FOLHA
SINDICAL Jornal do Sindicato dos Bancários e Financiários de Florianópolis e Região - CUT Ano 31 - Nº 309- Florianópolis, Junho de 2022
Materia Especial
Campanha 2022
Pauta aprovada pelos trabalhadores indica luta
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Com crise ou sem crise, bancos lucram sempre
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Agende-se
Atividades de integração
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Jornal do Sindicato dos Bancários e Financiários de Florianópolis e Região
Editorial
Diretoria do Sindicato
A Campanha Nacional dos bancários e bancárias já está no ar! Vem para a luta na busca de valorização da categoria que tem visto o lucro dos banqueiros bater recorde e, do outro lado da partida, sobrecarga e desvalorização dos bancários e bancárias.
A pauta foi construída pela categoria e aprovada por todos os trabalhadores bancários do país, reivindica a reposição da inflação e ganho real de 5%, mais diversas cláusulas sociais que buscam melhores condições de trabalho e direitos para toda a categoria. Agora para ter êxito é importante que
todos e todas venham para o jogo e se somem nas mobilizações, nas assembleias e na luta pela valorização e garantia de direitos. O Sintrafi Floripa está mobilizado junto com a Contraf para buscar a melhor negociação e garantir que toda a categoria dos bancários ganhem esse jogo!
Pauta de reivindicações foi entregue aos bancos Os bancários entregaram dia 15 de junho a minuta com as reivindicações da Campanha Nacional Unificada 2022 para a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A data-base da categoria é 1º de setembro. A pauta de reivindicações foi definida na 24ª Conferência Nacional
dos Bancários e aprovada em assembleias realizadas por sindicatos de todo o país nos dias 13 e 14/6. Entre as principais reivindicações estão o aumento real de 5% (INPC +5%); aumento maior para os vales refeição e alimentação; e questões relacionadas à saúde, como, por exemplo, o acompanhamento dos
bancários com sequelas da covid-19. Agora é o momento de fortalecer a unidade para ganhar esse jogo e trazer a valorização e direitos a todos os bancários do país. Acompanhe nossas redes sociais, conheça a minuta de reivindicações e fique bem informado.
Um ano sem o Jacir, mas ele segue presente sendo referência na luta dos bancários Quando a pandemia fazia uma crescente no país e levava vidas precocemente, vimos o nosso companheiro de lutas ser uma das vítimas fatais causadas pelo vírus e pela falta de uma política de proteção do Governo Federal. Um ano depois da partida do Jacir, seguimos em caminhada para continuar o seu legado e tudo o que ele nos ensinou, lutando para preservar direitos e resistindo pela Folha
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democracia, com a certeza que novos tempos de justiça social estão por vir. Nossa Campanha Nacional vem com uma pauta importante de busca de valorização da nossa categoria.
no carro de som ou nas assembleias da nossa categoria.
É a primeira depois de mais de três décadas que não teremos Jacir conosco nas mesas de negociações,
Mas seguiremos, com JACIR PRESENTE HOJE E SEMPRE nas lutas dos bancários de Santa Catarina.
Materia especial
Com quantas vidas se alimenta o lucro dos bancos? Renda dos banqueiros cresce paralela à demissão de bancários
Não importa a crise pela qual o mundo passe, uma coisa sempre é certa, o lucro dos bancos é garantido. Para os banqueiros, quanto mais instável o momento, ou a economia, mais “caro” o crédito, vale a máxima de quanto pior, melhor. Basta olhar para 2021, com o Brasil ainda sob efeitos da pandemia de Covid-19. No ano passado, o ganho das quatro maiores instituições financeiras do país bateu recorde. Segundo a Economatica, juntos, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander somaram R$ 81,62 bilhões de lucro nominal. O mais alto em 15 anos, índice 32,5% superior aos R$ 61,62 bilhões acumulados em 2020. A elevação é baseada na derrocada econômica da maior parte da população. O crescimento se deu em todos os produtos, mas, em especial, nas carteiras sustentadas pelo crédito à pessoa física, um sinal de que mais brasileiros e brasileiras tiveram de tomar empréstimo por falta de recursos para pagar as contas. A negociação deste produto subiu, em média, 16,7% nas três maiores instituições privadas – excluído o Banco do Brasil – e atingiu R$ 2,4 trilhões. Ao contrário do cenário de 2020, quando a carteira de crédito cresceu, mas com foco em recursos destinados a micro e pequenas empresas, responsáveis por ampliar as atividades econômicas. Não bastasse isso, os ganhos com tarifas e prestação de serviços também foram grandes: a taxa foi de 9,3% no Itaú e 4,9% no Bradesco e Santander, num total arrecadado de R$ 90,2 bilhões.
Com tantos números positivos, seria natural a ampliação do investimento em um melhor atendimento e valorização dos trabalhadores e trabalhadoras, certo? Errado. O valor com despesas de pessoal fica abaixo de todos esses índices.
reivindicação, mas já em julho de 2020, os desligamentos foram retomados, conforme explica o presidente do Sindicato dos Bancários e Financiários de Florianópolis e Região (Sintrafi), Cleberson Pacheco Eichholz.
Uma das formas de aumentar o lucro com a superexploração dos trabalhadores e trabalhadoras foi a demissão.
“Foi uma pausa nas demissões estrategicamente pensada, não houve uma mudança nas relações de trabalho ou mesmo o respeito necessário a longo prazo a quem produz o lucro dos bancos. Os banqueiros só enxergam o lucro, a responsabilidade social se restringe à publicidade, por isso mesmo investem tanto para tentar convencer a população sobre isso”, critica.
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em 2020, no ápice da crise sanitária, os cinco maiores bancos do país eliminaram 15,4mil postos de trabalho e 2.189 agências bancárias. Os cortes ocorreram entre o fim de 2019 e julho de 2021. A situação só não foi pior porque, logo no início da pandemia, o Comando Nacional dos Bancários pressionou a Federação Nacional dos Bancos a assumir um compromisso público de não demissão. Muitos bancos alardearam acatar a
Trabalho árduo
Vivian Machado, mestre em Economia Política pela PUC-SP, economista e técnica do Dieese, aponta que os bancos têm apostado na precarização do trabalho por meio de um novo modelo estrutural. “Os bancos estão jogando tudo para o digital, fechando e diminuindo empregos nas agências. As Folha
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contratações que crescem agora são de profissionais de TI (tecnologia da informação), mas nem todos contratam como bancários. O Santander, por exemplo, criou duas empresas para tirar todos da categoria”, explicou.
mares calmos, a realidade dos brasileiros e brasileiras é bem diferente. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada em março deste ano pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, 77,5% Para quem ficou, a pressão tem das famílias possuem dívidas. O índice aumentado cada vez mais. “Os bancos é o maior dos últimos 12 anos. tiveram um lucro fantástico durante a pandemia. Alegam que foi um período O maior responsável por esse cenário improdutivo, pois não conseguem é o cartão de crédito, que afeta pressionar tanto no digital quanto no 80,3% dos grupos endividados. Para pessoal, nas agências. A opção é por alegria dos bancos em um país onde deixar poucas pessoas para atender seis em cada 10 brasileiros convive e atingir as metas absurdas que são com a situação de insegurança estabelecidas”, acrescentou. alimentar e onde a fome aumentou de 19 milhões para 33.1 milhões, entre Enquanto os banqueiros navegam em dezembro de 2020 e abril de 2022.
Para o presidente do Sintrafi, Cleberson, a importância da luta dos bancários e bancárias durante a próxima campanha salarial como uma forma de resistência e garantia de um país mais digno. “A luta contra os banqueiros é extremamente difícil e sem a união de todos fica impossível. Falamos de instituições que só respondem à nossa pressão e contam com apoio de forças conservadores enraizadas no governo Bolsonaro. Basta ver a aprovação no início deste mês na Câmara dos Deputados do vergonhoso projeto que permite aos bancos tomarem a casa das famílias para quitação de dívidas de empréstimo. A classe trabalhadora só pode contar consigo mesma”, pontuou.
Atividade de recreativas e integração
EM NOVEMBRO FEIJOADA DOS BANCÁRIOS, FIQUE LIGADO! Inscrições em: sintrafifloripa.org.br Importante: Apresentar comprovante de vacinação.
Expediente Tiragem: 1.500 mil exemplares Secretários de Comunicação e Imprensa: Redação: Rua Visconde de Ouro Preto, 308, Maria Cristina Steyer Burkard Jornalistas Responsáveis: Sílvia Medeiros (SC-3912/JP) Centro - Florianópolis/SC - CEP: 88020-040 Fone: (048) 3224-7113 Fax: (48) 3223-3103 e Ana Laura Baldo www.sintrafifloripa.org.br secom@sintrafifloripa.org.br Fotos: Assessoria SINTRAFI/Charge Frank Maia Instagram: @sintrafifloripa Face: @bancariosfloripa Projeto Gráfico, Editoração Twitter: @SintrafiFloripa Youtube: SINTRAFIFloripa Marcio Furtado (mfpg100@gmail.com)
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