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Fs abril greve

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FOLHA

SINDICAL Jornal do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Florianópolis e Região - CUT Ano 28 - Nº 272 - Florianópolis,08 de Maio de 2017

Nas ruas defendendo direitos! Sobre

Vagabundos, preguiçosos e pessoas corretas

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Trabalhadores nas Ruas

Confira imagens do histórico 28

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Prestação de Contas

Balancete anual excercício fiscal 2016

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Jornal do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Florianópolis e Região

Editorial

“Grevistas Diretoria do Sindicato

Não é de hoje que Patrões e Governos tentam desconstruir e aniquilar com as pessoas que fazem greve e participam de movimentos sociais. A Ditadura Militar nos anos 60 e 70, nos deixou marcas que são sentidas até hoje. Nos anos 80 foi um Presidente Militar, o General João Figueiredo, que afirmou que “preferia o cheiro dos cavalos do que o cheiro de povo”. Nos anos 90, o presidente Fernando Henrique Cardoso, que se aposentou aos 37 anos, chamava

de “vagabundos” aqueles que se aposentavam antes dos 50 anos. O Deputado Federal Alceu Moreira (PMDB/RS) , relator da PEC 287, que trata da reforma da Previdência declarou: o tempo de vagabundização remunerada acabou. Recentemente, o Prefeito de São Paulo, João Dória, chamou grevistas de “vagabundos” e “preguiçosos” e afirmou que “pessoas corretas não apóiam a greve”. Vários outros episódios poderiam ser citados em relação aos ataques que os trabalhadores sofreram na história. Mas diante dos efeitos da em-

Expediente Secretários de Comunicação e Imprensa: Cleberson Pacheco Eichholz e Luiz Henrique Toniolo Jornalista Responsável: Osíris Duarte (Mte 02538/PB) Fotos: Osíris Duarte Projeto Gráfico, Editoração Marcio Furtado (mfpg100@gmail.com) Folha

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Tiragem: 3.000 mil exemplares Redação: Rua Visconde de Ouro Preto, 308, Centro - Florianópolis/SC CEP: 88020-040 Fone: (048) 3224-7113 Fax: (48) 3223-3103 secom@seebfloripa.com.br

blemática Greve do dia 28/04, que paralisou o país e alcançou repercussão mundial, veio a idéia de nos apropriarmos de um texto que roda nas redes sociais e que expressa muito bem quem são os “vagabundos” e o que representou esta Greve Geral. “Quando um sujeito de classe média diz que greve é coisa de vagabundo, eu fico com vontade de sentar com ele numa pracinha, comprar um algodão doce, respirar fundo e falar: Sabe fulaninho esperto, há 100 anos atrás não existia classe média. Não existia você. Não existia


Transparência SEEB

Vagabundos” autonomia. Não existia profissional liberal. Nem existia assalariado. Há 100 anos atrás, fulaninho, existia uma pequena elite difusa que se transformou em burguesia, herdeira secular de terras, privilégios, favores e negócios que remetem aos regimes monárquicos, seja no Brasil ou na Europa. Essa elite era dona de tudo: das terras, das fábricas, dos meios de produção. E tudo o que o povão tinha era fome, sede, frio, calor e força de trabalho pra vender por QUALQUER merreca que essa elite quisesse pagar. Sabe fulaninho, esse povão trabalhador, durante décadas, foi explorado, torturado, privado de tudo, em nome do lucro de poucos. E durante décadas esse povão precisou se unir, e lutou, combateu, apanhou, foi preso....até ser ouvido para,

pouco a pouco (bem lentamente mesmo), a duras penas, conquistar direitos trabalhistas que hoje regulam o que você faz. E foi esse povo que, consolidados os seus direitos, passou a ser um negócio chamado: classe média. Esse povo, com muito suor e sangue, inventou uma classe social potente e enorme que, no caso, Fulaninho, é a SUA classe social. Você é o resultado prático da luta, das greves, das manifestações, e de toda organização política feitas por gente que, por sua força de MASSA, de CONJUNTO, conseguiu mudar o paradigma do século 20. Seja você um autônomo, dono de uma pequena ou média empresa, seja você um profissional liberal, um prestador de serviços...seja você o que for, você foi inventado por GRE-

VISTAS e só existe porque GREVISTAS permitiram que você pudesse existir e ser livre. Sem os grevistas, fulaninho espertalhão, hoje você estaria dormindo 3 horas por dia e almoçando água com pedra. Sempre na nobre companhia de um senhorio com uma CHIBATA na mão para que você nunca se esqueça quem manda. O tempo passou, o mundo mudou, mas nem tanto. Eles continuam tendo o poder e sendo poucos. E os trabalhadores continuam sendo a maioria e fazendo da sua UNIÃO a única arma para garantir sua sobrevivência e seus direitos. Acorda, fulaninho! O único vagabundo aqui é aquele que teve preguiça e a incapacidade de ler os livros de história.’” (Fernando Penello Temporão) Folha

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Jornal do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Florianópolis e Região

Campanha Nacional dos Bancários 2017 e o esquenta da Greve Geral Bancários se uniram a outras categorias em dia histórico “O empregado não saiu pro seu trabalho Pois sabia que o patrão também não tava lá Dona de casa não saiu pra comprar pão Pois sabia que o padeiro também não tava lá.” (O dia em que a Terra Parou. Raul Seixas).

Na sexta-feira (28/04), bancários de todo o país se fizeram presentes nas manifestações convocadas pelas Centrais Sindicais, Movimentos Sociais e Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, levando às ruas o descontentamento da classe trabalhadora contra as reformas neoliberais apresentadas pelo governo e em discussão no Congresso Nacional. Apesar da tendenciosa cobertura da grande mídia, alinhada aos interesses das entidades patronais e seu governo, a experiência vivida por milhões de brasileiros neste dia 28 vale muito mais do que as manchetes e editoriais dos principais veículos de comunicação, preocupados em esconder do público as verdadeiras razões do descontentamento popular: um governo ilegítimo e suas propostas de retirada de direitos.

Não restam dúvidas de que a expressiva paralisação dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras demonstrou o crescimento da conscientização da sociedade em relação aos prejuízos que as propostas de reforma e a recente aprovação da terceirização ilimitada significam para o país. A participação dos bancários também significou um recado aos banqueiros: mesmo com a garantia de ganho real para este ano, bancários e bancárias não aceitarão

qualquer retrocesso! E mais. Sem avanços em relação à garantia dos empregos, às condições de trabalho e segurança e o fim do assédio não haverá sossego aos patrões. Portanto, é fundamental que todos acompanhem o calendário da nossa Campanha Nacional, já aprovado pelo Comando e se programem para participar das Conferencias Estaduais e Encontros Nacionais por bancos. Em breve estaremos divulgando as datas e os locais dos eventos.

REFORMA TRABALHISTA DOS PATRÕES - 850 emendas foram apresentadas à comissão especial da Reforma Trabalhista.

DIREITOS DISTORCIDOS

- 292 (34,2%) foram integralmente escritas por

lobistas de associações que reúnem grandes doadores de campanha.

- 153 (52,4%) das emendas redigidas por lobistas

foram aceitas pelo relator e agora estão incorporadas ao projeto.

OS REAIS AUTORES Entidades que entregaram emendas prontas: - CNT - Confederação Nacional do Transporte. - NTC&Logística - Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística. - CNF - Confederação Nacional das Instituições Financeiras. - CNI - Confederação Nacional da Indústria.

Sindical 4 Folha

As emendas incorporadas ao projeto afetam: - O acordo entre patrão e emrpegado passa a valer mais que a lei - Restringe acesso à Justiça gratuíta para ações trabalhistas - Admite excesso de jornada mesmo sem acordo prévio - Acordos patrão-empregado ficam fora do contrato de trabalho - Vale-refeição e outros benefícios deixam de contar como encargos trabalhistas e previdenciários - Reduz em 2/3 o adicional a ser pago pela redução de tempo de almoço e descanso - Restringe as condições para eleição de representantes de empregados nas empresas - Empregados devem apresentar valor exato pretendido em reclamações trabalhistas na Justiça.

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