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JSBD v24 nº6 - nov/dez 2020

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JORNAL DA SBD

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Publicação oficial da Sociedade Brasileira de Dermatologia l Volume 24 - n.6 - novembro / dezembro - 2020

NOVA DIRETORIA ASSUME EM JANEIRO E DÁ INÍCIO AOS TRABALHOS DA GESTÃO 2021-2022

Associados recebem relatório de gestão com projetos implementados pela Diretoria 2019-2020

Acompanhe as campanhas públicas da SBD: Dezembro Laranja e JSBD V olume 24 N. 6 - 2020 | 1 Janeiro Roxo l


DIRETORIA 2019/2020

SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA www.sbd.org.br

PRESIDENTE:

Sérgio Palma

PE

VICE-PRESIDENTE:

Mauro Yoshiaki Enokihara

SP

TESOUREIRO:

Egon Luiz Rodrigues Daxbacher

RJ

SECRETÁRIA-GERAL:

Cláudia Carvalho Alcantara Gomes

RJ

1ª SECRETÁRIA:

Flávia Vasques Bittencourt

MG

2º SECRETÁRIO:

Leonardo Mello Ferreira

ES

JORNAL DA SBD – PUBLICAÇÃO OFICIAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA

Esta é uma publicação bimestral exclusiva para os associados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Vo l u m e 2 4 - n . 6 - n o v e m b r o / d e z e m b r o - 2 0 2 0 Coordenador médico do Jornal da SBD Caio Castro | PR

Conselho editorial Sérgio Palma Mauro Yoshiaki Enokihara Egon Luiz Rodrigues Daxbacher Cláudia Carvalho Alcantara Gomes Flávia Vasques Bittencourt Leonardo Mello Ferreira

Jornalista responsável Erika Drumond - Reg. MTB 31.383/RJ Redação e edição Erika Drumond Paulo Henrique de Souza Editoração digital Nazareno Nogueira de Souza

Contato publicitário Priscila Rudge Simões A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e os textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e colunistas.

Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/18o andar – Centro – Rio de Janeiro – RJ - CEP: 20090-003 Email -: imprensa@sbd.org.br

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EDITORIAL

SBD CONECTADA AOS ANSEIOS DOS ASSOCIADOS

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a última semana de dezembro, os associados receberam um relatório contendo as principais iniciativas realizadas durante os dois anos de trabalho da gestão 2019-2020. Composto por 11 capítulos e 70 páginas, o documento detalha importantes ações conduzidas pela diretoria capitaneada pelo ex-presidente Sergio Palma, como as de defesa profissional e educação continuada, campanhas públicas, eventos e mais. A publicação está supercompleta, e é um dos destaques desta edição. Você poderá conferir informações sobre o assunto na próxima página. Após um tranquilo período de transição, em 1º de janeiro a nova diretoria assumiu a SBD, tendo como presidente Mauro Enokihara. Em entrevista divulgada no portal da entidade e também aqui, neste número, o atual presidente fala sobre os projetos e os desafios que terá no próximo biênio. Segundo ele, a gestão que assume é consequência do trabalho desenvolvido pela diretores que comandaram a SBD entre 2019-2020. A equipe atual já está formada e pronta para conseguir os melhores resultados para a Sociedade. O ponto positivo é que muitos integrantes já faziam parte da gestão anterior e estão familiarizados com a dinâmica de trabalho. A edição traz ainda novidades a respeito do 75º Congresso Brasileiro de Dermatologia, que ocorrerá em setembro, em São Paulo, sob a presidência de Cyro Festa Neto; notícias sobre o lançamento da Derma Class, um espaço desenvolvido para a capacitação científica do especialista; e os resultados das campanhas Dezembro Laranja e Janeiro Roxo.

Aproveitando que estamos em uma época do ano em que as pessoas se expõem mais ao sol, abordamos na coluna “Outros Olhares” o impacto das mudanças climáticas nos tratamentos dermatológicos com a participação do dermatologista Flávio Luz. Na coluna “Entrevista”, conversamos com o dermatologista e coordenador do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD, Renato Bakos, sobre a dermatoscopia na avaliação de pacientes com lesões suspeitas de câncer de pele e de tumores benignos, minimizando a realização de biópsias. E convidamos o dermatologista e assessor do Departamento de Cirurgia Micrográfica da SBD Glaysson Tassara para falar sobre as intervenções cirúrgicas e não cirúrgicas para o carcinoma basocelular na seção “Com a palavra”. Em seu texto ele alerta que “para o tratamento do carcinoma basocelular (CBC) o dermatologista deve sempre considerar que o CBC apresenta uma infiltração subclínica que estende além da lesão clínica visível, e que se não tratada, pode promover a recidiva, agressividade e acometimento de planos profundos”. Outros assuntos abordados que valem a leitura são o papel da ocitocina para a saúde da pele, sobretudo no processo de envelhecimento, e as experiências de residentes no atendimento aos pacientes com Covid-19 ao longo da pandemia. Espero que goste da edição e boa leitura! Conselho editorial do JSBD

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ASSUNTOS INSTITUCIONAIS

CLIQUE PARA ASSISTIR!

DIRETORIA-EXECUTIVA DA SBD APRESENTA RELATÓRIO DA GESTÃO 2019-2020 AOS ASSOCIADOS DA INSTITUIÇÃO

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ois anos de trabalho e muitas conquistas marcaram a Gestão 2019-2020 da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). As iniciativas e realizações constam no relatório das atividades realizadas durante esse período, apresentado no dia 30 de dezembro aos diretores e associados da instituição. O documento - composto por 11 capítulos e 68 páginas – detalha as principais ações conduzidas ao longo dos últimos 24 meses. Entre elas, destacam-se as articulações em favor da defesa profissional, a participação da entidade em audiências públicas no Congresso Nacional e o estímulo à educação continuada e à produção de conhecimento.

>> Acesse aqui a íntegra do Relatório da Gestão 2019-2020

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“Foi por vocês que fomos ao Congresso Nacional, em reuniões e audiências públicas, para falar da importância da dermatologia e da necessidade de se respeitar o ato médico. Esse mesmo ímpeto nos fez buscar nos tribunais das mais diferentes instâncias a proteção de nossos direitos, enquanto médicos e pacientes, lutando contra as tentativas de invasão de competências”, diz trecho da mensagem do presidente da SBD, Sérgio Palma, no documento. Em sua mensagem de despedida do cargo, o presidente Sérgio Palma fez agradecimentos aos outros diretores. “Expresso gratidão profunda aos membros da diretoria executiva da SBD na Gestão 2019-2020: Leonardo Mello Ferreira, do Espírito Santo; Flávia Vasques Bittencourt, de Minas Gerais; Egon Daxbacher e Cláudia Carvalho Alcantara Gomes, ambos do Rio de Janeiro. De modo especial, faço menção ao vice-presidente Mauro Enokihara, de São Paulo, que assume o comando da SBD no período 2021 a


DESTAQUE

2022. A ele e sua diretoria, manifesto meu apoio integral e convido cada um de vocês, nossos colegas, a fazerem o mesmo”, destacou. Para o diretor financeiro da SBD, Egon Daxbacher, a Gestão 2019-2020 conseguiu cumprir as metas estabelecidas com ética, idoneidade, transparência e responsabilidade, cujo resultado alcançado “se materializou no fortalecimento da instituição, minimizando perdas e custos e aumentando a receita”, declara. INICIATIVAS – Logo no início do relatório, no capítulo Responsabilidade e Transparência, são delineadas iniciativas relacionadas à condução operacional e logística da SBD, destacando-se a modernização dos processos, a ampliação do leque de serviços oferecidos aos associados e o manejo racional dos recursos disponíveis. Também é apresentado o cuidado da diretoria da Gestão 2019-2020 em promover um uso racional dos recursos da entidade. Destaque para o lançamento do novo aplicativo da SBD, que veio com o objetivo de facilitar uma série de transações; a anuidade sem reajuste, em 2020 e em 2021; a modernização dos sistemas e fluxos internos; a oferta de vantagens e benefícios aos associados; e a nova plataforma online. Outra frente de atuação da Gestão 2019-2020 foi o investimento contínuo na avaliação de serviços de ensino e pesquisa em dermatologia do País. Por meio da Comissão de Ensino da entidade, chancelou a atuação de 90 centros de residência e especialização (lato sensu) credenciados, distribuídos em 21 estados e no Distrito Federal. No Relatório da Gestão 2019-2020, também são apresentadas iniciativas, como a atuação da entidade em busca da qualificação dos serviços credenciados da SBD, com incursões junto ao Ministério da Educação e à Comissão Nacional de Residência Médica, além da organização de uma série de cursos e eventos que permitiram a atualização técnica e científica dos dermatologistas brasileiros. CURSOS E EVENTOS – O trabalho da SBD, no período analisado, foi implementado com a ajuda de cursos, congressos, simpósios e webinares com o intuito de promover o compartilhamento ininterrupto de conhecimentos e informações. Esse esforço teve continuidade mesmo diante das orientações sanitárias por conta do novo coronavírus, o que incluiu medidas de distanciamento social. Para contornar esse desafio, a SBD desenvolveu estratégias inovadoras para oferecer atualização de conhecimentos, realocando investimentos e priorizando instrumentos de educação à distância (EAD). Entre 2019 e

2020, a entidade participou diretamente da organização de 17 eventos. Os encontros, que contaram com programação preparada com o que há de mais recente em termos técnicos e científicos, cumpriram seu papel de manter os associados atualizados. Contudo, a entidade foi além. Estimulou a produção de documentos, artigos, livros, cartilhas, consensos. Tudo para que os profissionais tivessem acesso a conhecimento científico sólido e confiável. Todas as publicações estão no site da instituição disponível para acesso dos associados. DEFESA PROFISSIONAL – O período entre 2019 e 2020 foi marcado por atuação intensa da SBD no campo da defesa profissional. Capitaneados pela diretoria-executiva, lideranças e colaboradores da entidade contribuíram em diferentes frentes com o objetivo de preservar a saúde e o bem-estar dos pacientes por meio da manutenção de critérios de qualidade, eficiência e segurança no exercício da especialidade. Nos últimos anos, a entidade apresentou centenas de denúncias e ações na Justiça em desfavor de profissionais não médicos e conselhos de classe em todo território brasileiro. Mas a defesa profissional da entidade não se limitou ao trabalho realizado no Judiciário e no Legislativo. Essa atuação envolveu ainda participação relevante em debates onde a SBD atuou como porta-voz da dermatologia e dos pacientes, encaminhando demandas específicas ao Ministério da Saúde, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e outras instâncias. COMUNICAÇÃO – De forma complementar, como demonstra o relatório, entre 2019 e 2020, a SBD produziu conteúdos informativos disponibilizados em seus canais próprios de comunicação (site e redes sociais) e pela grande imprensa (nacional e regional). A Gestão também promoveu várias campanhas que fortaleceram a imagem da instituição. Todas as iniciativas abordaram temas relacionados à dermatologia, focando as medidas de prevenção e de tratamento precoces, bem como o debate sobre o aspecto social envolvido em diferentes transtornos. Além disso, desde o início da pandemia, a SBD tem acompanhado a evolução dos acontecimentos por meio de seus departamentos e comissões técnicas e científicas. Atenta aos acontecimentos e comprometida com a oferta de orientações aos seus associados, em março, a SBD colocou no ar uma página especial, onde agrupou uma série de informações relevantes sobre a Covid-19 para os médicos. j JSBD Volume 24

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ASSUNTOS INSTITUCIONAIS

EM ASSEMBLEIA, SBD APROVA RESULTADOS DA GESTÃO E DÁ POSSE AOS DIRIGENTES PARA O BIÊNIO 2021-2022

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rabalho intenso, contínuo e transparente foram as marcas da gestão da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) durante o biênio 2019-2020. Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) transmitida na manhã de domingo (13/12), por meio da plataforma Zoom, a Diretoria Executiva da entidade assinalou os destaques dos dois anos de trabalho, prestou contas das atividades do período e conduziu votações de propostas de alteração de parágrafos do estatuto e do relatório de tesouraria de 2019. O presidente da SBD, Sérgio Palma, agradeceu a experiência única de estar à frente da sociedade de 2019 a 2020 e pontuou as inúmeras iniciativas comandadas pela Sociedade em favor dos 10,2 mil associados e da segurança dos pacientes. Também fez elogios e agradecimentos aos diretores e ao staff a SBD. “Foi um prazer e um privilegio trabalhar ao lado dessa diretoria ética, idônea e transparente e de todos os nossos funcionários e colaboradores. Durante o mandato, tivemos como foco a responsabilidade para o alcance dos resultados, sempre inovando, avançando e reforçando nosso compromisso com a SBD, com a especialidade e com a medicina”, disse. 6 | JSBD Volume 24 l N. 6 - 2020

RELATÓRIO – Palma detalhou diferentes processos de trabalho em áreas como defesa profissional; ações de educação continuada; produção científica; comunicação estratégica; atuações político-institucional – seja no âmbito do Judiciário, no Congresso Nacional ou em parceria com outras entidades médicas –; aperfeiçoamento dos fluxos administrativos; entre outros, mostrando os benefícios atingidos em cada setor. Para que os associados tenham acesso às realizações da gestão, será enviado até o fim de dezembro um relatório online contendo todos os detalhes do trabalho implementado desde janeiro de 2019. Todos os diretores da SBD participaram da reunião. Em estúdio montado no Rio de Janeiro (RJ), além do presidente, estavam a secretária-geral, Claudia Carvalho Alcântara Gomes, e o diretor-financeiro, Egon Daxbacher. À distância, acompanharam a Assembleia, o segundo secretário, Leonardo Mello, a secretária-geral, Flávia Bittencourt, e o vice-presidente, Mauro Enokihara.


ASSUNTOS INSTITUCIONAIS

DIRETORIA-EXECUTIVA Presidente Mauro Yoshiaki Enokihara - SP

Vice-Presidente Heitor de Sá Conçalves - CE

Secretária-Geral Cláudia Carvalho Alcântara Gomes - RJ

Tesoureiro Carlos Baptista Barcaui - RJ

1o Secretário Geraldo Magela Magalhães - MG

2o Secretário Beni Moreinas Grinblat - SP

DIRETORIA ESTENDIDA Coordenadora Científica Flávia Vasques Bittencourt - MG

Coordenadora de Biblioteca Clívia Maria Moraes de Oliveira - PA

Coordenador de Mídia Eletrônica Moyses da Costa Lemos - SP

Coordenador do JSBD Sérgio Palma - PE

CARGOS – Na parte final da Assembleia, o presidente da SBD, Sérgio Palma, deu posse aos membros da Diretoria Executiva para a Gestão 2021-2022: o presidente Mauro Yoshiaki Enokihara (SP); o vice-presidente Heitor de Sá Gonçalves (CE); o tesoureiro Carlos Baptista Barcaui (RJ); a secretária-geral, Claudia Carvalho Alcântara Gomes (RJ); o primeiro secretário, Geraldo Magela Magalhães (MG); e o segundo secretário Beni Grinblat (SP).

“Desejamos muito sucesso e que seja uma gestão profícua. Estaremos todos inseridos na continuidade desse trabalho. Tenho certeza de que a SBD vai continuar seu desenvolvimento, avançando em projetos que não conseguimos concluir por conta da pandemia de Covid-19, trazendo um novo olhar, uma nova cara da gestão, mas acima de tudo, pensando na saúde dos nossos pacientes, na medicina como um todo, fortalecendo nossa especialidade e instituição”, pontuou Palma.

Por sua vez, Enokihara disse o trabalho só está começando e que haverá seguimento nas ações da SBD. “Fizemos questão de colocar o nome da chapa de Consolidar e Avançar para que possamos dar continuidade a todo o trabalho realizado e também avançar de alguma maneira. Lembro de que nós só estamos de passagem e a Sociedade permanecerá, por isso durante este tempo desejamos trabalhar proficuamente para o bem da nossa especialidade e da instituição. Muito obrigado a todos que colaboraram para que, neste dia 13 de dezembro, pudéssemos estar aqui tomando posse, para em janeiro iniciar da melhor forma os trabalhos programados para os próximos dois anos”, assinalou. j JSBD Volume 24

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DESTAQUE

NOVA DIRETORIA DA SBD DÁ INÍCIO AOS TRABALHOS DA GESTÃO 2021-2022

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diretoria escolhida para comandar a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) no biênio 2021-2022 começou oficialmente, nesta semana, sua atuação executiva de gerenciamento da entidade. Conduzido ao cargo de presidente da SBD, Mauro Enokihara deu início aos trabalhos ressaltando a meta de dar seguimento às ações de fortalecimento da especialidade, as quais vêm sendo implementadas nas sucessivas gestões. Conforme salientou Enokihara, o objetivo do atual grupo gestor é buscar o desenvolvimento da SBD de maneira representativa, mantendo iniciativas consistentes, conduzidas ao longo dos anos especialmente nas esferas de defesa da especialidade e do aprimoramento contínuo da educação médica. “Entramos no segundo século da história de nossa sociedade com um acervo de realizações, o que é motivo de orgulho para os associados desta que é uma das mais antigas instituições da área médica do País”, destacou. 8 | JSBD Volume 24 l N. 6 - 2020

No desempenho das funções à frente da entidade, o presidente da SBD ressaltou ser fundamental para todos os envolvidos o desejo de servir adequadamente às demandas de cada associado. Segundo ele, isso tem sido expresso continuamente pelo time que atuará em diferentes funções, com foco na consolidação do prestígio da dermatologia brasileira nos âmbitos nacional e internacional. Além de Mauro Enokihara, estarão à frente da SBD, durante o biênio 2021-2022, especialistas reconhecidos por suas trajetórias profissional, acadêmica e associativa. Na avaliação do presidente, a dermatologia ganha ao contar, em sua maior entidade, com a atuação de profissionais que aliam experiência e motivação para inovar. A seguir, conheça um pouco mais sobre cada um dos membros da nova diretoria da SBD:


DESTAQUE Presidente - Mauro Enokihara Graduado pela Faculdade de Medicina do ABC. É mestre e doutor em Dermatologia, pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), sendo professor adjunto do Departamento de Dermatologia da Escola Paulista de Medicina/Unifesp. Possui título de especialista pela SBD-AMB. Já ocupou as presidências da SBD Regional São Paulo (SBD RESP) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Atuou como membro da Comissão do Título de Especialista (TED) da SBD e das Câmaras Técnicas de Dermatologia do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). É sócio fundador e ex-presidente do Grupo Brasileiro de Melanoma (GBM).

Vice-Presidente - Heitor Sá Gonçalves É dermatologista pela SBD-AMB e doutor em Farmacologia Clínica. Atua como chefe do serviço credenciado da SBD/Centro de Dermatologia Dona Libânia e na Secretaria de Saúde do Estado do Ceará. Também é membro da Comissão do Título de Especialista (TED) da SBD e professor associado de Dermatologia do curso de Medicina da Universidade Estadual do Ceará. Já exerceu as funções de presidente da SBD Regional Ceará, secretário da Diretoria da SBD (Gestão 2005-2006) e coordenador dos Departamentos de Hanseníase e de Doenças Infectoparasitárias.

Secretária-geral - Cláudia Carvalho Alcântara Gomes Graduou-se em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Possui mestrado em Dermatologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Hospital Universitário Clementino Fraga Filho. Concluiu residência médica em Dermatologia pela UFRJ /Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e tem títulos de especialista em Dermatologia pela SBD-AMB e pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM/MEC). É médica responsável pela Dermatologia do Hospital Barra D´Or e pelo Programa de Prevenção ao Câncer da Pele da FAPES/BNDES. Atuou como médica dermatologista da Secretaria Municipal de Saúde (1999 a 2006) e como professora colaboradora da disciplina de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Grande Rio (Unigranrio), entre 2005 e 2006. Foi secretária-geral da SBD, na Gestão 2019-2020; tesoureira da SBD Regional Rio de Janeiro (2017-2018); secretária-geral da SBD Regional Rio de Janeiro (2009-2010); e coordenadora do Departamento de Laser da SBD Regional Rio de Janeiro (2007-2008). JSBD Volume 24

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DESTAQUE

Tesoureiro - Carlos Baptista Barcaui É doutor em Dermatologia pela Universidade São Paulo (USP) e mestre em Dermatologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM). Ocupou o cargo de tesoureiro da SBD, no período de 2011 a 2012. Foi presidente da SBD Regional Rio de Janeiro (2009-2010) e secretário-geral da mesma entidade no período de 2007-2008. É professor associado de Dermatologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Primeiro secretário - Geraldo Magela Magalhães Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), concluiu residência-especialização em Dermatologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). É doutor em Dermatologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professor adjunto de Dermatologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ocupou a presidência da SBD Regional Minas Gerais (2013-2014). Na mesma entidade, atuou também como 1º secretário, no período 2009-2010, e coordenador de Eventos Científicos, de 2017 a 2018. Desde 2007, atua como membro do Conselho Deliberativo da SBD, onde também colaborou como assessor do Departamento de Cosmiatria (2015-2016), assessor do Departamento de Laser e Tecnologias (2018-2019), e membro da Comissão do Título de Especialista (TED), desde 2016. Participa como membro da Câmara Técnica em Dermatologia do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG), desde 2013.

Segundo secretário - Beni Grinblat Concluiu graduação em Medicina na Universidade de São Paulo (USP) e residência médica em Dermatologia no Hospital das Clínicas da FMUSP. Atuou com secretário da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), na Gestão 2017-2018, e secretário da SBD Regional São Paulo, na Gestão 2019-2020. Integrou a Câmara Técnica de Dermatologia do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp). É médico colaborador do Ambulatório de Terapia Fotodinâmica do HCFM-USP e coordenador do curso de pós-graduação em Oncodermatologia, no Hospital Albert Einstein. j

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ASSUNTOS INSTITUCIONAIS EVENTOS

FORTALECIMENTO DA DERMATOLOGIA E MAIOR INTERAÇÃO COM REGIONAIS SÃO METAS DA ATUAL GESTÃO, AFIRMA SECRETÁRIA-GERAL DA SBD

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s próximos dois anos serão um período marcado pela adoção de medidas que fortaleçam a especialidade e a interação entre as entidades que integram o sistema formado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), ou seja, suas estruturas Nacional e Regional. Essa é a aposta da secretária-geral da Gestão 2021-2022, Cláudia Carvalho Alcântara Gomes. Em entrevista ao portal da SBD, e replicada aqui no jornal, ela destacou ainda a importância da comunicação para entidade, inclusive como meio de conhecer a percepção dos associados sobre diferentes temas. “Nossa Sociedade trabalha para seu associado e sua diretoria têm como prioridades: entender as demandas apresentadas, desenvolver ações em resposta e atuar pela defesa da especialidade em múltiplas esferas. Por isso, é importante manter essa sintonia em dia, o que permitirá à SBD ser mais assertiva em suas propostas”, disse. Confira, a seguir, a conversa que tivemos com Cláudia Carvalho Alcântara Gomes.

Portal da SBD: Quais são os principais projetos e ações da Secretaria Geral para o período que se inicia? Cláudia Carvalho Alcântara Gomes: A Gestão 2021-2022 começa com a proposta de que os projetos e as ações implementados pela SBD sejam trabalhados com a participação de todos os membros da diretoria. Como secretária geral, tenho a responsabilidade de garantir as condições para o pleno andamento das determinações que forem tomadas pela presidência e pelos diretores. Assim, estou diretamente envolvida em todos os processos, nas

Secretária-Geral Cláudia Carvalho Alcântara Gomes - RJ

suas diferentes fases: planejamento, execução e avaliação de resultados. Por exemplo, nesse momento, todos estão empenhados nos preparativos para o lançamento do SBDCast, o novo serviço de podcast da SBD; na condução de campanha do Janeiro Roxo, que trata da importância do diagnóstico e tratamento precoces da hanseníase; no desenvolvimento de um perfil no Instagram para o associado; e nos preparativos para as comemorações pelo Dia do Dermatologista, em 5 de fevereiro. Tudo está sendo feito para oferecer ao associado conteúdo de alta de qualidade, um diferencial da nossa entidade.

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ASSUNTOS INSTITUCIONAIS EVENTOS

“

Nossa Sociedade trabalha para seu associado e sua diretoria têm como prioridades: entender as demandas

apresentadas, desenvolver ações em resposta e atuar pela defesa da especialidade em múltiplas esferas. Por isso, é importante manter essa sintonia em dia, o que permitirá à SBD ser mais assertiva em suas propostas

”

Portal da SBD: Como a SBD pode estar ainda mais próxima de seus associados? CCAG: O diálogo entre o associado e a SBD já acontece de várias formas. Há diferentes canais que ajudam a levar informações para os médicos especialistas e, ao mesmo tempo, servem como pontos de escuta, coletando o sentimento da categoria com relação a assuntos de interesse. Essa troca pode ocorrer por meios das páginas da Sociedade nas redes sociais, pelo aplicativo da SBD, pela área do associado, pelo envio de e-mails ou mesmo numa visita à nossa sede. Nossa Sociedade trabalha para seu associado e sua diretoria têm como prioridades: entender as demandas apresentadas, desenvolver ações em resposta e atuar pela defesa da especialidade em múltiplas esferas. Por isso é importante manter essa sintonia em dia, o que permitirá à SBD ser mais assertiva em suas propostas. Portal da SBD: O que o associado vai receber da SBD enquanto entidade de classe? CCAG: A SBD tem mais de um século de trajetória em defesa dos interesses da dermatologia. Ao longo desse tempo, tem consolidado seu espaço graças ao compromisso institucional, abraçado pelas sucessivas gestões, em favor do avanço do conhecimento, da capacitação técnica e ética na formação dos especialistas e da oferta de um atendimento qualificado aos pacientes. Esses temas continuam a 12 | JSBD Volume 24 l N. 6 - 2020

ser objeto de preocupação para nossa Diretoria-Executiva que, no entanto, tem também pela frente outros desafios, como conduzir as ações de defesa da dermatologia ante as tentativas de invasão de competências por outras categorias profissionais. Dessa forma, em todos esses aspectos, procuraremos dar em retorno aos nossos associados as melhores respostas e encaminhamentos. Portal da SBD: De que modo as Regionais podem contribuir para o fortalecimento da especialidade? CCAG: É fundamental para o fortalecimento da SBD, como representante dos dermatologistas do Brasil, que as entidades Nacional e Regionais estejam em sinergia, com atuações próximas e colaborativas. A Gestão 20212022 reconhece a grande heterogeneidade que existe dentro do sistema, seja no que se refere ao número de especialistas em cada localidade, seja na capacidade de captação de recursos para eventos e na realização de iniciativas para atender os interesses específicos. Porém, cabe à Diretoria-Executiva da SBD Nacional estar atenta e atuante para estimular medidas que permitam o crescimento equânime dos associados e das entidades regionais. Isso traz ganhos para todos, sobretudo por meio do nosso fortalecimento institucional. Passo importante nessa direção acontecerá em 5 de fevereiro, Dia do Dermatologista, quando o atual grupo diretor fará sua primeira reunião com os presidentes das Regionais. Portal da SBD: No contexto da pandemia, ainda há dúvidas sobre a retomada de atividades presenciais. Como a SBD está tratando essa questão? CCAG: Desde o início da pandemia, a SBD disponibilizou uma página no portal SBD com informações relevantes sobre a Covid-19. Nela, o associado encontra documentos e orientações sobre essa doença, os cuidados com o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), as possibilidades de atuação por meio da telemedicina e os critérios de segurança para funcionamento de clínicas e consultórios, entre outros pontos. Esse espaço continuará a ser alimentado e, certamente, abrigará qualquer mudança nas orientações das autoridades sanitárias, inclusive sobre as atividades presenciais. A SBD tem grande preocupação em municiar seu associado com informações respaldadas em critérios científicos, que lhes tragam a percepção de segurança e de eficácia. Essa tradição continuará a ser honrada.j


ENTREVISTA

A DERMATOSCOPIA NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CÂNCER DA PELE RENATO MARCHIORI BAKOS Médico dermatologista, professor associado da FAMED/UFRGS, chefe do Serviço de Dermatologia/ Hospital de Clínicas de Porto Alegre – HCPA e Coordenador do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD

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os últimos anos, inúmeros estudos têm demonstrado o crescimento na incidência de câncer de pele em todo o mundo. Especificamente no Brasil, segundo a publicação "Estimativa 2020 – Incidência de câncer no Brasil", lançada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) durante comemoração do Dia Mundial do Câncer, em fevereiro de 2020, o país terá 625 mil novos casos da doença a cada ano do triênio 2020-2022, sendo a maioria de pele – mais de 180 mil. Embora esse aumento de casos acenda um alerta entre profissionais da saúde, é importante ressaltar um índice maior de indivíduos com diagnóstico precoce da doença. E a dermatoscopia é o método não invasivo que melhor auxilia na avaliação das lesões pigmentadas da pele. "A dermatoscopia é fundamental na avaliação de pacientes com lesões com suspeita de neoplasias cutâneas melanocíticas

e não melanocíticas e no segmento de tumores benignos que façam diagnóstico diferencial com elas, minimizando o índice de biópsias desnecessárias. A técnica permite a visualização de componentes estruturais, vasos sanguíneos e distribuição de pigmento na epiderme, na derme papilar e reticular, criando, consequentemente, um novo mundo morfológico. Isto permite estabelecer uma correlação clínico-histológica in vivo capaz de aumentar a acurácia diagnóstica dos tumores avaliados", explica Renato Marchiori Bakos, professor associado da FAMED/UFRGS, chefe do Serviço de Dermatologia/HCPA e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e especialista no tema. A seguir, o médico comenta sobre a importância da dermatoscopia para a avaliação de lesões da pele e como o treinamento de médicos dermatologistas na técnica é fundamental para um diagnóstico mais preciso.

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ENTREVISTA JSBD - Como a dermatoscopia pode auxiliar na relação com o dermatopatologista quando avaliando casos potencialmente oncológicos? Renato Marchiori Bakos - Deve ser rotina o contato próximo do dermatologista com o patologista. Pela correlação que os achados dermatoscópicos possuem com os histopatológicos, a descrição adequada de estruturas dermatoscópicas pode ser extremamente útil para o dermatopatologista. Há inúmeros casos em que a impressão clínico-dermatoscópica pode ser determinante para a interpretação histológica. Além disso, a dermatoscopia também pode guiar um sítio mais representativo para uma biópsia incisional, quando indicada. JSBD - Além do câncer de pele, quais são outras indicações significativas do método? RMB - As indicações de uso da dermatoscopia têm crescido. Inúmeras publicações apontam seu benefício na prática dermatológico na detecção ou auxílio diagnóstico de um número significativo de sinais e sintomas na dermatologia. Em especial, podemos destacar as doenças infecciosas, as infestações e as doenças inflamatórias, assim como a avaliação de unhas e doenças de couro cabeludo e em áreas anatômicas especiais. Como já foi escrito em editoriais, o dermatoscópio pode ser considerado o estetoscópio do dermatologista, praticamente. E não somente pode como deve ser utilizado de forma constante na prática clínica, cirúrgica e cosmiátrica. JSBD - Todo médico dermatologista pode realizar o exame em seu paciente ou é preciso algum curso ou especialização para tal? RMB - Sem dúvida, todo dermatologista que recebeu treinamento em dermatoscopia deve realizar o procedimento. Existe natural curva de aprendizado. Isso ocorre no aprimoramento de qualquer técnica diagnóstica. Além do treinamento nos Serviços Credenciados, a participação em cursos e outras atividades paralelas também é importante. Possivelmente, o mais significativo seja a insistência em treinar o método no dia a dia, avaliando todo tipo de lesão, com isso, desenvolvendo uma lógica na observação das estruturas e padrões dermatoscópicos. Obviamente, sempre correlacionando os achados práticos com a teoria. JSBD - Quais equipamentos o médico dermatologista precisa para realizar a dermatoscopia no seu consultório?

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RMB - Essa resposta depende muito dos objetivos do profissional e o grau de investimento que pretende aplicar na dermatoscopia. Hoje em dia, há uma variedade de aparelhos portáteis acessíveis e extremamente eficazes para o diagnóstico dermatoscópico da prática diária. Inclusive, eles podem ser acoplados em telefones celulares e câmeras digitais, permitindo a realização da dermatoscopia digital e, consequentemente, a captura e armazenamento de imagens. Dessa forma, um dermatoscópio portátil e um adaptador para câmeras e celulares são suficientes para a maioria das situações. Para aqueles que pretendem realizar exames mais complexos com dermatoscopia (como o mapeamento corporal de nevos), esses aparelhos também podem ser suficientes. Entretanto, os videodermatoscópios digitais agilizam e facilitam a realização desses exames. JSBD - Qual a influência que a inteligência artificial poderá ter na avaliação dermatoscópica? RMB - Estudos recentes têm demonstrado que os sistemas de inteligência artificial têm uma alta capacidade de classificar as imagens dermatoscópicas de forma acurada, muitas vezes superior à classificação humana isolada. Achados similares são observados em quase todas as áreas médicas que realizam diagnóstico por imagem. É muito possível que os algoritmos de inteligência artificial em dermatoscopia se tornem grandes aliados dos dermatologistas nesse provável aumento da acurácia diagnóstica das neoplasias de pele. É importante ressaltar que muitos diagnósticos são formulados por meio de uma boa entrevista médica, um exame geral da pele (no qual as lesões potencialmente suspeitas são detectadas), por uma inspeção ectoscópica adequada (com palpação das lesões) e também pela impressão clínica da imagem dermatoscópica. Essas prerrogativas aliadas a algoritmos de AI abastecidos por incontáveis imagens dermatoscópicas em sua memória, possivelmente irão beneficiar os pacientes. JSBD - Mais algum comentário que julgue importante para os associados sobre esse assunto? RMB - Como um entusiasta da dermatoscopia, diria a todos os associados que ainda não estão familiarizados com a técnica que não tenham receio em procurar treinamento e que a apliquem em sua prática clínica. Para aqueles que já a utilizam, é sempre uma satisfação aprender com casos inusitados e trocar experiências e conhecimentos. j


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ENTREVISTA

NOVO PRESIDENTE DA SBD REITERA COMPROMISSOS DA GESTÃO 2021-2022 COM OS ESPECIALISTAS E A POPULAÇÃO

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consolidação e ampliação das ações visando à atualização científica dos associados é uma das metas que será empreendida pela nova gestão da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), no biênio 2021-2022. Em entrevista ao portal da SBD, Mauro Enokihara, novo presidente da entidade, apresentou algumas de suas preocupações e objetivos para o período, que se desenvolverá sob o slogan “Dermatologia de todos, e para todos”. Ele salientou que para avançar em seus projetos a diretoria da Gestão 2021-2022 – em conjunto com a equipe de colaboradores da SBD – já iniciou o planejamento do trabalho para atender às principais demandas dos associados. De acordo o presidente, além de promover capacitação técnica de alta qualidade, também estão entre as prioridades ações de defesa profissional e de projeção da imagem institucional no debate público sobre temas de relevância para a dermatologia, a medicina e os pacientes. Confira, abaixo, uma rápida entrevista com Mauro Enokihara:

Portal SBD – Como o senhor vê o desafio presidir a SBD? Mauro Enokihara - No primeiro encontro com a atual equipe, eu apresentei uma imagem que julgo ser representativa: um campo vasto e verde, cortado por um caminho de pedras, que tem como destino uma alta montanha. Esse é o desenho da nossa atual conjuntura. Nos próximos meses, sabemos que haverá inúmeros desafios 16 | JSBD Volume 24 l N. 6 - 2020

Mauro Enokihara Presidente da SBD Gestão 2021-2022

ao longo da estrada. Nesse contexto, se realmente quisermos alcançar novos patamares – chegando ao topo das montanhas –, precisamos estabelecer nossas metas. Nesse sentido, nosso objetivo maior será servir ao associado da SBD. Da mesma maneira que as diretorias anteriores fizeram um ótimo trabalho, sendo que eu como associado usufrui disso, nosso intuito é atender às demandas dos dermatologistas.


ENTREVISTA

NOSSO OBJETIVO MAIOR SERÁ SERVIR AO ASSOCIADO DA SBD Portal SBD – No contexto da pandemia de Covid-19, como será a atuação da SBD? ME - Devido ao novo coronavírus, nós tivemos um 2020 extremamente difícil. Mas, nesse cenário de incerteza, que permanecerá pelo menos em curto prazo, houve também oportunidades de aprendizado. Inovamos no modo de promover atividades da SBD e de estabelecer contato com os associados. Com base nessa experiência, já estamos trabalhando para montar uma ampla programação científica, com cursos e eventos. Neste momento, é ainda mais importante elaborarmos planos para superar as indefinições impostas pela Covid-19. Mas uma coisa é certa: em 2021, vamos trabalhar com afinco para que a SBD reforce seus projetos de educação continuada e de apoio ao aprimoramento profissional dos dermatologistas brasileiros, dando atenção aos associados de cada uma de nossas Regionais. Queremos consolidar as boas iniciativas já oferecidas e aperfeiçoar o que precisa ser melhorado. Portal SBD – Como a SBD pretende trabalhar no campo da defesa profissional? ME - Nos últimos anos, diferentes especialidades médicas – sobretudo a dermatologia – têm vivenciado sucessivos ataques às suas competências. São ações promovidas por entidades e indivíduos de outras categorias profissionais. Contra esse movimento, a SBD já tem buscado abrigo na Justiça, com uma série de ações onde essa postura tem alvo de questionamento. Sabemos que esse é um processo longo, com amplo direito a recursos, mas acreditamos que temos argumentos sólidos o suficiente para contrapor essas irregularidades. Também temos buscado sensibilizar parlamentares em favor dessa causa, assim como recebido o apoio de instituições representativas da classe médica, como o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB). Essas iniciativas que já acontecem vão ser consolidadas. O último presidente da SBD, Sérgio Palma, juntamente com sua diretoria, encampou esse trabalho de defesa profissional de modo incansável e esse é um compromisso que não será abandonado.

Portal SBD – De que modo a dermatologia brasileira, por meio da SBD, pode contribuir com a formulação de políticas públicas de saúde? ME - Costumamos caracterizar a dermatologia como uma especialidade complexa e completa. É a única que engloba mais de três mil doenças, que necessitam de tratamento – clínico ou cirúrgico –, envolvendo uma gama imensa de procedimentos. Além disso, temos também a dermatologia sanitária, que se ocupam das chamadas doenças negligenciadas. Esse é um ponto que precisa ser valorizado. A hanseníase ainda é um exemplo de problema grave e atualíssimo. No passado, sonhávamos que haveria maior controle dessa doença do Brasil, no início dos anos 2000. Já se passaram duas décadas e hoje o nosso País ainda é o segundo no mundo em número de casos. Outro exemplo são as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), que têm diversas manifestações cutâneas e vêm se disseminando, especialmente entre os mais jovens. Outro tópico relevante em termos de saúde pública é o cuidado inerente para cada tipo de pele, especialmente no Brasil, onde a miscigenação é uma realidade inegável. Há doenças que são próprias de cada cor ou etnia. Quando identificamos a dermatologia como especialidade completa é por que está atenta a todos esses fatores, além de muitos outros, como as ações nos campos cirúrgico e cosmiátrico. Efetivamente, ela engloba a assistência que cobre pessoas das classes menos favorecidas até as mais abastadas. Por isso, nossos compromissos e metas podem ser consolidados na frase escolhida para nortear a atual gestão em suas ações: “Dermatologia de todos, e para todos”. Portal SBD - Qual sua mensagem para os associados da SBD? ME - Muitos já me conhecem, em função da minha trajetória. Seja pela atuação no campo clínico, seja na vida associativa. Diante disto, quero reiterar a cada associado da SBD a total seriedade com a qual encaro essa oportunidade de gerir nossa entidade nos próximos dois anos. Para tanto, podem contar com o melhor de nossos esforços – meus e de todos os membros da diretoria – para oferecer aos especialistas uma gestão inovadora, permeada por valores éticos, trabalho árduo e que buscará sempre atender a cada um da melhor maneira, mesmo que para isso muitas vezes seja preciso tornar o impossível possível. j

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ATUALIZAÇÃO CIENTÍFICA

O PAPEL DA OCITOCINA PARA A SAÚDE DA PELE

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a medicina, é comum encontrar um estudo de uma determinada área que, posteriormente, tenha reflexos em outras especialidades. E esse é o caso da ocitocina. Normalmente associado aos sentimentos de bem-estar e felicidade, na saúde o hormônio tem seus efeitos reconhecidos na contração uterina, ejeção de leite, prazer sexual e reduções do estresse e da ansiedade. Porém, mais recentemente, estão surgindo estudos relacionando a ocitocina à diminuição do envelhecimento e cicatrização da pele, e nos tratamentos do autismo e da dor crônica. “Estudos recentes demonstraram que a ocitocina apresenta efeitos antienvelhecimento sobre o fibroblasto e indicam que esta pode ser utilizada como agente no tratamento do envelhecimento cutâneo. Outros estudos demonstraram que o hormônio apresenta efeito anti-inflamatório e ação cicatrizante com regeneração da microvascularização da pele. Desse modo, verificamos que muitos trabalhos mostram cada vez mais evidências de que a ocitocina tem ação no tratamento do envelhecimento cutâneo, da jovialidade e em diversos campos da medicina”, explica João Carlos Lopes Simão, médico colaborador da Divisão 18 | JSBD Volume 24 l N. 6 - 2020

de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP) e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

FELICIDADE X BELEZA

Uma pessoa feliz é naturalmente mais bonita ao olhar dos outros, certo? Isso acontece porque o cérebro reage positivamente a esse comportamento e aos sinais de felicidade, que funcionam como verdadeiros códigos de comunicação trocados entre os indivíduos. O cérebro interpreta esses códigos e leva as pessoas a sentirem mais atração e a acharem mais bonitos os indivíduos bem-humorados e que transmitem coisas boas. Com isso, é possível afirmar que uma pessoa feliz e sorridente produz ocitocina não apenas para si, mas estimula a produção do hormônio e sensações positivas também em quem está por perto e interagindo positivamente com ela – ou seja, a beleza e o bom-humor são literalmente contagiantes. “Sempre teremos essa percepção quando olhamos casais felizes e casais tristes. Os casais felizes são mais bonitos ou, pelo menos,


ATUALIZAÇÃO CIENTÍFICA assim os percebemos”, pontua João Carlos Simão. Na dermatologia, a ocitocina é muito relacionada à busca pela beleza. Contudo, nesse contexto, ela se apresenta de maneiras diferentes em dois tipos distintos de pacientes: os que querem controlar o tempo e o envelhecimento, buscando procedimentos estéticos com alta frequência para se manterem com aparência mais jovem; e os que não brigam com os sinais do tempo e querem amadurecer com beleza, mas naturalidade – e, por isso, procuram tratamentos para, por exemplo, amenizar manchas, rugas, flacidez. “Envelhecer bem significa manejar o envelhecimento natural com ações preventivas e de tratamento sobre as doenças crônico-degenerativas, e isso engloba manter qualidade de vida com boa atividade física e alimentação correta; construir relacionamentos afetivos e sociais harmômicos; e também realizar procedimentos estéticos para tratamento dos sinais de envelhecimento, mas sem perder naturalidade e sem transformações radicais”, esclarece João Carlos. Para o médico, aceitar o envelhecimento natural não equivale a envelhecer bem. “Com o aumento da expectativa de vida e das variadas possibilidades de prevenção e de tratamento de doenças crônico-degenerativas, uma mulher com idade entre 50 e 60 anos, dependendo do estilo de vida, pode ter a aparência de uma pessoa de 40 anos”, disse. Os homens também têm buscado tratamentos estéticos em consultórios dermatológicos. Esse crescimento, imagina-se, muito tem a ver com a influência das mídias sociais e a disputa por likes na internet. Porém, há uma boa porcentagem que procura tratamentos não por exibição, mas para ter uma boa aparência para competir no mercado de trabalho e também por motivação afetiva. No entanto, é papel do médico, além de sugerir os tratamentos adequados a cada indivíduo, alertar sobre exageros na busca constante pela juventude e identificar pacientes que apresentem distúrbio de imagem (Transtorno Dismórfico Corporal). “Tenho verificado pacientes cada vez mais jovens que querem se submeter a procedimentos estéticos transformadores porque encontram pequenos defeitos em suas fotos nas redes sociais ou porque acham que já estão envelhecendo”, esclarece.

REPOSIÇÃO DE BEM-ESTAR

É sabido que a produção de ocitocina diminui naturalmente com a idade e que é possível fazer a reposição da mesma, especialmente por meio da administração intranasal. Entretanto, o que nem todos sabem é que há formas naturais de aumentar a sua produção e que acarretam também no aumento da produção de outros hormônios e neurotransmissores benéficos. “Uma excelente maneira de obtê-la é por meio dos exercícios físicos regulares. A yoga e a meditação também são boas práticas que vêm ganhando espaço no nosso meio”, diz Simão. As principais substâncias envolvidas na sensação de bem-estar e felicidade são a endorfina, a dopamina, a serotonina e a ocitocina, "mas também são importantes os níveis normais de hormônios tireoidianos, hormônios sexuais, cortisol etc.”, complementa. É importante lembrar, porém, que os níveis de ocitocina mais altos não necessariamente significarão uma pele mais bonita e saudável. A saúde da pele, além da questão hormonal, envolve cuidados como evitar a exposição solar, o tabagismo e a poluição, além de fatores genéticos (envelhecimento intrínseco). Entretanto, quem tem uma vida mais tranquila e a encara de forma mais leve, provavelmente envelhecerá mais devagar, desde que considere todos os outros fatores envolvidos no processo de envelhecimento. j

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COM A PALAVRA

GLAYSSON TASSARA Assessor do Departamento de Cirurgia Micrográfica da SBD

INTERVENÇÕES CIRÚRGICAS X NÃO CIRÚRGICAS PARA CARCINOMA BASOCELULAR

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ara o tratamento do carcinoma basocelular (CBC) o dermatologista deve sempre considerar que o CBC apresenta uma infiltração subclínica que estende além da lesão clínica visível, e que se não tratada, pode promover a recidiva, agressividade e acometimento de planos profundos. O risco de infiltração subclínica e de recidiva do tumor é realizado classificando o CBC entre de baixo X alto risco. É considerado CBC de alto risco: subtipo histológico agressivo (micronodular, esclerodermiforme, infiltrativo e metatípico), lesões de limites imprecisos, tratamento prévio com radioterapia, presença de invasão perineural, recidiva, diâmetro maior do que 2 cm, imunossupressão e localização em algumas regiões especiais. Existe uma máxima para o tratamento do CBC que, se observada e for baseada nos critérios acima, proporcionará o sucesso terapêutico: “a melhor chance de cura do CBC é no primeiro tratamento” (acrescentaria: no primeiro tratamento e/ou na primeira recidiva). Portanto, por se tratar de tumor que apresenta uma infiltração subclínica sem perda de continuidade e que a

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possibilidade de metástase é de 0,028%, a principal indicação para o tratamento é a cirurgia. Serão abordados abaixo os tratamentos cirúrgicos e não cirúrgicos para o CBC, exceto a curetagem e eletrocoagulação e criocirurgia (em função do número de palavras). CIRURGIA CONVENCIONAL A cirurgia convencional trabalha com o princípio da margem cirúrgica. O objetivo é remover a lesão clínica e a sua infiltração subclínica. Para o CBC de baixo risco essa margem cirúrgica deve ser de 4-5 mm, enquanto que para o CBC de alto risco a literatura cita 6 a 15 mm. A taxa de recidiva para CBC de baixo risco tratado com cirurgia convencional é baixa de 3 a 8%. Uma questão importante e esquecida com frequência, é que a verificação da margem (livre ou comprometida) será realizada em menos de 1% da margem, via de regra, e, portanto, com risco de falso negativo. Diante disso, deve ser pensado em reconstrução com fechamento primário ou segunda intenção ou com enxerto de pele.


COM A PALAVRA CIRURGIA MICROGRÁFICA DE MOHS (CMM) A CMM e suas variações trabalham com o princípio da erradicação do tumor e a máxima preservação de tecido sadio, o que é obtido por meio do controle histológico completo da margem, realizado no intra operatório. O que é o ideal para a detecção da infiltração subclínica do CBC. Por isso, apresenta uma taxa de cura superior em comparação com as demais técnicas, em especial para o tratamento do CBC de alto risco. A comparação da taxa de recidiva entre a CMM e a convencional para o tratamento do CBC recidivado mostra 3,9% e 13,5%, respectivamente. Para CBC primário/maior que 2 cm, a taxa de cura para a CMM foi de 4% X cirurgia convencional de 12%. RADIOTERAPIA A taxa de recidiva da radioterapia para o CBC primário é de 8,7%, contudo, como acontece com as demais técnicas, são maiores para os CBC de alto risco (10 a 16%). Alguns pontos a considerar para a escolha da radioterapia são os efeitos adversos (em especial o risco de necrose 2 a 6%), a dificuldade de se tratar um CBC que recidivou após radioterapia (diante da agressividade maior) e dificuldade de realizar a reconstrução, tendo em vista que o tecido submetido a radioterapia inviabiliza a realização de enxerto e retalho. Segundo os critérios da The National Comprehensive Cancer Network (NCCN), a radioterapia está reservada para os pacientes acima de 60 anos com contraindicação para cirurgia ou para os casos de tumores agressivos, com margem comprometida após a realização de CMM ou com invasão perineural com nervos de calibre maior. IMIQUIMODE E TERAPIA FOTODINÂMICA (TFD) O tratamento clínico com o imiquimode tópico e com a TFD são indicados principalmente para o CBC de baixo risco e de tipo histológico superficial, com taxas de cura 77,9 a 80,4% e 86,4%, respectivamente. Para o CBC sólido, a taxa é de 76% para o tratamento com o imiquimode. Para o CBC de risco aumentado, a taxa de cura é ainda menor, e esses tratamentos não devem ser indicados. Ambos os tratamentos apresentam um resultado estético superior as demais técnicas de tratamento. INIBIDORES HEDGEHOG (INIBIDORES HH) O Vismodegib e Sonidegib foram aprovados pelo FDA para o tratamento do CBC localmente avançado (CBC-la) em pacientes que não são bons candidatos para o tratamento cirúrgico ou para a radioterapia. O Vismodegib também foi aprovado para o tratamento do CBC metastático (CBC-m). A nova atualização da NCCN 2020 para CBC recomenda os inibidores Hh para o paciente com CBC tratado com CMM e com margem comprometida ao final do

tratamento e para pacientes com contraindicação para procedimento cirúrgico. Na avaliação final, há de se diferenciar os resultados para a taxa de resposta ao tratamento, taxa de resposta completa, duração média da resposta (indicando ocorrer resistência após algum tempo) e tempo de sobrevida, o que pode gerar confusão se não for considerado. A taxa de resposta (diferente de resposta completa) ao Vismodegib varia de 60,3 a 68,5% para o CBC-la e de 36,9 a 48,5% para o CBC-m. A duração média da resposta foi 26,2 para o CBC-la e 14,8% para o CBC-m. A média de sobrevida foi de 33,4 meses para o CBC-m. Novos estudos abordam a questão do tratamento neoadjuvante com os inibidores Hh, com o objetivo de reduzir o tamanho do tumor, seguido da realização da cirurgia (convencional ou CMM). Os resultados mostraram a redução do diâmetro do defeito cirúrgico. Foram relatados casos de regressão completa do CBC após o tratamento com os inibidores Hh. Contudo, são estudos ainda com N pequeno e com tempo de acompanhamento curto, pois o CBC pode apresentar recidiva tardia. Também, é importante considerar os efeitos adversos, o desenvolvimento de novos carcinomas de células escamosas e o questionamento se os inibidores não predisporiam a permanência de células tumorais descontínuas (o que reduziria a eficácia da CMM, por exemplo), levando a recidiva e de CBC mais agressivo. j

BIBLIOGRAFIA

1. Nehal KS, Bichakjian CK. Update on Keratinocyte Carcinomas. N Engl J Med. 2018;379(4):363–74. 2. Kuiper EM, van den Berge BA, Spoo JR, Kuiper J, Terra JB. Low recurrence rate of head and neck basal cell carcinoma treated with Mohs micrographic surgery: A retrospective study of 1021 cases. Clin Otolaryngol. 2018;43(5):1321–7. 3. Poignet B, Gardrat S, Dendale R, Lemaitre S, Lumbroso-Le Rouic L, Desjardins L, et al. Basal cell carcinomas of the eyelid: Results of an initial surgical management. J Fr Ophtalmol [Internet]. 2019;42(10):1094–9. 4. Morgan FC, Ruiz ES, Karia PS, Besaw RJ, Neel VA, Schmults CD. Factors predictive of recurrence, metastasis, and death from primary basal cell carcinoma 2 cm or larger in diameter. J Am Acad Dermatol [Internet]. 2020;83(3):832–8. 5. Peris K, Fargnoli MC, Garbe C, Kaufmann R, Bastholt L, Seguin NB, et al. Diagnosis and treatment of basal cell carcinoma: European consensus–based interdisciplinary guidelines. Eur J Cancer. 2019;118:10–34. 6. Clinical N, Guidelines P, Guidelines N. NCCN Guidelines Version 1.2019 Panel Members Basal Cell Skin Cancer. Natl Compr Cancer Netw. 2018 JSBD Volume 24

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ESPECIAL COVID-19

ESPECIALIZAÇÃO NA PANDEMIA

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nquanto médicos e demais profissionais da saúde com experiência se uniram para enfrentar a Covid-19 em hospitais públicos e privados, médicos em início de carreira se viram do dia para a noite na linha de frente no enfrentamento da pandemia. Se por um lado a realidade imposta pode ter causado receios sobre o que realmente precisa ser aprendido durante uma residência, por outro é certo de que a expertise adquirida nesse período vai moldar parte da vida profissional de cada um no futuro. A residente Paula Hitomi Sakiyama, do terceiro e último ano de dermatologia do Hospital Santa Casa de Curitiba, está na linha de frente da enfermaria e da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital exclusivo com 110 leitos para o atendimento de pacientes com Covid-19 – residentes de todas as especialidades foram escalados para prestar auxílio no hospital de campanha administrado pela Santa Casa de Curitiba durante a pandemia, exceto os do grupo de risco. Ela conta que auxiliar no atendimento de pacientes com a Covid-19 tem sido um grande desafio, já que além das dúvidas sobre essa nova doença, há também a adversidade de lidar com uma situação inusitada e muito diferente da prática dermatológica. 22 | JSBD Volume 24 l N. 6 - 2020

“Com a convocação, também foi necessário conciliar as atividades da residência com as do combate à pandemia, ambas com alto grau de exigência. Fico feliz em saber que estou contribuindo nesse momento tão difícil para todos. No entanto, é desanimador ver o descaso, a politização e o negacionismo de parte da população e do poder público em relação à pandemia”, pontua. Já Breno Saty Kliemann, residente do primeiro ano da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, tem feito plantões em UTIs no Instituto de Medicina e Cirurgia do Paraná, um antigo hospital reaberto durante a pandemia para atendimento exclusivo de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com Covid-19. O hospital tem 50 leitos de UTI e 60 de enfermaria e, além do estudante, há outros


ESPECIAL COVID-19 nove residentes de dermatologia fazendo plantões nos setores de coronavírus. Profissionais de outras especialidades que também foram convocados para fazer esses plantões. Ao contrário do que poderiam imaginar quando ingressaram no curso de Medicina, a rotina atual de Paula e Breno não previa o contato direto com um vírus com alto poder de transmissão como o coranavírus, tampouco o uso de pijama cirúrgico na entrada de hospitais, aventais para entrar e atender na UTI, máscaras, gorros, luvas, face shields (máscara protetora facial) etc. Entretanto, ambos estão vivenciando uma oportunidade de aprendizado que, na prática, poucos terão a chance. APRENDIZADO IMPACTADO Com o número reduzido de profissionais especializados e habituados ao atendimento de pacientes críticos, como os com experiência em clínica médica, urgência e emergência e medicina intensiva, médicos de todas as especialidades, residentes ou não, foram convidados para atuar na linha de frente do combate à pandemia. Entretanto, entre os residentes, embora estar na linha de frente do enfrentamento à doença possa ser avaliado como um grande aprendizado e desafio, a prática na especialidade escolhida pode sofrer danos. Na dermatologia, como boa parte do aprendizado se dá por meio de atividades ambulatoriais e categorizadas como eletivas, a pandemia acabou “atrapalhando” a residência, já que as recomendações das autoridades sanitárias exigiam redução significativa dos atendimentos e procedimentos neste período, sendo priorizados apenas os casos de maior risco e que exigissem um acompanhamento contínuo – isso sem contar um aumento considerável de faltas nas consultas marcadas. “Acredito que o prejuízo no processo de formação do residente durante a pandemia seja inevitável e exija adaptações para amenizar essa perda. Na minha residência, houve um aumento das discussões e aulas online e a modalidade de atendimento remoto foi iniciada para alguns pacientes com alto risco de exposição. No meu caso, com a ajuda dos preceptores, aproveitei o maior tempo livre para iniciar e dar continuidade aos trabalhos científicos. Além disso, me beneficiei da comodidade dos eventos online para participar de cursos e congressos que foram alterados de presenciais para remotos”, comenta Paula. Para Breno, mesmo com as teleconsultas realizadas com alguns pacientes que demandavam cuidados especiais, como aqueles em uso de imunobiológicos, somadas as aulas teóricas durante o período, não há como substituir o aprendizado prático adquirido no dia a dia de consultas eletivas no ambulatório, ou de procedimentos

eletivos. “Espero que com as vacinas consigamos recuperar esse aprendizado nos próximos anos e reduzir o impacto na formação”, diz. Além disso, como a doença pode acarretar sintomas dermatológicos, os residentes tiveram a oportunidade de usar, em seu cotidiano, alguns conhecimentos aprendidos dentro da dermatologia. “O conhecimento das possíveis manifestações cutâneas associadas à Covid-19 pode auxiliar na identificação precoce da infecção e, consequentemente, na diminuição da sua transmissão”, explica Paula, complementando que “a aprendizagem na medicina é um processo constante e a atuação durante a pandemia reforçou a importância de habilidades essenciais na profissão, como autocontrole, responsabilidade e doação. j

UMA ROTINA PESADA Estar na linha de frente no enfrentamento à Covid-19 tem sido uma rotina entre médicos de todas as especialidades, residentes, ou não. A médica Miriane Garuzi é uma delas. Atuando na UTI adulto do Hospital das Clínicas de Botucatu (FMB /Unesp) como plantonista há cinco anos e como diarista dois, está há dez meses, exclusivamente, na UTI Covid. Ela conta que atender pacientes críticos com o vírus tem sido bastante intenso e desafiador. “O quadro clínico muda muito rapidamente, bem como os protocolos de atendimento, conforme novas descobertas. A taxa de mortalidade é maior que a habitual na UTI, e é necessário lidar muitas vezes com a sensação de impotência. O contato com a família via videochamada ou telefone é diferente também, pois torna o acolhimento menos pessoal e mais difícil, uma vez que estratégias antes usadas, como, por exemplo, o toque, não estão mais disponíveis”, comenta. Ela conta que atender pacientes críticos com o vírus tem sido bastante intenso e desafiador. “O quadro clínico muda muito rapidamente, bem como os protocolos de atendimento, conforme novas descobertas. A taxa de mortalidade é maior que a habitual na UTI, e é necessário lidar muitas vezes com a sensação de impotência. O contato com a família via videochamada ou telefone é diferente também, pois torna o acolhimento menos pessoal e mais difícil, uma vez que estratégias antes usadas, como, por exemplo, o toque, não estão mais disponíveis”, comenta. Para a médica, apesar do desgaste diário ao trabalhar em uma pandemia, com tantos internados e alta taxa de mortalidade (associado a isso, há, ainda, as muitas fake news que impactam diretamente o trabalho) ser muito desgastante, o enfrentamento não trouxe aprendizado apenas para os com pouca experiência. Até mesmo para profissionais como ela, que tem uma carreira como intensivista, o atendimento a esse tipo de paciente tem ensinado ainda mais sobre manejo ventilatório e hemodinâmico, e sedoanalgesia. “Acredito que essa seja uma oportunidade de se desenvolver mais na profissão, tanto em relação aos conhecimentos médicos, quando na questão da relação médico-paciente/médico-família”, determina.

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MÍDIA E SAÚDE

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NOVA TURMA EM JANEIRO

pós o sucesso do inédito Curso de Telemedicina e Responsabilidade Digital, a SBD abre novas vagas gratuitas para essa atividade a partir de janeiro. Voltado para o médico dermatologista, a segunda edição do curso ocorreu de 20 de janeiro até 10 de fevereiro sob a coordenação do médico dermatologista Chao Lung Wen. Durante as aulas, serão apresentados e debatidos conceitos relacionados à telemedicina e sua relação com o atual momento dos atendimentos médicos no Brasil; aspectos sobre regulamentações para teleassistência, teleconsulta, telepropedêutica, entre outros assuntos. No total, o conteúdo programático abrange 14 temas, como ética nas redes sociais; segurança digital e HIPAA; critérios para escolha de plataformas tecnológicas; normas e compliance institucionais em telemedicina e como elaborar TCLE e TCI, que serão ministrados em quatro webinares por meio de plataforma exclusiva nos dias 20/01 (abertura); 27/01 (contextualização); 3/2 (contextualização) e 10/2 (encerramento), sempre das 19h30 às 20h30, totalizando 15 horas de conteúdo científico. O restante da carga programática, correspondente a 11 horas, poderá ser assistida de forma assíncrona de acordo com a disponibilidade do aluno em plataforma exclusiva da SBD. Utilizando metodologia ativa de ensino, o espaço permitirá a resolução de dúvidas dos participantes que serão esclarecidas durante os webinares ao vivo. A intenção é que a iniciativa leve conhecimento sobre a temática – bastante atual nos dias de hoje – para todos os interessados, sabendo que parte do acesso às aulas poderá ser feita a qualquer hora do dia. CERTIFICADOS – Para receber o certificado de conclusão, o aluno deverá acessar todos os conteúdos obrigatórios e ter assistido 75% da carga de atividades programadas 24 | JSBD Volume 24 l N. 6 - 2020

(votadores); além de assistir a um webinar de forma síncrona e a outros dois webinares gravados. O participante também deverá enviar resumo do conteúdo assimilado durante o curso. A iniciativa conta com o patrocínio da Johnson&Johnson.

CONFIRA ABAIXO O TEMÁRIO COMPLETO DO CURSO:

1. Histórico e fundamentos da telemedicina 2. Ética – fotografia digital 3. Ética – redes sociais 4. Segurança digital e HIPAA 5. Segurança: nuvens públicas, nuvens corporativas 6. Ética: porque WhatsApp e telefone não são recursos para teleconsulta? 7. Critérios para escolha de plataformas tecnológicas 8. Certificados digitais, prontuários eletrônicos e prescrição eletrônica 9. Telemedicina: leis, portarias, resoluções e normas técnicas 10. Tipos de serviços assistenciais em telemedicina 11. Telepropedêutica 12. Media training digital em saúde para teleassistência 13. Normas e compliance institucionais em telemedicina e como elaborar TCLE e TCI 14. Pilares da teleconsulta médica


MÍDIA E SAÚDE

SBD LIVE ESTIMULA EDUCAÇÃO MÉDICA CONTINUADA E EDUCAÇÃO EM SAÚDE

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m meio à pandemia de Covid-19, a SBD se reinventou ao criar o projeto SBD Live, um canal de atualização de conteúdo científico e de troca de informações voltado para o associado, por meio de plataforma exclusiva e gratuita. Mas o espaço também pode ser considerado de promoção à saúde, já que algumas apresentações foram abertas no YouTube para população em geral. Com periodicidade semanal, inicialmente as lives abordaram temas sobre a relação entre o novo coronavírus e as manifestações clínicas dermatológicas, diagnóstico,

prescrições e complicações, sempre com a participação de convidados e especialistas no assunto. A seguir, foram apresentados assuntos diversificados e importantes para a prática dermatológica como dermatite atópica, melanoma, rejuvenescimento, proteção solar, entre tantos outros, totalizando 32 edições ao longo de 2020. Durante as apresentações os associados e público puderam enviar questões em tempo real para tornar a participação mais dinâmica. Vale a pena assistir e/ou rever os conteúdos apresentados por especialistas da entidade.

Acesse para assistir ou rever alguns conteúdos!

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OUTROS OLHARES

O IMPACTO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NOS TRATAMENTOS DERMATOLÓGICOS

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orar em um país tropical significa vivenciar, na prática, apenas duas estações do ano, uma com temperatura mais amena, que não chega exatamente a ser fria, e outra mais quente, normalmente caracterizada por altas temperaturas, e que dura a maior parte do ano. No Brasil, especificamente, junta-se ao fato de ser um país quente em sua essência. E o aquecimento global decorrente da intervenção humana é capaz de acarretar temperaturas ainda mais elevadas. Esse calor, não raramente, costuma causar uma série de problemas relacionados à saúde. Não é incomum, por exemplo, as pessoas apresentarem maior cansaço, estresse e problemas respiratórios associados ao clima. Todas essas sensações também podem ser sentidas na pele. Segundo o médico dermatologista Flavio Luz, as mudanças climáticas, especialmente os extremos de temperatura, levam a um aumento de doenças provocadas pelo 26 | JSBD Volume 24 l N. 6 - 2020

calor, como a miliária e a Doença de Grover (dermatose acantolítica transitória). Entretanto, são as mudanças ecológicas decorrentes das mudanças climáticas e também das ações diretas do homem na natureza aquelas capazes de mais afetar a nossa saúde, vide o surgimento recorrente de novos vírus no planeta. Os indivíduos com doenças graves, agravadas ou induzidas pelo sol, como, por exemplo, algumas formas de lúpus eritematoso, o xeroderma pigmentoso e o albinismo, devem ter um controle quase que absoluto do sol. “Nesses indivíduos, é fundamental fazer a reposição da vitamina D. A tecnologia nos ajuda nessa proteção com o desenvolvimento de tecidos com grande proteção ultravioleta e bastante confortáveis de serem utilizadas. E também pela evolução dos filtros solares”, explica.


OUTROS OLHARES

CLIMA X CULTURA

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mbora, como dito anteriormente, o calor tenha uma relação direta com o aumento e agravamento de algumas doenças dermatológicas, é preciso lembrar que algumas mudanças devem partir de cada pessoa. “É preciso avaliar até onde as tais alterações do clima e temperatura têm incidência direta sobre algumas doenças. O ciclo de diminuição da camada de ozônio, que levaria a uma maior intensidade das radiações ultravioleta na superfície da Terra, já está essencialmente controlado pela proibição da emissão dos gases refrigerantes que destroem essa camada. Então, o aumento da incidência do câncer da pele se refere muito mais a aspectos culturais de maior exposição do corpo ao Sol do que de alterações climáticas diretas”, avalia Luz. Além disso, segundo o médico, apesar de boa parte da população já estar consciente no sentido de se proteger do sol nas exposições recreativas, o grande desafio dos dermatologistas é educar as pessoas para proteção do solar no dia a dia. “Roupas de fibras naturais, especialmente de algodão, são altamente eficazes na proteção contra radiação. Roupas especiais também são indicadas em situações extremas, como

esportes aquáticos. Dessa forma, não há necessidade, na maior parte das vezes, de utilização de filtro solar por baixo das roupas, com exceção dos indivíduos que apresentam uma necessidade muito grande de proteção e utilizam roupas de tecidos sintéticos claros e finos”, frisa Flávio. É importante lembrar aos associados de que, com a chegada do verão, o índice ultravioleta na maior parte do Brasil se mantém em níveis muito altos ou extremos, já começando logo cedo, pela manhã. Em cidades ensolaradas, como Rio de Janeiro, e nas regiões Norte e Nordeste, a partir das 8h já se tem um índice ultravioleta bastante elevado e com potencial danoso para a pele. Portanto, além do tratamento habitual prescrito aos pacientes sobre determinada doença, é necessário sempre reiterar que os cuidados de proteção devem ser redobrados neste período, com uso de chapéus com abas largas, óculos escuros com proteção UV, camisa e protetor solar igual ou superior a 30, reaplicando a cada duas horas ou sempre que houver suor ou imersão em água, além de evitar exposição solar entre 9h e 15h. j

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POLITICA E SAÚDE

AÇÕES DA SBD PELO FORTALECIMENTO DA DERMATOLOGIA E NO CUIDADO COM PACIENTES Conheça algumas ações e contribuições da SBD empreendidas pela gestão 2019-2020

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os últimos dois anos, a SBD realizou diferentes ações visando ao fortalecimento da dermatologia, da medicina, e em prol da saúde dos pacientes. O trabalho desenvolvido pela gestão 2019-2020 envolveu o encaminhamento de demandas específicas da área ao Ministério da Saúde, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e 28 | JSBD Volume 24 l N. 6 - 2020

outras instâncias. Foram muitos os diálogos da SBD com governantes que atuam nos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, sempre com o acompanhamento de sua assessoria jurídica nas discussões técnicas. O relatório da gestão 2019-2020 traz em minúcia todas as iniciativas empreendidas. Para se ter uma ideia, até dezembro de 2020 estavam em tramitação 620 procedimentos decorrentes de represen-


POLÍTICA E SAÚDE tações da SBD junto aos Ministérios Públicos e Vigilâncias Sanitárias, além de 260 processos ético-disciplinares, em conselhos de representação profissional. Também tramitavam na Câmara dos Deputados e no Senado Federal cerca de 70 projetos de lei de interesse da dermatologia até o último mês do ano de 2020. Em todos os encontros foram debatidas a importância do ato médico e do ensino de qualidade tanto na graduação quanto na pós-graduação, uma melhor assistência à população brasileira, a revisão de honorários, a atenção à publicidade médica, entre outros assuntos. No Congresso Nacional, a SBD contribuiu com outros debates relevantes, muitos deles interligados com a saúde do paciente e também com o trabalho do médico, como participação em audiência pública relacionada ao câncer de pele para a discussão da criação da Semana de Prevenção e Combate a essa doença, que passaria a integrar o calendário oficial de atividades do governo; audiência pública na Câmara dos Deputados, para debater o exercício ilegal da medicina e os riscos para pacientes ao serem expostos a profissionais sem formação adequada; iniciativas do Instituto Brasil de Medicina (IBDM), organização privada e sem fins lucrativos, criada para subsidiar o legislativo no debate técnico de temas associados ao exercício da medicina; audiência pública na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP), da Câmara dos Deputados na tentativa de mudar a denominação da profissão odontologia para medicina orofacial e do título profissional de cirurgião-dentista para médico orofacial; audiência para apresentar os riscos à população na realização de procedimentos estéticos invasivos por profissionais não médicos; mobilização pela revalidação do diploma em ação conjunta com o Conselho Federal de Medicina (CFM); reunião técnica do Grupo de Trabalho da Tabela SUS, organizado pela Câmara dos Deputados, com sociedades de especialidades médicas para discutir formas de modernização no cálculo e reajuste desse parâmetro para custeio das ações realizadas na rede pública e tantos outros.

Conheça detalhes de todas essas iniciativas no relatório da gestão 2019-2020, no site da SBD.

No Judiciário, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) alertou sobre diferentes situações que colocam em risco a saúde do paciente, por meio de mais de mil denúncias de prática irregular na realização de procedimentos estéticos encaminhadas aos Ministérios Públicos estaduais, às Vigilâncias Sanitárias de estados e municípios e aos conselhos de classe de profissionais da saúde não médicos. Também atuou junto com sua assessoria jurídica em ações judiciais contra resoluções de biomédicos que pleiteavam aplicar substâncias e realizar procedimentos invasivos de natureza estética, como por exemplo a 241/14 do Conselho Federal de Biomedicina (CFBM). Também agiu contra a resolução 198/2019 do Conselho Federal de Odontologia (CFO), que reconheceu a harmonização orofacial como especialidade da odontologia. Atuou contra o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) cuja liminar, em vigor, suspende os efeitos da resolução nº 529/2016 daquela entidade no que diz respeito aos procedimentos: micropuntura (microagrilhamento), laserterapia, depilação a laser, criolipólise, escleroterapia, intradermoterapia/ mesoterapia, prescrição de nutricêuticos/nutricosméticos e peelings. Por fim, está em em tramitação ação judicial movida contra o Conselho Federal de Farmácia (CFF) cuja liminar em vigor suspende os efeitos da resolução CFF nº 669/2018, que reconhecia a saúde estética como área de atuação do farmacêutico. No Executivo, a SBD esteve à frente de dezenas de reuniões e audiências públicas, muitas de forma virtual em decorrência da pandemia de Covid-19, para a garantia do atendimento de qualidade e pela democratização do acesso a exames, procedimentos e medicamentos tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na rede privada. Atuou e participou da revisão das normas para a regularização de cosméticos para o alisamento ou ondulação dos cabelos em reunião promovida pela Anvisa; ofereceu sua contribuição ao divulgar estudo científico sobre o uso de antimaláricos aminoquinolínicos pela dermatologia; empreendeu esforços para ampliar o acesso da população dos planos de saúde aos medicamentos imunobiológicos destinados ao tratamento de doenças de pele, como psoríase, hidradenite supurativa e urticária crônica espontânea; participou da formulação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de hanseníase; trabalhou pela inclusão de terapia imunobiológica subcutânea e endovenosa para o tratamento da psoríase no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), sendo que hoje os biológicos já estão disponíveis no sistema oúbico de saúde. j

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CAMPANHA

DEZEMBRO LARANJA COMPLETA SETE ANOS EM 2020 COM DIVERSAS AÇÕES DIGITAIS

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dia 1º de dezembro marcou o início da Campanha Dezembro Laranja, que completou sete anos em 2020 e, em virtude da pandemia de Covid-19, foi realizada exclusivamente no formato digital em todos os canais da SBD. Sob a coordenação do dermatologista Elimar Gomes, o tema da ação enfatizou que câncer da pele é coisa séria e que a conscientização deve começar desde a infância. Para isso, contou com os embaixadores e influenciadores Maria Clara e JP, que divulgaram o movimento em suas redes sociais e convidaram crianças e adultos para conhecerem de forma descomplicada as formas de prevenção e de tratamento disponíveis. Além das divulgações nas redes sociais direcionadas para a população, a SBD promoveu lives para os médicos sobre casos desafiadores e tratamento no melanoma. Em paralelo, os Serviços Credenciados e Regionais da SBD realizaram algumas ações de atendimento ao público, respeitando os cuidados gerais com a saúde diante da pandemia. No entanto, um fato que chamou a atenção dos especialistas foi a redução de quase 50% na procura por exames na rede pública de saúde e também nos consultórios. De janeiro a setembro de 2020 foram computados 109.525 exames para diagnosticar o câncer da pele. No mesmo período no ano anterior, o fluxo de atendimento foi bem mais expressivo, com a realização de cerca de 210 mil exames. O estado de São Paulo, que em 2019 realizou o maior número de exames, cerca de 80 mil, este ano não chegou aos 35 mil. O fato alerta para necessidade da cir30 | JSBD Volume 24 l N. 6 - 2020

culação ainda mais intensa de informações que ressaltem a importância do diagnóstico precoce, bem como as que envolvam a implementação de medidas fotoprotetoras ao longo de todo o ano de 2021. Saiba mais: Pandemia dificulta diagnóstico precoce de câncer de pele, diz SBD

LIVE COM PAULA TOLLER Ainda em dezembro também foi promovida live com a cantora Paula Toller para conscientizar a população sobre a prevenção do câncer de pele. O show foi transmitido pelo canal do YouTube da entidade e teve grande engajamento do público. Além da cantora, diferentes personalidades participaram do movimento vestindo a cor laranja.


LOCAIS PÚBLICOS ILUMINADOS O Dezembro Laranja foi a inspiração para iluminação especial em diversos monumentos públicos durante o último mês do ano. O Cristo Redentor foi o primeiro a aderir a campanha nacional de prevenção ao câncer da pele da SBD. O Museu de Arte Contemporânea de Niterói, Maracanã, monumento dos Três Marcos, em Goiânia, Forte de Santo Antônio, em São Luís do Maranhão, Santa Casa de Curitiba, CRM-SC, Fiesp, Roda Gigante Rio Star, Câmara dos Deputados, Congresso Nacional, Ministérios e Itamaraty também receberam tons da cor símbolo da campanha. O objetivo da SBD é tornar o movimento ainda mais conhecido pela população, além de informar sobre a doença, formas de tratamento e diagnóstico precoce e correto. Leia mais: Jornal Nacional destaca o alerta dos dermatologistas para a importância do diagnóstico precoce do câncer de pele

VÍDEO PARA CONSCIENTIZAR O Dezembro Laranja 2020 também contou com a divulgação no Youtube de um vídeo protagonizado por crianças e adolescentes que falaram sobre os grupos de risco e como identificar as lesões de pele. Ainda precisamos ter muita atenção aos casos da doença. No Brasil, são registrados 180 mil novos casos por ano, sendo que 30% dos cânceres são malignos. É uma luta permanente da SBD para que o câncer de pele tenha seus números reduzidos. Para isso, contamos com o seu engajamento não só em dezembro ou no verão, mas durante todo o ano. j

Clique para assistir ao vídeo: JSBD Volume 24

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CAMPANHA

JANEIRO ROXO: PELO DIAGNÓSTICO PRECOCE E CONTRA O ESTIGMA, SBD REFORÇA CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE HANSENÍASE

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hanseníase é negligenciada, a sua saúde não! ”. Este é o alerta da campanha lançada neste mês pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em apoio ao chamado Janeiro Roxo, mês dedicado à conscientização sobre 32 | JSBD Volume 24 l N. 6 - 2020

uma doença que, apesar de todos os avanços técnicos e científicos, ainda faz milhares de vítimas todos os anos no País. Além de material publicitário (cards, posts, vídeos), também foi desenvolvido um site sobre o tema.


CAMPANHA CONHEÇA O SITE DO JANEIRO ROXO 2021 Ao longo do mês, os dermatologistas brasileiros, em apoio à tradicional mobilização do Ministério da Saúde, farão circular entre médicos, pacientes e outros profissionais da saúde informações de utilidade pública preparadas por especialistas da SBD. Entre os tópicos abordados estão a descrição de sinais e sintomas da hanseníase e orientações sobre onde buscar diagnóstico e iniciar o tratamento. Tam-

bém será abordada a necessidade de se eliminar o estigma e o preconceito contra as pessoas com a doença. “Situação negligenciada é aquela que é alvo de desatenção, desconsideração, displicência, descaso, indiferença, menosprezo. Infelizmente, apesar da detecção de 30 mil novos casos da doença a cada ano, a hanseníase ainda é considerada assim: uma doença negligenciada”, pontuou o presidente da SBD, Mauro Enokihara.

Segundo ele, ao alertar a população sobre este tema, a entidade pretende assegurar a todos o acesso a informações que ajudem a tirar o Brasil de uma triste posição: o segundo lugar mundial em número de casos de hanseníase, perdendo apenas para a Índia. Todos os anos são diagnosticados, em média, 30 mil novos casos da doença no País. CAMPANHA 2021 – O Janeiro Roxo, iniciativa instituída no Brasil em 2016, tem como data símbolo o último domingo deste mês, quando é celebrado o Dia Mundial de Combate e Prevenção da Hanseníase. Para marcar o período, a SBD planeja também realizar eventos online, divulgar depoimentos de pacientes e celebridades, estimular a iluminação em roxo de espaços públicos e monumentos. Todas as ações visam reforçar o compromisso de prevenir e combater a hanseníase, por meio do diagnóstico e tratamento precoces. Outra preocupação da SBD é com o preconceito. “Combater o estigma é salvar vidas. Por isso, queremos auxiliar a sociedade a compreender essa doença. Desfazer mitos e fazer prevalecer a verdade sobre a hanseníase são as principais formas de ajudar profissionais da área de saúde, familiares, amigos e principalmente aqueles que buscam por tratamento”, ressaltou o vice-presidente, Heitor Gonçalves. Para dar dimensão a esse alerta, a SBD convidou neste ano instituições de referência nacional. Além de representantes das Secretarias de Saúde dos Estados (Conass) e Municípios (Conasems), também foram convidados a encampar esta luta – por meio da iluminação de suas sedes e filiais ou distribuição de conteúdo digital – o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB), a Confederação Nacional de Municípios (CNM), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). TRATAMENTO PRECOCE - A campanha da SBD também chama a atenção para um outro ponto importante: no Brasil, o tratamento para a hanseníase é gratuito e oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os pacientes podem se tratar em casa, com supervisão periódica nas unidades básicas de saúde. De acordo com Sandra Durães, coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD, se trata de uma doença infecciosa que pode levar a incapacidades físicas, mas o tratamento precoce promove a cura. Segundo ela, a hanseníase é transmitida por meio do contato próximo e prolongado com pessoas que tenham a doença e não estejam em tratamento. Por isso, familiares, amigos e colegas de trabalhos de pessoas com Hanseníase também devem ser avaliadas por médicos. “A prevenção consiste no diagnóstico e tratamento precoces, o que ajuda a evitar a transmissão e o consequente surgimento de novos casos”, lembra Sandra Durães. “Precisamos frisar: hanseníase tem cura e quanto antes o tratamento for iniciado, menor o risco de sequelas”, complementou. JSBD Volume 24

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CAMPANHA

SUPERLIVE ORGANIZADA PELA SBD LEVOU AOS MÉDICOS INFORMAÇÃO DE ALTO PADRÃO CIENTÍFICO SOBRE HANSENÍASE Enokihara, estaremos empenhados em dar visibilidade a problemas de saúde, com manifestações dermatológicas, ainda negligenciadas, sempre com o intuito de prover melhores condições de tratamento à população e destacar o papel central dos dermatologistas nesses atendimentos”, disse.

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o Brasil, cerca de 30 mil novos casos de hanseníase são detectados todos os anos. Esse número revela a dimensão do problema de saúde pública que a doença ainda representa. Ciente desse cenário, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) entende que prevenir e combater a hanseníase são desafios que dependem da ação contínua de todos: do poder público, dos pacientes, dermatologistas, médicos de outras especialidades e demais profissionais de saúde”.Com essas palavras, o presidente da SBD, Mauro Enokihara, deu início à superlive organizada pela entidade, nesta sexta-feira (22/1). O evento que durou três horas, de 9h às 12h, é uma das iniciativas organizadas pela entidade como forma de lembrar a passagem do Janeiro Roxo, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da doença. JANEIRO ROXO - Na abertura do evento online, transmitido pelo canal da SBD em rede aberta, Mauro Enokihara destacou ainda a participação ativa dos associados e o empenho da atual diretoria da SBD na construção do Janeiro Roxo, primeira campanha coordenada pelo novo grupo gestor da entidade, que coordenará as ações no período de 2021 a 2022. O conteúdo foi gravado e está disponível no perfil da SBD no YouTube. CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR À LIVE: O vice-presidente da SBD, Heitor de Sá Gonçalves, salientou também que nos próximos dois anos temas da dermatologia sanitária, assim como é o caso da hanseníase, serão enfatizados pela atual gestão. “Capitaneados por Mauro 34 | JSBD Volume 24 l N. 6 - 2020

ESQUEMA TERAPÊUTICO - Sá Gonçalves deu início à série de explanações técnicas e científicas da superlive. Ele abordou o tema “Novos métodos diagnósticos para a hanseníase”. O especialista foi sucedido pelo assessor do Departamento de Hanseníase, Maurício Lisboa Nobre, que discorreu sobre “Evidências da poliquimioterapia (PQT) ”, esquema terapêutico estabelecido como padrão de tratamento no Brasil. A grade de apresentações técnicas contou também com a participação do coordenador do Departamento de Doenças Infecciosas, Egon Daxbacher, falando sobre “Efeitos adversos da PQT”; e das assessoras do Departamento de Hanseníase, Maria Araci Andrade Pontes e Lucia Martins Diniz, discorrendo respectivamente a respeito do “Tratamento com Esquema Uniforme de Multidrogas (UMDT) ” e “Quadro clínico dos Estados reacionais”. ESTADOS REACIONAIS - Na oportunidade, a coordenadora do Departamento de Hanseníase, Sandra Durães, ainda protagonizou a sessão de comentários sobre “Tratamento dos Estados reacionais”. Durante a sua palestra, a especialista também ressaltou o compromisso da SBD de promover eventos com alto padrão científico, elaborados para fornecer aos espectadores as informações mais atualizadas segundo as evidências da literatura médica. Coube à professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Janeiro (UFRJ), Maria Leide Wand del Rey de Oliveira, encerrar as palestras individuais, fornecendo ponderações técnicas sobre os “Prós e contras da quimioprofilaxia”. Ao final das apresentações, os experts da superlive da SBD responderam ainda uma série de questões encaminhadas pelo público, entre elas: baciloscopia no acompanhamento após a alta do paciente; análise de exames diagnósticos após medicação; inclusão de insumos nos protocolos do Ministério da Saúde; tratamento indicado para estados reacionais; entre outras. j


SBD EM BUSCA DE QUALIDADE NA ATENÇÃO AO PACIENTE COM PSORÍASE

Dois importantes documentos para ajudar o dermatologista a acolher, diagnosticar e tratar a pessoa que vive com psoríase estão disponíveis na área restrita do associado!

Gestão 2019/2020

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RECOMENDAÇÃO DE ARTIGOS Nesta seção, os editores das publicações científicas da SBD indicam leituras de trabalhos originais e de atualização. O objetivo é conferir maior alcance e valorização da produção acadêmica realizada por médicos dermatologistas brasileiros.

REVISÃO

Anais Brasileiros de

Dermatologia AZATIOPRINA: USOS EM DERMATOLOGIA AZATHIOPRINE:I TS USES IN DERMATOLOGY https://doi.org/10.1016/j.abd.2020.05.003 Sonia Chavez-Alvareza, Maira Herz-Ruelasa, Alejandra Villarreal-Martineza, Jorge Ocampo-Candiania, Rubicela Garza-Garzab e Minerva Gomez-Floresa Trabalho realizado na Universidade Hospital '' Dr. Jose EleuterioGonzalez '', Nuevo León, México.

RESUMO Esta é uma revisão narrativa da azatioprina. Esse medicamento é imunomodulador e imunossupressor, tendo sido amplamente utilizado em diferentes especialidades médicas para modificar doenças. A azatioprina tem se mostrado útil em várias dermatoses e tem tido sucesso quando usada em indicação off-label para outras doenças dermatológicas. Seu mecanismo de ação é descrito detalhadamente, bem como os cuidados para monitorar níveis adequados em pacientes que o utilizam. Os dermatologistas também devem estar cientes dos possíveis eventos adversos. Em dermatologia, a azatioprina pode ser utilizada em doenças bolhosas e autoimunes e em outros quadros, incluindo prurido intratável, dermatite atópica, fotodermatoses, psoríase e outras. A azatioprina é uma alternativa como agente poupador de esteroides; esta revisão ajuda os dermatologistas a prescrevê-la com segurança para todos os pacientes que possam se beneficiar. © 2020 Sociedade Brasileira de Dermatologia. Publicado por Elsevier España, S.L.U. Este é um artigo Open Access sob uma licença CC BY (http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/) Palavras-chave: Autoimunidade; azatioprina; dermatologia

ABD PUBLICA SUPLEMENTO ONLINE CONTENDO CINCO CONSENSOS Além das publicações médicas, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) produziu importantes documentos para a dermatologia no final de 2020. O suplemento online dos Anais Brasileiros de Dermatologia (ABD) é um deles. Em seu conteúdo, estão cinco consensos a respeito dos seguintes assuntos: diagnóstico e tratamento das úlceras crônicas de perna; uso da isotretinoína oral na dermatologia; tratamento da alopecia areata; tratamento da rosácea; e tratamento de vitiligo. Para leitura basta acessar o site dos ABD 36 | JSBD Volume 24 l N. 6 - 2020


RECOMENDAÇÃO DE ARTIGOS

ARTIGO ORIGINAL

NOVA TÉCNICA DE REJUVENESCIMENTO FACIAL COM ÁCIDO HIALURÔNICO: DELTA V LIFTING NEW FACIAL REJUVENATION TECHNIQUE WITH HYALURONIC ACID: DELTA V LIFTING DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/scd1984-8773.20191131385

Carlos Roberto Antonio, Lívia Arroyo Trídico, Ana Luiza Valle Esteves Trabalho realizado no Pelle Medical Center - São Jose do Rio Preto (SP), Brasil

RESUMO INTRODUÇÃO: O envelhecimento facial ocorre devido à perda de volume facial e à alteração da textura da pele. Os preenchedores de ácido hialurônico são as principais ferramentas não cirúrgicas utilizadas para recuperar a perda de volume, uma vez que, além de preencher, atuam como remodelador cutâneo. OBJETIVO: Descrever uma nova técnica de rejuvenescimento facial com ácido hialurônico: delta V lifting. Por meio dessa técnica, buscamos não apenas preencher áreas com déficit de volume, mas principalmente estimular a regeneração tecidual pela interação entre o ácido hialurônico e o subcutâneo superficial, principal plano de aplicação. MÉTODOS: Estudo observacional retrospectivo que avaliou 200 pacientes tratados com 2ml de ácido hialurônico de concentração 23mg/ml em uma única sessão terapêutica com a técnica delta V lifting.

RESULTADOS: 87% dos pacientes classificaram o resultado como “muita melhora” e 13% como “boa melhora”, segundo a Escala de Melhoria Estética Global. Além disso, todos afirmaram perceber a melhora progressiva do resultado até o momento do retorno em um mês após o procedimento. CONCLUSÕES: A técnica delta V lifting mostrou-se eficaz em trazer resultados estéticos satisfatórios com quantidade mínima de ácido hialurônico. Acredita-se que a interação entre ácido hialurônico e tecido adiposo esteja envolvida na otimização dos resultados. Palavras-chave: Ácido hialurônico; Rejuvenescimento; Técnicas

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EVENTOS

42º DERMATROP TERMINA COM AVANÇOS EM DISCUSSÕES CENTRAIS PARA A SAÚDE PÚBLICA BRASILEIRA “Uma oportunidade única de vislumbrar debates de alta qualidade científica e de central relevância para o país avançar em diferentes temas de saúde pública ainda negligenciados”. Com essas palavras, o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sérgio Palma, definiu o 42º Simpósio de Dermatologia Tropical (Dermatrop) promovido pela entidade, em formato online. O Simpósio – último grande evento organizado pela SBD em 2020 – chegou ao fim no sábado (12/12), deixando nos organizadores a sensação de dever cumprido. “Os cerca de 500 congressistas inscritos nesta edição puderam acompanhar mais uma excelente iniciativa de aperfeiçoamento técnico e terapêutico, focada justamente nas doenças que se alimentam das desigualdades sociais do Brasil”, afirmou Palma. Segundo salientou o especialista, lidar com os desafios oriundos das diferenças econômicas encontradas na população e com as peculiaridades de cada uma das cinco regiões do país também é parte integrante do trabalho clínico diário dos dermatologistas. Palma compôs a Comissão Organizadora do 42º Dermatrop, juntamente com os professores Sinésio Talhari (AM), Heitor de Sá Gonçalves (CE) e Walter Loureiro (PA). PIONEIRO – Criado há 42 anos por médicos pioneiros na área da dermatologia tropical, como René Garrido Ne38 | JSBD Volume 24 l N. 6 - 2020

ves, Sinésio Talhari e Alcidarta Gadelha, o Dermatrop é um dos eventos mais tradicionais da SBD. Ao longo dos anos, a iniciativa mantém seu objetivo central de visibilizar questões relacionadas às dermatologias clínica e sanitária do Brasil, com discussões sempre atualizadas sobre micologia, infectologia, microbiologia, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e outros temas com implicações dermatológicas, que são essenciais no contexto epidemiológico do Brasil. Nesse sentido, conforme pontuou o presidente da SBD, apesar da necessidade de distanciamento social e das limitações impostas pelo novo cornavírus, a entidade não poderia deixar de realizar o 42º Dermatrop e de oferecer aos seus associados uma programação científica de exemplar qualidade, abordando questões amplas e diversas, como habitualmente ocorre nas edições regulares do evento. “A Diretoria e os coordenadores atuaram arduamente para entregar essa edição virtual, que já entrou para a história em função do recorde de inscritos e da abrangência dos debates promovidos. De modo geral, cada atividade contribuiu para aperfeiçoar o trabalho dos dermatologistas de prover saúde, bem-estar e qualidade de vida aos seus pacientes e, certamente, o 42º Dermatop demonstrou o vigor e a potência da dermatologia brasileira nessa área”, finalizou Sérgio Palma. j


EVENTOS

75º CONGRESSO BRASILEIRO DE DERMATOLOGIA: O MOMENTO DO REENCONTRO Após seis anos, encontro volta a ser realizado na capital paulista

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pesar das incertezas trazidas pelo novo coronavírus, a princípio o 75º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia (CSBD 2021), evento mais importante da instituição, ocorrerá entre os dias 4 e 7 setembro de 2021, na cidade de São Paulo. Praticamente finalizada e montada com dedicação, a programação científica aborda todos os assuntos relacionados ao segmento da dermatologia. Seguindo o padrão dos congressos anteriores, ocorrerão uma série de atividades, que englobam cursos teóricos e em vídeo, simpósios, fóruns, reuniões administrativas, sessões especiais e plenárias, totalizando 113 ações científicas (veja detalhes a seguir).

“A grade científica de nosso Congresso procura atender de maneira igualitária todos os dermatologistas, sejam eles jovens ou experientes das mais diferentes áreas da especialidade, quer clínica, cirúrgica, diagnóstica ou terapêutica. A grade está pronta desde 2019 e passará por poucas interferências até o início de 2021. Podemos afirmar que toda dermatologia será contemplada no Congresso”, afirma o presidente Cyro Festa-Neto, adiantando que o encontro terá como novidade uma sala especial de um dia inteiro para apresentação de trabalhos científicos de residentes. “Também no último dia do Congresso será

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EVENTOS resultados que os congressos anteriores conseguiram que são ganho de aprendizado, conteúdo científico à altura de nosso congresso e número expressivo de participantes. Mas mais do que isso, será voltar ao nosso normal para que possamos estar juntos presencialmente, apertarmos nossas mãos e nos abraçarmos novamente”. O último congresso realizado na capital paulista ocorreu em 2015 e a expectativa para o encontro deste ano é grande. Para inscrições e detalhes da programação científica, acesse a página oficial do evento.

Cyro Festa-Neto participa de seu primeiro Congresso de Dermatologia em 1979, na cidade de Poços de Caldas, Minas Gerais

feito um resumo dos temas de maior impacto para os participantes”, disse. Com temas diversificados, o programa do Congresso Brasileiro de Dermatologia busca estimular novos conhecimentos, mas também pesquisadores no país. De acordo com Festa-Neto, a intenção é aliar os temas à prática de consultório, “além de estimular os jovens não apenas à prática diária, mas ao aprendizado e iniciação à ciência. Precisamos de jovens interessados na academia para o desenvolvimento científico de nossa especialidade”, reforça lembrando que a programação contará com forte contribuição de seis palestrantes internacionais que atuam em áreas importantes na dermatologia. Com relação aos temas pré-Congresso, serão ministrados cursos teóricos e práticos de temas relevantes como oncologia cutânea, atualização terapêutica, dermatologia pediátrica, dermatologia cosmiátrica e cirurgia dermatológica, entre outros. Segundo o presidente, a responsabilidade da organização redobra devido à pandemia de Covid-19. O acontecimento fez com o evento que seria realizado no ano anterior, fosse transferido para 2021. “Não podemos afirmar, entretanto, a chance de termos um Congresso presencial, é enorme. A expectativa é grande e provavelmente será um dos primeiros eventos de grande porte que se realizará pós-pandemia. Até lá, já esperamos que todos estejamos vacinados e livres da doença. Se existirem novas normas impostas para eventos presenciais, estas serão cumpridas à risca”, assinala. Ter conseguido alinhar a programação científica em meio à pandemia foi um ponto positivo da organização. No entanto, o presidente ressalta que a esperança de reencontrar todos fisicamente e poder abraçar de novo ganham significado importante. “Gostaríamos alcançar os mesmos 40 | JSBD Volume 24 l N. 6 - 2020

CONVIDADOS INTERNACIONAIS – Ao longo dos meses de trabalho, foram sendo divulgados os nomes dos conferencistas internacionais que iam sendo confirmados. Conheça os palestrantes. TRABALHOS CIENTÍFICOS – O prazo para submissão de trabalhos científicos vai de 30 de março até 15 de maio de 2021. Para enviar um trabalho é necessário que um dos autores já tenha realizado a inscrição no Congresso, nas categorias disponíveis no período. Os temas devem estar de acordo com as seguintes áreas de interesse: Biologia molecular, Cirurgia dermatológica, Cosmiatria, Dermatoses acneiformes, Dermatoses autoimunes, Dermatoses de anexos cutâneos, Dermatoses eczematosas, Dermatoses genéticas, Dermatoses infecciosas, Dermatoses metabólicas, Dermatoses neoplásicas, Dermatoses pápulo-escamosas, Dermatoses por agentes físicos, químicos e mecânicos, Dermatoses psicossomáticas, neurogênicas e psicogênicas, Dermatoses vasculares, Dermatoses vésico-bolhosas, Semiologia e métodos diagnósticos em dermatologia e Outras áreas. O envio deve ser feito apenas de forma online, por meio do site oficial do evento.

PROGRAMA CIENTÍFICO 17 cursos teóricos 6 cursos práticos em vídeo 34 simpósios 29 fóruns 12 reuniões de Departamentos da SBD 4 sessões anatomoclínicas 5 sessões especiais 6 sessões plenárias


DISTRITO FEDERAL A SBD Distrito Federal encerra a gestão biênio 2019/2020 com gratidão a todos que participaram ativamente e enriqueceram a dermatologia da capital federal em meio a uma pandemia que persiste e com a esperança do retorno à normalidade. Em um 2020 atípico, o ex-presidente da Regional Dr. Gilvan Alves foi escolhido para receber o título de dermatologista do ano pela Sociedade Brasileira de Dermatologia do Distrito Federal.

SERVIÇOS CREDENCIADOS HOSPITAL SANTA CASA DE CURITIBA (PR)

HOSPITAL FEDERAL DA LAGOA (RJ)

Nos dias 8 e 9 de dezembro, os médicos residentes Paula Hitomi Sakiyama e Thiago Augusto Ferrari participaram da ação de conscientização do mês Dezembro Laranja sobre o câncer da pele com a palestra educativa para um grupo de colaboradores do Hospital Santa Casa de Curitiba com o tema: “Câncer de pele é coisa séria! Como prevenir?”. O Hospital também foi iluminado com a cor laranja.

O Serviço de Dermatologia realizou no dia 5 de dezembro o mutirão de atendimentos pelo Dezembro Laranja. No total foram 20 casos de câncer da pele biopsiados ou com realização exerese.

FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA UNICAMP (SP) No início de dezembro, a disciplina de dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (SP) promoveu concurso para a produção de vídeos sobre temas relacionados ao câncer de pele entre os alunos da Liga de Dermatologia. A iniciativa, que teve como uma das idealizadoras Andréa Eloy França, fez parte do movimento Dezembro Laranja. Os estudantes elaboraram trabalhos de audiovisual sobre fotoproteção, radiação solar, fototipos de pele, câncer de pele melanoma e não melanoma. Todos os vídeos produzidos estão disponíveis no canal do YouTube da FCM e da disciplina de dermatologia. O vídeo ganhador, sob orientação da dermatologista Elisa Nunes Secamilli, abordou a fotoproteção.

Atendimento – Devido à pandemia de Covid-19, não houve atendimento aos pacientes como em anos anteriores. No entanto, a equipe de dermatologia da Unicamp realizou, nos dias 28/11 e 5/12, um mutirão de cirurgia dermatológica no Hospital Estadual de Sumaré. Entre os pacientes atendidos, estavam casos de câncer de pele. "Com o objetivo de reduzir a demanda causada pela pandemia conseguimos realizar cirurgias em cerca de 50 pacientes. Consideramos essa uma iniciativa possível dentro das ações do Dezembro Laranja", comentou a assistente da disciplina de dermatologia, Thais Buffo.

Clique para assistir.

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SERVIÇOS CREDENCIADOS UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ - UNITAU (SP) Os Serviços de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Taubaté (Unitau) e do Hospital Municipal Universitário de Taubaté comemoraram em dezembro a formatura da 20ª Turma de Residentes. Iniciado em 1999, o Curso de Especialização em Dermatologia foi o pioneiro na região do Vale do Paraíba paulista, numa época em que os Serviços de formação de residentes em dermatologia se concentravam na capital e nas grandes metrópoles regionais. “A dermatologia de Taubaté rapidamente se firmou como um centro de referência no Estado de São Paulo, já tendo formado mais de 40 médicos especialistas em dermatologia, muitos deles hoje professores universitários atuando em diferentes regiões do país”, afirma o chefe do Serviço da Unitau, Samuel Mandelbaum.

As médicas residentes Marina Thereza Fogo Pereira, Juliana Juliana Carvalho Moretto, Carolina Fernandes Pereira e Mariana Patriota Naville no “Dermatologia nas Alturas” em Campos do Jordão

SANTA CASA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP)

Em virtude da pandemia que modificou completamente os atendimentos ambulatoriais, a Campanha de Conscientização e Prevenção do Câncer de Pele 2020 teve ritmo diferente no Serviço de Dermatologia da Santa Casa de São José dos Campos. “O Dezembro Laranja não contou com o dia do exame da pele, que não foi realizado para evitar o risco de aglomerações. Contudo, durante todo o mês de dezembro, as residentes e os preceptores em dermatologia da Santa Casa distribuíram filtros solares aos pacientes do ambulatório e funcionários do hospital, além de folhetos de orientação sobre cuidados com o sol. No total, 1.400 pessoas foram impactadas positivamente pela campanha. É a dermatologia de São José dos Campos cumprindo seu papel social”, assinala o chefe do Serviço, Samuel Mandelbaum.

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