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Cuidados e Corresponsabilidade

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SEGIB · Grow - Género e trabalho

CAIXA DE FERRAMENTAS

Cuidados e Corresponsabilidade

Caixa de Ferramentas. Cuidados e Corresponsabilidade

© SEGIB, Grow - Género e trabalho [2026]

Todos os direitos reservados.

Autoria do relatório: GROW – Género e Trabalho

Coordenação

Secretaria-Geral Ibero-Americana, SEGIB.

Contribuições: OISS, OEI, OIJ e COMJIB

Publicação financiada pela:

Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID)

Sobre esta caixa de ferramentas

O presente documento reúne os principais conteúdos, reflexões, ferramentas e recursos desenvolvidos no âmbito do ciclo de workshops «O Futuro do Trabalho é Humano: Ciclo de Cuidados e Conciliação», promovido pela Secretaria-Geral Ibero-Americana (SEGIB), em articulação com o Comité Técnico de Género dos Organismos Ibero-Americanos. Este Comité é constituído pela Conferência de Ministros da Justiça dos Países Ibero-Americanos (COMJIB), pela Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), pelo Organismo Internacional de Juventude para a Ibero -América (OIJ), pela Organização Ibero-Americana de Segurança Social (OISS) e pela própria SEGIB.

O ciclo desenvolveu-se em torno de dois eixos principais: a dimensão estrutural dos cuidados, que abordou a organização social dos cuidados, a divisão sexual do trabalho, o uso do tempo e a corresponsabilidade; e a dimensão laboral e institucional dos cuidados, centrada na conciliação, nas licenças parentais, na corresponsabilidade e nas práticas organizacionais.

Para facilitar a consulta, o material está organizado em blocos temáticos que incluem os principais conceitos, dados, ferramentas, experiências e aprendizagens partilhados durante o processo de formação.

Este documento tem como objetivo consolidar os conhecimentos adquiridos e disponibilizar às pessoas participantes e aos organismos ibero-americanos uma ferramenta de referência para reforçar a integração da perspetiva dos cuidados e da corresponsabilidade no âmbito institucional e laboral.

Os materiais complementares (dinâmicas, calculadora de cuidados, mapa de calor e compromissos coletivos) estão disponíveis nesta página.

01

Enquadramento conceptual: de que falamos quando falamos de cuidados?

O trabalho de cuidados

O trabalho de cuidados abrange o conjunto de atividades necessárias para garantir a sobrevivência e a reprodução quotidianas das pessoas. Pode ser remunerado ou não remunerado, voluntário ou obrigatório, e ser realizado no âmbito público ou privado.

Tipos de cuidados

Cuidados diretos

Atenção e acompanhamento de outra pessoa: infância, velhice, doença ou deficiência. Implicam presença física e um vínculo afetivo.

Cuidados indiretos

Manutenção da casa como condição material para os cuidados: cozinhar, limpar, fazer compras, gestão doméstica e organização familiar.

Economia dos cuidados

Processo através do qual os serviços de cuidados são distribuídos, trocados e consumidos dentro e fora dos agregados familiares, tanto no mercado formal como na esfera doméstica não remunerada.

Sistema de cuidados

Conjunto articulado de políticas que visam equilibrar a oferta e a procura de cuidados entre quatro intervenientes: Estado, mercado, comunidade e famílias.

Sociedade dos cuidados

Horizonte político definido pela CEPAL (2022): uma organização social que coloca a sustentabilidade da vida e do planeta no centro do desenvolvimento, ultrapassando o modelo produtivista.

O Diamante dos Cuidados

O Diamante dos Cuidados é um modelo analítico que dá visibilidade aos quatro agentes que sustentam o sistema de cuidados em qualquer sociedade. A distribuição desigual de responsabilidades entre eles explica as disparidades de género e as desigualdades estruturais que o sistema atual reproduz.

FAMÍLIAS ESTADO

Maior carga · Feminizada · Invisibilizada

Políticas públicas · Serviços Regulamentação

Diagnóstico ibero-americano

Serviços pagos · Empresas de cuidados · Trabalho doméstico remunerado

COMUNIDADE

Redes de vizinhança · Organizações sociais · Reciprocidade

80% dos agregados familiares na América Latina prestam cuidados sob a liderança de mulheres e pessoas LGBTI+.

76% das pessoas prestadoras de cuidados em Espanha são mulheres.

3 em cada 4 horas de cuidados não remunerados são asseguradas por mulheres na Ibero-América.

64% do trabalho doméstico e de cuidados remunerado em Espanha é realizado por migrantes latino-americanas.

02

Diagnóstico: a organização social dos cuidados na Ibero-América

O tempo como primeiro recurso a redistribuir

Os dados sobre o uso do tempo mostram claramente que a carga dos cuidados não remunerados recai sistematicamente sobre as mulheres em todos os países da região. Esta desigualdade não é nem natural nem inevitável, mas sim o resultado de uma organização social que atribui às mulheres a responsabilidade de sustentar a vida.

País Mulheres Homens

Espanha

2023-24

México

Uruguai INE Uruguai, 2022

Disparidade

Disparidade: 1 h 13 m diária

Disparidade: 3 h 01 m diária

diária

2 h 14 m diária

Fontes: INE Espanha (2023-24) · ENUT-INDEC Argentina (2021) · INEGI México (2019) · INE Uruguai (2022).

Os cuidados como setor económico estratégico

15,9%

do PIB da Argentina é a contribuição do setor dos cuidados superando o peso da indústria (13,2%) e do comércio (13%). Fonte: DNEIyG · Ministério da Economia da Argentina, 2022.

14-20% do PIB de Espanha é o que representa a economia dos cuidados. Fonte: CEPAL, 2023.

15-24%

75 h/sem.

do PIB ibero-americano seria contabilizado se os cuidados não remunerados fossem reconhecidos nas contas nacionais.

correspondem à jornada de trabalho total de uma mãe com menores em casa, combinando o trabalho remunerado e não remunerado. Fonte: CEPAL, 2023.

Fontes: OPAS/OMS (2021) · INE Espanha (2022) · CEPAL (2022) · Ministério da Igualdade Espanha / INE (2022).

Os cuidados não são residuais: são economia. Torná-los invisíveis não os elimina, apenas os transfere para as mulheres sob a forma de um "cheque invisível" mensal que o sistema lhes pede que assinem sem o seu consentimento.

As disparidades que se acumulam ao longo da vida

As desigualdades na distribuição dos cuidados têm um efeito cumulativo nas carreiras profissionais e no percurso de vida das mulheres: 18% Diferença salarial bruta Espanha (INE, 2024) e América Latina (OIT, 2024) apresentam diferenças semelhantes.

Disparidade nas pensões Espanha 2024: as mulheres recebem um terço menos do que os homens quando se reformam. 33,7%

Penalização por maternidade uma mãe ganha 33,7% menos por hora do que um pai com o mesmo nível de escolaridade. Fonte: UTDT, 2026.

Das pessoas em situação de pobreza na América Latina, são mulheres. 7 em cada 10 agregados familiares com elevada carga de cuidados são famílias pobres. Fonte: CEPAL, 2023.

As cadeias globais de cuidados

As cadeias globais de cuidados mostram que os cuidados não desaparecem, apenas se deslocam. À medida que os países do Norte Global enfrentam necessidades crescentes neste domínio, uma parte significativa dessas necessidades é satisfeita pelo trabalho de mulheres migrantes provenientes do Sul Global. Ao garantirem o bem-estar das famílias, das economias e dos sistemas de proteção nos países de destino, muitas destas mulheres são forçadas a reorganizar os cuidados nos seus próprios ambientes familiares. Esta dinâmica evidencia como as desigualdades de género, classe, origem e território atravessam a organização social dos cuidados à escala global, transferindo responsabilidades e custos entre famílias, comunidades e países de forma profundamente desigual.

ORIGEM CORREDOR DESTINO

América Latina: 13 milhões de trabalhadoras domésticas na região. Apenas 28% contribuem para a segurança social.

Migração feminizada: mulheres que deixam os seus próprios filhos e filhas aos cuidados de outras mulheres do Sul Global.

Fontes: OIT (2024), CIDOB (2024), Funcas (2024).

Espanha e UE: 64% das trabalhadoras domésticas de Espanha são migrantes, na sua maioria latinoamericanas.

03 Quadro regulamentar internacional de referência

Nas últimas décadas, a comunidade internacional estabeleceu um quadro regulamentar robusto, reconhecendo os cuidados como um direito humano e uma responsabilidade partilhada entre o Estado, a comunidade, o mercado e as famílias. A seguir, são apresentados os instrumentos mais relevantes no contexto ibero-americano.

Instrumentos do sistema das Nações Unidas

• CEDAW Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres: estabelece a obrigação do Estado de garantir a igualdade no trabalho e na vida familiar.

• PIDESC Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais: reconhece o direito a condições de trabalho equitativas, incluindo a proteção da maternidade.

• Convenção sobre os Direitos da Criança: consagra o direito das crianças a receberem cuidados adequados.

• Convenção n.º 156 da OIT Responsabilidades familiares: protege os trabalhadores e as trabalhadoras com responsabilidades para com filhos e filhas dependentes.

• Convenção n.º 183 da OIT Proteção da maternidade.

• Convenção n.º 189 da OIT Trabalho digno para as trabalhadoras e os trabalhadores domésticos.

• Convenção n.º 190 da OIT Violência e assédio no trabalho.

Instrumentos do sistema interamericano

• Compromisso de Buenos Aires (CEPAL, 2022): estabelece o horizonte da Sociedade dos Cuidados para a Ibero-América. Coloca a sustentabilidade da vida no centro do desenvolvimento.

• Lei Modelo Interamericana sobre Cuidados (CIM/OEA, 2022): estabelece um quadro regional para orientar as legislações nacionais em matéria de cuidados.

• Convenção Interamericana sobre a Proteção dos Direitos Humanos das Pessoas Idosas (2015): o artigo 12.º reconhece os cuidados como um direito das pessoas idosas.

• Pedido de Parecer Consultivo à Corte IDH (2023): A Argentina e outros países solicitaram o reconhecimento do direito humano aos cuidados como um direito autónomo no sistema interamericano.

04 Cuidados e âmbito laboral

Políticas de conciliação: quatro eixos

Todas as políticas de cuidados numa organização assentam em quatro eixos que se sustentam mutuamente. Uma conceção equilibrada exige uma intervenção simultânea nestes quatro eixos, a fim de se conseguir um impacto real e sustentado.

01 TEMPO

Horário flexível · Semana comprimida · Banco de horas · Direito à desconexão · Redução do horário de trabalho com proteção salarial.

03 DINHEIRO

Apoios familiares · Vales de cuidados · Subsídios para cuidadores/as familiares · Horário de trabalho reduzido com salário completo.

02 ESPAÇO

Salas de amamentação· Espaços de cuidados · Kits de amamentação · Espaços infantis nas sedes · Teletrabalho.

04 CULTURA

Formação obrigatória · Comunicação interna · Protocolos · Liderança com perspetiva de género · Sensibilização.

Cuidados não remunerados e disparidades de género nas pensões

As responsabilidades de cuidados têm recaído historicamente sobre as mulheres e, atualmente, continuam a ser maioritariamente assumidas por elas. Esta distribuição desigual tem repercussões nas carreiras profissionais e contributivas que muitos sistemas de Segurança Social ainda não compensam devidamente, contribuindo para as disparidades que se acumulam ao longo da vida e se refletem na reforma.

O problema

Desigualdade estrutural

Os sistemas de segurança social penalizam as interrupções e reduções do horário de trabalho relacionadas com os cuidados, penalizações essas que recaem principalmente sobre as mulheres.

Subsídio invisível

As mulheres que prestam cuidados têm, historicamente, subsidiado o Estado: se não assumissem essas tarefas, o respetivo custo seria suportado pelo sistema público.

Impacto profissional acumulado

As responsabilidades de cuidados interrompem as carreiras profissionais, reduzem os anos de contribuição e resultam em pensões mais baixas. Quanto mais filhos e filhas, menor é a proporção de mulheres que contribuem.

Medidas compensatórias por país (Relatório da OISS)

País Medida Impacto

Bolívia 12 períodos de contribuição por cada filho/a nascido/a vivo/a (máx. 3), ou uma redução de até 3 anos na idade da reforma.

Brasil 5 anos de contribuição adicionais para as mulheres (regra 85/95). Regime especial para o trabalho rural.

Chile Subsídio por cada filho/a nascido/a vivo/a ou adotado/a. Transferência de fundos de previdência entre cônjuges em caso de divórcio.

Reconhecimento parcial do trabalho de cuidados no sistema de Segurança Social.

Maior cobertura para as mulheres nas economias rurais e de cuidados.

O APS reduziu significativamente a disparidade de género nas pensões.

Equador Regime especial para o trabalho doméstico não remunerado: contribuições de acordo com a tabela de rendimentos, com subsídio estatal.

Espanha Contribuições fictícias por períodos de parto. Complemento por maternidade: aumento da pensão entre +5% e +15%.

Uruguai Um ano adicional de serviço por cada filho/a nascido/a vivo/a ou adotado/a, até um máximo de 5 anos.

Acesso ao sistema de Segurança Social para pessoas prestadoras de cuidados não remunerados.

Reconhecimento formal do impacto da maternidade e da criação dos filhos no sistema de Segurança Social.

30% das mulheres reformaram-se graças ao cálculo por filho.

Fonte: Relatório da OISS · Bolívia · Brasil · Chile · Equador · Espanha · Uruguai. Desafios comuns: fraca divulgação e necessidade de dados que incluam o trabalho não remunerado.

05 Boas práticas organizacionais

As organizações que implementam políticas de cuidados obtêm resultados concretos: maior retenção de talento, menor absentismo, melhor ambiente organizacional e melhorias nos indicadores de igualdade de género.

O que podem as organizações fazer?

Tempo

• Licenças alargadas (maternidade, paternidade e adoção) para além do mínimo legal.

• Teletrabalho e horários flexíveis.

• Sexta-feira curta ou semana comprimida.

• Regresso gradual após a licença (soft landing).

Dinheiro

• Subsídio ou vale para creches.

• Complemento financeiro para cuidados a pessoas dependentes.

• Horário reduzido com salário completo.

Serviços e infraestruturas

• Creches próprias ou em parceria.

• Salas de amamentação e horários de amamentação garantidos.

• Aconselhamento sobre cuidados a pessoas idosas.

• Mentoria para pessoas que regressam após licenças.

Casos de boas práticas

Argentina

Mercado Libre 120 dias de licença de maternidade + regresso gradual ao trabalho.

Accenture "Cuidador principal e secundário": 5 meses de licença total, independentemente do género.

Telecom 15 dias de licença de paternidade + maternity coaching + aconselhamento sobre cuidados a pessoas idosas.

Carrefour 3 meses após a licença: 4 horas por dia com salário integral para uma reintegração progressiva.

Mimo & Co Creche própria para todo o pessoal da empresa.

P&G Apoio aos cuidados de pessoas dependentes durante viagens de trabalho.

Avon Licença por violência de género com protocolo de acompanhamento integral.

Espanha

Telefónica Programa "Conecta-te com a tua família": banco de horas anuais para necessidades de cuidados, teletrabalho flexível e protocolo de reintegração gradual após licenças parentais.

BBVA Seguro de dependência para pessoas que prestam cuidados a familiares idosos, bem como uma licença remunerada adicional de até 5 dias por ano para cuidar de pessoas dependentes.

Iberdrola Horário intensivo todas as sextas-feiras do ano e durante o verão para todo o pessoal, com um impacto especial na conciliação para as pessoas que têm responsabilidades de cuidados.

México

Grupo Bimbo

Prolongamento voluntário da licença de maternidade para além do mínimo legal (84 dias), com um regime de regresso gradual e acompanhamento de saúde mental para as grávidas.

Cemex Programa "Família Cemex": subsídio para creche, licença de paternidade alargada para 10 dias úteis (mais do dobro do mínimo legal) e rede de apoio para o cuidado de pessoas idosas.

Natura &Co México Política de licença igualitária para pessoas cuidadoras principais, independentemente do género, com 12 semanas remuneradas a 100%.

Impacto das políticas de cuidados nas organizações

25% ROI

↑ Retenção

Retorno do investimento em políticas de conciliação entre a vida familiar e a vida profissional nas empresas alemãs. Fonte: Prognos AG / Bundesministerium für Familie (Ministério Federal da Família da Alemanha), 2012.

Reter é mais económico do que recrutar e formar novamente. As políticas de cuidados reduzem a rotatividade do pessoal.

↓ Absentismo A flexibilidade e os cuidados à infância reduzem significativamente o absentismo.

58%

28 Trillion USD

Melhoria dos indicadores de género, Programa Ganhar-Ganhar (Argentina).

Contribuição potencial para o PIB global em 2025, caso fossem eliminadas as disparidades na participação no mercado de trabalho entre mulheres e homens em todos os países. Este valor representa o tamanho combinado das economias dos EUA e da China nesse momento. Fonte: McKinsey Global Institute, "The Power of Parity", 2015.

06 Experiências territoriais ibero-americanas

No âmbito do Fórum Regional "Conectar os Cuidados" 2025, nove países iberoamericanos apresentaram experiências territoriais em duas grandes áreas: cuidados à infância e cuidados de longa duração e comunitários.

Cuidados à infância

País / Programa População Objetivo

Uruguai Centros SIEMPRE

México CECI · IMSS

Panamá CAIPI

Paraguai — Sementes do Futuro

Crianças de 0-12 anos (prio. 0-3), filhos/as de trabalhadores/as

Filhos/as de trabalhadores/as formais e informais

Crianças de 0-4 anos

Crianças de 0-8 anos, zonas de pobreza

Conciliação entre a vida profissional e familiar e corresponsabilidade de género.

Desenvolvimento integral e educação sensível; competitividade do país.

Direitos à saúde, nutrição e aprendizagem precoce. Pagamento com base nos resultados.

Desenvolvimento infantil ótimo e competências de educação familiar.

Cuidados de longa duração e comunitários

País / Programa População

Costa Rica

Centros Diurnos · Pessoas Idosas

Brasil Cuidado em Casa

Rep. Dominicana — Cuidados Domiciliários

Colômbia Comunidades de Cuidados

Pessoas idosas em situação de pobreza, sem dependência grave

Pessoas idosas dependentes e cuidadores familiares não remunerados

Pessoas idosas com dependência moderada a grave em agregados familiares pobres

Iniciativas lideradas por mulheres em zonas de conflito e em contextos étnicos

Chile Chile Cuida Pessoas cuidadoras não remuneradas e respetivas famílias

Objetivo

Envelhecimento ativo e laços comunitários.

Reduzir a sobrecarga das mulheres cuidadoras.

Emprego formal certificado para mulheres vulneráveis.

Dar visibilidade e dignificar os cuidados comunitários historicamente invisíveis.

O bem-estar dos cuidadores e os cuidados como um pilar da proteção social.

07 Recursos e bibliografia recomendada

Esta secção reúne os recursos digitais, audiovisuais e bibliográficos que complementam e aprofundam os conteúdos do ciclo de formação. Estes estão organizados por tipo, de modo a facilitar a sua consulta, consoante a ocasião e o perfil de cada utilizador.

Referências bibliográficas

CEPAL (2022). El imperativo de la igualdad. Por un desarrollo sostenible e inclusivo en América Latina y el Caribe. Nações Unidas.

CEPAL (2023). Panorama Social de América Latina y el Caribe 2023. Nações Unidas.

CIDOB (2024). Migración y cuidados en España. Barcelona Centre for International Affairs.

DNEIyG Ministério da Economia da Argentina (2022). El aporte de los cuidados al PBI. Las brechas de género en la economía argentina.

Funcas (2024). Trabajo doméstico y empleo migrante en España.

INE Espanha (2023-24). Encuesta de Empleo del Tiempo.

INE Uruguai (2022). Encuesta Nacional de Uso del Tiempo.

INDEC Argentina (2021). Encuesta Nacional sobre el Uso del Tiempo (ENUT).

INEGI México (2019). Encuesta Nacional sobre Uso del Tiempo (ENUT).

INE Espanha (2024). Brecha salarial de género.

McKinsey Global Institute (2015). The Power of Parity: How Advancing Women's Equality Can Add $12 Trillion to Global Growth.

OIT (2024). Perspectivas Sociales y del Empleo en el Mundo.

OIT (2024). Informe Mundial sobre Salarios 2024-25.

UTDT Universidad Torcuato Di Tella (2026). Penalización por maternidad en el mercado laboral argentino.

Ferramentas e recursos digitais

Recurso

Calculadora de Cuidados

Contribuição dos cuidados para o PIB (Argentina)

Child Penalty Atlas

O custo de cuidar Disparidades de género na Argentina

Índice Crianza INDEC Argentina

Pessoas trabalhadoras migrantes na economia dos cuidados (OIT, 2025)

Parecer Consultivo OC-31/2025 Tribunal IDH

Cuidados numa perspetiva de diversidade (CLACSO)

Descrição e acesso

Ferramenta para quantificar, em horas e dinheiro, o trabalho de cuidados em cada agregado familiar.

https://www.winguweb.org/post/calculadora-del-cuidado

Metodologia e dados relativos à contribuição do setor dos cuidados para o PIB argentino.

https://www.argentina.gob.ar/economia/igualdadygenero/el-aportede-los-cuidados-al-pbi-las-brechas-de-genero-en-la-economia

Mapa interativo do custo económico da maternidade em diferentes países.

https://childpenaltyatlas.org/

Relatório completo sobre as disparidades de género e o custo dos cuidados.

https://www.argentina.gob.ar/sites/default/files/2022/11/el_costo_d e_cuidar_las_brechas_de_genero_en_la_economia_argentina.pdf

Relatórios, metodologia e recursos sobre os custos da educação dos filhos.

https://www.indec.gob.ar/indec/web/Nivel4-Tema-4-43-173

Relatório da OIT sobre migração e cadeias globais de cuidados.

https://www.ilo.org/sites/default/files/202504/Personas%20trabajadoras%20migrantes%20en%20la%20econo mi%CC%81a%20del%20cuidado.pdf

Direito humano aos cuidados: resolução, dados e apresentação audiovisual da Corte Interamericana.

https://www.corteidh.or.cr/OC-31-2025/

Publicação sobre cuidados, géneros e diversidades na América Latina.

https://libreria.clacso.org/biblioteca_mujeres_generos_diversidad/pu blicacion.php?p=3114&b=23

Recursos audiovisuais

Material Acesso

Conversa com María Ángeles Durán

Las Tareas Série documental (Canal Encuentro)

Cuidadoras Documentário sobre cuidadoras travestis

Entrevista com a socióloga espanhola, referência mundial em economia dos cuidados.

https://www.youtube.com/watch?v=5n7IeB_-Cl8

Série documental realizada por Flor Tundis sobre o trabalho doméstico e de cuidados.

https://www.youtube.com/playlist?list=PLZ6TIj4tHEItO9OiGxQS3A WoorRqANg-l

Documentário sobre a comunidade trans e os cuidados na terceira idade.

https://www.youtube.com/watch?v=2zWIhx5DF2A Nota sobre o documentário: https://www.pagina12.com.ar/837490-cuidadoras-el-colectivotrans-y-la-vejez/

Campanha: Contemos los cuidados

Campanha de sensibilização sobre o reconhecimento do trabalho de cuidados.

https://www.youtube.com/watch?v=PzXOGWmA_OI

Leituras para abalar as estruturas

Donna Haraway "Generar parentesco, no población"

Rara Avis Editorial

https://www.raraaviseditorial.com.ar/libros/generar-parentesco-no-poblacion Uma proposta radical para repensar os laços dos cuidados para além da família nuclear e da reprodução biológica.

Gabriela Cerruti — "Preparate para vivir 100 años"

Revista Anfibia Ensaio

https://www.revistaanfibia.com/preparate-para-vivir-cien-anos/ Uma reflexão sobre o envelhecimento, os cuidados e o que implica uma vida longa em termos de interdependência e políticas públicas.

Bibliografia sugerida para aprofundamento

Cinco livros indispensáveis para aprofundar os fundamentos teóricos e políticos da economia dos cuidados numa perspetiva feminista e latino-americana.

Silvia Federici

Calibán y la bruja. Mujeres, cuerpo y acumulación originaria

1

Tinta Limón Ediciones (Argentina) / Traficantes de Sueños (Espanha)

O livro por excelência que estabelece a ligação entre o nascimento do capitalismo, a divisão sexual do trabalho e a expropriação do corpo das mulheres.

Laura Pautassi e Carla Zibecchi (Coords.)

Las fronteras del cuidado. Agenda, derechos e infraestructura

2

Editorial Biblos / ELA

Obra coletiva central na Argentina para compreender os cuidados sob a perspetiva das políticas públicas: quadro jurídico, necessidades e deficiências na infraestrutura.

Lucía Cirmi Obón

Economía para sostener la vida

3

Editorial Akal (Coleção Claves Políticas)

Explica de forma acessível como a agenda feminista se cruza com as decisões económicas quotidianas, centrando-se no tempo e no trabalho das cuidadoras.

Corina Rodríguez Enríquez e Flora Partenio (Comps.)

Sostenibilidad de la vida. Aportes desde la economía feminista y el activismo en los territorios

4

5

Editorial Madreselva

Aborda a economia feminista com base na prática e nos debates latino-americanos, centrando-se na forma como os cuidados e o ativismo comunitário sustentam os territórios.

Corina Rodríguez Enríquez

Economía feminista. Desafíos, propuestas, alianzas

Editorial Madreselva

Compila debates sobre as transformações urgentes do sistema económico, a justiça fiscal e a redistribuição dos cuidados.

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