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FOLHA SINDICAL SINTRAFI - ABRIL/2022

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FOLHA

SINDICAL Jornal do Sindicato dos Bancários e Financiários de Florianópolis e Região - CUT Ano 31 - Nº 307 - Florianópolis, Abril de 2022

Em 2022, precisamos reconstruir o Brasil que a gente quer!

Custo de vida

Editorial

Renda média do trabalhador atinge mínima histórica

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Floripa no topo dos preços da cesta básica

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Jornal do Sindicato dos Bancários e Financiários de Florianópolis e Região

Editorial

Reconstruir o Brasil que a gente quer

Diretoria do Sindicato

As manchetes dos jornais trazem o impacto das reformas feitas pelos últimos governos: renda média do trabalhador cai e atinge mínima histórica; inflação de março é a maior desde 1994; desemprego atinge 12 milhões de brasileiros. Este cenário de desmonte dos direitos trabalhistas agrava ainda mais a crise econômica no Brasil que tem levado à população brasileira à miséria. Mesmo considerando os aspectos estruturais da crise econômica mundial, somados aos impactos da pandemia provocada pelo novo coronavírus, o Brasil em particular, colhe os resultados das mudanças de rumo ocorridas desde o impedimento da presidenta Dilma em 2016. De lá para cá, amparados pela lógica do mercado financeiro e do capital especulativo, os governos Te-

mer e Bolsonaro propuseram e fizeram aprovar no Congresso Nacional diversas “reformas”, que reduziram a capacidade de intervenção do Estado na economia (congelamento do orçamento e do investimento públicos), precarizaram as relações de trabalho (reforma trabalhista e sindical) e achataram ainda mais a renda da população (reforma previdenciária e fim da política de ganhos reais do salário-mínimo). Somados aos ataques promovidos pelo Governo Bolsonaro aos direitos dos trabalhadores, com apoio da Câmara e Senado, os números negativos tem atingido os bancários de todo o país. Projetos que pretendem reduzir direitos históricos da categoria, tramitam a passos largos no Congresso Nacional, como é o caso do PL 1043/2019 que obriga a abertura de agências bancárias aos sábados e domingos.

Expediente Tiragem: 1.500 mil exemplares Secretários de Comunicação e Imprensa: Redação: Rua Visconde de Ouro Preto, 308, Maria Cristina Steyer Burkard Jornalistas Responsáveis: Sílvia Medeiros (SC-3912/JP) Centro - Florianópolis/SC - CEP: 88020-040 Fone: (048) 3224-7113 Fax: (48) 3223-3103 e Ana Laura Baldo www.sintrafifloripa.org.br secom@sintrafifloripa.org.br Fotos: Assessoria SINTRAFI/Charge Frank Maia Instagram: @sintrafifloripa Face: @bancariosfloripa Projeto Gráfico, Editoração Twitter: @SintrafiFloripa Youtube: SINTRAFIFloripa Marcio Furtado (mfpg100@gmail.com) Folha

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Na medida em que os bancos aceleram os processos de reestruturação, fechamento de unidades e redução dos postos de trabalho, a terceirização volta a assombrar a categoria, representando mais um desafio a ser enfrentado neste ano.

É necessário reconstruir o país

Para pensar formas de enfrentamento a tantos ataques aos direitos que este ano o 6º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro - CONTRAF-CUT, debateu durante os dias 1 a 3 de abril, os rumos do país nos próximos anos e a importância das eleições para reconstruir o Brasil. É preciso entender que as escolhas políticas definem os rumos de nossas vidas como trabalhadores. Decidir quem nos representará nestas eleições é decidir que rumos queremos para a economia brasileira e para o nosso futuro como bancário.


Materia especial

Florianópolis entre as capitais com a cesta básica mais cara do país Em pesquisa Nacional de Alimentos realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - DIEESE, Florianópolis segue no topo das capitais com a cesta básica mais cara do país, com um valor de R$745,47 para compra de alimentos, a capital catarinense fica atrás apenas de São Paulo que tem o custo de R$761,19, seguido do Rio de Janeiro com R$750,71.

alimentação da população e prejudica os pequenos agricultores que sofrem com a falta de políticas públicas direcionadas à produção de alimentos.

De acordo com o economista do DIEESE/SC, Mauricio Mulinari, para avaliar esta alta é necessário fazer uma reflexão do impacto dos últimos aumentos, como dos combustíveis que afeta diretamente no preço dos alimentos, mas também avaliar as mudanças no modo de produção no país e na falta de políticas públicas aos pequenos e médios agricultores que produzem a comida que vai à mesa.

Outro ponto questionado pelo economista é a abertura do capital monopolista no Brasil que prejudica os produtores locais que não tem tanto incentivo como as produções de outros países. Um exemplo citado por Mulinari é a produção do leite, que hoje tem o mercado aberto para o comércio francês. “Não adianta o governo estadual alterar o ICMS do produto, isso gera um impacto pequeno que chega menor ainda ao pequeno produtor que é responsável lá na ponta pela produção do leite. Ou temos uma política séria voltada à valorização de quem produz alimentos no país, ou seguiremos sofrendo com a alta de preços de alimentação”, destaca o economista.

“Atualmente temos políticas direcionadas para as grandes indústrias, é tanto incentivo fiscal que um alimento processado como os enlatados, hoje sai mais barato do que um pacote de feijão”, explica Mulinari. Para o economista, essa alteração muda os padrões de

Com todo este cenário, Florianópolis ainda tem mais outros agravantes que faz com que a capital esteja entre as cestas básicas mais caras do país, deixando para trás metrópoles como Porto Alegre e Curitiba. Segundo Mulinari, Florianópolis concentra três características que fazem a capital

catarinense sempre oscilar no topo dos alimentos mais caros. “Floripa é uma cidade de grande bolsão de especulação imobiliária, que faz com que agricultores saiam da ilha para dar espaço aos grandes empreendimentos imobiliários. Além disso a capital tem atraído cada vez mais pessoas de renda elevada, que pressionam o preço dos alimentos na cidade. o terceiro ponto é o crescente número de redes de hipermercados que fazem extinguir os comércios locais e que centralizam a definição de preços dos alimentos”, enfatiza o economista. Neste cenário de altas de preços e morando na cidade com um dos maiores preços dos alimentos, os bancários da Grande Florianópolis se preparam para a Campanha Nacional que lutará pela valorização da categoria e pela garantia de um reajuste que garanta o poder de compra. Segundo Mulinari, além de uma Campanha forte que garanta essa valorização, é necessário o olhar atento de todos os trabalhadores para as eleições deste ano que vão definir os rumos do país e escolher quem determinará a economia do país nos próximos quatro anos. Folha

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Jornal do Sindicato dos Bancários e Financiários de Florianópolis e Região

Assembleia para Delegados do Congresso Estadual

O Sindicato dos Bancários de Floripa - SINTRAFI, participará do Congresso Estadual da Fetrafi Santa Catarina. A escolha dos Delegados acontecerá dia 3 de maio em Assembleia no auditório do Sindicato às 18h em primeira chamada e 18h30 em segunda chamada. Os delegados eleitos representarão o SINTRAFI no encontro Estadual da categoria em Blumenau nos dias 28 e 29 de maio. Estes encontros colhem e formalizam as reivindicações da categoria para definir a pauta nacional de negociação na data base no Acordo Coletivo da categoria em agosto deste ano.

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