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Jornal da SBD - Nº 1 Janeiro/Fevereiro 2013

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Janeiro-Fevereiro 2013

Ano 17 N. 1 Publicação oficial da Sociedade Brasileira de Dermatologia

SBD à frente do seu tempo Projetos inovadores implementados nesses 100 anos inspiram gestão 2013/2014 a avançar ainda mais


Sumário Sociedade Brasileira de Dermatologia A½liada à Associação Médica Brasileira www.sbd.org.br

Diretoria 2013/2014 Presidente Denise Steiner Vice-presidente Gabriel Gontijo Secretária-geral Leandra D’Orsi Metsavaht Primeira secretária Flávia Addor

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Entrevista Denise Steiner: O primeiro ano após o centenário

Segundo secretário Paulo R. Cunha Tesoureira Leninha Valério do Nascimento Coordenadores médicos do JSBD Omar Lupi Aldo Toschi

10 Ações médicas de educação em saúde aumentam na SBD

17 Medicina no esporte: os cuidados com a pele na prática esportiva

Conselho editorial Denise Steiner Gabriel Gontijo Leandra D’Orsi Metsavaht Flávia Addor Paulo R. Cunha Leninha Valério do Nascimento Jornalista responsável Erika Drumond - Reg. MT n. 31.383 Redação e edição Erika Drumond Editoração eletrônica Nazareno Nogueira de Souza Contato publicitário Priscila Rudge Simões A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e os textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/17o andar Centro - Rio de Janeiro – RJ CEP: 20090-003 E-mail: imprensa@sbd.org.br Assinatura anual: R$ 120,00 Número avulso: R$ 20,00 Tiragem: 6.000 exemplares Impressão: Sol Grá½ca

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Carta do editor

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Palavra da presidente

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Preste seu Depoimento

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Grupos de apoio permanente – Grape

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Ganhadores de bolsas de estudo no exterior enaltecem oportunidades oferecidas pela SBD

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Aplicativo ajuda na triagem de lesões sugestivas de câncer de pele

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Miami, modo de usar

SBD reconhece a importância das redes sociais na defesa da especialidade

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Analogias em medicina: Ladrãozinho na pele

Trabalhos mostram avanços no tratamento das doenças de pele

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Regionais

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Serviços Credenciados

Câmara Técnica de Dermatologia: uma conquista para a SBD, um benefício para a população brasileira

40 Departamentos Jornal da SBD Ano 17 n.1 O 1


Omar Lupi Editor médico do Jornal da SBD

Carta do editor

Palavra da presidente

Prezados associados,

Avançando sempre

Nossa presidente, Denise Steiner, incumbiu-me, juntamente com Aldo Toschi, de coordenar o Jornal da SBD no biênio 2013/2014. Fico muito feliz em cumprir essa função para nossa Sociedade, especialmente por auxiliar diretoria com a qual tenho laços pro½ ½ssionais profundos, sendo grande minha con½ ½ança de que fará o melhor pela dermatologia brasileira. Denise e Gabriel preenchem todos os requisitos para essa função, pois são inteligentes, articulados, trabalhadores e experientes em assuntos da SBD. Além disso, são bem-intencionados, estão motivados e darão o seu melhor por nós; não consigo imaginar melhores credenciais. Nosso jornal retoma algumas seções de suma importância, como o espaço dado a projetos sociais, com destaque para a iniciativa Grape, e a extensa entrevista com jovens dermatologistas que se bene½ ½ciaram com projetos educacionais da SBD para iniciar sua trajetória pro½ ½ssional.

Há matérias de interesse geral, como a que dá dicas de viagem para Miami durante o próximo Congresso Americano de Dermatologia. A estruturação da Câmara Técnica de Dermatologia no CFM também merece destaque especial por sua importância para nossa especialidade. Finalmente, a Dra. Maria Helena inicia seus trabalhos como ouvidora atuante e corajosa, pronta para receber seus comentários, sugestões, críticas e elogios. A capa deste primeiro número do JSBD na nova gestão nos lembra o árduo caminho já percorrido pela nossa centenária instituição em defesa da dermatologia brasileira, mas também a força de tudo que já construímos. Q

PARABÉNS, COLEGAS! Homenagem da SBD a todos os dermatologistas que diariamente cuidam com responsabilidade, carinho e respeito da saúde do maior órgão do ser humano que é a pele.

www.sbd.org.br 2 Jornal da SBD O Ano 17 n.1

5 de fevereiro, Dia do Dermatologista.

Caros associados, In nicialmentee, gostaria de dizer qu ue me sin sinto muito fe e honrada de representtar os dermatologiisttass de feliz nosso país estan ndo d à ffrente da segunda maior so ociedade médica do mun da undo, qu q e é a Soci ciedade Brasileira d Derm de matolog gia (S SBD). É grande o de desa sa½ ½o, e es espe p ro o que, com m a exp periênc ncia e a disposição ac acum umul ulaadas po or nossa Direto toria, ten enhamos um trabalh lho proffícuo ao o longo des este ste t aano o e de 20 014 14. Quero agradecer a toda equipe que me acompanha nesssa jo j rnada, em espeecial a Gabrieel Go Gonttijjo, homem ½rme, cco omp mprometido, ético e amigo. Nossa gestão o estáá motivad ada, unida da e pro onta parra rea e lizzar mudaanç n as e tra ratar a derm mat atol o ogia em toda to a suaa am amplitude e em m contí tín nua expansão. Ao longo dos anos, a enttid i ade passou porr u umaa série de mudanças positi itivaas,, e diversos projetos fo foram implem men ntados graçças a ao esfforço e à competência de d todas as Diretorias qu ue já est stiveram à frente de nossa centenáária SBD. Pod demos asseg egurar que há alg gum tem mpo a SB BD sabe, co om pr p ofundidade de, o que é mud dança. Mudar paara se mantter em sintonia com o ritmo o das evo oluções médicas e cientí½ ½cas ocorridas as no Brasil e no mundo. Queremos expandir ainda mais essa id deia, levando a expe periência e a competência dos derm mattologistas daqui par ara o exterior or. A partir de agora, “Do Brasil para o mundo” entra para o vocabulário da SBD co omo marcca dos novos tempos. Outras metas para este biênio o já j estão sendo traabalhadas e desenvolvid das a , sempre vissan ando d à valorriz i ação da derrmatologia e dee nossos dermattol olog o istass. Uma m das açõees foi a contrataçã ção de uma assessoriia juríídicaa para responder às demandas d de nossos associados, sobretudo no oq que diz respeito p à in inva v são enfrentada p pela especialidade. e. Campanhas publicitári rias as que mostrem a diferença entree dermatologistas da SBD Deo out utros pro½ssionais que nãão fazem parte de nossos Serviços Cre redenciados também ser e ão articuladas e estabelecidass.

Além disso o, não o nos afastaremos do exercício dee no ossa função social,l atu uando como veículo de inclusãão para portadorres de do d en nça ç s graves, crônicas e est stigmati tizantes por or meio de d pro roje jeto t s de edu uca caçã ção em saú aúde de, como o Graape p , aproxi x mand do-nos, assim, aindaa mai mais da sociedade civvil. Q eremos estreitar nossa rel Qu elaç ação ão com nossos Serviço os Credenciad dos o , pilarees da formação do dermato tologista da SBD, offer erecendo do m melhores cond ndiç içõe ões de trabalho e avaliando as necessidad des especí½ ½cas de cada um de d les, além da rea ealização de outra rass ati atividades releeva vantes, como cursos, est stág ágios e reuniõees es, que promovam m a troca de experiências e de conhec nh heccimentos. Necessidades pontuais das as Reg gio i nais taam ambé bém terão nosso ol o har especial e atento. O d dermato ologista j vem, assim ccomo o mais amadurecido, o quee trabajo lha no consultó lh ório e o que é professor, todos estão em no osso foco, para que possam trocar e melhoraar suas relações com a SBD BD. Nossa palavra mais importa tant n e para todos os associad doss é de compro ometimento o com a defesa pro½ o½sssi sio onaal. Con nvidamos oss colegas deerm matologi gist s as para lutar peelo creesc scimento político dentro dos órg gãos dee saúde com mo CRM RMs, CFM M, AMB, entre outros. Além m disso, queremos primar porr uma comunicação excelen nte,, eem m que to todos tenh n am m voz e sejam representados. Estamos, en½ ½m, pr p ontos para os desa½os quee surgirão. E, com a un nião iãão de todos, ½rmamos o comp promisso durante te esses doi oiss anos de tornar a dermaatologia g crescenteemen cr ente reconhe heci cida d e sólid da, a integrand do cad da vez ma m is dermato tologi g a clínica, ccirúrgica i e cosm miátri rica ca, e avan nççand do de mod odo o contínuo. No Nossa un uniã ião o re¾ete não só os ob objetivos da SBD, mas sobretudo, oss novo voss temposs. Hojee, a SBD se torna mai aiss forte para m mostr trar ar seu va se valor ao mundo nd , levando co onsig go to toda dass as cco ores da o d rmatologia brasileira. de a Q

Denise Steiner Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) (2013/2014)

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Entrevista

O primeiro ano após o centenário Nova presidente da SBD destaca papel do associado no crescimento da entidade

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Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) inicia o mês de janeiro com nova Diretoria, empossada em setembro de 2012, para cumprir os próximos 24 meses de mandato. Recém-eleita, a presidente da SBD, Denise Steiner, demonstra nesta entrevista a segurança de quem conhece seu trabalho, a consciência da responsabilidade que tem pela frente e a sensibilidade de quem respeita a história centenária da SBD e as pessoas que dela fazem parte. E começa enfatizando a necessidade do trabalho em equipe e da aproximação com o associado. Veja abaixo seus planos e intenções:

Além da presidente Denise Steiner (SP), compõem a diretoria:

Tesoureira: Leninha Valério do Nascimento (RJ)

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Vice-presidente: Gabriel Gontijo (MG)

Secretária-geral: Leandra Metsavaht (RJ)

1a secretária: Flávia Addor (SP)

2o secretário: Paulo R. Cunha (SP)

Jornal da SBD: Como a senhora de½niria seu estilo de administração e as características mais marcantes de sua gestão? Denise Steiner: Meu estilo é pragmático, objetivo e participativo. Pretendo trabalhar em equipe e para isso conto com pessoas de comprometimento e experiência notória. O grande desa½ ½o é que cada área de concentração possa acrescentar experiência e qualidade à SBD. Todos os Departamentos já estão com seu planejamento bastante adiantado e prontos para iniciar o trabalho o mais rápido possível. Outra característica fundamental de nossa gestão será a proximidade com o associado. Queremos ouvir todas as sugestões, reclamações e ideias do associado comum, tanto por meio de contato diretamente conosco, como pelas redes sociais, pela internet. JSBD: Quais são as metas de½nidas para sua gestão e como a senhora pretende alcançá-las durante esses anos? DS: A meta principal é valorizar a dermatologia e os dermatologistas da SBD, enfatizando a amplitude e a complexidade da especialidade, que atua nas áreas clínica, cirúrgica e cosmiátrica. Todos sabem que atualmente sofremos contínua e intensa invasão tanto de profissionais médicos não dermatologistas como de outras áreas da saúde. Nesse sentido, várias ações serão implementadas com a contratação de assessoria jurídica para que haja respostas rápidas às demandas relacionadas a esses assuntos. Outra meta é dar prosseguimento às campanhas publicitárias para que fique cada vez mais clara para a população a diferença entre os dermatologistas da SBD e outros profissionais que não são dos Serviços

Credenciados. Temos ainda o desafio de organizar mais campanhas sociais, aprofundando o contato com a sociedade civil, o que também contribui para evidenciar o dermatologista da SBD. Além disso, pretendemos aprimorar a participação da SBD tanto em eventos científicos como em publicações nacionais e estrangeiras. É nossa prioridade também aperfeiçoar a comunicação com o associado, intermediando, se necessário, seu relacionamento com empresas parceiras, mídia e sociedade civil. JSBD: Poderia detalhar as ações especí½cas que envolverão os Serviços Credenciados e como será fortalecida a parceria com as Regionais? DS: Vamos buscar aproximação mais estreita com os Serviços Credenciados, que são a base da formação do dermatologista da SBD. Assim, nomeamos dois coordenadores com a função de avaliar as di½ ½culdades especí½ ½cas de cada Serviço. A intenção é manter a comunicação continuada, a investigação das necessidades e o incentivo às expertisess inerentes a cada Serviço. Iremos estimular a realização de reuniões entre os Serviços de todo o país utilizando a telemedicina e também a troca de experiências por meio de estágios e cursos especiais. Em relação às Regionais, pretendemos analisar com profundidade as di½ ½culdades de cada uma delas, ajudando em necessidades pontuais. Entendemos que cada Regional deve valorizar aquilo que tem como excelência, além de encontrar maneiras de melhorar sua relação com a mídia, empresas parceiras e a sociedade civil. Acreditamos em processos criativos, com independência. JSBD: Em sua gestão, como a SBD pode contribuir para tornar o universo da dermatologia mais conhecido pela população? DS: Considero que a SBD precisa fortalecer sua participação na mídia e incrementar ações sociais relevantes para a população em geral. A Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele tem apresentado mudanças que caminham para essa direção. Nossas ações vão estar focalizadas no exame preventivo da pele durante todo o ano, culminando com o Dia Nacional da Prevenção ao Câncer da Pele. Pretendemos estreitar o vínculo com a população divulgando métodos preventivos por meio de visitas em escolas, clubes e comunidades em geral. Instituímos também um projeto denominado Grape (Grupos de Apoio Permanente) que tem como objetivo dar suporte a pessoas com doenças graves, crônicas ou estigmatizantes, como alopecia areata e vitiligo. Esse tipo de abordagem é essencial na aproximação com a sociedade civil, além de ser responsabilidade da SBD. Buscamos ainda parcerias estratégicas para outros projetos sociais que incentivem os cuidados diários com a pele e contribuam para o esclarecimento das doenças dermatológicas. A ½nalidade é promover uma relação com sociedades de pacientes de quaisquer doenças dermatológicas que já estejam organizadas, a exemplo do que ocorre com a psoríase.

JSBD: Quais seriam os planos para conquistar novos membros para a Sociedade? DS: têm o título de especialista. Sendo assim, faremos uma análise crítica a respeito da possibilidade de abertura de novas vagas em Serviços Credenciados que tenham capacidade de absorver maior número de residentes e/ ou especializandos. Serão tomadas iniciativas para que o residente ou especializando se associe à SBD o mais rápido possível, de preferência já no primeiro ano de treinamento. Também pensamos em realizar outro TED Especial para dar oportunidade a colegas associados da SBD que ainda não têm o título de especialista. JSBD: Estão em pauta ações que visem ao aprimoramento pro½ssional de futuros dermatologistas, como é feito há alguns anos com o Projeto Residentes? DS: Sim. Outro foco importante de nossa gestão é apoiar o residente/especializando dos Serviços Credenciados, oferecendo oportunidades de aprimoramento em estágios de primeira linha no exterior. Além disso, serão promovidos cursos especí½ ½cos para esse grupo em teledermatologia, enfatizando a troca de experiências entre os Serviços Credenciados. Projetos de ensino como o que vem ocorrendo em cosmiatria e o Projeto Residentes irão continuar com os aprimoramentos necessários. Áreas em expansão, como imagem, dermatologia do trabalho, oncologia, entre outras, serão realçadas nos currículos de nosso residente/especializando. JSBD: Como será o relacionamento com a área de saúde em geral? DS: Nosso objetivo é aumentar a participação política nas entidades de saúde como CRMs, CFM, AMB, entre outras. Essa ação é fundamental para a defesa dos direitos dos dermatologistas da SBD em relação à dignidade de trabalho e de honorários. E nos inclui na discussão e na agenda das políticas públicas em relação à dermatologia sanitária, tão importante para a especialidade. Nesse sentido, venho participando da Câmara Técnica de Dermatologia e Procedimentos Estéticos do CFM, fórum que discute o mercado de trabalho, a invasão da especialidade, a defesa pro½ ½ssional e ética na pro½ ½ssão. Acredito que 2013 e 2014 marcarão o ingresso do dermatologista na política de saúde do país. JSBD: O que os associados podem esperar de sua gestão? Que mensagem gostaria de deixar para eles? DS: Os membros que compõem esta Diretoria estão unidos, motivados e com muita disposição para realizar mudanças. Então os associados podem esperar comprometimento e proximidade. A ideia é crescer de forma racional e sustentável, sempre atentos ao sócio da SBD, que é seu verdadeiro representante. Estaremos em alerta para as demandas e prontos para torná-las viáveis, desde que atendam aos interesses da SBD. Demos início ao primeiro ano após o centenário e, considerando toda a bagagem conquistada, pretendemos honrar a SBD e promover melhorias à altura dessa pujante Sociedade médica. Q Jornal da SBD Ano 17 n.1 O 5


Nesta coluna, o associado poderá manifestar de forma ética e responsável suas sugestões, insatisfações e experiências com a indústria, na compra de insumos ou equipamentos.

Gabriel Gontijo Vice-presidente da SBD

Maria Helena Lesqueves Sandoval

Preste seu Depoimento

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esta primeira edição de 2013 do Jornal da SBD, agora sob nova editoria médica, inauguramos um espaço em que o associado poderá prestar seu depoimento, manifestando satisfações, elogios, sugestões, críticas, insatisfações e experiências na aquisição de serviços, insumos, equipamentos, tecnologias ou qualquer outro item relacionado a nossa atividade pro½ssional. Nossa intenção é criar nesta coluna, denominada “Preste seu Depoimento”, uma espécie de “Carta do Associado” em que as informações aqui disponibilizadas possam auxiliar e orientar outros sócios da SBD a investir com mais segurança, obtendo boa relação custo/benefício na montagem e gestão de suas clínicas. Sua opinião é muito importante, e dessa forma solicitamos a todos que colaborem para que tenhamos aqui uma espécie de “Banco de Depoimentos” e, consequentemente, um “Centro de Quali½ ½cação e Avaliação” das indústrias que nos prestam serviços, comercializam produtos e são responsáveis pela manutenção de nossos equipamentos. Consideramos que o associado que prestar seu depoimento, deverá fazê-lo de forma ética, responsável, declarando seus con¾ ¾itos de interesse relacionados ao assunto em questão. A indústria terá da mesma forma, a oportunidade de apresentar sua versão. Nesta coluna inaugural, relato minha experiência ao adquirir programas e equipamentos fotográ½cos ½ para minha clínica. Não tenho nenhum con¾ ¾ito de interesse junto às indústrias que comercializam esses produtos. Adquiri, ao longo de dois anos o programa Mirror, os equipamentos Visia e Vectra, todos da Can½ ½eld, empresa americana hoje representada no Brasil pela MedPro, sediada no Rio de Janeiro. Esses produtos custam hoje: Mirror R$ 8 mil; Visia R$ 72 mil e Vectra (facial) R$ 140 mil. O investimento total foi de R$ 220 mil. Há cerca de dois meses meus equipamentos Mirror, Visia e Vectra pararam de funcionar. Entrei em contato

6 Jornal da SBD O Ano 17 n.1

com a MedPro, que informou: para diagnosticar e resolver o problema, eu teria que agendar com a Can½eld ½ um suporte online que me custaria 100 dólares pelos primeiros 15 minutos e 35 dólares cada 15 minutos adicionais. Caso o problema fosse nas câmeras fotográ½ ½cas, elas teriam que ser enviadas para os Estados Unidos, e eu teria que arcar com o custo do conserto e do envio das câmeras (transporte ida e volta). A Can½ ½eld não teria previsão nem do custo nem do prazo de entrega dos equipamentos consertados. No e-mail recebido da Can½eld, ½ minha maior surpresa, entretanto, foi a forte recomendação da empresa de que eu adquirisse um contrato de garantia no valor de 7 mil dólares anuais para esses equipamentos. Transcrevo aqui o texto do e-mail recebido no dia 8 de novembro de 2012. “Os valores do suporte online são: USD 100 pelos primeiros 15 minutos e USD 35 por cada bloco adicional de 15 minutos. Quanto ao custo de renovação do contrato de garantia do Vectra M3 e do Visia são: USD 3.500 para o Vectra M3 e USD 2.500 para o Visia. A Can½eld ½ recomenda enfaticamente manter o contrato de garantia atualizado todos os anos para que o usuário possa continuar recebendo os upgrades dos software Vectra e Visia, bem como ter direito, caso qualquer defeito ocorra, à troca do equipamento ou de partes necesssárias para o funcionamento do sistema.” Diante disso, mesmo reformando minha clínica, com previsão de um espaço para esses equipamentos, entrei em contato com a empresa MedPro manifestando minha decisão de não os consertar, por não concordar com a proposta. Cabe salientar que os representantes da MedPro foram compreensivos com minha insatisfação e se pronti½ ½caram a resolver o assunto, o que aguardo há cerca de dois meses. Esperando prestar um serviço a todos os associados, contamos com a colaboração de todos, prestando aqui seu depoimento. Q

Ouvidoria

Dermatologista titular Ouvidora da SBD Vice-Presidente da SBD-ES

P A Ouvidoria da SBD inicia o mandato 2013/2014 com o planejamento de½ ½nido junto à Diretoria eleita tendo como presidente a Dra. Denise Steiner, e vice-presidente, o Dr. Gabriel Gontijo. Tal planejamento prevê atuação dinâmica e próxima do associado, utilizando a estrutura formal da SBD Nacional, os recursos das Regionais e seu apoio, associado, para o encaminhamento das questões que hoje estão na pauta dos dermatologistas. A Ouvidoria irá, portanto, trabalhar com o tripé: associado, estrutura da SBD Nacional e Regionais. A atuação do associado é fundamental para identi½cação dos assuntos que devem ter a atenção da presidência da instituição, via Ouvidoria. A estrutura da SBD irá catalogar esses temas elaborando uma lista de prioridades e de½ ½nindo as ações necessárias para cada assunto. A SBD contará com assessoria jurídica para os casos especí½ ½cos de tratamento de sua responsabilidade direta e eventual encaminhamento dos assuntos de responsabilidade dos Conselhos de Medicina. Essa Diretoria também assumirá um desa½ ½o: integraremos as novas mídias para facilidade e efetividade das comunicações. As manifestações recebidas pela página do Facebook serão identi½ ½cadas e encaminhadas para tratamento tal como é feito hoje nos meios de comunicação tradicionais – e-mail, cartas, telefone. O desa½ ½o vem da velocidade com que a informação circula nos meios atuais e da necessidade de dar enca-

minhamento nesse mesmo ritmo. A Ouvidora terá o apoio da Dra. Carolina Marçon e do Dr. Gustavo Alonso para acompanhamento do Facebook na identi½ ½cação, classi½ ½cação e encaminhamento das questões. O ano promete ser bastante dinâmico com vários temas de interesse sendo de½ ½nidos ou encaminhados, tais como: valorização da especialidade, Lei do “Ato Médico”, defesa da área de atuação dos dermatologistas, preservação do espaço do dermatologista nos procedimentos cosmiátricos, entre outros. Os esforços feitos para o tratamento dessas questões incluem a contratação de escritório de advocacia especializado para assessoria jurídica continuada, zelando pela defesa pro½ ½ssional de seus associados. Além de acompanhar de perto e estar atenta à ação do CFM contra os biomédicos e ½sioterapeutas, a equipe de advogados desse escritório vai orientar cada associado da SBD no passo a passo da denúncia de pro½ ½ssionais que atuem de forma ilegal, ilícita ou antiética. Resumidamente, o associado da SBD deverá encaminhar a denúncia ao Conselho de Ética de sua Regional, que, por sua vez, deverá encaminhar a denúncia formal ao CRM de seu estado. Lembro a todos que nosso objetivo comum é a união de todas as forças para a verdadeira valorização do dermatologista. Participem dando suas sugestões, críticas, comentários e elogios no endereço ouvidoria@sbd.org.br. Desejo a todos um excelente 2013! Q

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Educação em Saúde

Grupos de Apoio Permanente

Grape – SBD

Oswaldo Del½ni Filho (SP) Carlos Augusto Silva Bastos (PR) Coordenadores de Ações Institucionais – SBD

afeto à Coordenação de Ações Institucionais, que tem por objetivo oferecer apoio contínuo e mais abrangente – psicoemocional e educativo – ao paciente e sua família, complementando a assistência técnica ambulatorial ou de consultório, por entender que quando o paciente recebe o diagnóstico de alguma dermatose potencialmente discriminatória e excludente, tal como vitiligo, psoríase, alopecia areata, câncer da pele, hanseníase, rosácea, entre tantas outras, sente-se fragilizado, marginalizado e não raro entra em estado depressivo com perda da autoestima, o que repercute em sua qualidade de vida e seus relacionamentos familiar, social e pro½ ½ssional. Essa ideia não é original, tendo em vista que já houve e continua havendo quem trabalhe de forma altruísta e autônoma, como, por exemplo, a Dra. Denise Steiner (atual presidente da SBD) que participou de um grupo de apoio ao vitilligo, e a Dra. Enilde B. Costa (Unifesp-EPM) que há nove anos coordena estoicamente o Grupo de Apoio aos Pacientes com Alopecia Areata – Aagap), e outros não tão divulgados, que escapam a nosso conhecimento. A SBD pretende trazê-los para dentro da instituição e estimular a formação de novos grupos, seja nos Serviços Credenciados, nas Regionais, nas Distritais, seja pela ação individual de quaisquer de seus associados que se interessem por esse tipo de trabalho e o considerem útil e importante. Entende a SBD que o permanente e contínuo apoio institucional ao projeto Grape, o½ ½cializando-o, dá segurança e credibilidade a esse tipo de ação, contribuindo sobremaneira para valorizar os dermatologistas e sua sociedade de especialidade. Dessa forma, a SBD não estará negligenciando suas atribuições sociais e p promoverá romoverá, talvez em caráter inédito, a inclusão da sociedade leiga em uma sociedade médica de especialidad de e vice-versa.

Esse projeto implicará a colaboração de diversos setores que compõem a equipe gestora da SBD, tais como Jornal da SBD D (Dr. Omar Lupi/Dr. Aldo Toschi) e Mídia Eletrônica (Dra. Eliandre Palermo) para divulgação; Departamentos de Especialidades, com ênfase na Psicodermatologia (Dra. Tania N. Rocha/Dr. Roberto Azambuja), que já demonstrou interesse no projeto, assim como a coordenação de Ações Sociais (Dr. Rubens Leite), Ouvidoria (Dra. Maria H. Sandoval). O Dr. Jayme de Oliveira Filho será o mediador junto aos Departamentos de Especialidades, e a Dra. Denise Steiner e o Dr. Gabriel Gontijo junto às redes sociais. Ressaltamos que não se trata de programa assistencial, mas sim de educação em saúde, apoio psicoemocional, informações, esclarecimentos e debates sobre todo tipo de dúvidas que possa ocorrer aos portadores dessas dermatoses, bem como a seus familiares e ao público leigo interessado. Visa complementar as campanhas nacionais, já consagradas: câncer da pele, psoríase etc. O Grape deverá ser coordenado por dermatologista sócio da SBD, e sua composição poderá ser multidisciplinar: psicodermatólogo, psiquiatra, psicóloga, geneticista, oncologista, reumatologista, endocrinologista, cirurgião plástico, ½siatra, enfermeira, nutricionista, terapeuta ocupacional etc. A periodicidade das reuniões deverá ser de pelo menos uma vez ao mês. Uma vez concretizado, o projeto Grape poderá ter espaço nos Congressos Brasileiros, na forma de simpósio, para divulgação e troca de experiências, devendo contar com uma sessão técnica, de que só participarão os pro½ pro½ssionais ssionaiis da área da saúde envolvidos no projeto projeto, e uma sessão mista, com a participação dos pro½ ½ssionais da área daa saúde e do público leigo interessado. Q

Por Os Po Oswa Oswa wald ldo ld o De Dell½n nii Filh Filh ho e Caarl rlos o A os Aug ugus usto oS Silva Bassto os

G

raças ao ava van nço da tec ecno no ologi lo ogia gia que que tornaa disponíve poní íve veis is iinf nfor nf orma or maçõ ma çõ ões rrel elev evantes ocorridaas em qualquer partee do globo no mom omen entto im mediato a seus acon nte teci c men ntos os,, nottamos atualmentee que o mundo está muito mais veloz, e o tempo torna-se, assim, relativamente mais exíguo. Talvez a mensuração do tempo, em futuro não distante, tenha que ser revista e rede½ ½nida: o dia passaria a ter mais de 24 horas, a semana mais de sete dias, e assim por diante. No momento essa celeridade implica modi½ ½cações de toda a dinâmica social, incluindo relacionamentos, ritmo e modo de trabalho a ponto de atingir valores éticos e morais.

8 Jornal da SBD O Ano 17 n.1

A re real alid idaade de n nos osso so ateend dimento to m méd édic i o, com raras exceçõees, nos limiita eess ssen enci cial alm mentte ao aspecto técnico, mas a ssoc ocie ieda dade de quer e exige algo mais; talvez seja por ess ssee motivo que estamos observando grande aumento, uma verdadeira epidemia, de con¾ ¾itos no relacionamento médico/paciente, os CRMs que o digam! Percebe-se que se trata de consequência da falta de tempo para um relevante binômio: diálogo e educação. Se por um lado a população está mais consciente e exigente de seus direitos, por outro não o está em relação a seus deveres. Esses fatos motivaram a nova gestão da SBD a trabalhar na criação dos Grupos de Apoio Permanente (Grape), JJo Jorn ornal al da SBD D Ano 17 7 n.1 O 9


Vamos levar a escolas de periferia conhecimento sobre a acne, de forma lúdica, objetivando que esses adolescentes também tenham acesso ao tratamento de acne.

Ações médicas de educação em saúde aumentam na SBD Dermatologistas têm desenvolvido cada vez mais projetos de educação e também assistencialistas que bene½ciam diretamente a população brasileira

É

grande o número de pessoas que sofrem com di½ ½culdades de acesso aos serviços públicos de saúde no Brasil, e isso engloba tratamentos dermatológicos especializados. No entanto, o estímulo ao voluntariado com o fortalecimento de princípios como a solidariedade, a dignidade e a inclusão social tem sido meta de muitos dermatologistas da SBD, que, por meio de ações assistencialistas isoladas, tentam aproximar-se do público bene½ ½ciário atuando em projetos em seus estados. Acostumada a participar de ações solidárias desde os tempos de estudante, a dermatologista e coordenadora de Ações Sociais da SBD Sineida Berbert está há cinco anos à frente de um importante trabalho voluntário

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no ambulatório de dermatologia da instituição de assistência social sem ½ns lucrativos Encontro Fraterno Lins de Vasconcelos, em Maringá, no norte do Paraná. Situada na periferia da cidade, a entidade atende semanalmente cerca de 650 pessoas, desenvolvendo, além de consultas dermatológicas e pequenos procedimentos, cursos pro½ ½ssionalizantes, como costura industrial, e treinamento para manicure e auxiliar de cozinha, além de cursos preparatórios para jovens aprendizes de 14 a 18 anos, que vão obter seu primeiro emprego por intermédio da entidade. “Também ministramos palestras sobre doenças sexualmente transmissíveis, de prevenção a dermatoses comuns, como pediculose e escabiose, cursos de gestantes, de higiene pessoal e automaquiagem para os jovens e temos grupos de apoio a portadores de doenças crônicas e estigmatizantes, como vitiligo, dermatite atópica e psoríase”, detalha Sineida, hoje com 26 anos de pro½ ½ssão. O começo do trabalho, porém, não foi fácil. Faltava na instituição estrutura básica para a realização dos atendimentos e procedimentos. Na época, Sineida chegou a encaminhar os casos graves e que necessitavam de intervenção imediata para atendimento gratuito em sua clínica privada. No entanto, muitos não apareciam por falta de condições ½nanceiras ou até mesmo de acompanhante, pois moravam em regiões afastadas do centro urbano. “Notei que se sentiam constrangidos por estar fora de seus ambientes. Era eu quem tinha

que ir até eles. Aos poucos, porém, as coisas começaram a acontecer: mediante inúmeras contribuições, conseguimos ampliar e concluir as obras de construção de novas salas, e foi dessa forma que concluímos o ambulatório de dermatologia”, explica. A maior parte do trabalho é feita por meio de doações de voluntários, sem que haja qualquer apoio institucional. Uma das maiores cooperativas agrícolas do país cedeu um aparelho para a realização de pequenos procedimentos, e os medicamentos são obtidos com os representantes dos laboratórios que nos apoiam. Além disso, aos poucos, o staff de atendimento foi crescendo. Ao todo, sete pro½ ½ssionais de saúde (enfermeira, técnica de higiene dental, nutricionista, ½sioterapeuta, psicóloga, entre outros), além de duas auxiliares administrativas atuam hoje voluntariamente participando de inúmeras atividades, tanto preventivas como terapêuticas. “Num momento em que tanto se discute a defesa pro½ ½ssional da dermatologia, no qual o próprio ato médico se encontra em discussão no Congresso Federal, é de suma importância nos tornarmos visíveis para a sociedade como um todo, mostrando que estamos empenhados na luta por melhores condições de saúde para a população brasileira. Já existem no Brasil inúmeros trabalhos voluntários sendo realizados por dermatologistas da SBD, e convido os que ainda não se engajaram a participar dessas ações sociais. Somos quase sete mil sócios, e cada um a seu modo em sua cidade pode fazer a diferença!”, salienta.

Além de cursos e consultas dermatológicas, o Encontro Fraterno Lins de Vasconcelos, no Paraná, oferece o½ ½cinas de automaquiagem às mulheres

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Mídias sociais

Inovação social: dermatologistas do Distrito Federal realizam diversas ações assistencialistas na creche Santo Aníbal

Solidariedade no DF – Outro exemplo vem do Distrito Federal. A ideia do coordenador de Ações Sociais da SBD Rubens Leite de promover ações sociais que conseguissem reunir os associados da Regional DF foi posta em prática durante todo o ano de 2012, quando escolheu uma creche e um asilo da cidade para ser alvo de diversas campanhas bene½ ½centes. “Era iminente o desejo de realizar ações sociais que fossem além do que tradicionalmente é realizado. Sabíamos da di½ ½culdade que seria implementar uma nova ideia em um grupo de pessoas acostumadas a uma sociedade de especialidade voltada para a educação médica continuada como sua ação-alvo e com pessoas saturadas da demagogia que normalmente se mistura às ações sociais em nosso país”, contou ele que já tinha alguma experiência em ações do tipo após curta temporada em um hospital americano nos anos 90. “Fiquei impressionado com a naturalidade com que projetos solidários são realizados naquele país.”

Acredito que, se cada Regional da SBD promovesse esse tipo de ação, seria incalculável o valor do ponto de vista humano e social.

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A diretoria então de½ ½niu que a posse da gestão ocorreria no centro socioeducativo Santo Aníbal, que durante 2012 seria o local ideal para a realização de campanhas sociais que englobaram doações de alimentos, fraldas e material de higiene. A iniciativa também se estendeu à visitação ao lar de idosos Maria Madalena, no qual foram ministradas aulas de cuidados com a pele, entre outras. “Queríamos mostrar aos sócios a nova face da Regional de dermatologia. Os colegas e a indústria farmacêutica foram bastante receptivos à nova ideia. Recebemos diversas doações, estipulamos inscrições que custavam uma cesta básica, bazares, feijoada bene½ ½cente e contratamos músicos, en½m, o saldo foi muito positivo. Acredito que, se cada Regional da SBD promovesse esse tipo de ação, seria incalculável o valor do ponto de vista humano e social,” ressalta o médico que também está à frente do projeto “Espinha não se espreme”, em parceria com a indústria farmacêutica Stiefel-GSK, voltado para adolescentes com menos recursos e que visa à educação, prevenção e ao tratamento. “Vamos levar a escolas de periferia conhecimento sobre a acne, de forma lúdica, objetivando que esses adolescentes também tenham acesso ao tratamento de acne. A primeira ação será realizada no início do ano, em Santa Maria, cidade carente da periferia de Brasília”, relata. Programa educativo – Há anos a entidade realiza com sucesso campanhas assistenciais que já se tornaram tradicionais e que mostram resultados expressivos, como a do câncer da pele, psoríase e hanseníase. Hoje, com a criação do Grape (Grupos de Apoio Permanente), projeto de educação em saúde e voltado para portadores de graves doenças de pele, como alopecia areata e vitiligo, mais pessoas poderão bene½ ½ciar-se ao receber apoio psicoemocional e educativo para superar esses problemas. “A SBD tem sido protagonista nessas ações vitoriosas. A sociedade médica que entender que vivemos um tempo importante de vinculação de entidade com ações sociais será alvo de mais simpatia da sociedade como um todo, o que considero um excelente caminho de valorização da especialidade. Para nossa felicidade, vejo essa preocupação também por parte da Nacional, o que causa alegria”, ½naliza Rubens Leite. Q

A SBD reconhece a importância das redes sociais na defesa da especialidade

Carolina Reato Marçon (SP) Assessora para Comunicação - Sbd

Por Carolina Reato Marçon

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ma interessante novidade na comunicação entre os associados da SBD marcou 2012: os grupos de discussões do Facebook. Tais grupos possibilitam a integração e a troca de informações entre dermatologistas do Brasil inteiro, de forma rápida e efetiva. Criados de maneira despretensiosa, eles cresceram e ganharam força velozmente, sendo hoje fonte de atualização, intercâmbio de dados e ações entre os associados residentes em todas as partes do país, e também fora dele. As discussões se dão no âmbito clínico, cirúrgico, cosmiátrico e em assuntos referentes à defesa

pro½ ½ssional da especialidade. Além do acesso rápido à informação, fundamentalmente importante aos dermatologistas que estão distantes dos grandes centros urbanos, os grupos propiciaram o despertar político dos associados, que se tornaram mais participativos e questionadores, o que estreitou laços, ainda que de forma virtual, com o Conselho e com a Diretoria da SBD. São dois grupos principais: O “Dermatos”, no qual são discutidos casos clínicos, prática diária de consultório, assuntos atuais de relevância cientí½ ½ca, temas polêmicos em voga, atualização terapêutica etc., e o Jornal da SBD Ano 17 n.1 O 13


Mídias sociais

“Defesa Pro½ ½ssional da Dermatologia”, em que são debatidos d b tid basicamente b i t problemas bl pro½ssionais i i enfrentados pela especialidade, que hoje não são poucos. Outros grupos foram surgindo a partir desses grupos maiores, na dependência dos interesses dos membros participantes das discussões, como o grupo de dermatoscopia, o de cirurgia dermatológica e o de preenchedores, entre outros, todos muito ricos do ponto de vista cientí½ ½co. Nesta edição, entre outros pontos, focalizaremos o grupo “Defesa Pro½ ½ssional da Dermatologia” (DPD), criado em 2011 no Facebook, como rami½ ½cação do grupo “Dermatos”. Ambos constituem ponto de encontro virtual e dinâmico, em que dermatologistas de todo o país conversam sobre assuntos ligados à dermatologia. No DPD, em especial, são discutidas, entre outras, questões referentes a ameaças à especialidade, leis, normas, publicidade médica, exercício ilegal da medicina. No espaço podem ser publicados imagens, textos, vídeos e enquetes – ferramentas permitem que as publicações e respectivos comentários ½quem organizados, sejam simultâneos e possam ser facilmente acessados, estando visíveis apenas aos participantes do grupo.

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O grupo é bastante heterogêneo. Os participantes são ã selecionados l i d e aceitos it pelos l administradores d i i t d após ó análise prévia, sendo permitido o ingresso apenas de associados titulares da SBD. No momento, o DPD tem cerca de 700 membros: dermatologistas que atendem SUS, convênios e particulares; ligados à área acadêmica; aposentados, no auge da carreira ou no início da vida pro½ ½ssional; membros da diretoria da SBD; professores etc. O intuito é discutir, dar sugestões e ideias, divulgar, criticar e intervir em diversos assuntos relacionados à defesa da especialidade. No início de 2012, houve uma grande discussão sobre a questão da biomedicina estética e resoluções proferidas pelo Conselho Federal de Biomedicina, que autorizam os biomédicos executar procedimentos de competência do médico, tais como toxina, preenchimento, lasers etc., acarretando uma invasão da dermatologia. Sua formação pro½ ½ssional não se compara à árdua, extensa e intensa formação de um médico dermatologista. Há 12 anos, a Lei do Ato Médico, que regula a pro½ ½ssão de médico no Brasil, tem sido amplamente discutida e modi½ ½cada por parlamentares, mas ainda não há nenhuma posição sobre sua aprovação.

Houvve forte mobilização no grupo co om a exposição real dos fatos, e d diversos associados se dedicando a coletar informações sobre a atuação desses pro½ssionais em todo o país e enviar as denú úncias à Ouvidoria da SBD. O fato pode ser considerado o um marco histórico, pois, por meio dessas ações, pud demos perceber nossa capacidade de união e força, e com isso o grupo foi-se estruturando e crescendo. A SBD levou o assunto ao CFM, que entrou com um prrocesso contra o Conselho Federal de Biomedicina. Até o momento, já foi garantido que os biométicos só pod derão atuar sob supervisão médica. Ainda temos um caminho árduo pela frente, mas podemos considerar essa pequena vitória, e acredito que com esforço ainda cconseguiremos muito. Outro O t assunto t bastante b t t discutido diz respeito às normas de publicidade médica e à resolução 1.974/2011 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que, emitida em 2011, entrou em vigor em janeiro de 2012, tornando obrigatório, por parte de médicos especialistas (que possuem Título de Especialista), o registro de sua especialidade no Conselho Regional de Medicina (CRM) do estado em que atuam, o qual emitirá um número de Registro de Quali½ ½cação de Especialista (RQE). Assim sendo, todo especialista deve ter RQE, número que precisa informar em qualquer anúncio, como carimbo, receituários, placa de consultório, sites, revistas, mídias televisivas e radiofônicas. Essa determinação é a maneira de o CFM proteger os cidadãos de falsos especialistas. A obrigatoriedade do RQE também é uma forma de valorizar e diferenciar o pro½ ½ssional que se dedicou e cumpriu as normas de exigência para obtenção do Título de Especialista em Dermatologia (TED) dos que optaram pela realização de cursos de pós-graduação ou especialização não reconhecidos pelo CFM ou que não obtiveram o TED. Muitos médicos, portadores de diploma lato sensu em

dermatologia, que não é aceito pelos CRMs para ½ns de obtenção do RQE, se anunciam como especialistas, infringindo as normas do Conselho. Alguns poucos estados ainda não acataram a resolução e não forneceram o número do RQE a seus especialistas. Cobrar energicamente essa postura das Regionais via CFM é fundamental para sincronização e efetivação das ações da SBD em prol da valorização da especialidade. Os cursos de pós-graduação em dermatologia, que se espalham por todo o país, também foram bastante comentados no grupo DPD. Esses cursos colocam anualmente no mercado inúmeros pro½ ½ssionais que atuam na especialidade sem possuir RQE, muitas vezes ocupando cargos públicos e obtendo credenciamento junto aos convênios. Essa situação torna o ambiente desfavorável, sobretudo para os portadores do Título de Especialista em Dermatologia. Provar o diferencial e a capacitação pro½ ½ssional por meio da atuação é uma das formas de ganhar a con½ ½ança do paciente. Orientar a população leiga, os convênios e demais instituições e os colegas de outras especialidades sobre a importância da formação adequada e do Título de Especialista, além de assessoria jurídica fortemente quali½ ½cada são as sugestões dos associados. Propõem-se ainda, advertência e punição aos membros titulares da SBD que se dispõem a dar aulas e administrar esses cursos. Também debateu-se a limitação dos eventos (congressos, simpósios, cursos) apenas aos membros da SBD. Os associados apresentaram insatisfação com o Congresso Brasileiro de 2012, pela presença de elevado número de não associados. Felizmente, medidas já foram tomadas em relação a esse fato, e o Congresso de 2013 em Brasília, terá vagas limitadas para os não associados. Vale lembrar que o Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica de 2013, em Campos de Jordão, será exclusivamente para membros da SBD. Vamos todos participar! Outras várias questões referentes à defesa pro½ ½ssional são discutidas no grupo, como assuntos polêmicos e mídia, relação com a indústria farmacêutica, remuneração, planos de saúde, ética médica, etc. Os grupos possibilitaram aproximação da SBD com o associado, propiciando, acima de tudo, a democratização das discussões políticas. Discussões, esclarecimentos e troca de informações entre os associados e com a diretoria só nos engrandecem, nos unem e nos dão forças para que tenhamos mais capacidade e poder de ação. O estreitamento de laços, a transparência e a sincronia de pensamento, por mais que haja divergências, são fundamentais para que tenhamos êxito neste momento tão difícil pelo qual passa nossa especialidade. Convido todos a participar das discussões, a dar ideias e sugestões. Um excelente ano, cheio de conquistas, realizações e sucesso para todos nós! Q Jornal da SBD Ano 17 n.1 O 15


Dermatologia no esporte

Os cuidados com a pele na prática esportiva Antes e depois das atividades físicas é importante dar atenção especial à pele para mantê-la saudável Por Omar Lupi

N Omar Lupi (RJ) Editor médico do Jornal da SBD

os próximos quatro anos, o Brasil promoverá grandes eventos esportivos mundiais em sequência. O pontapé inicial será dado daqui a cinco meses, quando o país organizará a Copa das Confederações em seis cidades (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Fortaleza e Recife). O torneio vai servir como preparação para a Copa do Mundo a ser realizada em 2014. Dois anos depois, em agosto de 2016, o Rio de Janeiro vai receber os Jogos Olímpicos. A proximidade desses megaeventos nos faz lembrar a importância dos cuidados com a pele para que as doenças não inter½ ½ram na performance esportiva de atletas pro½ ½ssionais – e também ocasionais! É nesse sentido que a dermatologia aplicada ao esporte contribui para a elucidação, prevenção e tratamento das dermatoses nos adeptos da prática de atividades físicas. Também salienta a atenção especial diária dos praticantes com pele, cabelos e unhas que, devido ao atrito e às diferenças do meio ambiente, podem apresentar alterações

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que desencadeiam infecções bacterianas e fúngicas de repetição, as transmitidas pelo contágio direto com a pele infectada de outro atleta ou de equipamento contaminado, entre outras. Atividades ao ar livre também requerem cuidados especí½ ½cos, pois expõem seus praticantes à radiação ultravioleta emitida pelo sol, uma das responsáveis pelo desenvolvimento do câncer de pele. Nesses casos, a proteção solar adequada é essencial para retardar o processo de envelhecimento cutâneo. É fundamental ainda para quem pratica algum tipo de exercício físico manter o rosto sempre limpo, para que não haja obstrução dos poros e o ¾uxo do suor seja natural. Deixar o corpo preparado para as mudanças de temperatura, a ½m de que ele suporte bem a ação de agentes externos, como o sol e o frio, é outra recomendação importante. Também é importante frisar, que novas modalidades esportivas, como os esportes radicais e a ultramaratona produzem novas dermatoses que vêm sendo descritas nos últimos anos. Nosso imenso litoral expõe

praticantes de esportes aquáticos a novas doenças cutâneas; recentes desequilíbrios ecológicos têm trazido às nossas praias novos patógenos e agentes biológicos – os dermatologistas devem estar atualizados sobre toda essa situação e prontos para diagnosticar prontamente essas dermatoses. A prática de esportes deve levar ao bem-estar, mas o risco de doenças dermatológicas não pode ser deixado de lado. Por isso, cuidados básicos de higiene pessoal, o uso de equipamentos adequados e limpos, e a cautela na exposição prolongada ao sol reduzem, signi½ ½cativamente, a chance de que esses problemas apareçam. A alimentação e o consumo de líquidos também têm papel fundamental no desempenho dos esportistas e na proteção da pele. A cada número do jornal, durante os próximos dois anos, um grupo de especialistas em dermatologia no esporte e atuantes na SBD se encarregará de mostrar por meio desta seção as principais doenças dermatológicas relacionadas com as mais diversas modalidades esportivas. Não deixe de acompanhar! Q Jornal da SBD Ano 17 n.1 O 17


Biblioteca

Terapia fotodinâmica Apresentada em 2000 à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), sob orientação de Cyro Festa Neto, a dissertação Avaliação da e½cácia da terapia fotodinâmica com 5-ALA tópico no tratamento do carcinoma basocelular, de autoria de Luis Roberto Torezan, mostrou o estudo realizado em dois grupos de pacientes portadores de carcinoma basocelular (CBC) – um com lesões super½ciais e outro com lesões nodulares – que se submeteram a sessões de fototerapia (de uma a três). “Na época, concluiu-se que o método era e½caz e seguro para lesões super½ciais de CBC, e talvez um recurso alternativo para CBCs nodulares após criteriosa avaliação”, explicou o dermatologista. Onze anos depois, Torezan publicou a tese Estudo da pele do campo cancerizável antes e após a terapia fotodinâmica através da clínica, histopatologia e imuno-histoquímica, apresentada à FMUSP, também sob supervisão médica de Cyro Festa Neto. Os avanços cientí½cos e estruturais nos 11 anos que separam seus trabalhos são consideráveis. “Quando iniciei o mestrado, em 1998, a droga era importada, e o método, ainda experimental. Tinha de ser armazenada em refrigeração e formulada no dia de uso para manter sua estabilidade. Havia menos publicações, o que colocava o método em caráter experimental. A fonte de luz usada para ativação da droga era grande e de pouca maleabilidade; funcionava na minha clínica privada, e todos os pacientes tinham que ser tratados na clínica. O tempo de tratamento era longo, podendo chegar a duas horas. Já no doutorado, utilizei uma droga padronizada e comercializada no Brasil, com estudos cientí½cos que embasavam seu uso e, portanto, não era mais um método experimental. O tempo de incubação era mais curto, a fonte de luz menor e de utilização mais prática, e os métodos eram padronizados. A medicação também era padronizada no Hospital das Clínicas da FMUSP. Todo o tratamento foi feito no hospital sendo mais cômodo para os pacientes”, comentou Luis Roberto Torezan.

Pesquisadores apontam o que mudou em termos de tratamento após a publicação de seus trabalhos cientí½cos, disponíveis para consulta no acervo da Biblioteca da SBD

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s desenvolvimentos registrados na área da dermatologia, tanto no âmbito nacional quanto no internacional, são vitais para a melhoria da qualidade do serviço prestado aos pacientes. Novas descobertas de doenças, como psoríase, eczemas, câncer da pele, além de recentes terapêuticas, como laser, fototerapia e terapia celular e genética, traçam um novo caminho para os dermatologistas. Visando acompanhar essa evolução, a equipe do jornal fez uma pesquisa no acervo da biblioteca em busca de teses e dissertações que abordam o mesmo tema, mas publicadas por especialistas da SBD em épocas distintas. Foram encontrados trabalhos de relevo internacional, como a dissertação Análise sorológica para Helicobacter pylori em amostra de pacientes com rosácea: um estudo de casos e controles, apresentada em 1998 à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e a tese A expressão imuno-histoquímica das metaloproteinases-2 e -9 da matriz na rosácea in¾ ¾amatória, defendida em 2003, também na UFRGS, ambas de autoria do editor

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assistente dos ABD, Renan Bonamigo, sob a orientação de Lucio Bakos. “Os anos de 1990 foram uma época em que a bactéria avaliada era citada como um dos possíveis fatores desencadeadores da rosácea. Nosso estudo não demonstrou isso, mas ressalvou que o uso de antibióticos sistêmicos prévios poderia ter modi½ ½cado o efeito dessa possível associação. Ainda hoje, alguma controvérsia persiste sobre o assunto, mas certamente houve o reconhecimento de que a infecção pelo H. pylori não é fator fundamental para o desenvolvimento da rosácea, quiçá um elemento agravante em determinados pacientes. O estudo foi publicado no Journal of European Academy of Dermatology and Venereologyy, em 2000. Prosseguindo os estudos sobre a doença, a tese obteve resultados demonstrativos de que a rosácea possui entre seus mediadores importantes, a MMP-9, e que esta é secretada por células in¾amatórias ¾ e ½broblastos dérmicos, em particular na presença do Demodex folliculorum. Os resultados desse estudo foram publicados no Journal of

Urticária

European Academy of Dermatology and Venereology, em 2005, e os dados paralelos, como os fatores de risco e a frequência dos subtipos, publicados em nossos Anais Brasileiros de Dermatologia, em 2008.” Segundo Bonamigo, a rosácea continua sendo muito investigada, por se tratar de dermatose com gênese multifatorial, crônica e que impacta a qualidade de vida dos pacientes. “O reconhecimento de agentes etiológicos e mediadores patogênicos permitiu que as opções de diagnóstico complementar e de tratamentos especí½cos – bloquedores ou inibitórios, como as ciclinas que agem nas metaloproteinases – fossem mais bem-compreendidas e adequadamente empregadas no auxílio aos pacientes”, disse ao jornal.

O dermatologista Paulo Criado avalia as principais mudanças cientí½ ½cas e evoluções no tratamento da urticária entre 2002, quando publicou a dissertação Resposta in¾ ¾amatória na urticária aguda desencadeada por exposição a medicamentos: estudo ultraestrutural (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo – Iamspe), e 2007, ano em que defendeu a tese A resposta in¾ ¾amatória na urticária aguda associada a medicamentos: avaliação imunoistoquímica e imunoeletrônica da unidade microvascular da derme (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), ambos trabalhos sob orientação de Cidia Vasconcellos: “A urticária, especialmente a forma crônica, continua sendo um desa½ ½o a pacientes e médicos. Em nosso mestrado, encontramos evidências morfológicas da interação entre mastócitos, linfócitos e dendrócitos da derme. Com o doutorado, os estudos de imunoistoquímica e imunoeletrônica permitiram demonstrar essa relação Jornal da SBD Ano 17 n.1 O 19


Biblioteca

celular ativa com a fagocitose de grânulos extruídos dos mastócitos pelos dendrócitos dérmicos”, relatou. No início de 2001, segundo Criado, a urticária crônica ainda era extensamente investigada em relação a suas possíveis etiologias, à procura de agentes infecciosos, neoplásicos, reumatológicos subjacentes. “Ao longo dessa década, as investigações amplas foram sendo limitadas a uns poucos casos, cujos anmnese e exame físico direcionavam essas condutas de investigação. Tornou-se cada vez maior um corpo de evidências demonstrando que entre 50 e 60% das urticárias crônicas apresentam autorreatividade, que pode ser atribuída a fenômenos autoimunes. Introduziu-se o teste do soro autólogo na identi½ ½cação desse subgrupo de doentes autorreativos, e em casos refratários indica-se em terceira linha terapêutica a associação dos anti-histamínicos com agentes imunossupressores como ciclosporina A ou gamaglobulina endovenosa, ou, mais recentemente, imunobiológicos como o Omalizumab. Na Europa, os consensos de

A

Jornada Norte Norte-Nordeste Nordeste (JNNE) de Dermatologia, importante e tradicional evento nacional que representa as regiões Norte e Nordeste do Brasil e envolve 12 das 24 Regionais da SBD, será realizada de 20 a 22 de junho, no centro de convenções do Ho H tel Tropical, único à beira-rio de Man a aus. an A 32a edição será presidida por Vaaleska al Francesconi, da SBD-AM, e terá o aapo p io da SBD Nacional. “Muito trabal a ho já fo al foi feito desde o anúncio de que Manaus sediaria ia a jornaada. Iniciamos com a construção da identidade d visual do de d evento, que se inspira na principal obra arqui uiitetônica daa cidade, o Teatro Amazonas, símbolo da pr pr prosperidade da era da borracha. O material de divulgaç ação aç ão vval alor al oriz or izaa iz as riquezas naturais – encontro das águass e o ga gallo lo d daa serra, ave que é símbolo de Presidente Figu ueeiredo, cidau de com a maior concentração de cachoei eiiraas do Brasil, a aproximadamente 100 quilômetros d dee Manaus – e também dá ênfase à riqueza humana, a,, ret etra ratta tand ndo do um umaa bela ribeirinha de origem in ndííge gen na, na a o arttesanatto regiional e o famoso festiiva vall fo folc lcló lóri órico co de d Parintins. Para completar, temoss a im imag a em da primeira ponte que cruza o rio Negr grro um u marco da engenh n ar nh aria iiaa regional”, destaca. Oss 5 O 500 dermatologistas esp sper erad dos o vvãão assistir a aulas de la d alto nível que estã tãão sendo nd d prepaarad a as com esmero p pel ela co el ela c missão cie ient ntí½ca: nt ntí a: “Mo Mo M ont n ar a um maa p pro r gramação cien ci entí ntí t ½ca que contem empl pe a d diive vers rsidad de d daa especialidade d de dee maneira éticaa e fund dame men enta t da,, ttrraz azen azen ndo para os cco on ng gress ssistas o quee teemo moss de de mai aiss aatttu ai ual é um desa½ ual, ½o. Penssando nesse aspecto Pe to o, fo f i criada daa uma m comissão cientí½ca composta por nom mes es d daa deerrm mat atologia nacional com

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tratamento de urticária crônica da Academia Europeia de Alergia e Imunologia passaram a adotar para os casos refratários aos anti-histamínicos de segunda geração em doses habituais, o uso de doses duplicadas, triplicadas ou mesmo quadruplicadas desses agentes. Apesar dos grandes avanços observados nos últimos 20 anos, a urticária continua uma verdadeira síndrome, com ampla etiologia possível e tratamento complexo e diversi½ ½cado, além de constituir tema a ser cienti½ ½camente explorado”, explicou ao JSBD. Sua dissertação resultou no estudo The in¾ ¾ammatory response in drug-induced acute urticaria: ultrastructural study of the dermal microvascular unit, publicado no Journal of European Academy of Dermatology and Venereologyy, em 2006. A tese também deu origem a estudos publicados em outros periódicos estrangeiros, como o Journal of European Academy of Dermatology and Venereology, Israel Medical Association Journal (IMAJ) [online], além dos ABD. Q

representatividade nas variadas áreas da dermatologia, dermatologia como Alex Panizza (AM), Bruno Santana (SE), Eduardo Lago (MA), Emmanuel França (PE), Fabio Francesconi (AM), Fátima Maroja (AM), Lauro Lourival (PI), Mario Miranda (PA) e Sérgio Palma (PE). O evento também receberá uma importante presença internacional, o renomado dermatologista francês Robert Baran. “Além disso, em homenagem ao saudoso Prof. Dr. René Garrido Neves, um dos idealizadores do curso de dermatopatologia tropical, teremos espaço de destaque no evento para esse relevante tema. Blocos tradicionais serão mantidos, como a sessão ‘Meu melhor caso’ apresentada pelos presidentes de regional. Dermatologia clínica, cosmiátrica e laser, oncologia cutânea e cirurgia dermatológica também serão abordadas, além de diversos cursos práticos.” Quanto à parte social, Valeska revela que muitos eventos estão sendo programados, “como a festa de encerramento que ocorrerá em um hotel ¾utuante do rio Negro, tendo como pano de fundo o entardecer na selva amazônica.” Para Valeska Francesconi é vital o resgate da Jornada Nor da orttee-N Nordeste no cenário nacional da dermatologia: “Apesa sarr de se ma mant nter localmente forte, sua representatividade no país vem mp per errde erde dendo espaço. No intuito de resgataar se s u devido valor, estaamo mos montando um programa mos cieen cien ntí½ ½co rriicco o e atual, agregada a um maa programação social in nte tensa, tem mpe peraada com os aspecttos tur u ísticos da Amazônia. zôni zô a. Apr provvei eito tto o parra agradece cerr pu publ b iccam amente a todos que es estã tão co contriibu uind indo para a rreeal in aliizaç ação o des esse evento, eem m esp spec eciaal a at ecia ec a ua ual Di D retoria da SBD rep pre r se sent ntta a pela ntad Drra. D a. D Denis ise se Steiiner neer e pelo Dr. Gabri riel ri ell Go on nti t jo o”, com om menta. Paara P Para r obterr outras informaçõees vi vissiite ite te o site www. w nn ned e erma maatto o2013.com.br. Q


Defesa pro½ssional

Câmara Técnica de Dermatologia no CFM: uma conquista para a SBD, um benefício para a população brasileira Nela, dermatologistas podem participar com questionamentos, divulgando problemas referentes ao exercício pro½ssional e contribuindo para a universalização de boas práticas médicas

dermatologistas do estado. Constituídas de especialistas com experiência pro½ ½ssional e comportamento ético e ilibado, as câmaras técnicas nos Conselhos de Medicina visam assessorar os conselheiros nos diversos temas concernentes ao campo de atuação de cada especialidade médica. “A atividade das câmaras técnicas é muito enriquecedora, pois, por seu intermédio, auxiliamos na discussão de muitas dúvidas de caráter ético-pro½ ½ssional de nossa área, sobretudo na parte da publicidade médica, tema em que a dermatologia tem enfrentado muitas di½ ½culdades”, aponta Pacheco, que participou como coordenador da Câmara Técnica de Acupuntura, “já que a especialidade não tinha conselheiro representante no Cremesc”. Assim como a experiência de Santa Catarina, Pernambuco também tem especialistas da SBD-PE como membros da Câmara Técnica de Dermatologia do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). Criada em 2008 está sob coordenação de Silvia da Costa Carvalho Rodrigues, além dos membros Aldejane Gurgel Rodrigues, Fábia Vasconcelos Valente, Marília de Moraes Delgado e Sérgio Luiz de Lira Palma.

Entrevista especial

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nstituída em agosto de 2012, a Câmara Técnica de Dermatologia e Procedimentos Estéticos da SBD no Conselho Federal de Medicina (CFM) já vem se reunindo para discussão de questões que estavam pendentes no Conselho Federal. Dois encontros foram realizados junto ao órgão de saúde para que temas que demandam soluções éticas fossem respondidos e analisados. “Certamente os assuntos mais impactantes para a dermatologia foram aqueles que dizem respeito a resoluções de Conselhos

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de outras profissões que permitem atuação de seus profissionais em atos privativos da profissão médica. Tais assuntos tiveram encaminhamento jurídico pelo próprio CFM”, explica um dos membros da Câmara Técnica de Dermatologia e presidente do Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (Cremesc), Vicente Pacheco Oliveira. Como conselheiro do CRM de Santa Catarina, Vicente Pacheco estimulou a criação da Câmara Técnica junto àquele Conselho, do qual faz parte com outros

Em reuniões anuais promovidas pelo Cremepe, chamadas de Encontro das Câmaras Técnicas, são discutidos temas de interesse geral, com ênfase nos relacionados à ética e bioética. “As Câmaras Técnicas também podem propor discussões e ações pertinentes à especialidade, a despeito das demandas da presidência, e temos como proposta para 2013 implementar essas ações, contribuindo para o fortalecimento e reconhecimento da especialidade nos âmbitos regional e nacional”, salienta Silvia Carvalho, que também é corregedora do Cremepe. Segundo Sérgio Palma, presidente da SBD-PE, a criação da Câmara Técnica de Dermatologia no CFM consolida a importância da especialidade na área médica, traduzindo a representatividade da dermatologia: “Propicia ações de defesa pro½ ½ssional, bem como ações inerentes aos interesses da especialidade e sua valorização, e fornece respaldo técnico cientí½ ½co ao CFM nas questões relacionadas aos avanços diagnósticos e terapêuticos de nossa especialidade, bastante intensos na atualidade; respaldo, aliás, necessário para o bom desempenho da medicina e da dermatologia.”

Bogdana Kadunc

Nesta breve entrevista, a ex-presidente da SBD na gestão 2011/2012 e coordenadora da Câmara Técnica de Dermatologia e Procedimentos Estéticos da SBD no CFM, Bogdana Victória Kadunc, nos apresenta projetos e desa½os ½ para este ano e maneiras como pro½ssionais de dermatologia de todo o país podem ajudar no trabalho desenvolvido pelos membros que compõem a câmara. “Os processos contra os conselhos de Biomedicina e de Fisioterapia já foram em parte fruto da constituição dessa câmara”, destaca. Ao lado de Bogdana Kadunc (SP), integram a Câmara Técnica de Dermatologia, Denise Steiner (SP), Ivonise Follador (BA) e Vicente Pacheco de Oliveira (SC), além de José Maria Vinagre (RJ), do CFM.

De que maneira os sócios da SBD podem contribuir para o trabalho que vem sendo realizado pelos membros da Câmara Técnica? Mandando sugestões sobre assuntos de interesse para nossa especialidade que demandem soluções éticas ou administrativas. A constituição dessa câmara signi½ ½ca um grande avanço político para a especialidade; agora já temos um lugar de assento no CFM, que é o local adequado e seguro para encontrar as soluções para nossos problemas ligados ao crescimento cientí½ ½co e à defesa pro½ ½ssional.

Quais são os principais projetos da Câmara Técnica para este ano? Além de receber e resolver todas as demandas éticas ligadas à dermatologia que chegam ao CFM, estão em pauta também a elaboração de notas técnicas o½ ½ciais para normatizar assuntos relacionados ao exercício de nossa especialidade, principalmente os polêmicos. Posso citar como exemplo a normatização sobre

Quais são os principais desa½os? O próximo passo muito importante relacionado à representatividade política da dermatologia é a candidatura de dermatologistas para vagas de conselheiros nos CRMs de todos os estados nas eleições de 2013 e no CFM, em 2014. Só ocupando esses espaços, estaremos seguros quanto à defesa de nossos interesses. Q

quem deve manipular os aparelhos de laser e outras tecnologias.

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Jovem Dermatologista

Ganhadores de bolsas de estudo no exterior enaltecem oportunidades oferecidas pela SBD Após a experiência, eles contam como estão suas situações pro½ssionais neste momento

P

or de½ ½nição, jovens médicos – dermatologistas, entre eles – são aqueles com menos de 40 anos de idade, que terminaram a residência ou a especialização e estão entrando no mercado de trabalho. Precisam, contudo, de orientação sobre educação médica continuada, cursos de aperfeiçoamento e estágios. Atenta a isso, a SBD tem promovido há alguns anos diversos concursos cientí½ ½cos que visam proporcionar ao jovem estudante a oportunidade de aprimoramento no exterior, seja por meio de bolsas de estudo em hospitais de ponta na Europa e Estados Unidos, ou com a participação em grandes eventos da área. Dezenas de residentes, pós-graduandos e especializandos foram bene½ ½ciados e enriqueceram seus currículos acadêmicos e cientí½ ½cos com essas experiências, como a paranaense Letícia Contin. Aos 33 anos de idade e um de pro½ ½ssão, a dermatologista formada pela Universidade Federal do Paraná (2005), com residência no Instituto Lauro de Souza Lima (2007/2010), além de cirurgia dermatológica na Faculdade de Medicina do ABC (2010/2011) foi uma das vencedoras da primeira edição do “Trabalho de Investigação”, parte do Prêmio Residentes, da SBD/RoC e, dois anos depois, do Prêmio Fide (Foundation for International Dermatological Education).

24 Jornal da SBD O Ano 17 n.1

O impacto em sua vida pro½ ½ssional e a oportunidade de acesso à cultura alemã com a estada de dois meses na Universidade de Munique, além da participação na AAD – graças ç ao bom do desempenho do Prêmio Fide –, foram mais do que marcantes. “O período em que estive na Alemanha foi muito enriquecedor. Tive a oportunidade de observar tratamentos de ponta que não são oferecidos com tanta facilidade no Brasil, assim como de conversar com pro½ ½ssionais especializados em ramos da dermatologia, como patologia, cirurgia, oncologia. Não apenas do ponto de vista pro½ ½ssional, mas também pessoal, conhecer outra cultura e diferentes opiniões foi extremamente importante para minha formação. Também considero a experiência do Congresso Americano de Dermatologia (AAD) muito interessante e ótima fonte de atualização. Foi grati½ ½cante rever pessoas que ½zeram parte de meu cotidiano na Alemanha e poder manter contato. Elas me ajudam a distância até hoje e sempre foram muito solícitas. Para quem tem vontade de fazer estágio no exterior, recomendo que faça um trabalho cientí½ ½co e tente título de pro½ciência em inglês. Mesmo que o trabalho ainda não esteja ½nali-

zado, há chances para todos”, conta Letícia, que hoje é médica assistente do Hospital do Servidor Municipal, responsável pelo ambulatório de tricoses. Atuação abrangente: clínica, cirurgia e cosmiatria O Prêmio Fide, que estende oportunidades de estudos e intercâmbio no exterior para outras categorias de sócios da SBD, além dos residentes já atendidos pelo projeto SBD/RoC, teve como uma das vencedoras em 2010, Renata Zac, de Belo Horizonte. A jovem na época com 30 anos de idade, pôde desfrutar pela primeira vez da participação no Congresso da AAD, realizado em Miami. “A experiência foi bastante rica. As palestras muito interessantes e completas. Os palestrantes fazem revisões bibliográ½ ½cas bem extensas e, apesar de muitos serem consagrados, autores de livros e artigos, são pessoas simpáticas e receptivas. Aos mais novos, passo a dica: não deixem de ser tornar ¾uentes na língua inglesa”, disse ao JSBD. Apesar da di½culdade ½ em conciliar trabalho e família – ela tem um ½ ½lho pequeno e está grávida do segundo – sua rotina tem sido produtiva: “Trabalho em consultório que presta atendimento particular e a convênios e em um hospital particular,

atuando em casos clínicos, cirúrgicos e cosmiátricos.” O dermatologista Felipe Bochnia Cerci, contou que o estágio na Universidade do Texas, em Houston (EUA), foi determinante para o sucesso de sua carreira. Desde o início da residência na Santa Casa de Curitiba, ele sonhava em estudar nos Estados Unidos, e a estada foi o começo da realização de um sonho: “Durante o período em que estive em Houston, tomei uma decisão determinante para a carreira: con½ ½rmei meu desejo em fazer cirurgia de Mohs. Por essa razão, depois de retornar ao Brasil e concluir a residência, iniciei a especialização em cirurgia dermatológica/cirurgia de Mohs na Santa Casa de Curitiba”. Felipe explica que o trabalho enviado ao Projeto Residentes da SBD em 2010, responsável pelo estágio em Houston, foi o mesmo que lhe permitiu outra experiência importante, a ida ao Congresso Mundial de Dermatologia na Coreia do Sul, em maio de 2011. “O encontro fez com que eu estabelecesse novos contatos que possibilitaram um estágio na Universidade de Melbourne, na Austrália, no ½nal de 2011. Essas estadas nos EUA e na Austrália me motivaram a dar continuidade à formação pro½ ½ssional no exterior”, completa.

Felipe credita seu sucesso pro½ ½ssional a todos que o apoiaram desde o início dos estudos, em especial ao Departamento de Dermatologia da Santa Casa de Curitiba e a sua família

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Foto: Lucas Amarelli / Agência RBS

Tecnologia e medicina

Jovem Dermatologista

Aplicativo ajuda na triagem de lesões sugestivas de câncer da pele Criado por um estudante de ciência da computação da Furb, aplicativo serve de ferramenta de apoio para o médico generalista

H

uma medicina humanista, em que o pro½ssional ½ vê o doente como um todo, percebendo o contexto da doença e de seu impacto na vida do indivíduo, é o que defende Vanessa

Humanismo no exercício pro½ssional

Em constante mudança é como Vanessa Silveira de Medeiros, de 33 anos, de½ ½ne sua vida pro½ssional. Formada em medicina pela Unicamp, em 2003, ela fez residência em clínica médica antes de escolher a dermatologia, especialidade em que se formou em 2009. Seu foco hoje é a área acadêmica. A jovem está em fase de conclusão do mestrado em Medicina Tropical pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e também é professora substituta e responsável pelo ambulatório de psoríase no

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Departamento de Dermatologia da mesma instituição. Vanessa guarda na sua trajetória pro½ ½ssional a experiência do estágio de dois meses no Henry Ford Medical Center, em Detroit, Estados Unidos, no início de 2010. Foi lá que ela pode observar na prática que um médico não deve ser apenas objetivo e racional. O envolvimento emocional desse pro½ ½ssional com o paciente é fundamental para que o tratamento ¾ua de maneira positiva. “A maior mudança que senti foi sutil, mas muito importante na minha maneira de atender aos pacientes. Apesar de termos a impressão de que a medicina americana é focada em tecnologia e pouco humanista, pude observar no Henry Ford um profundo respeito entre médicos e pacientes. A doença e o tratamento são explicados de maneira que o paciente compreenda o que está acontecendo e por que está sendo oferecida aquela terapêutica. É evidente que o melhor nível de escolaridade da população ajuda nesse processo. Tento trazer isso para minha prática diária, pois sinto que quando o indivíduo compreende seu problema a relação médico/paciente se torna mais estreita e há maior adesão ao tratamento”, comenta Vanessa que, após o período de estágio, prestou a prova de título tendo sido aprovada. Hoje tem apenas dois anos de atuação pro½ ½ssional, mas bastante experiência, tendo participado como palestrante nos dois últimos congressos brasileiros de dermatologia (Florianópolis e Rio de Janeiro), além de atuar em seu consultório privado. Q

á cerca de dois meses, o estudante Thiago Pradi, de 24 anos, do curso de ciência da computação da Universidade Regional de Blumenau (Furb), desenvolveu um aplicativo que faz diagnóstico preliminar de lesões de pele. Testado em imagens disponíveis na internet, o projeto-piloto servirá de ferramenta auxiliar para a triagem de pacientes. A ideia de Thiago surgiu ao assistir às aulas de procedimento de imagens, lecionada pelo orientador de trabalho de conclusão de curso (TCC), Aurélio Hoppe, que lhe mostrou a aplicação das técnicas ensinadas. “Entre os exemplos estava a identi½ ½cação do câncer da pele, visto que moramos em região com alto índices da doença (Jaraguá do Sul, SC). Fiquei fascinado com o assunto. Após pesquisas e discussões, constatamos que não havia trabalhos relatando diagnóstico de câncer da pele a partir de dispositivos móveis. Isso me estimulou ainda mais a desenvolver a ferramenta”, informou Thiago. Para a elaboração do programa, o jovem contou com a orientação cientí½ ½ca do dermatologista associado titular da SBD-SC Roberto Coswig Fiss, que tirou dúvidas quanto a bases con½ ½áveis de imagens de lesões de pele disponíveis em domínio público na internet, bem como suas classi½ ½cações. O objetivo do aplicativo não é substituir o diagnóstico do dermatologista, mas triar e auxiliar. “O aplicativo tem um potencial muito bom para auxiliar na triagem de pacientes antes de eles serem encaminhados para dermatologistas para diagnóstico e conduta de½ ½nitiva. Ainda é um projeto-piloto, tendo sido testado por enquanto em imagens prontas disponíveis na internet. Portanto, para ser aplicado em situações clínicas, deve ser submetido a ensaio clínico, com pacientes selecionados, sendo feita avaliação de lesões e posterior análise histológica. Só depois, pode-se considerar o aplicativo uma ferramenta de apoio para o médico generalista, sempre levando em conta a possibilidade de erros do aplicativo e o juízo clínico

do médico assistente, que em caso de dúvida deve encaminhar o paciente para avaliação especializada com dermatologista. Além disso, o programa foi testado especi½ ½camente para distinção de melanomas e nevos, não sendo no momento aplicável para os outros tipos de câncer da pele (CBC e CEC, responsáveis por 95% do total de lesões malignas de pele). Portanto, não considero uma ferramenta a ser utilizada por público leigo,” observou Roberto Fiss. O aplicativo levou um ano para ½car pronto, e hoje está na fase de ajustes na interface do usuário. Atualmente só funciona em iPhone e pode ser disponibilizado por meio da Apple Store e do Projeto Pronto, parceria da Furb com a Prefeitura Municipal de Blumenau (SC) que busca informatizar e agilizar o atendimento básico na rede pública de saúde. “No Projeto Pronto ele será útil para a triagem de pacientes, já que o uso de smartphones e aplicativos médicos está cada vez mais frequente na prática clínica diária. Para os dermatologistas, pode ser ferramenta auxiliar”, disse Thiago, que possui uma consultoria em desenvolvimento de software em Jaraguá do Sul, com foco em desenvolvimento de sistemas para internet. “Tanto o desenvolvimento de sistemas para internet quanto de aplicativos são recompensantes para mim. Quero continuar trabalhando com software por muito tempo, mantendo o objetivo de melhorar a vida das pessoas pela tecnologia”, ½naliza. Q Diagnóstico em três etapas e em poucos minutos

O usuário precisa: 1. Cadastrar a mancha a ½m de criar um histórico de lesões; 2. Tirar uma foto da mancha ou sinal com a câmera do próprio dispositivo; 3. Pressionar o botão de diagnóstico, e segundos depois o aplicativo mostra na tela o possível resultado (lesão benigna ou maligna).

O

27


Destinos

Miami, S

ede do próximo Congresso da Academia Americana de Dermatologia (AAD) e um dos destinos norte-americanos mais procurados por brasileiros, Miami está pronta para receber dermatologistas de todo o globo para a 71a edição do maior evento da especialidade, a ocorrer de 1o a 5 de março. Principal porta de entrada para a Flórida, estado situado no sul dos Estados Unidos (EUA), Miami surpreende aqueles que encaram as compras como principal possibilidade na viagem. A chamada capital latina dos EUA, que possui hoje mais de 400 mil habitantes, é muito bem servida de belos museus, construções históricas, parques, além de possuir uma in½ ½nidade de opções de passeios e de agitos noturnos.

28 Jornal da SBD O Ano 17 n.1

modo de usar Em pleno Centro da cidade, por exemplo, um dos prédios que mais chamam a atenção é o Freedom Tower, imponente edifício construído em 1925, com arquitetura inspirada na torre La Giralda, de Sevilha, Espanha, e que abrigava refugiados cubanos nas décadas de 1960 e 1970. As pérolas arquitetônicas em art déco o dos anos 20 e 30 em South Beach, podem ser apreciadas na movimentada Ocean Drive, avenida que abriga clássicos da hotelaria e da arquitetura, como o Colony Hotel, construído em 1935. A cidade também tem excelentes opções de museus, como o Wolfsonian, um simpático espaço dedicado às últimas décadas do american way of life, o Bass Museum of Art, de 1963, e que explora as conexões entre a arte contemporânea e obras de arte de sua coleção permanente, com ênfase nos períodos renascentista e barroco.

Freedom Tower

Ocean Drive

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dicas

Fairchild Tropical Garden O Fairchild Tropical Garden, o primeiro jardim botânico tropical do país, é um dos lugares imperdíveis para se ir com a família. Inaugurado em 1938, tem 11 lagos em que são realizados festivais de frutas, orquídeas e chocolate, além de exposições de esculturas de artistas como Botero e Roy Lichtenstein. Outro endereço verde bastante conhecido na cidade é o Lummus Park, em Miami Beach, entre a Ocean Drive e as areias de South Beach. No local é possível pedalar, fazer caminhadas e jogar vôlei de praia. As praias também constituem relevante atrativo de Miami Beach. Dentre as mais tranquilas, na parte sul da cidade, destaca-se a Key West, conhecida pelos recifes de corais e fauna marinha.

Curiosidades 1. O nome “Miami” foi atribuído à cidade pelos primeiros moradores. Na língua indígena signi½ca “Água Doce”. A cidade é cortada pelo menor rio navegável dos EUA, o Miami River 2. Cerca de 60% da população é de origem latina

Estande da SBD

Denominado Espaço Brasil, o estande vai fornecer informações institucionais sobre a SBD, divulgar as inúmeras atividades desenvolvidas pela entidade, bem como promover o intercâmbio entre médicos do Brasil e do exterior. “Estamos vivendo numa nova era voltada para a internacionalização da SBD; queremos, portanto, fortalecer essa troca de experiências internacionais, estimulando ainda mais o intercâmbio de médicos do Brasil no exterior, e também recebendo colegas de outros países”, a½rmou ½ o coordenador de Relações Internacionais da SBD, Reinaldo Tovo. O estande da SBD foi criado pela primeira vez no Congresso Americano de Dermatologia de Washington (EUA), em 2007. Não se esqueça de colocar na agenda a festa o½ ½cial da SBD durante o Meeting da AAD. Em breve, divulgaremos detalhes desse evento. Q

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Para as crianças, a opção é o Children’s Museum, com 14 galerias que proporcionam diversão e atividades interativas para os pequenos a partir de um ano de idade – eles passam por experiências de gente grande, como ir ao supermercado, pagar contas e pilotar um caminhão de bombeiros. As dicas gastronômicas incluem uma passada no Edge, Steak and Bar, no Four Seasons Miami, em que carnes e peixes são a atração, no Michael’s Genuine Food, em Design District, cujas mesas são disputadíssimas ou no Barceloneta, para experimentar um dos melhores brunches da cidade. No Zuma, um dos excelentes restaurantes japoneses de Miami, no Epic Hotel, o visitante se depara com uma bela vista da baía. Se apesar dessas opções de roteiros culturais e históricos for irresistível a tentação de ir às compras, visite o Sawgrass Mills, perto de Fort Lauderdale, o Dolphin Mall, próximo ao aeroporto, o Design District (nova região de compras cujos objetos de decoração são o destaque) e o Bal Harbour Shops, shopping que inspirou o Cidade Jardim, em São Paulo.

Informações e serviços Código do país: 1 Código de Miami: 305 Fuso horário: duas horas menos (horário de Brasília) Moeda: dólar norte-americano Para saber mais sobre a cotação da moeda, acesse: economia.uol.com.br/cotacoes Idioma: inglês e espanhol Transporte: É recomendável ter o telefone de algum radiotáxi a tiracolo Documentos: Passaporte e visto são os documentos indispensáveis para entrada no país. Outras informações no site www.visto-eua.com.br


Analogias em Medicina

A coluna “Analogias em Medicina” tem signi½cativa utilidade prática, particularmente por seu papel didático-pedagógico e, consequentemente, por facilitar a compreensão de diversos processos patológicos que acometem o ser humano. Muitas vezes coloquial e/ou restrita ao diálogo entre médicos e outros pro½ssionais envolvidos, mantém-se dentro das normas éticas.

José de Souza Andrade Filho Patologista HFR/BH Professor de patologia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e membro da Academia Mineira de Medicina

Ladrãozinho na pele

F

urúnculo é infecção cutânea, circunscrita a um folículo pilossebáceo, causada por esta½ ½lococo e que se apresenta sob a forma de carnicão no centro da área in¾ ¾amada. Ocorre supuração com grande acúmulo de neutró½ ½los e destruição do pelo e da glândula sebácea, geralmente com formação de cicatriz. É comum em adultos jovens e afeta a pele de pescoço, face, axilas e nádegas. Clinicamente, o furúnculo mostra-se como nódulo eritematoso, doloroso e quente – o aspecto clássico da in¾ ¾amação aguda, descrita no primeiro século da nossa era pelo romano Aurelius Cornelius Celsus, misto de médico e escritor: “notae vero in¾ ¾ammationis sunt quattuor: rubor et tumor, cum calore et dolore”. (Os sinais verdadeiros da in¾ ¾amação são quatro: rubor e tumor, com calor e dor). Posteriormente, foi acrescentado um quinto: functio laesa, isto é, alteração funcional da parte afetada. O Houaisss (Dicionário da Língua Portuguesa) traz explicação clara: Etim. lat. Furunculus,ii propriamente “ladroeiro, broto secundário da videira que se desenvolve a expensas dos ramos principais, furtando-lhes a seiva; como, no momento em que nasce esse broto, a videira apresenta um botão, deu-se, por analogia, o mesmo nome a um “botão infeccioso” de pele (furunculus: literalmente, ladrãozinho, diminutivo de fur, furis: ladrão; ingl. a little thieff). A sinonímia popular do furúnculo é rica e inclui “bichoca, bichoco, cabeça-de-prego, frunco, fruncho, frúnculo, leicenço, nascida, nascido”. O termo antraz refere-se a um conjunto de furúnculos (anthrax, cis “terra vermelha”, gr. “antraks, akos” “carvão, carbúnculo”), apresentando-se como

Figura – Esquema de furúnculo e antraz (Ackerman, BA - modi½cado)

área eritematosa, edemaciada, sobre a qual surgem múltiplos focos de drenagem de exsudato purulento (Figura). Ainda relacionada ao furúnculo há a rara síndrome hiper-IgE (hiperimunoglobulinemia IgE), na qual ocorrem infecções recorrentes, incluindo abscessos na pele por esta½ ½lococos (S. aureus). Davis et al., em relato cientí½co ½ sobre pacientes com hiper-IgE, criaram a expressão síndrome de Jó,* baseando-se no personagem bíblico que, castigado, resistiu, com grande paciência e coragem, a uma grave “furunculose crônica e recidivante da cabeça aos pés”. A taxa de mortalidade na síndrome de Jó é alta devido a infecções sistêmicas associadas, embora Jó, o homem da Bíblia, antes muito rico e posteriormente miserável, tenha vivido até os 140 anos. O Senhor, observando sua retidão e ½delidade, devolveu-lhe todos os bens em dobro e permitiu-lhe nova mulher e ½lhos. Livrou-o também dos abscessos. Inativou a venenosa Ig-E, injetou-lhe imunoglobulinas de boa qualidade e corrigiu o defeito da quimiotaxia de seus neutró½ ½los. Q * Davis SD, Schaller J, Wedgwood RJ. Job’s syndrome: recurrent “cold” staphylococcal abscesses. Lancet, 1966: 1013-15.

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Regionais

Amazonas festa de confraternização e posse da Diretoria da gestão 2013/2014, composta por Paula Frassinetti Bessa Rebello (presidente), Nadya Fernandes Picanço Lopes (vice-presidente), Claudia Zanardo Alves da Graça (secretária-geral), Daniela Frota de Souza (tesoureira), Silvia Rocha Nakajima (secretária de sessões) e Antônio Pedro Mendes Schettini e Silmara Navarro Pennini (assessores de pesquisa).

Pará

A Regional Pará realizou a festa de confraternização de ½nal do ano no dia 8 de dezembro com a participação expressiva dos sócios. A nova Diretoria será composta por: Deborah Unger (delegada), Clívia Carneiro (presidente), Andréa Miranda (vice-presidente), Maraya Bittencourt (tesoureira), Francisca Miléo (secretáriageral), Fernando Carneiro (comissão cientí½ ½ca), Renata Barros e Bruna Crescente (coordenadoras de eventos cientí½ ½cos).

Rio Grande do Norte

A Diretoria da SBD-RN gestão 2013/2014 será integrada por Maria do Carmo Araújo Palmeira Queiroz (presidente), Kelly Christina Cavalcanti de Carvalho França Guerra (vice-presidente), Juliana Nascimento Andrade Rabelo Caldas (tesoureira), Juliana Cristina Soares Nunes (secretária) e contará com a participação de Maurício Lisboa Nobre (Departamento de Hanseníase), Gleyse Oliveira Pinheiro (Departamento de Cosmiatria e Laser), Angélica das Neves Fonseca (representante de Mossoró), Hélio de Medeiros Vale Júnior (repr (representante de Caicó), Sidney Augusto da Cruz Costaa (delegado) e Leonardo Ribeiro de Andrade (delegad do suplente).

“Estamos com a agenda já elaborada, enviada previamente para todos os nossos associados, visando assegurar sua participação maciça, bem como eventos de qualidade. Manteremos a saudável interação com o Hospital Universitário Onofre Lopes, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), estreitando laços de ajuda mútua que são praxe desde a fundação de nossa Regional. Colocamo-nos à disposição para junto da SBD Nacional e das demais regionais fortalecer cada dia mais nossa jovem e centenária especialidade, orgulhosos de pertencer à segunda maior sociedade dermatológica mundial”, destaca a presidente Maria do Carmo Araújo Palmeira Queiroz.

Mato Grosso

No dia 10 de janeiro, os remanescentes tes da Diretoria da Regional Mato Grosso na gestão 2011/2012 e que foram reeleitos em seus cargos se reuniram para dar boas-vindas aos membros que passarão a integrar a equipe de 2013/2014: Paulo Rodrigo Pacola, que assumiu como secretário, Cyntia Lima, que será a tesoureira, e Nastasha Crepaldi, nova vice-presidente. Outra notícia que movimentou a Regional foi a aprovação de Eryka Alessandra Oliveira Silveira, de 28 anos, na Avaliação Opcional para Residentes e Aperfeiçoandos da SBD (foto).

Distrito Federal

Teve iníccio este ano o mandato da nova vaa Diretoria daa SBD-DF, com Lucas Nogueiraa na presidênccia e Thiago Pintto na vice-presidência, que prestam seu ag gradecimento ao ex-presidentte Rubens Marrcelo Leite pelo excelente traabalho realizado o em 2012 e comunicam a todos que a prim meira rodada de reuniões cientí½ ½cas será reaalizada em 16 de março. Em breve, a program mação será divulgada nas míd dias sociais.

Paraíba

De 15 a 17 de novembro, João Pessoa sediou a VI Jornada Paraibana de Dermatologia, sob a coordenação de Luciana Rabello, presidente da SBD-PB. Consagrada pelo sucesso o de público, alta qualidade dos palestrantes e programação esmerada, a jornada transformou-se em prestigiado encontro cientí½co e social da Região Nordeste.

Paraná

Tomaram posse os novos representantes da Regional Paraná para a gestão 2013/2014: José Roberto Toshio Shibue (presidente), Iara Rodrigues Vieira (vice-presidente), Lígia Márcia Martin (secretária), Cyntia Sumire Cooti (tesoureira), Flávia Costa Prevedello (assessora de Atividade Cientí½co-social) e Anber Ancel Tanaka (assessora de Ética e Defesa Pro½ssional). Os novos delegados da SBD-PR são os médicos: Anber Ancel Tanaka, Caio Cesar de Castro, Gustavo Bráz Thá, Lincoln Zambaldi Fabricio e Roberto Gomes Tarlé.

Espírito Santo

A nova da Diretoria da Regional Espírito Santo o jáá de½ ½niu sua programação cieentí½ca e social para esste ano. A XXVI Jornada Capixaba de Dermatologia seerá realizada noss dias 17 e 18 de maio, e a III Jornada Cap pixaba de Dermatologia matologia Cosm Cosmiátrica, miátrica no dia 3 de agost agosto. to O atual presidente, Leonardo Mello Ferreira, acredita que a participação de associados capixabas e de outros estados deve aumentar. “Além das jornadas, programamos uma intensa agenda cientí½ ½ca que inclui palestras teóricas nas Reuniões Clínicas Mensais e Cursos Práticos durante o ano todo, contando com os melhores professores em seus respectivos temas. Já a festa de confraternização da XXVI Jornada Capixaba de Dermatologia, será um atrativo à parte.”

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Os conselheiros federais Dalvélio Madruga e Carlos Vital (primeiro e último da esq. para a dir.) ladeando Luciana Trindade (presidente SBD-PB biênio 2013/2014) e Luciana Rabello (presidente SBD-PB biênio 2011/2012) na posse da nova diretoria, em dezembro

Santa Catarina

A nova Diretoria da Regional Santa Catarina é composta por André Luiz Rossetto (presidente), Daniel Holthausen Nunes (vice-presidente), Jorge Luiz Battisti Archer (primeiro tesoureiro), Luiz Dario Sponholz (segundo tesoureiro), Marcelo Rigatti (primeiro secretário), Laerte Cascaes Lisboa (segundo secretário), Mauricio Amboni Conti (coordenador de Comunicação), Roberto Moreira Amorim Filho (coordenador de Eventos), Rafael Lenzi Tarnowsky (assessor de Defesa Ética

e Pro½ ½ssional), Leonardo Ravache (ouvidor) e Roberto Moreira Amorim Filho, Silvia Maria Schmidt e Edislene Viscardi (delegados). Pela primeira vez na presidência da SBD-SC, André Luiz Rossetto já está empenhado na realização da 43a Jornada Catarinense de Dermatologia, que ocorrerá nos dias 15 e 16 de março na cidade de Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Jornal da SBD Ano 17 n.1 O 35


Bastidores da dermatologia

Novidades sobre a cirurgia micrográ½ca de Mohs

S

ão boas as notíciaas sobre a cirurgia micrográ½ca no Brasil. No XIX Congresso Ibero-latino-americano de Deermatologia (Cilad), ocorrido em setembro do ano passado o, em Sevilha, Espanha, foi aprovada a criação do Grupo Grr de Cirurgia de Mohs do Cilad. Partticiparam da reu eunião para a instituição do grupo especialistas da Cossta t Rica, Espanha, Argentina, Colômbia, Estados Unid dos, além do Brasil, representado pelos colegas dermattol o ogistas Luiz Roberto Terzian, Frederico Sanchez, Selmaa Ce C rnea, Gabriel Gontijo – sendo estes dois últimos esc s ol sc o hidos para coordená-lo, juntamentte com Carlos Garcia (E (EUA U )e UA Gaston Galimberti (Arg gentina). O vice-presidente daa SBD, Gabriel Gontijo, lem mbra que o Brasil é um dos países mais avançados na org gaa-nização da estrutura do Grupo de Cirurgiões de Moh o s do mundo, tendo, aliás, servido de modelo paraa eela la-la boração das Diretrizes de Capacitação nessa área de atuação da dermatologia. “A partir de agora tereemo mos ampla participação em todos os eventos cientí½ ½cos os d os do o Cilad, divulga gand nd do nossa experiência e o interccâm âmbi biio dee b cirurgiões de Mohs entree os Serviços que u rea ealiliza ea liizaam esssa sa técnica no os países q que com ompõem o Cili ad ompõ d”,, disse. Outra boa notícia sobre a téécn c ica, é que o Departtaamento de Cirurgia Micrrog o rá½ rráá½ca da SBD, durante a gest ge stão ã da ex-p ão pre resi ssiide dente B Bo ogdana Victória Kadunc, sob og c orrde co den naaaçã ção çã o da d Sel elma ma Ceerrnea neea e auxiliada pelos doutoo o-

36 JJoor 36 ornaal da orna da S SBD BD D O Ano n 17 n. n.11

res Gabriel Gontijo, Roberto Tar arléé e Eu ug gênio Pimentel, elaborou um documeento que rege as D Diiretrizes de Capacitação do Cirurgiãão de Mohs no Bras assilil, il, ap apre resse sent en nttad a o e aprovado na última reunião do Conselho Deliberraattivvo da SBD, na Radesp, co omo regimento do Departam ment nto to de Cirurgia Micrográ½ca ½ da Sociedade (o documeen ntto será publicado na pró óxima ed e içção ã ). Gontijo ressalta qu ue foi também realizado um censo so sobre a atual situação o da cirurgia micrográ½ca de Mohs no Brasil revelando ooq que está ocorrendo no país em relação ao procedimentto cirúrgico. A pesquisa levantou o número de médicos aacreditados pelo Departamento dee Cirurgia Micrográ½ ½caa da SBD, quantos trabalha haam eem m Serviços Credenciado os da Sociedade, qual aall é o conte ontteeú on ú-do programático dessses centros de formaação ã , entre outros pontos. “Nosso objetivo principal foi organizarr, unir e fo f rtal alec al e er o gru upo po, o, evit evit ev i an a do a banalização da técn nicca. a. Além disso, foii um ma fo forrm form ma de ccontrib ib bui u r co c m o De Depa partamento de Cir irrur urg giia ia Microg ccrrog ográ rá½ca da SBD par ara reallizzaar a ção de event nttos os cien ntí½ ½cos, promovendo a ade dequ qua uad ada formação de no ovvo os cirurgiões de Mohs e estimulando a troca de experiêên nccias c entre os pro½ ½ssionais no Brasil e em outros Serviçço oss no exterior, que também poderão cco olaabo borrar co om a ccaap pacitação de novos cirurgiões de Mo M ohs ohs h e, aiin nd da, da, a ccom om a divulgação da técnica para a poom pulação o em mg geeerral raall”, exxplica Gabriel Gontijo, responsável peellaa ela p labo ab bo ora r ççãão do do ceen nsso o. Q


Serrviços Credencciado os

Hospitall Otá ávio de Fre r itas Freitas acaba de ser credenciado pelo Ministério da Educação (MEC) e pela SBD, sendo agora a primeira residência em dermatologia da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco. De alta complexidade, o hospital é referência em hanseníase, tuberculose e DST/ Aids, e seu Departamento de Dermatologia é formado por uma equipe de oito dermatologistas, todas membros titulares da SBD: Ana Elisabete Sousa, Jaci Santana (chefe do Serviço), Kátia Oliveira, Maria Luciana Lopes, Mecciene Mendes Rodrigues, Mecleine Mendes Dantas (supervisora da residência), Misia Pinto Martins e Patricia Guimarães, além da dermatopatologista Daniela Takano e de duas micologistas. “Temos quatro salas disponíveis para o funcionamento dos ambulatórios de dermatologia clínica, geral, psoríase, hansenologia, oncologia cutânea, cosmiatria e laser. Para a cirurgia dermatológica, há duas salas de pequena cirurgia e laboratórios de micologia e de patologia. As atividades teórico-práticas de reunião clínica, clube de revista e sessão iconográ½ ½ca ocorrem em sala de reunião; para os seminários, utilizaremos a metodologia do aprendizado baseado em problema (ABP)”, explica Jaci Santana, chefe do Serviço.

Santta Ca asa de Porto Al Alegre

Sob a coordenação de Analupe Webber e participação de Inês Alencar de Castro, Mauricio de Quadros e Renata Frainer, o Ambulatório de Laser do Serviço de Dermatologia da Santa Casa de Porto Alegre realiza desde julho de 2005 procedimentos de epilação a laser, fotorrejuvenescimento, tratamentos de cicatrizes de acne e estrias com laser, remoção de tatuagens e tratamentos vasculares em geral. “Dispomos das tecnologias mais utilizadas, como laser diodo, luz intensa pulsada, Nd-yag pulso longo e q-switched e laser Erbium Fracionado. Anualmente, os residentes do segundo ano da dermatologia participam de treinamento teórico sobre fundamentos em laser e, depois, dos procedimentos com as mais recentes e diferentes tecnologias. Esse ambulatório está disponível para atendimento de pacientes encaminhados por colegas, discussão de casos de laser e treinamento de médicos dermatologistas”, explica Analupe Webber.

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Univ versidadee de Taubatté

Po P or ma mais iss u um m an ano, a Unive vers erssid dad de dee Tau auba b téé eest stende ssu uas as atiivi vida daadees pa para ara r tod oda da a Re Reg gião gi ião ão Metro eettrro opo polilitaana n do Va Vale Vale le do Parraí do aíba baa. N No o diaa 18 de de maiio, no Ho Hosp pittaall Uni nive versiitário ve it o de T Tau au uba baté, baté téé, o S Seerv ervviç iço va vaii real eallizzarr a 75a Reeu un niião Cieent ntíí½ccaa a daa Uni n ta tau e a 16 6 JJo orna or nada da Der Der erm mato ma mat toló lógi g caa de gi de Taub ubat até, com aap prreese ese sent ntaç nt ntaç ação çãão o e dis iscu usssão ão de ca caso caso soss cl clín ínic ín icos ic cos ao ao vivo i o. Em E ou uttu ub brro, o, C Cam ampo am po os dee Jorrdã d o seeráá sed ede da “III Dermatologiia na g nas Al Altu Altu ura rass””, em em par a ceria com m a Sa Santaa Casa de São Paaul P ulo o e co com m pa parttic i ip pação ã do professorr Ne Nelson Proença. Nessa ediççãão o, as as aati tivviida ti dade dees cientí½ í½cas serão dedicadas à dermatop op paatto to ollog ogia ia,, cco om discussão anatomoclínica das p incipais pr i i i e mai ais im impo port rtan tan ntes te dermatoses. Em m São José dos Campos, pelo quinto ano consecutivo ti vo, a pa parc rceria do Serrviço de D Dermatologia da Universid de de Taubaté com o Núcleo da o de Dermatologia do Hospital ViValle continuará levand do aos dermatologistas da região atualização cieentí½ ½ca e reciclagem, com reuniões mensais realizadas àss quintas-feiras à noite. A primeira reunião já tem data marcada:: 21 de março. “Em todas essas atividades a p paarticipaçã p ção é livre p para os associados da SBD. Convidamos todos a visitar nosso Vale do Paraíba”, propõe Samuel Mandelbaum, chefe do Serviço.

Hosppitall Univ versitário o Julio Mülleer (HU UJM)

O Serviço de Dermatologia do HUJM despediu-se em janeiro da ex-tesoureira da SBD-MT, Claudia Parenti Cherin, que está de mudança para a Venezuela. Na foto, estão Tassia Point (R3), Luciana Neder (preceptora da residência), Paulo Pacola (preceptor da residência), Elizabeth Moreno (chefe do Serviço), Claudia Parenti (homenageada), Edson Martins (preceptor da residência), Eryka Silveira (primeira formanda na residência), Ivana Garcia (R3) e Camila Vieira (R2).

Cedeer

O Centro de Estudos Dermatológicos do Recife (Ceder) congratula-se suas alunas do curso de especialização em dermatologia, Ariadne Revoredo, Camila Dornelas e Karine Challegre pelo excelente desempenho na I Avaliação dos Residentes e Aperfeiçoandos da SBD, realizada em dezembro. “O Serviço reinicia suas atividades de ensino e assistenciais este ano com a dedicação e compromisso habituais na formação de novos dermatologistas, buscando cumprir as metas propostas pela nossa Sociedade. Estende os votos de parabéns a todos os demais residentes/aperfeiçoandos aprovados”, disse Silvia da Costa Carvalho, chefe do Serviço Camila Dornelas, Karine Challegre e Ariadne Revoredo


Departamentos

Psicodermatologia

Por Roberrto Azambuja – coordenador e Tânia Nely N Rocha – secretária

O m médico tem sido o grande esquecido durante o trajeto de sua formação em medicina. As escolas e médicas formam seus alunos instruindo-o os a conhecer completamente as doenças, como se elas fossem entidades autônomas, que existissem porr si. Não está em seu escopo o estudo das pessoas que ½cam doentes, pois currículos médicos são falhos na focalização dos sentimentos, das emoções e dos p pensamentos que caracterizam cada ser humano como único. Nesse conceito materialista, o médico – pessoa e eventual paciente – tem sido esquecido desde que ingressa na

Cirurgia

O coordenador do Departamento de Cirurgia Dermatológica da SBD e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCD), Francisco Paschoal, comunica que o Departamento vai priorizar a capacitação, atualização e reciclagem dos associados nesse relevante campo de atuação, em face da importância que a cirurgia assumiu no contexto da dermatologia. “Dessa forma o Departamento planeja realizar em parceria com as Regionais da SBD o Curso de Aperfeiçoamento em Cirurgia Dermatológica desenvolvido pela SBCD, com o objetivo de promover a educação médica continuada nos principais domínios da cirurgia dermatológica (cirurgia dermatológica básica, oncológica e cosmiatria, procedimentos estéticos, laser e tecnologias)”. Segundo Paschoal, o curso terá a programação concentrada em um dia, e o foco principal está nos associados da SBD pertencentes às regionais menores da entidade. “Além disso, o Departamento de Cirurgia Dermatológica se colocará como ponto de apoio aos Serviços Credenciados da SBD na implantação do currículo mínimo em cirurgia dermatológica, princid paalmente na capacitação de docentes e preceptores. Enco En ontra-se, também, entre as açõ ões planejadas pelo Departamento, o desenvolvimento e atualizaação de diretrizes em cirurgia dermatológica”, der comunica.

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faculdade, e é necessário que isso mude. Nem sempre é dada atenção a seus quadros de vida, a suas di½culdades, ½ frustrações, dúvidas. A pergunta “para que você quer ser médico?” poderia ser o início dessa re¾ ¾exão e do apoio a esse indivíduo. Alguns cursos médicos e residências lhe impõem pesada carga de estresse e seria útil ensinar-lhe como evitar os efeitos desastrosos do estresse, para que não seja atingido pelas doenças geradas pelo estresse que faz seus próprios pacientes adoecerem. O Departamento de Psicodermatologia dará essa atenção aos colegas dermatologistas com seminários sobre como lidar com o estresse e como evitar a maioria de suas consequências.

Hanseníase

Os coordenadores do Departamento de Hanseníase da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) Marilda Milanez Morgado de Abreu e Joel Carlos Lastória participaram da “O½ ½cina Preparatória da Campanha Nacional de Hanseníase e Geo-helmintíases”, em Brasília (DF), nos dias 12 e 13 de dezembro. O encontro foi promovido pela Coordenação Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde. O Departamento informa ainda que no período de 18 a 22 de março, o Programa de Controle de Hanseníase e Doenças em Eliminação da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, realizará campanha para detecção de casos de hanseníase em escolares pelo método “espelho” e tratamento quimiopro½ ½lático de geo-helmintíases em escolares. O Ministério da Saúde solicitou o apoio da SBD na campanha que será representada pelos dermatologistas Joel e Marilda.

Marco Andrey Cipriano (Presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia - SBH), Marilda Milanez Morgado de Abreu (subcoordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD), Joel Carlos Lastória (coordenador do Departamento de Hanseníase da SBD), Mary Lise Carvalho Marzliak (coordenadora do Programa de Controle de Hanseníase do Estado de São Paulo)


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Jornal da SBD - Nº 1 Janeiro/Fevereiro 2013 by Sociedade Brasileira de Dermatologia - Issuu