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FOLHA

SINDICAL Jornal do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Florianópolis e Região - CUT Ano 28 - Nº 270 - Florianópolis, 08 de Março de 2017

FETEC SC debate Calendário da Campanha Nacional dos Bancários 2017 No último dia 15 de fevereiro, em Florianópolis, os dirigentes da FETEC SC, representando os Sindicatos de Bancários de Florianópolis, Criciúma, Videira, Araranguá, Blumenau, Concórdia, Chapecó, Joaçaba e São Miguel do Oeste participaram de mais uma etapa de planejamento da entidade, definindo as principais ações a serem desenvolvidas neste ano em defesa da categoria. A partir do debate acerca dos riscos impostos pelo atual governo ao conjunto da classe trabalhadora e aos bancários em particular, ficou definido que cada sindicato promoverá em sua base ampla divulgação e a participação da categoria no próximo

Como contribuição à construção do nosso calendário da Campanha Nacional dos Bancários 2017, ire-

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2017: a luta continua

mos levar ao Comando Nacional as seguintes datas relativas aos principais eventos de organização, defendendo a realização de encontros regionais e estaduais abertos e com ampla participação da categoria:

Propostas de Calendário Dia 13 de maio Encontros Regionais por Bancos

Dia 20 de maio Conferências Estaduais Dias 22/23 e 24 de Julho Conferência Nacional dos Bancários, Conecef e Encontro Nacional do BB

Nota de Esclarecimento

Campanha Nacional

Atividades

Atos em defesa dos bancos públicos

dia 15 de março, quando as Centrais Sindicais e Movimentos Populares realizarão um Dia Nacional de Paralisação e Mobilização, em luta contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, que trata sobre a Reforma da Previdência. Sem discussão com a sociedade civil, a medida pretende igualar a idade mínima de 65 anos entre homens e mulheres e estabelece 49 anos de contribuição ininterrupta para o recebimento da aposentadoria integral.

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Relações de Trabalho no SEEB

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Jornal do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Florianópolis e Região

Governo ataca bancos

públicos para justificar a privatização Em busca do convencimento aos desatentos (ou pouco habituados ao sofisma como método), de acordo com os defensores do atual governo as recentes medidas adotadas em relação aos bancos públicos brasileiros – reestruturações, planos de demissão voluntária ou aposentadoria incentivada, fechamento de agências e adoção de taxas de juros “competitivas” se justificariam pela necessidade de aproximar o resultado dessas instituições aos obtidos pelos bancos privados, através da melhoria dos índices de eficiência operacional. No entanto, aqueles que acompanham com maior interesse as manifestações dos comentaristas de economia da imprensa tradicional sabem que os ataques ao papel exercido pelos bancos públicos vem de muito longe. Em 2009, é bom recordar, estes mesmos “especialistas” criticaram duramente o aumento dos repasses do Tesouro Nacional ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cujo objetivo era estimular a economia através do financiamento de investimentos que se convertessem em emprego e produção, fazendo frente a grave crise econômica mundial.

Provocada, como se sabe, pela irresponsável combinação de falta de regulação publica e ganância desmedida dos bancos privados americanos. Muito embora as medidas anticíclicas adotadas pelo governo brasileiro à época tenham sido elogiadas inclusive pelo FMI, a grande mídia patrocinada pelos bancos privados e seus interesses fez questão de ignorar a importância do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal no período, pois em plena crise, enquanto o mercado financeiro privado reduziu drasticamente o crédito, os bancos públicos ampliaram a oferta e baixaram significativamente as taxas de juros, o que foi fundamental na manutenção dos níveis de consumo e dos empregos. Com a mudança de rumos ocorrida no país após a deposição da presidenta eleita, retornaram às manchetes os arautos da privatização e do neoliberalismo, inclusive ressuscitando, em nome do reequilíbrio das contas públicas, uma possível fusão entre a CEF e o Banco do Brasil. Nas últimas semanas, na esteira do pacote de recuperação fiscal que está sendo negociado entre o governo federal e o

governo do Rio Grande do Sul, jornais e portais de notícia dão como certas a venda da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), a Companhia Riograndense de Mineração, a SULGÁS e o Banco do Estado do Rio Grande do Sul, numa espécie de contrapartida ao socorro financeiro pretendido pelo estado gaúcho. Qual o verdadeiro interesse destes que pretendem enfraquecer os bancos públicos, e por consequência, reduzir a capacidade de intervenção do estado na economia em sua missão de impulsionar o desenvolvimento produtivo? A resposta é simples: a lógica de atuação dos bancos públicos é frontalmente oposta à lógica de atuação dos bancos privados. Enquanto as instituições públicas devem relativizar resultados de curto prazo, financiando a produção, o crédito aos comerciantes e aos consumidores e a pesquisa voltada às novas tecnologias, bancos privados sobrevivem do endividamento cada vez maior de governos, empresas e pessoas. Por isso, a defesa dos bancos públicos significa a defesa do Brasil, dos interesses da sociedade e das políticas sociais.

Expediente Secretários de Comunicação e Imprensa: Cleberson Pacheco Eichholz Luiz Henrique Pinto Toniolo Fotos: Osíris Duarte Folha

Sindical

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Projeto Gráfico, Editoração Marcio Furtado (mfpg100@gmail.com) Tiragem: 3.500 mil exemplares Redação: Rua Visconde de Ouro Preto, 308, Centro - Florianópolis/SC CEP: 88020-040 Fone: (048) 3224-7113 Fax: (48) 3223-3103 www.seebfloripa.org.br secom@seebfloripa.com.br


Jornal do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Florianópolis e Região

2017: Um desafio

à capacidade de mobilização e resistência dos bancários Campanha Nacional A Luta Continua!

Não há dúvida de que 2016 ficará na lembrança como o ano em que a categoria bancária, numa forte demonstração de unidade e organização, soube enfrentar com muita luta e inteligência a ganância e a intolerância dos banqueiros. Frente a um cenário de caos e instabilidade política, social e econômica e em meio a um processo de impeachment, a categoria bancária realizou a mais longa e forte greve dos últimos tempos, impedindo que os bancos impusessem retrocessos em nossas conquistas, além de já garantir um aumento real para os salários em 2017. Nossa capacidade de resistência, somada aos acertos de uma estratégia nacional construída coletivamente pelos bancários e o Comando Nacional (referendada em todos os momentos de negociação em assembleias da categoria), nos possibilitou ter a necessária clareza dos limites que a conjuntura nos impunha. Contudo, os inimigos da classe trabalhadora não costumam nos dar trégua. Capitaneados pela elite financeira, tentam impor seus interesses acima dos interesses da sociedade. Enquanto sofisticam os modelos de exploração e acumulação do capital, subjugam governos através da chantagem financeira e atacam direitos consagrados da classe trabalhadora, propondo mudan-

ças na legislação trabalhista e previdenciária, como fazem atualmente no Brasil. Valendo-se da forte recessão econômica, provocada por ajustes do próprio sistema, desempregam e arrocham salários, vendendo aos incautos a terceirização como solução “modernizadora” capaz de recriar os postos de trabalho extintos. Não restam dúvidas de que por traz dos seus discursos, além da drástica redução dos direitos sociais e trabalhistas, o que pretendem os banqueiros e a elite econômica é a apropriação inequívoca dos recursos do estado, privatizando as empresas e diminuindo ao máximo os investimentos públicos. O que fazer para que a sociedade desperte e reaja a tantos retrocessos? Como superar o individualismo e a falácia da meritocracia como estrada para a felicidade? Como organizarmos nossa resistência na defesa da democracia, dos direitos sociais e trabalhistas? Como tornar nossos espaços de debate e decisão coletivos cada vez mais democráticos e participativos? Afinal, que país pretendemos deixar como legado aos nossos filhos e às futuras gerações e que diremos à eles, quando perguntarem: que fizemos nós, cada um e cada uma, enquanto tudo isso acontecia?

A garantia do ganho real em 2017 certamente nos coloca em grande vantagem em relação às demais categorias de trabalhadores do país, num cenário onde a luta pela manutenção do emprego será o item que irá predominar nas futuras negociações salariais. Porém, ao contrário do que muitos pensam, não serão poucas as nossas tarefas neste período. Não podemos ignorar as profundas mudanças que estão ocorrendo no Sistema Financeiro e em particular, em relação ao modelo de negócios implementado pelos principais bancos brasileiros. Ao se tornar cada vez mais complexa, a realidade exige nos reinventarmos coletivamente, para que possamos enfrentar esse grande desafio repensando e aprimorando nossa organização e nossas estratégias. Precisamos consolidar nossas conquistas representadas pela nossa Convenção e Acordos Coletivos e propor avanços que garantam maior segurança e condições de trabalho. A hora é de superar o debate meramente econômico e, sem esquecer nossas questões específicas, construir um calendário de mobilização que nos permita salvaguardar os direitos trabalhistas, sociais e previdenciários, além de enfrentar os processos de reestruturação e construir a defesa coletiva dos bancos públicos. No próximo mês de março, o Comando Nacional dos Bancários estará reunido para definirmos as datas dos nossos Encontros e Congressos Estaduais e Regionais, além do CONECEF, Encontros Nacionais do BB, Bancos Privados e Financeiras e da nossa Conferência Nacional dos Bancários. Folha

Sindical

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NOTA DE ESCLARECIMENTO aos bancários e bancárias

Considerando a nota de cunho político “Em casa de ferreiro o espeto é de pau”, publicada e distribuída nos locais de trabalho por dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades Sindicais (SINDES) e setores de oposição, e em respeito aos bancários e bancárias que, mesmo eventualmente divergindo de determinados posicionamentos estratégicos respeitam e reconhecem nosso compromisso e luta na defesa dos interesses da categoria e da instituição, a Diretoria do SEEB Florianópolis esclarece que: 1) Os episódios ali relatados se inserem no contexto das relações de trabalho entre o Sindicato e seus empregados, o que, portanto, requer da direção responsabilidade no sentido de preservar profissionalmente todos os envolvidos, evitando a exposição irresponsável dos trabalhadores e trabalhadoras; 2) Em nome da instituição, reafirmamos nosso compromisso com os princípios do diálogo e da negociação como norteadores das relações de trabalho. Assim exigimos quando se trata da defesa dos interesses de bancários e bancárias. Assim agimos como representantes da categoria na administração da entidade; 3) Reafirmamos nossa concepção classista da atividade sindical. O Sindicato é instrumento de luta, de defesa intransigente dos direitos e interesses da categoria bancária e da classe trabalhadora. Não é uma empresa e com uma não pode ser confundido. Não visa lucros. Não vende bens e serviços. A estrutura física da entidade, seu patrimônio e as pessoas que nela trabalham estão a serviço da categoria para a realização de seus fins; 4) Desde o início do mandato, a atual direção do Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região tem buscado aperfeiçoar a gestão das atividades voltadas a proteção dos direitos da categoria, o que inclui ajustes na organização interna e na gestão de pessoas, sem descuidar em nenhum momento do respeito aos direitos de empregados e da valorização destes trabalhadores e trabalhadoras. Não obstante os esforços da direção do Sindicato nesse sentido, eventuais conflitos de interesses fazem parte da realidade e a solução destes exige esforço comum de todos os interessados; 5) Vencidas as tentativas internas da solução das divergências houve ainda outras tantas tentativas de conciliação no âmbito do Ministério Público do Trabalho. Todas as propostas de acordo foram rejeitadas pelos empregados e pelo SINDES; 6) Os empregados envolvidos optaram por judicializar suas

questões, no exercício regular de direito, mesmo após o pleno atendimento, pela direção do Sindicato, dos quesitos apresentados pela Procuradora do Ministério do Trabalho, em audiência de esclarecimento solicitada pelo SINDES; 7) A categoria reconhece a história de lutas construída por diferentes gerações de bancários à frente da nossa entidade sindical, sempre pautada pela firme defesa dos interesses dos trabalhadores e trabalhadoras. Nesse contexto, o papel desempenhado pelos empregados do Sindicato tem sido fundamental para as conquistas alcançadas ao longo do tempo; 8) Por este motivo, a direção do Sindicato reafirma o respeito para com os trabalhadores e trabalhadoras da entidade, expresso no seu Acordo Coletivo e na implementação dos Programas Internos de Segurança e Saúde do Trabalhador; 9) No momento em que a classe trabalhadora brasileira enfrenta diversos ataques aos seus direitos e conquistas, representados pelas reformas da Previdência e Trabalhista propostas pelo governo federal em associação com patrões e banqueiros, pelo Projeto de Lei 30/2015, que trata da terceirização e pela tentativa de desmonte dos bancos públicos não restam dúvidas quanto aos verdadeiros adversários dos trabalhadores e trabalhadoras; 10) E que a resistência e o enfrentamento aos que desejam a derrota da classe trabalhadora vai nos exigir unidade, mobilização e capacidade de organização. E unidade significa avançar muito além das questões corporativas, aprofundando nossa aliança nas lutas com as demais categorias e movimentos sociais; 11) Por fim, a direção do Sindicato permanece à disposição da categoria para os esclarecimentos necessários, reiterando nosso entendimento de que a exposição desnecessária de trabalhadores e trabalhadoras, seja por quaisquer circuns-tâncias, representa enorme irresponsabilidade por parte de quem assim age, invariavelmente resultando em graves prejuízos profissional e pessoal.

Diretoria do Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região.

ATENÇÃO BANCÁRIOS

O Sindicato convoca toda a Categoria para Assembleia Geral Extraordinária Pauta: Dia Nacional de Paralisação e Mobilização

DIA 13.03

18:00

No Auditório do SEEB Rua Visconde de Ouro Preto, 308 Centro - Fpolis


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