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Jornal do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Florianópolis e Região - CUT Ano 27 - Nº 279 Florianópolis, 15 de Maio de 2018
Campanha Nacional: Só mobilização garante direitos 20ª Conferência Estadual
Destaque foi a participação
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TI X Emprego
Consulta Nacional
Responda ao questionário
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Nem sempre é o que parece
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Jornal do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Florianópolis e Região
Editorial
20ª CONFERÊNCIA ESTADUAL: público recorde indica disposição pra luta! No sábado (28/04), São Jose foi palco da maior Conferência Estadual da categoria desde a criação da FETEC SC*, transmitida ao vivo pela página do SEEB Florianópolis no facebook.
Cavarzan discorreu sobre os possíveis impactos para a categoria a partir do forte investimento em tecnologia e do novo modelo de atuação dos bancos: redução de postos de trabalho, rotatividade e terceirização.
Atendendo a convocação realizada pelos sindicatos, bancárias e bancários lotaram o auditório da FETAESC para debaterem as estratégias e os rumos da Campanha Nacional deste ano.
Na parte da tarde, o advogado Prudente José Silveira Mello e o economista Gustavo debateram com os presentes acerca dos impactos da nova legislação trabalhista sobre a Convenção Coletiva Pela manhã, o economista e técnico do dos Bancários, destacando o assessor Dieese SC Maurício Mulinari apresen- jurídico do SEEB o fim da ultrativitou os principais desafios para classe dade com a Reforma Trabalhista e os trabalhadora na atual conjuntura, afir- riscos caso não haja acordo com os mando que “se a classe trabalhadora bancos até 31 de agosto deste ano. unida tem força e poder para combater ULTRATIVIDADE. As cláusulas noraqueles que se propõem a retirar seus mativas dos acordos coletivos ou direitos, é necessário ampliar os horiconvenções coletivas integram os zontes de análise para além da visão contratos individuais de trabalho e corporativa”. somente poderão ser modificadas ou suprimidas mediante negociação Na sequência, o economista e assescoletiva de trabalho. sor do Dieese SP Gustavo Machado
Principais pontos aprovados: Defesa da CCT e manutenção de direitos, com abrangência sobre toda a categoria; Defesa da Mesa Única de negociações; Defesa do emprego, impedindo demissões em massa; Defesa dos Bancos Públicos; Debate sobre a instituição de Taxa Solidária e a sustentabilidade financeira das entidades sindicais; Manutenção das homologações nos sindicatos; Defesa intransigente da Democracia; * Integram a FETEC SC os sindicatos de bancários de Florianópolis, Araranguá, Blumenau, Chapecó, Concórdia, Criciúma, Joaçaba, São Miguel do Oeste e Videira. Parti ciparam como convidados, representantes dos Sindicatos de Joinville e Itajaí.
Expediente Secretários de Comunicação e Imprensa: Cleberson Pacheco Eichholz e Fábio Burkard Projeto Gráfico, Editoração nucabu.com
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Tiragem: 3.500 mil exemplares Redação: Rua Visconde de Ouro Preto, 308, Centro - Florianópolis/SC CEP: 88020-040 Fone: (048) 3224-7113 Fax: (48) 3223-3103 www.seebfloripa.org.br secom@seebfloripa.com.br
Enquanto o lucro não para de crescer, bancos seguem ameaçando direitos da categoria. de trabalho no país desde 2012, acelerando o enxugamento de vagas nos últimos três anos, com cerca de 50 mil cortes somente neste período.
Em 2017, os cinco maiores bancos brasileiros obtiveram ganhos superiores aos R$ 70 bilhões de reais. Após os primeiros resultados anunciados em 2018, Bradesco, Itaú e Santander sinalizam que a farra das ins tituições financeiras seguirá em franca e inabalada carreira, enquanto a economia do país permanece à beira de um ataque de nervos. De janeiro a março, apenas os três maiores bancos privados registra ram lucro líquido de R$ 14,3 bilhões. Com taxas de juros que asfixiam a economia real e colaboram para a estagnação do crescimento, os grandes bancos que atuam no Brasil também têm contribuído com a elevação do de-
Com a clara intenção de reduzir os gastos com seus empregados, em dezembro do ano passado os dispensados ganhavam em média R$ 7.456. Já a média salarial dos contratados foi de R$ 4.139, o que representa apenas 56% da remune -ração dos desligados.
semprego, cujas taxas apontam para mais de 15 milhões de brasileiros a espera de uma oportunidade de trabalho. O setor financeiro, apesar dos lucros bilionários, cortou cerca de 56 mil postos
Neste ano, a tendência continua. Nos primeiros três meses deste ano, foram 2.226 vagas extintas, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.
Consulta Nacional dos Bancários Com a realização da 20ª Conferência Estadual dos Bancários no último dia 28 mais uma etapa na construção da nossa Campanha Nacional 2018 foi concluída. Conforme o calendário aprovado pelo Comando Nacional, entre os dias 07 e 10 de junho ocorrerão em São Paulo os Encontros Nacionais por bancos e a 20ª Conferência Nacional, onde bancários e bancárias de todo o país definirão as minutas e a estratégia de organização e mobilização visando garantir os direitos conquistados na Convenção Coletiva e nos Acordos específicos. Parte fundamental deste processo da nossa Campanha Nacional é a Consulta Nacional dos Bancários, cujo objetivo é ampliar a participação da categoria na construção da pauta de reivindicações a ser entregue aos bancos. Como demonstram os balanços das instituições financeiras, os bancos têm todas as condições de atender
tiva, na medida em que invalida todas as cláusulas superiores ao previsto na CLT caso não seja assinado novo acordo entre as partes até 31 de agosto. Não restam dúvidas de que os banqueiros, mentores intelectuais e financiadores da Reforma, pretendem colocar em prática os seus dispositivos! Como demonstra nossa história de lutas, somente a unidade e a organização da categoria serão capazes de impedir que a ganância dos bancos se sobreponha à nossas conquistas. Associar-se ao Sindicato, participar das atividades da Campanha e mobilizações é um compromisso de nossa pauta, sem redução de direitos, cada um e cada uma. ampliando a oferta de empregos e valo rizando o trabalho dos bancários e das Independentemente do cargo bancárias. ou função exercida, seja em banco público ou privado. Por outro lado, o fim da ultrativi- Se nossa Convenção é Coletiva, a redade imposto pela Reforma Trabalhista sistência também há de ser. coloca em risco nossa Convenção Cole- A hora é de todos! Folha
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Inovação e desemprego
A tecnologia e o emprego bancário No Brasil, o sistema financeiro é o setor que mais tem investido na automação dos processos e no desenvolvimento de transações virtuais, caminhando aceleradamente para um modelo de negócios onde o autoatendimento passa a determinar a relação dos bancos com seus clientes e usuários. Embora o inegável impacto que os investimentos em novas tecnologias trazem para o mercado de trabalho, nem sempre é possível Folha
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afirmar que a redução do número de empregos tem relação direta com a modernização do sistema. Apesar do recuo nas contratações pe-
los bancos, mais de um milhão de trabalhadores prestam serviço ao sistema, empregados que são por financeiras, cooperativas de crédito, lotéricas e correspondentes
bancários, numa clara política de precarização via a terceirização das atividades. Outro fator determinante para a queda verificada no quadro de contratações é a política de exclusão adotada pelos principais bancos do país, privilegiando os clientes de alta renda em detrimento da população assalariada e dos pequenos e médios empresários, submetidos ao suplício de agências sucateadas e com cada vez menos empregados.