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20 // Correio do Minho 15 de Dezembro 2012

19 de Janeiro 2012 Correio do Minho // 9

> D. Jorge Ortiga, presente na cerimónia, considerou que actualmente a sociedade está “agitada”. TOMADA DE POSSE DOS NOVOS CORPOS GERENTES

MINHO

“Misericórdias fazem mais com menos”

Humberto Carneiro assume os destinos da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso para os próximos três anos. As obras do Hospital António Lopes foram uma das razões que levaram à continuidade do provedor. Fazer mais com menos é o mote para o triénio. > lurdes marques

Humberto Carneiro foi empossado, na tarde de ontem, para mais um mandato à frente dos destinos da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso. As obras de remodelação e ampliação do Hospital António Lopes foram uma das razões que levaram Humberto Carneiro a abraçar um novo mandato de três anos como provedor. As obras a realizar pela Misericórdia povoense resultam, e de acordo com Humberto Carneiro, da necessidade de dotar a unidade hospitalar de novas valências e dar resposta às exigência colocadas pelos regulamentos das unidades hospitalares. O investimento rondará os 2,5 milhões de euros e trará novas valências e novas consultas de especialidade de cirurgias, internamento com 21 camas e duas salas de bloco operatório. Duma valência deficitária, o Hospital António Lopes passou a ser a valência mais importante em termos de sustentabilidade da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso. O reconhecimento do Hospital António Lopes, como um “Hospital 5 es-

FOTO PEDRO

Humberto Carneiro está consciente das dificuldades, mas garante dedicação e espírito para ultrapassar os desafios

trelas” por parte da Administração Regional de Saúde foi também destacado pelo Provedor Humberto Carneiro. “Esta distinção leva-nos a uma reflexão, hoje e no passado, e o seu contributo (das Misericórdias) nos serviços prestados à comunidade, o seu papel incontornável na cooperação com o Estado em prol da melhoria da

qualidade de vida dos nossos concidadãos, contribuindo cada vez mais para o reforço do Estado Social”, assumiu o provedor. Os acordos de colaboração, no âmbito da ‘Consultas a Tempo e Horas’, instituídos em Abril de 2011, mereceram uma reflexão por parte de Humberto Carneiro. Salientando que os mesmos permitiram a redução das listas de

espera, o provedor da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso destacou que este vem permitir a comparação de preços entre o público e o privado. “As Misericórdias fazem mais com menos, com a mesma qualidade e o mesmo humanismo”, revelou Humberto Carneiro, destacando que os preços praticados pelas misericórdias são

PÓVOA DE LANHOSO significativamente mais baixos. As cantinas sociais e o banco dos medicamentos foram outros dos assuntos abordados por Humberto Carneiro que, no seu discurso, realçou o excelente trabalho desenvolvido por Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas, a sua total entrega, dedicação e paixão. “Estamos certos e conscientes das dificuldades e dos enormes desafios que se nos colocam mas tudo iremos fazer com dedicação, carinho e espírito de servir para que os possamos ultrapassar”, disse ainda o provedor da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso. Para além de Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas, de António Pedras, presidente do Secretariado Regional da União das Misericórdias, a cerimónia contou com a presença, de entre ou-tras, de Rui Barreira, director do Centro Distrital da Segurança Social de Braga, de Gabriela Fonseca, vice-presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, e do arcebispo primaz de Braga, D. Jorge Ortiga. “Olhando para o exterior, podemos dizer que hoje é um dia de temporal, um dia de tempestade. Se isto acontece em termos climatéricos e se passarmos dessa dimensão para ambiente social, com certeza que também sem fazer juízos de qualquer espécie temos que reconhecer que a sociedade também se encontra um pouco agitada. Encontra-se agitada provocando algum medo, alguma perplexidade, algumas interrogações sobre o presente e sobre o futuro. Esta é uma realidade na qual nós estamos inseridos e na qual nos sentimos responsáveis também por ela”, revelou D. Jorge.

Seniores reunidos em convívio de Natal

Seniores foram as estrelas na festa de Natal do município

FOTO PEDRO

Os mais velhos foram as estrelas da Festa de Natal promovida, na tarde de ontem, pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso. A idade não foi entrave e os utentes das IPSS’s e Centros de Convívio do concelho povoense levaram ao palco muita música, dança e até uma encenação teatral. Mais de 300 pessoas marcaram presença na festa. Para além dos Centros de Convívio de Fontarcada, Esperança, S. João de Rei, Vilela e Friande, o momento contou com a presença dos utentes dos centros sociais de Serzedelo, Taíde, Verim, Monsul, Sobradelo da Goma e Calvos, bem como da ASSIS, da Casa de Trabalho de Fontarcada, da Em Diálogo e da Santa Casa da Misericórdia. Foram momentos de grande convívio que ficam na memória de todos. O evento faz parte do programa regular de actividades para a população sénior do concelho e integra a estratégia da autarquia de promover o envelhecimento activo.


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REGIÃO

www.diariodominho.pt

SÁBADO, 15 de dezembro de 2012

Humberto Carneiro anuncia objetivo de novo mandato

Misericórdia da Póvoa de Lanhoso vai ampliar Hospital António Lopes RUI

DE

DM

LEMOS

A obra de ampliação do Hospital António Lopes, orçada em 2,5 milhões de euros, é o principal objetivo da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso para o triénio 2013/2015. A meta foi apontada, ontem, pelo reeleito provedor Humberto Carneiro, na cerimónia de posse dos novos corpos gerentes da instituição. O salão nobre do Hospital António Lopes encheu-se, ontem, de ilustres convidados que fizeram questão de participar na cerimónia de posse dos novos corpos gerentes da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso para o triénio 2013/2015. Humberto Carneiro foi reconduzido no cargo de provedor da instituição, sustentando que «a principal razão para a nossa recandidatura assentou na necessidade de avançar com as obras de remodelação e ampliação do Hospital António Lopes». O projeto, orçado em 2,5 milhões de euros, contempla a criação de mais um bloco operatório, com duas salas de cirurgia, o

Misericórdia da Póvoa de Lanhoso recorre ao crédito para ampliar hospital

aumento de 21 camas na área de internamento e a criação de novas áreas dedicadas às especialidades médico-cirúrgicas. A nova estrutura, de quatro pisos, contempla uma área de construção superior a 2 mil metros quadrados. A intervenção, segundo Humberto Carneiro, visa «dotar a nossa unidade hospitalar de novas valências e dar resposta às exigências colocadas pela legislação». A forma encontrada para suportar aquele avultado investimento «foi o recurso à linha de crédito “PME Crescimento”, no valor de

1 milhão de euros, que será pago em 72 prestações, com um ano de carência. Para os restantes 1,5 milhões teremos que encontrar um parceiro para a construção e será pago, da mesma forma, em seis anos, com um ano de carência», concretizou Humberto Carneiro, mostrando-se convicto que, com esta engenharia financeira, a instituição dará resposta à construção da ambicionada obra. A intervenção prevê um novo módulo central, e relação à construção existente, em forma de “cubo”, que se desenvolve em quatro pi-

sos, com uma cave e dois andares superiores. «O Hospital António Lopes vai ter a obra que necessita ser feita para continuar a cumprir o legado do nosso fundador», assegurou Humberto Carneiro, lembrando que unidade passou de deficitária para a «valência mais importante em termos de sustentabilidade» da instituição. Simultaneamente, a unidade passou a integrar o ranking dos “hospitais 5 estrelas”, numa decisão da Entidade Reguladora da Saúde, que encerra o reconhecimento da qualidade do trabalho pres-

tado. «Esta decisão evidencia o papel fundamental das misericórdias na cooperação com o Estado e o seu contributo para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, contribuindo, cada vez mais, para a afirmação e reforço do Estado Social», destacou Humberto Carneiro. O reeleito provedor sublinhou, ainda, que os próximos três anos de gestão da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso «serão difíceis» e encerram «um grande desafio», devido aos tempos de crise e austeridade, mas, simultaneamente «é uma honra e um grande estímulo» poder continuar a dirigir os destinos da instituição. «Nesta grande responsabilidade, vamos continuar a tentar não vos desiludir, mas estamos conscientes das dificuldades e dos grandes desafios que se nos colocam», concretizou, perante a plateia de ilustres convidados, entre os quais o Arcebispo Primaz de Braga, o presidente da União das Misericórdias Portuguesas e a vice-presidente do Município, entre outros.

Diário do Minho

Assim, a melhoria na prestação de cuidados de saúde, o apoio alimentar aos mais carenciados e a consolidação financeira da instituição são os pilares do exercício para o próximo triénio da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso. Acrescente-se que, no domínio do apoio social, a instituição dispõe de uma cantina social, iniciada em junho, mas que, devido à elevada procura, o protocolo que a sustenta foi ampliado, passando das 65 para as 80 refeições diárias. Nesta área, a instituição, no âmbito do Programa Comunitário de Apoio Alimentar a Carenciados, iniciou a primeira distribuição em agosto e a segunda em novembro, sendo que mais de 500 pessoas no concelho já receberam apoio alimentar. «Este programa permite apoiar cerca de 195 famílias, com mais de 500 pessoas no agregado. Este é, de facto, um apoio muito importante», concluiu Humberto Carneiro. Atualmente, com um quadro de pessoal próximo dos 200 funcionários, a Santa Casa da Póvoa de Lanhoso é um dos maiores empregadores do concelho. Assim, a aposta em recursos humanos qualificados e na formação interna vai igualmente prosseguir, visando uma gestão eficiente e eficaz, que prima pela qualidade dos serviços prestados.


Misericordias fazem mais com menos