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Luta Bancária 04 de 2023

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Básica

Filiado a`

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bancária Publicacao do RN ´ , ~ do Sindicato dos Bancarios Ano XXXVIII

Nº 04 27 de março a 09 de abril de 2023

juros nas alturas beneficia especulação e massacra trabalhadores

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inhas de crédito consideradas "ruins" e "caras" foram as que mais cresceram em janeiro deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do relatório de acompanhamento scal da Instituição Fiscal Independente (IFI), publicado em 15 de março. Tratam-se do cheque especial e do cartão de crédito, que têm as taxas de juros mais altas do mercado. Quem atrasa o cartão de crédito, por exemplo, pode pagar 182% ao ano (se parcelar o pagamento) ou 411% ao ano (se entrar no rotativo). Segundo o relatório do IFI, o atual momento do mercado de trabalho tem parcela de culpa. O último dado relativo a emprego divulgado pelo IBGE no último dia 28 mostrou que, embora a queda da desocupação tenha garantido uma melhora no mercado de trabalho, a qualidade do emprego piorou e o país atingiu um número recorde de empregados sem carteira assinada: 12,9 milhões de trabalhadores. Sem carteira assinada, os trabalhadores não conseguem pedir empréstimos consignados ou apresentar garantias para alguns nanciamentos. Enquanto isso, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu por manter a taxa básica de juros – a Selic – em 13,75% ao ano. Foi a quarta decisão seguida pela manutenção da taxa. Assim, o

patamar de juros continua no maior nível desde dezembro de 2016. Ao contrário do que alegam os defensores do uso da Selic para supostamente controlar a “inação”, essa alta taxa de juros só serve para beneciar banqueiros e agentes do mercado nanceiro que especulam e lucram com papéis da Dívida Pública. Para o país, esses juros de agiotagem estrangula a economia nacional, aumentando o custo de vida, o desemprego e o endividamento de pequenas e médias empresas. Além da redução das taxas de juros, é necessário exigir a saída do presidente do Banco Central Campos Neto e a democratização do Carf (Conselho de Administração de Recursos Fiscais), órgão

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responsável por julgar questões tributárias, especialmente processos administrativos referentes à cobrança de impostos de empresas. Segundo a Auditoria Cidadã da Dívida, essa política de juros altos adotada pelo Banco Central aumenta o rombo no Orçamento federal. A cada aumento de 1% na taxa há uma adição de cerca de R$ 40 bilhões em gastos com o pagamento de juros da Dívida Pública. Está aí a real causa para o roubo existente nos recursos públicos do país. Ou seja, o mecanismo dos juros (que é denido pelos próprios banqueiros) está a serviço de alimentar essa Dívida innita que suga as riquezas do país.


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