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JSBD Setembro - Outubro 2016

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DO S A ÕE NJ AÇ RA AS LA ÇA RO HE B N EM CO E Z D

PUBLICAÇÃO OFICIAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA

O CORPO FALA: CUIDE DE SUA PELE Fotodanos: tema da nova campanha da SBD.

Sardas, Rugas, Melasma, Melanoma, Queimaduras. O que essas doenças têm em comum? A alta exposição ao sol. E, para alertar a população, a Sociedade Brasileira de Dermatologia desenvolveu uma campanha, que será lançada em outubro, para chamar a atenção sobre esses problemas e a importância de consultar sempre um dermatologista associado à Sociedade Brasileira de Dermatologia. Participe!

PRIORIDADE AO DERMATOLOGISTA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA ESTÁ FORTE E

www.controleosol.com.br

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OBJETIVAMENTE ENGAJADA NA VALORIZAÇÃO DA ESPECIALIDADE Setembro - Outubro 2016


E XPEDIENTE

www.sbd.org.br

PUBLICAÇÃO OFICIAL DA SOCIEDADE BRASILERIA DE DERMATOLOGIA

Diretoria 2015/2016 PRESIDENTE: Gabriel Gontijo | MG

SECRETÁRIA-GERAL: Leandra Metsavaht | RJ

TESOUREIRA: Leninha Valério do Nascimento | RJ

PRIMEIRA SECRETÁRIA: Flávia Alvim Sant’Anna Addor | SP

Jornalista responsável Erika Drumond - Reg. MT n. 31.383 Redação e edição Erika Drumond Editoração eletrônica Nazareno Nogueira de Souza Contato publicitário Priscila Rudge Simões

Jornal da SBD Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia dirigida a seus associados e órgãos de imprensa. Publicação bimestral Ano 20 - n.5 setembro - outubro 2016

Coordenador médico do Jornal da SBD Omar Lupi

Conselho editorial Gabriel Gontijo Jayme de Oliveira Filho Leandra D’Orsi Metsavaht Flávia Addor Leninha Valério do Nascimento

A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e os textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/17o andar Centro – Rio de Janeiro – RJ CEP: 20090-003 E-mail: imprensa@sbd.org.br Tiragem: 6.000 exemplares

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Jayme de Oliveira Filho | SP

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VICE-PRESIDENTE:


S UMÁRIO

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Capa P.28 SBD segue seu caminho pela luta pela Defesa do Ato Médico: quem tem competência legal para fazer o diagnóstico de doenças de pele, cabelos e unhas, instituir os tratamentos e, sobretudo, responder às questões sobre diagnósticos é apenas o médico especialista em dermatologia.

P.39

P.42

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CARTA DO EDITOR Todos juntos, agora

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ANAIS BRASILEIROS DE DERMATOLOGIA ABD 2016: um balanço das atividades

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GRAPE-SBD Grape valoriza trabalho de médico dermatologista

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RESPONSABILIDADE MÉDICA Autonomia do paciente, consentimento livre e aspecto ético

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TECNOLOGIA E MEDICINA Novos tempos: tire suas dúvidas sobre prontuário eletrônico

PELE SOLIDÁRIA SBD-DF participa do Bem Estar Global

CONGRESSO BRASILEIRO DE DERMATOLOGIA O melhor momento do ano

AINDA NESTA EDIÇÃO 32

ANALOGIAS EM MEDICINA: POLEGAR DO CARONA

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EX-PRESIDENTE DA SBD RECEBE CERTIFICATE OF APPRECIATION 2016 DA ILDS

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DERMATOLOGISTA DA SBD PUBLICA EM RENOMADA EDITORA INTERNACIONAL

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SBD LANÇA CAMPANHA DE PSORÍASE REAFIRMANDO NÃO AO PRECONCEITO

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SUCESSO DO 9O SIMPÓSIO DE COSMIATRIA E LASER E 3O TERARIO MOSTRAM A FORÇA DO SISTEMA SBD

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DESTAQUES BRASILEIROS NO 25O ANNUAL MEETING DA EADV 2016

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DESTINOS: A CAMINHO DA COSTA DO SAUÍPE

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FORA DO CONSULTÓRIO: O AMOR PELA ARTE

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DEZEMBRO LARANJA CHEGA EM SEU 3O ANO EXPLORANDO A LINGUAGEM DOS CORPOS

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DEPARTAMENTOS

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SITE DA SBD APRESENTA NOVIDADES A PARTIR DE NOVEMBRO

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CENTRO DE MEMÓRIA DA DERMATOLOGIA: PROJETO PERMITE REVISITAÇÃO HISTÓRICA DA ESPECIALIDADE

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REGIONAIS

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NOVA FASE DO SBD CAPACITA ESTÁ NO AR

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SERVIÇOS CREDENCIADOS

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PALAVRA DO PRESIDENTE A banalização de atos médicos e suas consequências

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P ALAVRA DO PRESIDENTE GABRIELGONTIJO PRESIDENTE DA SBD

A BANALIZAÇÃO DE ATOS MÉDICOS E SUAS CONSEQUÊNCIAS


favorável à ação movida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), com apoio da SBD e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). A dermatologia é considerada uma das especialidades mais amplas da medicina e exige do profissional vasto conhecimento técnico para compreender o universo das doenças da pele que afetam pessoas de todas as idades. Para ser dermatologista, é necessário, após a conclusão dos seis anos do curso de medicina, cumprir mais três anos de residência médica na especialidade e ainda fazer uma prova de título de especialista, que deve ser registrada no Conselho Regional de Medicina. Só assim um profissional poderá exercer a especialidade. Uma importante área de atuação, que está implícita na formação do dermatologista, é a cosmiatria, que deixou de ser perfumaria e passou à condição de ciência. Os tratamentos propostos pelos dermatologistas nessa área decorrem de estudos científicos realizados em centros de pesquisa e são acompanhados de orientações para evitar complicações e tratar adequadamente as que surgirem. No entanto, o que vemos hoje é a banalização dos tratamentos de pele, que alimenta uma cadeia de lucro mantenedora de profissionais não qualificados. Nos deparamos com uma profusão de ofertas de pacotes impraticáveis em grupos de desconto, salões de beleza e clínicas de estética, fazendo com que a exposição ao risco seja crescente, aumentando exponencialmente as complicações graves para a saúde de centenas de pessoas. A SBD reconhece e valoriza a importância do atendimento multiprofissional para preservar e promover a saúde da população. Entretanto, repudia com veemência o desrespeito de alguns profissionais não médicos que ultrapassam os limites de sua competência, habilidade, capacitação e, principalmente, sua formação, colocando a sociedade em sério risco. Nada mais nobre e ético do que entender a própria limitação, respeitar o paciente e indicar que procure um médico. Insisto: dizer a verdade faz bem à saúde. Um cordial abraço, Gabriel Gontijo i

Texto originalmente publicado no jornal Correio Braziliense no dia 1o de novembro de 2016.

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cada morte anunciada depois de um procedimento estético malsucedido, realizado por não médico, surge certa comoção na sociedade, são publicadas algumas matérias na imprensa. E só. Logo em seguida, a tragédia é esquecida, e o tema, abandonado. O fato é que, no mundo do diálogo, das democráticas redes sociais, da exaltação à atuação multiprofissional, parece, no mínimo, antipático defender o ato médico. Decido eu, então, tirar o leitor da zona de conforto. Afinal, é papel da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) alertar para a necessidade de se ter clareza sobre o papel do médico e sobre os limites de atuação de outros profissionais. Falar sobre isso faz bem à saúde. Recentemente, nossa equipe técnica preparou um dossiê de 180 páginas com imagens de complicações graves e anúncios de não médicos oferecendo procedimentos estéticos por preços mais baixos e resultados “milagrosos”. Uma propaganda antiética, enganosa e altamente perigosa. O dossiê está sendo apresentado a parlamentares do Congresso Nacional e ações têm sido ajuizadas com êxito. É de admitir. Quando se quer proteger a saúde e a vida de uma pessoa, vale pensar no que ensina a canção popular “Cada um no seu quadrado”. Procedimentos invasivos e procedimentos estéticos com riscos de complicações graves não são para quem não cursou medicina. Nem para quem não fez residência médica. Não são para quem não tem título de especialista. As consequências são previsíveis, e os consultórios médicos, especialmente dos dermatologistas, são procurados mais frequentemente por pacientes em busca de ajuda para tratar complicações em consequência dos mais variados procedimentos. Tais complicações acabam causando problemas psicológicos graves, como depressão e baixa autoestima. São infecções, cicatrizes, queimaduras, manchas e muitos outros problemas decorrentes de procedimentos dermatológicos e cosmiátricos assumidos por profissionais sem qualquer noção de medicina. Em alguns casos, como aconteceu recentemente em Brasília com uma jovem que se submeteu a bronzeamento em clínica clandestina, tais complicações levam à morte. Daí a importância da sentença da Justiça do Distrito Federal neste mês, proibindo a biomédicos de executar procedimentos estéticos que sejam considerados invasivos, entre eles a aplicação de toxina botulínica utilizada para atenuar rugas, os preenchimentos para suavizar sulcos e depressões na face, laser e peelings para rejuvenescimento. A decisão judicial é uma resposta

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C ARTA DO EDITOR

TODOS JUNTOS, AGORA Set/Out 2016

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OMARLUPI EDITOR DO JSBD

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SBD e o CFM acabam de conseguir uma bela vitória na questão que envolve os biomédicos e a prática da medicina. Essa é uma pendência que já se arrastava desde 2011 e que, graças à morosidade da justiça brasileira, se estendeu até os dias atuais. Não se trata de qualquer reserva de mercado contra outras profissões da área biomédica, mas, da mesma forma que eu não ressecaria um tumor em um animal, cabendo esse ato ao médico-veterinário, ou não me atreveria a tratar um canal dentário, ato que pertence à atuação do dentista, devemos preservar a área de atuação do médico. Se não houver esse respeito a cada profissão, ficará impossível exercer qualquer uma delas de forma acertada. Fica combinado assim, você estuda as matérias concernentes a sua profissão durante vários anos, no caso dos médicos, seis anos em período integral, e ainda faz sua formação na especialidade durante, no mínimo, mais três anos em horário integral. Isso é o que exigimos de nossos residentes, nove anos contí-

nuos com carga horária mínima de 1.920h/ano, para eles poderem, quem sabe, ser aprovados no Exame de Título de Especialista em Dermatologia – cuja complexidade é tão grande, que uma boa parcela dos residentes não consegue obter seu título de especialista na primeira vez e tem que se preparar durante mais um, às vezes dois anos. E tudo isso para quê? Para garantir atendimento dermatológico de qualidade à população brasileira, minimizar os riscos de procedimentos cirúrgicos e cosméticos, além de permitir a realização de diagnósticos precoces das grandes endemias brasileiras, como hanseníase, leishmaniose etc. Se qualquer outra profissão fornecer tudo isto, e com a mesma qualidade e nível de cobrança que exigimos de nosso associado da SBD, nos sentaremos para conversar sobre os limites do exercício de cada profissão. Até lá, continuaremos cuidando da saúde da pele do brasileiro pelos próximos 104 anos, como temos feito desde a fundação da nossa SBD. i


A BD

ABD 2016:

UM BALANÇO DAS ATIVIDADES

Por ocasião do recém-encerrado Congresso Brasileiro, tivemos a oportunidade de apresentar o relatório das atividades desenvolvidas neste ano de 2016 pelo atual Corpo Editorial dos Anais Brasileiros de Dermatologia (ABD) em conjunto com a Diretoria da SBD e do Corpo Técnico da revista. Destacamos e repetimos aqui as principais iniciativas já instituídas ou em curso: 1- A seção “Cartas” passa a receber, além de comentários sobre artigos publicados, relatos de casos em versão reduzida, com texto corrido, e com limites tanto ao número de palavras quanto ao de figuras. Tal iniciativa visa reduzir o tempo de espera para relato de casos de interesse. As exigências quanto à qualidade permanecem inalteradas, assim como o processo de análise. 2- A inclusão da seção “Qual seu diagnóstico?” como novo espaço para casos desafiantes e de interesse didático. 3- Buscamos solucionar questão relativa a como citar artigos publicados na seção “Síndrome em questão” e na recém-criada “Qual seu diagnóstico?”. Para preservar o estímulo ao raciocínio clínico, o diagnóstico do caso não aparece no título e, caso fosse enviado dessa forma ao PubMed, o leitor internacional não seria atraído a abrir o artigo que, portanto, teria mínimas chances de vir a ser citado. Como solução, decidimos manter a incógnita quanto ao diagnóstico do caso ou da síndrome nos títulos do artigo a constar na edição impressa e

inserir o diagnóstico no título da versão em inglês a ser enviada ao SciELO e ao PubMed, por exemplo, “Syndrome in question. Trichorhinophalangeal”. 4- Houve mudanças no sistema de submissão online, com o objetivo de melhor definir o papel de cada autor do artigo. 5- Simplificação da planilha de análise do artigo, com o objetivo de reduzir o tempo de trâmite do artigo. 6- Redução do tamanho da fonte utilizada na impressão, para que possamos aumentar o número de artigos publicados por número da revista, e com isso, reduzir o tempo de espera até a publicação. 7- Ampliar o número de pareceristas, estaticistas e tradutores, também visando agilizar o processo de análise para qualificar a edição do artigo. 8- Instituição da figura do “Editor de Área”, que corresponde a corpo de colaboradores ad hoc e detém expertise em determinadas áreas, com a tarefa de desenvolver breve e preliminar análise dos artigos a fim de auxiliar os editores na tomada de decisão quanto a prosseguir ou não no processo normal de avaliação do artigo submetido e mesmo de sugerir revisores para artigos específicos. 9 - Aquisição de verificador de plágio de última geração, que nos auxiliará a rever cada artigo quanto à eventual infração ética.

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rezados colegas,

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www.anaisdedermatologia.org.br


10 - Manter o iniciado nas editorias que nos precederam que é investir sempre na qualificação de nossos autores, tanto na qualidade gramatical e de estilo do texto quanto no correto desenho metodológico das investigações e na documentação fotográfica de qualidade dos casos. Investir na motivação de nossos revisores para que exerçam seu papel com qualidade e de forma didática.

12 - Ainda em 2016 será publicado um suplemento com 53 relatos de caso, parte do esforço em reduzir o tempo de espera até a publicação.

11- A partir de 2017 a revista será totalmente impressa na língua portuguesa, de forma a motivar a leitura e o ganho de conhecimentos. Lembrando que já há um tempo a versão online que vai para o SciELO e daí ao PubMed é toda em inglês, ou seja, o leitor internacional continuará a acessar a revista online totalmente na língua inglesa.

14 - Reabrimos o site para leitura mediante cadastro para não associados. A finalidade é aumentar a visibilidade dos artigos, principalmente os mais antigos, que as bases não abrangem. i

13 - São permitidos quatro autores para material encaminhado a todas as seções, com exceção de Investigação e Revisão, que admite até seis autores por colaboração.

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8 FATOR DE IMPACTO Como sabem, o Ministério da Educação por meio da Capes qualifica os programas de pós-graduação, senso estrito, segundo série de critérios; um deles, e de maior importância, é aquele que questiona em quais revistas docentes e alunos dos programas estão publicando seus trabalhos. Qual o “Qualis” das revistas em que os artigos são publicados? Portanto, o “Qualis” é o atestado de excelência (apesar de sujeito a vieses) das revistas e se estratifica em Qualis A1, A2, B1, B2 ou B3, segundo o valor de fator de impacto (FI). E ainda B4 – se houver indexação no PubMed, mas não constar FI mensurado ou se só houver indexação no SciELO – e B5 quando só houver indexação no Lilacs. Como exemplo, para 2016, Qualis B2 corresponde a FI na faixa entre 0,8 e 1,59 (valores que podem mudar ao final de 2016, após nova revisão da Capes), em que estão, no momento, os Anais (FI para 2015 = 0,880). Lembrando que o fator de impacto é calculado segundo a equação: total de citações recebidas pela revista no ano (digamos 2015) relativas aos artigos publicados na revista nos dois anos anteriores (no caso 2014 e 2013) (o número de citações compõe o numerador da equação) dividido pelo número de artigos publicados na revista naqueles anos de 2014 e 2013 (número que compõe o denominador da equação). No exemplo: o

total de citações em 2015 foi 337, e o total de artigos publicados em 2014 e 2013 somados foi 383, o que resultou em FI para os Anais de 0,880 (337/383). A classificação como B2 não nos posiciona como revista atraente para trabalhos ou artigos de ponta, ou seja, que possuam potencial para publicação em revistas de maior FI. Com base nessa constatação, temos que nos propor, como sociedade científica, a unir esforços para divulgar os Anais, sempre que possível, junto a colegas de outras especialidades ou junto a dermatologistas de outros países. E, mais ainda, citar os Anais quando de nossas publicações, em particular quando de publicações em outras revistas indexadas, nacionais ou estrangeiras. Os Anais completam 91 anos neste ano de 2016 e é a única revista de dermatologia da América Latina a estar indexada no PubMed, portanto, merece toda nossa dedicação e nosso apoio. Comissão Editorial dos Anais Brasileiros de Dermatologia Silvio A. Marques Sinésio Talhari Bernardo Gontijo Everton Siviero


G RAPE GRUPO DE APOIO PERMANENTE

GRAPE VALORIZA MÉDICO ESPECIALISTA EM DERMATOLOGIA Membros do projeto se reúnem durante o Dermato Poa para a discussão de trabalhos desenvolvidos em 2016, mostrando que é grande a preocupação social da SBD com a população portadora de dermatoses com potencial discriminativo e excludente

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Dermatologistas do Grape trabalham por melhora do relacionamento médico-paciente e valorização do dermatologista da SBD

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urante o Congresso Brasileiro de Porto Alegre, a coordenação do Grupos de Apoio Permanente – Grape da SBD, capitaneada pelo dermatologista Carlos Augusto S. Bastos, promoveu reunião para apresentação do trabalho realizado pelos grupos em 2016. No dia 8 de setembro, os integrantes foram convidados a contar sua experiência no projeto, incluindo os recursos que têm utilizado e o alcance junto ao público. Coordenado pela dermatologista Letícia Eidt, o Grape Hanseníase Porto Alegre reúne pacientes de hanseníase desde 2001 e conta atualmente com a colaboração de mais três médicos. Apesar das dificuldades enfrentadas no cumprimento da agenda de reuniões, os especialistas esperam criar um novo Grape Dermatite Atópica. O Grape Psoríase São Paulo e o de Atibaia, ambos coordenados por Sara Freua, participaram este ano do Tour Grape SBD Psoríase e abordaram temas como alopecia, dermatite atópica, psoríase e hanseníase em palestras educa-

tivas voltadas para a população. A dermatologista Sara Freua explicou que ficará uma temporada em Barcelona em busca de atualização nessas áreas. Coordenado por Sineida Berbert e representada por Joubert, um dos membros e colaborador, o Grape Psoríase Maringá conseguiu o apoio das universidades da cidade e trouxe significativa participação dos acadêmicos de medicina e membros da Psoripar. Todos os eventos promovidos impactaram positivamente a cidade, sendo o Tour Grape Psoríase, que contou com uma sequência de palestras educativas, um dos pontos altos das ações deste ano. A reunião finalizou com a participação do Grape Psoríase Vitória, coordenado por Elisabeth Lima Barboza, candidata a dirigir o Projeto Grape-SBD durante a próxima gestão da SBD. O Grape abre portas para que outros dermatologistas também possam participar com seus trabalhos visando uma melhora de pacientes que sofrem dermatoses com potencial excludente e discriminativo. i


P ELE SOLIDÁRIA

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10 Diretoria da SBD-DF engajada na ação

Folhetos distribuídos à população

SBD-DF PARTICIPA DO BEM ESTAR GLOBAL O atendimento marca o lançamento da Campanha Nacional de Conscientização da Psoríase promovida pela SBD durante todo o mês de outubro

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SBD participou de mais uma edição do Bem Estar Global, no dia 14 de outubro, no Taguaparque (Taguatinga), no Distrito Federal. Realizado pela Rede Globo em parceria com o Sesi, o evento visa orientar a população sobre qualidade de vida e cuidados com a saúde. Na tenda da SBD, dermatologistas e residentes comandados pela presidente da SBD-DF, Beatriz de Medeiros Ribeiro, prestaram atendimento de avaliação e orientação sobre a psoríase, doença de pele que se caracteriza pela formação de manchas avermelhadas e descamativas que aparecem mais frequentemente nos joelhos, cotovelos, tronco e couro cabeludo. Cerca de 700 pessoas receberam atendimento dermatológico. “A tenda da pele esteve cheia e foi muito procurada durante todo o

evento. O foco do atendimento foi esclarecer a população sobre a psoríase, conscientizando sobre a doença, tratamento e o caráter não infeccioso. Mas também realizamos atendimentos e esclarecimentos sobre diversas patologias da pele. Ouvimos muitas dúvidas sobre o câncer da pele e o uso adequado do filtro solar. Durante o evento diagnosticamos cerca de 15 casos de câncer da pele, e esses pacientes foram encaminhados ao Hospital Regional da Asa Norte para ser operados no Dia da C, de Combate ao câncer da pele, a ocorrer no dia 26 de novembro. Diagnosticamos diversos casos de pacientes portadores de psoríase que ainda estavam desassistidos e foram encaminhados aos serviços de referência para acompanhamento e início do tratamento”, relata a presidente.


S AIBA MAIS SOBRE A SBD

18 DE OUTUBRO, DIA DO MÉDICO

HANSENÍASE Dermatologistas da SBD também estiveram em Cuiabá, na edição de novembro do Bem Estar Global. A ação ocorreu no dia 11, no Jardim Cuiabá, e nossos especialistas falaram sobre a hanseníase, doença endêmica da região. A coordenação da equipe de dermatologistas locais, incluindo residentes, ficou a cargo da presidente da SBD-MT, Juliana de Mendonça Figueiredo. No início de dezembro, a SBD estará em João Pessoa para falar sobre o câncer da pele na última edição do ano do Bem Estar Global. i

No Dia do Médico, 18 de outubro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) parabeniza você, médico dermatologista, que, com competência, tenacidade e dedicação cura doenças, atenua os males da saúde e salva vidas. Para marcar essa data tão especial, a SBD preparou um vídeo em homenagem a você. Na gravação, os dermatologistas Gabriel Gontijo (presidente da SBD), Valéria Aoki, Zilda Najjar e Elisete Crocco contam suas experiências com pacientes, mostrando o quanto é imprescindível o valor do humanismo no atendimento. Para surpresa dos médicos, os quatro pacientes apresentados no filme apareceram no estúdio, tornando o momento ainda mais emocionante. i CONFIRA: www.youtu.be/669uEv0N2rQ

AS VANTAGENS DO SBD CARE

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ocê está usando o SBD Care, nosso programa de benefícios e descontos exclusivos para os associados? Para obtenção do desconto nas redes credenciadas, é necessário a apresentação do cartão do associado. Acesse o site da SBD (www.sbd. org.br), clique em “Parceiros”, conheça nossa rede de locais conveniados que oferecem vantagens e veja qual deles é melhor para você. Entre eles, estão a Droga Raia, Localiza, Saraiva, American Journal Experts (AJE), entre outros. A SBD está em processo de formalização de parcerias com outras empresas, e em breve a lista será ampliada. Os descontos são válidos enquanto durar a parceria das empresas com a Sociedade. i

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Integraram a equipe os membros da Diretoria da SBD-DF Helbert Rodrigues (vice-presidente), Bárbara Uzel (primeira secretária), Juliana Aires (segunda secretária), Rosa Matos (tesoureira) e as residentes Carolina Ferrini e Paula Fernandes. “A atividade foi de suma importância para a SBD não só pelo cunho social, pois assim podemos levar conhecimento e atendimento à população carente, que muitas vezes não consegue acesso ao sistema público de saúde, mas também para que essa população conheça as diversas atividades exercidas pelo especialista”, completa. Durante a ação, foram distribuídos folhetos explicativos sobre a psoríase.

arabéns, médico dermatologista!

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O UVIDORIA

DERMATOLOGIA NO CENTRO DAS ATENÇÕES

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stamos chegando ao final de 2016 e iniciamos esta matéria com boas notícias aos nossos associados com relação à Lei do Ato Médico: o Tribunal Regional Federal da Primeira Região (Seção Judiciária do Distrito Federal), em atendimento à sentença ajuizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) contra o Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) objetivando a “anulação integral” de três resoluções e de um anexo à resolução normativa 01/2012. A referida sentença pontua que o CFBM, ao editar tais resoluções, “ultrapassou” os limites das atribuições e competências que lhe são impostas por lei. Afirma que tais normas conferiam ao biomédico a possibilidade de executar procedimentos dermatológicos e cirúrgicos, muitas vezes invasivos, atuando como se médicos fossem. Portanto, ficam anuladas tais resoluções devolvendo à classe médica a prática de tais atividades afins. Essa sentença é uma medida do Judiciário favorável à Lei do Ato Médico, bandeira de luta incansável da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) junto ao CFM. Após essa decisão, acreditamos que deverá ocorrer muita resistência por parte dos biomédicos e, por isso, devemos ficar atentos e ajudar no cumprimento da lei. A SBD sempre lutou e continuará lutando em prol da segurança dos pacientes e pelo respeito às instituições no que se refere à devida qualificação de todas as profissões. No mês de setembro, a SBD lançou a campanha de conscientização sobre os fotodanos em antecipação ao Dezembro Laranja, quando ocorre a campanha de prevenção do câncer da pele. Essa campanha ganha destaque com o movimento “O corpo fala: cuide da sua pele” feita por meio de um alfabeto de corpos formado por modelos contorcionistas. É a partir dessas letras vivas que se formam palavras que retratarão o objetivo primordial da ação, que é mostrar as consequências da exposição solar excessiva, levando ao fotoenvelhecimento: sardas, rugas, melasma, queimaduras, e, finalmente,

JOSÉROBERTOPEGAS

OUVIDOR BIÊNIO 2015/2016

ao câncer da pele. Também serve de alerta para a necessidade de a população realizar consultas periódicas com médicos dermatologistas portadores de título de especialista, além de enfatizar a necessidade de adotar medidas simples de fotoproteção com uso de filtros solares, chapéus, óculos e roupas adequadas. Os associados poderão acessar o hotsite: www.controleosol.com.br, no qual encontrarão detalhes da campanha. Gostaríamos de parabenizar a Dra. Tania F. Cestari e toda a Comissão Organizadora pelo esforço na realização do excelente 71o Congresso Brasileiro de Dermatologia, em Porto Alegre. Foram quatro dias de intensa atividade científica: o primeiro ocupado por cursos de atualização terapêutica, cursos práticos em vídeo, cursos teóricos. Ao final tivemos a linda e emocionante solenidade de abertura e o coquetel de boas-vindas, encerrado com o excelente show de Renato Borghetti e seus músicos. Nos outros três dias, não faltou a qualidade de ótimos temas e excelentes aulas nas partes clínica, cirúrgica e cosmiátrica. Creio que o Congresso de Porto Alegre conseguiu alcançar o objetivo de, mais uma vez, levar ao associado o mais alto nível em conhecimento científico. Também devemos mencionar a presença de dez palestrantes estrangeiros, entre eles Michael Kane, Thomas Ruzicka e Ricardo Galimbert, e os mais de 400 palestrantes nacionais. Não podemos esquecer de elogiar as instalações do Centro de Convenções Fiergs, com ótimos auditórios, e a magnífica festa de confraternização. Enfim, só podemos agradecer aos colegas que tanto fizeram pelo brilhantismo desse congresso. Na cerimônia que finalizou as atividades do Congresso da SBD foram divulgados os prêmios para os melhores trabalhos científicos apresentados durante o Congresso. Enquanto isso, a Bahia, cidade do próximo encontro, já iniciou os trabalhos para a realização do evento, na Costa do Sauípe, de 7 a 10 de setembro de 2017. i


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R ESPONSABILIDADE MÉDICA

AUTONOMIA DO PACIENTE, CONSENTIMENTO LIVRE E ASPECTO ÉTICO

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ouve mudanças na relação médico/paciente ao longo da história, considerando a obrigatória oitiva do paciente, em vista de eventual intervenção médica para solucionar problema envolvendo sua saúde. Tais mudanças geraram inovações jurídicas quanto ao princípio da autonomia privada, que se tornou elemento essencial na relação jurídica, traduzindo um permissivo jurídico para as partes de uma relação jurídica criarem obrigações e direitos. Trata-se do poder jurídico das partes de normatizar relações, desde que obedecidos os limites impostos pela legislação. É a atribuição, determinada por lei, aos indivíduos para a criação de regras

jurídicas capazes de definir conteúdo e efeitos de condutas e atos de consequências jurídicas. Trata-se de princípio específico do direito privado que permite às partes de eventual relação jurídica criar obrigações e direitos com consequências jurídicas e efeitos por elas predeterminados. Exemplo claro do presente princípio é a celebração do instrumento particular de contrato. O contrato de um procedimento médico entre o médico e o paciente não precisa ser escrito e assinado. Pode ser verbal e gravado em vídeo. O que importa é que o médico dermatologista tenha ciência de que quase tudo que faz envolvendo seu paciente, em seu consultório, tem reflexos jurídicos.


PEDROFONSECA*

WWW.PEDROFONSECA.ADV.BR

procedimento sem o devido esclarecimento e consentimento prévio do paciente ou de seu responsável legal, salvo em caso de eminente perigo de vida (art. 46 do Código de Ética Médica). Somado a isso, é de bom alvitre que fique evidenciada a obrigação de observar os requisitos para a aplicação do princípio da autonomia privada. Como regra geral em todo negócio jurídico, o art. 104 do Código Civil deve ser respeitado. Art. 104. A validade do negócio jurídico requer: I - agente capaz; II - objeto lícito, possível, determinado ou determinável; III - forma prescrita ou não defesa em lei.

Trazendo esse princípio ao campo de relação jurídica do médico e do seu paciente, somando ao dever daquele de esclarecer, de todas as formas, a situação de saúde do paciente, bem como a possibilidade ou não de intervenções, verifica-se que o poder de autodeterminação do paciente pode ser, de certa maneira, concentrado no consentimento livre e informado. A ordem jurídica do consentimento livre e informado, no âmbito das relações contratuais ou aquilianas entre o médico e o paciente, observando o princípio da autonomia privada, somada ao dever daquele de conceder todas as informações sobre o estado de saúde deste, é mais um compêndio de regras para identificar o poder de direção e escolha do paciente. É importante que fique claro que o consentimento livre e esclarecido é a pedra de toque na relação entre o médico e seu paciente, e que prioriza o diálogo entre ambos, com transparência e foco no respeito aos valores do paciente. O Código de Ética Médica traz regramento quanto ao princípio do consentimento livre e esclarecido, proibindo o médico de efetuar qualquer

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A informação na relação entre o médico e o paciente, no momento em que envolve procedimentos, quaisquer deles, incluindo receita de medicamentos, é requisito de grande valor jurídico. O paciente deve ter em seu conhecimento todas as informações possíveis sobre seu estado de saúde, para tomar a decisão que lhe seja mais conveniente, diante do quadro apresentado pelo médico. Além de seu estado de saúde, o paciente tem o direito de saber os efeitos e consequências de qualquer intervenção médica, para que tenha o poder de decidir por conta própria. O requisito da informação determina ao médico que esclareça quais os caminhos e as consequências de eventual decisão do paciente, que, entretanto, deve, obrigatoriamente, ser capaz, do ponto de vista civil, de decidir. De nada adiantaria haver consentimento de um indivíduo absolutamente incapaz. O efeito jurídico seria irrelevante, e o médico acabaria sendo responsável por eventual consequência. É importante o registro do discernimento do paciente, requisito que exige capacidade de compreender, perfeitamente, as condições de saúde em que se encontra, para que possa tomar decisão com validade jurídica. Certamente, o médico tomará as providências para atestar o juízo do seu paciente, para que sejam suas decisões acatadas como certas. Além do requisito da informação e discernimento, há que ser levado em consideração o requisito da vontade livre do paciente que reza ser através deste que ele tomará decisões ignorando qualquer forma de pressão externa, seja familiar, social ou do próprio médico. Não é permitido vício do consentimento. A


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vontade será regida tão somente pela consciência livre do paciente. É interessante saber como o princípio da autonomia privada adentrou a relação médico/paciente, havendo, aliás, o reconhecimento formal disso. Trata-se de norma sobre a autodeterminação do paciente traduzida pelo texto Patient Self-Determination Act. Havendo informação, tendo o paciente condições de estabelecer decisões, é ainda preciso que haja prova de que o médico concedeu a chance ao paciente de saber a fotografia do seu caso e que teve, sobretudo, a exata ciência das nuanças e detalhes do caso para tomar sua decisão, seja ela qual for. Assim o paciente pode estabelecer com segurança quais as intervenções a que não deseja submeter-se. O médico deve direcionar seu trabalho sempre para o bem-estar, considerando o poder de autodeterminação de seu paciente. Deve conduzir-se com ética, ao esclarecer sobre as condições de saúde, e doar-se a seus pacientes com competência, zelo e probidade profissional. Em sua sequência, o código de conduta veda ao médico tratar o ser humano sem civilidade ou consideração, desrespeitar sua dignidade ou discriminá-lo de qualquer forma ou sob qualquer pretexto. O interessante é que o Código de Ética do Médico determina a conduta do profissional, no sentido exposto anteriormente, qual seja, o tratamento do paciente com dignidade e respeito em “busca da vida” ou de sua cura, predispondo responsabilidade do médico e vedando algumas condutas. Portanto, em vista da determinação da conduta do médico, direcionada de modo incisivo, em busca de sua melhor atuação com o paciente, hão de ser observadas suas obrigações e vedações éticas para melhor formação da responsabilidade. Assim, o médico tem obrigação legal e ética de dividir com seu paciente todas as informações que lhe permitam tomar as decisões que possam direcionar suas próprias escolhas. Não adianta apenas o médico atuar conforme a lei e o código de ética. Importa, além disso, provar que o fez por meio da declaração do consentimento livre e informado ou outro meio de prova, podendo ser gravação de voz ou vídeo. i

TERMO DE CONSENTIMENTO INFORMADO (MODELO que pode ser lido pela paciente e gravado por vídeo ou gravador de voz) Patrícia Fernandes Fonseca, brasileira, solteira, empresária, inscrita no CPF sob o número 12345678900, ID 987654321, com endereço na Rua João Pimenta,10, bairro Centro, CEP 70.111-000, Belo Horizonte, MG, DECLARA, por meio do presente instrumento de CONSENTIMENTO LIVRE E INFORMADO, ter sido informada pelo médico Dr. José da Silva, brasileiro, casado, médico cirurgião, inscrito no CPF sob o número 898766345-45, ID 98989898, com clínica médica no endereço Av. Raja Gabaglia, 2, sala 3, bairro Belvedere, Belo Horizonte, MG, a respeito de todas as repercussões que envolvem a cirurgia bariátrica, bem como sobre todos os efeitos, indicações e contraindicações referentes ao consumo do medicamento XYZ, não havendo qualquer dúvida a ser sanada, em virtude da prestação médica ocorrida no dia XYZ, na própria clínica em que exerce seu trabalho. A signatária concorda com todos os procedimentos, sabendo das consequências e efeitos positivos e negativos. Pagou pela prestação de serviços o valor de R$ 100.000,00. DECLARA para todos os efeitos, tendo em vista o princípio do consentimento livre e informado, que concorda, espontaneamente, em submeter-se à cirurgia XYZ, bem como com ao consumo dos medicamentos XYZ. Assume total responsabilidade pelos riscos de eventuais efeitos não desejáveis, provenientes do tratamento e uso de medicamentos indicados pelo médico. Belo Horizonte, 18 de novembro de 2016. ________________________________________ Patrícia Fernandes Fonseca ________________________________________ Médico ________________________________________ Testemunha ________________________________________ Testemunha

* Advogado Doutorando em direito penal; Mestrando em direito penal; Mestre em direito civil (Responsabilidade); Pós-graduado em direito civil e em ciências criminais; Pós-graduado em direito eleitoral (Criminal); Autor da obra Manual da responsabilidade do médico; Coautor da obra Direito do médico; Autor de diversas obras e artigos jurídicos; Membro do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais. www.fonsecasollero.com.br


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T ECNOLOGIA E MEDICINA

PRONTUÁRIO ELETRÔNICO: O QUE VOCÊ PRECISA SABER Prontuário 100% digital é garantia de segurança para o paciente e de melhor qualidade de atendimento para o médico

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informatização trouxe uma série de recursos importantes para medicina. Uma das principais é o prontuário eletrônico do paciente (PEP), um documento completo e integrado, no qual fica registrado o histórico médico do paciente no formato digital, em vez da escrita em papel. No Brasil, a regulamentação do prontuário foi implementada em 2002, quando o Conselho Federal de Medicina (CFM) definiu suas características gerais na Resolução 1.638, como “um documento único constituído de um conjunto de informações, sinais e imagens registradas, geradas a partir de fatos, acontecimentos e situações sobre a saúde do paciente e a assistência a ele prestada, de caráter legal, sigiloso e científico, que possibilita a comunicação

entre membros da equipe multiprofissional e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo”. Em 2007, por meio da Resolução 1.821, o CFM autorizou o uso de sistemas informatizados para o arquivamento e registro desse tipo de informação. Também estabelece a guarda durante 20 anos dos prontuários em papel que não foram arquivados eletronicamente. “Em um contexto em que a medicina avança, possibilitando conhecer mais sobre as doenças e o funcionamento do corpo com exames mais específicos, o progresso da informática na área da saúde criou o ambiente perfeito para o desenvolvimento do prontuário eletrônico”, disse o presidente da SBD, Gabriel Gontijo.


PRONTUÁRIO ELETRÔNICO NO SUS Pensando nas vantagens dos sistemas eletrônicos, o Ministério da Saúde anunciou, no fim de outubro, um projeto de digitalização do atendimento e dos dados dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país. A previsão é que a digitalização do prontuário eletrônico seja feita pelas prefeituras de todos os municípios até o dia 10 de dezembro. O sistema já está instalado em 1.920 cidades brasileiras. Em até 60 dias, todo o projeto deverá estar funcionando, de acordo com o Ministério. Além do prontuário, deverá ocorrer a unificação de nove sistemas do SUS, criação da biometria dos pacientes e a tramitação 100% digital dos documentos gerados pelo sistema de saúde. O Ministério afirma que os pacientes terão acesso às informações relacionadas ao próprio histórico de saúde, como pedidos de exame, agendamento, encaminhamento para especialistas e fornecimento de remédios.

CERTIFICADO DIGITAL

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O processo de emissão de um certificado digital é muito similar a emissão de um documento de identidade (RG, CPF ou CRM). O interessado deve procurar uma Autoridade de Registro (AR) que esteja necessariamente vinculada a uma Autoridade Certificadora (AC) capaz de emitir um certificado digital ICP-Brasil. No Brasil, para que um documento eletrônico possa ter validade jurídica, ética e legal, deve-se necessariamente assiná-lo utilizando um certificado digital padrão ICP-Brasil. Será exigida uma série de documentos para comprovação da identidade enquanto pessoa física ou jurídica. Após a etapa inicial, que normalmente ocorre pelo preenchimento de um formulário na web, a entrega desses documentos e recebimento do certificado digital ocorre de forma presencial. Tecnicamente, a chave privada do certificado digital (a sua identidade digital) pode ser armazenada de forma segura num computador, token, smartcard ou HSM (hardware criptográfico capaz de armazenar milhares de assinaturas ao mesmo tempo). i

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Para garantir a segurança das informações armazenadas em sistemas de prontuário eletrônico e estabelecer padrões para a qualidade dos sistemas de informação em saúde no Brasil, o CFM e a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) desenvolveram a Certificação de Sistemas de Registro Eletrônico de Saúde – que permite o armazenamento e o compartilhamento seguro das informações de um paciente ou de mais indivíduos dentro de uma região ou entre um grupo de hospitais. Um dos requisitos mais importantes para essa certificação é a criptografia das informações armazenadas. Por meio dela, as informações podem ser lidas por pessoas que tenham a senha individual para acessar o sistema. Uma vez salvas as informações no prontuário eletrônico, o médico deverá assiná-lo digitalmente. Para isso, necessita de um certificado digital, que é um documento eletrônico que identifica o profissional legalmente no mundo digital. Vários estudos ao redor do mundo têm demonstrado o impacto positivo sobre a saúde que a implementação de um prontuário eletrônico pode trazer, tanto para os profissionais de saúde como para os pacientes. Omar Lupi, dermatologista no Rio de Janeiro, diz que já chegou a usar prontuário de papel ao longo da sua carreira, mas, sem dúvidas, prefere o prontuário eletrônico. “O prontuário eletrônico é muito melhor porque podemos acessar a ficha do paciente a qualquer hora e de qualquer lugar, é muito mais prático”, explica.

CRM DIGITAL O CRM Digital – uma carteira digital em policarbonato (material similar ao de cartões de crédito), com um chip criptográfico que poderá ser ativado para certificação digital – pode ser usado pelo médico como identidade. O chamado CRM digital é A adesão ao novo documento é facultativa. A atual cédula de identidade, instituída pela Resolução CFM 1.827/07, será gradualmente substituída e permanecerá válida para todos os que prefiram continuar a utilizá-la. Os que optarem pelo CRM digital poderão decidir pela ativação ou não do chip. Se o chip não for habilitado, a carteira não terá o recurso da certificação digital, mas funcionará como documento de identidade profissional de alta resistência e maior segurança contra falsificações.


T ECNOLOGIA E MEDICINA

PRONTUÁRIO ELETRÔNICO DO PACIENTE: O QUE PRECISAMOS SABER 1. Sou obrigado a ter prontuário eletrônico do paciente para arquivar os dados da anamnese, exame físico, diagnóstico, solicitação de exames e conduta, no atendimento de meus pacientes?

R. Os sistemas auditados possuem um selo de certificação do CFM e da SBIS. A lista oficial dos sistemas que já foram auditados e, portanto, atendem a todos os requisitos obrigatórios, está disponível no site www.sbis.br/certificacao.

Resposta: Não, você poderá continuar com suas fichas em papel, que deverão ser arquivadas por 20 anos. 2. Posso digitalizar (escanear) meus prontuários em papel? R. Sim, o prontuário em papel pode e deve ser digitalizado. Mas, evidentemente, isso não é um Prontuário Eletrônico. Trata-se de um prontuário em papel que foi escaneado e armazenado, facilitando seu manuseio, acesso e disponibilidade.

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3. Quais as vantagens do prontuário eletrônico do paciente? R. Elimina as desvantagens do prontuário em papel que está disponível apenas a um profissional ao mesmo tempo, possui baixa mobilidade e está sujeito a ilegibilidade, ambiguidade, perda frequente da informação, multiplicidade de pastas, dificuldade de pesquisa coletiva, falta de padronização, dificuldade de acesso, fragilidade do papel e a sua guarda requer amplos espaços nos serviços de arquivamento. 4. Todos os prontuários eletrônicos são legalmente aceitos? R. Sim, entretanto, os prontuários eletrônicos certificados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) poderão favorecê-lo com relação à segurança e confidencialidade, principalmente diante de uma ação judicial. O CFM fez um convênio com a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) com o intuito de estabelecer as normas, padrões e regulamentos do Prontuário Eletrônico do Paciente e do Registro Eletrônico de Saúde (RES). 5. Por que os prontuários eletrônicos certificados pelo CFM podem favorecê-lo, se comparados àqueles não reconhecidos? R. Os sistemas certificados pelo CFM adotam mecanismos de segurança, capazes de garantir autenticidade, confidencialidade e integridade das informações. A Certificação Digital é a tecnologia que melhor provê esses mecanismos. O CFM certifica os prontuários eletrônicos que impedem a modificação dos dados ou informações escritas e salvas após o atendimento do paciente. Informações adicionais poderão ser realizadas, mas não modificadas. 6. Os prontuários eletrônicos podem ser implantados tanto nos consultórios quanto nos serviços públicos de saúde? R. Sim, inclusive vários Serviços Credenciados da SBD já possuem prontuários eletrônicos. 7. Como fico sabendo se um sistema de informática que pretendo implementar, com prontuário eletrônico é certificado pelo CFM?

8. Como posso obter mais informações sobre o prontuário eletrônico e Registro Eletrônico de Saúde? R. O CFM tem uma cartilha sobre Prontuário Eletrônico. Para conferir basta acessar o portal.cfm.org.br. 9. Utilizo um sistema no meu consultório há algum tempo e não imprimo mais o prontuário no papel. Todas as informações dos meus pacientes estão armazenadas lá. Estou aderente à resolução do CFM? R. Não, para estar aderente com a Resolução CFM 1821/2007, que define as exigências para utilização de um prontuário eletrônico, você deve utilizar um certificado digital padrão ICP-Brasil para assinar os prontuários no seu sistema. Além disso, o seu sistema deve atender a todos os requisitos obrigatórios da Certificação de Software SBIS. 10. Como saber se um sistema atende a Resolução CFM 1821/2007? R. Verifique com a sua instituição (hospital, clínica etc.) qual é o nome do sistema, desenvolvedor ou empresa e número da versão. Com essas informações, acesse www. sbis.org.br/certificacao e verifique se esse sistema consta na lista de sistemas auditados pela SBIS; confira ainda o número da versão. Caso não esteja nessa lista ou o número da versão não coincida, procure a Diretoria Técnica da intituição para questionar se o sistema, apesar de não auditado, atende a todos os requisitos da Certificação de Software. 11. O hospital em que trabalho utiliza um sistema que foi auditado pela SBIS, mas não utilizamos certificação digital padrão ICP-Brasil. Estou aderente à Resolução CFM 1821/2007 e posso eliminar o papel? R. Não, para estar aderente com a Resolução CFM 1821/2007, você também deve utilizar um certificado digital padrão ICP-Brasil para assinar os prontuários no seu sistema. Só assim é possível ter um prontuário paperless.


B ILIOTECA DA SBD

13. Minhas anotações no prontuário eletrônico podem ser modificadas posteriormente? R. Se o sistema de prontuário eletrônico atende a todos os requisitos do Manual da Certificação de Software e você utiliza um certificado digital para assinar os prontuários, as suas informações não são passíveis de modificação, estando assim plenamente seguras. Por outro lado, se o sistema não atende aos requisitos ou você não utiliza certificado digital, a informação registrada é passível de mudanças por quem tiver acesso para tal e, portanto, a segurança não está garantida. 14. Posso eliminar o prontuário original em papel após digitalizá-lo (escaneado)? R. Pela lei brasileira atual, pode-se eliminar o original em papel desde que o documento seja microfilmado. Entretanto, não há uma legislação aprovada para a simples digitalização do original em papel (escaneado). Segundo a Resolução CFM 1821/2007, está autorizada a eliminação do prontuário em papel desde que o arquivo resultante do processo de digitalização seja assinado com um certificado digital padrão ICP-Brasil, bem como seja armazenado num sistema de gerenciamento eletrônico de documentos. Por outro lado, como o prontuário é multiprofissional contendo anotações de outros profissionais de saúde, e como ainda não houve uma regulamentação efetiva nesse assunto por parte dos demais conselhos de classe, mesmo ao se digitalizar (escanear), os originais em papel devem ser guardados por um período mínimo de 20 anos. 15. Por que utilizar um sistema auditado pela SBIS? R. É a garantia que o sistema realmente atende a todos os requisitos obrigatórios da Certificação SBIS-CFM, o que junto com a certificação digital, é pré-requisito fundamental para um sistema de prontuário paperless. Além disso, esses sistemas possuem maior qualidade e uma melhor estrutura de informações. 16. Um fornecedor de software diz que o sistema dele foi homologado pela SBIS e pelo CFM, mas o nome dele não consta na lista oficial de sistemas auditados pela SBIS. Como devo proceder? R. Envie um e-mail com detalhes do assunto para certificacao@sbis. org.br. Todas as providências serão tomadas pela SBIS para que o referido fornecedor comunique de forma adequada a situação do sistema dele: não aderente, aderente à norma ou auditado pela SBIS. Diretoria SBD 2015/2016 Gabriel Gontijo Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia

O Comut permite que qualquer pessoa solicite ou receba, por intermédio de uma biblioteca cadastrada no programa, cópias de artigos publicados em periódicos técnico-científicos, teses, capítulos de livros e anais de congressos

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ara agilizar o processo de aquisição de documentos solicitados pelo associado e que não estão disponíveis no acervo da Biblioteca da SBD, a entidade reimplementou o Comut (Programa de Comutação Bibliográfica). O serviço permite ao usuário obter cópias de documentos técnico-científicos não disponíveis no acervo e que podem ser encontrados em outras bibliotecas e centros de documentação brasileiros e em serviços de informação internacionais. “Como a Bireme está fechada desde junho de 2015, para ter acesso a artigos que não temos na biblioteca, passamos a reutilizar desse serviço para melhor atender aos nossos associados”, informa a coordenadora da biblioteca, Vanessa Zampier. Entre os documentos que podem ser obtidos estão artigos de periódicos técnico-científicos; teses e dissertações; anais de congressos nacionais e internacionais; relatórios técnicos; partes de documentos (capítulos de livros), desde que sejam autorizados pela Lei de Direitos Autorais (Lei n. 9.610/98). Para utilizar o serviço do Comut é necessário fazer um pré-cadastro por meio do portal do programa (www. comut.ibict.br/comut/do/index?op=filtroForm), inserindo o CPF de cada solicitante. O cadastro pode ser feito por pessoa física ou, se o associado preferir, pode autorizar a biblioteca a realizar o registro de suas informações. Para isso, basta entrar em contato por meio do e-mail biblioteca@sbd.org.br ou pelo telefone 2253-6747 e informar a(s) referência(s) desejada(s), constando, preferencialmente, o nome do periódico, ano, volume e paginação. O preço do serviço varia de acordo com o número de páginas solicitadas, sendo cobrados R$ 2,00 a cada cinco páginas. Esses valores podem ser consultados sempre por e-mail.

ACERVO DE ANAIS DOS CONGRESSOS

A SBD também solicita o auxílio dos associados para completar o acervo dos anais dos congressos brasileiros realizados pela entidade. A biblioteca aceita cópia dos originais nos formatos de CDs e DVDs dos encontros ocorridos nos seguintes anos: 1946, 1947, 1951 a 1960; 1963, 1964, 1966 a 1968, 1970, 1971, 1973 a 1975, 1977 a 1990, 2006, 2007 e 2009. Os interessados em fazer essa doação devem entrar em contato com a biblioteca pelo e-mail biblioteca@sbd.org.br. i

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R. O Art. 18 do Código de Ética Médica prevê ser vedado ao médico desobedecer aos acórdãos e às Resoluções dos Conselhos Federal e Regionais de Medicina ou desrespeitá-los. Em eventual processo na justiça comum ou nos Conselhos Regionais, as informações dos prontuários não serão consideradas válidas como prova, se essas estiverem armazenadas em sistemas que estejam em desacordo com as exigências da Certificação.

SBD VOLTA A DISPONIBILIZAR O COMUT

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12. Há alguma punição ao descumprir a Resolução CFM 1821/2007?


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O MELHOR MOMENTO DO ANO Mais de três mil especialistas de todo o Brasil fazem do Congresso um ponto de referência para atualização, contatos e confraternização. Ambiente de qualidade, com espaço e infraestruturas adequadas foram o ponto alto desse grande evento da dermatologia nacional

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conceito de encontro completo está no DNA da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) desde a primeira edição do Congresso Brasileiro de Dermatologia, em 1944. Até hoje essa característica tem-se fortalecido. Os 3.100 especialistas presentes no encontro deste ano, realizado de 7 a 10 de setembro, em Porto Alegre, se espalharam por todo o Centro de Convenções da Fiergs, fazendo soar pelos corredores um variado mix de sotaques e conhecimentos. Os quatro dias de evento foram, mais uma vez, de intenso movimento tanto na área de exposição quanto nos auditórios e salas que abrigaram as 161 atividades realizadas durante o CSBD. Conhecer o que existe de mais novo e avançado nas áreas clínica, cosmiátrica e cirúrgica, com a chance de contato direto com os principais

nomes da especialidade e também com diversos expositores, é certamente forte motivo que traz os dermatologistas ao congresso. Mas não é apenas isso. O CSBD também congrega diversas ações promovidas pela SBD, como lançamento de campanhas institucionais, apresentação de projetos, parcerias, lançamentos de livros e congraçamentos que fazem do congresso evento único para quem atua na área. Também é importante salientar a participação de convidados estrangeiros muito qualificados. Essa edição contou com dez nomes do exterior que abrilhantaram a programação.“Esses fatores todos contam bastante para o congressista. Quanto ao programa científico, ele foi elaborado para que, de maneira abrangente, as mais importantes áreas da dermatologia fossem abordadas. Os cursos pré-congresso que estavam relacionados


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vez

um

grande

tologistas,

encontro

refletindo

a

de

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solenidade de abertura foi mais uma derma-

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importância

do evento e seu prestígio nacional e internacional

aos avanços nas técnicas de preenchimento, toxina botulínica e volumização da face foram muito procurados. Tivemos praticamente 14 salas simultâneas durante os três dias do congresso, e os assuntos relacionados à prática diária foram os mais concorridos. Entre eles, podemos citar as causas e o manejo do eritema facial e o rejuvenescimento da região periorbitária. Também o uso de nutracêuticos, da vitamina D, o manejo das queixas capilares, os avanços na dermatoscopia e os aspectos ético-legais do marketing dermatológico chamaram a atenção dos participantes”, enumera a presidente Tania Cestari. Além do Quiz Dermatológico, que já se estabeleceu em meio às sessões cativas e superprocuradas, sobretudo por jovens, do Congresso Brasileiro dentre as inovações tecnológicas, a coordenadora científica, Flávia Rossatto, destaca a disponibilização de internet de alta velocidade para todos os congressistas e do uso de um aplicativo interativo com serviços inéditos, “que permitiu o congraçamento dos participantes de uma determinada sessão, bem como troca de experiências entre eles”.

EVENTOS SOCIAIS

O encontro contou com a realização de eventos paralelos à programação científica, como as campanhas Sol Amigo da Criança e de doação de medula. “Ficamos muito satisfeitos com o resultado das campanhas sociais desenvolvidas pelo congresso. A Campanha Sol Amigo da Criança foi sucesso absoluto; melhor ainda por ter sido desenvolvida no período de um semestre, mostrando que é possível manter nossa participação incluída no currículo escolar, como é recomendado, e com investimento mínimo. A campanha de doação de medula óssea foi muito além do esperado, evidenciando que podemos contribuir positivamente com iniciativas que fazem a diferença para toda a comunidade. Ambas as campanhas foram possíveis porque trabalhamos em parceria com instituições do terceiro setor, como o Lions Clube e a ONG Doutorzinhos, que responderam imediatamente a nossa solicitação. Alinhados com a diretriz de realizar um bom congresso com o mínimo de investimento não retornável, realizamos outras iniciativas como, por exemplo, a ambientação e painéis decorativos da festa de confraternização. Eles foram desenvolvidos e posteriormente doados à entidade que forneceu a infraestrutura, para grande alegria das crianças, que ficaram extremamente estimuladas ao ver sua produção aplicada de forma prática”, explica secretária adjunta, Ana Paula Manzoni.


O MELHOR DA DERMATOLOGIA

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O encontro contou com 58 simpósios, 12 conferências, 69 fóruns e 22 sessões de Departamentos ministrados por centenas de convidados com expertise em diferentes áreas da dermatologia, que deram o melhor de si para a qualidade do CSBD. A cerimônia de abertura, com o show de Renato Borghetti, na Fiergs, e a de encerramento, com a banda Big Time Orchestra, no espaço Pepsi On Stage, atraíram a atenção de muita gente. “Essas atrações foram bastante comentadas pelos congressistas que ficaram felizes com a possibilidade de assistir a shows dessa magnitude após alguns dias de movimentadas atividades científicas”, comenta a presidente Tania Cestari. O resultado final do CSBD foi bastante satisfatório, mas trabalhar num evento dessa grandeza requer conhecimento que vai além do científico. “Devido a sua complexidade, o encontro necessita ter em suas comissões a participação de profissionais que já tenham vivenciado esse tipo de exercício. E em Porto Alegre tivemos um grupo que realmente já tinha participado de outros grandes encontros científicos, o que facilitou a tomada de decisões. Esse sucesso mostrou um trabalho que teve a participação de muitos atores, desde as equipes de suporte

à enorme gama de organizadores, e alcançou seu ápice nos maiores protagonistas desse evento, que foram os congressistas. A experiência adquirida a cada ano certamente irá aperfeiçoando a execução dos eventos que estarão por vir”, aponta o secretário geral, Renan Bonamigo. A dermatologista Tania Cestari lembra que o CSBD cumpriu as reivindicações dos associados no sentido de sua realização em ambiente de qualidade, com espaço e infraestruturas adequadas. “O 71o Congresso cumpriu esse aspecto adequadamente. O sistema de transporte foi suficiente e eficaz. Havia boa distribuição de espaços, com facilidade tanto para os congressistas como para os expositores fazerem seus contatos. Não tivemos problemas em relação à disponibilidade de alimentação e de lugares nas sessões. Enfim, só temos a agradecer a presença de todos e desejar boa sorte para a organização do próximo encontro, presidido pelo Dr. Paulo Machado, na bela Costa do Sauípe, na Bahia”, considera.

ÚLTIMA EDIÇÃO TEVE LUCRO RECORDE

O resultado financeiro do 71o Congresso Brasileiro de Dermatologia superou o da edição anterior. O superavit permitirá repasses importantes às Regionais da SBD. A distribuição da renda será realizada proporcionalmente ao número de associados em cada uma das representantes regionais da entidade. A Presidência do encontro destaca que esse montante é uma retribuição ao associado e reforçará o caixa num momento de crise econômica. “Em qualquer evento, o resultado financeiro sempre é dependente de muitos fatores, mas o tipo de planejamento que foi utilizado, em que priorizamos alternativas de menor custo para executar esse Congresso, desde as atividades sociais até as estruturais, com certeza levou a um resultado até surpreendente para um momento de crise do país”. Segundo o tesoureiro, Sergio Dornelles, o resultado é fruto de trabalho árduo e longo tanto dos organizadores do evento como da equipe administrativa da SBD. “Todo o encontro foi focado em investir prioritariamente no conforto do congressista e na qualidade da programação e das atividades científicas, evitando excessos e vigiando cuidadosamente os desperdícios. Essa posição trouxe situações favoráveis ao principal aspecto de um congresso em que se busca o conhecimento. Todo o planejamento foi fundamental para que pudéssemos acrescentar economia nos resultados finais. Pequenos detalhes, como realizar compras de pas-


Localizado próximo à entrada principal do Centro de Convenções Fiergs, o estande institucional da SBD se tornou o ponto de encontro de dermatologistas. A todo momento, especialistas de todo o país se encontraram por ali para a troca de ideias, experiências, informações e aproveitaram para tirar dúvidas sobre diversos assuntos, desde pagamento da anuidade até acesso à área restrita do site e publicações. Também foi espaço para divulgação das próximas atividades e campanhas nacionais da Sociedade, como o lançamento oficial das campanhas “Psoríase tem tratamento”, em outubro, e Dezembro Laranja, que este ano começou em outubro, com o movimento “O corpo fala – cuide da sua pele”, para chamar a atenção sobre as causas menos gra-

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

Além da diversificada programação científica, importantes reuniões para a gestão da entidade foram realizadas durante o Congresso de Porto Alegre, como a Assembleia Geral Extraordinária, ocorrida na sexta-feira (9), às 11h. Durante a reunião, o presidente da SBD, Gabriel Gontijo, deu posse aos novos representantes para a gestão 2017/2018: José Antonio Sanches (presidente); Sergio Palma (vice-presidente); Hélio Miot (primeiro secretário); Silvia Schmidt (segunda secretária); Maria Auxiliadora Jeunon Souza (tesoureira); e Flavio Luz (secretário-geral). Em seu discurso, o presidente eleito da SBD, José Antonio Sanches, informou que a entidade vai atuar em várias frentes a partir do ano que vem, quando assume do cargo. Um dos pontos fundamentais será a valorização e defesa do dermatolo-

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CAMPANHAS MOBILIZAM O ASSOCIADO NO ESTANDE DA SBD

ves de exposição desprotegida aos raios solares. Com o tema Fotodanos, a campanha Dezembro Laranja apresentou uma novidade este ano: o mascote Super Protetor. O personagem esteve no estande da SBD tirando foto com os congressistas. Houve ainda distribuição de camisetas da ação.

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sagens aéreas em épocas inadequadas, a quantidade de material impresso e as soluções de última hora trazem enormes prejuízos aos eventos com essa magnitude. Enfim, a equipe da tesouraria teve papel importante e exaustivo na preparação de todas essas etapas, e na escolha dos melhores caminhos a ser dados aos valores investidos. A estrutura atual da SBD, com sua equipe capacitada na área jurídica, forneceu-nos forte auxílio para tomada de decisões”, enfatiza. Ele destaca ainda que o superavit também é reflexo do sucesso das vendas dos estandes e dos patrocínios conseguidos. “Considerando que os investimentos aplicados nesse Congresso foram totalmente dependentes das empresas participantes, com relevância para a indústria farmacêutica, precisamos agradecer-lhes o fato de terem acreditado nesse evento de Porto Alegre”, frisa Dornelles.


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gista. Também agradeceu e cumprimentou a atual Diretoria por todo o trabalho desenvolvido em seu mandato. O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde (MS), Francisco Assis Figueiredo, esteve presente à reunião e declarou total apoio à SBD e à especialidade durante o governo. “O que for melhor para a dermatologia vai ser discutido dentro do Ministério.”

MANUAL DE VALORIZAÇÃO DO EXERCÍCIO DA DERMATOLOGIA

Além das edições recentes das revistas científicas ABD, Surgical e do Jornal da SBD, os congressistas podem retirar no estande da SBD a edição cortesia do Manual de valorização do exercício da dermatologia. Lançada em agosto pela Diretoria da SBD (2015/2016), a obra tem objetivo de auxiliar os dermatologistas a exercer sua profissão de maneira mais eficiente possível, respeitando as leis e normas que regem a atividade no Brasil e a melhor forma de utilizar a Tabela Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). O manual também está disponível para download na área médica do site da SBD (www.sbd.org. br). A publicação em PDF está na aba documentos.

REUNIÕES ADMINISTRATIVAS

Nos dois dias que antecederam o Congresso de Porto Alegre, a SBD realizou reuniões administrativas com os coordenadores de Departamento, chefes de Serviços Credenciados e presidentes das Regionais, incluindo a do Conselho Deliberativo, que antecede à Assembleia Geral da Sociedade, ocorrida no dia 9 de setembro, às 11h. Todas as reuniões transcorreram em clima tranquilo e respeitoso.

“São reuniões extremamente importantes para o associado quite, porque definem o futuro da sociedade de maneira efetiva”, disse o presidente Gabriel Gontijo, lembrando que a integração entre a entidade e seu associado é refletida no atual número de especialistas associados: mais de 8.100. Na reunião dos chefes de Serviço, o presidente informou a doação de 10 mil para reversão em equipamentos a todos os 79 Serviços da SBD. O valor corresponde a uma parte do lucro obtido pela entidade este ano. “Estamos muito satisfeitos. O valor doado é fruto do profícuo relacionamento entre a SBD e seus Serviços Credenciados”, observou. Durante o encontro, foram entregues dermatoscópios aos Serviços que ainda não o tinham recebido, além do livro Hipoderme A a Z a todos os dermatologistas presentes. Na reunião do Conselho, ocorrida no dia 6, a cidade de São Paulo foi escolhida para sediar o Congresso Brasileiro de Dermatologia em 2020, sob a presidência de Cyro Festa Neto. Também foram eleitos novos representantes de cada Comissão da SBD: Samira Yarak – SP (Ensino); Geraldo Magela – MG (Título); Antonio D’Acri – RJ (Científica); Maria do Carmo Araújo Queiroz – RN (Ética e Defesa Profissional). Os associados escolheram a dermatologista cearense naturalizada alemã Lidia Marilia Pope como novo membro na categoria correspondente. Outras deliberações aprovadas: a mudança na prova oral do TED, que a partir de 2017 será excluída e retirada do Regimento, sendo incorporada ao conteúdo da avaliação teórico-prática. A prova do TED de 2016 manteve sua média histórica de aprovação: 415 dos 780 candidatos inscritos, o que corresponde a 53%. Os cerca de 110 delegados que acompanharam a reunião aprovaram todos os relatórios apresentados e alterações nos regimentos. i


LANÇAMENTO DE LIVROS

forços dos 415 jovens aprovados no Exame de Título de Especialista em Dermatologia (TED) em 2016, a SBD entregou um kit de boas-vindas contendo fascículos com informações importantes para quem está começando a carreira profissional. No material, o aprovado no TED também recebe instruções sobre como requerer o Título de Especialista, como registrá-lo e obter o Registro de Qualificação da Especialidade (RQE), imprescindível para o médico se divulgar como dermatologista. A ação faz parte do Projeto Novo Associado da SBD, instituído em 2013 pela entidade e que dá oportunidades diversas aos aprovados no TED, incluindo a participação em eventos da SBD com preços diferenciados. O presidente da SBD, Gabriel Gontijo, aproveitou para lembrar a importância do associado aspirante para a entidade. Cerca de 30% dos 996 novos associados são aspirantes. A intenção é aumentar ainda mais esse número, mostrando ao jovem as vantagens de se filiar à entidade e a essa categoria.

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Como forma de reconhecimento dos es-

JSBD

BOAS-VINDAS AOS APROVADOS NO TED

No dia 8, às 11h, o estande da SBD foi o local do lançamento de um livro histórico para a dermatologia brasileira: O segundo século: as grandes veredas de uma sociedade centenária. Elaborada pelos dermatologistas Gabriel Gontijo, presidente da SBD, e João Roberto Antonio, ex-presidente da SBD-Resp, a obra resgata a história dos primeiros 100 anos da dermatologia brasileira e aponta as veredas do futuro, indicando os progressos que se esperam para a especialidade e os grandes desafios para o exercício profissional do dermatologista. Um dos destaques apresentados no livro é a inédita linha do tempo, contendo quatro vertentes que englobam a história da humanidade, os progressos da medicina, os avanços da dermatologia mundial e as contribuições da SBD desde a sua fundação, em 1912, até 2016. Na mesma ocasião, foi lançada a publicação inédita Hipoderme de A a Z, editada por Luis Fernando Tovo, Érico di Santis e Gabriel Gontijo. A obra abrange todas as particularidades e afecções que acometem o tecido subcutâneo, desde sua anatomia, processos inflamatórios até os procedimentos invasivos e não invasivos para redução da gordura localizada.


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C APA

Set/Out 2016

SBD SEGUE ENGAJADA NA LUTA PELA DEFESA DO ATO MÉDICO Com força institucional e política, a Sociedade colhe frutos do trabalho iniciado há anos de defesa da dermatologia contra a invasão da especialidade

A

Lei do Ato Médico (n. 12.842/2013) determina que o diagnóstico de doença é ação exclusiva do médico, assim como a prescrição de tratamentos. No entanto, o que se tem visto com frequência é o desrespeito de algumas outras categorias da saúde à legislação que trata do assunto. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) deixa claro que reconhece e valoriza a importância do atendimento multiprofissional, em que todos têm sua função na preservação da saúde da população, mas também lembra que nenhuma outra profissão ligada à saúde possui legislação regulamentadora para realização do diagnóstico de doenças. Diante da disputas entre diferentes categorias, a SBD se

uniu recentemente às entidades representativas da classe médica, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB), para a adoção de medidas judiciais que promovam a preservação das competências atribuídas com exclusividade pela legislação brasileira aos médicos. Essa foi apenas mais um dos vários encontros em prol do ato médico realizadas pela SBD em parceria com essas entidades, as únicas que possuem atribuições constitucionais de fiscalização e normatização da prática médica. “Procedimentos invasivos e procedimentos estéticos com riscos de complicações graves não são para quem não cursou medicina. Nem para quem não fez residên-


Ex-presidentes da SBD, Bogdana Kadunc e Omar Lupi recebem o conselheiro do CFM, Antonio Gonçalves Pinheiro, falecido em 2011, na sede da SBD para a discussão da defesa profissional

DEBORA ORMOND DENISE STEINER ELZA GARCIA EWALDA STAHLKE GABRIEL GONTIJO LUCIANA CONRADO SÉRGIO PALMA VICENTE PACHECO

cia médica. Não são para quem não tem título de especialista. As consequências são previsíveis, e os consultórios médicos, especialmente dos dermatologistas, são procurados mais frequentemente por pacientes em busca de ajuda para tratar complicações consequentes aos mais variados procedimentos”, frisa o presidente Gabriel Gontijo. Mesma visão sobre o assunto tem a ex-presidente Denise Steiner. “Médico tem que tratar e preservar a saúde do paciente. No entanto, só pode tratar quem está abalizado e, sobretudo, quem pode arcar com as consequências do procedimento. Por isso, a SBD valoriza tanto a qualificação do especialista”. Em seu histórico de lutas, 2012 marcou um importante momento para a SBD. Diante do avanço da medicina “estética”, a Sociedade reforçou junto ao CFM a necessidade de mais participação na autarquia. Em julho de 2011, durante uma reunião com o então corregedor e conselheiro federal José Fernando Maia Vinagre, a então presidente da SBD Bogdana Kadunc (2011-2012) solicitou a criação de uma Câmara Técnica de Dermatologia, a qual foi aprovada em fevereiro de 2012. A partir

Na

foto, estão a ex-presidente

Denise Steiner e Gabriel Gontijo em busca de senador Romero Jucá para o bem

o atual presidente parcerias com o da dermatologia

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JOSE FERNANDO MAIA VINAGRE – COORDENADOR

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ATUAIS MEMBROS DA CÂMARA TÉCNICA DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA NO CFM

daí, ocorreram inúmeras reuniões e estreitadas a relação com o CFM, atualmente dirigido por Carlos Vital Tavares Corrêa Lima (PE), e com a AMB, presidida por Florentino Cardoso (CE). Todos os esforços empregados até hoje foram direcionados para dar conta das responsabilidades legais e de fiscalização do exercício ético da profissão. “Ajudada e orientada pela experiência e competência do Dr. Vicente Pacheco, na minha gestão como presidente da SBD tive a imensa sorte de cruzar com Dr. Vinagre, corregedor do CFM, que foi aberto às necessidades de defesa profissional dos dermatologistas. Com a autorização do Dr. Roberto D’Ávila, presidente do CFM em 2012, foi autorizada a formação da nossa Câmara Técnica. É o lugar correto para discutir e procurar soluções para nossos problemas relacionados à defesa profissional. Espero que ela continue sendo mantida, valorizada e prestigiada pelo CFM e pelas diretorias da SBD”, ressalta a ex-presidente Bogdana Kadunc. Ainda em sua gestão, em 2012, após denúncia da SBD, o CFM entrou com um processo contra o Conselho Federal de Biomedicina (CFBM), questionando suas resoluções, principalmente quanto à capacidade técnica de os biomédicos realizarem procedimentos. Pleiteou-se que fosse concedida liminar suspendendo a vigência de resoluções editadas. No entanto, a liminar foi concedida parcialmente, com a determinação do juiz autorizando os biomédicos a realizar os procedimentos, bastando para isso o acompanhamento ou supervisão de um médico. Sempre atenta às especificidades dos conflitos de competências no campo da dermatologia, em 2013, as ações de defesa profissional da SBD tiveram continuidade no mandato de sua ex-presidente Denise Steiner (2013-2014), que participou


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Fortalecida

pelo

trabalho conjunto de dermatologistas engajados, a

SBD

vai a

Brasília

entregar dossiê a diversos parlamentares.

Na

foto, estão

a ex-presidente

Steiner

Denise

e o atual

presidente

Gontijo

Gabriel

com os

Gim Argello e Gabriel Chalita

senadores

de reuniões mensais promovidas pela AMB com presidentes de outras sociedades médicas, o que contribuiu para que a entidade ganhasse ainda mais visibilidade e integração entre os colegas médicos. No mesmo ano, na tentativa de influenciar e esclarecer os parlamentares do Congresso Nacional acerca da necessidade da derrubada dos vetos da então presidente da República Dilma Rousseff, sobre a Lei do Ato Médico, a SBD elaborou, sob a coordenação de seu atual presidente, Gabriel Gontijo, extenso dossiê contendo os vetos da presidente, suas razões e contrarrazões, além de pareceres técnicos, médicos e jurídicos, e abrangente documentação fotográfica de complicações de procedimentos realizados por profissionais não médicos, com ênfase nos riscos à saúde da população caso os vetos fossem mantidos. O dossiê foi entregue pessoalmente, por Denise Steiner e Gabriel Gontijo, em Brasília, a vários parlamentares integrantes da Comissão Mista de Especialidades que analisavam os vetos da presidente. A força representativa da dermatologia na política brasileira ficou mais do que marcada na ênfase atribuída pela SBD à importância da luta dos dermatologistas por um papel ativo nas discussões de política nacional de saúde. A luta teve prosseguimento. Em abril de 2014, a SBD pleiteou sua participação no processo do CFM contra o CFBM, produzindo novas provas sobre os riscos à população, acobertados por resoluções. Em maio de 2014, tendo em vista a notícia das atuações de biomédicos no interior do estado de São Paulo, a SBD voltou ao processo, informando tais fatos ao juiz e reiterando a necessidade da liminar integral, na tentativa de impedir as reincidentes ações desses profissionais, permitidas pelas resoluções de seu Conselho. A SBD

comunicou ao CFM tais irregularidades, enviou cópia ao juiz da causa e também comunicou tais fatos ao Ministério Público do Estado de São Paulo, solicitando que fossem tomadas as providências cabíveis, apurando a eventual ocorrência de crime por desobediência à liminar. O ano de 2015 marcou uma fase importante na defesa da especialidade médica. Em agosto, a SBD se uniu a entidades médicas a revisão e alteração na redação do Decreto 8.497/15 sobre especialidades médicas. A Diretoria da SBD e a Comissão de Ética e Defesa Profissional participaram da reunião em Brasília com dezenas de sociedades de especialidades, além da AMB e do CFM, bem como com parlamentares, para evitar o avanço da medida, cujo texto original afetava diretamente o processo de formação de novos especialistas. A mobilização deu certo e um novo decreto estabelece que somente a conclusão de programas de residência médica ou a aprovação em provas aplicadas pelas sociedades de especialidade filiadas à AMB são caminhos para a obtenção de títulos de especialista.

VITÓRIA DA MEDICINA NUMAATUAÇÃO ARTICULADA EM 2016 Em maio de 2016, a SBD participou do inédito Fórum de Dermatologia do CFM (foto abaixo). Os eixos para o encontro estabelecidos em reunião da Câmara Técnica de Dermatologia, dois meses antes de sua realização, visaram trazer melhores condições de trabalho para os dermatologistas, enfatizando os riscos de procedimentos realizados por não médicos. Do encontro, considerado um marco pela SBD por influenciar importantes decisões para a especialidade, participaram representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério Público e CFM. Foram discutidas questões que envolvem o conceito e classificação de procedimentos invasivos, as complicações e os riscos da população em sua realização, o uso indiscriminado de tecnologias por profissionais não médicos e a inerente responsabilidade civil e institucional, bem como a comercialização de aparelhos a não médicos e a venda de toxina botulínica e preenchedores a esses profissionais, apesar de sua venda ser restrita a médicos. Em agosto, a medicina e dermatologia brasileiras alcançaram expressiva conquista com a criação da Frente


LIMINAR OU SENTENÇA?

1. Qual é a diferença entre liminar e sentença judicial? A liminar judicial é a decisão do Poder Judiciário para uma ação que solicita urgência. Antecipa e acelera os efeitos da sentença. A sentença judicial é a decisão final do processo. No caso do Conselho Federal de Biomedicina obtivemos uma sentença, e no de Farmácia, uma liminar. 2. Cabem recursos? Para ambas cabem recursos. O recurso pode ser suspensivo ou devolutivo, dependendo da ação e do Poder Judiciário. 3. O que acontece quando se entra com um recurso? No caso do recurso suspensivo, tanto a liminar quanto a sentença ficam suspensas, e as resoluções dos Conselhos Federais dos Biomédicos e Farmacêuticos continuam valendo até que haja nova decisão, em instância superior. No caso do recurso devolutivo, tanto a liminar quanto a sentença não estão suspensas, e as resoluções daqueles conselhos continuam anuladas, até que haja nova decisão, em instância superior. 4. Na prática o que os associados devem e precisam fazer? Colher o máximo de denúncias e provas possíveis a respeito do exercício ilegal da profissão e encaminhar para a SBD pelo e-mail complicacao@sbd.org.br. A SBD ficará responsável por encaminhar as denúncias a nossos processos, coibindo assim o ato ou a transgressão da decisão judicial. i

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Diante dos recentes resultados das ações judicias da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em conjunto com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB), a respeito de resoluções dos Conselhos Federais de Biomedicina e Farmácia, a Diretoria organizou algumas perguntas e respostas para esclarecer e orientar seu associado. O material foi divulgado no site da SBD. Confira abaixo:

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Parlamentar de Medicina, consolidando a pactuação da classe médica brasileira com seus representantes políticos e tendo como objetivo fortalecer a articulação de apoio a projetos de interesse da medicina em tramitação. Na ocasião, a SBD esteve em Brasília representada pelo presidente Gabriel Gontijo no cumprimento de agenda com parlamentares, entidades médicas e órgãos governamentais, no intuito de coibir atos de extrema irresponsabilidade que colocam em risco o bem-estar dos pacientes. Também foi distribuído a parlamentares e entidades de saúde um dossiê contendo casos de complicações por profissionais não médicos. E, recentemente, os médicos brasileiros obtiveram importante vitória em defesa da exclusividade das atividades previstas na Lei do Ato Médico. A sentença emitida pela Justiça Federal do Distrito Federal (DF) em decorrência de ação ajuizada pela SBD e pelo CFM, determinou a ilegalidade de medidas cometidas pelo Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) que, por meio de normas administrativas, autorizou seus filiados a extrapolar os limites e as competências que a legislação lhes autoriza. A decisão, tomada no dia 6 de outubro, também contou com o apoio da AMB e dos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs). Também há poucos dias, a Justiça Federal do Rio Grande do Norte, em caráter de ação liminar, acolheu o pedido da SBD, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), do CFM e da AMB de suspensão dos efeitos da resolução do Conselho Federal de Farmácia (CFF) que vinha estimulando perigosas atitudes dos farmacêuticos, ilegais e prejudiciais à sociedade, que extrapolam sua formação e capacidade técnica. Na liminar deferida, com suspensão de eficácia da Resolução CFF n. 585/2013, foi acolhida a argumentação jurídica destinada à proibição de atendimento clínico a pacientes realizado pelos farmacêuticos. “Cada qual deve fazer o que é da competência de sua profissão. Não adianta criar um cursinho com conflitos de interesse e dizer que esse curso está resolvendo todas as questões. É uma questão de qualificação, de legalidade e de risco para o paciente. Essas ações da SBD são importantes, e temos que dar continuidade a elas, defendendo nossos argumentos, que são verdadeiros, para não trazer mais inseguranças para a população e riscos que não se podem medir”, considera Denise Steiner. Junto às entidades médicas, a SBD segue firme no combate às ilegalidades presentes, sempre em nome da ética profissional e dos direitos dos médicos. E faz um convite permanente aos médicos dermatologistas: que reúnam provas de procedimentos feitos por não especialistas para o e-mail complicacao@sbd.org.br e ajudem a entidade no combate a essas irregularidades. i


A NALOGIAS EM MEDICINA

JOSÉDESOUZAANDRADEFILHO Patologista do Hospital Felício Rocho, Belo Horizonte Professor de patologia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais Membro da Academia Mineira de Medicina labjsouzandrade@terra.com.br

A coluna “Analogias em Medicina” tem significativa utilidade prática, particularmente por seu papel didático-pedagógico e por facilitar a compreensão de diversos processos patológicos que acometem o ser humano. Muitas vezes coloquial e/ou restrita ao diálogo entre médicos e outros profissionais envolvidos, mantém-se dentro das normas éticas.

POLEGAR DO CARONA Set/Out 2016

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m polegar estendido para cima ou para baixo e com o punho fechado é um gesto muito comum em nosso meio e corresponde à aprovação ou desaprovação de alguma coisa. O sinal com polegares para cima tem conotação positiva em países como o nosso Brasil e os de língua inglesa. Entretanto, seu significado varia de uma cultura para outra. Em alguns países, como o Irã e certas regiões da Itália e da Grécia, o gesto é considerado um insulto obsceno, equivalente ao que o dedo médio erguido significa na maior parte da Europa. Tem também significado pejorativo em algumas partes da África Ocidental, Rússia, Austrália e Sardenha. Com relação ao gesto com o polegar nos jogos romanos de gladiadores, há controvérsias. Não se sabe exatamente como as coisas funcionavam. Dos autores clássicos herdamos apenas a expressão “polegar virado”, relacionado com o perdão ou o castigo atribuído ao gladiador vencido. A tradição, por outro lado, encarregou-se de difundir, com a ajuda do cinema, a ideia de que o polegar para cima livrava o derrotado do castigo, e o contrário acontecia com o polegar para baixo. Para os americanos, o polegar para cima é sinal de que tudo está OK. A palavra carona refere-se à peça dos arreios constituída por manta de couro, geralmente composta de duas partes iguais, costuradas entre si, e que se coloca no dorso da cavalgadura, sob o lombilho. Significa também preterição de oficial militar por outro na promoção. Pessoa que, por qualquer meio, viaja sem pagar passagem num veículo (Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa). Indivíduo que entra de modo sub-reptício em locais de entrada paga. Refere-se ainda ao gesto de solicitar

carona em automóvel ou outro veículo que passa, indicando com o polegar a direção para a qual se deseja viajar. A artrite reumatoide é doença inflamatória crônica, recidivante, de natureza autoimune e que acomete principalmente as articulações. Há também comprometimento do coração, vasos sanguíneos, pulmões, músculos e pele. Nesta última, como é do conhecimento dos dermatologistas, pacientes com altos títulos de fator reumatoide, podem apresentar VCPV (vasculite cutânea de pequenos vasos), púrpura palpável, ulceração, petéquias e até mesmo gangrena digital (Dermatologia. Sampaio e Rivitti). Admite-se que cerca de 1% da população mundial sofra de artrite reumatoide. As principais alterações surgem nas pequenas articulações das mãos e dos pés. As deformidades dos dedos ocorrem nas fases mais avançadas. O grau de mal-alinhamento articular varia com a extensão da doença. Em alguns casos ocorre grave limitação dos movimentos e hiperextensão da última falange do polegar, que se projeta em ângulo reto sobre os demais dedos, como se o paciente estivesse com o mesmo constantemente na posição de pedir carona (Fig) (em inglês: hitchhiker thumb deformity). O polegar do carona faz parte também da displasia diastrófica, anomalia congênita rara que consiste de nanismo, contraturas e malformações articulares, em que o polegar se projeta em ângulo reto sobre os demais dedos e que pode ser identificada pelo exame de ultrassom na vida intrauterina. (Texto baseado em autores nacionais e estrangeiros). i


I NTERNACIONAL

EX-PRESIDENTE DA SBD RECEBE CERTIFICATE OF APPRECIATION 2016 DA ILDS Dermatologista é o quinto brasileiro a ser premiado pela Liga Internacional das Sociedades

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TRAJETÓRIA Entre os quesitos solicitados pela Ilds, Sinésio Talhari possui graduação em Ciências Médicas pela Universidade Federal Fluminense (1970), mestrado em Ciências Médicas pela Universidade Federal Fluminense (1973) e doutorado em Dermatologia pela Escola Paulista de Medicina (1988). Foi professor titular de dermatologia da Universidade Federal do Amazonas, já aposentado. Atualmente é professor de dermatologia da Universidade Nilton Lins e médico dermatologista da Fundação Alfredo da Matta. É referência nacional e mundial em dermatologia infecciosa, atuando principalmente em hanseníase, restauração imune, Aids, leishmaniose e micoses profundas. Prestou consultoria por longo tempo

à Organização Pan-Americana de Saúde e colaborou com a Organização Mundial da Saúde em trabalhos sobre o controle da hanseníase e tuberculose em Angola. Com centenas de artigos científicos publicados, oito livros de sua autoria, além de 82 capítulos em livros de dermatologia, centenas de textos, anais de congressos, dissertações, teses e composições de bancas julgadoras, o professor tem extenso e impecável currículo, tendo realizado grande contribuição à dermatologia clínica, acadêmica e social. i

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or meio da atual Diretoria, a SBD indicou o ex-presidente da SBD (2005-2006) Sinésio Talhari para receber o Ilds Award – Certificate of Appreciation de 2016. Anualmente, a Liga Internacional das Sociedades Dermatológicas (Ilds) solicita às sociedades afiliadas indicação para concorrer ao prêmio, e a escolha é feita com base nas recomendações da Sociedade e da dedicação e contribuição em nível internacional que o indicado ofereceu durante anos à dermatologia. A Liga possui um comitê específico de avaliação dos indicados para receber a premiação. Entre as personalidades da dermatologia brasileira que já receberam o prêmio, estão os ilustres professores Rubem David Azulay, Sebastião Sampaio, René Garrido Neves e Fernando Augusto de Almeida. Criada em 1930, a Ilds é a responsável pelo Congresso Mundial de Dermatologia.

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Dermatológicas


I NTERNACIONAL

DERMATOLOGISTA BRASILEIRO PUBLICA EM RENOMADA EDITORA INTERNACIONAL De autoria de Vidal Haddad Júnior, uma das maiores autoridades em dermatologia tropical no país, o livro é guia de referência para a emergência, cuidados e informações essenciais sobre acidentes em humanos por animais aquáticos O PREFÁCIO DO LIVRO:

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dermatologia brasileira ratifica sua posição de destaque no cenário mundial com o lançamento pela editora Springer de Medical emergencies caused by aquatic animals: a zoological and clinical guide, de autoria do dermatologista Vidal Haddad Júnior. A obra, que é resultado de mais de 30 anos de pesquisas na área, reflete a experiência de trabalhos brasileiros no campo dos acidentes por animais aquáticos em humanos como referências mundiais. Segundo Vidal Haddad, os primeiros dados publicados sobre os animais que provocam os acidentes nas praias e rios do Brasil “são resultados dessas pesquisas, assim como as primeiras informações globais sobre o tratamento de primeiros socorros, a epidemiologia e prevenção dos acidentes”. Para o dermatologista, que é associado e membro do Comitê Científico da SBD, o lançamento do livro por uma megaeditora que só publica em inglês para todos os países é demonstração do que o apoio às pesquisas realizadas no Brasil pode promover “invertendo a mão dos achados científicos e fazendo com que possamos produzir dados inéditos e universais para a especialidade sem sair do país”. A dermatologia brasileira agradece. i

The present book is intended as a reference guide for emergency and ambulatory care medicine, providing essential information on the most important problems and incidents caused by venomous, poisoning and traumatic marine and freshwater animals. Indeed, though emergencies caused by aquatic animals are becoming increasingly common, there are few reference books devoted to providing medical guidance on them. The book includes a wealth of original images of injuries caused by aquatic animals, while the text covers the current state knowledge on the subject, including the identification of the animals, the clinical aspects of the envenomation/poisonings/injuries, first aid and emergency care, main treatment alternatives and a typical case representing each group of animals. Chapters are organized according to zoological groups: Marine and Freshwater Invertebrates (Porifera, Cnidarians, Annelida, Mollusks, Echinodermata) and Marine and Freshwater Vertebrates (Fish and Reptiles). Medical Emergencies Caused By Aquatic Animals: A Zoological and Clinical Guide is intended for students and professionals in Medicine (Dermatology, Tropical Medicine, Infectious Diseases and Emergency Medicine) and the Biological Sciences (Zoology and Ecology), as well as to practicing professionals working in coastal or freshwater areas.


S AÚDE PÚBLICA

REGIÃO DAS AMÉRICAS É DECLARADA LIVRE DE SARAMPO Resultado é compromisso assumido em 1994, quando os países das Américas se comprometeram a acabar com a doença no início do século XXI

e as considerou satisfatórias para fazer essa declaração. O processo envolveu seis anos de trabalho com os países para documentar as evidências da eliminação. Como resultado dos esforços de eliminação global do sarampo, em 2015 foram notificados 244.704 casos de sarampo no mundo, mais da metade na África e Ásia, o que representa notável queda em relação a anos anteriores. Para manter a eliminação do sarampo, a Opas/OMS e o Comitê Internacional de Peritos para a Eliminação do Sarampo e da Rubéola recomendam a todos os países das Américas que fortaleçam a vigilância ativa e mantenham a imunidade de sua população por meio da vacinação. Na década de 1990, registrou-se queda no número de casos, mas a diminuição mais notória ocorreu depois que a região lançou, em 1994, sua iniciativa de eliminar o sarampo. Nesse ano, os países das Américas estabeleceram o objetivo de eliminar a transmissão endêmica do sarampo de maneira coletiva até 2000, mediante a implementação de estratégias de vigilância e vacinação recomendadas pela Opas/OMS. A estratégia da Opas/OMS para erradicar o sarampo baseou-se em três ações: 1) fazer uma campanha nacional de vacinação contra o sarampo dirigida a crianças entre um e 14 anos; 2) fortalecer a vacinação de rotina para alcançar no mínimo 95% das crianças a cada ano; e 3) fazer campanhas maciças de acompanhamento a cada quatro anos, com o fim de imunizar no mínimo 95% das crianças de um a quatro anos com uma segunda dose da vacina. O último caso de sarampo no Brasil foi registrado em julho de 2015. Com esse resultado e pelo fato de que a região manteve a eliminação por mais de 12 anos, o Comitê Internacional de Peritos aceitou as evidências apresentadas pelos países e declarou a eliminação do sarampo nas Américas. i

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região das Américas é a primeira do mundo a ser declarada livre de sarampo, doença viral que pode causar graves problemas de saúde, incluindo pneumonia, cegueira, inflamação do cérebro e até mesmo a morte. Esse resultado culmina um esforço de 22 anos que envolveu ampla administração da vacina contra sarampo, caxumba e rubéola no continente. A declaração da eliminação do sarampo foi entregue no final de setembro pelo Comitê Internacional de Peritos (CIE) de Documentação e Verificação da Eliminação do Sarampo, Rubéola e Síndrome de Rubéola Congênita nas Américas, durante o 55o Conselho Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS). Dessa forma, o sarampo se torna a quinta doença prevenível por vacinação a ser eliminada nas Américas, após a erradicação da varíola em 1971, da poliomielite em 1994 e da rubéola e síndrome de rubéola congênita em 2015. Antes de começar a vacinação maciça em 1980, o sarampo causava cerca de 2.600.000 mortes por ano no mundo, sendo cerca de 101.800 nas Américas entre 1971 e 1979. Um estudo sobre a efetividade da eliminação do sarampo na América Latina e no Caribe estima que, com a vacinação, os países da região terão previnido 3.200.000 casos de sarampo e 16.000 mortes entre 2000 e 2020. Desde 2002, quando foi notificado o último caso endêmico de sarampo nas Américas, a região havia interrompido a transmissão do vírus. Como o sarampo continua circulando no âmbito mundial, alguns países haviam notificado casos importados de outras partes do mundo. Entre o ano passado e agosto deste ano, o Comitê Internacional de Peritos (CIE) de Documentação e Verificação da Eliminação do Sarampo, Rubéola e Síndrome de Rubéola Congênita nas Américas recebeu de todos os países da região as evidências da eliminação dessa doença

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H ANSENÍASE

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POR QUE ESTUDAR HANSENÍASE? Por Katia Sheylla Malta Purim – CRMPR 10363 RQE 3336

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o longo da história da humanidade, a hanseníase tem sido associada a baixas condições socioeconômicas e, embora milenar, é doença infecciosa prevalente no país. O Ministério da Saúde (MS) tem realizado esforços para sua vigilância, assistência e eliminação como problema público nacional, apesar do que ainda enfrentamos sérias dificuldades evidenciadas no manejo dos casos complicados que atendemos nos hospitais-escola. Educação em saúde, medidas preventivas, diagnóstico e tratamento precoces podem modificar seu desfecho e, principalmente, reduzir a carga da doença, evitar incapacidades físicas, limitações, sequelas e perdas na qualidade de vida dos pacientes, seus familiares e sua comunidade. Para tornar mais significativo, motivador e contextualizado o ensino da hanseníase na graduação, no contexto da disciplina de dermatologia foram lançadas as seguintes questões: essa doença é relevante em nossa cidade? Como estamos em relação à hanseníase? Qual o papel de cada um de nós diante do desafio chamado hanseníase? Um dos caminhos para a obtenção respostas foi estabelecer parceria com a disciplina saúde da família (ministrada pelo professor Luiz Henrique Picolo Furlan, que supervisiona os alunos na atenção básica)

e o Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde para desenvolvimento do projeto: “Perfil epidemiológico de pacientes notificados com hanseníase na cidade de Curitiba entre 2001 e 2015”. Por meio da análise de 1.725 fichas de notificação compulsória, verificou-se predomínio de acometimento masculino, classificação operacional multibacilar, forma virchoviana, graus de incapacidade física I e II, alto percentual de contatos não examinados e reações não especificadas. Houve queda de notificações por ano mostrando que Curitiba atingiu desde 2003 a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde (índice < um caso/10.000 habitantes). Persistem, entretanto, dificuldades quanto ao diagnóstico e tratamento precoces, ao grau de informação da população e dos profissionais de saúde sobre a doença, o que causa grande repercussão no prognóstico e controle epidemiológico. A pesquisa revelou que um dos bairros com maior número de notificações está situado na área de abrangência da Unidade Básica de Saúde em que os alunos estão inseridos, promovendo maior interesse e mobilização pela causa. Novos estudos estão sendo desencadeados com ênfase em ações educativas, preventivas e formativas mais integradas. i


P SORÍASE 2016

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Uma das principais peças deste ano é um vídeo contendo histórias de duas pacientes que mostram, por experiência própria, a importância do apoio familiar não só nos períodos em que a doença aparece, mas todos os dias

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ob o slogan “Psoríase, um assunto para todos” a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lança sua Campanha Nacional de Psoríase de 2016. A falta de informação ainda faz com que a doença, que atinge cerca 3% da população mundial, seja confundida com outros tipos de patologias da pele, do cabelo e das unhas, como alergias, micose e caspa, o que só aumenta o preconceito. Na nova campanha, a SBD enfatiza por meio de uma série de ações nas redes sociais, o quanto é importante o apoio de pessoas queridas e familiares para uma boa resposta do paciente ao tratamento da psoríase. Além de abordar os aspectos da doença e alertar as pessoas quanto à necessidade da busca de esclarecimento com dermatologistas associados à SBD, o objetivo fundamental da ação é mostrar que o apoio da família, dos amigos e de pessoas próximas é fundamental para o bem-estar do paciente. Para isso, a entidade produziu um vídeo com o testemunho de duas mulheres jovens que tiveram seus tratamentos bem-sucedidos e o apoio dos familiares sempre presente. A publicitária Letícia Vitti Marçola

e a representante comercial Carin Ruela de Sá mostram o quanto se sentiram amparadas e queridas ao ter com quem contar durante o tratamento. Ao longo de outubro a SBD divulga outras peças publicitárias nas redes sociais, contendo situações que reforçam o apoio familiar ao paciente portador de psoríase. Todas elas estão disponíveis no site www.psoriasetemtratamento.

Ministério da Saúde – A SBD defende que o Ministério da Saúde (MS) implante a Resolução da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2014, que reconhece a psoríase como uma doença crônica grave, incapacitante, não transmissível, dolorosa, desfigurante e para a qual ainda não existe cura. A implementação da Resolução implica a necessidade da oferta de tratamentos públicos adequados, o que inclui os medicamentos biológicos para os casos de moderados a graves (de 10 a 20% dos pacientes).

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SBD LANÇA CAMPANHA NACIONAL DE PSORÍASE REAFIRMANDO NÃO AO PRECONCEITO


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UNIDAS PELA CONSCIENTIZAÇÃO DA PSORÍASE

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De 25 a 27 de outubro, a SBD e a Associação Psoríase Brasil estiveram em Brasília promovendo ações de conscientização e mostrando as dificuldades enfrentadas pelos pacientes para ter acesso a tratamentos pela rede pública de saúde. Também foram distribuídos materiais informativos e projetados vídeos com pacientes para chamar a atenção de parlamentares e sociedade. A iniciativa é para lembrar o Dia Mundial da Psoríase, definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e celebrado em 29 de outubro em todo o mundo. As instituições também promoveram o simpósio aberto ao público intitulado “Entendendo a psoríase, desmitificando conceitos: as novas perspectivas de tratamento da doença e como alavancar a qualidade na vida desses pacientes”, no Plenário das Comissões da Câmara dos Deputados, no dia 27

de outubro. A presidente da Psoríase Brasil, Gládis Lima, e o dermatologista Paulo Oldani receberam parlamentares e pacientes para participar do painel. Gládis Lima abordou a atuação da Associação na busca de políticas públicas e o impacto da doença no dia a dia. Paulo Oldani Felix falou sobre as questões científicas da doença, os novos tratamentos e as formas de alavancar a qualidade de vida dos pacientes e a atenção da SBD à enfermidade. A ação de três dias no Congresso Nacional buscou o apoio dos parlamentares e da sociedade civil ao trabalho que as entidades têm desempenhado em prol dos pacientes. Entre os temas que aguardam resposta estão a implementação da Resolução da Organização Mundial da Saúde (OMS), de maio de 2014, que reconhece a psoríase como doença grave, incapacitante, não transmissível, dolorosa, desfigurante e para a qual não existe cura; a oferta universal de tratamentos determinados pelo Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas, a indicação da Conitec para a formação de um Grupo de Trabalho acordado em audiência pública, realizada em junho de 2015, e ainda sem resposta; a atualização do Protocolo Clínico da Psoríase após a Consulta Pública realizada pela Conitec, em março de 2016, e ainda não posta em prática, apesar de ter sido a doença que registrou mais participação na pesquisa; entre outros pleitos a atender. Há seis anos, a SBD e a Associação Psoríase Brasil, lutam junto ao Ministério da Saúde para demonstrar a necessidade de melhoria no tratamento de psoríase. O pleito se dá pela liberação de medicamentos diferenciados para os portadores de psoríase moderada a grave que sejam intolerantes ou passivos de falha terapêutica aos medicamentos tradicionais fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os medicamentos biológicos utilizados no tratamento da psoríase já são liberados pelo SUS para tratamento de diversas outras doenças como a artrite reumatoide, e até mesmo para a artrite psoriásica, que nada mais é do que uma comorbidade (outra patologia) da própria psoríase. Entretanto, o paciente com psoríase apenas da pele não tem os medicamentos biológicos fornecidos pelo SUS, mesmo que tenha a indicação clínica adequada. Além das atividades em Brasília, as Regionais da SBD realizam atos de conscientização e alusão ao Dia Mundial da Psoríase em todo o Brasil. i


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PESQUISA INÉDITA SOBRE A PSORÍASE A psoríase atinge cerca de 125 milhões de pessoas no mundo; no Brasil estima-se que cinco milhões de brasileiros tenham a doença. Para obter informações mais aprofundadas, a Sociedade Brasileira de Dermatologia realizou um mapeamento para medir a prevalência da psoríase diagnosticada por médicos nas capitais do Brasil. De outubro de 2015 a janeiro de 2016, foi realizada pesquisa inédita com 8.947 pessoas de 3.002 domicílios de 26 estados brasileiros e que mostrou a variação da prevalência da doença nas regiões brasileiras, de 0,92% na região Norte a 1,88% na região Sudeste. A pesquisa constatou 117 casos de psoríase com diagnóstico confirmado por médicos, dos quais 59 homens (1,47%) e 58 mulheres (1,15%) com idades entre 19 e 52 anos. Segundo o dermatologista Hélio Miot, coordenador da pesquisa, foram explorados fatores que pudessem explicar a grande variabilidade de prevalências constatada entre as capitais das diversas regiões brasileiras. “Concluímos que a proporção de ancestralidade europeia, a menor incidência solar e a maior densidade de derma-

tologistas são elementos que se associaram à maior prevalência em algumas capitais”, disse. A prevalência por idade mostrou que os idosos são mais acometidos, com a incidência de 0,58% entre menores de 30 anos; 1,39%, em adultos de 30 a 60 anos; e 2,29% entre maiores de 60 anos. Das cinco regiões do Brasil, houve mais casos diagnosticados nas regiões Sul e Sudeste. “Essa variação das prevalências pode ser explicada pela composição étnica da população brasileira, pela insolação e pela oferta de dermatologistas, já que esses três elementos variam muito entre os estados do país”, frisou Miot. Para o dermatologista Marcelo Arnone, que, ao lado de Miot e de Ricardo Romiti, também trabalhou na coordenação do levantamento, algumas capitais podem ter apresentado percentual de casos inferior a sua prevalência na população. “Sabemos que, dependendo da região do país, o acesso da população ao sistema de saúde é mais difícil. Podem existir, então, casos não diagnosticados, mas não é possível mensurá-los”, explica.


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A FORÇA DO SISTEMA SBD Mais de 700 dermatologistas do Rio e de outros estados participaram do 9o Simpósio de Cosmiatria e Laser e do 3o Teraderm, encontro conjunto realizado pela primeira vez entre a SBD Nacional e a SBD-RJ, mostrando que a união e o respeito mútuo são o caminho para o desenvolvimento crescente da dermatologia brasileira


que servem, entre outros tópicos. Foram mostrados os tipos de xampu, de condicionador, de tintura, e quais são contraindicados em determinadas situações, como a gravidez e a lactação”, explica a ex-presidente da SBD (gestão 2013-2014) Denise Steiner. “Notamos que o estudo do cabelo está se consolidando em uma área de destaque na dermatologia”, pontua Denise Steiner. Ao longo de todo o encontro, os congressistas conferiram blocos dinâmicos e interativos com aproximadamente hora e meia de duração – com cerca de 30 minutos destinados a perguntas e discussão com a plateia –, e apresentação de temas como os peelings químicos – procedimento antigo para retardar o envelhecimento da pele, porém seguro e ainda bastante procurado atualmente pelo baixo custo –, o tratamento do envelhecimento cutâneo via oral e o uso da isotretinoína oral no fotoenvelhecimento. “Os antioxidantes orais constituem tema bastante polêmico, com muita controvérsia e pouquíssimas evidências de eficácia e até de segurança; isso inclui o colágeno hidrolisado, que é possibilidade mais recente e que também ainda necessita de estudos em relação à ciência básica de sua utilização”, explica a coordenadora do Departamento de Cosmiatria da SBD, Edileia Bagatin. No caso do uso da isotretinoína oral no fotoenvelhecimento, a dermatologista frisa que a substância deve ser ministrada com cautela, já que é uma droga com altas chances de causar defeitos fetais, caso seja consumida durante a gestação. “Pessoas com idade mais avançada também podem sofrer efeitos colaterais, por causa da função hepática e do metabolismo dos lipídeos (um dos riscos do tratamento via oral com a isotretinoína é o mal funcionamento do fígado). Tudo que existe na literatura a respeito de eficácia e segurança da isotretinoína oral se refere à acne; portanto, são necessários mais trabalhos para comprovar sua eficácia”. Num dos blocos de laser, sob a coordenação de Paulo Barbosa, discutiu-se o tratamento da alopecia androgenética com infusão transdérmica de fármacos; o rejuvenescimento facial total associado a tecnologias; e laser fracionados ablativos e não ablativos; ultrassom microfocado para o rejuvenescimento; cicatrizes, estrias. “Um dos assuntos que estão em voga e que foram discutidos nas aulas é a radiofrequência microagulhada como opção de tratamento ao laser de CO2 fracionado. Também foram muitos os comentários a respeito do laser 2940nm – laser fracionado ablativo que atua na

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principal característica do 9o Simpósio de Cosmiatria e Laser da SBD e do 3o Teraderm da Regional Rio foi o total entrosamento entre as Comissões Científicas, o que resultou numa programação de alto nível, elogiada por mais de 700 participantes cariocas e de todo o país. Realizado em conjunto pela primeira vez, o evento ocorreu de 20 a 22 de outubro, em um dos bairros mais bonitos do Rio de Janeiro, emoldurado pela Pedra da Gávea, a Barra da Tijuca. Em três dias, apresentou as novidades nos principais campos de atuação do dermatologista: clínica, cosmiátrica, cirúrgica e investigativa. Além das palestras, havia área de exposição, bastante frequentada pelos especialistas nos intervalos. A parte da manhã do primeiro dia iniciou com três cursos pré-simpósio: “Toxina botulínica”, “Abordagem volumétrica o rejuvenescimento facial” e “Cosmiatria de cabelos e unhas”. Neste último, sob coordenação das dermatologistas Tatiana Aline, Denise Steiner e Tatiana Villas Boas Gabbi, foram apresentados e debatidos os aspectos cosmiátricos de cabelos e unhas, fornecendo ao público informações técnicas de procedimentos e produtos utilizados nos salões de beleza. “O curso estava bastante cheio, e todas as pessoas bastante interessadas, com aulas de excelente qualidade que abordaram todos os tipos de produtos para o cabelo, quais características, para

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superfície externa da pele, promovendo melhora da textura, dos poros e das rugas finas –, além dos novos tratamentos de laser de CO2 para rejuvenescimento vaginal, com comentários elogiosos com relação à riqueza do conteúdo abordado por alguns dermatologistas”, destaca o coordenador do Departamento de Laser da SBD, Paulo Barbosa. As principais condutas para os tratamentos das doenças mais comuns no consultório, como eczemas das mãos, pediculose e escabiose, pitiríase versicolor recidivante e hipercromia das dobras, além de rosácea ocular, hordéolo, calázio, com a presença da oftalmologista convidada Luciana Albuquerque, neuralgia pós-herpética: prevenção e tratamento”, com a participação do anestesiologista e clínico da dor, Paulo Renato Fonseca, e manejo da dor neuropática foram alguns dos assuntos apresentados com competência por experts cariocas nos blocos do TeraRio. Com mais tempo para o debate e comentários entre palestrantes e a plateia, o coordenador e presidente da SBD-RJ, Egon Daxbracher, achou que o encontro deste ano foi mais profícuo do que os dos anos anteriores. “Contamos com participação ativa da plateia, que utilizou nossa ferramenta de Whatsapp para o envio de perguntas aos debatedores da mesa. A presença de especialistas de outra área também estimulou bastante o interesse e a participação de todos”, ponderou. “Como organizadores, decidimos aumentar o tempo de discussão, e a plateia interagiu bem mais. Mesmo os temas bastante comuns renderam discussões enriquecedoras de práticas do dia a dia e peculiaridades de condutas individuais dos médicos”, reforçou a coordenadora Ana Luisa Sampaio.

TECNOLOGIAS ANTIENVELHECIMENTO FACIAL Na aula de rejuvenescimento facial, a dermatologista Valéria Campos apresentou os prós e contras dos principais tratamentos com as tecnologias LIP (luz intensa pulsada), lasers não ablativos, lasers ablativos, intraoral e radiofrequência microagulhada. “Dessas tecnologias, as mais recentes são o laser intraoral, que chama a atenção por não causar dor ao paciente, que pode, aliás, estar com a pele bronzeada. Não há contraindicação em se expor ao sol após o tratamento, rejuvenesce a região em volta da boca e é excelente para usar em associação. No entanto, são poucos os médicos que têm acesso a essa tecnologia e também não é possível utilizar no rosto todo”, explicou. A médica ainda citou a radiofrequência microagulhada como a grande tendência em rejuvenesci-

mento facial a laser. A tecnologia, no entanto, está disponível a poucos médicos brasileiros. Entre os pontos positivos de seu uso, estão sua eficiência em pacientes com cicatriz de acne e o fato de a pele poder estar bronzeada. Entre os pontos negativos, Valéria cita o alto custo, a dor para o paciente, as chances de manchar a pele e de o paciente estar impossibilitado de se expor ao sol após o tratamento. SISTEMA SBD Assim como o sucesso ocorrido nas edições passadas, já era esperado um evento de conteúdo e público bastante qualificados. Este ano, porém, o resultado do 9o Simpósio de Cosmiatria e Laser da SBD e do 3o TeraRio foi além das expectativas, mostrando que foi bem-sucedida a associação entre SBD Nacional e Regional Rio. Para o presidente da SBD, Gabriel Gontijo, o sucesso do evento conjunto mostra a integração e a força do Sistema SBD, composto pela Nacional e suas Regionais. “Somos a favor de uma agenda científica racional, com a redução do custo do associado na participação de eventos e diminuição da pulverização do investimento da indústria farmacêutica. Repetindo o sucesso obtido no Simpósio de Cosmiatria e Laser realizado conjuntamente com a Radesp, no


ABERTURA Na abertura do evento, o presidente da SBD, Gabriel Gontijo, lembrou as ações de Defesa Profissional realizadas pela entidade, reforçando a importância de os tratamentos serem realizados por dermatologistas. “O dermatologista presente num evento realizado pela SBD, que é uma sociedade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB), reforça o conceito de praticar técnicas fundamentadas na medicina baseada em evidência”, afirmou, completando que um bom dermatologista deve ter um profundo conhecimento anatômico, morfológico e fisiológico da pele, assegurando o melhor para o seu paciente.

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realização de eventos conjuntos pela SBD Nacional com as Regionais contribui para que o associado tenha atualização de alta qualidade, prática e econômica. “Nesse evento tivemos uma conjunção muito harmônica de eventos e de temas e percebemos que o público ficou muito satisfeito, se sentindo bem informado e atualizado. Esperamos que esse modelo seja cada vez mais implementado e utilizado, para racionalizar os recursos e facilitar a vida do dermatologista”, frisa. i

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ano passado, unimos nossas forças com a SBD-RJ para a realização desse evento de altíssimo nível científico, que permitiu ao congressista uma boa atualização de conhecimentos em cosmiatria, laser e clínica fazendo valer o fortalecimento do Sistema SBD”. Para o dermatologista Flávio Luz, a parceria entre SBD Nacional e Regional funcionou. O médico ressaltou que a conjugação de esforços para a


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BRASIL MARCA PRESENÇA NO 25O ANNUAL MEETING DA EADV Encontro atrai mais de dez mil especialistas da Europa e do exterior em busca de novidades da área, especialmente no tratamento de doenças dermatológicas

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e 28 de setembro a 2 de outubro, a cidade de Viena, capital da Áustria, sediou o maior encontro dermatológico da Europa: o Congresso da Academia Europeia de Dermatologia e Veneorologia (EADV), que chegou a sua 25a edição. O encontro deste ano atraiu cerca de 11.500 participantes de 100 países do mundo para a atualização de conhecimentos, sobretudo no que se refere a doenças inflamatórias, como a psoríase e o melanoma cutâneo. Sob a coordenação de Martin Rocken, da Alemanha, a programação científica de alto nível englobou 180 sessões e mais de 700 renomados speakers. Pelo segundo ano consecutivo, os temas do programa, entre eles cosmetologia e estética e laser e doenças dermatológicas, foram distribuídos em dias específicos para facilitar a escolha das aulas pelos congressistas. A bancada brasileira se destacou pela presença em bom número. Participaram grandes nomes da

dermatologia do país, entre eles, o atual presidente, Gabriel Gontijo, a ex-presidente Denise Steiner, e os dermatologistas Sineida Berbert, Ricardo Lima e Paulo Cunha, que nos conta como foi a abertura. “O Professor Steven Katz (EUA) abriu o Congresso com uma conferência magistral, mostrando os avanços dos conhecimentos dermatológicos nos últimos 15 anos, enfatizando o progresso no tratamento do melanoma metastático e em psoríase. O domingo foi dedicado aos tratamentos estéticos (Aesthetic Sunday) de laser, preenchimentos, toxina botulínica e peeling”, informa o professor titular da Universidade de Jundiaí e vice-presidente da International Society of Dermatology (ISD), Paulo Cunha, que ministrou as conferências: “Tuberculose e coinfecções”, no Simpósio Dermatologia ao Redor do Mundo, e “Casos ilustrativos”, sessão interativa inédita no Congresso da EADV, em que a plateia votava nos diagnósticos, fisiopatologias e


O PRIMEIRO DE MUITOS – RICARDO LIMA BARBOSA (RJ) – RECÉM-ASSOCIADO DA EADV Meu interesse pela Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia (EADV) começou há alguns anos quando comecei a ler os excelentes artigos publicados no seu periódico, o Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology (JEADV). Com isso, surgiu a vontade de participar de um Congresso da instituição e presenciar ao vivo o ambiente em que se produz a maioria dos artigos que eu lia na revista e decidi me associar para obter os benefícios oferecidos. O 25o Congresso da EADV no Austria Center, em Viena, um centro de convenções espetacular, foi a primeira oportunidade de participar do evento.

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No congresso pude constatar que o programa científico era compatível com a qualidade literária do periódico. Um dos destaques foi o predomínio de temas relacionados às dermatologias clínica e cirúrgica, áreas que estão perdendo espaço para a cosmiatria em outros congressos. Outro ponto importante foi a presença de palestrantes de muitos países diferentes, oferecendo a oportunidade de escutar vários professores, incluindo os de países em que os recursos econômicos permitem alcançar o ápice do progresso científico. Chamou minha atenção o avanço em relação aos novos medicamentos. Por exemplo, a Profa. Caroline Robert, da França, falou sobre a imunoterapia no melanoma e informou que, atualmente, pacientes com melanoma metastático estão alcançando até dois anos de sobrevida. Em um simpósio de imunobuloses, o Prof. Detlef Zilikens, da Alemanha, mostrou que estão em desenvolvimento novos imunobiológicos anti-CD-20 para o tratamento dos pênfigos. Destacaram-se também as excelentes apresentações sobre cirurgia dermatológica, mostrando o alto nível nessa área de atuação, especialmente na Alemanha, no Reino Unido, na Holanda, em Portugal e na Espanha. Considerei gratificante observar a representatividade da dermatologia brasileira no evento. Houve um simpósio coordenado pela Dra. Denise Steiner e pelo Dr. Paulo Cunha, com palestrantes brasileiros e latino-americanos. Além disso, em algumas apresentações de palestrantes estrangeiros, foram citados artigos publicados nos Anais Brasileiros de Dermatologia, e numa apresentação sobre cirurgia ungueal foi abordada a técnica do super-U para onicocriptose, do Prof. Ival Peres Rosa, fazendo-se a devida referência ao nome do autor. Ao participar do 25o Congresso da EADV pude constatar a importância de escutar os experientes professores representantes da dermatologia do Velho Continente, onde caminham juntos a sabedoria e o desenvolvimento que os séculos de existência permitem alcançar. Além dos benefícios científicos, participar dos congressos da EADV traz a vantagem de unir o útil ao agradável, pois vale a pena aproveitar a oportunidade para fazer turismo e desfrutar das maravilhas das cidades europeias.

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tratamentos mais adequados. “Essa sessão foi coordenada pelo Congresso Ibero-latino-americano de Dermatologia (Cilad), e tive a honra de participar como speaker, juntamente com Denise Steiner”, complementa. Nessa sessão, a ex-presidente da SBD falou sobre uma complicação rara: o granuloma sarcoide cutâneo. Na sessão Dermatologia ao Redor do Mundo foram apresentados os temas ‘Aspectos não usuais do vitiligo’, ‘Doenças de pele causadas por desnutrição’ e ‘Dermatoses dos viajantes’ e ‘Cicatrizes hipertróficas e queloides: clínica e abordagem terapêutica’, este último tema ministrado por Steiner. Diante das inúmeras novidades apresentadas no encontro, os dermatologistas de todo o mundo já começam a contar as horas para o próximo Congresso, que será realizado em Genebra, em setembro de 2017. O JSBD convidou os dermatologistas brasileiros Ricardo Lima Barbosa, recém associado da EADV, e Sineida Berbert para compartilhar conosco o que viram de mais relevante na área. Vejam o que eles têm a dizer:


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ATUALIZAÇÃO EM DERMATITE ATÓPICA E PSORÍASE SINEIDA BERBERT FERREIRA – COORDENADORA DO GRUPO GRAPE SBD PSORÍASE

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Em dermatite atópica, destaco os simpósios comandados pelos Drs. Emma Guttman Yassky e Mark Lebwohl, da Icahn School of Medicine no Mount Sinai Medical Center, em Nova York, e pela Dra. Amy Paller, presidente do International Eczema Council. Os especialistas mostraram que: - A doença ocorre com maior frequência em países industrializados e grandes cidades urbanizadas (western life style) - Há uma relação entre “fator ambiental” (excesso de banhos, uso de sabonetes, concentração CaCO3 na água) em indivíduos geneticamente predispostos. - Alta prevalência de ansiedade e depressão em pacientes adultos com dermatite atópica. - Risco elevado de síndrome de hiperatividade e deficit de atenção (SHDA) em pacientes adultos e crianças com dermatite atópica. A SHDA estaria provavelmente ligada ao fato de a inflamação precoce alterar o desenvolvimento do cérebro, e também por produzir alterações nas características do sono (sono interrompido) e por compartilhar bases genéticas. - A relação entre dermatite atópica e alérgenos alimentares continua polêmica. Em 1980, se colocava como perigo a ingestão de alimentos “alergênicos” como amendoim, e hoje em 2016, indica-se a exposição precoce. - Novos agentes terapêuticos, como os imunobiológicos, foram apresentados: • Dupilumab – é um anticorpo monoclonal totalmente humano, contra a subunidade alfa do receptor da IL4, que bloqueia a IL4 e a IL13, que medeia a resposta imune inflamatória do tipo TH2. Os trials

já estão na fase 3 e com excelentes resultados, na dose de 300mg, via subcutânea, com respostas 75% no Scorad, além de grande melhora no prurido e também na ansiedade e depressão. - Outra novidade terapêutica também discutida nessa sessão foi o uso de Anti-jak – inibidores orais da Janus Kinase, como o citrato de tofacitinibe, que em alguns trials mostrou 71% de redução no prurido, 100% de melhora na qualidade do sono, 66% de redução do Scorad. Na psoríase, as sempre muito concorridas apresentações das comunicações livres com grandes pesquisadores, como Kim Papp, Alan Menter e Alexandra Kimball, mostraram os resultados da nova droga Ixekizumab. Houve também muitas discussões sobre biossimilares, tema polêmico que, entretanto, não podemos deixar de estudar para entender seus mecanismos de ação. E, por último, mas não menos importante, cito a sessão de terapias-alvo para doenças inflamatórias cutâneas, com a abordagem dos biológicos para hidrosadenite supurativa, doença grave, crônica, com sério comprometimento na qualidade de vida e poucas opções terapêuticas. Coloca-se como opção de primeira linha o adalimumabe, na dose de 160mg subcutânea na semana 0, e 80mg na semana 2, e depois 40mg semanalmente. Caso haja boa resposta, faz-se manutenção, e em caso de falha, considera-se a segunda linha, o infliximabe, na dose de 5mg/kg/ peso, por infusão endovenosa. i


D ESTINOS

A CAMINHO DA COSTA DO SAUÍPE O sucesso do Congresso de Porto Alegre exige que a Comissão Científica se prepare para manter a qualidade e superar as expectativas no próximo ano

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72o Congresso de Dermatologia começou a ser desenhado. Durante o Congresso de Porto Alegre, a Comissão Científica esteve reunida sob o comando de Paulo Machado (BA) para discutir o andamento da organização do evento, a ocorrer de 7 a 10 de setembro, no complexo da Costa do Sauípe, na Bahia. O complexo foi escolhido por oferecer Centro de Convenções que acolhe confortavelmente toda a parte científica, além de hotéis para atender ao público presente, estimado em cerca de quatro mil pessoas entre participantes, palestrantes, expositores e todo o staff. Também possui diversidade de opções de lazer para os congressistas e sua família. PARAÍSO ECOLÓGICO – Em meio a paisagem dominada por coqueirais, a Costa do Sauípe possui seis quilômetros de praias selvagens, dunas, lagos e rios cercados por mata atlântica. Localizada no litoral norte do estado, sua infraestrutura é adequada

para receber grandes eventos. São cinco hotéis e cinco pousadas, 3.900 metros quadrados de áreas para eventos, divididas em 40 salas de diversos tamanhos e localizadas nos hotéis. Conta ainda com a Arena Sauípe, de 5.125 metros quadrados e capacidade para 3.500 pessoas em auditório e seis mil pessoas em formato talk show. A 76 quilômetros do aeroporto de Salvador, com sol o ano inteiro e temperaturas que variam entre 24ºC e 33ºC, o local já foi palco de grandes eventos como o Brasil Open Tênis e, mais recentemente, o sorteio da Copa do Mundo Fifa 2014. É cenário perfeito para esse grande encontro da dermatologia brasileira em 2017. “Nossa intenção é realizar um grande Congresso, como têm sido as edições anteriores, proporcionando a todos os associados novos aprendizados, experiências, congraçamento e momentos de lazer com a família”, informou o presidente Paulo Machado. i


F ORA DO CONSULTÓRIO

O AMOR PELA ARTE Apaixonada por raridades, dermatologista não mede esforços em busca de uma peça antiga e que tenha muita história para contar

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m busca de pequenas frações de história, os colecionadores desmontam a distância entre o passado e o presente. São garimpadores de feiras de antiguidades, antiquários, leilões de arte. Mais do que objetos, eles colecionam histórias, tão valiosas quanto as peças que apreciam. Motivada pelo marido, o médico imunologista Luiz Werber Bandeira, a dermatologista Evilmara Pagani começou a colecionar preciosidades há mais de 20 anos. “Na época em que conheci o Luiz, ele já era colecionador de arte. E foi nesse mesmo momento que iniciei minha paixão e admiração por peças que representam a capacidade artística do ser humano, assim como suas emoções. Comecei, então, junto com ele, o estudo das características da arte ao longo dos tempos”, conta.

No acervo do casal há centenas de itens. Em suas andanças, angariou esculturas, telas, marfins, cristais Baccarat, prataria portuguesa e brasileira, inglesa, francesa, vidros de Murano, peças sacras, tapeçaria persa e porcelana de Sèvres, numismática e móveis dos séculos XVIII e XIX. Nessa respeitável coleção, encontram-se raridades, como a escultura em madeira policromada de um cristo de origem portuguesa do século XVIII, intitulada Cristo vivo crucificado na cruz, pois possui características peculiares de cabeça reta e olhos abertos. Também há itens da medicina brasileira. “Entre essas peças temos as moedas que Dom Pedro II mandou cunhar para comemoração da pedra fundamental da construção do Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, em 2 de julho de 1840,


da década de

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obra de

uma delas por nós doada ao museu da Academia Nacional de Medicina (ANM)”, informou Evilmara. Os campos férteis para a exploração das relíquias são os leilões do Brasil e do exterior. Para arrematar a peça, os compradores observam a procedência, o autor, valor histórico e, sobretudo, a identidade visual: a beleza. “Inegavelmente a beleza nos chama a atenção. Nosso comércio com peculiaridades brasileiras e regionais é rico e possui algumas peças muito valorizadas aqui e não no exterior e vice-versa”, relata. Quando amigos visitam a casa de Evilmara se emocionam, pois relembram o passado vendo aqueles objetos que fizeram parte de tempos de outrora. Os mais jovens também se encantam com paredes e móveis que, por si só, contam a sua história por trás das pinturas e acabamentos.

O PASSADO VIVO NA MEMÓRIA Em meio a tantas relíquias, destaca-se uma escultura em bronze do famoso escultor Alfredo Ceschiatti, autor de Os anjos, da Catedral Metropolitana de Brasília. Exposta no jardim de sua casa, a peça em bronze mede cerca de dois metros. Trata-se de uma mulher deitada com o braço em torno da cabeça. Sua silhueta faz lembrar a do Pão de Açúcar, em nossa baía; por isso seu nome: Guanabara. Há também um nu artístico, óleo sobre tela, de autoria de Manoel Santiago. Foi produzido pelo pintor amazonense em 1930, em Paris, quando ganhou do governo brasileiro um estágio na capital francesa. “Nesse quadro, além da composição principal, ao fundo está a figura de uma mulher que viria ser sua esposa, a pintora Haydéa Santiago. Provavelmente foi nessa época que se conheceram”, detalha. Outra tela relevante, essa holandesa, é a réplica autorizada do século XIX do quadro original do século XVII que se encontra no Museu de Amsterdam. “De autoria de Pieter Pietersz Lastman, a obra mostra a expulsão da escrava egípcia Agar e de seu filho Ismael por Abraão para o deserto após o nascimento de seu filho Isaac com Sara, o que deu origem ao povo israelita e ao povo ismaelita (árabe), o que os tornaria parentes”, disse orgulhosa de sua linda coleção. i


C AMPANHA CÂNCER DA PELE

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CHEGA EM SEU TERCEIRO ANO EXPLORANDO A LINGUAGEM DOS CORPOS Atenta à prevenção do câncer da pele, a SBD antecipa campanha com o movimento “O corpo fala: cuide de sua pele” e recomenda que os cuidados não sejam tomados apenas no verão. O jornalista Ricardo Boechat é o embaixador da ação deste ano

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alta pouco para todo o Brasil se vestir de laranja. Para conscientizar as pessoas de que medidas de fotoproteção são importantes em qualquer época do ano, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) antecipou para outubro a divulgação de algumas ações inéditas da campanha Dezembro Laranja. Com o tema “O corpo fala – cuide de sua pele”, a entidade chama a atenção para as causas menos graves de exposição desprotegida aos raios solares, os fotodanos (sardas, rugas, melasmas, queimaduras). Toda a comunicação da campanha, que tem o jornalista Ricardo Boechat como embaixador, é feita por meio de um alfabeto de corpos, formado por modelos contorcionistas. A partir das “letras vivas”, são criadas palavras, que remetem aos possíveis danos causados pelo sol, alertando para a prevenção. “Proteger a pele contra a radiação ultravioleta é imprescindível. Este ano nos propusemos a iniciar a campanha mais cedo, com as doenças dermatológicas provocadas

pela exposição solar descontrolada e sem fotoproteção, até chegar ao câncer da pele, culminando no Dia C e abrindo o Dezembro Laranja”, explica o coordenador da ação, o dermatologista Emerson Lima, enfatizando a inovação da campanha que explora o corpo como instrumento de comunicação. O visitante que acessar o hotsite www.controleapele.com.br poderá fazer um quiz interativo sobre exposição solar. Outras ações deste ano são um bate-papo ao vivo com um dermatologista pelo Facebook para tirar dúvidas; a troca do avatar das redes sociais para a cor laranja; e artistas vestindo a camiseta do Dezembro Laranja. No dia 26 de novembro ocorre a mobilização nacional de combate ao câncer da pele em mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil, e neles a população poderá fazer exames para a prevenção da doença. Ao todo, cerca de três mil dermatologistas voluntários atenderão aproximadamente 30 mil pessoas ao longo de todo o Dia C.


veste a camisa da ação da

SBD

Os endereços dos locais de atendimento já estão disponíveis no site Controle o Sol. “Convidamos você a assumir esse compromisso junto conosco. Esse engajamento é fundamental para promover uma ampla conscientização da população brasileira a respeito ddando a multiplicar a ação da SBD”, convida o presidente, Gabriel Gontijo. O embaixador da campanha, Ricardo Boechat, se diz afinado com Gontijo. “O câncer da pele tem altíssima incidência no mundo e é muito expressivo também entre nós, os brasileiros. Eu mesmo, graças aos exames preventivos, a que me submeto com alguma regularidade, já consegui tirar em estágio inicial dois cânceres da pele. Fiz isso graças a essa vigilância e orientação de meu médico. Eles poderiam ter evoluído para estágios complicados, até irreversíveis; evidentemente isso é algo que todos nós não queremos e precisamos evitar. Prevenção é a palavra-chave, e o Dezembro Laranja é o momento ideal. Faça o seu exame também”, aconselha. PESQUISA DE FOTOPROTEÇÃO A mudança de hábito da população mundial com relação à exposição ao sol tem provocado um aumento mundial da incidência de câncer da pele. Em função disso, e para saber como o

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Embaixador: Boechat

brasileiro se relaciona com o sol, a SBD lança em dezembro uma pesquisa sobre hábitos nacionais de fotoproteção, feita pelo Datafolha sob a coordenação de Sérgio Schalka, responsável pelo Consenso Brasileiro de Fotoproteção da SBD. Foram 2.069 entrevistas com pessoas de 16 anos ou mais, moradoras em mais de 130 municípios. Os resultados apontam que a maioria das pessoas se expõe ao sol de maneira ocasional (80%), e 70% delas intencionalmente. Dessas, a maioria é formada por jovens de 16 a 24 anos, homens e de classe econômica superior. “Isso é preocupante, pois os jovens seriam os mais aptos à receber esse tipo de informação e, mesmo com maior acesso à informação, ainda não se preocuparam com esse tipo de exposição”, aponta Sérgio Schalka. Já o principal horário de exposição dos brasileiros no dia a dia é das 10 às 15h (43%); ou seja, o pior horário para pegar sol. Os brasileiros que se expõem intencionalmente “sem roupa” seguem a mesma regra. “Além disso, o uso de protetor solar pelos banhistas foi de 65%, mas quando falamos em protetor solar em outras atividades de lazer, como esportes e passeios, o uso fica reduzido para 38%. Esses números não me surpreendem, pois estamos falando de 65% das pessoas em atividades com roupas de banho: praia, piscina etc. e, ainda assim, 1/3 delas não usa o protetor solar nunca”, frisa Schalka. O hábito de se proteger do sol é maior nas regiões Norte e Centro-Oeste, no interior e entre os que têm o costume de usar o protetor solar. A precaução relativa ao câncer da pele e a prevenção do envelhecimento ficaram evidentes nas regiões Sul, Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Apenas 37% dos brasileiros fazem uso diário de fotoprotetores nas atividades rotineiras, e a maioria é composta por mulheres jovens e esclarecidas. A enquete mostra ainda que 3% dos brasileiros têm ou já tiveram câncer da pele e 8% tem ou tiveram familiares com a doença. “Isso oferece um número elevadíssimo de casos, pois mostra que os brasileiros se expõem muito ao sol tanto em frequência quanto o período de exposição”, afirma. “Ainda é importante destacar que, se existe uma maior consciência de uso de protetor solar nas atividades de lazer, o uso diário do protetor solar é feito pela minoria. Os dados demostram números preocupantes em relação ao câncer da pele e reforça a necessidade de melhor informação e da realização de campanhas de conscientização contendo divulgação de medidas preventivas para a população”, frisa o dermatologista. Entre outras ações preparadas para no mês de dezembro, estão orientação quanto à pre-


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venção ao câncer da pele em ações nacionais com distribuição de folders, filtro solar, revista da Mônica (A pele e o sol); videoanimação com o Super Protetor como ferramenta lúdica de conscientização; iluminação de monumentos; a presença de Papai Noel Laranja em shoppings do Brasil; parcerias institucionais com empresas e instituições para ampliar a ação, entre elas a rede Kinoplex, que de 1o a 14 de dezembro exibirá o filme da campanha em 15 foyers (área externa) de cinemas em todo o o país. A Escola de Samba Portela, do carnavalesco Paulo Barros também aderiu à ação. Durante todos os ensaios de rua, os componentes vestirão a camiseta de apoio ao Dezembro Laranja e no dia 3 de dezembro, haverá a Feijoada da Família Portelense. Ao som de Roberta Sá, a bateria da Azul e Branca vai vestir-se de laranja e alertar a população sobre a importância de cuidar da pele.

LANÇAMENTO NO MORRO DA URCA

A campanha Dezembro Laranja será lançada num dos pontos turísticos mais belos do Rio de Janeiro: o Morro da Urca. Será no dia 1o de dezembro, com a presença dos membros da Diretoria e coordenação da campanha. Na ocasião, o morro receberá uma iluminação especial na cor laranja.

SUPERPROTETOR, MASCOTE DO #DEZEMBRO LARANJA Este ano a novidade da campanha é a criação de um personagem para atrair a atenção das crianças: o Super Protetor. Assim como um super-herói, foi criado para estabelecer desde cedo uma cultura de cuidado com a pele. O Superprotetor também impacta os adultos, que entendem a importância de procurar regularmente um dermatologista associado à SBD. i

PARCERIAS MULTIPLICAM A FORÇA DA AÇÃO A UV Line, primeira marca de roupas e acessórios com proteção solar, produziu e vai comercializar com exclusividade camisetas femininas e masculinas com FPU 50+. As peças estampam a marca #ControleoSol e parte da venda é revertida para os projetos de prevenção ao câncer de pele da SBD. As camisas serão vendidas a R$ 109,90 em todas as lojas e franquias da UV Line Brasil afora, e também pela internet (www.loja.uvline.com.br/).


Santos

OITAVO ANO DO TOUR DE PREVENÇÃO DA SBD

Tupã

S ITE DA SBD

SITE DA SBD APRESENTA NOVIDADES A PARTIR DE NOVEMBRO

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o mês de novembro, o associado que entrar no site da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) já vai perceber mudanças significativas no layout da plataforma. Com a reestruturação, a SBD quer promover uma experiência de leitura mais agradável ao visitante, que poderá também ter acesso ao portal pela versão mobile do seu celular ou tablet. De forma agradável e fácil de acessar, as informações estão agrupadas e distribuídas por categorias, com dados recentes das campanhas e projetos, eventos, informativo sobre doenças, Serviços

Credenciados, incluindo a integração dos hotsites “Controle o sol” e “Psoríase tem tratamento”. Outra inovação é a possibilidade de o conteúdo ser compartilhado pelas redes sociais, como o Facebook e Twitter. Para o presidente da SBD, Gabriel Gontijo, o novo site pretende melhorar as informações prestadas pelos especialistas em dermatologia à população, reforçando seu papel de canal oficial de comunicação com o público leigo. O lançamento ocorre até o fim do ano, e o endereço continua o mesmo, confira: www.sbd.org.br. i

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das de prevenção. “A população sabe o que quer e o que precisa, e esse tipo de ação é essencial para ampliar o acesso aos atendimentos na área da saúde”, analisou. O trajeto do caminhão da prevenção, que encerra no dia 17 de dezembro, inclui paradas em Montes Claros (MG), Campo Grande (MS), Belém (PA) e Santo André (SP). i

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Desde 8 de outubro, um caminhão percorre cinco cidades do país oferecendo a população esclarecimento e atendimento gratuito sobre cuidados e prevenção ao câncer da pele. A cidade de Santos, a primeira a ser visitada pelo Tour, contabilizou 230 atendimentos e dez casos da doença. As pessoas com lesões suspeitas foram encaminhadas para tratamento no Ambulatório Médico de Especialidades de Santos. Os dermatologistas voluntários estavam sob a coordenação de Danielle Biscardi Fernandes. A parada seguinte foi Tupã. De 9h às 15h, dermatologistas e residentes de dermatologia da Faculdade de Medicina de Marília (Fanema) prestaram 583 atendimentos no caminhão-consultório que ficou instalado em frente à Igreja Matriz de São Pedro. Segundo a organização, foram contabilizados 67 diagnósticos de câncer da pele, sendo onze deles de lesões melanocíticas. De acordo com o dermatologista Miguel Ângelo de Marchi, a grande procura das pessoas demonstra maior conscientização da população sobre a importância das avaliações médicas e das medi-


C ENTRO DE MEMÓRIA DA DERMATOLOGIA

PROJETO PERMITE REVISITAÇÃO HISTÓRICA DA DERMATOLOGIA Memorial recebe doações de peças que retratam momentos importantes da especialidade

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PRIMEIRA IMAGEM COLORIDA PUBLICADA NOS ANAIS

BRASILEIROS DE DERMATOLOGIA, EM 1965

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Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) passa a oferecer um espaço para o dermatologista associado conhecer a fundo a história da dermatologia, passando pelos principais momentos vivenciados pela entidade, com o Projeto Memorial de Peças da História da Dermatologia. A iniciativa dá prosseguimento a uma série de ações realizadas pela Diretoria da SBD visando à valorização do trabalho do dermatologista em prol da especialidade, a terceira maior do mundo. O acervo é composto por várias peças, como fotografias de importantes professores em momentos marcantes vividos pela Sociedade, documentos manuscritos e impressos, objetos e equipamentos médicos utilizados no século passado, entre outros itens que retratam fatos relevantes da história da dermatologia e da SBD. Todos os itens ficarão expostos na sede da instituição, no Centro do Rio, e também serão apresentados no estande da Sociedade em eventos que venha a promover em todo o Brasil. Com curadoria das dermatologistas Leandra Metsavaht (secretária-geral) e Flávia Addor (primeira secretária), o projeto convida o associado a fa-

zer parte do Centro com suas doações de peças e objetos antigos.“Gostaríamos de convidar todos a participar da construção desse Memorial de Peças da História da Dermatologia, que está sendo criado com muito orgulho e será aberto a todos os associados em exposições na sede e itinerantes”, observou Leandra Metsavaht. Assim como o livro O segundo século, o Memorial de Peças da História da Dermatologia conta um pedaço da história da dermatologia, da qual todos sentem bastante orgulho. “É tempo de preservar a memória e de mostrar aos especialistas essas verdadeiras relíquias da dermatologia brasileira. Esperamos que muitos possam deixar suas contribuições a esse projeto”, afirma Flavia Addor. Se você possui algo que gostaria de doar que pode representar uma época da especialidade, entre em contato conosco pelo e-mail wal@sbd.org.br. Após análise, retornaremos para comunicar detalhes do envio, que será arcado pela SBD. Antes de integrar o acervo do Memorial, todas as peças doadas passarão por triagem e, depois, catalogação. i


R EGIONAIS

Minas Gerais

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A SBD-MG realizou no dia 1o de outubro a última Reunião Científica de 2016. Aproximadamente 120 participantes acompanharam as aulas e discussões em Belo Horizonte. O médico dermatologista carioca Daniel Coimbra, especialista em cosmiatria, foi o destaque da programação, apresentando as palestras “Rejuvenescimento da região periorbitária” e “Preenchimento 3D”. Além dele, dermatologistas e profissionais de outras áreas da saúde foram convidados, e os temas variaram: da síndrome do ovário policístico às atualizações em coberturas interativas de feridas e abordagem prática das aftas, por exemplo. Em novembro, a SBD-MG fecha a programação de eventos científicos com a 1a DermaGerais, evolução da Jornada Mineira de Dermatologia, reformulada, mais abrangente e internacional. Com o objetivo de atrair cada vez mais o associado, sem que tenha que sair de Minas Gerais para o aprimoramento científico, o encontro contará com a presença de uma palestrante estrangeira, a dermatologista argentina Maria Bibiana Leroux, e três convidados de outros estados: Taciana Dal’Forno Dini (RS), Luiz Fernando Fleury (GO) e Tatiana Gabbi (SP). Serão também ministrados cursos práticos de cosmiatria – temas de rejuvenescimento das mãos, tratamento cirúrgico de estrias e toxina botulínica em áreas não usuais – e de situações emergenciais em ambiente clínico dermatológico, elaborado para o associado atender à Resolução 2056/2013 do CFM, que dispõe sobre os critérios para a autorização de funcionamento dos serviços médicos de quaisquer naturezas, nesse caso, o consultório. A posse da diretoria eleita da SBD-MG para o biênio 2017/2018, presidida pela médica Ana Cláudia de Brito Soares, acontece na 1a DermaGerais, que é também um espaço de confraternização e troca de experiências. As inscrições já estão abertas no site da Regional: www.sbdmg.org.br/home.

Pernambuco

No dia 24 de setembro, a Regional Pernambuco recebeu os dermatologistas Helio Miot e Maurício Paixão para o já tradicional Dermasábado, dessa vez discutindo a fotografia em dermatologia. O curso abordou desde os pontos mais fundamentais da fotografia digital, passando pelo vários equipamentos utilizados, aspectos éticos, padronização e armazenamento de imagens. A aplicação prática no dia a dia do dermatologista e nos ambientes de pesquisa médica também foi discutida. “A cada dia vemos com mais clareza a necessidade de nos aprimorar sobre fotografia, buscando mais segurança para o médico e para os pacientes”, afirmou a dermatologista Mariana Andrade Lima, presidente da SBD-PE. Os associados também manifestaram sua satisfação com o tema e com a apresentação dos palestrantes, além de participar da produtiva discussão realizada.

Goiás

A Regional Goiás realizou com sucesso sua 76a Jornada Goiana de Dermatologia no dia 19 de agosto, no auditório do Sicoob, em Goiânia. Além dos especialistas locais, o encontro contou com a participação de dermatologistas do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo. Na foto, estão Vinicius Figueiredo (SP), Adriano Loyola (presidente da SBD-GO) e Damiê De Villa (RS).


R EGIONAIS

Alagoas

Divulgação/ SBD-RS

Rio Grande do Sul

Os dermatologistas gaúchos elegeram em agosto a nova Diretoria da SBD-RS para o biênio 2017/2018, eleita em chapa única. Em 1o de janeiro de 2017 será a posse dos novos dirigentes: Clarissa Prati Bernardi Cogo (presidente); Taciana de Oliveira Dal’ Forno Dini (vice-presidente); Ana Paula Dornelles da Silva Manzoni (secretária-geral); Analupe Webber (primeira secretária); Vanessa Santos Cunha (secretária científica); Fabiano Siviero Pacheco (tesoureiro), além dos delegados: Renan Rangel Bonamigo, Gustavo Gonçalves Costa Pinto Corrêa, Damiê De Villa, Miriam Pargendler Peres, Célia Luiza Petersen Vitello Kalil, Márcia Salete Zampese e os suplentes: Magda Blessmann Weber, Mauro Cunha Ramos e Márcia Paczko Bozko.

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Para o presidente da SBD-AL, Alberto Oiticica Cardoso, o evento atendeu às expectativas da categoria em Maceió, com palestras interessantes abrangendo as diversas áreas da dermatologia e com a exposição dos trabalhos e experiências de profissionais com know how em suas áreas de atuação. “A programação do evento nos proporcionou atualização desde as doenças mais comuns e recorrentes na dermatologia, doenças infecciosas, até as mais modernas técnicas em cosmetologia. Foi um sucesso e contou com a participação da maioria das regionais do Norte e Nordeste da SBD e de outras regiões. Esperamos promover no futuro outros eventos do mesmo porte”, enfatizou o médico.

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A troca de experiências com relato de casos clínicos, cirúrgicos e cosmiatria marcou as atividades da XXXV Jornada Norte-Nordeste de Dermatologia, que reuniu, de 13 a 15 de outubro, em Maceió, especialistas de diversas regiões do país. O evento trouxe pela primeira vez ao estado o trabalho desenvolvido pelo Grupo Brasileiro de Melanoma (GBM), que ministrou um curso gratuito de atualização nessa área com a participação de dermatologistas de São Paulo, Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia e Alagoas. Por ser o câncer cutâneo responsável por aproximadamente 79% das mortes por câncer de pele e devido às crescentes taxas de incidência, o melanoma é considerado o de maior importância médica na atualidade. A programação da Jornada incluiu a abordagem dos aspectos epidemiológicos, clínicos, rastreamento, dermatoscopia das lesões, mapeamento e cirurgia da doença no Brasil, além da questão do tratamento clínico da doença avançada. O curso, uma oportunidade ímpar para atualização de conhecimentos, atraiu o interesse de profissionais, alguns de outras especialidades, como oncologia, e estudantes da área médica.


D EPARTAMENTOS

DERMATITE FACTÍCIA: UMA VISÃO GERAL

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omo já discutido por vários autores, há inúmeras doenças dermatológicas que possuem causas emocionais e psíquicas ou que são profundamente afetadas por questões psicológicas, sociais e emocionais. É o caso da dermatite factícia, que se apresenta associada a uma série de aspectos psicossociais e tem-se revelado desafiante, devido, em parte, à escassez de estudos em série, em parte à própria dificuldade de diagnóstico e acesso aos pacientes. Há, portanto, um conjunto de imprecisões e questionamentos com relação à dermatite factícia (DF). A doença também é chamada de dermatose artefacta, e o paciente é responsável por autoinfringir lesões no cabelo, unhas ou mucosas, ação em geral praticada às escondidas. Essa enfermidade se classifica com outras “desordens associadas com dermatoses autoinfringidas”, que são as escoriações neuróticas e a acne escoriótica, de acordo com a classificação de Gupta et al.1 e, diferentemente do que muitos supõem, essa automutilação não constitui tentativa de suicídio. As lesões da DF têm aparecimento repentino, revelando formatos desiguais e morfologias distintas, dependendo do objeto utilizado para produzi-las, que pode variar muito, de agulhas e giletes a fogo e vidro. Recentemente, acredita-se num aumento no número de pacientes com DF, incluindo o incremento de uma de suas formas mais comuns, o cutting – cortar-se – prática desenvolvida por pequenos grupos de adolescentes reunidos especificamente para sua realização, o que também promove riscos de contaminação pelo compartilhamento da ferramenta utilizada na automutilação. Não há consenso quanto aos tipos de personalidade envolvendo os pacientes com dermatite factícia, mas há forte relação entre a enfermidade e problemas psicológicos e psiquiátricos. Alguns estudos sugerem que a DF ocorre com mais frequência

Bibliografia

Por Tânia Nely Rocha – crmmg 14352 RQE 6267 Coordenadora do Departamento de Psicodermatologia da SBD

em mulheres do que em homens, e as idades de início da prática também variam muito, mas pesquisas indicam que a mutilação se inicia frequentemente na adolescência ou na entrada da idade adulta. Também é importante diferenciar a dermatite factícia da síndrome de Munchausen, da síndrome de Munchausen by proxy, consideradas raras, e de um tipo mais severo da doença. Pessoas com Munchausen fazem coisas para fingir ou exagerar seus próprios problemas físicos, psicológicos ou ambos, enquanto as pessoas com Munchausen by proxy fazem o mesmo para exagerar os problemas físicos e psicológicos de outros. A síndrome de Munchausen nem sempre inclui questões de pele, que podem ser apenas um dos elementos em um amplo espectro de condições e também afetar outros órgãos do corpo. Além disso, para o diagnóstico diferencial da dermatite factícia os médicos precisam descartar outras enfermidades físicas e mentais, e estabelecer um excelente relacionamento com o paciente, que precisa de tempo, cuidados e de grande compreensão de seu quadro clínico, pois a automutilação é a expressão somática, corporal, de um sofrimento mental muito significativo e de uma estratégia ineficaz que o paciente elege para lidar com seus problemas. É comum que o dermatologista trate o paciente com DF juntamente com outros profissionais da área de saúde mental. As condições dermatológicas são tratadas, mas, se não forem aprofundadas e resolvidas as questões subjacentes à automutilação, as lesões voltarão a aparecer, o que traz grandes desafios para o tratamento da dermatite factícia e dificulta uma terapêutica comprovadamente eficaz. i

1. Gupta MA, Gupta AK. Psychodermatology: an update. J Am Acad Dermatol. 1996; 34:1030-46 2. Mayo Clinica Staff. Self injury/cutting, In: http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/self-injury/home/ovc20165425 3. Palladini, M. (2008) Effetive Interventions for Treating Superficial Self Mutilators. Social Work Theses, Paper 21, 5. Providence College. Digital Commons@Providence 4. Santos, G, Alexandre, J. Revista SPDV 71(2) 2013; Úlcera da Asa do Nariz, Um Caso Invulgar


S BD CAPACITA

SEGUNDA FASE DO SBD CAPACITA ESTÁ NO AR Depois do Curso de Secretárias, realizado com sucesso no início do ano, Diretoria anuncia o Curso de Gestão para Clínicas Dermatológicas

agregará conhecimentos sobre Recursos Humanos, Finanças, Marketing Ético para Clínicas Dermatológicas e Planejamento Estratégico para a abertura e expansão de Clínicas Dermatológicas, além de Marketing Ético e as Resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM) para todos os tipos de mídias. O objetivo é orientar o dermatologista sobre a gestão do seu negócio em qualquer momento da sua carreira. Não há limite de visualizações das aulas. O cadastro poderá ser feito por e-mail que será enviado aos associados, e também na área restrita do site www.sbd.org.br. Os cursos do SBD Capacita têm o desenvolvimento técnico da MedConsulting Consultoria Médica. i

S ERVIÇOS CREDENCIADOS Hospital Universitário de Brasília (UnB) – (DF)

No dia 3 de dezembro, o Serviço de Dermatologia da Universidade de Brasília (UnB) promove sua Jornada Anual de Dermatologia com a discussão de casos clínicos e palestras proferidas pelo professor Walter Breda, de São Paulo, e Leticia Oba, de Brasília.

Mogi das Cruzes– (SP)

O Serviço de Dermatologia da Universidade de Mogi das Cruzes marcou presença no 25o Congresso Europeu de Dermatologia e Venereologia (EADV), com publicações de alto nível: Cutaneous sarcoidal granuloma: a rare adverse reaction induced by polymethyl-

methacrylate; Reticulated acanthoma with sebaceous differentiation; Field of cancerization on a vitiligo area e Complete remission of pemphigus vegetans on the scalp with the association of dapsone and prednisone. Os trabalhos foram selecionados entre tantos outros encaminhados de várias partes do mundo.“Quero agradecer a André Cesar Pessanha, Elisabeth Leocadia Fernandes, Dirlene Roth, Fabia Oppido Schalch, sua dedicação e seu comprometimento com o ensino e a excelência científica. Agradeço também aos residentes Felipe Ribeiro da Silva, Luciana Gasques de Sousa e Fernanda Ferrara, seu esforço e entusiasmo”, enfatiza a chefe do Serviço, Denise Steiner.

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Projeto Capacita oferece gratuitamente uma série de cursos rápidos de capacitação a todos os dermatologistas associados interessados em desenvolver, aperfeiçoar e adequar as habilidades e competências profissionais. Realizada no início do ano com o apoio da Theraskin, a primeira atividade foi direcionada para as recepcionistas e secretárias. Composta dos módulos Comportamental, Técnico, Ética e Marketing Médico Ético mostrou ao profissional que qualidade no atendimento é um diferencial competitivo. A segunda fase do curso, com lançamento em novembro, aborda Gestão para Clínicas Dermatológicas, com apoio da Farmoquímica. Em nove aulas formadas por apresentações interativas, o associado

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S ERVIÇOS CREDENCIADOS

Universidade de Taubaté – Unitau (SP)

Samuel Mandelbaum com o pequeno Alex, da Romênia, em atendimento na EB-Haus, em Salzburgo, Áustria

vida das crianças com problemas severos de pele, entre eles a EB. “A partir de agora, o Dermacamp e o Serviço de Dermatologia da Unitau tornam-se parte da EB-Clinet, sendo referência no Brasil para a orientação e os cuidados para com as crianças com epidermólises bolhosas”, disse o professor.

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Em agosto, a convite do Serviço de Dermatologia da Paracelsus Medical University de Salzburgo, Áustria, o chefe do Serviço de Dermatologia da Universidade de Taubaté (Unitau), Samuel Henrique Mandelbaum, visitou a EB-Haus, a Casa da Epidermólise Bolhosa, centro de referência em atendimento, divulgação e pesquisa da EB na Europa. O convite dos cientistas veio em decorrência do conhecimento do trabalho realizado pelo Dermacamp no Brasil desde 2001. Durante o período da visita, Mandelbaum acompanhou o atendimento dos profissionais da EB-Haus às crianças com EB e suas famílias, de maneira multidisciplinar e multiprofissional. Conheceu, também, os laboratórios que realizam pesquisas de ponta relacionadas à terapia genética e ao transplante de células-tronco em EB. O dermatologista brasileiro teve a oportunidade de mostrar aos austríacos o trabalho pioneiro realizado pelo Dermacamp para a integração social e a qualidade de

Centro Universitário Lusíada – Santos – (SP)

Em 8 de outubro e pelo 14o ano consecutivo, o Serviço da Fundação Lusíada/Hospital Guilherme Álvaro realizou a XIV Jornada Dermatológica Prof. Dr. Ney Romiti, em Santos, em homenagem ao querido e saudoso professor. Este ano foram discutidos 20 casos clínico-cirúrgicos (pacientes ao vivo), com a participação ativa de cerca de 60 profissionais da Baixada Santista e São Paulo); na finalização foram ouvidos os comentários dos professores convidados. Entre os participantes, vale destacar a presença dos Profs. Drs. Ricardo Romiti (filho do homenageado), Alice e Maurício Alchorne, e a patologista Helena Muller, que compareceram a todas as jornadas desde sua criação, em 2003. “Destaca-se a grande importância, também como comentaristas, dos

Instituto Lauro de Souza Lima – (SP)

Nos dias 21 e 22 de outubro, o Instituto Lauro de Souza Lima (ILSL) e o VII Distrito Dermatológico (Bauru-Botucatu), promoveram a sua tradicional Jornada Anual Dermatológica. O evento, já tradicional no calendário

renomados Profs. Drs. Artur A. Duarte, Adriana Mendes, Beni Grinblat, Domingos Jordão Neto, José Antonio Sanches (presidente eleito da SBD), Luiz Jorge Fagundes, Mario Cesar Pires, Paulo Criado, Rosana Lazzarini e Silmara Cestari. Chamou a atenção nessa reunião não só a cultura médica desses professores, mas o grande interesse demonstrado pelo grupo em definir o diagnóstico e a terapêutica, em benefício dos pacientes que ali estiveram. Representando o novo distrito recém-eleito e reativado em Santos, Julia Mendes. Completando a homenagem ao Prof. Ney, foi exposta parte de seu acervo pessoal, gentilmente cedida por sua esposa, Heike, a quem enviamos sinceros agradecimentos”, disse a chefe do Serviço, a Prof. Dra. Sandra Dinato.

dermatológico da região, teve como tema psoríase e contou com a presença do Prof. Dr. Artur Antonio Duarte, da Universidade de Santo Amaro que apresentou a palestra: “Atualização em Psoríase” (foto).


S ERVIÇOS CREDENCIADOS

Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian – (MS)

Hospital Universitário de Brasília (UnB) – (DF)

No dia 3 de dezembro, o Serviço de Dermatologia da Universidade de Brasília (UnB) promove sua Jornada Anual de Dermatologia com a discussão de casos clínicos e palestras proferidas pelo professor Walter Breda, de São Paulo, e Leticia Oba, de Brasília.

Hospital Regional de Presidente Prudente – (SP)

Rafael Tomaz Gomes, médico residente do segundo ano de dermatologia do Serviço Presidente Prudente (Hospital Regional de Presidente Prudente – Universidade do Oeste Paulista), foi contemplado com a Beca Scholarship Imrich Sarkany da European Academy of Dermatology e Venerealogy (EADV). A cerimônia de entrega foi realizada durante o último congresso anual da EADV realizado em Viena, Áustria, no dia 30 de setembro. O prêmio anual é destinado a jovens residentes de dermatologia de todo o mundo por meio de um concurso que avalia a produção científica e intelectual dos candidatos. “Trata-se de um prêmio muito importante para mim, pois reconhece o esforço em pesquisa dos candidatos e também estimula o desenvolvimento de futuros investigadores em dermatologia”, comenta Rafael, o único brasileiro entre os oito contemplados.

Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro – (RJ)

Rafael Tomaz Gomes, médico residente de Presidente Prudente, e o chefe do Comitê de Prêmios e Honras da EADV, Prof. Michael Boffa

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Os alunos do primeiro ao nono ano do ensino fundamental da Escola Municipal Raul Fonseca Machado, em Rio Claro (RJ), participaram da palestra “Eu cuido da minha pele”, no dia 24 de junho, realizada em parceria com o Instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Após a aula, que retratou os benefícios e malefícios da exposição solar, mudanças de hábitos, horários próprios para se expor ao sol e a necessidade do frequente uso de protetor solar, foi realizado um concurso de desenhos e de frases sobre como se proteger do sol. Foram premiados com bicicletas as alunas Raísa da Silva Castro, Daniele da Silva Teodoro, ambas do quarto ano, e com uma mochila a aluna do quinto ano Beatriz Jennifer Tibúrcio Aguiar. A premiação ocorreu no dia 12 de agosto, no auditório da escola. Os prêmios foram cedidos pelo instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay, pelo Consulado do Uruguai e pela Secretaria de Saúde de Rio Claro (RJ).

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Nos dias 18 e 19 de agosto, o Serviço de Dermatologia Dr. Günter Hans HU/UFMS realizou a IX Jornada, evento científico dermatológico anual mais importante do estado. O encontro contou com a presença dos ilustres professores Evandro A. Rivitti (SP), Luis Guilherme Martins Castro (SP), Joel Carlos Lastória (SP) e Aline Blanco Barbosa (MS) que apresentaram as diretrizes de melanoma, hanseníase, alopecias, com destaque para a sessão anatomoclínica, com inúmeros casos apresentados pelos residentes e discutidos pelos professores visitantes. Na foto, os professores Evandro Rivitti e Günter Hans Filho, com os residentes do Serviço de Dermatologia Dr Günter Hans.


N OTA DE FALECIMENTO

Prof. Dr. Sérgio Fonseca Tarlé (6/9/1938-15/9/2016)

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Faleceu no dia 15 de setembro, aos 78 anos de idade, o Prof. Sérgio Fonseca Tarlé, ícone da dermatologia paranaense e brasileira. Atual chefe do Serviço de Dermatologia da Santa Casa de Curitiba, Tarlé foi presidente da SBD Regional Paraná, professor de dermatologia da PUC de Curitiba, presidente da Academia de Medicina do Paraná e chefe do Serviço de Dermatologia Sanitária, também do estado do Paraná. Autor de vários trabalhos científicos publicados no Brasil e no exterior dedicando-se particularmente à hanseníase e ao câncer da pele, foi um dos pioneiros nas Campanhas de Prevenção e Combate ao Câncer da Pele da SBD. Em nome dos mais de 8.100 dermatologistas associados, a SBD externou sua solidariedade aos familiares, amigos e admiradores do Prof. Sérgio Tarlé, desejando que seu exemplo de dedicação e compromisso com a especialidade seja seguido pelas novas gerações de dermatologistas. Reproduzimos aqui parte do comunicado emitido pela Diretoria da SBD no dia do falecimento. “A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) homenageia e agradece ao Prof. Sérgio Tarlé e a todos os seus familiares, principalmente ao filho Dr. Roberto Tarlé, que segue seus passos, e se despede com saudade, na certeza de que sua trajetória na medicina será sempre motivo de inspiração e orgulho para todos nós. Quem conheceu o Prof. Sérgio sabe de sua cultura dermatológica e sua dedicação à dermatologia brasileira. Dentre suas principais virtudes, destacamos sua firmeza de caráter, humildade, serenidade, sabedoria e cordialidade. Ao Prof. Sérgio Tarlé nossas reverências, homenagens, respeito e o profundo reconhecimento por sua contribuição à nossa especialidade.” NOTA DE PESAR DA SBD-SC A Diretoria da Regional Santa Catarina também lamentou o falecimento do professor e dermatologista em e-mail enviado a seus associados: “O Prof. Tarlé era o atual chefe do Serviço de Dermatologia da Santa Casa de Curitiba, sendo responsável direto pela formação de muitos dermatologistas que atuam em SC, como, por exemplo, os Drs. Luiz Dario Sponholz, Maurício Conti, Ana Paula Scremin, Juliana Kadletz,

Juliana Viesi, Leonardo Birckholz, Karin Louise Trentini entre outros, demonstrando sua especial caraterística de professor e formador de novas gerações de dermatologistas. Inspirou também essa vocação na família, como pai do também dermatologista Roberto Tarlé (o “Beto”), excelente profissional, seguindo os passos do Dr. Tarlé, tornando-se uma referência não apenas no Paraná, mas em todo o Brasil, principalmente no que diz respeito à cirurgia dermatológica e micrográfica. Além disso, uma pessoa de extremo caráter e humildade, como o Prof. Sérgio. No depoimento do Dr. Mauricio Conti podemos conhecer um pouco sobre sua pessoa: ‘no convívio com o Prof. Sérgio Tarlé durante a residência em Dermatologia, algumas características de personalidade se destacavam, compondo o aprendizado da profissão, tanto quanto as fórmulas que ensinava. Cito como exemplos a postura de ouvinte atento, o tato na abordagem aos diferentes pacientes e o capricho na redação das receitas, que se completava pelo hobby de colecionar canetas coleção refinada, objeto até de exposições’. Nós, dermatologistas de SC, nos solidarizamos com toda a família do Prof. Sergio Tarlé, representada principalmente na figura do Dr. Roberto Tarlé. Que seu exemplo de vida e comprometimento com a dermatologia sirva de inspiração para todos nós dermatologistas.” i


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JSBD Setembro - Outubro 2016 by Sociedade Brasileira de Dermatologia - Issuu