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JSBD v26 nº2 - mar/abr 2022

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JORNAL DA SBD

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Publicação oficial da Sociedade Brasileira de Dermatologia l Volume 26 - n.2 - março / abril - 2022

COMPROMISSO E AÇÃO PARA CONDUZIR A ENTIDADE NO BIÊNIO 2023-2024 JSBD Volume 26 l N. 2 - 2022 | 1


DIRETORIA 2021/2022

SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA www.sbd.org.br

PRESIDENTE:

Mauro Yoshiaki Enokihara

SP

VICE-PRESIDENTE:

Heitor de Sá Gonçalves

CE

TESOUREIRO:

Carlos Baptista Barcaui

RJ

SECRETÁRIA-GERAL:

Cláudia Carvalho Alcantara Gomes

RJ

1o SECRETÁRIO:

Geraldo Magela Magalhães

MG

2º SECRETÁRIO:

Beni Moreinas Grinblat

SP

JORNAL DA SBD – PUBLICAÇÃO OFICIAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA

Esta é uma publicação bimestral exclusiva para os associados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Vo l u m e 2 6 - n . 2 - m a r ç o / a b r i l - 2 0 2 2 Coordenador médico do Jornal da SBD Sérgio Palma | PE Conselho editorial Mauro Yoshiaki Enokihara Heitor de Sá Gonçalves Cláudia Carvalho Alcantara Gomes Carlos Baptista Barcaui Geraldo Magela Magalhães Beni Moreinas Grinblat Jornalista responsável Paulo Henrique de Souza - RP GO - 00008609 Redação e edição Francisco Baracho Jackelyne Amaral Lívia Torres Müller Mendonça Paulo Henrique de Souza Estagiário Levi Castro Editoração digital Nazareno Nogueira de Souza Contato publicitário Priscila Rudge Simões A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e os textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e colunistas.

Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/18o andar – Centro – Rio de Janeiro – RJ - CEP: 20090-003 E-mail: imprensa@sbd.org.br

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EDITORIAL

CHAPA ELEITA PARA A GESTÃO 2023-2024, VOLTA DOS EVENTOS PRESENCIAIS E TELEMEDICINA SÃO OS PILARES DESTA EDIÇÃO

O

ano de 2022 começou com novidades no mundo da medicina e da SBD. Tivemos eleição da diretoria para a gestão 2023-2024 da entidade; aprovação da Telemedicina pelo Conselho Federal de Medicina; volta dos eventos presenciais; e preparativos a todo vapor para a realização da 75ª edição do Conselho da Sociedade Brasileira de Dermatologia, em São Paulo (SP). Na matéria de capa, é apresentado um pouco sobre a eleição e chapa eleita para o próximo biênio da SBD, com um minicurrículo de cada um dos integrantes da diretoria executiva. Já em “Ações institucionais”, há uma entrevista com o professor associado da Universidade Estadual Paulista (Unesp) sobre as inovações do meio digital, as revistas científicas pelo mundo e como a Surgical & Cosmetic Dermatology se mantém atualizada e proporciando conteúdo de qualidade aos dermatologistas brasileiros.

Além disso, em “Eventos” foram detalhados a atividades realizadas até o momento e como elas têm sido um sucesso de público e de elogios. Nesse sentido, foi feita também uma entrevista com o presidente do 75º CSBD sobre os preparativos do Congresso em meio à pandemia, as dificuldades impostas pela covid-19 e pelas mudanças que foram necessárias realizar, além de abordar um pouco do que os dermatologistas podem esperar desta edição. Em “Política e Saúde”, é trazido um resumo dos principais pontos definido pelas regras de Telemedicina aprovadas pelo CFM. No texto, é falado sobre o que o dermatologista pode esperar, o que tem de novidade e como a SBD tem agido nessa discussão tão importante. Esta edição do JSBD conta ainda com matéria sobre os documentos da SBD que esclarecem a população sobre problemas que afetam pele, cabelos e unha decorrentes da covid-19; as atividades realizadas pelos Serviços Credenciados; e mais. Boa leitura e até a próxima edição! Equipe JSBD

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DESTAQUE

ASSOCIADOS ELEGEM A CHAPA SBD: COMPROMISSO E AÇÃO PARA CONDUZIR A ENTIDADE NO BIÊNIO 2023-2024

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chapa SBD: compromisso e ação foi eleita pelos associados da Sociedade Brasileira de Dermatologia para conduzir os rumos da entidade durante o biênio 2023-2024. O resultado do pleito foi divulgado na manhã de sábado (30 de abril), após assembleia convocada para a data, conforme previsto no Regimento Eleitoral. Essa foi a primeira vez que a eleição foi realizada de forma on-line, o que permitiu aos médicos-dermatologistas exercerem o direito do voto à distância, a partir de suas residências ou locais de trabalho. Com o resultado, assumirão a responsabilidade de conduzir a SBD na gestão 2023-2024 os seguintes médicos-dermatologistas: Heitor de Sá Gonçalves (presidente); Carlos Barcaui (vice-presidente); Regina Carneiro (secretária-geral); Márcio Serra (tesoureiro); Rosana Lazzarini (1ª secretária); e Fabiane Brenner (2ª secretária).

VOTAÇÃO - O envio dos votos aconteceu entre meia-noite do dia 26 de abril (terça-feira) até uma hora após o início da Assembleia Geral realizada no sábado. Para votar, os associados acessaram o site da SBD, fizeram o login na área restrita e foram redirecionados para o ambiente virtual onde foi possível expressarem suas vontades de forma direta, individual e secreta. Todos os associados que estavam em dia com suas contribuições até o momento anterior ao prazo de início da votação eletrônica, ou seja, anteriormente a 26 de abril puderam participar do processo. Os votos foram apurados por uma empresa independente contratada para disponibilizar o ambiente virtual de votação. Segundo o relatório apresentado, no total 1.267 associados votaram. A chapa recebeu o apoio de 1.208 nomes. Houve 33 votos em branco e 26 votos nulos. Confira abaixo os nomes que vão ocupar cargos na diretoria da SBD e que terão a missão de promover uma atuação da Sociedade de forma ainda mais dinâmica, ativa, representativa e com maior visibilidade.

DIRETORIA EXECUTIVA

• Vice-Presidente da SBD (Gestão 2021-2022) • Membro da Comissão do TED/SBD • Chefe do serviço credenciado da SBD/Centro de Dermatologia Dona Libânia-Secretaria de Saúde do Estado do Ceará • Professor Associado de Dermatologia do Curso de Medicina da Universidade Estadual do Ceará (UECE) • Doutor em Farmacologia Clínica • • • • •

Cargos anteriores Secretário da Diretoria da SBD Nacional (Gestão 2005-2006) Coordenador dos Departamentos de Hanseníase e Doenças Infecto- Parasitárias Membro do Conselho Fiscal da SBD Nacional Presidente do 63º Congresso Da Sociedade Brasileira de Dermatologia (2008) Presidente da SBD - Regional CE

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Heitor Sá Gonçalves Presidente


DESTAQUE • Tesoureiro da SBD (Gestão 2021-2022) • Professor associado de Dermatologia da Faculdade de Ciência Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCM-UERJ) • Doutor em Dermatologia pela Universidade de São Paulo • Mestre em Dermatologia pela Universidade Federal de São Paulo • • • • •

Cargos anteriores Tesoureiro SBD (Gestão 2011-2012) Membro do Conselho Deliberativo da SBD (desde 2008) Membro da Comissão do TED (desde 2016) Presidente da SBD- Regional RJ (Gestão 2009-2010) Secretário Geral SBD- Regional RJ (Gestão 2007-2008) Carlos Baptista Barcaui Vice-Presidente

• • • •

Presidente eleita do Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia (2023) Professora Titular da Universidade do Estado do Pará (UEPA) Doutora em Dermatologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Mestre em Dermatologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Cargos anteriores • Membro da Comissão de Ensino e de Título da SBD • Presidente da SBD - Regional PA • Vice-Presidente do Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia (2009) Regina Carneiro Secretária Geral

• Coordenador do Departamento de DST/Aids da SBD • Membro da Câmara Técnica em DST/Aids do CREMERJ • Mestre em Dermatologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) • • • •

Cargos anteriores Presidente do 74o. Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia Tesoureiro do 67º Congresso da SBD Tesoureiro Adjunto do 65º Congresso da SBD Vice-Presidente e Tesoureiro da SBD – Regional RJ Márcio Serra Tesoureiro

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DESTAQUE • Membro do Conselho da SBD e SBD - RESP (desde 2015) • Assessora do Departamento de Alergia e Dermatoses Ocupacionais da SBD (Gestão 2021-2022) • Professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Curso de Medicina • Assistente da Clínica de Dermatologia da Santa Casa de São Paulo Cargo anterior • Coordenadora do Departamento de Alergia e Dermatoses Ocupacionais da SBD Rosana Lazzarini 1ª Secretária

• • • •

Coordenadora do Departamento de Cabelos e Unhas da SBD (Gestão 2021-2022) Professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Mestre em Medicina Interna Fellowship em Cabelo na The Cleveland Clinic Foundation - USA.

• • • • • • •

Cargos anteriores Coordenadora do Departamento de Cabelos e Unhas – SBD Assessora do Departamento de Cabelos e Unhas – SBD Delegada regional – SBD – Regional PR Assessora de ética– SBD – Regional PR Assessora científica – SBD – Regional PR Representante de sócio aspirante– SBD – Regional PR Representante dos associados– SBD – Regional PR

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Fabiane Brenner 2ª Secretária


DESTAQUE

DIRETORIA ESTENDIDA Renata Magalhães – Diretora Científica • Membro da Comissão de Título de Especialista da SBD • Chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital de Clínicas (Unicamp) • Coordenadora do Programa de Mestrado Profissional "Ciências Aplicadas à Qualificação Médica" da pós-graduação da FCM (Unicamp) • Professora-Doutora da Disciplina de Dermatologia, Departamento de Clínica Médica da FCM (Unicamp) Cargos anteriores • Tesoureira, vice-presidente e presidente no 5º Distrito da SBD-RESP (entre 2003 e 2013).

Beni Grinblat - Diretor do Jornal da SBD • 2º secretário da SBD (Gestão 2021-2022) • Dermatologista do Hospital Albert Einstein • Colaborador do Ambulatório de Terapia Fotodinâmica do Hospital das Clínicas (USP) Cargo anterior • Secretário da SBD-RESP (Gestão 2019-2020)

Caroline Brandão - Diretora de Mídias Eletrônicas • Mestre em Ciências da Saúde • Cirurgiã Micrográfica de Mohs pela FMABC • Coordenadora das Reuniões Mensais SBD – Regional RJ (Gestão 2021-2022) Cargos anteriores • Assessora de eventos da SBD- Regional RJ (Gestão 2019-2020)

Carolina Talhari - Diretora da Biblioteca • Presidente da SBD - Regional AM (Gestão 2021-2022) • Professora Adjunta de Dermatologia do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) • Pesquisadora Titular em Dermatologia da Fundação de Dermatologia Tropical e Venereologia "Alfredo da Matta" Cargos anteriores • Assessora de Pesquisa - Gestões SBD – Regional AM (Gestões 2019-2020 e 2017-2018)

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ENTREVISTA

CONTAGEM REGRESSIVA: CRESCE A EXPECTATIVA PARA O 75º CONGRESSO DA SBD

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SBD segue com os preparativos para o maior evento da dermatologia no Brasil, com programação de 25 a 28 de agosto, em São Paulo. O 75º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia é aguardado com grande expectativa por todos os especialistas da área, depois de ter sua realização adiada em 2020 e 2021, em decorrência da pandemia de covid-19. Com alta relevância para o progresso da ciência e da prática dermatológica em todo o país, o 75º Congresso das SBD tem o objetivo de congregar descobertas, experiências e o que há de mais atual na tecnologia voltada à especialidade.

Para atender ao interesse dos participantes, são esperados seis convidados internacionais e um total de 113 atividades, sendo 17 cursos teóricos, seis cursos práticos em vídeo, 34 simpósios, 29 fóruns, 12 reuniões de Departamentos da SBD, quatro sessões anatomoclínicas, cinco sessões especiais e seis sessões plenárias. Para contar sobre os preparativos desse evento, o Jornal da SBD (JSBD) convidou Cyro Festa Neto, membro da comissão científica da SBD e presidente do 75º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Confira o bate-papo na íntegra:

JSBD - Depois de dois anos sem a realização do congresso brasileiro, as expectativas para o retorno do evento aumentam. Quais os motivos desse tempo de suspensão? E como estão atualmente os preparativos para a 75ª edição?

gresso no mês de setembro daquele ano. Estávamos com a grade científica pronta e os preparativos bem encaminhados quando, em março, nos deparamos com um fenômeno por nós jamais visto e inesperado: a pandemia. Depois de muitas reuniões entre a Comissão Executiva do Congresso e a diretoria da SBD decidimos suspender o nosso evento naquele período. Para que a data não passasse em branco e frente a inúme-

Cyro Festa Neto - Até meados de fevereiro de 2020, tínhamos quase certeza da realização de nosso Con8 | JSBD Volume 26 l N. 2 - 2022


ENTREVISTA

ros compromissos que assumimos com nossos sócios, resolvemos fazer um evento de atualização no mês de setembro à distância, que resultou em sucesso absoluto. No começo de 2021, tudo estava encaminhado para que o evento ocorresse em setembro. Neste momento, surgiu a inesperada segunda onda da covid. Todo processo vivido em 2020 se repetiu em 2021. Para nós, da comissão do Congresso, e, sem dúvidas, para a SBD parecia um pesadelo que tínhamos que enfrentar. Felizmente, contamos com a compreensão dos associados, patrocinadores e todos outros envolvidos com o Congresso. Agora, esta tudo certo: nosso sonho será realidade em breve. JSBD - Quais os desafios enfrentados na realização do maior evento da dermatologia? CFN - Talvez o maior desafio desta edição do Congresso tenha sido seu adiamento por dois anos. Adiar não significa passar de um ano para outro, mas sim, rever, renegociar, alterar a grade científica e seus convidados, pois muitos declinaram pela pandemia e não sabíamos se os convidados estrangeiros iriam se sentir constrangidos de vir ao Brasil. Trocar de centro de convenção e rever novamente todo espaço do evento da exposição e as salas de aula foi muito mais difícil que começar do zero. JSBD - Os congressistas esperam uma edição histórica. O que os dermatologistas podem esperar nesta edição? CFN - Por incrível que pareça, o que o Congresso vai entregar de especial aos nossos sócios, é o que sempre tivemos e talvez não valorizássemos. Trata-se da possibilidade de estarmos juntos novamente, presencialmente, celebrando os amigos e a vida. Além disso, teremos muitas novidades que estarão contempladas em nossa grade científica. A ideia foi conceber um Congresso que atualiza de forma prática. Hoje, o acesso às informações se dá de muitas maneiras o que, por vezes, torna difícil um filtro do que é importante na nossa vida diária. JSBD - Como está organizada a programação científica do evento? CFN - A grade científica constará basicamente de três módulos. No primeiro dia, ocorrerão os cursos teóricos e práticos em vídeos. Grandes temas serão abordados: atualização terapêutica, oncologia cutânea, dermatologia pediátrica, cirurgia dermatológica, laser

e outras tecnologias, cosmiatria, dermatoscopia e tricoscopia, imunodermatologia, doenças infecciosas, marketing, mídia social. No segundo e terceiro dias de congresso, haverá uma variedade de sessões, como simpósios, fóruns, sessões especiais e sessão anatomoclínica. No segundo dia, em particular, as sessões serão divididas com a reunião dos departamentos; e no terceiro dia com a apresentação de casos clínicos, teses e dissertações. Gostaríamos de voltar à tradição da apresentação de casos pelos residentes e, para incentivá-los, vamos premiar as melhores exposições. No último dia, convidamos colegas que estão afeitos aos temas propostos e eles coletarão as principais novidades que foram ventiladas ao longo do evento. A última sessão será única e trará os destaques do congresso. Isso vem ao encontro de um dos objetivos da grade científica que é o de não repetir temas. Assim, os colegas que, porventura, não assistiram poderão ver um resumo no final, lembrando que todas essas sessões serão entremeadas por plenárias ministradas por especialistas internacionais. JSBD - Como foi feita a seleção dos palestrantes para cada tema da dermatologia? Qual a expectativa de público? CFN - Procuramos sempre convidar coordenadores e palestrantes que tenham domínio do assunto abordado. No total, entre coordenadores e palestrantes, contamos com 441 colegas. A expectativa de público é de mais de quatro mil participantes. Embora com quase 2/3 deste número de inscritos, ainda temos muitas vagas para os cursos a serem preenchidas. Quem ainda não garantiu sua vaga, deve lembrar que o Congresso Brasileiro de Dermatologia é o evento máximo de nossa sociedade. Não existe outro que reúna tantos especialistas e onde se discutam tantos temas em dermatologia. JSBD - Como está programada a atividade social do Congresso? CFN - Tivemos grandes dificuldades e em gerenciar este item. Em virtude da pandemia, não tínhamos certeza das condições sanitárias impostas na época que seria realizado o Congresso. Aglomerar um número grande de participantes com o mínimo de riscos sanitários seria muito difícil. Optamos, então, pela realização de uma abertura do nosso Congresso na casa de show Tokyo Marine Hall e logo após um cocktail de confraternização aos nossos participantes.. j JSBD Volume 26 l N. 2 - 2022 | 9


POLÍTICA E SAUDE

REGRAS DA TELEMEDICINA DEFINIDAS PELO CFM SERÃO ANALISADAS PELA SBD PARA AJUDAR ASSOCIADOS NO USO DO ATENDIMENTO À DISTÂNCIA

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Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), por meio de seu Departamento de Teledermatologia, atuará no sentido de adaptar as melhores formas de aplicação e uso das tecnologias de atendimento à distância para a especialidade. O esforço vem na esteira da publicação pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) da Resolução nº 2.314/2022, que define e regulamenta a telemedicina no Brasil, como forma de serviços médicos mediados por ferramentas de transmissão de som e imagem. A norma do CFM resultou de amplo debate reaberto em 2018 com entidades médicas e especialistas, passa a regular a prática em substituição à Resolução 10 | JSBD Volume 26 l N. 2 - 2022

CFM nº 1.643/2002 e entra em vigor a partir da data de sua publicação. A SBD foi uma das instituições que encaminhou, por meio de ofício, propostas que foram analisadas pelo grupo de técnicos e de conselheiros federais de medicina que se debruçou sobre o tema. “No tempo em que vivemos e, em especial, por conta da pandemia, a prática médica foi diretamente afetada pelo uso da tecnologia. Desta forma, a regulamentação da Telemedicina é um assunto sobre o qual a SBD sempre esteve atenta e participando ativamente nos debates. Queremos que os dermatologistas tenham acesso a um conteúdo informativo e confiável sobre o tema para que possam prestar uma assistência


POLÍTICA E SAUDE de qualidade para a população”, declarou Daniel Holthausen Nunes, coordenador do Departamento de Teledermatologia da SBD. MANUAL DA SBD - Ano passado, a SBD publicou o Manual de Boas Práticas em Teledermatologia, que foi amplamente divulgado junto aos associados e mesmo entre outras entidades médicas. No texto, o Departamento de Teledermatologia, com o apoio de especialistas convidados, já alinhava alguns parâmetros importantes para que essas ferramentas pudessem ser utilizadas nos consultórios. Inclusive o conselheiro Donizetti Giamberardino, relator da Resolução do CFM, elogiou o conteúdo distribuído pela Sociedade. No Manual da SBD, aspectos éticos, técnicos e legais para emprego da teledermatologia foram apresentados aos leitores, em linguagem simples e acessível. Diante das regras definidas pelo CFM, os responsáveis pelo documento da Sociedade devem fazer uma atualização do conteúdo, visando incorporar aspectos que não tenham sido citados e atualizar recomendações em função da prática de alguns especialistas, conforme explicou Mauro Enokihara, presidente da Sociedade. “É importante que os dermatologistas contem com subsídios adaptados à nossa especialidade para que possam fazer o uso adequado da telemedicina, com respeito aos pressupostos éticos, técnicos e legais. Assim, vamos contribuir com a ampliação do acesso e da integralidade da assistência para milhões de brasileiros, especialmente os que dependem exclusivamente do Sistema Único e Saúde. Para tanto, devemos estar atentos às exigências de segurança, privacidade, confidencialidade e integridade dos dados dos pacientes”, destacou Enokihara. LACUNA LEGAL - A Resolução CFM nº 2.314/2022 preenche lacuna legal surgida como fim da pandemia de covid-19, pois a lei que permitia a adoção dessa abordagem durante a emergência epidemiológica já previa que após esse período caberia ao Conselho Federal de Medicina estabelecer critérios normativos para a prática. “Trata-se de um método que, especialmente durante a pandemia, demonstrou sua grande capacidade de levar assistência às cidades do interior e beneficiar também os grandes centros, reduzindo o estrangulamento causado pela demanda e pela migração de pacientes em busca de tratamento”, disse o presidente do CFM, José Hiran Gallo. Entre os pontos que se destacam no documento do CFM está assegurar ao médico devidamente inscrito nos Conselhos Regionais de Medicina a autonomia de decidir se utiliza ou recusa a telemedicina, indicando o atendimento presencial sempre que entender necessário.

“A consulta médica presencial permanece como padrão ouro, ou seja, referência no atendimento ao paciente. Mas a pandemia mostrou que a telemedicina pode ser um importante ato complementar à assistência médica, permitindo o acesso a milhares de pacientes”, destacou o relator da norma, Donizetti Giamberardino. Para o CFM, ao ser exercida com a utilização dos meios tecnológicos e digitais seguros, a medicina deve visar o benefício e os melhores resultados ao paciente, o médico deve avaliar se a telemedicina é o método mais adequado às necessidades do paciente, naquela situação SEGURANÇA E PRIVACIDADE – Outro ponto abordado pela Resolução, é o respeito ao sigilo médico. Desse modo, nos serviços prestados por telemedicina “os dados e imagens dos pacientes, constantes no registro do prontuário devem ser preservados, obedecendo as normas legais e do CFM pertinentes à guarda, ao manuseio, à integridade, à veracidade, à confidencialidade, à privacidade, à irrefutabilidade e à garantia do sigilo profissional das informações”. De acordo com a nova resolução, o atendimento por telemedicina deve ser registrado em prontuário médico físico ou no uso de sistemas informacionais, em Sistema de Registro Eletrônico de Saúde (SRES) do paciente, atendendo aos padrões de representação, terminologia e interoperabilidade. Os dados de anamnese e propedêuticos e os resultados de exames complementares, e a conduta médica adotada, relacionados ao atendimento realizado por telemedicina também devem ser preservados, sob guarda do médico responsável pelo atendimento em consultório próprio ou do diretor técnico, no caso de interveniência de empresa ou instituição. CONCORDÂNCIA DO PACIENTE – A resolução estabelece ainda que o paciente ou seu representante legal deve autorizar o atendimento por telemedicina e a transmissão das suas imagens e dados por meio de (termo de concordância e autorização) consentimento livre e esclarecido, enviados por meio eletrônico ou de gravação da leitura do texto e concordância, devendo fazer parte do SRES do paciente. Estabelece ainda que, no caso de emissão à distância de relatório, ela deverá conter identificação do médico, incluindo nome, número do registro no CRM e endereço profissional do médico, identificação e dados do paciente, além de data, hora e assinatura do médico com certificação digital do médico no padrão ICP-Brasil ou outro padrão legalmente aceito. Além disso, os dados pessoais e clínicos do teleatendimento médico devem seguir as definições da LGPD e outros dispositivos legais quanto às finalidades primárias dos dados. JSBD Volume 26 l N. 2 - 2022 | 11


POLÍTICA E SAUDE CRITÉRIOS EM DESTAQUE - No quadro a seguir, estão em destaque alguns dos principais pontos que devem ser observados na prática da telemedicina pelos dermatologistas. Entre os itens citados pela norma figuram a autonomia do médico para decidir

quando a consulta será presencial ou à distância, as exigências de sigilo e segurança de dados, e os critérios para definição de valores de honorários e de termo de consentimento livre e esclarecimento a ser preenchido pelo paciente. Confira abaixo.

ALGUNS DESTAQUES DA NOVA RESOLUÇÃO DA TELEMEDICINA (CFM Nº 2.314/2022)

CONSULTA PRESENCIAL

O médico tem autonomia para decidir se a primeira consulta poderá ser, ou não, presencial. Reitera-se que o padrão ouro de referência para as consultas médicas é o encontro em pessoa, sendo a telemedicina um ato complementar. Os serviços médicos à distância não poderão, jamais, substituir o compromisso constitucional de garantir assistência presencial segundo os princípios do SUS de integralidade, equidade, universalidade a todos os pacientes.

ACOMPANHAMENTO CLÍNICO

No atendimento de doenças crônicas ou doenças que requeiram assistência por longo tempo, deve ser realizada consulta presencial, com o médico assistente do paciente, em intervalos não superiores a 180 dias.

SEGURANÇA E SIGILO

Os dados e imagens dos pacientes, constantes no registro do prontuário devem ser preservados, obedecendo as normas legais e do CFM pertinentes à guarda, ao manuseio, à integridade, à veracidade, à confidencialidade, à privacidade, à irrefutabilidade e à garantia do sigilo profissional das informações.

TERMO DE CONSENTIMENTO

O paciente ou seu representante legal deve autorizar expressamente o atendimento por telemedicina e a transmissão das suas imagens e dados.

HONORÁRIOS MÉDICOS

A prestação de serviço de telemedicina, como um método assistencial médico, em qualquer modalidade, deverá seguir os padrões normativos e éticos usuais do atendimento presencial, inclusive em relação à contraprestação financeira pelo serviço prestado.

TERRITORIALIDADE

As empresas prestadoras de serviços em telemedicina, plataformas de comunicação e arquivamento de dados deverão ter sede estabelecida em território brasileiro e estarem inscritas no CRM do estado onde estão sediadas, com a respectiva responsabilidade técnica de médico regularmente inscrito no mesmo Conselho.

FISCALIZAÇÃO

Os CRMs manterão vigilância, fiscalização e avaliação das atividades de telemedicina, em seus territórios, no que concerne à qualidade da atenção, relação médico-paciente e preservação do sigilo profissional.

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POLÍTICA E SAUDE SETE MODALIDADES – A Resolução nº 2.314/2022 avança ainda em outro campo. O texto estabelece que a telemedicina é “exercício da medicina mediado por Tecnologias Digitais, de Informação e de Comunicação (TDICs), para fins de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças e lesões, gestão e promoção de saúde”, podendo ser realizada

em tempo real on-line (síncrona), ou off-line (assíncrona). De acordo com a nova Resolução, o atendimento à distância poderá ser realizado por meio de sete diferentes modalidades, desde uma teleconsulta até uma telecirurgia. No quadro abaixo, confira o detalhamento disponível. j

MODALIDADES DE PRÁTICA DA TELEMEDICINA AUTORIZADAS PELO CFM TELECONSULTA

Caracterizada como a consulta médica não presencial, mediada por TDICs, com médico e paciente localizados em diferentes espaços.

TELECONSULTORIA

Ato de consultoria mediado por TDICs entre médicos, gestores e outros profissionais, com a finalidade de prestar esclarecimentos sobre procedimentos administrativos e ações de saúde.

TELEINTERCONSULTA

Ocorre quando há troca de informações e opiniões entre médicos, com ou sem a presença do paciente, para auxílio diagnóstico ou terapêutico, clínico ou cirúrgico. É muito comum, por exemplo, quando um médico de Família e Comunidade precisa ouvir a opinião de outro especialista sobre determinado problema do paciente.

TELEDIAGNÓSTICO

A emissão de laudo ou parecer de exames, por meio de gráficos, imagens e dados enviados pela internet também passa a ser permitida e é definida como telediagnóstico. Nestes casos, o procedimento deve ser realizado por médico com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) na área relacionada.

TELECIRURGIA

É quando o procedimento é feito por um robô, manipulado por um médico que está em outro local. Essa modalidade foi recentemente disciplinada pela Resolução CFM nº 2.311/2022, que regulamentou a cirurgia robótica no Brasil.

TELEVIGILÂNCIA

Também conhecido por telemonitoramento, consiste no ato realizado sob coordenação, indicação, orientação e supervisão de parâmetros de saúde ou doença, por meio de avaliação clínica ou aquisição direta de imagens, sinais e dados de equipamentos ou dispositivos agregados ou implantáveis nos pacientes.

TELETRIAGEM

Realizada por um médico para avaliação dos sintomas do paciente, à distância, para regulação ambulatorial ou hospitalar, com definição e direcionamento do mesmo ao tipo adequado de assistência que necessita ou a um especialista. JSBD Volume 26 l N. 2 - 2022 | 13


POLÍTICA E SAÚDE

DERMATOLOGISTAS ESCLARECEM POPULAÇÃO SOBRE PROBLEMAS DECORRENTES DA COVID-19 QUE AFETAM CABELOS, UNHAS E PELE

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m 2022, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulgou dois documentos sobre questões relacionadas à covid-19, com ampla repercussão junto à população. Em ambos, a entidade buscou cumprir seu papel social de informar, atualizar e alertar a população sobre temas importantes sobre a saúde de pele, cabelos e unhas. Nestes casos específicos, trouxe esclarecimentos sobre a relação do coronavírus com problemas de saúde dermatológicos. VITAMINA – Em nota elaborada com o apoio do Departamento de Cabelos e Unhas da SBD, os especialistas mostraram aos brasileiros que, até o momento, ainda não existe convicção técnica sobre o uso de determinadas produtos ou fórmulas no cuidado de pacientes que tiveram covid-19 e, por isso, sofrem com queda de cabelo. O documento destaca a ausência de evidências científicas confiáveis sobre a eficácia do uso de altas doses de vitamina D no tratamento de queda de cabelo (eflúvio telógeno) decorrente do contágio pelo coronavírus. Nestes casos, a SBD orienta a população que enfrenta quadros semelhantes a buscar o suporte de profissionais. Após a análise das condições clínicas e exame do couro cabeludo, caberá ao médico especialista indicar o tratamento mais adequado. >> CLIQUE AQUI E VEJA A NOTA NA ÍNTEGRA<<

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MANIFESTAÇÕES – Por sua vez, o “Guia sobre a covid-19 e suas manifestações cutâneas” foi lançado pela SBD com o objetivo de mostrar de forma didática e simplificada como a covid-19 pode deixar sinais evidentes na pele, cabelo e unhas. No texto, há um alerta sobre a semelhança entre as lesões cutâneas decorrentes dessa doença com as de outras. Devido a este aspecto, no material divulgado a SBD ressalta a importância da avaliação dos pacientes por um dermatologista para diagnóstico e tratamento corretos. Segundo o texto distribuído, os pacientes com covid-19 podem apresentar lesões na pele, sendo as mais comuns manchas vermelhas. Elas são chamadas de “exantema” ou “rash”. Os especialistas pontuam que essas manifestações surgem nos primeiros dias da doença e podem coçar e descamar. A melhora ocorre de forma espontânea, com a recuperação do quadro clínico. >>ACESSE AQUI O GUIA COMPLETO<< A SBD orienta os associados a participar desse esforço de conscientização dos brasileiros. Por isso, eles foram convidados a compartilhar e divulgar os documentos gerados entre familiares, amigos e, sobretudo, pacientes. Com o acesso aos esclarecimentos e informações, a Sociedade de Dermatologia espera que a população tenha melhores condições de compreender as questões relacionadas aos cuidados com a pele, cabelos e unhas neste momento de emergência epidemiológica. j


AÇÕES INSTITUCIONAIS

SURGICAL & COSMETIC DERMATOLOGY APOSTA NO FORMATO DIGITAL E NA MELHORA DE SEU FATOR DE IMPACTO

A

s inovações no meio digital têm sido responsáveis pela reconfiguração de diversos setores da sociedade. Com a ciência não foi diferente. Se antes as publicações científicas precisavam da impressão em papel para serem difundidas, hoje conteúdo de alta relevância pode ser acessado por aparelhos que cabem na palma da nossa mão, em qualquer momento. Nesse cenário, a Surgical & Cosmetic Dermatology, uma das principais publicações da SBD, se mantém atualizada às necessidades dos pesquisadores, com 100% dos seus volumes disponíveis em formato digital. Ativa desde 2009, a revista passou por transformações significativas nos últimos anos, depois de mais de uma década sendo uma das principais referências para o estudo científico voltado à dermatologia no Brasil. Dentre as mudanças, se apropriou do ambiente virtual para seguir sua história de sucesso, com edições

inteiramente digitais. Além de se alinhar ao formato já adotado por diversas revistas reconhecidas internacionalmente, a decisão já impactou positivamente a relação com os pesquisadores do Brasil e do mundo. Como parte do processo para atender a nova condição de acesso, a equipe da S&CD remodelou o site da revista. Desde setembro de 2021, a plataforma se tornou muito mais intuitiva com a plataforma, com um formato responsivo e possibilidade de fluxo contínuo de publicações ao longo do ano. O novo modelo abre portas para a conquista de novas indexações e aumento do prestígio internacional. Atualmente, o periódico é indexado em três bases de dados (LILACS; SCOPUS e Redalyc) e em três diretórios (Sumários.org; Latindex e Periódica), todos de alta relevância no meio científico. Os trabalhos da S&CD têm impactado a ciência em torno da dermatoJSBD Volume 26 l N. 2 - 2022 | 15


AÇÕES INSTITUCIONAIS logia, sobretudo, nos estudos acerca da cirurgia dermatológica, oncologia cutânea, cosmiatria, procedimentos baseados em laser e outras tecnologias. Para entender melhor o atual cenário das revistas científicas no Brasil e no mundo, o Jornal da SBD conversou com o médico e pesquisador Rui Seabra Ferreira Junior sobre o desempenho da S&CD e expectativas para o futuro da revista. Ele já foi presidente da Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC), é pesquisador associado da Universidade Estadual Paulista (UNESP) e, atualmente, assessora os editores da Surgical & Cosmetic Dermatology na busca por patamares ainda mais altos na produção científica nacional e internacional.

JSBD - Qual o atual cenário das revistas cientificas no Brasil e no mundo? Como está a Surgical & Cosmetic Dermatology nesse contexto? Rui Seabra - O Brasil possui hoje 393 revistas científicas indexadas, dentre as 32.958 indexadas no “Scimago Journal & Country Rank”, sendo que a Surgical & Cosmetic Dermatology ocupa a posição 290 neste ranking. Apenas na área de Dermatologia, ocupa a posição de 108 das 138 revistas científicas indexadas nele, que é um dos maiores e mais importantes indexadores de revistas científicas do mundo. JSBD - Quais os principais desafios da migração e permanência das publicações científicas para o meio digital? RS - O meio digital significou o maior paradigma para as revistas científicas desde 1665, quando foi publicada a Philosophical Transactions of the Royal Society of London, implantando à época, o sistema “peer

reviewed” de revisão por pares. Hoje, a publicação na internet facilitou e democratizou o acesso à informação, agilizando a publicação dos achados científicos e dando grande visibilidade a seus autores. Sendo assim, a Surgical & Cosmetic Dermatology se coloca como uma revista científica moderna e atualizada, pois segue todas as boas práticas exigidas para um periódico científico de circulação internacional. JSBD – Como a Surgical & Cosmetic Dermatology se adaptou ao formato virtual? RS - A Revista passou por um grande processo de transformação no ano de 2021, graças à visão e coragem de seus editores chefes, com a ajuda do Conselho Editorial e das Sociedades que a apoiam. Este grande passo ajudará a aumentar a relevância e importância da Surgical & Cosmetic Dermatology no cenário brasileiro e mundial. JSBD - Quais estratégias traçadas para manter a relevância da Revista e o que pode ser feito para aumentar ainda mais seu impacto? RS - Várias estratégias têm sido planejadas e implantadas ao longo dos últimos meses, além da publicação em meio digital. Podemos citar a modernização do sistema de submissão, agora em acordo com modelos internacionais. Isso facilita a submissão de artigos por autores estrangeiros. Também houve a mudança de algumas políticas editoriais, visando buscar sempre artigos mais importantes e relevantes para publicação; e a atualização do website, que agora traz uma interface adequada para um periódico científico. Enfim, com a implantação, e agora a consolidação destas importantes ações, a Surgical & Cosmetic Dermatology se prepara para alcançar novos indexadores e aumentar seu Fator de Impacto na área. j

Prepare-se o maior evento da Anúncio eventospara da SBD dermatologia brasileira

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SAÚDE PÚBLICA

DERMATOLOGISTAS APOIAM LUTA PARA MANTER A PROIBIÇÃO AO CIGARRO ELETRÔNICO NO BRASIL

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Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) empenha apoio às iniciativas que visam coibir o consumo e a venda do chamado cigarro eletrônico no País, como a nota divulgada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) nesta segunda-feira (2). No texto, que conta com a adesão da SBD, é defendida a manutenção das regras que proíbem a comercialização, importação e propaganda desse produto. Conforme destaca o CFM, o posicionamento ocorre diante de “mobilização por parte de alguns segmentos para liberação do cigarro eletrônico no País, tentando mudar a legislação em vigor. No documento, diferentes segmentos são instados a lutarem contra o cigarro eletrônico. Os médicos são convidados a orientarem seus pacientes e a população em geral sobre os riscos desse tipo de produto. A imprensa é chamada a colaborar com ações de esclarecimento sobre o tema, “levando ao público informações adequadas, acessíveis e de fontes confiáveis”. Por sua vez, o Governo (em todas as suas esferas) e o Congresso Nacional são alvo de três pedidos: compromisso com a manutenção da lei que trata sobre os dispositivos eletrônicos para fumar; reforço aos me-

canismos de fiscalização e controle; e desenvolvimento de campanhas de esclarecimento sobre os malefícios do uso do cigarro eletrônico. Segundo as entidades médicas, há um acúmulo de evidências que sugerem que fumar cigarros eletrônicos pode trazer riscos semelhantes ou mesmo maiores que outras formas de uso de nicotina, comprometendo a saúde de seus usuários. O texto destaca que esse tipo de dispositivo “possui altos índices de nicotina e de outras substâncias nocivas em sua composição, causa dependência química e pode levar milhões de pessoas ao adoecimento e à morte”. Para o presidente da SBD, Mauro Enokihara, apesar de ser aparentemente inofensivo, o cigarro eletrônico é um dispositivo que expõe seus usuários a uma série de riscos. Inclusive, essa prática pode trazer prejuízos à pele e às mucosas por conta das substâncias nocivas que contém. Há estudos que apontam a relação entre esse consumo e problemas de pele, como dermatites de contato, queimaduras térmicas e lesões da mucosa oral. “Cuidar da saúde e do bem-estar exige a adoção de bons hábitos: fumar não está entre eles”, ressaltou. JSBD Volume 26 l N. 2 - 2022 | 17


SAÚDE PÚBLICA

NOTA À SOCIEDADE

CFM afirma: o cigarro eletrônico causa sérios danos à saúde O uso do cigarro eletrônico, em qualquer faixa etária, traz graves prejuízos para a saúde individual e coletiva. Trabalhos científicos e relatos apontam inúmeros casos de pessoas que desenvolveram doenças em decorrência dessa prática. Neste momento, ocorre mobilização por parte de alguns segmentos para liberação do cigarro eletrônico no País, tentando mudar a legislação em vigor que proíbe a comercialização, importação e propaganda desse produto. Ciente disso, o Conselho Federal de Medicina (CFM) alerta os brasileiros sobre os riscos relacionados ao uso desses dispositivos e SOLICITA que: • Os médicos orientem seus pacientes e a população em geral a não utilizarem o cigarro eletrônico, alertando-os sobre os efeitos deletérios causados pelo seu uso; • Os meios de comunicação atuem como agentes de conscientização junto à população, levando ao público informações adequadas, acessíveis e de fontes confiáveis sobre os riscos envolvidos no consumo do cigarro eletrônico; • O Governo (em todas as suas esferas) e o Congresso Nacional se comprometam em manter a proibição em lei do uso dos dispositivos eletrônicos para fumar, bem como reforcem os mecanismos de fiscalização e controle e desenvolvam campanhas de esclarecimento sobre os malefícios dessa prática; • A população em geral colabore com a sensibilização dos usuários dos cigarros eletrônicos, orientando-os sobre a necessidade de abandonar esse hábito nocivo para a saúde. O CFM alerta que o cigarro eletrônico possui altos índices de nicotina e de outras substâncias nocivas em sua composição, causa dependência química e pode levar milhões de pessoas ao adoecimento e à morte. Brasília, 2 de maio de 2022. CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) Associação Brasileira de Medicina de tráfego (ABRAMET) Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT)

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EVENTOS

MILHARES DE DERMATOLOGISTAS PARTICIPAM DE EVENTOS ORGANIZADOS PELA SBD NO INÍCIO DE 2022

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ano de 2022 começou com intensa movimentação para a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Logo nos primeiros meses, a entidade organizou três importantes eventos para seus associados. O primeiro foi o Simpósio de Dermatologia Hospitalar, realizado em 12 de março. Na sequência, foi a vez do Simpósio de Alergias Dermatológicas, em 2 de abril. Juntas, essas atividades congregaram mais de três mil dermatologistas que tiveram a oportunidade de discutir inovações sobre temas que permeiam a prática da especialidade. Para fechar esse ciclo inicial, entre 13 e 14 de maio, aconteceu o Simpósio de Dermatologia Pediátrica. “A atualização científica de nossos associados é um pilar fundamental da gestão. Portanto, sempre preparamos com antecedência o calendário com as atividades educacionais, pois queremos que os especialistas tenham tempo para se programar e decidir em quais eventos estará presente a partir da divulgação do que foi preparado para eles”, disse o presidente da SBD, Mauro Enokihara. HOSPITALAR – Dentro desta perspectiva, o Simpósio de Dermatologia Hospitalar foi um marco para entidade. Além do conteúdo técnico e científico que permeou a programação, o evento se destacou por abordar dinâmicas próprias deste ambiente. Segundo Enokihara, ao “falar sobre este tema se oferece um contraponto à falsa percepção de que o dermatologista

não frequenta estes locais de atendimento”, destacando-se o espaço e a importância dos especialistas neste espaço de atendimento. Com abordagens divididas em blocos temáticos (pronto-socorro, enfermaria, neoplasia, casos clínicos e urgências em dermatologia pediátrica), o encontro permitiu discussões práticas e muita interação entre os participantes. Ao final, o Simpósio de Dermatologia Hospitalar garantiu mais de oito horas de conteúdo de qualidade. “Congregar tantos especialistas foi fundamental para fortalecemos nosso papel na assistência de média e alta complexidade. Lembremos que a avaliação multidisciplinar é muito importante e, por isso, o dermatologista é frequentemente chamado para interconsultas hospitalares. Com esse evento, a SBD destaca a relevância dos associados para oferecer atendimento de qualidade aos pacientes”, destacou o presidente da Sociedade. ALERGIA – O outro evento que se destacou nos primeiros meses desse ano colocou luz sobre um dos temas mais recorrentes nos consultórios dermatológicos: os problemas causados pela alergia. Subsidiar o associado para oferecer as melhores respostas aos seus pacientes, motivou a SBD a preparar o Simpósio de Alergias Dermatológicas, que foi amplamente elogiado pelos participantes. Durante cerca de quatro horas, os inscritos se JSBD Volume 26 l N. 2 - 2022 | 19


INSTITUCIONAL qualificaram para oferecer atendimento mais seguro e eficaz para pacientes com problemas como eczemas em diversas partes do corpo, farmacodermias, dermatite atópica e urticária. Os participantes tiveram acesso a informações recentes sobre novas técnicas e abordagens terapêuticas para prevenção, diagnóstico e tratamento desses e outros problemas relacionados às alergias. PEDIATRIA - Além desses dois eventos on-line e gratuitos, a SBD promoveu ainda seu primeiro evento presencial, desde que a pandemia de covid-19 chegou ao País. Assim, após mais de dois anos de emergência epidemiológica, aconteceu o Simpósio de Dermatologia Pediátrica. A atividade foi organizada em parceria com a SBD – Regional São Paulo, na capital paulista. Na grade de atividades, os participantes encontraram uma série de exposições feitas por renomados experts que abordaram questões que urgem nos consultórios e outros pontos de assistência. Dentre os temas em destaque,

estavam: como selecionar o melhor local para o atendimento; papel do médico na suspeita de abuso infantil; realização de procedimentos cosmiátricos em crianças;e dermatoses infecciosas; entre outros. “A volta dos eventos presenciais evoca novos desafios, mas também traz lembranças afetuosas e memórias de um período anterior à pandemia, quando o intercâmbio de ideias e conhecimento era primordialmente presencial. Esses momentos são muito especiais, por isso contamos com a presença de nossos associados ao longo de 2022”, ressalta Mauro Enokihara. Até dezembro de 2022, estão previstos outros cinco grandes eventos de interesse para a dermatologia, abordando questões como cosmiatria, tecnologias, doenças tropicais, imunobiológicos, cabelos e unhas. Para acompanhar a agenda programada para os próximos meses, a SBD orienta os associados a acompanharem as informações que têm sido divulgadas por meio do seu site, do seu aplicativo ou de suas redes sociais. j

CONFIRA A AGENDA COMPLETA PARA OS PRÓXIMOS EVENTOS SBD: 14º Teraderm da SBD 01 e 02/07 - São Paulo (SP) 15º Simpósio de Cosmiatria, Laser e Tecnologias da SBD Nacional e SBD-RJ 22 a 24/09 - Rio de Janeiro (RJ) 44º Simpósio Nacional de Dermatologia Tropical da SBD – DERMATROP 07 e 08/10 – Salvador (BA) 6º Simpósio Nacional de Imunobiológicos e XIV Simpósio Nacional de Psoríase 21 e 22/10 - São Paulo (SP) VII Simpósio de Cabelos e Unhas da SBD e Jornada Sul Brasileira de Dermatologia 03 a 05/11 – Florianópolis (SC) 20 | JSBD Volume 26 l N. 2 - 2022


SERVIÇOS CREDENCIADOS SERVIÇO DE DERMATOLOGIA DA SANTA CASA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS Após mais de dois anos somente realizando reuniões on-line, o mês de abril de 2022 marcou a volta dos encontros presenciais no Serviço de Dermatologia da Santa Casa de São José dos Campos. No dia 18 de abri, os médicos especializandos e os preceptores estiveram reunidos para a recepção aos novos especializandos do primeiro ano, drs. Mariana Bernal dos Santos, Patricia Linares da Costa e Raul Cartagena Rossi. Na ocasião recebemos a dra. Aline Okita, do HC FMUSP, que ministrou palestra a respeito de psoríase em localizações especiais. Foi um encontro muito agradável e proveitoso.

Médicos Especializandos e Médicos Preceptores da Santa Casa de São José dos Campos

FUNDAÇÃO DE MEDICINA TROPICAL DR. HEITOR VIEIRA DOURADO Ocorreu no dia 22 de fevereiro, a formatura dos residentes de dermatologia da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, em Manaus (AM).

Residentes e Preceptores da FM-HVD

HOSPITAL UNIVERSITÁRIO EVANGÉLICO MACKENZIE Nos dias 07 e 08 de abril, aconteceu o Curso Teórico e Prático de Crioterapia para os médicos residentes e preceptores do Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie. O evento foi ministrado pela professora Cristina Marta Maria Laczynski, médica responsável pelo ambulatório de crioterapia e criocirurgia da Disciplina de Dermatologia da Faculdade de Medicina do ABC e coordenado pela Dra Myrciara Alcântara. Nesta oportunidade, foram atendidos pacientes com diversas dermatoses benignas e malignas contribuindo para o aprimoramento científico e técnico dos médicos do serviço.

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SERVIÇOS CREDENCIADOS SERVIÇO DE DERMATOLOGIA HC - UFPE – EBSERH O Serviço De Dermatologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) realiza ao mês, aproximadamente, mil atendimentos clínicos e especializados na área de dermatologia (manhã e tarde). Entre as atividades do serviço, estão: ambulatórios gerais e especializados (cosmiatria e laser, fototerapia/terapia fotodinâmica, psoríase, imunomodulador, hanseníase, dermatomicoses com foco em esporotricose -, cirurgia dermatológica, cabelos e unhas, oncologia cutânea e discromias) e visitas e pareces sobre os pacientes internados no Hospital das Clínicas UFPE. O Serviço conta ainda com as seguintes teóricas: sessão iconográfica, seminários envolvendo todos os temas de interesse da dermatologia, reunião clínica semanal (com a presença de todo o time), clube de revista (atualização) e um convidado mensal para palestrar sobre um tema relevante. Além do curso teórico de cosmiatria e laser com todos os serviços credenciados da SBD.

Outras atividades incluem o Laboratório de patologia (coordenação Dadiela Takano) e micologia (Dr. Reginaldo Gonçalves); Aulas para graduação do curso de medicina (5º período) práticas e teóricas. Aleém disso, atualmente o Serviço está participando de vários projetos de pesquisa em parcerias com as empresas fomentadoras de pesquisa (CNPq). Atualmente, o Serviço é composto da seguinte forma: Chefe atual do serviço: Fátima Brito; Supervisoras da residência de dermatologia: Cláudia Elise; Supervisora da residência de hanseníase: Márcia Helena; Coordenação da disciplina de dermatologia: Jéssica Guido; Coordenação do bloco cirúrgico: Virgínia Paiva; Coordenação da liga acadêmica: Vanessa Medeiros Residentes em treinamento: R1 - 3 residentes; R2 - 3 residentes; R3 - 3 residentes; R4 - 1 residente (hanseníase)

Time de preceptores e residentes da dermatologia HC – UFPE

FACULDADE DE MEDICINA DE JUNDIAÍ A Faculdade de Medicina de Jundiaí inovou na criação do ambulatório de ultrassonografia dermatológica pelo Departamento de Dermatologia, sob a coordenação da dra. Célia A. X. M. Alves, unindo duas especialidades, a radiologia e dermatologia, num único espaço, para uma melhor avaliação dos seus pacientes. A dra. Rosa Sigrist (radiologista) e a dra. Juliana Fávaro (dermatologista), ambas colaboradoras da FMJ, estão presentes no ambulatório para avaliação clínica e ultrassonográfica dos pacientes. São realizadas avaliações de lesões de maior prevalência, como cistos epidérmicos, triquilemais, lipomas, carcinomas baso e espinocelular, 22 | JSBD Volume 26 l N. 2 - 2022

até lesões mais complexas como melanomas metastáticos, recidivas tumorais, lesões do aparelho ungueal, complicações de lesões inflamatórias e complicações estéticas. A avaliação ultrassonográfica pré-cirúrgica de tumores de pele passou a ser realizada como atividade científica, fornecendo detalhes e dados anatômicos da lesão, como suas dimensões, limites e profundidade, ajudando no estadiamento loco-regional, detectando possíveis invasões de estruturas nobres como vasos, nervos e cartilagens, e metástases locais ou linfonodais.


SERVIÇOS CREDENCIADOS Abaixo um dos casos avaliados no ambulatório de ultrassonografia dermatológica da FMJ: Caso: paciente do sexo feminino de 95 anos chegou com diagnóstico histopatológico de melanoma

Figura 1: Imagem ultrassonográfica (modo B) de melanoma acral lentiginoso, corte transversal, evidencia lesão primária sólida hipoecogênica, de contornos irregulares, acometendo a epiderme, derme e invadindo o tecido celular subcutâneo, com espessura de 0,64 cm, e lesão satélite localizada inferiormente à lesão primária.

acral lentiginoso. A ultrassonografia permitiu a avalição da espessura tumoral, assim como detecção de artéria nutridora e lesões satélites (figuras 1 e 2).

Figura 2: Imagem ultrassonográfica (power Doppler) de melanoma acral lentiginoso, corte transversal, evidencia lesão primária hipervascularizada, com caracterização de artéria nutridora.

FACULDADE DE MEDICINA NOVA ESPERANÇA (FAMENE) Em 29 de maio, a equipe de Residência/Especialização Médica em Dermatologia da Faculdade de Medicina Nova Esperança (FAMENE) comemorou a realização da 50ª Sexta Dermatológica - a reunião anatomo-clínica mensal, realizada de forma ininterrupta desde a fundação do Serviço. Nas reuniões, que contam com a participação dos pós-graduandos e preceptores, são apresentados casos clínicos e realizadas atualizações de protocolos de diagnóstico e tratamento de diversas dermatoses.

POSSE DO DR. EDILSON PINHEIRO EGITO NA ACADEMIA PARAIBANA DE MEDICINA No dia 4 de março de 2022, o dermatologista dr. Edilson Pinheiro Egito foi eleito e tomou posse na Academia Paraibana de Medicina. Ele já foi presidente da SBD - Regional Maranhão e presidente também da SBD - Paraíba. O especialista graduou-se em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba, em 1973, e realizou o curso de especialização em Dermatologia, em São Paulo.

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SERVIÇOS CREDENCIADOS HOSPITAL SANTA CASA DE CURITIBA Mutirão de cirurgias de câncer de pele na Santa Casa de Curitiba O Serviço de Dermatologia do Hospital Santa Casa de Curitiba realizou no dia 12 de março um mutirão de cirurgias de câncer de pele. Atuando em seis salas cirúrgicas simultaneamente ao longo do dia, os dermatologistas realizaram inúmeros procedimentos. O objetivo foi diminuir a fila de espera dos pacientes para tal tratamento. Segundo os membros do serviço, a demanda reprimida, assim como o aparecimento de casos com maior urgência em virtude do atraso diagnóstico, ambos impactos diretos da pandemia, foram a grande motivação para a realização da iniciativa. A ideia é repetir a ação mais algumas vezes ao longo do ano, visando um acesso mais rápido dos pacientes oncológicos às cirurgias.

HOSPITAL SANTA CASA DE CURITIBA | EXPEDIÇÃO À VILA DO SANTO ANTÔNIO DO PRATA

Entre os dias 21 e 26 de março, o preceptor dr. Danilo Hamilko de Barros e os residentes/especializandos do 3° ano do Programa de Residência Médica em Dermatologia Breno Saty Kliemann e Luísa Polo Silveira participaram da expedição à Vila do Santo Antônio do Prata, uma ex-colônia de hansenianos localizada no município de Igarapé-Açú (Pará) em missão de busca ativa de casos de hanseníase e recrutamento da população para o estudo intitulado “Testes de imunodiagnóstico point-of-care para detecção da hanseníase e da infecção por Mycobacterium leprae em áreas de alta e baixa endemia na Amazônia sul-americana”, estudo o qual fazem parte da equipe de pesquisadores.

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No Brasil, o estudo é liderado pela equipe da Pontifícia Universidade Católica do Paraná e está sob a coordenação geral do Professor Marcelo Távora Mira. Participaram também da expedição o médico dermatologista e hansenólogo dr. Sérgio Aguilera, as estudantes de doutorado do PPGCS Antoniella de Aguiar e Andressa Mayra dos Santos; o professor Jeffrey Hallam da Kent State University (EUA); a pesquisadora holandesa e investigadora principal do estudo, Annemieke Geluk, do Leiden University Medical Center, da Leiden University (Holanda) e sua estudante Louise Pierneff, além de pesquisadores e uma equipe de enfermeiras da Universidade Federal do Pará (UFPA).


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JSBD v26 nº2 - mar/abr 2022 by Sociedade Brasileira de Dermatologia - Issuu