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Jornal da SBD N˚ 3 Maio/Junho

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CapaJornalAno18N3-2014Aprovada.ai

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Maio-Junho 2014

Ano 18 N. 3 Publicação oficial da Sociedade Brasileira de Dermatologia

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SBD organiza fórum mundial de dermatologia durante o XX Cilad Rio Encontro reunirá mais de 25 presidentes de sociedades dermatológicas do mundo para a discussão dos principais tópicos da especialidade


Sumário Sociedade Brasileira de Dermatologia Afiliada à Associação Médica Brasileira www.sbd.org.br Diretoria 2013/2014 Presidente Denise Steiner

20. Capa: Fórum Mundial de Dermatologia: uma reunião que promete ser inesquecível para o segmento brasileiro da especialidade

Vice-presidente Gabriel Gontijo Secretária-geral Leandra D’Orsi Metsavaht Primeira secretária Flávia Addor Segundo secretário Paulo R. Cunha Tesoureira Leninha Valério do Nascimento

Jornal da SBD

Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia dirigida a seus associados e órgãos de imprensa. Publicação bimestral Ano 18 - n.3 - maio-junho- 2014 Coordenador médico do Jornal da SBD Omar Lupi

12. Pró-albino: programa de assistência une Serviços Credenciados de todo o país

14. Dermatologia no Esporte: Onicopatias na prática esportiva

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Conselho editorial Denise Steiner Gabriel Gontijo Leandra D’Orsi Metsavaht Flávia Addor Paulo R. Cunha Leninha Valério do Nascimento Jornalista responsável Erika Drumond - Reg. MT n. 31.383 Redação e edição Erika Drumond Editoração eletrônica Nazareno Nogueira de Souza Contato publicitário Priscila Rudge Simões A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e os textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/17o andar Centro - Rio de Janeiro – RJ CEP: 20090-003 E-mail: imprensa@sbd.org.br Tiragem: 6.000 exemplares Impressão: Sol Gráfica

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Carta do Editor Palavra da Presidente Ouvidoria Obituário: Jacinto Convit Grape SBD O Sistema SBD: a SBD Nacional e suas 24 Regionais Nova etapa da Campanha 100% SBD publica esclarecimentos sobre o uso do protetor solar líquido Dermatologia na política brasileira Gabriel Gontijo é eleito presidente da SBD no biênio 2015/2016 Curso Residentes: 1o módulo Congresso Brasileiro de Dermatolo gia: entrevista Emerson Andrade

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Sexta edição do Teraderm em SP Analogias em Medicina Defesa Profissional TED 2014 - resultado Entrevista especial com o médico e deputado federal Eleuses Paiva 7o Simpósio de Cosmiatria e Laser e Advances in Dermatology Destinos: Lima Bastidores da Dermatologia: especialistas estrangeiros de nascença e brasileiros por adoção ficam divididos na Copa do Mundo Regionais Serviços Credenciados Departamentos Jornal da SBD Ano 18 n.3 ● 1

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Carta do Editor

A hora é agora Prezados amigos,

Omar Lupi Editor do Jornal da SBD

Este é um número especial do nosso jornal, publicado durante a Copa do Mundo de Futebol, que ocorre no Brasil após mais de seis décadas. Temos uma matéria sobre dermatologistas nascidos ou que têm raízes familiares em outros países, mas que torcem pela nossa seleção. Como fica o coração nessa situação? Nada mais interessante e dentro da dimensão humana do que observar como ficamos divididos numa situação desse tipo. Aproveitamos e trazemos um artigo sobre dermatologia ocupacional entre futebolistas, com especial enfoque nas onicopatias. Também prestamos homenagem ao grande dermatologista venezuelano Prof. Jacinto Convit, que dedicou 70 anos de sua vida a nossa especialidade, com grande contribuição no estudo da hanseníase e da tuberculose. Outra matéria resume como está sendo desenvolvido o Programa Pró-albino, criado pela SBD e implementado em todo o país. Um dos maiores incentivadores desse projeto é o presidente eleito da SBD para a gestão 2015/2016, Prof. Gabriel Gontijo, cujo perfil é apresentado a todos os associados nesta edição. Uma entrevista especial feita com o deputado federal Eleuses Paiva e a matéria que destaca a atividade política partidária de alguns dos nossos associados ajudam a dar forma à atuação política da dermatologia brasileira. Nossa matéria de capa e principal ação institucional internacional da SBD nos próximos meses é a rea-

lização do Fórum “Rumos da Dermatologia: a SBD no contexto dos 5 continentes” que ocorrrá durante o XX Congresso Íbero-latino-americano de Dermatologia (Cilad). Presidentes de todas as sociedades dermatológicas mundiais associadas à Ilds (International League of Dermatological Societies) já foram convidados a vir ao Rio de Janeiro discutir os principais tópicos da nossa especialidade e o papel de liderança da SBD nesse contexto. Essa será uma discussão – absolutamente imperdível, aliás – aberta ao público no dia 16 de novembro. Mais de 25 presidentes de sociedades dermatológicas já confirmaram presença, e muitos mais estarão no Brasil para esse debate histórico. Nada similar jamais foi feito nos 102 anos de história de nossa Sociedade, o que mostra bem o caráter empreendedor e visionário da atual gestão da SBD sob o comando de Denise Steiner e Gabriel Gontijo. Toda essa ação auxilia muito o processo de captação do Congresso Mundial de Dermatologia de 2019 para o Brasil, que continua demandando enorme esforço logístico e inclui a presença do Comitê Organizador em todos os congressos latino-americanos e mundiais de peso. Veja mais detalhes na nossa webpage www. wcdrio2019.org e acompanhe cada detalhes desse processo, que incluiu coquetel recentemente oferecido pela SBD em Santiago do Chile, durante o Radla. ■

Bolsa Fide 2014: inscrições abertas

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e 11 de julho a 11 de agosto estão abertas as inscrições para a Bolsa Fide (Foundation for International Dermatological Education), órgão ligado à International Society of Dermatology (ICD), que premiará dois jovens dermatologistas com viagem, bolsa de 2.500 dólares, inscrição e um curso gratuito no 73 nd Meeting da Academia Americana de Dermatologia, em março, em São Francisco, Califórnia. Os requisitos para se candidatar são: ter menos de 40 anos de idade e concluído a residência ou especialização médica há menos de três anos; ter fluência na língua inglesa; ser aprovado no Exame de Título de Especialista em Dermatologia da SBD (TED); e apresentar no mínimo um trabalho publicado na área de dermatologia tropical ou cirurgia derma-

tológica em revista científica entre 2010 e 2014 como autor ou coautor ou ter inscrito trabalho na área de dermatologia tropical ou cirurgia dermatológica no Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia do ano de 2014 como autor principal, que deverá ser divulgado no referido congresso sob a forma de apresentação oral ou pôster. A documentação encaminhada pelos inscritos, incluindo os currículos, será analisada pela representante e diretora da Fide, Regina Casz Schechtman, e pela Comissão Científica da SBD 2014. O resultado será comunicado no dia 10 de setembro, e os ganhadores serão informados por e-mail. Mais detalhes sobre o regulamento e o processo seletivo podem ser obtidos no site da SBD (www.sbd.org.br). ■

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Palavra da Presidente

O percurso que se transformou em referência mundial Caros dermatologistas, A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) segue sua trajetória, caminhando a passos largos, acumulando experiências e ampliando seus horizontes para fazer frente a novos desafios. Estamos especialmente integrados no cenário político nacional, com atuação marcante na Associação Médica Brasileira (AMB), no Conselho Federal de Medicina (CFM), assim como nos governos municipais, estaduais e federal. Prova disso foi a marcante presença do deputado federal Eleuses Paiva no 6o Teraderm, realizado no começo de junho, em São Paulo. Na oportunidade, Eleuses, que também é médico, deu um depoimento contundente sobre a situação das especialidades no Brasil. Em maio deste ano, durante a Reunião Anual dos Dermatologistas da América Latina (Radla), participamos de um meeting com presidentes das sociedades latino-americanas de dermatologia para discutir os caminhos da especialidade no continente americano. Foram postos em pauta assuntos variados, com ênfase nos desafios do mercado de trabalho dos diversos países participantes, e apresentadas algumas soluções, como a formação de cooperativas, mostrando que a união dentro da especialidade é um dos fatores mais importantes para o sucesso das ações. A SBD também inovou no formato do 7o Simpósio de Cosmiatria e Laser e do inédito Advances in Dermatology 2014, ao convidar colegas estrangeiros que trouxeram suas experiências e mostraram seus trabalhos

sociais voltados para a população em geral. Um exemplo foi a palestra sobre as doenças dermatológicas negligenciadas, ministrada por Aldo Morrone (Itália). Nossa integração com grandes nomes da dermatologia e nossa participação internacional têm sido cada vez maiores. Por fim, pretendemos coroar essas relações internacionais com o encontro “Rumos da Dermatologia: a SBD no contexto dos 5 continentes” (The routes of dermatology: the Brazilian Society of Dermatology – SBD in the context of the 5 continents), a ocorrer em novembro, no Rio de Janeiro, durante o XX Congresso do Colégio Ibero-latino-americano de Dermatologia (Cilad). Pela primeira vez em sua história, a SBD é anfitriã de uma reunião que vai unir presidentes de várias sociedades internacionais de dermatologia para a discussão de aspectos de defesa profissional, campo de trabalho, áreas de atuação, tabela de honorários, diferença de outras especialidades e dificuldades em relação às políticas governamentais. Haverá debate durante todo o dia com a intenção de aprofundar temas que fazem parte do nosso futuro. Fazer face à nova realidade é desafio significativo, como tantos outros que temos enfrentado nos últimos tempos. Tão importante quanto compreender a magnitude desse panorama é ter a clareza de que estamos trabalhando há muito tempo em defesa da nossa especialidade e construindo os próximos anos para colocar, continuamente, a dermatologia brasileira no cenário dos acontecimentos globais. Obrigada a todos. ■

Denise Steiner Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) (2013/2014)

Prêmio Rima tem continuidade em 2014 O Prêmio Rima em Excelência na Atualização Científica Internacional vai premiar no fim do ano os usuários mais assíduos da base com medalhas de ouro e prata, além de 10 pontos na Comissão Nacional de Acreditação (CNA). Para

participar, basta o usuário entrar com o seu login e senha para ter acesso à leitura de 2.400 revistas estrangeiras de diversas áreas. ■

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Ouvidoria Maria Helena Sandoval Ouvidora da SBD CRM 3238/ES RQE 1752 Vice-Presidente da SBD-ES

Prezados colegas dermatologistas, O processo eleitoral do final de abril deu a vitória à chapa 1, dos Drs. Gabriel Gontijo e Jaime de Oliveira Filho. Foi um pleito vigoroso e disputado, no qual a SBD mostrou sua força e a energia dos seus componentes. Agora essa energia deve continuar nas ações de defesa do dermatologista e na condução dos temas que têm preocupado a comunidade dermatológica. Um deles é o andamento da resolução 2.056/13 – Regras mínimas para serviços de assistência médica. Essa norma tem gerado preocupação nos dermatologistas e vem sendo acompanhada pela SBD que, após contato com diretor do Departamento de Fiscalização do Conselho Federal de Medicina (CFM) e responsável pela a Resolução n. 2.056/13, Dr. Emmanuel Fortes, providenciou novo documento com a especificação detalhada dos tipos de procedimentos dermatológicos. Nosso pleito de uma redação mais adequada à prática dermatológica deverá ser apresentado na próxima plenária, em julho, quando poderemos ter nossas reivindicações atendidas. As alterações são relacionadas com exigências diferentes para procedimentos sem anestesia ou com anestesia leve. Faço destaque especial para a realização do I Módulo do Curso de Educação Médica Continuada em Dermatologia para Residentes e Especializandos da SBD, no dia 14 de junho, em São Paulo. O encontro teve presença expressiva de residentes de várias regiões do país e abordou temas de dermatologia clínica. Trata-se de curso com módulos mensais para residentes inscritos na SBD como “associado aspirante”. A grande importância desse evento é a criação de uma via direta de comunicação

com os residentes para transmissão de conhecimentos, valores e princípios da nossa Sociedade. Volto a falar do Fórum “Os rumos da dermatologia no Brasil, reflexões, desafios, perspectivas e recomendações”, ocorrido no dia 5 de abril, em São Paulo. Seu relatório final foi publicado na última semana de junho e recomendo que todos os associados tomem conhecimento detalhado da nota publicada no site da SBD, no dia 26 de junho. Esse trabalho é pioneiro na SBD e estabeleceu o nosso posicionamento estratégico em face das ameaças e oportunidades, forças e fraquezas da nossa especialidade. Ao final, foi elaborado um mapa das responsabilidades de toda a comunidade dermatológica e geradas recomendações para: 1. acadêmicos de medicina; 2. residentes; 3. chefes de Serviços Credenciados; 4. presidentes das Regionais; 5. associados já inseridos no mercado de trabalho; e 6. a SBD e o futuro da especialidade no Brasil. Além disso, o documento inclui importantes informações originadas na AMB e no CFM. Na continuidade desse Fórum, é imprescindível a participação de cada dermatologista conhecendo o seu papel e agindo de acordo com as recomendações emitidas pelo relatório final. Finalizo destacando que na reunião do XX Cilad de 15 a 18 de novembro será realizado fórum inédito com presidentes das 24 sociedades dermatológicas do mundo, em que serão debatidos os temas de interesse comum no âmbito internacional e com ganhos para a dermatologia brasileira. Um grande abraço para todos. ■

TED 2014 registra 392 aprovados

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rganizada pela Fundep, em abril, a 48a edição do Exame para Obtenção do Título de Especialista em Dermatologia (TED), em convênio com a SBD e a Associação Médica Brasileira (AMB), contabilizou número recorde de inscrições, cerca de 800 pessoas. Do total dos 785 candidatos que fizeram o TED 2014, foram aprovados 392 (49,93%), 241 deles residentes dos Serviços Credenciados da SBD. Segundo a presidente da Comissão do TED, Lia Candida Miranda de Castro (GO), o número de não associados aprovados também foi inédito. O índice de aprovação entre os 435 inscritos foi de 24,45%. “Queremos ressaltar aqui a importância da crescente participação dos residentes dos Serviços Credenciados, bem

como sua aprovação, também cada vez maior. Isso nos orgulha e reforça que o trabalho desenvolvido pelos preceptores dos Serviços tem sido completo, abrangente e fundamental na formação adequada dos futuros dermatologistas”, observou Lia Candida, lembrando que houve abertura da prova para recursos antecipados antes da divulgação dos resultados. Atendendo a uma das principais reivindicações dos associados, foi aprovada no Conselho Deliberativo e na Assembleia Geral a implementação da Prova Prática Oral a partir de 2015. Veja a lista dos aprovados e o gabarito final no site da SBD (www.sbd.org.br). ■

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Obituário

Uma lenda da dermatologia Faleceu, aos 100 anos, Jacinto Convit, um dos grandes nomes da saúde pública da Venezuela, que dedicou cerca de 70 anos de sua vida à pesquisa e ao trabalho constante para tornar a medicina, mais do que um ramo do conhecimento humano, mas em uma forma de dignificar a vida de pessoas que sofrem com a hanseníase

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raduado em 1938 como doutor em ciências médicas na Universidade da Venezuela, o médico Francisco Convit y Martí, morreu no dia 12 de maio, em Caracas. O trabalho de Convit, que dedicou a vida aos estudos de doenças como leishmaniose e mal de Chagas, levou a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) a declará-lo “herói da saúde pública” em 2002. Quinze anos antes, o médico recebeu o Prêmio Príncipe das Astúrias por sua contribuição para o conhecimento de doenças infecciosas e parasitárias, especialmente a imunopatologia da hanseníase, combatendo também o preconceito acerca dessa doença. Em 1944, recebeu bolsa de estudos do Instituto de Interamerican Affaire para investigar a dermatologia e o câncer da pele na Universidade de Columbia, EUA, sob a direção do professor George Mckee. Ao retornar à Venezuela, começou seu trabalho como médico dermatologista no Hospital Vargas, em Caracas, e depois como professor no Departamento de Dermatologia Professor Leopoldo Iragorry Briceño. Em 1950, foi nomeado chefe de Dermatologia Clínica. Também fez carreira administrativa na Divisão de Dermatologia Sanitária do Ministério da Saúde da Venezuela e em 1962 ingressou na Universidade de Stanford para trabalhar com imunologia de doenças tropicais. Mais adiante, em 1967, sob sua direção, criou o programa da Clínica Dermatológica da Escola de Medicina “José María Vargas”, assim como a pós-graduação em microbiologia médica. Seus estudos de investigação e de saúde pública levaram à criação, em 1972, do Instituto Nacional de Dermatologia da Venezuela, que se transformou em Instituto Universitário da Universidade Central, mais adiante em Centro Internacional da Organização Mundial da Saúde, e posteriormente em Instituto de Biomedicina. Na hanseníase, sua pesquisa compromissada o levou a buscar resposta imunitária de doentes, por meio de estudos epidemiológicos histológico e imunológico, contribuindo com provas de diagnóstico intradérmicas, sorológica e terapêutica.

A leishmaniose foi estabelecida como outra área de estudo de Convit, que buscou incessantemente respostas para seu melhor entendimento. Além de descobrir o primeiro paciente com leishmaniose difusa na Venezuela, demonstrou que não são diferentes parasitas que a provocam, mas sim variantes, e deficiências imunológicas de pacientes que não reconhecem o in vivo ou in vitro do parasita. A partir daí, surgem numerosos estudos e pesquisas. Criou um espectro de resposta clínica, imunológica e terapêutica; criou o espectro mucoso e gerenciou as semelhanças entre a leishmaniose e a hanseníase, tanto clínica quanto imunologicamente, e suas implicações terapêuticas. Trabalhou arduamente em modelos de prevenção da hanseníase como leishmaniose, e estudos afins têm tido continuidade em diferentes regiões do mundo, assim como suas projeções epidemiológicas. O cientista tentou nos anos 80 uma combinação da BCG (vacina da tuberculose) com a Mycobacterium leprae (bacilo de Hansen) para o tratamento da hanseníase, com eficácia variável, não sendo melhor do que o uso isolado da BCG – que aumenta a resistência do paciente e tem validade no tratamento da doença. Os esforços para criar uma vacina eficaz contra a hanseníase ainda estão em andamento em todo o mundo. Convit ainda fundou o Instituto de Biomedicina da Venezuela e lecionou, durante anos, nas universidades de Columbia, de Miami, Case Western Reserve e Stanford, todas nos Estados Unidos. Membro fundador do Colégio Íbero-latino-americano de Dermatologia (Cilad) e presidente da Sociedade Venezuelana de Dermatologia e Venereologia, em 1948, o médico centenário publicou mais de 300 estudos científicos, o mais recente, em 2013, e trabalhava no desenvolvimento de uma vacina contra o câncer. Prêmio Nobel de Medicina – Em 2013, o parlamento venezuelano aprovou por unanimidade um projeto de reconhecimento do seu trabalho no centenário do seu nascimento. ■ Jornal da SBD Ano 18 n.3 ● 5

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Educação em Saúde

Grape-SBD se engaja em novos projetos comunitários em São Paulo

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coordenadora do Grape-SBD nas Redes Sociais, Vânia Lucia Siervi Manso, proferiu importante palestra no XIX Encontro das Associações de Famílias de Rotarianos (Asfars), Casas da Amizade e Afri-Distrito 4420-Buffet Colonial (SP) no dia 13 de março, data em que mulheres solidárias às causas do Rotary se reúnem para celebrar seus projetos e belas iniciativas em prol da comunidade. Na ocasião, a médica proferiu a palestra “Envelhecimento cutâneo, causas, prevenção e tratamento pela perspectiva da educação em saúde”, valorizando a importância da dermatologia como ciência de estudo de todos os aspectos relacionados à pele, bem como do médico dermatologista, especialista que detém a formação mais adequada de conhecimento desses aspectos, sendo a Sociedade Brasileira de Dermatologia

(SBD) a associação científica oficial que os representa. “Consegui alcançar meu objetivo de conscientizar os convidados ali presentes da necessidade de compreender a fisiopatologia, anatomia, ação intrínseca (genética-encurtamento do telômero e familiar/raças e extrínseca (meio ambiente) do processo do envelhecimento cutâneo. Com isso, conseguiram entender os motivos que nós, dermatologistas, reforçamos em cada consulta sobre as medidas de prevenção, principalmente relacionadas à RUV A e B para evitar o aparecimento do câncer da pele. Além disso houve explanação bem dinâmica das opções terapêuticas, como cosmecêuticos com ativos específicos para cada região do corpo, peeling, toxina botulínica, preenchimento, LIP, laser e outras tecnologias (por exemplo, radiofrequência, ultrassom focado)”, declarou Vânia Lucia Siervi Manso. ■

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Sistema SBD

O Sistema SBD: a SBD Nacional e suas 24 Regionais União, respeito e responsabilidade: os argumentos e a resposta da SBD Nacional

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hamamos de “Sistema SBD” a inter-relação da SBD Nacional com suas 24 Regionais. Essa inter-relação se apoia e se torna legítima nas normas estatutárias, na interdependência financeira e no relacionamento sustentado pela ética, por respeito, responsabilidade e cordialidade. O “Sistema SBD” deve ser integrado, coeso e forte. No sentido de preservar a saúde financeira do Sistema SBD e sua sobrevivência, julgamos importante divulgar e esclarecer o seguinte: De acordo com o Estatuto, no seu Capítulo VI: Das Regionais da SBD 1. As Regionais deverão adotar finalidades idênticas, subordinando-se funcionalmente à SBD Nacional. 2. As Regionais são pessoas jurídicas autônomas que devem respeitar o mesmo exercício fiscal da SBD Nacional. 3. Existe um convênio entre as Regionais e a SBD Nacional que regula a coleta e distribuição das receitas e outros atos necessários à harmonização e à sinergia operacional comum ao Sistema SBD.

4. Os percentuais que a SBD Nacional transferirá para as Regionais estão estabelecidas nesse convênio, e quaisquer alterações devem ser aprovadas previamente pelo Conselho Deliberativo da SBD. 5. Todas as diretrizes de atuação, postura e procedimento transmitidas pela SBD Nacional deverão ser acatadas e observadas por suas Regionais. 6. É obrigação do Presidente e do Tesoureiro das Regionais da SBD prestar contas semestralmente ao Tesoureiro da SBD. O repasse financeiro da SBD Nacional às suas Regionais é feito de acordo com as anuidades (receita fixa e garantida) e o resultado financeiro dos eventos promovidos pela SBD Nacional no estado que os sediou (receita ocasional). O repasse financeiro das anuidades é feito de acordo com o número de associados de cada Regional, de acordo com a tabela a seguir. Conforme observado na tabela, a média de repasse das anuidades no volume global é de 50% do valor arrecadado. Esse repasse consta no convênio celebrado

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repasse das anuidades número de associados 0 a 50 51 a 1000 101 a 150 151 a 20 200 00 201 a 25 250 50 251 a 300 300 ou mais sp/rj/mg/pr/rs

percentual de repasse sob o que os associados pagam 80% rregional egio ona n l 220% 0% nnacional acional 770% 0% re regional egionall 30% na nacional acionall 60% re regional egionall 40% % nacionall 55% % re regional egionall 45% % na nacional acionall 50% % re regional egionall 50% nacional 45% regional 55% nacional 40% regional 60% nacional

entre a SBD Nacional e suas 24 Regionais e é praticado dessa forma há mais de 17 anos. Nos últimos anos, temos observado diminuição na inadimplência dos associados. O repasse financeiro dos eventos promovidos pela SBD Nacional às Regionais que sediam esses eventos segue as normas estatutárias e é praticado da seguinte forma: 80% do resultado financeiro fica com a SBD Nacional; 15%, com a Regional que sedia o evento; e o restante, 5%, é distribuído às Regionais que não têm infraestrutura para sediar eventos. Dessa forma, é equivocada a afirmação de que 70% do repasse era feito para as Regionais e 30% ficava com a SBD Nacional. Isso nunca ocorreu na história da nossa Sociedade. A atual Diretoria da SBD Nacional, sempre preocupada com a sobrevivência do Sistema SBD e alerta à situação financeira de todas as Regionais, contratou, no seu primeiro ano de gestão, e com autorização do Conselho Fiscal, uma empresa de auditoria que realizou estudo detalhado da situação financeira de todas as Regionais. Com base na análise financeira dos balancetes das Regionais estabeleceu-se um “indicador de sobrevivência” para cada uma delas. Dividiu-se o total de recursos livres (sem considerar seu patrimônio ou bens imóveis) pela despesa mensal média da Regional no respectivo ano (todas as despesas divididas por 12). Chegou-se, assim, ao citado “indicador de sobrevivência” que seria o número de meses que a Regional “sobreviveria” se não recebesse nenhuma receita, inclusive o repasse das anuidades. Concluiu-se que a maioria das Regionais apresentou situação financeira confortável e que, em comparação com o ano seguinte, a situação financeira de algumas delas ficou ainda mais favorável. Vejam alguns exemplos:

Regionais

Paraná Rio Grande do Sul Pará São Paulo Sergipe Santa Catarina Minas Gerais Piauí Amazonas Rio de Janeiro Rio Grande rande do Norte

Índice de sobrevivência Número de meses 2012

Índice de sobrevivência Número de meses 2013

33 27 27 199 227 199 1155 133 111 9 3

60 20 31 18 28 29 21 102 13 12 15

Diante do exposto, a Diretoria da SBD Nacional ressalta que a SBD Nacional preza sua saúde financeira, bem como a de todo o “Sistema SBD”, composto pela Nacional e suas 24 Regionais. Temos certeza de que os associados querem o melhor para esse Sistema e de que cada Regional será forte se estiver inserida num Sistema também forte. É unânime a opinião de que há excesso de eventos científicos em nosso país. A indústria farmacêutica, seduzida por uma demanda reprimida de médicos que não podem mais participar de nossos eventos, começa a patrocinar eventos paralelos, diminuindo o patrocínio à SBD Nacional e suas Regionais. São fatores externos que podem afetar a saúde financeira do “Sistema SBD”. Para sobreviver e se manter forte, o “Sistema SBD” depende da união entre a SBD Nacional e suas Regionais. A SBD Nacional não se sustenta sem as Regionais e vice-versa. Esse sistema é único, coeso, interdependente, harmônico e sinérgico. Qualquer análise financeira ou afirmação deve ser realizada com cautela, de forma responsável, levando em consideração todo o “Sistema SBD”, para não causar impactos negativos na SBD como um todo, com o risco de todos sermos prejudicados. Questões políticas e pessoais não podem atropelar e vir à frente das questões institucionais e não devem “contaminar” o relacionamento da SBD Nacional com suas Regionais. As finalidades das Regionais devem ser as mesmas da SBD Nacional. O respeito ao Estatuto e ao relacionamento é fundamental à saúde da SBD Nacional e de suas Regionais. Já temos inimigos demais fora da nossa instituição! O momento é de muita união, responsabilidade e respeito. A atual Diretoria está e estará sempre disposta a analisar todas as questões financeiras e fazer o melhor para a saúde do “Sistema SBD”. Atenciosamente, Diretoria da SBD Gestão 2013/2014 Jornal da SBD Ano 18 n.3 ● 9

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Pró-albino

programa de assistência ao albino ganha corpo e une Serviços Credenciados de todo o país

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udo começou em 2011, na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, local em que foi desenvolvido um projeto-piloto específico para o tratamento e assistência a albinos. O sucesso do programa denominado Pró-albino e que inclui assistência psicológica e médica o fez ser estendido para os Serviços Credenciados da SBD de todo o país, com o apoio da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Seu objetivo é desenvolver estratégias que possam reduzir as repercussões físicas no paciente devidas ao albinismo oculocutâneo (AOC), por meio de tratamento oftalmológico, para prevenir doenças que afetem a visão, tratamento contra doenças de pele, para prevenir o câncer da pele e o envelhecimento precoce da pele, muito comum entre albinos que se expõem ao sol. “Esse não é um programa do governo federal e dos governos estaduais, mas sim um projeto que envolve a Comunidade Dermatológica Acadêmica Brasileira que atua no setor assistencial e de formação dos dermatologistas”, disse Marcus Maia, coordenador do Programa Nacional de Controle ao Câncer da Pele da SBD. Segundo o médico, os pacientes são inicialmente cadastrados no registro hospitalar, cujos dados serão armazenados em um banco de dados do próprio Serviço Credenciado, que lhes dará prioridade assistencial. “Paralelamente, as afecções cutâneas consequentes à

radiação solar sobre a pele terão tratamento tanto ambulatorial como cirúrgico se necessário”, enfatiza. O programa por ele idealizado serve para criar um cadastro de indivíduos albinos e também um catálogo de doenças comuns entre esses indivíduos. A classificação de doenças deverá ser muito útil no futuro, para a pesquisa e criação de métodos mais eficazes no tratamento das doenças mais comuns entre os indivíduos albinos. Crianças, adultos e idosos são tratados pelo projeto, e o objetivo principal da iniciativa, segundo seus mantenedores, é fornecer aos pais ou aos próprios indivíduos, meios de conhecer e desenvolver procedimentos adequados de tratamento e prevenção de doenças. Exemplo na Bahia Implementado em agosto de 2013, no Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário Prof. Edgard Santos/Universidade Federal da Bahia, Hupes/UFBA, o programa Pró-albino tem cerca de 50 pacientes cadastrados que recebem atendimento não só de uma equipe de dermatologistas, mas também de assistentes sociais e oftalmologistas. “Uma boa parte dos pacientes que chega ao nosso ambulatório vem por meio de trabalho em conjunto com a Associação dos Portadores de Albinismo da Bahia (Apalba), que lhes presta serviços de assistência social.

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Bahia dá o exemplo de atendimento médico-humanitário

Criança albina de dez anos de idade com pele romboidal e lesões sugestivas de ceratose actínica

Esses pacientes também são submetidos a exames oftalmológicos regulares em uma instituição referenciada. Os albinos atendidos no Hupes/UFBA ainda podem contar com a assistência no ambulatório de genética médica para aconselhamento genético”, observa Mariana Carvalho, dermatologista responsável pelo programa no Serviço. O esquema de atendimento é semanal e ocorre dentro de um ambulatório voltado para oncologia cutânea. Segundo a dermatologista, são reservadas sete vagas para pacientes albinos por dia de atendimento. “E caso não apresentem lesões cutâneas que demandem algum tipo de intervenção médica, os pacientes são acompanhados a cada seis meses em nosso setor.” Crianças e adolescentes que ainda estavam sem acompanhamento constituem a maioria dos pacientes. “Contudo, nos chama atenção algo que infelizmente acontece com certa frequência: ao contrário do que se poderia imaginar, temos encontrado crianças de apenas dez anos de idade com sinais dramáticos de exposição solar excessiva sem qualquer tipo de proteção, resultando em achados que variam desde pele romboidal a ceratoses actínicas (figura acima). Temos aprendido muito com esses pacientes, tanto do ponto de vista dermatológico como do aspecto socioeconômico precário que muitos deles enfrentam e como isso dificulta/impede

o acompanhamento ideal necessário. É realmente um grande desafio para toda a equipe envolvida”, ressalta Mariana. O trabalho desenvolvido no programa Pró-albino da SBD é destacado pela médica como fundamental pelo fato de a população albina precisar de grande atenção dermatológica devido a sua fragilidade cutânea em relação à radiação ultravioleta. “É preciso que se levem em conta ainda algumas peculiaridades do país em que vivemos: a parcela expressiva de afrodescendentes em muitos estados brasileiros (lembrando que a prevalência de albinismo tende a ser maior nessa etnia), a alta incidência de radiação ultravioleta em diversas regiões e a problemática situação socioeconômica de grande parte da população. Nesse sentido, os Serviços Credenciados, que em sua maioria atendem populações carentes, cumprem um papel fundamental na assistência aos albinos. Acredito, no entanto, que essa seja uma via de mão dupla: prestamos atendimento a esses pacientes – orientando, diagnosticando e tratando – enquanto indubitavelmente aprendemos muito do ponto de vista médico-científico e humanitário. Isso é de grande valia no contexto de instituições formadoras de futuros dermatologistas”, finaliza. ■

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Dermatologia no esporte

Por Kátia Sheylla Malta Purim

Onicopatias na prática esportiva

T Kátia Purim (PR) Professora titular de dermatologia da Universidade Positivo CRM PR 10363

odos os atletas estão vulneráveis às mais distintas condições médicas por fatores individuais, específicos de cada esporte, peculiaridades dos diferentes equipamentos, biomecânica e demandas físicas. O desenvolvimento de onicopatias no esporte é multicausal e tem como principais desencadeantes, mantenedores ou agravantes os traumatismos de repetição, doenças ortopédicas, sudorese, umidade, compartilhamento de ambientes e viagens constantes. Em geral, associam-se a fatores intrínsecos e extrínsecos com predomínio de traumas locais e uso excessivo das extremidades podálicas. Na maioria dos esportes a carga osteomuscular sobre as extremidades é aumentada e sofre influência de fatores ergonômicos como força, repetitividade, posturas inadequadas, compressão mecânica, intensidade e volume de treinos. Muitos danos ungueais no atleta profissional passam, entretanto, despercebidos ou ignorados frente às intercorrências osteomusculares ou compromissos com calendários esportivos. Praticantes de modalidades como futebol, atletismo, corridas, boxe, tênis, lutas, artes marciais e suas variantes tendem a apresentar distúrbios na matriz ou no leito ungueal, bem como alterações de pigmentação das unhas.

Danos na matriz da unha podem causar depressões transversais na lâmina ungueal (linhas de Beau), descolamento proximal da unha (onicomadese) e manchas brancas opacas (leuconiquia). Já as desordens do leito ungueal se manifestam por descolamento distal da unha (onicólise) e hemorragias em lascas ou estilhas. Mancha longitudinal variando de marrom a preta pode estar associada às características raciais (melanoniquia estriata), mas deve ser diferenciada de nevo melanocítico, melanoma acral e pigmentações ungueais de outras origens. Determinadas alterações de pigmentação da unha do atleta são resultantes de trauma, fricção, atrito, equipamentos mal-adaptados, infecções por fungos, vírus e bactérias, hábitos de roer unha, contato com produtos químicos, doenças sistêmicas, uso de medicamentos e tumorações. Em esportes que envolvem lutas ou corridas tem sido observada perda ou quebra da lâmina ungueal por traumatismos nas mãos ou pés. A origem e intensidade desse trauma, a presença de hematoma e dor local são indicadores para investigação radiológica pelo risco de fraturas concomitantes das articulações dos dedos. Micoses ungueais e cutâneas são frequentes no meio esportivo e constituem focos infecciosos crônicos agravados

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por trauma e umidade constantes. Dependendo do atleta, do agente fúngico e do ambiente, a onicomicose pode cursar com paroniquia, distrofia parcial ou total, evoluir para unha encravada (onicocriptose) e dificultar o uso de equipamentos, interferindo no convívio social e afetando a produtividade. A história clínica, o exame físico e a dermatoscopia do aparelho ungueal permitem realizar diagnóstico, ou dele suspeitar, complementado ou não com investigação laboratorial e histopatológica, e exames de imagens radiológicas. Assim, a inspeção cuidadosa de todas as unhas com suas variações de cores, tamanhos e formas auxilia na avaliação da saúde dos desportistas e demonstra sua interação com o meio ambiente. Distúrbios ungueais no atleta podem gerar desconforto, dor, alteração na marcha, sobrecarga nas articulações dos membros inferiores, limitação das atividades diárias, constrangimento, impacto negativo na qualidade de vida e no desempenho esportivo. Portanto, diante da importância e repercussões das onicopatias no esporte, ações preventivas e educativas de atenção integral à saúde do atleta são indicadas para que as atividades físicas possam resultar em bem-estar e satisfação. ■

Bibliografia ■

Costa IMC, Nogueira LSC, Garcia PS. Síndrome das unhas frágeis. An Bras Dermatol. 2007; 82 (3): 263-7.

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D’Acri AM, Bakos RM, Purim KSM. Dermatoses no esporte. In: Lupi O, Cunha PR. Rotinas de diagnóstico e tratamento da Sociedade Brasileira de Dermatologia. 2 ed. Itapevi (SP): AC Farmacêutica; 2012. p.165-9.

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De Luca JF, Adams BB, Yosipovitch G. Skin Manifestations of Athletes Competing in the Summer Olympics. Sports Med. 2012; 42:399-413.

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Purim KSM, Leite N. Dermatoses no esporte em praticantes de corridas de rua no sul do Brasil. An Bras Dermatol. 2014; volume 89 (no prelo).

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Purim KSM, Niehues LP, Queiroz-Telles FF, Leite N. Aspectos epidemiológicos das micoses dos pés em um time chinês de futebol. Rev Bras Med Esporte 2006;12:16-9.

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Pele 100%

Campanha Pele 100% é lançada em sites de compra coletiva

De julho a outubro campanha reforçará a ideia de que o dermatologista é o profissional habilitado a cuidar e tratar das doenças de pele

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nova etapa da Campanha Pele 100% Dermatologista da SBD já está no ar. Iniciada em julho, vai alertar a população leiga quanto à importância de procedimentos com toxina botulínica, laser, peeling e preenchimento facial serem realizados por médico dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Diversas ações nas mídias impressas, televisivas e online serão realizadas até outubro, sendo a principal delas em sites de compra coletiva.

Diferentes banners sobre procedimentos com chamadas que instigam o clique do internauta serão publicados nesses sites, em que as pessoas procuram produtos e serviços em grandes ofertas. Ao clicar na oferta, o usuário vai-se deparar com outro banner, esse de cunho informativo, alertando para o fato de que o médico dermatologista da SBD é o profissional especializado, treinado e capacitado e o mais indicado para adequar o tratamento a cada paciente, orientar pós-procedimentos e minimizar riscos. Além dessa ação pontual, serão divulgados anúncios nas revistas Saúde, em junho e agosto, e Claudia, em julho. ■

Escrita por grandes nomes da dermatologia, série “Como eu cuido” é lançada no Congresso da SBCD

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Instituto Protetores da Pele (IPP) lançou durante o CBCD, ocorrido em maio, em Porto Alegre, o primeiro livro da nova série “Como eu cuido”, tendo como assunto os lábios, a obra pioneira foi elaborada pelas dermatologistas Célia Luiza Petersen Vitello Kalil e Stela Cignachi. A coletânea aborda temas escritos pelos maiores especialistas brasileiros e, diferentemente da série “Doutor, eu tenho”, reproduz a conversa entre duas amigas, uma já orientada por seu dermatologista e outra com dúvidas básicas sobre o assunto, que trocam informações sobre cuidados com a pele, cabelos ou unhas. No bate-papo, transformado em 52 perguntas que respondem a dúvidas sobre prevenção e tratamento de doenças, não há um médico orientando o paciente; a conversa é próxima e todos os esclarecimentos podem ser feitos. A ideia da série surgiu após o Projeto DermaBrasil, pesquisa feita em 2009 com a população brasileira de várias cidades e que complementou o censo dermatológico realizado pela SBD em 2006, quando foram avaliadas as principais doenças der-

matológicas de pele em nosso país. “A pesquisa mostrou que quase 70% da indicação de uso de muitos produtos tópicos, como hidratantes e protetores solares, não vinha da prescrição médica, e sim da indicação de amigos, parentes e vizinhos. Parece-me claro que uma nova abordagem nessa área se torna necessária para ajudar e esclarecer a população brasileira sobre os cuidados com a sua pele”, assinala o diretor científico do IPP, Omar Lupi. De acordo com Célia Kalil, com o livro Como eu cuido dos lábios é possível que “a informação consciente e correta chegue ao paciente de forma a ajudá-lo nos esclarecimentos de suas dúvidas e orientá-lo sobre a procura do dermatologista para seu tratamento”. A linguagem utilizada é acessível e focada em dicas e sugestões práticas para o cotidiano, com temas que vão desde questões simples de como hidratar os lábios até como prevenir o câncer dessa região, sempre com ilustração que facilite a didática visual. A autora Stella Cignachi realça que os lábios são tão importantes quanto qualquer outra parte do corpo e merecem cuidados específicos. Contudo, pelo fato de a pele dos lábios ser muito delicada, ela requer atenção e cuidados especiais. E o livro auxilia o paciente nesses conhecimentos ideais. ■

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Na mídia

SBD publica esclarecimentos sobre o uso do protetor solar líquido

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m virtude de recente divulgação feita pela mídia de uma nova forma de proteção solar por meio da ingestão de determinado líquido, a Diretoria da SBD, por intermédio do Departamento de Fotobiologia, apresentou no site da entidade seu posicionamento aos associados e à sociedade em geral. O texto explica que, desde 2012, a empresa norte-americana Osmosis Skincare divulga em seu site um produto denominado Harmonized H2O– UV neutralizer, em versões Tan Enhancing e No Tan Enhancing. Lançado no Reino Unido recentemente e noticiado pelo jornal Daily Mail, estimulou o surgimento de notícias no Brasil nos últimos dias. Esse produto, segundo informações da página da empresa, é constituído de água energizada que contém frequências capazes de vibrar com a incidência da radiação solar, absorvendo 97% da radiação UVB e UVA. Segundo o site da empresa, o efeito do produto, se ingerido corretamente, equivaleria a um protetor solar FPS 30 com dióxido de titânio e óxido de zinco na redução do eritema causado pelo sol. Alguma pessoas,

não mais que 1%, poderão não obter os resultados do produto por motivos desconhecidos, ainda segundo informações da empresa. O modo de uso é a ingestão de 2ml a cada quatro horas, iniciando a primeira dose uma hora antes da exposição ao sol. Recomenda-se, segundo informa a norte-americana Osmosis Skincare, proteção alternativa se exposto em demasia ao sol. A SBD comunicou que não foi indentificada até o presente momento nenhuma publicação científica sobre o assunto, sendo todas as informações colhidas na página da própria empresa. Não há evidências, em publicações científicas, de que qualquer produto ingerido por via oral possa ser capaz de reduzir a produção de eritema decorrente de UV em 30 vezes, exceto o uso prévio de anti-inflamatórios orais não esteroides ou corticoesteroides, o que evidentemente não deve ser recomendado de forma habitual. Não há relatos de literatura sobre a ingestão de água energizada com capacidade de vibrar na presença de radiação UV incidente e, dessa forma, absorvê-la em 97%. ■

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Dermatologia na política

A força representativa da dermatologia na política brasileira SBD enfatiza a importância da luta dos dermatologistas por um papel ativo nas discussões de política nacional de saúde. Especialistas do Espírito Santo e Aracaju são exemplos e batalham por uma cadeira na Assembleia Legislativa para defender os interesses da classe

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esquisas nacionais mostram que para a população brasileira o médico é o profissional mais respeitado do país. Dessa forma, assim como outras entidades médicas, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) tem incentivado e dado abertura a seus associados para participar de forma organizada do processo político por meio de mandatos eletivos que propiciem influenciar diretamente a saúde brasileira, com atuação efetiva nas decisões da categoria. No caso da dermatologia, ter representantes que atuem na linha de frente nas questões que envolvam a especialidade é muito importante para o fortalecimento do profissional dessa área. “A força latente da categoria deve ser efetivada a partir de um firme engajamento em prol da defesa de nossos justos e legítimos interesses no Congresso Na-

cional, participando plenamente das lutas e conquistas que repercutem para toda a população brasileira”, assinala a presidente da SBD, Denise Steiner. Os médicos dermatologistas Carlos Jaques Mazzei Ferreira (ES) e Emerson Ferreira (SE) serão os candidatos representantes da dermatologia nos cargos de deputado federal nas eleições presidenciais de outubro. Com experiência de cinco anos consecutivos como delegado do Conselho Federal de Medicina do Espírito Santo (CRMES), o ex-presidente da SBD-ES (1997/1998) Carlos Jaques Mazzei Ferreira tem interesse pela política desde os 15 anos de idade, quando lia nos jornais todas as notícias da seção de política e fazia campanha para os amigos candidatos do pai. “Meu avô foi prefeito e deputado estadual na cidade de Baixo Guandu, e sempre

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O presidente da Regional Espírito Santo, Leonardo Ferreira, Professor Sebastião Sampaio e o candidato a deputado federal, Carlos Jaques Mazzei

atuei nos bastidores da política, até como presidente de partido, em Linhares, ES”, disse o dermatologista, que disputa pela primeira vez o cargo por convite de colegas médicos e amigos de política. Suas propostas para a especialidade são, entre outras, representar a dermatologia em sua valorização e no campo da defesa profissional, no cumprimento estrito dos preceitos éticos. “Terei o maior prazer, e tenho como meta defender e valorizar o dermatologista e a dermatologia brasileira. Será necessário reunir-me com a Diretoria da SBD, conhecer as ações e os processos em andamento e traçar as diretrizes e estratégias necessárias para que, junto ao CFM, MEC, Ministério da Saúde, Anvisa, possamos, de maneira positiva e proativa, realizar as defesas e as conquistas necessárias e justas a nossa especialidade”, afirma. Já o ex-presidente da Regional Sergipe Emerson Ferreira, um dos idealizadores da residência em dermatologia do Hospital da Universidade Federal de Sergipe (UFS), realça que o fortalecimento da dermatologia por meio da participação de especialistas em entidades repesentativas e em câmaras técnicas de órgão que agreguem profissionais da saúde é um dos seus principais objetivos: “Vamos estimular a compreensão da importância estratégica da construção da nossa representação política nos parlamentos municipais, estaduais e federais, de modo que enfrentemos a inexistência de um plano de carreira e cargos, de salários dignos e de aceitáveis condições de trabalho, além das adversidades na relação com a saúde suplementar”, explica. Sobre o avanço da medicina estética e de profissionais não abalizados na área, Jaques reforça que será feita “uma atuação enérgica em consonância com a SBD, junto aos órgãos representativos, como o CFM, Ministério da Saúde e afins, e na tribuna do Congresso Nacional, para denunciar as irregularidades e infrações às leis que regem a prática médica”. A atuação cada vez mais frequente de médicos e, especialmente, de dermatologistas na política brasileira é um dos pilares para a criação de ações e projetos que visam beneficiar a classe. “Tenho certeza de que precisa-

Emerson Ferreira na luta contra o Ato Médico

mos nos envolver muito mais. Sempre defendi, estimulei e exerci a atuação política. É bom esclarecermos que essa participação política não se restringe à política partidária. Enquanto cidadãos, precisamos exercer o controle social e cobrar transparência no exercício dos cargos públicos. Ao povo brasileiro cabe mudar a política e os políticos. Enquanto médicos, é estratégico que construamos a nossa representação política. Especificamente para a nossa especialidade, é muito importante que tenhamos dermatologistas ocupando espaços de decisão, seja nas entidades representativas, seja nos partidos políticos e no exercício de mandatos. As adversidades a enfrentar e superar são inúmeras e progressivas ao longo do tempo, seja no serviço público, na saúde suplementar ou nas relações de mercado”, realça Ferreira. Pacto com a saúde Tanto Carlos Jaques como Emerson Ferreira procuram reforçar a magnitude do pacto com a saúde de qualidade e a classe médica, com a presença de boas escolas médicas, residências e hospitais. “As nossas entidades representativas têm defendido e reafirmado o comprometimento da classe médica com uma saúde de qualidade, que promova a dignidade das pessoas, na garantia dos seus direitos fundamentais, e dos profissionais, aos lhes assegurar remuneração digna e condições de trabalho. Também precisamos adequar o currículo dos cursos de medicina a essa realidade. Adicionalmente, precisamos melhorar o financiamento do sistema de saúde e a sua gestão”, afirma Emerson Ferreira. Sobre um aumento de recursos para o financiamento do SUS, Jaques é enfático: “Nos chama urgentemente a atenção a necessidade de profissionalizar a gestão pública, facilitar e desburocratizar a administração dos recursos já existentes, e fiscalizar e punir os infratores. E, evidentemente, transferir os recursos gastos com os médicos importados para a contratação de médicos brasileiros ou revalidados, com concurso público, com plano de carreira, pois assim irão aceitar trabalhar em qualquer cantão do Brasil e fazer saúde”. ■ Jornal da SBD Ano 18 n.3 ● 19

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Capa

FÓRUM MUNDIAL

RUMOS DA DERMATOLOGIA uma reunião que promete ser inesquecível para o segmento brasileiro da especialidade

Representantes das sociedades dermatológicas de todo o mundo se reunirão no XX Cilad para discutir uma das grandes preocupações globais: a saúde e o bem-estar da população mundial. A SBD vai coordenar o encontro inédito

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m fórum mundial com a participação de mais de 25 presidentes das sociedades internacionais dermatológicas vai marcar o XX Congresso do Colégio Ibero-latino-americano de Dermatologia (Cilad), no Rio de Janeiro. Organizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o encontro inédito “Rumos da Dermatologia: a SBD no contexto dos 5 continentes” (em inglês The routes of dermatology: the Brazilian Society of Dermatology – SBD in the context of the 5 continents) agendado para o dia 16 de novembro vai discutir os rumos da dermatologia mundial e buscar a excelência em saúde na assistência e no bem-estar da população. As atividades serão desenvolvidas em duas partes: pela manhã aberta ao público interessado, e à tarde exclusiva para os representantes das entidades médicas. “Será um encontro memorável e uma ótima oportunidade para trocar conhecimentos, congraçar com renomados dermatologistas do mundo inteiro e reforçar

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Trabalhos científicos batem o recorde A Comissão de Organização do XX Cilad comemora o número recorde de trabalhos científicos recebidos: 750 submissões de 26 países dos cinco continentes, mostrando a grandiosidade e a diversidade desse evento. A procura de vagas acompanha esse ritmo, já ultrapassando a marca de dois mil inscritos. Duzentos residentes que enviaram seus trabalhos vão concorrer a bolsas nesse congresso que vai marcar uma nova era de integração da dermatologia brasileira com nossos colegas de língua espanhola.

também nossa posição de destaque diante da especialidade”, disse o presidente do XX Cilad, Omar Lupi. O vice-presidente da SBD, Gabriel Gontijo, endossa: “a intenção é mostrar ao mundo que a SBD está preocupada com os rumos da dermatologia e que, de forma inédita, realizou um Fórum Nacional para discutir como estamos, para onde vamos e quais seriam as recomendações para o fortalecimento de nossa especialidade”. De acordo com o segundo secretário da SBD e um dos idealizadores do encontro, Paulo R. Cunha, os congressistas também poderão participar do fórum, bem como de um curso pioneiro promovido pela Sociedade e intitulado “Hipoderme de A a Z”, que irá ocorrer na véspera do XX Cilad. “O encontro contará com rico material de apoio, tendo em vista os resultados obtidos com o Fórum Rumos da Dermatologia, realizado recentemente em São Paulo”, reforçou a presidente da SBD, Denise Steiner.

Legislação e práticas processuais nos diferentes países que envolvem a área da dermatologia, bem como características, problemas e soluções comuns, serão alguns temas explorados no fórum. “Uma sociedade fortemente estruturada com mais de cem anos merece ter uma posição de destaque e liderança mundial, glorificando nosso passado e nosso presente e confiante no futuro. Contaremos com a presença e opiniões de líderes internacionais que compartilharão suas experiências e fascinações pela dermatologia e nos ajudarão a mostrar os caminhos para vencer os desafios que atualmente se impõem à dermatologia brasileira. O futuro da especialidade indubitavelmente será brilhante, e esse evento poderá ajudar sobremaneira escolhermos os caminhos mais adequados para atingir esse gol de excelência administrativa e científica da SBD”, realça o segundo secretário da SBD, Paulo R. Cunha. ■

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Nova diretoria

Médico de Minas Gerais é eleito presidente da SBD Investir na atualização dos associados, começando pela formação dos residentes,

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privilegiando ações na capacitação docente e em recursos materiais dos Serviços Credenciados, células-tronco da SBD, é a principal meta para o biênio 2015/2016

D

esde 2000, Minas Gerais não é estado representado na presidência da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Eleito presidente da entidade com cerca de 56% dos votos válidos, Gabriel Gontijo exercerá o cargo no biênio 2015/2016, com posse prevista para setembro próximo. O processo eleitoral da SBD foi realizado por meio de votação via correios e presencial de todos os associados do país, com fiscalização e aval da Comissão Eleitoral. Entre as metas do próximo presidente, destacamse: a valorização do dermatologista da SBD investindo em sua formação e educação médica continuada e promovendo ações com a assessoria de imprensa e campanhas contínuas de esclarecimento à população sobre a distinção do dermatologista com Título de Especialista e RQE em relação a outros médicos e demais profissionais; a criação de assessoria para orientar o dermatologista em pesquisa clínica, análise estatística e publicação de artigos; a criação de cadastro de associados e suas áreas de atuação e pesquisa, fornecendo um banco de dados para comissões científicas de eventos, assessoria à Diretoria da SBD e seus Departamentos; a realização de ações para que o associado fique cada vez mais satisfeito com a especialidade, acelerando sua capacitação, diminuindo a curva do aprendizado e a concorrência de outras profissões; o desenvolvimento de aplicativos úteis à população e aos

associados, com acessibilidade em tablets e celulares, tais como “Easy Derma” pelo qual o dermatologista da SBD poderá ser localizado, incluindo o endereço e a rota de acesso; apoio à Comissão do TED para implantar a avaliação opcional também para o R2 dos Serviços Credenciados e a Prova Prática Oral aprovada pelo Conselho Deliberativo e Assembleia Geral da SBD, bem como para avaliar a aplicação do exame para os associados contribuintes. “Também haverá suporte da SBD a eventos científicos continuando a cumprir o estatuto e regimentos da SBD, apoiando apenas eventos que restringem a inscrição a 5% da capacidade local e abrindo apenas 30 dias antes do evento para os não associados da SBD”, enfatiza o presidente eleito. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG) e com residência médica em dermatologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Gabriel é ex-presidente da SBD-MG (1990-1991), associado fundador, efetivo e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica – SBCD (1997-1998), membro da Comissão Científica do Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica da SBCD (2000, 2003, 2004, 2006, 2008, 2010, 2013); entre outras funções acadêmicas. “Estou ciente da grande responsabilidade desse novo cargo, mas aceitei o desafio em função do apoio de colegas de vários estados brasileiros”, finaliza. ■ Jornal da SBD Ano 18 n.3 ● 23

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Jovem Dermatologista

Curso para jovens estudantes revisa importantes tópicos de todas as áreas da dermatologia Aulas ocorrerão sempre durante um fim de semana

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om objetivo de aprimorar a formação de seus residentes, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) organizou, de forma inédita, o I Módulo do Curso de Educação Médica Continuada em Dermatologia para residentes e especializandos do terceiro ano dos Serviços Credenciados. As aulas ocorreram nos dias 14 e 15 de junho, em São Paulo. Com o auditório lotado e a presença expressiva de residentes de várias regiões do país, a primeira edição do módulo abordou temas de dermatologia clínica. Composto por dez módulos mensais que vão ocorrer durante um fim de semana inteiro até março de 2015, é aberto para residentes associados aspirantes. “O curso foi um sucesso e revisou os tópicos relevantes da dermatologia clínica, assim como as áreas de histopatologia, dermatoscopia, micologia, cirurgia, cosmiatria e laser”, ressalta a presidente da SBD, Denise Steiner. Após a realização de cada módulo, haverá um complemento do curso no Ambiente Interativo Educacional da SBD (www.sbdeducacional.com.br) restrito ao inscritos no módulo. Todos devem cadastrar-se no site www.sbdeducacional. com.br. ■

Veja a seguir as datas dos próximos módulos: Julho: 26/27 Agosto: 29/30 Setembro: 13/14 Outubro: 18/19 Novembro: 29/30 Dezembro: 6/7 (período da Radesp) Janeiro: 24/25 Fevereiro: 7/8 Março: 7/8

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Evento

26o Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica é o destaque de maio

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ois mil participantes estiveram presentes na 26a edição do Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica (CBCD), realizada no Centro de Convenções da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre, em 12 de maio. O programa científico contou com a presença de 15 palestrantes estrangeiros e 230 brasileiros, entre eles renomados especialistas em diversas áreas da cirurgia dermatológica. As diversas atividades realizadas, como fóruns, simpósios e workshops, transitaram por todos os temas de interesse da especialidade, dando ao congressista um panorama real do que há de mais atual. “Organizamos um simpósio de laser, lasers fracionados, com muitas novidades, tudo em alto nível, muito melhor do que foi na AAD, em Denver”, destacou o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), Alexandre Filippo. O tesoureiro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), Aldo Toschi, assinalou a oportunidade de troca de conhecimento num evento com programação tão abrangente. “Dividimos experiências e trocamos informações sobre todas as áreas da dermatologia clínica, cirúrgica, cosmiátrica e também em temas de laser e tecnologias correlatas. Como fizemos no Simpósio Latino-americano em Denver, pudemos demonstrar aqui no Brasil nosso trabalho

inovador sobre rejuvenescimento por laser sublativo por meio da mucosa oral”, declarou. Inovação Foram realizadas mais de 200 cirurgias em pessoas atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo 10% em pacientes com câncer da pele. As mochilas devolvidas pelos palestrantes foram doadas, assim como berços e outros artigos usados no congresso. A próxima edição do CBCD, comandada por Paulo Barbosa (BA), será realizada em abril de 2015, em Salvador, Bahia, no complexo da Costa do Sauípe. ■ Jornal da SBD Ano 18 n.3 ● 25

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Dermato Recife 2014

Modernização com qualidade e respaldo científico Jornal da SBD: Faltando menos de dois meses para o Congresso Brasileiro de Dermatologia de Recife, qual é a sua expectativa para o evento? Emerson de Andrade Lima: Estamos empenhados há três anos em oferecer ao associado da SBD um congresso moderno e inovador, e a nossa expectativa é proporcional à energia que imprimimos nesse projeto. Nos deparamos com inúmeros desafios, mas o desejo de implementar mudanças que considerávamos necessárias suplantou os obstáculos. Fazemos parte de uma instituição abalizada prioritariamente científica, fundamentada na formação e atualização de médicos dermatologistas e, inspirados por esse princípio, decidimos revisar diagnósticos diferenciais em dermatologia; aprofundar conhecimento em terapêutica dermatológica; oportunizar o estudo de casos clínicos; e explorar essencialmente a experiência dos colega, usando uma fórmula atual, pautada no ineditismo. Só podemos estar muito ansiosos pelo resultado!

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presidente do próximo Congresso Brasileiro de Dermatologia (CBD), Emerson de Andrade Lima, espera resgatar o desejo do associado da SBD em participar ativamente do encontro anual da sua associação. Os esforços para que isso aconteça não são poucos. O ano de 2013 foi marcado por lutas e vitórias, desde que assumiu, em setembro de 2011, a presidência do CBD. A modernização da forma de comunicação entre os associados, bem como a intensa programação científica está anelada aos objetivos de melhorar e expandir o Congresso e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) rumo ao cumprimento do preceito básico da instituição, que é a educação médica continuada de qualidade. No que depender de Emerson, esse compromisso está mais do que agendado: “Fazemos parte de uma instituição abalizada prioritariamente científica, fundamentada na formação e atualização de médicos dermatologistas e inspirados por esse princípio decidimos revisar diagnósticos diferenciais em dermatologia”, como afirma a seguir.

JSBD: Quais foram as principais inovações e como foi o desafio de mudar a estrutura do encontro? EAL: Acreditávamos que diversificando o programa científico estaríamos em consonância com as aspirações do especialista da SBD, que busca continuadamente diferenciação na sua prática profissional. Nosso conhecimento clínico nos diferencia dos não especialistas, e iremos explorar amplamente essa vertente no “Sábado do diagnóstico”. No domingo, trataremos de estudar ativos terapêuticos, efeitos adversos, características dos materiais utilizados em nossos procedimentos, além do amplo espectro de diagnósticos complementares. Um quizshow científico trará conhecimento de forma criativa e divertida. Seguimos na segunda com um dia dedicado à interatividade, permitindo a participação efetiva dos congressistas em casos clínicos desafiadores, tratamentos que deram certo e os que nos decepcionaram e como conduzimos as complicações. O último dia do congresso foi particularmente reservado à discussão de procedimentos cosméticos e aos avanços e desafios enfrentados com as novas tecnologias; ainda teremos na terça-feira a oportunidade de aprender com os melhores casos dos Serviços Credenciados e participar do “Teste seus conhecimentos”. Disponibilizaremos com ineditismo um curso de anatomia em cadáver fresco, fruto do nosso convênio com o Miami Anatomical Research Center (Marc). As imagens gravadas agora em março em Miami estão criteriosamente sendo trabalhadas para que esse curso seja muito proveitoso. Ainda teremos as “Estações de atualização

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científica”, especialmente criadas para esse congresso; o “Fala dermatologista” que abre um canal para que o associado traga um caso para discussão. Quer mais razões para estar em Recife em setembro? JSBD: O primeiro comunicado do congresso foi um pencard, que surpreendeu pelo ineditismo. Como foi modernizar a forma de comunicação dos congressos da SBD? EAL: Priorizamos o uso racional de impressos. Considero que foi bem vanguardista apresentar as informações do congresso em um pencard, mas como associação centenária não podemos estar alheios à sustentabilidade e ao avanço tecnológico que norteia nossa evolução. Trazendo o pendrive, o congressista poderá acumular material científico para seus estudos na volta para casa. Algo inédito! Como também foi bem ousado lançarmos o aplicativo com um ano de antecedência, disponibilizando um caso clínico para discussão a cada 15 dias, nosso ‘Questão de pele”. Essa ideia permite que o congresso gere conhecimento e atualização mesmo antes do seu início. A nossa identidade visual precisava retratar a cara da dermatologia brasileira, moderna, atual, criativa, a frente do seu tempo.

JSBD. Que resultados espera alcançar com o Dermato Recife 2014? EAL: Nosso objetivo desde o início foi resgatar o desejo do associado da SBD em participar ativamente do congresso da sua associação. Acreditamos que a modernização sofrida pela programação científica e todos os itens que agregaram valor à nova cara que oferecemos a essa versão irá resultar em um encontro histórico da dermatologia brasileira. Teremos uma ampla oportunidade de atualização, mas também momentos de confraternização que prometem ser memoráveis. Estamos verdadeiramente ansiosos por receber com a hospitalidade característica dos pernambucanos nossos colegas em Recife. ■

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Alceu Valença, folia pernambucana e ritmos carnavalescos

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lceu avisa que é preciso acreditar no Brasil. Na sua identidade, ciência, capacidade, cultura. Na entrevista concedida ao Jornal da SBD, o cantor nordestino de São Bento do Una, município de Pernambuco, onde vivem pouco mais de 56 mil habitantes, discorreu sobre o potencial do brasileiro, traduzido na música, no cinema, na cultura popular e no carnaval de Pernambuco, onde iniciou sua trajetória como cantor em 1969, quando desistiu de ser advogado. Fala também sobre seu novo disco Amigo da arte, lançado em 4 de fevereiro, que reúne frevo, maracatu, caboclinhos, cirandas e cantigas, estilos desenvolvidos na zona da mata pernambucana e que constituem a essência das músicas de carnaval do estado. Grande parte das canções do CD integra o projeto “Asas da América”, série que reunia cantores de diferentes estilos para interpretar inéditos e clássicos do carnaval. Confira a seguir a entrevista:

Jornal da SBD: Sua história é bem conhecida, mas contenos rapidamente onde nasceu, como era sua família, como foi o início da sua trajetória como cantor? Alceu Valença: Nasci em São Bento do Una, e fui criado na Fazenda Riachão, de propriedade de meu avô, no agreste meridional do estado de Pernambuco. Meu pai, Décio de Souza Valença, foi deputado e procurador do estado. Minha mãe, Adelma, hoje com cem anos, cuidava da casa, de mim e dos meus irmãos, Aécio, Decinho e Delminha. Meu avô, Orestes,

tocava violão e promovia tertúlias com músicos e poetas na fazenda. Ali, conheci de perto as matrizes culturais que Luiz Gonzaga utilizou para criar seu estilo, que até hoje influencia tantas gerações de músicos nordestinos. São gêneros como o coco, a embolada, a moda de viola, o martelo agalopado, o xote, o baião, entre muitos outros. Depois do Riachão, morei em Garanhuns e me mudei com minha família para a rua dos Palmares, em Recife, onde tive acesso a outro tipo de cultura, litorânea, carnavalesca, que incluía gêneros como o frevo, o maracatu, a ciranda, os caboclinhos. Ainda menino, adorava frequentar os auditórios das rádios da capital e ver os cantores apresentando seus sucessos. Adolescente, entrei para o movimento estudantil, descobri a poesia, o cinema, e comecei a fazer minhas primeiras músicas. Quando estava na faculdade de direito, fui aprovado para participar de um programa de estudantes do mundo inteiro, em Harvard, nos EUA. A ideia do programa era identificar futuras lideranças em diversos países. Ao chegar lá, depois das aulas, eu costumava tocar violão nas praças de Boston. Os gringos adoravam e foi aí que eu senti que esse negócio de música poderia me levar longe. Participei de festivais, gravei discos, morei um ano em Paris, mas o pipoco chegou mesmo em 1980 quando lancei “Coração Bobo”. A partir daí, os sucessos foram muitos: “Tropicana”, “Anunciação”, “Cavalo de pau”, “Pelas ruas que andei”, “Como dois animais”, “Belle du Jour” e tantas outras, com mais de cinco milhões de discos vendidos.

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Dermato Recife 2014

JSBD: Qual é a sua opinião sobre a música e a cultura popular do Brasil atualmente? AV: A invasão estrangeira é tanta, que estamos começando a adotar uma embocadura que nunca foi nossa. É um tal de rom rom rom yeah pra tudo o que é lado. Ou então, as imposições do mercado sem compromisso com a arte verdadeira. Evidentemente, existe muita gente de talento espalhada por um país com a riqueza cultural que nós temos. Mas esses artistas acabam ficando sem espaço. Acho que o Brasil precisa urgentemente recuperar sua trilha sonora. JSBD: Quais são suas referências musicais e o que tem escutado? AV: Na verdade, eu escuto muito pouca música. Sempre foi assim. Desde menino, meu pai não permitia que tivéssemos radiola em casa, com medo que um dos filhos enveredasse pela vida artística (risos). No começo da minha carreira, perguntei a Hermeto Paschoal o que ele gostava de escutar. Ele disse: “Nada. Para não me influenciar”. Então eu acho que o verdadeiro artista não tem ídolos. Ele deve ser ele próprio, para não imitar ninguém. Mas claro que não posso fugir da influência de Luiz Gonzaga ou Jackson do Pandeiro. JSBD: Como é a sua ligação com o carnaval de Pernambuco? Recentemente, você lançou o CD “Amigo da arte”, dedicado às manifestações do carnaval pernambucano, e, em agosto, o público vai poder conferir o DVD “Valencianas”, feito com a participação da Orquestra Ouro Preto. Como foi a produção desses trabalhos? AV: Costumo dizer que, enquanto houver fronteiras, sou brasileiro, nordestino e pernambucano. Nunca fui tradicionalista, mas respeito as tradições. No carnaval, canto somente os gêneros do carnaval de Pernambuco. No São João, canto os gêneros do agreste e do sertão: coco, embolada, baião, xote, xaxado. A variedade de gêneros de Pernambuco se explica pela própria configuração humana do estado. As regiões do sertão e do agreste viveram a civilização do couro, possuem forte influência árabe e mourisca em suas expressões culturais. Já os gêneros do carnaval vêm da zona da mata, que formou sua geografia humana através da cultura da cana-de-açúcar, com uma presença negra maciça, que veio a influenciar os ritmos do maracatu e das cirandas e a dança do frevo de rua, via capoeira. O disco reúne composições que representam os diferentes gêneros do carnaval pernambucano. Tem frevo de bloco, frevo-canção, frevo de rua, caboclinhos, maracatus e cirandas, estilos desenvolvidos na zona da mata de Pernambuco e que constituem a essência das músicas de carnaval do estado. Apresento canções inéditas ou pouco conhecidas, mas também músicas famosas com arranjo diferentes. É o caso de “Frevo Número 1”, de Antonio Maria, que eu nunca havia gravado, e que cantei agora ao lado da portuguesa Carminho. Já o DVD com a orquestra sai em agosto. É uma releitura camerística de minha obra, em que canto ao lado da Orquestra Ouro Preto, regida pelo maestro Rodrigo Tofolo.

JSBD: Além de shows pelo Brasil e exterior, gravações de discos e DVDs, você também lançou no ano passado o documentário A luneta do tempo, filme que escreveu, dirigiu, atuou. Como surgiu a ideia de produzi-lo? AV: A luneta do tempo é um filme de ficção, cujo roteiro escrevi durante dez anos. Reúne as referências que trago desde a infância: cordel, circo, cangaço, viola, sanfona, elementos típicos da cultura popular do sertão. Foi filmado numa região bem próxima da minha cidade, São Bento do Una, no agreste meridional de Pernambuco. Será lançado agora, no final do ano. E o resultado vocês vão ver nas telas. JSBD: Como vê o cinema nacional, em especial o cinema pernambucano? AV: Adoro o cinema brasileiro e tenho uma admiração especial pelo novo cinema pernambucano. Gosto muito dos filmes de Claudio Assis, como Amarelo manga, Marcelo Gomes (Cinema, aspirinas, urubus), Lirio Ferreira e Paulo Caldas (Baile perfumado) e Kleber Mendonça Filho (O som ao redor). Pena que o grande circuito não crie condições mais adequadas para que as pessoas conheçam esses cineastas. De qualquer maneira eles estão aí, criando um cinema autoral e muito contundente. É uma geração muito forte. JSBD: O que acha da dermatologia brasileira atual? AV: Tenho a pele sensível, procuro tomar o máximo de cuidado, por exemplo, para não tomar sol em horários inadequados. Acho que hoje existe uma consciência maior das pessoas em relação aos cuidados com a pele. E, pelo que sei, a dermatologia brasileira está entre as melhores. JSBD: Qual é a sua expectativa para a apresentação nos palcos de Recife durante o Congresso Brasileiro da SBD? Que mensagem você deixaria para os dermatologistas brasileiros que vão participar do Congresso? AV: A expectativa é a melhor possível. Os participantes do congresso verão um show com o melhor do repertório de Alceu Valença. Músicas como “Tropicana”, “Anunciação”, “Coração Bobo”, “Belle du Jour”, “Táxi Lunar”, “Embolada do Tempo”, entre muitas outras. Tem também músicas do repertório de Gonzagão, como “Sabiá”, “Baião”, “Xote das Meninas”. A minha mensagem é: vamos acreditar no Brasil. Na nossa identidade, na nossa cultura, na nossa ciência, na nossa capacidade. E nos nossos dermatologistas! ■ Jornal da SBD Ano 18 n.3 ● 29

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Teraderm

Práticas terapêuticas e principais condutas do cotidiano da dermatologia são debatidas no 6o Teraderm Encontro contou com a participação do deputado federal Eleuses Paiva Paulo Barbosa, Gabriel Gontijo, Denise Steiner, Eleuses Paiva e Emmanuel Costa

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nfluência dos maus hábitos, tais como o fumo, as drogas, a má alimentação, nas dermatoses; eletrocirurgia e laser – quando optar?; alopecia: tratamentos não cirúrgicos da calvície; rosácea; opções terapêuticas nas gorduras localizadas, flacidez e celulite; psoríase das unhas, do couro cabeludo e de mãos e pés; urticárias e angiodema; DST e micoses superficiais no consultório: como tratar? foram alguns temas discutidos no 6o Teraderm, que primou pela excelência na programação científica. Cerca de 1.800 dermatologistas associados da SBD de todo o país compareceram ao evento e compartilharam conhecimento no Centro de Convenções Frei Caneca, nos dias 6 e 7 de junho, em São Paulo. “O conteúdo do programa foi de excelência, abrangendo todos os temas clínicos, cirúrgicos e cosmiátricos da dermatologia. Houve grande interação entre palestrantes e plateia, mostrando a pujança da especialidade dermatológica no Brasil”, observou Denise Steiner, presidente da SBD, lembrando que o encontro ocorre com sucesso desde 2009.

Segundo maior evento científico do calendário dermatológico após o Congresso Brasileiro de Dermatologia, o Teraderm deste ano recebeu a presença ilustre do deputado federal Eleuses Paiva (PSD-SP), que discorreu sobre a situação da medicina no Brasil. “Todos ficaram impressionados com a importância do tema e se conscientizaram de que é necessária a participação da Sociedade Brasileira de Dermatologia nas discussões dos rumos das especialidades”, acrescentou a presidente. Coordenado pelos dermatologistas Clarisse Zaitz, Jayme de Oliveira Filho, Humberto Ponzio e Ricardo Shiratzu, o encontro manteve o formato com 28 blocos de 30 minutos de duração cada, permitindo também que os dermatologistas pudessem participar do debate, enviando perguntas por escrito e esclarecendo dúvidas sobre temas pertinentes e reformulados. Cada bloco ficou a cargo de um coordenador responsável pela sua condução, direcionando as apresentações com dinamismo. Um telão de 14 mil pixels de largura espalhados por 40 metros lineares de tela foi a novidade dessa edição: “Além da excelência da programação científica, gostaria de destacar a colocação de um telão único de 40x4 metros com qualidade de imagem incrível, proporcionando aos participantes total visibilidade das aulas e dos debates”, realça Shiratzu. ■

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Analogias em Medicina

A coluna “Analogias em Medicina” tem significativa utilidade prática, particularmente por seu papel didático-pedagógico e por facilitar a compreensão de diversos processos patológicos que acometem o ser humano. Muitas vezes coloquial e/ou restrita ao diálogo entre médicos e outros profissionais envolvidos, mantém-se dentro das normas éticas.

José de Souza Andrade-Filho Patologista do Hospital Felício Rocho, Belo Horizonte Professor de patologia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais membro da Academia Mineira de Medicina labjsouzandrade@terra.com.br

Ninho de pelos na doença do jipe

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doença pilonidal é condição patológica inflamatória/cística e, frequentemente, associada a infecção. Caracteriza-se por um sinus epidérmico e um processo inflamatório profundo, atingindo até o subcutâneo, e com formação de cisto, em cujo interior se encontram pelos. Pode localizar-se nas axilas e virilhas, nos espaços interdigitais, na nuca, nos pés e em cotos de amputação. Porém, é muito mais frequente na região sacrococcígea. Atribui-se a Herbert Mayo, em 1833, a primeira descrição da doença pilonidal sacrococcígea e a A.W. Anderson sua segunda referência, em 1847. R.M. Hodges, em 1880, foi, entretanto, o primeiro médico a usar a denominação pilonidal cyst. A descrição do Dr. Hodges conceituou literalmente a doença naquela época: uma “cavidade com ninho de pelos” (a nest of hairs, em inglês), sem dúvida, uma analogia arquitetural com um ninho de pássaro. O termo cisto significa cavidade e pilonidal significa “ninho de pelos” e é derivado das palavras latinas: pilus, pelo e nidus, ninho. Contudo, em aproximadamente 25% dos casos, não são encontrados pelos na lesão. Existem várias teorias para explicar o surgimento da doença pilonidal. Embora anomalias congênitas relacionadas ao fechamento do canal neural possam ocorrer nessa área, acredita-se atualmente que a maioria dos seios pilonidais tenha patogênese adquirida. Segundo alguns, a afecção resultaria da sucção de pelos da pele, que penetrariam até o subcutâneo, formando um cisto com granulomas tipo corpo estranho. Há referências de que a doença pilonidal é mais co-

mum em pessoas obesas, que se submetem a trauma ou irritação na região interglútea, têm excesso de pelos no corpo, ficam sentadas por longo tempo e usam roupas apertadas. Incide mais em homens, brancos e peludos, sendo muito rara na raça negra e amarela. Responde ainda por significativa taxa de absenteísmo (falta ao emprego) em países industrializados. A doença pilonidal foi também causa importante de baixas hospitalares entre combatentes da Segunda Guerra Mundial e da Guerra do Vietnã. Mais de 80% dos soldados portadores de cisto pilonidal precisaram ser hospitalizados. A doença foi apelidada de jeep riders’ disease (doença dos viajantes de jipe) ou simplesmente doença do jipe (jeep disease) porque grande parte das pessoas/motoristas tiveram-na após andar em jipes, por vezes em percursos longos e em terrenos acidentados. Os microtraumas de repetição na região interglútea seriam a causa do processo. Na maioria dos casos, o diagnóstico da doença só é feito após o paciente ter sofrido uma infecção do cisto e com os sinais flogísticos clássicos, como edema, rubor, calor e dor no local. Esta última é muito intensa, levando o paciente a procurar o médico, que normalmente intervém, drenando um abscesso recém-formado. Raros casos de carcinoma espinocelular foram relatados no interior do cisto pilonidal. (Texto baseado em autores nacionais e estrangeiros e em Pena GP, Andrade-Filho JS. Analogies in medicine: Valuable for learning, reasoning, remembering and naming. Adv in Health Sci Educ Theory Pract. 2010:15:609-19). ■

Mayo Foundation for Medical Education and Research

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Defesa Profissional

A importância do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido Por Sérgio Palma*

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Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) ou Termo de Consentimento Informado (TCI) foi formalmente conceituado pela jurista Marilise Kostelnaki Baú como “a decisão voluntária de pessoa autônoma e capaz após processo informativo e deliberativo, visando à aceitação de um tratamento médico ou experimentação terapêutica, determinados ou específicos, após saber de suas consequências e riscos”. No atual Código de Ética Médica, está disposto no Cap. 4, Art. 22: “É vedado ao médico deixar de obter consentimento do paciente ou de seu representante legal após esclarecê-lo sobre o procedimento a ser realizado, salvo em caso de risco iminente de morte.” O médico tem o dever de informar o paciente acerca dos riscos do ato médico e das consequências dos medicamentos que forem prescritos. Esse termo de consentimento esclarecido deve ser sempre redigido em linguagem acessível e simples para entendimento do paciente que subscreverá o documento ou de seu representante legal. Muitos profissionais avaliam que a tomada do TCLE burocratiza e torna a relação médico/paciente mais distante. No entanto, deve ser encarada como um instrumento para fortalecer essa relação. Outra dúvida frequente: é válido, juridicamente, obter do paciente a sua assinatura em documento TCI? Mais do que válido, é fundamental, pois serve de prova, num eventual processo, de que o paciente foi informado e orientado sobre todos os aspectos que envolveram seu caso e seu tratamento, demonstrando, portanto, a boa fé e a lisura do profissional médico. O TCLE tem como finalidade a garantia do recebimento das informações pelo paciente, da sua autonomia (direito de escolha) e da delimitação da responsabilidade médica. Auxilia na compreensão do que é esperado ou pode acontecer após o procedimento. É necessário frisar que sua obtenção não significa a isenção do médico, caso venha a responder ação por imprudência, negligência ou imperícia. Dessa forma, o aludido termo ou autorização não tem a virtude de excluir a responsabilidade do médico. Não pode ser entendido, pois, como excludente de responsabilidade. Na atualidade, alguns renomados estudiosos perfilham o entendimento contratualista do vínculo jurídico que une o profissional médico a seu paciente (cliente), em que a relação médico/paciente (responsabilidade médica) constitui uma relação contratual, aplicando-se o disposto no Código Civil Brasileiro. Nessa visão, quando o médico não possui o documento (TCLE) sofre com a principiologia do Código do

consumidor, o que forma fileira com o Código de Ética e entende que entre a palavra do médico e a do paciente, este último deve ser protegido por ser hipossuficiente. Além disso, o médico tem responsabilidade civil, penal e disciplinar sobre seus atos, devendo essa responsabilidade ser avaliada em cada caso. É também destaque no sexto Código de Ética Médica, em vigor desde 13/05/2010, a introdução do conceito de responsabilidade subjetiva do médico, preconizando que ela não se presume, tem que ser provada para que ele possa ser penalizado – por ação ou omissão caracterizável como imperícia, imprudência ou negligência. O Parágrafo único do Art. 1º do Capítulo III, sobre responsabilidade profissional, determina que a responsabilidade médica é sempre pessoal e não pode ser presumida. Não resta dúvida de que o exercício da Medicina, nos dias de hoje, oferece maior risco a contestações, sendo compreensível, nesse contexto, a preocupação do médico em defender-se. E o TCLE assinado constitui documento fundamental num processo ético-judicial, sendo peça importante na defesa do profissional, além de traduzir um ato de respeito ao paciente. O aludido documento cumpre finalidade ético-jurídica e pode ser apreciado como “prova” da lisura do procedimento médico. Contudo, a melhor defesa é o exercício profissional realizado com conhecimento competente e atitude respeitosa para com aqueles que precisam de tratamento, fato esse que redunda na excelente relação médico/paciente, fundamental na prática médica. ■ * É médico dermatologista. Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia/Regional Pernambuco. Membro da Câmara Técnica de Dermatologia do CFM. CRM 10916 (PE) – RQE 449.

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Entrevista Especial

Compromisso com a classe médica e com a saúde brasileira

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ascido em Santos, o deputado federal Eleuses Paiva (PSD-SP) é médico, especialista em medicina nuclear. Foi professor da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp) e o primeiro médico do interior a ser eleito presidente da Associação Paulista de Medicina (APM) e, em seguida, da Associação Médica Brasileira (AMB). Como membro titular da Comissão Especial de Financiamento da Saúde Pública (Cesaude), acompanhou toda a tramitação do Mais Médicos. Autor de diversos projetos em defesa dos médicos e da qualidade da saúde pública, Eleuses fala nesta entrevista sobre a luta por mais recursos para o Sistema Único de Saúde (SUS), a criação da carreira de Estado para médicos – semelhante à que existe no Ministério Público e na Magistratura –, a regulação da obtenção de diplomas, a entrada de médicos estrangeiros no país e a importância de a população ser atendida por profissionais e hospitais públicos de qualidade.

Jornal da SBD: Notamos que seu discurso é sempre muito firme e compromissado com a classe médica e com a saúde brasileira. Como foi sua atuação nos vetos à Lei do Ato Médico (12.842/13) e do Programa Mais Médicos (MP 621/13)? O que achou da decisão final? Eleuses Paiva: No caso do Ato Médico, os médicos perdem muito com o que restou após os vetos da presidente Dilma. O que buscamos ao longo de 10 anos de debates democráticos com todas as categorias da saúde, governo e sociedade, em várias comissões do Senado e da Câmara, foi ignorado pelos vetos. Com isso, a presidente manteve a medicina como uma profissão com uma regulamentação pífia entre as 17 profissões da área de saúde. Não fazer essa regulamentação é um dos maiores absurdos. Mas, vamos retomar os debates e persistir na busca dessa regulamentação, em defesa do interesse público, dos médicos e da saúde da população. Quanto ao Mais Médicos, tenho demonstrado no Congresso que se trata de outro equívoco e outra irresponsabilidade com a saúde dos brasileiros. Encaminhar médicos sem qualquer avaliação de sua formação profissional às regiões carentes já é uma temeridade. Mas a falta de infraestrutura e de recursos na saúde é muito mais grave, é a base de todo o problema. O Mais Médicos pretende apenas mascarar essa realidade. JSBD: Ou seja, o Mais Médicos cria uma falsa expectativa na população brasileira, ao imaginar que uma grande quantidade de médicos pode solucionar o problema da saúde, quando neste caso, a quantidade e a qualidade não andam de mãos dadas?

EP: Sem dúvida, o grande problema é que não existe uma infraestrutura adequada às necessidades do atendimento à população. Tanto na questão de gestão quanto na de financiamento o que se vê é o caos. Então, não vai ser só médico que vai resolver o problema, diante desta péssima infraestrutura do setor de saúde. Faltam leitos, as urgências e emergências estão totalmente sucateadas... Para se ter uma ideia, um paciente de câncer que necessite agendar o início de uma radioterapia ou de uma quimioterapia tem de esperar em média de seis a nove meses, o que confirma o caos em que está a saúde no país. E o governo tenta dar uma falsa impressão de que vai resolver trazendo médicos de fora, sem qualquer avaliação, demonizando o médico brasileiro, responsabilizando-o pelo caos e camuflando o fato do subfinanciamento da saúde. JSBD: O Revalida não foi feito para punir médicos que estudaram em outros países, mas para garantir que tenham condições e conhecimento para exercer a profissão no Brasil. Por que algumas universidades federais e estaduais têm feito a certificação dos diplomas estrangeiros de forma alheia ao processo do Revalida, apenas atestando a equivalência curricular? EP: Na realidade estão sendo criadas normas para burlar a revalidação do diploma. Isso é lastimável, porque em qualquer país minimamente sério há regras para se saber se os profissionais oriundos de outros países têm qualificação para exercer a profissão. Exigir qualificação não é demérito aos profissionais. É defesa do interesse público e da qualidade do serviço público. É o mínimo que um país sério deve fazer. JSBD: Hoje apenas 8,4% do PIB é investido na área de saúde, mostrando que esta é uma das piores fases que o país enfrenta na área. Como o senhor vê a situação da saúde no Brasil e a questão do financiamento? O que pode ser feito para melhorar?

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EP: O importante é frisar que da parcela de 8,4% do PIB que vai para a saúde, quase 5% é do setor privado e o restante é do setor público. Entre os países com sistema de saúde universal, como SUS, o Brasil é o penúltimo em financiamento do setor. Ou seja, um dos piores financiamentos de saúde pública no mundo. Isso, repito, dentro dos países que têm modelo universal de atendimento à saúde pública. O dinheiro é pouco e esse pouco ainda é mal gerenciado. Por exemplo, o ex-ministro Padilha tinha R$ 92 bilhões para aplicar na saúde, o que já era muito abaixo da necessidade, e, desse total, deixou de aplicar R$ 17 bilhões. Para ficar em apenas dois exemplos, a Argentina investe seis vezes mais que o Brasil na saúde, e o Chile, três vezes e meia a mais. JSBD: Em discurso recente no plenário, o senhor criticou o andamento das reformas política e tributária e as ações governamentais na área da saúde. O que pode ser feito para melhorar este quadro e acelerar o desenvolvimento do Brasil nesse aspecto? EP: Infelizmente o Congresso Nacional e, muito menos ainda o governo federal, não t6em interesse em promover algum tipo de reforma tributária, porque isso interessa ao status quo, à situação atual. Eu acho que cabe à sociedade se movimentar, criar um cenário propício para pressionar o Congresso a votar essas propostas. Caso contrário, vamos continuar assistindo aos problemas a que assistimos hoje. JSBD: Quais ações políticas os médicos e suas entidades representativas devem promover, especialmente a dermatologia? EP: O mais importante é informar aos associados médicos e aos pacientes tudo o que está acontecendo na área política e principalmente na área de saúde. Até para não sermos, mais uma vez, durante o processo eleitoral, enganados e utilizados para os fins que deploramos. Felizmente temos assistido a um engajamento positivo das categorias médicas e da sociedade. O questionamento do caos na saúde é pauta viva nas associações médicas dos estados e do país. Neste momento, quando estamos assistindo a uma crise moral e ética, com denúncias contra quadrilhas incrustadas em partidos e nos governos, é muito importante o engajamento dos médicos e de outras classes profissionais no debate e na militância para melhorar o quadro político. Vejo os médicos mais conscientes de que é necessário participar politicamente e ampliar a luta em defesa de melhores condições para a categoria e para o atendimento à saúde. Mas é necessário também ampliar o engajamento da categoria no processo político-eleitoral. Os médicos, historicamente, têm tido papel importante na discussão das questões políticas, mas é necessário transformar essa militância em ações que ampliem a presença no Congresso de homens e mulheres comprometidos com a saúde no país. Um dos temas centrais que deveriam mobilizar a categoria é o financiamento adequado da saúde. O Congresso discute o projeto de iniciativa popular que pretende destinar 10% da arrecadação bruta do país à saúde. E é fundamental a união da classe médica no acompanhamento dessas propostas e de outras que buscam

contribuir para mudar o atual quadro caótico da saúde. JSBD: Qual sua opinião sobre a abertura de novas escolas médicas ou ampliação de vagas nas atualmente existentes? EP: O Brasil já ultrapassou o número de 210 escolas de medicina. Provavelmente, até o final do ano, vamos ultrapassar a Índia, que tem o maior aparelho formador de médicos no mundo. Mas, a Índia tem uma população de 1,2 bilhão de pessoas, enquanto o Brasil tem pouco mais de 200 milhões de habitantes. Mesmo assim, vamos ser o país com o maior aparelho formador de médicos no mundo. Paralelamente, não estamos conseguindo melhorar o nível de qualificação dos docentes para poder atuar nas escolas. Infelizmente, o cenário que descortinamos para a formação médica é sombrio. Até os conselhos regionais de medicina têm mostrado que no cenário atual já temos uma queda na qualidade da formação do profissional, o que resulta também em aumento de processos judiciais por erros médicos, por insatisfação social e outras razões. JSBD: Sobre a atual situação do ensino médico no país, o que deve ser feito hoje para que haja efetiva melhoria? EP: Particularmente, tenho um projeto de lei que obriga avaliações tanto da escola quanto dos alunos durante os períodos letivos. De tal maneira que se ficar provado que o aluno não tem uma boa formação ele não recebe diploma. Com isso, a escola é responsabilizada pela má formação do aluno. Não adianta esperar o aluno se formar para dizer que ele não está apto. O que ele vai fazer da vida? Se ele não está apto e se a escola não o formou adequadamente, a escola tem de retomar e reforçar o processo de formação e qualificação desse aluno. Enquanto sua avaliação não for satisfatória, ele não sai da escola. JSBD: Qual é a importância da aprovação, no ano passado, pela comissão especial da PEC 454/2009 que cria uma carreira única de médico de Estado? EP: Acredito que com a PEC 454 poderemos resolver o problema da falta de médicos no setor público, especialmente nas regiões mais carentes. Apresentei essa PEC junto com o também deputado e médico Ronaldo Caiado propondo a criação da carreira de estado para médicos, semelhante ao que existe para juízes e promotores de justiça. Em vez de importar médicos sem qualquer avaliação de sua formação profissional, a PEC dispõe que os médicos serão submetidos a concursos, o que garantirá uma seleção pela qualidade, e os melhores serão aprovados e encaminhados pelo governo às regiões com carência de profissionais. ■ Jornal da SBD Ano 18 n.3 ● 37

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Aproximadamente 500 dermatologistas agregaram conhecimentos no ExpoUnimed, em Curitiba

7o Simpósio de Cosmiatria e Laser revisa literatura de procedimentos estéticos e mostra avanços tecnológicos no tratamento de doenças Com boa interação entre palestrantes e plateia, encontro conta com a presença de cerca de 500 especialistas de todo o Brasil

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Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promoveu o 7o Simpósio de Cosmiatria e Laser no ExpoUnimed, em Curitiba, nos dias 9 e 10 de maio. Dividido em 13 blocos de 60 minutos de duração, o encontro apresentou as pesquisas mais recentes na área de cosmiatria e laser e discutiu temas como pele acneica (cicatrizes da acne e acne da mulher adulta e suas variantes), alopecias e como conduzi-las, avanços da teledermatologia aplicados à cosmiatria, como lidar e conduzir queixas de flacidez corporal e pacientes com diversas queixas. Cerca de 500 dermatologistas de todo o país assistiram às aulas de qualidade e ficaram a par das novidades e dicas sobre cada assunto. O bloco “Todo cuidado é pouco – complicações: como evitar e tratar”, sobre hematoma severo, pigmentação excessiva, cicatrizes inestéticas, indução de doenças, viroses secundárias e formação de bolhas ou ulcerações, foi destaque ao lado do bloco “Rejuvenescimento facial e aula de plasma rico em plaquetas”, que discutiu os temas retinoide tópico e oral – mitos e verdades; protocolos de sucesso: o que combinar para tratar flacidez; toxina: novos modos de aplicação, como estamos após 20 anos; técnicas concomitantes – toxi-

na, laser, preenchimento, etc.; peelings químicos e indicações mais precisas; preenchimentos/Skin booster. O uso dos nutricêuticos, assunto considerado polêmico, também foi abordado no encontro coordenado por Jayme de Oliveira Filho (SP), Paulo Barbosa (BA), Ana Maria Costa Pinheiro (DF) e Emmanuel França (PE). Dermatologistas debateram se é necessário seu uso, quando e como utilizar. Os médicos dermatologistas Sérgio Schalka e Lincoln Helder foram os coordenadores da mesa que ainda destacou células-tronco, fibroblastos, gordura, genoma e dietas (quando indicar). Outro destaque do evento foi alertar sobre os efeitos colaterais dos procedimentos cosmiátricos, ressaltando a necessidade da avaliação detalhada das características do paciente e o procedimento correto a ser indicado. Complicações como manchas, reações tardias e infecções podem acontecer se os procedimentos não forem feitos de forma correta. “É importante lembrar a importância de se consultar com um dermatologista da SBD para que não haja nenhum tipo de risco nesses procedimentos”, enfatiza Ana Maria Costa Pinheiro. Para o coordenador do Departamento de Cosmiatria da SBD e do evento, Jayme de Oliveira Filho, os pontos principais da parte de cosmiatria foram “as formas de tratamento com isotretinoína, mitos e verdades a respeito da finasterida, como lidar com cabelos étnicos, uso de plasma rico em plaquetas na alopecia androgênica, laser fracionado, tatuagens e melasma e sua abordagem terapêutica. Entre os mais diversos

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Cosmiatria e Laser

tratamentos da dermatologia cosmiátrica, clínica e cirúrgica, o Simpósio abordou as várias formas e aspectos de como tratar cicatriz de acne, além das áreas de difícil tratamento, com suas múltiplas opções terapêuticas (colo, pescoço, mãos), laser extrafacial, e um dos diferenciais sobre tratamentos no verão e na pele morena”. As novas tecnologias nos tratamentos da flacidez, celulite, gordura localizada, melasma, tratamento vasculares, envelhecimento, aplicação de toxina botulínica, técnicas com-

binadas e outras novidades, bem como as mais frequentes queixas dos pacientes nos consultórios dos dermatologistas, também tiveram espaço no debate. “Na área de laser foram apresentadas as novidades sobre os transplantes capilares e o tratamento da flacidez corporal. Nos módulos de discussão do Simpósio mostramos as inovações nos tratamentos considerados mais difíceis, como olheiras, estrias e melasma”, afirma o coordenador do Departamento de Laser da SBD, Paulo Barbosa.

Organizadores do encontro ao lado do vice-presidente da SBD, Gabriel Gontijo e a presidente da SBD, Denise Steiner

Advances in Dermatology

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udo o que há de mais moderno e inovador na área dermatológica, com destaque para a atualização terapêutica em onicomicose, conduta prática na propedêutica e terapêutica do prurido, na dermatologia pediátrica e tratamentos atuais para hiperpigmentação infraorbital, esteve incluído nos principais temas abordados no Advances in Dermatology, evento pioneiro da SBD e que reafirma a estratégia internacional da entidade. Ocorrido no dia 8 de maio, em Curitiba, sob a coordenação de Paulo R. Cunha, o Advances contou com a presença de experts da Europa, dos Estados Unidos e da América Latina. Veja algumas novidades do encontro: ROSÁCEA: Uso do carvedilol e propanolol para controle do flush. Uso de permetrina 5% ou ivermectina 1% para casos de rosácea refratária (infecção demodicidose). Uso da brimonidina tópica (Mirvaso) para melhorar eritema da rosácea grau I. VITAMINA D: Dosar PTH e cálcio junto com a vitamina D para confirmar deficiência. Mudança do valor de referência para >20mg/dl para deficiência e iniciar reposição. Estudos controversos para reposição de vitamina D em várias doenças: câncer, diabetes mellitus. ALOPECIA AREATA: uso do excimer laser bom para AA em placas.

AVANÇOS NA ÁREA GENÉTICA DE IDENTIFICAÇÃO GENES PARA ALVOS TERAPÊUTICOS: CTLA4 e Abatacept (imunoglobulina CTLA4) – previne AA em ratos, aumenta chance de melanoma? Via IL5 – via JAK – inibidores topicos JAK – Tofacitinib e Ruxolinitib. DERMATOLOGIA PEDIÁTRICA: Tratamento de angiofibromas em esclerose tuberosa, com rapamicina 0,2% gel. Legius Syndrome (Sde NF tipo 1- like). Não tem nódulos Lisch ou neurofibromas como na NF. Crianças com essa síndrome têm aumento do risco de malignidade, ppte hematológica.

Os coordenadores do Grape-SBD Carlos Augusto Bastos e Oswaldo Delfini, a presidente da SBD, Denise Steiner, a dermatologista Michelle Tarbox (EUA), o coordenador do encontro, Paulo R. Cunha e demais palestrantes

DERMATOSCOPIA DO COURO CABELUDO: AA: pelos peládicos em 43%; pelos cadavéricos, pontos amarelos. T. capitis: descamação, pelos em saca-rolhas, em vírgula, morse code-like hairs. Tricotilomania: fio enovelado, em bailarina. ALOPECIA ANDROGENÉTICA: Finasterina oral 2,5-5mg/dia, CI em mulheres em idade fértil. Finasterida tópica: 0,25% em veículo específico. Minoxidil: estímulo PGS, espuma 5% 1x/dia = loção 5% 2x/dia com menos irritação. Dutasterida: 0,5mg mais eficiente que finast 1mg. Led: aumenta densidade e diâmetro dos fios.

ANAIS BRASILEIROS DE DERMATOLOGIA: Campo de cancerização: mebutato de ingenol, dois a três dias de aplicação, com efeito em quatro dias após aplicação, redução média de 83% em face. ABD set/out 2013 – revisão em micoses superficiais: onicomicose em háluces por laser Nd:YAG 1064nm, com danos mecânicos por ondas de choque acústico. Dermatite flagelada por ingestão de cogumelos shitake. ■ Jornal da SBD Ano 18 n.3 ● 39

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Destinos

Lima,

linda estrutura arquitetônica

U

ma cidade que tem passado por inúmeras reinvenções: é assim que podemos descrever Lima, capital do Peru, fundada em 1535 pelo espanhol Francisco Pizarro, e hoje com quase nove milhões de habitantes. Radiante, a cidade aos poucos parece retomar o brio dos tempos em que foi capital do vice-reino espanhol do Peru, quando era chamada de Cidade dos Reis e abastecia a coroa com ouro e prata. Um exemplo disso é a restauração do centro histórico, dominado pela Plaza de Armas, um dos mais belos conjuntos coloniais do continente. Esse é o ponto de partida que recomendamos para se conhecer Lima. Declarado pela Unesco Patrimônio Cultural da Humanidade, o centro da antiga Lima colonial abriga símbolos arquitetônicos da cidade, como o Palacio de Gobierno, antiga residência de Pizarro e atual centro do poder político; a Catedral de Lima, templo religioso em estilo barroco com interior simples e que abriga um museu de arte sacra; e a Iglesia e Convento de San Francisco, construções do século 17, cujas galerias subterrâneas serviram como cemitério colonial e podem ser visitadas.

As culturas pré-hispânicas estão representadas no Museo de Arte de Lima localizado em um palacete neorrenascentista de 1869. O acervo é formado por peças antigas de cerâmica e ourivesaria, além de importante coleção de pinturas do Peru. Já no Museo de la Nación, quatro de seus andares são dedicados às manifestações culturais do Peru de diferentes períodos. Além das exposições temporárias, o local, inaugurado em 1990, abriga réplicas da vida pré-colonial, tapeçarias, cerâmicas, armas, mobiliário e vestuário, e maquetes dos principais sítios arqueológicos do país. Considerado um dos mais importantes centros cerimoniais da cultura de povos pré-hispânicos no país, entre os anos 200 e 700 d.C., o Huaca Pucllana, situado em Miraflores, impressiona pela construção piramidal de 25 metros de altura erguida com adobe em área que chegou a ter 20 hectares. O local, que também serve como cenário para shows, abriga um museu que conserva peças encontradas durante as escavações. A Catedral de Lima, em estilo barroco, já foi reconstruída cinco vezes, em função de terremotos, mas

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Lima vai sediar o XV Congresso Peruano de Dermatologia, de 28 a 31 de agosto. Apoiado pelo Colégio Ibero-Latinoamericano de Dermatologia (Cilad), o encontro marca os 50 anos de aniversário da Sociedade Peruana de Dermatologia (SPD). Na ocasião, haverá a divulgação da candidatura do Rio de Janeiro à sede do Mundial de 2019.

Monastério São Francisco

Plaza das Armas

sempre se mantendo o mais fiel possível ao projeto original, de 1555. Destaque para os belos mosaicos e pinturas no altar de madeira entalhada. Em 1756, recebeu os restos mortais de Francisco Pizarro, que ocupam uma capela de mármore. Nos fundos, funciona o Museo de Arte Religiosa. A vida noturna também é agitada. No início do século 20, dezenas de escritores viviam no bairro Barranco, o que lhe conferiu a aura boêmia e romântica mantida até hoje. Durante o dia, é a pedida para um passeio tranquilo por suas calles com artistas de rua e vendedores de livros usados e pelo agradável parque municipal. À noite, é um dos points da juventude em busca de diversão. Comer bem em Lima é fácil. A cidade peruana também tem umas das mais interessantes culinárias do mundo. A pedida é saborear deliciosos ceviches e pratos à base de milho e batata, ou algumas das frutas e pescados mais diferentes que você já viu em sua vida. ■

Huaca Pucllana

Serviços e curiosidades POPULAÇÃO: 8 MILHÕES DE HABITANTES DDD: 1

FUSO HORÁRIO: MENOS DUAS HORAS EM RELAÇÃO

AO HORÁRIO DE BRASÍLIA

MOEDA: NUEVO SOL

VISTO: NÃO É EXIGIDO VISTO PARA OS BRASILEIROS SAÚDE: É

EXIGIDA APRESENTAÇÃO DO

PROFILAXIA CONTRA A FEBRE AMARELA.

CERTIFICADO INTERNACIONAL DE VACINAÇÃO OU ACONSELHA-SE A VACINAÇÃO COM ANTECEDÊNCIA

MÍNIMA DE DEZ DIAS ANTES DE VIAJAR

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Bastidores da dermatologia

Coração dividido Dermatologistas estrangeiros de nascença e brasileiros por adoção contam que estão divididos nos jogos da Copa do Mundo, mas o amor pelo Brasil, no fim das contas, prevalecerá. Para eles, essa Copa serve para trazer à tona a realidade do país para o exterior

A

Nascido na Espanha, Ramon V. Blanco torce mesmo é pelo Brasil

lembrança mais marcante que tem de Copas do Mundo é a de 1962, no Chile, quando o Brasil venceu a Espanha num jogo dramático. “Era 1o de junho e perdíamos de 1x0. Amarildo, chamado de “O possesso” pelo Nelson Rodrigues, nos deu a alegria de virar o jogo para 2 x 1. Torci, sem qualquer dúvida, para o Brasil”, relembra o dermatologista José Ramon Varela Blanco, espanhol de nascimento, do município de Santa Comba, província de Coruña, situada na região da Galícia. Torcedor do São Paulo Futebol Clube, Carlos Machado Filho é casado há 20 anos com uma dermatologista da Província de Tucuman, situada no norte da Argentina, charmosa cidade nas Cordilheiras dos Andes. Assistem aos jogos juntos, sem provocações. “Quando jogam Brasil e Argentina eu torço para o Brasil, e ela para a Argentina. Os dois países são nossas respectivas segunda-opção, portanto estamos sempre em paz futebolística”, revela o dermatologista que tem com a atual esposa seis filhos, e seis netos de seus dois casamentos. “Os brasileiros torcem pelo Brasil e os argentinos pela Argentina”, reforça.

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Vitor Reis com o neto, torcedor de Portugal

Carlos Machado ao lado da esposa argentina

Amarildo, camisa 20, fez o gol da vitória do Brasil por 2 x 1 sobre a Espanha, no dia 1º de junho de 1962

Embora carregue amor a seu país de origem, o português Vitor Reis da região de Leiria, em Mira de Aire, revela que ficará dividido, torcendo também pelo Brasil. “Em 1966, na Inglaterra, quando houve o primeiro e único confronto em copas entre meus dois países, confesso que fiquei contente com a vitória de Portugal. Torço invariavelmente pelos dois países, mas sempre que houver um encontro entre os dois ficarei abalado, pois sinto que qualquer resultado não vai me satisfazer”, completou ele que emigrou para São Paulo, aos oito anos de idade e hoje é casado com uma paraguaia, que torce, na ausência da seleção do seu país na Copa do Mundo de 2014, para a seleção portuguesa e também para a brasileira. “Como este ano o Paraguai não joga, vamos torcer pelo Cristiano Ronaldo e pelo Neymar”, afirmou orgulhoso de seu neto, de 10 anos de idade, torcedor fervoroso de Portugal. “Para mim o ideal é que um dos dois seja campeão sem entrar em confronto direto para que meu coração não fique parado”, salienta Vitor que em Portugal torce para o Benfica, time em que despontou Eusébio, o grande craque de terras lusitanas.

País preparado Os dermatologistas não esboçam preocupação com relação à realização de um evento desse porte em um país com algumas deficiências estruturais. “Em geral os estrangeiros têm uma fantasia muito grande em relação ao Brasil e desconhecem profundamente nossos problemas, e a mídia brasileira é quem dá uma impressão de impacto negativo. Os comentários que ouço fora daqui apontam um desejo muito grande de virem participar da Copa”, afirma Carlos Machado. Ramon, pai de três filhos brasileiros que aderiram à cultura espanhola e lhe pediram para agilizar suas nacionalidades espanholas, já obtidas, concorda: “É preciso entender que o nosso país é uma nação em organização, com apenas 514 anos de descoberta, ao passo que a Europa já havia sofrido as transformações que a fizeram ser mais eficiente. Um dia chegaremos lá. Desvios, corrupção, isso existe em todo o mundo, e a história da Fifa está cheia de comportamentos pouco recomendáveis. Somos melhores no futebol, mas nos descaminhos creio que ainda perdemos e perdemos de goleada”, rebateu. ■ Jornal da SBD Ano 18 n.3 ● 43

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Regionais

Santa Catarina

Bahia

Sócios da Regional, estudantes e médicos residentes e estagiários dos Serviços do Hospital das Clínicas e da Escola Bahiana de Medicina (Brotas) participaram da sessão clínica de abril. A SBD-BA comemora os 100% de aprovação do Exame de Título de Especialista em Dermatologia (TED).

Tiveram início em março os cursos práticos que estão sendo oferecidos gratuitamente pela SBD-SC durante todo o ano de 2014 para os associados de Santa Catarina que buscam atualização em diversas áreas da cosmiatria e cirurgia dermatológica. Durante as aulas, são abordados temas como toxina botulínica, preenchedores e volumizadores, laser e LIP e microagulhamento. Os cursos são realizados simultaneamente nas seis regiões do estado e já no primeiro módulo contaram com grande participação e entusiasmo dos sócios.

Rio Grande do Norte

A Regional vai promover de 14 a 16 de agosto, a nona edição do DermaNatal. O encontro, que contará com a presença de grandes nomes da dermalogia do Nordeste e do Brasil, está com as inscrições abertas no seguinte endereço eletrônico: www.sbdrn.org.br/noticia/16/9-dermanatal-curso-de-laser-da-sbd

São Paulo

Nos dias 23 e 24 de maio, o VI Distrito Dermatológico da SBD-Resp realizou o Simpósio de Cosmiatria Ribeirão. O encontro, iniciado com cursos práticos que mostraram indicações e a prática na aplicação dos tratamentos faciais, contabilizou 21 palestras apresentadas por renomados professores que expuseram suas experiências de consultório e vivências na dermatologia. “A avaliação do Simpósio foi extremamente positiva. Acreditamos que, com a confiança que nossos patrocinadores colocam neste trabalho, com o comprometimento dos palestrantes e com a resposta que obtivemos de participantes, alcançamos mais do que esperávamos. É com toda essa disposição, que já começamos a divulgar a IV Jaderp que ocorrerá nos dias 22 e 23 de maio do ano que vem no Hotel JP, em Ribeirão Preto”, informou um dos organizadores do encontro.

Mato Grosso do Sul

Nos dias 9 e 10 de maio ocorreu em Campo Grande, MS, a Jornada Sul-matogrossense de Cabelos: da cosmiatria à doenças “Foi um prazer receber em nosso estado os professores do Rio de Janeiro Celso Sodré e Maria Fernanda Gavazzoni”, avaliou a presidente da Regional, Elza Garcia da Silva.

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Paraíba

A XXXIII Jornada Norte-Nordeste e a VIII Jornada Paraibana de Dermatologia, organizadas pela Regional, ocorreram com sucesso de 1o a 3 de maio, em João Pessoa, na Paraíba. Segundo a presidente da Regional, Luciana Trindade, o evento tradicional na dermatologia do Norte e do Nordeste, e brasileira contou com a presença de palestrantes de renome e a participação de dermatologistas de todo o país, notadamente das regiões Norte e Nordeste.

Membros da Comissão Organizadora da Jornada Norte-Nordeste

Goiás

Os avanços em torno do tratamento de queimaduras e feridas na pele e as causas e as formas de tratamento dos tumores nas unhas foram temas de destaque na 69a Jornada Goiana de Dermatologia, realizada no último dia 23 de maio, em Goiânia. Um dos pontos altos do evento foi a apresentação do novo site da SBD-GO juntamente com o lançamento da revista da entidade. O site ganhou layout mais moderno com funcionalidades que permitirão, por exemplo, que o paciente encontre o dermatologista mais próximo de sua residência. A revista da SBD-GO substitui o jornal publicado trimestralmente e trará reportagens de interesse coletivo. Todos os dermatologistas associados receberam vários exemplares para colocar à disposição dos pacientes em seus consultórios.

Espírito Santo

A XXVII Jornada Capixaba de Dermatologia, maior evento anual da SBD-ES, foi realizada em Vitória nos dias 16 e 17 de maio. Os palestrantes convidados deste ano foram os dermatologistas cariocas Alexandre Gripp, Robertha Nakamura, Elisa Fontenelle e Omar Lupi, além dos especialistas locais Aloísio Falqueto, Elton Almeida, João Nestor Miranda, Leonardo Ferreira, Marisa Simon, Paulo Sergio Emerich, Priscila Ventorim e Sandra Bittencourt, e de Dóris Hexsel, do Rio Grande do Sul. No final do encontro, todos foram convidados para um animado almoço de confraternização, fortalecendo assim os laços associativos dos médicos inscritos, maior objetivo da atual Diretoria.

O presidente da SBD-ES, Leonardo Ferreira, com os palestrantes convidados da XXVII Jornada Capixaba de Dermatologia

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Serviços Credenciados

Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – SP Emerson Padovese (ex-residente) e os doutores Fátima Rabay, Alexandre Zeni, Flávia Ferreira e Samuel Mandelbaum

Universidade de Taubaté (Unitau) – SP No dia 23 de maio, a professora Flávia Regina Ferreira defendeu sua tese de doutorado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp – EPM) intitulada Fatores de risco associados ao câncer de pele não melanoma em receptores de transplante renal: estudo caso-controle no Ambulatório de Dermatologia da Universidade Federal de São Paulo no período de agosto de 2004 a agosto de 2009. Sob a orientação da doutora Jane Tomimori, o trabalho foi aprovado pela seleta banca. No dia 24, o Serviço realizou a 17a Jornada Dermatológica com a apresentação e discussão de casos clínicos ao vivo, comentados pelas professoras Jane Tomimori, da Unifesp, e Helena Muller, da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. Trinta colegas da região estiveram presentes e puderam discutir profundamente as patologias apresentadas. Os professores do Serviço de Taubaté, Samuel Henrique Mandelbaum, Flávia Regina Ferreira, Fátima Oliveira Rabay e Alexandre Evaristo Zeni, foram convidados e participaram da 147a Jornada Paulista de Dermatologia da Unifesp e do 1o Curso de Educação Médica Continuada em Dermatologia (CEMCD), em maio, ministrando aulas, colocando casos para discussão interativa e comentando caso clínico apresentado. “Nossos agradecimentos aos profs. Paulo Ricardo Criado e Sergio Talarico Filho, pelo convite”, manifestou-se Samuel Mandelbaum, chefe do Serviço.

O 1o Curso de Educação Médica Continuada em Dermatologia (CEMCD) e a 147a Jornada Paulista de Dermatologia da Unifesp abordaram temas referentes a controvérsias no diagnóstico e tratamento das dermatoses comuns, como a acne e psoríase, até situações cirúrgicas controversas, todos avaliados por professores de reconhecido saber em suas áreas, mesclando-se com casos clínicos didáticos. Os encontros foram realizados nos dias 30 e 31 de maio, no Centro de Convenção da Fecomércio, em São Paulo, e no Departamento de Dermatologia da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), com casos preparados com empenho e dedicação por dermatologistas chefiados por Sergio Talarico.

Policlínica Geral do Rio de Janeiro (PGRJ) – RJ A PGRJ e a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) vão fazer ação conjunta no dia 4 de agosto chamada de “Dia de Combate ao Piolho”. Nesse dia, voluntários da universidade e do Serviço irão ministrar palestras para alunos e professores e realizar exames, identificando e orientando o tratamento das crianças com piolho. Também serão distribuídos exemplares do livro Doutor, eu tenho piolho para que as crianças levem para suas casas, pulverizando informação de qualidade, o que torna a ação perene, efetiva e muito mais ampla. O Dia de Combate ao Piolho é uma parceria oficial do Instituto Protetores da Pele (IPP) com a SBD Nacional, a Academia Nacional de Medicina – ANM, e tem o financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Rio de Janeiro – Faperj, além da participação de voluntários da UniRio e da PGRJ.

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Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro - RJ Este ano o XXVIII Congresso da Aeapa ocorreu nos dias 16 e 17 de maio. No primeiro dia, houve atividade práticas no próprio Instituto Prof. Azulay da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro; no segundo, apresentações teóricas de alunos, ex-alunos e amigos do Instituto. “Os temas estavam bem variados, e com isso conseguimos despertar o interesse de cirurgiões dermatológicos, dermatologistas clínicos e cosmiátricos, contando com 256 participantes”, ressalta o presidente do encontro, Fabiano Leal. Joaquim Mesquita Filho, Sergio Serpa, Luiz Quevedo, Rogerio Estrela, Fabiano Leal, Celso Sodré e Bruna Duque Estrada

Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos

Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais (HPM) – MG O Serviço de Dermatologia inaugurou um moderno centro cirúrgico ambulatorial, no qual centralizará os atendimentos de cirurgia dermatológica, incluindo cirurgia micrográfica de Mohs. No mesmo local funcionará o ambulatório de terapia fotodinâmica e laser, equipado com LED e máquinas de CO2, luz pulsada e Nd:Yag. O Serviço é coordenado pelo dermatologista André Piancastelli.

Fundação Universitária Alfredo da Matta (Fuam) - AM A residente do terceiro ano da Fuam Daniele Westphal ganhou a bolsa Excellence em Dermatologia da Galderma. A jovem foi a única estudante da Região Norte a conquistar tal feito.

O Serviço de Dermatologia do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos realizou, sob a coordenação de Maria do Rosário Vidigal, a 51a reunião do Grupo Unicinco. O encontro, ocorrido em 14 de maio, reuniu residentes do próprio Complexo Hospitalar Padre Bento, do Complexo Hospitalar Heliópolis, da Universidade de Mogi das Cruzes, da Faculdade de Medicina de Jundiaí, da Faculdade de Medicina Unoeste, do Instituto Lauro Souza Lima de Bauru e da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP). Também prestigiaram a reunião, a chefe do Serviço de Dermatologia da Universidade de Mogi das Cruzes e atual presidente da SBD, Denise Steiner, o chefe do Serviço de Dermatologia do Complexo Hospitalar Heliópolis, Domingos Jordão Neto, a doutora Helena Müller, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, e médica colaboradora do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos e coordenadora da Residência Médica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Irene Abramovich, além de todo o corpo clínico do Serviço de Dermatologia do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos. O dermatologista Cristiano Horta apresentou exposição sobre o tema: “Meus melhores casos clínicos anatomopatológicos: o que aprendi com eles” e respondeu a algumas perguntas da plateia. Após, as residentes/especializandas: Gabriela de Alcântara Almeida Costa e Lissandra Melati da Silva apresentaram casos clínicos raros e interessantes do Serviço de Dermatologia.

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – SC Ocorreu nos dia 30 e 31 de maio em Florianópolis a 47a Jornada Catarinense de Dermatologia e 11a Jornada do Hospital Universitário/UFSC. Com a apresentação de 10 casos com pacientes ao vivo, os residentes e preceptores do Serviço de Dermatologia do HU-UFSC trouxeram ao conhecimento de todos doenças pouco prevalentes no dia a dia do consultório dermatológico, como micose fungoide hipocromiante, síndrome das unhas amarelas e poliarterite nodosa. Os doutores convidados, Celso Sodré, Ricardo Romiti e Joel Schwartz, enriqueceram ainda mais a discussão coordenada pelo Professor Jorge José de Souza Filho. A SBD-SC agradece o empenho e esforço dos preceptores e residentes pelo sucesso da jornada.

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Departamentos

Psicodermatologia

Quem cuida do cuidador é tema em foco hoje na medicina. Isso provém da verificação de que a medicina cuida do paciente e esquece que o médico também é um deles. Em princípio, aquele que cuida precisa estar em melhores condições do que quem vai ser cuidado. Fato, porém, é que nem durante nem depois do curso médico existe um plano de apoio à saúde física e mental do profissional da medicina. Conscientes disso, muitos médicos, por iniciativa própria, e entidades médicas em diversos países vêm empreendendo atividades especificamente voltadas para dar apoio à saúde de seus colegas. É reconhecido o fato de que a prática médica é altamente estressante, e o estresse, uma causa frequente de doenças. Cursos de redução de estresse têm sido oferecidos a profissionais da medicina para preencher a lacuna deixada pelos currículos das faculdades. Praticamente todos

4 em 1

Realizado de 29 a 31 de maio, em Manaus, o encontro 4 em 1, que envolveu os Departamentos de Hanseníase, Dermatologia Infecciosa e Parasitária, DST e Medicina Tropical e Meio Ambiente, foi um sucesso. O encontro abrangeu diversos temas na área de dermatologia tropical com enfoque especial na hanseníase, doença endêmica na região amazônica e teve o objetivo de viabilizar o aperfeiçoamento de médicos associados à SBD, por meio de aulas ministradas por especialistas brasileiros e estrangeiros nas áreas abordadas. Segundo Joel Lastória, coordenador do Departamento de Hanseníase, além do público excelente, houve participação efetiva e atuante de todos os presentes, que aproveitaram e elogiaram os temas explorados, todos ministrados por palestrantes experts nos assuntos tratados. “Agradecemos a todos: Diretoria da SBD, Ministério da Saúde, Germed, Regional do Amazonas, Fundação de Dermatologia Alfredo da Mata e a Comissão Organizadora em nome do Dr. Sinésio Talhari”, declarou, sem esquecer de ressaltar a participação do palestrante Francisco Bravo, do Peru. “Não poderíamos deixar de agradecer a todos os presents e, principalmente, os palestran-

incluem o ensino da meditação, com base nos resultados de pesquisas avançadas em neurociências, que comprovam os efeitos físicos e mentais dessa técnica. Fundamentado nessas experiências, o Departamento de Psicodermatologia, com o apoio da SBD Nacional, organizou um curso teórico-prático de meditação a ser realizado em São Paulo, no dia 30 de agosto. A instrução estará a cargo do médico ginecologista Roberto Cardoso e sua equipe, que focalizarão as bases científicas e a técnica da meditação, de modo que, ao final, todos os que ainda não são meditantes estarão em condições de incorporar esse recurso a sua vida e beneficiar-se de seu efeito antiestresse, entre outros. Para inscrições, basta acessar o site da SBD no link: www. sbd.org.br/eventos/curso-teorico-pratico-de-meditacao-em-saude/.

tes que se deslocaram dos mais variados lugares, entre eles o Dr. Francisco Bravo, proveniente do Peru”, complementou. O médico peruano apresentou casos de dermatologia infecciosa no contexto da diversidade climática peruana, além de casos clínicos e, por e-mail, ressaltou: “este é o melhor curso de dermatologia infecciosa do qual tive a honra de participar”. O VII Simpósio Nacional de Hanseníase, o VI Simpósio de DST/Aids, o V Simpósio de Doenças Infecciosas e Parasitárias e o XXXII Curso de Dermatologia Tropical e Meio Ambiente contaram com a participação de mais de 100 inscritos, entre eles residentes da fundação amazonense: “A possibilidade de discutir atualizações nos temas apresentados é de grande interesse acadêmico, principalmente para nós, residentes. Além dos competentes palestrantes nacionais, o curso contou ainda com a presença de palestrantes estrangeiros de renome. A programação científica foi ampla, e o nível das palestras e discussões superou todas as expectativas”, assinala a residente do terceiro ano da Fundação Alfredo da Matta Petra Pereira de Sousa.

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