(Re) Descobrir Alhos Vedros Especial Dia dos Namorados
A revista digital “Sentir Alhos Vedros” pretende dar a conhecer a toda a população em geral o que de bom existe, se faz e há na freguesia de Alhos Vedros.
Temos como objectivo dinamizar e aumentar a economia local, aproximando pequenos negócios, comerciantes em nome individual e empresas da população Alhosvedrense.
Pretendemos conciliar passado e presente e traçar um futuro próspero para a freguesia de Alhos Vedros e para as suas gentes.
Somos a plataforma que ajudará a freguesia de Alhos Vedros a dar-se a conhecer a todo o nosso país e quiçá, dar a conhecer Alhos Vedros a nível europeu e/ou mundial.
Sugestão:
Se tem um negócio na freguesia de Alhos Vedros (negócio físico ou online) e/ou outras informações sobre a freguesia que queira partilhar e divulgar, se pretende contribuir com sugestões para a melhoria contínua da revista digital “Sentir Alhos Vedros”, contacte-nos via e-mail para sentiralhosvedros@gmail.com.
Destaque do Mês pág. 4 pág. 4
Olhar Alhos Vedros pág. 26 pág. 26
À Mesa Com pág. 30 pág. 30
Editorial Editorial
Hoje vamos falar de remo indoor, e competições internacionais.
Nesta disciplina do remo, o atleta, o praticante, pode remar de forma mais leve ou intensa, em qualquer ritmo e por quanto tempo desejar. O controle é seu.
É possível controlar a sua remada ao ponto de ter o total controle do exercício, dos seus resultados e dos benefícios.
Uma sessão de treino provoca uma sensação boa ou dolorosa. Depende da quantidade de força que é aplicada em cada movimento.
Leva tempo a compreender como o remo indoor pode ser útil. Mas uma vez interiorizado, é uma das razões pelas quais remadores até de idade avançada continuam a praticar toda a vida.
Exploremos o conceito essencial sobre o remo indoor que muitos não entendem de imediato mas que se torna transformador:
Amplitude de movimento e flexibilidade.
A prática do remo, promove uma amplitude completa de movimento, aumentando a flexibilidade e melhorando a saúde das articulações.
A importância do remo indoor.
O remo indoor é um exercício completo que melhora os padrões de movimento, fundamentais para atividades diárias e desempenho desportivo, ajudando a reduzir o risco de lesões.
Equilíbrio e coordenação muscular.
O remo envolve a coordenação de vários grupos musculares, promovendo melhor equilíbrio e coordenação motora, nas atividades diárias e no desporto em geral.
Editorial Editorial
Adaptações neuromusculares.
Remar com frequência, melhora a comunicação entre músculos e sistema nervoso resultando em melhor coordenação muscular.
Pratique.
Incorporar o remo indoor ao seu treino habitual, pode desbloquear benefícios extraordinários, melhorando a força, resistência e segurança no seu treino. Tem de experimentar para sentir a diferença.
Estabilidade do núcleo e controle postural.
A remada desenvolve um núcleo forte e estável, essencial para manter a postura correta e melhorar a sua força central.
Baixo impacto.
O remo indoor é de baixo impacto, reduzindo o stress nas articulações enquanto oferece um treino eficaz, minimizando o risco de lesões musculosqueléticas.
https://www.rtp.pt/play/p13239826161/remo?
fbclid=IwY2xjawIKzQNleHRuA2FlbQIxMAABHbsS oORviESqsJwD5O7f wnb8J2 kTSSpnX5b3GqilyiYx6fLCgw6KK3w aem N 7sgOmELCAtCugi NqJZNg
Neste link é possível ver a reportagem sobre o Campeonato Nacional de remo Indoor.
Decorreu em 25-26 de Janeiro.
O atleta da ADNA, Paulo Lima, correu nos 500m veteranos masculinos, tendo obtido o 3 lugar.
Editorial Editorial
A próxima participação da ADNA, será numa regata internacional para a qual fomos convidados.
Irão participar 51 barcos, Shell de 8 com timoneiro, de várias nacionalidades, sendo que dois barcos participantes são portugueses, um deles da ADNA.
A regata Bilbao-Sestao.
Para tal, contamos com o apoio da Junta de Freguesia de Alhos Vedros e da Câmara Municipal da Moita, e do nosso parceiro de divulgação Sentir Alhos Vedros.
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Grande Grandeplano plano
BL Bijou está aberto na nossa Freguesia desde novembro de 2024.
Rui Calado e Liliana Candeias são os proprietários e gerentesdesteespaço.
Os pagamentos nesta loja podem ser feitos em dinheiro,multibanco,MBWayeEntidade/Referência.
Não têm horário fixo e atendem por marcação.
“Estamos cá sempre aos sábados à tarde e aos domingos de manhã.”
“Divulgamos as nossas campanhas e produtos nas nossas redes sociais.”
“Fazemos feiras de artesanato na Margem Sul.”
“Iremos estar presentes no Mercado de Chocolate e da Doçaria deste ano.”
“Vamos fazer uma campanha especial, para o Dia dos Namorados, onde iremos ter alguns artigos com 20%.”
Vendem vários tipos de bijuteria em aço inoxidável, desde o tradicional ao moderno
“Vendemos também malas, acessórios de moda, fios, anéis, colares, brincos e pulseiras.”
Grande Grandeplano plano
Têm máquina de gravação a laser
Todos os artigos de bijuteria são de fabrico próprio, colares, fios, brincos e pulseiras, exceto anéis.
“Não fazemos aço, apenas trabalhamos as peças.”
“Vendemos os produtos expostos na loja, como outros disponíveis em catálogo.”
Avenida Humberto Delgado 7D - 2860--027
Alhos Vedros
Atelier | Showroom
Atendimento por Marcação 932 677 410
geral.blbijou@gmail.com
www blbijou pt
/blbijouacessorios
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NaPrimeiraPessoa NaPrimeiraPessoa
Eu sou o Daniel Pereira, sou habitante da Fonte da Prata há mais de 30 anos e obviamente, o bairro que eu represento e tento sempre fazê-lo da melhor forma. Tenho 44 anos, já estou a ficar cota, mas isso, como se costuma dizer, a idade não passa de um número, o que conta é o espírito.
De momento, estou a tirar um curso de animação sociocultural no IEFP de Setúbal, pois finalmente descobri realmente aquilo para o qual eu tinha vocação, que, essencialmente é de alguma forma, contribuir de forma positiva para o desenvolvimento de ações pedagógicas e também de educação não formal para crianças, jovens e adultos. É algo que realmente descobri que gosto muito de fazer e que até tenho algum jeito.
E aí está, para além disso, estou a dar a aulas na vertente desportiva nas escolas básicas do distrito de Setúbal e, obviamente, também é uma coisa que eu adoro.
Adoro trabalhar com crianças, para mim, para já, quando estou no meio delas, não considero trabalho, porque é diversão, porque, acima de tudo, eu divirto-me com elas e não só ensino, mas também aprendo bastante e serve-me para ser um pai melhor, pois tenho uma filhota também com sete anos, que aí está. Muito daquilo que eu faço é também por ela e pela minha família, a minha esposa, as minhas irmãs e todo o resto da minha família, que aí está. As minhas irmãs e o meu irmão também cresceram no bairro e para mim, o bairro da Fonte da Prata é e sempre será uma grande referência na minha vida, porque eu, na altura que me mudei para cá, tinha sensivelmente nove anos e vivia no barreiro e era um ambiente não muito diverso, ou não muito diversificado, por assim dizer.
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Portanto, sendo filho de imigrantes africanos, na altura eu tinha alguns problemas em termos de aceitação da minha identidade, pois tinha poucas referências de pessoas iguais a mim, com o mesmo passado que eu e com os meus progenitores, e quando cheguei à Fonte da Prata foi realmente um novo mundo para mim, pois aprendi muito acerca da cultura africana, porque lá está, nós aqui sempre tivemos um ambiente muito multicultural, tivemos pessoas de todos os cantos e hoje em dia o reflexo disso é que cada vez mais nós estamos abertos a novas culturas. Temos uma cultura indiana agora, paquistanesa, entre outras, muito forte, da Ucrânia, Rússia e eu penso que isso para mim sempre foi o ponto forte da Fonte da Prata, quem chega por bem sempre foi bem recebido, bem integrado e realmente para mim o pessoal da Fonte é tudo uma família, será sempre parte da minha família, não de sangue, mas de coração. E aí está, tenho muitas memórias espetaculares, tive uma infância extremamente saudável, porque nós brincávamos muito na rua, jogávamos à bola, jogávamos ao mato, apanha-todos à lata, nós éramos uma geração muito vadia, a geração rasca, porque basicamente nós passávamos os dias todos na rua a brincar, a correr e a saltar e isso obviamente fez-nos desenvolver aptidões que hoje em dia eu reconheço que nas crianças nascidas nestes novos tempos não têm tanta aptidão física como nós tínhamos, porquê? Porque levam uma vida muito mais sedentária, agora com as novas tecnologias eles não passam tanto tempo na rua como nós passávamos, também a questão da segurança é um fator muito importante que também influencia o facto de os pais não se sentirem confortáveis para deixarem as crianças brincarem na rua sozinhas sem serem supervisionadas, coisa que no meu tempo não era problema e aí está, eu quando desenvolvo atividades ludopedagógicas vejo sempre e reconheço alguma dificuldade por parte das crianças em fazerem certos exercícios que deveriam ser, por assim dizer, algo normal para eles e então aí está, eu embarquei nessa missão também um pouco de animador sociocultural e treinador de desporto de formação, tanto na pretende de bola como basquete, precisamente para tentar ajudar as nossas crianças a melhorarem um pouco a sua condição física e se divertirem obviamente brincando em espaços exteriores e não tão dentro de portas.
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Em termos pessoais eu comecei a praticar desporto de competição aos 8 anos, a minha primeira experiência foi na luta greco-romana no Ginásio Clube da Baixa da Banheira, isto porque na altura eu tinha um vizinho, o grande Garrincha, que participou nas Olimpíadas de Seul, isto para os mais velhos e para mim foi uma coisa que me fascinou obviamente, porque foram as primeiras Olimpíadas que eu vivi, por assim dizer, e vi com olhos de ver e estar a ver o meu vizinho a competir entre os melhores do mundo foi algo que me inspirou tremendamente e aí está, a minha experiência foi na greco-romana, serviu-me essencialmente para aprender que desportos de combate não são para mim. Eu fiz um total de 4 combates, ganhei 3 e perdi 1, mas o que perdeu deixou-me moça até hoje, portanto que eu depois desisti, porque realmente não tinha, por assim dizer, as aptidões mentais para praticar um desporto de combate, que eu acho que é algo muito especial e que tem que ter certas características já intrínsecas nas pessoas, porque não é qualquer um que sobe para um ringue ou para um tatame e luta mano a mano com outra pessoa, de uma forma ética e obviamente sempre desportiva. Depois começou a minha trajetória no basquete, com sensivelmente 9 anos, no Grupo Desportivo da Quimigal, que eu obviamente tenho um carinho muito especial, depois abriu-me as portas para tanta coisa e ensinou-me também muitíssimas lições.
Comecei com o mini basquete e lá está, como na rua onde eu vivia na altura, na Baixa da Banheira, nós jogávamos basquete de forma intuitiva, usávamos um poste da luz como cesto, havia sempre alguém que tinha uma bola e foi assim que eu iniciei a prática. Então quando eu cheguei ao clube já tinha algum conhecimento, já sabia as regras pelo menos, já conseguia driblar a bola, conseguia fazer o lançamento na passagem mal, na passada mal, e então eu quando comecei a praticar, digamos que eu já tinha algum avanço sobre os demais. Depois fui apresentado ao grande Michael Jordan, o melhor jogador de basquete de todos os tempos, na minha opinião.
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Comecei a ver os jogos do Chicago Bulls, na altura na RTP2 dava depois da meianoite, tinha que ver às escondidas, senão a minha mãe não me deixava e foi um dos momentos mais marcantes na minha vida, porque eu vi que realmente não era preciso ser muito alto para jogar basquete, o que interessava realmente era a técnica e o espírito combativo, nunca desistir, e claro está, não ter medo de assumir, como se disse, o lançamento decisivo quando é a altura das decisões. Então isso de certa forma moldou-me até hoje, portanto eu joguei basquete a um nível bastante alto, até sensivelmente aos 17 anos, nessa altura eu depois fiz meia época no Sport Algés e Dafundo, só que entretanto dei-me como voluntário para a Marinha, porque quis deixar de estudar, queria trabalhar para ajudar a minha família, obviamente, e então eu dei-me como voluntário com 17 aninhos malfeitos e tive que deixar o basquete, entre aspas, para me focar na minha carreira militar. Só que na Marinha tínhamos também bastantes competições desportivas e eu fui atleta de Seleção da Armada, de basquete, de voleibol e há algumas vezes de futebol, e contemporaneamente fui sempre jogando basquete fora, mas em equipas, digamos que mais ou menos fortes, para ter a liberdade de poder viajar quando tinha que ser em termos de trabalho e quando tivesse cá para poder treinar e jogar normalmente.
E nesse período eu comecei a jogar no PICVA, no Vale da Amoreira, que era a antiga também Portugal Telecom, e eu fui militar durante cerca de sete anos e durante esses sete anos praticamente eu joguei no PICVA e pouco mais, só que ia sempre mantendo alguma atividade em termos desportivos, ia sempre jogar à bola, ia sempre jogar basquete, mas não federado durante esse tempo. Entretanto, depois de sair da Marinha fui trabalhar para os barcos da Inglaterra e voltei a jogar basquete. Tive uma época no Quintajense, mas por questões profissionais não fiz muitos jogos.
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E depois, quando então deixei também este trabalho nos barcos da Inglaterra, finalmente joguei com os meus melhores amigos e foi das experiências mais satisfatórias que eu tive, porque lá está, era pouca pressão, estava num ambiente extremamente saudável, com pessoas que eu conhecia de uma vida e que tinham jogado nos mais diversos clubes, Barreirenses, Seixal, etc. E então nós decidimos nesse ano juntarmo-nos todos e ir para o Pinhalnovense e fizemos uma época bastante positiva. Só que entretanto eu depois fui para a República, fui para a Eslováquia, aliás, na altura já tinha alguns problemas no meu joelho, mas nada diagnosticado.
Eu sempre tive a mania que era o super-homem, então nunca pensei que fosse algo extremamente grave e fui adiando, fui adiando. Entretanto, quando cheguei à Eslováquia fui jogar futsal. Ah, e algo muito importante também é que eu joguei uma época de futsal aqui pelo Grupo Desportivo da Fonte da Prata, o que foi bastante positiva, de certa forma, mas por culpa própria dos jogadores, na altura não tínhamos a maturidade necessária, a coisa não evoluiu como poderia ter evoluído e nós não alcançámos aquilo que poderíamos eventualmente ter alcançado.
Mas o positivo foi que toda a gente ficou a conhecer que na Fonte da Prata para alguém nos ganhar tem que vender cara à derrota. E então, eu depois quando fui para a Eslováquia, por intermédio de um amigo que eu conheci, fui jogar futsal numa equipa chamada AK-47, que nunca tinha ganho nenhum troféu, e nesse ano nós ganhámos o troféu equivalente à 2ª divisão da cidade de Bratislava, que é a capital. E então eu tive um papel muito importante, que lá estava, tive média de mais de um golo por jogo e contribuí bastante para esse efeito.
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Só que entretanto o meu joelho já estava realmente nas últimas, entretanto após um jogo o meu joelho inchou bastante e eu fui ao médico lá na Eslováquia, obviamente tive que levar um amigo meu como tradutor e basicamente ele não sabia exatamente a causa e só me fazia extração de líquido e nesta altura ele fazia-me, durante o mês eu fazia 3 vezes por semana, o que me assustou bastante. Todas as segundas, quartas e sextas tinha que ir lá ao posto médico e ele tirava-me aproximadamente entre 150 a 200 ml de líquido do joelho. E claro está, mais tarde então consegui também por entre o médio de amigos ser visto por um especialista que me indicou que eu teria que fazer uma ressonância magnética e depois de fazer fui diagnosticado com um tumor no joelho, uma osteossarcoma, algo que eu nunca tinha ouvido falar, mas assim que eu coloquei no motor de busca a osteossarcoma o exemplo visual que apareceu era exatamente igual à minha perna na altura.
Mas aí está, eu sempre vi isto como sendo quase como uma gripe, eu nunca dei muita seriedade à questão, eu sempre acreditei na minha recuperação e isto pode parecer um bocado chocante para pessoas que passaram pelo mesmo que eu, mas realmente eu nunca vi isto como algo que me pudesse alterar a vida de forma radical, sempre vi apenas como um obstáculo. E claro está, a partir do momento que me foi diagnosticado o tumor fui encaminhado por um especialista que desde logo me disse que as únicas opções eram a amputação ou experimentar um tratamento experimental, na altura um tipo de prótese que era um protótipo e obviamente eu disse que eu não queria, não estava preparado para ser amputado e queria experimentar esse tratamento.
E lá está, tive uma prótese interna feita à medida na fábrica da Mercedes Benz na Alemanha conseguia andar, não conseguia ter uma vida muito ativa porque provocava muitas dores e cada ano posteriormente comecei a meter-me a novas cirurgias porque o osso crescia muitíssimo, o meu organismo, lá está, é uma caixinha maravilhosa tanto para o bem como para o mal e todos os anos eu tinha
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que ir fazer raspagens, ou seja, eu a partir, a seguir à primeira cirurgia conseguia ter uma flexão do joelho de 110°, o que era muitíssimo bom, mas entretanto uns dois meses após cada operação o osso começava-me a crescer, ficava precisamente na zona onde o meu joelho artificial efetuava a flexão e eu tinha que ser raspado e este procedimento, ou estes procedimentos eu tive que fazer ao longo de sensivelmente seis anos em que eu tinha duas operações por ano, tinha primeiro que fazer a biópsia e depois então a extração, e lá está, isto levoume muita saúde, mas eu sempre pensei que ia ficar melhor e sempre, aí está, na minha ignorância eu dizia ao meu especialista não, não, isto quando passar eu vou voltar a jogar basquete e ele sempre dizia Daniel, tu és maluco, se Deus quiser vais poder andar e pouco mais, portanto tira isso da tua cabeça.
Entretanto, lá está, eu depois mudei-me para a República Checa por questões pessoais, porque a vida na Eslováquia não era fácil. Sendo um país do antigo Bloco de Leste, havia bastante discriminação para comigo e então eu descobri que a República Checa, entre aspas, era um paraíso e decidi ir para lá. Felizmente, também o sistema de saúde é bastante bom. Basicamente, eu, trabalhando, tinha direito a tudo aquilo que eu necessitava, obviamente em termos de especialistas, em termos de material, inclusivamente. Então, foi uma sorte, entre aspas. Deus escreveu certo por linhas tortas e colocou-me sempre num lugar certo para que eu pudesse me recuperar. Entretanto, consegui um bom especialista também na República Checa. Entretanto, na altura, também conheci a minha atual esposa e, juntos, fomos tentar ver se havia alternativas ao tratamento que eu estava a fazer e se, eventualmente, me davam outro prognóstico. Neste intuito, eu depois fiz algumas consultas privadas, tanto cá em Portugal como em Itália, no maior especialista a nível europeu, localizado no Centro Púdeo, em Bolonha. Portanto, se tiverem algum familiar que esteja a passar por aquilo que eu passei, recomendo vivamente que se desloque até Bolonha, porque realmente o doutor é o melhor a nível mundial e o tratamento lá é o melhor que se pode arranjar. Portanto, se necessitarem de alguma informação acerca do procedimento, eu posso ajudar com isso.
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Aí está. Depois, na Eslováquia, continuo a mesma saga: calcificação, biópsia e extração do tecido. Só com isto, eu perdi a massa muscular, tendões e outros tecidos e realmente, a minha perna estava a ficar cada vez mais como uma muleta. O feedback que eu recebi de todos os especialistas que eu vi era a amputação imediata, porque, claro está, eu tomava bastante medicação. Na altura, tinha bastantes dores. Qualquer alteração climática eu sentia no joelho e pronto, para mim, digamos que foi um processo. E é o que eu digo a muita gente que diz: "Ah, tu és um exemplo, dizes isto e aquilo." E eu digo sempre que não. Para mim, os exemplos são aquelas pessoas que têm um acidente qualquer, perdem a consciência e, quando acordam, perderam o membro ou mesmo a mobilidade. Isso, para mim, é que é um choque, que felizmente nunca tive de passar e não sei como iria reagir. O meu caso, digamos, que foi um processo que, ao longo do tempo, eu fui me mentalizando que teria, obviamente, que acontecer. E chegou a um ponto que não havia outra alternativa. Portanto, eu fui posteriormente amputado em 2016. E claro está, eu antes do procedimento não me quis informar muito a respeito, para não fazer os ditos filmes na minha cabeça. Eu sabia que a tecnologia, hoje em dia, não permite as pessoas morrerem por uma amputação, salvo raras exceções e casos, digamos que, especiais. E eu sabia que eu tinha saúde para conseguir ultrapassar esta intervenção e prossegui com a minha vida.
Logo após eu ser amputado, comecei a me informar acerca de desporto adaptado e descobri que havia um universo onde praticamente todas as modalidades que há no desporto formal existiam também no desporto adaptado. Então, a minha primeira experiência em Praga foi uma maratona de ciclismo em que eu participei em handbike. Na altura, foi uma sensação realmente tremenda, porque eu já não andava de bicicleta há decisivamente seis, sete anos. Não tinha mais noção do que era deslocar-me em velocidade, porque não conseguia correr, não conseguia andar de bicicleta, não conseguia fazer atividades que me permitissem ter uma aceleração, por assim dizer.
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Então, quando eu me montei na handbike, aquilo, para mim, foi tipo entrar num Ferrari. E, por ignorância, eu pensei: "Ok, isto tem três rodas, eu não vou virar, isto não vira. Posso acelerar o que eu quiser, isto não vira." E descobri da pior das maneiras. Tive um acidente no primeiro dia da corrida, porque eles deixaram-me no cimo de uma montanha. E então, eu fui sempre a abrir, como se costuma dizer. E no fim da mesma descida, tinha um cruzamento, que eu tive sorte do sinal estar aberto. E depois tinha uma curva de quase 90 graus, que eu fiz em frente. Tive sorte de não me ter matado, mas pronto, serviu-me de lição para o futuro. A corrida correu espetacularmente. Inclusivamente, bati vários recordes, algo de que me orgulho bastante. E tinha, obviamente, e como sempre, história da minha vida, a pior handbike que havia entre os participantes, toda em ferro. Mas foi uma experiência espetacular. No período de reabilitação, conheci um rapaz em Praga que tinha exatamente o mesmo tipo de amputação que eu. E ele tinha uma t-shirt do voleibol sentado. Eu, de voleibol sentado, muito sinceramente, nunca tinha ouvido falar. E ele disse-me que havia uma equipa em Praga e pronto, eu fui o terceiro atleta a incorporar a equipa do SK Cometa. E claro está, foi uma experiência realmente transcendente para mim, porque eu sempre fui um atleta, mas tive que lidar com muita gente que não tinha o mesmo histórico de desporto federado ou competitivo. E então, muitos deles chegavam lá extremamente cabisbaixos, precisamente porque tinham passado por experiências extremamente traumáticas. Não sorriam, parecia que se arrastavam, por assim dizer, pela vida. E pouco tempo depois de se juntarem no Cometa, realmente tornaram-se pessoas completamente diferentes, com um novo foco. Redescobriram a alegria pela vida, não só pelo desporto, mas pela vida em geral. E esse impacto que eu vi nas pessoas e para o qual eu contribuí, porque, claro está, com toda a modéstia, sou uma pessoa bastante social. E lá está, eu sempre adorei os desportos de equipa, porque, precisamente, eu acredito que juntos, independentemente das circunstâncias da vida, se estivermos todos focados e na mesma página, podemos vencer seja qual for o obstáculo. E lá está, muito do espírito daquela equipa partia de mim, porque eu era diferente em muitos aspetos. E isso também serviu para lhes quebrar algumas barreiras.
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Entretanto, participei em diversas competições a nível internacional, inclusivamente eles queriam que eu me naturalizasse para, aliás, me naturalizar para poder jogar pela seleção da República Checa. Mas isso foi algo que eu nunca quis fazer, porque, claro está, o meu passado militar e o facto de ter representado Portugal em termos de basquetebol, em termos morais, não me permitia, obviamente, virar a casaca e representar outro país.
Entretanto, com o Covid, eu e a minha esposa decidimos que o melhor era virmos para Portugal, voltar à base. Eu sempre tive casa aqui na Fonte da Prata, o meu pequeno património. E então, nós voltámos. Claro está, foi uma mudança bastante drástica, porque a minha mulher nunca tinha vivido em Portugal. A minha filha, na altura, mal falava português, apesar de perceber perfeitamente, porque eu sempre me comuniquei com ela em português. E a minha esposa, como é italiana, fala ainda, até hoje, só italiano com a minha filha. Entretanto, lá está, ao princípio foi um bocado mais desafiante para ela, mas, em pouco tempo, adaptou-se.
Os tempos de Covid foram desafiantes para toda a gente, e foi aí que eu descobri o handball em cadeira de rodas. Isto porque eu fiz, por assim dizer, um acordo de cavalheiros com o professor Danilo Ferreira, que é o meu atual treinador do Clube Naval de Setubalense e também da Seleção Nacional. O acordo era que eu iria ajudar com o projeto de handball em cadeira de rodas, e ele me iria ajudar na criação de um projeto de voleibol sentado, que na altura, em Portugal, não havia. Resumindo e concluindo, o voleibol ainda está por se materializar, mas eu apaixonei-me incondicionalmente pelo handball. Lá está, eu, tendo este histórico do basquete, ao princípio, para mim, o handball era aquele desporto que não era tão fixe, porque era um misto entre o basquete e o futebol. Então, para mim, não cativava muito. Mas, sendo competitivo como sou e lá está, tendo a sede de aprender, isso levou-me a apaixonar-me pela modalidade. Dedico-me bastante a ela. Inclusivamente, a minha família, às vezes, fica um pouco para o segundo plano, infelizmente.
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Desde já, agradeço, obviamente, à minha esposa por todo o esforço que ela faz para que eu possa perseguir este meu sonho.
Claro está, em dois anos a praticar a modalidade, os meus colegas elegeram-me como capitão de equipa. Comecei a ser internacional por Portugal e tenho competido ao mais alto nível desde então. Infelizmente, a minha equipa é a equipa com menos recursos do campeonato. Eu ainda hoje não tenho uma cadeira à altura das minhas necessidades. Estou precisamente a fazer uma angariação de fundos nesse sentido, porque, infelizmente, uma cadeira nem digo das melhores, uma mediana, que já me daria perfeitamente custa sensivelmente cinco mil euros. Eu, as minhas rodas partiram-se, porque, claro está, o handball é um desporto de contacto, e uma das minhas rodas partiu-se. Um par, e falando de uma de qualidade mediana porque eu nunca vou para o melhor, porque infelizmente não tenho meios custa mil euros. E mesmo assim, mil euros é um negócio espetacular. A pessoa que me vai enviar, o dono da loja, é um senhor português que vive em França. Ele viu-nos a competir em França, reparou que realmente a cadeira que eu tinha não era adequada para o nível que eu apresentei e fez-me aqui um mega desconto. Pelo preço que normalmente se paga por uma boa jante, ele vai-me dar um par com pneus, câmaras de ar e os respetivos eixos.
E aí está. Por isso é que eu não deixo de ter fé, porque, ao longo da minha vida, sempre fui tendo estes mecenas que me vão ajudando. Claro está, o básico nunca me faltou. Eu tenho um tremendo orgulho em jogar pela Seleção Nacional. Faço questão de dizer de onde sou e aquilo que eu represento, porque eu sinto que, quando estou nestes palcos, tenho a responsabilidade de representar o meu universo. E o meu universo, neste momento, é a Fonte da Prata.
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A curto prazo, já tenho alguns projetos, que vocês, com o seu devido tempo, irão saber, para tentar impulsionar e dar o meu contributo aqui para o desenvolvimento pedagógico das crianças e jovens do bairro. Portanto, eu tenho um projeto que se assenta em três pilares: a educação, a atividade física e também uma parte dedicada ao civismo e à comunidade. Isto, a seu tempo, também irei partilhar.
Partilhamos também o link do GoFundme para a cadeira de rodas adaptada a desporto para que o Daniel possa continuar a competir: https://gofund.me/bdfedb10
Daniel Pereira Animador Sociocultural
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1ª Edição Colaborativo - Samba ESUCA
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Àmesacom... Àmesacom...
BacalhauàLaidinha BacalhauàLaidinha
Ingredientes:
Bacalhau (1 posta por pessoa);
Couve q.b.;
Cenoura q.b.;
Cebola q.b.;
Alho q b ;
Pimenta q.b.;
Noz-Moscada q.b.;
Bechamel q.b.;
Natas q.b.;
Preparação:
Junta-se tudo e vai ao forno para Gratinar;
Observação:
Quantidades dos ingredientes são calculadas pela nossa cozinheira, mediante dos pedidos dos nossos clientes.
Nota:
Saboroso, venham ao nosso estabelecimento experimentar
Rua de Alexandre Herculano 21, Alhos Vedros, Portugal
939 761 093
Um restaurante acolhedor e familiar com comida saborosa!
Comida Típica Portuguesa
Grelhados no Carvão
Menus desde 10€ ao almoço – DE TERÇA A SEXTA
JANTARES SEXTA E SÁBADO DOMINGO SOMENTE AO ALMOÇO
Antiga Agência Bancária - Banco Santander Totta
ReviverAlhosVedros ReviverAlhosVedros
DaraPalavra DaraPalavra
João Baptista Jorge Sarilho, foi uma personagem bastante carismática e muito conhecida em Alhos Vedros.
Nasceu no concelho de Mira, distrito de Coimbra, em 12/01/1925, uma das terras mais conhecidas no mundo da ourivesaria portuguesa desde meados do século XIX, terra de ourives, atividade de muitos dos seus habitantes, tendo estes levado a todos os cantos do País a ourivesaria portuguesa.
Ainda jovem, em Mira, trabalhou na tradicional arte xávega que consiste na pesca artesanal feita com rede de cerco e a recolha era feita com a ajuda de juntas de bois e força braçal.
Mais tarde dedicou-se à venda ambulante de ouro, em que se fazia transportar de bicicleta com a sua mala, vendendo ouro de porta em porta, acabando por se fixar em Alhos Vedros, com a mulher e filho, por volta de 1955.
Inicialmente residiu nas arroteias com a sua mulher Clementina e filho Angelino Sarilho, tendo-se mudado depois para a Rua de Diu e viveu posteriormente e até aos seus últimos dias na Av. Da Bela Rosa, com a sua mulher Clementina Marques Almeida, mais conhecida por D. Titina.
D. Titina (mulher)
Angelino Sarilho (filho)
DaraPalavra
DaraPalavra
João Ourives, como era conhecido, vendia ouro de porta em porta, transportando a mala do ouro na sua bicicleta, cobrando também mensalmente quem pagava em prestações as peças de ouro e relógios que vendia.
João Ourives fez sempre muitos amigos por onde passava e por onde fazia a sua “volta”, sendo uma pessoa afável e educada com todos. Frequentava com frequência a antiga taberna do Figueiredo, onde gostava de beber o seu copinho de vinho com os amigos.
Foi num desses dias, em meados de 1975, em que se encontrava na taberna do Figueiredo, que foi vítima de furto à sua mala de ouro, que se encontrava na sua bicicleta à porta da taberna.
O autor do crime foi encontrado, tendo a matrícula do seu carro sido avistada por uma criança que a escreveu na areia no chão. O mesmo foi presente a tribunal, foi julgado e condenado, tendo sido preso.
João Ourives acabou por trabalhar noutras áreas, até que a doença não o deixou mais trabalhar e reformou-se. Sofria de glaucoma e porque na altura não era hábito o acompanhamento médico, foi ficando cego, acabando por falecer com apenas 73 anos, em 18/12/1998, na sua casa na Av. Bela Rosa, em Alhos Vedros.
O casal em 1977 com a sua primeira neta.
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João Ourives teve apenas um filho, Angelino Almeida Sarilho, falecido em 2011, que frequentou o Liceu em Setúbal e aprendeu a arte da relojoaria, contudo ingressou no serviço militar e foi para Angola, acabando por deixar esse ofício. Pouco tempo depois veio à metrópole para casar com Eugénia Maria, modista em Alhos Vedros, esta que costurou e confeccionou vários vestidos de noiva, aprendendo com a Sra. Maria Irene, costureira bastante conhecida em Alhos Vedros.
João Ourives e sua mulher dedicaram ainda a suas vidas aos seus dois netos, em Alhos Vedros, onde ajudaram a criá-los e educá-los, os quais muito se orgulham dos valores e princípios passados pelos seus avós paternos e dos quais guardam muitas e boas recordações.
Este casal sempre teve muitos amigos e vizinhos queridos, gostando sempre de ajudar e receber na sua casa familiares e amigos que os visitavam. Pessoas afáveis que viveram a maior parte das suas vidas em Alhos Vedros e aí criaram o seu filho e os seus netos, criando laços com várias pessoas da terra.
Ana Margarida Sarilho Neta
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Compromisso de Pêro Vicente
A capela de S. Sebastião, anexa à igreja de S. Lourenço, em Alhos Vedros, foi fundada por Pêro Vicente e sua mulher Constança Vaz, em memória do seu único filho, que morrera numa batalha, ao serviço do rei Afonso V, para que nela fosse sepultado, entre os dois, quando eles próprios também falecessem. Porém, Constança Vaz morreu antes da obra estar acabada e foi com o apoio de Catarina Lopez Bullhoa, criada de D. Leonor, imperatriz da Alemanha, que Pêro Vicente terminou a capela e, bem assim, construiu a ermida de Nossa Senhora da Vitória, no rossio da vila.
O compromisso da capela e da ermida, feito em 1480, que se encontra no arquivo da junta de freguesia, estabelecia que para as obras necessárias, deixava a marinha da Alfeirã, com 166 talhos, e todos os governos necessários, assim como a horta e pomar, que ficavam juntos, e um casal no termo de Abocelas, chamado de dona Senhora. Para a morada e sustento do capelão deixava umas casas na praça, a vinha da Bem Fadada e um terreno, estes só no caso de o capelão as querer tratar, se recusasse deveriam ser dados ao ermitão, se também este recusasse, então, deveriam ser arrendados e o produto da renda utilizado nos ordenados do capelão e nas reparações das capela e ermida. Deixava também os ornamentos necessários à celebração da missa, com destaque para dois qualezes de prata doirada, com cerca de 250 gramas cada, um que o capelão deveria entregar aos administradores após a missa. Estes bens jamais poderiam ser vendidos ou aforados ou de qualquer modo alienados. a, que ama e se preza de ser patriota.
Determina ainda que, após a sua morte, seriam administradores o vereador e o juiz de fora, recebendo pelo trabalho 300 reais brancos, obrigando-se a prestar contas no fim de cada ano, que deveriam ser registados pelo escrivão da Câmara ou pelo notário, pagando-se-lhe, para isso 200 reais brancos. Caso não administrassem os bens convenientemente, nada receberiam. Ficavam obrigados a contratar o capelão, por um período nunca superior a um ano e pelo melhor preço, excluindo o prior da igreja, pois já tinha suficientes rendimentos.
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O capelão ficava obrigado a dizer missa na ermida, às segundas, quartas e sextas-feiras, e na capela às terças, quintas, sábado e domingo, pela alma de todos os moradores, não estorvando os ofícios da igreja. Não cumprindo, deveriam as faltas ser descontadas no ordenado ou despedido e admitido outro. Ficava ainda obrigado, todas as sextas-feiras, por honra da vila e seus moradores, a rogar a Deus e a S. Sebastião que os livrasse da peste e de todos os males.
Com a morte de Catarina Lopez, em 1490, a administração das capelas ficou a cargo do juiz de fora e do vereador. Na tomada de posse, efetuada nesse ano refere-se que a dita Catarina Lopez havia decidido fundar um hospital, determinando que ficasse situado nas casas acordadas para morada do capelão. Assim, as casas que tinham sido habitadas por Pêro Vicente e Catarina Lopez, situadas entre a rua direita e a azinhaga defronte da adega e lagar, passaram a servir de morada ao capelão, por doação da herdeira Isabel Gramaxa.
Por último, pediam aos visitadores da Ordem de Santiago, que nas suas visitas a Alhos Vedros, conferissem as contas e, achando incorreções, obrigassem os administradores a cumprir segundo a sua vontade, expressa no compromisso, tal como pediam aos homens bons de Alhos Vedros que assistissem à tomada de contas, pois participavam nas missas que se celebravam, logo eram parte interessada.
Jornal O Rio. 15 /6 /1998.
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