RANCHO etnográfico de danças e cantares da barra cheia | rancho folclórico do clube das arroteias
Sentir
@sentiralhosvedros
Na Primeira Pessoa
(Re) Descobrir Alhos Vedros
Luís Santos
Chafarizes
Alhosvedrense Comércio Local
Edição 4 | maio 2022
Alhos Vedros
Ficha Técnica Periodicidade: 04 / 2022
lasneM
O boletim digital “Sentir Alhos Vedros” pretende dar a conhecer a toda a população em geral o que de bom existe, se faz e há na freguesia de Alhos Vedros.
Colaboração:
Título Edição, Coordenação de Edição, Redacção e Fotografia:
"sordeV sohlA ritneS" :
óvA'd aicámraF | lagutroP aicámraF | edigáT aicámraF | oãmsuG aicámraF | )acesnoF ecilA( ohnoS ed sohnicoD | sotnaS síuL | saietorrA sad ebulC od ocirólcloF ohcnaR | aiehC arraB ad seratnaC e saçnaD ed ocifárgontE ohcnaR | snitraM redleH .ariereP oigréS oluaP ,osodraC anirI ,onavliS
oibáF ,arierreF leinaD ,sopmaC adlafaM anA ,odasoR anitsirC anA
O boletim digital “Sentir Alhos Vedros” tem como objectivo dinamizar e aumentar a economia local, aproximando pequenos negócios, comerciantes em nome individual e empresas da população Alhosvedrense. O boletim digital “Sentir Alhos Vedros” pretende conciliar passado e presente e traçar um futuro próspero para a freguesia de Alhos Vedros e para as suas gentes. O boletim digital “Sentir Alhos Vedros” é a plataforma que ajudará a freguesia de Alhos Vedros a dar-se a conhecer a todo o nosso país e quiçá, dar a conhecer Alhos Vedros a nível europeu e/ou mundial.
Sugestão: Se tem um negócio na freguesia de Alhos Vedros (negócio físico ou online) e/ou outras informações sobre a freguesia que queira partilhar e divulgar, se pretende contribuir com sugestões para a melhoria contínua do boletim digital “Sentir Alhos Vedros”, contacte-nos via e-mail para geral@sentiralhosvedros.pt.
Esta publicação utiliza papel reciclado, produzido por empresa certificada segundo as normas ISO9001 (Certificação de Sistemas de Gestão da Qualidade) e ISO14001 (Certificação de Sistemas de Gestão Ambiental). CUIDE DO MEIO AMBIENTE!
Sentir
Alhos Vedros
pág. 8 Destaque do Mês
pág. 23 e 24 Olhar Alhos Vedros
pág. 32 À Mesa Com...
Sentir
Alhos Vedros
Editorial Quando o Fábio Silvano, do Boletim Digital “Sentir Alhos Vedros”, me contactou no sentido de falar um pouco sobre o que é a literatura para mim ou do meu percurso como escritor; tudo isto envolto por um papel de embrulho que é a nossa vila, imediatamente o que trouxe em lembrança foi o de uma antiga tarefa escolar. Creio que no 8º ou 9º ano, não o posso precisar, mas recordo que foi um projeto que falava sobre o Foral de Alhos Vedros, atribuído por D. Manuel, realizado para o agora atual Agrupamento de Escolas José Afonso. E vejo-me perdido nos pensamentos desta memória, límpida como se o fosse hoje, que foi um trabalho onde sinto ter conhecido o meu primeiro contacto com a “inspiração”. A maneira como a escola explora a nossa capacidade de síntese; a nossa forma de construir um novo texto por palavras nossas; o zelo que nos compele a questionar e a esclarecer; tudo isso gerava em mim um agrado sobre os textos que ia formando, enquanto explorava a história de Alhos Vedros, quase que num mesmo sentimento poético como aquele que trago aqui hoje para este Boletim Digital. Mas claro, éramos miúdos naqueles tempos, e os livros eram uma obrigação e eu sei que não os procurava. Sem o saber, ou alguma vez ter equacionado uma reta direta para o mundo da literatura, algo existia lá. Sem reconhecer os sinais, como a facilidade que era para mim em ultrapassar as metas escolares no âmbito das línguas, lembro-me que andava em esquiva a escritas cujos temas pouco interesse despertava em mim. Mas sei que uma história pairava, na altura, na minha mente. Borrões, claro; pacientes do meu próprio crescimento para ganharem forma e também para que eu descobrisse o fator que me levaria à leitura.
1
Sentir
Alhos Vedros
Editorial E é isso que trago aqui hoje ao Boletim Digital; para além de um percurso, explorar o que nos inspira. Porém, e primeiramente, apresentações são devidas. O meu nome é Helder Martins, filho da terra de Alhos Vedros. Nascido a 10 de Março de 1986, no vizinho Barreiro e durante muitos anos residente no Bairro Gouveia. Mesmo hoje, já criado, ainda a laborar no concelho da Moita. Em paralelo à saga do que são as minhas crónicas editadas, a minha pessoal jornada teve início na Escola Primária do Bairro Gouveia. Ainda que trinta anos, bem distantes agora, recordo da professora o louvor pela letra “q” bem traçada na folha do caderno. Mas somos miúdos e a época trazia na altura a saga do Dragon Ball. Ultrapassado esse arranque que nos projeta para as horas que aprendemos a ver ou as contas que começamos a decifrar, mantive o meu percurso dentro do ensino de Alhos Vedros, saltando para o que conhecia na altura como a Escola EB 2,3 José Afonso. Lá, a literatura torna-se então mais real e mais poética. Como a escrita de Gil Vicente, com o Auto da Barca do Inferno, recriada numa peça teatral em aula, onde recordo o papel de Judeu por mim interpretado. Porém, e em franqueza, os temas abordados pouco favoreciam o meu interesse pela leitura, nomeadamente quando no foco da poesia, a qual trazendo o meu próprio calcanhar de Aquiles. Mas, os resultados lá eram conseguidos e as metas ultrapassadas, sobressaindo-me nas suas provas escritas e na facilidade em reter o importante dos temas abordados. Contudo, para mim, tudo ainda era visto num sentimento de obrigação, até que apareceu Ulisses, de Maria Alberta Meneres. E aí, pretendo deixar a minha primeira mensagem para um bom leitor: descobrir o(s) tema(s) que o identifica. Naquele tempo, não sei se seriam dos jogos de computador (RPG’S) que atraíam pela sua raiz medieval e aventureira ou se dos ares de Alhos Vedros com o histórico do seu passado ou das suas lendas, como a do poço mourisco, mas a literatura focada no fantástico passou a trazer em mim um desejo em pegar nos livros, pela primeira vez, a gosto. Mesmo hoje, lembro a primeira obra que li de “empreitada”: “O ciclo do Graal: Nascimento do rei Artur” de Jean Markale.
2
Sentir
Alhos Vedros
Editorial E, então, desde aí a literatura passou a acompanhar-me pela minha vida projetada para o ramo laboral. Recordo obras como a “Trilogia de Bartimaeus” de Jonathan Stroud ou “Lobo Branco” de David Gemmel. E até mesmo da saga do Harry Potter, entre tantos. Todas elas construíram o meu caráter, fortaleceram a minha imaginação e enriqueceram o meu vocabulário e companheiras das minhas múltiplas profissões, que exigiam longas deslocações pelos transportes públicos. E aí remato com uma segunda mensagem para um bom leitor: descobrir o conforto para uma boa e inspirada leitura. Porque refiro isto? Porque, no meu caso, apenas e só, era capaz de ler/escrever se inspirado pelo exterior do que são as pessoas e ares do mundo à minha volta. Começou então a curiosidade em trazer para o papel as formas de uma história que sempre me acompanhara; e perceber, nas competências e formações adquiridas pelo ensino, e até mesmo pela minha experiência no kickboxing, como seriam os contornos das minhas personagens traduzidas em palavas. Na altura, cinco anos antes da data de lançamento do meu primeiro livro a 24 de Novembro de 2013, recriei na íntegra toda a obra a papel e caneta. Claro que apercebi-me mais tarde que para enviar estes originais, os mesmos seriam necessários em digital, e todo o livro foi novamente filtrado para o computador, criando assim no ecrã à minha frente: O TEMPLO DE BORKUDAN. Certo que tudo era apenas um hobbie, um escape e ao mesmo tempo uma necessidade para o meu bem-estar psicológico, mas as pessoas certas alimentaram a minha curiosidade em saber se esta história poderia ser mais. Começa então aquele nervoso miudinho, naquilo que não sabemos se será bem correspondido. Pegamos naquele ficheiro, salvaguardado nos seus direitos de autor, e percorremos editoras e mais algumas para onde enviamos o nosso trabalho.
3
Sentir
Alhos Vedros
Editorial Até que, quase sempre quando não esperamos, as primeiras respostas surgem e a excitação traduz o sentimento em ver-se reconhecido. Ainda que algumas editoras declinassem por se tratar de um nicho de mercado, no seu todo o interesse pela história em si era valorizada, percebendo-se nela a componente humana que pretendo expor nesta literatura de ficção. Assinei então pela editora CHIADO BOOKS, e com eles até hoje, editando outros dois volumes das CRÓNICAS DE TELLARGYA, sendo eles: “A ASA DA CONSEQUÊNCIA”, publicado a 31 de Julho de 2016 e “GRILHETAS DA APATIA”, o meu mais recente livro, lançado a 28 de Novembro de 2021. Uma saga - que irei sintetizar no final deste boletim – que conta com uma escrita rica nas suas metáforas e alegorias; trabalhada em muito no gerúndio, mas capaz de agradar até aqueles que reticentes da leitura de ficção. Isto pela capacidade em explorar não uma história de heróis, mas sim de personagens iguais a como quem as lê, nas suas virtudes, erros e sonhos. Mas esta é a parte fácil. A de trabalhar e estudar a capa certa; a de reverificar possíveis erros; a composição da sinopse ou mesmo da foto de autor; o ir a reuniões de estratégias de promoções e preparar e organizar o lançamento que nos projeta. O difícil é quando transformamos um hobbie num compromisso. Compromisso para quem leu e espera pela continuação; compromisso para mim, como autor, que acredita no melhor destas CRÓNICAS DE TELLARGYA; um compromisso melhor explicado pelas antigas palavras de JOSÉ SARAMAGO, quando na minha presença na 47ª FEIRA DO LIVRO DO FUNCHAL, que dizem: “ser escritor não é apenas escrever livros, é muito mais uma atitude perante a vida, uma exigência e uma intervenção.” Quando li tal passagem foi como que um reflexo do que tem sido o meu percurso como escritor; um resumo do que implica esta arte: o isolamento necessário, por vezes as quebras de inspiração, a própria dúvida, o procurar, em paralelo à nossa vida profissional, uma forma de persistir no que se acredita, pois para lá das fotografias, o confronto interior é maior do que aquele que as minhas personagens enfrentam.
4
Sentir
Alhos Vedros
Editorial E como contornar o que por vezes nos questiona? Em resposta, lembro maior satisfação ao regressar à Escola EB 2,3 José Afonso e partilhar as minhas conquistas. O agrado de professores que me reconheciam e felicitavam pelos feitos, abrindo-me portas para uma das minhas missões que era o de chegar aos mais novos, revelando-lhes a importância da leitura e da escrita. É prazenteiro ser ouvido, não só por mim a narrar uma nova realidade, mas escutado por turmas de alunos, tal como eu onde no passado estive também, curiosos pelo tema em si e pelo percurso de alguém que da escola se projetou. Alhos Vedros, terra de um passado que certamente fomentou o épico da minha fantasia, sempre me facultou o melhor das suas gentes. Ainda hoje, lembro a minha entrada pela Junta de Freguesia, no meu primeiro livro, perguntando o que eu poderia fazer para partilhar este trabalho. Refletiu-se com a participação nas suas Feiras do Livro. 43ª Feira do Livro de Alhos Vedros e tenho em memória estar, lado a lado, com Leonel Coelho, lutador e grande escritor, e o mesmo que em curiosidade abriu os meus livros numa leitura em diagonal dizendo-me, enquanto aguardamos por leitores curiosos: “isto é de profissional”. Mesmo mais tarde, numa nova oportunidade, na 46ª Feira do Livro de Alhos Vedros, com Dores Nascimento, numa entrevista à luz do luar onde me foi permitido falar um pouco mais do meu trabalho.
A verdade é que o percurso é de luta. Temos de procurar chegar mais longe; procurar espaços num Portugal inteiro e ter a disposição de alcançar aqueles que ainda hoje não conhecem o nome Helder Martins, escritor das Crónicas de Tellargya. E o apoio é importante. A surpresa e o reconhecimento, como a do convite para este Boletim, para que eu hoje pudesse lembrar, quem sou em nostalgia, “recarregam baterias”.
5
Sentir
Alhos Vedros
Editorial E olhando para o que começou em 2013 vejo um percurso esforçado, mas rico pelo que me foi conseguido: desde Faro à ilha da Madeira, passando por Lisboa e pelo nosso distrito de Setúbal; com inúmeras presenças em Feiras do Livro ou sessões de autógrafos em espaços como a FNAC ou BERTRAND; acolhido por escolas, bibliotecas e livrarias várias; lido por curiosos e apoiado por família e amigos; ou convidado para projetos de coautoria. Mesmo o nosso Continente de Alhos Vedros, dada a minha passagem pelo seu grupo, me permitiu a um bom cartaz e apresentar o meu primeiro livro. Ou o café Atrivm, numa manhã de conversa com os seus fregueses. Esta é a jornada de um escritor. Alguém que à casa retorna no seu reconhecimento pelo que o formou. As suas gentes; os seus professores; a história de uma vila. Com um novo livro em mãos, e com uma saga a meio do seu percurso, cabe-me uma última mensagem: apoiem a literatura. Temos uma terra de bons nomes nesta arte e se mesmo reticentes por qualquer temática, o autor estará sempre à disposição do interesse de um possível leitor. Eu sei que estarei presente; e por aquele leitor que interessado, a saga das Crónicas de Tellargya terá sempre uma aventura pela frente. Uma aventura que no seu mote: “uma épica batalha em que se cruza o desejo de fazer o que é certo e o que é certo fazer”, certamente irá surpreender por algo mais que ficção, mas pela forma como se identifica com quem lê. Ao Boletim Digital Sentir Alhos Vedros – e antes de uma breve síntese sobre estes três volumes – quero expressar o meu agradecimento. São estes reconhecimentos e oportunidades em falar de um projeto que percebemos estar no trilho certo. Em graça, recordo mesmo o percurso que traçava ao comprido pelas Arroteias em direção à escola e por este reavivar de memórias, o meu agradecimento. Sei que com este apoio, o meu quarto volume, já em produção, sairá mais rico no seu conteúdo.
6
Sentir
Alhos Vedros
Editorial
AS CRÓNICAS DE TELLARGYA O TEMPLO DE BORKUDAN, Vol. 1
Esta saga conta a história de um jovem mago, Helzar Tharmin, resignado com a sua vida estagnada na aldeia de Surdave, sentindo-se subvalorizado. No seu caminho, cruza passagem com um pequeno dragão, Drinus, sem qualquer memória do seu passado. Porém, numa noite marcada por más escolhas, o rapaz vê a sua aldeia atacada por uma figura que o identifica como a reencarnação de um deus antigo. Instigando-o a lutar, o vilão da história rapta-lhe a irmã e destrói toda a aldeia; lançando então aí o início de uma demanda. Helzar tem agora um dever em mãos, ao mesmo tempo que conhece Tellargya pela primeira vez, no verdadeiro sentido da exigência; enfrentando pelo caminho desafios que o superam por aquilo que nunca esperara ou ambicionara.
A ASA DA CONSEQUÊNCIA, VOL. 2 Regressado de o Templo de Borkudan, Helzar e Drinus contam agora com um novo companheiro de viagem. Com um novo destino traçado, o mago enfrenta agora os imprevistos da vida, com agora as consequências das suas decisões, em que a cada uma se vê cada vez mais afastado do seu objetivo inicial; ainda que por elas, cruzando passagem com uma bela jovem. Em paralelo a esta história, uma nova personagem, Jllanu, põe em marcha um ressentimento antigo para com a sua vida bastarda. E mesmo dos túneis de Tellargya, um anão irrompe focado para um castigo a todos que da superfície.
GRILHETAS DA APATIA, VOL. 3 Com todos os companheiros do seu grupo raptados por figuras arcanas misteriosas, Helzar vê-se confrontado com o novo percalço. Dividido entre a necessidade do resgate dos seus amigos, a tenacidade falta-lhe com o encontro de uma nova vida, mais confortável, e agora bem mais desejada. Cruzados os mares pela primeira vez, Jllanu põe em marcha o seu desígnio e Tellargya enfrenta agora os tremores que assolam cada um dos seus habitantes. Com o papel do herói agora em suspenso, uma nova personagem insurge para essa responsabilidade, e com ela a verdade na ponta da sua espada.
Helder Martins Escritor Alhosvedrense
7
Sentir
Alhos Vedros
Destaque do Mês
O Sentir Alhos Vedros em parceria com o CACAV Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros, realizará no dia 21 de Maio de 2022, entre as 14:00 e as 19:00 horas, a "Festa da Amizade - Arte, Saber e Sabores".
8
Sentir
Alhos Vedros
Passado&Presente
** Rancho Folclórico do Clube das Arroteias **
** Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia **
9
Sentir
Alhos Vedros
Grande plano
A Secção de Folclore do Clube Recreativo Sport Chinquilho Arroteense foi fundada a 01 de Novembro de 1949. No dia 01 de Março de 1969, por vontade dos naturais e residentes nas Arroteias, em manter vivo os usos e costumes dos seus antepassados é constituído o Rancho Folclórico do Clube das Arroteias.
O Rancho Folclórico do Clube das Arroteias é uma secção de folclore do Clube Recreativo Sport Chinquilho Arroteense.
"Tanto o Rancho Folclórico do Clube das Arroteias como o Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia trabalham a nível federativo, a nível de pesquisa, recolha, documentação, espólio, entre outros."
Fundação: 01 de Março de 1969
10
Sentir
Alhos Vedros
"A pandemia da COVID-19 originou a perda de duas pessoas muito importantes: Alzira e Rogério Cardoso (membros fundadores deste Rancho)."
Em relação aos costumes, importa referir que, por base, estão os costumes dos denominados "Caramelos", gentes oriundas da região dos actuais concelhos da Figueira da Foz, Aveiro, Mira e Cantanhede, que se deslocavam para trabalhos sazonais e findos estes, voltavam às suas terras, daí serem chamados "Caramelos de ir e vir". Alguns encontraram condições razoáveis para se fixarem, daí a referência aos "Caramelos de estar ou de ficar". Este processo estagnou no início do século XX.
A 01 de Março de 1969, o Rancho Folclórico do Clube das Arroteias, foi constituído e foi-lhe atribuído o nome de Rancho Folclórico Os Camponeses das Arroteias. Este lugar era coberto de pinheiros e mato, que ao ser arroteado deu o nome às Arroteias. Dos pinhais aproveitavam-se as lenhas que eram enviadas para fornecer os fornos em Lisboa, o seu transporte era feito pelo rio Tejo a partir do Cais Velho de Alhos Vedros e em barcos de fundo chato (varinos ou barcos de água a cima). Essas terras depois de arroteadas foram gradualmente transformadas em pequenas vinhas, pomares e hortas.
11
Depois deste período, as Arroteias sofreram outras influências com a "construção clandestina" que fez com que passasse a existir
Sentir
Alhos Vedros uma zona mais para sul do núcleo inicial. Zona esta que é povoada por gente na sua grande maioria trabalhadora da CUF oriunda do Norte do País (o primeiro trabalhador da CUF era natural das Arroteias). Todavia estas influências já não são referenciadas nos usos e costumes representados por este Rancho. O nome Rancho Folclórico Os Camponeses das Arroteias pertenceu ao Clube Recreativo Sport Chinquilho Arroteense até ao início de 1983. Em meados de 1983, por motivos alheios à generalidade dos associados, os directores deste Rancho, haviam-no já registado como independente sem conhecimento da direcção da colectividade, levando-o a funcionar noutro local. Perante tal situação, que se apresentou como facto consumado, os fundadores da secção de folclore e alguns associados do Clube Recreativo Sport Chinquilho Arroteense resolveram reorganizar a secção tendo como objectivo preservar e divulgar, mais conscientemente, o folclore da região, formando um novo grupo que deram o nome de Rancho Folclórico do Clube das Arroteias. Em 1983 foi realizado o primeiro festival do Rancho Folclórico do Clube das Arroteias. Muitos festivais de folclore realizaram-se no antigo campo do CRI Clube Recreativo e Instrução. Os trajes são efectuados com base em informações dadas pelas pessoas mais idosas das Arroteias, ilustrando-as com algumas fotografias antigas, sendo discutidos alguns pormenores de cores, tecidos e feitios de cada peça do vestuário. Estes trajes tentam representar fielmente os usados nos finais do século XIX, e princípios do século XX, pelas gentes das Arroteias: Camponeses Domingueiro e de Trabalho, Lavradores, Casamento. Todos os trajes são feitos pela Dª. Drevalina: Trajes de Trabalho de Inverno,Trajes de Dia-a-Dia do "Caramelo", Trajes de Trabalho de Verão, Trajes de Trabalho, Trajes de Passeio e Trabalho, Trajes de Caseiro, Trajes de Cerimónia, Trajes de Domingueiro, Trajes de Romaria, Trajes de Lavrador, Trajes de Casamento. Os actuais directores do Rancho Folclórico do Clube das Arroteias são: Drevalina Penedo, Cláudio Neves, Flávia Violas, Sónia Tomaz Barreto. O actual director técnico do Rancho Folclórico do Clube das Arroteias é Cláudio Neves. Tem sido e continua a ser o propósito do Rancho Folclórico do Clube das Arroteias recolher e preservar os usos e costumes existentes na nossa terra nos finais do século XIX e princípios do século XX.
12
Sentir
Alhos Vedros Para isso, o Rancho tem tentado insistentemente e dentro das suas possibilidades, angariar e utilizar o maior número de elementos provenientes da referida época. O Rancho Folclórico do Clube das Arroteias continuará a reconstruir o mais fielmente possível as modas e cantares da época referida, reavivando algumas tradições dessa época, além das modas e dos cantares. Ao longo dos anos, tem havido um decréscimo a nível de colaboradores. Neste momento têm 3 a 4 pares, mas para se ter um grupo razoável teriam de ter no mínimo 6 pares. Na opinião dos representantes do Rancho Folclórico do Clube das Arroteias, o folclore deveria começar nas camadas mais jovens, fomentando o folclore na iniciação escolar, logo no pré-escolar e no 1.º ciclo. O ideal seria criar uma parceria com as escolas para implementar aa cultura do folclore, de modo a cativar os mais jovens e a manter os grupos vivos.
Rua Alexandre Herculano, n.º 3 | 2860-180 Arroteias (+351) 212 046 691 floclore.nas.arroteias@gmail.com www.facebook.com/ranchodasarroteias/
13
Sentir
Alhos Vedros
Grande plano
O Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia foi fundado a 19 de Abril de 1980, na Freguesia de Alhos Vedros, concelho da Moita. Está situado na célebre Região Etnográfica "Caramela", Sul da Província da Estremadura. Está filiado na Federação do Folclore Português e foi distinguido com a Medalha de Mérito Artístico e Cultural do Município da Moita.
O Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia reconstituiu regularmente desfolhadas, casamentos tradicionais, Círios a N.ª Sr.ª da Atalaínha e exposições etnográficas dedicadas ao povo local. Fundação: 19 de Abril de 1980
"Ao longo da sua actividade o Rancho da Barra Cheia, tem participado nos principais Festivais de Folclore, Nacionais e Internacionais em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Bélgica e Itália, assim como em diversas Festas e Romarias."
14
Sentir
Alhos Vedros
"É organizador de diversos Festivais Nacionais e Internacionais de Folclore na Barra Cheia e localidades vizinhas."
Esta comunidade (quase todos aparentados) viveu em família, sem grandes alterações na sua própria cultura, costumes e tradições de origem, até à chegada das gentes Alentejanas. O primeiro casamento entre um descendente de Caramelos com uma filha de Alentejanos ocorreu na década de 70, tendo este casamento causado na altura enorme espanto e comentários, a partir daí tudo foi normal.
A Barra Cheia da Freguesia de Alhos Vedros é aquela que mantém vivas as tradições e costumes do Povo Caramelo. A partir da década de 60, com a criação de postos de trabalho na Siderurgia Nacional e CUF, iniciou-se um movimento migratório de famílias oriundas do Alentejo, que rapidamente se misturou com a população local, dando também origem a novos costumes e famílias mistas, sendo criado um Bairro Alentejano na Barra Cheia da Quinta do Anjo e a pouco e pouco perdeu o seu nome de origem.
Os Caramelos, eram indivíduos que vieram a caminho do Alentejo à procura de trabalho, mas que acabaram por se fixar na região. Eram povos Cristãos, ligados à devoção de N. Srª. da Escudeira, N.
15
Sentir
Alhos Vedros Srª. da Atalaia, N. Srª. da Arrábida e a N. Srª. do Cabo Espichel, sendo a N. Srª. da Atalaia aquela que, maior devoção criou no coração deste povo pelas graças recebidas. “A maior riqueza dos Caramelos que lhes permitiu a fixação foi serem muito trabalhadores, honestos e cumpridores da sua palavra, conquistando assim a simpatia e apreço dos grandes proprietários, sendo os primeiros a ser contratados na praça de trabalho.” Esta situação permitiu a muitos obter terras foreiras para a sua fixação, muitos deles posteriormente pediam dinheiro emprestado para comprar as suas próprias terras, hipotecando as mesmas, e com o seu trabalho iam pagando a divida e respectivos juros. A Barra Cheia é constituída por uma planície com algumas elevações sendo a maior a do Cabeço do Moinho. A planície é constituída por terrenos de regadio, vinhas (em extinção), oliveiras, árvores de fruto diversas e terras férteis para cereais. No cabeço do Moinho existiu até princípios da segunda década do século XX o único moinho de vento na Freguesia de Alhos Vedros (na sede de freguesia existiam apenas moinhos de maré). Aqui se preparava a farinha para alimentar a população da região, avistando-se deste local toda a região até às encostas do Castelo de Palmela e serra da Arrábida. As Músicas e Cantares que utilizamos eram cantadas e dançadas nas festas caseiras, como as matanças de porcos, os casamentos, as desfolhadas, e nos pontos de reunião quando o povo se deslocava para as romarias de N.ª Srª. da Atalaia e outras. Partes das músicas foram recolhidas nas pessoas mais idosas da Barra Cheia e localidades da região. As restantes foram adoptadas por um manuscrito publicado pelo Museu de Etnografia de Setúbal, que reúne uma vasta obra recolhida nas principais romarias da região, em épocas diferentes pelo falecido músico e romeiro Celestino Rosado Pinto; obra que sua filha Drª. Maria Adelaide Rosado Pinto, publicou em 1967 com o patrocínio do Museu de Etnografia de Setúbal. O Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia celebrou recentemente o seu 42.º aniversário. O fundador deste Rancho, Fernando Miguel, em 1982 após conversa com o Pároco Carlos Póvoa Alves, apresentou à Comissão da Capela o projecto de constituição do Rancho (regulamentos e estatutos) e após sua aprovação, procedeu-se à criação do Rancho. Logo após a fundação do Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia, apresentaram-se para os ensaios iniciais mais de uma centena de pessoas. Dada a forte adesão, procedeuse à selecção dos melhores colaboradores e bailadores. O primeiro ensaiador do Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia foi o Sr. Joaquim Afonso Madeira. Foi ensaiador de peças de teatro da Sociedade Filarmónica Capricho Moitense, da SFRUA ("A Velhinha") e do antigo Rancho Etnográfico de Alhos Vedros.
16
Sentir
Alhos Vedros
Actualmente, este Rancho é reconhecido pela Federação como o grupo com mais anos de trabalho autêntico do Distrito de Setúbal. O fundador Fernando Miguel fez parte do concelho técnico da Federação, indo regularmente à sede em Vila Nova de Gaia para realizar formações. Neste momento o Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia é constituído por cerca de 40 pessoas. Antes da pandemia COVID-19 realizavam cerca de 97 eventos por ano. Em 40 anos de existência somam perto de 1700 actuações, de Norte a Sul do País, Espanha, França, Alemanha, Bélgica e Itália, assim como em diversas festas e romarias.
Rua São Salvador – C.C.I. Nº 2514 | 2860-224 Barra Cheia (+351) 212 130 780 geral@r-etnograficobarracheia.pt http://r-etnograficobarracheia.pt/
17
Sentir
Alhos Vedros
Na Primeira Pessoa Viver em Alhos Vedros Um percurso biográfico e literário Luís Carlos dos Santos (“um texto sobre mim, o meu percurso literário e a nossa terra”, muito agradecido pela vossa atenção)
É Professor na Escola Superior de Educação, do Instituto Politécnico de Setúbal. Antes disso, foi professor do ensino básico e secundário que o levou nos últimos anos desse período a andar por terras alentejanas, Beja, Grândola, Alcácerdo-Sal. Tem uma formação académica muito heterogénea tendo-se especializado ao longo dos anos em Antropologia, Educação e Desenvolvimento, Filosofia, mas tem alargado estudos a outros domínios, como a História e as Ciências Políticas. Por via desta sua formação em ciências sociais e humanas, fez com que desse alguma atenção à história local, tendo através da publicação de muitos ensaios e artigos, e da promoção de alguns encontros e conferências entre pares, aberto alguns caminhos a um maior conhecimento sobre Alhos Vedros, pensando-a também integrada numa região mais alargada que, aliás, lhe é intrínseca e tem muito de si, ou não fossem os atuais concelhos do Barreiro e da Moita filhos do anterior concelho de Alhos Vedros que, durante cerca de cinco séculos, se estendeu por todo o território que hoje os constitui.
18
Sentir
Alhos Vedros
Na Primeira Pessoa Este Professor, também escritor, não tem partido político, nem pertence a associação religiosa, embora se sinta um espírito ecuménico de inspiração cristã, onde se misturam um espírito religioso, pagão e até um pouquinho de ateu, para não deixar nada de fora. Tem escrito e publicado um pouco de quase tudo: teses, ensaios, contos, poesia, canções, romance, música de palavras, artigos literários e científicos. Entre uma produção literária muito generalista, Alhos Vedros vai aparecendo amiúde como uma das suas “sete musas inspiradoras”, citando o poeta setubalense Bocage. Alhos Vedros, uma vila histórica integrada em região que se perde no tempo, como se dá conta através dos vários estudos de arqueologia, história local, etnografia que, por aqui, se têm desenvolvido. É conhecida a sua matriz cristã desde os inícios do país, mas, a partir de certa altura, dada a falta de fontes escritas que o comprovem, torna-se muito difícil falar da sua origem e do significado toponímico do seu nome. Mas, calcula-se que a sua Igreja Matriz tem uma existência de aproximadamente oitocentos anos. É conhecida a atribuição de Carta de Foral pelo rei D. Manuel I, em 1514, com testemunho que nos é dado pelo pelourinho, em frente à Santa Casa da Misericórdia e, aqui, onde se integra a belíssima Capela (ou Igreja, no dizer de alguns) que acabou de ser restaurada e que constitui um edifício arquitetónico exemplar dos finais do século XVI.
19
Sentir
Alhos Vedros
Na Primeira Pessoa Lugar onde há mais de seis séculos foi sede de concelho régio, quando aqui pontuaram D. João I, seus filhos (a famosa Ínclita Geração), entre outros conselheiros como Nuno Álvares Pereira, em episódio que se costuma designar como o tiro de partida da expansão ultramarina portuguesa. Muitas, de resto, são as ímpares figuras históricas que se relacionam de perto com a terra, ou que a ela aludiram, como são os casos, por exemplo de Álvaro Velho (o pretenso cronista da viagem de Vasco da Gama à Índia), Afonso de Albuquerque (Governador da Índia Portuguesa), Luís de Camões, entre muitos outros. Mas a sua imensa história, medieval e contemporânea, que em larga medida ainda está por contar, vai muito mais fundo do que é possível dizer aqui em linhas que se querem breves e que, também por isso, tantas esperanças se depositam no atual Museu em construção. Nos últimos anos, Alhos Vedros e a região têm vindo a conhecer algum desenvolvimento que tem propiciado uma maior qualidade de vida às gentes que aqui vivem. Numa perspetiva alargada, o Barreiro tem sido disso um bom exemplo, mas também por aqui temos ganho algumas infraestruturas de que nos podemos orgulhar, a Biblioteca Bento de Jesus Caraça na Moita, o Parque José Afonso na Baixa da Banheira, a praia fluvial do Gaio-Rosário, o Parque das Salinas e a Piscina Municipal em Alhos Vedros, o Complexo Desportivo e o Centro de Experimentação Artística do Vale das Amoreira.
20
Sentir
Alhos Vedros
Na Primeira Pessoa Agora, por aqui, requalifica-se o Cais do Descarregador e, parece que é desta, vai-se a caminho da conclusão da 1ª fase do Museu Municipal, recuperando-se o Palacete dos Condes de Sampayo, um edifício de belo valor patrimonial, onde ficará instalado o Museu. Logo ao lado, o Moinho de Maré, edifício histórico de finais do século XV, entretanto, restaurado e aumentado, ficando a faltar o desassoreamento da caldeira do Cais, em Projeto que já esteve aprovado e, infelizmente, se deixou cair, mas que talvez o atual executivo municipal o possa recuperar, fazendo nós muitos votos para que sim. Claro que também é evidente que, dado o seu envelhecimento físico e a necessidade de uma maior aposta num desenvolvimento que se quer sustentável, muito estará por fazer. E para terminar, para além da sua riqueza histórica, não queremos deixar de fazer uma breve alusão à reconhecida riqueza cultural e artística da nossa terra, por muitos evidenciada, com dinâmicas muito próprias que, certamente, são parte intrínseca da sua identidade e das novas gentes que vão chegando. Estamos, naturalmente, a referirmo-nos aos muitos e bons eventos que por aqui vão acontecendo e que, por agora, dispensam mais referências. E, pronto, assim vai o “Sentir em Alhos Vedros”.
21
Sentir
Alhos Vedros
Na Primeira Pessoa Livros do Autor . Daqui até Já. V. N. De Gaia: Euedito, 2021 . Dar Voz ao Silêncio. Música de Palavras. V. N. De Gaia: Euedito, 2018 . Versículos. Alhos Vedros: “O Largo da Graça” Edições, 2017 . Agostinho da Silva: Filosofia e Espiritualidade, Educação e Pedagogia (tese de doutoramento). V. N. De Gaia: Euedito, 2016 . Histórias da Nossa Terra. V. N. de Gaia: Euedito, 2015. . Entre-tanto, o Mundo! V. N. de Gaia, Euedito, 2012 . Poemas. Lisboa: Bubok, 2011 . O Espírito dos Pássaros (contos). Lisboa: Bubok, 2010 . A Educação Nova, a Escola Moderna e a Construção da Pessoa (tese de mestrado). Monte da Caparica: Faculdade de Ciências e Tecnologia, 2003 . O Estandarte da Paz. Setúbal: Livraria Uni Verso Editora, 2003 . Do Convento. Setúbal: Livraria Uni Verso Editora, 1996 . Dicionário de Ciências Naturais (c/ Batista, José A.). Lisboa: Texto Editora, 1993
22
Sentir
Alhos Vedros
Olhar Alhos Vedros
Capela da Misericórdia, Alhos Vedros
23
Sentir
Alhos Vedros
Olhar Alhos Vedros
Capela da Nª Srª Atalaínha, Barra Cheia
24
Sentir
Alhos Vedros
(Re)Descobrir Alhos Vedros
Chafariz C hafariz Localização: Bairro Francisco Pires
25
Sentir
Alhos Vedros
(Re)Descobrir Alhos Vedros
Chafariz C hafariz Localização: Bairro José Ferro
26
Sentir
Alhos Vedros
(Re)Descobrir Alhos Vedros
Chafariz C hafariz Localização: Arroteias
27
Sentir
Alhos Vedros
(Re)Descobrir Alhos Vedros
Chafariz C hafariz Localização: Arroteias
28
Sentir
Alhos Vedros
(Re)Descobrir Alhos Vedros
Chafariz C hafariz Localização: Arroteias
29
Sentir
Alhos Vedros
(Re)Descobrir Alhos Vedros
Chafariz C hafariz Localização: Alhos Vedros
30
Sentir
Alhos Vedros
(Re)Descobrir Alhos Vedros
Chafariz C hafariz Localização: Barra Cheia
31
Sentir
Alhos Vedros
À mesa com... Olá! O meu nome é Alice Fonseca e tenho 57 anos e moro nas Arroteias de Alhos Vedros. Desde muito pequena o gosto pela cozinha era notório, adorava ajudar a minha mãe tanto a cozinhar como a fazer doces em épocas festivas, nunca pensando que viria a ser o meu futuro. Decidi tirar uma formação ligada á língua inglesa, mas decididamente ser professora não me faria feliz. Ironia do destino casei com um pasteleiro que me ajudou a dar os primeiros passos em pastelaria e hoje passados 36 anos sou feliz a fazer os outros felizes, porque é impossível comer um docinho e ficar triste, não acham? Os principais ingredientes usados nos Docinhos de Sonho são: o Amor, Dedicação e muita Gratidão Espero que se deliciem e sejam felizes! A todos os Alhosvedrenses um bem-haja e bom apetite!
32
Sentir
Alhos Vedros
Carolinas 6 pessoas
Ingredientes: 2 ovos 3 colheres de sopa de açúcar 5 colheres de sopa de azeite Raspa de limão ou laranja 1 copo +/- 200ml de leite 1 colher de sopa rasa,de fermento Farinha com fermento até formar uma bola que não cole nas mãos Para a calda de açúcar 300gr de açúcar +/- 200 ml de água
33
Sentir
Alhos Vedros
Preparação: Juntar todos os ingredientes (menos o fermento e a farinha) numa tigela funda e mexer até incorporar bem. De seguida, ir juntando a farinha e o fermento até formar uma bola. A seguir pegar pequenos pedaços e fazer uma torcidas que se unem nas extremidades para formar as argolas. De seguida pôr ao lume uma frigideira com óleo (de maneira que tape as argolas), deixar aquecer e depois fritar. Para fazer a calda, basta juntar a água e o açúcar e deixar ferver +/- 4 minutos e ir passando as carolinas. Pode também se preferir, passar por açúcar e canela.
34
Sentir
Alhos Vedros
Pé na Rua 11, 12 e 13
18
Especial Comemorações do Dia da Mãe
Atelier "A Minha Mãe é Maravilhosa"
Maio
Maio
11:00h
11:00h BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ALHOS VEDROS
25 Maio
"Oficina Universo Particular", por Tata Machado
FAVO - FÁBRICA DE ARTES VISUAIS E OFÍCIOS
Sábados a Ler em Família "Monstros Terríveis (mas não muito)", de Mandy Archer
15:30h BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ALHOS VEDROS
28 Maio
Sábados a Ler em Família "A Sara tem um grande coração", de Peter Carnavas
15:30h BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ALHOS VEDROS
Terça-feira a Sábado 10h - 12h30m 14h - 18h30m Núcleo Cultural José Afonso Rua Pêro de Anaia, 2860-095 Alhos Vedros 210816800
2860-020 Alhos Vedros
div.cultura@mail.cm-moita.pt
favo@cm-moita.pt
35
Sentir
Alhos Vedros
Alhosvedrense FARMÁCIAS
36
Sentir
Alhos Vedros
Alhosvedrense FARMÁCIAS
- Entrega ao domicílio; - Vacinação Parcerias; - Testes Rápidos COVID-19; - Testes Rápidos Gratuitos COVID-19.
- De segunda-feira a sexta-feira: 08:00 às 20:00 horas - Sábado: 09:00 às 20:00 horas - Encerra aos domingos e feriados Rua Joly Braga Santos 2 e 4 2860-129 Quinta da Fonte da Prata
T: (+351) 215 859 736 E: info@farmaciadavo.pt
- Administração de Vacinas; - Colesterol total; - Glicemia; - IMC; - Perímetro abdominal;
- Pressão arterial e Freq. cardíaca; - Risco cardiovascular; - Teste gravidez; - Checksaúde IMC; - Checksaúde Peso.
- De segunda-feira a sexta-feira: 09:00 às 13:30 horas e das 14:30 às 19:00 horas - Sábado: 09:00 às 13:00 horas e das 15:00 às 19:00 horas - Encerra aos domingos e feriados Avenida Bela Rosa 8 2860-020 Alhos Vedros
T: (+351) 212 040 250
37
Sentir
Alhos Vedros
Alhosvedrense FARMÁCIAS
- Administração Injetáveis; - Administração Vacinas; - Colesterol total; - Farmacêutico domicílio; - Glicemia; - Entregas ao domicílio;
- IMC; - Perímetro abdominal: - Pressão arterial e Freq. cardíaca; - Teste gravidez; - Triglicerídeos.
- De segunda-feira a sexta-feira: 09:00 às 20:00 horas - Sábado: 09:00 às 13:00 horas e das 15:00 às 19:00 horas - Encerra aos domingos e feriados Rua Cândido dos Reis 30 2860-048 Alhos Vedros
T: (+351) 212 040 020 E: farmaciagusmao13633@gmail.com
- Administração de Vacinas; - Check-up Farmácia; - Colesterol Total; - Farmacêutico domicílio; - Glicemia; - IMC; - Perímetro abdominal;
- Pressão arterial e Freq. cardíaca; - Teste gravidez; - Triglicerídeos; - Checksaúde Exames Audiológicos; - Checksaúde IMC; - Checksaúde Peso; - Consulta Nutrição e Dietética.
- De segunda-feira a sexta-feira: 09:00 às 13:00 horas e das 15:00 às 19:00 horas - Sábado: 09:00 às 13:00 horas - Encerra aos domingos e feriados Rua D. João de Almeida, 19-A 2860-013 Alhos Vedros
T: (+351) 212 041 174 E: tagide.mta@farmalink.pt
38