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Edição 2 | Março 2022

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CORREIA, BRANCO E NUNES, LDA. Alhos Vedros

Sentir

Alhos Vedros

Na Primeira Pessoa

(Re) Descobrir Alhos Vedros

Padre Nuno Pacheco

Homenagem Indústria Corticeira

Alhosvedrense Comércio Local

Edição 2 | março 2022

@sentiralhosvedros

Fábrica de Cortiça Centenária


Ficha Técnica Periodicidade: 02 / 2022

lasneM

O boletim digital “Sentir Alhos Vedros” pretende dar a conhecer a toda a população em geral o que de bom existe, se faz e há na freguesia de Alhos Vedros. O boletim digital “Sentir Alhos Vedros” tem como objectivo dinamizar e aumentar a economia local, aproximando pequenos negócios, comerciantes em nome individual e empresas da população Alhosvedrense.

Colaboração:

"sordeV sohlA ritneS" :

Título Edição, Coordenação de Edição, Redacção e Fotografia:

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O boletim digital “Sentir Alhos Vedros” pretende conciliar passado e presente e traçar um futuro próspero para a freguesia de Alhos Vedros e para as suas gentes. O boletim digital “Sentir Alhos Vedros” é a plataforma que ajudará a freguesia de Alhos Vedros a dar-se a conhecer a todo o nosso país e quiçá, dar a conhecer Alhos Vedros a nível europeu e/ou mundial.

Sugestão: Se tem um negócio na freguesia de Alhos Vedros (negócio físico ou online) e/ou outras informações sobre a freguesia que queira partilhar e divulgar, se pretende contribuir com sugestões para a melhoria contínua do boletim digital “Sentir Alhos Vedros”, contacte-nos via e-mail para geral@sentiralhosvedros.pt.

Esta publicação utiliza papel reciclado, produzido por empresa certificada segundo as normas ISO9001 (Certificação de Sistemas de Gestão da Qualidade) e ISO14001 (Certificação de Sistemas de Gestão Ambiental). CUIDE DO MEIO AMBIENTE!


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pág. 4 Destaque do Mês

pág. 17 Olhar Alhos Vedros

pág. 22 À Mesa Com...


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Editorial A celebração do Dia da Mulher remete-nos para o enaltecimento e o seu contrário, para a celeridade e o anonimato, para a magnificência e para a insignificância, mas sobretudo para a necessidade de lembrar ao mundo a sua importância na família, em todos os actos da vida social, em todas as lutas por uma igualdade, ainda hoje negada pela burka que a oculta e lhe retira o direito de existir e por tantos outros actos de segregação, que, de tão comuns, passam, quantas vezes despercebidos, numa sociedade que afirma defender os direitos do Homem. Por que não os direitos do ser humano? Uma tradição enraizada numa mentalidade de liderança e superioridade masculinas, ao longo de séculos, tem relegado para segundo plano a importância do papel da mulher em todos os actos da vida social, económica, política, nas artes. A supremacia masculina exibe-se, ainda nos dias de hoje, com a naturalidade dos seres superiores. Desde as sufragistas à actualidade, que a luta da mulher pela igualdade de direitos tem sido uma constante e muito se tem evoluído nesse sentido. De facto, a mulher, nomeadamente no mundo ocidental, adquiriu patamares jamais imaginados pelas subjugadas mulheres puritanas, pelas escravas dos campos de algodão nos Estados Unidos da América, de séculos atrás, pelas donas de casa da família tradicional dos, ainda muito lembrados e recentes, tempos salazaristas.

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Editorial Porém, o caminho é longo, e muito está por alcançar. Sabemos que a História da Humanidade é feita de avanços e recuos e não basta evoluir na ciência e na tecnologia. É urgente uma transformação maior, sobretudo nas mentalidades. Embora as mulheres estejam conscientes de que podem celebrar, com alegria, os progressos alcançados, assistem, por vezes indefesas, ao recrudescimento da violência sobre as mulheres, ainda no namoro, ao seu assassinato frequente no seio das famílias, à negação camuflada, da igualdade de acesso a carreiras profissionais, políticas e económicas, à violação das mulheres em tempos de guerra, à barbárie da morte por apedrejamento. É com estupefação que se observa, que a mulher continua a ser vítima de exploração sexual. A capa de revista colorida de moda, de insignificantes acontecimentos da alta sociedade, aprimora-se na exposição, por vezes indecorosa, da mulher que se expõe para deleite. É tão constante, que já nem damos por isso, mas está lá. Todavia, é cheia de glamour, disfarçada de uma beleza que não enaltece o ser feminino com direito a direitos de dignidade. Em tempos de guerra é usada nas fábricas de material de guerra, é gestora familiar, mãe e pai, enfermeira e médica, voluntária na Cruz Vermelha. Meritórias todas estas tarefas a enobrecem, mas quando é que a sociedade estará preparada para o entendimento da existência da mulher na sociedade, enquanto parte integrante e igual?

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Editorial Tal como na paz e na guerra, nunca o ser humano pode baixar os braços e deixar-se embalar pelo que adquiriu. Há sempre que estar alerta e preparar-se para o ressurgimento do lado negro do ser humano. Assim, a mulher não deve ser incauta e estar atenta às sirenes que, sem que se espere, gritam o medo e recomendam a protecção no bunker. É urgente que as sirenes toquem, sim, para recordarem à mulher que o seu lugar de igualdade não se conquista no bunker, mas cá fora, no dia a dia, nas batalhas, aparentemente, mais insignificantes da vida. Quando se poderá afirmar com convicção, que a mulher constitui, de facto a outra metade da Humanidade? Porém, celebre-se cada dia, como se fosse o primeiro da sua inteira liberdade, da sua individualização consciente, da sua individualidade permanente.

Maria Celeste Cantante Membro do CACAV - Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros

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Destaque do Mês

A Procissão do Senhor dos Passos realizar-se-á na tarde do dia 10 de Abril de 2022. A imagem do Senhor dos Passos chegou a Alhos Vedros através de herança da família dos Mendonças Furtados. A Procissão do Senhor dos Passos celebra-se na tarde do Domingo de Ramos, realizando-se o primeiro sermão em frente à Capela da Misericórdia, de onde sai a imagem de Nossa Senhora das Dores. A Procissão segue para o Largo da Graça onde ocorre o segundo sermão e regressa novamente à Igreja Paroquial.

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Passado&Presente

Nos anos de 1970, 1980 e 1990, Alhos Vedros era um dos pólos da Indústria Corticeira, tendo sido contabilizadas, nessa época, 37 empresas ligadas à cortiça. A Indústria Corticeira de Alhos Vedros contou com diferentes estruturas organizacionais: empresas pequenas (de cariz familiar, com poucos trabalhadores), empresas médias (com algumas dezenas de trabalhadores) e grandes empresas (com centenas de trabalhadores).

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Grande plano

A Correia, Branco & Nunes, Lda. iniciou a sua actividade em 1926. Com mais de 100 anos de história, continua a ser gerida pela mesma família e é a única empresa de cortiça a laborar em Alhos Vedros. Dedica a sua actividade ao fornecimento de placas de cortiça para a indústria transformadora e utiliza matéria-prima de alta qualidade e 100% portuguesa.

"João Carlos Guerreiro Nunes, neto de dois industriais corticeiros oriundos de S. Braz de Alportel: Matias Nunes e Joaquim Pedro Coelho Guerreiro, e actual administrador da fábrica Correia, Branco e Nunes, Lda."

João Carlos Guerreiro Nunes Terceira Geração "CBN" Actual administrador da fábrica Correia, Branco & Nunes, Lda.

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"Desde 1926 entregamos ao mercado as melhores pranchas de cortiça portuguesa."

A aposta no negócio da cortiça advém do facto de o avô de João Nunes já ter conhecimentos do funcionamento da Indústria Corticeira. Não só por ter nascido em S. Braz de Alportel (terra que naquele tempo vivia muito da cortiça), mas também por ter iniciado um negócio ligado à cortiça no Rossio de Abrantes. Negócio esse que após sociedade com estes seus dois amigos transitou e iniciou em Alhos Vedros, na Estrada Nacional 11, onde actualmente ainda se encontram sediados e a laborar.

A 30 de Maio de 1926 era constituída, em Alhos Vedros, a fábrica de cortiça Correia, Branco & Nunes, Lda. A Correia, Branco & Nunes, Lda. foi fundada por três amigos: Manuel de Sousa Branco, Matias Nunes e António de Sousa Correia. Naquela época era comum as empresas e fábricas começarem primeiro a laborar e só posteriormente existir inscrição dessa entidade na Conservatória. Com a Correia, Branco & Nunes, Lda. não foi excepção... Esta empresa é apenas inscrita e matriculada em Conservatória a 01 de Maio de 1927.

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Para os fundadores da Correia, Branco & Nunes, Lda. a cortiça, naquela época, era considerada o "negócio do dinheiro". Todos os industriais que se dedicavam à actividade da cortiça tinham condições financeiras acima da média.


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“É a partir do final da década do século XX que se dá um importante afluxo a Alhos Vedros de industriais oriundos do sul de Portugal e, sobretudo, de S. Braz de Alportel.” Alhos Vedros para a Correia, Branco & Nunes, Lda. era o local propício ao desenvolvimento da actividade corticeira dada a sua proximidade com o rio, visto que naquela altura todo o negócio realizava-se através de navegação marítima, o que permitia estarem ligados a diversas áreas comerciais, conhecer e fornecer qualquer negócio em qualquer parte do mundo. Em 1949, edificam a caldeira, a garagem e o armazém (situado junto à entrada) na fábrica. Locais que, ao dia de hoje, ainda funcionam e têm a sua utilidade para o desenvolvimento da actividade diária.

“Do afluxo de empresários sulistas, que chegaram a dominar a vida económica, social e política de Alhos Vedros apenas a Correia, Branco & Nunes, Lda. se mantém em actividade. ” A aposta em 1949 na construção da caldeira mantém-se válida até ao dia de hoje. O uso da caldeira na actividade corticeira, tem a particularidade de cozer a cortiça e conseguir que a mesma, durante o processo de cozedura, amplie a espessura da placa de cortiça. Ainda hoje, usam o processo artesanal na caldeira da fábrica: a cozedura das placas de cortiça é realizada com lenha. A Correia, Branco & Nunes, Lda. compra a cortiça em placas grandes (a chamada folha, o primeiro corte da casca do carvalho). Quando as placas de cortiça chegam à fábrica os trabalhadores trabalham a cortiça retirando todos os seus defeitos, organizando depois essas placas por lotes de qualidade e calibre. A denominação de prancha passa a placa, após a retirada manual de todos os defeitos da cortiça. Na Correia, Banco & Nunes, Lda. todo o trabalho desenvolvido na cortiça é manual. Esta especificidade permite que todas as pranchas sejam trabalhadas ao pormenor e estejam aptas para o mercado com um alto nível de qualidade e excelência.

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Alhos Vedros Actualmente, a Correia, Branco & Nunes, Lda. é constituída por 7 trabalhadores a tempo inteiro.

O "segredo" para conseguirem manter a actividade corticeira em Alhos Vedros e continuarem a apostar no negócio, é comprar cortiça 100% portuguesa.

A Correia, Branco & Nunes, Lda. foi a única empresa/fábrica da Indústria Corticeira que sobreviveu à crise e continua a laborar em Alhos Vedros.

Compram cortiça em Almodôvar, Viana do Alentejo, Alcáçovas e Ponte de Sor.

“A Correia, Branco & Nunes, Lda. foi um dos subscritores, que a 12 de Abril de 1933, apresentou um abaixo-assinado à Câmara a exigir os melhoramentos essenciais e urgentes para o desenvolvimento da indústria corticeira em Alhos Vedros.”

Comprar cortiça em Portugal é caro, mas a Correia, Branco & Nunes, Lda. aposta nas melhores matérias-primas (com elevada qualidade) e orgulha-se de ter a melhor cortiça do país. Só com matéria-prima de excelência se consegue marcar a diferença no mercado. A Correia, Branco & Nunes, Lda. tem já a sua carteira de clientes bem definida. Devido ao facto de produzir placas de cortiça com determinadas especificidades, o seu grande cliente é a Indústria Transformadora, nomeadamente, empresas de rolhas naturais, empresas de palmilhas, empresas de rolhas de microgranulado.

“Estamos a preparar uma lista das principais mudanças ocorridas durante todos estes anos e que permitiram fazer crescer a nossa actividade.”

“A 27 de Agosto de 1935 uma das iniciativas conjuntas dos empresários corticeiros dá frutos e é criado em Alhos Vedros a Estação Telégrafo Postal.”

Estrada Nacional 11, n.º 23/33 | 2860-024 Alhos Vedros (+351) 212 040 018 correiabranconunes@gmail.com www.correiabranconunes.com

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Na Primeira Pessoa Nasci em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, a 12 de Fevereiro de 1988 e os meus pais deramme como nome Nuno. Sou o último de cinco filhos que tiveram: 3 rapazes e 2 raparigas. A ideia de ser padre nasceu muito cedo através de uma série de acontecimentos que, olhando para trás, parece que se encaixaram no momento certo e tornaram possível acontecer. Entrei no grupo dos acólitos da paróquia, depois ajudei na catequese, foi-me feita a proposta de entrar no seminário e daí em diante foi etapa atrás de etapa. Saí da ilha em direcção ao Porto em 2007, onde entrei na Faculdade de Teologia da Universidade Católica. Seguiu-se um ano de noviciado em Aveiro e depois a continuação dos estudos em Lisboa, onde terminei o Mestrado em Teologia. Fui enviado em estágio durante dois anos para o Funchal, onde fiz parte da comunidade religiosa do Colégio do Infante, onde fui professor. De regresso ao continente, fui nomeado ajudante de Ecónomo (administrador) do Seminário Nossa Senhora de Fátima, em Alfragide, e no ano seguinte Ecónomo do Instituto Missionário Sagrado Coração, em Coimbra, onde vivi outros dois anos, tendo sido ordenado sacerdote durante esse período. Em Setembro de 2019, juntamente com o Padre Basílio e com o então estudante Tiago, hoje já pároco connosco, viemos para Setúbal, naquela que é a primeira comunidade religiosa dos Dehonianos em terras sadinas.

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Na Primeira Pessoa Estas foram as etapas. Os motivos que me levaram a seguir por este caminho nasceram da convicção de que queria “gastar” a minha vida vivendo em favor dos outros, ao jeito daquilo que Jesus viveu e pediu aos seus discípulos. O caminho de Cristo embora não seja fácil é verdadeiramente uma feliz aventura onde vamos sentindo aquela certeza de que nos falava Santo Agostinho, que vivemos a nossa vida entre as seduções do mundo e as consolações de Deus. Faz todo o sentido lutar por um mundo novo, onde haja justiça e paz, onde todos têm lugar e são necessários. Assim construímos o homem novo que tanto se fala.

A primeira impressão sobre a Freguesia de Alhos Vedros A primeira vez que vim a Alhos Vedros foi na presença do Senhor Bispo de Setúbal D. José Ornelas, que fez questão de vir apresentar pessoalmente a Igreja e o anterior pároco, assim como percorrer algumas zonas da Freguesia. Pela igreja Matriz de S. Lourenço apaixonei-me de imediato. A sua beleza é inegável e gostei do primeiro contacto com algumas pessoas que se encontravam dentro dela aquando dessa primeira visita.

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Na Primeira Pessoa A terra propriamente dita marcou-me logo pela proximidade com o rio: ver aquela água remeteu-me para a minha terra, uma ilha, donde se vê mar onde quer que se esteja, e isso significa muito para um açoriano. Recordo-me da beleza dos campos da Barra Cheia, férteis e grandes, a sua enorme vacaria logo após o cemitério, e a simplicidade das pessoas no primeiro contacto. Todas essas características fizeram-me recordar São Miguel e senti-me desde logo como se estivesse em casa. O centro da vila com os seus muitos edifícios em mau estado de conservação causou-me alguma estranheza! Ainda hoje, tal como naquela primeira volta pela terra em Agosto de 2019, não consigo entender como se deixou uma terra com tanta importância na história deste lado da margem, e não só, ter chegado a este estado. Também tive a mesma estranheza em relação à igreja. Em todo o caso, a ideia que ficou foi a de que havia muito que fazer. E isso animou-me, pois senti que podia ser útil.

Opinião sobre as forças e fraquezas da Freguesia de Alhos Vedros Todos nós, na nossa individualidade, temos pontos fortes e outros menos fortes. Também na vida de uma comunidade e de uma freguesia acontece o mesmo.

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Na Primeira Pessoa A nossa terra apresenta-se como um espaço acolhedor para todos quantos nos visitam ou queiram aqui viver. As nossas gentes são pessoas simples com um coração bom e generoso. Nota-se que aqui importa muito as “causas” e que se investe muito em algo em que se acredita. O movimento associativo tem um papel bonito na construção da vida da nossa terra e são tantos aqueles e aquelas que dão de si para que as tradições destas terras não se percam. Do ponto de vista do investimento público não se vê aqui o desenvolvimento ao nível que se assistiu do outro lado da margem, mesmo diante dos nossos olhos. A divisão dos fundos públicos deve ser justa, e não podemos esquecer que deste lado muito necessita de ser feito de forma a melhorar a qualidade de vida de quem aqui vive. Recordo-me, não há muito tempo, quando um banco fechou portas, que o centro da vila deixou de ter uma simples caixa MB, algo que sabemos neste mundo moderno ser muito necessário. Costumo pensar que se o posto de correios e o centro de saúde seguirem o mesmo rumo que praticamente ficamos dependentes das terras à nossa volta. Faz falta um posto policial, ou então que haja mais patrulhamento na zona. No Bairro de Gouveia estão a viver vários casais novos e surge a necessidade de se abrirem Creches e Centros de Estudo, que possam permitir aos pais terem acesso a esses serviços sem terem que se deslocar para muito longe.

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Alhos Vedros

Na Primeira Pessoa Antes de sair de Alhos Vedros gostaria de ver construído e inaugurado o museu de que tanto se fala. Talvez muito se poderia ainda dizer, mas de uma forma breve creio ter tocado em alguns pontos que julgo merecer a nossa atenção.

Opinião sobre os Alhosvedrenses Aqui tenho o meu coração. Não me canso de o dizer publicamente e isso em muito se deve às pessoas que aqui conheci. Em tão pouco tempo que aqui estou sei que criei relações que me acompanharão ao longo de toda a vida e de que sentirei imensa falta e saudade no dia que tiver que partir para outra missão longe daqui. Aqui as pessoas são dotadas de uma enorme simplicidade e bondade. Há muita gente ferida pelos mais variadíssimos motivos, sobretudo fruto de vidas duras e sofridas. Talvez por isso seja fácil abrirem-se a uma conversa e perder-se no tempo sem se dar por isso. Em dois anos e meio de presença nesta terra sempre me senti bem acolhido por todos os sectores da sociedade. Durante esse tempo vivemos a crise pandémica e isso levou-me a investir muito na causa social, sobretudo na ajuda a quem mais precisava e que mais sentiu os efeitos dessa crise. Posso testemunhar a grande generosidade desse povo que a cada pedido soube responder positivamente, quer seja em doações de comida e roupa, quer com trabalho voluntário. Há algo que guardarei para sempre na memória e no coração. Sempre que precisei de ajuda nos projectos em que me vi envolvido, muitos daqueles que me auxiliaram em todos esses momentos até nem tinham práctica religiosa. Isso significa muito para mim.

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Alhos Vedros

Na Primeira Pessoa Rumo à Pascoa A Páscoa é a festa mais importante para os judeus e para os cristãos, embora com significados bem diferentes. A palavra «Páscoa» vem do hebraico pesah, que significa «saltar, coxear, passar por cima». A ressurreição de Cristo marca essa passagem, esse saltar da morte à vida, a passagem para o Pai na sua hora crucial de morte e ressurreição que, do ponto de vista da teologia cristã, dá sentido novo e pleno à Pascoa judaica. De tal modo é assim que ocupa um lugar central no calendário de todo o ano, já que em cada domingo se comemora a Ressurreição do Senhor. Estamos neste momento a viver o tempo da Quaresma que nos prepara espiritualmente para vivermos esse momento central da fé cristã, com destaque para aqueles três dias do Tríduo Pascal, em que celebramos os momentos essenciais da fé: Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus. Na nossa terra como em tantas outras, à sexta-feira percorremos o caminho de Jesus até à Cruz. É a famosa Via Sacra! Somos desafiados assim a tomar um lugar nessa história de amor e de vida, que deve ser também a nossa e tentar perceber em que personagem me enquadro e em qual gostaria de me rever. É o que chamamos o caminho da conversão, que não é um aniquilamento daquilo que somos de recusa da nossa liberdade e de fazer aquilo que gostamos e nos faz bem, mas de perceber à luz dessa história aquilo que existe em nós que nos afasta do caminho de Jesus, e, por conseguinte, dos outros. No Domingo de Ramos faremos a procissão do Senhor dos Passos. É um convite a fazermos memória do trajecto percorrido pelo Senhor, desde a sua condenação à morte no pretório até à sua sepultura. Na nossa terra marca um momento curioso. Nas “Memórias Paroquiais de 1758” diz-se que a origem de Alhos Vedros remonta ao período anterior à Reconquista Cristã, onde os seus habitantes terão resistido às investidas muçulmanas num Domingo de Ramos.

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Alhos Vedros

Na Primeira Pessoa Um desejo para a Freguesia e gentes de Alhos Vedros Gostaria de ver o centro da vila recuperado, com investimentos que permitissem criar postos de trabalho para todos, dando possibilidade a cada família de ter como sustentar o seu lar de forma digna. Que os nossos jovens tenham um papel activo na vida e na construção de uma sociedade mais justa e acolhedora. Que a nossa terra seja conhecida em toda a parte como um lugar que acolhe todas as pessoas, sabendo olhar para cada uma delas sem julgar a sua estória, mas reconhecendo a sua dignidade e que as relações entre todos sejam de facto verdadeiras, tendo sempre presente que cada um vale por aquilo que é e não por aquilo que pode dar.

Padre Nuno Pacheco Paróquia de Alhos Vedros

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Alhos Vedros

Olhar Alhos Vedros

Carnaval de Alhos Vedros 2022: ESUCA - Escola de Samba Unidos do Clube das Arroteias SFRUA - Sociedade Filarmónica Recreio e União Alhosvedrense

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(Re)Descobrir Alhos Vedros

Pele P

de Fernanda Fragateiro Latitude: 38.655143 Longitude: -9.020986 Ano: 2000 Cronologia: Monumento ao Corticeiro

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(Re)Descobrir Alhos Vedros "Pele" é uma peça escultórica de homenagem à cortiça e à figura do corticeiro, instalada no jardim da Praceta Maria Lamas, em Alhos Vedros. A artista Fernanda Fragateiro criou esta obra com o objectivo que a peça interagisse com a comunidade e com o espaço envolvente. A peça foi instalada na Praceta Maria Lamas em 2000 e sugere o enrolar ou o desenrolar de uma folha, assemelhando-se a um invólucro que reveste o sobreiro. Esta obra pretende ainda fazer sobressair o lado da história da Indústria Corticeira na freguesia, principalmente o processo de transformação da cortiça.

"Proveniente de uma actividade muito importante para a região,

mas sem que haja uma submissão às linguagens dessa actividade, obedecendo pura e simplesmente à linguagem artística, que é uma linguagem que tem de ter uma enorme liberdade.”

Fonte: Obra Escultórica de Fernanda Fragateiro (2018).

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(Re)Descobrir Alhos Vedros

Prensa P rensa

trabalhar a cortiça Latitude: 38.655143 Longitude: -9.032328 Ano: 2012 Cronologia: Homenagem aos Trabalhadores da Indústria Corticeira

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(Re)Descobrir Alhos Vedros A 25 de Abril de 2012 é instalada a "Prensa" na rotunda de Alhos Vedros, junto ao Parque das Salinas. Este monumento criado na rotunda com a instalação da Prensa (máquina que servia para trabalhar a cortiça), pretende homenagear os trabalhadores corticeiros que, em tempos, muito contribuíram para o desenvolvimento económico da freguesia de Alhos Vedros e do concelho da Moita. A freguesia de Alhos Vedros concentrou, durante muitos anos, um grande número de fábricas corticeiras.

"A indústria corticeira marcou fortemente todo o desenvolvimento industrial da margem sul do Tejo, até à década 70/80 do séc. XX."

Fonte: Câmara Municipal da Moita.

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À mesa com... Olá! O meu nome é Sara Oliveira e tenho 35 anos, cresci em Alhos Vedros e embora a vida me tenha levado para outros lados, continuo a retornar à terra. Cozinho desde que me lembro e devo muito às minhas avós que partilharam comigo o gosto pela cozinha e os ensinamentos de quem conhece os ingredientes simples que a terra dá. Sou vegetariana desde a adolescência e a minha formação em Medicina Tradicional Chinesa despertou-me para seguir uma alimentação equilibrada e com pratos nutricionalmente ricos. De forma a agradar a todos, comecei a criar receitas saudáveis, mas que ao mesmo agradam a todos. Foi assim que nasceu o "Nem Acredito que é Saudável". Começou por ser um blogue onde partilho as receitas que crio, no entanto o projecto cresceu e neste momento conto com dois livros publicados. O primeiro, com o nome do blogue, onde podemos encontrar receitas saudáveis de sobremesas e snacks. O segundo com o nome de "Saudável e sem Desperdício" onde partilho receitas e dicas para uma alimentação e uma vida mais sustentáveis, com menos desperdício e consequentemente mais saudável. Para esta rubrica do boletim "Sentir Alhos Vedros", inspireime na simplicidade dos pratos que comia em criança, por isso trago uma receita simples, com ingredientes locais que se poderiam encontrar em muitas hortas. A todos os Alhosvedrenses um bem-haja e bom apetite!

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Grão com Pimentos 2 pessoas

Ingredientes: 1/2 cebola picada 2 dentes de alho picados 2 colheres de sopa de azeite 1/2 pimento vermelho cortado em tiras finas 2 tomates picados 1 curgete pequeno cortado em quadrados pequenos 200g de grão cozido 1 colheres de chá de alecrim seco Sal Pimenta Folhas de manjericão ou coentros q.b. 5 ou 8 azeitonas cortadas

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Preparação: Numa frigideira grande ou num tacho comece por juntar a cebola com o azeite e deixe cozinhar durante 5 minutos. Junte os alhos picados, o pimento e o curgete e cozinhe mais 5 minutos. Junte os tomates partidos em pequenos pedaços e o grão cozido. Tempere com sal e pimenta e deixe cozinhar tapado durante 15 minutos. Destape, junte o alecrim seco e deixe cozinhar até os líquidos evaporarem. Apague o lume e junte as azeitonas cortadas em rodelas e as folhas de manjericão / coentros cortadas.

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Alhos Vedros

Pé na Rua 01 31

a

Março

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Exposição de Azulejaria

Março

"O Rio e a Moita na Azulejaria", Luís Guerreiro

Março

"Internet Sem Mistérios"

10:30h-12:00h

10h-12:30h/14h-18:30h

BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ALHOS VEDROS

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Workshop

Laranjal Poético | Comemorações do Dia da Poesia

BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ALHOS VEDROS

24 Março

10:00h-15:00h

Leitura às Quintas "Meus Poemas, Meus Amores", participação jograis CACAV

21:00h BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ALHOS VEDROS

BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ALHOS VEDROS

26 Março

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Sábados a Ler em Família "Um Papá à Medida", Davide Cali e Anna Laura Cantone

Março

Workshop "Internet Sem Mistérios"

10:30h-12:00h

15:30h BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ALHOS VEDROS

BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ALHOS VEDROS

Terça-feira a Sábado 10h - 12h30m 14h - 18h30m Núcleo Cultural José Afonso Rua Pêro de Anaia, 2860-095 Alhos Vedros 210816800

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div.cultura@mail.cm-moita.pt


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Alhosvedrense FLORISTAS

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Alhos Vedros

Alhosvedrense FLORISTAS

Ramos e Arranjos florais para: - Ofertas (aniversário, lembrança, ...) - Casamentos - Baptizados - Funerais - Datas Comemorativas - De segunda-feira a sábado: 09:00 às 13:00 horas e das 15:00 às 19:00 horas - Encerra aos domingos Rua Cândido dos Reis, n.º 42 2860-048 Alhos Vedros T: (+351) 212 023 224 / (+351) 915 977 050 E: floristamenasetubal@gmail.com

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