc. O minério, como o ouro, não dá semente, dá uma safra somente! Se destruirmos o que temos da nossa riqueza cultural, como casas, casarões, capelas, igrejas, muros de pedras, calçamentos de pedras que é o nosso diferencial, chafarizes, nossa gastronomia típica, o jeito catas-altense de ser etc., estaremos

Continuando o ano de 1731... Além de comprovarmos a existência do altar e retábulo dedicado a Santo Antônio, que é comemorado no dia 13 de junho, sendo um santo cuja sua fama de santidade levou-o a ser canonizado pela Igreja Católica pouco depois de falecer, distin-

A guerra das irmandades iniciou devido a o descumprimento de acordos na elaboração dos altares - credíto Eduardo Verderame


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Saga da Freguesia de Nossa Senhora de Catas Altas do Mato Dentro - tomo v Por Éder Ayres Siqueira

Vista externa da Matriz - obra inacaba devido a decadência da mineração do ouro

destruindo a cidade que quer viver de turismo. 1733 Chegamos ao ano de 1733. Ano comum do século XVIII do atual Calendário Gregoriano, da Era de Cristo, que teve início a uma quinta-feira e terminou também a uma quinta-feira. Em Ouro Preto aconteceu uma festa importantíssima que teve início no final de abril indo até dia 3 de maio, véspera da festa de Corpus Christi que aconteceu no dia 4, com mascarados em bando “anunciando ao povo a futura solenidade”. Festa essa que celebrizou dois templos mineiros: a Matriz de Nossa Senhora do Pilar e a Igreja do Rosário da velha Vila Rica, atual Ouro Preto. A festividade durou até o dia 24 de maio quando aconteceu a “Transladação do Diviníssimo Sacramento da Igreja da Senhora do Rosário para um novo templo da Senhora do Pilar, em Vila Rica”, que segundo Simão Ferreira Machado, português e morador nas Minas Gerais, foi a maior manifestação religiosa como nunca se viu no Brasil, “... nem consta que se fizesse

na América ato de maior grandeza, ...” E, nas Catas Altas o cobrador dos Quintos Reais era o minerador capitão Manoel Ferreira de Souza, e já havia também as Irmandades de São Miguel e Almas e de São Gonçalo, acontecendo uma demanda da Irmandade de São Miguel e Almas contra a Irmandade de São Gonçalo motivada por irregularidades nas contratações e pagamento de ouro aos artistas. A guerra das irmandades Cada Irmandade era responsável pelas obras de seu retábulo na nova Igreja Matriz. O retábulo de São Miguel e Almas é o primeiro, da nave, do Lado das Epístolas, e o de São Gonçalo de Amarante é do mesmo lado, sendo o terceiro. O que muitos não sabem é que Gonçalo foi um eclesiástico português, e que é venerado há muitos anos como santo, mas é ainda Beato Gonçalo de Amarante, pois não foi canonizado até hoje. Ele é protetor dos ossos e padroeiro das pessoas que buscam por um bom casamento, ele sim, é considerado o Santo Casamenteiro. Apesar

de ser comemorado no dia 10 de janeiro, as Festas de São Gonçalo em Amarante (Portugal) são celebradas no primeiro fim de semana do mês de junho. (“Um beato (do latim beatum, “feliz”, “bem-aventurado”) é, no direito canônico da Igreja Católica, um homem ou uma mulher cujo processo de beatificação foi concluído; depois, esse processo prosseguirá em direção à canonização se verificarem as condições requeridas para o efeito; em caso afirmativo, o candidato será reconhecido como santo.”) Em Catas Altas ele foi muito venerado, tanto a prova disso é sua Irmandade, seu retábulo e altar na Igreja Matriz. Continuando o ano de 1733 na Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Catas Altas... Os fazendeiros, mineradores e senhores de engenho, capitão Thomé Fernandes do Valle, meu, três vezes, hexavô materno, e o capitão-mor Bento Ferraz Lima, eram homens de bom relacionamento, tanto nas Catas Atas, quanto na região. Eles sempre tiveram boas amizades

e aparecem, juntos com outros, como testamenteiros do Sr. Antônio Rodrigues Moreira em 02/05/1733, que morava na cidade de São João Del Rei: “Rogo a Manoel Borges de Souza e a Pedro de Amorim Dantas e a Manoel da Costa Pacheco, moradores nesta Vila de São João del Rei; e nas Catas Altas a Bento Ferraz Lima e a Thomé Fernandes do Valle, por serviço de Nosso Senhor e por me fazer mercê queiram ser meus Testamenteiros.” Nas catas, nas partes altas, a movimentação continuava... Ouro saindo em grande quantidade, muitos escravos, e mais pessoas vindo à procura do tal metal dourado. Em 13 de Março de 1733 nasceu o teólogo, clérigo dissidente, filósofo natural, educador, teórico, cientista e político britânico Joseph Priestley, que foi o descobridor do oxigênio. Na Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Catas Altas, a vida continuava. Naquele ano, o povo de Catas Altas solicitou ao Rei donativos para a continuação da construção da nova Igreja Matriz, alegando ter construído uma igreja e uma capela à suas custas, sendo uma pequena e outra de madeira. No

mesmo ano o Visitador do Império, segundo ata registrada no Livro de tombo da Paróquia, recomendou à Irmandade de São Miguel e Almas que atendesse a demanda, porque a outra Igreja já não mais comportava os fiéis. Sobre a demanda entre as irmandades de São Miguel e Almas e São Gonçalo, já falamos anteriormente. Nós tínhamos a irmandade dedicada ao Arcanjo Miguel, que por muitos é chamado de São Miguel, mas Miguel não é santo (já vimos sobre santo, anteriormente), e sim um anjo. Miguel faz parte da Terceira tríade que é composta pelos anjos ministrantes, que são encarregados dos caminhos das nações e dos homens e estão mais intimamente ligados ao mundo material. “O nome de arcanjo vem do grego, que significa “anjo principal” ou “chefe”, pela combinação de archō, o primeiro ou principal governante, e άγγελος, aggělǒs, que quer dizer “mensageiro”. Este título é mencionado no Novo Testamento por duas vezes e a esta ordem pertencem os únicos anjos cujos nomes são conhecidos através da Bíblia: Miguel, Rafael e Gabriel.” Também, segundo pessoas mais velhas, tínhamos

na Rua São Miguel, uma ermida dedicada ao Arcanjo Miguel, mas ainda estamos pesquisando. Ainda no ano de 1733... Nas Catas Altas, a nova igreja matriz estava sendo, há quatro anos, iniciada, e a antiga ainda funcionando, e naquele ano o Vigário de Catas Altas ainda era o Padre Domingos Luiz da Silva, conforme abaixo: “Comissário da Santa Cruzada, o Reverendo Domingos Luiz da Silva, Vigário Colado na Igreja Matriz das Catas Altas proclamava, em 1733, um edital da Visitação Diocesana à Comarca do Rio das Mortes. Com esse expediente, promovia mais uma visita pastoral nos rincões de Minas para fiscalizar a vida dos fregueses e punir os transgressores. Sua intenção era contundente: desterrar “os vícios, erros, abusos e escândalos”, fazendo “muitos serviços a Deus e a Nossa Senhora, em grande bem espiritual e temporal de suas ovelhas”. Dentro desse espírito, reafirmava o principal objetivo das visitas eclesiásticas: manter a vigilância sobre os paroquianos, apontando os abusos e definindo as punições. O padre Domingos Luiz foi de grande influência, muito importante, não só para Catas Altas, mas para a Igreja Católica em si.

A Matriz de Catas Altas teve sua construção iniciado em 1728, mantendo a antiga igreja dentro de sua nave.


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Saga da mais antiga família de Catas Altas – 16.ª parte

Fernandes do Valle por Eder Ayres Siqueira

Na edição 134 do Bom Dia Catas Altas falamos sobre os os elos de ligação familiar. Tenente João de Magalhães do Valle Maldonado e Da. Anna da Fonseca Magalhães Campello, tendo esta deixado enorme descendência em Catas Altas. O tenente João de Magalhães do Valle Maldonado casou-se no dia 13 de fevereiro de 1768, na catedral da Sé, em Mariana/MG, com sua prima Da. Maria Luciana da Silva, supracitada, filha de Da. Maria Cortão da Fonseca e Francisco Teixeira da Silva. “Catas Altas, MG aos 13-02-1768 na catedral de Mariana se receberam João de Magalhães Vale Maldonado com D. Maria Luciana da Silva, por seu procurador bastante o Cap. Mor Jose da Silva Pontes. Foram testemunhas o R. Francisco Esteves, o Sarg. Mor João da Silva Tavares, Antônio Pires da Silva Pontes, Jose da Silva Pontes.” Tiveram sete, dos oito, filhos batizados na capela de Sant’Ana da Fazenda Sant’Ana, da família, no povoado de Valéria: Antônio, batizado em 06-03-1769 e falecido em dez do mesmo mês e ano. “Catas Altas, MG bat - aos 06-03-1769 na capela de Santa Ana filial desta matriz bat a Antônio, f.l. de João de Magalhães do Vale Maldonado e de D. Maria Luciana da Silva, neto paterno do Cap. Tome Fernandes do Vale e de s/m D. Teresa da Fonseca Magalhães, neto materno de Francisco Teixeira da Silva, e de D. Maria Corton da Fonseca. Foram padrinhos Capitão Paulo Mendes Ferreira Campelo, e sua mulher D. Ana da Fon-

seca Magalhães.” “Catas Altas, MG obitos - aos 10-03-1769 faleceu Antônio, f.l. de João de Magalhães do Vale Maldonado e de Maria Luciana da Silva. Sepultado dentro desta matriz.” Joana, batizada em 2607-1770, na Capela de Santa Ana. Da. Joana de Magalhães Maldonado madrinha do irmão Joaquim. “Catas Altas, MG aos 26-07-1770 na capela de Santa Ana batizado a Joana, filha de João de Magalhães do Vale Maldonado e de D. Maria Luciana da Silva, foram padrinhos o Revdo. Vigário da vila de Caeté Henrique Pereira, e D. Joana Pereira da Silva, e foram seus procuradores o Cap. Mor José da Silva Pontes, e o Sargento Mor Antônio da Mota Magalhães.” Tomé, batizado em 1903-1774 na Capela de Jesus Maria José da Roça Grande. “Catas Altas, MG aos 19-031774 na capela de Jesus Maria Jose da freguesia da Roça Grande batizou sub condicione por duvidar do valor do batismo feito em caso de necessidade e pôs os santos óleos a Tome, filho do Tenente João de Magalhães Maldonado e D. Maria Luciana da Silva. Foram padrinhos José de Góis de Morais de Ribeiro Lara, Ouvidor da vila de Sabará, por sua procuração que apresentou Félix Pereira da Silva, e D. Joana Pereira da Silva.” Ana, batizada em 16-121775. “Catas Altas, MG aos 16-12-1775 na capela de Santa Ana, filial desta matriz, bat a Ana, f.l. do Tenente João de Magalhães Maldonado do Vale e de D. Maria Luciana da Silva, foram padrinhos Capitão Mor José da Silva Pontes, e D. Ana da Fonseca

Magalhães, mulher do Capitão Paulo Mendes Campelo” José, batizado em 0312-1776. “Catas Altas, MG aos 03-12-1776 na capela de Santa Ana bat a José, f.l. do Tenente João de Magalhães Maldonado do Vale e de D. Maria Luciana da Silva, foram padrinhos Alferes João Domingues da Silva, e Francisco de Sá Quinteiro. Maria Luciana, batizada em 26-04-1780. Da. Maria Luciana de Magalhães aos 01-12-1810 casou-se (no oratório da fazenda de D. Ana Justa) com seu primo o Guarda-mor Thomé Fernandes Mendes Campello do qual falaremos mais adiante, filho da irmã do Tenente João de Magalhães Maldonado do Valle, Da. Anna da Fonseca Magalhães Campello. “Catas Altas, MG aos 26-04-1780 na Capela de S. Ana bat a Maria, f.l. do Tenente João de Magalhães Maldonado do Vale e de D. Maria Luciana da Silva, foram padrinhos D. Rodrigo José de Menezes, Governador e Capitão General desta Capitania, e sua mulher D. Maria José Ferreira de Eça e Bourbon, por procuração sua que apresentou o Tenente Coronel do Regimento de Dragões Francisco de Paula.” Da. Maria Luciana de Magalhães e o Guarda-mor Thomé Mendes (Ficando viúvo, casou-se novamente e gerou grande família em Catas Altas, o que veremos mais adiante.) tiveram os filhos: Manuela, batizada em 20/07/1811, Thomé Fernandes Mendes do Valle batizado em 28/02/1813, e Maria Luciana. Conforme SOUZA, Pe. José Evangelista de – Catas Altas

do Mato Dentro; sua história e sua gente – Contagem: Líttera Maciel, 1998: Todos batizados na capela de Sant’Ana da fazenda da família. Apenas temos notícia de descendentes do Thomé Fernandes Mendes do Valle, já as suas irmãs estão em pesquisa. Manuela 20/07/1811, sem mais notícias. Thomé Fernandes Mendes do Valle casou-se em 22/11/1836 na capela de Sant’Ana da fazenda Sant’Ana com sua prima Da. Joanna Clara da Fonseca Magalhães Cortão, filha do Guarda-mor Miguel Arcanjo Cortão e Da. Anna Clara da Fonseca Magalhães Cortão, filha do capitão Paulo Mendes Ferreira Campello e Da. Anna da Fonseca Magalhães Campello que falaremos a seguir; tiveram os filhos: Miguel Arcanjo Mendes do Valle e Maria Clara Mendes do Valle. Maria Luciana, sem mais notícias. Joaquim, batizado em 17-01-1782. Registro de Catas Altas, MG batizados de 1768-1798 im 75 - Aos 17-01-1782 na Capela de S. Ana bat a Joaquim, f.l. Tenente João de Magalhães Maldonado do Vale e de D. Maria Luciana da Silva, neto paterno do Capitão Tomé Fernandes do Vale, e de D. Teresa da Fonseca Magalhães, neto materno de Francisco Teixeira da Silva, e de D. Maria Corton da Fonseca. Padrinhos: D. Rodrigo José de Menezes, Capitão General e Governador destas Minas, por seu procurador Francisco de Sá Quinteiro, e D. Joana de Magalhães Maldonado, filha do dito Tenente.” 2.8 Luiz, batizado na capela Sant´’Ana, da família em 23/07/1784.

Ainda solteiro, o tenente João teve a filha natural, alforriada na pia batismal: Ana Joaquina, recebeu os santos óleos aos 15-08-1762, filha natural de Ana Maria, parda, escrava de Gertrudes Antônia: “Catas Altas, MG = Ana Joaquina, parvola forra = aos 15-08-1762 na capela de São Francisco do Brumado pôs os santos óleos a Ana Joaquina, inocente, filha natural de João de Magalhães do Valle de Maldonado e de Ana Maria, parda escrava de Gertrudes Antônia, e por necessidade urgente se batizou em casa in periculo vita a dita inocente Ana Joaquina, a qual na ocasião em que se pôs os santos óleos foi para logo dada por forra, e livre de toda a escravidão declarando o assim Gertrudes Antohnia por ter recebido uma quarta de ouro pela dita inocente, da mão de seu pai João de Magalhães do Valle Maldonado e para constar a todo tempo fiz este assento com a declaração da liberdade da inocente que fica sendo forra, como se forra nascesse do ventre de sua mãe, e para maior clareza assinou comigo a mesma Gertrudes Antônia. Catas Altas aos 15-setembro-1762 O Vig. Encomendado Manoel Moreira = Gertrudes Antônia de Az.do” O tenente João de Magalhães aparece comprando bens que foram do seu pai, num trabalho intitulado: Os “homens do ouro”: perfil, atuação e redes dos Cobradores dos Quintos Reais em Mariana Setecentista” de Simone Cristina de Faria – Dissertação: “Outro cobrador possuidor de grande fortuna na Vila do Carmo foi Tomé Fernandes do Vale, com um monte mor de

40:991$593¾. A lista de dívidas passivas e ativas era imensa, possuía 95 escravos, um número razoável de criações, além de muitos imóveis, morada de casas de sobrado junto à Igreja Matriz, fazenda, sítios, engenhos de fabricar açúcar, lavras e serviços de água, entre outros. Desse total passou escritura três meses antes de morrer, em 22/01/1748, para Manoel de Matos Moreira de 39:400$000, praticamente a totalidade desses bens. O pagamento deveria ser feito em dezesseis pagamentos em dezessete anos. Para pagamento da legítima teriam os herdeiros “no valor que deve Manoel de Matos Moreira” (...) “Logo após, encontramos também outra escritura de 06/07/1759, que era vendedor Francisco Soares de Araújo como testamenteiro do defunto Manoel de Matos Moreira e compradores o Capitão Paulo Mendes Ferreira Campelo, genro de Tomé Fernandes do Vale, e João de Magalhães Vale Maldonado, filho do mesmo. O total da venda era de 40.000 cruzados, pouco mais de um terço do valor da primeira, descontados pouco mais de 25.000 cruzados que o vendedor devia da meação da viúva, seriam 5:805$000 em nove pagamentos em dez anos, mais 3.000 cruzados de outros bens a serem pagos em um só pagamento ao fim de 11 anos da data da escritura.” Fonte: AHCSM, Inventário, 2.º Ofício, Códice 136, Auto 2752, 337 Idem., 333 AHCSM, Inventário, 2.º Ofício, Códice 41, Auto 939, f. 23. 334 Idem, f. 29. - AHCSM, Inventário, 2.º Ofício, Códice 20, Auto 533.


BOM DIA

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Fevereiro de 2020 - Página 7

Catas Altas divulga programação do Carnaval 2020 Dindão

A programação do carnaval de Catas Altas já está pronta. A festa será realizada de 22 a 25 de fevereiro na Praça Monsenhor Mendes. Voltado para a família, o evento vai contar com diversas atividades. Entre elas: desfiles de blocos, feira de artesanato e gastronomia, cortejo de marchinhas, oficinas e shows.

Confira a programação completa: Dia 22/02/2020 (Sábado) 10:00 – Programação dos Bares 10:00 – Feira de gastronomia Sabores do Morro e Aprovart 14:00 – Bloco ChapoSim – Ecuca 19:00 – Catas Reggae 20:00 – Irlan Biel 20:30 – Concentração Blocos - Afilhados do Sereno 23:00 – Banda Vibes Dia 23/02/2020 (Domingo) 10:00 – Programação dos Bares 10:00 – Feira de gastronomia Sabores do Morro e Aprovart 14:00 – Bloco Nó Chapados – Restaurante La Violla 16:00 – Oficina de máscara 16:00 – Luxambra (matinê) 20:30 – Concentração Blocos - Afilhados do Sereno 23:00 – Banda Vibes

A folia irá manter o mesmo local de 2019, acontecendo novamente na Praça Monsenhor Mendes

Vale-alimentação dos servidores de Catas Altas recebe aumento de quase 70%

Dia 24/02/2020 (Segunda) 10:00 – Programação dos Bares 15:00 – Feira de gastronomia Sabores do Morro e Aprovart 17:00 – Banda Energia Total 18:00 – Catas Reggae 19:00 – Irlan Biel 20:30 – Concentração Blocos - Afilhados do Sereno 23:00 – Banda Logan Dia 25/02/2020 (Terça – feira) 10:00 – Programação dos Bares 15:00 – Feira de gastronomia Sabores do Morro e Aprovart 16:00 – Oficina de máscara 16:00 – Luxambra (matinê) 18:00 – Banda Energia Total 19:30 – Concentração Blocos – Afilhados do Sereno 22:00 – Banda Logan

Os servidores da Prefeitura de Catas Altas vão receber uma melhoria significativa no vale-alimentação. O decreto entrou em vigor neste mês de fevereiro e o valor estará

disponível em março. Atualmente no valor de R$ 120, o benefício sofrerá um reajuste, passando para R$ 200, o que representa um aumento de 66,66%. Até o final do ano, quase

R$ 1 milhão será injetado na economia local com a utilização do vale nos estabelecimentos conveniados. “Trabalhamos sempre pensando em melhorar as condições de trabalho de nossos servidores.

Aqueles que se sentem valorizados, trabalham com mais amor e dedicação. Com isso, teremos serviços de mais qualidade sendo prestados para nossos munícipes”, destaca o prefeito José Alves Parreira. O vale-alimentação foi criado em Catas Altas em 2013 com valor de R$ 70. “Em sete anos, essa foi a primeira vez que o vale ganhou um aumento tão significativo. Em 2018, foram 25%. O que já foi inédito no município. A média era um reajuste anual em torno de 4,7%. Agora, estamos concedendo quase 15 vezes mais. Em relação a 2016, foram cerca de 122%”, ressalta o vice-prefeito Fernando Rodrigues Guimarães.


BOM DIA

Catas Altas

Fevereiro de 2020 - Página 8

I - na primeira autuação, intimação para cessar a irregularidade; II - em caso de reincidência, multa no valor de R$ 500.

Catas Altas proíbe uso de canudos de plástico Os canudos de plásticos estão proibidos em Catas Altas. A determinação foi feita pela lei municipal 647/2019 sancionada pela Prefeitura. De acordo com a lei, que foi uma iniciava do legislativo municipal, fica proibido no município o

fornecimento de canudos de material plástico aos clientes de hotéis, pousadas, restaurantes, vendedores ambulantes, bares, padarias, food trucks, entre outros estabelecimentos comerciais. A sugestão é que o produto seja substituído por outra

opção em papel reciclável, material comestível, biodegradável ou de materiais reutilizáveis, embalados individualmente em envelopes hermeticamente fechados, feitos de material semelhante. A lei ainda sugere que “os insumos descartáveis, tais

como copos, talheres, pratos e outros, confeccionados em material plástico, preferencialmente, sejam substituídos por biodegradáveis ou que causem menor impacto ao meio ambiente.” O projeto é de autoria da vereadora Denise Antu-

nes Hosken de Sá. Data para adequação Os comerciantes têm até o dia 26 de março, quando se completam os 120 dias previstos pela lei, para se regularizarem. Quem não se adequar sofrerá penalidades, tais quais:

De olho no meio ambiente - a proibição dos canudos de plásticos em Catas Altas leva em consideração a preocupação com o meio ambiente. O material é considerado um dos maiores poluidores do planeta. Um canudo de plástico tem a vida útil de em média 3 minutos, mas em contrapartida, demora mais de 300 anos para se degradar. Depois de um único uso, eles são jogados fora e acabam poluindo rios e oceanos. Como são pequenos e leves, quando chegam nos oceanos, são ingeridos e ficam alojados nos estômagos de aves marinhas, peixes e mamíferos de grande porte. Segundo o Greenpeace, cerca de oito milhões de toneladas de plástico vão parar nos oceanos anualmente, ocasionando a morte de um milhão de aves marinhas e 100 mil animais marinhos todo ano.


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catasfev2020 by sergiohenriquebraga - Issuu