JORNAL DA SBD
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Publicação oficial da Sociedade Brasileira de Dermatologia l Volume 25 - n.1 - janeiro / fevereiro - 2021
MAIS NOVO CANAL DE CONHECIMENTO, CIÊNCIA E INFORMAÇÃO DA SBD
Conexão SBD: Em lives, dermatologistas debates temas de interesse da especialidade
SBD lança cartilha sobre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) JSBD Volume 25 N. 1 - 2021 | 1 l
DIRETORIA 2021/2022
SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA www.sbd.org.br
PRESIDENTE:
Mauro Yoshiaki Enokihara
SP
VICE-PRESIDENTE:
Heitor de Sá Gonçalves
CE
TESOUREIRO:
Carlos Baptista Barcaui
RJ
SECRETÁRIA-GERAL:
Cláudia Carvalho Alcantara Gomes
RJ
1o SECRETÁRIO:
Geraldo Magela Magalhães
MG
2º SECRETÁRIO:
Beni Moreinas Grinblat
SP
JORNAL DA SBD – PUBLICAÇÃO OFICIAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA
Esta é uma publicação bimestral exclusiva para os associados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Vo l u m e 2 5 - n . 1 - j a n e i r o / f e v e r e i r o - 2 0 2 1 Coordenador médico do Jornal da SBD Sérgio Palma | PE
Conselho editorial Mauro Yoshiaki Enokihara Heitor de Sá Gonçalves Cláudia Carvalho Alcantara Gomes Carlos Baptista Barcaui Geraldo Magela Magalhães Beni Moreinas Grinblat Jornalista responsável Erika Drumond - Reg. MTB 31.383/RJ
Redação e edição Erika Drumond Paulo Henrique de Souza Editoração digital Nazareno Nogueira de Souza
Contato publicitário Priscila Rudge Simões A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e os textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e colunistas.
Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/18o andar – Centro – Rio de Janeiro – RJ - CEP: 20090-003 E-mail: imprensa@sbd.org.br
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EDITORIAL
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PARCERIA E COOPERAÇÃO
ma das estratégias de trabalho da Gestão 2021-2022 é promover o fortalecimento da educação em saúde em seus múltiplos aspectos. Nesse processo, a comunicação participa de forma estreita, sendo um importante vetor para o crescimento da dermatologia e da entidade. Por meio do diálogo acessível com o associado e a população, é possível construir novas formas de enxergar o mundo, e também de ganhar mais representatividade! Dar prosseguimento ao processo de modernização do JSBD está incluído nesse caminho de renovação e agrega atributos positivos à imagem institucional. Para que possamos oferecer discussões científicas relevantes para todos, a cada edição do jornal contaremos com a colaboração de dermatologistas convidados, que discutirão temas de interesse do nosso leitor. Neste número, você conhecerá um pouco mais sobre os desafios do tratamento dermatológico da população transgênero. Na maioria das vezes, esse público se encontra em condições de vulnerabilidade, o que pode dificultar a promoção de sua inclusão social, com garantia de direitos, incluindo acesso à educação, saúde e trabalho. O coordenador do Departamento de IST & AIDS da SBD Nacional e SBD-RJ, Felipe Aguinaga, explica o papel do dermatologista na articulação desse processo de mudança. O destaque da edição fica por conta do lançamento do SBDcast, um espaço de conhecimento, ciência e informação para o associado. Dentro da nossa rotina diária, o podcast torna-se um canal bastante conveniente para adquirir novos aprendizados, pois por meio dele, é possível ouvir conteúdos de qualidade, enquanto se está fazendo atividades que não necessitem de atenção focada, por exemplo. Os temas abordados até então são bem atuais, e a forma de transmitir as informações pelos participantes, tem sido bem didática. Para quem
ainda não conhece, os episódios têm em média 20 minutos de duração e vão ao ar toda semana por meio do aplicativo. Também estão disponíveis na área restrita do site. Com essa iniciativa, a SBD amplia sua produção de conteúdo científico exclusivo que permeia o cotidiano médico a partir de olhares especializados. Na seção entrevista, o 2º secretário da SBD, Beni Grinblat, fala sobre esse e outros projetos da comunicação da gestão. Ele ressalta que entender os perfis dos públicos da SBD é fundamental para construir uma comunicação ainda mais assertiva. Outra convidada que nos concedeu entrevista é a médica dermatologista e nutróloga Tatiana Villas Boas Gabbi. Em sua fala, a especialista compartilha com propriedade seus conhecimentos quanto ao uso dos fitoterápicos na rotina médica como tratamento paralelo ao convencional para as doenças de pele. Os novos formatos dos sites dos ABD e da Surgical, bem como os eventos institucionais online da entidade e a parceria entre a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) para a atualização científica dos associados, por meio do projeto SBCD e SBD Digital Drops, também estão em pauta nesta edição que você acaba de receber. Esperamos que você possa desfrutar da leitura e contamos com seu feedback para que possamos melhorar ainda mais o nosso jornal. Todas as sugestões são bem-vindas e podem ser encaminhadas para o e-mail imprensa@sbd.org.br. Estamos cada vez mais fortes porque estamos cada vez mais juntos. Até a próxima. Equipe JSBD JSBD Volume 25
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AÇÕES INSTITUCIONAIS
DIRETORIA DA SBD PROMOVE ENCONTRO DE BOAS-VINDAS PARA RESIDENTES DO PRIMEIRO ANO
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diretoria executiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promoverá nas próximas semanas uma reunião com os médicos que ingressam no primeiro ano dos programas de residência na especialidade nos serviços credenciados de Residência e Especialização (lato sensu). Foram convidados os pós-graduandos de todo o País. Durante o encontro, os diretores da Gestão 2021-2022 darão as boas-vindas aos integrantes do grupo, além de apresentarem pontos do trabalho realizado pela entidade em favor dos dermatologistas, residentes, especializandos e população. Será uma oportunidade de conhecer a importância da vida associativa para o fortalecimento da dermatologia brasileira. SERVIÇOS - Dentre os pontos que serão abordados, estão os serviços oferecidos pela SBD aos seus associados, o trabalho realizado nos campos da educa4 | JSBD Volume 25 l N. 1 - 2021
ção continuada e da produção científica, bem como as ações de defesa profissional. Os diretores também explanarão sobre os esforços da entidade pela melhoria das condições de trabalho e de atendimento. Os novos residentes poderão apresentar suas dúvidas e percepções, as quais poderão subsidiar o aperfeiçoamento das atividades. “O diálogo é a base de tudo. É assim que construímos uma trajetória de êxitos. A reunião será um espaço inicial para que os futuros dermatologistas saibam mais sobre os compromissos e missões da SBD. Trata-se de um escopo amplo, que envolve a produção de publicações e conteúdos técnicos, a organização de eventos científicos e nossa atuação no campo jurídico, em favor do ato médico dermatológico. Além disso, abordaremos outra questão fundamental: o papel social do dermatologista para a comunidade”, afirmou Mauro Enokihara, presidente da SBD. j
AÇÕES INSTITUCIONAIS
GESTÃO 2021-2022 DA SBD COMPARTILHA DIRETRIZES DE TRABALHO COM PRESIDENTES DE REGIONAIS
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linhar metas e compartilhar diretrizes de atuação da Gestão 2021-2022 da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Esse foi o objetivo da reunião realizada em formato online, entre a atual Diretoria da entidade e os presidentes das Regionais. Na oportunidade, foram destacadas as principais ações previstas para ocorrer ao longo dos próximos dois anos, com ênfase na atualização científica dos associados e na melhoria das condições de assistência à população no País. De acordo com o presidente da SBD, Mauro Enokihara, conforme estabelecido em comum acordo pelo atual grupo gestor, o trabalho da entidade será norteado por três pilares fundamentais: o respeito in-
tegral ao Estatuto da SBD; atuação do dermatologista no atendimento das doenças da pele; e a promoção de uma dermatologia abrangente e acessível, de todos e para todos. COMPROMISSO - Na ocasião, o vice-presidente, Heitor de Sá Gonçalves, também salientou o compromisso assumido de ampliar os esforços em direção a iniciativas que elevem a qualidade do atendimento ofertado aos brasileiros, sobretudo em relação às chamadas doenças negligenciadas, como hanseníase, leishmaniose, dermatozoonoses, micoses sistêmicas, entre outras. JSBD Volume 25 l N. 1 - 2021 | 5
Já o diretor financeiro da SBD, Carlos Baptista Barcaui, comentou a importância de alcançar as metas estabelecidas tendo como base princípios como idoneidade, transparência e responsabilidade na condução da entidade. O especialista destacou ainda a decisão de manter em 2021 os valores de anuidade sem reajuste devido à crise deflagrada pelo novo coronavírus. EVENTOS - A coordenadora científica da SBD, Flávia Vasques Bittencourt, também dividiu com os presidentes de filiadas o calendário preliminar de eventos programados para os próximos meses. Entre eles, estão o II Simpósio de Dermatologia Pediátrica; o Simpósio de Dermatoscopia; o 43º Simpósio Nacional de Dermatologia Tropical (Dermatrop); o VI Simpósio de Cabelos e Unhas; e o III Simpósio de Cirurgia Micrográfica. Conforme adiantou, todos ocorrerão em formato online, ainda no primeiro semestre de 2021. A especialista reforçou também o empenho da Gestão 2021-2022 em dar continuidade ao projeto de lives regulares, formulado como opção de educação continuada à distância, em função do cenário de distanciamento social imposto pela pandemia de Covid-19, conforme ressaltou. DEFESA - Na sequência, o 1º secretário da SBD, Geraldo Magela Magalhães, comentou tópicos jurídicos re6 | JSBD Volume 25 l N. 1 - 2021
levantes de defesa profissional da especialidade, detalhando as ações empreendidas no âmbito parlamentar e, sobretudo, aquelas movidas pela SBD contra a invasão de competências realizada por outras categorias à prática da medicina dermatológica. O especialista destacou o alinhamento da entidade ao Conselho Federal de Medicina (CFM) e a série de representações que têm sido postuladas junto aos órgãos competentes. Além disso, o 2º secretário, Beni Grinblat, discorreu sobre a relevância da comunicação como ferramenta para ampliar a visibilidade da entidade perante seus associados e à população em geral, especialmente diante do atual cenário de pandemia. Entre as ações apresentadas, constaram: o trabalho ininterrupto nas redes sociais e no portal da SBD; as campanhas temáticas (Janeiro Roxo, Psoríase, Dezembro Laranja e mais); além do lançamento do podcast da SBD, que funcionará como um canal de atualização científica exclusivo para associados. Ao final das apresentações, do encontro que aconteceu em 5 de fevereiro (sexta-feira), os presidentes das Regionais puderam ainda esclarecer eventuais dúvidas e compartilhar suas sugestões com todos os participantes da reunião a respeito de temas como: concomitância de eventos virtuais; atuação junto aos conselhos de classe; possibilidade de parcerias com outras entidades e a indústria; entre outros.j
AÇÕES INSTITUCIONAIS
NO DIA DO DERMATOLOGISTA, A SBD PRESENTEIA ASSOCIADOS COM BATE-PAPO ENTRE MARIO SÉRGIO CORTELLA E JOÃO VICENTE DE CASTRO
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ara comemorar o Dia do Dermatologista (5 de fevereiro), a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) presenteou seus associados com um evento exclusivo no intuito de debater "A comunicação e a ética nos tempos atuais". O encontro online, transmitido pelo canal da entidade no YouTube, na noite de sexta-feira (5/2), contou com a participação do filósofo e professor Mário Sergio Cortella e do ator e apresentador de TV João Vicente de Castro. Na abertura, o presidente da SBD, Mauro Enokihara, parabenizou os dermatologistas brasileiros pela data, assim como ressaltou a importância da SBD para o fortalecimento da especialidade. De acordo com ele, ao longo do tempo, a entidade tem atuado incessantemente para promover a pesquisa científica no País, a alta qualidade na formação dos especialistas, além da defesa do ato dermatológico e da melhoria das condições de atendimentos dos pacientes. “Esse trabalho realizado não seria possível sem os mais de 10,2 mil associados, que também demonstram na sua rotina o compromisso com o bem-estar e a saúde dos brasileiros. Sei das dificuldades que afligem nossa especialidade, no entanto, reafirmo a crença num futuro melhor, pois a história prova que podemos mudar realidades desfavoráveis, por meio da nossa determinação e da união de forças”, afirmou. CONVIDADOS - Na sequência, os dois convidados especiais da noite iniciaram o bate-papo sobre diversos
tópicos relacionados aos princípios fundamentais da comunicação com qualidade e respeito à dignidade humana. O filósofo Mario Sérgio Cortella introduziu o debate, apresentando a definição clássica de ética e discorrendo sobre a essência das normas e valores que orientam o comportamento dos homens dentro do convívio social. “Um dos pontos primordiais é diferenciar ética de cosmética”, brincou o professor Cortella. “Os princípios que cada indivíduo utiliza para definir aquilo que deve ou não fazer representam o que é a ética, ou seja, ela orienta as nossas ações na vida. Por outro lado, a comunicação é o elemento que cria conexão entre as pessoas. Nesse sentido, fazer comunicação com ética significa ter por intenção informar para prover boas escolhas ao nosso interlocutor e nunca enganar ou suprimir a verdade no intuito de obter interesses escusos”, disse. Na ocasião, também foram suscitadas outras relevantes reflexões filosóficas acerca dos limites da liberdade de expressão, de erros comuns verificadas na comunicação, dos perigos do mundo digital, da vaidade nas redes sociais, e mais. Durante o evento, ocorreu ainda uma apresentação do Overdriver Duo, dupla musical formada por Fabi Terada e Evandro Tiburski, de Novo Hamburgo (RS). Com mais de 5 milhões de seguidores nas redes e 3,8 bilhões de visualizações de seus vídeos, o grupo trouxe um repertório repleto de sucessos. j JSBD Volume 25 l N. 1 - 2021 | 7
AÇÕES INSTITUCIONAIS
SBD LANÇA CARTILHA A RESPEITO DA LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS (LGPD)
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om o objetivo de orientar os médicos dermatologistas quanto ao direito à informação e à proteção de dados pessoais na área da saúde – seja no meio físico ou digital –, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lança a cartilha sobre Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A lei tem como finalidade proteger a privacidade e a liberdade dos cidadãos e está em vigência no Brasil desde agosto de 2020, cujas sanções entram em vigor a partir de 1° de agosto de 2021. De forma objetiva, a cartilha apresenta as principais informações e conceitos sobre o tema, tais como: o que é a LGPD; o que são dados pessoais e quais são 8 | JSBD Volume 25 l N. 1 - 2021
as regras gerais para o tratamento de dados; quais são os direitos de acordo com a lei; e o que é termo de consentimento. Também destaca como se dá o tratamento e o vazamento de dados, entre outros. Tudo isso para que os médicos possam avaliar sua forma de atuação no cotidiano e compreender de forma mais ampla o direito à proteção dos seus dados. j
Aproveite para se atualizar. Clique aqui para fazer o download da cartilha elaborada pela SBD.
EM LIVES, ESPECIALISTAS DEBATEM TEMAS DE INTERESSE DA ESPECIALIDADE
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Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lançou no início de março mais uma iniciativa exclusiva para os associados. Trata-se do Conexão SBD, uma série de lives sobre temas de interesse da especialidade que serão realizadas sempre na primeira e na terceira terças-feiras de cada mês, às 20h.
Até então, foram debatidos os seguintes assuntos: aspectos dermatológicos e especificidades da saúde da população LGBT; o manejo da acne vulgar e na mulher adulta; e fototerapia: principais indicações, mecanismo de ação, manejo e lançamento do manual prático da SBD.
Clique para acessar o Conexão SBD na área restrita do associado!
DEPARTAMENTOS – Os programas têm em média cerca de uma hora e meia cada e formato de pequenas exposições, debates e abordagem de casos clínicos. Outra característica do Conexão SBD é que o público é convidado para interagir com os especialistas por meio de um chat. Segundo coordenadora Científica da SBD, Flavia Vasques Bittencourt, a proposta consiste em envolver os 21 departamentos da SBD na condução da iniciativa, de forma que durante o ano, todos possam estar presentes nas lives, abordando temáticas pertinentes
ao enriquecimento científico dos associados. “Pretendemos, assim, transitar pelas grandes áreas da dermatologia: clínica, cirúrgica e cosmiátrica”, ressaltou. Por meio do Projeto Conexão SBD a entidade consegue “promover a educação médica continuada, fortalecendo cada vez mais o conhecimento científico dos nossos associados e mantendo-os sempre atualizados”, afirmou Flavia Vasques Bittencourt que, em conjunto com a Diretoria Executiva, trabalha na definição dos temas que serão abordados nas próximas edições. j
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DESTAQUE
ENTIDADE LANÇA ESPAÇO EXCLUSIVO PARA ATUALIZAÇÕES SOBRE ASSUNTOS DE INTERESSE DA DERMATOLOGIA Concebido pela Gestão 2021-2022, projeto visa contribuir para atualização científica e aprimoramento das rotinas de atendimento
ACESSE A ÁREA RESTRITA DO ASSOCIADO PARA OUVIR OS EPISÓDIOS 10 | JSBD Volume 25 l N. 1 - 2021
DESTAQUE
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ançado em fevereiro, o SBDcast é o novo canal de conhecimento, ciência e informação da SBD. A iniciativa inédita da entidade, entra no ar sempre às quartas-feiras, exclusivamente para os associados, com conteúdo disponibilizado na área do associado no site da SBD e também no aplicativo da instituição. O objetivo é ser um espaço permanente de atualizações sobre temas de interesse para o atendimento em dermatologia. Dentre os temas que já foram abordados, estão dieta e acne; cuidados com a pele da criança; vacinas em dermatologia; infiltração com corticoide; atualização terapêutica em hidradenite, o uso do minoxidil oral nas alopecias e defesa profissional. Estão previstos episódios sobre artigos científicos, e ações da diretoria em prol do associado e outros.
Para definir o formato do podcast, foram analisadas experiências realizadas também por entidades médicas. Além disso, a Gestão 2021-2022 também fez um estudo sobre as vantagens e limites dos serviços de podcasts, que têm entre suas características serem acessíveis em momentos de deslocamento ou fora de contexto de trabalho ou sala de aula. Segundo pesquisa Ibope, três em cada quatro ouvintes (75%) escutam programas desse tipo pelo smartphone. O formato já é considerado um sucesso no Brasil. Conforme dados analisados, por volta de 40% da população usuária de internet do país (cerca de 50 milhões de pessoas) já ouviram ao menos um podcast. De
acordo com o relatório State of the Podcast Universe, publicado pela Voxnest, o Brasil já desponta como líder do ranking mundial na produção desses programas. Também é um dos maiores consumidores, ao lado do Reino Unido e do Canadá. “Entre as mídias digitais, diferentes pesquisas apontam o podcast como um dos formatos preferidos pelos brasileiros. Por isso, a SBD decidiu desenvolver, por meio desse canal, uma nova opção de educação continuada para seus associados. É mais uma ação que reforça o compromisso da Sociedade com a atualização dos profissionais e a qualidade da assistência dermatológica no Brasil”, salientou o presidente da SBD, Mauro Enokihara.
EPISÓDIOS #1 - DIETA E ACNE - 10/02/2021 O dermatologista Walter Loureiro, professor da Universidade Estadual do Pará e ex-presidente da Regional paraense, ajuda a compreender a relação entre o consumo de alimentos e o surgimento e/ou agravamento de quadros de acne. Ao longo do programa com o 2º secretário, Beni Grinblat, ele compartilha seu
conhecimento nesta área, o que será útil a responder dúvidas frequentes que surgem nos consultórios. #2 - C UIDADOS COM A PELE DA CRIANÇA 17/02/2021 Toda criança deve utilizar creme hidratante? É melhor usar o produto manipulado ou industrializado? Qual JSBD Volume 25
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DESTAQUE
EPISÓDIOS a quantidade ideal de banhos por dia? E a opção de sabonete mais adequada? Essas e outras questões foram abordadas por Cláudia Márcia de Resende Silva, médica do Ambulatório de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). De forma simples e didática, nossa convidada especial respondeu várias dúvidas que circulam pelos consultórios. #3 - VACINAS EM DERMATOLOGIA - 24/02/2021 “Vacinas em dermatologia”. Esse é o assunto debatido no terceiro episódio do SBDCast, novo canal de conhecimento, ciência e informação da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Para fornecer todos esses esclarecimentos, usando evidências científicas para auxiliar na qualificação dos dermatologistas, o convidado do SBDCast é Walmar Roncalli de Oliveira, médico assistente do Departamento de Dermatologia da Universidade de São Paulo (USP). No programa, além de responder algumas das dúvidas mais recorrentes em consultórios de todo o País, como quais as vacinas disponíveis para herpes zoster e HPV e quem deve tomar essas imunizações, também foram abordadas as interações verificadas em caso de uso de determinados preenchedores faciais e das vacinas para o novo coronavírus (Sars-CoV-2). #4 - INFILTRAÇÃO COM CORTICOIDE: DICAS PRÁTICAS - 03/03/2021 Neste episódio do SBDCast, o tema da vez é “Infiltração com corticoide: dicas práticas”. Dentre os assuntos abordados estão: indicações para o procedimento, tipos de cicatrizes, doses e diluições ideais, e formas de aplicação. A convidada especial desta edição é Gisele Seabra, mestre em Dermatologia pela UFRJ, professora colaboradora do Serviço de Dermatologia da UFRJ e assessora do Departamento de Cirurgia da SBD. A moderação ficou por conta da secretária-geral da SBD, Cláudia Alcantara Gomes. Confira a exposição feita com exclusividade para os associados da Sociedade Brasileira de Dermatologia. #5 - HIDRADENITE: ATUALIZAÇÃO TERAPÊUTICA - 10/03/2021 Para quem tem dúvidas sobre questões relacionadas à hidradenite, essa edição do SBDcast será muito útil. No programa, sob o tema “Hidradenite: atualização terapêutica”, os ouvintes terão a oportunidade de saber mais sobre as dificuldades e a importância do diagnóstico precoce, os fatores de risco, tratamentos disponíveis, dentre outras questões, desse problema de saúde. A convidada 12 | JSBD Volume 25 l N. 1 - 2021
para participar desse episódio do projeto é a Renata Magalhães, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e chefe do Serviço de Dermatologia da Unicamp. A moderação ficou por conta da coordenadora científica da SBD, Flávia Vasques Bittencourt. #6 - U SO DO MINOXIDIL ORAL NAS ALOPECIAS 17/03/2021 Este episódio do SBDcast aborda o tema “Uso do minoxidil oral nas alopecias”, apresentado por Rodrigo Pirmez, preceptor do Ambulatório de Alopecias da Santa Casa do Rio de Janeiro. No programa, o especialista falou sobre as indicações da medicação, as dosagens e os efeitos adversos, entre outros pontos. Didática e rica em informações, a conversa com Rodrigo Pirmez será muito útil para os dermatologistas. A moderação desse SBDcast ficou a cargo de Beni Grinblat, 2º secretário da SBD. Confira esse programa feito com exclusividade para os associados da Sociedade Brasileira de Dermatologia. #7 - S UPLEMENTAÇÃO ORAL DE COLÁGENO 24/03/2021 Todos os colágenos são iguais ou há diferença entre aqueles administrados em pó e em cápsula? Para esclarecer essa e outras dúvidas dos dermatologistas, o SBDcast desta semana coloca em pauta o assunto “Suplementação oral de colágeno”. Para falar sobre o tema, a convidada desta edição é a dermatologista Lília Guadanhim, colaboradora da Unidade de Cosmiatria da Escola Paulista de Medicina. A condução do bate-papo ficou a cargo do 1º secretário da SBD, Geraldo Magela Magalhães. #8 - DEFESA PROFISSIONAL NA DERMATOLOGIA – 31/03/2021 A promoção de iniciativas que fortalecem e protegem o papel do médico dermatologista em todos os campos de atuação da especialidade e esferas (Executivo, Legislativo e Judiciário) é uma prioridade para a Sociedade Brasileira de Dermatologia. Para tanto, esse trabalho vem sendo conduzido com importantes resultados. Na oitava edição do SBDcast, foram convidados Sérgio Palma, ex-presidente da SBD (Gestão 20192020) e Geraldo Magela Magalhães, 1º secretário da instituição (Gestão 2021-2022), para discutir o assunto. Juntos, eles esclareceram vários aspectos relacionados à Defesa profissional na dermatologia, tema do episódio. O bate-papo contou com a moderação do atual presidente da entidade, Mauro Yoshiaki Enokihara. j
ENTREVISTA
NOVAS ESTRATÉGIAS PARA O FORTALECIMENTO DA COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL SÃO DESTACADAS PELO 2º SECRETÁRIO DA SBD
BENI MOREINAS GRINBLAT Médico dermatologista, 2º secretário da Sociedade Brasileira de Dermatologia
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mpliar o diálogo com os associados e o público em geral é um dos compromissos da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), de acordo com Beni Grinblat, 2º secretário da instituição. Em entrevista ao Portal da SBD, ele salientou a importância da comunicação para o crescimento da especialidade, além do objetivo de estreitar a proximidade com os dermatologistas. “É fundamental que o associado se sinta acolhido e parte integrante, porque a SBD realmente é de todos”, afirmou. Ele evidenciou ainda o papel educativo da entidade em levar informações à população e proporcionar um diálogo acessível com o público sobre doenças e cuidados com a pele. Essa estratégia, segundo o 2º secretário, que é responsável pela área de comunicação
da entidade, contribui com o fortalecimento da defesa profissional da dermatologia e beneficia a consolidação da imagem da instituição frente aos especialistas e ao público leigo. Beni explicou também que entender o perfil dos públicos da SBD é um caminho para a construção de uma comunicação mais assertiva. Um exemplo destacado pelo 2º secretário é o projeto SBDCast, que busca promover debates exclusivos para os associados com a participação de especialistas na área. A iniciativa proporciona a atualização em diversos temas de interesse dos membros da entidade, e aumenta a visibilidade da SBD e da dermatologia. Confira, a seguir, a entrevista na íntegra com Beni Grinblat.
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ENTREVISTA
Portal da SBD: Quais são os principais desafios da comunicação da SBD? Beni Grinblat: São vários, mas o principal – e não é algo exclusivo da comunicação da SBD – é essa dificuldade de conseguir comunicar aquilo que se deseja para o público que foi determinado como alvo. Hoje somos bombardeados com informação em excesso, de todos os lados, o que gera uma concorrência enorme. São muitos os “comunicadores”. Além da disputa com as fontes tradicionais de informação, há blogueiros, youtubers e o problema crescente das fake news. Então, o desafio é conseguir chamar a atenção do nosso público, nesse cenário múltiplo em opções, e se comunicar de forma efetiva. Portal da SBD: É importante estabelecer um canal de comunicação com o público leigo ou manter esse diálogo apenas com os associados da entidade? BG: O papel da SBD é reforçar os dois modelos de comunicação. Obviamente, há o foco intenso sobre o associado, mas agora também é fundamental conversar com o público em geral. As nossas regionais já começaram a entender isso também. Acho que é um desafio, porque apesar de serem duas formas de comunicação teoricamente diferentes elas constantemente vão se imbricar. Óbvio que a gente precisa comunicar aos associados as ações e eventos da SBD, mas para o público leigo isso é muito distante se não existir uma tradução dessas iniciativas. É preciso enfatizar a educação em saúde, sempre alertando sobre doenças e cuidados da pele. Além disso, há uma necessidade de explicar propriamente o que é a dermatologia. Algo que já entra na esfera de defesa profissional. Portal da SBD: O que o público em geral precisa saber sobre a dermatologia? BG: A população precisa entender o que diferencia um dermatologista de outros profissionais, qual a sua formação e suas competências. Muita gente não compreende essas informações e nosso papel também é educar essa população. Então, sobre o que comunicar ao público leigo, eu acho que há dois focos: esse mais voltado à educação em saúde e outro sobre a especialidade. Portal da SBD: Como estreitar a relação entre a instituição e os associados? BG: Em relação ao associado, obviamente precisamos insistir na divulgação dos eventos e demais ações da SBD. Mas acho que a gente também tem que funcionar como um canal próximo de interlocu14 | JSBD Volume 25 l N. 1 - 2021
ção, de modo que o associado se sinta acolhido e parte integrante. Esse pertencimento é fundamental, porque a SBD realmente é de todos, é dos dermatologistas e para os dermatologistas. Para estreitar essa relação, não adianta entender o que precisa ser comunicado, se a gente não sabe como fazer isso de forma adequada. É imprescindível estabelecer essa comunicação através dos meios nos quais ele está inserido e corriqueiramente acessa. O projeto de desenvolvimento do SBDCast é justamente isso: mais uma forma de se aproximar desse perfil de associado que hoje está integrado ao universo dos podcasts. Para gente chegar próximo ao associado, esse mapeamento das ferramentas disponíveis é um primeiro passo, que abre possibilidades mais assertivas para alcançarmos o nosso público. Portal da SBD: Quais os diferenciais das comunicações para cada público? BG: A comunicação para o público leigo e para associados são independentes, mas elas também se relacionam. Por exemplo, vamos fazer uma peça em rede social para o público leigo. É importante que esse conteúdo também chegue ao profissional para que ele também seja um ótimo replicador do que a gente está divulgando para a população. Se eu coloco um post no Instagram focado em proteção solar, se o meu público associado também replica esse post, muito mais gente vai: em primeiro lugar, aprender, ser educada, receber informação de qualidade e confiança; em segundo lugar, muito mais gente vai saber que existe a Sociedade Brasileira de Dermatologia. Então, fortalece das duas maneiras, ajuda a educar e também fortalece a sociedade e a nossa especialidade. Por isso que são comunicações teoricamente diferentes, mas muitas vezes se imbricam. Portal da SBD: Quais os principais objetivos estabelecidos pela SBD em sua comunicação? BG: Para o público leigo, nosso objetivo é que as pessoas entendam que existe uma sociedade forte da especialidade e o que é essa especialidade. Perante os associados, temos que mostrar a nossa força, e a comunicação ajuda nisso. Outra coisa que é muito importante na comunicação é a assessoria de imprensa. A gente vê que, por incrível que pareça, nem sempre os dermatologistas são contatados para falar de assuntos dermatológicos. É preciso educar a imprensa de que existe uma Sociedade Brasileira de Dermatologia e a importância da entidade como porta-voz dos assuntos dermatológicos. j
COVID-19
SBD ENCAMINHA AO CFM E À AMB CONSIDERAÇÕES SOBRE A VACINAÇÃO CONTRA COVID-19 NO BRASIL
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Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) encaminhou nesta quarta-feira (13/1) correspondência ao Conselho Federal de Medicina (CFM) e à Associação Médica Brasileira (AMB) com considerações e recomendações técnicas relacionadas à vacinação contra Covid-19, no País. No texto, a entidade reafirma que, com esse envio, cumpre seu papel de subsidiar o debate técnico e científico com vistas ao aperfeiçoamento da assistência à população. “Nossa intenção é levar a SBD a manter sua participação ativa nos grandes debates que se relacionam com as ações de saúde pública. Isso fortalece o papel de nossa especialidade como formuladora de propostas que têm ajudado o País, como já ocorreu no enfrentamento da hanseníase e do câncer de pele”, afirmou o vice-presidente Heitor de Sá Gonçalves. Juntamente com o ofício ao CFM e à AMB foram anexados dois documentos produzidos por especialistas de Departamentos da SBD. No primeiro, constam considerações sobre a implementação de uma campanha nacional de vacinação contra a Covid-19 no Brasil. Este trabalho traz alertas sobre medidas que, na visão dos dermatologistas, devem ser adotadas para garantir maior segurança e eficácia durante o processo. DERMATOLOGISTAS – As considerações foram elaboradas pelo grupo formado pelos dermatologistas Paulo Antônio Oldani Felix, Maria Cecilia de Carvalho Bortoletto, Luna Azulay-Abulafia, André Vicente Esteves de Carvalho, Ricardo Romiti, Elizabeth Vaz de
Figueiredo Moreno Batista, Jane Marcy Neffá Pinto, Luiza Keiko Matsuka Oyafuso e María Victoria Suárez Restrepo. Posteriormente, o documento foi validado pela Diretoria-Executiva da Gestão 2021-2022. >> LEIA A ÍNTEGRA DO POSICIONAMENTO DA SBD SOBRE VACINAÇÃO: O mesmo aconteceu com o outro texto anexado: a manifestação técnica sobre o uso de imunizantes para Covid-19 em pacientes de doenças imunomediadas. Esta nota com relevantes reflexões sobre os cuidados para a cobertura vacinal da população com esse perfil foi, inclusive, compartilhada anteriormente com os associados da SBD. >> LEIA A ÍNTEGRA DA MANIFESTAÇÃO DA SBD SOBRE USO DE VACINAS EM PACIENTES COM DOENÇAS IMUNOMEDIADAS: Para o presidente da entidade, Mauro Enokihara, como toda a comunidade médica e científica, a SBD tem acompanhado, desde 2020, a evolução da pandemia de Covid-19 no mundo, a qual tem gerado graves consequências epidemiológicas e econômicas para as populações. “Assim, o surgimento de vacinas capazes de reduzir o número de novos casos e evitar o aparecimento de complicações de maior complexidade configura um alento nos tempos atuais. Por isso, nesse momento, a SBD faz esses aportes, que podem ser úteis ao enfrentamento dessa crise”, lembrou. j JSBD Volume 25
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COVID-19
SBD E OUTRAS 75 ENTIDADES MÉDICAS DESTACAM A IMPORTÂNCIA DO USO DE MÁSCARAS DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19
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reocupadas com o avanço da pandemia no Brasil, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e outras 75 entidades médicas do País publicaram um manifesto para a população em defesa do uso de máscaras como forma de evitar a contaminação pelo novo coronavírus e suas variantes. Estima-se que essa proteção reduz a possibilidade de aumento de casos de covid-19. >> CLIQUE AQUI PARA ACESSAR A ÍNTEGRA DA NOTA: Além das máscaras, o texto reforça a importância de outras ações, como o distanciamento físico, a higienização das mãos e o não compartilhamento de objetos de uso pessoal. Até o dia 28 de fevereiro, o Brasil havia registrado mais de 254 mil mortes em decorrência da doença. Aliada - O manifesto afirma que a proteção fácil é aliada essencial para impedir a disseminação da doença. “Máscaras são instrumentos eficazes para a redução da transmissão de vírus respiratórios e são preconizadas na atual pandemia para uso, não apenas por profissionais da saúde no cuidado de indivíduos com suspeita ou diagnóstico de covid-19, mas por todos”, traz o texto. No entendimento das entidades médicas signatárias, “é urgente que as medidas efetivas para diminuir
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a transmissão da doença sejam assumidas pela população como compromisso social para diminuir a possibilidade do surgimento de novas variantes do vírus e o colapso total dos serviços de saúde de todo País”. Estudos – O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), por exemplo, indica em seu site 19 artigos publicados em diferentes revistas científicas que atestam a efetividade do uso de máscaras como parte da estratégia para controlar a pandemia. No início da emergência sanitária causada pela pandemia do novo coronavírus, a OMS recomendou que pessoas sem sintomas da doença evitassem usar máscaras cirúrgicas para que não houvesse falta para os profissionais da linha de frente e para os pacientes sintomáticos. Em junho de 2020, com o avanço dos números de casos e óbitos causados pela covid-19, a OMS passou a recomendar o uso de máscaras para o público geral, afirmando que a mudança em seu posicionamento fora baseada na conclusão de novos estudos científicos. “Estamos vivendo uma segunda onda da doença, mais acentuada do que o primeiro pico da epidemia, no ano passado. Diante desse cenário, o uso das máscaras é imprescindível para conter o vírus e evitar o colapso na saúde brasileira”, disse o presidente da SBD, Mauro Enokihara. j
COM A PALAVRA
POR FELIPE AGUINAGA Chefe do ambulatório de Dermatologia e Diversidade de Gênero, do Instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay (RJ) e coordenador do Departamento de IST & AIDS da SBD Nacional e SBD-RJ
A DERMATOLOGIA E O PACIENTE TRANSGÊNERO
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egundo estudo publicado na revista Nature, em janeiro de 2021, estima-se que 1,9% da população brasileira (quase 3 milhões de pessoas) se identificam como transgênero ou não binário. Indivíduos transgênero são aqueles que não se identificam com o sexo atribuído ao nascimento, e, podem, por meio de modificações corporais (hormonioterapia, procedimentos estéticos, cirurgia de redesignação sexual), buscar exercer sua identidade de gênero de acordo com seu bem-estar biopsicossocial. Os pacientes transgêneros compartilham muitas das mesmas necessidades de saúde da população em geral, mas possuem também demandas e características específicas. No entanto, as evidências sugerem que pessoas trans enfrentam uma carga desproporcionalmente alta de doenças, especialmente nos âmbitos da saúde mental, sexual e reprodutiva. A exposição à violência e discriminação também são maiores nesta população. Além disso, enfrentam barreiras ao acesso a cuidados e recursos determinantes da saúde, como
educação, emprego e habitação. Essas barreiras são em grande parte atribuíveis à privação legal, econômica e social, e à marginalização e estigmatização que enfrentam na sociedade em geral. Há um compromisso crescente de todas as áreas da Medicina para compreender e melhorar a saúde e o bem-estar das pessoas trans e outras minorias de gênero, e a Dermatologia, em seus diversos campos de atuação, desponta como uma especialidade essencial para atender a várias dessas demandas. O primeiro passo médico no processo de transição para muitos indivíduos trans é a hormonioterapia, que tem efeitos significativos na pele e nos cabelos. Mulheres trans (male-to-female), que geralmente usam estradiol em combinação com um antiandrogênico (espironolactona ou um inibidor da 5-alfa redutase), apresentam redução rápida e persistente na produção de sebo e podem desenvolver xerodermia, prurido e alterações eczematosas. Os estrógenos também levam a uma redução na quantidade e densidade dos JSBD Volume 25 l N. 1 - 2021 | 17
COM A PALAVRA Há um compromisso crescente de todas as áreas da Medicina para compreender e melhorar a saúde e o bem-estar das pessoas trans e outras minorias de gênero, e a Dermatologia, em seus diversos campos de atuação, desponta como uma especialidade essencial para atender a várias dessas demandas
pelos faciais e corporais, que geralmente é um efeito desejado, porém insuficiente. A remoção de pelos a laser é um dos procedimentos mais procurados por essa população. Já entre os homens trans (female-to-male), que geralmente usam testosterona, são frequentes os quadros de alopecia androgenética e de acne. A necessidade de contracepção para prescrição de isotretinoína, bem como o preenchimento de termos de consentimento separados por sexo, impõe conflitos e peculiaridades no tratamento dessa patologia nesses pacientes. Além da hormonioterapia, alguns indivíduos são submetidos a procedimentos cirúrgicos de afirmação de gênero. A busca por tratamento de cicatrizes inestéticas resultantes desses procedimentos, especialmente após mastectomia em homens trans, tem-se tornado cada vez mais frequente. Mulheres trans que se submetem à vaginoplastia podem necessitar de depilação pré-operatória do local doador. Além disso, diversas condições dermatológicas já foram relatadas em neogenitálias. Um papel emergente dos dermatologistas na transformação física de pacientes transgêneros são os procedimentos estéticos minimamente invasivos. O uso da toxina botulínica e de preenchedores pode dar uma aparência mais masculina ou feminina à face. Infelizmente, devido a inúmeras razões, incluindo alto custo e acesso limitado, muitas mulheres trans buscam tratamentos ilícitos com pessoal não médico, especialmente o uso de silicone líquido industrial. Portanto, os dermatologistas também devem estar preparados para 18 | JSBD Volume 25 l N. 1 - 2021
lidar com essas complicações. O cuidado dermatológico de indivíduos transgêneros não se limita apenas aos aspectos da transição. Mulheres trans, por exemplo, têm maior incidência de infecções sexualmente transmissíveis e de HIV, que se apresentam com manifestações dermatológicas. Embora tenha sido feito algum progresso para promover a igualdade de assistência de saúde para a população transgênero, alguns desafios ainda se impõem. Em primeiro lugar, existem lacunas nas evidências sobre os determinantes e os indicadores de saúde das pessoas trans. Em segundo lugar, cuidados de saúde específicos para transgêneros devem ser mais bem compreendidos e as barreiras ao acesso devem ser reduzidas. Por fim, os mecanismos de exclusão social, bem como todas as formas de discriminação, devem ser considerados na determinação social de sofrimento e de doença e combatidos em todas as esferas da assistência à saúde. Em conclusão, os dermatologistas devem desempenhar um papel crescente nos aspectos médicos e estéticos dos cuidados com pacientes transgêneros. A Dermatologia, ao longo de sua história, sempre voltou seu olhar e sua atuação para populações estigmatizadas e marginalizadas, sendo sensível às questões relacionadas à autoestima e identidade. Portanto, os dermatologistas são capacitados e possuem, em seu arsenal profissional, ferramentas e conhecimento que podem contribuir para amenizar as disparidades de saúde e melhorar a qualidade de vida dos pacientes transgêneros. j
COM A PALAVRA
POR VIDAL HADDAD JÚNIOR Membro da Comissão Científica da SBD
SURTOS DE MARIPOSAS PODEM CAUSAR PROBLEMAS NA PELE
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uando se pensa em acidentes por mariposas, é claro que pensamos nas lagartas coloridas com “espinhos” nas costas. E, com razão, pois esses espinhos (“espículas”) realmente contém veneno, como muitos de nós bem sabemos... O que poucos sabem é que algumas mariposas adultas podem causar problemas. Elas surgem em bandos, em períodos curtos no verão, mas podem aparecer isoladamente. Quando batem contra focos de luz, liberam pequenas “flechas” do corpo que ficam no ar e causam uma dermatite grave, com muita coceira e irritação. Isso acontece em barracas de camping, casas que ficaram fechadas em períodos de veraneio e em
pessoas conversando sob focos de luz, como postes de iluminação. Quando existem grandes bandos dessas mariposas, até áreas urbanas podem ser invadidas e causar irritação na pele de muitas pessoas. Apesar das mariposas não serem venenosas, a vermelhidão e inchaço da pele podem ser muito importantes e necessitam de atendimento médico. Assim, ao se deparar com mariposas pequenas e de cor castanha ou marrom batendo nas luzes, cuidado! As “flechas” ficam no ar e podem ficar no seu corpo, em áreas expostas e depositar em mesas, cadeiras etc. A mariposa se chama Hylesia sp. E não é incomum como pensamos... j JSBD Volume 25
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ATUALIZAÇÃO CIENTÍFICA
AS ALERGIAS ALIMENTARES E A DERMATOLOGIA
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os últimos anos, ter uma dieta baseada em alimentos sem lactose, glúten e açúcar se tornou algo bastante comum entre as pessoas. Considerados vilões por muitos que se apresentam como ‘gurus’ de emagrecimento, esses alimentos, quando nas doses corretas, são de grande importância dentro de uma alimentação equilibrada. Mas enquanto alguns os retiram de suas rotinas de forma equivocada, há pessoas que realmente precisam ficar longe dos alimentos desses grupos por apresentarem intolerância ou alergia. “Muitos alimentos podem causar esse tipo de reação, entre eles: amendoim, castanhas, nozes, soja, frutos do mar, pimenta, leite de vaca e ovos. Há, ainda, os corantes e aditivos alimentares, que muitas vezes não aparecem como componentes principais de alguns produtos, especialmente os industrializados”, salienta Renan Bonamigo, que coordena o Departamento de Alergia Dermatológica e Dermatoses Ocupacionais conjunto com as dermatologistas Rosana Lazzarini e Vanessa Barreto Rocha.
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Embora cada vez mais pacientes procurem dermatologistas para ajudar em quadros de alergia alimentar, não existem números oficiais no Brasil sobre essa doença e o quanto ela atinge a população do País – pelo menos não até 2019, quando aconteceu a Semana Mundial de Alergia, iniciativa da World AllergyOrganization (WAO) e que no Brasil foi organizada pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), cujo tema central foi “Alergia Alimentar: Um Problema Global”. Entretanto, estima-se que a condição atinja por volta de 5% da população adulta e 8% das crianças. CONTROLE ALÉM DA DERMATOLOGIA Embora naturalmente os pacientes associem manifestações alérgicas apenas aos cuidados de dermatologistas, o controle de alergias alimentares, muitas vezes, passa por outras especialidades. “Este é um assunto complexo, o qual pode exigir uma interface dos dermatologistas com imunologistas, gastroenterologistas e nutricionistas, muitas vezes”, explica Renan
ATUALIZAÇÃO CIENTÍFICA
Há pessoas que realmente precisam ficar longe dos alimentos desses grupos por apresentarem intolerância ou alergia
Bonamigo. Ou seja, uma vez descoberta a alergia, é preciso que as especialidades se reúnam para traçar tratamentos e mudanças na rotina alimentar. As alergias alimentares podem estar relacionadas em dois grandes contextos clínico-dermatológicos: na urticária, que pode ser desencadeada por diversos fatores, incluindo alimentos e, por vezes, podem acontecer reações graves; e na exacerbação da dermatite atópica, quando os antígenos alimentares não são considerados fundamenatais para desenvolvimento desta doença, mas raramente estão relacionados à exacerbação. “Em ambas as situações – urticária e dermatite atópica – se houver forte suspeição clínica de etiologia ou desencadeamento de pioras, são necessários uma anamnese e exame físico cuidadosamente detalhados e uma correta avaliação laboratorial para a confirmação de que um determinado alérgeno possa ser, realmente, um provocador das dermatoses e dos sintomas associados”, avalia Bonamigo. O médico afirma que os principais testes são os de provocação e eliminação, os testes epicutâneos e os exames sanguíneos que avaliam a imunoglubulina E. “Uma vez reconhecida a alergia alimentar como causa de urticária ou exacerbadora
de dermatite atópica, torna-se importante a não exposição aos alérgenos”, completa. Bonamigo ressalta, ainda, que muitas vezes há uma confusão de conceitos e a alergia alimentar é erroneamente diagnosticada em quadros de indisposições alimentares transitórias, intolerâncias alimentares (à lactose, por exemplo), algumas doenças antígenos-específicas (aos derivados do glúten, por exemplo) ou de crises por degranuladores de mediadores (mastocitose, por exemplo). “Popularmente, também é frequente que outras dermatoses, possuidoras de causas diversas, sejam erroneamente implicadas com a ingesta de alimentos e alergias a eles. A falsa ideia de alergia alimentar pode ocasionar uma restrição alimentar indevida e levar o paciente a deficiências nutricionais (comum em crianças que são privadas de leite ou ovos, por exemplo)”, observa. Em tempo, vale lembrar que, embora o tratamento muitas vezes precise de intervenção multidisciplinar, o médico dermatologista possui um papel importante no esclarecimento das situações. “Tanto para ajudar a confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento, como para desmistificar relações entre alimentos e erupções cutâneas”, completa o coordenador do Departamento. j JSBD Volume 25 l N. 1 - 2021 | 21
MÍDIA E SAÚDE
SBCD E SBD DIGITAL DROPS: PRIMEIRA AULA DO PROJETO REÚNE ESPECIALISTAS PARA A DISCUSSÃO DE PÉROLAS EM PREENCHIMENTO FACIAL
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fim de promover a educação médica continuada e o aprimoramento profissional em assuntos de interesse dos especialistas, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) se unem para a criação de um novo canal de comunicação e conhecimento: o SBCD e SBD Digital Drops. O serviço consiste na realização de uma série de aulas gratuitas e abertas para médicos associados, residentes aspirantes e especializandos da SBD sobre temas cirúrgicos comuns no cotidiano, como pequenas cirurgias, boas práticas em cosmiatria, laser e oncologia e outros. A primeira aula aconteceu no dia (15/3), às 20h, com a participação de dermatologistas experts nos assuntos em foco. Com a mediação de Christine Guarnieri e Edileia Bagatin, ambas de São Paulo, os médicos Ana Paula Manzoni (RS), Daniel Coimbra (RJ) e Silvia Zimbres (SP) falaram sobre as melhores técnicas em
preenchimento facial. A estreia contou com a presença do presidente da SBD, Mauro Enokihara, e da presidente da SBCD, Meire Parada. Os experts abordaram o preenchimento, bioestimulação e melhores técnicas a serem aplicadas na região temporal; rejuvenescimento do terço médio da face; preenchedores no tratamento de olheiras; além de dicas sobre medidas antropométricas para melhor avaliação do terço inferior da face. ENCONTROS – As lives do SBCD e SBD Digital Drops ocorrem sempre às segundas-feiras, às 20h, por meio da plataforma do Conexão SBD, na área restrita do associado no site da SBD. Com o objetivo estimular a capacitação do dermatologista, as aulas ficarão disponíveis para acesso por 60 dias. A próxima live, “Montando sua sala cirúrgica”, foi realizada no dia 12 de abril. j
Para assistir ou rever o conteúdo, basta acessar a plataforma e entrar com o login e senha da SBD! 22 | JSBD Volume 25 l N. 1 - 2021
OUTROS OLHARES
TATIANA VILLAS BOAS GABBI Nutróloga e dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)
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NATUREZA NA DERMATOLOGIA
uso de plantas sempre esteve presente na sociedade para tratar e curar males do corpo. Não à toa, alguns desses ingredientes se mantêm até hoje em composições de medicamentos e são prescritos por médicos de diferentes especialidades. A ciência, constantemente, estuda a aplicações de óleos essenciais e vegetais em tratamentos diversos. Isso também ocorre na dermatologia – inclusive, dentre as especialidades médicas, talvez seja a que mais faz uso de fitoterápicos e medicamentos que tenham plantas como um dos componentes. A seguir, Tatiana Villas Boas Gabbi, a nutróloga e dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), compartilha seus conhecimentos sobre o uso
desses produtos na rotina médica dos dermatologistas e como eles podem auxiliar o tratamento de inúmeras doenças de pele. “Eu não acredito em uma dermatologia que seja exclusivamente feita com produtos naturais. E digo isso baseada pela própria ciência. Acho complexo privar o paciente de alternativas alopáticas que resolveriam, de fato, o problema dele. Mas também não acho interessante excluir totalmente as alternativas naturais só porque a Ciência desenvolveu determinados medicamentos. Até porque é preciso dizer que, sim, também existe ciência nos produtos naturais. Como já disse, vejo o natural como um tratamento complementar e nunca como substitutivo”. Leia a íntegra da entrevista:
JSBD - Qual é a visão da dermatologia sobre suplementos naturais voltados para o tratamento de doenças de pele? Eles ajudam no tratamento de alguma dermatite, por exemplo? Aumentam imunidade? Tatiana Villas Boas Gabbi - Existem muitos produtos que são fitoterápicos e que têm essas funções mesmo, ou seja, podem melhorar a imunidade, a parte da ansiedade e que podem fazer parte de diversos tratamentos. Mas, como qualquer outro medicamento, têm pessoas que vão se adaptar melhor e outras que não vão responder tão bem ao uso. Então, eu acredito que exista, sim, lugar para o uso desses produtos, mas desde que se use com consciência de que pode não funcionar. Pode ser usado como uma suplementação, uma complementação, ao tratamento convencional, mas não como uma
substituição. Na dermatologia usamos vários produtos de origem natural no dia a dia e temos resultados muito interessantes. Então, não existe a visão de que, por ser natural, não funcione ou seja inócuo. Vejo como um tratamento complementar e nunca como substitutivo. JSBD – O que acha dos óleos essenciais e vegetais? TVBG – A aromaterapia é uma ciência muito incipiente ainda. Pouco se sabe exatamente sobre a forma como age, mas acredita-se que seja por meio do sistema límbico, que é um sistema mais rudimentar do cérebro e que guarda sensações. É um sistema que não participa dos pensamentos lógicos, mas sim, é ligado com sentimentos, com as reações emocionais. Então, alguns desses aromas deflagram essa parte do cérebro, e aí se tem alguns resulJSBD Volume 25 l N. 1 - 2021 | 23
OUTROS OLHARES tados interessantes, principalmente nessas doenças que têm envolvimento da parte psicológica do paciente. Dessa forma, a gente consegue melhorar a ansiedade, o estresse e outros sentimentos. Nesse sentido, os óleos essenciais, através da aromaterapia, podem ajudar o paciente como um todo, mas, como disse anteriormente, sempre complementando o que o dermatologista prescreveu. Sempre na complementariedade, jamais na substituição. Porém, existe uma confusão muito grande entre óleos vegetais versus os óleos essenciais. Os essenciais são a essência da planta, no sentido do aroma da planta, daquela qualidade que a planta exala, é a sua alma. E o óleo vegetal, não. Ele é um óleo mesmo, também é feito de plantas, mas é um óleo oleoso. Um óleo essencial não é oleoso, ele tem esse nome, mas não é. E não deve ser usado em massagens se não estiver diluído em óleo vegetal, já que pode queimar a pele se usado sozinho ou em quantidade grande. Já o óleo vegetal é extremamente compatível com a pele, porque ele é um óleo de origem biológica. Então, ele tem várias moléculas compatíveis com a pele. Quando fazemos massagem com o óleo vegetal combinado com o essencial, podemos ter diversas vantagens para o relaxamento, para dores etc. Vale lembrar que alguns óleos essenciais podem ser considerados antissépticos, como, por exemplo, o óleo de melaleuca, que é muito estudado; ou o óleo de lavanda, que é extremamente relaxante. Existem muitos estudos nesse sentido. JSBD - Há pessoas que usam, regularmente, inúmeros produtos naturais no seu dia a dia. Até que ponto esses tratamentos ajudam? E se não ajudarem, chegam a atrapalhar? TVBG - Alguns óleos vegetais podem, sim, funcionar para ajudar a dermatite. Já os óleos essenciais podem ajudar, por exemplo, uma criança com dermatite atópica que está com dificuldade para dormir. É uma tentativa válida. Alguns produtos de origem natural podem atuar também como probiótico, ou seja, as fibras atuam como produtos que vão ajudar no funcionamento do intestino, como o kefir e a kombucha, que também podem ajudar na imunidade, na resposta inflamatória em alguns casos, por exemplo. Mas embora alguns deem uma boa resposta, é preciso cautela. Vejo muitos colegas se queixarem de pessoas que vão para a cozinha, começam a descascar frutas, batem no liquidificador e passam no rosto, no cabelo etc. E aí realmente complica, porque esses produtos têm, claro, alguma ação e isso pode causar problemas. A indústria estuda esses ingredientes isso com profundidade para entender qual é a melhor forma de entregar esses ativos para a pele, para o cabelo e até mesmo para as unhas. Então, é totalmente diferente usar a planta in natura versus usar algo que tenha aquilo na formulação. JSBD - Há médicos que são mais abertos ao uso de medicamento naturais que outros (enquanto alguns apostam 24 | JSBD Volume 25 l N. 1 - 2021
em algo mais natural como primeira tentativa antes de entrar com alopatia, outros condenam veementemente um tratamento fitoterápico). Essa é uma “rixa” de fato dentro da dermatologia ou são casos isolados? TVBG - Eu acredito até que exista isso um pouco, que tenha um pouco de resquício disso, mas é um pouco de falta de observação por parte dos médicos que criticam os fitoterápicos, porque se a gente for observar, hoje em dia, todo mundo acaba utilizando alguma coisa. A indústria farmacêutica, a própria indústria cosmética, está utilizando cada vez mais os ativos vegetais nas formulações. A aloe vera, por exemplo, que é a babosa e tem um grande potencial de acalmar a pele e de hidratar o cabelo, é muito prescrita, ainda que não seja em uma formulação totalmente natural. E todo dermatologista sabe que ela é amplamente utilizada em vários produtos não naturais. Então, é bobagem ficar com rixa porque a gente sabe que são produtos que vão ajudar no tratamento. O que a gente não pode é suspender o tratamento e fazer um tratamento alternativo. Isso eu sou contra também. Agora, usar de forma integrativa algumas coisas, para compor o tratamento, e preservar aquele paciente de usar muitos medicamentos, utilizando alguns compostos mais naturais, é bem interessante. JSBD - A água termal, por exemplo, é um produto teoricamente natural e que muitos dermatologistas receitam. Há outros medicamente amplamente usados na medicina – e especificamente na dermatologia - que sejam “acreditados” como as águas termais? TVBG - Cada vez mais, a fitoterapia vem sendo reconhecida como uma modalidade terapêutica. Do ponto de vista da síndrome metabólica, existem muitos tratamentos coadjuvantes que podem ser feitos para poupar medicamentos mais agressivos. Se utiliza bastante o fitoterápico, por exemplo, para a questão do sono, para não precisar usar medicamentos mais sedativos; existem tratamentos para diminuir um pouco o impacto do açúcar no sangue, para ajudar no tratamento da diabetes; na ginecologia se usa o fitoterápico a base de soja para segurar um pouco os efeitos colaterais da menopausa; na obesidade se usa esses tratamentos para induzir à saciedade e diminuir compulsão alimentar. Então, fora da dermatologia, já está bastante consagrado o uso dos fitoterápicos em várias situações. Na dermatologia, o que eu possa falar é, por exemplo, sobre o pinheiro. O pinus pinaster que é usado para o melasma; o polypodium leucotomos, que também pode ser usado para o melasma e para reações fototóxicas à exposição a luz. Existem alguns fitoterápicos bem utilizados na dermatologia com esse intuito, já que as plantas têm que se proteger da exposição ao sol e, por isso, possuem uma grande quantidade de antioxidantes e de substâncias
OUTROS OLHARES que melhoram a fotoproteção de dentro para fora. São produtos que vimos, sim, utilidade, mas se enxergamos como coadjuvantes no tratamento. JSBD – Você enxerga, em alguns casos, vantagens do uso de naturais no lugar de alopáticos? TVBG - Os produtos naturais têm várias vantagens em relação ao artificiais. E tem muita gente que realmente usa bastante. Mas é preciso prestar sempre bastante a atenção, porque alguns desses produtos têm uma quantidade grande de óleos essenciais que podem ser irritativos para a pele. Existe, por exemplo, a possibilidade de a pessoa usar um óleo essencial que era destinado a aromaterapia e, por não saber os riscos, usar isso direto na pele de forma errada e ter uma dermatite de contato. Isso pode acontecer. Então, nós, médicos, precisamos ficar atentos à hora de prescrever e explicar bem. Não é que os tratamentos não possam ser feitos e nem que eles não ajudem, mas pode ter um problema com o uso errado, sem a consciência correta da forma de utilizar. Já vi dermatite de contato periungueal por pessoas que usaram óleo puro de melaleuca por vários dias seguidos direto na região em volta da unha, que é uma área extremamente sensível. JSBD - Dentro desse universo de produtos naturais, o que pode ser útil para melhorar algum problema específico de pele? Algum óleo ou creme com determinados ingredientes para rosácea ou dermatite atópica? Óleos mais densos para psoríase? TVBG - Alguns dos produtos indicados para rosáceas têm ativos vegetais, como os óleos vegetais, a própria aloe vera, e alguns outros ativos que vem de plantas. A dermatite atópica também se beneficia muito dos óleos vegetais. É preciso lembrar também que alguns produtos que a gente usa para acalmar a pele, e que são industrializados, são basicamente uma combinação de óleos vegetais e óleos essenciais em concentrações que beneficiam a pele. Tem muitos produtos usados hoje em dia que são, quase que totalmente, óleos vegetais, como o óleo de rosa mosqueta e o óleo de amêndoa ¬– esse último, inclusive, sempre foi utilizado muito em dermatologia nas formulações para estrias. JSBD - Ainda que alguns suplementos naturais não tratem especificamente a doença, se ajudar no sistema imunológico e/ou emocional, de alguma forma, é válido? TVBG - Com certeza. A gente tem algumas influências do ambiente, não só da imunidade, mas também o próprio sono, a poluição etc. Em vários fatores o uso desses fitoterápicos pode ajudar. A criança que tem dificuldade para dormir pela dermatite atópica, ou o próprio adulto, como eu disse antes, pode usar o Hypericum. Há
também a melatonina. Existem outros ativos, que são fitoterápicos, que ajudam nessa indução ao sono de uma forma natural. Então, mesmo que não se utilize para a doença propriamente dita, a gente consegue melhorar os fatores de risco e o ambiente que cerca esse paciente. JSBD - Há alguma pesquisa que aponte os benefícios e malefícios de produtos naturais na dermatologia? Se sim, fale sobre isso. TVBG - Existe pesquisa, sim, mostrando bons resultados no uso de produtos naturais na dermatologia. E como é muito de praxe na ciência, existem poucos estudos mostrando os efeitos negativos. Como eu citei, o mais frequente que a gente observa é justamente o abuso dos óleos essenciais por falta de conhecimento dos pacientes, usando de forma inadequada e causando dermatite de contato, já que esses ativos, esses óleos essenciais, são ricos em limoneno e geraniol, que são muito alergênicos e irritativos para um grupo de pessoas que têm a pele mais sensibilizada. E, normalmente, são essas pessoas que utilizam dessa forma. Mas isso não faz com que o produto não tenha o seu valor. Nesses casos, ele somente foi utilizado da forma errada. Então, eu não diria que é um malefício. Quando se tenta atribuir um valor que aquilo não tem ou tenta usar da forma inadequada, vai acontecer um problema. Mas isso não justifica a pessoa nunca mais usar e também não desvaloriza o produto. E esse é um ponto importante que temos que ficar atentos. Existe, sim, lugar para os ativos naturais desde que se saiba o que o paciente está usando. Outra situação complicada é quando o paciente vai ao dermatologista, adota um tratamento que não foi prescrito, e não conta para o médico no retorno. Isso é um problema. Porém, na maior parte das vezes, conseguimos retornar ao tratamento. Por isso é sempre importante um diálogo franco entre o paciente e médico dermatologista. JSBD - A “onda” da cosmetologia/medicamentos naturais está cada vez mais forte, seja pelo fortalecimento que quer se dar a pequenos empreendedores e/ou por buscar produtos que não sejam testados em animais etc. Afinal, é possível uma dermatologia apenas com produtos assim? TVBG – Eu não acredito em uma dermatologia que seja exclusivamente feita com produtos naturais. E digo isso baseada pela própria ciência. Acho complexo privar o paciente de alternativas alopáticas que resolveriam, de fato, o problema dele. Mas também não acho interessante excluir totalmente as alternativas naturais só porque a ciência desenvolveu determinados medicamentos. Até porque é preciso dizer que, sim, também existe ciência nos produtos naturais. Como já disse, vejo o natural como um tratamento complementar e nunca como substitutivo. j JSBD Volume 25 l N. 1 - 2021 | 25
POLÍTICA E SAÚDE
DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES SOBRE DOENÇAS RARAS DEVE CONSTAR DA AGENDA DA GESTÃO 2021-2022
A
criação de um departamento no âmbito da Sociedade Brasileira de Dermatologia voltado de modo específico às dermatoses raras será tema de análise da Gestão 2021-2022. Segundo o vice-presidente da entidade, Heitor de Sá Gonçalves, um grupo com essa preocupação teria a missão de produzir consensos e estudos epidemiológicos sobre o tema, bem como trabalhar junto aos órgãos públicos buscando abrir canais de comunicação para que seja qualificada a assistência a pacientes com esses problemas.
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Outra tarefa seria articular parcerias com sociedades médicas e gestores públicos e privados para desenvolver campanhas de conscientização da população em geral. Segundo o vice-presidente, a conscientização assume importância, pois doenças raras são ignoradas e têm seus pacientes segregados em suas comunidades. O tema busca receber mais atenção. Na semana passada, foi comemorado o Dia Mundial das Doenças Raras (sempre no último dia de fevereiro), data criada em 2008 pela Organização Europeia de Doenças Raras (Eurordis).
POLÍTICA E SAÚDE “O conceito de doença rara se resume a alguns critérios, principalmente de incidência, gravidade e raridade. No Brasil, temos cerca de 15 milhões de pessoas com uma doença rara, o que não é pouco. Na dermatologia, as principais estão no campo das genodermatoses, as doenças genéticas. Isso traz a necessidade de cobrar, principalmente, ações no campo da saúde pública, como também dos movimentos organizados da sociedade e das sociedades médicas em relação ao temaa essas doenças” PAPEL POSITIVO - Maria Cecília da Matta Rivitti Machado, assessora do Departamento de Dermatologia Pediátrica da SBD e médica supervisora da Divisão de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, acredita que um papel positivo que já vem sendo realizado pela Sociedade em favor da assistência às doenças raras. Porém, entende que há muitas ações a serem feitas que são necessárias para melhorar a qualidade de vida, do diagnóstico e do tratamento dos portadores. Segundo ela, a SBD vem cumprindo o papel dela com a formação dos especialistas e as ações de comunicação, mas ainda seriam necessárias outras iniciativas, como a elaboração de protocolos para as doenças raras. “Precisamos disto para estabelecer diretrizes e, assim, pressionar o poder público, através de dados objetivos, e demonstrando, assim, a necessidade de investimentos nesta área. Se as doenças têm uma manifestação primordialmente dermatológica, quem precisa falar sobre isso são os dermatologistas. É assim que acontece em outros países, e precisamos fazer o mesmo para sair desse ciclo perverso, no qual os pacientes sofrem sem diagnóstico, não entram em estatísticas e são tratados como se não existissem”, lamenta. São consideradas doenças raras aquelas que afetam até 65 pessoas em cada grupo de 100 mil indivíduos, ou seja, 1,3 pessoas a cada 2.000. Não é determinado o número exato destas manifestações, mas se estima a existência de seis mil a oito mil tipos diferentes. Na dermatologia, podemos destacar algumas, como: ictiose, epidermólise bolhosa, xeroderma pigmentoso, neurofibromatose, esclerose tuberosa e albinismo. “O conceito de doença rara se resume a alguns critérios, principalmente de incidência, gravidade e raridade. No Brasil, temos cerca de 15 milhões de pessoas com uma doença rara, o que não é pouco. Na dermatologia, as principais estão no campo das genodermatoses, as doenças genéticas. Isso traz a necessidade de cobrar, principalmente, ações no campo da saúde pública, como também dos movimentos organizados da sociedade e das sociedades médicas em relação ao temaa essas doenças”, analisa Heitor de Sá Gonçalves.
DIFICULDADES - Maria Cecília ajuda a entender as dificuldades enfrentadas pelos portadores de doenças raras. De acordo com a assessora, o diagnóstico apropriado é a primeira barreira. Depois, há questões relacionadas aos tratamentos, que são complicados e não são curativos, mas, sim, voltados às manifestações e complicações das doenças. Ainda há a realidade brasileira, um país com dimensões continentais e uma população enorme, onde os pacientes enfrentam uma imensa dificuldade para acessar os cuidados dos centros especializados, já que eles são distribuídos pelo país de forma desigual, por conta das disparidade socioeconômicas. Há também o entrave de encontrar profissionais que saibam lidar com essas doenças, já que, pela raridade, muitos passam uma carreira inteira sem nunca ter atendido um paciente com essas manifestações. Outra problemática deste cenário, segundo o vice-presidente da SBD, é a omissão da saúde pública em relação aos portadores das doenças raras. Segundo Sá Gonçalves, não há nenhuma ação concreta da saúde pública para cuidar dos pacientes com doenças raras. Para ele, seria importante que existisse um núcleo ligado ao Ministério da Saúde, em cada estado, para estudo e controle, como forma de canal de acesso aos pacientes, que aparentemente são uma minoria, mas representam 8% da população mundial. Por sua vez, Maria Cecília destaca a fragilidade social e econômica que afeta esses pacientes. Algumas dessas doenças demandam cuidados integrais, como a epidermólise bolhosa, o que gera a necessidade de apoio financeiro para manter os tratamentos. De acordo com a assessora da SBD, como essas doenças são raras, os pacientes e seus familiares não conseguem acesso aos benefícios de seguridade social. Além disso, pontua, “a assistência às doenças raras é algo oneroso. Por isso, ocorre predominantemente nos serviços de saúde pública. Porém, não há interesse em manter nas estruturas existentes os profissionais especializados, que são formados com excelência pelas sociedades de especialização, incluindo a SBD, e pelos programas de formação em residências das grandes universidades”. j JSBD Volume 25 l N. 1 - 2021 | 27
PUBLICAÇÕES
Anais Brasileiros de
Dermatologia SITE DOS ABD GANHA NOVO LAYOUT Periódico também apresenta normas atualizadas para publicação; acesse para conferir as novidades
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stá no ar o novo site dos Anais Brasileiros de Dermatologia (ABD). No espaço, é possível acessar todas as edições da revista, artigos mais lidos, suplementos, entre outros. Para conferir os números antigos dos ABD, basta clicar em “Edições anteriores”. Na área, o leitor consegue acessar documentos publicados desde 1912, período em que foi lançado o Boletim da SBD, documento que reúne trocas e relatos científicos até a criação da revista, em 1925. Para visualizar esse conteúdo, é necessário que o associado informe o login e a senha utilizados no site da SBD.
NOVAS DIRETRIZES PARA PUBLICAÇÃO – Com o objetivo de dar continuidade à busca de maior qualificação dos Anais Brasileiros de Dermatologia foram implementadas novas normas para publicação. A principal delas diz respeito à ausência de limites de autores na seção de “Artigos Originais”, assim como novos limites em diversas outras seções. Outro ponto é que o idioma de publicação continua sendo o português para os nativos em língua portuguesa e o inglês para os demais autores. O Comitê Editorial lembra ainda da importância da qualidade da documentação fotográfica clínica e histopatológica para que o artigo tenha maior chance de ser aceito para publicação.
CLIQUE PARA LER A ÍNTEGRA DAS NORMAS PARA PUBLICAÇÃO
O endereço eletrônico do site dos ABD permanece o mesmo. Para mais informações, acesse.
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PUBLICAÇÕES
REVISTA SURGICAL & COSMETIC DERMATOLOGY ANUNCIA FORMATO 100% DIGITAL E SISTEMA DE SUBMISSÕES EM FLUXO CONTÍNUO
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m busca de melhorias visando novas indexações e maior representatividade na área, a revista Surgical & Cosmetic Dermatology (S&CD) passará por mudanças significativas ao longo de 2021. Criada em 2009 com a missão de divulgar a cirurgia dermatológica, a oncologia cutânea, a cosmiatria brasileira e tecnologias, a revista possui edições trimestrais, com sistema de submissão online e revisão feita por pares, e atualmente está indexada nas bases de dados Scopus, Directory of Open Access Journais (DOAJ), LILACS, Sumários.org, Latindex, Periódica e Redalyc. Já em vigor, uma das mudanças implementadas é que tanto a versão em português quanto a em inglês passam a ser veiculadas somente na versão online, o que permitirá à SBD maior investimento em melhorias no site e no sistema de submissão e artigos.
Outra mudança prevista é a transição para o sistema de publicação em fluxo contínuo. Isso significa que os autores podem submeter artigos a qualquer momento e, assim que o trabalho passar pelo processo de revisão por pares, será imediatamente publicado online e estará pronto para ser citado. Diferentemente do modelo tradicional em que o artigo seria publicado na edição trimestral depois que um grupo de manuscritos fosse aprovado. CIÊNCIA ABERTA – A S&CD adota a política da ciência aberta e qualquer pessoa pode acessar seu conteúdo. Essa é umas das exigências impostas por algumas bases para aceitar indexações de periódicos. Dessa forma, tanto a versão digital em português quanto em inglês da revista possuem acesso livre.
O acesso à íntegra da revista, em formato e-book, nos dois idiomas, pode ser feito pelo site
Saiba mais e submeta seu artigo de investigação!
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EVENTOS
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SUCESSO DE PÚBLICO: MAIS DE MIL CONGRESSISTAS PARTICIPAM DO II SIMPÓSIO DE DERMATOLOGIA PEDIÁTRICA
presentações dinâmicas e interativas, voltadas à atualização prática dos especialistas no diagnóstico e tratamento das principais dermatoses pediátricas. Quem participou do evento online organizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), no dia 6 de março, ficou satisfeito com os resultados alcançados. Sucesso de audiência, com mais de mil congressistas, o II Simpósio de Dermatologia Pediátrica, contou com uma programação científica que proporcionou, ao final, sete horas de conteúdo ministrado por experts da área. Conforme frisou a coordenadora do Departamento de Dermatologia Pediátrica da SBD e uma das responsáveis pelo evento, Silvia Souto Mayor, as inovações empregadas neste Simpósio foram o ponto alto, principalmente a possibilidade de enviar antecipadamente dúvidas técnicas aos palestrantes. 30 | JSBD Volume 25 l N. 1 - 2021
“Essa mudança permitiu que os convidados conduzissem as aulas de maneira mais assertiva, com foco nessas questões, estabelecendo assim um novo ritmo às aulas. Aquelas perguntas que não puderam ser solucionadas, em função do tempo, serão posteriormente elucidadas por e-mail”, afirmou. DEBATES - As conferências do Simpósio incluíram debates sobre os seguintes temas: “Dermatoses no neonato: O que o dermatologista deve saber?”; “Exantemas na infância: o que há de novo?”; “Rosácea, Dermatite periorificial e Acne na criança: como abordar?”; “Psoríase e Dermatite Seborreica: como abordar?”; “Hemangiomas e Malformações Vasculares: como abordar? ”; “Dermatite Atópica: o que há de novo e como abordar na prática”; dentre outros.
EVENTOS
Na avaliação do presidente da SBD, Mauro Enokihara, a realização do evento foi um sucesso absoluto justamente por enfatizar questões vivenciadas pelos dermatologistas no dia a dia de atendimentos. “A participação ativa do público, desde o momento da inscrição e durante o evento, interagindo com os palestrantes pelo chat, foi um grande acerto de formato. O Simpósio iniciou de maneira extremamente bem-sucedida a temporada de grandes eventos que serão promovidos pela SBD, ao longo de 2021”, pontou. Segundo ele, a atividade de sábado exemplifica o compromisso da Gestão 2021-2022 em entregar aos associados eventos de qualidade na forma e no conteúdo. Os participantes que não tiveram a oportunidade de acompanhar todas as apresentações do II Simpósio podem ainda acessar o material apresentado.
DESTAQUES – Na última mesa do evento, especialistas abordaram as novidades no tratamento da dermatite atópica. Algumas condutas terapêuticas utilizadas em pacientes com a doença, como restauração da barreira cutânea, controle da inflamação e do prurido, tratamento de complicações, imunossupressão sistémicas para casos moderados/graves e apoio psicológico, entre outras, foram debatidas com muita propriedade pelas participantes. Na aula hemangiomas e malformações vasculares, foram apresentados casos simples da doença, bem como situações especiais que podem gerar dúvidas na conduta terapêutica. As médicas comentaram a respeito do uso do propranolol no tratamento do hemangioma em crianças com mais de um ano de idade; o tratamento da doença com o timolol tópico em criança de 4 meses; como se dá o acompanhamento do hemangioma da infância, que inclui a visualização clínica, a imagem fotográfica da lesão, além da ultrassonografia com doppler. j
As conferências e demais discussões estarão disponíveis até o final de abril, após o encerramento do Simpósio. Confira!
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EVENTOS
SBD REALIZA SIMPÓSIO DE DERMATOSCOPIA EM ABRIL
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Encontro tem o objetivo de promover a atualização dos especialistas no tema e conta com a presença de experts convidados e interação dos participantes
esões hipo e amelanóticas, lesões melanocíticas no idoso, tumores benignos, inteligência artificial aplicada à dermatoscopia, são alguns assuntos que serão discutidos no Simpósio de Dermatoscopia Online da SBD, que ocorrerá no dia 24 de abril. O primeiro vencimento da tabela com valores diferenciados vai até o dia 5 de abril. No site do evento você encontra a programação, valores e a lista dos palestrantes que irão participar da atividade. PARA MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O ENCONTRO ACESSE Realizado no formato 100% digital devido à pandemia de Covid-19, o encontro terá a coordenação das chefes de Departamento de Imagem, as Dras. Bianca Costa Soares de Sá e Juliana Casagrande Tavoloni Braga, da coordenadora Científica da SBD - Profa. Flávia Vasques Bittencourt e do diretor Financeiro da SBD, Prof. Carlos Barcaui. “Buscamos oferecer uma programação completa, abordando temas que tratem principalmente 32 | JSBD Volume 25 l N. 1 - 2021
sobre novidades na área e tópicos que colaborem com a prática nos consultórios. Além disso, vamos priorizar a participação do público, porque acreditamos que as discussões vão enriquecer ainda mais o evento”, detalha Bianca Costa Soares de Sá. MAPEAMENTO CORPORAL TOTAL – Um dos debates do Simpósio abordará o laudo do exame de mapeamento corporal total, que consiste nas documentações fotográfica e dermatoscópica de toda superfície do corpo, além dos sinais ou pintas encontradas, o que possibilita o acompanhamento médico em intervalos regulares. “O principal objetivo do mapeamento é auxiliar o médico na hora de decidir pela retirada ou acompanhamento de uma lesão suspeita, facilitando o diagnóstico precoce do câncer da pele, principalmente do melanoma”, afirma Barcaui. Outro assunto em pauta na programação do evento é a inteligência artificial (IA) aplicada à dermatoscopia. Sobre o tema, Barcaui ressalta que atualmente a IA é considerada importante aliada dos dermatologistas no diagnóstico das neoplasias de pele, por possuir alta capacidade para classificar imagens dermatoscópicas de forma precisa. j
PERNAMBUCO Sob a coordenação da chefe do Serviço da dermatologia, Fátima Brito, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) organizou o I Curso Online de Cosmiatria e Laser com a participação de todos os residentes de dermatologia dos Serviços Credenciados à SBD- PE. A atividade teve duração de seis meses e contou com o apoio da Regional, que cedeu as credenciais da plataforma
Zoom, bem como o estímulo em massa de todos os preceptores. De acordo com a Profa. Fátima Brito, o curso teve um excelente aproveitamento e foi uma contribuição importante em tempos de pandemia para os residentes. “A iniciativa foi muito interessante é será realizado um novo curso para 2021 reunindo preceptores e residentes de todos os serviços de Pernambuco”, afirmou.
RIO DE JANEIRO Convidado para falar sobre mucormicose, o chefe do Departamento de Micologia e do Serviço de Dermatologia do Hospital Geral do México, Alexandro Bonifaz, será um dos destaques do Curso de Micologia da SBD-RJ, que será realizado no formato online nos dias 7 e 8 de maio. A coordenação será de Regina Schechtman e Eduardo Falcão e as inscrições já estão abertas no site https://sbdrj.org.br/micologia2021/ Haverá aulas teóricas, com a apresentação de casos clínicos. Ainda em maio, nos dias 11, 13 e 15, a Regional organizará o Curso de Dermatopatologia Comparativa. O destaque será a abordagem das doenças inflamatórias da pele, mantendo o for-
mato de comparar padrões histopatológicos e favorecendo o aprendizado. A coordenação ficará a cargo de Daniel Obadia, Gustavo Verardino, Maria Auxiliadora Jeunon e Thiago Jeunon e as inscrições já estão abertas no site https://sbdrj.org.br/dermatopatologia/. A Regional Rio de Janeiro da SBD também convida dos associados para a leitura da revista Rio Dermatológico, que agora apresenta novo formato: além de ser totalmente digital, a publicação apresenta podcasts e vídeos, que deixam o conteúdo mais interativo e prático. Para mais informações, capture a imagem do QR code com seu smartphone.
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SERVIÇOS CREDENCIADOS HOSPITAL SANTA CASA DE CURITIBA (PR) Em meio às adversidades ocorridas no ano passado, os residentes e especializandos do Serviço de Dermatologia do Hospital Santa Casa de Curitiba Antonella Vinholi, Adriano Carlos Bonacina, Paula Hitomi Sakiyama, Priscila Bossardi e Thiago Augusto Ferrari,
concluíram neste ano de 2021 o Programa de Residência Médica e Especialização. O Serviço de Dermatologia do Hospital Santa Casa de Curitiba agradece a união do corpo clínico/preceptores que não mediram esforços para que todos recebessem uma formação de qualidade.
HOSPITAL SANTA TERESA (SC) O Estado de Santa Catarina obteve, junto ao Ministério da Educação (MEC), licença para o funcionamento de um novo Serviço de Residência Médica em Dermatologia, no Hospital Santa Teresa, em São Pedro de Alcântara (Grande Florianópolis). As atividades iniciaram em março de 2020, e são ofertadas duas vagas anuais para acesso direto via processo seletivo. No momento, o Serviço é composto por duas residentes do segundo ano e duas residentes do primeiro ano. O curso de residência está sob a coordenação de Gustavo Moreira Amorim, que compõe o grupo de preceptoria juntamente com os também dermatologistas associados SBD: Fabrício Duarte, Raíssa Rigo Garbin, Solange Emanuelle Volpato Steckert e Timótio Volnei Dorn. A iniciativa vem da necessidade do Estado, que contava apenas com um Serviço de residência, baseado no Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina, para a realização de atendimentos. O Serviço conta com o apoio do atual presidente da Regional da SBD Santa Catarina, Marcelo Rigatti.
História – O Hospital, inaugurado em 1940 para cuidar dos pacientes portadores de hanseníase, é referência em Dermatologia e recebe pacientes encaminhados de todo o Estado. O Ambulatório de Dermatologia foi fundado em 1996, pelo atual chefe do Serviço e atuante membro da Regional Santa Catarina da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Roberto Moreira Amorim Filho.
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP) Em fevereiro, o Serviço de Dermatologia da Santa Casa de São José dos Campos comemorou a formatura da sua quarta turma. Fundado em 2016, e já duas vezes Credenciado pela SBD, o Serviço rapidamente se estabeleceu como referência no atendimento de dermatologia na cidade. Em cerimônia adequada às normas sanitárias, participaram os diretores da Santa Casa e do Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP) com os familiares das médicas que completaram o seu período de Estágio de Aperfeiçoamento em Dermatologia no Serviço. O chefe do Serviço, Prof. Samuel Henrique Mandelbaum, entregou os certificados de conclusão de curso às médicas Daniele Tamashiro, Graziela Marcolino e Jessica Machado. Estiveram presentes também os preceptores, Rodrigo Ieiri, Larissa Beltrão e Camila Suassuna. “Nossos parabéns às médicas formandas, desejamos muito sucesso em sua carreira profissional”, disse Mandelbaum. 34 | JSBD Volume 25 l N. 1 - 2021
Os preceptores e as médicas formandas com o chefe do Serviço
SERVIÇOS CREDENCIADOS UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ (UNITAU – SP) O mês de março marca uma data importante na História da Dermatologia Taubaté. Após mais de 37 anos de atuação, o Dr. Samuel Henrique Mandelbaum se aposenta como professor assistente responsável pela disciplina de Dermatologia da Medicina da Universidade de Taubaté e como chefe do Serviço Credenciado do Hospital Municipal Universitário de Taubaté. Durante esse período, o Serviço que ensina desde os acadêmicos da Medicina do 8o semestre aos internos dos 9o, 10o, 11o e 12o semestres e residentes de 1o, 2o e 3o anos, se firmou como um dos mais importantes do Estado de São Paulo, desde 1999. No ano passado, o Serviço formou 20a turma. “São mais de cinquenta médicos dermatologistas com excelente formação, muitos deles ocupando importantes postos universitários. Foi uma grande jornada, que só seria possível com o apoio de muitos colegas dedicados. Uma delas é a Profa. Dra. Flávia Regina Ferreira, que foi aluna da Medicina Taubaté e desde 1998, e é professora assistente do Serviço”, disse Mandelbaum. O médico adianta que Flávia passará a assumir a chefia do Serviço e da disciplina a partir deste ano, com a missão de continuar formando médicos dermatologistas e levando o nome da Universidade de Taubaté a
Da esquerda para a direita, os médicos Fernanda, Lucas e Cíntia todo o Brasil. “Temos a certeza de que sua gestão será um enorme sucesso. Desejamos um brilhante trabalho junto com toda a equipe”, considera. Dr. Samuel Henrique Mandelbaum continua morando e trabalhando em São José dos Campos, onde reside desde 1980, e exerce a chefia do Serviço de Dermatologia da Santa Casa de São José dos Campos.
DEPARTAMENTO FOTOBIOLOGIA Elaborado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) na Gestão 2019-2020 sob a coordenação geral da Profa. Ivonise Follador, da Universidade Federal da Bahia, e do ex-presidente da SBD Sérgio Palma, o Manual Prático de Fototerapia está disponível para download na área restrita do associado. O documento, construído a partir de contribuições de 11 especialistas convidados, visa promover o aperfeiçoamento das práticas profissionais dos especialistas. Com textos objetivos tem uso garantido em consultório, clínicas e hospitais que atendem pacientes em busca desse procedimento.
Para conferir, acesse a plataforma de Publicações, na área restrita do site!
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DEPARTAMENTO CABELOS E UNHAS
A fim de conhecer quais são os Serviços Credenciados que contam com ambulatório específico para o diagnóstico e tratamento das doenças ungueais, o Departamento enviou enquete para os 90 chefes de Serviços da SBD. Do total, 37 responderam que possuem esse setor; 29 não possuem; e 19 têm interesse em formar o ambulatório especializado. Segundo o coordenador do Departamento de Cabelos e Unhas, Nilton Di Chiacchio, “o próximo passo será integrar esses colegas para criarmos meios de educação continuada não só no Brasil como também com sociedades internacionais.” Com relação à área de cabelos do Departamento, a coordenadora Fabiane Andrade Mulinari Brenner informa que está sendo realizado um levantamento da publicação nacional dos últimos 10 anos, bem como a produção de uma série histórica para demonstrar em números o impacto da participação brasileira na área. “Certamente, ela cresceu muito nos últimos anos”, aponta.
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