FOLHA
SINDICAL Jornal do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Florianópolis e Região - CUT - Ano 24 Nº 570 Florianópolis,16 de dezembro,de 2013
2013 A arte de lutar! Ritmo crescente de demissões
Prestação de Contas
CASSi/PREVI
Santander
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Plenária dia 19/12
Balancetes
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Jornal do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Florianópolis e Região
Editorial
Diretoria do Sindicato
O ano de 2013 está chegando ao fim. Foi um ano de muitas mobilizações e de grandes manifestações que há muito tempo não eram vistas em nosso país. Os bancários fizeram parte de muitas lutas em 2013, entre elas, a Campanha Nacional da categoria, que debate mais especificamente nosso cotidiano e de toda sociedade que, de alguma maneira, se relaciona com o sistema financeiro. E não foi uma Campanha fácil. 26 dias de greve em todos os bancos, 41 dias de greve no Banrisul. A postura dos bancos públicos e privados, diante de uma greve forte, a maior dos últimos 20 anos com mais de 12 mil agências paralisadas em todo país, foi de apostar no desgaste do movimento. Fizeram uma única proposta durante a greve, de 7,1% de reajuste, rejeitada pelas bancárias e bancários de todo país. A categoria se manteve, durante todo tempo, firme na luta, mesmo com as ameaças dos bancos, que se utilizaram, novamente, de práticas antissindicais (interdito proibitório, pressão para o retorno ao trabalho, etc.). Em Florianópolis tivemos uma bela mobilização dos comissionados do Banco do Brasil que se somaram aos caixas e escriturários e deram um exemplo para toda a categoria. Os comissionados usaram toda sua motivação, que garante os negócios de milhões de reais diários ao BB, para mostrar sua capacidade de organização. A cobrança ostensiva e o assédio moral determinaram a pauta principal: melhores condições de trabalho e saúde. Fizeram uma grande Assembleia, discutiram e apontaram os principais problemas, sistematizados em uma pauta
de reivindicações. Quem participou ativamente da construção do movimento, carregará para sempre dias incríveis de muita união e solidariedade. Na Caixa, os trabalhadores mantiveram sua tradição de paralisações. Com forte adesão, os piquetes em frente algumas agências foram retomados em 2013. Os trabalhadores do Banrisul mostraram sua consciência de classe e trabalharam na construção do movimento em todos os dias da greve, ajudando na mobilização dos outros bancos. Com o fim da greve nos privados, BB e Caixa, os bancários do banco gaúcho se mantiveram firmes durante os 41 dias do movimento. Nos bancos privados, apesar da dificuldade histórica de fazer greve, houve o fechamento de unidades importantes, com grande contingente de trabalhadores do lado de fora dos locais de trabalho. Outro ponto que merece destaque foi o apoio dos movimentos sociais. Militantes do MST, das Brigadas Populares, de outras organizações e sindicatos ajudaram a categoria durante toda a greve. Essa é uma relação construída ao longo de anos de mobilizações. O SEEB se orgulha de contar com o apoio de outros segmentos da sociedade, já que sempre esteve na luta do conjunto da classe trabalhadora. As críticas da grande imprensa, a mesma que elogia a união de entidades empresariais, mostra o acerto de nossa estratégia. Não foi a primeira vez e nem será a última que o SEEB soma forças com outros movimentos sociais e sindicais.
Mas também tivemos problemas, prin-
cipalmente nas mesas de negociações específicas do BB e da Caixa. Discussões mais uma vez realizadas durante a madrugada, momento em que os representantes não conseguem se articular com suas bases. Além disso, os coordenadores da Comissão de Empresa do Banco do Brasil e da Caixa Econômica trouxeram, em vez do Banco, as propostas das empresas. A proposta veio condicionada à sinalização positiva para o acordo de compensação das horas paradas. A redução do limitador para até 1 hora compensada por dia merece destaque na campanha. Apesar de a luta da categoria ser pela não compensação, há de se ressaltar a caminhada positiva quando obtemos a redução. Além disso, apesar de uma adesão significava ao movimento de greve, na prática, na rua, tal adesão muitas vezes não pode ser vista. Greve se constrói diariamente e não estar no dia a dia do movimento demonstra uma fragilidade na consciência social, histórica e de solidariedade da categoria bancária. A partir do momento em que há um esvaziamento dos piquetes, das assembleias, das passeatas, enfraquecemos nossa organização. Isso desestimula quem faz greve, de fato, e fortalece os banqueiros. Para que a sociedade enxergue a categoria bancária de forma justa, é preciso ser visto e dizer quem somos. O ano está no fim, mas já é hora de olhar para frente, para 2014, e pensar em organização e mobilização. A lição que ficou desse ano só reforça a importância da participação. Nossa luta foi exemplo para os bancários de todo país e ajudou no crescimento da mobilização durante a greve. Que venha 2014, e que possamos construir um movimento mais forte a cada ano.
Expediente Secretários de Comunicação e Imprensa: Milano Cardoso Cavalcante e Rafael Tiago Busanello Balbinotti Jornalista Responsável: Osíris Duarte (Mte 02538/PB) Fotos: Osíris Duarte e Guima
Folha
Sindical
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Projeto Gráfico, Editoração Marcio Furtado (mfpg100@gmail.com) Tiragem: 3.500 mil exemplares Redação: Rua Visconde de Ouro Preto, 308, Centro - Florianópolis/SC CEP: 88020-040 Fone: (048) 3224-7113 Fax: (48) 3223-3103 www.seebfloripa.org.br secom@seebfloripa.com.br
Licitação do transporte a resistência continua O Movimento Passe Livre esteve focado nos últimos meses em promover atividades e intervenções com a intenção de chamar a atenção de todos para um problema gravíssimo que irá comprometer a cidade por duas décadas: a nova licitação do transporte público. Nas poucas e ineficazes audiências públicas promovidas pelo governo, pressionamos os vereadores da cidade, promovemos assembleias populares junto a outras organizações, produzimos materiais sobre o tema, fizemos uma manifestação de rua, entramos com processos legais e, ainda assim, o descaso do poder público só se intensificou. Frente a essas intervenções, o prefeito disse que a todo o momento esteve aberto ao diálogo, mentira! Em nenhum momento os trabalhadores e usuários do transporte coletivo, que são aqueles diretamente afetados pelo novo edital, foram ouvidos pelo prefeito para a elaboração do edital. Quem lê o documento logo percebe que sua única função é garantir o lucro dos donos das empresas de ônibus por mais duas décadas. E quem vai pagar a conta, pra variar, somos nós! Não é preciso muito esforço para entender onde vai dar esse novo edital: desintegração com a região metropolitana, cortes de linhas, demissões, ônibus lotados e novos aumentos de passagem. Por sua vez, a mídia esteve todo o tempo evitando falar sobre o assunto. Sua função tem sido a de proteger o prefeito e seus planos irresponsáveis!
Por conta da pressão popular, que expôs a debilidade do trabalho da prefeitura, o edital de licitação do transporte coletivo foi suspenso por 15 dias. A fragilidade da licitação é tão grande, que ela foi adiada e deverá ocorrer somente em meados de fevereiro do ano que vem* (a previsão inicial era 14 de novembro de 2013). Porém, nós não temos muito que comemorar. O momento agora é de luta! O Movimento Passe Livre continuará na resistência, promovendo ações que chamem atenção para a situação. Não há o que ser discutido até que esse edital seja suspenso e a população possa finalmente ser ouvida. Acompanhe e participe de nossas atividades! Por uma vida sem catracas e sem covardia! Fonte: MPL Floripa (texto na íntegra em http:// mplfloripa.wordpress.com)
MOBILIDADE
* A Prefeitura de Florianópolis republicou no dia 6/12, o edital do transporte coletivo e as empresas interessadas em explorar o serviço terão até o dia 20 de janeiro de
Rubens Lopes
URBANIZAÇÃO Votação do Plano Diretor apontou uma verdade: a cidade tem dono
Em menos de dois dias, a Câmara de Vereadores de Florianópolis votou um projeto de Plano Diretor, alterado por quase 700 emendas. Nada impediu que, entre sorrisos de mofa, os vereadores fossem aprovando uma a uma, as emendas que continham os interesses dos grandes empresários. A luta que se travou nos dias de vo-
tação da Câmara de Vereadores já tinha um vencedor bem antes de o plano entrar na casa. Todo o jogo de cena de que a população havia construído o plano por sete anos, divulgado pela mídia, que a discussão tinha acontecido, que as pessoas sabiam muito bem do que se tratava, era o manto da ilusão necessário para enganar a maioria. E enquanto a vida de todos era vendida por 30 dinheiros, a população seguia seu curso, na correria para pegar o ônibus, assistindo a um recital, participando de uma reunião qualquer para amenizar alguma dor,
ou garantir algum pequeno avanço. Muitas pessoas assistiram a “confusão” causada pelos “de sempre”, os “anti-progresso”, na televisão e balançaram a cabeça em desaprovação. Nos gabinetes, os donos do dinheiro celebraram com champanhe. Não estão preocupados com ambiente, vida boa, saúde, equilíbrio. Tudo o que querem é muitos zeros na conta bancária. Daí que, para terminar, o que podemos dizer é que só há uma alternativa para os que lutam: reforçar a batalha contra o capital, contra o modo capitalista de organizar a vida. Ou isso, ou seguiremos afogados pelo desejo de consumo fomentado pelo sistema. Não dá para ser ingênuo acreditando que pequenas reformas nos levarão ao céu. O poder do capital dá o que quer dar. E nesses dias deixou bem claro: a cidade é dele e ponto final. Qualquer concessão que veio ao encontro dos desejos das comunidades está amarrada em um interesse econômico maior. Por Elaine Tavares (texto completo no portal desacato.org) Folha
Sindical
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SANTANDER
Bancários cobram o fim das demissões
A Contraf-CUT, federações e sindicatos se reuniram no dia 28/11 com o vice-presidente executivo sênior de RH do Santander, José de Paiva Ferreira, e cobraram o fim das demissões imotivadas no banco espanhol e melhores condições de trabalho. Em uma teleconferência ocorrida no dia 24/10 o presidente global do Santander, Javier Marín, disse que uma das prioridades para os próximos trimestres é “melhorar a eficiência dos custos”. “O acordo coletivo deu um aumento de 8% no Brasil”, disse. “Por isso, é tão importante colocar em prática todas as medidas para que o Brasil tenha um custo de negócio similar a outros países em que operamos”, afirmou. O Brasil vai responder por 40% dos cortes. Corte de 4,5 mil empregos em um ano Mesmo com lucro líquido de R$ 4,3 bilhões até setembro deste ano, houve corte de 3.414 empregos no mesmo período. Já nos últimos 12 meses, a redução alcançou 4.542 vagas, uma queda de 8,2% no quadro de
BANRISUL
Guina
Bancários se reuniram também com secretário de Relações de Trabalho, Manoel Messias, para discutir demissões
funcionários que caiu para 50.578 em setembro. Demissões não são “normais” Paiva reconheceu que estão acontecendo dispensas e que continuarão ocorrendo, dizendo que são “normais”. Os dirigentes sindicais rebateram, afirmando que as dispensas em nada contribuem para melhorar o atendimento e a eficiência da instituição. Sobre os boatos de novas demissões em massa na véspera do Natal, Paiva disse que “não haverá demissões em massa em dezembro”.
Atual modelo de gestão não serve O vice-presidente do Santander disse que “o plano do banco é de crescimento de negócios e de clientes e, para crescer, as pessoas devem estar satisfeitas, engajadas, motivadas e felizes”. A realidade é bem diferente na rede de agências, onde impera o caos diante da falta de funcionários, pressão por metas, assédio moral, insegurança e condições precárias de trabalho. Os representantes dos trabalhadores denunciaram que o banco cortou até despesas de limpeza.
Assinado Acordo Coletivo de Trabalho do Banrisul Os banrisulenses selaram as conquistas específicas da Campanha Salarial 2013 na tarde de sexta-feira (29), com a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho do Banrisul, aditivo à CCT 2013/2014. O documento foi assinado por diretores da Fetrafi-RS, sindicatos filiados e pelo presidente do Banco, Túlio Zamin. O movimento paredista no Banrisul durou
42 dias e foi a maior greve dos banrisulenses nos últimos 50 anos. A unidade demonstrada pelos trabalhadores na campanha reflete força e uma grande manifestação de consciência coletiva. Isso sinaliza uma boa perspectiva nas negociações do PCS e o acordo da Fundação Banrisul.
Fonte: Imprensa/Fetrafi-RS com informações do SEEB Floripa
Fonte: Imprensa/Fetrafi-RS
BANCO DO BRASIL
Plenária no dia 19/12 discute dados da Mesa Temática
Agnaldo Azevedo
Trabalhadores reivindicam Cassi e Previ para todos
Foi realizada no dia 27 de novembro a primeira reunião da mesa temática sobre saúde e previdência para os funcionários oriundos dos bancos incorporados pelo BB. O encontro aconteceu na sede do banco em Brasília. Os representantes dos funcionários reivindicam que todos os trabalhadores oriundos do Besc, Banco Nossa Caixa e BEP tenham acesso ao plano de saúde da Cassi, com a assistência, os serviços, a amplitude nacional e a contrapartida de custeio do banco para ativos e aposentados. Com relação aos planos de previdência do Economus, Fusesc e Previbep, que sejam garantidos os mesmos direitos, nível de contribuições e benefícios oferecidos aos
Sindical 4 Folha
funcionários do BB no Previ Futuro, preservados os direitos dos participantes ativos e aposentados vinculados aos planos de Benefício Definido daquelas três entidades. Os representantes do Banco do Brasil na mesa temática, sob a coordenação do diretor da Diref, Carlos Néri, apresentaram uma série de dados e falaram sobre a situação de cada uma das três entidades, dos seus planos de previdência e de assistência à saúde. Apresentaram o trabalho que está sendo feito pelos dirigentes de cada entidade para avaliar com profundidade o patrimônio, os investimentos e a situação atuarial de cada um dos planos,
os riscos, demandas e passivos, a implantação de novos mecanismos de decisão, controle, avaliação de risco, auditorias e procedimentos para melhorar a gestão dos fundos. Os representantes do BB frisaram que não há autorização do acionista majoritário (governo) para negociar soluções neste momento, já que o encontro realizado nesta quarta-feira não era uma mesa de negociações, mas uma reunião para reconhecimento da situação dos planos. A questão dos planos de saúde e previdência nunca foi tratada de forma urgente pelo BB. A consequência foi óbvia: a demanda foi judicializada por incompetência da administração em resolvê-la. As sentenças tem sido favoráveis aos trabalhadores e o banco tem recorrido. Plenária discute dados apresentados na Mesa Temática Nesta quinta-feira, 19 de dezembro, a partir das 18 horas, na FECESC (Av. Mauro Ramos, 1624 – Centro) o Sindicato realiza plenária para debater com os trabalhadores os dados apresentados pelo BB na mesa temática. Participe. Sindicato somos nós!
Fonte: SEEB FPOLIS com informações da CONTRAF-CUT
Comando avalia Campanha 2013 e realiza planejamento em fevereiro Negociação da Campanha Salarial em 09.08.13
Em reunião ocorrida na tarde do dia 26, em Brasília, o Comando Nacional dos Bancários avaliou como vitoriosa a Campanha 2013 (ver no site da Contraf-CUT), apontou a necessidade de continuidade das lutas da categoria, agendou um seminário de planejamento para os dias 5 e 6 de fevereiro de 2014 e marcou a 16ª Conferência Nacional para os dias 25, 26 e 27 de julho de 2014, em São Paulo. O encontro foi realizado após o ato promovido na parte da manhã pelas centrais sindicais, em frente ao Banco Central, por “menos juros e mais emprego” e pela redução imediata da taxa SELIC. PL 4330 O PL 4330 e demais projetos similares que ampliam a terceirização continuam tramitando no Congresso Nacional. A pressão empresarial é
grande e a avaliação do Comando é que os trabalhadores devem continuar mobilizados e aglutinar mais forças em 2014. Reforma política Os membros do Comando reafirmaram a importância do tema para aprofundar a democracia no Brasil. É necessário o envolvimento da classe trabalhadora na mobilização por uma Constituinte Exclusiva para a Reforma Política. Planejando 2014 Foi agendado um seminário de planejamento do Comando para os dias 5 e 6 de fevereiro. O objetivo é que o Comando centralize a luta em 2014, principalmente em relação as condições de trabalho e demissões, que necessitam de ações coordenadas nacionalmente. Fonte: SEEB FLORIPA com informações da Contraf-CUT
CAIXA
Fórum paritário começa debates sobre condições de trabalho
Estrutura física e suporte operacional das agências, número de empregados por unidade, jornada e assédio moral. Esses são os assuntos que vão nortear as reuniões temáticas do fórum paritário sobre condições de trabalho na Caixa Econômica Federal. O primeiro encontro ocorreu na quartafeira (27), em Brasília, ocasião em que foi iniciada a discussão a respeito da estrutura das unidades. Os dirigentes sindicais cobraram da direção da empresa mais investimentos para o setor de logística, com a ampliação do quadro de empregados. Cabe a esse setor, por exemplo, cuidar da manutenção de toda a rede, do mobiliário ao arcondicionado e ainda preparar a instalação de novas agências. Foi lembrado para a Caixa que o volume de trabalho é grande para uma pequena quantidade de pessoal, havendo a necessidade de mais contratações para suprir tanta demanda nas unidades. É preciso ainda resolver problemas com o novo sistema (Sisag), que está sendo implantado e
cai a todo o momento, não respeitando o login único dos empregados na função de caixa. O mecanismo “derruba” o sistema quando termina a jornada do empregado, evitando o trabalho gratuito. No caso dos caixas, devido ao Sisag, as operações não são interrompidas. É como se o login único não existisse para eles. Os representantes dos empregados reivindicaram também que não haja desfalque no número de trabalhadores das agências em funcionamento para a abertura de novas unidades. A luta, nesse caso, é para que não ocorram inaugurações sem o número adequado de bancários. Outras reivindicações foram o pagamento das horas extras, o fim do assédio moral e das ameaças de descomissionamento. As próximas reuniões do fórum paritário foram marcadas para os dias 17 de dezembro deste ano e 21 de janeiro de 2014. Fonte: Contraf-CUT com Fenae Crédito: Fenae
Resumo das Novas Cláusulas FENABAN: - Reajuste: 8,0% - Pisos: Reajuste de 8,5% - PLR regra básica: 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.694,00 (reajuste de 10%), limitado a R$ 9.087,49. Se o total apurado ficar abaixo de 5% do lucro líquido, será utilizado multiplicador até atingir esse percentual ou 2,2 salários (o que ocorrer primeiro), limitado a R$ 19.825,86. PLR parcela adicional: aumento de 2% para 2,2% do lucro líquido distribuídos linearmente, limitado a R$ 3.388,00 (10% de reajuste). - Adiantamento emergencial: Não devolução do adiantamento emergencial de salário para os afastados que recebem alta do INSS e são considerados inaptos pelo médico do trabalho em caso de recurso administrativo não aceito pelo INSS. - Gestores ficam proibidos de enviar torpedos aos celulares particulares dos bancários cobrando cumprimento de resultados. - Abono-assiduidade: 1 dia de folga remunerada por ano. - Vale-cultura: R$ 50,00 mensais para quem ganha até 5 salários mínimos, conforme Lei 12.761/2012. - Adoecimento de bancários - Constituição de grupo de trabalho, com nível político e técnico, para analisar as causas dos afastamentos. BB Contratações: Serão contratados 3 mil bancários até agosto de 2014. - PSO/CAIXAS: de 0,5 ponto para 1 ponto por dia de exercício, retroativo a 2006, com pagamento a partir de 1.9.2013. Além disso, serão efetivados no caixa mais de 1.200 bancários que já vêm exercendo a função a mais de 90 dias. Trava para remoção: A trava diminuiu de 24 para 18 meses. - Mesa temática sobre Cassi e Previ para incorporados - Limita o uso de mensagens de texto (SMS) cobrando metas de seus funcionários fora da jornada de trabalho. - Movimentação transitória para as ausências da gerência média nos casos de licença de saúde, a partir do 1º dia e até 90 dias, nas agências de qualquer nível com até 7 (sete) funcionários; - Abono das horas de ausências, durante a jornada de trabalho, para os funcionários com deficiência, para aquisição, manutenção ou reparo de ajudas técnicas (cadeiras de rodas, muletas, etc), com limite de uma jornada de trabalho por ano; - Elevação da licença adoção para homens solteiros (família monoparental) ou com união estável homoafetiva, de 30 para 180 dias; Caixa - PLR adicional na Caixa - Valor de 4% do lucro líquido distribuída igualmente para todos os empregados - Plano de assistência à saúde - dependente indireto Saúde Caixa - Pagamento de 100% das horas extras realizadas em agências com até 15 empregados - Ausências permitidas: até 2 dias por ano para levar cônjuge, companheiro (a), pai, mãe, filho ou dependente menor de 14 anos ao médico, mediante comprovação, em até 48 horas após. - Redução das horas de estudo para efeito da promoção por mérito de 70 para 10 horas. Comissões de Conciliação Voluntária - A Caixa se compromete a renovar a assinatura do acordo coletivo de trabalho que regulamenta a CCV por ocasião do seu vencimento. - Constituição de comissão para avaliar e sugerir melhorias nos processos de seleção interna. - Constituição de fórum para debater, propor e estruturar ações preventivas e de tratamento de situações que envolvam o tema condições de trabalho, abrangendo: conflito no ambiente de trabalho, jornada de trabalho, acompanhamento de resultados, estrutura física e de pessoas das unidades. Folha
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SAÚDE
Grupo Bancários e Bancárias Pela Vida faz confraternização de fim de ano
No último dia 12 de dezembro, o
“Bancários e Bancárias Pela Vida” fez um churrasco de confraternização de fim de ano para marcar o término das atividades em 2013 e celebrar a consolidação do grupo. Através da solidariedade e da partilha, esses bancários adoecidos no trabalho puderam aliviar um pouco da dor e do sofrimento que enfrentam, ou enfrentaram, durante o período de fragilidade na doença.
Paulo de Tarso é um grande homem.
Tanto pelos anos de tratamento, afastado do trabalho, com problemas na coluna, tanto pelo tamanho, mais de um metro e noventa de altura. Aos 39 anos, sendo 7 como bancário do Santander, Paulo passou quase a metade desse tempo se tratando. Para ele a falta dos benefícios, principalmente o ticket refeição, foi o que mais pesou, além da condição de saúde. Mas o semblante otimista dele, hoje, retrata uma caminhada cheia de solidariedade, que cura. “Contei com meus colegas de banco e com os colegas que fiz aqui, no Sindicato. O grupo aqui foi fundamental no meu processo de recuperação”, conta o bancário.
Já a história de Maria Cristina de Le-
tais, tanto pelo acompanhamento psicológico
mos teve um agravante. Bancária do antigo
da Doutora Eliza Ferreira, como pelo apoio dos
Unibanco, Cris passou pelo processo de incor-
colegas.
poração pelo Itaú e, nesse processo, foi demiti-
da, mesmo adoentada. Para ela foi fundamen-
tende que o grupo Bancários e Bancárias Pela
tal o apoio do Sindicato, tanto na recuperação
Vida é um espaço essencial para fazer amigos e
da saúde, como no processo de reintegração da
ajudar amigos, trocando experiências de vivên-
trabalhadora. Os encontros foram fundamen-
cias no local de trabalho.
A Secretaria de Saúde do SEEB en-
JURÍDICO
Sindicato ingressou com Ação Coletiva sobre perdas no benefício processo de número 5020902-
14.2013.404.7200 contempla
dução da ação, aos bancários filiados ao SEEB,
a todos os bancários, sindi-
fica estabelecido o pagamento de 12% do valor
calizados ou não, inclusive os
a ser recebido, sendo que 2% será revertido ao
aposentados.
Sindicato. Para os trabalhadores não filiados o
Para autorizar o Sindi-
percentual é de 20%, sendo 3% para revertidos
cato na ação, o bancário deve
para o SEEB. Caso haja interesse do trabalhador,
assinar o termo de adesão,
será possível se filiar a entidade no ato de assi-
disponível na sede do SEEB.
natura do termo de adesão. A mesma fórmula
É necessário trazer o extrato
se aplica aos bancários aposentados, sendo que
analítico do FGTS de janeiro
a opção de filiação para diminuição de custos
de 1999 até agora, docu-
não existe nesses casos.
mentos pessoais (RG, CPF) e
O Sindicato dos Bancários de Flori-
comprovante de residência.
ação coletiva é decisão do próprio trabalhador.
anópolis e Região ingressou com Ação Coletiva,
Também será preciso fazer pagamento de uma
O ingresso da ação pelo SEEB não tira a opção
no dia 5 de novembro, visando recuperar as
taxa no valor de R$ 10,00, referente ao custo
dos bancários de contratar o próprio advogado e
perdas do FGTS provocadas pela aplicação da
de digitalização dos documentos e formatação
arcar com os custos da ação.
TR (taxa referencial) a partir do ano de 1999. O
no padrão requerido pela justiça.
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Com relação aos honorários para con-
O SEEB relembra que o ingresso em
Mais informações na página do SEEB.
Bancário também faz arte e Hideraldo Santos nos lembra
CULTURA
Por Osíris Duarte
Atividades Culturais retornam em março O Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região informa que retomará as atividades culturais oferecidas pela entidade em março de 2014. Com a reforma do prédio da entidade, as aulas foram suspensas neste ano. A entidade também informa que disponibilizará formulário no site para a manifestação dos interessados e organização das turmas de cada aula. O bancário também pode ligar para o telefone do Sindicato (48) 3224-7113. Somente para filiados e dependentes.
Nunca me lembro de estar sem um lápis na mão... Contava Hideraldo Santos, 48 anos, bancário do Banco do Brasil há quase 14 anos. A pergunta era sobre como a arte entrou na vida dele e, a resposta foi quase que: Como entrar em algo que sempre estive - pensei. O desenho foi o começo. Como quase toda criança, Hideraldo adorava desenhar e, a partir daí, descobriu a pintura e escultura. Natural de Porto Alegre - RS, esse bancário do BB é um dos tantos “cataúchos” radicados em Florianópolis. No Rio Grande do Sul, Hideraldo já tinha exposto suas obras em universidades e eventos. Aqui expôs somente uma vez, há pouco tempo, na galeria do Terminal Ro-
doviário Rita Maria, na Capital. O trabalho de Hideraldo vai do surrealismo em tela e óleo as esculturas de papel. Vendo as obras espalhadas pela galeria dava para perceber que um dos fortes do artista são os retratos. Na parede astros do Rock como Ian Arnderson e Keith Richards davam o tom do talento do retratista em Hideraldo. Ele considera seu forte mesmo o surrealismo, claramente com uma influência de Salvador Dali. No canto da galeria havia um Viking de papel, com mais ou menos uns 50 centímetros de altura. Aparentava ser de papel Kraft, daqueles amarronzados. Descobri que Hideraldo recicla envelopes usados do BB na fabricação das escul-
turas, quase todas desse papel. Isso deu um tom ainda mais lúdico para o trabalho de Hideraldo, um bancário, que faz arte com o lixo da instituição financeira e transforma a própria vida com isso. Parece que o cotidiano moderno faz com que esqueçamos, muitas vezes, da nossa humanidade. Assim, o colega ao lado pode ser um músico, um ótimo poeta ou um excelente artesão. Talvez esse seja o mérito do trabalho do Hideraldo com relação à categoria bancária: fazer lembrar que somos mais do que máquinas, mais do que peças, mas do que lucro. Somos artistas do viver. * Hideraldo expôs suas obras na Confraternização dos Bancários
Confraternização encerra um ano de muita luta
A ASDERLIC, no bairro do Estreito,
Teve DJ, bandas, coquetel e muita
ficou lotada de bancários e bancárias no
diversão. Depois de uma campanha salarial
último dia 29 de novembro para a festa de
longa e cansativa, nada melhor que fechar o
confraternização de fim de ano da categoria
ano confraternizando com os colegas! Segue
na base de Florianópolis e Região.
aqui, algumas das fotos da festa.
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