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SINDICAL Jornal do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Florianópolis e Região - CUT Ano 26 - Nº 267 - Florianópolis, 22 de Dezembro de 2016
Seu futuro em jogo Entenda a proposta de Reforma da Previdência
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Reestruturação
Desafios para toda a Categoria
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Feijoada
Camisetas disponíveis a partir de janeiro
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Jornal do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Florianópolis e Região
Editorial
2017: Um ano para renovar o espírito de luta Diretoria do Sindicato
Em 2016 vimos nossa democracia, nossa economia e nossos direitos escorrerem pelo ralo da ingerência e da ganância da classe política e dos grandes empresários. Para a categoria bancária não foi diferente. O trabalhador dos bancos sofreu e sofre com as conseqüências dessa ingerência, tendo seus direitos, saúde e emprego ameaçados gravemente. Além das lutas da categoria, os PLs (Projetos de Lei) e PECs (Propostas de Emenda Constitucionais) tramitando no Congresso Nacional, que atacam diretamente os direitos dos trabalhadores, como por exemplo a PEC 55 que congela os investimentos em saúde e educação, o PL4302/98 que amplia a Terceirização da mão de obra no Brasil. Não bastasse isto, o governo acaba de propor uma reforma na previdência que torna praticamente impossível uma aposentadoria com rendimentos integrais, elevando para até 49 anos o tempo de contribuição para receber 100% do Salário de Benefício. Estes PLs e PECs atingem diretamente os interesses da classe trabalhadora e representam a tentativa da volta das fracassadas políticas neo-liberais dos anos 90, com privatizações,
retirada de direitos dos trabalhadores, recessão econômica, perda de poder aquisitivo da sociedade em geral e concentração de renda. Nos bancos públicos a sinalização de um processo de privatização veio com a reestruturação proposta pelo Banco do Brasil, já em curso, que pretende fechar agências e reduzir significativamente os postos de trabalho. Com o desemprego em alta e o clima de instabilidade econômica, tal medida somente agrava a situação do cidadão, enquanto agrada os grandes empresários do setor financeiro e os rentistas. Outra medida impopular e que ataca direitos dos bancários foi a mudança do divisor para o cálculo das horas extras. Essas medidas e projetos visam precarizar ainda mais os serviços bancários, preservando o lucro dessas empresas repassando a conta para o trabalhador e para a sociedade. Nos bancos privados o cenário continua o mesmo. Dificuldades na prestação de serviços aos clientes, cobranças abusivas para os trabalhadores, fusões e aquisições que não se refletem na qualidade dos serviços e condições de trabalho, mas apenas no lucro das instituições. O HSBC foi
Expediente Secretários de Comunicação e Imprensa: Cleberson Pacheco Eichholz e Luiz Henrique Toniolo Jornalistas Responsáveis: Osíris Duarte (Mte 02538/PB) Fotos: Osíris Duarte Projeto Gráfico, Editoração Marcio Furtado (mfpg100@gmail.com) Folha
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Tiragem: 3.000 mil exemplares Redação: Rua Visconde de Ouro Preto, 308, Centro Florianópolis/SC CEP: 88020-040 Fone: (048) 3224-7113 Fax: (48) 3223-3103 www.seebfloripa.org.br secom@seebfloripa.com.br
comprado pelo Bradesco, depois de vários escândalos envolvendo lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Para os bancários do banco inglês sobrou enfrentar um processo de transição a toque de caixa, cheio do problemas e incongruências. Ao longo de todo o ano o Sindicato dos Bancários de Florianópolis se dedicou em denunciar, fiscalizar e combater todas as medidas que atacam os trabalhadores e seus direitos. A participação do SEEB em todas as mobilizações contra os Projetos de Lei e Emendas à Constituição que retiram direitos foi intensa. O Sindicato também realizou dezenas de atos contra as já corriqueiras situações de prejuízo aos trabalhadores bancários dentro dos seus locais de trabalho. Metas abusivas, filas, assédio e condições de trabalho ainda continuam sendo grandes problemas nos bancos. O cenário atual trás um novo desafio para o Sindicato dos Bancários e para o movimento sindical como um todo: renovar o espírito de luta. Somente com ânimo e disposição para a participação na mobilização civil poderemos resistir a esses tempos difíceis que vivemos. É por isso e para isso que existe o Sindicato. Saiba que você não luta sozinho.
Pauta Bomba
Entenda a proposta da reforma da previdência Pelas mudanças propostas pelo governo Temer, será preciso trabalhar 49 anos para ter acesso à aposentadoria integral O governo Temer encaminhou ao Congresso uma Proposta de Emenda Constitucional, PEC nº 287/2016, de reforma da previdência. Com o discurso de que é uma medida impopular e amarga, mas necessária para resolver o “déficit” da previdência e garantir a sustentabilidade das aposentadorias futuras. A seguir apresentamos os principais pontos da proposta da previdência a fim de esclarecer aos bancários e à classe trabalhadora em geral como esta PEC vai afetar a vida de cada um Isso vale para quem? Vale para os homens que têm e as novas regras para aposentadoria menos de 50 anos e para as mulheres caso a PEC seja aprovada. com idade inferior a 45 anos. Qual é a regra atual para as aposentadorias? Há duas regras. A primeira é por tempo de contribuição. Os homens podem se aposentar com qualquer idade após 35 anos de contribuição ao INSS, enquanto as mulheres podem fazê-lo após 30 anos de contribuição, também sem idade mínima. Há também a aposentadoria por idade. Os homens com 65 anos podem requerer, desde que tenham ao menos 15 anos de contribuição. As mulheres, por sua vez, podem se aposentar com 60 anos, também com pelo menos 15 anos de contribuição.
E como será possível obter o valor integral da aposentadoria? Hoje, a aposentadoria integral significa receber o valor total do chamado salário de benefício, que é a média dos 80% maiores salários recebidos desde julho de 1994. Atualmente, esse teto é de 5.189,82 reais. Atualmente, o cálculo para chegar a esse valor é feito com base no Fator Previdenciário ou na chamada regra 85/95, sancionada pelo governo Dilma em novembro de 2015. A proposta do governo Temer é acabar tanto com o Fator Previdenciário quanto com a regra 85/95, estabelecendo cotas para o acesso à Qual é a proposta do governo? A Proposta de Emenda à Cons- aposentadoria integral. tituição (PEC) 287 exige que o trabalhador, seja homem ou mulher, con- E o que isso significa? Significa que, mesmo contribua durante ao menos 25 anos com o Instituto Nacional de Seguro Social tribuindo por 25 anos, o trabalhador (INSS) e estabelece idade mínima de não terá direito à aposentadoria inte65 anos de idade para ter acesso ao gral. Por exemplo, se um trabalhador contribuir com uma média de 2.000 benefício. Esses fatores precisam ser com- reais durante 25 anos, ele receberá binados para que seja possível reque- uma aposentadoria de apenas 1.520 rer a aposentadoria. Alcançar os 65 reais quando chegar aos 65 anos de anos com menos de 25 anos de con- idade. tribuição ou atingir os mesmos 25 anos Caso queira receber um valor supede trabalho formal antes dos 65 anos rior, o brasileiro deverá continuar no de idade não permitirão o acesso à mercado formal após os 65 anos ou começar a trabalhar aos 16 anos. Na Previdência.
prática, para ter acesso à média integral do valor contribuído, será preciso trabalhar formalmente por 49 anos. Como ficam homens com mais de 50 anos e mulheres com mais de 45 anos? Os homens de 50 anos ou mais e as mulheres com 45 ou mais de idade entrarão nas regras de transição. Para esses casos, o governo impôs um outro cálculo para acesso ao benefício. Os trabalhadores deverão trabalhar mais 50% do tempo restante ao que faltava para se aposentar. Por exemplo: um homem de 51 anos que estava a cinco anos de conseguir o benefício, vai precisar trabalhar 50% a mais do que esse período. Ou seja, os cinco anos da regra anterior mais dois anos e seis meses como “pedágio”. No caso específico desse trabalhador, portanto, ele precisará trabalhar até os 58 anos e 6 meses, em vez de parar aos 56 anos. O mesmo vale para as mulheres, só que a partir dos 45 anos. A reforma atinge quem já se aposentou? Não. A reforma da Previdência não vai atingir quem já se aposentou ou já alcançou as regras atuais para ter acesso ao benefício. Além disso, não serão modificadas, por enquanto, as regras de aposentadoria de militares. Folha
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Resumo das ativdades de 2016
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Banco do Brasil
Processo de Reestruturação no BB: desafios para toda a categoria. Para que se entenda o tamanho desta luta e a forma que o seu sindicato tem construído a resistência, relacionamos todas as atividades realizadas até o momento de forma cronológica: 20/11 - Anúncio em rede nacional de TV do processo de Reestruturação; 22/11 - Representação na reunião da CEBB (Comissão de Empresa do BB); 25/11 - Dia Nacional de Mobilização: Black Friday no BB e reunião com GEPES/SUPER SC e CESUP 29 e 30/11- Paralisação de agências e reuniões com os funcionários e distribuição de material para os clientes no Dia Nacional de Luta; 01/12 - Representação na reunião
Assim que a diretoria do Banco do Brasil anunciou o fechamento de 402 agências em todo o Brasil e a transformação em postos de atendimento de outras 379, no domingo, 20/11, a Direção do SEEB Floripa começou a trabalhar para compreender o alcance da reestruturação e atuar em defesa dos bancários do banco público. Foram realizadas várias atividades de paralisação de agências e locais de trabalho, reuniões, plenária e assembleia com o objetivo de mobilizar e esclarecer os bancários, além de dialogar com clientes e usuários dos transtornos que estas medidas irão causar.
da CEBB e plenária na FECESC;
A Direção do SEEB Floripa entende que este profundo processo de reestruturação que ocorre no BB é uma sinalização dos desafios que os bancários vão enfrentar nos próximos anos. Não só os bancos públicos, mas todas as instituições financeiras passam por fusões, processos de reorganização institucional e digitização.
sentação na reunião da CEBB;
05/12 - Audiência com PROCON/ SC; 06/12 - Assembleia no Hotel Floph; 07/12 - Ato público da Cachorrada do BB com distribuição de cachorroquente e
material para bancári-
os e público em geral; 08/12 - Ingresso com ação na Justiça do Trabalho contra o processo de reestruturação e repre13/12 - Audiência na 6ª vara da Justiça do Trabalho sobre o processo de reestruturação; 14/12 - Representação na reunião da CEBB sobre os Escritórios de
Portanto, bancário, participe das atividades propostas pelo sindicato. Somente a unidade da categoria poderá minimizar os efeitos das mudanças do perfil do emprego bancário e garantir a manutenção e ampliação dos nossos direitos. Folha
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Negócios; 19/12 - Audiência no Ministério Público do Trabalho - 10ª Região (Brasília).
A importância do representante sindical de base O representante sindical de base, ou delegado sindical, é a força expressiva fundamental para organizar a luta e a mobilização dos trabalhadores. Não por acaso, as maiores conquistas dos bancários ocorreram nos momentos em que houve uma forte mobilização, que refletiu em avanços para a categoria. O delegado sindical, portanto, é o primeiro elo entre os trabalhadores e o Sindicato. Ele é eleito pelos próprios bancários e deve incentivar o debate das questões trabalhistas, levar a opinião de seus representados para o Sindicato e vice-versa. Com a assinatura do ACT bianual 2016/2018 e a expectativa de mudanças profundas nas relações de trabalho a partir da implantação dos modelos digitais no atendimento bancário, a presença do delegado sindical será ainda mais importante. Mais do que nunca é preciso que o movimento sindical renove sua atuação e suas estratégias de enfrentamento para questões além das reivindicações econômicas da categoria. Ele será a vanguarda na concepção do novo modelo de movimento sindical, na construção de pautas relacionadas às condições de trabalho, emprego, saúde, segurança e agente fundamental na luta pela manutenção dos bancos públicos. O delegado tem a missão de promover a aproximação dos trabalhadores com o Sindicato para organizar e ampliar a luta e a mobilização dos bancários a partir do local de trabalho, ressaltando a importância de todos estarem sindicalizados.
Relação de Delegados Sindicais do BB: ARTHUR DANIEL ROESLER CARLOS BRUM DIEGO MORITZ ANDRADE ESTÉR BEATRIZ KURTH HUGEN HIDERALDO LUIS SANTOS IONE ROZELI JOÃO MARCELO HELFENSTEIN JORGE JANTSCH LUCAS ELEUTÉRIO DA SILVEIRA LUIZ MÁRIO SÁ F. DE SOUZA MARCIO LUIZ DAVID MOACIR TOMAZ DE OLIVEIRA RICHARD JOSÉ DO NASCIMENTO ROGÉRIO UHR SANTIAGO SILVIO CÉSAR CARDOSO SIMARA CRISTINA N. PEREIRA VERÔNICA RODRIGUES FIGUERÓ
Eleições Delegados Sindicais
MARCELO DE FREITAS MARCIO CARLOS SUAREZ SAMPAIO MARCO ANTONIO PRAZERES MAURICIO AMORIM REGINA ANDREA TAVARES REJANE MENEZES REIS FRANCESCHINELLI RICARDO WOYCIEKOWSKI ROBERTO KÜHLKAMP VILMAR SILVEIRA
Relação de Delegados Sindicais do Banrisul: CALIL ELIAS DANIEL FILHO DÁRCIO STRUECKER LUIZ FELIPE WOVST NORONHA RUBENS JOSÉ KRETZER VIVIAN BRUM TEIXEIRA
Delegado Sindical do BRDE: ARTÉFIO GONÇALVES DOS SANTOS
Relação de Delegados Sindicais da CEF: ADEMAR WYPYCZYNSKI MARTINS AGUINALDO GARCEZ ALESSANDRO SCHMIDT ALEXANDRE MACHADO DE MACHADO ALINE KLOCK CAMPOS BRUNO DIAS CARLOS ALEXANDRE DE BASTIANI FERNANDO ROBERTO AMORIM
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Confraternizações
Festa dos Bancários reúne colegas de todos os bancos Cerca de oitocentas pessoas lotaram o salão da AABB em Florianópolis para prestigiar a Festa dos Bancários, no mês em que o Sindicato completou 81 anos. Uma das atrações da festa foi a Banda Comandos que agradou a categoria com músicas de vários gêneros. A direção do Sindicato agradece a presença de todos e em especial a compreensão da categoria com relação a campanha de arrecadação de alimentos, foram arrecadados mais de uma tonelada de alimentos não perecíveis que foram entregues a diversas entidades pertencentes a base territorial do SEEB Floripa.
Feijoada dos Bancários 2017 Depois do sucesso das quatro edições anteriores, vem aí a 5ª Feijoada dos Bancários. Será no dia 11 de fevereiro, um sábado, a partir das onze horas da manhã, na ASDERLIC, na Rua Visconde de Cairú, 85, no Estreito (cabeceira da ponte no continente). Para participar é só adquirir a camiseta por R$ 30,00 que dá direito a feijoada completa com caipirinhas de cachaça e vinho, refrigerante e água. A cerveja será cobrada a parte. O evento é apenas para sindicalizados e seus dependentes. Fique atento: a partir de janeiro as camisetas estarão disponíveis. Folha
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