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05/01/2018
12:37 PM
Conheça o calendário de eventos da SBD em 2018
22 a 24 de março Florianópolis/SC
31 de maio a 02 de junho Brasília/DF
SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA JORNAL DA SBD – PUBLICAÇÃO OFICIAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA l VOLUME 22 l N. 1 l 2018
29 e 30 de junho Rio de Janeiro/RJ
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EVENTOS DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA
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ELEIÇÃO SBD NACIONAL GESTÃO 2019/2020 06 a 09 de setembro Curitiba/PR
11 a 13 de outubro São Paulo/SP
SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA (SBD) GESTÃO 2017 / 2018
Capa n 22 n 1_final.indd 1
27 de outubro São Paulo/SP
ASSOCIADOS ELEGEM NOVOS REPRESENTANTES NO DIA 28 DE ABRIL. VEJA COMO VOTAR
ENCONTRO CIENTÍFICO CONHEÇA OS PREPARATIVOS PARA O 73O CONGRESSO BRASILEIRO DE DERMATOLOGIA, EM CURITIBA
JANEIRO ROXO AÇÕES PELO BRASIL PARA A CONSCIENTIZAÇÃO E DIAGNÓSTICO PRECOCE DA HANSENÍASE
26/02/2018 10:04
ISSN 2527-1903
SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA www.sbd.org.br
DIRETORIA 2017/2018 PRESIDENTE
JOSÉ ANTONIO SANCHES
VICE-PRESIDENTE
SÉRGIO LUIZ LIRA PALMA
SECRETÁRIO-GERAL
FLÁVIO BARBOSA LUZ
TESOUREIRA
MARIA AUXILIADORA JEUNON SOUSA
1 SECRETÁRIO
HÉLIO AMANTE MIOT
2A SECRETÁRIA
SÍLVIA MARIA SCHMIDT
O
JORNAL DA SBD – PUBLICAÇÃO OFICIAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA
JORNAL DA SBD
Esta é uma publicação bimestral exclusiva para os associados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
Volume 22 – n. 1 janeiro–fevereiro de 2018
COORDENADORA MÉDICA DO JORNAL DA SBD
CONSELHO EDITORIAL
Ana Maria Mósca de Cerqueira | RJ
José Antonio Sanches | SP Sérgio Luiz Lira Palma | PE Flávio Barbosa Luz | RJ Maria Auxiliadora Jeunon Sousa | RJ Hélio Amante Miot | SP Sílvia Maria Schmidt | SC
JORNALISTA RESPONSÁVEL Erika Drumond - Reg. MTB 31.383/RJ
REDAÇÃO E EDIÇÃO Erika Drumond
EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Nazareno Nogueira de Souza
CONTATO PUBLICITÁRIO Priscila Rudge Simões
A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e os textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e colunistas.
Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/18o andar – Centro – Rio de Janeiro – RJ – CEP: 20090-003 imprensa@sbd.org.br
Jornal da SBD Volume 22 - N. 1 - janeiro-fevereiro de 2018 1
SUMÁRIO
SEÇÕES E COLUNAS EDITORIAL COM A DIRETORIA PRIORIDADES E DESAFIOS
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QUALIDADE DE VIDA 4 DEPRESSÃO: PROBLEMA QUE AFETA A CATEGORIA
CAPA Eleição da SBD Nacional tem chapa única P.16
DIA DO DERMATOLOGISTA SBD DIVULGA VÍDEO SOBRE A ATUAÇÃO DO ESPECIALISTA NO PAÍS
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INFORME JURÍDICO REFORMA TRABALHISTA: O QUE MUDA PARA AS SOCIEDADES DE ESPECIALIDADES MÉDICAS, CONSULTÓRIOS E CLÍNICAS DE DERMATOLOGIA
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DEFESA PROFISSIONAL MANTIDA A DECISÃO QUE PROÍBE DENTISTAS DE REALIZAR PROCEDIMENTOS MÉDICOS PARA FINS ESTÉTICOS
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1O FÓRUM DE ENSINO DE DERMATOLOGIA 15 ENCONTRO QUER PROVOCAR REFLEXÕES SOBRE A FORMAÇÃO DO DERMATOLOGISTA BRASILEIRO
JANEIRO ROXO Atividades pelo Brasil no Dia de Combate à Hanseníase P.6
MEETING DA AAD 2018 19 PARCERIA PARA TRANSMISSÃO DE 20 AULAS DO EVENTO OPINIÃO A LINFADENECTOMIA APÓS PESQUISA DO LINFONODO SENTINELA NO MELANOMA
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ÉTICA 22 O ATENDIMENTO MÉDICO A BORDO DE AERONAVES III SIMPÓSIO INTERNAC. DE CABELOS E UNHAS 26 BRASÍLIA É O LOCAL ESCOLHIDO PARA RECEBER A 3ª EDIÇÃO DO ENCONTRO DA SBD NACIONAL TECNOLOGIA E POLÍTICA 28 SBD TRABALHA PELA NEGOCIAÇÃO DE REAJUSTES EM PROCEDIMENTOS DERMATOLÓGICOS PERSONALIDADE 29 ETIOLOGIA DO FOGO SELVAGEM – VALÉRIA AOKI
CONGRESSO BRASILEIRO 2018 Preparativos para o 73o Congresso Brasileiro de Dermatologia estão acelerados P.24 2 Jornal da SBD Volume 22 - N. 1 - janeiro-fevereiro de 2018
REGIONAIS
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SERVIÇOS
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EDITORIAL COM A DIRETORIA
PRIORIDADES E DESAFIOS
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este ano, a Sociedade Brasileira de Dermatologia deseja agir com mais intensidade na busca da valorização profissional do médico, mantendo a luta por melhores condições de remuneração, que proporcionem condições ao bom desempenho da dermatologia nos aspectos ético e técnico. Você poderá acompanhar nosso trabalho na reportagem que aborda a negociação por reajustes dos procedimentos dermatológicos e a importância do debate para melhora na relação com os planos de saúde. A integração entre a Diretoria, as Regionais e os Serviços Credenciados reforça as expectativas da especialidade. Questões como a formação do médico dermatologista também são alvo de discussão em fórum a ocorrer neste primeiro semestre com a participação de dermatologistas engajados no assunto. Comemoramos com nossos leitores o êxito da Campanha Nacional de Combate à Hanseníase da SBD. Milhares de dermatologistas participaram de ações em seus estados e cidades. Nos últimos meses, os canais da entidade em redes sociais como Instagram e Facebook, assim como o site da SBD, apresentaram aumento no número de acessos. Essa é a resposta que cada vez mais médicos e cidadãos nos têm dado, ao interagir mais com a entidade e, assim, receber importan-
tes informações. Esperamos aumentar essa visibilidade em todas as campanhas de 2018. Por intermédio do Departamento Jurídico, divulgamos as principais mudanças ocorridas com a Reforma Trabalhista que entrou em vigor no dia 11 de novembro de 2017. O texto está extenso, mas traz assuntos pertinentes para o seu conhecimento. Finalmente, a atual Diretoria da SBD gostaria de convocar todos os especialistas para exercer seu direito e dever de votar na eleição dos dirigentes para a gestão 2019/2020. Acreditamos que a troca de comandos ocorrerá dentro do espírito democrático e da transparência que caracterizam as atividades realizadas pela Sociedade. Em 2018, continuaremos com nosso trabalho. As lições aprendidas ao longo dos anos e os acertos de nossas medidas junto aos dermatologistas, Judiciário e pacientes, nos estimulam e mostram que estamos no caminho certo.
Diretoria Executiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) – Gestão 2017/2018 Jornal da SBD Volume 22 - N. 1 - janeiro-fevereiro de 2018 3
QUALIDADE DE VIDA
DEPRESSÃO: PROBLEMA QUE AFETA A CATEGORIA
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e acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2020 a depressão será a doença mais incapacitante do mundo e a segunda maior causa de disfunção, atrás das doenças cardíacas. A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) estima que entre 20% e 25% da população teve, tem ou terá algum quadro de depressão. É uma doença do humor, apresentando vários estágios, com variedade de sintomas, tais como: tristeza, pessimismo, ansiedade, dificuldade de concentração, exaustão, perda da libido, isolamento e negligência pessoal. 4 Jornal da SBD Volume 22 - N. 1 - janeiro-fevereiro de 2018
Dados do Ministério da Saúde (MS) evidenciam que 46 milhões de brasileiros sofrem de depressão. Problema do qual os médicos também não estão imunes. É o que temos visto frequentemente na categoria: médicos muitas vezes trabalhando no limite, chegando a cometer suicídio. Abraçar a carreira médica exige desde cedo, com muitas renúncias, maturidade para enfrentar várias barreiras, provas concorridas, provações pessoais para depois se inserir na sociedade e conquistar seu espaço no mercado, muitas vezes (super)saturado e pouco valorizado. Em geral, o médico
QUALIDADE DE VIDA
Márcia S. Senra Coordenadora do Departamento de Psicodermatologia da SBD
não gosta de pedir ajuda e tem tendência a automedicar-se. Há o estigma, o preconceito e a discriminação por parte deles próprios, da família, dos pares e de toda a sociedade. Há algumas décadas tem-se trabalhado pelo fim do estigma, criando-se a Campanha do Setembro Amarelo e trazendo à baila questões importantes acerca dos transtornos mentais e comportamentais. É de interesse absoluto da medicina exterminar esse tipo de estigma que prejudica o diagnóstico preventivo e o tratamento,culminando de forma trágica com a interrupção da vida de milhares de pessoas. O próprio Conselho Federal de Medicina (CFM), no ano passado, trouxe o assunto da prevenção da síndrome de burnout, visando desenvolver um plano de ação para reduzir a incidência de casos de esgotamento profissional na categoria, que atinge médicos de todas as gerações. Burnout, deriva da expressão em inglês to burn out, que significa queimar. A síndrome pode ser identificada por meio de sintomas como esgotamento emocional e físico, podendo se manifestar pelo endurecimento afetivo, distanciamento das pessoas e do próprio paciente, prejudicando imensamente o primordial, que é a relação médico/paciente. A intenção é contribuir para o fortalecimento da autoestima dos médicos, debatendo soluções para os desafios do exercício profissional, além de oferecer esclarecimentos sobre o adoecer psíquico. Pesquisas mostram que 45,8% dos médicos relataram sintomas da síndrome de burnout em algum momento da carreira. Afeta justamente aqueles que cuidam
da vida e do bem-estar alheio. Trata-se de problema mais comum entre os médicos do que entre outras categorias de trabalhadores. A revista The Lancet publicou um editorial sob o título “Suicide among health-care workers: time to act”. No Reino Unido, o burnout dos médicos atingiu proporções epidêmicas, e nos Estados Unidos (EUA) há uma taxa de suicídios de 400 médicos por ano. Há cada vez mais a necessidade de incluir os temas de humanidades médicas (conjunto de disciplinas que contribuem para a formação do ser humano) em toda a formação médica. Sem renunciar aos imensos avanços tecnológicos, o lado humano deve ser resgatado, sensibilizando o médico a ver o outro, a desenvolver a empatia. Para tal, deve-se fazer uso da literatura, do cinema, das artes, questões da espiritualidade, religiosidade em saúde, cuidando das angústias, da impotência do estudante de medicina, do lidar com a morte, do luto... Assim, as pessoas são vistas como seres únicos, que sentem, sofrem, têm alegrias, medos, angústias, que vivem em comunidades, têm seus hábitos, costumes, crenças... A contemporaneidade exige aliar os avanços tecnológicos a uma relação de confiança entre as partes. É a partir do contato que se traça o diagnóstico e se constrói a relação médico/paciente, pilar da medicina. Consideramos de suma importância incluir os temas de humanidades na nossa Sociedade, pois ciência isolada não oferece respostas.
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CAMPANHA
Egon Daxbacher Coordenador da Campanha Nacional de Hanseníase da SBD
ATIVIDADES PELO BRASIL NO DIA MUNDIAL DE COMBATE À HANSENÍASE Para marcar a data, as Regionais e os Serviços da SBD promoveram atividades de conscientização para a população
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aneiro é o mês de conscientização sobre a hanseníase. Para marcar o Dia Mundial de Combate à Hanseníase, celebrado este ano no dia 28 de janeiro, as Regionais e os Serviços Credenciados da SBD promoveram ao longo do mês diferentes atividades voltadas para a população. A campanha promovida pela SBD Nacional teve coordenação de Egon Daxbacher, do Departamento de Hanseníase. Confira o trabalho desenvolvido por alguns Serviços e Regionais.
RIO DE JANEIRO A SBD-RJ, em conjunto com as secretarias Municipal e Estadual de Saúde, no dia 24 de janeiro, prestou atendimento na Central do Brasil para moradores de rua ou pessoas sem moradia fixa. No dia 28 de janeiro, em conjunto com as secretarias Municipal e Estadual de Saúde e o Morhan, dermatologistas da SBD-RJ e outros profissionais de saúde de diferentes áreas atenderam numa unidade móvel, a Carretinha da Saúde, na Feira de São Cristóvão (Rio de Janeiro). Na atividade, a população passou por consultas dermatológicas, recebeu informes educativos e assistiu à apresentação do Teatro Bacurau Morhan, que dissemina informações sobre a doença de forma lúdica. No dia seguinte (29), moradores do município de Itaboraí foram beneficiados com atendimento de médicos dermatologistas, sob a coordenação de José Augusto Nery (Fiocruz) e Maria Katia Gomes (UFRJ), e profissionais da saúde. Dez novos casos da doença foram diagnosticados e encaminhados para tratamento imediato. A atividade visou aumentar a detecção de novos casos, disseminar conhecimentos básicos para a população e incentivar o tratamento contínuo de pacientes, bem como a avaliação de seus contatos.
6 Jornal da SBD Volume 22 - N. 1 - janeiro-fevereiro de 2018
MANAUS No dia 27 de janeiro, foi realizado um mutirão de atendimento dermatológico no bairro Antonio Aleixo, ex-Colônia Antônio Aleixo. Foram examinados 467 pacientes, sendo diagnosticados oito casos de hanseníase. Realizada pela Fundação Alfredo da Matta (Fuam) em parceria com a SBD-AM, o atendimento fez parte das atividades do Janeiro Roxo em Manaus. Sob a coordenação da presidente da SBD-AM, Monica Santos, participaram do evento 21 médicos dermatologistas, 13 enfermeiros e 18 técnicos de enfermagem, entre outros profissionais de saúde. No dia 31 de janeiro, data de encerramento das ações do Janeiro Roxo na capital, houve distribuição de panfletos informativos sobre a doença e iluminação do Teatro Amazonas na cor roxa. O objetivo da campanha da Regional Amazonas e da Fuam foi promover o esclarecimento para rápido diagnóstico e tratamento, e, consequentemente, diminuição do número de casos da doença.
CAMPANHA SERGIPE Cerca de 60 pessoas estiveram no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe no dia 25 de janeiro, para a I Campanha de Combate à Hanseníase (Janeiro Roxo) em Aracaju. A iniciativa consistiu em uma manhã de palestras educativas sobre sintomas e tratamento e atendimentos para diagnóstico da doença. Foram diagnosticados três casos da doença, que serão tratados no próprio Serviço. A ação foi comandada pelas dermatologistas Ana Luiza Furtado (chefe do Serviço) e Martha Débora Lira.
CRISTO REDENTOR É ILUMINADO EM ROXO NO DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A HANSENÍASE Ação contou com o apoio da Arquidiocese do Rio de Janeiro RELÓGIOS DIGITAIS ALERTAM SOBRE A HANSENÍASE Relógios digitais espalhados pela cidade mostraram informações sobre a hanseníase, doença que tem cura e tratamento gratuito no SUS. A iniciativa foi da SBD-RJ em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.
O Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase foi lembrado na noite de 28 de janeiro (um domingo) em um dos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor. O monumento recebeu iluminação especial na cor roxa, que simboliza a luta contra a hanseníase. A iniciativa fez parte da campanha da SBD Nacional e da SBD-RJ e visou alertar a população para a importância do diagnóstico precoce e tratamento da doença, que ainda é alvo de forte carga de preconceito. A iluminação se inclui na parceria com a Arquidiocese do Rio de Janeiro. Também integram as ações da campanha Janeiro Roxo filme de um minuto em exibição na Rede Itaú de Cinemas e no Espaço Net, no Rio de Janeiro, até o final de fevereiro. O vídeo estimula a população a refletir sobre o tema e mostra a intenção da SBD de lutar por números cada vez menores da doença.
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CAMPANHA SBD REALIZA WEBMEETING SOBRE HANSENÍASE Na manhã do dia 31 de janeiro, ocorreu a primeira edição do Webmeeting de Hanseníase da SBD. A iniciativa, promovida pelos Departamentos de Teledermatologia e Hanseníase, reforça as ações promovidas pela entidade no mês de mobilização internacional para o controle da doença (Janeiro Roxo). Sob o comando da coordenadora do Departamento de Teledermatologia da SBD, Maria Leide Wand-Del-Rey Oliveira, e do vice-presidente da SBD, Sérgio Palma, os associados inscritos acompanharam online, discutiram aspectos importantes da doença e deram suas sugestões para novas atividades em educação médica continuada em hanseníase. A atividade contou com a participação dos dermatologistas convidados Inara Pinto Saavedra, referência de hanseníase de Telessaúde de Santa Catarina, e Luiz Claudio Dias, assessor do Departamento de Teledermatologia da SBD.
A CAMPANHA A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), por intermédio do Departamento de Hanseníase, e a Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH) promoveram campanha e ações educativas para a população. A data, celebrada sempre no último domingo de janeiro, reforça o compromisso em controlar a hanseníase, oferecer o diagnóstico e o tratamento corretos, difundir informações e desfazer o preconceito. A campanha contou com um filme exibido nos cinemas nos meses de janeiro e fevereiro que mostrou o caso de Nilson dos Anjos, de 59 anos, morador de Maricá, na região dos Lagos, no Rio de Janeiro. Ele teve hanseníase e hoje está curado. O paciente buscou tratamento gratuito para combater essa doença, considerada ainda um grave problema de saúde pública no Brasil – o país é o segundo em número de casos de
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A expectativa para este ano é que sejam realizados novos encontros para o debate de aspectos relevantes do manejo da doença, com foco no diagnóstico e diagnóstico diferencial. As videoconferências da SBD visam promover o estímulo à educação médica continuada e ampliar o diálogo entre acadêmicos, professores e especialistas interessados.
hanseníase, atrás da Índia. Além do filme, outras peças publicitárias foram divulgadas na internet para alertar a população quanto aos sintomas, diagnóstico e tratamento com acesso gratuito nas Unidades de Atenção Primárias de Saúde. Também houve a divulgação de matérias em jornais, revistas, emissoras de rádio, redes sociais e no site da SBD.
DIÁLOGO E INFORMAÇÃO NAS REDES A SBD participou ainda de interação sobre hanseníase no Facebook do governo do Brasil. No post, a entidade esclareceu aos usuários os principais sintomas da doença. Participaram do diálogo o Ministério da Saúde, a Secretaria de Comunicação do governo federal e a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa).
DIA DO DERMATOLOGISTA
SBD DIVULGA VÍDEO SOBRE A ATUAÇÃO DO ESPECIALISTA NO PAÍS
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ma segunda-feira especial para a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Em 5 de fevereiro foi comemorado o Dia do Dermatologista. A SBD, por intermédio da Diretoria Executiva, parabeniza cada um dos 8.755 especialistas brasileiros pela data, ressaltando a valorização do dermatologista no diagnóstico, tratamento de doenças e cuidado com a saúde da pele do cidadão brasileiro. Para marcar a ocasião, a entidade publicou um vídeo nas redes sociais com informações sobre o papel do dermatologista e o que ele pode fazer pela saúde da população. Acesse o site da SBD (www.sbd.org.br) e assista à homenagem preparada especialmente para você.
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INFORME JURÍDICO
REFORMA TRABALHISTA: O QUE MUDA PARA AS SOCIEDADES DE ESPECIALIDADES MÉDICAS, CONSULTÓRIOS E CLÍNICAS DE DERMATOLOGIA
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Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), por intermédio de seu Departamento Jurídico, divulgou nos seus canais de comunicação as principais mudanças ocorridas com a reforma trabalhista, que entrou em vigor no dia 11 de novembro de 2017. No documento foram listadas algumas alterações que podem afetar a relação trabalhista existente entre as sociedades de especialidades médicas e seus respectivos colaboradores. As novas regras alteram a legislação atual e trazem novas definições sobre pontos como férias, jornada de trabalho e a relação com sindicatos das categorias. Veja a lista com as mudanças:
1) ACORDOS COLETIVOS Com a reforma trabalhista os acordos firmados entre empregador e empregado passam a ter mais relevância, tornando-se mais maleáveis quanto a banco de horas, férias, plano de cargos, salários etc. Sendo assim, a convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre outros aspectos, se tratar de: 1. Pacto quanto à jornada de trabalho, observados os limites constitucionais. 10 Jornal da SBD Volume 22 - N. 1 - janeiro-fevereiro de 2018
2. Banco de horas. 3. Intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de 30 minutos para jornadas superiores a seis horas. 4. Adesão ao PSE. 5. Plano de cargos, salários e funções compatíveis com a condição pessoal do empregado, bem como identificação dos cargos que se enquadram como funções de confiança. 6. Regulamento empresarial. 7. Representante dos trabalhadores no local de trabalho.
INFORME JURÍDICO 8. Teletrabalho, regime de sobreaviso e trabalho intermitente. Todavia, serão consideradas ilícitas nas convenções e acordos coletivos a supressão ou a redução dos seguintes direitos: 1. Normas de identificação profissional, incluindo as anotações na CTPS. 2. Seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário. 3. Valor dos depósitos mensais e da indenização rescisória do FGTS. 4. Salário-mínimo. 5. Valor nominal do 13o salário. 6. Remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. 7. Proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa. 8. Salário-família. 9. Repouso semanal remunerado. 10. Remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em 50% à do normal. 11. Número de dias de férias devidas ao empregado. 12. Gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, 1/3 a mais do que o salário normal. 13. Licença-maternidade com a duração mínima de 120 dias. 14. Licença-paternidade nos termos fixados em lei. 15. Proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da lei. 16. Aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo, no mínimo, de 30 dias, nos termos da lei. 17. Normas de saúde, higiene e segurança do trabalho previstas em lei ou em normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho. 18. Adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas. 19. Aposentadoria. 20. Seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador. 21. Ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. 22. Proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador com deficiência. 23. Proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 anos e de qualquer trabalho a menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de 14 anos. 24. Medidas de proteção legal de crianças e adolescentes. 25. Igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. 26. Liberdade de associação profissional ou sindical do
trabalhador, incluindo o direito de não sofrer, sem sua expressa e prévia anuência, qualquer cobrança ou desconto salarial estabelecidos em convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. 27. Direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. 28. Definição legal sobre os serviços ou atividades essenciais e disposições legais sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade em caso de greve. 29. Tributos e outros créditos de terceiros. 30. As disposições previstas nos arts. 373-A, 390, 392, 392A, 394, 394-A, 395, 396 e 400 da CLT. 2) ACORDO INDIVIDUAL PARA BANCO DE HORAS Segundo os ditames do §5o do artigo 59 da CLT foi estabelecido o banco de horas mediante acordo individual escrito. Portanto, o empregador poderá acordar diretamente com o empregado, em acordo escrito, como se dará a compensação pelo banco de horas. Todavia, essa compensação deverá ocorrer no período máximo de seis meses. É lícito o regime de compensação de jornada estabelecido para o acordo individual, tácito ou escrito, para a compensação no mesmo mês. 3)
ACORDO INDIVIDUAL PARA A JORNADA 12x36 Nos termos da reforma trabalhista, foi estabelecida a possibilidade de jornada de 12 horas de trabalho com 36 horas de descanso. Este acordo deverá ser feito de forma individual ou coletiva. Assim, a jornada de 12x36 favorece o trabalhador, pois este somará 176 horas horas de trabalho por mês, enquanto a jornada de 44 horas semanais soma 196 horas. 4)
TRABALHO INTERMITENTE O trabalho intermitente consiste na modalidade pela qual os trabalhadores são pagos por período trabalhado. O empregado poderá ser contratado (por escrito) para trabalhar por períodos (de forma não contínua), recebendo pelas horas, dias ou mês trabalhados, sendo-lhe assegurado o pagamento de férias, 13o salário e previdência social ao final de cada período de prestação de serviços. O empregador deve avisar três dias antes a data de início e o valor da remuneração a ser paga (nunca inferior ao salário mínimo ou inferior ao salário dos demais empregados da empresa que exercem a mesma função em contrato intermitente ou não), e o empregado terá um dia útil para dar ou não o aceite, sendo considerado recusa o silêncio do empregado. Caso o contrato não seja cumprido por uma das partes, quem descumpriu terá que pagar 50% do valor da remuneração combinada para o período contratual. O período de inatividade não é considerado tempo de serviço à Jornal da SBD Volume 22 - N. 1 - janeiro-fevereiro de 2018 11
INFORME JURÍDICO disposição do empregador. A contribuição previdenciária e o FGTS deverão ser recolhidos mensalmente pela empresa nos termos da lei. Assim como para os demais empregados, a cada 12 meses trabalhados o empregado tem direito de usufruir, nos 12 meses subsequentes, um mês de férias, período no qual não poderá ser convocado para prestar serviços pelo mesmo empregador. 5) REPRESENTANTE DOS EMPREGADOS Outro ponto importante é a possibilidade de, nas empresas com mais de 200 empregados, ser assegurada a eleição de uma comissão para representá-los, com a finalidade de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores. 6) AUTÔNOMOS A contratação do autônomo afasta a qualidade de empregado prevista na CLT, desde que cumpridas por este todas as formalidades legais, ainda que a contratação seja com ou sem exclusividade, de forma contínua ou não. 7)
PARCELAMENTO DE FÉRIAS Outra mudança trazida pela reforma trabalhista é a possibilidade de parcelamento das férias em até três períodos, sendo que um deles não poderá ser inferior a quatorze dias corridos e os demais não poderão ser inferiores a cinco dias corridos, cada um, conforme reza o art. 134 da CLT. 8)
FÉRIAS COLETIVAS A CLT estabelece algumas regras para que seja possível a concessão de férias coletivas aos empregados, as quais devem ser cuidadosamente observadas pelo empregador para que sejam consideradas válidas. A norma celetista dispõe que as férias coletivas possam ser concedidas a todos os empregados de uma empresa, a um ou alguns estabelecimentos da organização de determinada região ou, ainda, a determinados setores específicos. Nada obsta, portanto, que uma empresa conceda férias coletivas somente ao setor de produção e mantenha os demais setores operando normalmente, sendo importante destacar, nesse caso, que todos os empregados do setor de produção saiam em férias coletivas. Se somente parte do setor ou apenas um grupo de empregados sair e outros permanecerem trabalhando, as férias serão consideradas inválidas, já que, nesse caso, considera-se que as férias estão sendo concedidas de forma individual e não coletiva. Outro requisito que a legislação estabelece como necessário para validar as férias coletivas é que poderão ser gozadas em até dois períodos anuais distintos, desde que nenhum deles seja inferior a dez dias corridos (art. 139 da CLT). Assim, também serão inválidas as férias coletivas go12 Jornal da SBD Volume 22 - N. 1 - janeiro-fevereiro de 2018
zadas em períodos inferiores a dez dias ou se dividas em três ou mais períodos distintos. Por outro lado, poderão ser concedidas parte das férias como coletivas e parte individual, ou seja, havendo escassez de produção a empresa poderá conceder dez dias de férias coletivas a seus empregados, e os 20 dias restantes poderão ser administrados individualmente no decorrer do ano, conforme a programação anual. Considerando a Reforma Trabalhista, houve alteração importante no §1o do art. 134 da CLT; o empregador poderia conceder esses 20 dias restantes como férias individuais e em até duas vezes, desde que haja concordância do empregado, sendo que um dos períodos não poderá ser inferior a 14 dias corridos e o outro não poderá ser inferior a 5 dias. O valor a ser pago para o empregado a título de remuneração de férias será determinado de acordo com o salário da época da concessão, da duração do período de férias e da forma de remuneração percebida pelo empregado, acrescido de 1/3 (um terço), conforme determinação do art. 7o, inciso XVII da Constituição, tendo o empregado, inclusive, direito à média de adicionais como horas extras, adicional noturno, periculosidade, comissões, entre outros. O processo para concessão das férias coletivas ainda prevê que o empregador deverá, com no mínimo 15 dias de antecedência, atender às seguintes formalidades: a. Comunicar-se com o órgão local do Ministério do Trabalho (DRT) – informando o início e o final das férias, especificando, se for o caso, quais os estabelecimentos ou setores abrangidos, salvo se se tratar de ME ou EPP, consoante o disposto no art. 51, inciso V da Lei Complementar 123/2006. b. Informar ao sindicato representativo da respectiva categoria profissional a comunicação feita ao MTE. c. Comunicar essas determinações a todos os empregados envolvidos no processo, devendo afixar os avisos nos locais/ postos de trabalho. A concessão das férias coletivas é uma prerrogativa do empregador, podendo determinar a data de início e término, bem como se serão de uma única vez ou divididas em dois ou três períodos, com concordância do empregado neste último caso. Entretanto, conforme dispõe o §3o do art. 134 da CLT, é vedado o início das férias no período de dois dias que antecede feriado ou dia de repouso semanal remunerado. O empregador que não cumprir as especificações para concessão das férias coletivas poderá ainda, além de sofrer as sanções administrativas previstas na legislação, correr o risco de, uma vez reconhecida a irregularidade pela Justiça Trabalhista, ter que pagar as férias novamente ao empregado. Nesse caso, a remuneração deverá ser em dobro mais 1/3 constitucional. Com as alterações da Reforma Trabalhista as férias poderão ser divididas, inclusive, aos empregados menores
INFORME JURÍDICO de 18 e maiores de 50 anos de idade. Os empregados contratados há menos de 12 meses, ou seja, que não completaram ainda o período aquisitivo de forma integral gozarão, na oportunidade, férias proporcionais ao período trabalhado. Para esses empregados, o período aquisitivo de férias deverá ser alterado, iniciando o novo período na data do início das férias coletivas. Os empregados que possuem períodos já completos (12 meses trabalhados ou mais) não terão o período aquisitivo alterado. 9)
HOME OFFICE OU TELETRABALHO O home office, trabalho em casa, é mais uma das novidades trazidas pela reforma trabalhista. Todas as atividades a ser desenvolvidas pelo empregado deverão constar no contrato, bem como os custos com equipamentos, controle de produtividade e demais pontos inerentes ao contrato. O trabalho é realizado fora da empresa, com a utilização de tecnologias de informação e de comunicação que, por sua natureza, não se configurem como trabalho externo. Contudo, as disposições relativas à responsabilidade pela aquisição, manutenção ou fornecimento dos equipamentos tecnológicos e da infraestrutura necessária e adequada à prestação do trabalho remoto, bem como ao reembolso de despesas arcadas pelo empregado, serão previstas em contrato escrito. O home office pode ser convertido em trabalho presencial (na empresa) por determinação do empregador, garantido prazo de transição mínimo de 15 dias, formalizado por aditivo contratual. Cabe ao empregador instruir o empregado sobre a saúde e segurança do trabalho. 10)
HORAS IN ITINERE E TEMPO À DISPOSIÇÃO DO EMPREGADOR Define o art. 58, §2o da CLT que o tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou por qualquer meio de transporte, incluído o fornecido pelo empregador, não será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador. 11)
INTERVALO INTRAJORNADA Segundo o §4o do art. 71 da CLT a não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido. Assim, nas jornadas acima de seis horas o período de descanso (intervalo intrajornada) é de, no mínimo, 30 minutos, desde que negociado entre empregado e empregador. Se não for concedido o descanso, a empresa pode ser condenada a pagar apenas o tempo suprimido (diferença entre o tempo concedido e o tempo efetivo de descanso), calculados com acréscimo de 50% sobre o valor da hora normal.
12)
HORAS EXTRAS Essa alteração carrega mais segurança jurídica para a contratação de horas extras, pois o não atendimento das exigências legais para compensação de jornada, mesmo quando estabelecido mediante acordo tácito, não implica a repetição do pagamento de horas excedentes à jornada normal diária se não ultrapassada a duração máxima semanal, sendo devido apenas o respectivo adicional. Foi afastada a exigência de comunicação à autoridade competente quando ocorrer a necessidade de se exceder o limite legal de horas extras, como em caso de serviço inadiável. Assim, a duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras, em número não excedente a duas, por acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. 13) TRABALHO EM REGIME DE TEMPO PARCIAL O trabalho em regime de tempo parcial passou a ser possível e é aquele cuja duração não exceda 30 horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não exceda 26 horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares semanais. 14)
PRÊMIO, AJUDA DE CUSTO E DIÁRIAS DE VIAGEM Os prêmios serão considerados à parte do salário, não se incorporam ao Contrato de Trabalho e não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário. As importâncias, ainda que habituais, pagas a título de ajuda de custo, auxílio-alimentação, vedado seu pagamento em dinheiro, diárias de viagem, prêmios e abonos não integram a remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista ou previdenciário (art. 457, §2o da CLT). O valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio ou não, incluído o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, próteses, órteses, despesas médico-hospitalares e outras similares, mesmo quando concedido em diferentes modalidades de planos e coberturas, não integra o salário do empregado para qualquer efeito nem o salário de contribuição, para efeitos do previsto na alínea q do §9o do art. 28 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991. (NR) 15)
VESTIMENTA NO AMBIENTE LABORAL Cabe ao empregador definir o padrão de vestimenta no meio ambiente laboral, sendo lícita a inclusão no uniforme de logomarcas da própria empresa ou de empresas parceiras e de outros itens de identificação relacionados à atividade desempenhada. Jornal da SBD Volume 22 - N. 1 - janeiro-fevereiro de 2018 13
INFORME JURÍDICO 16)
SALÁRIO Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado ao mesmo empregador, no mesmo estabelecimento empresarial, corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, etnia, nacionalidade ou idade. O trabalho de igual valor, para os fins deste Capítulo, será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica, entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço para o mesmo empregador não seja superior a quatro anos, e a diferença de tempo na função não seja superior a dois anos. Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira ou adotar, por meio de norma interna da empresa
ou de negociação coletiva, plano de cargos e salários, dispensada qualquer forma de homologação ou registro em órgão público. 17)
QUARENTENA Se for demitido o empregado não poderá ser recontratado durante 18 meses, nem mesmo como terceirizado. 18)
CONSIDERAÇÕES FINAIS Essas alterações são aquelas de mais destaques. As demais alterações trazidas pela reforma trabalhista serão aferidas no cotidiano, mediante casos concretos e novos estudos.
DEFESA PROFISSIONAL
MANTIDA A DECISÃO QUE PROÍBE DENTISTAS DE REALIZAR PROCEDIMENTOS MÉDICOS PARA FINS ESTÉTICOS Somente a lei é o diploma legítimo para ampliar o campo de atuação de todas as profissões, especialmente na da área da saúde
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pós vitória na Justiça Federal do Rio Grande do Norte com a revogação, em dezembro passado, da Resolução n. 176/2016 do Conselho Federal de Odontologia (CFO), que proíbe dentistas de realizar procedimentos estéticos com ácido hialurônico e toxina botulínica, práticas de direito privativo do médico especialista, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) obteve novo resultado favorável na ação em segunda instância, no dia 18 de janeiro, após recurso do CFO. A decisão foi mantida pelo desembargador federal Paulo Roberto de Oliveira Lima, do Tribunal Regional Federal da 5a Região (TRF). A conquista é importante para a medicina, médicos e saúde da população brasileira, já que procedimentos estéticos invasivos na face extrapolam a área de atuação dos 14 Jornal da SBD Volume 22 - N. 1 - janeiro-fevereiro de 2018
dentistas, violando, assim, a Lei do Ato Médico. “O médico especialista – dermatologista ou cirurgião plástico – é o profissional mais qualificado para realização de procedimentos estéticos na face e o manejo de suas eventuais intercorrências. Importante frisar que esses são atos expressamente previstos em lei”, comenta o vice-presidente da SBD, Sérgio Palma. A SBD mantém sua atuação na Comissão Jurídica de Defesa do Ato Médico para questionar medidas que avancem sobre as competências dos médicos em todo o território brasileiro. Confira a íntegra da decisão no site da SBD (www. sbd.org.br).
FÓRUM DE ENSINO
SBD REALIZA EM MARÇO 1O FÓRUM NACIONAL DE ENSINO EM DERMATOLOGIA Encontro quer provocar reflexões sobre a formação do dermatologista brasileiro
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Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realiza no dia 17 de março, em São Paulo, o 1o Fórum Nacional de Ensino em Dermatologia. O evento reunirá membros da Diretoria Executiva da SBD, especialistas em ensino médico, chefes dos 81 Serviços Credenciados da SBD, Comissões de Título e de Ensino, além de autoridades ligadas à Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) para discutirem, juntos, o modelo atual de residência médica no país. A programação prevê debates sobre o currículo formativo; as competências dos dermatologistas; a duração dos programas de residência e o dimensionamento das vagas de residências nos serviços brasileiros. O objetivo do evento é que todas essas discussões sejam enriquecidas pelas experiências dos profissionais da área. “É uma oportunidade para discutirmos questões especificas para a elaboração de importantes propostas e tomadas de decisão”, explica o primeiro secretário da SBD, Hélio Miot. O médico realça que “a residência médica em der-
matologia compreende um ano em rodízio na clínica médica e dois anos na especialidade, configurando um cenário ímpar no ensino mundial, com a maioria dos países dedicando três anos consecutivos à especialidade”. Ao final do Fórum, será apresentado um relatório com as propostas para o aperfeiçoamento do modelo de residência no Brasil. DISTRIBUIÇÃO DOS PROFISSIONAIS Pela primeira vez serão debatidas a suficiência e a distribuição dos profissionais no país. A expectativa é que surjam novas propostas que impactem positivamente na atividade médica de todas as regiões do país, especialmente nas cidades do interior.
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CAPA - ELEIÇÃO DA SBD NACIONAL
ELEIÇÃO DA SBD NACIONAL TEM CHAPA ÚNICA Associados elegem nova Diretoria no dia 28 de abril A chapa é composta pelo presidente Sérgio Palma (PE); vice-presidente Mauro Enokihara (SP); secretária-geral Cláudia Alcantara Gomes (RJ); tesoureiro Egon Daxbacher (RJ); primeira secretária Flávia Vasques Bittencourt (MG); e segundo secretário Leonardo Mello (ES). O processo eleitoral se dará pelo método tradicional, com os associados exercendo o direito de voto por correspondência ou presencialmente, na sede da entidade. PROCESSO ELEITORAL Os associados efetivos e honorários começarão a receber o material eleitoral e instruções a partir da segunda quinzena de março, e a carta-resposta contendo o voto deverá chegar na Caixa Postal estabelecida pela SBD até as 10h do dia 26 de abril, quando os votos por correspondência serão recolhidos − os que chegarem após esse prazo não serão considerados. Apenas os associados que não tiverem exercido o voto por correspondência, poderão votar presencialmente, no dia 28 de abril, das 9h25 às 11h, na sede da SBD (Av. Rio Branco, 39/18o andar – Centro – Rio de Janeiro). Nessa data, de acordo com o estatuto da entidade, será instalada a Assembleia Geral Extraordinária para contagem dos votos. Fique atento ao edital de convocação, que será divulgado no site da SBD em meados de março. A apuração será realizada imediatamente após o encerramento do período de votação presencial, e a chapa única será eleita se os votos computados forem superiores à soma dos brancos e nulos.
QUEM VOTA? O associado regularmente quite com suas obrigações até o momento do envio das cédulas eleitorais. Para consultar a regularidade financeira, acesse a área restrita do site da SBD.
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eleição para a nova Diretoria Executiva da SBD gestão 2019/2020 ocorrerá no dia 28 de abril. A única chapa inscrita e aprovada na Reunião do Conselho Deliberativo da SBD, durante o 72o Congresso Brasileiro de Dermatologia, na Costa do Sauípe (BA), representará a sociedade médica nos próximos dois anos. 16 Jornal da SBD Volume 22 - N. 1 - janeiro-fevereiro de 2018
CAPA - ELEIÇÃO DA SBD NACIONAL
COMO VOTAR? O médico receberá um kit para o voto por correspondência que inclui: • Envelope médio pardo com porte pago contendo etiqueta com os dados do associado como remetente. • Envelope pequeno pardo não identificado para a cédula eleitoral. • Uma cédula de votação. • Etiqueta única com a identificação da chapa candidata e seu respectivo código de barras. • Uma ficha para identificação do eleitor.
COMO VOTAR POR CORRESPONDÊNCIA: • Cole a etiqueta selecionada na cédula eleitoral (chapa única) no local correspondente. • Dobre a cédula eleitoral no local indicado e coloque dentro do envelope pardo pequeno. Lacre e não identifique. • Preencha a ficha de identificação com seu nome e assinatura para a comprovação do exercício do voto. • Insira o envelope pequeno pardo lacrado e a ficha e identificação do associado preenchida e assinada dentro do envelope médio, que possui porte pago e está endereçado à Caixa Postal 260, CEP: 20010-974. • Feche e poste em qualquer agência dos correios, o mais breve possível, mantendo a identificação do remetente. • Serão validados apenas os votos que chegarem na Caixa Postal indicada pela SBD até as 10h do dia 26 de abril, via Correios.
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Caso a cédula apresente qualquer sinal, rasura ou seja possível a identificação do eleitor, o voto será anulado. Em caso de dúvidas, basta entrar em contato com a SBD pelo telefone (21) 2253-6747 ou pelo e-mail sbd@sbd.org.br.
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Conheça a seguir os membros da Diretoria Executiva da SBD gestão 2019/2020:
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COORDENADOR CIENTÍFICO:
COORDENADORA DA BIBLIOTECA:
COORDENADOR MÉDICO DO JORNAL DA SBD:
COORDENADOR MÉDICO DA MÍDIA ELETRÔNICA:
HÉLIO AMANTE MIOT (SP)
CLÍVIA OLIVEIRA CARNEIRO (PA)
FLÁVIO BARBOSA LUZ (RJ)
MAURÍCIO AMBONI CONTI (SC)
MEETING 2018
PARCERIA DA SBD E SBCD NO MEETING DA AAD Médicos brasileiros se reuniram no estande das entidades para trocar ideias e experiências e assistir às aulas do projeto científico Estúdio Aché Derma
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Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) montaram um estande para os associados inscritos no 76o Meeting da Academia Americana de Dermatologia (AAD), ocorrido de 16 a 20 de fevereiro, em San Diego, Califórnia. Além de divulgar para o público presente as principais ações e projetos da SBD, neste ano o espaço trouxe como novidade a transmissão ao vivo para o Brasil das principais tendências e novidades apresentadas no congresso, por meio do projeto científico Estúdio Aché.
Mais de 20 especialistas brasileiros abordaram temas desde a patologia à cosmiatria, dos procedimentos à cirurgia dermatológica, com a finalidade de democratizar o acesso à educação médica continuada. O conteúdo dos vídeos pode ser acessado após o evento pelo site www.profuse.com.br/ estudioachederma.
DATAS DOS EVENTOS CIENTÍFICOS DE Confira os prazos de inscrição com valores especiais
CONFIRA OS EVENTOS DE 2018 COM SEUS PRAZOS PARA INSCRIÇÃO: 1o Simpósio de Envelhecimento da SBD e 26a Jornada Sul-Brasileira de Dermatologia. Data-limite para inscrições online 21/2 (após e no local o valor sobe). l III Simpósio Internacional de Cabelos e Unhas da SBD – Primeiro vencimento com valores diferenciados: 8/3. l Décimo Teraderm da SBD – Primeira data com valores diferenciados: 5/4. l 73o Congresso Brasileiro de Dermatologia – Primeira data de inscrições com desconto: 1/3. l 11o Simpósio de Cosmiatria e Laser e 23a Radesp – Primeiro vencimento de inscrições com desconto: 10/4. l 2o Simpósio Nacional de Imunobiológicos e X Simpósio Nacional de Psoríase – Primeiro prazo de inscrições: 21/5. Acesse a área de eventos no site da SBD e programe-se. l
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ste ano possui datas importantes no calendário de eventos da SBD. Além do primeiro prazo de inscrições com desconto para o 73o Congresso Brasileiro de Dermatologia, com início no dia 1o de março, outros encontros já abriram inscrições e merecem destaque: 1o Simpósio de Envelhecimento da SBD e 26a Jornada Sul-Brasileira de Dermatologia, III Simpósio Internacional de Cabelos e Unhas da SBD, Décimo Teraderm da SBD, 11o Simpósio de Cosmiatria e Laser e 23a Radesp, e 2o Simpósio Nacional de Imunobiológicos e X Simpósio Nacional de Psoríase.
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OPINIÃO
A LINFADENECTOMIA APÓS PESQUISA DO LINFONODO SENTINELA NO MELANOMA
Francisco Aparecido Belfort Cirurgião Oncologista dos Hospitais Sírio Libanês, Alemão Oswaldo Cruz e BP Mirante; Doutor em medicina pela Unifesp; Membro fundador do GBM; Membro titular do CBC, SBCO, SSO, ISNS, ANZMT
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infadenectomia sequencial ao encontro de linfonodo sentinela positivo é conduta padronizada quase universalmente. No decorrer do tempo, começaram a surgir dúvidas a respeito de ser todo paciente com sentinela positivo realmente candidato à linfadenectomia complementar ou se haveria modo de identificar aqueles que teriam fatores prognósticos em sua lesão primária ou características associadas ao próprio sentinela que pudessem preservar o paciente de uma cirurgia radical. Surgiram, então, estudos prospectivos, multicêntricos, randomizados, visando comparar a evolução de pacientes submetidos à linfadenectomia após o encontro do LNS positivo à daqueles que iriam ficar em observação, só sendo submetidos à linfadenectomia se apresentassem recidiva linfonodal. Resultados semelhantes foram obtidos por Leiter et al. (DeCOG SLT, 2016) e Faries et al. (Multicenter Selective Lymphadenectomy Trial – MSLT-II, 2017), uns e outros mostrando sobrevida melanoma específica semelhante nos grupos de pacientes submetidos à linfadenectomia ou naqueles dos mantidos em observação. Publicação atualizada do guideline ASCO-SSO (Wong et al., 2018), atentando para as indicações da BLNS
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(biopsia do linfonodo sentinela) e em particular para a indicação ou não da linfadenectomia complementar após encontro de LNS positivo, gerou grande discussão no mundo todo. Tanto o DeCOG-SLT quanto o MSLT-II foram conduzidos em populações cujo grupo “observação” recebia seguimento extremamente cuidadoso, incluindo ultrassom seriado. Quantas pessoas no mundo todo teriam esse mesmo acompanhamento fora de um estudo protocolar? Pesam a favor da linfadenectomia o significativo percentual de encontro de LNNS (linfonodos não sentinela) positivos (26,1% em cinco anos segundo MSLT-II), que provavelmente já eram positivos e evoluíram no decorrer do seguimento, podendo significar focos de produção de novas metástases. A detecção de LNNS positivos tem peso prognóstico relevante, conforme demonstrado pelas diferentes curvas de sobrevida no EC III da oitava edição da AJCC (Gershenwald et al., 2017). Sem a linfadenectomia, como fazer o adequado estadiamento? Contra a linfadenectomia imediata existe o seguinte argumento: se não muda a sobrevida específica, por que oferecer um tratamento invasivo, com paraefeitos importantes, como, por exemplo, o linfedema, principalmente nas linfa-
BIBLIOTECA OPINIÃO denectomias inguinais? Valeria como uma forma de estadiamento para tratamento adjuvante? Publicações sobre imunoterapia e terapia-alvo (Weber et al. e Long et al., 2017), na forma de terapia adjuvante em EC III, todas efetuadas em pacientes submetidos à linfadenectomia complementar, mostram números animadores. Mas será que acharíamos um modo de identificar aqueles pacientes que realmente se beneficiam dessa terapia (aqueles 15 a 20% com LNNS positivos), sem precisar submeter todos à linfadenectomia? Essa é a questão que diversos autores têm procurado solucionar, com a publicação de diferentes nomogramas que ainda não obtiveram aceitação universal. Analisando todos esses artigos, a diretoria do Grupo Brasileiro de Melanoma (GBM), em consenso, sugere a seguinte conduta: A linfadenectomia pós-sentinela positivo é o padrão de tratamento no Brasil, devido às circunstâncias assistenciais e à dificuldade de acesso às terapêuticas adjuvantes. Até o momento, à exceção a essa indicação se aplica a um grupo selecionado de pacientes com volume de doença metastática muito baixo no linfonodo sentinela, assim enquadrados: apenas um sentinela positivo, maior volume tumoral no sentinela até 1mm, localização exclusiva das metástases na região subcapsular, primário não ulcerado.
BIBLIOGRAFIA Faries MB, Thompson JF, Cochran AJ, et al. Completion dissection or observation for sentinela-node metastasis in melanoma. N Engl J Med 2017;376:2211-22. Gershenwald JE, Scolyer RA, Hess Kr, et al. Melanoma staging evidence-based changes in the American Joint Committee on Cancer eight edition cancer staging manual. CA Cancer J Clin 2017;67:472-92. Leiter U, Stadler R, Mauch C. et al. Complete lymph-node dissection versus no dissection in patients with sentinel lymph node biopsy positive melanoma (DeCOG-SLT): a multicentre, randomised, phase 3 trial. Lancet Oncol 2016;17:757-67. Long GV, Hauschild A, Santinami M, et al. Adjuvant dabrafenib plus trametinib in stage III BRAF – mutated melanoma. N Engl J Med 2017;377:1813-23. Weber J, Mandala M, Del Vecchio M. et al. Adjuvant nivolumab versus ipilimumab in ressected stage III or IV melanoma. N Engl J Med 2017;377:1824-35. Wong SL, Faries MB, Kennedy EB, et al. Sentinel lymph node biopsy and management of regional lymph nodes in melanoma: American Society of Clinical Oncology and Society of Surgical Oncology clinical practice guideline update. Ann Surg Oncol 2018;25:356-377.
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ÉTICA
O ATENDIMENTO MÉDICO A BORDO DE AERONAVES Não existe um protocolo universal para tratamento de emergências médicas durante o voo, mas existem considerações pontuais, sobretudo acerca das principais queixas, como síncope vasovagal, doenças gastrointestinais, neurológicas e cardiovasculares
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omo anda a segurança do atendimento médico nas aeronaves? Existe algum protocolo de atendimento estabelecido que oriente a conduta médica? Temos profissionais preparados para emergência médica a bordo? O parecer do Conselho Federal de Medicina (CFM) n.52/2016 esclarece essas e outras questões, e frisa que o atendimento médico de emergência em aeronaves comerciais tem caráter humanitário e deve ser prestado com os recursos disponíveis a bordo. Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), as emergências médicas durante o voo ocorrem em taxa que varia de 15 a 100 por milhão de passageiros, com taxa de mortalidade entre 0,1 e um por milhão. Devido, no entanto, ao constante aumento de passageiros em voos comerciais, à idade avançada das populações e ao aumento da mobilidade de pessoas com doenças agudas ou crônicas, o registro de emergências médicas tem aumentado. O parecer do CFM afirma que a tripulação de cabine recebe treinamento obrigatório em primeiros socorros, de acordo com as diretrizes da American Heart Association, além de treinamento em manusear os equipamentos de suporte, como máscaras de oxigênio e desfibrilador externo automáti22 Jornal da SBD Volume 22 - N. 1 - janeiro-fevereiro de 2018
co – este ainda não obrigatório em todos os países, incluindo o Brasil. Embora os tripulantes sejam treinados para emergências médicas, em casos mais graves, a presença de um médico como passageiro pode ser solicitada. No seu raciocínio clínico, o médico deve considerar as condições de adaptações do corpo humano. O exame físico nem sempre é fácil, uma vez que o ruído, a baixa luminosidade, a falta de espaço da aeronave e a presença de outros passageiros são fatores que dificultam a ausculta cardíaca e pulmonar, devendo o especialista optar pela percussão quando problemas respiratórios estejam envolvidos. Até então, não há um protocolo universal para tratamento de emergências médicas durante o voo, mas sim considerações pontuais, principalmente quanto às principais queixas nessa situação, como síncope vasovagal, doenças gastrointestinais, neurológicas e cardiovasculares. O atendimento médico a bordo de aeronaves foi discutido durante III Fórum de Medicina Aeroespacial do CFM, realizado no início de março pela Câmara Técnica do CFM, na sede da autarquia, em Brasília.
CONCURSO
SBD DIVULGA LISTA FINAL DE PROJETOS APROVADOS PARA O FUNADERM 2017
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Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), por intermédio da Diretoria Executiva do Funaderm, divulgou no dia 17 de janeiro a lista final de projetos de pesquisa aprovados para o financiamento do Funaderm 2017. Conheça os agraciados:
PAULO EDUARDO NEVES FERREIRA VELHO Prevalência da infecção por Bartonella spp. em pacientes portadores de psoríase (Unicamp – SP)
OLÍVIA MERCILENE SILVA MENESES Correlação entre achados dermatoscópicos e agente etiológico nas tíneas capitis (ISCM – SP)
PATRICIA SHU KURIZKY Identificação do DNA de leishmania, Mycobacterium Tuberculosis e Mycobacterium Leprae nos pacientes com psoríase e artrite psoriásica tratados com drogas imunobiológicas no Distrito Federal (UnB – DF)
ALINE ROBERTA CAMPOS DONATI JORGE Estudo da eficácia do plasma rico em plaquetas (PRP) no tratamento da alopecia areata extensa (HSPM – SP)
DANIEL HOLANDA BARROSO Presença de alterações otorrinolaringológicas como fator de risco para o desenvolvimento da leishmaniose mucosa: um estudo caso-controle (UnB – DF) FLAVIO BARBOSA LUZ Detecção, análise imuno-histoquímica e histopatológica de poliomavírus de células de Merkel em biópsias de câncer da pele não melanoma (UFF – RJ)
MARCELA DE LIMA VIDAL Associação entre níveis séricos de vitamina D e severidade da psoríase (UFPE – PE) NATÁLIA BRAGA HORTÊNCIO JUCÁ Caracterização estrutural da proteína Lv-ORF1 através de cristalografia por difração de raios-X (Unichristus – CE) RACHEL DE LIMA GRYNSZPAN Estudo epidemiológico e métodos não invasivos para avaliação da psoríase ungueal. Correlação clínica e diagnóstica (UFRJ – RJ).
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CONGRESSO BRASILEIRO 2018
PREPARATIVOS PARA O 73O CONGRESSO BRASILEIRO DE DERMATOLOGIA ESTÃO ACELERADOS
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Evento ocorrerá na cidade de Curitiba. Inscrições podem ser feitas a partir do dia 1o de março
omeçaram os preparativos para a 73a edição do Congresso Brasileiro de Dermatologia (Dermato Curitiba 2018). Promovido pela SBD Nacional, o evento anual ocorrerá entre os dias 6 e 9 de setembro, na cidade de Curitiba. Sob a presidência de Lilian Nishino, o Congresso espera receber mais de três mil participantes, que poderão acompanhar palestras com renomados especialistas da dermatologia, numa grade científica que visa à consolidação de conhecimentos e a um olhar para as inovações. “Já temos três palestrantes internacionais confirmados nas áreas de dermatologia pediátrica e dermatopatologia. Nossa expectativa é de que seja um congresso inovador, com a participação de muitos congressistas, mestres, amigos e palestrantes de outras especialidades para que essa pluralidade traga benefícios científicos para a dermatologia”, afirma a presidente. De acordo com a dermatologista, todas as áreas de interesse da especialidade serão discutidas numa agenda científica que manterá a marca dos eventos da Sociedade. “A Comissão Científica coordenada pelo Dr. Jesus Rodriguez 24 Jornal da SBD Volume 22 - N. 1 - janeiro-fevereiro de 2018
Santamaria já vem trabalhando na grade científica, e até o início de março ela deve estar completamente finalizada. A definição dos temas foi baseada no interesse dos associados e na atualização das novas tendências terapêuticas e científicas”, informou. Todos os assuntos serão bem debatidos e discutidos. Para isso, os coordenadores foram orientados a deixar espaço para a troca de ideias entre a plateia e os palestrantes. Outra inovação importante citada pela médica diz respeito às sessões especiais de atualização terapêutica e anatomoclínica, que devem despertar o interesse dos dermatologistas mais jovens. Além de palestras, serão realizadas atividades paralelas, entre elas reuniões científicas dos Departamentos da SBD; reuniões administrativas (Assembleia) e diferentes ações de responsabilidade social. “Esperamos de braços abertos os dermatologistas brasileiros e de outros países, desejando que possam aproveitar a programação científica, trocar experiências e conhecer um pouco de Curitiba, sua cultura e as delícias da consagrada gastronomia”, afirma Lilian Nishino.
CONGRESSO BRASILEIRO 2018
APP ÚNICO A fim de facilitar a comunicação da gestão dos Congressos Brasileiros, a partir deste ano a SBD lança um aplicativo único do evento com diversas informações, como programação científica, agenda, canais interativos etc. “O aplicativo é um facilitador e será utilizado para todos os eventos da SBD a partir do nosso Congresso, oferecendo economia de tempo e dinheiro para os outros encontros da Sociedade. A regra é ser ecologicamente correto, economizando papel e energia para o nosso planeta”, considera.
CONHEÇA OS PARTICIPANTES ESTRANGEIROS CONFIRMADOS Alain Taieb, da França – professor de dermatologia e diretor do Departamento de Dermatologia e Dermatologia Pediátrica do Hospital da Universidade de Bordeaux (França). Autor de mais de 600 artigos publicados em renomados periódicos científicos, é também fundador do The National Reference Centre for Rare Skin Disorders. Martin Sangueza, da Bolívia – professor de pós-graduação em dermatologia e patologia da Universidad Mayor de San Andres, dermatopatologista do Hospital Obrero de La Paz e presidente da Sociedade Iberolatinoamericana de Dermatopatologia. Wolfgang Weyers, da Alemanha – dermatopatologista e professor de dermatologia em Freiburg. Além de publicações científicas e vários livros em inglês sobre a história da medicina, o épico da fábula para crianças e adultos, O êxodo de Lamuca (2009) e uma biografia do poeta Friedrich Rückert, O grande mágico (2014).
Categoria
Valor até 30/4/18
Categoria
Valor até 30/4/18
Associado titular quite
R$ 750,00
Residente/especializando de dermatologia em Serviço Credenciado da SBD
R$ 560,00
Associado aspirante quite ou colaborador quite
R$ 375,00
Associado honorário, benemérito ou associado acima de 70 anos
isento
Associado contribuinte e afiliado quites
R$ 975,00
Acompanhante
R$ 375,00
INSCRIÇÕES No mesmo período (30/4) também estarão abertas as inscrições para trabalhos. Tudo pode ser feito pela página oficial do Congresso no site da SBD: www.sbd.org.br/congresso2018. Acesse e saiba mais detalhes sobre o maior evento da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Jornal da SBD Volume 22 - N. 1 - janeiro-fevereiro de 2018 25
III SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CABELOS E UNHAS DA SBD
BRASÍLIA É O LOCAL ESCOLHIDO PARA RECEBER A 3A EDIÇÃO DO ENCONTRO DA SBD NACIONAL Programa científico contempla temas atuais apresentados por especialistas renomados
O
Departamento de Cabelos e Unhas da SBD intensifica os preparativos para o III Simpósio Internacional de Cabelos e Unhas da SBD, a ocorrer em Brasília, entre os dias 31 de maio e 2 de junho. Aos poucos os detalhes estão sendo divulgados no site da SBD, como a presença de convidados internacionais. Quatro deles já estão confirmados: os especialistas em cabelos Lidia Rudnicka (Polônia) e Paradi Mirmirani (EUA) e em unhas Judith Dominguez-Cherit (México) e Nat Jellinek (EUA). O objetivo do encontro, que recebe cerca de 1.200 inscritos a cada edição, é promover a excelência na qualidade científica para atender às necessidades dos especialistas nessas áreas de atuação. Segundo as organizadoras, Bruna Duque Estrada e Robertha Nakamura, o foco central está direcionado às perspectivas futuras nas áreas de cabelos e unhas e à maior integração com o dermatologista. “A realização de mesas-redondas para a discussão de temas que geram mais dúvidas no cotidiano e a presença de temas mais atuais em 26 Jornal da SBD Volume 22 - N. 1 - janeiro-fevereiro de 2018
doenças dos cabelos e unhas são os diferenciais do encontro deste ano”, afirma Bruna Duque Estrada. A programação científica terá novidades. Na grade serão abordados temas mais recentes, como o que há de novo nas dermatoses comuns, entre elas a onicomicose e as várias formas de queda de cabelo. “Destaco os novos temas da onicologia, como os tumores ungueais, um olhar diferenciado para a onicocriptose e questões atuais sobre a onicomicose, patologia mais frequente na onicologia”, afirma Robertha Nakamura. A médica dermatologista ressalta o debate de temas rotineiros dos consultórios dermatológicos, como verrugas e melanoníquia, além de uma sessão interativa com os especialistas para a troca de experiência e esclarecimento de dúvidas com a plateia. Além do bloco sobre abordar as doenças das unhas no consultório, haverá um módulo dedicado às alopeciais cicatriciais no dia a dia da clínica. “São assuntos importantes e desafiadores para o dermatologista”, frisa Bruna Duque Estrada.
III SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CABELOS E UNHAS DA SBD
CATEGORIA
VALOR ATÉ 8/3/2018
VALOR ATÉ 18/5/2018
NO LOCAL
Associados aspirantes quites da SBD
R$ 245,00
R$ 295,00
R$ 350,00
Demais categorias de associados quites da SBD
R$ 420,00
R$ 505,00
R$ 600,00
Residentes e especializandos de Serviços Credenciados da SBD
R$ 420,00
R$ 505,00
R$ 600,00
Aprovados no exame do TED 2018 SBD/AMB (certificado de título já requerido)
_
R$ 630,00
R$ 745,00
CURSOS PRÁTICOS A inovação é o curso prático de transplante capilar, que ocorrerá o dia todo. Sob a coordenação de José Rogério Regis (MG), Alessandro Guedes (DF) e Luiz Fernando Fróes Fleury Júnior (GO), será realizada cirurgia ao vivo com a técnica de extração de unidades foliculares (FUE) e serão discutidos os pontos favoráveis da técnica, bem como as indicações e contraindicações. Também haverá realização de cirurgia com a técnica convencional de fio longo (FUT) em paciente com madarose, bem como debate sobre o desenho dos supercílios, indicações e contraindicações. O curso prático com demonstração em vídeo das diversas técnicas cirúrgicas de tratamento das afecções ungueais é outro destaque dessa edição. Os dermatologistas Glaysson Tassara (MG) e Nilton Gioia Di Chiacchio (SP) serão os coordenadores. “Nesse curso, teremos interação com a plateia na discussão das técnicas e sobre indicações, material cirúrgico usado em cada procedimento, cuidados operatórios. Essa será uma
excelente oportunidade para o médico assistir às diferentes abordagens realizadas pelos experts nacionais e internacionais”, salienta Robertha Nakamura. Entre os temas abordados, estão a anestesia, biópsia de melanoníquia, onicocriptose, paroníquia, cisto mixoide, tumor glômico, onicopapiloma e unha em pinça, e patologias comuns em consultório dermatológico. PREMIAÇÃO E TRABALHOS CIENTÍFICOS Na inédita sessão interativa experts vão discutir com a plateia alguns temas importantes. Durante o bloco, será promovida uma premiação para jovens investigadores dos Serviços Credenciados que enviarem trabalhos na forma de pôster eletrônico nas áreas de cabelos e unhas. A Comissão Científica selecionará os melhores casos. As inscrições estão abertas no site da SBD (www. sbd.org.br). Acesse e confira mais informações sobre a programação do evento, inscrições e palestrantes. O encontro tem o apoio da SBD-DF. Jornal da SBD Volume 22 - N. 1 - janeiro-fevereiro de 2018 27
TECNOLOGIA E POLÍTICA
SBD TRABALHA PELA NEGOCIAÇÃO DE REAJUSTES EM PROCEDIMENTOS DERMATOLÓGICOS Também está sendo pleiteada uma avaliação das unidades de custo operacional dos procedimentos ambulatoriais. Entidade vai em defesa do Ato Médico e da valorização profissional
N
a luta pela valoração do Ato Médico, do tempo do trabalho médico e da relação saber médico/tecnologia, a atual gestão da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) inicia trabalho conjunto com a Associação Médica Brasileira (AMB) para avaliação dos procedimentos dermatológicos e verificação da remuneração médica, além de itens que podem ser melhorados ou ajustados na Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) de 2014 – conjunto de procedimentos avaliados e valorados comparativamente entre as especialidades, também pelo grau de complexidade, dos mais simples aos mais difíceis. O trabalho está sendo coordenado e priorizado pela Diretoria Executiva da SBD em parceria com o dermatologista Moyses Lemos. “A tabela é hierarquizada em relação a outras especialidades, e os critérios de valoração dos procedimentos precisa ser comparativo; é o que chamamos de análise horizontal em relação a outras especialidades com procedimentos de igual porte. Além disso, precisamos de uma análise vertical do procedimento mais simples ao mais complexo. Além da Associação Médica Brasileira, temos que saber o que consta no Rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e também os procedimentos que irão constar nos próximos”, informou Moyses Lemos. Questões como taxa de sala, materiais e medicamentos também estão sendo discutidas. Segundo Lemos, incluir esses gastos nas unidades de custo operacionais (UCO) seria uma decisão importante e que garantiria a valorização do dermatologista. Muitos especialistas arcam com esses valores dentro dos seus honorários médicos, o que explica a necessidade de melhor entendimento entre operadoras e prestadores de serviços de saúde. Também estão sendo preparados formulários com propostas de adequação de procedimentos mais complexos, como biópsia de unha ou matricectomia e outros. “Todo o processo de adequação dos honorários é 28 Jornal da SBD Volume 22 - N. 1 - janeiro-fevereiro de 2018
lento. Porém, precisamos nos posicionar e estar presentes de forma constante e perene. Entramos em uma fase de solicitar a readequação de procedimentos e de avaliação das unidades de custo operacional (UCO) dos procedimentos ambulatoriais. Mesmo assim, o caminho é longo e temos várias discussões pela frente. Queremos não só ser mais valorizados, como também manter o sistema de pagamento por serviço realizado”, reforça o vice-presidente da SBD, Sérgio Palma. De acordo com Palma, para reduzir custos, muitas operadoras fazem pressão para mudar a forma de recebimento para um pacote mensal fechado, como ocorre com prefeituras e entidades filantrópicas, ou até mesmo transformar o médico em um assalariado. “Por isso, a luta tem que ser diária tanto para avançar quanto para manter as nossas conquistas até o momento.” Cerca de 75% dos associados da entidade atendem a cooperativas médicas, autogestões e operadoras de saúde e são remunerados pela CBHPM. “A valorização do médico especialista precisa começar no honorário médico. Quanto mais justo o honorário melhores serão os serviços prestados. Estamos nessa luta diária e contamos com o apoio de todos”, salienta Moyses Lemos. “Essa é uma das prioridades da gestão e estamos nos empenhando ao máximo nessa questão. Ainda temos muito o que alcançar, mas é importante não esquecer as conquistas e continuar adotando parâmetros negociais para atuar, enquanto sociedade médica, perante os órgãos competentes, numa campanha pela valorização dos honorários médicos dermatológicos (clínicos e cirúrgicos)”, ratifica Sérgio Palma. Até então, as atividades pela valoração dos honorários médicos dermatológicos vêm sendo desenvolvidas de forma isolada pela SBD, mas a entidade tem interesse em discussões conjuntas, já que a valoração é comparada para definir os portes cirúrgicos e, consequentemente, a remuneração final.
PERSONALIDADE
Valéria Aoki Dermatologista e Professora-associada do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
ETIOLOGIA DO FOGO SELVAGEM Há mais de 30 anos, a dermatologista Valéria Aoki participa de projeto sobre a doença na Aldeia de Limão Verde, no Mato Grosso do Sul
A
pesquisa científica relacionada à etiologia do fogo selvagem na Aldeia de Limão Verde, reserva indígena Terena no Mato Grosso do Sul − iniciada em 1994 pela professora-associada do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Valéria Aoki, sob a coordenação do professor titular do Departamento de Dermatologia do Medical College of Wisconsin, Milwaukee, Estados Unidos (EUA), Luis Alberto Diaz, e em conjunto com o professor-associado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (MS), Gunter Hans Filho, continua muito presente na vida acadêmica de Valéria, constituindo fonte inesgotável de inspiração e desafio. Na época, a médica foi convidada a participar do grupo de pesquisa como principal investigadora. O projeto possui apoio financeiro do National Institutes of Health (NIH), EUA, há três décadas, e os pesquisadores brasileiros envolvidos desde o seu início foram o Prof. Sebastião Sampaio (ex-presidente da SBD) e o Prof. Evandro A. Rivitti, ambos professores titulares do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. “A pesquisa sobre o pênfigo foliáceo endêmico ou fogo selvagem (FS), dermatose autoimune bolhosa endêmica, possui relevância internacional, pois propõe um modelo de patogenia combinada para o desencadeamento da autoimunidade, associando os fatores ambientais, a genética e distúrbios imunológicos, que pode ser aplicado a outras doenças desse grupo”, afirma Valéria Aoki. Atualmente, a pesquisa está voltada para os potenciais fatores ambientais, relacionados ao desencadeamento da resposta autoimune em população de risco para o fogo selvagem. “Em certas populações de regiões rurais brasileiras, expostas a picaduras de insetos hematófagos, inicia-se a produção de autoanticorpos não patogênicos (da classe IgG1) contra uma proteína epidérmica de adesão celular, a desmogleína 1. Em determinados indivíduos que possuam predisposição genética, essa produção de autoanticorpos passa a reconhecer porções da desmogleína 1, que geram autoanticorpos da subclasse IgG4, capazes de induzir o descolamento epidérmico e formação de bolhas. Achados recentes da pesquisa demonstram que há reação cruzada entre a desmogleína 1 e uma proteína da glândula salivar do flebotomídeo, denominada LJM11 (Lutzomyia), presente na região estudada. Esses achados sugerem que antígenos ambientais possam desencadear uma resposta au-
toimune e levar a uma dermatose relacionada a autoanticorpos IgG4, provavelmente por mimetismo antigênico.” De acordo com Valéria Aoki, a busca do entendimento da patogenia do FS pode servir de base para futuros tratamentos específicos, direcionados a moléculas-alvo. PERFIL – Natural de São Paulo e pertencente à terceira geração de nipo-brasileiros, a dermatologista e professora-associada do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Valéria Aoki começou a se interessar pela medicina ainda na infância, após convívio intenso com seu tio David Hissao Aoki, irmão caçula de seu pai, então acadêmico do curso de medicina da Universidade de São Paulo, campus Ribeirão Preto. Dele, Valéria ganhou um microscópio importado do Japão, um kit pequeno cientista e um livro de anatomia animal, objetos que a mantinham entretida muitas horas. Ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) em 1982 e no quarto ano teve o primeiro contato com a dermatologia, então ministrada aos acadêmicos naquele período do curso de medicina. Seu treinamento obrigatório na especialidade, com duração de dois anos, teve início em 1988, sob a supervisão do ícone das dermatologias brasileira e mundial, Prof. Dr. Sebastião de Almeida Prado Sampaio. Em dezembro de 1991, lhe foi outorgada a bolsa de research fellow da Dermatology Foundation. Foi o começo do vínculo Brasil-EUA, tão marcante e ainda muito presente em sua trajetória acadêmica. Partiu em janeiro de 1992 para Milwaukee, Wisconsin, EUA, a fim de adquirir conhecimentos sobre as técnicas imunoquímicas empregadas no diagnóstico das dermatoses bolhosas autoimunes e o desenvolvimento de projetos conjuntos da FMUSP com o Medical College of Wisconsin, tendo como ênfase a etiopatogenia do fogo selvagem. Em 1994, iniciou o mestrado em dermatologia no Departamento de Dermatologia FMUSP, com o projeto intitulado “Pênfigo Foliáceo Endêmico (fogo selvagem) Familiar”. Em 1997 iniciou o doutorado em dermatologia, dando prosseguimento ao projeto soro-epidemiológico do fogo selvagem na Aldeia de Limão Verde. Em 1998, voltou a Milwaukee para desenvolver parte da pesquisa e no final de 1999 concluiu a tese de doutorado, intitulada "Avaliação da técnica da imunoprecipitação utilizando a desmogleína 1 recombinante em população de risco para o pênfigo foliáceo endêmico (fogo selvagem)". A partir de 2000 deu continuidade a sua principal área de atuação, a imunodermatologia, compondo o staff do Laboratório de Imunopatologia Cutânea do HC-FMUSP, sem interromper a assistência aos ambulatórios especializados de dermatoses vésico-bolhosas e de dermatite atópica, esta iniciada em 1994. Jornal da SBD Volume 22 - N. 1 - janeiro-fevereiro de 2018 29
GOIÁS
Os médicos dermatologistas Gustavo Carneiro Nogueira, Raquel Iracema Oliveira, Adriano Loyola (presidente da SBD-GO), Mirian Lane e Rossana Magalhães, durante jantar que encerrou a 82a Jornada Goiana de Dermatologia
RIO DE JANEIRO
A Regional Rio de Janeiro acaba de lançar novo aplicativo específico para dermatologistas associados. O app da SBD-RJ está disponível nas plataformas Android e IOS, e tem como principais funções fórum, ferramentas clínicas, eventos e busca de associados. Na função ferramentas clínicas, é possível buscar informações sobre escores clínicos e estadiamento. Em eventos, o dermatologista terá acesso à programação da SBD-RJ, palestrantes dos eventos e informações sobre prazos e condições de inscrição.
SÃO PAULO O primeiro semestre de 2018 está movimentado para a Regional São Paulo. O ano começa com a 1a RDP – II Simpósio de Cabelos & Unhas, nos dias 8 e 9 de março, evento espera repetir o sucesso de 2017. O Dermagistral – Formulações Magistrais para Dermatologistas, com módulos ao longo do ano todo, pretende trazer uma
RIO GRANDE DO SUL
Foto: Mariana da Rosa
30 Jornal da SBD Volume 22 - N. 1 - janeiro-fevereiro de 2018
revisão aprofundada dos conhecimentos da arte da manipulação. A novidade do ano é a 2a RDP - I TeraSampa, que acontece nos dias 8 e 9 de junho, um evento pioneiro no calendário da Regional e aberto a todos os dermatologistas da entidade. Confira detalhes desses eventos no site da SBD-Resp: www.sbd-sp.org.br.
Com o objetivo de conscientizar os veranistas sobre os cuidados necessários com a pele durante a exposição ao sol, a SBD-RS promoveu uma ação nas areias de Atlântida, Imbé, Tramandaí, Capão da Canoa e Torres, em janeiro. A dermatologista associada da SBD-RS Gabriela Maldonado salienta que as crianças precisam de atenção especial no verão e que a conscientização deve ser constante. “Queremos ressaltar que as pessoas não precisam evitar ir para a praia, mas devem prevenir a queimadura solar, principalmente na infância, pois a exposição ao sol em demasia nessa fase da vida pode desenvolver câncer da pele na fase adulta. A proteção com os pequenos precisa ser feita com roupas adequadas, chapéus e guarda-sol, além do protetor solar. O horário da exposição também faz diferença, sugerimos evitar o sol entre 10h e 16h”, explica.
PARÁ
PERNAMBUCO
O presidente da Regional SBD-PA,Walter Loureiro, convida todos para o Simpósio do Grupo Brasileiro de Melanoma (GBM), que ocorrerá em Belém, no dia 7 de abril. A programação científica está sendo construída e em breve será disponibilizada no site oficial do GBM: www.gbm.org.br.
MINAS GERAIS No dia 3 de fevereiro, os diretores da SBD-MG receberam os especialistas e residentes de Minas Gerais para a primeira Reunião Científica de 2018. O evento abordou assuntos da dermatologia pediátrica, com palestras de importantes nomes da dermatologia mineira. A Reunião Científica contou com apresentação de casos clínicos da Santa Casa de Belo Horizonte, do Hospital Militar e do Hospital das Clínicas da UFMG. Entre os palestrantes, estavam as dermatologistas Cláudia Márcia Resende Silva (“Atualização em hemangiomas e malformações vasculares”), Paula Rezende Salomão (“Diagnóstico diferencial das manchas hipo e acrômicas na infância”), Mônica Zerbinatti (“Dermatoses mais frequentes do couro cabeludo na infância), a diretora da SBD-MG, Flávia Vasques Bittencourt (“Nevos melanocíticos na infância”), além do ex-presidente da SBD Nacional, Bernardo Gontijo (“Quando pedir testes alérgicos na dermatite atópica”).
A SBD-PE lançou a campanha de valorização da categoria com o objetivo de alertar sobre os riscos de tratar pele, unhas e cabelos com profissionais não habilitados. O Dia do Dermatologista (5 de fevereiro) marcou o início da divulgação de peças publicitárias em outdoors nas ruas de Recife e nas redes sociais da instituição. “Recorrer ao médico dermatologista faz toda a diferença. A população precisa saber em quem confiar para não colocar a saúde em risco”, destacou a presidente da SBD-PE, Jaci Santana. Saiba mais sobre a campanha: www.sbd-pe.org.br. JANEIRO ROXO – No mês de janeiro, a presidente participou das ações de combate à hanseníase, no Pátio da Basílica do Carmo, em Recife. Estudantes de medicina e diversos dermatologistas estiveram presentes.
SERVIÇOS CREDENCIADOS INSTITUTO LAURO DE SOUZA LIMA – ILSL (SP) No dia 26 de janeiro, o Instituto Lauro de Souza Lima promoveu ação de busca de casos de hanseníase. A iniciativa faz parte da campanha Janeiro Roxo. Os profissionais da instituição reuniram-se com o objetivo de ampliar o diagnóstico e dar condições de tratamentos aos pacientes. Foram avaliadas 30 pessoas, e confirmados três casos da doença. Na foto, o chefe do serviço e coordenador local da campanha, Jaison Antônio Barreto, juntamente com os médicos residentes que participaram das ações.
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SERVIÇOS CREDENCIADOS HOSPITAL UNIVERSITÁRIO LAURO WANDERLEY – HULW/UFPB (PB) A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC), realizou em dezembro a ação Ebserh Solidária, um mutirão itinerante nacional com a participação de 38 hospitais universitários federais filiados ao órgão federal, entre eles o Hospital Universitário Lauro Wanderley. A ação de atendimento foi realizada no município de Livramento (PB). Na ocasião, a população passou por consultas, assistiu à palestra sobre a pele e o sol, e recebeu informações para prevenção da doença. Os casos diagnosticados foram encami-
nhados para tratamento. Participaram do evento preceptores de dermatologia, residentes e equipe de enfermagem do HULW/UFPB.
FACULDADE DE MEDICINA NOVA ESPERANÇA – FAMENE (PB)
SANTA CASA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP)
A coordenadora da residência e especialização médica em dermatologia, Luciana Trindade, ao lado de especializandos de dermatologia da Famene e acadêmicos da Liga de Dermatologia da Paraíba durante a Campanha Nacional de Combate ao Câncer da Pele
Além dos atendimentos clínico e cirúrgico à população previdenciária, os médicos preceptores do mais novo serviço de dermatologia do interior do estado de São Paulo oferecem à população de São José dos Campos um serviço inédito: o pronto atendimento em dermatologia realizado no Hospital viValle, de São José dos Campos, o mais moderno da região. Pacientes com seguros-saúde são atendidos de segunda a sexta feira das 14h às 18h, imediatamente, e sem necessidade de espera para marcação. Os casos mais graves são internados e cuidados por equipe multidisciplinar integrada, incluindo UTI, para casos de síndrome de Stevens-Johnson e Lyell. Em seu terceiro ano de funcionamento, o Serviço já é referência para toda a região do Vale do Paraíba, litorais de São Paulo e Rio de Janeiro, e sul de Minas Gerais.
UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ – UNITAU (SP) A disciplina de dermatologia do Departamento de Medicina da Universidade de Taubaté comemora 35 anos, e o Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário de Taubaté faz 20 anos em 2018. As comemorações começam no dia 19 de maio, em Campos do Jordão, com a tradicional Dermatologia nas Alturas. “Este ano, o tema será a psicodermatologia, abordando as intrincadas relações entre a mente e a pele. Sob a coordenação do professor Nelson Proença, reuniremos médicos residentes e professores-assistentes da Universidade de Taubaté, da Santa Casa de São José dos Campos e da Santa Casa de São Paulo, além de médicos dermatologistas do Vale do Paraíba, sul de Minas Gerais e litorais de São Paulo e Rio de Janeiro”, adianta o chefe do Serviço, Samuel Mandelbaum. A participação é aberta a todos os dermatologistas e residentes de dermatologia. O médico lembra que no final do ano, nos dias 9 e 10 de novembro, Taubaté sediará a Jornada Dermatológica Paulista.
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Prof. Samuel Mandelbaum, Prof. Nelson Proença, Profa. Flávia Regina Ferreira e Profª. Fátima Rabay em Campos do Jordão
Preceptores e residentes do Serviço da Santa Casa de São José dos Campos em confraternização com os residentes e preceptores da Universidade de Taubaté