Fred Guidoni conta tudo pags. 6 e 7
Foto: Reprodução
prefeito de campos do jordão diz estar pronto para os desafios
Boa música e linda história Sítio do Picapau Amarelo sobe a serra
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A Tribuna
Campos do Jordão /atribunacamposdojordão
29 de Abril de 2016 # 393 Edição Especial
Foto: Vandeir Rodrigues
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A TRIBUNA
HISTÓRIA
29 de Abril de 2016
Obra suprema do divino mestre
Dora e Cezário, em 1964, com Jair e Vanda Pinheiro e Edmundo e Ana Maria Rocha (Emundo Rocha)
Grupo de aventureiro excursiona em Campos do Jordão (aventureiro.wordpress.com)
Festa na Pensão Inglesa, oferecida por sua proprietária Miss Baker, em 1919 (Iba Mendes)
Neve em Campos do Jordão julho/1928 (Edmundo Rocha)
Baile de carnaval em Clube da cidade, década de 50. Na foto acima, mão do folião, percebe-se um frasco de lança-perfume, considerado droga e proibido em 1961. (Edmundo Rocha)
Você sabia?
O João que fez o nosso hino
João de Sá, era natural do Rio do Janeiro, tendo aportado a Campos do Jordão para tratamento de saúde. Foi o autor do Hino a Campos do Jordão (letra e música), que recebeu a harmonização do padre Antonio R. Soares, tendo sido oficializado pela Lei municipal 291, de 12 de novembro de 1959. Festa nacional da maçã Foi realizado em Campos do Jordão, em 6, 7 e 8 de março de 1953 a I Festa Nacional da Maçã. O progresso agrícola e da fruticultura se devem aos esforços da Colonia japonesa, que lavrava as terras nas hostis encostas da Serra da Mantiqueira, responsável pela produção à época de 50 mil sacos de cenoura, 500 mil pés de repolho e 60 mil caixas de pêra, além de 30 mil oliveiras, transformando a cidade no maior produtor de batata semente de São Paulo. Jordanenses na 2ª Guerra Mundial
Vila Abernéssia - 1919 (guiadecamposdojordão.com.br)
Fundadores de Campos do Jordão (Edmundo Rocha)
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Pelé ao lado de moradores de Campos do Jordão (Edson Reis/Arquivo Pessoal)
Em 1944, a cidade não possuía mais do que 20 mil habitantes e sem embargo de sua baixa densidade demográfica, foi relevante a participação da Estação de Cura à FEB – Força Expedicionária Brasileira. Participaram do campo de operações de guerra na Itália quatro jordanenses: Antonio Bento de Abreu, morto em Monte-se, na Itália, pela artilharia alemã, José Garcia de Mello e Vicente Francisco de Paula que retornaram vivos a Campos do Jordão. Trechos extraídos dos livros do mestre Pedro Paulo Filho
Neste mês de abril a Lanchonete Alpes completa 13 anos Queremos agradecer a todos os amigos e clientes pelo carinho e confiança!
A família Lanchonete Alpes parabeniza Campos do Jordão pelos seus 142 anos Av. Frei Orestes Girardi, 1049 - Abernéssia - 12 3664.4742 - 12 98836.4742 Parabéns Campos do Jordão pelos seus 142 anos Carlos Eduardo - Caê
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A TRIBUNA
29 de Abril de 2016
JANELA DO BEM VIVER
PARABÉNS CAMPOS DO JORDÃO! SEU FUTURO É SEMPRE MOTIVO DE CELEBRAÇÃO E FESTA!
HÁ SETE ANOS, CUIDAMOS DOS FILHOS DE CAMPOS DO JORDÃO Neste aniversário de 142 anos, a cidade de Campos do Jordão comemora mais uma data especial. Neste momento de celebração, nossa entidade está construindo novas pontes para crianças e jovens do município. A FLMA acredita que o futuro da cidade está no acesso à cultura.
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A TRIBUNA
cidade
29 de Abril de 2016
4 Fotos: Vandeir Rodrihues
Saiba como nasceu a principal estância turística do país e porque ela é tão cobiçada.
Campos do Jordão comemora 142 anos
Campos do Jordão, a cidade mais alta do Brasil, comemora nesta sexta-feira (29) seu aniversário de 142 anos. A famosa estância climática e turística localizada na Serra da Mantiqueira teve seu progresso com início no Ciclo da Cura, antes de a atividade turística ser a principal fonte de renda da cidade, começando então o Ciclo do Turismo. A Estrada de Ferro foi construída para transportar os doentes. Inaugurada em 1914, trazia pessoas e mantimentos e em gôndolas transportava carros, ônibus e materiais de construção. A cidade se ergueu as margens da ferrovia, e a Estrada de Ferro é hoje um ícone do turismo, tendo inclusive o ponto ferroviário mais alto do Brasil no Lageado, na Estrada do Toriba. O primeiro bairro povoado foi Jaguaribe, quando
Matheus da Costa Pinto construiu naquele local uma venda, um pouso e uma capela. A cidade de inverno mais charmosa do país vive 100% da atividade turística, e teve o setor de construção civil alavancado por conta da indústria do turismo. Campos do Jordão abriga o Horto Florestal, maior reserva florestal do Estado e primeiro Parque Estadual; o Palácio da Boa Vista residência oficial de inverno do governador e o Auditório Cláudio Santoro, palco do Festival Internacional de Inverno – que abriga em suas dependências o Museu Felícia Leirner, ao ar livre e com esculturas de bronze granito e metal, espalhadas em perfeita harmonia com a natureza. Por conta do clima de montanhas propício para a saúde, muitas famílias vieram morar
na cidade para se tratar de tuberculose. Muitos se curaram, formaram famílias, tiveram filhos e continuaram vivendo em Campos do Jordão. Outros vieram em busca de melhores oportunidades. Vários são os pontos em comum como o crescimento desordenado da cidade e a mudança no perfil do turista, mas o principal é que todos adotaram Campos do Jordão, de coração. Patrícia Gonçalves
A Temper Campos parabeniza Campos do Jordão pelos seus 142 anos e agradece aos clientes e amigos pela confiança!
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Av. Frei Orestes Girardi, 2169 - Loja 03 - Jaguaribe
A TRIBUNA
EDUCAÇÃO
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No aniversário da cidade, a programação é recheada de eventos educativos R$
propor a troca entre escritores e escritos (poesias, trovas, contos) que falam sobre a cidade. Todas as atividades 90 ao público são abertas cada com entrada gratuita e os interessados36,em participar podem con57,90cada 90 33, tribuir com a doação de saco de arroz, que será destinado para entidades sociais do município através de 54, 90 campanha realizada Leirner e o Auditório cada 90 R$ 116,90 pela Escola Munici- 51,Claudio Santoro estão pal Anísio Teixeira, localizados na Av. Dr. que participa 99 da 14ª Luís Arrobas Martins, 37, Gincana da Solidarie- nº 1880 - Alto da Boa dade. O Museu Felícia Vista – Campos99 do Jor-
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Foto: Divulgação
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Poesia no Museu”. Os sexta-feira (29), dia do interessados podem aniversário do municícriar poesias em home- pio. nagem a cidade, retraTambém na sexta, às tando de maneira sin- 9h30, um jogo de ta90 gular o que sentem36, por buleiro gigante vai surcom CARTÃO FIDELIDADE preender os visitantes. ela. Os materiais devem ser enviados R$para 90Por meio de perguntas o e-mail contato@mu- e desafios, no “Coseufelicialeirner.org.br. nheça a História da Os dez primeiros serão Cidade Brincando” os compartilhados nas re- jogadores percorrerão des sociais do Museu os locais descobrindo e Auditório. As outras particularidades da criações farão parte54,90história do município. do “Pé de Poesias de Às 14h30, as “Lendas 90 Jordão”, uma bela ár- R$de Campos do Jordão” vore que receberá os apresentará histórias textos que narram as típicas sobre a cidade. mais belas histórias, Às 17h, uma agradável 99 que será R$lançada roda de conversa vai cadanesta
mascULino
O Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro, instituições da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, administradas em parceria com ACAM Portinari, apresentam uma programação diversificada, educativa e gratuita, em homenagem ao aniversário de 142 anos de Campos do Jordão. No último fim de semana deste mês, as atividades ocorrem no Museu, a ação é voltada para o ambiente on-line. O projeto que dá início as 49 opções é “Sua cada R$
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A TRIBUNA
29 de Abril de 2016
Com a palavra: Fred Guidoni Campos do Jordão chega aos 142 anos, liderada por um jovem prefeito, Fred Guidoni, que mudou o jeito de administrar a cidade. Em 2012, o então candidato era um rosto desconhecido para grande parte da população do município. Hoje, com a sede da Prefeitura na Abernéssia é difícil quem não o veja nos finais de semana nos bairros, nas festas e até mesmo nas igrejas. Normalmente sozinho, sem segurança e acompanhado apenas de um ou dois assessores. Quem o vê na rua, percebe o carinho da população. Mas nem tudo são águas tranquilas e céu de brigadeiro. Vez por outra, nas redes sociais, o nome do prefeito é marcado em postagens de moradores que reclamam, tecem críticas, nem sempre medindo as palavras, o que resulta em debates intermináveis. A oito meses de concluir o mandato, Fred Guidoni deseja terminar os projetos que iniciou e otimizar áreas como a Saúde, que continua a reafirmar como prioridade, além da infraestrutura urbana. Nesta entrevista ao Jornal A Tribuna, o prefeito fala dos investimentos realizados na cidade, das obras em processo de licitação, que ainda serão iniciadas neste ano e das dificuldades na Prefeitura, sobretudo em função das dívidas herdadas e da crise que afeta todo o país e fez baixar a arrecadação e os repasses governamentais. Outro ponto é a parceria com a iniciativa privada e as associações. “Hoje a cidade conta com planejamento e projetos para o futuro, caminhando junto com a sociedade. É bem diferente da situação de quando assumi”. Sobre a crise econômica e política o prefeito deixa uma mensagem: “Administrar com dinheiro é fácil. A crise impõe novos desafios. Coragem para fazer mudanças. Controle do dinheiro público. E não vamos deixar que a crise leve a nossa alegria, a nossa esperança e o nosso compromisso com o trabalho. Estamos prontos para enfrentar novos desafios”
Confira a entrevista que A Tribuna preparou pra você. A Tribuna: Em 2016 temos um cenário de crise na economia, mas um período movimentado na política em função das eleições. Neste quadro, quais dificuldades e saídas o senhor tem encontrado na gestão financeira de Campos do Jordão? Fred Guidoni: Estamos enfrentando a maior crise econômica e política dos últimos 25 anos. Temos inflação alta, desemprego e inadimplência. É um cenário muito ruim do ponto de vista econômico, com uma recessão grave. Com isso, a arrecadação do município caiu, o que exige cortes drásticos nas despesas para priorizar áreas que são fundamentais. Também estamos vivendo um momento com muitas pessoas chegando à cidade e isso impacta, sobretudo, os serviços de Saúde e a Educação. Para dar conta de tudo isso, desde o ano passado, estamos com contingenciamento das despesas nas secretarias e estabelecemos metas de horas extras em todas as pastas para garantir o controle das despesas e acompanhar o comportamento das receitas, já que a arrecadação diminuiu em quase 40%. Teremos um ano difícil, sobretudo no primeiro semestre, sem que haja definição de ações, no plano federal, para dirimir os efeitos da crise, que afeta a todos, mas de maneira particular as Prefeituras, porque cai a arrecadação dos tributos locais e os repasses dos governos federal e estadual. Mas a crise não nos paralisa. Pelo contrário, são nesses momentos que o gestor tem que fazer valer a sua vontade, o seu compromisso em fazer o que é melhor para a cidade. Exige coragem, determinação e planejamento. A Tribuna: As finanças sempre foram um problema na Prefeitura. No último ano de governo,
Fotos: Ass. Com PMCJ / Sérgio Biagioni
em administrações passadas, a esta altura, os prefeitos não podiam mais andar na rua, não apenas pelas cobranças, as obras paradas, mas também pelos escândalos, alguns em rede nacional. Isso não aconteceu com o senhor que continua a andar nas ruas livremente e sem seguranças. O que mudou? Fred Guidoni: Promovemos várias mudanças desde 2013. Foram mudanças reais que modificaram a maneira como a Prefeitura traba-lha e como entrega os serviços à população. Eu andei a cidade toda na campanha e desde o primeiro dia de governo continuo a fazer isso. Hoje temos transparência da gestão, estamos mais próximos das pessoas, com a Prefeitura na Abernéssia e colocamos a casa em ordem. Pegamos uma Prefeitura devastada do ponto de vista econômico e financeiro e administrativo. Tínhamos R$ 40 milhões em dívidas e as de demais, de longo prazo como os precatórios, vão nos assombrar durante anos. Chegamos a 2016, mesmo com todas as dificuldades de repasses e queda na arrecadação, livre de dívidas de curto prazo. Os salários dos
rística, como nos bairros. A Parceria com o Governo do Estado tem favorecido a cidade?
funcionários estão em dia, enquanto cidades na região enfrentam greves. Não devemos nada a fornecedores. A Prefeitura que estava no vermelho, inscrita no Cadastro de Inadimplentes, conseguiu sair da coluna de défict e tivemos superávit nos três anos, apenar da crise. Agora, as obras começam e terminam, mesmo que tenhamos que colocar dinheiro da Prefeitura, para completar o que não chega. Foi o que aconteceu, no Céu Azul, por exemplo. Nós iniciamos o asfalto com verba da Caixa Econômica Federal. Mas o dinheiro não veio para terminar. E nós terminamos com recursos próprios. O mesmo aconteceu na Vila Lolly e Céu Azul onde já conseguimos a liberação da segunda fase. Então, apesar da crise estamos avançando, há melhoras nos serviços da Prefeitura. E a população reconhece isso, o que torna confortável andar nas ruas. Tenho ido aos bairros, ando de cabeça erguida na Abernéssia e recebo o apoio e o carinho da população, que está vendo o que está sendo feito
Fred Guidoni: Muito. Todo o dinheiro que recebemos para investir é fruto de convênios. A maioria com o Governo do Estado de São Paulo, por meio da parceria com o governador Geraldo Alckmin. Temos em licitação mais de R$ 7milhões, para obras que começam ainda neste ano. São recursos para a construção do Centro de Convivência do Idoso, de Creche e muita obra de infraestrutura. Vamos asfaltar a Rua Augusto Pagliacci e também faremos um programa de pavimentação na Vila Sodipe, no Alto da Vila Inglesa e na Vila Nadir. Também faremos as obras da Avenida City Park, com construção de ponte e pavimentação, que vai interligar com a segunda via, criando uma alternativa para o trânsito, passando pela avenida em frente à Rodoviária. Também iniciaremos a construção de gabiões no Rio Capivari no próximo mês. Outra obra que já separamos o recurso é a pavimentação do Jardim Sumaré, que foi iniciada pela administração anterior e paralisada por problemas judiciais há mais de 5 anos. São obras que darão um novo impulso no desenvolvimento e que vão melhorar a qualidade de vida das pessoas, com novos serviços. Também já estamos com os projetos prontos, para a verba do DADE, neste ano, com recursos de R$ 3,4 milhões. Vamos contratar um Plano Diretor de Turismo. E mais asfalto. Tem muita rua que precisa de conserto e onde não adianta mais tapar buraco. É preciso recapear muitas delas e pavimentar outras. É isso que estamos propondo com a verba deste ano.
A Tribuna: Nós temos visto muitas obras na cidade, nos últimos anos, tanto na área tu-
A Tribuna - A saúde pública sempre foi um dos principais desafios a ser enfrentado pe-
política
6 Foto: Vandeir Rodrigues
Prefeito de Campos do Jordão Fred Guidoni
los administradores. O senhor prometeu melhorar a área de atendimento de emergências, equipar e qualificar o Pronto Socorro Municipal, incrementar e inovar a área de medicina preventiva, com o programa médico da família, além de melhorar a frequência dos médicos, a qualidade de atendimento e o bem estar da comunidade. O senhor cumpriu a promessa? Fred Guidoni - Estamos cumprindo. Enfrentamos muitos problemas nos últimos dois anos, como a condenação do Pronto Socorro da Abernéssia, pela Vigilância Sanitária. Um prédio construído pelas administrações anteriores recentemente e que corre o risco de cair e o fechamento do Hospital São Paulo. Meu compromisso sempre foi o de manter a urgência e emergência junto ao hospital e dotar a cidade de um Hospital Municipal. Como na Santa Casa não foi possível, encontramos no antigo S3, as condições ideais para fazer o que prometemos. Com a implantação do Complexo Municipal de Saúde estamos trabalhando para que ele se torne uma referência para a região. Mas não acontece da noite para o dia. Precisa de esforço, trabalho e investimento. É o que estamos fazendo. Na área de prevenção hoje temos 12 unidades de saúde na cidade. Nove delas são unidades de Saúde da Família, que trabalham com equipes completas de médicos e também de enfermagem. Em 2012 havia apenas 3 unidades funcionando. Terminamos duas novas unidades: no Santa Cruz e na Vila Britânia, colocando recursos da Prefeitura para acabar as obras. Em junho vamos inaugurar a Unidade do Santo Antônio e também retomar a Unidade da Vila Cláudia, depois que conseguimos liberar os problemas jurídicos que
cercavam a obra paralisada há anos. Já licitamos remédios por dois anos, como é o caso dos Kits de Diabetes. Acabamos de fazer uma licitação para comprar novos aparelhos e remédios para o Complexo de Saúde, para mais de um ano. Também licitamos laboratórios que trarão novos exames. Estamos investindo na Saúde, algo em torno de R$ 25 milhões, ao ano, o que equivale a 22% do Orçamento, lembrando que a Constituição indica um investimento de 15%. Então, estamos completando, com dinheiro que é do município e que poderia estar sendo investido em outras áreas, como na manutenção das ruas, os valores recebidos pelo SUS que além de defasados, diminuíram. Este esforço de manutenção do sistema é um desafio permanente. Mas queremos avançar mais e estamos em tratativas com o governo do Estado para ampliar os serviços, trazendo mais cirurgias, pactuando novos exames. Estamos sedimentando o alicerce de uma saúde melhor para todos, numa proposta que chega para ficar. Agora acabou a mudança de Pronto Socorro de local ou de referência para a Saúde, cada hora num hospital. Com o Complexo, temos um local definitivo, que vai crescer mais, com mais médicos, cirurgias e tratamento diferenciado. A Tribuna – A sua candidatura, em 2012, mobilizou tucanos de peso no Estado. O senhor chegou a entregar uma carta ao governo, com demandas, demonstrando preocupação com as áreas de risco em Campos do Jordão. No documento entregue, o senhor frisou que “Campos do Jordão estava sendo ocupada, ao longo de décadas, de forma desordenada, de maneira irregular e sem um planejamento adequado. E, por causa
A TRIBUNA de suas características geográficas, onde predominam morros e áreas de mananciais, acumula imenso passivo ambiental e social”. De lá para cá, o que foi feito? Fred Guidoni – Nós investimos na prevenção, sobretudo e na pre-servação de áreas. Com o apoio do governo estadual e sem utilizar recursos da Prefeitura conseguimos tornar Campos do Jordão referência na prevenção. Antes, a Defesa Civil estava desarti-culada, fazia trabalhos que não eram de prevenção. Hoje reunimos a Guarda Municipal e a Defesa Civil em atividades preventivas, focando nas crianças e capacitando a população e os agentes nos simulados de abandono de área de risco. Temos o uso de equipamentos pioneiros e a cidade é alvo de pesquisas de ponta. A cidade, por suas condições geográficas, é uma cidade que convive com o risco. Então temos que estar preparados. Mesmo com as fortes chuvas que caíram no ano passado e no início deste ano, com desmoronamento, conseguimos minimizar os riscos. Isso também se deve ao importante trabalho de infraestrutura. Construímos cinco escadas hidráulicas, para orientar o fluxo das águas, na Vila Sodipe, no Monte Carlo e no Santa Cruz. Também instalamos bo-ca de lobo e limpamos bueiros, nos bairros. Canalizamos o córrego na Santos Sanches e agora fizemos uma obra importante na rua da Saudade. Todos os cuida-dos preventivos foram tomados e as pessoas estavam atentas, quando houve chuvas mais fortes. Algumas deixaram as casas, quando percebiam riscos e já tínhamos local e todos um sistema para prestar socorro para desabrigados. Quando houve um soterramento, a Defesa Civil estava a postos e a rapidez do atendimento foi fundamental. A Tribuna – Mas o seu projeto no começo do mandato previa a construção de núcleo habitacionais? Porque isso não andou? Fred Guidoni – Fomos
política
29 de Abril de 2016
pegos, no meio do processo, pela falência do governo federal. Em 2013, a nossa primeira medida na área de habitação foi determinar que fosse feito um novo estudo sobre as áreas de risco e um levantamento da demanda, criando um Plano de Habitação, que a cidade não tinha. O Governo do Estado autorizou o complemento de infraestrutura em Campos do Jordão para duas mil unidades. O programa, no entanto, está vinculado ao projeto federal que é o Minha Casa, Minha Vida. A cidade perdeu o boom de construção. Quando entramos, corremos atrás, mas tínhamos a dificuldade do terreno. Localizamos uma área no bairro Santa Cruz, considerada ideal pela área técnica da Caixa que é quem compra o terreno. Mas a retificação do terreno levou quase dois anos, para ser liberada pela Justiça. Quando a liberação aconteceu, o projeto de habitação no país parou. Com isso, ainda que tenhamos o projeto, que tenhamos conseguido a liberação para construção de 645 unidades e que tenhamos o apoio do Casa Paulista, o programa está parado. Porém, o governo do Estado, diante desta dificuldade começa a atuar em outra frente. Nós vamos entregar, em junho, 36 unidades que estão sendo construídas há 12 anos, na Vila Paulista Popular. Em 2013, os prédios estavam pouco acima dos alicerces e agora estão praticamente prontos, à exceção de 6 unidades que serão entregues até o final do ano. Também ingressamos junto ao Governo com novos pedidos e devemos assinar, também em junho, a construção de novas unidades pela CDHU, no novo modelo habitacional feito pelo Estado. A Tribuna: Os prefeitos terão uma tarefa especial a cumprir até o fim dos seus mandatos, no dia 31 de dezembro deste ano, quando termina o prazo para a universalização da préescola, medida prevista em uma emenda constitucional aprovada pelo Congresso Nacional em 2009 e que entra em vigor no pró-
Fotos: Ass. Com PMCJ / Sérgio Biagioni
ximo ano. O senhor está preparado para esta missão? Fred Guidoni: Nós já estamos cumprindo esta determinação. Hoje temos cerca de 1200 alunos matriculados na Pré Escola. Pelo censo de 2010, que é referência para a universalização, temos cerca de 1.300 nesta faixa etária. Então hoje já disponibilizamos vagas, para as crianças de 4 e 5 anos que é o que determina a Lei. No próximo ano, a cidade não terá dificuldades de cumprir esta meta. Estamos licitando a construção de uma crecheescola na Vila Sodipe. Vamos criar ali 150 novas vagas e com isso ampliar também a oferta de vagas em creche, onde temos mais dificuldade. Nós já criamos 450 novas vagas em creches nos últimos anos. Foi a primeira criação de novas vagas, em mais de 10 anos. Então estamos avançando também nesta área, mas a demanda é crescente. Temos observado um movimento de migração para a cidade o que exige mais do sistema educacional que é muito impactado. A Tribuna – O senhor tornou-se prefeito num momento em que todos os políticos estão mais expostos, sobretudo em função das redes sociais. Como o senhor lida com as críticas? Fred Guidoni – Eu sou bastante democrático e aceito as críticas. Vivemos um momento em que todos têm uma opinião a dar. É a primeira vez, na cidade, em que as pessoas podem se manifestar publicamente e com absolu-ta liberdade. Não há perseguições, não tentamos calar as pessoas, que são contrárias. Mas temos que separar o que é uma crítica que nos faz crescer, que aponta onde é preciso melhorar, da crítica política, feita sempre pelas mesmas pessoas, com o intuito de difamar e ofender, muitas vezes citando situações que nem são verdadeiras. Esta crítica tem um condão eleitoral. Cabe ao cidadão e também a nós, com bom senso, separar uma da outra. É preciso checar se a notícia é verdadeira, para daí sim, sabermos se é uma crítica justa. Eu não sou dos que acham que está tudo certo. Pelo contrário sou um eterno insatisfeito, porque quero sempre mais e o melhor para a população. Então, onde há problemas, quando o cidadão aponta isso, entendo que precisamos trabalhar mais e a crítica nos ajuda a procurar fazer o que é certo. A Tribuna: Desde 2013 o senhor vem falando em parceria, com a ini-
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Fred Guidoni e um de seus principais apoiadores, José Matos, em visita à bairros da cidade
ciativa privada, com as associações. As parcerias vingaram? Fred Guidoni: Acredito que quando há união entre o Poder Público, a Iniciativa Privada e as Associações quem ganha é a população. Nós criamos conselhos em diversas áreas e chamamos as pessoas a participar. A criação de um novo Comtur, que agora tem uma fonte de receita oriunda da publicidade, mostrou-se acertada e trouxe os empresários para trabalhar juntos pela cidade. Trouxemos de volta o Natal dos Sonhos, da Fundação Lia Maria Aguiar, que tínhamos perdido. Estamos fazendo parceria com empresários para conseguir massa asfáltica, como é o caso da Minalba e de outros. Com esta parceria tapamos 37 mil metros de buraco na cidade e cascalhamos 221km de ruas. Mas é um trabalho constante que precisa ser feito o tempo todo. Na parceria com a Comgás, vamos dotar a cidade de gás natural. Na Cultura, temos parceria com o Cineclube, com o Sesc para levar as crianças ao cinema. A iniciativa privada banca o projeto “A Escola Vai ao Concerto”, com musicistas locais se apresentando para alunos da rede municipal. É com parceria que conseguimos fazer a Caça aos Ovos de Páscoa, a Festa das Crianças, promovidas pelo Fundo Social de Solidariedade. Vemos a comunidade envolvida, trabalhando como voluntários, participando. São eventos que congregam as famílias jordanenses e que revelam que com união e boa vontade, somos capazes de superar todos os desafios. A Tribuna: Prefeito, o senhor está satisfeito com a sua administração? Fred Guidoni: Olha Sérgio, nós assumimos com R$ 40 milhões de dívidas. Tinha 37 mil metros quadrados de buracos e a cidade inteira estava intransitável. A Prefeitura era terra arrasada, inscrita no Cadin, não podia assinar convênios. A população estava de cabeça baixa, com ver-
gonha de ver o nome da cidade em escândalos nacionais. Não tinha posto de saúde funcionando (só três). Os funcionários estavam desmotivados, com salários atrasados e com um vale alimentação de R$ 105,00. Os fornecedores batiam em nossa porta. Ninguém queria contratar com a Prefeitura porque ela não pagava. As ambulâncias estavam quebradas. Os pacientes que precisavam de hemodiálise, por exemplo, faziam a viagem em uma perua velha, que quebrava na Serra quase todo dia. Nós mudamos este quadro. Criamos programas de limpeza dos bairros, adquirimos máquinas e caminhões. Temos hoje ambulâncias novas e carros para levar os pacientes da Saúde, com segurança. Criamos eventos para unir a família jordanense. Investimos em prevenção. Aumentamos o Vale Alimentação para R$ 415,00. Cascalhamos vias. Tapamos buracos. Criamos áreas de convivência como o Parque dos Cedros e dotamos a cidade de parques infantis que antes não existiam. Hoje as obras começam e terminam. Organizamos as compras, com uma licitação transparente. Trouxemos a Prefeitura para a Abernéssia. Fizemos asfalto em mais de 50 ruas e bairros inteiros. Inauguramos obras importantes. Temos um Hospital Municipal, médicos em todos os postos de saúde. Muita coisa já foi feita. Mas quero sempre mais. Quero uma cidade que melhora a cada dia. Que seja melhor para cada um dos seus moradores. O fato de termos assumido uma Prefeitura estrupidada, com tantas dificuldades, com a crise econômica, em nenhum momento nos desanimou ou nos fez deixarmos de trabalhar, de acreditar e nem a população deixou de acompanhar o que estava sendo feito e a nos apoiar. Mas eu quero sempre mais e é para que a cidade seja sempre melhor para os que aqui moram e para os que nos visitam -- porque dependemos da indústria do turismo para gerar emprego e renda -- é que estamos trabalhando e
vamos continuar a trabalhar. Este sempre foi o meu principal compromisso e continuará a ser. A Tribuna: Que mensagem o senhor deixa aos jordanenses, no aniversário de 142 anos? Fred Guidoni: Uma mensagem de otimismo. Será um ano difícil, com a economia em declínio, com a crise política. Um ano de muita indefinição, que imagino continuará nos próximos anos, porque será difícil para o país sair desta crise. Mas administrar com dinheiro é fácil. O desafio que se apresenta desde o final de 2014 para todos os gestores públicos é o de não deixar que a crise nos paralise. Isso não vai acontecer em Campos do Jordão, porque nós nos preparamos. Hoje temos planejamento. Estamos com as contas em ordem e vigiamos cada gasto, economizando em todas as áreas. Sempre com transparência, oferecendo respostas à população, numa dinâmica de parceria e respeito pelo cidadão. O Turismo na cidade voltou a crescer. Estamos gerando emprego, quando outras cidades estão demitindo e temos uma Prefeitura organizada e pronta para enfrentar os desafios. Chegamos aos 142 anos mais maduros, com mais segurança e com os pés firmes no chão. Vivemos num lugar maravilhoso. Uma cidade onde a natureza nos brindou com lindas paisagens, com um clima que não há igual. A crise não vai tirar a nossa alegria, a nossa vontade de fazer o melhor, o nosso compromisso com o trabalho. Eu confio no que estamos fazendo e acredito que plantamos sementes para um futuro de mais justiça social, de seriedade com o dinheiro público. Quero desejar a todos os jordanenses que comemorem o aniversário. É tempo de celebração e de alegria, porque estamos prontos para enfrentar qualquer desafio.
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CIDADE
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Confira a programação de aniversário de 142 anos de Campos do Jordão Hoje, quinta-feira, dia 28, na Câmara de Vereadores, será realizada a Sessão Solene Comemorativa ao 142º Aniversário de Fundação do Município. O evento terá início às 20h. Os vereadores farão homenagens ao “Empresário do Ano”, onde entregarão títulos à pessoas que se destacaram na cidade. Também nesta quinta, haverá às 19h uma missa para comemorar o aniversário da cidade, na Igreja Matriz de Santa Terezinha, em Abernéssia. Na sexta-feira, dia 29 de abril, data do aniversário de Campos do Jordão, as festividades começam cedo, com o hasteamento
da Bandeira Nacional às 8h, no SIDEC, e a partir das 9h, o desfile cívico de aniversário de Campos do Jordão, na Av. Januário Miraglia, que contará com a presença das escolas do município, associações filantrópicas, escoteiros, Secretarias além de cavaleiros, motociclistas e jipeiros, Banda do Exército e guarnições da Polícias Civil, Rodoviária e Ambiental. Os eventos em comemoração ao aniversário da cidade continuam até o dia 1° de maio com a 55° Festa do Pinhão. A Festa traz apresentações culturais, comidas a base de pinhão em 20 barracas, espaço para cri-
Foto: Vandeir Rodrigues
anças e workshops de culinária. As atrações são gratuitas. Havia a expectativa em relação aos shows de aniversário. A Prefeitura da cidade aguardou
até segunda-feira (25) a definição de patrocínios para os shows, mas mesmo com a ajuda de alguns patrocinadores na contratação de artistas, ainda teria que ar-
car com a estrutura de palco, som, segurança, gradeamento do campo de futebol e banheiros. Como o momento é de crise, decidiu-se que continuará a buscar um
patrocínio total para o show, que poderá ser realizado a qualquer tempo, mas desde que não haja a necessidade de utilização de dinheiro público.
Musical inspirado no Sítio do Picapau Amarelo vai agitar a criançada
Um musical do clássico infantil Sítio do Picapau Amarelo chega a Campos do Jordão, nesta sexta-feira (29), para comemorar o aniversário de 142 anos da cidade, com alguns dos principais personagens de Monteiro Lobato, como Emília, Narizinho e Pedrinho. A sessão acontece a partir das 15h30 no Centro de Exposições e Eventos André Franco Montoro, ao lado do Ginásio Esportivo, em Abernéssia. No espetáculo, Pedrinho esconde um tesouro do sítio em um lugar que só ele conhecia. O garoto conta o segredo para Emília, Narizinho e Visconde de Sabugosa. A malvada Cuca ouve a confissão e rapta o menino, pedindo o tesouro como resgate. A partir daí, as crianças vivem uma aventura com outros
personagens, como o Saci, Dona Benta e Tia Nastácia, entre outros. O primeiro livro da série de Monteiro Lobato foi publicado em 1920. O desenho animado está sendo exibido no Brasil pela Globo, pelo Cartoon Network também na America Latina, e na Globo Internacional, para 180 países. O seriado também está sendo veiculado no canal Gloob e na Tv Cultura. O musical veio para complementar a atual fase de sucesso do produto. O musical foi lançado em fevereiro de 2014 e já atingiu mais de 1,5 milhão de espectadores de norte a sul do Brasil. A ideia é sensibilizar todas as crianças de forma cultural à vontade de ler e escrever, a partir do apelo que o musical do sítio do picapau amarelo tem
a proporcionar, relembrando e resgatando o costume de poder apreciar uma boa obra, como as de Monteiro Lobato, escritor das maiores obras literárias infantis do Brasil e do exterior. Uma grande aventura do mundo da ima-ginação, que conta com a Emília, o Visconde, o Pedrinho, a Narizinho, a Cuca, entre outros personagens, onde os pais e filhos vão se divertir com uma boa música e uma linda história.
Fotos: Reprodução
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Sob o olhar de pessoas que fazem parte da história, o que vêem, viram e no que acreditam
Fotos: Patrícia Gonçalves
Edmundo Ferreira Rocha nascido em Campos do Jordão, advogado, historiador e colecionador de fotos antigas. Seu avô – Joaquim Ferreira da Rocha – veio para a cidade junto com a Estrada de Ferro, em 1914. Edmundo lembra que Joaquim Correia Cintra foi uma das personalidades mais importantes no Turismo na cidade, atuando por meio do DMTur – Departamento Municipal de Turismo. Além disso, Plínio Freire de Sá Campelo também foi um dos grandes incentivadores divulgando Campos do Jordão. Em uma de suas promoções ‘7 noites e 7 dias de romance e poesia’ diversas ações eram elaboradas em pontos diferentes da cidade oferecendo opções para os turistas, no Morro do Elefante por exemplo, um grupo se reunia para recitar poesias, tocar violão, havia festividades no Grande Hotel e no Tênis Clube. Em 1962, quando a Seleção Brasileira treinou em Campos do Jordão, foi idealizado um cartaz de um jogador chutando bola em cima da Pedra do Baú. “Havia muita coisa programada para receber os turistas antigamente, embora proporcionalmente a quantidade fosse diferente, existiam mais opções de lazer do que atualmente”. – diz o historiador à jornalista Patrícia Gonçalves. Destaca como pontos positivos atuais, em detrimento de antigamente: o comércio, já que antes não se fazia compras na cidade e as roupas eram feitas por costureiras; os meios de hospedagem, hoje em padrão internacional, sendo que antes havia apenas pensões para hospedagem; e a escola, que eram grupos escolares começando na década de 50 a funcionar efetivamente o colégio estadual, com ginásio. No aniversário da cidade era feito um concurso para eleger a Rainha da Cidade que vendia votos e desfilava em carros enfeitados. A noite tinha o Baile da Cidade. Também eram comuns no mês de comemoração do aniversário os campeonatos esportivos. Observa ainda que a paisagem de antigamente era mais bonita. “Hoje se tem mais vegetação do que em tempos antigos. Naqueles tempos eram campos e alguma vegetação entre as montanhas, nativa.”
Zé João Drogaria Santo Antônio. Veio para Campos do Jordão aos quatro anos de idade quando a mãe veio tratar da saúde. Trabalhou no ramo de farmácia desde os 11 anos, comprando junto com o irmão Joaquim a Farmácia Santo Antônio em 1979. Logo depois os irmãos Adão, Benedito, Francisco e Sérgio são convidados para ajudar a tocar o negócio. Acredita em uma mudança no perfil do turista, sobretudo na faixa etária, lembrando que antigamente turistas vinham à cidade atrás de descanso e hoje a cidade recebe um público mais jovem. “De 30 anos pra cá a estrutura tanto física quanto a valorização de Abernéssia como centro comercial foram muito importantes. Calçadões e praças trouxeram benefícios já que o primeiro impacto que o turista sente quando chega a Campos do Jordão é Abernéssia.” – comenta à jornalista Patrícia Gonçalves. Para ele a Natureza perde para o progresso, não só em Campos do Jordão como no resto do mundo, “Sente saudades do tempo que a temperatura chegava a 3 ou 4 graus”, afirma, ressaltando uma observação também feita pelo historiador Edmundo Rocha – “Há 30 anos havia uma maior preocupação com o turismo do que nos tempos atuais.” Ele faz injeções há mais de 60 anos na população jordanense e turistas sem ter tirado férias por uma vez sequer.
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Lélio Gomes - Malharia Geneve. Chegou a Campos do Jordão em 1973. Seu primeiro ramo de atividade foi vender fios de lã. A frequência era mais elitizada, a badalação era no antigo Grande Hotel, e em Capivari o Cremerie “bombava”, a boate frequentada pelos turistas era o Maumauzinho do professor Gad, hoje um terreno baldio. A transformação foi, como uma frase dita por um general na ditadura, referindo-se a forma como iríamos caminhar para a democracia: “lenta, gradual e progressiva”. De vila pacata, com uns “playboys” milionários fazendo arruaças com quebra-quebra de bares, pondo abaixo o estabelecimento comercial. O prejuízo era pago pelos mesmos no dia seguinte, pois, tudo tinha sido fruto de bebedeiras homéricas, terminando tudo entre compadres. Com a frequência dos endinheirados, as empresas de marketing foram se instalando nas temporadas, para lançamentos de produtos destinados a essa classe social. Aos poucos a estância foi se transformando num grande ”stand” de lançamentos de produtos. Por exemplo, o EcoSport foi lançado aqui no stand da Ford, ao lado do hotel Sagres, sendo um sucesso de vendas naquele julho. Aos poucos, dezenas de empresas disputavam a preço de ouro, os espaços em Capivari, filas se formavam para compra de celulares; dos mais variados produtos eram feitas promoções em nossa cidade, desde sopas, queijos, sabonetes, desodorantes, cervejas, refrigerantes e todas as marcas de carros. A pacata cidade se transformava numa babilônia visual. Hoje, devido às restrições legais e pelo abuso de pagamentos “extras”, os anunciantes fugiram. Há 30 anos atrás, vivíamos uma necessidade de quase tudo em Campos, não haviam bons restaurantes, tínhamos poucas pousadas, mas o comerciante que soube trabalhar teve sucesso. Houve o que chamo de “fase de ouro”, que em Campos foi de 1980 a 1990. Depois, o período de estabilidade, que perdura até os dias de hoje. Porém, a cidade como um todo declinou, pois não houve nada demonstrando a queda dos níveis de pobreza, ao contrário, aumentaram visivelmente. Quanto aos pontos positivos e negativos, o empresário destaca à jornalista Patrícia Gonçalves, a valorização da arquitetura; o aumento do parque hoteleiro, com opções para todos os gostos e conta bancária; a instalação de um Centro de Convenções no centro de Capivari. “A cidade era muito mais tranquila; o frio era mais rigoroso, devido a isso, o setor de malharias prosperava muito; todos conheciam todos, era raro vermos desconhecidos, o que era muito prazeroso”, finaliza.
Foto: Patrícia Gonçalves
Parabéns a nossa querida joia do alto da serra. Parabéns a esse povo ordeiro e lutador. Prabéns Campos do Jordão pelo seus 142 anos de existência. Temos orgulho da nossa terra, orgulho de sermos jordanenses.
Vereador Fedô
Claudio Adão
Depende de nós fazermos desta terra tão querida e abençoada por Deus um lugar em que todos possam viver dignamente. Parabéns população guerreira. Parabéns Campos do Jordão pelos seus 142 anos.
parabéns campos do jordão. o futuro da cidade depende de nós!
parabéns campos do jordão. orgulho de ser jordanense.
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A Tribuna Campos do Jordão /atribunacamposdojordão O Senhor é meu pastor e nada me faltrá
Presidente e Jornalista Sérgio Cardoso - MTB: 26.373-SP Diretor Executivo Washington Cardoso Dep. Jurídico: Nilton Maximino Editoração: Ronalt Willian
campos do jordão: maravilha da nossa terra. parabÉns! Distribuição Luis Carlos Departamento Comercial Juninho Ain Tiragem: 4 mil exemplares E-mail redacaojt@hotmail.com
(12) 3664.2352 - 99665.8290
Av. Januário Miráglia, 1.750 • Lj. 05 - Abernéssia - Campos do Jordão / SP
Av. Janúario Miráglia, 1064 Abernéssia - Campos do Jordão
COMUNICADO
A COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL DO BRASIL – AGRINCOO, situada a Estrada da Campista, KM 08 – Bairro Campista – Campos do Jordão/SP, convoca os seus cooperados para ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, a ser realizada 14 de Maio de 2016, em sua sede à partir das 12h para tratar da seguinte pauta: 1 – Explanação de assuntos referentes ao Hospital São Paulo; 2 – Formação de chapa administrativa e fiscal; 3 - Viabilidades econômica e prestação de contas. Campos do Jordão, 14 de Abril de 2016 Presidente José Luis Macondes - Conselho Fiscal Rene Bellaguarda
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TURISMO
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Festa do Pinhão dá o tom no aniversário de Campos e reúne jordanenses e turistas
Uma festa bonita, fruto da união entre a Prefeitura, a iniciativa privada e as associações está fazendo com que o Capivari, principal ponto turístico de Campos do Jordão, fosse, literalmente, invadido por jordanenses e turistas para aproveitar a 55ª Festa do Pinhão, um evento tradicional na cidade, e que agora “subiu um degrau”. No último fim de semana, com shows e a presença do chef Henrique Fogaça, a festa permaneceu lotada. A expectativa do Observatório de Turismo é de que mais de 250 mil pessoas estiveram na cidade. Até o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, tirou um tempo para prestigiar o evento. Nesta semana, em comemoração ao aniversário da cidade a festa continua com atrações musicais, barracas com comidas feitas com pinhão e workshops gastronômicos com chefs estrelados. Todas as atrações são gratuitas. Para o prefeito da cidade, Fred Guidoni, a Festa do Pinhão é o reflexo de um trabalho
que vem sendo semeado desde 2013. “Elegemos a parceria como um dos valores desta administração. Temos que deixar as pessoas trabalharem e usarem o seu talento em benefício comum. Com parte da verba do Fumtur, foi possível alugar as barracas e os banheiros. O restante foi o trabalho da Cozinha da Montanha, das demais Associações e da iniciativa privada sob a liderança e a experiência do Nelsinho (Vila Chã). É um novo momento para Campos do Jordão”, ressalta.
Foto: Ass. Com PMCJ / Sérgio Biagioni
Foto: Paolilo Silva
Foto: Ass. Com PMCJ / Sérgio Biagioni
Realizada em parceria com Prefeitura, Cozinha da Montanha e iniciatva privada, a 55a Festa do Pinhão é elogiado pela crítica
Foto: Paolilo Silva
FRUTARIA DO WALTER Compromisso com a qualidade!
A Frutaria do Walter parabeniza Campos do Jordão pelos 142 anos, e agradece aos Jordanenses e Turistas pela preferência há mais de 20 anos.
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Açougue do Aércio
FUNDADO EM 1959
57 ANOS DE TRADIÇÃO, Servindo o jordanense
R. SÃO CRISTOVÃO, 10 – VILA CLAUDIA – CAMPOS DO JORDÃO
Parabenizamos Campos do Jordão pelos seus 142 anos. E que floresça a paz e o amor. Que corram rios de felicidade. Que percorram pelos trilhos do progresso. Que as amizades caiam de suas araucárias. E acima de tudo, que essa joia da serra tenha sempre o seu brilho.
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PROFESSOR ADRIANO SILVA
Parabéns ou condolências
MESTRE EM CIÊNCIAS PEDAGÓGICAS E CONSULTOR DE EDUCAÇÃO E SAÚDE
Nesta data não gostaria de ser agudo, tentarei evitar. Espera-se, pois, em uma data comemorativa, ter o que comemorar. Perguntovos então: O que você tem a comemorar? Sou sabedor que moramos em uma cidade maravilhosa, com um clima dentre os melhores do País, com um índice de poluição em zero, com pessoas maravilhosas, etc. Sei também (agora contaminado por certa ironia), que não temos mazelas. Exemplifico: -Temos em nosso Município um pronto socorro fan-
tástico, com equipamentos e com o atendimento que sonhamos; sentimos-nos seguros e satisfeitos com o número de homens de nossa força armada estadual (“para que mais?”), nosso comércio vai de vento em “poupa”, oferecendo trabalho e ocupação para todos, nossos governantes são operantes, nossos vereadores incansáveis e impetuosos. Nossa temporada está chegando, minguada a cada ano que passa, mas certamente será mais uma vez ela que vai nos tirar de qualquer problema financei-
reginaldo Marques JORNALISTA
Chegando próximo de mais um 29 de abril, data máxima do orgulho jordanense, o silêncio que paira na cidade reflete o desânimo que tomou conta da população nos últimos anos. Sem recursos em caixa para cumprir com seus deveres básicos, a prefeitura usa a 55ª Festa do Pinhão para desviar a atenção dos jordanenses e estrategicamente está colocando as comemorações do aniversario de 142 anos da fundação de Campos do Jordão em segundo plano. A divulgação de um calendário oficial de eventos magro e desproporcional a menos de dois dias da
ro. Nosso transporte público é uma perfeição, confortável, rápido e eficiente. Quanto à escola de seu filho? Que maravilha... Nossas riquezas naturais estão cada vez mais protegidas, os condomínios crescem organizadamente e não desmatam nem estão acabando com nossas árvores e matas como gafanhotos em busca do proveito imediato e limitado no tempo. Você já reparou quantos prédios novos na cidade, quantos condomínios comerciais, quanto trabalho, quanto emprego. Quanto cachorro.
Somos sim uma cidade rica. Oferecemos à nossos turistas inúmeras atividades e atrações inesquecíveis, o que faz com que todos voltem sempre à cidade. E o Lago da Vila Inglesa, agora ficou lindo, límpido e brilhante. Lembrando que somos uma cidade barata, com bares, restaurantes, hotéis e pousadas, com preços atraentes, com um atendimento profissional e qualificado. Capivari está finalmente cuidada e reformada para o turista, e este vai ficar impressionado com o calçadão
recém-construído. Era o que todos nós precisávamos. As obras de saneamento continuam sem parar, deixando nossas ruas sem buracos, sem desníveis, arrisco a dizer que após as obras as ruas até ficam melhores do que antes. Teremos em breve gás canalizado por toda a cidade. Não temos habitações e moradias em ares de risco, temos postos de saúde espalhados e funcionando por todo o município e agora temos até um hospital. Nós em nossa cidade não precisaremos mais sair correndo de ambulância pro-
curando atendimento médico em hospitais de munícipes vizinhos. Estamos todos felizes. Portanto só nos resta comemorar, tal qual “Pollyanna” de Eleanor Porter. Enfim, parabéns a todos os Jordanenses que sobrevivem a tudo e a “todos” com bom humor, alegria e muito esforço. Aliás, é o que desejo a todos nós: bom humor, alegria e esforço, sempre. Apesar dos pesares, somos felizes vivendo aqui. Aproveito para abraçar aqui o Flávio do algodão doce.
Dia da cidade
mais significante data cívica da cidade, ancorado em uma suposta austeridade administrativa que nunca foi característica da atual administração, que sempre se pautou pela midiática exposição de suas realizações prova que as Secretarias responsáveis pelo evento simplesmente não se movimentaram no intuito de realizar uma comemoração a altura das expectativas dos jordanenses. Este eloquente silêncio da administração as vésperas do dia da cidade tem um simbolismo muito maior do que se imagina interessantemente nenhum dos ocupantes de cargos públicos diretamente res-
ponsáveis pela organização dos festejos são jordanenses, isso talvez explique a falta de empenho na realização de algum evento que marque tão importante data. Nem mesmo a grave crise econômica que toma conta do país justifica a falta de comprometimento dos responsáveis pela organização do aniversário da cidade, tendo em vista que a falta de dinheiro não justifica a falta de criatividade. Mas apesar de tudo, e principalmente de todos, Campos do Jordão chega aos seus 142 anos ainda podendo ostentar com certo direito com um envergonhado orgulho, o título
de Joia do Alto da Serra e consegue se manter no topo do ranking das estâncias climáticas mais badaladas do país única e exclusivamente por conta de seu clima. Diferente dos anos anteriores quando os festejos do dia da cidade serviam como vitrine do “vigor” administrativo dos prefeitos, este ano, o último se Deus quiser da atual administração demonstra que o fôlego do atual chegou ao fim. Diante de tão grande apatia que tomou conta da cidade resta desejar a Campos do Jordão dias melhores, e que seus próximos 142 anos sejam lembrados de maneira mais positiva
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1973 - 2016
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