SEXTA-FEIRA 19 DE JUNHO DE 2020 | R$ 1,00
Edição: 4.316 - Ano XXI - www.bomdiaonline.com
Velório é alvo de críticas na Câmara
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Elisângela Bicalho Acom PMSGRA
Assinado convênio para instalação do Corpo de Bombeiros em São Gonçalo Na tarde desta quinta-feira (18), o prefeito de São Gonçalo do Rio Abaixo, Antônio Carlos Noronha Bicalho, assinou convênio para a instalação de uma unidade do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais (CBMMG) no município. Página 3
A bailarina Shirley Malta
S
ELEIÇÕE
POLÍTICA ENTREVISTA
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2020
BOM DIA ENTREVISTA FABRÍCIO LOPES
Fabrício Lopes (AVANTE) vem costurando, se reunido com lideranças, construindo uma rede de colaboradores muito forte e vê seu nome se consolidando como uma alternativa para administrar João Monlevade nos próximos anos.
sexta-feira, 19 de junho de 2020
BOM DIA
opinião
2. EXPEDIENTE
BOM DIA • Administrativo: Luiz Gonazaga de Castro • Edição/Diagramação/Arte: Sérgio Henrique Braga • Comercial Geraldo Magela Dindão
ISOLAMENTO FURADO É no mínimo um contra senso serem estimuladas aglomerações em alguns lugares e em outros não. Nos supermercados, nos bancos, nas farmácias, pode. Mas nos restaurantes, nos bares, nas academias, nas igrejas, não pode. É uma lógica de difícil compreensão.
ESTÃO TODOS COVIDADOS
• Comercial: comercial@bomdiaonline.com 3851-1515 • Impressão: Gráfica Bom Dia • Colaboradores: Márcio Naoto Suzuki (Up Street) Marcos Martino (Cenários) Luiz Ernesto (Candeeiro) Maria Eugênia (Beleza em Foco) Lorena Gabrielle (Minuto com a Nutri) • Representante Comercial: Super Mídia Brasil - BH Central de Comunicação - SC . Redação e Administração Av Getúlio Vargas 4232, Carneirinhos, sala 106, CEP 35930.002 João Monlevade / MG / Brasil (31) 3851.1515 • Bom Dia online: www.bomdiaonline.com
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Vamos seguir os mestres, ignorar as máscaras e quaisquer providências. Vamos pras ruas, pras festas proibidonas, pras resenhas combinadas pelo zap, nos sitios, nas casas. Vamos espalhar o virus. Vamos ajudar a matar bastante gente. Se levar alguém da sua família, você vai ter de conviver com a consciência culpada. Se levar alguém próximo, a mesma coisa. Se for você, bem, morrer faz parte...
E AS ELEIÇÕES? Bom que tenham sido adiadas para Novembro e Dezembro. Vai dar tempo da turma se definir melhor.
SÓ DOIS CANDIDATOS ATÉ AGORA Já se declararam pré-candidatos até agora, com toda veemência, Railton e Fabrício Lopes. A candidatura do Dr Laércio também é tida como provável. Delci também lançou candidatura junto com Danilo. Guilherme Nasser também é um nome cotado. E do lado da Prefeita e sua turma, não se sabe se ela virá pra reeleição. Cogita-se Lucien, Djalma, Conceição e já teve gente que citou Teófilo. Pode ser que no meio do caminho ainda aconteça alguma composição.
CANDIDATOS A VEREADOR BRIGA DE FOICE NO ESCURO. Muitos candidatos se agredindo. A tática de tentar destruir os adversários pra afirmar a própria candidatura. Alguns candidatos utilizam grande parte do tempo pra difamar os que acha que podem roubar seus votos. Deveriam gastar seu tempo gerando mais empatia e demonstrando o que podem fazer, ao invés de ficarem pisando na biografia alheia, principalmente abordando vida particular e revirando o passado. Candidato candinha é feio demais. Tática rasteira de quem não tem o que propor.
Candeeiro
Luiz Ernesto
O candeeiro de Dona Francisca continua aceso O candeeiro de dona Francisca continua aceso, apesar do susto que ela nos passou dias atrás e da ameaça de seu apagar. Francisca é mais conhecida como Chiquinha e nos mostrou que nosso mundinho ainda tem saída. O acontecido com ela e seus desdobramentos nos fizeram acreditar que ainda há muitas pessoas de bem nesse planeta em conflito constante. A Chiquinha em questão não é uma liderança social, mas, sim, uma pequena cadela Yorkshire de 12 anos, integrante da pequena matilha de minha casa. Ao aproveitar um descuido dias atrás, ela fugiu e foi roubada por um motoqueiro que a levou para a cidade de Ipatinga. Translado feito em uma caixinha de papelão, amarrada na garupa de uma motocicleta. Após a descoberta de seu sumiço, nos dedicamos a reencontrá-la e o fato foi divulgado pelas redes sociais, também vieram as colagens de cartazes em postes e a busca incessante por informações e imagens de câmeras de segurança. Conseguimos, através de um minucioso trabalho de “investigação”, encontrá-la. E é aí que vem a constatação que demonstra o fato citado no início do texto: não teríamos chegado a lugar nenhum sem a ajuda de diversas pessoas. O que prova que ainda temos jeito. Ainda temos luz no fim do túnel. Em tempos de tanta intolerância, disputas, debates e ataques rasos, desconfianças, medos, dúvidas, frieza e individualismo, ainda podemos ter esperança no ser humano. Foram muitos os apoios, diretos e indiretos, as palavras de fé, a ajuda vinda de amigos de longa data e também de pessoas que sequer conhecíamos, uma palavra, uma sugestão e o acompanhamento direto e fiel de alguns. A dedicação de tantas pessoas me emocionou e me deixou uma mensagem de fé na bondade do ser humano que poucas vezes tive. Tudo motivado pelo sumiço e roubo de uma cadelinha Yorkshire. Sim, roubo, pois o motoqueiro se apresentou como dono dela ao bater na casa de uma senhora no bairro de Lourdes, que a havia visto e recolhido, poucos minutos depois de sua fuga. Agradeço de coração a todos que nos ajudaram direta e indiretamente. Não citarei nomes para não ser injusto ao esquecer, por lapso de memória, de alguém que foi importante nessa trajetória. O acontecido me fez notar o importante detalhe de que nossa vida é repleta de boas razões para acreditar que ainda devemos acreditar na bondade humana. As boas energias nos impulsionam. A mobilização diante do sumiço de uma inocente e pequena cadelinha nos mostra que a luta vale a pena. Chiquinha me mostrou que ainda tem jeito e que seu candeeiro ainda vai nos iluminar muito.
imagens que publicam.
* Luiz Ernesto / Jornalista
BOM DIA
sexta-feira, 19 de junho de 2020
cidade
3.
Situação do Velório Municipal é alvo de críticas na Câmara “Onde se gastaria R$50 mil vão gastar R$200 mil”, afirma vereador Divulgação Arquivo PMJM
João Monlevade - Assunto amplamente debatido em redes sociais por internautas de João Monlevade, a situação do Velório Municipal também foi alvo de críticas durante a reunião ordinária da Câmara Municipal na última quarta-feira, 17. O vereador a tocar no assunto de forma mais enfática foi Guilherme Nasser (MDB), que criticou a morosidade com as obras do local e os diversos problemas apresentados no
Nasser: “Se a Prefeitura gastaria R$50 mil com as obras, agora vai gastar R$200 mil”
espaço público. Ele também alertou para os altos gastos do Executivo municipal com as reformas
do Velório Municipal, localizado no bairro José de Alencar, além do aluguel de um imóvel para reali-
zar os velórios no bairro Santa Bárbara. “Se a Prefeitura gastaria R$50 mil com as obras, agora vai
gastar R$200 mil. As reformas não andam e nem vigia o local tem. O que era ruim continua ruim e o que era bom ficou ruim. Começam a obra, param e abandonam, é muito dinheiro publico desperdiçado. Absurdo. Falta de planejamento e gestão”, desabafou Nasser. O parlamentar também lembrou que as obras de reforma do Velório Municipal lembram as de outros locais, como o Cresb (Centro de Referência em Saúde Bucal) e a Policlínica Central, ambos no bairro José Elói e a Unidade Básica de Saúde do bairro Industrial,
que foram fechados para reformas e não foram reabertos. “A Prefeitura tem que agir com mais transparência e responsabilidade. É o mesmo caso do Cresb, da Policlínica e do posto de saúde do Industrial. Eles tinham alguns problemas, hoje têm vários. A pandemia está aí, mas vai parar tudo? E o povo continua à mercê dessas atitudes desastrosas”, afirmou. O líder do governo na Câmara, Sinval Jacinto Dias (PSDB), não respondeu às críticas do colega, assim como nenhum parlamentar da base do governo.
Antônio Carlos assina convênio para instalação do Corpo de Bombeiros em São Gonçalo Elisângela Bicalho Acom PMSGRA
Convênio assinado garante instalação de Corpo de Bombeiros
São Gonçalo do Rio Abaixo - Na tarde desta quinta-feira (18), o prefeito de São Gonçalo do Rio Abaixo, Antônio Carlos Noronha Bicalho, assinou convênio para a instalação de uma unida-
de do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais (CBMMG) no município. O documento estabelece condições de cooperação mútua, visando a execução pelo CBMMG dos Serviços de Prevenção e de Combate a Incêndio, Busca e Salvamentos, Resgate e Defesa Civil
na cidade e região. O convênio, no valor do R$1.079.035,80, prevê por parte da Prefeitura aquisição de equipamentos, veículos e custeio durante cinco anos e edificação da futura sede do Corpo de Bombeiros em São Gonçalo, com permissão de uso do imóvel pelo prazo de 20 anos. No local funcionará também a unidade da Defesa Civil Municipal. Segundo o comandante do 11º Batalhão de Bombeiro Militar, tenente coronel Alexsandro Carlos de Oliveira Nunes, a vinda da corporação para o município se deve ao trabalho do chefe do Executivo, quem não mediu esforços para a
instalação da unidade na cidade. “Graças à força do prefeito é possível realizar um sonho nosso, em nos postarmos aqui de forma estratégica na região de São Gonçalo do Rio Abaixo para atender a sociedade mineira da melhor maneira possível, com mais eficiência e eficácia”, ressalta o
comandante. O prefeito Antônio Carlos destacou a relevância do Corpo de Bombeiros. “Este é um grande momento para a história do nosso município. Uma instituição com tamanha competência, que tanto tem se destacado pela sua atuação nos últimos anos, será de extrema impor-
tância no salvamento de vidas na nossa região”. Na assinatura do convênio, estiveram presentes o tenente coronel Nunes, os tenentes Medeiros e Jean, o subtenente Anderson, os sargentos Alessandro e Ronaldo e o coordenador da Defesa Civil Municipal, Sebastião Romualdo Pereira.
sexta-feira, 19 de junho de 2020
BOM DIA
saĂşde
4.
sexta-feira, 19 de junho de 2020
BOM DIA
cultura
5.
Toda a coragem e talento da bailarina Shirley Malta O Cenários conversou com a dançarina Shirley Malta, que também é atriz e tá desenvolvendo um trabalho muito interessante durante a pandemia. Ela é professora de ballet no Centro Educacional Sítio do Pica Pau Amarelo. Mas vamos à entrevista... CENÁRIOS - Shirley, como a dança entrou na sua vida? SHIRLEY MALTA - A dança entrou na minha vida através de meus pais. Sou capixaba e bem nova, com 3 anos comecei a estudar ballet na Escola em que estudava. Tinha aulas de Ballet e piano (quase fui uma pianista também) mas esse mérito ficou para minha irmã Sheila Malta (dom que ela esconde). O ballet sempre foi o melhor jeito de expressar as minhas emoções. CENÁRIOS - Você também é atriz. Acha que o aprendizado como atriz acrescenta na dança? SHIRLEY MALTA - Se me acrescentou na dança? Muitíssimo! Apesar de formação clássica que é a base do ballet, amo o ballet moderno e contemporâneo e acho que para se expressar bem nessas modalidades o entendimento que o teatro traz de expressão corporal faz diferença no aprendizado. Sou uma bailarina apaixonada por todas as formas de expressão através da “arte de falar com o corpo”. Amo o contemporâneo, moderno, danças folclóricas , e como uma boa brasileira uma amante do samba. CENÁRIOS - Quais os maiores espetáculo de que já participou?
SHIRLEY MALTA Para mim todos os espetáculos são “grandes”,
foi minha cura e continua sendo. Formei muito nova em Direito, sou ad-
do da arte respeitaram que é na dança que me completo. CENÁRIOS - Você gosta mais da dança
até aquele que você se apresenta na rua de uma pequena cidade. Mas já interpretei alguns ballets de repertório em Festivais de Cultura e Arte, participei de festivais de popularização da dança e do Teatro, de Festivais de Inverno em Ouro Preto, João Monlevade e até de um festival de Cultura em Jericoacoara- CE. Sou uma bailarina rodada (rsss). Mas talvez pela minha grande admiração ao cantor e compositor Oswaldo Montenegro, participei de uma montagem do espetáculo “Aldeia dos Ventos”, o que me marcou muito por ser dirigida pelo próprio Oswaldo. CENÁRIOS - Acredita na “dançaterapia”? Na dança como cura para doenças da alma? SHIRLEY MALTA Não só acredito como sou uma prova disso. Perdi meu pai aos 14 anos e desenvolvi desde então uma depressão a qual teria que conviver por toda minha vida. Posso dizer que a dança
vogada com Registro na OAB/MG desde os meus 22 anos, mas nunca abandonei o ballet, faz parte da minha alma, faz parte do meu “equilíbrio emocional “. Dizem que a vida começa aos 40. Acreditando nisso deixei uma carreira “estável” e fui me dedicar inteiramente a dança.Coisa complicada para quem nasceu de uma família de advogados. Mas tenho muito que agradecer a minha mãe Antônia Malta, a minha irmã Sheila Malta e aos meus três filhos Jéssica, Thaís e Mateus que mesmo sacrificados muitas vezes por ter uma mãe viven-
ensaiada, coreografada ou prefere o improviso? SHIRLEY MALTA Por ter como base o ballet clássico fica difícil não querer que as coisas saiam perfeitas... rssss. Claro que se sou responsável por coreografar um espetáculo sou “super perfeccionista “, mas quanto à mim , vou te contar um segredo: sou daquelas bailarinas que não pode ouvir um artista de rua numa multidão que me entrego à dança. Morava em BH e muitas vezes tirei sapatos nas Praças e esquinas para dançar de improviso ao som dos violinos de artistas que fazem da rua seu ganha
pão. Tenho enorme admiração por eles. CENÁRIOS - Você vem fazendo um trabalho muito lindo de dança via internet com os alunos do Centro Educacional Sitio do Picapau Amarelo. Conte pra gente sobre esse trabalho. SHIRLEY MALTA A Pandemia nos levou a recorrer à tecnologia. O Cespa (Centro Educacional Sitio do Amarelo) é um grande pedaço do meu mundo. Está sendo muito difícil ficar sem o contato físico com as crianças, mas tenho ali uma total liberdade de trabalho. A diretora e proprietária da Escola “Tia Valéria” abraça com muito amor as idéias da arte junto com o aprendizado, e em meio à essa loucura de se adaptar às aulas virtuais me permitiu continuar com as aulas de ballet infantil. É lindo o retorno que se têm. Você prepara a aula para as crianças e as mamães acabam se envolvendo também. Sinto- me honrada de fazer parte de uma Escola Infantil que dá tanto valor à arte. CENÁRIOS - Acha que é produtivo o trabalho via internet ou ainda acha que o presencial é imprescindível? SHIRLEY MALTA Sinceramente, nada substitui o contato físico, nós que trabalhamos com a arte sabemos da importância do contato físico, do olho no olho, do valor de uma troca de afeto. CENÁRIOS - Existe a profissão de personal dancer? Aquela pessoa que vai na casa das pessoas e ensina a soltar o
corpo e desenvolver a dança a partir do estilo de cada pessoa? SHIRLEY MALTA Existe o personall dancer sim. Inclusive tenho alguns alunos aqui na cidade, acho muito importante porque algumas pessoas são extremamente tímidas, e deixam muitas vezes de procurar as Academias por isso. É um trabalho que gosto de fazer. CENÁRIOS - O que você aconselharia para aquelas pessoas que tem dificuldades de dançar, por timidez ou por dificuldades com o ritmo. Dá pra vencer essas deficiências? SHIRLEY MALTA - As pessoas precisam vencer essa barreira, dançar é inerente ao ser humano. Qualquer movimento que você faz com o corpo pode se transformar em um passo de dança. Todos em qualquer idade podemos aprender a dançar. CENÁRIOS - Deixe seus contatos para quem quiser conhecer seu trabalho, links, etc... SHIRLEY MALTA Para quem quiser conhecer meu trabalho estou no Instagram Shirley Fernanda Alonso , no Facebook Shirley Fernanda Malta e para as crianças no Facebook e Instagram do Cespa. Estou montando uma plataforma específica para dança e breve estarei aí lançando nas redes sociais. Muito obrigada pela entrevista e quero deixar uma frase de Nietzche que trago tatuada no corpo e que acho muito verdadeira “ Perdido seja para nós aquele dia em que não se dançou nem uma vez.”
sexta-feira, 19 de junho de 2020
BOM DIA
região
6. Há luz no fim do túnel!
Associação auxilia crianças em 30 cidades e dá exemplo de luta em prol do próximo Região - Ajudar o próximo sem esperar nada material em troca, apenas o sorriso gratificante de uma criança necessitada. Essa é a premissa da Associação da Criança com Distúrbios Neurológicos (ACDN), entidade fundada em 2013 na cidade de Coronel Fabriciano e que auxilia crianças de diversas cidades das regiões do Vale do Aço e do Médio Piracicaba, entre elas, João Monlevade. Com sede em Coronel Fabriciano, a ACDN presta assistência a famílias de crianças com problemas neurológicos nos municípios de Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo, João Monlevade, Antônio Dias, São Domingos do Prata, Dionísio, São José do Goiabal, Baixa Verde, Marliéria, Jaguaraçu, Dom Cavati, Ipaba, Iapu, Bugre, São Gonçalo do Rio Abaixo, Nova Era, Barão de Cocais, Bela vista de Minas, Belo Oriente, Perpétuo Socorro, Santana do Paraíso, Santa Barbara, Caratinga, Inhapim, Itabira, Alvinópolis, Dom Silvério e Rio Piracicaba. Sendo que, em agosto, outras cidades serão atendidas. De acordo com a presidente da Associação, Elizabeth Lima, a entidade atende crianças com distúrbios neurológicos doando fraldas, leite, cestas básicas e medicamentos não encontrados na rede pública de saúde. Mas ela também ressalta que a ACDN atende conforme sua situação, pois há meses em que as doações
Fotos: Divulgação / ACDN
Com sede em Fabriciano, a ACDN presta assistência a famílias de crianças com problemas neurológicos em João Monlevade
recebidas não são suficientes e, dessa forma, é doado para a família o que ela mais precisa. “Há crianças que utilizam medicamentos que a caixa custa mais de R$300,00. Sabemos que é um valor muito alto para quem possui rendimentos mais baixos. Ressalto que só cadastramos crianças que possuem laudo médico comprovando o problema neurológico e de famílias de baixa renda”, afirma. João Monlevade Elizabeth relatou à reportagem que a ACDN atende famílias em João Monlevade, nos bairros Estrela Dalva, Novo Cruzeiro e Belmonte. “Uma das famílias atendidas em João Monlevade possui três crianças portadoras de distúrbios neurológicos. São três irmãos de uma mesma família”, conta. A presidente também lembra que a entidade não possui vínculo com
nenhuma outra associação e que possui uma equipe de telemarketing que faz o contato via telefone e com a autorização dos doadores, confirma o dia para que o motoqueiro cadastrado passe no local para recolher essas doações. “Peço aos nossos doadores que só façam suas doações mediante recibo com os dados da associação e dados dos doadores”, lembra Elizabeth. Drama e origem A ACDN surgiu através de um drama pessoal vivido por sua presidente e fundadora, Elizabeth Lima. Segundo ela, quando estava grávida do segundo filho, que hoje tem nove anos, através de exames foi diagnosticado que ele teria sérios problemas e ela foi “aconselhada” pelo médico que realizou o ultrassom a realizar um aborto. “Para mim era algo inaceitável, pois um filho não é um
produto, que se gostamos e está perfeito, ficamos com ele e, caso contrário, você descarta, joga fora”, desabafa Elizabeth. Ela continua o relato dizendo que, ao entrar no carro e contar o fato ao
marido, ele, muito nervoso pelo médico ter afirmado tal coisa, deu um soco no painel do carro e o som ligou e, no exato momento, uma rádio tocava a música “O médico errou”, da cantora Eliane
Como ajudar Aqueles que quiserem ajudar a Associação da Criança com Distúrbios Neurológicos (ACDN) podem entrar em contato pelos telefones (31) 3841-0816 e (31) 98873-6531, que também é Whatssapp. Também existe o site www.acdn.net.br. “Sei que o momento é difícil, devido a essa triste situação que para nós é nova, do Covid-19, porém, aproveito para pedir àqueles que nos ajudam para não pararem e, para quem ainda não é doador, que seja um, pois nossas doações não pararam por causa desse vírus. Precisamos da ajuda de todos para continuarmos ajudando quem precisa”, salienta Elizabeth. Presidente da Associação, Elizabeth Lima
Silva. Naquele momento, ela disse ao marido: “Deus está falando conosco. Nosso filho será perfeito. Tive medo, dias de clamor e choro, mas meu filho nasceu perfeito e hoje afirmo que o médico errou. Daí surgiu a ideia de ajudar crianças com problemas e esse desejo foi crescendo a cada dia, até chegarmos a criar a associação”, relata. Elizabeth ainda revela que encara o trabalho na associação como uma retribuição que pode oferecer aos que estão em uma situação na qual ela poderia estar hoje. “É algo gratificante poder ajudar quem realmente precisa. Infelizmente, existem, e muito, os que aproveitam dessa situação triste apenas para se beneficiar. É triste”, diz.
sexta-feira, 19 de junho de 2020
BOM DIA
política
7.
S
ELEIÇÕE
ENTREVISTA COM FABRÍCIO LOPES 2020 Fabrício Lopes (AVANTE) vem costurando, se reunido com lideranças, construindo uma rede de colaboradores muito forte e vê seu nome se consolidando como uma alternativa para administrar João Monlevade nos próximos anos. Administrador por formação acadêmica e sócio proprietário de uma empresa de veículos, ele possui experiência não apenas política, por já ter liderado equipes na administração pública, como conhece a Câmara de Vereadores, sabe como negociar bem e é um gestor em sua empresa de veículos “Auto House”. BOM DIA - Fabrício, você já fez de tudo na política. Já foi vereador, funcionário, chefe, hoje vice prefeito. Acha que está preparado para assumir a cidade? Fabrício Lopes: Absolutamente tranquilo e voltado para isso. Contribuir para uma cidade que nasci que amo e ajudar as pessoas a melhorar de vida é uma missão que assumi ao entrar na vida pública. Já fiz meu dever de casa. Algumas pessoas talvez não entendam como funciona a Prefeitura. E isso pode fazer o município atrasar, sub-desenvolver. Também existem certos “vícios” que só quem está no front, ou seja, trabalhando em setores conhece de perto e sabe como resolver isso com agilidade. Também precisamos entender que o prefeito deve trabalhar 24 horas para a cidade. Deve estar por conta de criar soluções, estar presente. É por isso que digo sempre. Monlevade deve parar de olhar
para trás e olhar avante. BOM DIA - Você sabe que quem assumir a cidade não terá vida fácil. Vai pegar uma fase difícil pós-covid, com a economia fragilizada e provavelmente com desemprego e recessão. Qual a receita para lidar com um cenário desses? Fabrício: Na política existe momento e não existe receita pronta como de bolo. Nosso otimismo nos faz pensar que estaremos melhor a cada ano. Se não estiver, faremos os ajustes necessários para sobrar, buscaremos renda fora e não vamos fazer aventuras como obras sem pensar nos custos futuros. Colocar para funcionar o que já existe de forma eficiente, às vezes, dá mais resultado que inventar. Claro, teremos um plano de governo com os pés nos chãos que está sendo desenvolvido ouvindo pessoas. Será um plano possível de se realizar. É preciso também valorizar os profissionais efetivos de todos os setores como um todo. A população precisa de mais agilidade, diminuir as burocracias. BOM DIA - Há quem diga que Monlevade está parada no tempo. Você pretende investir na atração de empresas pra cidade? Pretende tentar restaurar o distrito industrial e criar novas opções? Fabrício: Já tenho conversas adiantadas com pessoas do meio empresarial para isso. Vamos buscar sim soluções e essa será uma das principais plataformas nossas. Isso permitirá uma interlocução entre secretarias, treinamentos constantes de servidores públicos buscando um
norte e planejamento estratégico para administrar nossa cidade. Vamos avante com essa proposta e peço apoio para quem acredita nessa bandeira que pode, indiretamente, favorecer o servidor e gerar emprego e renda. BOM DIA - A área da Cultura também tem tido um investimento muito tímido nas últimas administrações. A Praça do povo por exemplo, embora tenha recebido emenda de deputado, até hoje não teve uma reforma condigna e nenhum projeto nem de feira nem de cultura são realizados lá. O que você pensa sobre a cultura? Fabrício: O que penso sobre cultura é que podemos desenvolver os projetos culturais realocando os recursos de forma mais distributiva. Temos que criar cultura o ano todo, dando oportunidade para nossos artistas. E não é papo furado. Como disse, não fico no passado. O que faremos é um programa de diversidade, com custo distribuído por meses, para atender tanto artistas como população. BOM DIA - As eleições em Monlevade nas últimas décadas tem sido polarizadas entre PT e o grupo dos Moreira/ Torres. Vocês estão configurando a terceira via. Tem sido citados outros nomes fortes do grupo como do próprio Guilherme Nasser,do Nilo da Brahma, empresário popular e muito bem sucedido, em certo momento até o nome do Machadão foi citado, mas você é que tem assumido publicamente uma candidatura. O grupo tá unido? Tem um bom grupo de
vereadores apoiando? Fabrício: Nosso grupo é fortíssimo. Conseguimos reunir pessoas muito boas e esses nomes que você citou são de pessoas que saíram do absoluto zero para conquistar de forma honesta e gerando empregos seu sucesso. A ideia da terceira via é ouvir, conversar, dialogar. Nada de desequilíbrio ou brigas sem sentido. Queremos, como já disse, seguir pra frente. BOM DIA - A política é a arte da negociação. Vocês tem conversado com outros grupos políticos? Há perspectivas de união pra somar e fortalecer ainda mais uma provável candidatura? Fabrício: Sou realista que tem por característica natural ouvir, observar, conversar olhando no olho. Não tenha dúvida que estamos conversando. Temos nossas preferências e vamos sempre dialogar, óbvio. BOM DIA – Você e Simone romperam há muito tempo. Por que você não deixou o cargo? Fabrício: Rompemos politicamente sim. Acontece que tenho compromisso com meu mandato e como cada monlevadense e tenho que honrar os votos depositados na chapa. É a chapa que vence e não a prefeita sozinha. Para mim, o vice é muito, muitíssimo importante. É preciso valorizar o vice e administrar com um aliado ao seu lado. Já vimos exemplos de vices que deram errado, de gente que não valoriza o seu vice e de políticos que deram ou estão dando muito certo com seus vices. Trabalhei antes, durante e continuo tra-
“Vida limpa é uma busca do ser humano. O nome que a gente carrega é algo valioso demais.”...
balhando em minha sala e nas secretarias. Tanto é que sou bem vindo em todas. Não abandono. Pelo contrário, sempre estarei lá para trabalhar, ajudar, lutar lado a lado por uma cidade melhor. BOM DIA – De fato, como ocorreu o rompimento entre Simone Moreira e Fabrício Lopes? Fabrício: É bom frisar que o respeito pessoal prevalece. O que acontece é que a parte de visão de gestão e política mudou com o passar do mandato. Comecei a, naturalmente, ter seguidores, pessoas que, de forma espontânea, passaram a me apoiar, incentivar, a concordar com minhas ideias. Isso talvez tenha incomodado. Não sei exatamente o que eles pensaram. Acabamos nos afastando até que veio o recado. Quando demitiram meu assessor direto, o Marco Antônio (servidor público demitido por perseguição política após o rompimento). A partir de então, passei a formar um grupo para me posicionar politicamente e este grupo cresceu de forma exponencial. Hoje
somos capazes de vencer as eleições e contamos com todos, dia após dia, conversa após conversa, com mais pessoas para que isso se concretize. Não temos mágoa, apenas queremos um projeto para a nossa cidade. BOM DIA - Você é um político que aparece como novidade, embora experiente na política, tem um perfil moderado, como se diz na política, leve, fácil de carregar, sem rejeição, sem nódoas. Acha importante isso? Transparência e vida limpa? Fabrício: Vida limpa é uma busca do ser humano. O nome que a gente carrega é algo valioso demais. Acredito que todas as pessoas tenham rejeição de um ou de outro. Alguns mais, outros menos. Não me acho acima das outras pessoas. Me considero igual às demais. Cada uma com seu jeito único. O que posso dizer é que trabalhar comigo é encontrar alguém sempre disposto, que dá oportunidade e que quer que, no lugar das pessoas cogitarem se mudar de Monlevade, queiram morar em nossa cidade.
Flávia e Carlos
E então ela disse SIM. Sinal que vem casamento por aí. No final de semana, embalados pelo dia dos Namorados, Carlos Henrique e Flavia Dias estão oficialmente noivos!! Vem casamento por aí...a
Bodas de Marfim
Marcelo Melo e Carla Santos comemoraram na quarta-feira, 17, Bodas de Marfim pelos 14 anos de união. Como é de sua preferência, a comemoração foi degustando um Filé mignon a parmegiana do Restaurante Tokyo. Desejamos muitas felicidades ao casal e aproveitamos para parabenizar o Marcelo pelo anivesário na segunda, 22 de junho.
Bodas de Safira
Parceria é quando alguém te pede a mão e você dá assas. É uma torcida eterna e sem intervalos entre dois que torcem um pelo outro . Gaby Bueno e Felipe Bitencourt comemorando esta semana Bodas de Safira, pelos 16 anos de união.
Promoção Dia dos Namorados
Para o dia dos namorados, o Marcelo Mourah fez um super sorteio, contando com vários parceiros e quem venceu foi a Rubimara Fernandes e Marcio Cristiano Alcantara. Parabéns Rubimara e Márcio. Deus os abençoe sempre!! Agradecimentos aos parceiros: Cristina Elizabeth (Andarilha), Sirlei Mendes (Sam Bebidas), Renata Vasconcelos (Tecnosilk), Tita (Floricutura São José), Sketch João Monlevade, Restaurante Tokyo, Vivian (Valentina), Rafaela Machado Semi Jóia, Fernanda Cristina (Ótica Novo Mundo) e Maria Fernanda (Buffet Mercezinha)