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Sbde jornal 01

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JORNAL DA S. B. D. E. - JANEIRO DE 2015

A cada passagem de ano as esperanças se renovam! É novo tempo para fazermos uma reflexão sobre os acontecimentos ocorridos em 2014. Agradeçamos os momentos positivos, na esperança de poder repeti-los, e também os negativos, pois nos servem de aprendizado para tentar evitá-los em 2015. Peçamos ao nosso Pai Celestial que nos abençoe, e nos dê a necessária intuição para seguirmos o melhor caminho nesta sempre complicada passagem terrena. Mas façamos sempre a parte que nos cabe na construção de um mundo melhor: Para nós mesmos, para a humanidade e para o planeta que habitamos. Que assim seja! Saúde e Paz para todos!

A Diretoria


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DIRETORIA: TRIÊNIO 2014 A 2016 Presidente: Rubens baRRos de azevedo - Natal/RN; 1° Vice-Presidente: Mauro Cesar Álvares Cruz - Juiz de Fora/MG; 2° Vice-Presidente: Clóvis Marzola - São Paulo/SP; 3° Vice-Presidente: José Dilson Vasconcelos De Menezes - Fortaleza/Ce; Secretário Geral: Osmar BarOni - Uberaba/MG; 1° Secretário: Fernando Luiz Tavares vieira - Recife/Pe; 2° Secretário: Irma Neuma CoutINho ramos - João Pessoa/PB; Tesoureiro Geral: José Henrique Gomes Gondim - Natal/RN; 1° Tesoureiro: Hugo Vieira de Melo degani - Rio de JaneiRo/RJ; 2° Tesoureiro: Anísio LimA dA siLvA - Campo Grande/mS; OradOr Oficial: José RobeRto de Melo - Recife/Pe; Diretor De Divulgação: Antônio inácio RibeiRo - Curitiba/Pr (Honorário).


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JORNAL DA S. B. D. E. - JANEIRO DE 2015 NOTÍCIA DOS TITULARES E HONORÁRIOS

ANTÔNIO INÁCIO RIBEIRO – Curitiba/PR - Honorário Em sua nova fase - apenas Escritor, já que vendeu a Odontex - está feliz pela repercussão do seu trabalho, com ótima receptividade por parte dos leitores. Para termos uma ideia disso: Numa só livraria de Curitiba, uma só pessoa comprou 15 (quinze) exemplares de um dos itens da sua já extensa e bela coleção AULA DE VIDA. Ela é formada por pensamentos de célebres personalidades mundiais através dos tempos, pelos seguintes títulos: O livro... da Felicidade; ...da Ajuda; ...da Amizade; ...do Sucesso; ...do Amor; ...dos Sonhos; ...da Alegria; ...do Dinheiro; ...do Saber; ...do Sexo; ...da Vida; ... e ainda vem

mais por aí – ele está animado e inspirado! A destacar ainda o excelente trabalho do Caricaturista, Cirurgião Dentista FÁBIO SILVA, que ilustra cada pensamento em toda a coleção. Parabéns e sucesso contínuo!

CLÓVIS MARZOLA - São Paulo/SP Eis as matérias constantes da edição de janeiro da ótima Revista da Academia Tiradentes de Odontologia (ATO), da qual o nosso ilustre Confrade é atuante Presidente: Volume 15, Número 1 – Janeiro 2015. 1. – 1 – 11 - Análise Facial em paciente após Cirurgia Ortognática de Avanço Mandibular - Relato de Caso - Luís Fernando Azambuja Alcalde; Pedro Henrique Silva Gomes-Ferreira; Norton Ryuji Narazaki; Pastori, C. M.; Gustavo Lopes Toledo e Clóvis Marzola;


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JORNAL DA S. B. D. E. - JANEIRO DE 2015 2. – 12 – 27 - A Radiologia na Odontologia - Filipe Stigliano Hille; Fernanda Stabile Gonnelli e Clóvis Marzola; 3. – 28 – 38 - Avaliação das alterações mecânicas das placas de titânio utilizadas na fixação interna estável por meio de questionário aplicado a Cirurgiões Bucomaxilofaciais na Cidade de Bauru-SP-Brasil - Luís Fernando Simoneti; João Lopes Toledo Filho; Marcos Mauricio Capelari; Clóvis Marzola; Cláudio Maldonado Pastori; Daniel Luiz Gaertner Zorzetto e Gustavo Lopes Toledo; 4. 39 – 48 - Levantamento de seio maxilar com enxerto autógeno e instalação imediata de implantes osseointegráveis - Relato de caso clínico cirúrgico - Pedro Henrique Silva GomesFerreira; Erik Neiva Ribeiro de Carvalho Reis; Norton Ryuji Narazaki; Paulo Zupelari Gonçalves; Gustavo Lopes Toledo e Clóvis Marzola. Mais detalhes: http://revista.actiradentes.com.br. POSSE DE TITULARES Foi realizada mais uma bela festa de posse de 07 novos Titulares da Academia Tiradentes de Odontologia – ATO – no dia 08.12, nos ótimos salões do Circolo Italiano, no Edifício Itália, na Capital Paulista. Eis os representantes da mais alta importância e significado dentro da Odontologia brasileira: Wilson Mendes Jr.; Maristela Lobo; Kenia Lira; Marcelo Yoshimoto; Libório Faria; Nelson Coraza Jr. e Rodrigo Canôas. Flagrantes daquela marcante cerimônia:

Parabéns a todos os participantes e, em especial, ao idealizador e realizador, Mestre Clóvis!


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JORNAL DA S. B. D. E. - JANEIRO DE 2015 COMENDA: O Presidente da ATO recebeu do citado Circolo Italiano a belíssima e requintada

Cruz de São Maurício de Thebas como podemos ver nesta foto. Renovados parabéns, pois!

JAIRO CORRÊA - São Paulo/SP Presidente da Sociedade Paulista de Ortodontia - SPO

Nosso ilustre Titular acaba de lançar mais uma bela obra: COISAS DA VIDA. É uma verdadeira viagem por alguns detalhes significativos da sua sempre atuante vida, desde os primórdios em sua terra natal, Franca/SP, até a atualidade como Presidente da Sociedade Paulista de Ortodontia (SPO), com reconhecida capacidade administrativa e classista. Honrou-nos com a citação da SBDE, na página 139, onde homenageia os seus Confrades, poeticamente; na página seguinte faz honrosa referência ao nosso 1º Vice-Presidente, MAURO CRUZ, motivo pelo qual ficamos muito gratos pela deferência e almejamos sucesso crescente na sua carreira literária e profissional.


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LUCIANO ELOI SANTOS - Belo Horizonte/MG Mais uma brilhante vitória do nosso combativo Titular, à frente da Diretoria do Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais:

Eis o resultado oficial do 2º turno da Eleição 2014, que elegeu a Chapa 1, para o biênio 2015-2017, com maioria dos votos. A Chapa 1 obteve 6.078 votos; a Chapa 2 obteve 4.088; brancos foram 368; e nulos, 287 votos. É também o resultado de trabalho sério e continuado de uma equipe interessada em beneficiar os colegas registrados naquela Autarquia, cumprindo assim o dever assumido. Que Deus os ilumine e guarde sempre, com sucesso continuado!

NOTÍCIAS DA SBDE POSSE EM PORTO ALEGRE/RS No dia 03.12.14, 4ª feira, às 19 horas, aconteceu a Sessão Solene de Posse do nosso muito

conceituado Colega JORGE DE ANDRADE MOTTA.

O evento ocorreu no belo auditório da Associação Brasileira de Odontologia – Secional do Rio Grande do Sul e contou com a presença ilustre da sua Presidente,


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JORNAL DA S. B. D. E. - JANEIRO DE 2015 Profª Drª Lina Martinelli; Dr. Paulo Monteiro de Freitas, DD Presidente da Academia Gaúcha de Odontologia; Dr. António Filipe Sampaio Neiva Soares, Presidente do Instituto Cultural Português do RS e Editor-Diretor do Jornal RsLetras e das revistas Psi (Ele também é Psicanalista) e Caosótica (Da qual o nosso agora Confrade é ilustre e assíduo colaborador); Dr. Mauro Pereira, seu Padrinho e lançador no meio literário. Foi anotada também a presença de queridos colegas e amigos do empossando: Dr. Fernando Ramão Vidal; Dr. João Antônio Caminha (Ex-Diretor da Faculdade de Odontologia da UFRGS); Dr. João Paulo Ercolani (Colega de turma e 2 vezes Presidente do CRO/RS); Prof. Dr. Luís Carlos Tovo (Professor de Microbiologia e de Periodontia, durante 18 anos). Após a composição da Mesa Diretora, como de praxe, foi entoado o Hino Nacional Brasileiro pelos

presentes. Em seguida, o empossando recebeu de seu Padrinho, Dr. Mauro Pereira, o Diploma de Titular, o tradicional kit, contendo bloco e caneta personalizados com o emblema da SBDE

O novo Titular usou a palavra para externar toda a sua satisfação e honra por passar a fazer parte

da Família SBDEana. Emocionado, agradeceu a indicação feita pelo querido Amigo e agora Confrade, Mestre HAROLDO CAUDURO que, devido a problema de saúde de última hora, não pode comparecer. Agradeceu também a presença dos queridos Colegas e Amigos de longa data, citados anteriormente, que fizeram questão de levar o abraço fraterno. Discorreu sobre a sua recente trajetória literária, já que somente a partir dos 60 anos de idade iniciou nas lides de Escritor, como já foi dito, incentivado pelo seu Padrinho.


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JORNAL DA S. B. D. E. - JANEIRO DE 2015 Citou também o fato de ser o mais longevo dos funcionários da Prefeitura, atuando ininterruptamente na clínica odontológica, há mais de 50 anos, motivo pelo qual recebeu daquela Instituição justa homenagem. Por fim, disse da sua imensa satisfação e honra por ser empossado pelo Presidente que se deslocou de Natal/RN para a solenidade. O Presidente da SBDE encerrou a solenidade, falando que já se tornou doce rotina dirigir sessões solenes de posse de novos Titulares, sempre com muita emoção e simplicidade. O agora Titular, ilustre Confrade Jorge, já era merecedor desde o ano passado, mas só agora foi possível concretizar. Até porque, coerente com os princípios da nossa Instituição, ele pratica desde sempre o Humanismo por nós preconizado, e que foi muito bem conceituado pelo querido Confrade FERNANDO LUIZ TAVARES VIEIRA, de Recife/PE; fez questão de enunciá-lo como, aliás, é praxe em todas as solenidades de posse. Disse da sua grande alegria e honra de voltar à Capital gaúcha onde, mais uma vez – ano passado foram 3 os empossados - foi muito bem recebido pela Presidência da ABO, agora na pessoa da ilustre Profª Drª Lina Martinelli, a quem agradeceu pela honrosa presença. Em seguida, mantendo a tradição, o novo Titular leu belo texto de sua autoria, sendo bastante aplaudido.

MOMENTO LITERÁRIO DOS TITULARES E HONORÁRIOS Frase sobre escritores: Escritor: Não somente tem certa maneira especial de ver as coisas, senão também uma impossibilidade de as ver de qualquer outra maneira. {Carlos Drummond de Andrade}

ANÍSIO LIMA DA SILVA, Campo Grande/MS Professor da Faculdade de Odontologia da UFMS

Coleção de Contos

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DESVAIRADA PAIXÃO A areia branca e as folhas das árvores retorcidas dos sertões guardam histórias das quais foram testemunhas. Senão suas cinzas, tocadas pelos ventos do progresso que então estava ainda distante da pátria e destes rincões. Histórias que acompanharam o início da ocupação pelos que vinham de Minas Gerais, São Paulo ou de Estados do Nordeste, no que foi uma das muitas levas de migrantes que povoaram e ainda vêm povoar essa imensidão do oeste do Rio Paraná. Muitas destas coisas perduram na memória, quer pela proximidade de amizade ou parentesco, quer pela natureza terrível do acontecido. É de se entender que no correr do tempo as narrativas acabem perdendo ou até alterando detalhes, mas é assim que chegou, mais de cinquenta anos depois. As famílias vinham e estabeleciam-se nos cerrados, montando grandes fazendas, cuja principal ou mesmo única atividade econômica era a pecuária extensiva, a alternativa viável para domar as


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JORNAL DA S. B. D. E. - JANEIRO DE 2015 imensidões de terra arenosa, que no inverno ficava atulhada das folhas secas tocadas pelos ventos. Passou o que se narra numa dessas famílias. Ocupavam-se da criação de gado, lutando contra as intempéries, as secas prolongadas e a macega rala, para criar quase uma dezena de filhos, talhados na luta árdua de fazenda. Raramente dispunham de empregados, mas um desses, um caboclo bem escuro, enamorou-se da filha mais moça e com ela trocava bilhetes, ao que se conta, escondidos debaixo dos pratos durante as refeições, cuidando de manter a maior discrição possível. Certo dia, porém, estando o pai ausente, a mãe, desconfiada, tanto fez e indagou, que a filha confessou o namoro. Coisas de mãe, que por intuição, talvez por experiência, desvenda os caprichos do coração. A mulher, certamente por conta de preconceitos arraigados em genes europeus não totalmente diluídos na própria miscigenação, presa talvez a um sentimento atávico, entendeu repreendê-la duramente, ameaçando com o dever de esclarecer tudo quando o pai chegasse.

Tempos outros aqueles, em que se não permitia paixão não consentida, como se a pura determinação de outrem, ainda que de mãe e pai, pudessem varrer da alma os arroubos de um coração juvenil! Pois se virou a moça para o quarto, tomou de uma arma e acionou o gatilho de encontro à própria cabeça. Conta-se que ainda esboçou um débil e derradeiro sorriso quando do abraço desesperado da mãe. Ah, pudesse essa pobre mãe voltar no tempo e mudar os fatos! É de se supor que esse sorriso tenha lhe impregnado a memória para sempre, acompanhando-a até seus últimos dias. Quantas vezes deve ter relembrado os detalhes daquele derradeiro sorriso, que talvez nem tenha sido sorrir, mas o horrendo esgar da morte - nunca admitido! E quanto ao caboclo, responsabilizado pela mãe desesperada da moça, e sem dizer mais palavras, instante seguinte arreou o cavalo e tomou o rumo de uma fazenda próxima, ao encontro de um seu irmão. Certamente ruminou a dor ou, quem sabe, a amargura da ofensa, por estreitos caminhos que serpenteavam aqueles cerrados. O que poderia ter se passado pela mente desse pobre diabo, cuja, talvez, única fortuna fosse o amor desmedido de uma bela? Após contar tudo para o irmão, tomou do revólver e detonou contra si, preferindo seguir o mesmo destino da sua amada do que carregar tal sentimento de culpa ou de remorso. Ou, quem sabe, não suportou a dor da perda... Certo é que levaram ambos para o além os segredos de sua desvairada paixão, apenas compartilhada com a areia branca, com as folhas secas e com o vento que não tem o poder de secar lágrimas de paixão...


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ANTÔNIO INÁCIO RIBEIRO, Curitiba/PR - Honorário Professor de Marketing; MBA em Marketing pelo ISAE/FGV, Especialista em Marketing pela PUC/PR, Pós-graduado em Marketing pela ADVB/SP, Administrador pela Universidade Mackenzie/SP, autor de: 40 livros, 1.400 artigos e colunas, 700 no Brasil e 700 no exterior; ministrou mais de 600 cursos e palestras. ribeiro@odontex.com.br/www.odontex.com.br A partir desta edição, publicaremos trechos de um dos seus livros: Odontohumor

"ARE YOU WAITING?" Era a minha primeira vez para os Estados Unidos, e como meu inglês nunca foi lá estas coisas, decidi pegar uma professora particular que em um mês, uma hora por dia, tentou fazer o milagre de avivar minha memória do aprendido 20 anos antes, no inglês que todos nós tivemos no ginásio. Valeu a tentativa, mas de antemão sabia que o resultado seria sofrível. Tinha uma pequena ilusão de me sair um pouco melhor do que outros que tivessem passado por situação parecida com a minha, porque com meu trabalho junto aos implantes, havia trazido cerca de vinte ministradores americanos e alguns alemães falando inglês e nas traduções de sentença por sentença, talvez por tratar-se de tema que me era cotidiano, implantes, me saia razoavelmente. Não ponderava que tendo o tradutor como muleta, minha avaliação era totalmente viciada. Achava também que minha facilidade em me comunicar e na construção de frases me ajudaria. Tentava algumas vezes brincar de pensar em inglês, além de ter um amigo americano com paciência de Jó, Bill, que para vender falava até russo se fosse preciso. Depois vim a saber que, mesmo quando não entendia nada do que eu falara em inglês, Bill concordava, aguardando pela próxima frase para tentar imaginar o que eu estava tentando dizer. Incrível era o mesmo que eu estava tentando fazer com seu inglês, de forte sotaque californiano. Constatações à parte, voltemos para a sala de embarque onde eu me encontrava com destino a Miami, lugar dos sonhos de brasileiros que se destinam pela primeira vez à América. Não era o meu caso, porque nosso objetivo era Dallas, onde aconteceria o Encontro Anual da Academia Americana de Osseointegração, uma descoberta minha, numa revista da Quintessence, e que me levou de pronto a tratar de organizar um grupo e aproveitar para levar brasileiros a um curso de credenciamento no sistema de implantes IMZ, que começava a fazer adeptos no final da década de oitenta em várias partes do mundo. Para não fazer feio, obsequiei a passagem "free" a que teria direito, por ter montado um grupo de mais de vinte passageiros, a Júlio Sá Ferreira, visto ter ele morado mais de cinco anos nos Estados Unidos, justamente em Los Angeles, ter os pais morando no Texas e ser


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JORNAL DA S. B. D. E. - JANEIRO DE 2015 amigo de Axel Kirsch e de todo o pessoal da Interpore, representante na época daquela marca de implantes. Foi minha salvação, pois como vocês estão percebendo até no relato da história, estou com medo de entrar no avião e contar o que na verdade aconteceu. Talvez também porque contar a história em que os outros sejam os protagonistas seja mais fácil de contar do que aquela em que a mancada foi inteiramente nossa. E, vexatória como a minha, muito mais difícil. Para facilitarmos as coisas, a companhia aérea escolhida foi a Varig, pois tendo serviço de bordo em português, postergaríamos a entrada em cena do nosso limitado inglês. Dado o embarque, além da emoção do primeiro voo de longa distância, de fazê-lo com mais de vinte brasileiros por mim motivados, de conhecer a maior potência econômica mundial de estar voando num velho DC 10, que o marketing transformou em MD 10, quando a Douglas foi absorvida em fusão pela Mc Donnel, ajeitando as novas letras de identificação da vintenária

aeronave, que hoje praticamente só opera com cargas. Toda esta volta é para dizer que depois do serviço de bordo e de duas horas de filme, com microfone em português, depois de umas fracassadas tentativas de acompanhá-lo em inglês, não conseguia dormir. Justo eu, que ia e voltava todas as semanas de ônibus para São Paulo, sendo que na maioria das vezes, o ônibus não tinha nem saído da rodoviária e eu já estava dormindo. Já tínhamos quatro horas de voo e o jeito foi ir ao toalete e aproveitar para espichar um pouco as pernas, coisa que hoje estão recomendando a quem viaja na classe econômica como estávamos fazendo. Como a necessidade não era tanto o toalete e mais despistar o sono e não houvesse acordada viva alma nas imediações dos mesmos, fiquei em pé nas proximidades, tentando enxergar alguma coisa por uma pequena janelinha existente nas portas do avião. Não me apercebi de que alguém, imaginando que eu estivesse numa suposta fila para o toalete, postou-se a meu lado a esperar. Não a tendo visto, dois ou três minutos se passaram e como ninguém saísse dos toaletes, ela tocou o meu braço, suavemente e disse "a u é tche?" Como bom gaúcho, só entendi o "tche". Olhei para ela e, como além de não a estar entendendo não sabia identificar em que idioma falara, simplesmente olhei sem nada dizer. Também como ia saber, se ela nem "good night" me dera... Depois aprendi que diferente do que imaginava, "good night" só se fala quando se vai embora. Com a mesma cara de espanto e surpresa com que eu a olhara, ela me olhava também.


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JORNAL DA S. B. D. E. - JANEIRO DE 2015 Não tenho certeza, mas acho que na minha situação de embaraço, ela deve ter perguntado mais uma vez "a u é tche?" Percebendo que eu nada entendera, nada respondera e, por já se terem passados mais de cinco minutos, fez uma cara feia e num gesto decidido e rápido, tomou minha frente e entrou no toalete, que somente quando aberta percebi que estava vazia e entendi o que ela esperara. Só não entendi o significado do "a u é tche", muito embora depois de terminada a cena patética, concluí que me perguntara algo a cerca do uso ou ocupação dos toaletes. Confesso que ainda durante o voo, muito pensei no que poderia ela ter dito, sem conseguir a mínima pista. Continuei acordado, olhando a janelinha e imaginei que estaríamos sobrevoando o Panamá, pelo grande canal que visualizava da janela. O dia começava a clarear quando avistei, depois de uma hora e pouco, algo que imaginei ser o golfo do México. Acho que era, já que em menos de meia hora começamos o procedimento de descida para Miami. Assim imaginei, por reconhecer um trecho que me parecia familiar com as fotos de Miami Beach, dos tempos em que conhecia os Estados Unidos só por fotos e filmes. Continuava pensando no significado daquela enigmática frase, na porta de tão íntimo lugar. Nenhuma pista. Alguns brasileiros, a esta altura já estavam acordados, mas perguntar, nem pensar... Onde colocaria minha vergonha, caso fosse algo elementar? Preferi ficar com a dúvida, que me acompanhou por uns cinco anos, se bem que com ninguém a tivesse tentado esclarecer... Um dia, muitos anos mais tarde, estava eu na porta de um restaurante em Paris, quando o maitre me perguntou algo em francês que, por não entender, não reagi. Percebendo, por minha aparência, que eu não sou francês, me perguntou: - "Are you waiting?", pronunciando bem as palavras, e contando que meu inglês melhorara bastante, depois de dez viagens para a Europa e Estados Unidos, ri e fiquei meio sem resposta. Agora finalmente havia entendido o sentido e significado daquela pergunta no DC 10 da Varig. Respondi-lhe "oui" e ele me convidou a entrar. Naquele momento me senti entrando no mundo dos que falam três línguas. Acenei-lhe com a mão e entrando completei: "Merci". A propósito, não falo francês, meu segundo idioma é o espanhol e o terceiro, se depois deste vexame, se pode dizer que falo, é o inglês.


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CLÉBER BIDEGAIN PEREIRA, Uruguaiana/RS - Honorário Editor Chefe da Revista Virtual da Academia Brasileira de Odontologia ESTÍMULO AOS BANDIDOS O governo e a justiça brasileira, com significativa ajuda da TV Globo, estão promovendo e estimulando a violência e banditismo. Estes, por certo, não são burros e devem perceber que são eles mesmos os responsáveis pelo incrível e crescente terrorismo no Brasil, inclusive de crimes hediondos. A atitude da Globo em parte se entende, pois seu melhor cliente é o governo e sensacionalismo aumenta a audiência, principalmente o sensacionalismo protegendo os criminosos que, contando os dependentes, formam contingente altamente significativo de nossa população. O que não se entende é atitude do governo: quer ser bonzinho com os bandidos para ganhar mais votos? Neste caso perdem votos dos bons. Parece haver a deliberada intenção de “cortina de fumaça” para esconder outros acontecimentos, como a misteriosa queda do avião com Eduardo Campos. Outra suposição é a de que se tenha a intenção de levar o Brasil ao caos, e aí se justificam atitudes cada vez mais arbitrárias, como o Mais Médicos e outros. Maria do Rosário, Secretária de Direitos Humanos, “não entende” que deve proteger, antes de tudo, os direitos humanos dos brasileiros que trabalham em atividades honestas, os quais carecem, e muito, de tranquilidade para poder ganhar a vida e pagar os impostos. Até parece que o governo não considera estes brasileiros como humanos, e não lhes inclui em sua proteção. Concomitantemente deve proteger os doentes, os idosos, a escolaridade, os injustiçados, como as mulheres violentadas ou abandonadas, as crianças estupradas; só depois os miseráveis que não têm um trabalho honesto, por incapacidade constitucional ou dependências com drogas. Muito, muito, mas muito depois deve proteger os direitos humanos dos ladrões e assassinos, “injustificados” pela polícia. No Brasil de hoje, tudo é feito ao contrário do que deveria ser. O estímulo à violência é tão produtivo que são os bandidos que metralham as Delegacias de Polícia, incendeiam carros policiais, matam, ferem aqueles que repreendem seus atos criminosos. Atacam e aterrorizam inclusive os familiares destes policiais. Não há mais limites para os criminosos.


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Em contrapartida, o cidadão honesto que é assaltado, em sua casa e revida a agressão, defendendo seus direitos humanos de privacidade, tranquilidade e repouso, deve responder por crime, com intenção de matar. E se o ladrão, um enorme homem, tem menos de 18 anos, então este cidadão será enlouquecido pela “justiça”. Relatório da organização internacional de Direitos Humanos (HRW) chama a atenção “para o número de mortes por responsabilidade de policiais – nos primeiros seis meses de 2012, a polícia foi responsável pela morte de 214 pessoas no Estado do Rio de Janeiro e 251 mortes no Estado de São Paulo”. Isto representa apenas em redor de um por dia. Pouco, comparado com os milhares e milhares de assaltos a mão armada, crimes hediondos e tudo mais de banditismos violentos e maldosos, que são noticiados todos os dias. Não vale para os criminosos o adágio popular “Quem com ferro ferre com ferro será ferido”, o qual é amparado na Bíblia em outras palavras, quando Jesus diz a Pedro: “Mete no seu lugar a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada à espada morrerão” (Mt 26.52). Os bandidos sabem que, não sendo preso em fragrante, se capturado depois, responderá na justiça, sempre lenta e complacente com os criminosos. Quando um bandido é preso, geralmente a notícia vem com a informação de que ele já tinha várias entradas na polícia. Isto comprova que ele tinha cometido crimes, e que foi solto para continuar suas bandidagens. Ao contrário, a “justiça” é dura e rápida com o cidadão honesto e trabalhador. Recentemente, entrou um ladrão na casa de um senhor e este revidou, tendo lhe quebrados os dentes. Pasmem, o ladrão processou a vítima do assalto, e um juiz condenou o assaltado a pagar o concerto dos dentes do bandido... Para culminar a proteção aos bandidos, transita no congresso uma lei em que os policiais não mais podem usar armas letais, consequentemente, essas armas ficam restritas só aos bandidos, pois quanto ao cidadão o governo já desarmou antes. Também a polícia não pode atirar em um carro que rompe a barreira policial e foge... E aí estará completa a proteção errada... Um luxo para os traficantes nas fronteiras!


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FARID ZACHARIAS, Rio de Janeiro/RJ

Escritor e Artista Plástico

ALGUMAS HISTÓRIAS DE UM MÉDICO CONHECIDO... Não era um médico amigo, era apenas nosso conhecido e, algumas vezes, perguntava ao meu irmão mais velho, o Nadim, de quem tinha sido colega na Faculdade, se podia almoçar conosco e, assim, meu irmão o levava, com a permissão da mamãe. O segredo era tirá-lo e levá-lo dali, assim que terminasse a refeição, caso contrário, ele ficaria comendo tudo que estivesse à mesa, na cozinha e na geladeira. Minha mãe alegava que ainda tinha muita gente para comer (pai, mãe, sete filhos, avó e duas empregadas). Ele vivia sozinho no Rio. Não me parecia normal, pois, tinha uns lances de um homem não muito normal. Tinha consultório próprio, pois era de família abastada. Preferia viver só, porque não se dava bem com seus familiares. Se não me engano, começou no nosso edifício, com clínica psiquiátrica que não durou muito; depois, clínica geral e clínica especial para noivos com exames e aconselhamentos. Esta última fase, foi interessante. No primeiro dia não teve cliente, mas, no segundo, apareceram dois: Um senhor, que era oficial da Aeronáutica e a noiva, que, se não me engano, era professora. Foram bem recebidos. Pagaram a consulta e explicaram que gostariam de começar a vida de casados conscientes de que estavam bem de saúde e, por isso, já traziam alguns exames de sangue e de urina. O oficial queria um exame clínico de todas as partes do organismo. O médico concordou, dizendo que fizeram muito bem, e, então, já podiam entrar os dois, na sala de exames e, que tirassem a roupa e ficassem nus. - Mas, doutor, disse o militar, ela pode ir primeiro e eu vou depois, está bem? - Não está bem, não! Disse o médico. Eu falei para os dois irem lá para a sala de exames e tirarem a roupa. Vocês não irão se casar daqui a alguns dias? - Mas, doutor, nós ainda não estamos casados e julgo não ser apropriado para ficarmos nus. Até agora, só ficamos um diante do outro, no mínimo, com roupa de banho. - Mas, que mal tem isso - respondeu o médico - se vocês daqui a uns dias vão se casar? - Não senhor, doutor! Eu discordo, disse o militar. E vou me retirar com a noiva. O senhor pode se sentir adiantado para a época, mas nós não concordamos. O senhor pode ficar com o dinheiro da consulta, não faz mal. E, voltando-se para a noiva disse: - Vamos! Adeus! Assim, se encerrou o ciclo de atendimentos aos noivos que durou só dois dias. No dia seguinte, voltou a anunciar: Dr. X, clínica geral. Um dia em que ele estava sem clientes foi ao meu consultório. Eu estava na sala de espera, conversando com um casal de clientes e uma filha, que já haviam sido atendidos. Apresentei-o


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JORNAL DA S. B. D. E. - JANEIRO DE 2015 aos clientes e ele se sentou conosco para conversar. Dez minutos depois, chegou um cliente com hora marcada. O casal com a filha se levantaram para se despedir, dizendo que ainda iam fazer compras para melhorar o jantar. Ouvindo isso, o médico perguntou se poderia jantar com eles. Chocados com um pedido inusitado, os clientes se entreolharam, ficaram estupefatos com o pedido e responderam: - Sim, já que o senhor é amigo do Dr. Farid, será um prazer recebê-lo! Eu ainda tentei avisá-los, levantei as mãos para que me ouvissem (queria avisá-los de que, depois do jantar, alegassem que iam dormir, ou que tinham compromisso para sair), quando o médico agradeceu e disse que estava tão feliz que se oferecia para acompanhá-los ao supermercado, carregando as compras, e se foram. Quando chegaram ao edifício onde moravam pediram as bolsas das compras, dizendo ao médico que poderia voltar duas horas depois para jantar com eles. O médico não concordou, dizendo que subiria com as sacolas e ficaria conversando com o “patrão” (referindo-se ao chefe da família), até o jantar ficar pronto. Até aí, foi apenas mais uma surpresa porque outras viriam. Às oito e meia da noite, o jantar estava pronto e o médico foi chamado para se sentar com eles. Começou pedindo que todos se servissem, quando, então, colocava todo o resto da panela no seu prato. E, assim, foi limpando panela por panela.

No fim do jantar, isto é, quando não havia mais nada para se comer da mesa, a dona da casa perguntou se o médico aceitaria um pedaço de bolo, ao que ele respondeu que sim, com muito prazer... Todos se serviram e a dona da casa disse que deixaria o bolo diante dele para se servir à vontade. E ele não teve cerimônia, comendo todo o resto do bolo. Ficaram uns instantes sem conversar e a senhora, procurando um assunto, perguntou se gostou do jantar, pois eles eram estrangeiros, usavam certos temperos diferentes, com pratos diferentes. Disse mais, que na geladeira havia uma panela com uma comida típica da região dos Estados Unidos de onde eles vieram, mas que não a colocou na mesa, porque era resto do almoço. Mas, para que foi dizer isso? Só atiçou a onça com vara curta. O médico, mostrando-se curioso, perguntou quais eram os componentes dessa comida. Quando soube que levou muita cebola, alho e pimenta, disse que adorava tudo isso. Se ela tivesse dito que levava pedra com chumbo derretido, seria a mesma coisa... Certamente, ele diria que gostaria de provar um pouco. Era de uma gula impressionante! Esse “provar um pouco” é que era o problema... A senhora foi para a cozinha, retirou a panela da geladeira, mostrou-a ao convidado, que retirou a tampa para olhar e cheirar forte. Mostrou-se curioso, dizendo que devia estar uma delícia. A senhora disse que ia esquentar um pouco porque


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JORNAL DA S. B. D. E. - JANEIRO DE 2015 estava fria. Ele respondeu que não precisava, que mesmo fria, devia estar maravilhosa. E foi provando, provando e, se mostrando admirado, dizia “mas como está gostosa a comida!”. E, assim, acabou com o que havia na panela. A senhora ficou admirada do apetite do médico, olhou para o marido e os filhos. Estavam todos pasmos, sem saber o que dizer. Não tendo mais o que comer, ficou falando sem parar até 1h30min da madrugada, quando o chefe da casa disse que precisavam dormir, e que a filha mais velha tinha faculdade às 7 da manhã. Conseguiram assim que ele fosse embora. Enfim, se livraram dele. No dia seguinte, pela manhã, a senhora me telefonou e perguntou se eu poderia recebê-la por uns 10 minutos para falar sobre o jantar do médico. Eu disse que sim. Assim que chegou, me perguntou: - Dr. Farid, aquele médico é normal? Parece-me que ele não regula bem, não é? - Bem que eu tentei fazer um sinal para vocês, eu disse. Ainda levantei o braço direito, para avisar à senhora sem que ele percebesse, naturalmente; que desse alguma desculpa de que logo após o jantar vocês teriam de sair, porque ele costuma ficar até ser convidado a ir embora, mas não deu tempo... Algumas vezes, ele pede para almoçar em casa com meu irmão mais velho, mas ele sabe que, terminado o almoço, tem que se levantar para dar lugar, porque tem muita gente para comer. Quando ele sai da mesa, minha mãe entrega-lhe uma bolsa com frutas e sanduíches para o lanche. - Gostaria que compreendesse que ele é um ser humano só, abandonado pela família, em suma, é um infeliz, e por isso, peço que o perdoe. Sei que o que fizeram com ele foi em nome da minha amizade, por isso agradeço e peço a Deus que abençoe a senhora e toda a sua família, com saúde e felicidade para todos. Está bem assim? E tudo acabou em paz! Agora, vou contar uma brincadeira que fiz com ele. Eu havia terminado de ler o livro de poesias de Augusto dos Anjos, publicado em 1914, “Eu e outras poesias”. Poeta que viveu pouco, 30 anos, revelava sofrimento e tristeza em sua obra, tudo escrito numa linguagem apurada, de muito pessimismo. Vejamos alguns versos: “Eu, filho do carbono e do amoníaco, monstro de escuridão e rutilância, sofro desde a epigênese da infância a influência má do signo do zodíaco”. “Um urubu pousou na minha sorte, morde-me a goela, ígneo e escaldante molho...” e assim vai... Inspirado pela leitura escrevi uma quadra: Na inconstância febril de um nevropata, A mente vaga nas ondas etéreas, Habita o corpo as amplidões aéreas, Qual leptosômico esquizotímico. Certo dia, esperava o elevador do prédio do consultório, quando o nosso médico conhecido cumprimentou-me e ficou na fila comigo. Falei, que após ter lido Augusto dos Anjos, fiquei inspirado, fiz uns versos e ele, como médico psiquiatra, poderia me dar a sua opinião. Eu queria que ele risse um pouco, mas, a reação dele foi me virar a cara. - Depois de dizer os versos, perguntei: - Como é Dr., gostou? - Não me amola, tá? Respondeu: - Você está maluco!!!


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JOSÉ ROBERTO DE MELO - Recife/PE - Presidente de Honra da SBDE CONTADORAS DE HISTÓRIAS Lamento que meus netos não tenham mais as contadoras de histórias. (Nunca me acostumei com o modo dos simpatizantes do inglês que chamam de "estórias" às narrativas populares.) Estão em falta elas que tão bem sabiam preservar o ideário e a cultura do povo. Lembranças que muitas vezes acompanhavam as pessoas até a idade adulta. Bernardino Valença Borba, saudoso poeta da cidade de Cortês, vez por outra revivia nos seus cismares de adulto, o convívio com Totonha, preta velha da sua infância. No meu tempo de menino, passando férias na casa da minha avó Angélica, um sobradão do bairro de São José, aqui no Recife, eu vibrava quando via chegar Moça - uma velha parenta nossa da nossa família. Ela surgia gorda, espavorida, suarenta e desaparecia em um dos quartos da habitação. Logo reaparecia magrinha, suave, tranquila. Esta metamorfose vinha do costume que possuía de carregar no próprio corpo toda a roupa que precisava para a temporada. Odiava carregar bagagem. Mal chegava, e logo estava sentada em um lance de escada que existia para o andar superior, cercada por nós: Eu, meus irmãos e meus primos, fazendo desfilar princesas, bruxas, fadas e todo o elenco da fantasia infantil. Antes de iniciar cada nova narrativa, ia, ritualisticamente, até o açucareiro na cozinha, e se servia de uma colherinha do produto nele contido. Não sei se desse "tempero" saía toda a doçura de seus contos fantásticos. Diferentes dos quadrinhos da mídia escrita ou dos filmes da televisão que só fazem difundir a violência dos americanos ou dos japoneses. Eu também tive, na infância, a minha Totonha. Era de Amaraji, onde nasci, e tinha voltado para a casa de meus pais quando estávamos morando em Afogados, subúrbio da capital do Estado, alguns anos mais tarde. Ela contava histórias de princesas e fadas, e também gostava de narrar passagens da Bíblia.


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JORNAL DA S. B. D. E. - JANEIRO DE 2015 Em uma destas, discorria sobre a vida de Adão e Eva no paraíso, sem esconder que eles viviam nus. Luciano, meu irmão mais novo, malicioso, gostou muito do que ela contava e desafiou a

velha perguntando: - Como é, eles andavam nuzinhos, sem nada, nada mesmo? Totonha titubeou, atenta em preservar a moral, e deu sua versão do fato: - Quase... cobriam suas vergonhas com umas tanguinhas de algodãozinho da Bahia! Colhido de seu muito acessado blog: www.melo28.blog.uol.com.br – Escrito em 09.12.2007.

NELSON RUBENS MENDES LORETTO - Gravatá/PE Coordenador do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade de Pernambuco

PARA REFLETIR BASTANTE:


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PAULO JOSÉ MORAES DA SILVA - Maceió/AL Professor de Cirurgia da UFAL. Ex-Presidente da Academia Alagoana de Odontologia

Quantos dias de Natal já se passaram nas nossas vidas onde nossos avós, mães, tias, emendavam as mesas para abrigar filhos, primos, onde na farta mesa existia uma miscelânea de comidas como frango assado, bifes, macarronada, maionese, arroz e outros quitutes; eram muitas travessas espalhadas pela mesa numa fartura de fazer inveja a qualquer Sheik das Arábias. Vozes eram ouvidas: - “Me passa o bife, a maioneses, o macarrão...” e assim vamos comemorando o nascimento do menino Jesus!!! Hoje, já calejado da vida, estamos diante de mais um Natal, sempre cheio de confraternização: É encontro de ex-alunos do colégio, encontro do ex-alunos do quartel, dos ex-alunos da Faculdade e, tendo mais pela frente outros encontros, e quando nos encontramos as histórias, vão aparecendo já as dos nossos filhos... Como esse tempo já passou, estou noutra, essas datas não têm importância, os comparecimentos, de certa forma de má vontade, porque já tinha compromissos mais interessantes, pessoas da família que eram a referência para esses encontros já faleceram, outras perdas que aconteceram nas famílias, e assim vai mudando o sentimento natalino de uma forma de união e outros de afastamento. O tempo passou, as famílias cresceram, e foram chegando outros personagens, que nós chamamos de “agregados”, com outra filosofia de vida que não aquela em que fomos criados e, consequentemente, os encontros vão se tornando ora mais estreitos, ora mais raros. Já teve Natal que passei sozinho, momento que não desejo prá ninguém. Tentei confraternizar comigo mesmo. Aí começaram os sons natalinos. As vozes e risos de outros apartamentos, outras casas. Música. E também as luzes acesas, o pisca-pisca das árvores enfeitadas. Festa e alegria vibrando através das janelas. Eu me senti o último ser sobre a Terra. A sobremesa, que parecia tão boa, já não tinha sabor algum. Fui deitar dilacerado pelo sentimento de solidão, momento que jamais repetirei na minha vida. Natal é luz! Natal é vida! Natal é alegria! Natal é amor! Natal é confraternização! Natal é amor ao próximo!


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JORNAL DA S. B. D. E. - JANEIRO DE 2015 Vamos ficando mais velhos, nossos filhos crescem, se formam, casam, têm filhos, e cada um segue sua vida, escolhendo com quem passar o Natal. Nós ganhamos netos e nossa família se envolve através deles com outras famílias, e o local de se comemorar o nascimento do menino Jesus tem vários endereços, mas nós nos contentamos, porque eles são felizes. Hoje mesmo já visitei filhos e netos, minha enferma mãe, padecendo de Mal de Parkinson, doença que deteriora o sistêmico de uma maneira brutal! Muitos temem que o espírito de Natal não sobreviva à banalização do Natal. O paradoxo é que a banalização do Natal também serve para manter o espírito de Natal. Até a explosão consumista promove a solidariedade e a fraternidade no Natal. Muitos empregos são ofertados de maneira temporária para bem atender aos consumidores, um excelente presente para os desempregados mesmo que de maneira sazonal; a cidade se enfeita, as pessoas cobrem suas casas de luzes decoradas, fazem concurso da mais bela ornamentação, e com isso rogamos que não deixemos que esse espírito natalino morra em nossos corações, porque estamos diante de um mundo de poucas generosidades e gentilezas. Vamos cultivar o conselho que Jesus nos ensinou: “Amar ao próximo como a nós mesmos”.

PLACIDINO GUERRIERI BRIGAGÃO, Rio de Janeiro/RJ Presidente da Academia Brasileira de Odontologia INTERNET E COMUNICAÇÃO

A modernidade inaugurou as redes sociais que já se consolidaram na comunicação precisa e rápida, através da Internet. Do mais simples vivente aos Mandatários das Nações, usam o twitter para evidenciarem suas ideias ou comando de ações. Hoje, é mais fácil e rápido congregar multidões para um fim programado, como ensinar nas Escolas desde o Fundamental à Universidade. A correspondência eletrônica foi popularizada pelo e-mail que permite atravessar fronteiras e engolir distâncias com rapidez incrível. Os integrantes das naves espaciais são instruídos e comandados por meio de comunicação científica e tecnológica mais perfeita, de extraordinária raposice, todavia, baseada nos conceitos


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JORNAL DA S. B. D. E. - JANEIRO DE 2015 da Internet, segundo cientistas e técnicos altamente especializados que cuidam da segurança dos astronautas. A Internet, em comunicação, está apenas atrás do rádio, mas à frente da televisão e ocupa o primeiro lugar, segundo pesquisas, na ingerência comunicativa dos negócios das empresas e dos governos - ela tomou conta dos jovens, empurra os idosos e força a idade madura a conhecê-la e usá-la. O site é um local da Internet que reúne páginas da Web e é usado pelas empresas que as tornam ativas 24 horas, podendo ser consultadas a qualquer momento. O jornalismo e todas as profissões são cativos da Internet que é a nova revolução largamente usada na comunicação mundial, o mais completo invento da tecnologia humana. Seja individual ou em rede, a Internet percorre o mundo e, em espaço não muito longe, as galáxias, se já não foram, serão atingidas por comunicação constante com esperança de resposta. A Internet está presente nas salas de governança de todos os países como no ambiente de embarcações civis e militares. Não importa ser a renda individual, coletiva ou grandiloquente, a Internet é considerada a via mais econômica, rápida e eficiente de comunicação. Não há mais saudade de ofícios empresariais ou cartas amorosas pela antiga via. A Internet manda e é obedecida em todas as solicitações de comunicação. A Odontologia e a Medicina, assim como todas as profissões, estão inseridas neste espantoso contexto. NOTÍCIA DA ACADEMIA BRASILEIRA DE ODONTOLOGIA

Os troféus serão oferecidos pela Sociedade Paulista de Ortodontia, constituindo-se de valiosos e inesquecíveis prêmios, através de seu incansável Presidente JAIRO CORRÊA (nosso ilustre Confrade). Regulamentação - Concorrem Casos Clínicos de todas as áreas da Odontologia. Serão 02 categorias de Casos Clínicos, cada uma independente da outra com 03 prêmios para cada categoria, constando de Troféu e Diploma. Categoria 1: Caso clínico completo, imagens antes e depois do tratamento. Descrição sucinta do diagnóstico clínico, diagnóstico final e tratamento; Categoria 2: Caso clínico de diagnóstico por imagens. Imagens iniciais. Descrição sucinta do diagnóstico por imagens.


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JORNAL DA S. B. D. E. - JANEIRO DE 2015 Critérios de avaliação: Qualidade e apresentação da documentação, qualidade das imagens, originalidade, descrição do caso e laudo convincente, em casos de diagnóstico por imagens. NOTA: Os casos apresentados não necessariamente devem ser de êxito e primor. Falhas no diagnóstico e tratamento também são informativos.

STEFANY VAZ DESPINOy – Belo Horizonte/MG Advogada, Procuradora Jurídica do CRO-MG - Filha do Confrade Edwin Despinoy. Na foto, proferindo conferência no 45º COSMO, dia 27.09.2014: “Prevenção de Processos Judiciais e Éticos em Odontologia" A partir desta edição, serão publicadas respostas às DÚVIDAS FREQUENTES EM DIREITO ODONTOLÓGICO, pois nem todos os colegas têm acesso direto a essas importantes questões cotidianas laborais. Começamos com o tema: - Tenho direito ao Adicional de Insalubridade? Drª Stefany responde: - O profissional que trabalha sob o regime celetista, isto é, regido pelas normas da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, e em suas atividades laborais está exposto a agentes nocivos acima dos limites de tolerância fixados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, MTE, na Norma Regulamentadora número 15, NR15, terá direito de receber o adicional de insalubridade que varia em grau mínimo, médio e máximo com acréscimo de 10%, 20% e 40%, respectivamente, sobre o valor do salário mínimo vigente, conforme art. 192 da CLT. A caracterização e a classificação do caráter insalubre são realizadas por perícia de Médico ou Engenheiro do Trabalho, de acordo com o art. 195 da CLT. Alguns exemplos de atividades exercidas por estes profissionais que podem garantir o adicional de insalubridade são: A esterilização de instrumentais odontológicos; contato com agulhas e materiais infecto-contagiantes e com mercúrio. Agradecemos tão preciosas informações.

LUSOFONIA (*) Conjunto de identidades culturais em países e regiões, falantes da Língua Portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, e outras comunidades em todo o mundo.


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JORNAL DA S. B. D. E. - JANEIRO DE 2015 Faz ou fazem vinte anos?

Quando o verbo fazer é empregado no sentido de decorrer tempo, é impessoal, isto é, não tem sujeito e, consequentemente, permanece invariável na 3ª pessoa do singular. Dessa forma, diz-se: Faz um mês que Francisca chegou; Faz vinte anos que moro aqui. Se, nesse caso, fazer estiver acompanhado de verbo auxiliar, este também ficará invariável: Vai fazer cinco meses que não chove na região; Deve fazer 95 anos que meus avós chegaram da Espanha. Entretanto, na expressão fazer anos, ou seja, aniversariar, o verbo fazer tem sujeito e, portanto, flexiona-se normalmente. Exemplos: Gabriel faz cinco anos no dia 17; As gêmeas fazem 15 anos em setembro; Fazem 30 anos aqueles fatos narrados. (Neste exemplo, aqueles fatos narrados é sujeito de fazem 30 anos.) É necessário paciência. Em expressões formadas pelo verbo ser + adjetivo (empregado substantivamente), este último não varia: É necessário calma; Ginástica é bom para a saúde; É feio falta de respeito; É proibido cigarros nesta empresa. Explicação para o fenômeno é subentender-se um verbo nessas construções: É necessário (ter) calma; (Fazer) Ginástica é bom para a saúde; É feio (agir com) falta de respeito; É proibido (portar ou usar) cigarros nesta empresa. Quando se acrescenta ao substantivo palavra que o determina, como artigo ou pronome, a concordância torna-se obrigatória: A calma é necessária; Aquela ginástica é boa para a saúde; É feia a falta de respeito; Os cigarros são proibidos nesta empresa. Em construções como É necessário (fazer) muitos pontos para se ganhar o jogo, em que o substantivo está no plural, a concordância é facultativa: São necessários muitos pontos para se ganhar o jogo. Sintaticamente, a invariabilidade do predicativo explica-se por ser o sujeito da oração expresso de forma genérica. Em Vitamina é bom para prevenir doenças (vitamina, conceito genérico) e É necessário exercícios para você recuperar-se (exercícios em geral), está-se referindo a vitamina e exercícios de modo geral, sem determiná-los. Caso haja essa determinação mediante artigo ou outro qualificativo, a concordância faz-se normalmente: As vitaminas são boas para prevenir doenças; Aqueles exercícios indicados pelo fisioterapeuta são necessários para você recuperar-se. Em defesa da nossa riquíssima Língua, falemos e escrevamos certo! (*) www.paulohernandes.pro.br

ANIVERSARIANTES DO MÊS DE JANEIRO Nossas efusivas congratulações aos seguintes Titulares: Saúde e paz a todos!

03 - SPYRO NICOLAU SPYRIDES – Rio de Janeiro/RJ


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04 - NELSON RUBENS MENDES LORETTO -

Gravatá/PE

06 - FÁTIMA REGINA TIENGO CORRÊA – Natal/RN

19 - JOSÉ GUIDO DOS SANTOS VALENTE – Maceió/AL

19 - RENATA CIMÕES SILVEIRA {Na sua posse, com o marido e padrinho}

Recife/PE

19 - DAHUL TAVARES PELIZARO – Franca/SP {Na sua posse, com a esposa e madrinha}

26 - ALFREDO CAMPOS PIMENTA

- Pouso Alegre/MG

26 - RICARDO EUGÊNIO VARELA AYRES DE MELO – Recife/PE


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31 - RENATO CASTRO DE ALMEIDA {Com sua esposa e madrinha}

- Limeira/SP

HOMENAGENS A ARTISTAS E LITERATOS Eis os talentosos artistas e literatos brasileiros, nascidos neste mês, já falecidos, que nos brindaram com suas inesquecíveis obras:

Dia 01: DAVID NASSER – Nasceu em Jaú/SP (1917), faleceu no Rio (10.12.1980). Escritor: Vários livros de grande repercussão baseados em suas próprias reportagens; Compositor: Cerca de 300 músicas: Nêga do cabelo duro (com Rubens Soares);Canta Brasil (com Alcir Pires Vermelho); Camisola do Dia; Hoje quem paga sou eu; Atiraste uma pedra (com Herivelto Martins); Confete (Pedacinho colorido de saudade, com Jota Júnior); Normalista (com Benedito Lacerda); A coroa do rei (com Haroldo Lobo); A valsa Fim de ano (Adeus ano velho, feliz ano-novo...), parceria com Francisco Alves, e muitas outras.

Dia 03: ARTHUR DA TÁVOLA” (Pseudônimo de Paulo Alberto Moretzsonh Monteiro de Barros) nasceu no Rio/RJ (1936). Graduação: Direito-PUC/Rio; Política: Deputado pelo Estado da Guanabara, reeleito. Cassado pelo regime militar exilou-se na Bolívia e Chile; Foi Deputado Federal; Concorreu à Prefeitura do Rio, mas perdeu a eleição; Senador (autor da lei que instituiu o Dia Nacional do Choro - 23.04). Foi um dos grandes homens públicos de seu tempo, referência para minha geração, (Governador Aécio Neves/MG). Escritor: 23 ótimos livros; Jornalista: Ao retornar do exílio, adotou o pseudônimo, escrevendo sobre TV no jornal Última Hora; colunista do jornal O Dia e em várias revistas; Radialista: Era o Presidente da Rádio Roquette Pinto/Governo do RJ; Produzia e apresentava pela TV-Senado, de maneira didática, um dos melhores programas culturais da TV: “Quem Tem Medo da Música Clássica?”, que encerrava dizendo: “Música é vida interior, e quem tem vida interior, jamais padecerá de solidão”. Faleceu dormindo em 09.05.2008.


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Dia 04: José Marques CASIMIRO DE ABREU nasceu em Barra de São João (1839), hoje distrito do município de Casimiro de Abreu/RJ. Em 1852, foi para o Rio de Janeiro trabalhar no comércio do pai, português do Minho, com o qual viajou para Portugal no ano seguinte; Escritor/Poeta: Em Lisboa, publicou um conto, e escreveu a maior parte de sua poesia, exaltando as belezas do Brasil e cantando, com ternura e sensibilidade quase infantil, sua saudade do País. Aos 17 anos já colaborava na imprensa portuguesa, ao lado de Alexandre Herculano e outros literatos de renome. Retornou ao Rio em 1857, voltou a trabalhar no armazém do pai, mas não se afastou da vida boêmia. Escreveu para alguns jornais, fez amizade com Machado de Assis. Escolhido para a Academia Brasileira de Letras foi patrono da Cadeira nº 06. Publicou As Primaveras, com seus temas prediletos (lírico-romântico): a nostalgia da infância, a saudade da terra natal, o gosto pela natureza, a religiosidade, o pressentimento da morte, a exaltação da juventude, a devoção pela pátria e a idealização da mulher amada. 1860: Morreu o pai, que sempre o amparou e custeava as suas despesas literárias. Falecimento: Doente de tuberculose buscou alívio no ótimo clima de Nova Friburgo/RJ, onde faleceu 03 meses antes de completar 22 anos. A 1ª estrofe de Meus 8 anos quase todos conhecem: Oh! que saudades que tenho / Da aurora da minha vida, / Da minha infância querida / Que os anos não trazem mais! / Que amor, que sonhos, que flores, / Naquelas tardes fagueiras / À sombra das bananeiras, / Debaixo dos laranjais!

Dia 05: HUMBERTO Cavalcanti TEIXEIRA – Nasceu em Iguatu/CE (1915) e faleceu no Rio/RJ (03.10.1979).Aos 06 anos, aprendeu a tocar musete (gaita de foles), flauta e bandolim; Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais (UFRJ), mas compunha sambas, marchas, xotes, sambas-canções e toadas. 1944: Gravou a 1ª música, em parceria com o maestro Lírio Panicalli: Sinfonia do café (samba apoteótico); Compôs Kalu e Adeus, Maria Fulô, com Sivuca. Encontrou Luiz Gonzaga em 1945, valorizando o ritmo nordestino - 1º sucesso da dupla: No meu pé de serra. Elegeu-se deputado, com destaque pelo seu empenho na defesa dos direitos autorais, conseguindo aprovação da lei que permitiu maior divulgação da música brasileira no exterior, através de caravanas musicais financiadas pelo governo federal. Foi eleito por 03 anos consecutivos o melhor compositor do Brasil.


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Dia 08: NAPOLEÃO MENDES DE ALMEIDA nasceu em Itaí/SP (1911), faleceu em São Paulo/SP (1998); foi gramático, filólogo, professor de português e latim. Em 1938 fundou seus cursos de português e latim por correspondência. Publicou a coluna Questões Vernáculas no O Estado de S. Paulo. Sua Gramática Metódica da Língua Portuguesa chegou a mais de meio milhão de exemplares, em mais de 40 edições; seu Dicionário de Questões Vernáculas chegou às dezenas de milhares de cópias. Ambos ainda estão em catálogo e são notáveis pelo detalhamento das questões. Em entrevista à Revista Veja, em 1993, perguntado se não rejeitava o português falado pelos sertanejos, carregado de regionalismos, respondeu: Eu respeito. Não vou interromper uma conversa para dizer ao interlocutor que o certo é dizer nós vamos e não, nós vai. Criticado por muitos pelo seu purismo em matéria de normas gramaticais e ortográficas, foi um dos mais importantes e influentes gramáticos e filólogos da língua portuguesa no século 20.

Dia 09: JOÃO CABRAL DE MELO NETO nasceu na cidade de Recife/PE em 1920. Aos 18 anos, já frequentava a roda literária do Café Lafayette; aos 20, viajou com a família para o Rio de Janeiro, onde foi apresentado a Carlos Drummond de Andrade e ao círculo de intelectuais; aos 22, publicou seu 1º livro, Pedra do Sono. Fez concurso para a carreira diplomática e trabalhou, aos 26 anos, no Itamaraty, depois, Consulado Geral em Barcelona, como vice-cônsul. Com uma pequena tipografia artesanal publicou livros de poetas brasileiros e espanhóis. Suas alegrias em 1955: O nascimento da filha Isabel e o recebimento do Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras. Publicou Duas águas, que reúne livros anteriores e os inéditos: Morte e vida Severina, Paisagens com figuras e Uma faca só lâmina. O Teatro da Universidade Católica de São Paulo produziu o Auto Morte e Vida Severina, com música de Chico Buarque, encenado em várias cidades brasileiras, Paris, Lisboa, Coimbra e Porto. Entrou para a Academia Brasileira de Letras na vaga de Assis Chateaubriand. É considerado um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos - o poeta da razão - que jamais esqueceu, mesmo nos 40 anos de vida diplomática, as suas raízes pernambucanas.


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Dia 10: LAMARTINE de Azeredo BABO - Nasceu no Rio/RJ (1904), onde faleceu (16.06.1963). Embora leigo em técnica musical, criou melodias maravilhosas pelo seu espírito inventivo e altamente versátil. Compôs aos 14 anos a valsa Torturas do Amor; aos 16, a opereta Cibele. Formou-se em Ciências Jurídicas na atual Faculdade Nacional de Direito/UFRJ. Suas marchinhas carnavalescas, cantadas até hoje (O teu cabelo não nega, Linda Morena etc.), tornaram-no mundialmente conhecido como o Rei do Carnaval. Suas letras tinham humor refinado e irreverência. Compôs, num só dia, o hino dos 11 participantes do campeonato carioca de futebol (1949). Bem humorado e divertido, não perdia a chance de um trocadilho ou piada. Numa entrevista afirmou: Eu me achava um colosso. Mas um dia, olhando-me no espelho, vi que não tenho colo, só tenho osso! (ele era muito magro). Outros grandes sucessos: Rancho Fundo; Faceira (com Ary Barroso); Eu sonhei que tu estavas tão linda.

Dia 20: “K-XIMBINHO” (Sebastião de Barros). Nasceu em Taipu/RN (1917) e faleceu no Rio (26.06.1980).Tocava clarinete e saxofone, principalmente, jazz e choro - foi um dos grandes nomes do sopro brasileiro e participou das principais orquestras de gafieira: Tabajara (de Severino Araújo, onde ficou conhecido pelo seu apelido); Fon-Fon, Napoleão Tavares. Não era não só um músico virtuoso, mas um excelente compositor e arranjador, orquestrador da TV Globo, integrante da Orquestra Sinfônica Nacional e da rádio MEC. 1980: LP Saudades de um clarinete foi seu último trabalho com 12 choros de sua autoria - O mais famoso: Sonoroso.

Dia 20: EUCLIDES Rodrigues Pimenta DA CUNHA nasceu em 1866 em Euclidelândia (nome em sua homenagem), município de Cantagalo/RJ, onde viveu até os 03 anos, mas, órfão dos pais aos 04 anos, ficou sob a guarda das avós, no Rio. Foi conceituado escritor, sociólogo, repórter jornalístico, historiador e engenheiro. Com 18 anos, publicou os 1ºs artigos no jornal escolar O Democrata, fundado por ele e seus colegas. Aos 19 anos, ingressou na Escola Politécnica para cursar Engenharia, mas desistiu por motivos financeiros. 02 anos depois, assentou praça na Escola Militar da Praia Vermelha e colaborou na Revista da Família Acadêmica; participou ativamente da propaganda republicana no


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JORNAL DA S. B. D. E. - JANEIRO DE 2015 jornal O Estado de S. Paulo. Quando surgiu a insurreição de Canudos, em 1897, escreveu A nossa Vendéia, que lhe valeu convite do jornal para presenciar o final do conflito. Durante 05 anos, escreveu Os Sertões: Campanha de Canudos. Ficou internacionalmente famoso com a publicação dessa obra-prima, dividida em 03 partes: A terra; O homem; A luta. Nelas, analisa as características geológicas, botânicas, zoológicas e hidrográficas da região, costumes, religiosidade sertaneja e narra os fatos ocorridos nas 04 expedições enviadas ao arraial liderado por Conselheiro. Sua obra é bastante extensa e diversificada, e merece ser lida e analisada. Em 15.08.1909, foi morto pelo tenente Dilermando de Assis: Euclides chegou armado à casa do militar disposto a matar ou morrer em nome da honra, uma vez que sua mulher, Ana de Assis, abandonara-o pelo tenente. Campeão de tiro, Assis alvejou-o primeiro.

Dia 21: PETERPAN (José Fernandes de Paula), compositor e pianista, nasceu em Maceió/AL (1911) e faleceu no Rio de Janeiro RJ (28/4/1983), para onde se mudara aos 11 anos. Em 1940 a valsa Última inspiração (Eu sempre fui feliz / Vivendo só, sem ter amor...) fez grande sucesso. Em 1945, Eu quero é sambar (com Alberto Ribeiro) foi um dos destaques do Carnaval, na voz de Dircinha Batista. 02 anos depois, Emilinha Borba lançou com sucesso o samba-canção Se queres saber (...se eu te amo ainda...). Já vi tudo (com Amadeu Veloso) foi gravado em dupla por Emilinha Borba e Marlene, desfazendo boatos de rivalidade entre estas cantoras da Rádio Nacional. Dóris Monteiro estreou em disco com Se você se importasse; Compôs a marcha Olha pro céu (c/Luís Gonzaga).

Dia 25: TOM JOBIM (Antônio Carlos Brasileiro de Almeida JOBIM) nasceu no Rio (1927), faleceu em Nova Iorque (08.12.1994). Foi compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista; é considerado um dos maiores expoentes da MPB e um dos criadores da bossa nova - uma unanimidade entre críticos e público em termos de qualidade e sofisticação musical. Participou do projeto “Nordeste já” (1985) abraçando a causa da seca nordestina; uniu 155 vozes num disco compacto com as canções Chega de mágoa e Seca d’água. Alguns de seus imortais sucessos: Chega de saudade; Desafinado; A felicidade; Insensatez (com Vinícius de Moraes); Garota de Ipanema (Idem); Fotografia; Águas de março; Corcovado; Retrato em branco e preto (com Chico Buarque); Só tinha de ser com você; Eu sei que vou te amar; Falando de amor etc..


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JORNAL DA S. B. D. E. - JANEIRO DE 2015 Seu último CD, Antônio Brasileiro, foi lançado em 1994, pouco antes da sua morte de parada cardíaca quando estava se recuperando de um câncer na bexiga.

Dia 29.01: BARÃO DE ITARARÉ - Apparício Torelly - também usou o pseudônimo de Apporelly - gaúcho de Rio Grande, nascido em 1895. Estudou medicina, mas não concluiu o curso. Já era conhecido quando veio para o Rio fazer parte dos jornais O Globo e A Manhã, de Mário Rodrigues, como um temido e desabusado panfletário. Logo depois lançou um jornal autônomo, com o nome de A Manha - Teve tanto sucesso que seu jornal sobreviveu ao que parodiava (A Manhã); editou, também, o Almanhaque — o Almanaque d'A Manha. Faleceu no Rio de Janeiro em 27/11/71. O "herói de dois séculos", como se intitulava, foi um dos maiores nomes do humorismo nacional. Auto-definição: Campeão olímpico da paz; Marechal-almirante e brigadeiro do ar condicionado; Andarilho da liberdade; Artista matemático; Diplomata, Poeta, Pintor, Romancista e Bookmaker. Jorge Amado disse: Mais que um pseudônimo, ele foi um personagem vivo e atuante, uma espécie de Dom Quixote nacional, malandro, generoso, e gozador, a lutar contra as mazelas e os malfeitos.

Dia 30.01: HERIVELTO de Oliveira MARTINS - Nasceu (1912) em Paulo de Frontin/RJ; faleceu em 17.09.1992 (Rio) - foi compositor e cantor (Formou o Trio de Ouro, com Dalva de Oliveira e Nilo Chagas). Seu filho, Pery Ribeiro, é cantor famoso; sua filha, Yaçanã Martins, é atriz e participa constantemente de telenovelas. Foi autor, entre outras, das composições: Ave Maria no Morro; Praça Onze; Que Rei Sou Eu?; Cabelos Brancos; Caminhemos; Segredo. Efusivas palmas, pois eles bem merecem! FONTES: www.releituras.com; pt.wikipedia.org; Enciclopédia da Música Brasileira.


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TROVAS PELO BRASIL AFORA SOBRE A TROVA - Bela, sintética, versátil, assim é a trova! Podemos definir a trova como gênero exclusivamente poético e popular, que se coaduna com as manifestações folclóricas do povo brasileiro e age como elemento representativo de suas aspirações, paixões e emoções. O termo "trova" origina-se do francês "trouver" que quer dizer "achar" talvez indicando que o trovador tenha de "achar" o motivo de sua poesia e de suas canções. A trova, como a conhecemos hoje, tem sua origem ligada às antigas quadras populares portuguesas que, transportadas para o Brasil, ganharam ritmo, melodia e beleza inusitados, graças à originalidade, criatividade e talento de nossos artistas populares, transformando assim a trova num gênero exclusivamente brasileiro. Existe a trova literária, cultivada e trabalhada por um trovador, com o objetivo de realizar uma obra artística, e a trova popular ou folclórica, criada pelo povo como forma de expressar seus sentimentos e emoções. Hamilton Wilson - O Trovador do Borá ******* NOTÍCIA: A TROVA É PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL DE MAGÉ/RJ {Colaboração especial do Titular Thales Ribeiro de Magalhães) No dia 02 de dezembro p.passado, o Conselho Municipal de Política Cultural de Magé, por proposta de seu Presidente, Trovador Antônio Seixas, aprovou proposta reconhecendo como patrimônio cultural imaterial do município, a trova literária e a União Brasileira de Trovadores (UBT)-Magé. Em 2016 comemoraremos o centenário de nascimento de Luiz Otávio, fundador da UBT. A ideia é a de que até lá as seções, subseções e delegacias da UBT possam, seguindo o exemplo da cidade de Magé, trabalhar para que a trova e a UBT sejam reconhecidas como patrimônio cultural. Quando tal acontecer será proposto o reconhecimento, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), da trova e da UBT como Patrimônio Cultural Imaterial brasileiro. OBS.: Nesta edição, estão inseridas apenas Trovas publicadas no Boletim da UBT-Seção Curitiba/PR deste mês. Agradecemos a Andréa Motta e a toda a Diretoria, com votos de sucesso continuado. Natal! E tudo parece mais feliz, sem dor nem mal.. - Quem dera o mundo pudesse ser um perpétuo Natal! J.G.de Araújo Jorge-Rio de Janeiro/RJ


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JORNAL DA S. B. D. E. - JANEIRO DE 2015 Bendito quem no caminho, plantando o amor entre irmãos, tem mãos que se fazem ninho para aquecer outras mãos! Pedro Ornellas/SP Que cesse, enfim, toda a guerra, que vença o amor de Jesus, que seja o Natal na Terra sem luz de bombas.. só luz... Leda M. Bechara/MG Papai Noel, por favor, do Natal afasta os medos, e coloca mais amor no meio dos teus brinquedos! Delcy Canalles/RS Nossa ceia de Natal será farta em Paz e Luz, se o lugar especial for reservado a Jesus. Wandira F. Queiroz/PR Parabéns aos sempre criativos e talentosos Trovadores brasileiros!

RIR AINDA É UM BOM REMÉDIO... PONTO DE REFERÊNCIA Um casal foi às compras no shopping, quando, de repente, a mulher procurou pelo marido e notou que ele não estava por perto. Enfurecida, ela pegou o celular e ligou pra ele: – Ô desgraçado, como é que você sai assim sem me avisar pra onde vai? Onde é que você está, seu cachorro? Calmamente, ele explica: – Querida, lembra daquela joalheria onde você viu um colar de diamantes e se apaixonou por ele, mas que no dia eu não tinha dinheiro pra comprar e disse: - “Amor, um dia ele será seu!” Envergonhada pela maneira grosseira com que falou com o marido, ela abriu um sorriso de orelha a orelha, e, com os olhos brilhantes, respondeu, toda melosa: – Ô meu amorzinho, lembro sim! Claro que estou lembrada! – Pois então – respondeu ele – estou no bar ao lado! {CRUEL!}


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MENSAGEM DA PRESIDÊNCIA Pois é, queridos Confrades e queridas Confreiras, iniciamos mais um ano de trabalho contínuo na nossa querida Instituição. Rogamos a Deus a Sua bênção para que possamos continuar nessa trajetória ascendente, contando sempre com a preciosa participação dos luminares que compõem esta Sociedade. Atingimos um grau de excelência que muito nos orgulha – no bom sentido, naturalmente! Neste ano realizaremos em Recife/PE, a 3ª Convenção Nacional da SBDE, conforme ficou deliberado na Assembleia Geral, em Caxambu, durante a 2ª Convenção. No dia 22 de setembro completaremos 15 anos de existência, então será apropriado realizarmos o nosso Encontro Anual em torno dessa data, que cai numa 3ª feira. Consultaremos a Diretoria para decidirmos a melhor ocasião para o evento – se será num final de semana anterior ou posterior à data oficial, mas, obviamente, aceitaremos sugestões de toda a Família SBDEana, democraticamente. Contaremos com a participação do maior número possível de Titulares e respectivas esposas, pois planejamos repetir a exitosa iniciativa de oferecer cursos para as acompanhantes, integrando-as às nossas atividades. Que o novo ano seja de ótimas realizações pessoais e profissionais, sempre de acordo com a vontade do nosso Pai Celestial. Saúde e paz a todos!

Recebam fraternal e SBDEano abraço do Rubens Barros de Azevedo CONCEITO DO HUMANISMO PRATICADO NA SBDE Os verdadeiros valores são aqueles que o dinheiro não compra: A honestidade, a retidão de caráter, a humildade, a decência, a perseverança, a dedicação e outros mais, sem deixar de considerar as amizades sinceras. Autoria: Titular FERNANDO LUIZ TAVARES VIEIRA - Recife/PE EXPEDIENTE - Jornal Mensal da SBDE - A Literatura na Odontologia Desde 22.09.2000 - CNPJ nº 18.927.841/0001-04 Sede: R.Presbítero Porfírio Gomes da Silva, 1757 - Bloco B/101 - Capim Macio - Natal/RN - 59.082-420 Presidência: (84) 3219.6007 / 8808.3545 (OI) / 9820.6121 (TIM) - sbde2000@gmail.com www.dentistasescritores.blogspot.com http://issuu.com/sbde-jornalmensal/docs/sbde-jornal


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