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JSBD - Ano 23 nº3 - 4 - 2019

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JORNAL DA SBD – VOLUME 23

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n. 3 e 4

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2019

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74º CSBD MOSTRA A FORÇA DA DERMATOLOGIA INTEGRAL Encontro cumpriu com êxito seu papel: trazer os avanços na ciência e pesquisa na área, valorizando ainda mais a especialidade


SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA ‰‰‰ĺv07ĺou]ĺ0u

EDITORIAL

DIRETORIA 2019/2020 PRESIDENTE:

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TESOUREIRO:

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JORNAL DA SBD Ň„ PUBLICAĂ‡ĂƒO OFICIAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA (VWD p XPD SXEOLFDomR ELPHVWUDO H[FOXVLYD SDUD RV DVVRFLDGRV GD Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). (oѴ†l; Ƒƒ ĹŠ mÄş Ć’ ; Ć“ ĹŠ l-boņf†m_o ; f†Ѵ_oņ-]ov|o 7; Ć‘Ć?Ć?Ć– oou7;m-7ou lŕŁ?7b1o 7o oum-Ń´ 7- " Caio Castro | SP omv;Ń´_o ;7b|oub-Ń´ SĂŠrgio Palma Mauro Yoshiaki Enokihara (JRQ /XL] 5RGULJXHV 'D[EDFKHU ClĂĄudia Carvalho Alcantara Gomes FlĂĄvia Vasques Bittencourt Leonardo Mello Ferreira oum-Ń´bv|- u;vromvŕ˘™Âˆ;Ń´ Erika Drumond - Reg. MTB 31.383/RJ !;7-2࢛o Erika Drumond Milton de Souza JĂşnior Paulo Henrique de Souza 7b|ou-2࢛o 7b]b|-Ń´ Nazareno Nogueira de Souza e Bruno AbraĂŁo om|-|o r†0Ń´b1b|࢙ubo Priscila Rudge SimĂľes A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia nĂŁo garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade Ăşnica e H[FOXVLYD GRV DQXQFLDQWHV $V PDWpULDV H RV WH[WRV DVVLQDGRV VmR GH inteira responsabilidade de seus autores e colunistas. ouu;vrom7࣑m1b- r-u- - u;7-2࢛o 7o oum-Ń´ 7- " Av. Rio Branco, 39/18o andar – Centro – Rio de Janeiro – RJ CEP: 20090-003 Email: imprensa@sbd.org.br

COMPROMISSO COM A DERMATOLOGIA

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reuniĂŁo do Conselho Deliberativo realizada em junho, em SĂŁo Paulo, ĂŠ o destaque deste nĂşmero do JSBD. Na ocasiĂŁo, mais de 100 delegados debateram amplamente questĂľes importantes de diferentes ĂĄreas da dermatologia. Entre os temas em SDXWD HVWDYDP RV Ă X[RV DGPLQLVWUDWLYRV D GHIHVD SURĂ€VVLRQDO R ensino mĂŠdico e a formação de especialistas. Essa foi a primeira vez que uma reuniĂŁo do Conselho ocorreu antes do Congresso Brasileiro de Dermatologia e a mudança agradou a todos. Nesta edição vocĂŞ tambĂŠm poderĂĄ acompanhar um pouco do trabalho desenvolvido pela Diretoria, capitaneada pelo presidente SĂŠrgio Palma, durante os primeiros 300 dias de gestĂŁo. Açþes em vĂĄrias esferas foram desenvolvidas visando ao fortalecimento e crescimento da dermatologia e do dermatologista, como iniciativas contra a invasĂŁo de competĂŞncias promovida SRU SURĂ€VVLRQDLV GH RXWUDV iUHDV GD VD~GH H VHX UHFRQKHFLPHQWR por parte de entidades mĂŠdicas nacionais; reportagens sobre ĂŠtica na medicina e dermatologia em mĂ­dias impressas, digitais, televisivas e radiofĂ´nicas; publicaçþes e pesquisas mĂŠdicas realizadas pela SBD para os associados, entre outras. Na coluna “Com a palavraâ€?, convidamos o mĂŠdico dermatologista Daniel Houthausen Nunes para abordar a prĂĄtica da telemedicina no paĂ­s e seus benefĂ­cios na interpretação de imagens – fase importante para o raciocĂ­nio diagnĂłstico em diferentes especialidades, entre elas a dermatologia. O debate sobre os cuidados em saĂşde da população LGBT ĂŠ assunto da coluna “Outros olharesâ€?, que contou com a participação do mĂŠdico dermatologista Felipe Aguinaga, do AmbulatĂłrio de Dermatologia e Diversidade de GĂŞnero, do Instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay, no Rio de Janeiro. Na matĂŠria, ele comenta o atendimento dermatolĂłgico dessas pessoas; a relação entre raça, etnia, status socioeconĂ´mico nas disparidades de saĂşde; a importância do atendimento humanizado desses pacientes, alĂŠm de RXWURV DVSHFWRV LQWHUHVVDQWHV SDUD DWXDOL]DomR SURĂ€VVLRQDO 2 GHEDWH se mostra pertinente, jĂĄ que parte considerĂĄvel dessa população ainda ĂŠ vĂ­tima de homofobia ou transfobia nos serviços de saĂşde no paĂ­s. 2 LQYHVWLPHQWR HP LQRYDomR FLHQWtĂ€FD WDQWR SDUD R SHVquisador como para o dermatologista brasileiro ĂŠ uma das iniciativas importantes para a valorização e a diferenciação dos proĂ€VVLRQDLV GD iUHD 2 -6%' FRQYLGRX R FRRUGHQDGRU FLHQWtĂ€FR GD SBD, HĂŠlio Miot, para abordar o assunto. JĂĄ na seção “Entrevistaâ€?, falamos nesta edição com o editor-chefe dos Anais Brasileiros de Dermatologia (ABD), SinĂŠsio Talhari, que comentou sobre o aumento no fator de impacto do periĂłdico, divulgado em junho pela base de dados Journal Citation Reports, bem como as estratĂŠgias para que a revista obtenha ainda mais alcance internacional em sua trajetĂłria. 2 SRVLFLRQDPHQWR RĂ€FLDO GD 6%' D UHVSHLWR GD OLPLQDU TXH libera uso de imagens de pacientes antes e depois de cirurgias; informaçþes sobre eventos da Sociedade, entre eles o DermatoRio, recĂŠm-realizado em setembro, sĂŁo outros assuntos abordados nesta edição. Boa leitura!

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Equipe editorial


NOTAS

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SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA PEDE A VEĂ?CULOS DE COMUNICAĂ‡ĂƒO QUE RESPEITEM A LEI DO ATO MÉDICO

Sociedade Brasileia de Dermatologia (SBD) encaminhou ofício às diretorias de Jornalismo e de Entretenimento das principais emissoras de TV e de rådio do Brasil cobrando atenção por parte das equipes na hora GH FRQYLGDU SURÀVVLRQDLV SDUD WUDWDU GH WHPDV UHODFLRQDdos à saúde da pele, do cabelo e das unhas, inclusive no VH UHIHUH j HVWpWLFD H j FRVPLDWULD 2 WH[WR GLYXOJDGR QR ÀQDO GH MXOKR WDPEpP IRL HQYLDGR jV UHGDo}HV GH MRUnais e revistas de grande circulação. O objetivo Ê, sobretudo, estimular a observação pelos veículos de critÊrios que protegem a população e garantem a valorização dos que estão realmente habilitados pelas entidades da årea PpGLFD SDUD H[HFXWDU HVVDV Do}HV

DEZEMBRO LARANJA INSPIRA PROJETO DE LEI QUE INSTITUIRĂ DATA NACIONAL PELA PREVENĂ‡ĂƒO AO CĂ‚NCER DA PELE

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Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados realizou no início de julho audiência pública para discutir a criação da Semana de Prevenção e Combate ao Câncer da Pele. Como contribuição para os debates, o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), SÊrgio Palma apresentou aos parlamentares as açþes desenvolvidas pela entidade no âmbito da campanha Dezembro LaUDQMD FXMDV Do}HV Mi EHQHÀFLDUDP GLUHWDPHQWH PDLV de 600 mil pacientes em todo o Brasil ao longo dos últimos 20 anos. A realização da audiência atendeu a um requerimento do deputado Dr. Frederico (Patri-MG), relator do PL 4234/08. Dentre outros pontos, o projeto SUHYr D LQVWLWXLomR GH XPD GDWD HVSHFtÀFD SDUD D RUJDnização e implementação de atividades governamentais nos meios de comunicação acerca da prevenção

No documento, a SBD reitera a importância de as emissoras respeitarem a legislação que protege o Ato MÊdico (Lei nº 12.842/2013), pela qual apenas graduados em medicina podem realizar procedimentos estÊticos invasivos e fazer o diagnóstico e o tratamento de doenças. Para a entidade, a participação de não mÊdicos em reportagens sobre esses assuntos, desrespeita pressuposto legal e coloca o espectador numa situação de vulnerabilidade ao informå-lo erroneamente sobre TXHP SRGH H[HFXWDU GHWHUPLQDGRV VHUYLoRV FRPR DSOLFDo}HV GH SUHHQFKLPHQWRV H GH WR[LQD ERWXOtQLFD 1HVVH caso, em pautas sobre a saúde e os cuidados com a pele, cabelos e unhas o ideal Ê ouvir dermatologistas, conforme reitera a Sociedade da especialidade.

DERMATOLOGISTA É ELEITO DIRETOR CIENT�FICO DA ACADEMIA PARANAENSE DE MEDICINA O dermatologista Caio Castro, professor adjunto de medicina da PUC-PR e preceptor de residência mÊdica da Santa Casa de Curitiba, p R QRYR GLUHWRU FLHQWtÀFR da Academia Paranaense de Medicina (APM). O mÊdico Ê acadêmico titular da APM desde 2017, ocupando a cadeira número 1.

e do tratamento da doença. Segundo a proposta, caberĂĄ ao MinistĂŠrio da SaĂşde a realização das açþes, que se estenderĂĄ por todo territĂłrio nacional, “podendo, para tanto, celebrar convĂŞnios e acordos com ĂłrgĂŁos congĂŞneres pĂşblicos e privados, e, especialmente, com as Secretarias Estaduais e Municipais de SaĂşdeâ€?.

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NOTAS SBD INCREMENTA LUTA PELA PREVENĂ‡ĂƒO Ă€ HANSENĂ?ASE NO BRASIL COM CARAVANA DE RODAS

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os meses de agosto e setembro, o Projeto Roda Hans circulou pelo Estado do Rio de Janeiro levando atenGLPHQWR HVSHFLDOL]DGR j SRSXODomR H FDSDFLWDQGR SURĂ€VVLRQDLV SDUD D LGHQWLĂ€FDomR GH FDVRV GD GRHQoD $OpP GD FRQVFLHQWL]DomR H GD DVVLVWrQFLD TXDOLĂ€FDGD R IRFR HVWi no inĂ­cio do tratamento precoce. Uma carreta com seis consultĂłrios visitou diferentes municĂ­pios dando aos pacientes acesso a dermatologistas especialistas em hansenĂ­ase que, durante o trabalho, contaram com o suporte de residentes de serviços de pĂłs-graduação credenciados pela SBD. “Esse ĂŠ um momento muito importante para o diagnĂłstico precoce de casos da doença para orientação da população para os sintomas, alĂŠm da capacitação dos SURĂ€VVLRQDLV GD UHGH EiVLFD HP UHODomR j GRHQoDÂľ DĂ€Umou Sandra DurĂŁes, coordenadora do Departamento de HansenĂ­ase da SBD.

O projeto ĂŠ uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), juntamente com o MinistĂŠrio da SaĂşde e a Novartis Brasil.

PROJETO PESCADORES DO BRASIL RECEBE FINANCIAMENTO DA LIGA $ ! " " ! $ Ň? "Ň‘

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projeto Pescadores do Brasil idealizado pelo dermatologista, professor e pesquisador da Faculdade de Medicina da UNESP, Vidal Haddad Junior, (foto) foi indicado para receber apoio da Liga Internacional de Sociedades de 'HUPDWRORJLD ,/'6 SHOD VXD UHOHYkQFLD VRFLDO H FLHQWtÀca. Implementada hå 20 anos, a iniciativa traz benefícios positivos para a sociedade por meio de campanhas de conscientização para a prevenção de acidentes (envenenamentos e traumas) por animais aquåticos voltadas tanto para pescadores como para suas famílias. Centenas de colônias de pescadores marinhos e à XYLDLV Mi IRUDP YLVLWDGDV H UHFHEHUDP LQIRUPDo}HV VREUH SULPHLURV VRFRUURV SRU DFLGHQWHV SRU SHL[HV iJXDV YLYDV caravelas e ouriços-do-mar de cada região do país. Para a elaboração de material didåtico, Vidal conta com parceria de alunos dos cursos de Medicina e Ciências Biológicas da UNESP e da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). 4 | JSBD VOLUME 23 O N. 3 e 4 - 2019

2 ÀQDQFLDPHQWR IRL FRQFHGLGR SRU PHLR GR 3URMHto ILDS DermLink, que visa contribuir para a assistência dermatológica em comunidades carentes sob a temåtica dermatologia tropical e saúde de populaçþes migrantes. É administrado por meio da International Foundation Dermatology (IFD).

Nas palestras ministradas para pescadores e suas famílias são oferecidos materiais explicativos, incluindo histórias em quadrinhos que mostram formas de prevenção e principais animais causadores de agravos


NOTAS 78Âş CONGRESSO DA SBD OCORRERĂ EM NATAL, EM 2023

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atal, capital do Rio Grande do Norte, serĂĄ a sede do 78Âş Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, em $ HVFROKD IRL GHĂ€QLGD GXUDQWH D UHXQLmR GR &RQVHOKR Deliberativo da entidade, ocorrida no dia 29 de junho, em SĂŁo Paulo (SP). As outras candidatas para receber o maior encontro anual da especialidade foram Goiânia (GO), BrasĂ­lia (DF) e Porto Alegre (RS). Com o tema “Dermatologia na cidade do Solâ€?, o 78Âş Congresso sucederĂĄ os encontros do Rio de Janeiro (2019), SĂŁo Paulo (2020) e FlorianĂłpolis (2021). O presidente da SBD, SĂŠrgio Palma, em nome da sua Diretoria, cumprimentou Natal pelo resultado alcançado e garantiu o apoio da entidade na realização do evento em 2023. Ele tambĂŠm fez questĂŁo de destacar as outras candidaturas. “Goiânia, BrasĂ­lia e Porto Alegre sĂŁo cidades maravilhosas, cujas candidaturas foram brilhantemente defendidas pelos UHSUHVHQWDQWHV GH VXDV Ă€OLDGDV UHJLRQDLV QD UHXQLmR GR &RQVHlho Deliberativo. Certamente, todas terĂŁo a oportunidade de se apresentar novamente e assumir essa tarefa no futuroâ€?, disse.

Presidência – Regina Jales, atualmente vice-presidente da Sociedade de Dermatologia do Rio Grande do Norte, serå a presidente do encontro previsto para Natal. Em 2004, o 59° Congresso da SBD aconteceu em Natal. Na Êpoca, houve mais de 3,7 mil congressistas.

SBD REPASSA A SERVIÇOS CREDENCIADOS INFORMAÇÕES SOBRE NOVAS RESOLUÇÕES DO MEC

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m reuniĂŁo realizada entre os chefes de Serviços &UHGHQFLDGRV H 'LUHWRULD ([HFXWLYD GD 6%' QR dia 28 de junho, em SĂŁo Paulo, foram discutidos aspectos relacionados Ă nova matriz de competĂŞncia da especialidade, recentemente publicada pelo MinistĂŠrio da Educação. O encontro ocorreu na vĂŠspera da reuniĂŁo do Conselho Deliberativo. Outro tema abordado no encontro foi o estabelecimento de acordo de cooperação entre a Sociedade e R 0(& SDUD Ă€VFDOL]DomR GRV SURJUDPDV GH UHVLGrQFLD na especialidade. Os participantes compartilharam suas percepçþes sobre as medidas e avaliaram os avanços possĂ­veis. “Ao tomarmos a iniciativa de que colocar ambos os assuntos em debate, procuramos valorizar a participação do grupo no fortalecimento da formação na especialidadeâ€?, ressaltou o presidente da SBD, Sergio Palma, que coordenou os trabalhos.

Matriz – Os termos da nova matriz de competência dos programas de residência em dermatologia estão previstos na Resolução n. 8/2019, da Secretaria de Educação Superior do MinistÊrio da Educação (SES/ 0(& 2 WH[WR SXEOLFDGR QR 'LiULR 2ÀFLDO GD 8QLmR GH 11 de abril estabelece que a partir de 1º de março de 2020 os critÊrios previstos deverem ser obrigatoriamente implementados pelos Serviços Credenciados. $ QRUPD À[D DLQGD D MRUQDGD VHPDQDO GRV 3URgramas de Residência MÊdica, incluídas as atividades GH SODQWmR H WHyULFR SUiWLFDV H GHÀQH TXH D IRUPDomR em dermatologia deverå possuir a duração de três anos, com acesso direto, respeitando-se a carga horåria semanal conforme legislação vigente.

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NOTAS

DERMATOLOGISTA BRASILEIRA É AGRACIADA COM T�TULOS INTERNACIONAIS

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urante o Congresso da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia (EADV), realizado em setembro de 2018, em Paris, a mĂŠdica dermatologista Marcia Ramos-e-Silva recebeu o Award for Clinical Care. Em março, ela foi agraciada com o tĂ­tulo de sĂłcia honorĂĄria da Academia Americana de Dermatologia (AAD), durante o Congresso, em Washington, sendo a primeira especialista brasileira a ter esse tĂ­tulo. A honraria foi recebida durante a Awards Ceremony “Star of the Academyâ€?. JĂĄ em junho, no Congresso Mundial de Dermatologia (WCD), em MilĂŁo, Marcia mereceu a honra de ser a Maria Duran Lecturer, escolhida pelo Maria Duran Committee, da International Society of Dermatology, no SimpĂłsio da International Society of Dermatology. Na ocasiĂŁo, proferiu a palestra “Tropical Dermatology and Womenâ€?.

DERMATOLOGISTAS PLANTAM 250 Ă RVORES EM AĂ‡ĂƒO SOCIAL REALIZADA &! $ Ć‘Ć?Â? ! $ ġ "

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urante a 21ÂŞ ReuniĂŁo Anual dos Dermatologistas (Radeco), promovida pela SBD-MS, 3 e 5 de outubro, em Bonito-MS, dermatologistas plantaram 250 ĂĄrvores com o LQWXLWR GH FRQWULEXLU FRP D UHJLmR H GHL[DU SDUD R ORFDO R legado de responsabilidade social e ambiental. “Cada palestrante plantou duas ĂĄrvores totalizando 250. Nosso objetivo ĂŠ mostrar que alĂŠm de um grande evento com conceitos tĂŠcnicos e prĂĄticos realizados durante a Radeco, tambĂŠm nos preocupamos com o meio ambiente. A iniciativa começou em Mato Grosso do Sul, mas D LGHLD p TXH DFRQWHoD WDPEpP QRV SUy[LPRV HQFRQWURVÂľ H[SOLFRX R SUHVLGHQWH GD Â? 5DGHFR $OH[DQGUH 0RUHWWL AlĂŠm do plantio de ĂĄrvores, o evento contou com XPD DPSOD SURJUDPDomR FLHQWtĂ€FD FRP D UHDOL]DomR GH workshops prĂĄticos e 50 palestras, abordando a dermatologia clĂ­nica, cirĂşrgica e estĂŠtica, e um roteiro com mais de 40 opçþes de passeios eco-turĂ­sticos. 6 | JSBD VOLUME 23 O N. 3 e 4 - 2019

Segundo a presidente da SBD-MS, Rubenilda dos Santos Barbosa, o evento foi agraciado FRP D H[SHUWLVH GH GHUPDWRORJLVtas de vĂĄrias localidades do paĂ­s, que apresentaram grande conhecimento sobre os assuntos abordados. “Estamos bastante satisfeitos em ter realizado a Radeco, que contribuiu de forma bastante ampla para o aprimoramento tĂŠcnico dos dermatologistas de Mato GrosVR GR 6XO H GH WRGRV TXH VH Ă€]HUDP SUHVHQWHVÂľ SRQWXRX D presidente.


PESQUISA CIENTĂ?FICA

A DIVULGAĂ‡ĂƒO DA PESQUISA CIENTĂ?FICA E A VALORIZAĂ‡ĂƒO DOS PROFISSIONAIS DA Ă REA mˆ;vাu ;l bmoˆ-2࢛o 1b;mঠC1- ŕŁ? blrou|-m|; m࢛o -r;m-v r-u- r;vt†bv-7ou;vġ l-v r-u- |o7- - 1Ń´-vv; 7; 7;ul-|oŃ´o]bv|-v 0u-vbŃ´;buovġ u;Y;াm7o 7bu;|-l;m|; ;l 0;m;ࣹ1bo -ov r-1b;m|;v

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HĂ€QLWLYDPHQWH RV EUDVLOHLURV VmR GH IRUPD geral, bons clĂ­nicos, sĂł que nĂŁo tĂŞm cultura na pesquisa FLHQWtĂ€FD 2 JUDQGH WDOHQWR GR QRVVR DVVRFLDGR p R DWHQdimento clĂ­nico. O que ĂŠ maravilhoso e nĂŁo tem nenhum GHPpULWR 0DV QmR H[LVWH QHP QD JUDGXDomR PpGLFD QHP QD UHVLGrQFLD D FXOWXUD GH JHUDU LQRYDomR FLHQWtĂ€FDÂľ (VVDV sĂŁo as palavras de HĂŠlio Miot, mĂŠdico dermatologista, pesquisador da Unesp e um dos especialistas da SBD que mais fazem pesquisas no Brasil, com trabalhos publicados, especialmente, sobre doenças pigmentares, como melasma; câncer da pele e campo de cancerização; e cosmiatria. E ele estĂĄ certo. Se por um lado o paĂ­s estĂĄ entre as trĂŞs maiores comunidades de dermatologistas do mundo, o mesmo QmR VH SRGH GL]HU TXDQGR R DVVXQWR p SURGXomR FLHQWtĂ€FD $ LQH[LVWrQFLD GH JUDQGHV LQVWLWXWRV GH SHVTXLVDV SULYDGRV H D IDOWD GH YtQFXOR FRP ODERUDWyULRV FLHQWtĂ€FRV WRUQDP R DVVXQWR FRPSOH[R H PHUHFHGRU GH DWHQomR Fomentado quase sempre apenas nas pĂłs-graduDo}HV HP PHVWUDGRV H GRXWRUDGRV D SHVTXLVD FLHQWtĂ€FD nĂŁo costuma chamar a atenção dos mĂŠdicos quando ainda estudantes nas faculdades de medicina. Consequentemente, com menos especialistas interessados pela pesquisa, o Brasil acaba produzindo poucas publicaçþes e inovaçþes. “NĂłs nĂŁo temos pesquisadores de carreira. E os poucos, no paĂ­s, sĂŁo ligados Ă s instituiçþes de ensino. Acredito que isso aconteça por vĂĄrios motivos. O primeiro problema ĂŠ a cultura. Na escola mĂŠdica ou durante a residĂŞncia, a SHVTXLVD FLHQWtĂ€FD QmR p SURPRYLGD RX LQFHQWLYDGD QmR H[LVWH R VRQKR GH YLUDU FLHQWLVWDÂľ GHĂ€QH 0LRW ( FRQWLQXD “A remuneração da assistĂŞncia privada ainda ĂŠ superior Ă do pesquisador puro. E isso nĂŁo deveria acontecer. Em paĂ­ses com grande volume de publicaçþes, os pesquisadores tĂŞm remuneração mais homogĂŞnea. O segundo motivo ĂŠ o

SRXFR LQYHVWLPHQWR Ă€QDQFHLUR e LPSRUWDQWH OHPEUDU TXH DLQGD VmR PXLWR UHFHQWHV DV IRQWHV GH Ă€QDQFLDPHQWR GD SBD Nacional e RESP, com o Fundo de Apoio Ă Dermatologia (Funaderm) e o Fundo de Apoio Ă Dermatologia de SĂŁo Paulo - SebastiĂŁo Sampaio (Funadersp) no patrocĂ­nio de pesquisas em nosso territĂłrioâ€?, pontua, enfatizando que esses incentivos devem, com o tempo, alavancar de forma HIHWLYD D SURGXomR FLHQWtĂ€FD GD GHUPDWRORJLD EUDVLOHLUD Para aumentar o interesse dos mĂŠdicos nesse segmento e o nĂşmero de trabalhos publicados na ĂĄrea de dermatologia, o pesquisador argumenta que algumas iniciativas GHYDP VHU WRPDGDV SDUD DSRLDU R SURĂ€VVLRQDO TXH RSWD SRU seguir no campo da pesquisa, como a premiação anual de Destaque de Pesquisa DermatolĂłgica, que mostra para a comunidade os estudos que estĂŁo sendo realizados no paĂ­s. AlĂŠm disso, ĂŠ fundamental que os trabalhos de pesquisa sejam divulgados nas duas mais importantes revistas brasileiras da ĂĄrea: os Anais Brasileiros de Dermatologia (ABD) e a Surgical & Cosmetic Dermatology. “A grande vitrine da SHVTXLVD FLHQWtĂ€FD HP GHUPDWRORJLD QR %UDVLO p IRUPDGD SRU essas duas revistas. NĂłs fazemos muitas coisas importantes para a medicina dermatolĂłgica no paĂ­s e internacionalmente. Portanto, sempre que tivermos uma pesquisa relevante, que mude a prĂĄtica clĂ­nica, isso deve, sim, ser divulgado. E nĂŁo apenas em veĂ­culos impressos, mas tambĂŠm nas redes soFLDLV RĂ€FLDLV GDV SXEOLFDo}HVÂľ FRPSOHPHQWD Miot tambĂŠm ressalta o papel da SBD no que tange Ă valorização da pesquisa. “Nossos congressos tĂŞm mudado, PDV DLQGD VmR FRPDQGDGRV FRP SRXFDV H[FHo}HV SRU SHVsoas que nĂŁo sĂŁo os grandes lĂ­deres nacionais de formação de inovação na ĂĄrea. EntĂŁo, o que a SBD pode fazer ĂŠ começar a divulgar mais os pesquisadores e os resultados de seus HVWXGRV SRU H[HPSORÂľ DĂ€UPD DFUHVFHQWDQGR TXH D SHVTXLVD FLHQWtĂ€FD SRGH DOLiV VHU XPD IRUPD GH GLIHUHQFLDomR LQWHOHFWXDO GR GHUPDWRORJLVWD QHVVH PRPHQWR GH FRQĂ LWR GH WDQta concorrĂŞncia com outras ĂĄreas nĂŁo mĂŠdicas. “NĂŁo estou dizendo que todo associado tenha que VDLU ID]HQGR SHVTXLVD 0DV TXDQWR PDLV FLHQWtĂ€FD IRU D nossa atuação e nosso posicionamento, mais diferenciado e apreciado serĂĄ o trabalho do dermatologistaâ€?, determina.


CAPA

74º CSBD MOSTRA A FORÇA DA DERMATOLOGIA INTEGRAL Encontro cumpriu com êxito seu papel que é trazer os avanços na ciência e pesquisa na área, valorizando ainda mais a especialidade

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alas lotadas e grande movimentação marcaram o 74º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia (DermatoRio 2019), realizado de 11 a 14 de setembro, no Rio de Janeiro. Resultado de trabalho conjunto, participativo e democrático entre Diretoria da SBD, Comissão Organizadora e dermatologistas associados, o encontro mostrou a força da dermatologia brasileira ao reunir 4 mil congressistas para atualização, confraternização e networking. Sob o título “Rio de todos os tons. Hora de renovar, inovar e resgatar”, o Congresso abordou temas importantes de toda a área da dermatologia, (cosmiatria, laser e tecnologias, cirurgia dermatológica, rotina clínica) por meio de palestras e cursos práticos ministrados por renomados convidados nacionais e internacionais, como Gottfried Lemperle, da Alemanha, Toby Maurer e Hema Sudaram, dos Estados Unidos, Martin Sangueza, da Bolívia, e outros. “Desde o início dos trabalhos, a Comissão Organizadora implementou questionários para ouvir o associado e coletou informações nas mídias sociais para buscar do dermatologista o que em sua opinião merecia ser melhoUDGR QD SDUWH FLHQWtÀFD 2V LQWHUHVVHV FROHWLYRV IRUDP 8 | JSBD VOLUME 23 O N. 3 e 4 - 2019

atendidos neste Congresso e o que mais ouvimos dos médicos foi o orgulho de estarem presentes nesse encontro de aprendizagem e congraçamento", disse o presidente da SBD, Sérgio Palma, na cerimônia de encerramento, ocorrida na tarde de sábado (14). $SHVDU GD GLÀFXOGDGH HQFRQWUDGD QRV ~OWLPRV DQRV para a realização de grandes eventos, a resposta positiva GR S~EOLFR PRVWURX TXH R 'HUPDWR5LR WURX[H D FDracterística de acolher quem está chegando, resgatando o conceito de um grande congresso organizado e múltiplo, para discutir as atualizações em salas com estrutura e porte, em que as pessoas pudessem se sentir confortáveis para DEVRUYHU R FRQWH~GR GD PHOKRU IRUPD 2 GHVDÀR PRWLYRX RV RUJDQL]DGRUHV D ID]HU H D FRQVHJXLU H[FHOHQWHV UHVXOWDdos. "Foram inúmeros comentários positivos dos dermatologistas sobre a qualidade das sessões clínicas, então esse resgate da clínica dermatológica nos dá muito orgulho. Transmitir conhecimento para que o médico possa atender, tratar e cuidar melhor seu paciente, foi um objetivo traçado e conquistado. Bom também ver uma nova geração


CAPA

ou-l bmিl;uov 1ol;m|࢙ubov rovbŕŚžÂˆov 7ov 7;ul-|oŃ´o]bv|-v de dermatologistas brilhando. A força dessa dermatologia integral estĂĄ viva e tenho certeza de que isso serĂĄ levado para os futuros congressos brasileiros de dermatologiaâ€?, comentou SĂŠrgio Palma. Presidido por Marcio Serra, o Congresso ocorreu no :LQGVRU &RQYHQWLRQ ([SR &HQWHU QD %DUUD GD 7LMXFD um local de fĂĄcil acesso, seguro, e que proporcionou maior conforto aos congressistas, com a possibilidade de ter momentos de descanso e diversĂŁo durante os quatro dias de DWLYLGDGHV -i D SURJUDPDomR FLHQWtĂ€FD FRRUGHQDGD SHOD dermatologista Luna Azulay, e homenageada na cerimĂ´nia de abertura, abriu espaço para os novos talentos da dermaWRORJLD 8P UHVSLUR EHP YLQGR SDUD R SURJUDPD FLHQWtĂ€FR do maior evento da especialidade. “A grade do encontro foi totalmente pensada para que os participantes pudessem aproveitar cada momento GR 'HUPDWR5LR $ SURJUDPDomR FLHQWtĂ€FD SRU H[HPSOR focou nos temas do dia a dia do consultĂłrio, o que ĂŠ fundamental para os mĂŠdicos. Tivemos tambĂŠm menos palestrantes por sessĂŁo, para que pudesse haver mais tempo de H[SRVLomR H GLVFXVVmR HP WRUQR GH FDGD DVVXQWR DOpP GD volta dos cursos prĂĄticos e da apresentação de diversos tra-

vo0u; - t†-Ѵb7-7; 7-v v;vv༗;v 1Ѵ�mb1-vġ ;m|࢛o ;vv; u;v]-|; 7- 1Ѵ�mb1- 7;ul-|oѴ༕]b1- mov 7࢙ l†b|o ou]†Ѵ_o

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CAPA

balhos de investigação com discussão dos casos clínicos relatados�, informou o presidente. Em sua fala durante o encerramento, Mårcio agradeceu o envolvimento de toda equipe: Diretoria da SBD, Comissþes e funcionårios da instituição: "Não conseguiria fazer esse Congresso sozinho. O encontro se concretizou dessa maneira, porque estiveram ao meu lado amigos que trabalham, e que me deram muita força para realizar com sucesso esse evento. Agradeço toda minha equipe, a diretoria do DermatoRio (Flåvio Luz, Abdiel Figueira, Egon 'D[EDFKHU H RXWURV RV FRRUGHQDGRUHV GRV FXUVRV SUiWLFRV )DELDQR /HDO H RXWURV D FRRUGHQDomR FLHQWtÀFD /XQD Azulay), a gerência da SBD (Priscila Rudge) e todos os funcionårios que se dedicaram arduamente atÊ o último PRPHQWR DÀUPRX O presidente da SBD, SÊrgio Palma, tambÊm agradeceu a presença de palestrantes, coordenadores, alÊm da LQG~VWULD IDUPDFrXWLFD H DÀUPRX TXH IRL PXLWR SURYHLWRso esse trabalho conjunto para a dermatologia brasileira. "Foram dias felizes, de clima leve e de alto-astral em um evento que não só na minha opinião, mas na de todos os

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congressistas, cumpriu seus objetivos".

A IMPORTĂ‚NCIA DOS CONGRESSOS PARA O APERFEIÇOAMENTO E VALORIZAĂ‡ĂƒO PROFISSIONAIS A SBD representa uma sociedade mĂŠdica que ĂŠ a derPDWRORJLD H RUJDQL]D DQXDOPHQWH XP HYHQWR FLHQWtĂ€FR SDUD trazer informaçþes mais atuais das diferentes ĂĄreas dentro da especialidade. É o momento em que os mĂŠdicos que vĂŞm para um congresso desse porte, conseguem se atualizar em sessĂľes com os principais experts do Brasil e estrangeiros e tĂŞm a possibilidade de discutir com esses especialistas casos do seu dia a dia do seu consultĂłrio, clĂ­nica, hospital. É oportunidade ainda para o mĂŠdico conhecer novos caminhos para doenças com caracterĂ­sticas difĂ­ceis de serem lidadas, como a hansenĂ­ase, o melanoma, a psorĂ­ase e se inteirar dos equipamentos mais modernos para tratamentos cosmiĂĄtricos, FRPR R ODVHU H WHFQRORJLDV SRU H[HPSOR 1R HQWDQWR WRGDV as funçþes do encontro levam para um mesmo caminho que ĂŠ prestar o melhor atendimento para o paciente. Em diversos momentos do DermatoRio 2019, a ĂŠtica mĂŠdica foi abordada, por meio de fĂłrum e simpĂłsios, que levaram ao pĂşblico informaçþes sobre o trabalho desenvolvido pela SBD de forma eticamente correta H FLHQWLĂ€FDPHQWH FRPSURYDGD D Ă€P GH FRLELU D LQYDVmR da especialidade por nĂŁo mĂŠdicos. Em vĂĄrias sessĂľes e em momentos diferentes isso aconteceu.


CAPA

"Acredito que uma importante forma de valorização do dermatologista ĂŠ participar de um evento como este. Mostrar nosso orgulho de ser dermatologista. Essa ĂŠ a luta que a SBD tem encampado hĂĄ bastante temSR SHOR UHFRQKHFLPHQWR SURĂ€VVLRQDOÂľ FRQsiderou Palma. #Sou dermato SBD – Muitos dermatologistas passaram no estande da SBD para fotografar o totem #Sou dermato SBD e postar em suas redes sociais o orgulho de ser dermatologista. “Isso traz um impacto positivo, sem dĂşvida, porque os pacientes estĂŁo vendo. A SBD acredita nesse resgate de valorização do dermatologista e clamamos para que os dermatologistas nĂŁo associados Ă SBD participem, prestem a prova do TĂ­tulo de Especialista em Dermato-

Premiação – Durante a cerimĂ´nia de encerramento, ocorreu ainda a premiação dos trĂŞs melhores trabalhos de cada categoria. Ao todo, foram recebidos 949 trabalhos, dos quais 786 foram aprovados e 62 foram apresentados oralmente. O secretĂĄrio-geral do evento, Abdiel Figueira Lima, parabenizou os dermatologistas pela produção cienWLĂ€FD UHFHELGD H DSUHVHQWDGD QR HYHQWR 2V FRQJUDWXODGRV UHFHEHUDP VHXV FHUWLĂ€FDGRV GDV PmRV GH /XQD $]XOD\ “Gostaria de congratular os alunos que participaram dessas pesquisas e tambĂŠm aos orientadores pelos trabalhos de alto qualidade apresentadosâ€?, disse.

ORJLD 7(' H HVWHMDP PDLV SUy[LPRV GD QRVVD VRFLHGDde", salientou o presidente. O 75º Congresso Brasileiro de Dermatologia ocorrerå em São Paulo, na primeira semana de setembro. Captaneado pelo dermatologista Cyro Festa Neto, o encontro estå sendo estruturado com dedicação para repetir o sucesso do Rio.

TRABALHOS DE INVESTIGAĂ‡ĂƒO Ć?ÂŽ Ѵ†]-uÄš Äž bl;mvbom-Ń´b7-7; ; -m࢙Ѵbv; rvb1olŕŁ?|ub1- 7o ;l †l- ror†Ѵ-2࢛o 0u-vbŃ´;bu-Ŀĺ †|ou;vÄš -uŕ¤?Ń´b- ou];ġ b-m1- -bˆ-ġ -‹u- -m_;ÂŒÄˇ †Ѵb-m- oÂŒ-ġ †Ѵb-mo "1_lb‚ġ -mb;Ń´ †m;v ; ŕŁ?Ń´bo bo|Äş

CONFIRA A PREMIAĂ‡ĂƒO:

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CAPA ฦ ย ัดย ]-uฤน ฤพ 7;mเฆ C1-2เข o 7o ubv1o 1-u7boย -v1ย ัด-u ;l r-ล 1b;m|;v 1ol rvouเค -v; ; -u|ub|; rvoubvเค -1- 1olr-u-7ov 1ol 1om|uoัด;vฤฟฤบ ย |ou;vฤน -u- b-ล m; bv0o- $-ย -u;v -ย ย bัดัดoฤท -|uเค 1b- ;7;buov ย vlเข o 1boัดย ฤท ัดเข ย 7b- -l-u]oฤท -ล ub- ัดb1; ;m;|u-ฤท -ub- v-0;ัด ouom_- ;|-ฤท เข u1b- !-lovล ล ;ล "bัดย - ; "ย ;ัดb -um;buoฤบ

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ÉTICA MÉDICA

DERMATOLOGISTAS FAZEM ALERTA CONTRA OS RISCOS DA HARMONIZAĂ‡ĂƒO FACIAL FEITA POR DENTISTAS

U

m alerta para os riscos dos procedimentos de harmonização facial realizados por odontĂłlogos mobilizou o paĂ­s em 20 de setembro. Em reportagem, o programa Bom Dia Brasil (TV Globo) mostrou os casos de duas mulheres jovens que, atraĂ­das por promessas GH DOJXQV SURĂ€VVLRQDLV QmR PpGLFRV DFHLWDUDP D UHDOL]DU WUDWDPHQWRV TXH GHL[DUDP VHTXHODV HP VHXV URVtos. Essas histĂłrias compĂľem denĂşncia feita pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), preocupada com os riscos Ă saĂşde da população. O dermatologista (JRQ 'D[EDFKHU GLUHWRU GD 6%' DĂ€UPRX TXH HVVHV SURcedimentos estĂŠticos invasivos devem e sĂł podem ser realizados por mĂŠdicos, pela Lei do Ato MĂŠdico. Segundo relatou, ĂŠ necessĂĄrio conhecimento aprofundado sobre pele e tecidos, pois preenchimentos faciais sĂŁo atos com riscos possĂ­veis. “VocĂŞ – dermatologista – estĂĄ ultrapassando cama-

GDV GD SHOH DWp D JRUGXUD FKHJDQGR DWp SUy[LPR GR RVVR injetando algum tipo de substância que nĂŁo ĂŠ prĂłpria do orJDQLVPRÂľ DĂ€UPRX 'D[EDFKHU TXH GHVWDFRX DLQGD R IDWR de que se houver alguma intercorrĂŞncia, ĂŠ o mĂŠdico que terĂĄ condiçþes de agir em situação de emergĂŞncia, garantindo a vida do paciente. Efeitos colaterais – Nos procedimentos apresentados pelo Bom Dia Brasil, as pacientes, que atualmente buscam sua recuperação com a ajuda de dermatologistas, Ă€]HUDP DSOLFDo}HV FRP iFLGR KLDOXU{QLFR XP JHO TXH ameniza a perda de volume da pele. Os resultados foram efeitos colaterais graves: uma delas sofreu uma necrose no QDUL] H D RXWUD Ă€FRX FRP URVWR GHIRUPDGR “NĂŁo ĂŠ adequado achar que ĂŠ um procedimento simples e que pode ser feito em qualquer lugar. É importante fazer em ambiente seguro, em um consultĂłrio mĂŠdico, e GH SUHIHUrQFLD FRP XP SURĂ€VVLRQDO FRPSOHWDPHQWH KDELOLJSBD VOLUME 23 O N. 3 e 4 - 2019 | 13


ÉTICA MÉDICA

࢛o ŕŁ? -7;t†-7o -1_-u t†; ŕŁ? †l ruo1;7bl;m|o vblrŃ´;v ; t†; ro7; v;u =;b|o ;l t†-Ń´t†;u Ѵ†]-uÄş ‍ ݽ‏blrou|-m|; =-ÂŒ;u ;l -l0b;m|; v;]†uoġ ;l †l 1omv†Ѵ|༕ubo lŕŁ?7b1oġ ; 7; ru;=;u࣑m1b- 1ol †l ruoCvvbom-Ń´ 1olrŃ´;|-l;m|; _-0bŃ´b|-7o r-u- =-ÂŒ;u o ruo1;7bl;m|o WDGR SDUD ID]HU R SURFHGLPHQWRÂľ DĂ€UPRX R PpGLFR $QGUp MaranhĂŁo, da Sociedade Brasileira de Cirurgia PlĂĄstica (SBCP), tambĂŠm ouvido pela reportagem. O presidente da SBD, Sergio Palma, espera que o alerta ajude a esclarecer a população sobre os riscos aos quais muitos se submetem. Na sua avaliação, com promesVDV GH UHVXOWDGRV H RIHUWDV GH YDORUHV EDL[RV DOJXQV SURĂ€Vsionais arrebanham interessados em fazer procedimentos estĂŠticos. “O problema ĂŠ que essas pessoas nĂŁo tĂŞm conhecimento e nem capacitação para diagnosticar e manejar as complicaçþes graves que estes procedimentos estĂŠticos invasivos podem acarretar, como necroses, cicatrizes, embolia e infecçþesâ€?, pontua. Segundo ele, os dermatologistas passam por um treinamento que pode levar atĂŠ nove anos SDUD VHU FRQFOXtGR ´1mR p XP FXUVR GH Ă€P GH VHPDQD RX de poucos dias que substituirĂĄ esse preparo. AlĂŠm disso, algumas complicaçþes necessitam de atendimento mĂŠdico de urgĂŞncia, diagnĂłstico imediato e tratamento com medicaçþes injetĂĄveisâ€?, ressaltou. Justiça – AlĂŠm da denĂşncia na imprensa, a SBD, juntamente com o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação MĂŠdica Brasileira (AMB) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia PlĂĄstica (SBCP), tambĂŠm estĂĄ atuando no campo jurĂ­dico contra os abusos cometidos, em especial por parte dos dentistas. Em fevereiro, as entidades protocolaram na Justiça Federal uma ação civil pĂşblica contra o Conselho Federal de Odontologia (CFO) que, contrariando a legislação, 14 | JSBD VOLUME 23 O N. 3 e 4 - 2019

HGLWRX 5HVROXomR SDUD RV SURĂ€VVLRQDLV GH VXD iUHD DXWRULzando-os a realizarem procedimentos de carĂĄter invasivo e HVWpWLFR TXH VmR H[FOXVLYRV GRV PpGLFRV 'LDQWH GRV H[FHVVRV DGPLQLVWUDWLYRV H GRV ULVFRV inerentes, as entidades mĂŠdicas pediram Ă Justiça Federal a concessĂŁo de liminar com a suspensĂŁo imediata da Resolução nÂş 198/2019, do CFO, com informe da decisĂŁo Ă poSXODomR SRU PHLR GH SXEOLFDomR QR 'LiULR 2Ă€FLDO GD 8QLmR e informes no site do Conselho Federal de Odontologia e junto Ă imprensa. Em 29 de janeiro, a Resolução nÂş 198/2019, do CFO, reconheceu a harmonização orofacial como especialidade odontolĂłgica, permitindo aos dentistas o uso da WR[LQD ERWXOtQLFD H GH SUHHQFKHGRUHV IDFLDLV QD UHJLmR RURIDFLDO H HP iUHDV DQH[DV EHP FRPR D UHDOL]DomR GH SURcedimentos com vistas a “harmonizar os terços superior, mĂŠdio e inferior da faceâ€?. No entendimento da SBD e das outras entidades mĂŠdicas, essa ĂŠ mais uma tentativa de ampliar irregularmente o escopo de atuação de dentistas, invadindo a esfera GH DWXDomR H[FOXVLYD GRV PpGLFRV VHJXQGR GLVSRVLo}HV H[pressas da Lei do Ato MĂŠdico (nÂş 12.842/2013), o que pode causar um prejuĂ­zo considerĂĄvel Ă saĂşde da população a longo prazo e aumento de custo no atendimento destas complicaçþes no Sistema Ăšnico de SaĂşde (SUS). ´,QIHOL]PHQWH Ki FDWHJRULDV SURĂ€VVLRQDLV GD iUHD GD VD~GH TXH WHQWDP H[WUDSRODU VXDV DWULEXLo}HV H SUDWLFDU DWRV H[FOXVLYRV DRV PpGLFRV FRP R LQWXLWR GH VH EHQHĂ€FLDrem da demanda da sociedade por procedimentos estĂŠticos. No entanto, ignoram o potencial risco de causar sĂŠrios danos irreversĂ­veis aos pacientes ou atĂŠ a morte, como jĂĄ YLPRV UHFHQWHPHQWH QR %UDVLOÂľ DĂ€UPRX R SUHVLGHQWH GD SBD, SĂŠrgio Palma. Abusos – Na ação civil pĂşblica, as entidades descrevem o abuso praticado pelo CFO, inclusive ressaltando D LPSRVVLELOLGDGH GH DOWHUDomR GH HVFRSR GH DWXDomR SURĂ€Vsional por decisĂŁo administrativa e sem respaldo da legislação que regula a atividade. A Resolução CFO n. 198/2019 GHVWRD H[SUHVVDPHQWH GD /HL Qž TXH HVWDEHOHFH RV limites de atuação dos dentistas, com consequente desvirWXDPHQWR FRPSOHWR GD DWXDomR GHVVHV SURĂ€VVLRQDLV WUD]HQdo prejuĂ­zo Ă saĂşde da população como um todo. De acordo com a Lei dos Dentistas, em nenhum momento (salvo autĂłpsia/necrĂłpsia) se permite a realização de atos na face, pescoço e cabeça, tampouco se outorga ao cirurgiĂŁo dentista a prĂĄtica de atos invasivos em WDLV SDUWHV GR FRUSR Mi TXH WDLV DWRV VmR SUDWLFDGRV H[FOXsivamente por mĂŠdicos, na forma da Lei n. 12.842/2013, SRLV GHPDQGDP SHUtFLD SURĂ€VVLRQDO H SRVVXHP SRWHQFLDO de complicaçþes clĂ­nicas. O


ÉTICA MÉDICA

SBD INVESTE NO CREDENCIAMENTO DE SERVIÇOS DE ENSINO PELO BRASIL Reunião entre Diretoria e membros da Comissão de Ensino da SBD

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DUD JDUDQWLU D TXDOLGDGH GD IRUPDomR SURĂ€VVLRQDO GRV dermatologistas, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) tem trabalhado de forma contĂ­nua na avaliação e credenciamento dos serviços de ensino e pesquisa da especialidade de todo o PaĂ­s. Atualmente, a ComissĂŁo de Ensino da entidade chancela a atuação de 89 centros de residĂŞncia e especialização (lato sensu), distribuĂ­dos nos 26 estados e Distrito Federal. Conforme reforça a presidente da ComissĂŁo de Ensino da SBD na gestĂŁo 2017/2018, Cacilda Souza, o objetivo da iniciativa ĂŠ garantir que todos os mĂŠdicos possuam DV FRPSHWrQFLDV QHFHVViULDV SDUD D SUiWLFD SURĂ€VVLRQDO DR concluir sua especialização em Dermatologia. “Assim como a ComissĂŁo Nacional de ResidĂŞncia MĂŠdica (CNRM), a SBD tambĂŠm avalia os centros de residĂŞncia e especialização, mas com base em normas dispostas em um regimento prĂłprio. SĂŁo critĂŠrios de avaliação semelhantes, relacionados Ă composição do corpo docente, j FDUJD KRUiULD ² PtQLPD H Pi[LPD ² j LQIUDHVWUXWXUD GD localidade, entre outros. Queremos assegurar qualidade de ensino aos estudantes e um bom atendimento aos futuros pacientesâ€?, informa Cacilda Souza. Descentralização – Segundo a especialista, outro foco do trabalho – conduzido jĂĄ hĂĄ alguns anos – ĂŠ estimular o credenciamento de instituiçþes em regiĂľes mais distantes, em especial no Norte e Nordeste, onde a oferta GH GHUPDWRORJLVWDV DLQGD p PHQRU HP FRPSDUDomR DR HL[R Sul-Sudeste. Em sua avaliação, ĂŠ fundamental que a entiGDGH DOFDQFH WDPEpP HVVDV ORFDOLGDGHV SDUD DX[LOLDU QR adequado desenvolvimento dos serviços estaduais. ´4XDQGR D &RPLVVmR 9HULĂ€FDGRUD ID] XPD YLVLWD GH inspeção, o objetivo nĂŁo ĂŠ punir ou depreciar o centro de HQVLQR $ LQWHQomR p DYDOLDU SDUD LGHQWLĂ€FDU SRVVtYHLV SUREOHPDV H EXVFDU VROXo}HV HP FRQMXQWR 6H H[LVWLUHP LQFRQsistĂŞncias, serĂŁo apontados os meios de resolução, sempre atrelados a um prazo. No geral, esse tempo de chancela a

uma instituição pode variar entre um e seis anos. Em visitas seguintes, ĂŠ avaliada a possibilidade de recredenciar R VHUYLoR HP IXQomR GRV DYDQoRV GHPRQVWUDGRVÂľ H[SOLFD Nos Ăşltimos cinco anos, o nĂşmero de serviços com vagas credenciadas pela ComissĂŁo de Ensino da SBD aumentou 15,5%, passando de 77 centros de ensino em Dermatologia, em 2015, para 89, em 2019. Nesse perĂ­odo, somente no Norte e Nordeste, foram incorporados serviços nos estados do MaranhĂŁo, ParĂĄ, ParaĂ­ba, Alagoas e PiauĂ­. 4XDOLĂ€FDomR – De acordo com o presidente da SBD, Sergio Palma, os mĂŠdicos que optam por estudar em centro sem o credenciamento da entidade estĂŁo sujeitos a lacunas na sua formação, principalmente no que se refere Ă prĂĄtica clĂ­nica, nĂŁo obtendo assim o conhecimento mĂ­nimo indicado para atuar na ĂĄrea dermatolĂłgica. “O grande risco ĂŠ a qualidade questionĂĄvel da formação. HĂĄ cursos em que o estudante passa apenas dois ou trĂŞs dias em atendimento e nos demais ele foca somente em questĂľes teĂłricas. Se o aluno tem uma carga KRUiULD GH DWHQGLPHQWR WmR UHGX]LGD R WUHLQDPHQWR Ă€FD prejudicado e como consequĂŞncia serĂĄ bem diferente do UHVLGHQWH FRP H[SHULrQFLD SUiWLFD H YLYrQFLD MXQWR D SDcientesâ€?, conclui ele. Palma lembra ainda que cursos de pĂłs-graduação lato sensu nĂŁo conferem ao mĂŠdico o direito de se inscrever nos conselhos de medicina como especialistas ou anunciarem tais tĂ­tulos. "Atualmente, apenas duas formas podem levar o mĂŠdico a obter a especialização: por meio de uma prova de tĂ­tulos e habilidades das sociedades de especialidades Ă€OLDGDV j $VVRFLDomR 0pGLFD %UDVLOHLUD $0% RX SRU UHsidĂŞncia mĂŠdica reconhecida pela ComissĂŁo Nacional de 5HVLGrQFLD 0pGLFD &150 H[SOLFD O

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ÉTICA MÉDICA

CUIDADOS E SEGURANÇA COM PROCEDIMENTOS EM CONSULTÓRIO

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å foi o tempo em que o dermatologista realizava procedimentos de portes variados em consultório. Muitos de nós aprendemos dessa forma a realizar cirurgias, mas os tempos mudaram. Os cuidados com assepsia, antissepsia e biossegurança evoluíram dramaticamente e, à luz das boas pråticas atuais, não hå mais espaço para a realização de cirurgias sem ambiente adequado, materiais compatíveis e corretamente esterilizados, bem como ser assistido durante R SURFHGLPHQWR SRU SURÀVVLRQDO TXDOLÀFDGR Uma situação, todavia, não evoluiu de acordo: muitos dos planos de saúde insistem em não ressarcir o dermatologista dos custos referente às boas pråticas. A realização dos procedimentos no consultório envolve inúmeros custos, materiais descartåveis, materiais de uso, espaço adequado com equipe treinada e equipamentos de segurança. (VWHV GHYHP HVWDU FREHUWRV FRP DV WD[DV SHUWLQHQWHV GH sala e de esterilização) incluídas, bem como os devidos aluguÊis (material cirúrgico, bisturi elÊtrico, equipamentos GH VHJXUDQoD HWF 8PD ELRSVLD SRU H[HPSOR HQYROYH HP WRUQR GH 5 HP PDWHULDLV PHGLFDPHQWRV WD[DV H DOXguÊis. Um retalho pode envolver atÊ R$ 450. Em meio a essa confusão, veio o CFM tentar estabelecer ordem no pedaço. Infelizmente, apesar da boa vontade, foi uma regulamentação que jå chega defasada, H[DJHUD QRV GHWDOKHV PXLWRV GHOHV LUUHOHYDQWHV H QmR VH 16 | JSBD VOLUME 23 O N. 3 e 4 - 2019

FLĂ VIO LUZ ! "" !Ňƒ "" DERMATOLOGIA DA UFF

detÊm nos quesitos essenciais, especialmente os relacionados à biossegurança. O dermatologista precisa valorizar seus procediPHQWRV H VHU YDORUL]DGR SRU HOHV $ H[HFXomR GD FLUXUJLD dermatológica deve ser feita observando os padrþes modernos de assepsia, antissepsia e biossegurança com o intuito de se obterem os melhores resultados e nossa espeFLDOLGDGH VHU FRQKHFLGD SHOR r[LWR H RV ERQV UHVXOWDGRV GH seus procedimentos Evoluir Ê salutar, especialmente no que se refere à VHJXUDQoD H HÀFiFLD $ GHUPDWRORJLD HVWi HYROXLQGR FRPR especialidade, assim como a maneira de realizar os procedimentos dermatológicos. Cabe à regulamentação estar de acordo com esse desenvolvimento, ajudando a zelar peODV PHOKRUHV SUiWLFDV QmR FULDQGR H[LJrQFLDV LQHÀFD]HV e cabe às operadoras de saúde oferecer a seus mÊdicos os meios materiais para que eles possam agir adequadamente. Precisamos estar capacitados e preparados para atuar dentro dos preceitos do sÊculo 21, mas não hå espaço para o dermatologista que trabalha nesse ambiente tão competitivo arcar sozinho com os custos da modernidade. O


COM A PALAVRA

COMENTĂ RIOS SOBRE A PRĂ TICA DA TELEMEDICINA NO PAĂ?S DANIEL HOUTHAUSEN NUNES DERMATOLOGISTA DA SBD

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revolução dos meios de comunicação, especialmente pela Internet, contribuiu para a ågil disseminação de informaçþes nas mais variadas åreas, incluindo a medicina. A facilidade de comunicação obtida por essas inovaçþes levou ao desenvolvimento da chamada telemedicina, que propþe assistência remota à saúde (teleconsultoria e telediagnóstico), utilizando-se de meios de comunicação e recursos tecnológicos, sem que haja necessidade de consulta na modalidade presencial. As trocas de informação e de conhecimento mÊdico proporcionadas pela telemedicina são capazes de ampliar o acesso à saúde para populaçþes com as mais diversas características, em especial aquelas de localidades remotas. Essa característica de inclusão Ê YDQWDMRVD VREUHWXGR QR FRQWH[WR GH GLVWULEXLomR GHPRJUiÀFD GHVLJXDO GDV HVSHFLDOLGDGHV PpGLFDV HP QRVVR SDtV A telemedicina tem revolucionado o acesso a diversas especialidades nas quais a interpretação de imagens FRQÀJXUD HWDSD LPSUHVFLQGtYHO SDUD R UDFLRFtQLR GLDJQyVWLFR D H[HPSOR GD UDGLRORJLD FDUGLRORJLD SDWRORJLD dermatologia, e mesmo da cirurgia. Vårios países, como Holanda, Nova Zelândia, Estados Unidos, Suíça e Chile, WrP WHVWDGR D WHOHPHGLFLQD SULQFLSDOPHQWH QR FRQWH[WR GD

atenção primåria à saúde (APS). Diversas outras vantagens desse recurso têm sido apontadas, incluindo redução de custos e otimização de custo/efetividade quando utilizada como sistema de triagem visando à diminuição do número de referenciamentos para consultas presenciais. A dermatologia Ê uma årea da medicina que tem como base de seus diagnósticos, alÊm da história clínica e GR H[DPH ItVLFR JHUDO R DVSHFWR YLVXDO GH VXDV GRHQoDV (VVD FDUDFWHUtVWLFD D WRUQD XP H[FHOHQWH FDPSR GH H[SHULmentação para a telemedicina, sendo, atÊ o momento, alvo do maior número de estudos e publicaçþes nesse campo desde 1995. AlÊm do conhecimento acerca de condiçþes mÊdicas que afetam essencialmente a pele, a dermatologia tem vital importância no diagnóstico de inúmeras doenças sistêmicas que apresentam manifestaçþes cutâneas. O maQHMR GH DOJXQV WLSRV GH DIHFo}HV GH SHOH SRU SURÀVVLRQDLV não especialistas pode atrasar diagnósticos e atÊ mesmo levar a terapêuticas inapropriadas, resultando em prejuízo JOREDO SDUD R SDFLHQWH H ÀQDQFHLUR SDUD R VLVWHPD GH VD~GH A transmissão de informaçþes utilizando a teledermatologia pode ser feita por meio de duas modalidades. A primeira Ê a vídeoconferência (VC), tambÊm chamada JSBD VOLUME 23 O N. 3 e 4 - 2019 | 17


COM A PALAVRA de real-time ou live interactive, na qual as imagens são transmitidas em tempo real, permitindo a interação entre paciente, mÊdico assistente e dermatologista. Na segunda, tipo store and forward (SAF), as informaçþes são transmitidas de forma assíncrona, ou seja, as lesþes são fotografadas e enviadas para uma plataforma online, juntamente com relevantes dados clínicos do paciente. As informaçþes serão então acessadas pelo dermatologista responsåvel por DQDOLVDU DV LPDJHQV 3RU WHU FXVWR JOREDO PDLV EDL[R H PHQRU H[LJrQFLD GH YHORFLGDGH GH WUDQVPLVVmR YLD LQWHUQHW D modalidade SAF Ê a mais amplamente utilizada, tendo sido tambÊm a escolhida para a implantação da teledermatologia em Santa Catarina (SC). 1R FRQWH[WR GD VD~GH S~EOLFD EUDVLOHLUD R DFHVVR D SURÀVVLRQDLV HVSHFLDOLVWDV HP GHUPDWRORJLD SRGH VHU considerado bastante precårio, a despeito da importância e da crescente procura de assistência mÊdica nesse segmento. De acordo com estimativa feita pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), em 2018 apenas cerca de 3,6% dos especialistas em dermatologia concentravam-se na região Norte do país. A região Sudeste reúne cerca de 58,7% desVHV SURÀVVLRQDLV HQTXDQWR D UHJLmR 6XO FRQWD FRP FHUFD GH 15,8% do total de dermatologistas do país. Frente à disparidade de acesso a essa especialidade, a teledermatologia busca oferecer assistência remota a mÊdicos não especialistas na årea, ampliando o acesso à dermatologia em åreas que dela carecem. Condiçþes clíQLFDV GH EDL[D FRPSOH[LGDGH SRGHP VHU SDUWLFXODUPHQWH favorecidas, de forma a ser manejadas com mais segurança pelos próprios mÊdicos da APS. Assim, permite-se beneÀFLDU XP PDLRU Q~PHUR GH SDFLHQWHV GH DFRUGR FRP VXDV necessidades de saúde, garantir a integralidade proposta pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e facilitar o acesso a centros de referência em dermatologia. Isso ampliaria a

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resolutividade da atenção båsica ao prevenir encaminhaPHQWRV HYLWiYHLV TXH GLÀFXOWDP R DFHVVR D QtYHLV GH PDLRU FRPSOH[LGDGH GH DVVLVWrQFLD j VD~GH 'HVVH PRGR D IHUramenta parece agilizar diagnósticos, ao passo que reduz o tempo de espera para atendimento nos casos em que o acompanhamento e o manejo dermatológico na modalidade presencial se façam necessårios. A teledermatologia FRQWULEXL WDPEpP SDUD D TXDOLÀFDomR GRV SURÀVVLRQDLV TXH atuam na APS por promover intercâmbio de informaçþes HQWUH RV PpGLFRV PHOKRUDQGR D HÀFLrQFLD H D TXDOLGDGH GD assistência à saúde. Embora haja necessidade de investimento inicial para sua implantação e para a manutenção dessa modalidade de telediagnóstico, pesquisas têm demonstrado que o estabelecimento da telemedicina na triagem de pacientes da APS Ê potencialmente capaz de propiciar economia ao sistema de saúde. A acuråcia e a utilidade clínica da teledermatologia são apontadas pela literatura. Apesar de haver evidências de que essa modalidade de telediagnóstico representa consideråvel benefício econômico para o sistema de saúde, estudos em relação a essa possível vantagem são HVFDVVRV HP FRQWH[WR PXQGLDO TXDVH LQH[LVWHQWHV QDFLRnalmente e carecem de protagonismo de nossas instituiçþes no sentido de tomar para si essa responsabilidade da regulamentação. Sobre o tema o CFM publicou a resolução 2.227/2018,revogada em seguida por pressão dos próprios mÊdicos, inseguros a respeito. O ponto Ê que a tecnologia H[LVWH HVWi FDGD YH] PDLV GLVVHPLQDGD ´GHPRFUiWLFD H p XPD IHUUDPHQWD H[FHSFLRQDO VH XVDGD FRUUHWDPHQWH SRUpP VH QyV PpGLFRV QmR IRUPRV RV GHÀQLGRUHV GDV UHJUDV VHUHPRV PDLV XPD YH] VXEPHWLGRV D UHJXODo}HV H[WHUQDV impostas por algum burocrata. O


OUTROS OLHARES

DERMATOLOGISTAS VALORIZAM A DISCUSSĂƒO DO ATENDIMENTO HUMANIZADO AO PĂšBLICO LGBT -1b;m|;v -bm7- v࢛o ˆŕ¤?াl-v 7; _olo=o0b- o† |u-mv=o0b- ;l v;uˆb2ov 7; v-ি7;ġ =-|o t†; blr-1|- m;]-ŕŚžÂˆ-l;m|; - lou0blou|-Ń´b7-7; 7;vv- ror†Ѵ-2࢛o

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atendimento humanizado e direcionado para cada paciente ĂŠ um dos principais valores defendidos pela medicina. Isso envolve todo tipo de paciente, incluindo os transgĂŞneros – pessoas com as mesmas necessidades bĂĄsicas de VD~GH GH TXDLVTXHU RXWUDV PDV TXH DLQGD H[SHULPHQWDP PXLWDV GLVSDULGDGHV GH FXLGDGRV H[LJLQGR FRPSHWrQFLDV DGLFLRQDLV GR SURĂ€VVLRQDO VHQVLELOLGDGH H IRUPDomR GHGLcada. Mesmo com avanços em açþes e polĂ­ticas pĂşblicas, DV GHVLJXDOGDGHV VmR DPSOLĂ€FDGDV SHOR IDWR GH TXH PXLWRV pacientes relutam em interagir com o sistema de saĂşde devido ao preconceito e a discriminação com base na identiGDGH H H[SUHVVmR GH JrQHUR RULHQWDomR H FRPSRUWDPHQWRV VH[XDLV 7DO IDWR WDPEpP VH PDQLIHVWD HP YiULRV HVSDoRV da sociedade contemporânea. Na Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), as discussĂľes sobre essa realidade estĂŁo cada vez mais em pauta, e a temĂĄtica LGBT tem sido divulgada em seus enFRQWURV FLHQWtĂ€FRV 8P H[HPSOR p D PHVD GH GHEDWH 6D~de LGBT, do DermatoRio 2019, que abordou as infecçþes VH[XDOPHQWH WUDQVPLVVtYHLV ,67V QD SRSXODomR /*%7 bem como os aspectos dermatolĂłgicos em pacientes transgĂŞneros. Um dos participantes, o dermatologista Felipe Aguinaga, do AmbulatĂłrio de Dermatologia e Diversidade de GĂŞnero, do Instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay, falou sobre os “Aspectos dermatolĂłgicos no paciente transgĂŞneroâ€?, levantando importantes questĂľes para melhora na qualidade do atendimento ao paciente

trans, como as complicaçþes da hormonioterapia em homens e mulheres desse segmento, complicaçþes relacionadas ao uso de binders e silicone industrial, dermatoses das neogenitĂĄlias, entre outros assuntos. O objetivo de sua DSUHVHQWDomR p LGHQWLĂ€FDU H HVFODUHFHU FRQFHLWRV H GHĂ€QLo}HV GR FDPSR GH JrQHUR H VH[XDOLGDGH EHP FRPR D WHUPLQRORJLD DWXDOPHQWH XWLOL]DGD QD OLWHUDWXUD FLHQWtĂ€FD DOpP de abordar identidade de gĂŞnero como um determinante social de saĂşde. Ele comentou o atual preparo do dermatologista TXDQWR DRV FXLGDGRV GH DĂ€UPDomR GH JrQHUR VHMD SRU PHLR de medicina e procedimentos relacionados Ă transição ou SHOR JHUHQFLDPHQWR GH FRPSOLFDo}HV GD WHUDSLD GH DĂ€UPDção hormonal: “NĂłs, como dermatologistas, temos em nosso arVHQDO GLYHUVDV IHUUDPHQWDV SDUD DX[LOLDU D FRPXQLGDGH transgĂŞnero em seu processo de transição. Procedimentos estĂŠticos para feminização ou masculinização da face e do corpo, procedimentos para remoção ou crescimento de pelos, tratamento de cicatrizes cirĂşrgicas, manejo da acne, da alopecia e de outras complicaçþes da hormonioterapia. O campo de atuação ĂŠ amplo, e o dermatologista jĂĄ estĂĄ habituado a lidar com a maioria dessas questĂľes no seu dia a dia. Temos, portanto, muito a oferecer Ă comunidade trans em sua busca por autoestima, qualidade de vida e saĂşde. O SURFHVVR GH DĂ€UPDomR GH JrQHUR WHP LQ~PHUDV LQWHUVHo}HV com a pele, e nosso papel como especialistas na prestação JSBD VOLUME 23 O N. 3 e 4 - 2019 | 19


OUTROS OLHARES desses serviços essenciais para essa população deve ser DĂ€UPDGR GLYXOJDGR H H[HUFLGR FRP H[FHOrQFLDÂľ No entanto, ainda sĂŁo muitos os problemas para alcançar esse alto nĂ­vel esperado no atendimento do pĂşblico trans, como encontrar com mais frequĂŞncia literatura ampla sobre o assunto. “Os dermatologistas, em especial, tĂŞm uma perspectiva Ăşnica e especial em relação Ă s necessidades da população LGBT, tanto do ponto de vista clĂ­nico quanto estĂŠtico. Conhecer seus aspectos dermatolĂłgicos HVSHFtĂ€FRV p HVVHQFLDO SDUD SURYHU XPD DVVLVWrQFLD GH TXDOLGDGH $ OLWHUDWXUD FLHQWtĂ€FD UHODFLRQDGD jV TXHVW}HV GHUmatolĂłgicas desse grupo, porĂŠm, ainda ĂŠ escassa, embora o nĂşmero de publicaçþes sobre o tema tenha aumentado nos Ăşltimos anosâ€?, comenta. Segundo Aguinaga, a maior parte dos artigos disponĂ­veis sobre o assunto refere-se ao uso de preenchedores LOtFLWRV H LQIHFo}HV VH[XDOPHQWH WUDQVPLVVtYHLV ´0DV RV DVSHFWRV GD VD~GH LQĂ XHQFLDGRV SHOD RULHQWDomR VH[XDO H pela identidade de gĂŞnero em que o dermatologista pode atuar sĂŁo muito mais abrangentesâ€?, salienta. MEDO DE JULGAMENTO E DISCRIMINAĂ‡ĂƒO IMPACTAM A MORBIMORTALIDADE DA POPULAĂ‡ĂƒO O medo de ser julgado, a vergonha e a discriminaomR SRU LGHQWLGDGH GH JrQHUR RX RULHQWDomR VH[XDO ID]HP com que esses pacientes evitem buscar assistĂŞncia mĂŠdica, o que impacta negativamente na sua saĂşde. De acordo com Aguinaga, pesquisas apontam que dois terços dos pacientes LGBT referem jĂĄ ter sido vĂ­timas de homofobia ou transfobia em serviços de saĂşde. “A relutância em buscar assistĂŞncia mĂŠdica por esses motivos sĂŁo algumas das vĂĄrias barreiras que essas pessoas enfrentam e que impacta negativamente a morbimortalidade dessa população. É essencial a promoção de LQLFLDWLYDV HGXFDFLRQDLV SDUD TXH RV SURĂ€VVLRQDLV GH VD~GH sejam capacitados e sintam-se preparados para lidar com esses pacientes e para fornecer a melhor assistĂŞncia possĂ­velâ€?, realça. Dessa forma, o dermatologista estĂĄ mais bem preparado para atendĂŞ-los quando cria um ambiente em que o paciente se sinta bem-vindo e acolhido. “Uma das grandes barreiras enfrentadas pela SRSXODomR /*%7 p D GLĂ€FXOGDGH GH HQFRQWUDU PpGLFRV capacitados para lidar com suas questĂľes particulares e sensĂ­veis a suas demandas. Muitos pacientes resistem HP SURFXUDU DVVLVWrQFLD PpGLFD SRU FRQWD GH H[SHULrQcias prĂŠvias insatisfatĂłrias. Esse nĂŁo ĂŠ um assunto abordado na formação da maioria dos mĂŠdicos; por isso ĂŠ QHFHVViULR XP HVIRUoR H[WUD SDUD EXVFDU HVVH FRQKHFLmento e manter-se atualizado. Felizmente, tem aumenta20 | JSBD VOLUME 23 O N. 3 e 4 - 2019

do a disponibilidade dessas oportunidades educacionais, incluindo palestras sobre saĂşde LGBT nos congressos GH GHUPDWRORJLD H DUWLJRV FLHQWtĂ€FRV QDV SULQFLSDLV UHYLVWDV FLHQWtĂ€FDV GHUPDWROyJLFDVÂľ UHVVDOWD UMA MEDICINA QUE DIALOGA COM A POPULAĂ‡ĂƒO SEM DISTINĂ‡ĂƒO 3DUD YLDELOL]DU D H[FHOrQFLD QR DWHQGLPHQWR GHUPDWROyJLFR GHVVHV LQGLYtGXRV p IXQGDPHQWDO TXH R SURĂ€VVLRQDO VDLED TXH D RULHQWDomR VH[XDO D LGHQWLGDGH GH JrQHUR H RV FRPSRUWDPHQWRV VH[XDLV VmR FRQFHLWRV GLIHUHQWHV â€œĂ‰ preciso ter sensibilidade na hora de colher essas informaçþes, jĂĄ que sĂŁo muitas vezes clinicamente relevantes. Algumas recomendaçþes simples tĂŞm amplo impacto na melhora da relação com esses pacientes: respeito ao nome social, usar pronomes corretos, utilizar formulĂĄrios que sejam inclusivos e ofereçam opçþes de identidade de gĂŞnero nĂŁo binĂĄrias. É fundamental tratar todos os pacientes com dignidade e respeitoâ€?, destaca. 6REUH D LQĂ XrQFLD GDV LQWHUVHo}HV GH JrQHUR UDoD etnia, status socioeconĂ´mico nas disparidades de saĂşde das populaçþes LGBT, Aguinaga comenta que a população LGBT ĂŠ heterogĂŞnea, composta por indivĂ­duos com identidades diversas e Ăşnicas. Logo, ao lidar com o paciente, R PpGLFR GHYH UHFRQKHFHU VXDV H[SHULrQFLDV YLYLGDV VHP prĂŠ-julgamentos. “Somente com uma abordagem interseccional de todas essas variĂĄveis (identidade de gĂŞnero, raça, orientaomR VH[XDO VWDWXV VRFLRHFRQ{PLFR VmR UHFRQKHFLGRV GHterminantes sociais de saĂşde, permitindo, assim, otimizar a assistĂŞncia aos pacientes que atendemosâ€?. O


CONSELHO DELIBERATIVO

REUNIĂƒO DO CONSELHO DELIBERATIVO É REALIZADA EM SĂƒO PAULO u†ro -ruoˆ- u;Ń´-|༕ubov |ŕŁ?1mb1ov 7- " ; u;b|;u- -robo ŕ˘˜ -|†-Ń´ ];v|࢛o 7- ;mা7-7;7;ul-|oѴ༕]b1ov ;v|ŕŁ?া1ov rou lŕŁ?7b1o _-0bŃ´b|-7o ; 1ol u;vromv-0bŃ´b7-7;

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avaliação positiva de atividades conduzidas pela atual gestĂŁo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) foi a marca do encontro do seu Conselho Deliberativo, que ocorreu no 29/6, em SĂŁo Paulo (SP). Com a participação de cerca de 110 delegados, representando a HQWLGDGH QDFLRQDO H VXDV Ă€OLDGDV HVWDGXDLV KRXYH XP GHEDte amplo e participativo em torno de questĂľes importantes SDUD R JUXSR HP GLIHUHQWHV iUHDV FRPR Ă X[RV DGPLQLVWUDWLYRV GHIHVD SURĂ€VVLRQDO HQVLQR PpGLFR H IRUPDomR GH especialistas. “Assistimos a um processo democrĂĄtico e de crescimento individual e coletivo. A SBD avança em cada reuniĂŁo de seu Conselho Deliberativo pela possibilidade do debate em torno de temas que sĂŁo de alta relevância para a nossa especialidade. Temos que agradecer o engajamento de todos os participantes no processo, bem como as conWULEXLo}HV TXH WURX[HUDP SDUD DV GLVFXVV}HVÂľ SRQWXRX R presidente da entidade, SĂŠrgio Palma. Durante o encontro, foram analisados relatĂłrios de comitĂŞs temĂĄticos e do Conselho Fiscal da SBD. TambĂŠm IRUDP H[LELGDV VtQWHVHV FRP DV SULQFLSDLV Do}HV UHDOL]DGDV

pela atual gestĂŁo desde que tomou posse, em janeiro desse ano. Destaques foram feitos ao esforço para o aperfeiçoamento administrativo, com a modernização de processos e economia em despesas, e ao empenho em se fortalecer a DWXDomR GD HQWLGDGH QR FDPSR GD GHIHVD SURĂ€VVLRQDO MXQWR ao Poder JudiciĂĄrio e ao Congresso Nacional. AlĂŠm disso, os participantes se debruçaram sobre os SUHSDUDWLYRV SDUD RV SUy[LPRV &RQJUHVVRV %UDVLOHLURV GH Dermatologia e encaminhamentos relacionados Ă s suas publicaçþes – Anais Brasileiros de Dermatologia e a revista Surgical & Cosmetic Dermatology. Ainda houve a eleição para escolha dos novos componentes dos comitĂŞs tĂŠcnicos da Sociedade. A seguir, alguns dos principais resultados apresentados durante a reuniĂŁo do Conselho Deliberativo da SBD, sendo que outras reportagens detalharĂŁo outras decisĂľes: FORMAĂ‡ĂƒO Em seu relatĂłrio, a ComissĂŁo de Ensino MĂŠdico listou a realização de 24 visitas a serviços credenciados Ă SBD. Desse total, 23 se relacionavam a situaçþes de recreJSBD VOLUME 23 O N. 3 e 4 - 2019 | 21


CONSELHO DELIBERATIVO

denciamento, incluindo-se um de aumento de vagas. A solicitação restante se referia a um novo credenciamento. Finalmente, foi comunicado o reconhecimento do empenho da SBD para a Aprovação da Matriz de CompetĂŞncias da Dermatologia junto Ă CNRM/MEC. Contudo, a ComissĂŁo destacou que conta com um aprimoramento progressivo no processo, a partir de um esforço coletivo que contemple a integração do treinamento em algumas ĂĄreas clĂ­nicas gerais imprescindĂ­veis aos cuidados de pacientes em unidades ambulatoriais e de internação em vĂĄrios dos nossos serviços credenciados que oferecem assistĂŞncia de maior FRPSOH[LGDGH QR VLVWHPD GH VD~GH QUALIFICAĂ‡ĂƒO A ComissĂŁo de TĂ­tulo de Especialista em Dermatologia (TED) destacou, durante sua apresentação ao Conselho Deliberativo, o compromisso com a adoção de critĂŠrios tĂŠcnicos que garantam a lisura do processo de realização GHVVH H[DPH SDUD WDQWR WHP XWLOL]DGR FRPR QRUPD HP cada questĂŁo adotar pelo menos duas referĂŞncias biblioJUiĂ€FDV GDV UHIHUrQFLDV VXJHULGDV QR (GLWDO (VVH FXLGDGR TXH UHYHOD R ULJRU DGRWDGR QHVVH WUDEDOKR WHP VH UHĂ HWLGR na seleção dos candidatos. Finalmente, o grupo destacou ainda em seu relato na elaboração das provas teĂłrica e prĂĄWLFD REVHUYDQGR RV SUHVVXSRVWRV GD 7D[RQRPLD GH %ORRP com a oferta de questĂľes consideradas fĂĄceis, de nĂ­vel mĂŠdio e difĂ­ceis, de modo a avaliar o candidato a partir de seu conhecimento, habilidades e atitudes. PESQUISA (P VXD SDUWLFLSDomR D &RPLVVmR &LHQWtĂ€FD GD 6%' destacou a importância de se estimular a pesquisa na ĂĄrea dermatolĂłgica atravĂŠs de diferentes iniciativas. Dentre elas, destacou a oferta de bolsas por meio da Funaderm. Conforme foi relatado, em 2018, foram aprovados sete projetos de um total de 11 submetidos Ă anĂĄlise, sendo TXH D ERD SDUWH GDV GHVFODVVLĂ€FDo}HV GHFRUUHX GH TXHVW}HV 22 | JSBD VOLUME 23 O N. 3 e 4 - 2019

formais (orçamento, cronograma, Êtica). Outras propostas defendidas, foram a criação de um prêmio anual para derPDWRORJLVWDV TXH VH GHVWDFDUDP SHOD DWLYLGDGH FLHQWtÀFD D inclusão, como jå ocorreu este ano, de novos dermatoloJLVWDV FRPR H[SRVLWRUHV QRV SUy[LPRV FRQJUHVVRV H MRUQDdas da SBD; e o estímulo ao cadastramento acadêmico de associados em banco criado para servir de fonte à seleção GH SDOHVWUDQWHV HP HYHQWRV FLHQWtÀFRV $OpP GLVVR GHIHQdeu-se uma maior interface entre os trabalhos realizados SHODV &RPLVV}HV &LHQWtÀFD GH (QVLQR 0pGLFR H GH 7tWXOR de Especialista em Dermatologia, assim como o credenciamento da entidade junto à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). ÉTICA E DEFESA 2 IRUWDOHFLPHQWR GR FRUUHWR H[HUFtFLR SURÀVVLRQDO QD HVSHFLDOLGDGH IRL D SUHRFXSDomR H[WHUQDGD SHOD &RPLVVmR GH eWLFD H 'HIHVD 3URÀVVLRQDO GD 6%' HP VHX UHODWyrio apresentado. No encontro, em São Paulo, os membros do grupo relataram formas de aperfeiçoar o seu trabalho, como suporte administrativo e jurídico. TambÊm se falou sobre iniciativas para ampliar a divulgação de normas ÊtiFDV H SURÀVVLRQDLV HQWUH RV PpGLFRV XVDQGR RV PHLRV GH comunicação da própria Sociedade de Dermatologia. TRANSPARÊNCIA Na reunião, em São Paulo, o Conselho Fiscal da SBD informou que, após a leitura da ata da reunião anterior, observou-se que as sugestþes feitas pelo grupo anteriormente haviam sido acolhidas em sua maioria. Foi UHVVDOWDGR TXH FRP EDVH HP H[DPHV HIHWXDGRV H SULQFLpalmente no relatório de auditores independentes que emitiram opinião sem ressalvas, o Conselho Fiscal decidiu DSURYDU DV FRQWDV DSUHVHQWDGDV GR H[HUFtFLR GH 1D oportunidade, os participantes discutiram tambÊm aspectos UHODWLYRV DR DSHUIHLoRDPHQWR GH à X[RV LQWHUQRV H j DSURYDção de cidades sedes de futuros eventos. O


POLĂ?TICA E SAĂšDE

SBD PARTICIPA DO LANÇAMENTO DO PROGRAMA MÉDICOS PELO BRASIL, NO PALà CIO DO PLANALTO

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Programa MĂŠdicos pelo Brasil, que acaba de ser lançado pelo Governo Federal, abre uma nova perspecWLYD SDUD R WUDEDOKR GR SURĂ€VVLRQDO GD PHGLFLQD GHQWUR GR Sistema Ăšnico de SaĂşde. Diferentemente de outras proposWDV Ki XP HL[R HVWUXWXUDQWH TXH SHUPLWH TXH DTXHOH TXH ingressar conte com mais estĂ­mulos para realizar um bom trabalhoâ€?. Essa foi a avaliação do presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), SĂŠrgio Palma, apĂłs assistir a solenidade no PalĂĄcio do Planalto, em BrasĂ­lia (DF), na qual a iniciativa foi apresentada Ă população. Com a novo Programa, o MinistĂŠrio da SaĂşde espera ampliar a oferta de serviços mĂŠdicos em locais de difĂ­cil provimento ou de alta vulnerabilidade, alĂŠm de formar especialistas em Medicina de FamĂ­lia e Comunidade. A estratĂŠgia ampliarĂĄ em cerca de 7 mil vagas a oferta de mĂŠdicos em municĂ­pios onde hĂĄ os maiores vazios assistenciais na comparação com o programa Mais MĂŠdicos, sendo que as regiĂľes Norte e Nordeste juntas tĂŞm 55% do total dessas vagas. Ao todo, serĂŁo 18 mil vagas previstas, sendo cerca de 13 mil em municĂ­pios de difĂ­cil provimento. Comunidade - A Atenção PrimĂĄria Ă SaĂşde (APS), onde os mĂŠdicos do Programa MĂŠdicos pelo Brasil vĂŁo atuar, ĂŠ a base do Sistema Ăšnico de SaĂşde (SUS), onde as doenças mais frequentes sĂŁo acompanhadas, como diabeWHV KLSHUWHQVmR H WXEHUFXORVH $ SUR[LPLGDGH GD (TXLSH de SaĂşde da FamĂ­lia (ESF) com a comunidade permite que se conheça melhor o cidadĂŁo, garantindo maior adesĂŁo aos tratamentos e Ă s intervençþes mĂŠdicas propostas. Assim, neste nĂ­vel de atenção, ĂŠ possĂ­vel resolver cerca de atĂŠ 80% dos problemas de saĂşde, sem a necessidade de intervenção na emergĂŞncia de Unidades de Pronto-Atendimento (UPA 24h) ou de hospitais. “A ampliação do acesso a esses serviços nas Unidades de SaĂşde da FamĂ­lia ĂŠ prioridade do Governo Federal. Assim, vamos promover a qualidade de vida da população e intervir nos fatores que colocam a saĂşde em risco, como

O ministro da SaĂşde, Luiz Henrique Mandetta

O ministro da SaĂşde, Luiz Henrique Mandetta, e o presidente da SBD, SĂŠrgio Palma

falta de atividade física, må alimentação, uso de tabaco, dentre outros. TambÊm vai trazer para perto da comunidade VHUYLoRV FRPR FRQVXOWDV PpGLFDV H[DPHV YDFLQDV UDGLRJUDÀDV H SUp QDWDO SDUD JHVWDQWHV¾ GHVWDFRX R PLQLVWUR GD Saúde, Luiz Henrique Mandetta. O Governo Federal priorizarå a participação de municípios em regiþes carentes. Para isso, adotou metoGRORJLD GR ,QVWLWXWR %UDVLOHLUR GH *HRJUDÀD H (VWDWtVWLFD (IBGE), baseada em estudo da OCDE (Organização para a &RRSHUDomR H 'HVHQYROYLPHQWR (FRQ{PLFR TXH FODVVLÀFD as cidades em espaços rurais e urbanos, considerando o taPDQKR GD SRSXODomR GHQVLGDGH GHPRJUiÀFD H GLVWkQFLD GH grandes centros urbanos. Assim, os municípios foram divididos em 5 categorias: rurais remotos, rurais adjacentes, intermediårios remotos, intermediårios adjacentes e urbanos. Prioridades - Serão priorizados os municípios rurais remotos, rurais adjacentes e intermediårios remotos, que concentram 3,4 mil cidades, e poderão incluir todas as equipes de Saúde da Família no Programa MÊdicos pelo JSBD VOLUME 23 O N. 2 - 2019 | 23


POL�TICA E SAÚDE Brasil. Todas as Unidades de Saúde da Família ribeirinhas H à XYLDLV H RV 'LVWULWRV 6DQLWiULRV (VSHFLDLV ,QGtJHQDV (DSEIs) tambÊm serão consideradas como prioritårias. Os municípios intermediårios adjacentes e urbanos receberão mÊdicos em USF consideradas de alta vulnerabilidade, a partir de critÊrios como proporção de pessoas FDGDVWUDGDV TXH UHFHEDP EHQHItFLR ÀQDQFHLUR GR 3URJUDPD Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou qualquer benefício previdenciårio atÊ o limite de dois salårios-mínimos. Os municípios que quiserem participar do Programa MÊdicos Pelo Brasil deverão assinar Termo de Adesão RQGH VHUmR GHÀQLGDV SHOR 0LQLVWpULR GD 6D~GH DV UHVSRQVDbilidades dos gestores municipais, especialmente quanto à oferta de estrutura adequada para a realização do trabalho do mÊdico. A saída dos municípios e das Unidades de Saúde da Família do programa devem ocorrer na medida em que forem sendo alcançados melhores indicadores de desempenho QR FXLGDGR j VD~GH GD SRSXODomR LQà XHQFLDGRV DLQGD SHOD melhoria da economia. Isso porque a prioridade do MÊdicos pelo Brasil Ê levar mÊdicos para åreas mais carentes. Para apoiar a atenção à saúde em municípios de mÊdio e grande porte, o MinistÊrio da Saúde lançou em maio deste ano o programa Saúde na Hora, que oferece incentivo ÀQDQFHLUR SDUD 8QLGDGHV GH 6D~GH GD )DPtOLD TXH DPSOLDUHP horårio de atendimento à população, aumentando o acesso da

O primeiro vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Ribeiro, agradece em nome dos 466 mil mÊdicos brasileiros, SHOD LPSOHPHQWDмR GR SURJUDPD TXH OHYDU£ SURƓVVLRQDLV GH PHGLFLna ao interior. O programa terå novo critÊrio para distribuição de vagas HQWUH RV PXQLFLSLRV H QRYDV UHJUDV SDUD VHOHмR GRV SURƓVVLRQDLV

população aos serviços da Atenção Primåria, como consultas PpGLFDV H RGRQWROyJLFDV FROHWD GH H[DPHV ODERUDWRULDLV DSOLcação de vacinas e acompanhamento prÊ-natal. O Com informaçþes da Agência Saúde * Fotos Antonio Cruz – AG Brasil

PROGRAMA MÉDICOS PELO BRASIL OFERECERĂ CARTEIRA ASSINADA, TUTORIA PRESENCIAL E REMUNERAĂ‡ĂƒO DIFERENCIADA

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Programa MĂŠdicos pelo Brasil, que acaba de ser lançado pelo Governo Federal, incorpora uma nova OyJLFD QD FRQWUDWDomR GH SURĂ€VVLRQDLV GD PHGLFLQD TXH atuarĂŁo em unidades bĂĄsicas de saĂşde de ĂĄreas de difĂ­cil provimento. Ao contrĂĄrio do Mais MĂŠdicos, que foi implementado nas gestĂľes anteriores, a iniciativa atual propĂľe remuneração diferenciada e vĂ­nculo empregatĂ­cio com carteira assinada. “Em princĂ­pio, as condiçþes sĂŁo melhores para DWUDLU H Ă€[DU R PpGLFR QD UHGH S~EOLFD $FUHGLWDPRV TXH 24 | JSBD VOLUME 23 O N. 3 e 4 - 2019

um passo importante foi dado, mas Ê preciso acompanhar GH SHUWR SDUD QRV FHUWLÀFDUPRV TXH WXGR VHUi UHDOL]DGR conforme a proposta�, disse o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Sergio Palma, que acompanhou a solenidade de lançamento, no Palåcio do Planalto, em Brasília (DF). CritÊrios – Ao todo, serão 18 mil vagas previstas, sendo cerca de 13 mil em municípios de difícil provimento. O Governo Federal priorizarå a participação de municípios em regiþes carentes. Para isso, adotou metodologia do Ins-


POL�TICA E SAÚDE WLWXWR %UDVLOHLUR GH *HRJUDÀD H (VWDWtVWLFD ,%*( EDVHDda em estudo da OCDE (Organização para a Cooperação H 'HVHQYROYLPHQWR (FRQ{PLFR TXH FODVVLÀFD DV FLGDGHV em espaços rurais e urbanos, considerando o tamanho da SRSXODomR GHQVLGDGH GHPRJUiÀFD H GLVWkQFLD GH JUDQGHV centros urbanos. Assim, os municípios foram divididos em 5 categorias: rurais remotos, rurais adjacentes, intermediårios remotos, intermediårios adjacentes e urbanos. Todas as regras constam da Medida Provisória que då escopo legal à iniciativa e que deverå ser votada pelo Congresso Nacional. Pela MP, os mÊdicos serão selecionados por meio de processo seletivo eliminatório e FODVVLÀFDWyULR TXH FRQWHPSODUi GXDV IXQo}HV GLIHUHQWHV mÊdicos de família e comunidade e tutor mÊdico. Para a função de MÊdico de Família e Comunidade, serão selecionados mÊdicos com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). Se aprovados na prova escrita, serão DORFDGRV HP 86) SUp GHÀQLGDV SHOR 0LQLVWpULR GD 6D~GH para realização do curso de especialização em Medicina de Família e Comunidade. Para a função de Tutor MÊdico serão selecionados especialistas em Medicina de Família e Comunidade ou de Clínica MÊdica com CRM. Nessa modalidade, os proÀVVLRQDLV DSURYDGRV QD SURYD HVFULWD Mi LQJUHVVDP SRU PHLR GH FRQWUDWDomR YLD &/7 H ÀFDP UHVSRQViYHLV SHOR atendimento à população nas USF a que foram designados e pela supervisão dos demais mÊdicos ingressantes no Programa MÊdicos pelo Brasil, durante o período do curso de especialização. Remuneração – Ao longo dos dois primeiros anos QR 3URJUDPD 0pGLFRV SHOR %UDVLO RV SURÀVVLRQDLV UHDOL]Drão o curso de especialização, recebendo bolsa-formação QR YDORU GH 5 PLO PHQVDLV OtTXLGRV FRP JUDWLÀFDomR de R$ 3 mil adicionais para locais remotos (rurais e intermediårios) e de R$ 6 mil adicionais para Distritos Sanitårios Indígenas (DSEIs), alÊm de localidades ribeirinhas e à XYLDLV 6H DSURYDGRV QR FXUVR RV PpGLFRV UHDOL]DUmR XPD prova para adquirirem titulação de especialista em Medicina de Família e Comunidade e poderão ser contratados via Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permanecendo nas USF em que realizaram a formação. A contratação via CLT apresenta quatro níveis salariais, com progressão a cada três anos de participação QR SURJUDPD DOpP GH JUDWLÀFDomR SRU GHVHPSHQKR YLQculada ao alcance de indicadores de qualidade de atendimento e satisfação das pessoas atendidas. Este adicional por desempenho pode variar entre 11% e 30% em relação ao salårio. O primeiro nível salarial pode chegar atÊ R$ 21 mil e, gradativamente, atÊ R$ 31 mil, considerando o DFUpVFLPR Pi[LPR GD JUDWLÀFDomR SRU GHVHPSHQKR H OR-

cal de difícil provimento. Esses valores tambÊm incluem JUDWLÀFDomR GH 5 PLO PHQVDLV SDUD RV PpGLFRV TXH acumularem o cargo de tutor. Durante a participação no programa, os mÊdicos VHUmR DYDOLDGRV DWUDYpV GH PpWRGRV FLHQWtÀFRV H LQGLFDdores de saúde da população, a partir da valorização da opinião das pessoas e de critÊrios de desempenho clínico. O mÊdico tambÊm avaliarå a estrutura de USF e da rede de serviços do município em que trabalha. Essa avaliação ajudarå no fortalecimento da qualidade da Atenção Primåria à Saúde no Brasil. Especialização – O curso de especialização em Medicina de Família e Comunidade serå obrigatório para a contratação federal via CLT. O mÊdico cumprirå jornada semanal de 60 horas, sendo 40 horas voltadas à integração ensino-serviço, desenvolvendo atividades de atendimento direto à população, e 20 horas de atividades teóricas. Os mÊdicos serão supervisionados por seus respectivos tutores e passarão uma semana, a cada dois meses, na Unidade de Saúde da Família do tutor, realizando atendimentos em conjunto. AlÊm disso, o tutor deverå estar disponível para supervisão de casos à distância a qualquer momento. Os mÊdicos tambÊm contarão com a possibilidade de discussão de casos via telessaúde, de mÊdico para mÊdico, utilizando os recursos jå ofertados pelo MinistÊrio da Saúde. O componente teórico serå realizado por instituição de ensino superior parceira, com a participação da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), na modalidade de ensino à distância. As avaliaçþes serão semestrais, com aprovação obrigatória para FRQWLQXLGDGH QR 3URJUDPD $R ÀQDO GR FXUVR R PpGLFR deverå realizar um trabalho de conclusão que consistirå na LGHQWLÀFDomR H SULRUL]DomR GH XP SUREOHPD H[LVWHQWH QD população vinculada a sua USF, acompanhado da intervenção para a melhoria desse problema. O Com informaçþes da Agência Saúde JSBD VOLUME 23 O N. 3 e 4 - 2019 | 25


POLĂ?TICA E SAĂšDE

EM AĂ‡ĂƒO CONJUNTA, SBD ESCLARECE SOBRE A DIVULGAĂ‡ĂƒO DE IMAGENS DE PACIENTES ANTES E DEPOIS DAS CIRURGIAS

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o dia 8/7, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a Associação MÊdica Brasileira (AMB) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plåstica (SBCP) se uniram para realizar esclarecimento público sobre o resultado do julgamento de um pedido de liminar que autorizou uma mÊdica de Minas Gerais a usar imagens de seus pacientes do tipo antes e depois. As entidades informam que estão em contato permanente com o Conselho Federal de Medicina (CFM) para tratar do assunto, inclusive colocando seus departamentos jurídicos à disposição do CFM para contribuir com o neFHVViULR 1R WH[WR p GHVWDFDGR TXH HVVD GHFLVmR WHP FDUiter provisório e não gera efeito a terceiros, jå que Ê voltada a um pleito individual.

O assunto tem circulado na forma de posts e mensagens em grupos de WhatsApp e em redes sociais referindo-se ao processo judicial 1016872-29.2019.4.01.3400, em curso na Seção JudiciĂĄria do Distrito Federal. O presidente da SBD, Sergio Palma, prometeu empenho para esclarecer a questĂŁo. “Nesta semana pretendo ir ao CFM, em BrasĂ­lia, onde quero discutir o assunto, que afeta diretamente a atuação de milhares de dermatologistas e de membros de outras especialidades. No encontro com representantes da diretoria do Conselho, pretendo apresentar a visĂŁo de nosso segmento e reiterar o interesse e a disponibilidade de nossa Sociedade de contribuir no processoâ€?, frisou. O

ACESSE A �NTEGRA DA MATÉRIA

A Associação MÊdica Brasileira, Sociedade Brasileira de Cirurgia Plåstica e Sociedade Brasileira de DermaWRORJLD H[WHUQDP D SUHRFXSDomR VREUH D QRWtFLD YHLFXODGD em grupos de WhatsApp e em Redes Sociais referente ao processo judicial 1016872-29.2019.4.01.3400, em curso na Seção Judiciåria do Distrito Federal, que permitiu a uma mÊdica, em caråter liminar, a divulgação de imagens de pacientes em situaçþes prÊvias e posteriores à realização de procedimentos. A decisão tem caråter provisório e não gera efeito a terceiros, jå que Ê voltada a um pleito individual. Cabe GHVWDFDU TXH HVWDPRV HQYROYLGRV FRP R WHPD GH IRUPD H[tremamente criteriosa, uma vez que hå divergência entre esta decisão judicial e as resoluçþes do CFM nº 1974/2011 e 2126/2015. A AMB, a SBCP e a SBD estão em contato permanente com o Conselho Federal de Medicina, ante toda 26 | JSBD VOLUME 23 O N. 3 e 4 - 2019

desorientação criada pelas notícias veiculadas nos últimos dias, inclusive colocando seus departamentos jurídicos à disposição do CFM para contribuir com o necessårio. Diante de uma imprescindível condução Êtica no H[HUFtFLR GDV ERDV SUiWLFDV GD PHGLFLQD DWp TXH KDMD SRVLcionamento pelo CFM, Ê importante destacar a necessidade de cautela pelos associados das instituiçþes que assinam conjuntamente a presente nota. Aguardamos as manifestaçþes do CFM, que Ê quem detÊm a competência para supervisionar a Êtica mÊdica no Brasil. São Paulo, 8 de Julho de 2019. Associação MÊdica Brasileira (AMB) Sociedade Brasileira de Cirurgia Plåstica (SBCP) Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)


POLĂ?TICA E SAĂšDE

SBD EMITE NOTA SOBRE LIMINAR QUE LIBERA USO DE IMAGENS DE PACIENTES

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Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) emitiu em 8/7 nota informativa a respeito da decisão liminar da 2º Vara Federal Cível da Seção Judiciåria do Distrito Federal (SJDF) que libera a divulgação de imagens de pacientes do tipo antes e depois. Na publicação, a entidade informa que jå acionou o seu Departamento Jurídico para considerar todos os desdobramentos relacionados. 6HJXQGR LQGLFD R WH[WR QHVVH SULPHLUR PRPHQWR R SDUHFHU GD -XVWLoD WHP LPSOLFDomR HVSHFtÀFD VREUH R SHdido de concessão impetrado por especialista do Estado GH 0LQDV *HUDLV VHP HIHLWR H[WHQVLYR D RXWURV PpGLFRV No informativo, a SBD ressalta compreender a importância do tema para os dermatologistas brasileiros, PDV H[SOLFD TXH p QHFHVViULR DFLPD GH WXGR PDQWHU R SDGUmR GH H[HUFtFLR pWLFR GD PHGLFLQD VHP FRORFDU SDFLHQWHV H SURÀVVLRQDLV HP VLWXDomR GH YXOQHUDELOLGDGH

Leia a seguir a Ă­ntegra da nota da SBD:

INFORME AOS DERMATOLOGISTAS Com relação a informaçþes que têm circulado em grupos de WhatsApp e redes sociais sobre decisão liminar da justiça que libera a divulgação de imagens de pacientes do tipo antes e depois, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) informa aos seus associados que: 1)

Jå acionou seu Departamento Jurídico para analisar essa liminar com o objetivo de compreender as implicaçþes relacionadas ao tema e se pronunciar sobre o assunto; 1R HQWDQWR QXP SULPHLUR PRPHQWR Mi VH LGHQWLÀFRX TXH D GHFLVmR p HVSHFLÀFD SDUD XP ~QLFR FDVR RX VHMD HOD QmR p H[WHQVLYD D WRGRV RV RXWURV PpGLFRV 3) Considerando que se trata de questão polêmica e FRPSOH[D TXH PHUHFH VHU GLVFXWLGD FRP SURIXQGLdade, aguarda-se manifestação do Conselho Federal de Medicina (CFM), o qual não foi citado no processo que resultou na decisão. A SBD compreende a relevância desse tema para os especialistas, mas ressalta a importância de que, acima GH WXGR VHMD SURPRYLGR R pWLFR H[HUFtFLR GD PHGLFLQD VHP FRORFDU SDFLHQWHV H SURÀVVLRQDLV HP VLWXDomR GH YXOQHUDbilidade. O Rio de Janeiro, 8 de julho de 2019. Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) Gestão 2019/2020

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ŕ ? " "$ $& " Ňƒ 300 DIAS DE GESTĂƒO

ENTIDADES MÉDICAS ELOGIAM TRABALHO REALIZADO PELA DERMATOLOGIA EM REUNIĂƒO COM CONSELHO DELIBERATIVO DA AMB

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Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) foi apontada por outras entidades mÊdicas como referência na luta contra a invasão de competências promovida por SURÀVVLRQDLV GH RXWUDV iUHDV GD VD~GH 2 HORJLR S~EOLFR ocorreu durante reunião do Conselho Deliberativo da Associação MÊdica Brasileira (AMB), realizada em junho, em Fortaleza (CE), onde o trabalho realizado pelos dermaWRORJLVWDV QR FDPSR GD GHIHVD SURÀVVLRQDO PHUHFHX GHVWDTXH $ PHQomR FRURD R r[LWR GDV HVWUDWpJLDV DGRWDGDV SHOD atual diretoria em seus primeiros seis meses de gestão. Entre as estratÊgias que chamaram a atenção dos participantes do encontro estå a atuação parlamentar, ou seja, a presença ativa de membros da atual gestão da SBD e seus colaboradores no Congresso Nacional na tentativa de sensibilizar os políticos em torno de propostas de interesse da categoria. TambÊm foram citadas as açþes promovidas no âmbito do Judiciårio, com a apresentação de quase mil denúncias FRQWUD SURÀVVLRQDLV QmR PpGLFRV QR FDPSR GD HVWpWLFD FRP D XVXUSDomR GH DWRV H[FOXVLYRV GD PHGLFLQD 5HODWyULR SURGXzido pela Assessoria Jurídica da SBD sobre o tema chegou a ser entregue ao MinistÊrio Público Federal, em Brasília (DF), com pedido de apoio à apuração das denúncias. Segundo dados levantados pela entidade em agosto, no período de 2017 a 2019, foram apresentadas 830 representaçþes, sendo 351 em 2017; 371 em 2018; e 111 em 28 | JSBD VOLUME 23 O N. 3 e 4 - 2019

2019. Do ponto de vista da distribuição pelos estados, os GH] PDLRUHV GHVWDTXHV Ă€FDP FRP 6mR 3DXOR FRP GHnĂşncias; Minas Gerais (94); Rio de Janeiro (88); Santa Catarina (85); ParanĂĄ (55); Rio Grande do Sul (51); EspĂ­rito Santo (48); GoiĂĄs (45); e Bahia (28). Congresso Nacional – O vice-presidente da AMB, 'LRJR 6DPSDLR HORJLRX D 'LUHWRULD GD 6%' SHOD Ă€UPH DWXação na defesa do Ato MĂŠdico. “Trata-se de uma das entidades mais presentes junto ao Congresso Nacional, sendo referĂŞncia para as demais sociedades de especialidades na OXWD FRQWUD SUHVVmR TXH RXWUDV FDWHJRULDV SURĂ€VVLRQDLV IDzem junto a senadores e deputadosâ€?, destacou. Para Sampaio, o trabalho da SBD ĂŠ fundamental nesse processo de enfrentamento Ă s entidades reguladoUDV GH RXWUDV SURĂ€VV}HV TXH IHUHP D /HL GR $WR 0pGLFR DWULEXLQGR FRPSHWrQFLDV D SURĂ€VVLRQDLV QmR PpGLFRV SDUD realização de diagnĂłsticos, prescrição de tratamentos e reDOL]DomR GH SURFHGLPHQWRV TXH H[LJHP IRUPDomR PpGLFD No encontro, o vice-presidente da AMB lembrou ainda a importância de que todas as sociedades de especialidades reforcem sua atuação junto aos legislativos (federal, estadual e municipal), como a SBD, para que os interesses da medicina e da saĂşde brasileira nĂŁo sejam ultrajados. “Tivemos um grande avanço com a criação da Frente Parlamentar da Medicina para atuar nas grandes causas junto ao Congresso, sendo que a AMB incentivou recentemente


ŕ ? " "$ $& " Ňƒ 300 DIAS DE GESTĂƒO a criação das comissĂľes dentro de cada federadaâ€?, frisou. Comunicação – Outro ponto bem avaliado pelos participantes do encontro, que ocorreu em 14/6, foi o plano de comunicação colocado em prĂĄtica pela Sociedade, que tem conseguido estabelecer canais de diĂĄlogo dinâmicos com a população em geral e com os seus sĂłcios, fortalecendo o elo dentro do segmento no que se refere Ă esfera GD GHIHVD SURĂ€VVLRQDO Ao mostrar em detalhes o trabalho conduzido pela SBD na atual gestĂŁo, o presidente da entidade, SĂŠrgio Palma, comemorou a receptividade das outras instituiçþes. ´,VVR UHSUHVHQWD D YDOLGDomR H[WHUQD jV LQLFLDWLYDV GD GLUHtoria. Mostra que estamos no caminho certo, nĂŁo sĂł porque fazemos a lição de casa, mas porque somos considerados SRU RXWURV JUXSRV FRPR XP H[HPSOR D VHU VHJXLGR 2 LPportante ĂŠ avançar ainda mais para continuar a fortalecer a dermatologia no paĂ­sâ€?, disse. Segundo ele, um tema que deve ganhar espaço na agenda da SBD ĂŠ o estabelecimento de uma parceria com o MinistĂŠrio da Educação para fazer a vistoria dos programas de ResidĂŞncia MĂŠdica cadastrados. Essa iniciativa estĂĄ sendo articulada pela Diretoria de Desenvolvimento da Educação em SaĂşde (DDES/MEC), coordenada por Rosana Leite de Melo, conforme previsto na Portaria MEC nÂş (OD DFRPSDQKRX D UHXQLmR H DĂ€UPRX TXH HVSHUD contar com a apoio das sociedades mĂŠdicas, como a SBD, SDUD YHULĂ€FDU DV FRQGLo}HV H D TXDOLGDGH GR VLVWHPD IRUPDdor em pĂłs-graduação. Lato sensu – SĂŠrgio Palma ressaltou o interesse da SBD em participar desse processo e alertou Ă AMB sobre a necessidade de tomar providĂŞncias com respeito a outro

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tópico no campo da educação mÊdica: a proliferação de cursos de pós-graduação lato sensu, considerando-se que a oferta desses programas vem com direito a distorçþes. ´0XLWDV GHVVDV HVFRODV DÀUPDP TXH D FRQFOXVmR GH um curso desse tipo då direito ao aluno a portar um título de especialista. Isso Ê mentira: todos sabem que os únicos FDPLQKRV SDUD REWHU HVVD FHUWLÀFDomR VmR SDVVDU SRU XPD UHVLGrQFLD PpGLFD RX VHU DSURYDGR HP H[DPH HP VRFLHGDGH PpGLFD¾ DÀUPRX $R ÀP GD UHXQLmR RV SDUWLFLSDQWHV DLQGD DSURYDUDP uma moção de apoio à manutenção dos termos da moratória das escolas mÊdicas, prevista na Portaria nº 328/2018 0LQLVWpULR GD (GXFDomR $ SRVLomR H[SUHVVD D SUHRFXpação dos mÊdicos com um possível retrocesso no tema, o que trarå impacto direto sobre a qualidade da formação PpGLFD QR %UDVLO 2 WH[WR IRL DSURYDGR SRU XQDQLPLGDGH pelo Conselho Deliberativo e pela Diretoria da AMB. A preocupação com o tema Ê antiga e motivou, em 2018, a AMB a propor no Encontro Nacional das EntidaGHV 0pGLFDV (QHP D FULDomR GR ([DPH 1DFLRQDO GH 3URÀFLrQFLD HP 0HGLFLQD GLDQWH GR FHQiULR SyV DEHUWXUD LQGLVcriminada de escolas mÊdicas e pelo desempenho aquÊm do desejado de egressos dos cursos de medicina. Os participantes da reunião aprovaram ainda a criação da Comissão Jurídica em Defesa do Ato MÊdico, no kPELWR GD $0% SDUD PLOLWDU FRQWUD D LQYDVmR GH SURÀVsionais na realização de diagnóstico e prescrição de trataPHQWRV HP iUHDV TXH H[LJHP D QHFHVVLGDGH GH IRUPDomR mÊdica. A SBD empenhou apoio à iniciativa e encaminharå representantes para subsidiar as discussþes e estratÊgias.

ESTRATÉGIA DE COMUNICAĂ‡ĂƒO DA SBD GERA ECONOMIA DE R$ 20 MILHĂ•ES E GARANTE MILHARES DE CITAÇÕES POSITIVAS PARA A ENTIDADE

ntre os meses de janeiro e maio de 2019, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) foi citada por mais de 3.110 reportagens publicadas em todo o país. As mençþes, em sua quase totalidade positivas, aconteceram em sites, blogs, jornais, revistas e programas de rådio e de TV. O resultado alcançado graças ao trabalho das equipes de comunicação da SBD reforça a importância estratÊgica dessas ferramentas para defender os interesses da especialidade. Esse Ê mais um marco dos primeiros seis meses de atividade da nova gestão da entidade. Como essas inserçþes aconteceram em conteúdo editorial espontâneo, ou seja, sem custo para a SBD, esse

trabalho gerou economia para a instituição. Calcula-se que se esses espaços tivessem sido cobrados, representariam uma despesa de mais de R$ 20 milhĂľes. “A questĂŁo nĂŁo reside apenas nos valores monetĂĄrios, mas no valor simbĂłlico. Ao ver a posição da Sociedade numa reportagem ou editorial, o leitor tende a dar mais credibilidade Ă informação. Isso ĂŠ importante no momento em que os mĂŠdicos enfrentam as tentativas de invasĂŁo de competĂŞncias promovidas por outras categoriasâ€?, disse o presidente Sergio Palma. EstĂŠtica ² 6y QD iUHD GH 'HIHVD 3URĂ€VVLRQDO IRUDP mais de 50 reportagens veiculadas e destacando as atividades da diretoria da SBD no Congresso Nacional. Foram JSBD VOLUME 23 O N. 3 e 4 - 2019 | 29


ŕ ? " "$ $& " Ňƒ 300 DIAS DE GESTĂƒO abordados temas como a mudança no Projeto de Lei (PL) que permite a prĂĄtica da estĂŠtica por outras categorias; a apresentação das sugestĂľes dos mĂŠdicos para modernizar a tabela SUS; as denĂşncias feitas ao MinistĂŠrio PĂşblico sobre a ação dos nĂŁo-mĂŠdicos na ĂĄrea de estĂŠtica; entre outros. AlĂŠm do trabalho com a grande imprensa (nacional e regional), a comunicação com os associados e a sociedade civil por meio de canais alternativos ĂŠ um pilar defendido e promovido pela atual gestĂŁo da SBD. As redes sociais (Facebook e Instagram) sĂŁo os meios utilizados pela instiWXLomR SDUD OHYDU LQIRUPDo}HV FRQĂ€iYHLV H GH TXDOLGDGH DRV especialistas e Ă população. “Em primeiro lugar, a atual gestĂŁo da SBD tem acompanhado de perto o que se faz e se fala nas redes sociais. Essa preocupação ajuda a entender o universo do derPDWRORJLVWD H DV SUHRFXSDo}HV GRV SDFLHQWHV $VVLP Ă€FD mais fĂĄcil fazer um diagnĂłstico das açþes necessĂĄrias para atingir ambos os pĂşblicos. Em segundo lugar, a entidade FRQWD FRP HPSUHVDV H FRODERUDGRUHV H[SHULHQWHV H PRWLYDGRV SDUD GHĂ€QLU ERDV HVWUDWpJLDV IRFDGDV QRV SURĂ€VVLRQDLV H na população em geralâ€?, declara ClĂĄudia Alcantara Gomes, secretĂĄria-geral da SBD. Redes sociais – Atualmente, a SBD conta com perĂ€V QR )DFHERRN H ,QVWDJUDP H FRP D LQVHUomR GLiULD GH SHOR menos um post nessas plataformas em suas diferentes pĂĄginas. Entre janeiro e maio deste ano foram publicados mais de 180 posts, que conquistaram mais de 170 mil interaçþes nas redes, seja por meio de cliques, curtidas, comentĂĄrios, compartilhamentos e reaçþes. Neste perĂ­odo, tambĂŠm foram capturadas mais de 19 mil mençþes sobre a entidade, sendo a maior parte positiva. AlĂŠm disso, foi possĂ­vel observar ainda um aumento dos nĂşmeros de fĂŁs/seguidores das redes sociais da instituição. O Instagram foi a rede que mais apresentou crescimento, com um aumento de 4,7% de seguidores nos Ăşltimos meses, passando de 78.337, em janeiro, para 82.063 seguidores em abril. Outra ação promovida pela SBD nas redes ĂŠ a manutenção de um grupo voltado aos dermatologistas. Na comunidade sĂŁo compartilhadas açþes, campanhas, eventos e entrevistas dos especialistas da entidade. Entre janeiro e maio foram feitas por volta de 150 publicaçþes, que estimularam a participação dos membros e permitiram que os especialistas estivessem atualizados sobre os acontecimentos mais recentes da ĂĄrea. “Esse universo das mĂ­dias digitais estĂĄ em evolução constante, e a Sociedade ainda estĂĄ procurando compreender e se adequar, mas cujos limites precisam ser muito bem estabelecidos para nĂŁo comprometer questĂľes ĂŠticas fundamenWDLV TXH UHJHP D UHODomR PpGLFR SDFLHQWHÂľ H[SOLFD &OiXGLD Outro carĂĄter importante do trabalho da SBD nas 30 | JSBD VOLUME 23 O N. 3 e 4 - 2019

Dr. Egon Luiz Rodrigues Daxbacher em entrevista na Globonews

Presidente Sergio Palma

Vice-Presidente Mauro Enokihara

redes sociais ĂŠ seu teor educativo, de promoção da saĂşde e de prevenção de doenças. Segundo Claudia, com o apoio dos colaboradores, temos conseguido ocupar espaço relevante para esclarecer a população sobre diversos temas. “Dessa forma, consolidamos o respeito junto aos OHLWRUHV TXH QRV LGHQWLĂ€FDP FRPR SURĂ€VVLRQDLV UHDOPHQWH preparados para lhes oferecer cuidados. Outra frente de ação tem sido ampliar a divulgação de temas com foco na defesa da categoria, abordando questĂľes como a realização de proFHGLPHQWRV HVWpWLFRV LQYDVLYRV SRU SURĂ€VVLRQDLV QmR TXDOLĂ€FDGRV H D QHFHVVLGDGH GH PHOKRU UHPXQHUDomR GRV YDORUHV pagos pelo SUS e pelas operadoras de saĂşdeâ€?, conclui.


ŕ ? " "$ $& " Ňƒ 300 DIAS DE GESTĂƒO INCREMENTO EM PUBLICAÇÕES E PESQUISAS MARCAM ATUAĂ‡ĂƒO DA SBD

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trabalho realizado pela atual gestão da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), com apoio amplo à proGXomR GH SXEOLFDo}HV FLHQWtÀFDV WHP GDGR UHVXOWDGR (QWUH janeiro e maio de 2019, o grupo assegurou o lançamento de duas novas ediçþes (nº 94, volumes 1 e 2) e um suplemento do periódico Anais Brasileiros de Dermatologia (ABD), contribuiu-se para que o título alcançasse uma grande conquista em junho.

Revista – No período dos primeiros 150 dias de gestão, a SBD publicou ainda uma nova edição (volume 11, nº 1) da Surgical and Cosmetic Dermatology, publicação destinada D GLIXQGLU FRQKHFLPHQWR H H[SHULrQFLD QDV iUHDV GH &LUXUJLD Dermatológica, Oncologia Cutânea, Estudo de Imagens, Tecnologia em Dermatologia e Dermatologia CosmÊtica.

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Naquele mĂŞs, o Journal Citation Reports – base que apresenta indicadores bibliomĂŠtricos – elevou o fator de impacto da revista ABD de 0,884 para 1.050. Com o resultado, a publicação saltou da 60Âş colocação no ranking munGLDO SDUD D ž SRVLomR XPD FRQTXLVWD VLJQLĂ€FDWLYD SDUD D SURGXomR FLHQWtĂ€FD GHUPDWROyJLFD GR 3DtV (P MXOKR PDLV uma edição (nÂş 94, volume 3) da revista ABD, com 27 artigos inĂŠditos, estarĂĄ disponĂ­vel aos associados. $ SXEOLFDomR FRQWD FRP DUWLJRV FLHQWtĂ€FRV DSUHVHQtados na revista – de periodicidade bimestral e com versĂľes em portuguĂŞs e inglĂŞs – que jĂĄ somam cerca de dez mil DFHVVRV (QWUH RV WH[WRV FRP PDLRU Q~PHUR GH YLVXDOL]Dçþes estĂŁo os artigos: “Acne da mulher adulta: um guia para a prĂĄtica clĂ­nicaâ€? (1.014); “Participação e responsabilidadeâ€? (639); “Mudanças nos Anais Brasileiros de Dermatologia. Iniciativas inadiĂĄveisâ€? (421); “Leishmaniose disseminada: aspectos clĂ­nicos, patogĂŞnicos e terapĂŞuticosâ€? H ´3HQĂ€JRLGH EROKRVRÂľ

Desde seu lançamento, a edição acumulou cerca de 1,2 mil visualizaçþes, tendo como artigos mais acessados: “Biomodulação celular. O futuro da Dermatologiaâ€? (344); ´$YDOLDomR GD HĂ€FiFLD H VHJXUDQoD GR PLFURDJXOKDPHQWR FRP Ă XRURXUDFLO SDUD R WUDWDPHQWR GH HVWULDV DOEDV HQsaio clĂ­nico randomizado duplo-cegoâ€? (185); “O lado negro dos clareadores cutâneosâ€? (126)â€?; “Uso do cloridrato GH OLVLQD QD SURĂ€OD[LD GR KHUSHV VLPSOHV QRV SURFHGLPHQWRV IDFLDLV FRP WHFQRORJLDVÂľ H ´7R[LQD ERWXOtQLFD SDUD R WUDWDPHQWR GH KLGURFLVWRPDV IDFLDLVÂľ $ SUy[LPD HGLção do periĂłdico estĂĄ prevista para ser disponibilizada na primeira quinzena de julho. Consensos – Outro ponto-chave na produção cienWtĂ€FD GD 6%' H DWXDOL]DomR GRV DVVRFLDGRV p D OLEHUDomR de novos consensos, que apresentam o estado da arte para R H[HUFtFLR GD GHUPDWRORJLD QR 3DtV 6RPHQWH HP PDLR D SBD divulgou cinco consensos nos Anais Brasileiros de Dermatologia, que conquistaram mais de 400 acessos desde a sua publicação: “Hidradenite supurativaâ€? (187); “Dermatite atĂłpicaâ€? (76); “Dermatoses bolhosasâ€? (70); “UrticĂĄriaâ€? (51); e “PsorĂ­aseâ€? (23). JSBD VOLUME 23 O N. 3 e 4 - 2019 | 31


ŕ ? " "$ $& " Ňƒ 300 DIAS DE GESTĂƒO

´$ 6%' HQWHQGH TXH GHYH SURWDJRQL]DU D GHĂ€QLomR de consensos, diretrizes e artigos de posicionamento para construir uma assistĂŞncia sĂłlida. A medicina, sobretudo D GHUPDWRORJLD VRIUH PRGLĂ€FDo}HV SURIXQGDV TXDQWR DR FRQKHFLPHQWR Ă€VLRSDWROyJLFR H[DPHV FRPSOHPHQWDUHV H tratamentos. O associado, longe dos serviços de formação, conta com a SBD como sua principal fonte de conhecimenWR UHVSDOGDGDÂľ HQIDWL]D +pOLR 0LRW FRRUGHQDGRU FLHQWtĂ€FR da SBD, no perĂ­odo. Funaderm – Para difundir e apoiar projetos de pesTXLVDV FLHQWtĂ€FDV D 6%' FRQWD WDPEpP FRP R )XQGR GH Apoio Ă Dermatologia (Funaderm). Criado em 2015 pelo Conselho Deliberativo da entidade, a ação incentiva e fomenta projetos de dermatologistas associados ou de serviços FUHGHQFLDGRV $ FDGD DQR D 'LUHWRULD ([HFXWLYD GD 6%' H um Conselho Curador analisa, com base nas regras do edital, uma sĂŠrie de trabalhos submetidos Ă concorrĂŞncia. AtuDOPHQWH H[LVWHP QRYH SHVTXLVDV HP DQGDPHQWR FRP SUD]RV de entrega entre outubro de 2019 e junho de 2020. Os projetos versam sobre temas como “Estudo da transição epitĂŠlio-mesenquimal na alopecia de padrĂŁo femininoâ€?; “Padronização de cultura organoide cutânea e avaliação da resposta melanogĂŞnica no melasma ao UVB, UVA e luz visĂ­vel"; “Alteraçþes imunohistoquĂ­micas com o peeling de fenol-croton nĂŁo Baker & Gordon em rĂ­tides perioraisâ€?; entre outros. Biblioteca – AlĂŠm dessas iniciativas, a atual gestĂŁo tem apoiado o funcionamento da biblioteca da entidade, uma das mais completas da especialidade na AmĂŠrica Latina na ĂĄrea da dermatologia fĂ­sica. O acervo inclui cerca de 30 mil itens disponĂ­veis para a consulta, com livros, pesquisas e acervo raro do sĂŠculo 18. Os serviços da biblioteca incluem tambĂŠm acesso a bases de dados nacionais e estrangeiras, entre elas: Lilacs, Medline, EBSCO e Rima. “A produção e a disseminação do conhecimento sĂŁo pilares para o desenvolvimento da prĂĄtica mĂŠdica, em especial dos dermatologistas. Por este motivo, a atual gestĂŁo da SBD tem investido na ĂĄrea. A atualização mĂŠdica, assoFLDGD j FUtWLFD GR FRQKHFLPHQWR FLHQWtĂ€FR UHSUHVHQWD XP dos maiores investimentos de valorização do especialista. Como consequĂŞncia direta hĂĄ aumento da competĂŞncia tĂŠcnica e melhor competitividade no mercadoâ€?, ressaltou o presidente da SBD, Sergio Palma. O

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ENTREVISTA

UM PANORAMA SOBRE O FATOR DE IMPACTO DOS ABD m|u;ˆbv|- "bmŕŁ?vbo $-Ń´_-ub

E

m junho, o Journal Citation Reports aumentou o fator de impacto dos Anais Brasileiros de Dermatologia de 0,884 para 1.050. Com o resultado, a publicação melhorou quatro colocaçþes no ranking mundial, passando para a 56a SRVLomR H IRUWDOHFHQGR D SURGXomR FLHQWtÀFD GHUPDWROyJLFD do país. Para falar sobre o assunto, o JSBD convidou o editor chefe da publicação, SinÊsio Talhari. Leia a entrevista a seguir. A que atribui esse aumento do FI? Precisão cienWtÀFD" 5iSLGD DYDOLDomR GRV WUDEDOKRV EHP FRPR VXD relevância e originalidade? Revisão por pares? 'HVGH D LQGH[DomR GRV $%' Ki DSUR[LPDGDPHQWH 10 anos, todos os editores sempre trabalharam no sentido de a revista melhorar a qualidade de suas publicaçþes, adotando critÊrios rigorosos para a aceitação de trabalhos H HVWLPXODQGR RV SURÀVVLRQDLV GDV GLYHUVDV iUHDV GHUPDWRlógicas para a submissão de originais relacionados a pesquisas, artigos relevantes de revisão e educação mÊdica continuada, entre outros. Nos últimos dois anos criamos novas seçþes e suprimimos outras, acompanhando a evolução das principais revistas dermatológicas internacionais. Entre as mudanças destacamos as seçþes voltadas para as doenças tropicais/ infecciosas, carta pesquisa, aumento do número de casos para Qual o seu diagnóstico?, e carta ao editor. Reduzimos o número de casos clínicos, só aceitando aqueles de especial relevância para o aprendizado. TambÊm reduzimos o Q~PHUR GH SXEOLFDo}HV ² D UHYLVWD ÀFRX PDLV FRQGHQVDGD $V PRGLÀFDo}HV DFLPD PHQFLRQDGDV DFUHGLWDPRV foram decisivas para o aumento do fator de impacto e, mais UHFHQWHPHQWH D UHFODVVLÀFDomR GD UHYLVWD SHOD &DSHV ² VRPRV 4XDOLV % eUDPRV % $XPHQWR GR 4XDOLV VLJQLÀFD mais respeitabilidade e pontuação dos trabalhos publicados. Artigos originais recebem mais citação seguidos dos de revisão? Sim, pelo fato de termos menor fator de impacto e sermos B3, temos recebido pequeno número de artigos inÊditos, de pesquisa. Essa foi uma das principais razþes para criarmos a seção de dermatologia tropical/infecciosas.

Esse Ê um nicho em que podemos ser mais fortes em comparação com outras revistas. AlÊm disso, estimulamos os SURÀVVLRQDLV D ÀFDU PDLV DWHQWRV SDUD HVVDV HQIHUPLGDGHV a maioria negligenciada e, em muitos serviços dermatológicos de nosso país, praticamente abandonada no ensino de graduação, residência mÊdica e pós-graduação. Por H[HPSOR VmR SRXTXtVVLPRV RV VHUYLoRV TXH GLDJQRVWLFDP tratam e acompanham pacientes com hanseníase. As DST/ Aids, leishmanioses e outras doenças cutâneas de relevância na saúde pública não têm merecido a devida atenção no dia a dia do ensino da dermatologia. Investigar nessas åreas e publicar nos ABD certamente tornarão a revista mais visível e respeitada no universo dermatológico. O que pode ser feito fazer para que o FI da revista DXPHQWH DLQGD PDLV DVVLP FRPR R Q~PHUR GH FLWDo}HV" AlÊm do que mencionamos acima, temos enorme potencial de publicar em outras åreas do conhecimento dermatológico. É preciso que os ABD façam parte do grupo das revistas importantes na hora de os autores fazerem a escolha para submeter seus artigos. Infelizmente, ainda não somos lembrados na hora da escolha dos bons periódicos para enviar os melhores trabalhos. É importante mencionar que, alÊm de todas as mudanças realizadas e das conquistas obtidas atÊ agora, teremos ainda maior visibilidade, pois, migramos para a Editora Elsevier. Teremos ahead of print, os artigos terão visibilidade similar à oferecida pelas principais revistas dermatológicas. 4XDO p D LPSRUWkQFLD GD SURGXomR FLHQWtÀFD HP dermatologia no país? AlÊm da respeitabilidade que os dermatologistas brasileiros merecem, Ê importante ressaltar que a qualidade GH WXGR TXH SXEOLFDPRV UHà HWLUi QR PHOKRU FRQKHFLPHQWR GHUPDWROyJLFR GRV SURÀVVLRQDLV H FODUR QRVVRV SDFLHQWHV VHUmR RV SULQFLSDLV EHQHÀFLDGRV O JSBD VOLUME 23 O N. 3 e 4 - 2019 | 33


EVENTOS

SBD MARCA PRESENÇA EM POSSES DOS NOVOS PROCURADOR DA REPÚBLICA E PRESIDENTE DO CFM

O

presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sergio Palma, representou a especialidade em dois importantes atos nesta semana, em BrasĂ­lia. Na manhĂŁ de 1Âş de outubro, ele acompanhou a posse do novo procurador Geral da RepĂşblica, Augusto Aras. Na noite do dia anterior (30), participou da solenidade em que o mĂŠdico Mauro Luiz de Britto Ribeiro assumiu o comando do Conselho Federal de Medicina (CFM). “Foi importante acompanharmos essa solenidade. Tanto o CFM quanto o MPF sĂŁo parceiros dos dermatologistas na luta em favor de seus pleitos. No Conselho, temos participado ativamente da Câmara TĂŠcnica que se dedica a nossa especialidade, onde temos apresentado nossas preocupaçþes, inclusive a atualização das regras de publicidade mĂŠdica. No âmbito do MinistĂŠrio PĂşblico, hĂĄ inĂşmeras denĂşncias encaminhadas pela SBD e, em diversas oportunidades, essa instância tem apoiado a Sociedade em suas crĂ­ticas Ă invasĂŁo de competĂŞncias contra o ato mĂŠdicoâ€?, disse SĂŠrgio Palma. O procurador Augusto Aras defendeu a continuidade da “lavajato" e o combate Ă corrupção. “Nosso trabalho terĂĄ ĂŞnfase no enfrentamento de toda criminalidade. Esse ĂŠ o compromisso que assumimos neste momento para velarmos 34 | JSBD VOLUME 23 O N. 3 e 4 - 2019

SHOD &RQVWLWXLomR GLVVH QD FHULP{QLD (OH DĂ€UPRX DLQGD que tudo serĂĄ feito para que o Brasil seja elevado ao status que merece, com valores e garantias, respeito ao meio ambiente e Ă s minorias. “Como representante legĂ­timo, estou consciente da importância e da gravidade do cargo. Terei FRPR REMHWLYR D EXVFD GD SDFLĂ€FDomR SDUD ID]HU XP SDtV GRV sonhos, com desenvolvimento e justiça", reiterou. Por sua vez, o novo presidente do CFM fez um discurso emocionado, de mais de 30 minutos, durante o qual agradeceu o apoio da famĂ­lia e dos amigos e elencou uma VpULH GH GHVDĂ€RV H GH SULRULGDGHV TXH VHUmR HQIUHQWDGRV pelo Conselho Federal de Medicina. Em sua fala, ele enfatizou a necessidade de uniĂŁo das entidades mĂŠdicas e de todos os conselheiros (efetivos e suplentes) para o enfrenWDPHQWR GRV GHVDĂ€RV LPSRVWRV “A crise na medicina brasileira ĂŠ tĂŁo grave, que, neste momento, temos de nos despir de nossas vaidades, sentarmo-nos juntos e fazermos realmente algo que faça a diferençaâ€?, enfatizou. A abertura indiscriminada de escolas PpGLFDV D GHIHVD GR 5HYDOLGD H D UHDOL]DomR GR H[DPH GH SURĂ€FLrQFLD SDUD RV HJUHVVRV GRV FXUVRV GH PHGLFLQD IRUDP alguns dos pontos destacados por Mauro Ribeiro em seu discurso. O


EVENTOS

11Âş TERADERM REĂšNE PROGRAMAĂ‡ĂƒO DIVERSIFICADA E SUCESSO DE PĂšBLICO -bv 7; ƑĺƑĆ?Ć? ;vr;1b-Ń´bv|-v r-uা1br-u-l 7- ;7b2࢛o u;-Ń´bÂŒ-7- ;l f†Ѵ_oġ ;l "࢛o -†Ѵo

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Teraderm teve sua 11ÂŞ edição realizada nos dias 5 e 6 de julho, em SĂŁo Paulo. Sob a coordenação dos mĂŠdicos dermatologistas Clarisse Zaitz, Jayme de Oliveira Filho, John Verrinder Veasey e Ricardo Shiratsu, o evento voltou Ă capital paulista reunindo mais de 2.200 pessoas no Centro de Convençþes Frei Caneca. Em seu discurso de abertura, o presidente da SBD, SĂŠrgio Palma, deu boas-vindas aos participantes e pontuou alguns trabalhos realizados durante os 180 dias de gestĂŁo, FRPR R DSHUIHLoRDPHQWR GRV Ă X[RV DGPLQLVWUDWLYRV LQvestimento em educação e capacitação mĂŠdicas; defesa do Ato MĂŠdico no âmbito do JudiciĂĄrio; reforço estratĂŠgico na comunicação institucional; defesa da dermatologia no Congresso Nacional; e reconhecimento de outras entidades. Em seguida, os coordenadores do encontro tambĂŠm agradeceram a participação maciça dos dermatologistas e reforçaram o quanto o evento ĂŠ marcante pela organização, IRUPDWR H FRQWH~GR FLHQWtĂ€FR Muito bem recebida pelos congressistas, a programação dividida em 30 blocos, contemplou temas FRPR WR[LQD ERWXOtQLFD IRWRSURWHWRUHV DORSHFLD DUHDWD balanopostites, nevo de Spitz, teledermatologia e inteliJrQFLD DUWLĂ€FLDO DQWLI~QJLFRV LQGLFDo}HV GH ODVHU PHlasma, entre outros. “Essa edição, especialmente, foi muito interessante porque mostrou a pluralidade da dermatologia e como a atuação do dermatologista ĂŠ ampla, num programa que englobou desde os casos cirĂşrgicos a cosmiĂĄtricos, alĂŠm de doençasâ€?, avalia o coordenador John Verrinder Veasey. Segundo o coordenador Ricardo Shiratsu, o formato LQWHUDWLYR GH GHEDWH FRP RSLQL}HV GRV H[SHUWV IRL SURMHWDGR SDUD SURPRYHU XP GLiORJR VLJQLĂ€FDWLYR VREUH WHPDV DWXDLV e que possam ter aplicabilidade imediata no consultĂłrio. “Sem dĂşvida, essa ĂŠ uma das marcas do evento. A H[FHOHQWH DFHLWDomR GR S~EOLFR GHPRQVWUD R SUHVWtJLR TXH alcançamos ao longo destes Ăşltimos anosâ€?, comenta.

A dermatologista Taciana Dini corrobora: "O encontro me surpreendeu pelo ritmo dinâmico das apresentaçþes e discussĂľes. Os assuntos abordados foram muito atuais e de utilidade prĂĄtica para o dermatologista no dia a dia do consultĂłrio, tanto para as condiçþes clĂ­nicas quanto de cosmiatria e cirurgia dermatolĂłgica". A mĂŠdica participou do bloco sobre luz intensa pulsada (LIP), que abordou a evolução da tecnologia no tratamento do fotorrejuvenescimento e outras condiçþes inestĂŠticas. "Foram comparados os resultados da LIP com outros equipamentos de lasers e tecnologias. TambĂŠm foram discutidas as associaçþes de tratamentos com a LIP e as vantagens dessa tecnologia tĂŁo YHUViWLO H[SOLFD 1R SUy[LPR DQR R 7HUDGHUP WDPEpP RFRUUHUi HP SĂŁo Paulo: “Vamos manter o local e reforçamos aos especialistas que se programem e se inscrevam com antecedĂŞncia para garantir suas vagas com tranquilidade. JĂĄ temos, DOLiV D GHĂ€QLomR GDV GDWDV GLDV H GH MXOKR GH Âľ adiantou o presidente SĂŠrgio Palma.

A OPINIĂƒO DE QUEM FOI “Foi um congresso muito rico tanto na parte prĂĄtica quanto na teĂłrica e que cumpriu o objetivo de manter atualizado o dermatologista. O debate sobre nutracĂŞuticos foi um dos destaques.â€? Rebeca Rinaldi, SP JSBD VOLUME 23 O N. 3 e 4 - 2019 | 35


EVENTOS

EVENTOS CIENTĂ?FICOS DA SBD DEBATEM MELHORES PRĂ TICAS CLĂ?NICAS NA DERMATOLOGIA

Ć’ÂŽ "blr༕vbo -1bom-Ń´ 7; l†mo0boѴ༕]b1ovġ * "blr༕vbo -1bom-Ń´ 7; vouŕ¤?-v; ; Ć?ÂŽ "blr༕vbo 7; ;uĹŠ l-|oŃ´o]b- ;7b࢙|ub1- 7- " -]u-7- 7;ul-|oŃ´o]bv|-v r;Ń´- -|†-Ń´bÂŒ-2࢛o ; 7bˆ;uvb7-7; 7; |;l-v

I

munobiológicos anti-interleucina, o melhor imunobiológico para psoríase; pitiríase rubra pilar e biológicos; imunizaçþes; artrite psoriåsica foram alguns temas discutidos durante o 3º Simpósio Nacional de Imunobiológicos e o IX Simpósio Nacional de Psoríase da SBD, realizado em 4/7, em São Paulo. O encontro contou com a coordenação dos mÊdicos Ricardo Romiti (SP), AndrÊ Vicente Esteves de Carvalho (RS) (foto) e Gleison Vieira Duarte (BA), e a preVHQoD GH DSUR[LPDGDPHQWH SDUWLFLSDQWHV 1D DEHUWXUD do encontro, o presidente da SBD, SÊrgio Palma, comentou o trabalho político da SBD realizado no MinistÊrio da Saúde e Conitec para a incorporação de medicamentos imunobiológicos e a melhoria de acesso para pacientes. TambÊm enfatizou a importância do envolvimento dos dermatoloJLVWDV FRP DV GRHQoDV FU{QLFDV H WHUDSLDV PDLV FRPSOH[DV O coordenador Ricardo Romiti ressaltou a qualidaGH FLHQWtÀFD GR HQFRQWUR TXH WURX[H SDUD R GHEDWH WUDWDmentos inovadores e clåssicos da psoríase, comorbidades e aspectos atuais da doença. "Destaco o brilhantismo das palestras ministradas pelos dermatologistas jovens, a diversidade de temas abordados na sessão de imunobiológicos e o grande número de colegas presentes ao evento: cerca de 500 participantes�, declarou.

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AlĂŠm das aulas ministradas por especialistas brasileiros, os congressistas puderam desfrutar da participação de dois palestrantes internacionais que sĂŁo referĂŞncia na ĂĄrea: o espanhol Pablo de la Cueva falou sobre anti-IL23 no tratamento da psorĂ­ase e melhor tratamento sistĂŞmico clĂĄssico para psorĂ­ase moderada a grave; e Enrique Rivas, da Guatemala, abordou a utilização do secuquinumabe de DFRUGR FRP R SHUĂ€O GR SDFLHQWH H R PHOKRU LPXQRELROyJLcos para psorĂ­ase. “Os convidados estrangeiros que deram aula no SimpĂłsio Nacional de PsorĂ­ase participaram de uma inWHUHVVDQWH EDQFD GH GLVFXVVmR HQWUH H[SHUWVÂľ FRPHQWRX R dermatologista Caio de Castro (PR), que apresentou a aula “Vitiligo: manejo com imunobiolĂłgicosâ€?. A programação tambĂŠm contou com a participação GH XP SURĂ€VVLRQDO GH RXWUD iUHD FRPR R RQFRORJLVWD $QWRnio Dal Pizzol Jr., que ministrou palestra sobre a correlação entre carcinoma basocelular metastĂĄtico e Vismodegib. Ao fazer uma avaliação do evento, a dermatologista e moderadora de uma das mesas ClĂĄudia Maia, destacou o HOHYDGR QtYHO FLHQWtĂ€FR WDQWR GDV DSUHVHQWDo}HV TXDQWR GRV debates. “AlĂŠm disso, vimos um pĂşblico interessado em DSUHQGHU RV QRYRV WUDWDPHQWRV EHP FRPR DV GLĂ€FXOGDGHV do manejo da psorĂ­aseâ€?, destacou.


EVENTOS Ć?ÂŽ "blr༕vbo 7; ;ul-|oŃ´o]b- ;7b࢙|ub1- 7- " Äš u;v†Ѵ|-7o rovbŕŚžÂˆo TambĂŠm realizado no dia 4 de julho, o 1Âş SimpĂłsio de Dermatologia PediĂĄtrica da SBD despertou grande interesse dos mĂŠdicos dermatologistas. Coordenado pela dermatologista Ana Maria MĂłsca de Cerqueira, o encontro foi dividido nos mĂłdulos “RecĂŠm-nascidos e lactentesâ€?; “Crianças da primeira infânciaâ€?; “Crianças da segunda infância e adolescentesâ€?, e enfocou temas que necessitam de constante atualização por parte dos mĂŠdicos, como: hemangioma; curativos e condutas nas doenças bolhosas neonatais; alergias alimentares; algoritmo da dermatite atĂłpica e da psorĂ­ase; hidradenite supurativa; pequenos procedimentos de cirurgia dermatolĂłgica, entre outros.

Em suas apresentaçþes, os convidados ressaltaram achados terapêuticos e tratamentos diferenciados, em uma discussão voltada para a conduta mÊdica. ´7LYHPRV SDOHVWUDQWHV H[SUHVVLYRV GH YiULRV HVWDGRV EUDVLOHLURV TXH HQULTXHFHUDP R GHEDWH FLHQWtÀFR 1RVso maior destaque talvez tenha sido conseguir fazer um VLPSyVLR GH VXFHVVR QR SRQWR GH YLVWD FLHQWtÀFR H HVVH era o nosso principal objetivo nessa primeira edição do evento�, analisou Ana Mósca. A mÊdica ressaltou ainda que foi muito importante observar o interesse do dermatologista em participar do simpósio para se atualizar e oferecer um conhecimento mais apurado para tratar ainda melhor os pacientes pediåtricos.

SBD PARTICIPA DE DEBATES SOBRE BIOSSIMILARES, EM BRASĂ?LIA

A

Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), por intermĂŠdio de seu presidente SĂŠrgio Palma e dos dermatologistas ClĂĄudia Maia, Gladys Martins e Paulo Oldani (foto acima), participou ativamente dos debates realizados durante o 10Âş FĂłrum Latino-Americano de Biossimilares e o FĂłrum Brasileiro de Biossimilares (FLAB 2019), encerrados em 25/7, em BrasĂ­lia (DF). O evento contou com palestras, mesas e encontros, que abordaram a comercialização de novos fĂĄrmacos biossimilares, alĂŠm de questĂľes UHJXODWyULDV FLHQWtĂ€FDV PHUFDGROyJLFDV H HGXFDFLRQDLV De acordo com SĂŠrgio Palma, “foram ainda abordadas outras questĂľes relevantes, como a intercambialidade (dos aspectos clĂ­nicos a dados de vida real), a incorporação de biossimilares na AmĂŠrica Latina e no Brasil, e o papel da farmacovigilância para segurança do pacienteâ€?. Na sua avaliação, a profundidade das abordagens ofereceu subsĂ­dios para o desenvolvimento de novas iniciativas. “Foi muito importante a SBD estar nesse espaço

TXDOLĂ€FDGR HP TXH SXGHPRV DSUHVHQWDU D YLVmR GRV GHUmatologistas, contribuindo para que as conclusĂľes conWHPSOHP QRVVDV H[SHFWDWLYDVÂľ UHVVDOWRX $OpP GRV WHPDV FLWDGRV WDPEpP RFRUUHUDP H[SODQDo}HV VREUH XVR GH ELRVsimilares em diferentes especialidades, a importância do sistema de nomenclatura no rastreamento de molĂŠculas e diversos aspectos entre biolĂłgicos e biossimilares no sistema pĂşblico e no privado. “A SBD continuarĂĄ a acompanhar os desdobramentos propostos durante os fĂłruns, sempre dando retorno aos associadosâ€?, observou o presidente da Sociedade, entusiasmado com a qualidade das discussĂľes e com as possibilidades decorrentes de diĂĄlogos com representantes do MinistĂŠrio da SaĂşde, da AgĂŞncia Nacional de Vigilância SanitĂĄria (Anvisa) e de outras sociedades de especialidades mĂŠdicas. “Tudo isso ajuda a melhorar a atuação do dermatologista na assistĂŞncia aos pacientes portadores de diversas doenças da pele, nos âmbitos pĂşblico e privadoâ€?, frisou. JSBD VOLUME 23 O N. 3 e 4 - 2019 | 37


SERGIPE A SBD-SE realizou nos dias 26 e 27 de julho, em Aracaju, a XXVII Jornada Sergipana de Dermatologia, evento tradicional no estado de SerJLSH 'H DOWR QtYHO FLHQWtÀFR D SURJUDPDomR FRQtou com a presença de palestrantes de destaque no Brasil, como o tesoureiro da SBD Nacional, Egon 'D[EDFKHU 5- RV GHUPDWRORJLVWDV 6DPLU $UEDFKH (SP), Esther Palitot (PB), Osmilto Brandão (BA) e Juliana Fontan (PE).

´7DPEpP À]HUDP SDUWH GD SURJUDPDomR R &XUVR 3Up -RUQDGD GH 7R[LQD %RWXOtQLFD H 3UHHQFKLPHQWR FRP R 'U )DELDQR 0DJDFKR &( H R -DQWDU FRP ([pert, que destacou a Profa. Dra. Esther Palitot. AlÊm de FXPSULU R REMHWLYR GH DWXDOL]DomR FLHQWtÀFD FRQWULEXLX SDUD DSUR[LPDomR GRV DVVRFLDGRV H IRUWDOHFLPHQWR GD SBD Regional Sergipe. Ficamos muito felizes com o resultado do nosso evento�, comemorou a presidente da Regional Sergipe, Martha DÊbora Lira Tenório.

RIO DE JANEIRO A SBD-RJ realizarå em novembro o 12o Simpósio de Cosmiatria e Laser. Serão dois dias de PXLWD WURFD GH FRQKHFLPHQWR FLHQWtÀFR H H[FHOHQWHV cursos pråticos. O evento ocorrerå nos dias 8 e 9, no Instituto de Dermatologia Prof. Rubem David Azulay (IDPRDA), da Santa Casa de Misericórdia, e no Hotel Prodigy Santos Dumont. A programação teórica contemplarå oito

módulos, incluindo os temas anatomia como base para WUDWDPHQWRV PHOKRUDQGR UHOHYR H WH[WXUD FXWkQHD XQLformizando a cor da pele. Jå nas atividades pråticas, DEUDQJHUi FXUVRV VREUH SURFHGLPHQWRV FRP WR[LQD botulínica, com åcidos hialurônico e polilåtico facial, FRP KLGUR[LDSDWLWD GH FiOFLR IDFLDO HQWUH RXWURV $ SURgramação completa, valores e inscriçþes estão disponíveis no site do evento: http://bit.do/eVupm.

FLUMINENSE Sob a coordenação de Maria Fernanda Gavazzoni, a SBD Fluminense realizou com sucesso o Curso de Cabelos, nos dias 24 e 25 de maio, no Hospital Universitårio Antônio Pedro e no H Niterói Hotel. Aliando o conhecimento sobre tÊcnicas consagradas e a atualização em tratamentos capilares, o evento contou com a presença de especialistas da Polônia, Suíça, Estados Unidos, e renomados dermatologistas de vårios estados do Brasil. Os temas abordados foram: GHUPDWRVFRSLD FRP )RWRÀQGHU HP DXOD PLQLVWUDda por Hubert Lacki (Polônia), e o que fazer e o que não fazer em tricologia mÊdica, com o suíço Ralph Trßeb. No mês de junho, a Regional promoveu a reunião mensal em Petrópolis (RJ). As palestras abordaram temas como lúpus (Paula Dadalti), alo-

SHFLD IURQWDO ÀEURVDQWH 5HJLQD %DUERVD H XVR WySLFR H RUDO GR PLQR[LGLO &iVVLD &RHOKR $OpP GLVVR KRXYH GLVcussão de casos clínicos e apresentação de pôsteres. 3URMHWR $PRU HP FDGD ÀR Iniciativa dos alunos da Faculdade de Medicina da 8)) R SURMHWR ´$PRU HP FDGD ÀR¾ YLVD HOHYDU D DXWRHVtima de mulheres com alopecia grave por meio da doação de perucas e realização de palestras motivacionais, educação em saúde, maquiagem, entre outras atividades. Desde 2018, foram recebidas em torno de 800 PHFKDV GH FDEHORV H UHDOL]DGRV ² DSUR[LPDGDPHQWH ² 400 cortes de cabelos gratuitos, com o intuito de arrecaGDU ÀRV SDUD D FRQIHFomR GH SHUXFDV GRDGDV D SDFLHQWHV com alopecia grave, seja por quimioterapia oncológica ou por doenças do couro cabeludo. A última edição do projeto ocorreu no dia 7 de agosto.

MATO GROSSO 1R GLD GH MXQKR HP &XLDEi 07 RFRUUHX D D 5HXQLmR &LHQWtÀFD H R R 6LPSyVLR GH &DEHORV H 8QKDV GD 6%' 5HJLRQDO 0DWR *URVVR 'XUDQWH R HQFRQWUR IRUDP UHDOL]DGDV DXODV H H[FHOHQWHV GLVFXVV}HV GH FDVRV FOtQLFRV DR vivo, com a participação das palestrantes de São Paulo Aline Donati e Tatiana Gabbi. O curso de tricoscopia contou com presença de residentes do Serviço Credenciado do HUJM-UFMT, associados de Cuiabå e do interior do Mato Grosso.

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RIO GRANDE DO SUL No início do ano, a SBD-RS realizou a II Recepção aos Novos Residentes dos Serviços de Dermatologia do Rio Grande do Sul com um coquetel, apresentando aos estudantes o presidente da SBD, Sergio Palma, que palestrou sobre a organização e as açþes da SBD Nacional. No mesmo evento, o Prof. Dr. Renan Rangel Bonamigo ofereceu palestra sobre o Curso Preparatório para o Título de Especialista, que este ano estå na nona edição. Sob coordenação de Bonamigo e Renata Heck, em 2018 a Regional retomou as atividades desse curso, que Ê gratuito e tem como público-alvo residentes e cursistas do último ano dos Serviços Credenciados do estado. Realizadas aos såbados, as aulas abrangem temas do programa da prova e são ministradas de forma voluntåria por professores e dermatologistas associados convidados, com discussão de todas as questþes dos cinco últimos anos.

2º Simpósio Gaúcho de Terapêutica DermatoOyJLFD ,PXQRELROyJLFRV QD 'HUPDWRORJLD ï GR %iVLFR ao Avançado A SBD-RS realizou no dia 16 de agosto o 2º Simpósio Gaúcho de Terapêutica Dermatológica: ImuQRELROyJLFRV QD 'HUPDWRORJLD ï GR %iVLFR DR $YDQçado, visando ao aprofundamento de conhecimentos para a pråtica diåria do consultório. No dia seguinte, ocorreu a 3ª Jornada Multisserviços, com apresentação de casos trazidos por representantes dos Serviços Credenciados do estado. O caso vencedor recebeu o 3º Prêmio Dr. Roberto Gervini de Dermatologia. A Diretoria da SBD-RS gestão 2019-2020 Ê assim composta: Dra. Taciana Dal’Forno Dini (presidente), Dra. Clarissa Prati (vice-presidente), Dr. AndrÊ Avelino Costa Beber (secretårio-geral), Dra. Juliana Catucci Boza (primeira secretåria), Dra. Fernanda MaJDJQLQ )UHLWDJ VHFUHWiULD FLHQWtÀFD H $QDOXSH :Hbber (tesoureira).

PARANĂ A SBD ParanĂĄ possui vasto programa de educação e atualização mĂŠdica continuada – presencial e online – de acesso gratuito, aberto aos mĂŠdicos brasileiros e que aborda temas diversos, como “EmergĂŞncias mĂŠdicas em voo, como abordarâ€?; “HansenĂ­ase, grave epidemia silenciosaâ€?; “Medicina e estilo de vida: a importância dos hĂĄbitos saudĂĄveisâ€?; “Aposentadoria para mĂŠdicosâ€?; “Conscientização de segurançaâ€?. Todo esse conteĂşdo, alĂŠm de palestras, fĂłruns e outros eventos estĂŁo disponĂ­veis no site do Conselho: www.crmpr.org.br.

PARA�BA Com o tema "Imersão em cabelos", a reuQLmR FLHQWtÀFD GR PrV GH MXOKR SURPRYLGD SHOD SBD-PB contou com a presença da dermatologista Yanna Kelly, especialista na årea capilar. Na ocasião, foram abordados aspectos teóricos rela-

cionados à investigação diagnóstica e terapêutica das alopecias cicatriciais e difusas seguidos de discussão GH FDVRV FOtQLFRV DR YLYR SUiWLFD GH H[DPHV WULFRVFySLFRV H UHJLVWURV IRWRJUiÀFRV

ESP�RITO SANTO Na foto estå a dermatologista Maria Helena 6DQGRYDO GD &RPLVVmR &LHQWtÀFD GD 6%' (6 .Drina Demoner, presidente SBD-ES, e Gisele Petroni, do Rio de Janeiro, palestrante convidada na Jornada &DSL[DED GH 'HUPDWRORJLD UHDOL]DGD HP PDLR

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SERVIÇOS CREDENCIADOS UNISA (SP) Em 2019, o Serviço de Dermatologia da Unisa completa 40 anos. Nesse período, colaborou na formação de mais de 120 dermatologistas com título de especialista da SBD. “A Universidade de Santo Amaro, de 50 anos dignos de história, muito se orgulha de nossa disciplina, iniciada com os professores Luis Carlos Cucé e Jamil Auada. Hoje dispomos de cinco vagas ao ano com o total de 15 residentes reconhecidos pelo MEC e pela SBD. Além disso, dez professores constituem o corpo docente. Parabéns a todos!”, ressalta Jayme de Oliveira Filho, professor titular da Unisa.

HOSPITAL CARLOS MACIEIRA (PI) Na foto estão os residentes do Serviço de Dermatologia do Hospital Carlos Macieira prestigiando a Jornada Norte-Nordeste de Dermatologia em Teresina (PI).

Marcelo, Ana Rafaela, Ana Clara, Yana (professora), Doroth, Ana Carolina e José Ricardo

FUNDAÇÃO LUSÍADA – UNILUS (SP) No dia 9 de agosto, o Serviço realizou o Curso de Dermatoscopia, ministrado pelos professores da Faculdade de Medicina de Botucatu Vinicius de Souza e Anna Carolina Miola. “Esses professores possuem muita didática e têm percorrido vários Serviços do estado, sempre com sucesso. Foi realmente um dia produtivo e de aprendizado

para todos os participantes”, salienta a chefe do Serviço, Sandra Dinato. Na manhã do 21 de setembro, o Serviço realizará a 17a Jornada Dermatológica Prof. Dr. Ney Romiti, no Serviço de Dermatologia de Santos, com discussão de casos clínicos. Na ocasião serão estudados ao vivo casos de 20 pacientes.

TAUBATÉ (SP)

No mês de maio o Serviço de Dermatologia da UniYHUVLGDGH GH 7DXEDWp UHFHEHX R FHUWLÀFDGR GH UHFUHGHQFLDmento da SBD para o período de cinco anos, e com autorização de ampliação para cinco vagas anuais na residência. Ainda em maio, foi realizada a 88a 5HXQLmR &LHQWtÀFD GD Unitau, com a participação do Prof. Nilton Di Chiacchio, que ministrou o curso teórico e prático sobre cirurgia das unhas, e a 22a Jornada Dermatológica da Unitau, com a presença da Profa. Dra. Helena Müller, discutindo lâminas, e do Prof. Dr. Mauro Enokihara, da Unifesp, debatendo sobre o dez casos clínicos apresentados pelos residentes do Serviço. Cinquenta médicos dermatologistas de toda a região participaram dos encontros no Hospital Municipal Universitário de Taubaté. 40 | JSBD VOLUME 23 O N. 3 e 4 - 2019

Residentes e assistentes da Universidade de Taubaté junto com o vice-presidente da SBD, Mauro Enokihara, e da dermatologista Helena Müller em frente à histórica capela do Hospital Municipal Universitário de Taubaté


SERVIÇOS CREDENCIADOS SĂƒO JOSÉ DOS CAMPOS (SP) Criado em 2016 e credenciado pela SBD em 2017, o Serviço de Dermatologia da Santa Casa de SĂŁo JosĂŠ dos Campos recebeu recentemente o aparelho de fototerapia UV-B narrow band TXH LUi EHQHĂ€FLDU RV SDFLHQWHV ORFDLV do SUS que apresentem psorĂ­ase, vitiligo e dermatite atĂłpica. Passa a realizar tambĂŠm dermatoscopia corporal digital com mapeamento para pacientes com nevos e histĂłria de melanoma. Semanalmente o Serviço promove dez cirurgias oncolĂłgicas com retalhos para câncer da pele, referĂŞncias para a cidade e regiĂŁo. “Estamos em plenos preparativos para realizar a nossa 1a Jornada DermatolĂłgica e a 4a 5HXQLmR &LHQWtĂ€FD do Serviço de Dermatologia. No dia 8 de novembro, teremos Curso de Micologia com Prof. Dr. Silvio Marques da Unesp Botucatu. Em 9 de novembro, acontecerĂĄ a 1a Jornada DermatolĂłgica, que contarĂĄ com os doutores Silvio Marques, Mauro Enokihara e Helena MĂźller. Reservem as datas em suas agendas!â€?, convida o chefe do Serviço, Samuel Mandelbaum.

Residentes e preceptores do Serviço de Dermatologia da Santa Casa de São JosÊ dos Campos com o Prof. Dr. Nelson Proença

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