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Ponte bancarios

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A qualidade da informação é fundamental para a democracia

Uma ponte para onde?

Nas sociedades modernas, os meios de comunicação são os principais fornecedores da informação. Sem informação de qualidade, a manipulação da opinião publica coloca em risco direitos conquistados, avanços sociais e a própria democracia. Nesse sentido, a regulação da mídia se torna fundamental, já que o alinhamento da grande mídia aos interesses dos banqueiros e capitalistas internacionais sustentou por mais de 20 anos a ditadura civil-militar no país

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Nos últimos meses a política tem sido o centro dos debates na vida dos brasileiros. A divulgação das investigações promovidas pelo Ministério Público Federal e Justiça do Paraná, envolvendo a relação entre contratos de obras publicas e o financiamento de campanhas eleitorais, grandes empreiteiras, empresários, doleiros, partidos e políticos provocam as mais diversas opiniões e posicionamentos. Esse debate é um aspecto que temos que valorizar: a crise atual tem instigado grande parte dos brasileiros a questionar o papel das instituições nacionais, sejam elas ligadas ao Executivo, ao Judiciário ou ao Legislativo e, principalmente, o comportamento ético e legal dos seus representantes. De acordo com o DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) há mais de 50 projetos de lei no Congresso que atacam direitos dos trabalhadores, entre eles a terceirização das atividades fins, a flexibi-

lização de férias, descanso semanal remunerado, 13º salário. As grandes federações patronais apoiam o impedimento, em particular a FIESP, porque pretendem acabar com a CLT, flexibilizando diretos e precarizando as condições de trabalho, valendo apenas o que for negociado sobre o legislado. O documento apresentado pelos que pretendem assumir o governo - chamado “Uma Ponte para o Futuro” - propõe a desvinculação dos recursos do orçamento com o sistema de financiamento da saúde e da educação públicas, sinalizando que não serão prioridades num futuro governo. Propõe também a desindexação dos benefícios previdenciários e assistenciais e do salário mínimo, cuja política de valorização foi a principal causa da diminuição das desigualdades ocorrida na última década. Além disto, pretendem aumentar a idade para a aposentadoria dos trabalhadores do mercado formal de trabalho, de 60 e 65 anos, para mulheres e homens, respectivamente, pondo por terra a fórmula 85/95.

A luta contra a corrupção 65 Deputados formaram a comissão de impedimento. Desses, 37 respondem a processos na justiça, processos por crimes de corrupção e crimes de responsabilidade eleitoral, contra a Lei das Licitações, ocultação de bens, peculato, aplicação irregular de verbas públicas e lavagem de dinheiro. Para levar a sério a pauta da luta contra a corrupção, devemos considerar todos no atual cenário político, sem hipocrisia.

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Defender a democracia para garantir direitos

São inegáveis os avanços conquistados pela sociedade brasileira nos últimos anos. Vivemos um período de crescimento capaz de derrubar as taxas de desemprego e reduzir significativamente a desigualdade econômica e social, principalmente pelas políticas de valorização dos salários e pela ampliação dos programas sociais. No entanto, a injusta distribuição da renda nacional permanece como um desafio a ser superado. Ao contrário das nossas expectativas, no momento em que a economia mundial atravessa sua pior crise desde os anos 30, o atual governo insiste em adotar medidas que prejudicam os trabalhadores. A política de ajuste fiscal de caráter recessiva penaliza os mais frágeis, enquanto mantém altas taxas de juros, transferindo recursos do orçamento para o sistema financeiro. Apesar das dificuldades de diálogo com a sociedade organizada e os constantes ataques da mídia a pauta da classe trabalhadora, patrocinados por organizações empresariais e banqueiros, os movimentos sociais e os sindicatos têm recuperado o protagonismo e a possibilidade de fazer história, como no enfrentamento e su-

peração do período de ditadura. Para além das campanhas salariais, a direção do Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região têm consciência do seu papel na sociedade. Com autonomia e independência frente ao governo e os patrões, lutamos por mudanças imediatas na política econômica, que estimulem a recuperação da capacidade produtiva, que gerem mais empregos, que distribuam de forma mais justa a renda e que promovam a saúde, a segurança e a educação pública. Lutamos pela democracia, pois como demonstra a história, sem democracia quem perde são os trabalhadores e trabalhadoras. Nossas tarefas para o atual estágio da luta de classes. Diante de um ambiente de grandes desafios e de incertezas, chamamos a categoria bancária para se posicionar na defesa da democracia, dos direitos sociais e trabalhistas e pela mudança da politica econômica, exigindo que o governo aplique o programa vitorioso em 2014, baixando as taxas de juros e taxando as grandes fortunas e heranças.

Assembleia dia 20 de abril

Elegerá delegados para IV Congresso da FETEC-SC 18:00 - Floph Hotel - Somente Para Filiados jornalzinho bancarios - ponte.indd 2

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