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SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA JORNAL DA SBD – PUBLICAÇÃO OFICIAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA l VOLUME 21 l N. 4 l 2017
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PESQUISA MOSTRA DISTRIBUIÇÃO DE DERMATOLOGISTAS NO BRASIL DIVERSAS REGIÕES DO PAÍS POSSUEM POTENCIAL CAMPO PARA EXPANSÃO PROFISSIONAL DA ESPECIALIDADE
REALIZAÇÃO: SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA
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APOIO:
TECNOLOGIA E DERMATOLOGIA ACESSE O NOVO SITE DA SBD E ATUALIZE SEU PERFIL
CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO DO DERMATOLOGISTA AÇÃO BUSCA ESTIMULAR A REDESCOBERTA DO PAPEL DO DERMATOLOGISTA PERANTE A SOCIEDADE 25/08/17 12:57 PM
SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA www.sbd.org.br
DIRETORIA 2017/2018 PRESIDENTE
JOSÉ ANTONIO SANCHES
VICE-PRESIDENTE
SÉRGIO LUIZ LIRA PALMA
SECRETÁRIO-GERAL
FLÁVIO BARBOSA LUZ
TESOUREIRA
MARIA AUXILIADORA JEUNON SOUSA
1O SECRETÁRIO
HÉLIO AMANTE MIOT
2 SECRETÁRIA
SÍLVIA MARIA SCHMIDT
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JSBD
JORNAL DA SBD – PUBLICAÇÃO OFICIAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA
JORNAL DA SBD
Esta é uma publicação bimestral exclusiva para os associados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
Volume 21 – n. 4 julho–agosto de 2017
COORDENADORA MÉDICA DO JORNAL DA SBD
CONSELHO EDITORIAL
Ana Maria Mósca de Cerqueira | RJ
José Antonio Sanches | SP Sérgio Luiz Lira Palma | PE Flávio Barbosa Luz | RJ Maria Auxiliadora Jeunon Sousa | RJ Hélio Amante Miot | SP Sílvia Maria Schmidt | SC
JORNALISTA RESPONSÁVEL Erika Drumond - Reg. MTB 31.383/RJ
REDAÇÃO E EDIÇÃO Erika Drumond
EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Nazareno Nogueira de Souza
CONTATO PUBLICITÁRIO Priscila Rudge Simões
A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e os textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e colunistas.
Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/18o andar Centro – Rio de Janeiro – RJ – CEP: 20090-003 imprensa@sbd.org.br A emissão do código International Standard Serial Number (ISSN) está em andamento junto ao Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT).
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SUMÁRIO
SEÇÕES E COLUNAS EDITORIAL COM O PRESIDENTE 3 BONS MOTIVOS PARA CELEBRAR NO DERMATO BAHIA
CAPA SBD realiza pesquisa com dermatologista associado e conclui que diversas áreas possuem potencial campo para expansão profissional da especialidade P.14
DEFESA PROFISSIONAL 4 PLC 77/2016, INVASÃO DO ATO MÉDICO E REVISÕES SISTEMÁTICAS SÃO PAUTA DA REUNIÃO DA CT DE DERMATOLOGIA DO CFM
AÇÕES DA DIRETORIA 5 CHEFES DE SERVIÇOS DAS REGIÕES NORTE, NORDESTE E CENTRO-OESTE DEBATEM COM DIRETORIA CARREIRA 8 BOLSAS DE ESTUDO PARA JOVENS DERMATOLOGISTAS JURÍDICO 9 SBD PARTICIPA DA 2A REUNIÃO DO GRUPO DE TRABALHO PARA DEBATE DO PLC 77/2016 ROTINA MÉDICA 10 TERMO DE CONSENTIMENTO INFORMADO: SAIBA MAIS
ÉTICA PROFISSIONAL O que pode e o que não pode ser divulgado em eventos? P.13
CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO DO DERMATOLOGISTA Ação ressalta e valoriza a importância do especialista nos cuidados com a saúde da pele P.20
OPINIÃO DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA O FUTURO DA DERMATOLOGIA
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ARTIGO 19 REFLEXÕES ACERCA DA RELAÇÃO MÉDICO/PACIENTE TECNOLOGIA E DERMATOLOGIA ATUALIZE SEU PERFIL NO NOVO SITE DA SBD
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DERMATO BAHIA 2017 CHEGOU A HORA
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EVENTO 26 II SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CABELOS E UNHAS REÚNE 1.000 ESPECIALISTAS NO RIO DE JANEIRO REGIONAIS
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SERVIÇOS CREDENCIADOS
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EDITORIAL COM O PRESIDENTE BIBLIOTECA
José Antonio Sanches Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia 2017/2018
BONS MOTIVOS PARA CELEBRAR NO CONGRESSO DA BAHIA
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atual gestão da SBD aposta num fortalecimento de sua imagem institucional. Exemplo disso são as mudanças feitas na comunicação da Sociedade, como a reestruturação da forma e do conteúdo do site, novidade entregue aos dermatologistas e à população em setembro. Nosso site foi alvo de mudanças com foco no dinamismo, sendo concebido com base em conceitos que valorizam a modernidade e a eficiência. Para tornar a interface ainda mais amigável, as principais campanhas e serviços ganharam destaque. As páginas dos eventos realizados pela Nacional, como os Congressos Brasileiros, assim como as campanhas anuais, também passam a ser agregadas ao portal da SBD. Além das informações institucionais e notícias, nossa página oferece canais específicos para a população, como o de informações detalhadas e abalizadas por nossos dermatologistas sobre doenças. Na área do associado, o perfil do dermatologista é a novidade. No espaço, o médico poderá inserir suas informações acadêmicas e profissionais a fim de divulgá-las para seus pacientes e colegas. Atualmente, somos mais de 8.300 associados em atividade em todo o país, de acordo com o banco de informações da SBD. Médicas e médicos que escolheram uma missão: cuidar e tratar da saúde da pele da população brasileira. Nesta edição do jornal, apresentamos os resultados preliminares de uma pesquisa coordenada pelo Dr. Hélio Miot e promovida pela SBD, que demonstra a distribuição
geográfica dos dermatologistas associados no território nacional e suas peculiaridades. Os dados podem nos ajudar na reflexão sobre o futuro da especialidade nas diversas regiões brasileiras e no estudo de diretrizes para os setores público e privado da saúde. Oferecemos ainda aos leitores informações sobre outro tema tão importante quanto, como a nova etapa da Campanha de Valorização do Dermatologista. A ação visa contribuir para ampliar o reconhecimento e o respeito ao médico dermatologista, profissional com plenas condições para cuidar da saúde da pele, cabelos e unhas da sociedade como um todo. É importante que a reflexão sobre o papel do dermatologista esteja no foco das questões relativas à saúde integral do indivíduo. Essa conscientização também passa por nós. Só estando conscientes e informados poderemos buscar as mudanças que tanto almejamos. Finalmente, setembro é o mês do Congresso Brasileiro de Dermatologia, o evento “magno” de nossa Sociedade. Esperamos que todos vocês aproveitem a oportunidade para uma profícua troca de conhecimentos na Bahia; para confraternizar com seus colegas e familiares; e para conhecer melhor os projetos implementados por esta Diretoria, que serão apresentados oficialmente em nossas reuniões institucionais: a do Conselho Deliberativo (6/9) e a Assembleia Geral (9/9). Bom evento a todos.
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DEFESA PROFISSIONAL
PLC 77/2016, INVASÃO DO ATO MÉDICO E REVISÕES SISTEMÁTICAS SÃO PAUTA DA REUNIÃO DA CT DE DERMATOLOGIA DO CFM Assuntos de interesse da especialidade foram aprofundados e ouvidos pelo coordenador José Maia Vinagre
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presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), José Antonio Sanches, e o vice-presidente da SBD, Sérgio Palma, participaram da terceira reunião da Câmara Técnica de Dermatologia do Conselho Federal de Medicina (CFM). O encontro da CT de Dermatologia ocorreu no dia 1o de agosto, na sede do Conselho, em Brasília, e foi conduzido pelo médico José Fernando Maia Vinagre (coordenador). Os dermatologistas e membros da Câmara Gabriel Gontijo, Denise Steiner (ex-presidentes da SBD), Débora Ormond, Elza Garcia, Vicente Pacheco e Ewalda Stahlke também estiveram presentes. No início da reunião,Vinagre solicitou atualização sobre o andamento do PLC 77/2016, que trata dos esteticistas, cosmetólogos e técnicos em estética. O assunto foi relatado por Sérgio Palma, que representou a SBD em duas reuniões, realizadas no gabinete da senadora e relatora Ana Amélia, para a elaboração de novo texto, juntamente com profissionais da fisioterapia e estética. O projeto está sendo analisado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS).“O texto proposto objetiva regulamentar a profissão dos esteticistas, cosmetólogos e técnicos em estética e garantir a proteção da saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas relativas ao fornecimento de produtos e serviços.Também considera a Lei 12.842/2013, que regulamenta a atividade médica”, enfatizou. O avanço do projeto está nas mãos da relatora, que deve apresentar um relatório na forma de substitutivo. Se aprovado na CAS, terá obrigatoriamente que ser apreciado ainda pelo plenário do Senado. “A expectativa é de que tenhamos um desfecho favorável que atenda às partes envolvidas, pelo melhor da saúde brasileira e do nosso dermatologista”, disse o presidente da SBD, José Antonio Sanches. Outro ponto debatido foi a invasão do ato médico por outras profissões de saúde e o crescente número de complicações que vêm chegando aos consultórios dos dermatologistas e também no serviço público após procedimentos estéticos invasivos realizados por profissionais não médicos. Nesse contexto, a Diretoria da SBD via seu Departamento Jurídico elaborou um Termo de Consentimento Informado que orientará a condução do dermatologista no acolhimento desses casos. A Câmara Técnica ainda ficou encarregada de organizar e divulgar aos médicos informações com as orientações
Trabalho em defesa da dermatologia do país deve ser fortalecido
para a condução de casos de complicações realizadas por profissionais não habilitados e não médicos. A dermatologista Ewalda Stahlke aproveitou para apresentar um modelo de termos sugeridos pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) do Paraná para orientar essa questão. Por meio da imprensa, a SBD e o CFM vão reforçar a divulgação de que os procedimentos invasivos das áreas dermatológica/cosmiátrica devem ter sua indicação e execução feitas exclusivamente por médicos, de acordo com a Lei 12842/2013. Uma ação da Diretoria da SBD apresentada durante o encontro e que deverá ser implementada em breve é a realização de estudo de revisão sistemática para determinação do nível de evidência de vários procedimentos, como microagulhamento, mesoterapia, carboxiterapia, plasma rico em plaquetas, drug delivery, entre outros. “As revisões sistemáticas são recursos importantes diante do crescimento acelerado da informação científica e ajudam a sintetizar a evidência disponível na literatura sobre uma intervenção, auxiliando os profissionais no seu trabalho cotidiano. O resultado desse estudo será encaminhado para a Comissão para a Avaliação de Novos Procedimentos em Medicina, uma das comissões do CFM”, salienta o presidente José Antonio Sanches. O diálogo entre os especialistas tem sido constante, com a discussão de propostas de linhas de ação para todo o ano. A próxima reunião da CT está marcada para 19 de outubro.
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AÇÕES DA DIRETORIA
CHEFES DE SERVIÇOS DAS REGIÕES NORTE, NORDESTE E CENTRO-OESTE DEBATEM COM DIRETORIA Diferentes temas foram tratados em encontro realizado no primeiro dia da XXXVI JNNE de Dermatologia, em Belém
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urante a XXXVI Jornada Norte-Nordeste de Dermatologia, em agosto, a Diretoria da SBD realizou a terceira reunião do ano com os chefes de Serviços Credenciados. O encontro reuniu dermatologistas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, incluindo presidentes das Regionais, para debater questões pertinentes à especialidade, com o objetivo de fortalecer o entendimento de todos para caminhar na mesma trilha em prol da dermatologia no Brasil. Participaram da mesa de abertura o presidente da SBD, José Antonio Sanches; o vice-presidente, Sérgio Palma; e a tesoureira, Maria Auxiliadora Jeunon Sousa. As saudações iniciais foram feitas pelo presidente Sanches, que comentou a importância dos Serviços Credenciados e de seus chefes como massa crítica da SBD. Destacou a relevância do envolvimento dos dermatologistas com a prescrição de medicamentos complexos no tratamento de diversas doenças e da participação dos presidentes e chefes de Serviços na capilaridade da Nacional. Segundo Sanches, o interesse institucional deve ser prevalente em todas as ações. O vice-presidente da SBD, Sérgio Palma, falou sobre seu envolvimento com as ações de Defesa Profissional da SBD. Em sua apresentação, enfatizou os resultados e o andamento das ações contra as profissões de saúde que invadem o ato médico, ressaltando a reestruturação do Departamento Jurídico da SBD e a disponibilidade do setor para colaboração mais estreita com as Regionais. As ações da Odontologia, Biomedicina, Farmácia, assim como a liminar do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) foram lembrados por Palma, além de toda a movimentação no Senado sobre o PLC 77/2016 dos esteticistas, cosmetólogos e técnicos em estética. O projeto está com a relatora Ana Amélia que deverá apresentar um novo texto em forma de substitutivo para em seguida ser apreciado em plenário da Câmara. O dirigente também chamou a atenção dos participantes sobre a nova Campanha de Valorização da Dermatologia, com lançamento previsto no 72o Congresso da SBD na Bahia, e que divulga o papel do médico dermatologista na saúde pública e privada em todos os campos de atuação da especialidade e sobre a reestruturação do site da SBD. A dermatologista Maria Auxiliadora Jeanon Sousa, tesoureira da SBD, ressaltou a importância da dermatopatologia e da micologia nos Serviços e reforçou o valor do cur-
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Dermatologistas promovem diálogo produtivo em Belém
so on-line de Educação Médica Continuada de Micologia a ser implementado gratuitamente para todos os associados ainda este ano. A assessora da Diretoria para os projetos que envolvem os Serviços Credenciados, Andréa Machado, enfatizou que está à disposição para atender às demandas e ações, reforçando, assim, o elo entre Diretoria e chefes de Serviços.
COM A PALAVRA, OS CHEFES DE SERVIÇO
Para o chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário Alberto Antunes-Hupaa/Ufal, Alberto Cardoso (AL), o chefe de Serviço deve ser exemplar. Ele afirmou que o dermatologista deve se envolver com as doenças e não abrir mão do tratamento e acompanhamento das doenças infecciosas e parasitárias. Já Regina Carneiro, responsável pelo Serviço de Dermatologia da Universidade do Estado do Pará, salientou a importância da implantação do currículo mínimo da dermatologia na grade de ensino nos Serviços. O presidente da SBD, José Antonio Sanches, reforçou que a Diretoria está empenhada nessa tarefa, citando a participação da ex-presidente da SBD Bogdana Kadunc nesse trabalho.Regina observou também que os chefes de Serviços necessitam ter pleno conhecimento dos Regimentos da Comissão de Ensino e de Título de Especialista para trabalhar em conjunto com a Diretoria da SBD. O presidente da Regional Paraíba, Victor Miguel, mencionou que os Serviços devem procurar adequar seus espaços físicos para que os centros de cirurgia dermatológica estejam interligados à área física dos Serviços, e não em locais distantes. Fábio Francesconi (AM), da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas, falou sobre o SIGTAP e as tabelas de procedimentos cirúrgicos no âmbito do SUS, assunto publicado na edição de julho do jornal, sugerindo como projeto da Biblioteca da SBD a realização de cursos para qualificação em produção científica. Jornal da SBD Volume 21 - N. 4 - julho-agosto de 2017 5
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AÇÕES DA DIRETORIA A chefe de Serviço do Centro de Estudos Dermatológicos de Recife (Ceder), Sílvia Carvalho (PE), frisou a necessidade da discussão sobre o que os dermatologistas querem na formação dos residentes/especializandos, equilibrando no ensino (grade curricular) todos os campos de atuação da especialidade e a condução do programa de forma homogênea entre os Serviços. Mirian Castilho, do Serviço de Dermatologia do Hospital de Doenças Tropicais de Goiás, reforçou a importância do conteúdo curricular na organização do programa de residência médica em dermatologia e das regras da Comissão de Ensino. Lauro Lourival Lopes Filho, do Serviço de Dermatologia da Universidade Federal do Piauí (UFPI), sugeriu a integração da Dermatologia com a Patolo-
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gia nos Serviços. A chefe de Dermatologia da Universidade Federal do Pará (UFPA), Rossana Garcia, frisou a importância da implantação de um currículo mínimo para a Cosmiatria nos Serviços. Fedro Portugal, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), parabenizou a Diretoria da SBD pela iniciativa da reunião e pela escolha de realizá-la conjuntamente com a XXXVI edição da JNNE de Dermatologia, valorizando o evento. Luiz Gonzaga de Castro, do Serviço de Dermatologia da Universidade Federal Pernambuco (UFPE), foi outro especialista que elogiou a iniciativa da Diretoria em promover a reunião e solicitou o encaminhamento aos chefes de Serviços dos resultados das ações contra as outras profissões de saúde que invadem o ato médico.
EM JULHO O ENCONTRO FOI COM CHEFES DO RIO E MINAS GERAIS
uniram-se em 15 de julho, na sede da SBD, no Rio de Janeiro, membros da Diretoria Executiva da entidade e os chefes dos Serviços Credenciados do Rio e de Minas Gerais. O objetivo foi ouvir as demandas e fortalecer o trabalho em equipe em defesa da dermatologia e da assistência à saúde no país. O presidente da SBD, José Antonio Sanches, iniciou a reunião dando as boas-vindas e ressaltou a importância de uma disposição colaborativa para o crescimento da SBD e dos Serviços, que são a origem da qualificação do dermatologista. A dermatologista Luna Azulay, do Serviço de Dermatologia do Pedro Ernesto (Hupe-Uerj), argumentou ser essencial a implantação do currículo mínimo atualizado da dermatologia nos Serviços – trabalho já destacado pela Diretoria e meta da gestão –, além de parceria entre os Serviços para que as deficiências de alguns sejam supridas por outros, como o caso das áreas de micologia e patologia. O vice-presidente da SBD, Sérgio Palma, comentou sobre o Curso de Educação Médica Continuada (EMC) de Micologia, atividade gratuita, com produção já em andamento, que se mostrou bem aceita pelos presentes. O dirigente também frisou a campanha pela valorização profissional e ética e do engajamento dos jovens residentes nas principais questões da especialidade, bem como nas atividades associativas da SBD. A dermatologista Márcia Ramos-e-Silva, chefe do Serviço do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF-UFRJ), levantou proposta para avaliação semestral por meio de prova on-line elaborada pela SBD e suas comissões competentes para residentes/especializandos de Serviços Credenciados, com o objetivo de treinamento e avaliação de conhecimentos. Contra o desmanche dos hospitais públicos federais, o chefe do Serviço da Santa Casa de Belo Horizonte e atual secretário de saúde de Belo Horizonte, Jackson Machado, sugeriu usar a criatividade, dando o exemplo do trabalho realizado na capital mineira, cujos postos de saúde estão sendo reformados pelas escolas médicas privadas por meio de termos
Dirigentes ressaltam plena confiança depositada no trabalho dos chefes de Serviços da SBD
de cooperação com entidades sem fins lucrativos, que cedem sem custos profissionais para os Serviços e hospitais. Lideranças políticas e agências de fomento governamentais também estão sendo pressionadas para a aquisição de verbas. A coordenadora dos chefes de Serviço da SBD, Andrea Machado, reforçou o trabalho e elo entre a Diretoria e os Serviços, enfatizando que a contribuição dos presentes no encontro foi extremamente importante, devendo auxiliar os dirigentes na elaboração de ações prioritárias. Durante a reunião ainda foram abordados assuntos como a ampliação da divulgação dos benefícios de ser associado da SBD; a modernização científica e do formato do Congresso, visando resgatar a participação dos residentes e jovens dermatologistas no maior encontro da entidade; a dermatologia na graduação e as escolas médicas no Brasil; o comprometimento com o ensino por parte do corpo docente e de médicos colaboradores; a capacitação pedagógica e avaliação de habilidades e conhecimentos dos residentes/especializandos de Serviços.“Daí a importância do compromisso dos professores no dia a dia do labor profissional na formação de médicos com preparo para oferecer um atendimento de qualidade e humanizado”, atestou o presidente da SBD, José Antonio Sanches.
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CARREIRA
SBD OFERECE BOLSAS DE ESTUDO A JOVENS DERMATOLOGISTAS Em busca de novas experiências, quatro especialistas brasileiros embarcam para San Diego, na Califórnia, a fim de participar do Meeting da AAD em 2018
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omo parte do Programa de Bolsas Internacionais para Países em Desenvolvimento, a Academia Americana de Dermatologia (AAD) oferece anualmente a cada sociedade dermatológica parceira, entre elas, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a oportunidade de indicar até dois nomes para concorrer à bolsa Strauss & Katz World Congress Fund Scholarship, que garante a participação no Meeting da AAD. Os critérios de avaliação e o método de escolha dos contemplados ficaram a cargo da Academia. Participaram da seleção, que foi encerrada no dia 11 de agosto, residentes e especializandos dos Serviços Credenciados atualmente em curso de formação em dermatologia, ou que tenham concluído a residência há no máximo três anos no momento do Meeting. A bolsa inclui dois mil dólares para o auxílio com as despesas da viagem; inscrição gratuita no 76o Meeting da AAD, a ser realizado de 16 a 20 de fevereiro de 2018, em San Diego, Califórnia (EUA); uma sessão científica paga e um convite para o jantar com os líderes da AAD. Os interessados tiveram que atender a uma série de pré-requisitos, entre eles, ter fluência na língua inglesa.
BOLSAS TED/AAD Dois jovens dermatologistas com as melhores pontuações no TED 2017 foram contemplados pela SBD com bolsas para participação no Meeting da AAD no ano que vem, em San Diego, Califórnia. Os estudantes agraciados são Leonardo Rotolo Conceição da Costa Araújo (SC), do Serviço de Dermatologia do Hospital Federal de Bonsucesso; e Helena Rocchetto, natural de São Paulo, com residência médica em Dermatologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Parabéns aos vencedores.
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PUBLICAÇÃO
JSBD SOLICITA E OBTÉM REGISTRO DE ISSN
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partir da próxima edição, o Jornal da SBD contará com o registro de ISSN (International Standard Serial Number), fornecido pelo Ibict (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia). Trata-se de código aceito internacionalmente atribuído a documentos com publicações periódicas (ou seriadas), como revistas, jornais, anais de eventos, periódicos científicos, entre outros. Com ele, o título da publicação passa a ser individualizado, único e definitivo, e sua utilização padronizada pela ISO 3297 (International Standards Organization); além de agregar valor ao periódico, facilita o sistema de controle e a rapidez e troca de informações sobre a publicação. “Essa é uma conquista importante da SBD para qualificar ainda mais o seu jornal institucional”, avaliou a coordenadora do JSBD, Ana Mósca. O ISSN auxilia no controle da produção editorial do país, promove a identificação de títulos, a recuperação e transmissão de dados, a melhora da organização de acervos, os serviços de indexação e resumos, de aquisição bibliográ-
ficos e a comutação bibliográfica. Nos catálogos coletivos o ISSN facilita as operações de identificação, localização de títulos, transferência de dados e fusão de acervos.
21 ANOS DE EXISTÊNCIA O Jornal da SBD é o órgão de informação não científica da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Em setembro de 1996, a SBD lançou o jornal Dermatologia Atual. Em março de 1997, o nome do periódico foi alterado para Jornal da SBD, com o objetivo de integrar os especialistas brasileiros. A publicação bimestral é distribuída aos associados, e a partir de 2002 passou a ter seu acervo digitalizado. Entre no site da SBD e tenha acesso às edições desde então em PDF.
JURÍDICO
SBD PARTICIPA DA 2ª REUNIÃO DO GRUPO DE TRABALHO PARA DISCUSSÃO DO PLC 77/2016 Projeto regulamenta as profissões de esteticista, cosmetólogo e técnico em estética
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o dia 10 de julho, em Brasília, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sérgio Palma, participou da segunda e última reunião do Grupo de Trabalho para o debate do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 77/2016, que regulamenta as profissões de esteticista, cosmetólogo e técnico em estética. O projeto está sendo analisado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) e tem como relatora a senadora Ana Amélia (PP-RS). Durante o encontro, ocorrido no gabinete da senadora, representantes das categorias profissionais de dermatologia, fisioterapia e estética deram prosseguimento ao trabalho de aperfeiçoamento do texto, a fim de alcançar consenso para o projeto, evitar conflitos com carreiras das áreas de saúde e dar segurança jurídica ao exercício das atividades em estética, visando à proteção e segurança da população.
De acordo com Palma, as reuniões reforçam a importância do Grupo de Trabalho na CAS na garantia da assistência aos cidadãos, “já que a proposta não foi examinada pelas Comissões Permanentes da Câmara dos Deputados antes de ser aprovada em plenário pelos deputados e, em seguida, enviada ao Senado”. Jornal da SBD Volume 21 - N. 4 - julho-agosto de 2017 9
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ROTINA MÉDICA
TERMO DE CONSENTIMENTO INFORMADO: COMO PREENCHÊ-LO? O documento, que deve ter duas vias, precisa estar completa e corretamente preenchido. A SBD deixa aqui sua sugestão para o uso. O profissional é livre para adaptar ao termo o que achar mais adequado
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Termo de Consentimento Informado é instrumento que apresenta todos os esclarecimentos que foram prestados ao paciente e/ou seus responsáveis para eliminar eventuais dúvidas sobre o tratamento, seus benefícios e os procedimentos a realizar. Seu uso garante mais confiabilidade à relação médico/paciente, já que esclarece com transparência as possíveis complicações e os riscos da assistência prestada. A Diretoria da SBD, juntamente com seu Departamento Jurídico, elaborou um documento que visa auxiliar médicos dermatologistas em sua missão de agir com o máximo de atenção e zelo, em benefício da saúde de seus pacientes, conforme determinam os Princípios Fundamentais do Código de Ética Médica. A entidade frisa que o presente modelo é, portanto, uma sugestão e não isenta o profissional de sua responsabilidade sobre o ato médico. O vice-presidente Sérgio Palma frisa ser fundamental que o médico ofereça todas as orientações relativas aos
cuidados que prestará bem como aos procedimentos e possibilidade de efeitos colaterais e intercorrências. “É de vital importância manter a comunicação efetiva com o paciente. Dessa maneira, não se deve apenas pedir que o paciente ou seu responsável assine um papel para cumprimento das exigências, mas sim informá-lo detalhadamente sobre todo o tratamento/procedimento”, avaliou. Para ser perfeitamente entendido, o documento tem como características a escrita simples, a linguagem acessível e ausência de termos técnicos, além dos dados de identificação do paciente, seu responsável e do médico, informação sobre a proposta terapêutica ou procedimentos a utilizar, bem como sobre riscos pertinentes ao processo e a assinatura dos envolvidos. Também é sugerido deixar um espaço no termo para que o paciente escreva do próprio punho suas observações. O termo deve ser assinado em duas vias e o paciente deve levar uma cópia para casa.
A seguir, sugestão de modelo do formulário para futuras reproduções. 10 Jornal da SBD Volume 21 - N. 4 - julho-agosto de 2017
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TERMO DE CONSENTIMENTO INFORMADO TRATAMENTO DERMATOLÓGICO Nome do paciente: Data de nascimento:
Idade:
Gênero: Procedimento médico: Data do procedimento: DECLARO, para os devidos fins, estar recebendo, neste momento, as informações necessárias a respeito do procedimento médico acima indicado. Serve o presente como comprovação de que me foram esclarecidos os riscos inerentes à atividade médica ora praticada, em especial quanto aos seguintes pontos específicos: 1.
O tratamento
2.
Como todo procedimento médico dermatológico, esse tratamento possui riscos à saúde do paciente, sendo que há alguns efeitos colaterais mais comuns, como:
é um procedimento médico, utilizado para
a.
;
b.
;
c.
;e
d.
.
3.
Caso haja qualquer efeito colatetal que persista por mais de 48 (quarenta e oito) horas após o tratamento, o paciente deve procurar o profissional que realizou o procedimento e, na impossibilidade de localizá-lo, recorrer a um sistema de saúde emergencial, levando consigo toda a documentação envolvendo o procedimento médico realizado.
4.
O paciente veio encaminhado em razão de atendimento anterior por outro profissional? SIM q NÃO Em caso positivo: (nome do profissional) / (profissão)
q
Há alguma complicação detectada em razão do atendimento anterior? q NÃO Em caso positivo, descrever a(s) complicação(ões):
q SIM
(fotos comprobatórias em anexo). Caso tenha sido atendido por profissional não médico, o paciente foi orientado a comunicar o ocorrido à autoridade policial local, de forma a realizar o exame de corpo de delito necessário para averiguação quanto à possível lesão corporal ou dano à sua saúde ? q SIM q NÃO Em caso positivo, o paciente autoriza o envio das informações ao Conselho Regional de Medicina, na forma da Resolução CFM n. 1.641/2002? q SIM q NÃO 5.
Este formulário, apesar de informativo, não contempla eventuais complicações e riscos possíveis oriundos de efeitos colaterais, que deverão ser levados ao conhecimento do médico imediatamente.
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TERMO DE CONSENTIMENTO INFORMADO TRATAMENTO DERMATOLÓGICO 6.
O procedimento médico ora realizado não é de resultados, não havendo garantia ABSOLUTA de que o efeito desejado será plenamente atingido, considerando que cada organismo reage de maneira diversa quando se trata de procedimento médico.
7.
Antes da realização do procedimento, o paciente deve [.....indicar os eventuais procedimentos preparatórios .....], sendo prática essencial ao bom resultado.
8.
Após a realização do procedimento, o paciente deve [.....indicar os eventuais procedimentos posteriores ao tratamento .....].
9.
O procedimento poderá não ser realizado, caso seja detectada alguma patologia ou circunstância que coloque em risco a saúde do paciente, cabendo ao paciente informar essa condição no momento da assinatura do presente termo.
10. Pacientes gestantes ou em período de amamentação devem informar essa condição quando da assinatura do presente termo, para que o médico responsável possa avaliar a possibilidade de realização do procedimento em quais circunstâncias. A SER PREENCHIDO EXCLUSIVAMENTE PELO PRÓPRIO PACIENTE OU PELO(OS) RESPONSÁVEL(EIS) LEGAL(AIS) Relatar com suas palavras os fatos relacionados ao(aos) procedimento(s) realizado(s) que apresentou(aram) complicação(ões) e as suas dúvidas. (Data do procedimento, nome completo do profissional que realizou o procedimento, formação do profissional que realizou o procedimento, nome e endereço do local em que foi realizado o procedimento, se foi realizado algum tratamento com a finalidade de corrigir o problema, e, caso positivo, data e o que foi feito).
PREENCHIMENTO EXCLUSIVO PELO MÉDICO: Declaro, para os devidos fins legais, que expliquei detalhadamente para o paciente ou seu(s) responsável(eis) legal(ais) o propósito, os riscos, os benefícios e as alternativas para o(s) tratamento(s)/procedimento(s) acima descrito(s). __________________________________ , ________ de _____________________ de ____________ Médico: CRM nº RQE nº Assinatura: __________________________________________________________________________ Local e data: _________________________ , ________ de _____________________ de _____________
PREENCHIMENTO EXCLUSIVO PELO PACIENTE/RESPONSÁVEL LEGAL: Declaro, portanto, que fui devidamente informado quanto ao procedimento que será realizado, sendo concedida a oportunidade de esclarecer todas as dúvidas antes da assinatura deste documento, consentindo expressamente com os procedimentos descritos e necessários, e autorizando aos médicos da equipe a utilizar seu julgamento técnico em prol da minha saúde. __________________________________ , ________ de _____________________ de _____________ Assinatura: __________________________________________________________________________ RG: Local e data: _________________________ , ________ de _____________________ de ____________
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ÉTICA PROFISSIONAL
O QUE PODE E O QUE NÃO PODE SER DIVULGADO EM EVENTOS? Limites éticos devem ser observados no exercício profissional
E
ventos científicos fazem parte da agenda de todo médico. Quem participa ativamente desses eventos públicos precisa ficar atento e se pautar pelo caráter exclusivo de esclarecimento e educação à sociedade, não cabendo agir de forma a estimular o sensacionalismo ou a autopromoção. O médico deve assegurar a divulgação de conteúdo cientificamente comprovado, válido, pertinente e de interesse público. Para exercer seu trabalho corretamente, veja a seguir algumas informações importantes com base na Resolução n. 1974/11 do Conselho Federal de Medicina (CFM) e na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 102/2000 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a Regulamentação sobre Propaganda e Regulamentos Relacionados.
Mesmo que o médico não tenha conflito de interesses, ele não pode divulgar a marca de produtos
As palestras, mesmo que direcionadas exclusivamente aos profissionais habilitados a prescrever e dispensar medicamentos, não devem divulgar o nome de marca do medicamento, devendo apenas ser apresentado o nome do princípio ativo. Nesses casos, poderá haver exceções, como por exemplo, quando um único medicamento for registrado com indicação diferente daquela referente aos demais medicamentos que tenham o mesmo princípio ativo.
Especialistas que mantêm quaisquer relações com laboratórios farmacêuticos devem declarar possível conflito de interesse ao se apresentar como palestrante/expositor em quaisquer eventos (simpósios, congressos, reuniões, conferências e assemelhados, públicos ou privados), sendo obrigatório explicitar o recebimento de patrocínios/subvenções de empresas ou governos, sejam parciais ou totais.
Palestras que abordem estudo científico específico devem apresentar sua referência bibliográfica completa, incluindo dados do periódico em que foi publicado. No caso de material distribuído durante a palestra, como resumo de estudos e/ou artigos, deverão informar as referências bibliográficas de forma completa e legível.
A propaganda, publicidade e/ou promoção de produtos sujeitos à vigilância sanitária deverão obedecer aos demais requisitos exigidos pela Legislação Sanitária vigente, em especial aos da Lei n. 6360/1976 e da Resolução RDC n. 102/2000.
Expor a figura de paciente como forma de divulgar técnica, método ou resultado de tratamento é proibido.
A lembrança de marca é permitida desde que traga apenas o nome do medicamento, a denominação comum brasileira e a denominação comum internacional (DCB/DCI), podendo informar o nome do fabricante e ser realizada exclusivamente em objetos relacionados à prática médica.
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É proibido omitir perante os organizadores dos congressos potencial conflito de interesses; conflito de interesses, aliás, que deverá ser devidamente indicado na programação oficial do evento e no início de sua palestra, bem como nos anais; no caso de médicos palestrantes de qualquer sessão científica que estabeleçam relações com laboratórios farmacêuticos ou tenham qualquer outro interesse financeiro ou comercial também é obrigatória a declaração do conflito. Jornal da SBD Volume 21 - N. 4 - julho-agosto de 2017 13
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CAPA: PESQUISA COM O ASSOCIADO
SBD REALIZA PESQUISA DO PERFIL DO DERMATOLOGISTA ASSOCIADO Trabalho traz relevantes informações sobre a distribuição e o perfil do especialista da entidade
D
ados de um estudo estatístico realizado pela SBD sobre seus mais de oito mil associados mostram que a maioria dos especialistas é do sexo feminino (78,4%), enquanto a média de idade dos médicos vem se reduzindo, estabelecendo-se abaixo dos 52 anos (72% dos associados). A análise, realizada em maio deste ano, tem o objetivo de avaliar a distribuição geográfica e aspectos demográficos dos dermatologistas associados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em atividade no país, oferecendo informações importantes sobre seu exercício profissional, como, por exemplo, as áreas com potencial carência de assistência especializada na saúde da pele. Coordenado pelo dermatologista e primeiro secretário da SBD, Hélio Miot, o estudo preliminar considerou fatores como sexo, idade e fixação territorial, comparados com os indicadores da população de 2016 e com o Índice de Desenvolvimento Humano – IDH (renda, escolaridade, saneamento etc.) de 2010 dos 5.570 municípios do país.
“Esse levantamento serve como base para conhecimento do perfil do associado, da heterogeneidade de sua distribuição geográfica e de áreas com potencial carência de assistência especializada na saúde da pele, uma vez que a melhor cobertura dermatológica está associada a menor morbimortalidade por doenças de pele. Da mesma forma, há dermatologistas não associados à SBD e outros profissionais médicos (e não médicos) que exercem a dermatologia sem título de especialista, cuja distribuição geográfica provavelmente, se assemelha à dos associados da SBD”, avaliou Hélio Miot. Os 8.384 dermatologistas associados avaliados estão distribuídos em apenas 527 (9,5%) dos 5.570 municípios, mostrando que o número de especialistas não atende a população de forma homogênea. A densidade mediana de dermatologistas no país foi de 0,41 profissionais para 10 mil habitantes. A característica de distribuição dos dermatologistas no Brasil é heterogênea e metropolitana, com maiores densidades de profissionais entre os grandes centros.
DISTRIBUIÇÃO DE ESTRATOS DA POPULAÇÃO DOS 5.570 MUNICÍPIOS BRASILEIROS
DISTRIBUIÇÃO DE ESTRATOS DA DENSIDADE DE DERMATOLOGISTAS SBD (2017) POR 10.000 HABITANTES NOS 5.570 MUNICÍPIOS BRASILEIROS (I DE MORAN = 0,06; P < 0,01).
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CAPA: PESQUISA COM O ASSOCIADO Principais dados demográficos e densidade (por 10.000 habitantes) dos associados da SBD de acordo com os estados do Brasil em 2017 Estado
Sexo feminino*
Idade (anos)**
Densidade de dermatologistas***
AC
5 (100)
48,3 (37,0-62,6)
0,13
AL
68 (83)
46,3 (34,8-54,4)
0,21
AM
67 (73)
43,9 (33,9-56,1)
0,43
AP
3 (75)
51,4 (44,5-54,3)
0,09
BA
200 (79)
42,0 (37,1-56,5)
0,21
CE
144 (74)
40,4 (34,2-51,0)
0,31
ES
183 (84)
44,5 (36,2-55,1)
0,41
GO
336 (76)
41,2 (35,9-51,7)
0,31
MA
34 (79)
41,5 (32,0-56,4)
0,30
MG
531 (74)
43,2 (36,4-53,5)
0,35
MS
51 (76)
40,2 (34,1-53,0)
0,28
MT
64 (77)
39,7 (34,6-46,4)
0,27
PA
100 (77)
47,1 (35,6-59,6)
0,11
PB
79 (83)
44,0 (35,7-53,5)
0,44
PE
224 (83)
43,5 (36,7-54,0)
0,14
PI
33 (64)
40,0 (35,0-56,5)
0,41
PR
319 (72)
41,4 (35,1-50,2)
0,36
RJ
1153 (80)
43,6 (35,5-55,0)
0,41
RN
76 (73)
39,7 (33,6-51,9)
0,30
RO
12 (57)
40,8 (35,9-44,6)
0,19
RR
7 (87)
34,2 (32,7-52,8)
0,25
RS
440 (81)
41,6 (35,6-53,6)
0,33
SC
196 (69)
40,6 (35-48,9)
0,47
SE
44 (73)
39,8 (34,9-56,8)
0,56
SP
2183 (79)
43,4 (35,9-54,1)
0,39
TO
20 (76)
41,6 (35,6-50,5)
0,49
TOTAL
6.572 (78)
42,7 (35,7-53,9)
0,41
# Incluindo Brasília (Distrito Federal); * n (%); **mediana (p25-p75); ***valor mediano do número de dermatologistas/10.000 habitantes entre as cidades com associados registrados. A pesquisa aponta que a idade média dos dermatologistas registrados é de 42,7 anos. Esse índice vem caindo, resultado da entrada de novos dermatologistas na entidade, com idades mínima e máxima de 24 e 84 anos, respectivamente. Outro ponto observado é o aumento anual do nú-
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mero de associados (4-5%) em detrimento do aumento da população brasileira (1-2%). Para Hélio Miot, esse aspecto torna importante a compreensão da distribuição geográfica dos dermatologistas no país, para que a melhor disposição garanta evolução da demanda de trabalho, reduza a concorJornal da SBD Volume 21 - N. 4 - julho-agosto de 2017 15
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CAPA: PESQUISA COM O ASSOCIADO rência e ocupe espaços possíveis para impedir o progresso de profissionais não certificados ou a ação de paramédicos na saúde da pele. Esses números vêm em consonância com os demais médicos brasileiros, cuja idade média é de 45,7 anos, em redução desde a última década, o que significa o ingresso maciço de um contingente jovem e com maior potencial de atendimento. Apesar da tendência de maior ingresso feminino entre os novos médicos, a proporção de mulheres (54,8% dos registros em 2014) é ainda bastante inferior à que ocorre na dermatologia (78,4%).
DISTRIBUIÇÃO HETEROGÊNEA
Apesar do número significativo de associados, ainda há um cenário de desigualdade de distribuição, fixação e acesso aos profissionais. O estudo mostra que 931 municípios (16,7%) com mais de 25 mil habitantes não possuem dermatologista SBD registrado e 295 cidades com dermatologistas registrados possuem densidade menor que 0,4/10 mil habitantes. Sobre os demais médicos no Brasil, sua distribuição também se apresenta metropolitana, heterogênea e de crescimento desigual nas diferentes regiões. De forma geral, a população médica cresce mais rapidamente do que a população geral do Brasil; no entanto, persiste a desigualdade na distribuição desses profissionais. “Nossos resultados corroboraram a associação de maiores densidades de profissionais a municíHistograma das densidades populacionais de dermatologistas (por 10.000 habitantes), nos 527 municípios que apresentam dermatologistas registrados na SBD. Os demais 5.043 municípios brasileiros que não apresentam dermatologistas têm densidade zero Histograma etário quanto ao sexo dos associados da SBD no Brasil em 2017
pios com maior IDH, salientando que a busca de qualidade de vida, a chance de melhor remuneração e a possibilidade de desenvolvimento familiar são elementos que importam na fixação do profissional ao município. Isso se evidencia, porque entre as subdivisões do IDH, a renda (IDH-R) e a educação (IDH-E) foram as mais fortemente associadas à densidade de dermatologistas”, informou Miot. O coordenador da pesquisa salienta que o estudo dos indicadores locais de associação revelou diversas áreas com potencial campo para expansão profissional da especialidade (maiores população e IDH e menor densidade de dermatologistas). “Deve-se atentar para a indicação de municípios vizinhos a grandes metrópoles, em que pode haver cobertura dermatológica itinerante de profissionais situados e registrados na capital regional, apesar de o modelo ter ponderado a influência de até duas cidades vizinhas”, argumenta. Segundo a pesquisa Demografia Médica 2015, realizada pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) com apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), qualidade de vida, lazer, distância para as áreas centrais da cidade, renda média e existência de um hospital são questões significativas para explicar a probabilidade de pelo menos um médico estar presente em uma cidade. Para melhorar a distribuição interna dos médicos, alguns países têm adotado medidas conjuntas visando à adequação dos cursos de graduação, o recrutamento, a fixação e a manutenção dos médicos no local de trabalho.
OUTRAS CONCLUSÕES DO ESTUDO Os serviços formadores de dermatologistas situam-se em áreas metropolitanas, e podem também exercer influência na fixação dos profissionais, gerando maiores densidades locais. Programas públicos de carreira e de incentivo à interiorização do médico podem ser oportunos para melhorar a distribuição da cobertura dermatológica no país. Em face às áreas de grandes densidades profissionais, o desenvolvimento de subespecializações, como por exemplo, cirurgia micrográfica, dermatopediatria,dermatoscopia ou tricologia são opções para diferenciação no mercado.
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OPINIÃO
DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA O FUTURO DA DERMATOLOGIA Ivonise Follador * Coordenadora do Departamento de Fotobiologia da SBD
P
ensar publicamente sobre esse tema é um grande desafio, considerando as múltiplas possibilidades de aspectos, tempo e espaço físico. De imediato, surgem questões geográficas, políticas, sociais, filosóficas, tecnológicas, humanísticas e culturais. Vamos pensar globalmente? Pensar na dermatologia da Europa? Dos EUA? Da África? Do Brasil? De que Brasil? Esse questionamento já nos leva a perceber que temos muitas dermatologias; mas uma coisa é certa: o grande avanço das telecomunicações diminuiu as distâncias e diferenças. Esse avanço nos levará mais longe ainda, e já se torna outro grande desafio demarcar os limites de uma atuação tecnológica, lembrando atendimentos via fotos, programas e similares, exames e até cirurgias via computadores, trazendo aspectos positivos e negativos, estimulando o questionamento e posicionamento sobre a relação médico/paciente e a que ocorre entre profissionais. Como ficarão essas relações? A ética médica está evoluindo na mesma medida? E a questão dos processos e judicialização da medicina? Como isso tudo ficará? O futuro dirá. Os avanços nas áreas de biologia molecular, imunologia, genética, técnicas diagnósticas e novas drogas estão apenas começando; o desafio maior é que possam chegar para todos em todos os cantos e lugares do mundo. As pesquisas avançam muito rapidamente; uma questão crucial é quem são os principais fomentadores financeiros dessas pesquisas. Um dos mais importantes deles, sem dúvida, é a própria indústria farmacêutica, que investe, mas invade; há cada vez mais relacionamento direto com os médicos e forte pressão para o lado comercial e financeiro. Faz parte? Como ficará essa relação? Positiva em termos de parceria, novas pesquisas e novos tratamentos; negativa considerando as influências e participações mundiais cada vez mais diretas na educação médica, nos trabalhos científicos, na atualização dos profissionais etc. Qual o ponto de equilíbrio? O futuro dirá. Nossa especialidade cresceu muito e hoje tem várias áreas de atuação, da clínica à cirurgia, alergia, oncologia, fototerapia, cosmiatria, laser, dermatoscopia, tricologia e outras. Será que no futuro o dermatologista vai cada vez mais se subespecializar e trabalhar em grupos diversificados
dentro da especialidade? Será que se vai conseguir manter o dermatologista generalista, fazendo de tudo um pouco? O futuro dirá. O nosso país é muito grande e diverso. Temos grandes diferenças sociais, uma grande parte da população não tem acesso à nossa especialidade; são castas sofridas que dependem de soluções econômicas, políticas e sociais verdadeiras e profundas. Essa melhoria, assim parece, está longe de acontecer. E por enquanto? Como fica a população carente? Seria possível melhorar a formação do médico generalista em dermatologia? Estamos formando dermatologistas excelentes para as classes média e alta, mas aos poucos estamos com excesso de especialista nas capitais, disputando espaço com colegas também especialistas, com os não especialistas, de outras áreas até fora da medicina, trabalhando terceirizados, à base de convênios abusivos que querem decidir junto ou no lugar do profissional, impondo limites vergonhosos. A cosmiatria no Brasil cresceu demais nestas últimas décadas, como se fosse um espaço mágico e uma solução. Trouxe avanços, mas também desvios de conduta e excessos. E agora começa se a perceber que ela não resolve as diversas questões da especialidade. Há um falso glamour na dermatologia que não representa a realidade da maioria. O que acontecerá com a cosmiatria tão invadida? Será uma especialidade à parte? Terá papel reduzido, equilibrando com o tratar doenças, cirurgia, pesquisa e outras áreas? Nesse mundo tão de aparências, a busca dessa juventude eterna e da perfeição chega como um sintoma de um mundo doente, um símbolo da fragilidade do ser humano. Iremos conseguir equilibrar a cosmiatria com uma dermatologia integral e integrativa? O futuro dirá. Diante dessa pequena amostra dos desafios e perspectivas da dermatologia no Brasil e no mundo, não podemos esquecer que cada doente é único, precisa ser cuidado, amparado, ouvido, examinado; e, por mais avanços que surjam, o desafio maior é acreditar no ser humano. O futuro dirá se conseguiremos ou não. Esperamos que sim. * Doutora em medicina e saúde pela Universidade Federal da Bahia (UFBA)
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ARTIGO
REFLEXÕES ACERCA DA RELAÇÃO MÉDICO/PACIENTE Carlos Barcauí
Coordenador do Departamento de Imagem da SBD
Q
ue privilégio essa profissão! De que outra maneira conseguiríamos nos relacionar tão profundamente e de maneira tão imbricada com tantas pessoas de idades variadas e dos mais diversos níveis sociais, econômicos e intelectuais, senão sendo médicos? Outros profissionais podem até ter contato com um número maior de pessoas, mas a janela que se abre em uma boa relação médico/paciente é incomparável. Como em toda relação, o zelo permanente é indispensável, e a entrega tem que ser autêntica. Detalhes não passam despercebidos. Pequenos gestos, como referir-se ao paciente pelo nome, recebê-lo na porta do consultório, lavar as mãos antes e depois do atendimento, não atender chamadas telefônicas durante a consulta e retornar suas chamadas telefônicas, dizem mais do que uma caneta importada ou diplomas na parede − sem entrar no mérito da qualidade técnica das consultas médicas e em particular as dermatológicas. A consulta médica é uma liturgia. Nos vestimos de branco, escutamos, examinamos, explicamos e prescrevemos. Quantas vezes ao término da consulta o paciente já sai se sentindo melhor independentemente da terapêutica instituída. As pessoas estão cada vez mais ensimesmadas. Seus (nossos) melhores amigos são seus (nossos) celulares. De repente, ali tem alguém que durante pelo menos 30 minutos está totalmente focado em melhorar a sua vida de alguma maneira. Isso pode ser mágico ou trágico. O nível de tolerância das pessoas às frustrações atualmente é muito baixo. Não consigo dormir, tomo remé-
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dio. Não consigo me concentrar, tomo remédio. Não consigo ter ereção, tomo remédio. Não consigo emagrecer, remédio óbvio. A sensação que se tem é de que qualquer pequeno desvio do “bem-estar físico e mental” tem que ser medicado, o que não necessariamente significa tratá-lo. E essa demanda se reflete nas consultas dermatológicas, o que requer muito bom-senso do médico. Uma sintonia fina entre as reais necessidades e desejos ou anseios do paciente, sobretudo em se tratando de pacientes cosmiátricos, em busca insana de um padrão de beleza inalcançável. Haja bom-senso! Atualmente, qualquer reflexão sobre a relação médico/paciente em dermatologia seria incompleta se não mencionasse a telemedicina, se é que podemos assim chamar as pérolas fotográficas que recebemos de nossos pacientes em nossos celulares. Tenho certeza de que grande parte dos colegas já recebeu imagens bizarras nos horários mais inoportunos e que não fizeram a menor diferença na tomada de conduta, como, por exemplo, fotografias de lesões enviadas na véspera de consultas com o intuito de ir “adiantando o expediente”. A tecnologia é uma aliada quando bem utilizada, mas creio que ainda não encontramos uso equilibrado para essa ferramenta. Apesar de os avanços da ciência levarem inexoravelmente à criação de subespecialidades médicas, temos que estar atentos ao paciente como um todo. A pele é o invólucro desse todo. Seria no mínimo um desperdício não aproveitarmos nossa formação clínico-cirúrgica para compreender o que está acontecendo no conjunto do paciente e não somente em seu maior órgão, a pele. Jornal da SBD Volume 21 - N. 4 - julho-agosto de 2017 19
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CAMPANHA DERMATOLOGISTA
SBD PROMOVE NOVA CAMPANHA DE COMUNICAÇÃO QUE RESSALTA E VALORIZA A IMPORTÂNCIA DO ESPECIALISTA NOS CUIDADOS COM A SAÚDE DA PELE Compromisso com a profissão e o paciente: ação esclarece que o médico dermatologista é o profissional que tem o conhecimento necessário para diagnosticar e tratar doenças de pele, cabelo e unhas e realizar tratamentos cirúrgicos e estéticos invasivos
O
conhecimento do papel atribuído ao médico dermatologista e o valor correto do profissional perante a população e a própria classe médica são o mote da nova campanha publicitária de valorização do dermatologista, com lançamento em setembro, durante o Congresso Brasileiro. O objetivo é promover mudança de comportamento da população, para melhor entendimento da importância do profissional tanto no diagnóstico de questões relativas à pele, às unhas e aos cabelos e seus cuidados clínicos como nos procedimentos cirúrgicos e estéticos, além de suas complicações. Com os conceitos “O conhecimento muda tudo” e “Não arrisque sua pele” as peças produzidas com base em situações vivenciadas pelo paciente e no ambiente de consultório estimulam a reflexão do tema, ressaltando a qualificação, o profissionalismo e a competência do médico para realizar ações que, quando colocadas nas mãos de outros profissionais, podem expor pacientes a situações de risco, incluindo risco de vida. Para o presidente da SBD, José Antonio Sanches, a campanha, que seguirá até julho de 2018, mostra a intenção da SBD de oferecer à população o melhor entendimento da função do dermatologista,“valorizando o médico especialista da SBD, que tem conhecimento técnico para diagnosticar e tratar, bem como desassociando o dermatologista de procedimentos mal executados por não médicos”. A campanha vai estimular o engajamento dos médicos associados − em sua maioria mulheres (74%), com idades entre 30 e 40 anos − como o canal de divulgação da própria comunicação para uma defesa ainda mais eficaz da sua prática médica. “O associado será o grande protagonista e disseminador do tema, para que, assim, a mensagem chegue com eficiência ao paciente que busca informações sobre o tratamento desejado”, explica Sanches. Grande parte do público-alvo também é composta de mulheres (65%), que são as principais decisoras de compras e cuidados com a saúde do lar e que utilizam a
O conhecimento muda tudo.
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CAMPANHA DERMATOLOGISTA
Não arrisque sua pele.
internet regularmente. São elas que a campanha pretende atingir especialmente. Para promover esse esclarecimento, as peças publicitárias terão forte divulgação na internet (redes sociais) e sites formadores de opinião, e filmes serão exibidos em TV de prédios comerciais e aeroportos (mídia indoor). Em outubro e novembro, a SBD fará ações em parques de grande circulação localizados nas capitais brasileiras, com o objetivo de conscientizar sobre os procedimentos estéticos realizados por médicos dermatologistas. Grandes espelhos que distorcem a imagem refletida acompanhados de mensagens de impacto fazem um alerta e reforçam a atuação do dermatologista na realização desses procedimentos. De dezembro a fevereiro, o #verãolaranja estimulará a proteção da pele com relação à exposição ao sol. E a partir de março até julho de 2018, a campanha entra na sua segunda fase com novas ações, incluindo uma especial para o Dia do Dermatologista, em 5 de fevereiro.
LANÇAMENTO Algumas atividades e ações especiais serão divulgadas no 72o Congresso Brasileiro de Dermatologia, na Costa de Sauípe, em setembro no estande da SBD, entre elas, a veiculação de vídeo institucional valorizando a especialidade e ressaltando o compromisso do dermatologista com a profissão e o paciente.
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TECNOLOGIA E DERMATOLOGIA
ATUALIZE O SEU PERFIL NO SITE DA SBD Novo visual, navegação intuitiva, conteúdo completo e melhor usabilidade: confira todos os serviços e possibilidades no site da SBD que está totalmente reestruturado
O
site da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) acaba de passar por total reformulação. O novo espaço entra no ar em setembro, durante o Congresso Brasileiro, e tem o objetivo de se tornar o endereço local de referência para consultas sobre a especialidade, fortalecendo a comunicação com o público leigo e estreitando o relacionamento com o associado. Com navegação mais fluida, intuitiva e amigável, a nova homepage possui áreas de acesso aberto, com informações detalhadas sobre doenças, e áreas de acesso exclusivo, com materiais de atualização do dermatologista, que contará agora com uma página exclusiva, com o respaldo da SBD, para divulgar seu trabalho junto a seus pacientes. No espaço, há informações para incluir a experiência profissional, formação, fotos e informações do consultório, nos moldes da rede social para profissionais LinkedIn. “O portal é a principal ferramenta para o público leigo se conscientizar da importância dos cuidados com a pele, cabelos e unhas e ficar atento aos sinais e manchas no corpo para evitar doenças que ainda matam, como o câncer da pele. Essa reformulação atende ao desejo da atual Dire-
toria de possuir uma gestão de conteúdo eficiente em seu site não só mais fácil de acessar, mas também com melhor organização estrutural”, afirma o coordenador de Mídias da SBD, Leonardo Spagnol Abraham, lembrando a importância da participação do associado nessa mudança, no sentido de deixar sempre o perfil atualizado, incluindo seu currículo lattes, para aumentar a visibilidade com o público on-line. O conteúdo das doenças, cerca de 160, foi revisado por uma equipe de dermatologistas, formada por coordenadores de Departamentos, e as notícias e os banners ganharam fotos com tamanho ampliado, a fim de facilitar a consulta e gerar melhor visualização e leitura em diferentes plataformas (desktop, tablets e smartphones). A parte administrativa passou por ajustes para que o dermatologista possa utilizar adequadamente serviços disponibilizados, como impressão de boletos da anuidade e atualização cadastral. As cores do portal também estão diferentes. O espaço passa a ter tons de verde, para lembrar a cor da logomarca da SBD, além do azul, ressaltando o aspecto científico. Os botões foram alterados seguindo a nova identidade do site. A
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TECNOLOGIA E DERMATOLOGIA
PERFIL DO ASSOCIADO O associado passar a contar com uma página exclusiva, com o respaldo da SBD, para divulgar seu trabalho junto a seus pacientes. No espaço, há informações para incluir a experiência profissional, formação, fotos e informações do consultório, nos moldes da rede social para profissionais LinkedIn.
fonte Lato foi a escolhida por funcionar em todas as resoluções e ler bem em uma tela de computador e em dispositivos móveis. Outra mudança é a nova estrutura de links para melhorar o posicionamento do site das buscas no Google e Bing, chamada de SEO, sigla de Search Engine Optimization, título traduzido para o português como Otimização para Motores de Busca.
UM MESMO PONTO DE PARTIDA
O site da SBD passa a agregar todos os eventos realizados da SBD, incluindo campanhas anuais da entidade (Controle o Sol e Psoríase tem Tratamento) e Congressos Brasileiros. “Queremos deixar claro aos usuários que os sistemas estão integrados. Por isso, foi desenvolvida uma interface que será o local no qual o usuário encontra todos os seus sistemas. Tudo isso será gerenciado pela SBD, dando praticidade ao dermatologista na hora de pesquisar e fazer sua inscrição nos eventos que desejar, por exemplo”, considera Leonardo. O site do Congresso de Curitiba em 2018 será o primeiro a integrar o site da SBD. O próximo passo é o desenvolvimento de um aplicativo único para o Congresso de 2018 e que passará a ser utilizado em todos os outros congressos da entidade. O portal institucional da SBD foi implementado há cerca de 15 anos, para transmitir aos médicos e ao público em geral as notícias e publicações da Sociedade de forma mais rápida e moderna. A atual reformulação foi desenvolvida a partir de um trabalho conjunto dos setores de Comunicação e Tecnologia da Informação da SBD, com a empresa MMPInterativa, responsável pela gestão e manutenção de projetos web para empresas como G1 e Ipiranga.
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DERMATO BAHIA 2017
CHEGOU A HORA
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ontagem regressiva para o início do 72o Congresso Brasileiro de Dermatologia (Dermato Bahia 2017), na Costa do Sauípe. São cerca de dois mil participantes já inscritos num trabalho intenso realizado pela Comissão Organizadora do evento. Além de se programar em relação às atividades científicas é sempre bom ficar atento à logística do evento, o que inclui o clima. Por enquanto, não há previsão de chuva para os dias do Congresso, com temperaturas oscilando entre 22 e 28 graus. A programação científica começa no dia 7, com cursos teóricos, cursos práticos em vídeo e com o Painel de Procedimentos ao Vivo (PPV). A abertura será no dia 7, às 18h30, no auditório Arena. É o momento de a organização e a SBD Nacional darem boas-vindas oficiais. Na área administrativa, a SBD realiza duas importantes reuniões. A do Conselho Deliberativo será no dia 6 de setembro, das 8h30 às 11h30, e a Assembleia Geral, no dia 9, das 10h40 às 12h40. Uma novidade na programação, e que precisa estar na agenda dos congressistas, está nas sessões de clínica médica, com enfoque nas doenças negligenciadas. Para acompanhar todas as atividades e se programar, é só baixar no seu dispositivo móvel o aplicativo, que já está disponível no Google Play ou Apple Store, e também seguir o Grupo Dermatologistas no Facebook. No site da SBD será possível ver reportagens e destaques do Congresso Brasileiro. A cobertura local começa no dia 7 de setembro.
APLICATIVO DO CONGRESSO
Além de ser o maior congresso brasileiro de dermatologia, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) aproveita o evento para disponibilizar ferramentas que auxiliem a transmissão das atividades via celulares, como o aplicativo do Congresso para que os médicos possam acompanhar a programação pelos smartphones (sistema operacional IOS e Android). O procedimento para fazer o download é simples, e dentro do app é possível acessar o programa científico e social, os palestrantes convidados, os trabalhos, entre outras informações. A Redação do JSBD fez o teste e aprovou. Instale o aplicativo no seu smartphone, acompanhe a movimentação do evento e crie sua agenda.
PROFISSIONAIS DO PSF DE SALVADOR PARTICIPAM DE SIMPÓSIO GRATUITO SOBRE HANSENÍASE
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O presidente do Dermato Bahia 2017, Paulo Machado; e coordenadores do curso, entre eles o dermatologista Heitor Gonçalves (CE)
erca de 250 profissionais do Programa Saúde da Família (PSF) da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS) participaram, na quinta-feira 17 de agosto, do Simpósio em Hanseníase, uma das diferentes iniciativas que integram as ações sociais do Dermato Bahia 2017. A atividade teve início às 8h, no auditório da Unijorge, no Comércio, e foi encerrada ao final da tarde. “O objetivo desse curso é possibilitar que médicos e enfermeiros do Programa Saúde da Família melhorem seus instrumentos, viabilizando, assim, o diagnóstico precoce da hanseníase e da reação hansênica, para que possam instituir o tratamento precoce, evitando, assim, a transmissão e diminuindo a possibilidade de esses pacientes evoluírem para
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DERMATO BAHIA 2017 incapacidade física”, disse Heitor Sá Gonçalves, doutor em farmacologia e chefe de Serviço do Centro de Dermatologia Dona Libânia, em Fortaleza. Referência no tema, o médico foi um dos palestrantes da manhã. Além dele, a programação contou com apresentações do dermatologista e presidente do Dermato Bahia 2017, Paulo Machado. Entre os temas abordados, a situação epidemiológica da hanseníase no Brasil e no mundo, formas clínicas e diagnósticos diferenciais. “É um evento que tem a participação de profissionais do estado e do município. Trouxemos o professor Heitor de Sá Gonçalves, que é um expert em hanseníase, diretor do Centro de Dermatologia Dona Libânia, referência nacional. Por isso o evento está muito bom, e graças também à parceria com a Secretaria Municipal de Saúde.” Para Helena Gomes Ribeiro, técnica do Programa Municipal de Controle de Hanseníase, é importante levar essas inovações e os novos conhecimentos para os profissionais da atenção primária.
Na parte da tarde houve a palestra da técnica de vigilância epidemiológica do município Eloisa Solange Magalhães Bastos, que traçou o perfil epidemiológico da hanseníase em Salvador. “Hoje pude trazer aspectos da hanseníase em Salvador, focando em três importantes indicadores da doença que são o percentual de cura, de contatos examinados e de avaliação em capacidade física desses pacientes. Esse evento é muito importante principalmente por podermos trabalhar juntos para a melhora dos dados da hanseníase”, destacou.
AÇÃO EDUCATIVA SOBRE CÂNCER DA PELE NA PRAIA DO FORTE
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Comissão Social do 72o Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia (Dermato Bahia 2017) realizou mais uma atividade educativa e de conscientização. Dessa vez, os beneficiados foram os funcionários do Projeto Tamar, alunos do Projeto Tamarzinho e das Escolas Alaor Coutinho, João Pinheiro, São Francisco e Creche Escola Finn Larsen. Os estudantes participaram de palestras e atividades relacionadas à prevenção do câncer da pele. As ações foram realizadas na manhã da sexta-feira 18/8, na sede do projeto Tamar, na Praia do Forte, e na Escola Alaor Coutinho, na comunidade de Açu da Torre (Salvador). Em sua apresentação, a dermatologista Marta Conceição Lima Oliveira, da Comissão Social do Dermato Bahia 2017, destacou a pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) realizada em 2016 em que foram registrados aproximadamente 176 mil casos de câncer da pele e três mil casos * Com a colaboração de Maria del Carmen González.
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novos de melanoma. “Uma projeção aponta que em 2030 o câncer de pele será muito acentuado, praticamente uma a cada duas pessoas será acometida pela doença. Aqui na Bahia, a incidência mais comum é do tipo vasocelular. Outro tipo comum entre pessoas da raça negra é o melanoma da região plantar, que é muito agressivo e mata devido ao atraso no diagnóstico. É comum os negros acharem que estão imunes a esse tipo de câncer”, explicou. Já o responsável pelo museu do Projeto Tamar na Praia do Forte, Gonzalo Rostan, destacou que esse não é o primeiro ano de parceria com o Dermato Bahia. “Para nós é muito gratificante, pois é importante estabelecer parcerias. A gente entende que é uma troca, então a equipe que participa vem disposta a trazer conhecimento e a entender o que o Tamar faz, nosso trabalho. Ano a ano, isso vem se consolidando, e o resultado é nítido com a participação de toda a nossa equipe, nas palestras e no evento.” Os participantes demonstraram bastante interesse acerca do tema. “Aprendi que não devemos ficar expostos ao sol, pois podemos ter câncer da pele. Devemos usar bastante protetor solar. Gostei muito de quando ela (Dra. Marta) falou sobre os tipos de proteção para a nossa pele. Hoje uso protetor, minha mãe passa em todo o meu corpo”, contou Stefany da Silva Santos, 10 anos, que participou da atividade no Tamar. “A aula para mim teve bastante conhecimento. Aprendi mais sobre a pele e sobre a ação do sol na nossa pele”, acrescentou Willian Felix dos Santos, 20 anos, 2º ano do ensino médio, que integrou a ação feita na Escola Alaor Coutinho*. Jornal da SBD Volume 21 - N. 4 - julho-agosto de 20 25
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II SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CABELOS E UNHAS PROMOVE DISCUSSÃO APROFUNDADA SOBRE OS TÓPICOS MAIS RELEVANTES NA ÁREA Evento contou com o apoio da Regional Rio e reuniu cerca de mil dermatologistas associados de várias partes do país e renomados profissionais das doenças de cabelos e unhas
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s novas abordagens terapêuticas e principais novidades em estudos e pesquisa permearam o II Simpósio Internacional de Cabelos e Unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), realizado de 4 a 7 de agosto, no Rio de Janeiro. Sob a coordenação das dermatologistas responsáveis pelo Departamento de Cabelos e Unhas, Bruna Duque Estrada (RJ), Fabiane Andrade Mulinari Brenner (PR), Giselle Martins Pinto (RS) e Robertha Carvalho de Nakamura (RJ), o evento contou com o apoio da SBD-RJ e reuniu aproximadamente mil dermatologistas associados de várias partes do país e experts do Brasil e do mundo no tratamento dos dois campos da especialidade. O vice-presidente da entidade, Sérgio Palma, após dar as boas-vindas aos presentes, abordou, em seu discurso de abertura, a reestruturação do Departamento Jurídico da SBD; a ação de defesa jurídica movida para a suspensão da Resolução n. 529/2016, do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen); as últimas discussões sobre a PLC 77/2016,
que trata dos esteticistas, cosmetólogos e técnicos em estética; além da Campanha de Revalorização do Dermatologista e a reestruturação do site, projetos com lançamento previsto para setembro, durante o Congresso Brasileiro. Um dos pontos altos foi a homenagem ao Professor Ival Peres Rosa, considerado um dos precursores da cirurgia dermatológica no Brasil ao lado dos Profs. Sebastião Sampaio, Luiz Henrique Camargo Paschoal, Carlos Machado, Bogdana Kadunc e Cássio Villaça, além de pioneiro da cirurgia da restauração capilar no país. Os palestrantes que participaram das apresentações falaram sobre as onicomicoses, as doenças ungueais inflamatórias, alopecias difusas e androgenéticas, alopecia areata, cirurgia de Mohs na onicologia, melanoma ungueal e linfonodo sentinela, foliculite dissecante, novidades no tratamento da alopecia cicatricial, dermatoscopia ungueal, síndrome das unhas frágeis, FUE e FUT no transplante capilar, update em cosmética ungueal, alisamentos e Anvisa.
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EVENTO
Fotos: Laura Jeanon
SBD homenageia destaques da dermatologia. Prof. Ival foi reconhecido pela contribuição que fez à especialidade
O encontro também promoveu a troca de experiências entre renomados nomes da área, como o alemão Eckart Haneke, especialista em dermatopatologia, cirurgia dermatológica e doenças ungueais, com numerosas publicações nesses campos; e as americanas Antonella Tosti − uma das pioneiras na pesquisa clínica das doenças das unhas e dos cabelos, que veio ao evento para falar sobre tricoscopia − e Maria Hordinsky, que abordou as novas terapêuticas para alopecia areata, líquen plano pilar e envelhecimento capilar. Segundo a coordenadora do Departamento de Cabelos e Unhas e do encontro, Bruna Duque Estrada, os resultados do Simpósio vão muito além dos dias de evento. “Minha expectativa foi que os dermatologistas entendessem os mecanismos atuais descritos nas doenças para aplicar esses conhecimentos em sua prática diária, já que nos últimos anos muitas mudanças ocorreram nesses campos da dermatologia. Era possível prever a grande adesão do público, dadas a qualidade da grade científica e a participação de nomes importantes para ministrar aulas, incluindo a escolha dos palestrantes nacionais e internacionais”, ressaltou. Em seu discurso de encerramento, Bruna disse estar orgulhosa da participação de mais de mil dermatologistas, agradecendo a todos e à organização. Este é apenas o segundo ano do evento, que tem ganhado a adesão maciça não só do público participante, mas também dos palestrantes, importantes profissionais nacionais e de fora do país.
PESQUISA SOBRE VITAMINA D
Cerca de cem congressistas foram voluntários para participar do projeto de pesquisa que avaliou a influência do filtro
A coordenadora Bruna Duque Estrada agradece a presença de todos e ressalta a parceria da SBD Nacional e RJ para o sucesso do evento
solar e de outros possíveis fatores na produção da vitamina D após exposição ao sol. Eles fizeram exame de sangue para medir os níveis de vitamina D no organismo e depois tomaram sol por alguns minutos. Os pesquisadores dividiram os participantes em dois grupos: parte deles aplicou o protetor solar com fator de proteção 30 no rosto e o restante dos participantes se expôs sem usar a proteção solar. Os resultados esperam reforçar a ideia de que o uso regular de protetor solar não impacta a produção de vitamina D. “Devemos ter mais preocupação com os riscos relacionados à exposição solar do que com os da não exposição”, argumentou Clívia Carneiro, dermatologista envolvida no projeto. A médica afirma que a exposição solar deve ser feita de forma consciente, de acordo com medidas de fotoproteção recomendadas pela SBD. A principal responsável pelo estudo é Luiza A. Pereira, do Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário Antonio Pedro (RJ). Jornal da SBD Volume 21 - N. 4 - julho-agosto de 2017 27
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EVENTO
Coordenadores do curso de tricoscopia e palestrantes, entre eles Antonella Tosti, especialista dos Estados Unidos (quinta da esq. para a dir.)
CURSOS PRÉ-CONGRESSO
No primeiro dia de evento (4/8), a programação científica contemplou cinco cursos pré-simpósio, sendo três práticos (cirurgia da unha, de transplante capilar e de supercílios) e dois teóricos (tricoscopia e cosmiatria de cabelos e unhas). As aulas ocorreram no Instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay, da Santa Casa da Misericórdia; no Americas Medical City; e no Windsor Barra. Coordenado por Leonardo Spagnol Abraham (DF) e Rodrigo Pirmez (RJ), o Curso Teórico de Tricoscopia, realizado na parte da manhã, discutiu a importância da tricoscopia no diagnóstico diferencial das tricoses e mostrou as princi-
pais causas de alopecia e distúrbios da haste capilar. “Também abordamos os equipamentos e diferentes métodos de tricoscopia existentes com a participação de especialistas de referência. Foi bastante proveitoso”, considera Leonardo Spagnol. Na aula “Cosméticos para unhas e cutículas”, a dermatologista Renata Brandão Villa Verde (RJ) falou sobre a importância da hidratação e das vitaminas para o cuidado e fortalecimento da região. Em “Cuidados com o cabelo afro”, Aline Tanus Luz Martins (RJ) lembrou que o formol, que ainda vem sendo utilizado de forma ilegal por profissionais de salão de beleza e consumidores para o alisamento de cabelos, é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), podendo causar irritação, descamação do couro cabeludo e até mesmo câncer. “A Anvisa libera apenas dois tipos de alisante: os hidróxidos e o tioglicolato de amônio. O formol não é autorizado como alisante capilar em nenhuma concentração. Ele é autorizado como conservante de cosméticos até 0,2% e como fortalecedor de unhas”, enfatiza. “Oninutracêuticos e seus potenciais efeitos adversos” foi o título da palestra de Tatiana Villas Boas Gabbi (SP), coordenadora do Curso Teórico Cosmiatria de Cabelos e Unhas. Em sua apresentação, ela se referiu ao uso de vitaminas, como a biotina, e de microelementos, como o silício orgânico, no tratamento dos problemas das unhas. O principal ponto destacado foi em relação às alterações de exames laboratoriais que podem surgir com o uso de biotina acima de três vezes o valor da ingestão diária indicada e às recomendações de como proceder nesses casos.
NA MÍDIA
AÇÃO MOVIDA PELA SBD, QUE INTEGRA A COMISSÃO JURÍDICA DE DEFESA DO ATO MÉDICO, É DESTAQUE NO JORNAL MEDICINA, DO CFM
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edição de maio do Jornal Medicina do Conselho Federal de Medicina (CFM) detalha a atuação jurídica dos Conselhos de Medicina em defesa do ato médico, incluindo a ação movida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que integra a Comissão Jurídica do CFM, para a suspensão da Resolução n.529/2016, do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), por exercício ilegal da medicina no país. A liminar nacional do Tribunal Regional Federal da 1a Região anulou a resolução do Cofen que permitia a enfermeiros a abertura de consultórios e a realização de procedimentos privativos dos médicos.
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EVENTO
40O CURSO NACIONAL DE DERMATOLOGIA TROPICAL E MEIO AMBIENTE REFORÇA IMPORTANTE PAPEL PARA A SAÚDE PÚBLICA DO PAÍS
Coordenadores ressaltam a importância do curso para a saúde pública do país
Mesa composta pelos dermatologistas Heitor Gonçalves; Sinésio Talhari (ex-presidente da SBD); Gerson Penna e o presidente da SBD-CE, Antonio Renê Diógenes
esultado do esforço pioneiro de grandes nomes da dermatologia, entre eles ex-presidentes da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), como os professores Renê Garrido Neves, Sinésio Talhari, Raymundo Martins Castro, Arival de Brito, entre outros, o Curso Nacional de Dermatologia Tropical e Meio Ambiente reúne anualmente, desde 1979, os maiores experts em doenças dermatológicas associadas a ambientes tropicais, moléstias que correspondem às principais endemias de nosso país. Este ano, a quadragésima edição do curso ocorreu de 29 de junho a 1o de julho, em Fortaleza, sob a coordenação nacional do dermatologista Sinésio Talhari e local de Heitor Gonçalves, e contou com o importante apoio do Centro de Referência em Dermatologia Dona Libânia, da Regional Ceará e do Governo do Estado do Ceará. Com foco na saúde pública brasileira e o objetivo de fomentar as ações de combate às doenças negligenciadas, que recebem pouco investimento em pesquisa e opções de tratamento no Brasil, o curso contempla a participação, além dos associados da SBD, de médicos não associados e outros profissionais da rede pública, que, dessa maneira, têm a oportunidade de se atualizar sobre doenças infecciosas e parasitárias de grande incidência no país e que atingem principalmente a população de baixa renda.
Durante três dias, os 237 participantes do evento expandiram seus conhecimentos em doenças como a hanseníase, leishmaniose, micoses profundas, além das doenças sexualmente transmissíveis, incluindo a aids e sua associação com dermatoses tropicais. Um dos destaques foi a participação da Professora Celina Turchi, médica epidemiologista da Fiocruz de Pernambuco, escolhida pela revista britânica Nature como uma das dez cientistas mais importantes de 2016, por sua pesquisa que confirmou a relação entre a microcefalia e o vírus da zika; e do Professor Carlos Brito, membro do Comitê Técnico de Arboviroses do Ministério da Saúde (MS) e um dos responsáveis por comunicar o governo federal sobre o avanço dos casos de microcefalia, que abordou o tema das arboviroses, um grande desafio à saúde pública no Brasil. A amplitude, profundidade e qualidade do conteúdo tratado, o que possibilitou atualização em toda a área, são as marcas do Curso Nacional de Dermatologia Tropical e Meio Ambiente. “Nosso objetivo foi favorecer a maior resolutividade dos agravos dermatológicos desde a atenção básica até a atenção especializada”, ressaltou Heitor Gonçalves, diretor do Centro de Referência em Dermatologia Dona Libânia.
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O JSBD, em sua próxima edição, estreará a coluna do Ombudman, sob a coordenação do dermatologista Sérgio Talarico (SP).
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RIO DE JANEIRO Assim como a SBD Nacional, a SBD-RJ apoia a campanha #amefrancisco, para ajudar a custear o tratamento do bebê Francisco, filho da colega Daniela Bringel, dermatologista associada da SBD formada pela Uerj. Francisco tem um ano e cinco meses e é portador de atrofia muscular espinhal tipo 1. A doença rara, de origem genética, pode ser fatal. A campanha é para arrecadar o dinheiro necessário para a compra de seis doses de Spinraza e financiar o primeiro ano de tratamento. Cada dose custa 145 mil dólares. O objetivo é arrecadar R$ 3 milhões.
PARANÁ Estão abertas as inscrições para o III Curso de Dermatopatologia da SBD-PR a ser realizado de 25 de agosto a 10 de março de 2018, na Associação Médica do Paraná. O curso é preparatório para candidatos à prova de título pela SBD e também destinado à reciclagem de conhecimentos de associados, residentes e especializandos de Serviços da SBD na área de dermatopatologia. Segundo a organização, as aulas darão ênfase à correlação clínico-patológica, capacitando o participante a identificar o processo patológico básico de doenças de pele (neoplásico, inflamatório ou infeccioso). Sob a coordenação de Betina Werner e com a colaboração de Lismary Mesquita e Graziela Crescente, o curso será composto de quatro módulos, e o último deles vai abranger a aplicação de testes para autoavaliação. A partir de 2017, o curso será oferecido apenas a cada dois anos. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail: sbdpr@sbdpr.com.br.
O Spinraza é o único tratamento com melhora clínica comprovada, estacionando a doença e permitindo ganhos motores e melhora da parte respiratória. As contribuições podem ser feitas em duas contas em nome de Francisco Martins Campeão Garrido, uma no Banco do Brasil e outra no Itaú. No BB, a agência é a 45608, conta poupança 300-X e, no Itaú, a agência é 2799, conta poupança 06304-1/500. Para ambos os depósitos, o CPF é o 082. 274. 931-90.
RIO GRANDE DO SUL Um evento inédito no estado e com a proposta de debater casos clínicos da dermatologia: esse foi o objetivo da I Jornada Multisserviços da SBD-RS, ocorrida no dia 19 de agosto, em Porto Alegre (RS). Este ano, o encontro contou com reuniões ordinárias, realizadas em cada Serviço de Residência Médica do Rio Grande do Sul, espelhando-se no evento realizado em São Paulo em 2016. A qualificação debateu casos clínicos difíceis ou comuns, mas com investigação e terapêutica exemplar, com dermatologistas renomados e patologistas, e a presença de aproximadamente 300 pessoas, entre dermatologistas e residentes. A Regional fará a 42a Jornada Gaúcha de Dermatologia, de 20 a 21 de outubro, em Porto Alegre. Para mais informações, acesse www.sbdrs.org.br.
SANTA CATARINA A 56a Jornada Catarinense de Dermatologia ocorrida nos dias 7 e 8 de julho, em Florianópolis, foi sucesso de público e programação científica. O encontro ocorreu em conjunto com a 13a Jornada do Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e contou com palestrantes convidados, o primeiro secretário da SBD, Hélio Miot, Mauro Enokihara e Beni Grinblat, ambos de São Paulo, e João Avelleira (RJ). A coordenação ficou a cargo do presidente da
SBD-SC, Mauricio Amboni Conti, e do chefe do Serviço de Dermatologia HU-UFSC, Daniel Holthausen Nunes.
Os dermatologistas convidados João Avelleira e Hélio Miot
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MATO GROSSO DO SUL
A SBD-MS realizou nos dias 7 e 8 de julho, a II Reunião Ordinária sobre Cabelos e Unhas. O evento abordou cursos teóricos e práticos e contou com a presença de especialistas renomados. Quatro oficinas foram ministradas no primeiro dia: biópsia ungueal, leito e matriz ungueal com a Dra. Tatiana Gabbi; cirurgia de unha encravada e paroníquia crônica com o Dr. Nilton Gioia di Chiacchio; microagulhamento na dermatologia com a Dra. Maria Isabel Takemoto; tricoscopia − como fazer e documentar e avaliar com o Dr. Leonardo Spagnol Abraham e o Dr. Rodrigo Pirmez.
O segundo dia contou com aulas teóricas sobre cosmecêuticos em cabelos e unhas, retroníquia e tumores ungueais; dermatoscopia ungueal, o que todo dermatologista deve saber?, cirurgia do aparelho ungueal; capelux fotobiomodulação na dermatologia; alopecias difusas (androgenética, eflúvio); cicatriciais linfocíticas I (LPP/LED); alopecias não cicatriciais em placas (tinea, tricotilo, areata) e cicatriciais linfocíticas II (AFF/FAPD), além de novidades em alopecias e casos clínicos interessantes. “Existem muitas novidades que antes não conhecíamos. Tivemos a oportunidade de apreciar novos conceitos, tratamentos e doenças, entidades etiológicas e de pesquisas com relação a possibilidades de tratamento de reversão de diversas formas de queda de cabelos e doenças ungueais, doenças e perspectivas novas”, afirmou o presidente da SBD/MS, Alexandre Moretti, lembrando que este ano a II Jornada Sul-Matogrossense de Cosmiatria e Laser ocorrerá em conjunto com a X Jornada do Serviço de Dermatologia Dr. Gunter Hans, de 19 a 21 de outubro, em Campo Grande (MS). Mais informações em: https://sistemacenacon.com.br/site/jornadasulmatogrossense2017/normas.
PARÁ
De 10 a 12 de agosto, a SBD-PA promoveu a XXXVI Jornada Norte e Nordeste de Dermatologia (JNNE), em Belém. Aproximadamente 200 participantes aproveitaram intensamente os três dias de evento, que somou mais de 60 aulas diferentes ministradas por dermatologistas autoridades nos temas abordados, entre eles, o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), José Antonio Sanches. Também foram ministrados três cursos práticos.
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O evento teve como presidente Walter Loureiro (dirigente da SBD-PA), e como presidente de honra Mario Miranda (in memoriam), um dos fundadores da Regional Pará, em 1986, que foi homenageado por todos os anos serviços prestados à dermatologia. “Fiquei muito orgulhoso de ter sido o anfitrião e presidente da XXXVI Jornada Norte Nordeste de Dermatologia, um dos mais tradicionais eventos de nossa especialidade. Muito obrigado a todos os professores, colaboradores e ao total empenho da nossa Diretoria da SBD-PA”, afirmou Walter Loureiro.
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SERVIÇOS CREDENCIADOS INSTITUTO LAURO DE SOUZA LIMA (ILSL) – SP No dia 30 de julho, o Instituto Lauro de Souza Lima juntamente com o VII Distrito Dermatológico da SBD-Resp realizou a Jornada de Colagenoses. O evento contou com a participação de dermatologistas e reumatologistas de Bauru e região, e teve como objetivo abordar as novidades científicas e a experiência médica sobre o assunto. Na foto estão o chefe do Serviço de Dermatologia do ILSL, Jaison Antônio Barreto, os dermatologistas do ILSL, Flávio Badim Marques e Somei Ura, e o palestrante e reumatologista de Bauru (SP), José Carlos Pernambuco. POLICLÍNICA GERAL DO RIO DE JANEIRO (PGRJ) – RJ De 27 a 29 de julho, o Centro de Convenções SulAmérica (RJ) sediou a XVIII Jornada de Dermatologia Cosmiátrica e III Jornada Internacional de Cosmiatria. Cerca de 800 especialistas participaram do encontro que contou convidados estrangeiros e oito atividades de workshop no Hospital Casa de Portugal.
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PEDRO ERNESTO (UERJ) – RJ Nos dias 27 e 28 de outubro, o Serviço de Dermatologia do Hospital Pedro Ernesto (Uerj) organiza a III Jornada Prática de Cosmiatria e a XIX Reunião Anual de Dermatologistas da Uerj Prof. Jarbas Porto, sob chefia do Prof. Alexandre Gripp e com coordenação dos Profs. Daniela Antelo, Jaqueline Vasconcelos e Igor Balassiano. Na sexta, dia 27, serão promovidos workshops práticos de harmonização facial com ácido hialurônico com Maria Paulina Kede e Fabiana Wanick; aplicação de Radiesse® para mãos, pescoço e celulite com Giseli Petroni; técnicas de aplicação de Sculptra® com Antônio Menezes; cirurgia dermatológica para o dermatologista clínico: correção de lóbulo de orelha, siringoma e remo-
ção de cistos; toxina botulínica avançada com Daniela Antelo; preenchimento de olheiras com Ana Paula de Sá Earp; e ultrassom microfocado: Vithara® com Daniela Antelo. No sábado, haverá o tradicional exame clínico ao vivo de pacientes com discussão dos casos com os Profs. Alexandre Gripp, Luna Azulay e Arles Brotas, além de palestras sobre variados temas atuais, como a terapia fotodinâmica day-light, microagulhamento no melasma, atualização em eflúvio telógeno, hidrosadenite e dermatite atópica. Os associados e residentes interessados em participar do evento devem enviar e-mail para jarbasporto2017@gmail.com.
UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES (UMC) – SP No dia 19 de agosto, o Serviço de Dermatologia da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) em conjunto com o Departamento e o Grupo de Gordura Cutânea da SBD Resp, promoveram curso sobre hipoderme para discussão deo seu metabolismo, composição e como o tecido
reage perante a tratamentos estéticos. Foram realizadas várias abordagens sobre lipoaspiração em pequenas áreas e o uso de várias tecnologias, como ultrassom para gordura localizada, radiofrequência monopolar, radiofrequência com campo aberto, além de avaliação sobre criolipólise x ultrassom x radiofrequência, entre outros temas. O curso contou com a presença da ex-presidente da SBD Denise Steiner e com a participação dos dermatologistas Érico Pampado, Aldo Toschi, Miguel Luiz Batista Junior, Valéria Marcondes, Tânia Maria H. Benemond,Vania Marta F.Yokomizo, Luciana Gasquez, Sandra Tagliolatto, Susana Lu Chen Wu, Beatriz Yumi, Monica Arib, Christianna Blattner, Natalia Cymrot, Rogerio Ranulfo e Luciana Conrado.
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